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Vanguardas e Modernismo

  • 2. FUTURISMO: -Liderado pelo italiano Marinetti, autor do Manifesto Futurista (1909) - Celebração da técnica e da velocidade -Desprezo pelo passado -Elogio da guerra -Revolução na linguagem
  • 3. Visões simultâneas, de Umberto Boccioni
  • 4. CUBISMO • Geometrização das figuras • Predomínio de linhas retas • Representação de todas as partes do objeto num mesmo plano (variação da perspectiva • Simultaneidade
  • 5. Les demoiselles d’Avignon, de Pablo Picasso
  • 6. DADAÍSMO • Negação radical das tradições artísticas • Arte da destruição • Niilismo • Non-sense; absurdo
  • 7. A Fonte, de Marcel Duchamp
  • 8. SURREALISMO • Manifesto Surrealista, escrito por André Breton (1924) • Valorização do inconsciente • Atmosferas oníricas, delirantes, mágicas
  • 9. A persistência da Memória, de Salvador Dalí
  • 10. A traição das imagens, de René Magritte
  • 11. Semana de Arte Moderna
  • 12.
  • 13. Teatro Municipal de São Paulo, local que sediou a Semana de Arte Moderna de 1922.
  • 14. Os Sapos, de Manuel Bandeira Enfunando os papos, Saem da penumbra, Aos pulos, os sapos. A luz os deslumbra. Em ronco que aterra, Berra o sapo-boi: - "Meu pai foi à guerra!" - "Não foi!" - "Foi!" - "Não foi!". O sapo-tanoeiro, Parnasiano aguado, Diz: - "Meu cancioneiro É bem martelado. Vede como primo Em comer os hiatos! Que arte! E nunca rimo Os termos cognatos. [...]
  • 16. Entre morros e roda d’água, de Anita Malfatti
  • 17. Cabeça de Cristo, de Victor Brecheret
  • 18. Abaporu, de Tarsila do Amaral
  • 20. Inspiração São Paulo! Comoção de minha vida... Os meus amores são flores feitas de original... Arlequinal!... Traje de losangos... Cinza e ouro... Luz e bruma... Forno e inverno morno... Elegâncias sutis sem escândalos, sem ciúmes... Perfumes de Paris... Arys! Bofetadas líricas no Trianon... Algodoal!... São Paulo! Comoção de minha vida... Galicismo a berrar nos desertos da América!
  • 21. Ode ao burguês Eu insulto o burguês! O burguês-níquel, o burguês-burguês! A digestão bem-feita de São Paulo! O homem-curva! o homem-nádegas! O homem que sendo francês, brasileiro, italiano, é sempre um cauteloso pouco-a-pouco! Eu insulto as aristocracias cautelosas! Os barões lampiões! os condes Joões! os duques zurros! que vivem dentro de muros sem pulos; e gemem sangues de alguns mil-réis fracos para dizerem que as filhas da senhora falam o francês e tocam os "Printemps" com as unhas! Eu insulto o burguês-funesto! O indigesto feijão com toucinho, dono das tradições! Fora os que algarismam os amanhãs! Olha a vida dos nossos setembros! Fará Sol? Choverá? Arlequinal! Mas à chuva dos rosais o èxtase fará sempre Sol! Morte à gordura! Morte às adiposidades cerebrais! Morte ao burguês-mensal! ao burguês-cinema! ao burguês-tílburi! Padaria Suissa! Morte viva ao Adriano! "–Ai, filha, que te darei pelos teus anos? –Um colar... –Conto e quinhentos!!! Mas nós morremos de fome!" Come! Come-te a ti mesmo, oh gelatina pasma! Oh! purée de batatas morais! Oh! cabelos nas ventas! oh! carecas! Ódio aos temperamentos regulares! Ódio aos relógios musculares! Morte à infâmia! Ódio à soma! Ódio aos secos e molhados! Ódio aos sem desfalecimentos nem arrependimentos, sempiternamente as mesmices convencionais! De mãos nas costas! Marco eu o compasso! Eia! Dois a dois! Primeira posição! Marcha! Todos para a Central do meu rancor inebriante Ódio e insulto! Ódio e raiva! Ódio e mais ódio! Morte ao burguês de giolhos, cheirando religião e que não crê em Deus! Ódio vermelho! Ódio fecundo! Ódio cíclico! Ódio fundamento, sem perdão! Fora! Fu! Fora o bom burgês!...
  • 23. a descoberta Seguimos nosso caminho por esse mar de longo Até a oitava de Paschoa Topamos aves E houvemos vista de terra os selvagens Mostraram-lhes uma galinha Quase haviam medo della E não queriam pôr a mão E depois a tomaram como espantados
  • 24. primeiro chá Depois de dansarem Diogo Dias Fez o salto real as meninas da gare Eram tres ou quatro moças bem moças e bem gentis Com cabellos mui pretos pelas espadoas E suas vergonhas tão altas e tão saradinhas Que de nós as muito bem olharmos Não tinhamos nenhuma vergonha
  • 25. Vício na fala Para dizerem milho dizem mio Para melhor dizem mió Para pior pió Para telha dizem têia Para telhado dizem teado E vão fazendo telhados
  • 26. Pobre alimária O cavalo e a carroça Estavam atravancados no trilho E como o motorneiro se impacientasse Porque levava os advogados para os escritórios Desatravancaram o veículo E o animal disparou Mas o lesto carroceiro Trepou na boléia E castigou o fugitivo atrelado Com um grandioso chicote
  • 27. Pronominais Dê-me um cigarro Diz a gramática Do professor e do aluno E do mulato sabido Mas o bom negro e o bom branco Da Nação Brasileira Dizem todos os dias Deixa disso camarada Me dá um cigarro