Recursos Tecnológicos na Educação:
Moda ou Necessidade?
Neuza Pedro
Instituto de Educação - ULisboa
nspedro@ie.ulisboa.pt
4 julho 2016
Qual é (e qual deve ser) relação entre
Escola, Sociedade e Mercado
Profissional?
“A escola é um lugar admirável.
Gosto que os ruídos exteriores não entrem nela.”
Émile-Auguste Chartier (Alain)
"A escola não é uma preparação para a vida.
A escola é vida.”
John Dewey
A
B
Há imensos elementos cuja relevância
precisa ser questionada na escola atual;
a tecnologia não é um deles.
Apesar da crescente relevância social das
tecnologias porque permanece por
acontecer o seu processo de integração
nas práticas escolares ?
#1
Problema da
Impermeabilidade
A impemeabilidade descreve a característica dos corpos
em admitir a passagem de outros elementos pelas suas
estruturas sem que registe absorção.
Se há esfera social impermeável às
modas é a escola.
# 1
#2
Falácia da Transdisciplinaridade
Cometemos o erro de defender em
demasia as TIC “como um meio e não como
um fim” e promovemos assim o seu
esvaziar do currículo.
Isso aconteceu exatamente no mesmo
momento em que a Europa elege as
competências tecnológicas como
particularmente relevante.
# 2
1. Comunicação na língua materna
2. Comunicação em línguas estrangeiras
3. Competência matemática e competências
básicas em ciências e tecnologia
4. Competência digital
5. Aprender a aprender
6. Competências sociais e cívicas
7. Espírito de iniciativa e espírito empresarial
8. Sensibilidade e expressão culturais
Competências-chave
Quadro de Referência Europeu
# 2
#3
Obesidade curricular
# 3
# 3
Educação
Financeira
Sociedade
Contemp.
Segurança e
Saúde
Pública
IT knowledge
IT practices
# 3
Everyday
law
Num currículo obeso, onde os tempos
letivos não chegam para satisfazer a
totalidade dos conteúdos que o
compõem, como é possível pensar que
as TIC se encontram presentes
(transversalmente)?
# 3
# 4
A falha narcisica da
profissionalidade docente
Os ultimos anos têm sido marcados por
processos de desvalorização social da função
docente, acompanhados por dinimuição de
orgulho no seio do corpo docente e de um
excesso de individualismo no seio das escolas.
Isso conduziu a um desinteresse pela inovação
a um desinvestimento em projetos educativos
relevantes. E estes têm sido, nos ultimos anos,
o único veiculo de promoção da modernização
das práticas de ensino-aprendizagem.
# 4
# 5
Desenvolvimento por
reatividade
Os projetos ligados à integração das TIC
nas escolas têm surgido por reação a
fatores exógenos: planos tecnológicos de
educação, abertura de programas de
financiamento, candidaturas a iniciativas
centrais… Nas escolas excasseiam visões
próprias acerca do que se pretende
como modernização educativa.
# 5
Os líderes escolares são o eixo em falta
na engregagem da modernização
educativa.
# 5
Apesar dos problemas
anteriormente identificados,
vivemos hoje o melhor momento
da história da Educação em
Portugal.
Aproveite-mo-lo !!!
Recursos Tecnológicos na Educação:
Moda ou Necessidade?
Neuza Pedro
Instituto de Educação - ULisboa
nspedro@ie.ulisboa.pt
4 julho 2016

Recursos tecnologicos na educacao moda_ou_necessidade

  • 1.
    Recursos Tecnológicos naEducação: Moda ou Necessidade? Neuza Pedro Instituto de Educação - ULisboa nspedro@ie.ulisboa.pt 4 julho 2016
  • 2.
    Qual é (equal deve ser) relação entre Escola, Sociedade e Mercado Profissional?
  • 3.
    “A escola éum lugar admirável. Gosto que os ruídos exteriores não entrem nela.” Émile-Auguste Chartier (Alain) "A escola não é uma preparação para a vida. A escola é vida.” John Dewey A B
  • 4.
    Há imensos elementoscuja relevância precisa ser questionada na escola atual; a tecnologia não é um deles.
  • 5.
    Apesar da crescenterelevância social das tecnologias porque permanece por acontecer o seu processo de integração nas práticas escolares ?
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    A impemeabilidade descrevea característica dos corpos em admitir a passagem de outros elementos pelas suas estruturas sem que registe absorção. Se há esfera social impermeável às modas é a escola. # 1
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    Cometemos o errode defender em demasia as TIC “como um meio e não como um fim” e promovemos assim o seu esvaziar do currículo. Isso aconteceu exatamente no mesmo momento em que a Europa elege as competências tecnológicas como particularmente relevante. # 2
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    1. Comunicação nalíngua materna 2. Comunicação em línguas estrangeiras 3. Competência matemática e competências básicas em ciências e tecnologia 4. Competência digital 5. Aprender a aprender 6. Competências sociais e cívicas 7. Espírito de iniciativa e espírito empresarial 8. Sensibilidade e expressão culturais Competências-chave Quadro de Referência Europeu # 2
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    Num currículo obeso,onde os tempos letivos não chegam para satisfazer a totalidade dos conteúdos que o compõem, como é possível pensar que as TIC se encontram presentes (transversalmente)? # 3
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    # 4 A falhanarcisica da profissionalidade docente
  • 17.
    Os ultimos anostêm sido marcados por processos de desvalorização social da função docente, acompanhados por dinimuição de orgulho no seio do corpo docente e de um excesso de individualismo no seio das escolas. Isso conduziu a um desinteresse pela inovação a um desinvestimento em projetos educativos relevantes. E estes têm sido, nos ultimos anos, o único veiculo de promoção da modernização das práticas de ensino-aprendizagem. # 4
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    Os projetos ligadosà integração das TIC nas escolas têm surgido por reação a fatores exógenos: planos tecnológicos de educação, abertura de programas de financiamento, candidaturas a iniciativas centrais… Nas escolas excasseiam visões próprias acerca do que se pretende como modernização educativa. # 5
  • 20.
    Os líderes escolaressão o eixo em falta na engregagem da modernização educativa. # 5
  • 21.
    Apesar dos problemas anteriormenteidentificados, vivemos hoje o melhor momento da história da Educação em Portugal. Aproveite-mo-lo !!!
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    Recursos Tecnológicos naEducação: Moda ou Necessidade? Neuza Pedro Instituto de Educação - ULisboa nspedro@ie.ulisboa.pt 4 julho 2016

Notas do Editor

  • #17 A desvalorização social da função docente, falta de noção de identidade, excess de individualismo e a auto-desvalorização dos profissionais docentes, sentimentos de inferioridade e de falta de auto-apreço. Um desinvestimento na profissão e no viver com prazer e orgulho a atividade professional Surge articulado com a Formação docente mas não uma foramação meremente orientada à atualização científica e ao aprofundamente pedagógico, antes o Formação direccionada às atitudes, às concepções e ao sentiment de comprometimento professional.