Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação
              Universidade de Coimbra


      Novas Tecnologias e Práticas de Formação




Produção de Conteúdos
                Ana Margarida Maia
                   Gonçalo Cruz
                  Ricardo Nunes

             Coimbra, 5 de Abril de 2011
1. Web 2.0 e Produção de conteúdos: para onde
                     caminhamos?...

Explosão de ferramentas open-source e dos RED (Repositórios de conteúdos
digitais)


> Automatização das suas funcionalidades

< Requisitos tecnológicos


Professor e aluno assumem novos papéis: Autores e produtores de conteúdo



                O Aututor: autor/designer + tutor
E que vantagens… ?

 Alunos e professores activos no processo de construção de conhecimento.

 Upgrade na profissão do professor – aprendizagem ao longo da vida.

 Mobilidade e flexibilidade em relação ao tempo.

 Criatividade e inovação no processo de ensino-aprendizagem.

 Permite actualizar e comentar continuamente o conteúdo durante o curso
(design instrucional contínuo durante a sequência de aprendizagem).

 Propriedade total do curso (> Autonomia no projecto pedagógico).

 Retorno do seu trabalho mais elevado.

 Menores custos.
“Conteúdo sozinho não garante educação […] Que Deus nos livre de um
Blockbuster ou McDonald’s do conteúdo educacional! “




A produção de conteúdo não deve ser pensada como uma actividade distinta e
descontextualizada de sua dissiminação …




… Ou seja, há a necessidade de desenvolver professores não apenas capazes de
produzir conteúdos, mas sobretudo de utilizar adequadamente esses conteúdos
com os seus alunos, conduzindo os mesmos para a construção do conhecimento.
2 – Ferramentas de autoria
                            vs
            Ferramentas de criação de elementos


• Ferramentas de autoria

Permitem a criação de cursos completos, unidades curriculares, unidades de
aprendizagem ou tópicos e são utilizadas depois dos elementos (imagens, sons,
vídeos, animações, etc.) serem editados com as respectivas ferramentas de forma
a poder integrá-los numa sequência pedagogicamente organizada (com objectivos,
actividades e avaliação).
2 – Ferramentas de autoria
                            vs
            Ferramentas de criação de elementos
• Ferramentas de criação de elementos

Podemos considerar diversas categorias ao nível das ferramentas de criação de
elementos, específicas para os vários media que se deseje utilizar:

                                   imagem
                                  animação
                                    áudio
                                    vídeo
                                 objectos 3D
                                questionários
                                     (…)
3 - A escolha de ferramentas de autoria na
          criação de e-conteúdos



             Aspectos
            pedagógicos

 Aspectos                  Aspectos
genéricos                  técnicos
Figura 1 - Fases de criação, disponibilização e acesso de e-Conteúdo (Carvalho, 2008)
• Curriculo
            • Unidade curricular
            • Unidade de aprendizagem
            • Tópico
            • Elemento

Figura 2 – Cinco níveis de granularidade de um conteúdo educativo (Carvalho, 2008)
3.1 - Aspectos genéricos


• Contexto organizacional, público-alvo e objectivos

• Orçamento (ferramentas proprietárias ou ferramentas livres)

• Tempo (curva de aprendizagem e entrega dos conteúdos)

• Autor dos conteúdos (Adequação da ferramenta ao seu perfil)
3.2 - Aspectos pedagógicos

• Modelos de ensino

 Construtivismo e Cognitivismo
 Resolução de Problemas
 Instrução Directa
 Instrução Elementar
 Motivação


• Percurso pedagógico e Avaliação
Teoria cognitiva da aprendizagem multimédia




Canais duplos
                                      Processamento activo

                Capacidade limitada
                                                R.Mayer, 2009
Formas habituais de estruturar o conhecimento
   Processamento
   Comparação
   Generalização
   Enumeração
   Classificação



Teoria cognitiva                                Design e Multimédia




a) Os materiais apresentados devem ter uma estrutura coerente
b) A mensagem deve dar uma orientação ao aprendiz sobre a forma de
   construir a estrutura (os seus modelos)
3.2.1 - Objectos de aprendizagem

“Recursos educativos digitais, estruturados e normalizados com um objectivo
educativo específico, conteúdos, actividades de aprendizagem e forma de
avaliação.”




                 Figura 1 – Objecto de aprendizagem (Torrão, 2008)
3.2.2 - SCORM


Linhas orientadoras internacionais que visam uniformizar os conteúdos de
um curso de ensino a distância. Têm como principal finalidade estandardizar
a concepção e construção de materiais e recursos de aprendizagem de modo
a poderem ser usados e reutilizados em diferentes LMS. Esta normalização é
guiada por três fundamentos: a portabilidade do conteúdo, a granularidade e
a interoperabilidade.
                                                            (Torrão, 2008)
3.3 - Aspectos técnicos


• Requisitos técnicos

• Localização da ferramenta (online e offline)

• Interactividade

• Longevidade

• Standards

• Metadados

• Interoperabilidade, Reutilização, Controle, Acessibilidade e Durabilidade
4 – Direitos de autor e e-conteúdos:
              as licenças creative commons
• O que são?

Larry Lessig (Stanford University) criou as licenças CC, em 2001, com o intuito
de abranger um conjunto de bens culturais sob uma licença jurídica que
possibilitasse a livre circulação e recriação de obras. As licenças permitiram
expandir a quantidade de obras disponíveis e estimular a criação de novas obras
com base em originais.

• Em Portugal…

A UMIC - Agência para a Sociedade do Conhecimento, em parceria com a
Faculdade de Ciências Empresariais e Económicas da Universidade Católica
Portuguesa e a Inteli - Inteligência em Inovação, lançaram em 13 de Novembro
de 2006 a versão Portuguesa das licenças Creative Commons.
Tipos de licença
• (by)
Nos termos desta licença a utilização da obra é livre, podendo os utilizadores fazer dela
uso comercial ou criar obras derivadas a partir da obra original.
• (by-nc)
De acordo com esta licença o autor permite uma utilização ampla da sua obra, limitada,
contudo, pela impossibilidade de se obter através dessa utilização uma vantagem
comercial.
• (by-sa)
Quando um autor opte pela concessão de tal licença pretenderá, não só que lhe seja dado
crédito pela criação da sua obra, como também que as obras derivadas desta sejam
licenciadas nos mesmos termos em que o foi a sua própria obra.
• (by-nd)
• (by-nc-sa)
• (by-nc-nd)
                                                             Fonte: creativecommons.pt

Produção de conteúdos pedagógicos

  • 1.
    Faculdade de Psicologiae de Ciências da Educação Universidade de Coimbra Novas Tecnologias e Práticas de Formação Produção de Conteúdos Ana Margarida Maia Gonçalo Cruz Ricardo Nunes Coimbra, 5 de Abril de 2011
  • 2.
    1. Web 2.0e Produção de conteúdos: para onde caminhamos?... Explosão de ferramentas open-source e dos RED (Repositórios de conteúdos digitais) > Automatização das suas funcionalidades < Requisitos tecnológicos Professor e aluno assumem novos papéis: Autores e produtores de conteúdo O Aututor: autor/designer + tutor
  • 3.
    E que vantagens…?  Alunos e professores activos no processo de construção de conhecimento.  Upgrade na profissão do professor – aprendizagem ao longo da vida.  Mobilidade e flexibilidade em relação ao tempo.  Criatividade e inovação no processo de ensino-aprendizagem.  Permite actualizar e comentar continuamente o conteúdo durante o curso (design instrucional contínuo durante a sequência de aprendizagem).  Propriedade total do curso (> Autonomia no projecto pedagógico).  Retorno do seu trabalho mais elevado.  Menores custos.
  • 4.
    “Conteúdo sozinho nãogarante educação […] Que Deus nos livre de um Blockbuster ou McDonald’s do conteúdo educacional! “ A produção de conteúdo não deve ser pensada como uma actividade distinta e descontextualizada de sua dissiminação … … Ou seja, há a necessidade de desenvolver professores não apenas capazes de produzir conteúdos, mas sobretudo de utilizar adequadamente esses conteúdos com os seus alunos, conduzindo os mesmos para a construção do conhecimento.
  • 5.
    2 – Ferramentasde autoria vs Ferramentas de criação de elementos • Ferramentas de autoria Permitem a criação de cursos completos, unidades curriculares, unidades de aprendizagem ou tópicos e são utilizadas depois dos elementos (imagens, sons, vídeos, animações, etc.) serem editados com as respectivas ferramentas de forma a poder integrá-los numa sequência pedagogicamente organizada (com objectivos, actividades e avaliação).
  • 6.
    2 – Ferramentasde autoria vs Ferramentas de criação de elementos • Ferramentas de criação de elementos Podemos considerar diversas categorias ao nível das ferramentas de criação de elementos, específicas para os vários media que se deseje utilizar: imagem animação áudio vídeo objectos 3D questionários (…)
  • 7.
    3 - Aescolha de ferramentas de autoria na criação de e-conteúdos Aspectos pedagógicos Aspectos Aspectos genéricos técnicos
  • 8.
    Figura 1 -Fases de criação, disponibilização e acesso de e-Conteúdo (Carvalho, 2008)
  • 9.
    • Curriculo • Unidade curricular • Unidade de aprendizagem • Tópico • Elemento Figura 2 – Cinco níveis de granularidade de um conteúdo educativo (Carvalho, 2008)
  • 10.
    3.1 - Aspectosgenéricos • Contexto organizacional, público-alvo e objectivos • Orçamento (ferramentas proprietárias ou ferramentas livres) • Tempo (curva de aprendizagem e entrega dos conteúdos) • Autor dos conteúdos (Adequação da ferramenta ao seu perfil)
  • 11.
    3.2 - Aspectospedagógicos • Modelos de ensino  Construtivismo e Cognitivismo  Resolução de Problemas  Instrução Directa  Instrução Elementar  Motivação • Percurso pedagógico e Avaliação
  • 12.
    Teoria cognitiva daaprendizagem multimédia Canais duplos Processamento activo Capacidade limitada R.Mayer, 2009
  • 13.
    Formas habituais deestruturar o conhecimento  Processamento  Comparação  Generalização  Enumeração  Classificação Teoria cognitiva Design e Multimédia a) Os materiais apresentados devem ter uma estrutura coerente b) A mensagem deve dar uma orientação ao aprendiz sobre a forma de construir a estrutura (os seus modelos)
  • 14.
    3.2.1 - Objectosde aprendizagem “Recursos educativos digitais, estruturados e normalizados com um objectivo educativo específico, conteúdos, actividades de aprendizagem e forma de avaliação.” Figura 1 – Objecto de aprendizagem (Torrão, 2008)
  • 15.
    3.2.2 - SCORM Linhasorientadoras internacionais que visam uniformizar os conteúdos de um curso de ensino a distância. Têm como principal finalidade estandardizar a concepção e construção de materiais e recursos de aprendizagem de modo a poderem ser usados e reutilizados em diferentes LMS. Esta normalização é guiada por três fundamentos: a portabilidade do conteúdo, a granularidade e a interoperabilidade. (Torrão, 2008)
  • 16.
    3.3 - Aspectostécnicos • Requisitos técnicos • Localização da ferramenta (online e offline) • Interactividade • Longevidade • Standards • Metadados • Interoperabilidade, Reutilização, Controle, Acessibilidade e Durabilidade
  • 17.
    4 – Direitosde autor e e-conteúdos: as licenças creative commons • O que são? Larry Lessig (Stanford University) criou as licenças CC, em 2001, com o intuito de abranger um conjunto de bens culturais sob uma licença jurídica que possibilitasse a livre circulação e recriação de obras. As licenças permitiram expandir a quantidade de obras disponíveis e estimular a criação de novas obras com base em originais. • Em Portugal… A UMIC - Agência para a Sociedade do Conhecimento, em parceria com a Faculdade de Ciências Empresariais e Económicas da Universidade Católica Portuguesa e a Inteli - Inteligência em Inovação, lançaram em 13 de Novembro de 2006 a versão Portuguesa das licenças Creative Commons.
  • 18.
    Tipos de licença •(by) Nos termos desta licença a utilização da obra é livre, podendo os utilizadores fazer dela uso comercial ou criar obras derivadas a partir da obra original. • (by-nc) De acordo com esta licença o autor permite uma utilização ampla da sua obra, limitada, contudo, pela impossibilidade de se obter através dessa utilização uma vantagem comercial. • (by-sa) Quando um autor opte pela concessão de tal licença pretenderá, não só que lhe seja dado crédito pela criação da sua obra, como também que as obras derivadas desta sejam licenciadas nos mesmos termos em que o foi a sua própria obra. • (by-nd) • (by-nc-sa) • (by-nc-nd) Fonte: creativecommons.pt