Programa de Pós-Graduação em Microbiologia
Biologia Molecular de Micro-organismos (MIC842)
ICB/UFMG
PCR quantitativa
Teoria e Aplicações
Lucas Secchim Ribeiro
Laboratório de Interação Microrganismo-Hospedeiro
• PCR
 Histórico
 Teoria
 Aplicações
• Desenho de primers
• qPCR
 Metodologias
Cálculos
 Aplicações
 PCR Digital
Dogma central da Biologia Molecular
• Francis Crick / 1956
PCRPCR
PCR - Polymerase Chain Reaction
Funções da PCR
• Distinguir uma sequência-alvo específica de uma
grande quantidade de background;
• Amplificação de cópias de uma sequência
específica a partir de pequenas quantidades do
DNA modelo.
Aplicações da PCR “convencional”
• Diagnóstico
• Avaliação de mutações
• Detecção de patógenos (bactérias, fungos, vírus, protozoários)
• Tipagem para transplantes - MHC
• Testes forenses
• Paternidade
• Investigações criminais
• Sequenciamento e clonagem
• Epidemiologia molecular e bioinformática
• Análise de OGM
• ...
PCR “convencional”
Reagentes básicos
Iniciadores
senso/antissenso
(primers forward/reverse)
Cátions
(Na+
/K+
e Mg2+
)
DNA polimerase
com DNA modelo
Deoxinucleotídeos
(dATP, dCTP, dGTP, dTTP)
Importância do tampão e íon potássio na PCR
• pH 8,3  pH 7,2 a 72º C
• Tris/ Tris-Cl
•Função enzimática da DNA polimerase
• K+
• Reduz a repulsão entre DNA/DNA e DNA/primer
pela neutralização de cargas negativas
↑ [K+
] para fragmentos pequenos
↓ [K+
] para fragmentos grandes
Importância dos dNTPs e íon magnésio na PCR
• Deoxinucleotídeos trifosfato (dNTPs)
• Associados ao DNA na forma de dNMPs
• Sequestradores de Mg2+
• Mg2+
• Cofator da DNA polimerase
• Especificidade e eficiência da enzima
•Estabiliza ligação de dNTP/dNMP e primers à fita
de DNA (↑ Tm)
• Rendimento x Concentração crítica e empírica
↑ [Mg2+
]  ↑eficiência ↓especificidade
Função e relevância dos primers
• Polinucleotídeos sintéticos de fita simples, de
sequência complementar e flanqueadora à fita
molde, com a extremidade 3´-OH livre
Thermus aquaticus
DNA polimerase termorresistente
• Antigamente: adição de enzima a cada novo ciclo
• Taq DNA Polimerase
• Dependente de cátions bivalentes (Mg2+
> Mn2+
>>>Ca2+
)
• Inibição por agentes quelantes (EDTA, citrato)
Parque Nacional de Yellowstone / EUA
DNA molde
• Qualidade
• Cuidado com resíduos de processos de extração
• SDS (dodecil sulfato de sódio)
• Fenol
• Corantes
• Heparina/EDTA/Citrato
• Polissacarídeos vegetais/carragenina
• Poliestireno/polipropileno expostos à radiação UV
• Quantidade
• Excesso de DNA é prejudicial
• Aumento de reação inespecífica
Parâmetros de termociclagem
• Temperatura de anelamento
↑ Tanelamento  ↑estringência
↓produtos inespecíficos
↓ Tanelamento  ↑rendimento
↑ produtos inespecíficos
• Tempo de extensão
• DNA Polimerase: 35 – 100 nt por segundo a 72º C
• Mínimo = 1 minuto
• Excesso  Atividade de exonuclase 5´-3´
Aditivos
• Separação de fitas com alto conteúdo G:C
• Estruturas secundárias fortes
• Betaína (1 M)
• DMSO (1-10%)
• Formamida (1-10%)
• Agentes estabilizantes da DNA polimerase
• Redução da adesão de reagentes ao tubo
• BSA (0,1 mg/mL)
• Gelatina (0,1 – 1,0%)
• Detergentes não-iônicos (<0,5%)
Inibidores
• Derivados das próprias amostras ou do método
de extração/purificação do ácido nucléico;
• Fenol/álcoois
• EDTA
• Debris celular
• Detergentes
Fonte: Koch WH, 2004. Nature Reviews Drug Discovery 3, 749-761 (Sep 2004)
Visualização dos resultados
• Separação por eletroforese
• Corantes/marcação fluorescente
Visualização dos resultados
• Sequenciamento capilar
• Dideoxinucleotídeos
Antes da PCR...
• Clonagem!
Antes dos termocicladores...
• Banho-maria!
Desenho deDesenho de
primersprimers
Características de bons primers
• Tamanho adequado
• 15 a 25 pares de bases
• Tamanho x Temperatura de dissociação
• Temperatura adequada de dissociação (Tm)
• Conteúdo G:C
•Diferença entre primers < 5º C
Características de bons primers
• Tamanho do fragmento a ser gerado
• Tempo de extensão da polimerase
•Especificidade
 Primers específicos x degenerados
Características de maus primers
• Inter-complementariedade
• Formação de dímeros (primer dimer)
• Atenção à extremidade 3´
Características de maus primers
• Auto-complementariedade
• Formação de auto-dímeros e hairpins
Características de bons primers
• Adequação para qPCR
• Tamanho do amplicon
•Junção exon-exon e contaminação com gDNA
Ferramentas online de suporte
• Primer-BLAST
www.ncbi.nlm.nih.gov/tools/primer-blast/
• Primer3
bioinfo.ut.ee/primer3-0.4.0/primer3
• IDT Oligo Analyzer 3.1
www.idtdna.com/calc/analyzer
• UCSC PCR in silico
genome.ucsc.edu/cgi-bin/hgPcr?command=start
• RT Primer DB (específico para qPCR)
• medgen.ugent.be/rtprimerdb
Problema
detectado
Workflow para desenho de primers
Verificar
• Temp. de anelamento
• Temp. de dissociação
• Tamanho do amplicon
• Estruturas secundárias
• Complementaridade
• EspecificidadeNãoSim
PCR para
confirmação de
funcionamento
PCR para
confirmação de
funcionamento
GenBank/NCBI
Encontrar sequência da
região desejada
Encontrar sequência da
região desejada
PrimerBLAST
Primer3, etc
Desenhar primersDesenhar primers
Registrar e arquivar
resultados obtidos
Registrar e arquivar
resultados obtidos
Reação
adequada
OK?OK?
CHECAR PRIMERS!CHECAR PRIMERS!
PCRPCR
quantitativaquantitativa
PCR quantitativa
• Nomenclatura
• qPCR
• qRT-PCR
• Real-time PCR
Ensaios químicos disponíveis
• SYBR Green I
• Ensaio para 5´-nuclease (TaqMan)
• Molecular Beacons
• LightCycler
• LUX
Detecção de
fluorescência!
↑ sensibilidade
SYBR Green I
• Corante específico para DNA de fita dupla
• Flourescência aumenta ao longo da reação
• Não tem ação inibitória
• Detecta produtos inespecíficos
SYBR Green I
Brometo de etídio
Ensaio para 5´-nuclase – Sondas TaqMan
• Atividade 5´-nucleásica da Taq DNA Polimerase
• Altamente específica, sem produtos espúrios
• Duas marcações simultâneas são possíveis
• Tecnologia baseada em FRET
• Flourescence Resonance Energy Transfer
FRET - Transferência de energia por ressonância
fluorescente
• Fenômeno quântico entre duas moléculas muito
próximas (10 – 100 Å), com bloqueio da emissão
de luz
• Quencher/bloqueador
Ensaio para 5´-nuclase – Sondas TaqMan
Ensaio para 5´-nuclase – Sondas TaqMan
• Discriminação alélica
Conceitos importantes
• Fases exponencial, logarítmica e plateau
• Threshold
• Baseline
• Cycle threshold (CT)
Ciclos
Flourescência
(produtosdePCR)
Plateau
Linear
Exponencial
Threshold
Ciclos
0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Amostra A 3 6 12 24 48 96 192 384 768 1536 3072
Amostra B 15 30 60 120 240 480 960 1920 3840 7680 15360
~7,05 ~9,38
↑ CT ↓ Qtde. inicial↑ CT ↓ Qtde. inicial
Quantidade
inicial
CT
Amostra A 3 9,38
Amostra B 15 7,05
Conceitos importantes
• Quantidade inicial de amostra
• Relação CT x Quantidade inicial
Conceitos importantes
• Eficiência
2n
= cópias em n ciclos Eficiência teórica= 100%
Conceitos importantes
• Eficiência
Qtde.
inicial de
DNA
1 10 100 1000 10000 100000 1000000 10000000 100000000
CT 40 35 30 25 20 15 10 5 1
Log 10
da qtde.
inicial
0 1 2 3 4 5 6 7 8
CT 40 35 30 25 20 15 10 5 1
Conceitos importantes
• Eficiência
E = 10(-1/slope)
Conceitos importantes
• Eficiência
Eficiência 100% = 2n
a cada ciclo = log 2 x
Para um aumento de 10x = log 2 10 = 3,32
Slope
(inclinação)
Conceitos importantes
• Curva-padrão e blank sample
• Gene de referência/constitutivo/normalizador
• Gene de interesse
Controle Infectado
GAPDH IFN-γ Relação GAPDH IFN-γ Relação
Amostra 1 20 20 1 5 40 8,0
Amostra 2 30 40 1,33 5 20 4,0
Amostra 3 60 80 1,33 10 50 5,0
Amostra 4 50 60 1,2 15 80 5,33
Amostra 5 40 50 1,25 10 60 6,0
Média + EPM 1,22 + 0,06 Média + EPM 5,66 + 0,67
Conceitos importantes
• Curva de dissociação (Curva de melting)
• Indica a temperatura em que 50% dos primers
estão anelados;
• Ligação específica do corante à fita dupla
Conceitos importantes
• Curva de dissociação (Curva de melting)
• Diretamente relacionada ao conteúdo G:C
• Pode apontar amplificação inespecífica e dímeros de
primers
Conceitos importantes
• Curva de dissociação (Curva de melting)
• Importante para distinção de amplicons/primers
em protocolos multiplex
Fatores que afetam a eficiência da qPCR
• DNA degradado
• Produtos inespecíficos
• Tamanho do amplicon
• Condições de termociclagem
• Prática laboratorial inadequada
• Reagentes contaminados
• Primers mal desenhados
• Diluições mal feitas
• Falta de calibração e manutenção
• Pipetagem errada!
Funções da PCR quantitativa
• Quantificação absoluta
• Curvas-padrão
• Quantidade conhecida de “cópias por volume”
• Semelhante a um ELISA
• Exemplos: carga viral, 16S bacteriano
• Avaliação relativa
• Ausência de curva-padrão
• Gene de referência para normalização
• Apresentada em aumento/redução em relação a um
controle experimental
• Exemplo: expressão gênica
CÁLCULOS E
ANÁLISES
CÁLCULOS E
ANÁLISES
Verificar dispersão entre replicatas
biológicas e técnicas
Verificar dispersão entre replicatas
biológicas e técnicas
Checar controles positivos
(curva-padrão) e negativos (blank)
Checar controles positivos
(curva-padrão) e negativos (blank)
Conferir curvas de dissociação (Tm)Conferir curvas de dissociação (Tm)
Verificar ajuste do thresholdVerificar ajuste do threshold
Análise de resultados
Avaliar as curvas de amplificaçãoAvaliar as curvas de amplificação
Cálculos em qPCR – Quantificação absoluta
• Regressão linear simples
• Método PfafflMétodo Pfaffl  Curva de cópias (plasmídeos)Curva de cópias (plasmídeos)
Cálculos em qPCR – Quantificação relativa
• Relação matemática entre a expressão dos genes
de referência e os de interesse
• Método LivakMétodo Livak  22--ΔΔΔΔCTCT
Cálculos em qPCR – Quantificação relativa
• Avaliada a conformidade de todos os outros
parâmetros, a única informação útil será o CT
• Exemplo:
Controle Infectado
GAPDH IFN-γ GAPDH IFN-γ
Amostra 1 15,1 32,5 14,9 29,4
Amostra 2 15,4 33,1 15,5 29,1
Amostra 3 16,0 32,8 15,1 28,8
Amostra 4 18,1 31,5 15,8 29,9
Amostra 5 15,7 32,0 15,5 28,9
GAPDH IFN-γ
Amostra 1 15,1 32,5 17,4 1,08 0,47
Amostra 2 15,4 33,1 17,7 1,38 0,38
Amostra 3 16 32,8 16,8 0,48 0,72
Amostra 4 18,1 31,5 13,4 -2,92 7,57
Amostra 5 15,7 32 16,3 -0,02 1,01
GAPDH IFN-γ
Amostra 1 14,9 29,4 14,5 - -1,82 3,53
Amostra 2 15,5 29,1 13,6 - -2,72 6,59
Amostra 3 15,1 28,8 13,7 - -2,62 6,15
Amostra 4 15,8 29,9 14,1 - -2,22 4,66
Amostra 5 15,5 28,9 13,4 - -2,92 7,57
Controle
Infectado
ΔCT ΔΔCT 2
-ΔΔCT
ΔCT
Média ΔCT
16,32
Média ΔCT ΔΔCT 2
-ΔΔCT
Extração e manuseio de ácidos nucléicos
• RNA = extremamente lábil!
• Armazenamento correto
• Dosagem e normalização das amostras
• A260/280 e A260/230 > 1,8
• Contaminação com DNA genômico
Confecção de cDNA
• Normalizar a mesma quantidade (p.e. 2 µg) de
RNA para todas as amostras;
• Todo o procedimento deve ser realizado no gelo;
• Ciclos de congelamento/descongelamento;
Escolha do gene de referência
• É necessário ter opções!
• Ex.: 18S, GAPDH, RPL4, HPRT para camundongo
• Diferentes estímulos/tecidos/tratamentos podem
ter a expressão do gene constitutivo alterada;
•Preparar um pool com amostras-controle
• 6 diluições em triplicata
• Diferença entre o CT mínimo e máximo < 1,0
•Algoritmos gratuitos na internet
•NormFinder: macro para Excel
Antes da qPCR...
• Northern Blotting (RNA)
• Southern Blotting (DNA)
PCRPCR
digitaldigital
PCR digital (dPCR)
Baseada na compartimentalização da amostra
• Gotículas (droplets) em emulsão = microfluidos
• Chips com nanopoços
Individualização das moléculas!
Distribuição de Poisson
Aplicações
• Quantificação absoluta sem curva-padrão
• Expressão gênica
• Detecção de alelos raros e/ou mutações
• Discriminação de baixas diferenças para CNV
Sample DNA
Target
Fonte: Baker M, 2012. Nature Methods 9, 541 (Jun 2012)
http://www.gene-quantification.de/
O que é importante saber?
• Teoria e suas diferenças entre as técnicas
• Vantagens e desvantagens de cada uma
• Como aplicar a PCR ao seu projeto
• Aplicações gerais e específicas
• Boas práticas laboratoriais
Lucas Secchim Ribeiro
secchimribeiro@gmail.com
Dpto. Microbiologia
Laboratório de Interação Microrganismo-Hospedeiro
Sala C4 191 – Ramal 2735

PCR Quantitativa - Lucas Secchim Ribeiro (PGMicro UFMG 2015-1)

  • 1.
    Programa de Pós-Graduaçãoem Microbiologia Biologia Molecular de Micro-organismos (MIC842) ICB/UFMG PCR quantitativa Teoria e Aplicações Lucas Secchim Ribeiro Laboratório de Interação Microrganismo-Hospedeiro
  • 2.
    • PCR  Histórico Teoria  Aplicações • Desenho de primers • qPCR  Metodologias Cálculos  Aplicações  PCR Digital
  • 3.
    Dogma central daBiologia Molecular • Francis Crick / 1956
  • 6.
  • 7.
    PCR - PolymeraseChain Reaction
  • 8.
    Funções da PCR •Distinguir uma sequência-alvo específica de uma grande quantidade de background; • Amplificação de cópias de uma sequência específica a partir de pequenas quantidades do DNA modelo.
  • 9.
    Aplicações da PCR“convencional” • Diagnóstico • Avaliação de mutações • Detecção de patógenos (bactérias, fungos, vírus, protozoários) • Tipagem para transplantes - MHC • Testes forenses • Paternidade • Investigações criminais • Sequenciamento e clonagem • Epidemiologia molecular e bioinformática • Análise de OGM • ...
  • 10.
    PCR “convencional” Reagentes básicos Iniciadores senso/antissenso (primersforward/reverse) Cátions (Na+ /K+ e Mg2+ ) DNA polimerase com DNA modelo Deoxinucleotídeos (dATP, dCTP, dGTP, dTTP)
  • 11.
    Importância do tampãoe íon potássio na PCR • pH 8,3  pH 7,2 a 72º C • Tris/ Tris-Cl •Função enzimática da DNA polimerase • K+ • Reduz a repulsão entre DNA/DNA e DNA/primer pela neutralização de cargas negativas ↑ [K+ ] para fragmentos pequenos ↓ [K+ ] para fragmentos grandes
  • 12.
    Importância dos dNTPse íon magnésio na PCR • Deoxinucleotídeos trifosfato (dNTPs) • Associados ao DNA na forma de dNMPs • Sequestradores de Mg2+ • Mg2+ • Cofator da DNA polimerase • Especificidade e eficiência da enzima •Estabiliza ligação de dNTP/dNMP e primers à fita de DNA (↑ Tm) • Rendimento x Concentração crítica e empírica ↑ [Mg2+ ]  ↑eficiência ↓especificidade
  • 14.
    Função e relevânciados primers • Polinucleotídeos sintéticos de fita simples, de sequência complementar e flanqueadora à fita molde, com a extremidade 3´-OH livre
  • 15.
    Thermus aquaticus DNA polimerasetermorresistente • Antigamente: adição de enzima a cada novo ciclo • Taq DNA Polimerase • Dependente de cátions bivalentes (Mg2+ > Mn2+ >>>Ca2+ ) • Inibição por agentes quelantes (EDTA, citrato) Parque Nacional de Yellowstone / EUA
  • 16.
    DNA molde • Qualidade •Cuidado com resíduos de processos de extração • SDS (dodecil sulfato de sódio) • Fenol • Corantes • Heparina/EDTA/Citrato • Polissacarídeos vegetais/carragenina • Poliestireno/polipropileno expostos à radiação UV • Quantidade • Excesso de DNA é prejudicial • Aumento de reação inespecífica
  • 18.
    Parâmetros de termociclagem •Temperatura de anelamento ↑ Tanelamento  ↑estringência ↓produtos inespecíficos ↓ Tanelamento  ↑rendimento ↑ produtos inespecíficos • Tempo de extensão • DNA Polimerase: 35 – 100 nt por segundo a 72º C • Mínimo = 1 minuto • Excesso  Atividade de exonuclase 5´-3´
  • 19.
    Aditivos • Separação defitas com alto conteúdo G:C • Estruturas secundárias fortes • Betaína (1 M) • DMSO (1-10%) • Formamida (1-10%) • Agentes estabilizantes da DNA polimerase • Redução da adesão de reagentes ao tubo • BSA (0,1 mg/mL) • Gelatina (0,1 – 1,0%) • Detergentes não-iônicos (<0,5%)
  • 20.
    Inibidores • Derivados daspróprias amostras ou do método de extração/purificação do ácido nucléico; • Fenol/álcoois • EDTA • Debris celular • Detergentes
  • 23.
    Fonte: Koch WH,2004. Nature Reviews Drug Discovery 3, 749-761 (Sep 2004)
  • 24.
    Visualização dos resultados •Separação por eletroforese • Corantes/marcação fluorescente
  • 25.
    Visualização dos resultados •Sequenciamento capilar • Dideoxinucleotídeos
  • 26.
  • 27.
  • 28.
  • 29.
    Características de bonsprimers • Tamanho adequado • 15 a 25 pares de bases • Tamanho x Temperatura de dissociação • Temperatura adequada de dissociação (Tm) • Conteúdo G:C •Diferença entre primers < 5º C
  • 30.
    Características de bonsprimers • Tamanho do fragmento a ser gerado • Tempo de extensão da polimerase •Especificidade  Primers específicos x degenerados
  • 31.
    Características de mausprimers • Inter-complementariedade • Formação de dímeros (primer dimer) • Atenção à extremidade 3´
  • 32.
    Características de mausprimers • Auto-complementariedade • Formação de auto-dímeros e hairpins
  • 34.
    Características de bonsprimers • Adequação para qPCR • Tamanho do amplicon •Junção exon-exon e contaminação com gDNA
  • 35.
    Ferramentas online desuporte • Primer-BLAST www.ncbi.nlm.nih.gov/tools/primer-blast/ • Primer3 bioinfo.ut.ee/primer3-0.4.0/primer3 • IDT Oligo Analyzer 3.1 www.idtdna.com/calc/analyzer • UCSC PCR in silico genome.ucsc.edu/cgi-bin/hgPcr?command=start • RT Primer DB (específico para qPCR) • medgen.ugent.be/rtprimerdb
  • 36.
    Problema detectado Workflow para desenhode primers Verificar • Temp. de anelamento • Temp. de dissociação • Tamanho do amplicon • Estruturas secundárias • Complementaridade • EspecificidadeNãoSim PCR para confirmação de funcionamento PCR para confirmação de funcionamento GenBank/NCBI Encontrar sequência da região desejada Encontrar sequência da região desejada PrimerBLAST Primer3, etc Desenhar primersDesenhar primers Registrar e arquivar resultados obtidos Registrar e arquivar resultados obtidos Reação adequada OK?OK? CHECAR PRIMERS!CHECAR PRIMERS!
  • 37.
  • 38.
    PCR quantitativa • Nomenclatura •qPCR • qRT-PCR • Real-time PCR
  • 39.
    Ensaios químicos disponíveis •SYBR Green I • Ensaio para 5´-nuclease (TaqMan) • Molecular Beacons • LightCycler • LUX Detecção de fluorescência! ↑ sensibilidade
  • 40.
    SYBR Green I •Corante específico para DNA de fita dupla • Flourescência aumenta ao longo da reação • Não tem ação inibitória • Detecta produtos inespecíficos SYBR Green I Brometo de etídio
  • 41.
    Ensaio para 5´-nuclase– Sondas TaqMan • Atividade 5´-nucleásica da Taq DNA Polimerase • Altamente específica, sem produtos espúrios • Duas marcações simultâneas são possíveis • Tecnologia baseada em FRET • Flourescence Resonance Energy Transfer
  • 42.
    FRET - Transferênciade energia por ressonância fluorescente • Fenômeno quântico entre duas moléculas muito próximas (10 – 100 Å), com bloqueio da emissão de luz • Quencher/bloqueador
  • 43.
    Ensaio para 5´-nuclase– Sondas TaqMan
  • 45.
    Ensaio para 5´-nuclase– Sondas TaqMan • Discriminação alélica
  • 46.
    Conceitos importantes • Fasesexponencial, logarítmica e plateau • Threshold • Baseline • Cycle threshold (CT) Ciclos Flourescência (produtosdePCR) Plateau Linear Exponencial Threshold
  • 47.
    Ciclos 0 1 23 4 5 6 7 8 9 10 Amostra A 3 6 12 24 48 96 192 384 768 1536 3072 Amostra B 15 30 60 120 240 480 960 1920 3840 7680 15360 ~7,05 ~9,38
  • 48.
    ↑ CT ↓Qtde. inicial↑ CT ↓ Qtde. inicial Quantidade inicial CT Amostra A 3 9,38 Amostra B 15 7,05
  • 49.
    Conceitos importantes • Quantidadeinicial de amostra • Relação CT x Quantidade inicial
  • 50.
    Conceitos importantes • Eficiência 2n =cópias em n ciclos Eficiência teórica= 100%
  • 51.
    Conceitos importantes • Eficiência Qtde. inicialde DNA 1 10 100 1000 10000 100000 1000000 10000000 100000000 CT 40 35 30 25 20 15 10 5 1
  • 52.
    Log 10 da qtde. inicial 01 2 3 4 5 6 7 8 CT 40 35 30 25 20 15 10 5 1 Conceitos importantes • Eficiência
  • 53.
    E = 10(-1/slope) Conceitosimportantes • Eficiência Eficiência 100% = 2n a cada ciclo = log 2 x Para um aumento de 10x = log 2 10 = 3,32 Slope (inclinação)
  • 54.
    Conceitos importantes • Curva-padrãoe blank sample • Gene de referência/constitutivo/normalizador • Gene de interesse Controle Infectado GAPDH IFN-γ Relação GAPDH IFN-γ Relação Amostra 1 20 20 1 5 40 8,0 Amostra 2 30 40 1,33 5 20 4,0 Amostra 3 60 80 1,33 10 50 5,0 Amostra 4 50 60 1,2 15 80 5,33 Amostra 5 40 50 1,25 10 60 6,0 Média + EPM 1,22 + 0,06 Média + EPM 5,66 + 0,67
  • 55.
    Conceitos importantes • Curvade dissociação (Curva de melting) • Indica a temperatura em que 50% dos primers estão anelados; • Ligação específica do corante à fita dupla
  • 56.
    Conceitos importantes • Curvade dissociação (Curva de melting) • Diretamente relacionada ao conteúdo G:C • Pode apontar amplificação inespecífica e dímeros de primers
  • 57.
    Conceitos importantes • Curvade dissociação (Curva de melting) • Importante para distinção de amplicons/primers em protocolos multiplex
  • 58.
    Fatores que afetama eficiência da qPCR • DNA degradado • Produtos inespecíficos • Tamanho do amplicon • Condições de termociclagem • Prática laboratorial inadequada • Reagentes contaminados • Primers mal desenhados • Diluições mal feitas • Falta de calibração e manutenção • Pipetagem errada!
  • 59.
    Funções da PCRquantitativa • Quantificação absoluta • Curvas-padrão • Quantidade conhecida de “cópias por volume” • Semelhante a um ELISA • Exemplos: carga viral, 16S bacteriano • Avaliação relativa • Ausência de curva-padrão • Gene de referência para normalização • Apresentada em aumento/redução em relação a um controle experimental • Exemplo: expressão gênica
  • 60.
    CÁLCULOS E ANÁLISES CÁLCULOS E ANÁLISES Verificardispersão entre replicatas biológicas e técnicas Verificar dispersão entre replicatas biológicas e técnicas Checar controles positivos (curva-padrão) e negativos (blank) Checar controles positivos (curva-padrão) e negativos (blank) Conferir curvas de dissociação (Tm)Conferir curvas de dissociação (Tm) Verificar ajuste do thresholdVerificar ajuste do threshold Análise de resultados Avaliar as curvas de amplificaçãoAvaliar as curvas de amplificação
  • 61.
    Cálculos em qPCR– Quantificação absoluta • Regressão linear simples • Método PfafflMétodo Pfaffl  Curva de cópias (plasmídeos)Curva de cópias (plasmídeos)
  • 62.
    Cálculos em qPCR– Quantificação relativa • Relação matemática entre a expressão dos genes de referência e os de interesse • Método LivakMétodo Livak  22--ΔΔΔΔCTCT
  • 63.
    Cálculos em qPCR– Quantificação relativa • Avaliada a conformidade de todos os outros parâmetros, a única informação útil será o CT • Exemplo: Controle Infectado GAPDH IFN-γ GAPDH IFN-γ Amostra 1 15,1 32,5 14,9 29,4 Amostra 2 15,4 33,1 15,5 29,1 Amostra 3 16,0 32,8 15,1 28,8 Amostra 4 18,1 31,5 15,8 29,9 Amostra 5 15,7 32,0 15,5 28,9
  • 64.
    GAPDH IFN-γ Amostra 115,1 32,5 17,4 1,08 0,47 Amostra 2 15,4 33,1 17,7 1,38 0,38 Amostra 3 16 32,8 16,8 0,48 0,72 Amostra 4 18,1 31,5 13,4 -2,92 7,57 Amostra 5 15,7 32 16,3 -0,02 1,01 GAPDH IFN-γ Amostra 1 14,9 29,4 14,5 - -1,82 3,53 Amostra 2 15,5 29,1 13,6 - -2,72 6,59 Amostra 3 15,1 28,8 13,7 - -2,62 6,15 Amostra 4 15,8 29,9 14,1 - -2,22 4,66 Amostra 5 15,5 28,9 13,4 - -2,92 7,57 Controle Infectado ΔCT ΔΔCT 2 -ΔΔCT ΔCT Média ΔCT 16,32 Média ΔCT ΔΔCT 2 -ΔΔCT
  • 66.
    Extração e manuseiode ácidos nucléicos • RNA = extremamente lábil! • Armazenamento correto • Dosagem e normalização das amostras • A260/280 e A260/230 > 1,8 • Contaminação com DNA genômico Confecção de cDNA • Normalizar a mesma quantidade (p.e. 2 µg) de RNA para todas as amostras; • Todo o procedimento deve ser realizado no gelo; • Ciclos de congelamento/descongelamento;
  • 67.
    Escolha do genede referência • É necessário ter opções! • Ex.: 18S, GAPDH, RPL4, HPRT para camundongo • Diferentes estímulos/tecidos/tratamentos podem ter a expressão do gene constitutivo alterada; •Preparar um pool com amostras-controle • 6 diluições em triplicata • Diferença entre o CT mínimo e máximo < 1,0 •Algoritmos gratuitos na internet •NormFinder: macro para Excel
  • 68.
    Antes da qPCR... •Northern Blotting (RNA) • Southern Blotting (DNA)
  • 69.
  • 70.
    PCR digital (dPCR) Baseadana compartimentalização da amostra • Gotículas (droplets) em emulsão = microfluidos • Chips com nanopoços Individualização das moléculas! Distribuição de Poisson Aplicações • Quantificação absoluta sem curva-padrão • Expressão gênica • Detecção de alelos raros e/ou mutações • Discriminação de baixas diferenças para CNV
  • 71.
  • 72.
    Fonte: Baker M,2012. Nature Methods 9, 541 (Jun 2012)
  • 73.
  • 77.
    O que éimportante saber? • Teoria e suas diferenças entre as técnicas • Vantagens e desvantagens de cada uma • Como aplicar a PCR ao seu projeto • Aplicações gerais e específicas • Boas práticas laboratoriais
  • 78.
    Lucas Secchim Ribeiro secchimribeiro@gmail.com Dpto.Microbiologia Laboratório de Interação Microrganismo-Hospedeiro Sala C4 191 – Ramal 2735

Notas do Editor

  • #10 Principalmente PRESENÇA x AUSÊNCIA!!!!!!!
  • #11 TODAS AS OBSERVAÇÕES SÃO VÁLIDAS PARA REAL TIME!!!!!!!
  • #12 Concentração normal de K+ no tampão: 50 - 100 mM
  • #13 BAIXA ESPECIFICIDADE LEVA À FORMAÇÃO DE PRODUTOS INESPECÍFICOS DICA: DESCONGELAR E VORTEXAR BASTANTE O MgCl2!!
  • #14 Remoção dos fosfatos beta e gama dos dNTPs para associação à fita de DNA
  • #16 Thermus aquaticus = termofílica Gram Negativa ENZIMAS ANTIGAS: KLENOW ou T4 DNA Pol  TAQ = MEIA-VIDA DE 40 MINUTOS a 95º C AUMENTAR A QTDE DE ENZIMA NÃO MELHORA O RENDIMENTO!!! ERROS DE PIPETAGEM DEVIDO AO GLICEROL! PROOFREADING = BLUNT NON-PROOFREADING = OVERHANGING (A)
  • #17 Quantidade ideal = &amp;lt; 10 ng/µL!!!!!!!
  • #20 Detergentes não-iônicos: Tween-20, NP-40, Triton X-100
  • #23 SEQUENCIAMENTO/NGS
  • #25 APENAS NO END-POINT!!!! Explicar o que é end-point!
  • #30 The Tm is also affected by the salt concentration of the reaction solution, because DNA duplexes are more stable at higher cation concentrations.
  • #37 AO CHECAR PRIMERS, A REDUNDÂNCIA É BEM-VINDA!
  • #41 Vantagens: custo e aplicabilidade quase infinita Desvantagens: possibilidade de detecção de falso-positivos, produtos inespecíficos