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Produção de Gado de corte
A pecuária de corte está dividida em:
criação de gado comercial e criação de gado
de elite.
A primeira tem com principal objetivo
a produção de carne bovina de qualidade
para a alimentação humana, além de
fornecer matéria-prima para a indústria.
Já a criação de gado de elite, tem
como foco central à produção de
matrizes e reprodutores para a criação
de gado comercial e elite.
A produção da pecuária de corte é
caracterizada pelas fases de cria, recria e
engorda, as quais são desenvolvidas como
atividades isoladas ou combinadas de forma a
se complementarem.
- Cria: compreende o período de cobertura até
a desmama. Todos os machos são vendidos
imediatamente após a desmama, em geral
com seis a nove meses de idade.
- Cria e recria – difere da anterior pelo fato de
os machos serem retidos até 15 a 18 meses de
idade, quando então são comercializados.
- Cria, recria e engorda – considerada como
atividade de ciclo completo, assemelha-se às
anteriores, porém os machos são vendidos
como bois gordos para abate, com idade de
15 a 42 meses, dependendo do sistema de
produção em uso.
- Recria e engorda – essa atividade tem início
com o bezerro desmamado e termina com o
boi gordo.
- Engorda (terminação) – Ocorre
quando os bois estão com 24 a 36
meses de idade, ocorre em pastagens
ou em confinamento.
CUSTO DE PRODUÇÃO DO GADO DE
CORTE
- Mão-de-obra
Considerar a mão-de-obra contratada, com
profissionais agrônomos, veterinários, encargos
sociais, consultorias ocasionais, mão-de-obra
familiar, além de outras. No caso da mão-de-obra
familiar que trabalha na atividade e não recebe um
salário, deve-se computar um valor correspondente
ao de um trabalhador que desenvolveria a mesma
função.
- Alimentação
Devem ser considerados os gastos com todos
os tipos de alimentos (grãos, farelos, aditivos,
capineiras, pastagens, fenos, silagens, núcleos,
suplementos, minerais, etc.)
- Sanidade
São exemplos: água oxigenada, agulhas para
aplicação de medicamentos, álcool, anestésicos,
antibióticos, antitérmico, antitóxicos,
carrapaticidas, complexos vitamínicos e minerais,
hormônios, vacinas e outros.
- Reprodução
Devem ser considerados os gastos com sêmen e
aplicador, bainhas, luvas, nitrogênio líquido e
pipetas.
- Impostos
Devem ser computados os impostos cujos valores
independem da quantidade de carne produzida.
Impostos como IPVA (Imposto de Propriedade de
Veículos Automotores) e territorial rural (ITR)
devem ser considerados.
- Despesas Diversas
Podem-se citar: brincos (identificação),
combustível, contribuição rural, material de
escritório, encargos financeiros (juros), energia
elétrica, frete / carreto, horas de trator, alguns
impostos que variam em função da quantidade
de carne produzida (PIS, COFINS, IRPJ,...),
lubrificantes, materiais de limpeza, reparo e
manutenção (de benfeitorias, de equipamentos,
de máquinas e de veículos), taxas (associação
de produtores, por exemplo).
Depreciação:
A depreciação é o custo necessário para
substituir os bens quando esses tornam-se
inúteis pelo desgaste físico ou obsoletismo.
Representa a reserva em dinheiro que a
empresa faz durante o período de vida útil
provável do bem (benfeitorias, animais
destinados à reprodução e serviços, máquinas,
implementos, equipamentos etc.), para sua
posterior substituição.
A depreciação é usada para estimar a perda de valor
de todo bem com vida útil superior a um ciclo
produtivo. Somente têm depreciação os bens que
possuem vida útil limitada; portanto, a terra não tem
depreciação.
Remuneração da terra
Um critério bastante utilizado para a
remuneração do fator de produção terra é o
valor do arrendamento praticado na região
onde está localizada a propriedade ou o custo
de oportunidade do capital investido em terra.
Remuneração do capital investido
Há vários critérios utilizados para remuneração
do capital. Um critério bastante utilizado é a taxa real
de juros, paga pela caderneta de poupança.
Remuneração do capital de giro
Refere-se ao valor que o empresário receberia se esses
recursos estivessem aplicados em outra atividade.
 Remuneração do empresário
A atividade de gerenciamento do sistema de
produção de gado de corte, quando feita pelo
produtor, deve ser remunerada. Em outras palavras, o
produtor rural deverá estipular para si próprio uma
determinada remuneração, que poderia ser um
número “x” de salários mínimos. Esse valor deve ser
inserido (computado) no custo de produção do gado
de corte.
ESTRUTURAS DE CUSTO DE PRODUÇÃO
Podem ser encontradas duas estruturas, ou
duas metodologias, para determinar o custo de
produção de um produto agropecuário. São elas:
Custo Total de Produção e Custo Operacional.
Custo Total de Produção
Nesta metodologia, devem ser considerados
tanto os custos fixos como os variáveis.
CUSTOS FIXOS
Custos fixos são aqueles que não variam com a
quantidade produzida, e têm duração superior a curto
prazo; portanto, sua renovação acontece a longo
prazo.
Entende-se por curto prazo o período de tempo
mínimo necessário para que um ciclo produtivo se
complete; e por longo prazo, o período de tempo que
envolve dois ou mais ciclos produtivos.
Podem-se citar, como exemplo de custos fixos,
a depreciação (de benfeitorias, animais destinados à
reprodução e serviços, máquinas, implementos,
equipamentos etc.), alguns impostos (ITR e IPVA),
seguro, remuneração do produtor rural e do capital
fixo, além de outros.
CUSTO VARIÁVEL
Custos variáveis são aqueles que variam de
acordo com a quantidade produzida, e cuja duração é
igual ou menor que o ciclo de produção (curto
prazo). Em outras palavras, eles incorporam-se
totalmente ao produto no curto prazo, não sendo
aproveitados para outro ciclo produtivo.
Podem-se citar, como exemplo de custos
variáveis, a mão-de-obra, despesas com alimentação
do rebanho, reprodução, medicamentos, alguns
impostos (IRPJ, PIS, COFINS etc.) e despesas
gerais.
 Custo Operacional de Produção
O custo operacional de produção refere-se ao
custo de todos os recursos de produção que exigem
desembolso por parte do produtor (empresa rural).
Ela envolve o custo operacional efetivo e outros
custos.
CUSTO OPERACIONAL EFETIVO
São custos operacionais efetivos aqueles nos
quais ocorre efetivamente desembolso ou dispêndio
em dinheiro, tais como:
• Mão-de-obra;
• Alimentação;
• Sanidade;
• Reprodução;
• Impostos (todos);
• Despesas Diversas.
 OUTROS CUSTOS
Incluem-se aqui os custos com depreciação e
mão-de-obra familiar.
Transação
Transações com fornecedores:
As transações de compra de bovinos são
bastante semelhantes para todos os frigoríficos,
variando somente os atributos que a compõe.
A compra do animal quase sempre é feita por
intermediários.
Muitas vezes o contato ocorre direto entre
produtor e frigorifico, nesse caso ocorre a fidelização,
quando o produtor entrega somente para o mesmo
frigorifico.
Transação com clientes:
Os principais clientes são supermercados,
atacadistas, butiques de carne e açougues, onde os
supermercados ocupam o primeiro lugar, entre 30 e
100% da venda. Outros clientes de menor potencial
são os restaurantes, churrascarias, hotéis e
instituições não comerciais como hospitais,
prefeituras e universidades.
Transações entre frigoríficos:
A pratica de transações de compra e venda de
carne entre frigoríficos é comum, e está alicerçada na
gestão de estoques. Os frigoríficos são compradores
quando necessitam atender os pedidos dos clientes e
não tem suficiente em seus estoques.
Outro motivo menos usual é a proteção de seu
mercado, ele compra o excedente de outro frigorífico
impedindo que este busque colocação para seu
poduto em um mercado dominado pelo primeiro.
Politicas públicas:
Nos últimos anos o Brasil alcançou excelentes
índices de produção e exportação de carne bovina.
Isso se da principalmente à qualidade do sistema
produtivo nacional e à confiança crescente no
conceito de alimento saudável, especialmente pela
produção de carne de qualidade.
Pode- se destacar as ações desenvolvidas em
prol da erradicação da febre aftosa que resultaram na
melhoria da percepção de qualidade do produto pelos
países importadores.
Outra característica adicional de valorização
foi a constatação da produção de alimento seguro,
uma vez que a maior parte do rebanho brasileiro é
alimentada em pasto.
Outros fatores, como solo, clima e recursos
humanos, passaram a constituir vantagens
comparativas que, somadas à extensão territorial, têm
permitido ao País oferecer, aos mercados nacional e
externo, carne bovina de alta qualidade, em volumes
crescentes e a preços competitivos.
Além desses fatores, as iniciativas de
rastreamento da carne bovina destinada à exportação,
especificamente para a União Européia, têm
contribuído de maneira significativa para o
atendimento das expectativas dos consumidores
internacionais, quanto à segurança dos alimentos.
Devido à oferta limitada e dos custos de produção
(e preços) mais altos que outras carnes, o consumo
mundial de carne bovina cresce, mas menos que outras
carnes.
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bovina para os próximos 10 anos devem vir da China e
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Produção de Gado de corte

  • 2. A pecuária de corte está dividida em: criação de gado comercial e criação de gado de elite. A primeira tem com principal objetivo a produção de carne bovina de qualidade para a alimentação humana, além de fornecer matéria-prima para a indústria.
  • 3. Já a criação de gado de elite, tem como foco central à produção de matrizes e reprodutores para a criação de gado comercial e elite.
  • 4. A produção da pecuária de corte é caracterizada pelas fases de cria, recria e engorda, as quais são desenvolvidas como atividades isoladas ou combinadas de forma a se complementarem. - Cria: compreende o período de cobertura até a desmama. Todos os machos são vendidos imediatamente após a desmama, em geral com seis a nove meses de idade. - Cria e recria – difere da anterior pelo fato de os machos serem retidos até 15 a 18 meses de idade, quando então são comercializados.
  • 5. - Cria, recria e engorda – considerada como atividade de ciclo completo, assemelha-se às anteriores, porém os machos são vendidos como bois gordos para abate, com idade de 15 a 42 meses, dependendo do sistema de produção em uso. - Recria e engorda – essa atividade tem início com o bezerro desmamado e termina com o boi gordo.
  • 6. - Engorda (terminação) – Ocorre quando os bois estão com 24 a 36 meses de idade, ocorre em pastagens ou em confinamento.
  • 7. CUSTO DE PRODUÇÃO DO GADO DE CORTE - Mão-de-obra Considerar a mão-de-obra contratada, com profissionais agrônomos, veterinários, encargos sociais, consultorias ocasionais, mão-de-obra familiar, além de outras. No caso da mão-de-obra familiar que trabalha na atividade e não recebe um salário, deve-se computar um valor correspondente ao de um trabalhador que desenvolveria a mesma função.
  • 8. - Alimentação Devem ser considerados os gastos com todos os tipos de alimentos (grãos, farelos, aditivos, capineiras, pastagens, fenos, silagens, núcleos, suplementos, minerais, etc.)
  • 9. - Sanidade São exemplos: água oxigenada, agulhas para aplicação de medicamentos, álcool, anestésicos, antibióticos, antitérmico, antitóxicos, carrapaticidas, complexos vitamínicos e minerais, hormônios, vacinas e outros.
  • 10. - Reprodução Devem ser considerados os gastos com sêmen e aplicador, bainhas, luvas, nitrogênio líquido e pipetas. - Impostos Devem ser computados os impostos cujos valores independem da quantidade de carne produzida. Impostos como IPVA (Imposto de Propriedade de Veículos Automotores) e territorial rural (ITR) devem ser considerados.
  • 11. - Despesas Diversas Podem-se citar: brincos (identificação), combustível, contribuição rural, material de escritório, encargos financeiros (juros), energia elétrica, frete / carreto, horas de trator, alguns impostos que variam em função da quantidade de carne produzida (PIS, COFINS, IRPJ,...), lubrificantes, materiais de limpeza, reparo e manutenção (de benfeitorias, de equipamentos, de máquinas e de veículos), taxas (associação de produtores, por exemplo).
  • 12. Depreciação: A depreciação é o custo necessário para substituir os bens quando esses tornam-se inúteis pelo desgaste físico ou obsoletismo. Representa a reserva em dinheiro que a empresa faz durante o período de vida útil provável do bem (benfeitorias, animais destinados à reprodução e serviços, máquinas, implementos, equipamentos etc.), para sua posterior substituição.
  • 13. A depreciação é usada para estimar a perda de valor de todo bem com vida útil superior a um ciclo produtivo. Somente têm depreciação os bens que possuem vida útil limitada; portanto, a terra não tem depreciação.
  • 14. Remuneração da terra Um critério bastante utilizado para a remuneração do fator de produção terra é o valor do arrendamento praticado na região onde está localizada a propriedade ou o custo de oportunidade do capital investido em terra.
  • 15. Remuneração do capital investido Há vários critérios utilizados para remuneração do capital. Um critério bastante utilizado é a taxa real de juros, paga pela caderneta de poupança. Remuneração do capital de giro Refere-se ao valor que o empresário receberia se esses recursos estivessem aplicados em outra atividade.
  • 16.  Remuneração do empresário A atividade de gerenciamento do sistema de produção de gado de corte, quando feita pelo produtor, deve ser remunerada. Em outras palavras, o produtor rural deverá estipular para si próprio uma determinada remuneração, que poderia ser um número “x” de salários mínimos. Esse valor deve ser inserido (computado) no custo de produção do gado de corte.
  • 17. ESTRUTURAS DE CUSTO DE PRODUÇÃO Podem ser encontradas duas estruturas, ou duas metodologias, para determinar o custo de produção de um produto agropecuário. São elas: Custo Total de Produção e Custo Operacional. Custo Total de Produção Nesta metodologia, devem ser considerados tanto os custos fixos como os variáveis.
  • 18. CUSTOS FIXOS Custos fixos são aqueles que não variam com a quantidade produzida, e têm duração superior a curto prazo; portanto, sua renovação acontece a longo prazo. Entende-se por curto prazo o período de tempo mínimo necessário para que um ciclo produtivo se complete; e por longo prazo, o período de tempo que envolve dois ou mais ciclos produtivos.
  • 19. Podem-se citar, como exemplo de custos fixos, a depreciação (de benfeitorias, animais destinados à reprodução e serviços, máquinas, implementos, equipamentos etc.), alguns impostos (ITR e IPVA), seguro, remuneração do produtor rural e do capital fixo, além de outros.
  • 20. CUSTO VARIÁVEL Custos variáveis são aqueles que variam de acordo com a quantidade produzida, e cuja duração é igual ou menor que o ciclo de produção (curto prazo). Em outras palavras, eles incorporam-se totalmente ao produto no curto prazo, não sendo aproveitados para outro ciclo produtivo.
  • 21. Podem-se citar, como exemplo de custos variáveis, a mão-de-obra, despesas com alimentação do rebanho, reprodução, medicamentos, alguns impostos (IRPJ, PIS, COFINS etc.) e despesas gerais.
  • 22.  Custo Operacional de Produção O custo operacional de produção refere-se ao custo de todos os recursos de produção que exigem desembolso por parte do produtor (empresa rural). Ela envolve o custo operacional efetivo e outros custos.
  • 23. CUSTO OPERACIONAL EFETIVO São custos operacionais efetivos aqueles nos quais ocorre efetivamente desembolso ou dispêndio em dinheiro, tais como: • Mão-de-obra; • Alimentação; • Sanidade; • Reprodução; • Impostos (todos); • Despesas Diversas.  OUTROS CUSTOS Incluem-se aqui os custos com depreciação e mão-de-obra familiar.
  • 24. Transação Transações com fornecedores: As transações de compra de bovinos são bastante semelhantes para todos os frigoríficos, variando somente os atributos que a compõe. A compra do animal quase sempre é feita por intermediários. Muitas vezes o contato ocorre direto entre produtor e frigorifico, nesse caso ocorre a fidelização, quando o produtor entrega somente para o mesmo frigorifico.
  • 25. Transação com clientes: Os principais clientes são supermercados, atacadistas, butiques de carne e açougues, onde os supermercados ocupam o primeiro lugar, entre 30 e 100% da venda. Outros clientes de menor potencial são os restaurantes, churrascarias, hotéis e instituições não comerciais como hospitais, prefeituras e universidades.
  • 26. Transações entre frigoríficos: A pratica de transações de compra e venda de carne entre frigoríficos é comum, e está alicerçada na gestão de estoques. Os frigoríficos são compradores quando necessitam atender os pedidos dos clientes e não tem suficiente em seus estoques. Outro motivo menos usual é a proteção de seu mercado, ele compra o excedente de outro frigorífico impedindo que este busque colocação para seu poduto em um mercado dominado pelo primeiro.
  • 27. Politicas públicas: Nos últimos anos o Brasil alcançou excelentes índices de produção e exportação de carne bovina. Isso se da principalmente à qualidade do sistema produtivo nacional e à confiança crescente no conceito de alimento saudável, especialmente pela produção de carne de qualidade.
  • 28. Pode- se destacar as ações desenvolvidas em prol da erradicação da febre aftosa que resultaram na melhoria da percepção de qualidade do produto pelos países importadores. Outra característica adicional de valorização foi a constatação da produção de alimento seguro, uma vez que a maior parte do rebanho brasileiro é alimentada em pasto.
  • 29. Outros fatores, como solo, clima e recursos humanos, passaram a constituir vantagens comparativas que, somadas à extensão territorial, têm permitido ao País oferecer, aos mercados nacional e externo, carne bovina de alta qualidade, em volumes crescentes e a preços competitivos. Além desses fatores, as iniciativas de rastreamento da carne bovina destinada à exportação, especificamente para a União Européia, têm contribuído de maneira significativa para o atendimento das expectativas dos consumidores internacionais, quanto à segurança dos alimentos.
  • 30. Devido à oferta limitada e dos custos de produção (e preços) mais altos que outras carnes, o consumo mundial de carne bovina cresce, mas menos que outras carnes. Os dois grandes aumentos da produção de carne bovina para os próximos 10 anos devem vir da China e do Brasil.