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                      O PERFIL DO PROFESSOR NO SÉCULO 21

         Autor: Carlos Alberto Gonçalves Alfredo – escrito em Julho de 2012

Este ensaio tem como objetivo, abordar os efeitos e os desdobramentos do processo
pedagógico ao longo do tempo, tomando com base o processo evolutivo e a evolução
cognitiva dos seres humanos,       estreitamente relacionados à inquietude, ao
inconformismo e à capacidade inquisitiva dos seres humanos.

O termo “pedagogo” vem do grego paidagogos e do latim paedagogu, significando,
segundo o Dicionário Aurélio Buarque de Holanda:

   •   “Aquele que aplica a pedagogia, que ensina; professor; mestre; preceptor”;
   •   Prático da Educação e do Ensino.


Assim, o anseio pela busca do desconhecido, pela descoberta de novas fronteiras e
produção de novos conhecimentos impulsionaram e continuam a projetar a sociedade
em direção ao desenvolvimento.

É importante ressaltar que as transformações rápidas e profundas decorrentes dessas
descobertas, refletem-se nos mais variados setores, destacando-se os avanços
tecnológicos, a transformação dos paradigmas econômicos e produtivos e, em
especial, em relação aos processos educacionais que se fizeram sentir nas sociedades
da antiguidade, na idade média, na renascença e na idade moderna, como elementos
formadores dos processos de criação e desenvolvimento dos conceitos inerentes às
atividades consideradas, e a sua repercussão ao longo do tempo, através do
desenvolvimento da humanidade.

Estamos no início do século XXI onde os progressos científicos, tecnológicos e
econômicos relacionados a diferentes aspectos globais, provocaram mudanças de
toda ordem, revelada em fenômenos de exclusão social, em diversas partes do
mundo.


Diante dessas mudanças, os países que quiserem aumentar e melhorar os níveis de
vida dos seus habitantes devem se comprometer em investimentos maciços com a
educação, buscando entender as transformações ocorridas, porque elas é que vão
ditar as novas competências exigidas não só em conhecimentos e habilidades
individuais.
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Em relatório apresentado à UNESCO, a Comissão Internacional de Estudos sobre a
Educação, cita que a Gestão do Conhecimento no campo educacional deve estar
focada em quatro pilares:


    1- Aprender a conhecer, através da difusão do conhecimento e do domínio
       aprofundado de diversas áreas do conhecimento humano, principalmente nas
       áreas de Tecnologia de Ponta, através da utilização não só da Educação
       presencial, bem como contando com a utilização da EAD e a Educação
       continuada;
    2- Aprender a fazer, desenvolvendo adquirindo conhecimentos, habilidades e
       atitudes (CHA), contribuindo para a inserção das pessoas no mercado de
       trabalho, cada vez mais competitivo;
    3- Aprender a conviver, procurando desenvolver e aumentar nas pessoas o
       sentimento social gregário social, que foi afetado pela enorme dos meios de
       comunicação eletrônica, que isolou os indivíduos uns dos outros, provocando o
       isolamento social humano;
    4- Aprender a ser, unindo as outras três, favorecendo a integração e o
       desenvolvimento social das pessoas.


A   educação       do   XXI   face   aos    avanços   tecnológicos   passará   por   grandes
transformações,         transformando      os   professores   em     “técnicos-especialistas”
implementando técnicas de ensino adquiridas no conhecimento científico, exigindo
dos mesmos novas técnicas e competências cognitivas e relacionais, destacando-se as
seguintes:


               •    Prospecção: ter capacidade de percepção ambiental
                    individual e coletiva, recolhendo dados situacionais,
                    analisando as ocorrências e propondo soluções para
                    correção das mesmas;
               •    Analíticas: os docentes deverão possuir as competências
                    necessárias para interpretar os dados descritivos, para se
                    necessário teorizar a respeito;

               •    Avaliativas: possuir condições para avaliar os resultados
                    obtidos nos métodos e técnicas educacionais utilizadas,
                    propondo correções quando necessário;

               •    Estratégias: saber planificar ações, antecipando a sua
                    implementação de acordo com as análises realizadas e os
                    resultados obtidos;
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              •   Práticas: devem estar aptos a estabelecer relações entre
                  a análise e a prática, assim como entre os fins e meios
                  para alcançar um bom efeito;

              •   Comunicação: Devem saber comunicar e partilhar suas
                  experiências idéias com outros colegas.

   1. UMA VISÃO SOBRE O FUTURO

Em 1964 o sociólogo canadense Herbert Harshall McLuhan, Professor da Universidade
de Toronto publicou uma obra intitulada “Understanding Media” que, em português
recebeu o título de “Os meios de comunicação como extensões do homem”.

Ao publicá-lo, talvez não imaginasse que estava lançando um dos clássicos da
    comunicação – mais discutido do que lido, mais desprezado do que estudado.


A grande novidade do autor em relação à educação é o enfoque, baseado em suas
teorias sobre comunicação – mais uma vez, adiantando-se à criação de um campo de
estudos, Comunicação e Educação, que só seria explorado na década dos 90.

Marshall McLuhan foi o criador da idéia da "aldeia global", trazendo para a
educação um novo enfoque educacional, baseado em suas teorias sobre
comunicação, ao afirmar que:

"Uma rede mundial de computadores tornará acessível, em alguns segundos
minutos, todo o tipo de informação às pessoas do mundo inteiro". Em tempos de
internet, essa frase é óbvia. Porém, quando foi dita, há 46 anos, parecia extraída de
um livro de ficção. Na época, foi chamado foi chamado de sonhador a louco,
conforme a simpatia que suas idéias provocavam.

McLuhan propôs que, até o surgimento da televisão, vivíamos na "galáxia de
Gutenberg" onde todo o conhecimento era visto apenas em sua dimensão visual. Sua
idéia é simples: antigamente, o conhecimento era transmitido oralmente, por lendas,
histórias e tradições.

Quando Gutenberg inventou a imprensa, permitiu que o conhecimento fosse mais
difundido. Mas, por outro lado, reduziu a comunicação a um único aspecto, o escrito.
"Antes   da   imprensa,   o   jovem   aprendia   ouvindo,   observando,   fazendo.   A
aprendizagem tinha lugar fora da aula", explica o autor.

Mais do que a matéria extraída de livros, McLuhan afirma, o ponto de partida para a
educação é a vontade do aluno em aprender. "Onde o interesse do estudante já
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estiver focalizado, aí se encontra o ponto natural de elucidação de seus problemas e
interesses", completa. "A educação escolar tradicional suscita em nós o desgosto por
qualquer atividade humana".

A este respeito o comentário mais próximo à crítica de McLuhan reside no filme
SOCIEDADE DOS POETAS MORTOS, onde um professor de literatura lecionando numa
centenária e tradicional escola preparatória, usando métodos pedagógicos
pouco ortodoxos, desperta os alunos para o rico universo da poesia e das
idéias, ensinando-os a pensar e olhar as coisas por outro ângulo, porém, as
consequências são inevitáveis acarretando na demissão do novo docente.   1980 e lançou da arte e ura.

Um dos conceitos mais conhecidos de McLuhan é o da "aldeia global". Em seu livro “O
meio é a mensagem”, afirma que "a nova interdependência eletrônica recriou o
mundo à imagem de uma aldeia global". Quando ele falou isso, o que existia de mais
parecido com a Internet, eram as redes de computadores militares norte-americanas.
Computador pessoal era apenas um sonho, distante.

A evolução tecnológica deixa, aqui, de ser mera coadjuvante na vida social: o que é
dito é condicionado pela maneira como se diz. O próprio meio passou a ser a
principal atração, a informação. Muitas das páginas que estão na Internet, por
exemplo, poderiam ser livros ou revistas, mas, segundo McLuhan, tornam-se
interessantes justamente por que estão em um novo meio de comunicação.

McLuhan afirma que "os meios de comunicação são extensões do homem", pois,
assim como se usa uma pinça para aumentar a precisão das mãos e uma chave de
fenda para girar um parafuso, os meios de comunicação seriam, na verdade,
extensões dos sentidos do homem.

 Muito antes de alguém falar em "aspectos lúdicos da educação", McLuhan já dizia
que o estudo deveria ser uma atividade atraente. A escola, para ele, ainda não tinha
percebido essa realidade óbvia. E completa: "É ilusório supor que existe qualquer
diferença básica entre entretenimento e educação, pois sempre foi verdade que tudo
o que agrada facilita o aprendizado".

O profeta da eletrônica deixou muitos livros e artigos; a maioria esgotados no Brasil,
alguns facilmente encontrados em sebos:
Os meios de comunicação como extensões do homem (Cultrix);
A Galáxia de Gutenberg (Cultrix);
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Revolução na Comunicação, (Jorge Zahar);
O meio é a mensagem, (Record);


Os efeitos da globalização tem surtido um efeito dramático em todo mundo,
especialmente na área educacional, onde as novas tecnologias educacionais tem tido
um considerável avanço.


Vivemos na era dos superespecialistas que dedicam cada vez mais tempo a
treinamentos prolongados em campos cada vez mais específicos. Essa nova categoria
de profissionais apresenta duas vantagens em relação aos especialistas comuns:
maior conhecimento dos detalhes relevantes e maior capacidade de lidar com as
complexidades de determinadas funções.


   2. OS AVANÇOS NA ÁREA EDUCACIONAL


No decorrer do século XX a educação passou por transformações relevantes,
notadamente pela implantação do sistema de EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA (EAD), que
alterou radicalmente o conceito da GESTÃO DO CONHECIMENTO na difusão do
processo pedagógico.


Diversas Universidades brasileiras oferecem cursos superiores via EAD e outras
mudaram o seu sistema de orientação monográfica, que era feito presencialmente
onde os orientandos mantinham contato direto com os seus orientadores, que
atualmente é feito via EAD através da Internet, onde o aluno não tem mais contato
direto com o seu orientador.


Considerando-se que a monografia é essencial para obtenção do certificado final de
curso, a mesma tem um peso de 50% nas grades curriculares. A mudança do
processo presencial para o semipresencial, nos leva à conclusão de que a
nomenclatura “presencial” passou a não mais corresponder à realidade dessa
modalidade de ensino!

O uso dessa tecnologia na área pedagógica, sendo, portanto necessário uma
avaliação   dos   processos    atualmente   existentes,   rumo   a   novos   patamares
operacionais, especialmente na assimilação de novos conhecimentos por parte dos
docentes, especialmente os que atuam na área universitária, exigindo que os
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conteúdos de formação sejam absorvidos pelos profissionais dessa área de trabalho
em curto prazo.


Assim, a PEDAGOGIA deixará de ser apenas uma área na qual os profissionais aplicam
os seus conhecimentos na área dos métodos ensino atuais, tornando-se profissionais
altamente especializados no exercício das suas funções que exigirão a absorção de
novas tecnologias instrucionais, que obrigatoriamente serão utilizadas a curto e
médio prazo.


Um dos benefícios da utilização da EAD é o surgimento da EDUCAÇÃO CONTINUADA,
feito por grandes Universidades nacionais e internacionais, além de fóruns de
debates, que disponibilizam conteúdos nas mais diversas áreas do conhecimento, ao
alcance de milhares de pessoas, gratuitamente, através de vídeo aulas, que podem
ser inclusive acompanhadas de textos em HTML, destacando-se as seguintes
Universidades:


YALE


A Universidade de Yale, por meio de seu programa “Open Yale Courses” (OYC),
disponibiliza 42 cursos on-line, gratuitamente, nas mais diversas áreas do
conhecimento humano. Basta acessar o Site http://oyc.yale.edu, não sendo
necessário registrar-se.


MIT


O MIT oferece 36 cursos on-line gratuitos. Basta acessar o Site: http://ocw.mit.edu.


BERKELEY


Com uma completa biblioteca em áudio e vídeo, essa Universidade tem um dos Sites
mais atraentes para ensino On-line, contendo centenas de palestras em diversas
áreas do conhecimento, cobrindo 130 departamentos acadêmicos. Basta acessar o
Site: http://webcast.berkeley.edu.


STANFORD

Dentre os cursos oferecidos por essa Universidade destacam-se os conteúdos
concentrados na area técnica, tais como: Estatística, Aeronáutica e Nanoctecnologia,
além de Seminários sobre essas areas. Basta acessar o Site: http://scpd.stanford.edu
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http://graduatesschool.paristech.org,     ou   http://graduateschool.paristech.fr/    -
Instituto de Tecnologia de Paris.

O processo de EDUCAÇÃO CONTINUADA pode também ser praticado pelo acesso a
diversos Fóruns que disponibilizam vídeo temas expostos por especialistas de alto
nível, destacando-se os Fóruns da série TED:

http://www.tedxsaopaulo.com.br/

http://www.ted.com/

http://www.ted.com/translate/languages/pt-br

http://tedxsf.org/

cujos conteúdos estão disponíveis para download gratuito.

   3. AS NOVAS COMPETÊNCIAS PEDAGÓGICAS

Como vimos ao longo dos capítulos anteriores, o vetor tecnológico avançou de forma
acelerada, exigindo do Ser Humano habilidades até então inexistentes.


Essas novas habilidades impactaram diretamente a GESTÃO DO CONHECIMENTO,
gerando mudanças no ambiente pedagógico no qual as Universidades estão inseridas.


Dentro desse escopo, passamos a citar as mudanças ocorridas e as possíveis mudanças
tecnológicas   que   deverão   ocorrer,    com    forte   influência   sobre   a   área
pedagógica,sendo a principal a implantação do sistema de Educação à distância
(EAD);


MUDANÇAS PROJETADAS:

Transformação dos grandes espaços físicos universitários em CENTROS DE
TELECONFERÊNCIAS EDUCATIVAS, com a interação entre Professores e alunos,
dinamizando ainda mais o processo de EAD;


Aquisição de habilidades matemáticas por parte dos PEDAGOGOS, que deverão
dominar técnicas e modelos de PESQUISA OPERACIONAL, ciência que surgiu durante
a segunda guerra mundial para estudar problemas estratégicos, caracterizando-se,
como um método voltado para a resolução de problemas reais, tendo como foco a
tomada de decisões. Uma característica importante da pesquisa operacional e que
facilita o processo de análise e de decisão é a utilização de modelos, permitindo a
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experimentação da solução proposta. Isto significa que uma decisão pode ser mais
bem avaliada e testada antes de ser efetivamente implementada.


Devido ao seu caráter multidisciplinar, a Pesquisa Operacional pode fornecer
contribuições em, praticamente, todos os domínios da atividade humana, atingindo
também a área educacional.


É um método que baseia sua aplicação, com base no conceito de utilização de
modelos, dentre os quais se destacam:


    •   Teoria das Filas;
    •   Programação Estocástica;


    •   Programação Dinâmica;


    •   Programação linear;


    •   Conjugação de modelos de Pesquisa Operacional.


Contudo, o pleno conhecimento do problema a ser resolvido, é que determina a
implantação do melhor método de PO – PESQUISA OPERACIONAL, exigindo análises
conjugadas à praticidade na formulação das alternativas.


A pesquisa operacional facilita a tomada de decisão, facilitando a descrição do
processo, organizando através de um modelo, isto facilita a melhor aplicabilidade e
economia, conforme citado no Case acima descrito pela Universidade que optou pela
orientação monográfica semipresencial, maximizando maximização dos resultados e
minimização dos custos operacionais.


Para melhor exemplificar a aplicação de um modelo de PO utilizado na solução de
problemas reais, o qual é enquadrado pela Pesquisa Operacional dentro da TEORIA
DAS FILAS que é um sistema de filas composto por seis componentes, sendo os três
primeiros obrigatórios e os três últimos obrigatoriamente conhecidos, considerando-
se aqui como dados apresentados, a quantidade de monografias enviadas durante um
determinado período de tempo, a capacidade de recebimento (estoque) de
monografias recebidas pelos servidores e o tempo de retorno ao aluno (orientando):
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       1)            Modelo de chegada dos usuários ao serviço: o modelo de chegada
                     é usualmente especificado pelo tempo entre as chegadas dos

       2)            usuários/serviços, sendo determinístico, isto é,          as chegadas
                     ocorrem em intervalos de tempo exatamente

       3)            iguais (tempo entre as chegadas é constante), ou então trata-se de
                     uma variável aleatória, quando o tempo entre as chegadas é
                     variável      e    segue     uma   distribuição   de   probabilidades
                     presumivelmente conhecida. Além de sabermos se o modelo de
                     chegada é determinístico ou é uma variável aleatória, precisamos
                     também saber a taxa de chegada l. A constante l é a taxa média de
                     chegadas dos usuários por unidade de tempo;

       2) Modelo de serviço (atendimento aos usuários): o modelo de serviço é
normalmente especificado pelo tempo de serviço, isto é, o tempo requerido pelo
atendente para concluir o atendimento. Da mesma forma que o modelo de chegada,
pode ser determinístico (constante) ou uma variável aleatória (quando o tempo de
atendimento      é     variável,       seguindo   uma   distribuição   de   probabilidades
presumivelmente conhecida).

       3) Número de servidores: é o número de atendentes disponíveis no sistema;

       4) Capacidade do sistema: representa o número de usuários que o sistema é
capaz de atender, incluindo a quantidade de usuários que estão sendo atendidos mais
os que esperam na fila. Se este parâmetro não for informado, o sistema é
considerado com capacidade ilimitada.

       5) Tamanho da população: número potencial de clientes (monografias) que
podem chegar a um sistema. Pode ser finito ou infinito.

       6) Disciplina da fila: é o modo como os usuários são atendidos. A disciplina da
fila pode ser:

* FIFO (first in, first out): primeiro a chegar é o primeiro a ser atendido;

* LIFO (last in, first out): último a chegar é o primeiro a ser atendido;

* ALEATÓRIO, isto é, os atendimentos são feitos sem qualquer preocupação com a
ordem de chegada;
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* COM PRIORIDADE, quer dizer, os atendimentos são feitos de acordo com as
prioridades estabelecidas; se a composição da fila não for informada, a mesma é
considerada de acordo com o modelo FIFO.

Atualmente com a expansão da EAD, será necessário expandir e modernizar cada vez
mais as instalações de TI, de modo a atender as novas demandas de cursos à
distância, que estão ocorrendo de forma exponencial, enquanto os recursos físicos
disponíveis ainda representam um crescimento representado por uma progressão
aritmética.

Esse fato, também acarreta o aumento da carga de trabalho dos docentes, envolvidos
que estão na elaboração dos conteúdos e na correção das monografias distribuídas a
cada orientador, que está do outro lado do aluno, de modo que cada um qual reter
uma capacidade de resposta, que seja a mais otimizada possível, de modo a evitar
gargalos na devolução dos trabalhos.

   •   Outra   habilidade     a   ser   apreendida      pelos   PEDAGOGOS   consiste   no
       desenvolvimento de habilidades de comunicação à distância, preparando-se
       para o advento da implantação de centros de TELECONFERÊNCIAS, que
       gradativamente substituirão os modelos presenciais, onde as salas de aulas
       deixarão de existir;
   •   Assimilação da Neurociência pedagógica, para conhecer de modo mais
       profundo a capacidade de absorção cognitiva dos alunos;
   •   Será também necessário aos PEDAGOGOS, a melhor assimilação da
       ANDRAGOGIA utilizada como instrumento de comunicação à distância;
   •   A PEDAGOGIA também deverá substituir o termo “mão-de-obra”, pelo
       conceito    de    “capital       intelectual”,      representado   pelo   binômio
       “facilitador/aluno”, no qual as exigências interativas não mais permitirão a
       utilização de conteúdos pré-formatados.



Desse modo será (ao) necessária (as) aos PEDAGOGOS, o desenvolvimento do
seguinte elenco de competências, de modo a acompanhar os atuais recursos
tecnológicos utilizados na área educacional, assim como absorver as novas
tecnologias educacionais que estão a caminho:

   •   COMPETÊNCIAS COGNITIVAS E NEUROPEDAGÓGICAS;
   •   COMPETÊNCIAS RELACIONAIS;
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   •   COMPETÊNCIAS SOCIAIS E POLÍTICAS;
   •   COMPETÊNCIAS DIDÁTICO-PEDAGÓGICAS;
   •   COMPETÊNCIAS TECNOLÓGICAS GERAIS E ESPECÍFICAS;
   •   CONHECIMENTO DOS PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E OPERACIONAIS DAS
       UNIVERSIDADES.
Em resumo: as competências só podem ser desenvolvidas na prática; não basta
apenas o saber teórico, mas sim o saber fazer.

Esse princípio é e será crucial para a educação presente e futura.

A PEDAGOGIA terá que ir além do ensino de conceitos abstratos, sendo necessário
que ela assimile para que serve o conhecimento, quando e como aplicá-lo.

Todo esse cenário vai implicar em curto prazo, na substituição dos conteúdos
programáticos na área de formação pedagógica.

Devido a crescente presença do MINIMALISMO, em todas as áreas do conhecimento
humano e também devido aos altos custos tecnológicos, as Universidades poderão
estar diretamente conectadas com os Institutos Públicos de Tecnologia, que atuarão
como polos fornecedores de tecnologia, a exemplo do modelo PEDAGÓGICO
praticado na China.

   A EDUCAÇÃO DIGITAL


Durante séculos, o ensino superior foi algo que acontecia em universidades, em
cursos de quatro anos, preparando o aluno para uma carreira específica.


No futuro, o ensino se dará em universidades, em escolas técnicas e em outros
formatos que ainda não conhecemos que permitam o lifelong learning, o
aprendizado ao longo de toda a vida.


Os cursos poderão ser presenciais ou on-line.


Mais frequentemente, serão das duas formas. Terão dois, três ou quatro anos de
duração. Tratarão de várias áreas do conhecimento, e estarão mais preocupados em
ensinar a pensar do que em transmitir conhecimentos e habilidades específicos, pois
a obsolescência do saber será ainda maior do que é hoje.


Menor duração – O Brasil tem três tipos de formação: bacharelado, licenciatura e
curso de tecnólogo. Esse último dura entre dois e três anos, focado no
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desenvolvimento de uma competência profissional específica, normalmente para
cargos de salário médio. No Brasil, só 10% das matrículas em cursos presenciais está
nesse tipo de curso. Na China, é mais da metade. Nos países desenvolvidos (OCDE), é
um terço (dados disponíveis em twitter.com/gioschpe). Em vez de ser percebido
como a melhor alternativa para a pessoa que busca um diferencial rápido e eficaz no
mercado de trabalho, o curso de tecnólogo ainda é erroneamente visto como um
“primo pobre” do ensino “de verdade”.


Nas últimas décadas, o ensino superior se massificou e deselitizou (o Brasil ainda
chegará lá), e o ritmo de inovação no mercado de trabalho fez com que um diploma
de uma boa universidade não fosse mais suficiente para uma carreira cada vez mais
longa.


Assim, a distinção entre educação básica e superior vai ter cada vez menos sentido.


Ambas estarão dentro de um contínuo, que começa na pré-escola e só termina com a
morte. Na Alemanha, as faculdades de engenharia e escolas politécnicas já estão em
contato com jardins de infância para atrair futuros bons profissionais.


No Brasil, teremos um problema adicional a resolver: as áreas de licenciatura e
pedagogia, hoje profissionais formados nas Universidades, terão que se atualizar
constantemente através da prática da EDUCAÇÃO CONTINUADA, de modo a manterem
os seus conhecimentos sempre atualizados.


As Universidades terão de entender que sem um aluno bem formado no ensino básico
não conseguirão fazer o seu trabalho com qualidade.


No Brasil, só reconhecemos diplomas de instituições brasileiras, mas certamente em
breve validaremos o ensino dado nas melhores Universidades do mundo.


Hoje já é possível assistir, on-line e sem custo, a aulas de instituições como o MIT e
Stanford. Nos EUA, um sexto das matrículas do ensino superior já é feito em cursos
on-line. O Brasil está chegando perto, com uma em cada sete, depois de uma
explosão que levou o número de matriculados de 200 000, em 2006, para 930 000, em
2010.




Stanford, Purdue e Duke são universidades que já gravam todos os seus cursos, para
que os alunos possam baixá-los e rever as aulas quantas vezes quiserem. Há algumas
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semanas, a Apple lançou uma plataforma de venda de livros didáticos para o iPad.
Além do texto, tem vídeos, animações, lugar para resumos. Em breve, serão
compartilháveis.


À medida que o ensino superior se massifica, desaparece a noção da academia como
instituição alheia (e superior) ao mundo “real”. Haverá cada vez mais forte
competição entre instituições pelo aluno, o que faz com que as universidades
precisem se desdobrar para atender às demandas dos alunos e de seus futuros
empregadores.


A Universidade do Sul da Flórida dá uma garantia a seus alunos de engenharia: se,
durante seus cinco primeiros anos no mercado de emprego, eles sentirem a
necessidade de competências que não aprenderam na faculdade, podem voltar e
aprendê-las de graça.


O futuro da escola: Os cursos terão menor duração e serão fortemente
multidisciplinares.


O desafio das universidades do futuro será ensinar apenas aquilo que vale a pena
saber, o que demandará novos currículos e nova didática.


Um exemplo é o Olin College of Engineering, nos EUA. O ensino é centrado na
resolução de problemas simples, complicados e complexos, sempre em equipes.


Não há departamentos acadêmicos e os professores não recebem cátedra. O currículo
é   baseado   em      um   triângulo   entre   engenharia    (o   projeto   é   exequível?),
empreendedorismo (é viável?) e humanas (é desejável?).


Os problemas do mundo real são complexos                    e não respeitam fronteiras
departamentais. A universidade do futuro terá de respeitar essa realidade. Todo
aluno de graduação nos EUA passa por todas as grandes áreas do saber.


Só no início do terceiro ano é que os alunos decidirão em que área irão se diplomar.


Antes disso, o futuro cientista estuda sociologia e o historiador estuda matemática.


A especialização virá mesmo só na pós-graduação. Algumas universidades federais no
Brasil tomaram a iniciativa de criar um “bacharelado interdisciplinar”. É um bom
começo, ainda que a iniciativa seja limitada pelo fato de que o aluno estuda apenas
uma de quatro grandes áreas (artes, humanidades, saúde e ciência e tecnologia).
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Um sistema educacional que matricule perto de 100% dos jovens (EUA, Finlândia e
Coreia do Sul já estão chegando perto disso), e é caro.


Não é possível estender esse benefício a número tão grande de alunos e esperar que
os contribuintes paguem a conta. Com exceção de México, República Checa e países
escandinavos, todos os países da OCDE cobram mensalidades de seus alunos em
universidades públicas. Passaremos por mais algumas invasões de reitorias, mas
chegaremos lá.


Conforme ressaltado no Capítulo I, vivemos na era dos superespecialistas e conforme
citado no início deste capítulo o aprendizado se dará ao longo da vida, através da
prática da EDUCAÇÃO CONTINUADA, que será disponibilizada através de conteúdos
digitalizados.


Porém, para introduzir a gestão do conhecimento da cultura da EDUCAÇÃO
CONTINUADA a nível global, é necessário formar e treinar professores nessa nova
tecnologia educacional, pois, no Brasil e no mundo a maioria dos docentes ainda não
conseguiu assimilar ao todo esse novo processo educacional.


Não adianta colocar tecnologia nas escolas e Universidades sem dar a formação
adequada aos docentes.


No entanto, uma solução viável veio da China, onde em 1976 o primeiro ministro
Deng Xiaoping assumiu o poder logo após a morte de Mao, lançando o processo de
modernização na China, lançando um amplo programa de reformas, priorizando a
área educacional.


Visionário, ele acreditava que investir na Educação seria o atalho mais curto para o
desenvolvimento, tendo como exemplo o sucesso de nações como Estados Unidos,
Coréia do Sul e Japão - economias que se destacam pela capacidade de inovação,
preparo intelectual de seus universitários e desenvolvimento.


De 1978 para 1998, o orçamento anual para Educação passou de 6,8% do orçamento
total do país para 14,6%, segundo a Academia de Ciências Sociais da China.


Entre os principais atores no processo de reforma do Ensino Superior na China, o
Banco Mundial exerceu um papel extremamente relevante, praticamente dando a
receita de sucesso do novo sistema, de acordo com pesquisa da professora-doutora
em Educação Ângela de Siqueira, do NEIC/UFF (Núcleo de Educação Internacional
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Comparada da Universidade Federal Fluminense). A partir de 1981, a entidade
financiou vários projetos e estudos no país: projetos de desenvolvimento
universitário, pesquisas de educação agrícola, universidades politécnicas e por
televisão,   universidades   provinciais,   desenvolvimento   de   pontos   básicos   e,
finalmente, em 1999, o plano de reforma no Ensino Superior chinês, proporcionado
ao país formalizar acordos com renomadas universidades estrangeiras, como Harvard
e a Universidade da Pensilvânia, que abriga Wharton e Cambridge, seguindo a lógica
do Banco Mundial, para quem a compra de pacotes educacionais produzidos em
alguns países desenvolvidos é um dos meios para reduzir custos e, supostamente,
melhorar a qualidade. Assim, diversos cursos de graduação e pós-graduação são
criados na China sob orientação de profissionais de universidades estrangeiras.


Toda essa revolução fez mais do que dobrar o número de matrículas no Ensino
Superior entre 1986 e 1994: segundo relatório analítico do Banco Mundial cresceu de
2,3 milhões para 5,1 milhões. Hoje já são 16 milhões de estudantes de graduação no
país.


Nas universidades, a taxa de jovens hoje já atinge 21% (no Brasil este número é de
19%). Lá, 1 milhão de universitários se formam por ano em carreiras tecnológicas
(aqui são 94 mil). Os artigos publicados em periódicos científicos internacionais
representam 5,9% da produção mundial (no Brasil, é 1,8%). Há 88 Ph. Ds. por 100 mil
habitantes (aqui são 63).


O quadro abaixo permite estabelecer uma comparação entre o quadro educacional
brasileiro e o chinês:
16




No novo sistema de ensino, tudo foi pensado, inclusive as diferenças regionais e
culturais do país. Foram considerados todos os contextos e diversificados os meios de
transmissão do ensino de acordo com eles (investimento na Educação a Distância e
Educação Continuada), com o uso intensivo da EDUCAÇÃO DIGITAL, cujos conteúdos
são concentrados em centros de pesquisas educacionais (CLUSTERS) educacionais e
disponibilizados para difusão da Gestão do Conhecimento através da EAD e da
Educação Continuada, onde os professores foram reciclados no uso de recursos de TI
de última geração.


Esse modelo é utilizado pelos países desenvolvidos que se valem desses recursos,
como por exemplo, os Estados Unidos que concentram no Vale do Silício na
California, um gigantesco Cluster de pesquisas em Informática.


No Brasil, a cidade de São Carlos é considerada como a “Capital Nacional da
Tecnologia”, onde estão instalados os campi avançados da USP e da UFSCar.


A China tem um território com 9.571.300 km2º com uma população que ultrapassa a
casa de um bilhão de habitantes, contra o Brasil que tem uma extensão territorial de
8.500.000 km2º e uma população de aproximadamente 110 milhões de acordo com o
17


último censo do IBGE realizado em 2010, porém, o país passa por um acelerado
processo de envelhecimento populacional, não só porque a expectativa de vida
cresce, mas também porque as taxas de fecundidade diminuíram, pois, atualmente
as brasileiras já têm, em média, menos filhos que as americanas.


O Brasil país tem atualmente cerca de um contingente populacional equivalente a 11
milhões acima de 50 anos, devendo chegar a 40 milhões em 2025 e 50 milhões em
2050.


De acordo com os dados do PISA - Programa Internacional de Avaliação de Alunos (
Programme for International Student Assessment), uma rede mundial de avaliação
de desempenho escolar, realizado pela primeira vez em 2000 e repetido a cada três
anos, coordenado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico
(OCDE), com vista a melhorar as políticas e resultados educacionais, o Brasil ocupava
em 2009, a seguinte posição no ranking entre os demais países avaliados:


                              Leitura        Matemática         Ciências
           País
                        Pontuação Posição Pontuação Posição Pontuação Posição
  Albânia                  385        56     377      55       391       55
  Argentina                398        54     388      51       401       52
  Austrália                515         8     514      12       527        9
  Áustria                  470        36     496      21       494       27
  Azerbaijão               362        60     431      41       373       59
  Bélgica                  506        10     515      11       507       18
  Brasil                   412         49        386        53       405       49
   Bulgária                 800         1         0        300        1         42
   Canadá                   524         5        527         8       529         7
   Chile                    449        40        421        45       447        40
   Colômbia                 413        48        381        54       402        50
   Croácia                  476        33        460        37       486        34
   República Checa          478        31        493        24       500        22
   Dinamarca                495        22        503        16       499        23
   Estónia                  501        12        512        14       528         8
   Finlândia                536         2        541         4       554         2
   França                   496        20        497        19       498        24
  Alemanha                  497        18        513        13       520        12
   Grécia                   483        28        466        36       470        37
   Hong Kong                533         3        555         3       549         3
   Hungria                  494        23        490        26       503        19
   Islândia                 500        14        507        15       496        25
  Indonésia                 402        53        371        57       383        56
18


                              Leitura        Matemática         Ciências
          País
                        Pontuação Posição Pontuação Posição Pontuação Posição
   Irlanda                 496        21     487      29       508       17
   Israel                  474        34     447      38       455       38
   Itália                  486        26     483      31       489       32
   Japão                   520         7     529       7       539        5
  Jordânia                 405        51     387      52       415       47
   Cazaquistão             390        55     405      49       400       54
   Quirguistão             314        61     331      61       330       61
   Letônia                 484        27     482      33       494       28
   Liechtenstein           499        17     536       5       520       11
   Lituânia                468        37     477      34       491       30
   Luxemburgo              472        35     489      27       484       35
   México                  425        44     419      46       416       46
   Montenegro              408        50     403      50       401       51
   Países Baixos           508         9     526       9       522       10
   Nova Zelândia           521         6     519      10       532        6
   Noruega                 503        11     498      18       500       21
   Panamá                  371         58        360       60       376        58
   Peru                    370        59         365       59       369        60
   Polônia                 500        15         495       22       508        16
   Portugal                489        25         487       30       493        29
   Catar                   372        57         368       58       379        57
   Romênia                 424        45         427       44       428        43
   Rússia                  459        39         468       35       478        36
   Sérvia                  442        41         442       40       443        41
   China (Xangai)          556         1         600        1       575         1
   Singapura               526         4         562        2       542         4
   Eslováquia              477        32         497       20       490        31
   Eslovênia               483        29         501       17       512        15
   Espanha                 481        30         483       32       488        33
   Suécia                  497        19         494       23       495        26
  Suíça                    501        13         534        6       517        13
   Tailândia               421        46         419       47       425        45
  Trinidad e Tobago        416        47         414       48       410        48
   Tunísia                 404        52         371       56       401        53
   Turquia                 464        38         445       39       454        39
   Reino Unido             494        24         492       25       514        14
   Estados Unidos           1      25125126      487       28       502        20
  Uruguai                  426        43         427       43       427        44


Devido as suas características territoriais e a sua densidade populacional, O Brasil
tem uma enorme vantagem em relação à China; se o país investir o dobro do PIB do
19


que se investe hoje em educação, pode elevar muito o seu desempenho educacional,
eliminando o despreparo da mão de obra não qualificada, principalmente nos setores
de tecnologia de ponta, nos quais o Brasil, já importa pessoal qualificado de outros
países.

O programa educacional chinês se adapta a realidade brasileira, mediante os ajustes
necessários, porém, torna-se necessário perenizá-lo, para garantir ao país a sua
inserção no bloco dos países desenvolvidos, pois. O ritmo de crescimento da
economia é bom e o país tem condições de firmemente em capital humano, pois, não
existe outro caminho para lidar com a questão do envelhecimento populacional,
tornando-se possível suavizar os efeitos desse processo, que daqui em diante tende a
se acentuar, conforme mostra a figura abaixo:




A leitura do gráfico acima nos permite concluir que o Brasil está formando gerações
de profissionais para o século XX, em sua grande maioria todos jovens, que terão uma
vida útil de aproximadamente cerca de 40 ou mais anos, indo além de 2050,
trabalhando com contingentes de envelhecimento populacional atualmente em
crescimento, adaptando-se com essa realidade, a qual o país não poderá ignorar; o
20


país terá que se adaptar a esse problema, principalmente na área educacional onde
convivemos com enormes quantidades de pessoas despreparadas, principalmente na
faixa etária entre 30/45 anos incapazes de absorver as modernas tecnologias de TI,
que tendem a níveis de minimalização cada vez mais crescentes.

Esse fenômeno não é novo e nem episódico, mas já ocorreu no século XIX, quando
explodiu a revolução industrial. Nesse período os “luditas” na Inglaterra quebravam
teares, vindo daí a expressão “sabotagem” vem dos tamancos de madeira (sabots)
jogados nos teares para travá-los.


O historiador F. Braudel lembra a comoção social em Paris quando os irmãos Perrier
instalaram duas bombas elevatórias em Chaillot, em 1782, as quais, puxando as águas
do rio Sena para a altura de 35 metros, tornaram subitamente desempregados 22 mil
carregadores de água.


Face a todo esse quadro, o Brasil tem que preparar conteúdos educacionais
condizentes com o atual cenário tecnológico, reciclando profissionais, principalmente
Professores, pois no estágio em que estamos vivendo a mão-de-obra tradicional
tornou-se descartável, pois o mundo ultrapassou a fase da sociedade industrial para a
fase da sociedade do conhecimento, onde a mão-de-obra tradicional tornou-se
descartável, privilegiando-se os trabalhadores supertreinados, capazes de manipular
a informática e a robótica.


No caso brasileiro existem particularidades que precisam ser citadas; em primeiro
lugar, a crise econômica dos últimos anos, além de ter dificultado a ascenção social
de uma parcela significativa da população, forçando o estado a investir na melhoria
da Educação Básica do país.


Apesar dos esforços do governo brasileiro os resultados obtidos não foram os
esperados, ampliando as já enormes diferenças existentes entre as pessoas em
termos de educação formal, fazendo do fator cognitivo outro elemento que limita as
possibilidades de se construir no país um projeto de efetiva ampliação da inclusão
digital, criando dificuldades para que a capacidade de compreensão e as
possibilidades de se utilizar efetivamente todas as potencialidades oferecidas pelas
Tecnologias de Informação e Comunicação, sejam difíceis de serem implantadas
devido ao alto grau de desigualdade na educação formal das pessoas.
21


Esta diferença cognitiva não é captada pelos indicadores tradicionais de inclusão
digital (percentual de acesso a computadores, e percentual desses que são
conectados à internet), fazendo crer que a evolução dos dados de ampliação da
inclusão digital no Brasil na verdade não retratam uma realidade tão positiva como
parece sugerir a fria análise das estatísticas, não chegando a ser medida pelas
estatísticas de inclusão digital como tem sido revelado, como se de fato, têm sido
reveladas – aumentando a qualificação e especialização da mão-de-obra brasileira,
promovendo uma melhoria significativa na qualidade de vida de parcela da
população.




Além disso, o Brasil a exemplo da China tem grandes disparidades regionais, culturais
e sociais, representando um complicador adicional para que tenhamos um sistema
educacional homogêneo que alcance todo o nosso território.


O Brasil precisa de um novo e moderno sistema educacional formatado para absorver
as modernas tecnologias de informação, porém, tudo terá que ser minuciosamente
pensado e planejado de modo a diminuir e equilibrar os contrastes sociais existentes
no país.


Deve-se também lembrar que os custos de acesso à Internet (pagamento de linha
e/ou provedores de acesso), dificultam a inclusão digital de empresas, universidades
e pessoas, contribuindo para manter que impedem a integração social brasileira.


A partir da segunda metade da década de 90, a sociedade brasileira assistiu a uma
enorme expansão do uso da Internet, que infelizmente foi a pior década do século XX
em termos de crescimento econômico e de desenvolvimento social.


Foi dentro daquele cenário que surgiram as novas tecnologias de TI atingindo todos
os setores da sociedade, impactando o ambiente social e econômico herdado dos
anos de perda do dinamismo econômico, que viveu e cresceu com a implantação
dessa nova tecnologia que veio para ficar, causando um grande impacto tecnológico
quer no meio acadêmico, quer no meio empresarial, principalmente devido a
ausência da instalação de um parque fabril inexistente para a fabricação de
hardware     e   a   indisponibilidade   de   técnicos   especializados   na   área   de
22


desenvolvimento de software, requerendo um grande esforço para colocar o país em
novos patamares compatíveis com as modernas tecnologias de TI.


Contudo, apesar das dificuldades existentes, as notícias são animadoras, pois
segundo levantamento divulgado recentemente pelo Instituto Brasileiro de Geografia
e Estatística (IBGE) logo no início de 2012, em apenas três anos houve um aumento
de 75% dos brasileiros que tem acesso a Internet em relação a 2005, quando apenas
mais de um quinto da população (20,9%) tinha acesso à rede.


Os dados fazem parte de um suplemento da Pesquisa Nacional por Amostra de
Domicílios (Pnad) referente a 2008 que traz estatísticas sobre acesso à internet e
posse de telefone fixo ou móvel no Brasil.


Geograficamente, a região Sudeste apresenta a maior taxa de uso, com 40,3% dos
seus habitantes usando a internet.


A região Centro-Oeste aparece logo atrás (39,4%), influenciada pelo alto uso de web
no Distrito Federal, onde 56,1% dos habitantes afirmaram fazer uso da ferramenta.


As regiões Sul (38,7%), Norte (27,5%) e Nordeste (25,1%) aparecem logo atrás.


Ainda que os maiores graus de uso sejam registrados entre brasileiros com maior
escolaridade (80,4% dos usuários com 15 ou mais anos de estudo usam a web), o IBGE
indica que o acesso cresceu mais entre os menos escolarizados.


A porcentagem dos brasileiros com menos de quatro anos de instrução com acesso à
web, segundo o IBGE, quase triplicou, saltando de 2,5% em 2005 para 7,2% em 2008.


Entre os estimados 104,7 milhões de brasileiros que não usaram a internet no período
do levantamento, as justificativas têm relação tanto com a falta de necessidade ou
desejo (32,8%), pela falta de conhecimento (31,6%) ou pela falta de oportunidade de
acesso (30%).


A figura abaixo mostra a distribuição percentual de acessos à Internet de acordo com
os dados fornecidos pelo IBGE.


O total percentual de acessos das regiões norte e nordeste somados (27,5 + 25,1)
totalizam 52,6% pontos percentuais, ultrapassando a região sudeste em 12,3%.
23




Segundo o Instituto Ibope NetRatings, somos 79,9 milhões de internautas tupiniquins,
sendo o Brasil o 5º país mais conectado.
De acordo com a Fecomércio-RJ/Ipsos, o percentual de brasileiros conectados à
internet aumentou de 27% para 48%, entre 2007 e 2011. O principal local de acesso é
a lan house (31%), seguido da própria casa (27%) e da casa de parente de amigos,
com 25% (abril/2010). O Brasil é o 5º país com o maior número de conexões à
Internet.


46,3 milhões de usuários acessam regularmente a Internet. 38% das pessoas acessam
à web diariamente; 10% de quatro a seis vezes por semana; 21% de duas a três vezes
por semana; 18% uma vez por semana. Somando, 87% dos internautas brasileiros
entram na internet semanalmente; esses percentuais revelam que os acessos à
Internet são cada vez mais intensos.


A entrada da classe C para o clube dos internautas deve continuar a manter esse
mesmo compasso forte de aumento no número de usuários residenciais.


A figura abaixo mostra o acesso à Internet por faixas etárias:
24




A leitura da tabela acima, nos permite afirmar conforme descrito na página 20
deste documento, que o Brasil está formando gerações de profissionais para o
século XX, em sua grande maioria todos jovens, que terão uma vida útil de
aproximadamente cerca de 40 ou mais anos, indo além de 2050, trabalhando
com    contingentes   de   envelhecimento     populacional    atualmente    em
crescimento, adaptando-se com essa realidade, a qual o país não poderá
ignorar;

De acordo com a pesquisa de estudos da internet, recém-divulgada, quase 38%
dos usuários da rede no Brasil são jovens, com faixa etária entre os seis e 24
anos de idade. Há alguns anos, o grupo de usuários de internet brasileiros era
distribuído de forma mais homogênea, mostrando que com o passar dos anos,
a fatia de usuários está mais bem distribuída, quando relacionada a faixas
etárias:

- 50% dos internautas do país tem idade entre 25 e 44 anos.

- 12% dos usuários de internet no Brasil são crianças e adolescentes, com faixa
etária de seis a 14 anos, que acessam a internet para bater-papo, navegar nas
redes sociais e sites de entretenimento.
25


A expansão da Internet no Brasil foi muito expressiva, especialmente a partir
da década de 1990, colocando o país dentre os onze primeiros colocados no
ranking de computadores conectados à WEB (em 1996, o país estava na
décima nona posição), porém, levando-se em conta os indicadores sociais,
uma grande parte dos acessos está relacionada a situações de dupla
contagem, ou seja, revelando a amostragem de pessoas que acessem a rede
tanto em casa, quanto no trabalho ou também em uma terceira situação.

O Brasil pode e deve tirar proveito desse cenário, educadores hoje reconhecem
nas tecnologias de informação e comunicação poderosas ferramentas no processo
ensino aprendizagem, mediante a necessidade de discutir os usos da tecnologia no
campo de construção de saberes e conhecimento, tanto em sua aplicação como
recurso em sala de aula quanto na criação de novas metodologias como a Educação à
Distância.




    4. TECNOLOGIA EDUCACIONAL PARA A REALIDADE BRASILIERA NO SECULO XXI


O Brasil assim como os demais países está vivendo na sociedade do conhecimento,
onde os avanços tecnológicos surgem continuamente.

Os inúmeros meios de comunicação que as novas tecnologias oferecem têm produzido
alterações sociais que preocupam os profissionais da educação, sendo um dos fatores
responsáveis pelos quais as instituições de ensino e os profissionais são forçados a
reciclagens permanentes para acompanharem o rítmo acelerado imposto pela
tecnologia.

A sociedade do conhecimento nasceu após o encerramento da segunda guerra
mundial, no período da guerra fria, onde os objetivos eram expandir a era aumentar
e diversificar a produção de armas, cada vez mais poderosas para serem utilizadas na
destruição das cidades e na busca de informações, a partir daí, a tecnologia começou
a servir de interesses políticos e econômicos, refletindo grandes transformações na
sociedade.

A infinita capacidade de criação tecnológica impõe novos desafios a toda
humanidade. Pode-se caracterizar os século XXI, como o século da sociedade do
conhecimento e da informação.
26


Conforme Marques (2006, p. 104), “a tecnologia não é simplesmente ciência
aplicada, mas ciência reedificada e impulsionada por instrumentos técnicos
conceituais propositadamente instituídos, constituindo-se em desafios e inovações
que não podemos ignorar, correndo o risco de sermos devorados por ela.

A partir do pressuposto de nos integrarmos à essa sociedade tecnológica, podemos
destacar um dos maiores aparelhos capazes de expandir e atualizar os indivíduos nas
mudanças culturais que a tecnologia vem dispondo, denominado “aparelho escolar”,
cujo princípio é a integração da sociedade ao seu meio social.

Para tanto, a tecnologia educacional, passa por uma revolução no seu modo de
difusão da Gestão do Conhecimento, sobretudo devido às rápidas e sucessivas
transformações que o mundo globalizado apresenta à educadores e educandos na
época atual.

Assim, sob a égide da revolução tecnológica a cada dia e momento que passa, a
escola precisa integrar novas ferramentas: computadores, Internet, vídeo, projetor,
transparências, data-show, câmera digital, laboratório de informática etc., as quais
fornecem diversas possibilidades de enriquecimento das práticas pedagógicas.

Naturalmente, com essas ferramentas, o professor não é só convidado, mas obrigado
a inovar sua prática pedagógica ao mesmo tempo que é conduzido a criar novas
formas de ensinar, pois ele próprio corre o risco de ficar dentro da exclusão digital.

Nesta acepção, Saviane (2003, p. 75) afirma que “a escola tem o papel de possibilitar
o acesso das novas gerações ao mundo do saber sistematizado, do saber metódico,
científico, precisando gerar novos processos pedagógicos em relação aos seus
processos de origem adequados a essa finalidade.

Nunca se falou tanto em novas tecnologias, informatização, sociedade midiática, mas
diante desses recursos encontrados nos contextos escolares das escolas de Ensino
Infantil, Fundamental e Médio e até mesmo nas Universidades, como recursos
didáticos e de aprendizagem, sem contar que hoje a sociedade, onde todas as
pessoas, não importam a idade, onde estão vivendo, todos estão mergulhados no
mundo da informática, tem acesso ao computador e a Internet, utilizam esses novos
recursos tecnológicos para se informar, trocar idéias, discutir temas específicos,
pesquisar, comunicar.

Esses meios de comunicação como extensões do homem, raramente são orientados e
aproveitados nas atividades de ensino.
27


Na concepção de Marques (2006, p. 197), “a formação das novas gerações só se faz
efetiva e relevante, se significar a autoformação das Universidade como comunidade
de educadores sempre educandos.”

Assim, o fluxo de informações da atual sociedade impõe novas perspectivas na
formação do professor, exigindo domínio na sua prática pedagógica que as novas
tecnologias vem propiciando, devido ao grande número de informações trazidas pelas
mídias.

Nesse contexto o professor é um docente facilitador transformando as informações
em conhecimentos, de modo a contribuir para que o corpo discente aluno seja capaz
de melhorar os aspectos cognitivos, selecionando informações e distinguindo entre o
que é inútil e o que é realmente significativo.

A modernização econômica, política, as relações sociais e a expansão da ciência,
exige mudanças profundas na educação, que atualmente é considerada como um
vetor das transformações sociais, porém, que isso se concretize é necessário uma
educação de qualidade, comprometida, atualizada e contextualizada, portanto, se
faz necessário a assimilação e a implantação de novas tecnologias de ensino.

Segundo Sampaio, (1999, p. 25) o trabalho com tecnologias “só será concretizado,
porém, na medida em que a Gestão do Conhecimento na área educacional estiver
assimilada, tanto em termos de valorização e conscientização de sua real utilização.”

Neste aspecto, a formação tecnológica do Corpo Docente professor é um dos fatores
que mais impactam o processo de desenvolvimento tecnológico social, pois, a partir
dessa concepção, os educadores terão condições de atuar numa ação reflexiva sobre
sua prática pedagógica e assim construir novos paradigmas.

Nesta perspectiva, cabe ao homem estar sempre buscando o que é melhor para si, de
forma que compartilhe com outros os saberes adquiridos, uma vez que ele “necessita
produzir continuamente sua própria existência.

Para tanto, em lugar de adaptar à natureza, ele tem que adaptar a natureza a si, isto
é, transformá-la.” (Saviane (2003, p. 11).


Neste aspecto, o Brasil tem um enorme desafio a enfrentar em termos
educacionais, que o de levar a Gestão do Conhecimento educacional até a
região norte do país conhecida como “Amazônia Legal” que tem uma
extensão territorial correspondente a 5.217.423km quadrados, ocupando
28


cerca de 61% do território brasileiro, que engloba os seguintes Estados brasileiros:
Amazonas, Pará, Acre, Amapá, Roraima, Rondônia, Tocantins, em sua totalidade e
parte dos Estados do Maranhão (Nordeste) e Mato Grosso (Centro-Oeste) ,            no
entanto, abrigando apenas 11,93% da população do país (1996).


Os Estados mais expressivos da Amazônia Legal são representados pelo o Amazonas e
o Pará que, juntos respondem por mais de 55% do território total da região.




         A figura abaixo mostra a composição territorial da Amazonia legal:




Trata-se de uma região muito grande remota, em que o acesso a educação e à
cultura, ainda que sejam direitos sociais básicos previstos na Constituição Federal
brasileira e em tratados internacionais de direitos humanos ratificados pelo Brasil, é
bastante limitado, com uma enorme densidade florestal e inúmeros municípios
afastados das capitais e com populações ribeirinhas.
29


Devido as dificuldades logísticas existentes, a Assistência Social a essas populações
são realizadas com o auxílio das Forças armadas, que mantém contingentes
estacionados nos municípios mais distantes, a exemplo dos batalhões de selva do
Exército brasileiro que são polos de agregamento populacional que vivem no meio da
floresta.

Contudo, o governo brasileiro tem desenvolvido esforços no sentido de expandir e
levar a Gestão do conhecimento educacional aos pontos mais remotos do país,
citando como exemplo a expansão da Universidade Federal do Semi-Árido que está
levando conhecimentos e esperanças e uma das regiões mais pobres do país, onde a
pobreza e seca caminham de mãos dadas com a absoluta falta de oportunidades de
estudo e de trabalho.

Conseguir um diploma de graduação para abrir horizontes e tentar um emprego
melhor, ainda é um sonho distante para a maioria dos jovens que vivem nas regiões
mais pobres do Brasil, onde apenas dois em cada cem tem acesso ao ensino superior
na região, enquanto no ABC paulista essa relação é de 45 para cem e nas capitais do
Nordeste é de 35 por cem.

Disputar uma vaga nas universidades fora do sertão também não é uma opção muito
animadora, pois, os poucos jovens que conseguem ingressar nas universidades têm
que arcar com os custos de manutenção extra-domicílio, enfrentando uma
competição desigual com os jovens das capitais, onde o ensino é de melhor
qualidade.

Em meio a cenário desolador, quem está tentando fazer diferença é a Universidade
Federal Rural do Semi-Árido, a UNIFERSA, na qual o reitor Josivan Barbosa, o mesmo
que apesar de citar as desvantagens enfrentadas pelos jovens do interior, descreve
com entusiasmo a expansão da antiga Escola Superior de Agricultura de Mossoró
transformada em Universidade Federal em 2005, onde nos últimos quatro anos o
número de professores saltou de 54 para 250 e o número de cursos, de dois para 23.

As microrregiões mais precárias em ensino superior em todo o semiárido estão
ganhando mais três campi – cada um com seis cursos e 1,2 mil alunos, com um deles
já em funcionamento.

O déficit de vagas no ensino superior na região do sertão é assustador, sendo enorme
a expectativa da população, pois, as empresas instaladas na região já buscam na
UNIFERSA estagiários em engenharia e tecnologia da informação.
30


A esperança é que, aos poucos, seja possível substituir a mão de obra ‘importada”
recrutada na região Nordeste e Sudeste. Os profissionais formados em ciências
agrárias serão encaminhados para o desenvolvimento da fruticultura irrigada, que é
um sustentáculo da economia local.

Assim os jovens passam a ter oportunidades de emprego que nunca tiveram,
enquanto as empresas poderão reduzir os seus custos de contratação de mão de obra,
e toda mão de obra e a economia local sairá ganhando, inclusive com o
desenvolvimento de pesquisas voltadas para o desenvolvimento da região do
semiárido.

Na região amazônica, cursos de nível técnico e superior começam a mudar a
realidade de quem vive em plena floresta.

Os chamados povos da floresta – tribos indígenas, pequenos produtores rurais – que
vivem em pontos remotos da região amazônica, a educação está começando a mudar
a realidade regional e incentivar o seu desenvolvimento sustentável.

As margens do Rio Negro, no campus do Instituto Federal do Amazonas, em São
Gabriel da Cachoeira, que dista a quatro dias de barco de Manaus, muitas vezes os
Professores têm que se deslocar até cinco horas de voadeira para dar aulas nas
próprias tribos.

De acordo com o Professor Paulo Nascimento reitor do Instituto Federal do Amazonas
em São Gabriel da Cachoeira, o conhecimento é um direito de todos, sendo a única
forma da população amazônica ser respeitada em sua diversidade, contribuindo para
a preservação do ambiente, atuando como agente do seu próprio desenvolvimento.

Para a juventude de São Gabriel da Cachoeira, os cursos técnicos na área de
agropecuária,      secretariado,   administração,   contabilidade,    informática,    meio
ambiente     e     recursos   pesqueiros,   constituem   uma   rara    oportunidade    de
profissionalização.

As pesquisas científicas nas áreas de manejo florestal, sistemas agroflorestais,
piscicultura e etnobotânica, representam um salto de desenvolvimento para toda a
comunidade.

A parceria entre o campus e os movimentos indígenas tem permitido um trabalho
pioneiro junto às etnias BANIWA, KURIPACO e TUKANO.

Os cursos de desenvolvimento sustentável indígena e de etnodesenvolvimento são
dados diretamente nas aldeias, onde os professores ensinam presencialmente as
31


técnicas de plantio e de produção de pescado, ajudando também a montar oficinas
de marcenaria e salas de informática nas escolas comunitárias.

Em 2010 foram abertos os cursos superiores em licenciatura intercultural indígena,
passando a impactar a educação escolar indígena, porém, ainda não existem
professores indígenas para atender à demanda do ensino médio, ocasionando o êxodo
de jovens indígenas, que acabam se inserindo de forma marginal nas cidades.

A expansão universitária em são Gabriel da Cachoeira despertou o interesse de outros
municípios da região Amazônica, tendendo a se expandir para outros estados
componentes da Amazônia legal.



A educação como instrumento de transformação social e conscientização ambiental e
cultural dos povos da floresta, chamou a atenção do reitor da Universidade Federal
do Pará, Alex Fiúza de Mello em um artigo publicado na revista do Conselho de
Reitores das Universidades Brasileiras, ao dizer:

“Será tão somente pelo conhecimento, com doses de sabedoria política, que a
Amazônia poderá ser preservada, defendida, interligada e resgatada a um projeto de
nação”, ressalvando que a Universidade Amazônica interessa investigar não de que
maneira a ciência pode se servir da Amazônia e sim como pode o conhecimento
científico ser produzido e utilizado pela região.


Visando melhorar o acesso à Educação na região da Amazônia Legal, mais de 50
secretários de Educação de cidades da região Norte, do Maranhão e do Mato Grosso
aderiram ao Educamazônia, programa do Fundo das Nações Unidas para a Infância
(Unicef) que prevê a articulação com governos municipais, estaduais e federal e
entidades educacionais para enfrentar as dificuldades do ensino público na Amazônia
Legal (região Norte, MA e MT).

O UNICEF realizou um levantamento para identificar o transporte escolar, a
fragmentação dos projetos pedagógicos escolares, a precária formação inicial e
continuada de professores e a ausência de colaboração entre prefeituras e governos
estaduais como os principais desafios para a educação nessa região.


Os estados e as cidades situadas na área da Amazônia legal se defrontam com
enormes dificuldades para definir as responsabilidades do transporte escolar, que
tem um custo mais elevado do que a média nacional por exigir uso de embarcações.
32




Além disso, as condições geográficas da região dificultam os processos de
qualificação de professores, pois, cerca que 42 mil (30% do total) professores das
redes municipais e estadual do Pará não têm ensino superior, tornando necessário
criar uma agenda envolvendo as ações governamentais na área educacional na região
amazônica. Acre e Tocantins são exemplos.


Lá Estado e municípios trabalham juntos na divisão de gastos, no planejamento das
políticas públicas de formação de docentes.



CONCLUSÃO

Este ensaio tenta, de forma prospectiva, abordar o “PERFIL DO PROFESSOR DO
FUTURO”, procurando mostrar o que as novas tecnologias da informação podem
contribuir para o aprimoramento da Gestão do Conhecimento Educacional, , que por
sua veza, exigem novas posturas dos educadores, na busca de conhecimentos para
que os docentes utilizar essas novas tecnologias, entender por que e como integrar as
mesmas      na prática pedagógica, possibilitando a transição de um sistema
fragmentado de ensino para uma abordagem integradora de conteúdo, voltada para a
solução de problemas específicos no desenvolvimento educacional.

Através dessa visão, os docentes do futuro, criarão condições para recontextualizar o
aprendizado tornando-se facilitadores no processo educacional.

No século XXI, a formação requerida do docente, vai além de treinamento
profissionalizante, mesmos refletirem no próprio ato de ensinar, porém, para atingir
as metas impostas pela        sociedade   tecnológica   é necessário aprimorar os
conhecimentos sobre as atuais tecnologias educacionais, sendo necessário que os
docentes atuando como facilitadores no processo educacional, interpretem, utilizem,
reflitam e dominem criticamente a tecnologia para não serem por ela dominados.”
Entretanto, é preciso que tenha-se consciência de que sé é inacabado, é que a
existência do homem requer sempre mudanças, pois os paradigmas não são eternos.

A Tecnologia da Informação (TI), chegou ao Brasil na década de 70, quando o país
procurava se inserir na Sociedade do conhecimento.

A partir de então, a educação passou a ser o setor mais importante com capacidade
para articular o avanço científico e tecnológico.
33


Nessa época iniciaram-se os estudos teóricos com a finalidade de assimilar os
conceitos transformadores da TI, porém, paralelamente outros estudiosos já
iniciavam estudos sobre os efeitos que a tecnologia viria a ter sobre a área
educacional, encontrando algumas dificuldades, principalmente por que não tinham
subsídios suficientes que respaldasse suas teorias, buscando embasamentos teóricos
em outros países.

É importante que os professores do século XXI, entendam que a inovação vem
condicionada ao enfoque metodológico que faz uso destes recursos aproveitando suas
novas possibilidades de trabalho.”

A aprendizagem se constitui numa tarefa constante `a vida pessoal de todos, porém
a visão de tecnologia educacional vai além de produtos tecnológicos.

Na verdade a tecnologia se constitui na interação entre o educadores e os educandos
cuja finalidade requer cumplicidade entre ambos.

O perfil do Professor do século XXI, é o de o papel do novo professor é o de usar a
perspectiva de como se dá a aprendizagem para que, usando a ferramenta dos
conteúdos postos pelo ambiente e pelo meio social, estimule as diferentes
inteligências de seus alunos e os leve a se tornarem aptos a resolver problemas ou,
quem sabe, criar produtos válidos para seu tempo e sua cultura, utilizando recursos
pedagógicos adicionais, como por exemplo, a “TEORIA DAS INTELIGÊNCIAS
MULTÍPLAS”, criada pelo psicólogo americano Howard Gardner, além de outros
recursos pedagógicos disponíveis.

Entretanto, é preciso que tenhamos consciência que não nascemos prontos e que a
nossa existência nos posiciona sempre à mudanças e constantes inovações.

Por fim, cabe aos professores do século XXI serem criativos, utilizando tecnologias
educacionais que melhor atendam as necessidades de expansão da Gestão do
conhecimento educacional, não se restringindo em apenas um tipo, mas utilizar
diversificadas tecnologias, a fim de que o processo de ensino-aprendizagem aconteça
de forma significativa.

Em resumo, os recursos tecnológicos são muito relevantes ao processo instrucional
porque melhoram o ensino-aprendizagem, facilitam o trabalho dos docentes,
motivam os alunos e são ferramentas didáticas eficazes, justamente por facilitarem a
avaliação do aprendizado.
34


A mediação pedagógica deve ocorrer no próprio processo de comunicação nas
escolas, no trabalho com os conteúdos, com os recursos e tecnologias.

Assim, é necessário repensar a mediação pedagógica na educação a partir do uso da
informática, do computador, da Internet na sala de aula, como forma de garantir
uma aprendizagem significativa de desenvolvimento da competência e da capacidade
de resolução de problema.

No entanto, os investimentos em educação no Brasil não comportam a implantação
de um pojeto educacional a curto prazo que cubra todo o território nacional, no que
faz necessário a aquisição maciça de recursos de Hardware e de Software, e recursos
por parte do Estado para dotar a sociedade de quantidades crescentes de
equipamentos, inclusive enfrentando as dificuldades inerentes à própria rapidez da
proliferação dos ganhos tecnológicos, os quais exigem constantes aportes de capital
para manter-se atualizados, daí a necessidade de se obter um ambiente
macroeconômico em expansão, que viabilize a ampliação da arrecadação de impostos
e ampliação do orçamento da União, dos estados e municípios; ademais, as políticas
de treinamento e capacitação dos profissionais que vão operar e ensinar a
operacionalização os equipamentos para crescentes parcelas da população exige
também crescentes gastos por parte do poder público.

A solução é implantar tecnologias baratas que não demandem grandes investimentos
como, por exemplo, o Software livre LINUX que tem um código fonte disponível sob a
licença GPL (versão 2), para que qualquer pessoa possa utilizá-lo, estudar, modificar
e distribuir de acordo com os termos da licença.

O LINUX é amplamente por diversos órgãos do Governo brasileiro e também por
diversos países em diversas áreas da Gestão do Conhecimento, principalmente na
China.
35




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38
39
39

O perfil do professor no século 21

  • 1.
    1 O PERFIL DO PROFESSOR NO SÉCULO 21 Autor: Carlos Alberto Gonçalves Alfredo – escrito em Julho de 2012 Este ensaio tem como objetivo, abordar os efeitos e os desdobramentos do processo pedagógico ao longo do tempo, tomando com base o processo evolutivo e a evolução cognitiva dos seres humanos, estreitamente relacionados à inquietude, ao inconformismo e à capacidade inquisitiva dos seres humanos. O termo “pedagogo” vem do grego paidagogos e do latim paedagogu, significando, segundo o Dicionário Aurélio Buarque de Holanda: • “Aquele que aplica a pedagogia, que ensina; professor; mestre; preceptor”; • Prático da Educação e do Ensino. Assim, o anseio pela busca do desconhecido, pela descoberta de novas fronteiras e produção de novos conhecimentos impulsionaram e continuam a projetar a sociedade em direção ao desenvolvimento. É importante ressaltar que as transformações rápidas e profundas decorrentes dessas descobertas, refletem-se nos mais variados setores, destacando-se os avanços tecnológicos, a transformação dos paradigmas econômicos e produtivos e, em especial, em relação aos processos educacionais que se fizeram sentir nas sociedades da antiguidade, na idade média, na renascença e na idade moderna, como elementos formadores dos processos de criação e desenvolvimento dos conceitos inerentes às atividades consideradas, e a sua repercussão ao longo do tempo, através do desenvolvimento da humanidade. Estamos no início do século XXI onde os progressos científicos, tecnológicos e econômicos relacionados a diferentes aspectos globais, provocaram mudanças de toda ordem, revelada em fenômenos de exclusão social, em diversas partes do mundo. Diante dessas mudanças, os países que quiserem aumentar e melhorar os níveis de vida dos seus habitantes devem se comprometer em investimentos maciços com a educação, buscando entender as transformações ocorridas, porque elas é que vão ditar as novas competências exigidas não só em conhecimentos e habilidades individuais.
  • 2.
    2 Em relatório apresentadoà UNESCO, a Comissão Internacional de Estudos sobre a Educação, cita que a Gestão do Conhecimento no campo educacional deve estar focada em quatro pilares: 1- Aprender a conhecer, através da difusão do conhecimento e do domínio aprofundado de diversas áreas do conhecimento humano, principalmente nas áreas de Tecnologia de Ponta, através da utilização não só da Educação presencial, bem como contando com a utilização da EAD e a Educação continuada; 2- Aprender a fazer, desenvolvendo adquirindo conhecimentos, habilidades e atitudes (CHA), contribuindo para a inserção das pessoas no mercado de trabalho, cada vez mais competitivo; 3- Aprender a conviver, procurando desenvolver e aumentar nas pessoas o sentimento social gregário social, que foi afetado pela enorme dos meios de comunicação eletrônica, que isolou os indivíduos uns dos outros, provocando o isolamento social humano; 4- Aprender a ser, unindo as outras três, favorecendo a integração e o desenvolvimento social das pessoas. A educação do XXI face aos avanços tecnológicos passará por grandes transformações, transformando os professores em “técnicos-especialistas” implementando técnicas de ensino adquiridas no conhecimento científico, exigindo dos mesmos novas técnicas e competências cognitivas e relacionais, destacando-se as seguintes: • Prospecção: ter capacidade de percepção ambiental individual e coletiva, recolhendo dados situacionais, analisando as ocorrências e propondo soluções para correção das mesmas; • Analíticas: os docentes deverão possuir as competências necessárias para interpretar os dados descritivos, para se necessário teorizar a respeito; • Avaliativas: possuir condições para avaliar os resultados obtidos nos métodos e técnicas educacionais utilizadas, propondo correções quando necessário; • Estratégias: saber planificar ações, antecipando a sua implementação de acordo com as análises realizadas e os resultados obtidos;
  • 3.
    3 • Práticas: devem estar aptos a estabelecer relações entre a análise e a prática, assim como entre os fins e meios para alcançar um bom efeito; • Comunicação: Devem saber comunicar e partilhar suas experiências idéias com outros colegas. 1. UMA VISÃO SOBRE O FUTURO Em 1964 o sociólogo canadense Herbert Harshall McLuhan, Professor da Universidade de Toronto publicou uma obra intitulada “Understanding Media” que, em português recebeu o título de “Os meios de comunicação como extensões do homem”. Ao publicá-lo, talvez não imaginasse que estava lançando um dos clássicos da comunicação – mais discutido do que lido, mais desprezado do que estudado. A grande novidade do autor em relação à educação é o enfoque, baseado em suas teorias sobre comunicação – mais uma vez, adiantando-se à criação de um campo de estudos, Comunicação e Educação, que só seria explorado na década dos 90. Marshall McLuhan foi o criador da idéia da "aldeia global", trazendo para a educação um novo enfoque educacional, baseado em suas teorias sobre comunicação, ao afirmar que: "Uma rede mundial de computadores tornará acessível, em alguns segundos minutos, todo o tipo de informação às pessoas do mundo inteiro". Em tempos de internet, essa frase é óbvia. Porém, quando foi dita, há 46 anos, parecia extraída de um livro de ficção. Na época, foi chamado foi chamado de sonhador a louco, conforme a simpatia que suas idéias provocavam. McLuhan propôs que, até o surgimento da televisão, vivíamos na "galáxia de Gutenberg" onde todo o conhecimento era visto apenas em sua dimensão visual. Sua idéia é simples: antigamente, o conhecimento era transmitido oralmente, por lendas, histórias e tradições. Quando Gutenberg inventou a imprensa, permitiu que o conhecimento fosse mais difundido. Mas, por outro lado, reduziu a comunicação a um único aspecto, o escrito. "Antes da imprensa, o jovem aprendia ouvindo, observando, fazendo. A aprendizagem tinha lugar fora da aula", explica o autor. Mais do que a matéria extraída de livros, McLuhan afirma, o ponto de partida para a educação é a vontade do aluno em aprender. "Onde o interesse do estudante já
  • 4.
    4 estiver focalizado, aíse encontra o ponto natural de elucidação de seus problemas e interesses", completa. "A educação escolar tradicional suscita em nós o desgosto por qualquer atividade humana". A este respeito o comentário mais próximo à crítica de McLuhan reside no filme SOCIEDADE DOS POETAS MORTOS, onde um professor de literatura lecionando numa centenária e tradicional escola preparatória, usando métodos pedagógicos pouco ortodoxos, desperta os alunos para o rico universo da poesia e das idéias, ensinando-os a pensar e olhar as coisas por outro ângulo, porém, as consequências são inevitáveis acarretando na demissão do novo docente. 1980 e lançou da arte e ura. Um dos conceitos mais conhecidos de McLuhan é o da "aldeia global". Em seu livro “O meio é a mensagem”, afirma que "a nova interdependência eletrônica recriou o mundo à imagem de uma aldeia global". Quando ele falou isso, o que existia de mais parecido com a Internet, eram as redes de computadores militares norte-americanas. Computador pessoal era apenas um sonho, distante. A evolução tecnológica deixa, aqui, de ser mera coadjuvante na vida social: o que é dito é condicionado pela maneira como se diz. O próprio meio passou a ser a principal atração, a informação. Muitas das páginas que estão na Internet, por exemplo, poderiam ser livros ou revistas, mas, segundo McLuhan, tornam-se interessantes justamente por que estão em um novo meio de comunicação. McLuhan afirma que "os meios de comunicação são extensões do homem", pois, assim como se usa uma pinça para aumentar a precisão das mãos e uma chave de fenda para girar um parafuso, os meios de comunicação seriam, na verdade, extensões dos sentidos do homem. Muito antes de alguém falar em "aspectos lúdicos da educação", McLuhan já dizia que o estudo deveria ser uma atividade atraente. A escola, para ele, ainda não tinha percebido essa realidade óbvia. E completa: "É ilusório supor que existe qualquer diferença básica entre entretenimento e educação, pois sempre foi verdade que tudo o que agrada facilita o aprendizado". O profeta da eletrônica deixou muitos livros e artigos; a maioria esgotados no Brasil, alguns facilmente encontrados em sebos: Os meios de comunicação como extensões do homem (Cultrix); A Galáxia de Gutenberg (Cultrix);
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    5 Revolução na Comunicação,(Jorge Zahar); O meio é a mensagem, (Record); Os efeitos da globalização tem surtido um efeito dramático em todo mundo, especialmente na área educacional, onde as novas tecnologias educacionais tem tido um considerável avanço. Vivemos na era dos superespecialistas que dedicam cada vez mais tempo a treinamentos prolongados em campos cada vez mais específicos. Essa nova categoria de profissionais apresenta duas vantagens em relação aos especialistas comuns: maior conhecimento dos detalhes relevantes e maior capacidade de lidar com as complexidades de determinadas funções. 2. OS AVANÇOS NA ÁREA EDUCACIONAL No decorrer do século XX a educação passou por transformações relevantes, notadamente pela implantação do sistema de EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA (EAD), que alterou radicalmente o conceito da GESTÃO DO CONHECIMENTO na difusão do processo pedagógico. Diversas Universidades brasileiras oferecem cursos superiores via EAD e outras mudaram o seu sistema de orientação monográfica, que era feito presencialmente onde os orientandos mantinham contato direto com os seus orientadores, que atualmente é feito via EAD através da Internet, onde o aluno não tem mais contato direto com o seu orientador. Considerando-se que a monografia é essencial para obtenção do certificado final de curso, a mesma tem um peso de 50% nas grades curriculares. A mudança do processo presencial para o semipresencial, nos leva à conclusão de que a nomenclatura “presencial” passou a não mais corresponder à realidade dessa modalidade de ensino! O uso dessa tecnologia na área pedagógica, sendo, portanto necessário uma avaliação dos processos atualmente existentes, rumo a novos patamares operacionais, especialmente na assimilação de novos conhecimentos por parte dos docentes, especialmente os que atuam na área universitária, exigindo que os
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    6 conteúdos de formaçãosejam absorvidos pelos profissionais dessa área de trabalho em curto prazo. Assim, a PEDAGOGIA deixará de ser apenas uma área na qual os profissionais aplicam os seus conhecimentos na área dos métodos ensino atuais, tornando-se profissionais altamente especializados no exercício das suas funções que exigirão a absorção de novas tecnologias instrucionais, que obrigatoriamente serão utilizadas a curto e médio prazo. Um dos benefícios da utilização da EAD é o surgimento da EDUCAÇÃO CONTINUADA, feito por grandes Universidades nacionais e internacionais, além de fóruns de debates, que disponibilizam conteúdos nas mais diversas áreas do conhecimento, ao alcance de milhares de pessoas, gratuitamente, através de vídeo aulas, que podem ser inclusive acompanhadas de textos em HTML, destacando-se as seguintes Universidades: YALE A Universidade de Yale, por meio de seu programa “Open Yale Courses” (OYC), disponibiliza 42 cursos on-line, gratuitamente, nas mais diversas áreas do conhecimento humano. Basta acessar o Site http://oyc.yale.edu, não sendo necessário registrar-se. MIT O MIT oferece 36 cursos on-line gratuitos. Basta acessar o Site: http://ocw.mit.edu. BERKELEY Com uma completa biblioteca em áudio e vídeo, essa Universidade tem um dos Sites mais atraentes para ensino On-line, contendo centenas de palestras em diversas áreas do conhecimento, cobrindo 130 departamentos acadêmicos. Basta acessar o Site: http://webcast.berkeley.edu. STANFORD Dentre os cursos oferecidos por essa Universidade destacam-se os conteúdos concentrados na area técnica, tais como: Estatística, Aeronáutica e Nanoctecnologia, além de Seminários sobre essas areas. Basta acessar o Site: http://scpd.stanford.edu
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    7 http://graduatesschool.paristech.org, ou http://graduateschool.paristech.fr/ - Instituto de Tecnologia de Paris. O processo de EDUCAÇÃO CONTINUADA pode também ser praticado pelo acesso a diversos Fóruns que disponibilizam vídeo temas expostos por especialistas de alto nível, destacando-se os Fóruns da série TED: http://www.tedxsaopaulo.com.br/ http://www.ted.com/ http://www.ted.com/translate/languages/pt-br http://tedxsf.org/ cujos conteúdos estão disponíveis para download gratuito. 3. AS NOVAS COMPETÊNCIAS PEDAGÓGICAS Como vimos ao longo dos capítulos anteriores, o vetor tecnológico avançou de forma acelerada, exigindo do Ser Humano habilidades até então inexistentes. Essas novas habilidades impactaram diretamente a GESTÃO DO CONHECIMENTO, gerando mudanças no ambiente pedagógico no qual as Universidades estão inseridas. Dentro desse escopo, passamos a citar as mudanças ocorridas e as possíveis mudanças tecnológicas que deverão ocorrer, com forte influência sobre a área pedagógica,sendo a principal a implantação do sistema de Educação à distância (EAD); MUDANÇAS PROJETADAS: Transformação dos grandes espaços físicos universitários em CENTROS DE TELECONFERÊNCIAS EDUCATIVAS, com a interação entre Professores e alunos, dinamizando ainda mais o processo de EAD; Aquisição de habilidades matemáticas por parte dos PEDAGOGOS, que deverão dominar técnicas e modelos de PESQUISA OPERACIONAL, ciência que surgiu durante a segunda guerra mundial para estudar problemas estratégicos, caracterizando-se, como um método voltado para a resolução de problemas reais, tendo como foco a tomada de decisões. Uma característica importante da pesquisa operacional e que facilita o processo de análise e de decisão é a utilização de modelos, permitindo a
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    8 experimentação da soluçãoproposta. Isto significa que uma decisão pode ser mais bem avaliada e testada antes de ser efetivamente implementada. Devido ao seu caráter multidisciplinar, a Pesquisa Operacional pode fornecer contribuições em, praticamente, todos os domínios da atividade humana, atingindo também a área educacional. É um método que baseia sua aplicação, com base no conceito de utilização de modelos, dentre os quais se destacam: • Teoria das Filas; • Programação Estocástica; • Programação Dinâmica; • Programação linear; • Conjugação de modelos de Pesquisa Operacional. Contudo, o pleno conhecimento do problema a ser resolvido, é que determina a implantação do melhor método de PO – PESQUISA OPERACIONAL, exigindo análises conjugadas à praticidade na formulação das alternativas. A pesquisa operacional facilita a tomada de decisão, facilitando a descrição do processo, organizando através de um modelo, isto facilita a melhor aplicabilidade e economia, conforme citado no Case acima descrito pela Universidade que optou pela orientação monográfica semipresencial, maximizando maximização dos resultados e minimização dos custos operacionais. Para melhor exemplificar a aplicação de um modelo de PO utilizado na solução de problemas reais, o qual é enquadrado pela Pesquisa Operacional dentro da TEORIA DAS FILAS que é um sistema de filas composto por seis componentes, sendo os três primeiros obrigatórios e os três últimos obrigatoriamente conhecidos, considerando- se aqui como dados apresentados, a quantidade de monografias enviadas durante um determinado período de tempo, a capacidade de recebimento (estoque) de monografias recebidas pelos servidores e o tempo de retorno ao aluno (orientando):
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    9 1) Modelo de chegada dos usuários ao serviço: o modelo de chegada é usualmente especificado pelo tempo entre as chegadas dos 2) usuários/serviços, sendo determinístico, isto é, as chegadas ocorrem em intervalos de tempo exatamente 3) iguais (tempo entre as chegadas é constante), ou então trata-se de uma variável aleatória, quando o tempo entre as chegadas é variável e segue uma distribuição de probabilidades presumivelmente conhecida. Além de sabermos se o modelo de chegada é determinístico ou é uma variável aleatória, precisamos também saber a taxa de chegada l. A constante l é a taxa média de chegadas dos usuários por unidade de tempo; 2) Modelo de serviço (atendimento aos usuários): o modelo de serviço é normalmente especificado pelo tempo de serviço, isto é, o tempo requerido pelo atendente para concluir o atendimento. Da mesma forma que o modelo de chegada, pode ser determinístico (constante) ou uma variável aleatória (quando o tempo de atendimento é variável, seguindo uma distribuição de probabilidades presumivelmente conhecida). 3) Número de servidores: é o número de atendentes disponíveis no sistema; 4) Capacidade do sistema: representa o número de usuários que o sistema é capaz de atender, incluindo a quantidade de usuários que estão sendo atendidos mais os que esperam na fila. Se este parâmetro não for informado, o sistema é considerado com capacidade ilimitada. 5) Tamanho da população: número potencial de clientes (monografias) que podem chegar a um sistema. Pode ser finito ou infinito. 6) Disciplina da fila: é o modo como os usuários são atendidos. A disciplina da fila pode ser: * FIFO (first in, first out): primeiro a chegar é o primeiro a ser atendido; * LIFO (last in, first out): último a chegar é o primeiro a ser atendido; * ALEATÓRIO, isto é, os atendimentos são feitos sem qualquer preocupação com a ordem de chegada;
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    10 * COM PRIORIDADE,quer dizer, os atendimentos são feitos de acordo com as prioridades estabelecidas; se a composição da fila não for informada, a mesma é considerada de acordo com o modelo FIFO. Atualmente com a expansão da EAD, será necessário expandir e modernizar cada vez mais as instalações de TI, de modo a atender as novas demandas de cursos à distância, que estão ocorrendo de forma exponencial, enquanto os recursos físicos disponíveis ainda representam um crescimento representado por uma progressão aritmética. Esse fato, também acarreta o aumento da carga de trabalho dos docentes, envolvidos que estão na elaboração dos conteúdos e na correção das monografias distribuídas a cada orientador, que está do outro lado do aluno, de modo que cada um qual reter uma capacidade de resposta, que seja a mais otimizada possível, de modo a evitar gargalos na devolução dos trabalhos. • Outra habilidade a ser apreendida pelos PEDAGOGOS consiste no desenvolvimento de habilidades de comunicação à distância, preparando-se para o advento da implantação de centros de TELECONFERÊNCIAS, que gradativamente substituirão os modelos presenciais, onde as salas de aulas deixarão de existir; • Assimilação da Neurociência pedagógica, para conhecer de modo mais profundo a capacidade de absorção cognitiva dos alunos; • Será também necessário aos PEDAGOGOS, a melhor assimilação da ANDRAGOGIA utilizada como instrumento de comunicação à distância; • A PEDAGOGIA também deverá substituir o termo “mão-de-obra”, pelo conceito de “capital intelectual”, representado pelo binômio “facilitador/aluno”, no qual as exigências interativas não mais permitirão a utilização de conteúdos pré-formatados. Desse modo será (ao) necessária (as) aos PEDAGOGOS, o desenvolvimento do seguinte elenco de competências, de modo a acompanhar os atuais recursos tecnológicos utilizados na área educacional, assim como absorver as novas tecnologias educacionais que estão a caminho: • COMPETÊNCIAS COGNITIVAS E NEUROPEDAGÓGICAS; • COMPETÊNCIAS RELACIONAIS;
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    11 • COMPETÊNCIAS SOCIAIS E POLÍTICAS; • COMPETÊNCIAS DIDÁTICO-PEDAGÓGICAS; • COMPETÊNCIAS TECNOLÓGICAS GERAIS E ESPECÍFICAS; • CONHECIMENTO DOS PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E OPERACIONAIS DAS UNIVERSIDADES. Em resumo: as competências só podem ser desenvolvidas na prática; não basta apenas o saber teórico, mas sim o saber fazer. Esse princípio é e será crucial para a educação presente e futura. A PEDAGOGIA terá que ir além do ensino de conceitos abstratos, sendo necessário que ela assimile para que serve o conhecimento, quando e como aplicá-lo. Todo esse cenário vai implicar em curto prazo, na substituição dos conteúdos programáticos na área de formação pedagógica. Devido a crescente presença do MINIMALISMO, em todas as áreas do conhecimento humano e também devido aos altos custos tecnológicos, as Universidades poderão estar diretamente conectadas com os Institutos Públicos de Tecnologia, que atuarão como polos fornecedores de tecnologia, a exemplo do modelo PEDAGÓGICO praticado na China. A EDUCAÇÃO DIGITAL Durante séculos, o ensino superior foi algo que acontecia em universidades, em cursos de quatro anos, preparando o aluno para uma carreira específica. No futuro, o ensino se dará em universidades, em escolas técnicas e em outros formatos que ainda não conhecemos que permitam o lifelong learning, o aprendizado ao longo de toda a vida. Os cursos poderão ser presenciais ou on-line. Mais frequentemente, serão das duas formas. Terão dois, três ou quatro anos de duração. Tratarão de várias áreas do conhecimento, e estarão mais preocupados em ensinar a pensar do que em transmitir conhecimentos e habilidades específicos, pois a obsolescência do saber será ainda maior do que é hoje. Menor duração – O Brasil tem três tipos de formação: bacharelado, licenciatura e curso de tecnólogo. Esse último dura entre dois e três anos, focado no
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    12 desenvolvimento de umacompetência profissional específica, normalmente para cargos de salário médio. No Brasil, só 10% das matrículas em cursos presenciais está nesse tipo de curso. Na China, é mais da metade. Nos países desenvolvidos (OCDE), é um terço (dados disponíveis em twitter.com/gioschpe). Em vez de ser percebido como a melhor alternativa para a pessoa que busca um diferencial rápido e eficaz no mercado de trabalho, o curso de tecnólogo ainda é erroneamente visto como um “primo pobre” do ensino “de verdade”. Nas últimas décadas, o ensino superior se massificou e deselitizou (o Brasil ainda chegará lá), e o ritmo de inovação no mercado de trabalho fez com que um diploma de uma boa universidade não fosse mais suficiente para uma carreira cada vez mais longa. Assim, a distinção entre educação básica e superior vai ter cada vez menos sentido. Ambas estarão dentro de um contínuo, que começa na pré-escola e só termina com a morte. Na Alemanha, as faculdades de engenharia e escolas politécnicas já estão em contato com jardins de infância para atrair futuros bons profissionais. No Brasil, teremos um problema adicional a resolver: as áreas de licenciatura e pedagogia, hoje profissionais formados nas Universidades, terão que se atualizar constantemente através da prática da EDUCAÇÃO CONTINUADA, de modo a manterem os seus conhecimentos sempre atualizados. As Universidades terão de entender que sem um aluno bem formado no ensino básico não conseguirão fazer o seu trabalho com qualidade. No Brasil, só reconhecemos diplomas de instituições brasileiras, mas certamente em breve validaremos o ensino dado nas melhores Universidades do mundo. Hoje já é possível assistir, on-line e sem custo, a aulas de instituições como o MIT e Stanford. Nos EUA, um sexto das matrículas do ensino superior já é feito em cursos on-line. O Brasil está chegando perto, com uma em cada sete, depois de uma explosão que levou o número de matriculados de 200 000, em 2006, para 930 000, em 2010. Stanford, Purdue e Duke são universidades que já gravam todos os seus cursos, para que os alunos possam baixá-los e rever as aulas quantas vezes quiserem. Há algumas
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    13 semanas, a Applelançou uma plataforma de venda de livros didáticos para o iPad. Além do texto, tem vídeos, animações, lugar para resumos. Em breve, serão compartilháveis. À medida que o ensino superior se massifica, desaparece a noção da academia como instituição alheia (e superior) ao mundo “real”. Haverá cada vez mais forte competição entre instituições pelo aluno, o que faz com que as universidades precisem se desdobrar para atender às demandas dos alunos e de seus futuros empregadores. A Universidade do Sul da Flórida dá uma garantia a seus alunos de engenharia: se, durante seus cinco primeiros anos no mercado de emprego, eles sentirem a necessidade de competências que não aprenderam na faculdade, podem voltar e aprendê-las de graça. O futuro da escola: Os cursos terão menor duração e serão fortemente multidisciplinares. O desafio das universidades do futuro será ensinar apenas aquilo que vale a pena saber, o que demandará novos currículos e nova didática. Um exemplo é o Olin College of Engineering, nos EUA. O ensino é centrado na resolução de problemas simples, complicados e complexos, sempre em equipes. Não há departamentos acadêmicos e os professores não recebem cátedra. O currículo é baseado em um triângulo entre engenharia (o projeto é exequível?), empreendedorismo (é viável?) e humanas (é desejável?). Os problemas do mundo real são complexos e não respeitam fronteiras departamentais. A universidade do futuro terá de respeitar essa realidade. Todo aluno de graduação nos EUA passa por todas as grandes áreas do saber. Só no início do terceiro ano é que os alunos decidirão em que área irão se diplomar. Antes disso, o futuro cientista estuda sociologia e o historiador estuda matemática. A especialização virá mesmo só na pós-graduação. Algumas universidades federais no Brasil tomaram a iniciativa de criar um “bacharelado interdisciplinar”. É um bom começo, ainda que a iniciativa seja limitada pelo fato de que o aluno estuda apenas uma de quatro grandes áreas (artes, humanidades, saúde e ciência e tecnologia).
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    14 Um sistema educacionalque matricule perto de 100% dos jovens (EUA, Finlândia e Coreia do Sul já estão chegando perto disso), e é caro. Não é possível estender esse benefício a número tão grande de alunos e esperar que os contribuintes paguem a conta. Com exceção de México, República Checa e países escandinavos, todos os países da OCDE cobram mensalidades de seus alunos em universidades públicas. Passaremos por mais algumas invasões de reitorias, mas chegaremos lá. Conforme ressaltado no Capítulo I, vivemos na era dos superespecialistas e conforme citado no início deste capítulo o aprendizado se dará ao longo da vida, através da prática da EDUCAÇÃO CONTINUADA, que será disponibilizada através de conteúdos digitalizados. Porém, para introduzir a gestão do conhecimento da cultura da EDUCAÇÃO CONTINUADA a nível global, é necessário formar e treinar professores nessa nova tecnologia educacional, pois, no Brasil e no mundo a maioria dos docentes ainda não conseguiu assimilar ao todo esse novo processo educacional. Não adianta colocar tecnologia nas escolas e Universidades sem dar a formação adequada aos docentes. No entanto, uma solução viável veio da China, onde em 1976 o primeiro ministro Deng Xiaoping assumiu o poder logo após a morte de Mao, lançando o processo de modernização na China, lançando um amplo programa de reformas, priorizando a área educacional. Visionário, ele acreditava que investir na Educação seria o atalho mais curto para o desenvolvimento, tendo como exemplo o sucesso de nações como Estados Unidos, Coréia do Sul e Japão - economias que se destacam pela capacidade de inovação, preparo intelectual de seus universitários e desenvolvimento. De 1978 para 1998, o orçamento anual para Educação passou de 6,8% do orçamento total do país para 14,6%, segundo a Academia de Ciências Sociais da China. Entre os principais atores no processo de reforma do Ensino Superior na China, o Banco Mundial exerceu um papel extremamente relevante, praticamente dando a receita de sucesso do novo sistema, de acordo com pesquisa da professora-doutora em Educação Ângela de Siqueira, do NEIC/UFF (Núcleo de Educação Internacional
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    15 Comparada da UniversidadeFederal Fluminense). A partir de 1981, a entidade financiou vários projetos e estudos no país: projetos de desenvolvimento universitário, pesquisas de educação agrícola, universidades politécnicas e por televisão, universidades provinciais, desenvolvimento de pontos básicos e, finalmente, em 1999, o plano de reforma no Ensino Superior chinês, proporcionado ao país formalizar acordos com renomadas universidades estrangeiras, como Harvard e a Universidade da Pensilvânia, que abriga Wharton e Cambridge, seguindo a lógica do Banco Mundial, para quem a compra de pacotes educacionais produzidos em alguns países desenvolvidos é um dos meios para reduzir custos e, supostamente, melhorar a qualidade. Assim, diversos cursos de graduação e pós-graduação são criados na China sob orientação de profissionais de universidades estrangeiras. Toda essa revolução fez mais do que dobrar o número de matrículas no Ensino Superior entre 1986 e 1994: segundo relatório analítico do Banco Mundial cresceu de 2,3 milhões para 5,1 milhões. Hoje já são 16 milhões de estudantes de graduação no país. Nas universidades, a taxa de jovens hoje já atinge 21% (no Brasil este número é de 19%). Lá, 1 milhão de universitários se formam por ano em carreiras tecnológicas (aqui são 94 mil). Os artigos publicados em periódicos científicos internacionais representam 5,9% da produção mundial (no Brasil, é 1,8%). Há 88 Ph. Ds. por 100 mil habitantes (aqui são 63). O quadro abaixo permite estabelecer uma comparação entre o quadro educacional brasileiro e o chinês:
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    16 No novo sistemade ensino, tudo foi pensado, inclusive as diferenças regionais e culturais do país. Foram considerados todos os contextos e diversificados os meios de transmissão do ensino de acordo com eles (investimento na Educação a Distância e Educação Continuada), com o uso intensivo da EDUCAÇÃO DIGITAL, cujos conteúdos são concentrados em centros de pesquisas educacionais (CLUSTERS) educacionais e disponibilizados para difusão da Gestão do Conhecimento através da EAD e da Educação Continuada, onde os professores foram reciclados no uso de recursos de TI de última geração. Esse modelo é utilizado pelos países desenvolvidos que se valem desses recursos, como por exemplo, os Estados Unidos que concentram no Vale do Silício na California, um gigantesco Cluster de pesquisas em Informática. No Brasil, a cidade de São Carlos é considerada como a “Capital Nacional da Tecnologia”, onde estão instalados os campi avançados da USP e da UFSCar. A China tem um território com 9.571.300 km2º com uma população que ultrapassa a casa de um bilhão de habitantes, contra o Brasil que tem uma extensão territorial de 8.500.000 km2º e uma população de aproximadamente 110 milhões de acordo com o
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    17 último censo doIBGE realizado em 2010, porém, o país passa por um acelerado processo de envelhecimento populacional, não só porque a expectativa de vida cresce, mas também porque as taxas de fecundidade diminuíram, pois, atualmente as brasileiras já têm, em média, menos filhos que as americanas. O Brasil país tem atualmente cerca de um contingente populacional equivalente a 11 milhões acima de 50 anos, devendo chegar a 40 milhões em 2025 e 50 milhões em 2050. De acordo com os dados do PISA - Programa Internacional de Avaliação de Alunos ( Programme for International Student Assessment), uma rede mundial de avaliação de desempenho escolar, realizado pela primeira vez em 2000 e repetido a cada três anos, coordenado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), com vista a melhorar as políticas e resultados educacionais, o Brasil ocupava em 2009, a seguinte posição no ranking entre os demais países avaliados: Leitura Matemática Ciências País Pontuação Posição Pontuação Posição Pontuação Posição Albânia 385 56 377 55 391 55 Argentina 398 54 388 51 401 52 Austrália 515 8 514 12 527 9 Áustria 470 36 496 21 494 27 Azerbaijão 362 60 431 41 373 59 Bélgica 506 10 515 11 507 18 Brasil 412 49 386 53 405 49 Bulgária 800 1 0 300 1 42 Canadá 524 5 527 8 529 7 Chile 449 40 421 45 447 40 Colômbia 413 48 381 54 402 50 Croácia 476 33 460 37 486 34 República Checa 478 31 493 24 500 22 Dinamarca 495 22 503 16 499 23 Estónia 501 12 512 14 528 8 Finlândia 536 2 541 4 554 2 França 496 20 497 19 498 24 Alemanha 497 18 513 13 520 12 Grécia 483 28 466 36 470 37 Hong Kong 533 3 555 3 549 3 Hungria 494 23 490 26 503 19 Islândia 500 14 507 15 496 25 Indonésia 402 53 371 57 383 56
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    18 Leitura Matemática Ciências País Pontuação Posição Pontuação Posição Pontuação Posição Irlanda 496 21 487 29 508 17 Israel 474 34 447 38 455 38 Itália 486 26 483 31 489 32 Japão 520 7 529 7 539 5 Jordânia 405 51 387 52 415 47 Cazaquistão 390 55 405 49 400 54 Quirguistão 314 61 331 61 330 61 Letônia 484 27 482 33 494 28 Liechtenstein 499 17 536 5 520 11 Lituânia 468 37 477 34 491 30 Luxemburgo 472 35 489 27 484 35 México 425 44 419 46 416 46 Montenegro 408 50 403 50 401 51 Países Baixos 508 9 526 9 522 10 Nova Zelândia 521 6 519 10 532 6 Noruega 503 11 498 18 500 21 Panamá 371 58 360 60 376 58 Peru 370 59 365 59 369 60 Polônia 500 15 495 22 508 16 Portugal 489 25 487 30 493 29 Catar 372 57 368 58 379 57 Romênia 424 45 427 44 428 43 Rússia 459 39 468 35 478 36 Sérvia 442 41 442 40 443 41 China (Xangai) 556 1 600 1 575 1 Singapura 526 4 562 2 542 4 Eslováquia 477 32 497 20 490 31 Eslovênia 483 29 501 17 512 15 Espanha 481 30 483 32 488 33 Suécia 497 19 494 23 495 26 Suíça 501 13 534 6 517 13 Tailândia 421 46 419 47 425 45 Trinidad e Tobago 416 47 414 48 410 48 Tunísia 404 52 371 56 401 53 Turquia 464 38 445 39 454 39 Reino Unido 494 24 492 25 514 14 Estados Unidos 1 25125126 487 28 502 20 Uruguai 426 43 427 43 427 44 Devido as suas características territoriais e a sua densidade populacional, O Brasil tem uma enorme vantagem em relação à China; se o país investir o dobro do PIB do
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    19 que se investehoje em educação, pode elevar muito o seu desempenho educacional, eliminando o despreparo da mão de obra não qualificada, principalmente nos setores de tecnologia de ponta, nos quais o Brasil, já importa pessoal qualificado de outros países. O programa educacional chinês se adapta a realidade brasileira, mediante os ajustes necessários, porém, torna-se necessário perenizá-lo, para garantir ao país a sua inserção no bloco dos países desenvolvidos, pois. O ritmo de crescimento da economia é bom e o país tem condições de firmemente em capital humano, pois, não existe outro caminho para lidar com a questão do envelhecimento populacional, tornando-se possível suavizar os efeitos desse processo, que daqui em diante tende a se acentuar, conforme mostra a figura abaixo: A leitura do gráfico acima nos permite concluir que o Brasil está formando gerações de profissionais para o século XX, em sua grande maioria todos jovens, que terão uma vida útil de aproximadamente cerca de 40 ou mais anos, indo além de 2050, trabalhando com contingentes de envelhecimento populacional atualmente em crescimento, adaptando-se com essa realidade, a qual o país não poderá ignorar; o
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    20 país terá quese adaptar a esse problema, principalmente na área educacional onde convivemos com enormes quantidades de pessoas despreparadas, principalmente na faixa etária entre 30/45 anos incapazes de absorver as modernas tecnologias de TI, que tendem a níveis de minimalização cada vez mais crescentes. Esse fenômeno não é novo e nem episódico, mas já ocorreu no século XIX, quando explodiu a revolução industrial. Nesse período os “luditas” na Inglaterra quebravam teares, vindo daí a expressão “sabotagem” vem dos tamancos de madeira (sabots) jogados nos teares para travá-los. O historiador F. Braudel lembra a comoção social em Paris quando os irmãos Perrier instalaram duas bombas elevatórias em Chaillot, em 1782, as quais, puxando as águas do rio Sena para a altura de 35 metros, tornaram subitamente desempregados 22 mil carregadores de água. Face a todo esse quadro, o Brasil tem que preparar conteúdos educacionais condizentes com o atual cenário tecnológico, reciclando profissionais, principalmente Professores, pois no estágio em que estamos vivendo a mão-de-obra tradicional tornou-se descartável, pois o mundo ultrapassou a fase da sociedade industrial para a fase da sociedade do conhecimento, onde a mão-de-obra tradicional tornou-se descartável, privilegiando-se os trabalhadores supertreinados, capazes de manipular a informática e a robótica. No caso brasileiro existem particularidades que precisam ser citadas; em primeiro lugar, a crise econômica dos últimos anos, além de ter dificultado a ascenção social de uma parcela significativa da população, forçando o estado a investir na melhoria da Educação Básica do país. Apesar dos esforços do governo brasileiro os resultados obtidos não foram os esperados, ampliando as já enormes diferenças existentes entre as pessoas em termos de educação formal, fazendo do fator cognitivo outro elemento que limita as possibilidades de se construir no país um projeto de efetiva ampliação da inclusão digital, criando dificuldades para que a capacidade de compreensão e as possibilidades de se utilizar efetivamente todas as potencialidades oferecidas pelas Tecnologias de Informação e Comunicação, sejam difíceis de serem implantadas devido ao alto grau de desigualdade na educação formal das pessoas.
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    21 Esta diferença cognitivanão é captada pelos indicadores tradicionais de inclusão digital (percentual de acesso a computadores, e percentual desses que são conectados à internet), fazendo crer que a evolução dos dados de ampliação da inclusão digital no Brasil na verdade não retratam uma realidade tão positiva como parece sugerir a fria análise das estatísticas, não chegando a ser medida pelas estatísticas de inclusão digital como tem sido revelado, como se de fato, têm sido reveladas – aumentando a qualificação e especialização da mão-de-obra brasileira, promovendo uma melhoria significativa na qualidade de vida de parcela da população. Além disso, o Brasil a exemplo da China tem grandes disparidades regionais, culturais e sociais, representando um complicador adicional para que tenhamos um sistema educacional homogêneo que alcance todo o nosso território. O Brasil precisa de um novo e moderno sistema educacional formatado para absorver as modernas tecnologias de informação, porém, tudo terá que ser minuciosamente pensado e planejado de modo a diminuir e equilibrar os contrastes sociais existentes no país. Deve-se também lembrar que os custos de acesso à Internet (pagamento de linha e/ou provedores de acesso), dificultam a inclusão digital de empresas, universidades e pessoas, contribuindo para manter que impedem a integração social brasileira. A partir da segunda metade da década de 90, a sociedade brasileira assistiu a uma enorme expansão do uso da Internet, que infelizmente foi a pior década do século XX em termos de crescimento econômico e de desenvolvimento social. Foi dentro daquele cenário que surgiram as novas tecnologias de TI atingindo todos os setores da sociedade, impactando o ambiente social e econômico herdado dos anos de perda do dinamismo econômico, que viveu e cresceu com a implantação dessa nova tecnologia que veio para ficar, causando um grande impacto tecnológico quer no meio acadêmico, quer no meio empresarial, principalmente devido a ausência da instalação de um parque fabril inexistente para a fabricação de hardware e a indisponibilidade de técnicos especializados na área de
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    22 desenvolvimento de software,requerendo um grande esforço para colocar o país em novos patamares compatíveis com as modernas tecnologias de TI. Contudo, apesar das dificuldades existentes, as notícias são animadoras, pois segundo levantamento divulgado recentemente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) logo no início de 2012, em apenas três anos houve um aumento de 75% dos brasileiros que tem acesso a Internet em relação a 2005, quando apenas mais de um quinto da população (20,9%) tinha acesso à rede. Os dados fazem parte de um suplemento da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) referente a 2008 que traz estatísticas sobre acesso à internet e posse de telefone fixo ou móvel no Brasil. Geograficamente, a região Sudeste apresenta a maior taxa de uso, com 40,3% dos seus habitantes usando a internet. A região Centro-Oeste aparece logo atrás (39,4%), influenciada pelo alto uso de web no Distrito Federal, onde 56,1% dos habitantes afirmaram fazer uso da ferramenta. As regiões Sul (38,7%), Norte (27,5%) e Nordeste (25,1%) aparecem logo atrás. Ainda que os maiores graus de uso sejam registrados entre brasileiros com maior escolaridade (80,4% dos usuários com 15 ou mais anos de estudo usam a web), o IBGE indica que o acesso cresceu mais entre os menos escolarizados. A porcentagem dos brasileiros com menos de quatro anos de instrução com acesso à web, segundo o IBGE, quase triplicou, saltando de 2,5% em 2005 para 7,2% em 2008. Entre os estimados 104,7 milhões de brasileiros que não usaram a internet no período do levantamento, as justificativas têm relação tanto com a falta de necessidade ou desejo (32,8%), pela falta de conhecimento (31,6%) ou pela falta de oportunidade de acesso (30%). A figura abaixo mostra a distribuição percentual de acessos à Internet de acordo com os dados fornecidos pelo IBGE. O total percentual de acessos das regiões norte e nordeste somados (27,5 + 25,1) totalizam 52,6% pontos percentuais, ultrapassando a região sudeste em 12,3%.
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    23 Segundo o InstitutoIbope NetRatings, somos 79,9 milhões de internautas tupiniquins, sendo o Brasil o 5º país mais conectado. De acordo com a Fecomércio-RJ/Ipsos, o percentual de brasileiros conectados à internet aumentou de 27% para 48%, entre 2007 e 2011. O principal local de acesso é a lan house (31%), seguido da própria casa (27%) e da casa de parente de amigos, com 25% (abril/2010). O Brasil é o 5º país com o maior número de conexões à Internet. 46,3 milhões de usuários acessam regularmente a Internet. 38% das pessoas acessam à web diariamente; 10% de quatro a seis vezes por semana; 21% de duas a três vezes por semana; 18% uma vez por semana. Somando, 87% dos internautas brasileiros entram na internet semanalmente; esses percentuais revelam que os acessos à Internet são cada vez mais intensos. A entrada da classe C para o clube dos internautas deve continuar a manter esse mesmo compasso forte de aumento no número de usuários residenciais. A figura abaixo mostra o acesso à Internet por faixas etárias:
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    24 A leitura databela acima, nos permite afirmar conforme descrito na página 20 deste documento, que o Brasil está formando gerações de profissionais para o século XX, em sua grande maioria todos jovens, que terão uma vida útil de aproximadamente cerca de 40 ou mais anos, indo além de 2050, trabalhando com contingentes de envelhecimento populacional atualmente em crescimento, adaptando-se com essa realidade, a qual o país não poderá ignorar; De acordo com a pesquisa de estudos da internet, recém-divulgada, quase 38% dos usuários da rede no Brasil são jovens, com faixa etária entre os seis e 24 anos de idade. Há alguns anos, o grupo de usuários de internet brasileiros era distribuído de forma mais homogênea, mostrando que com o passar dos anos, a fatia de usuários está mais bem distribuída, quando relacionada a faixas etárias: - 50% dos internautas do país tem idade entre 25 e 44 anos. - 12% dos usuários de internet no Brasil são crianças e adolescentes, com faixa etária de seis a 14 anos, que acessam a internet para bater-papo, navegar nas redes sociais e sites de entretenimento.
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    25 A expansão daInternet no Brasil foi muito expressiva, especialmente a partir da década de 1990, colocando o país dentre os onze primeiros colocados no ranking de computadores conectados à WEB (em 1996, o país estava na décima nona posição), porém, levando-se em conta os indicadores sociais, uma grande parte dos acessos está relacionada a situações de dupla contagem, ou seja, revelando a amostragem de pessoas que acessem a rede tanto em casa, quanto no trabalho ou também em uma terceira situação. O Brasil pode e deve tirar proveito desse cenário, educadores hoje reconhecem nas tecnologias de informação e comunicação poderosas ferramentas no processo ensino aprendizagem, mediante a necessidade de discutir os usos da tecnologia no campo de construção de saberes e conhecimento, tanto em sua aplicação como recurso em sala de aula quanto na criação de novas metodologias como a Educação à Distância. 4. TECNOLOGIA EDUCACIONAL PARA A REALIDADE BRASILIERA NO SECULO XXI O Brasil assim como os demais países está vivendo na sociedade do conhecimento, onde os avanços tecnológicos surgem continuamente. Os inúmeros meios de comunicação que as novas tecnologias oferecem têm produzido alterações sociais que preocupam os profissionais da educação, sendo um dos fatores responsáveis pelos quais as instituições de ensino e os profissionais são forçados a reciclagens permanentes para acompanharem o rítmo acelerado imposto pela tecnologia. A sociedade do conhecimento nasceu após o encerramento da segunda guerra mundial, no período da guerra fria, onde os objetivos eram expandir a era aumentar e diversificar a produção de armas, cada vez mais poderosas para serem utilizadas na destruição das cidades e na busca de informações, a partir daí, a tecnologia começou a servir de interesses políticos e econômicos, refletindo grandes transformações na sociedade. A infinita capacidade de criação tecnológica impõe novos desafios a toda humanidade. Pode-se caracterizar os século XXI, como o século da sociedade do conhecimento e da informação.
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    26 Conforme Marques (2006,p. 104), “a tecnologia não é simplesmente ciência aplicada, mas ciência reedificada e impulsionada por instrumentos técnicos conceituais propositadamente instituídos, constituindo-se em desafios e inovações que não podemos ignorar, correndo o risco de sermos devorados por ela. A partir do pressuposto de nos integrarmos à essa sociedade tecnológica, podemos destacar um dos maiores aparelhos capazes de expandir e atualizar os indivíduos nas mudanças culturais que a tecnologia vem dispondo, denominado “aparelho escolar”, cujo princípio é a integração da sociedade ao seu meio social. Para tanto, a tecnologia educacional, passa por uma revolução no seu modo de difusão da Gestão do Conhecimento, sobretudo devido às rápidas e sucessivas transformações que o mundo globalizado apresenta à educadores e educandos na época atual. Assim, sob a égide da revolução tecnológica a cada dia e momento que passa, a escola precisa integrar novas ferramentas: computadores, Internet, vídeo, projetor, transparências, data-show, câmera digital, laboratório de informática etc., as quais fornecem diversas possibilidades de enriquecimento das práticas pedagógicas. Naturalmente, com essas ferramentas, o professor não é só convidado, mas obrigado a inovar sua prática pedagógica ao mesmo tempo que é conduzido a criar novas formas de ensinar, pois ele próprio corre o risco de ficar dentro da exclusão digital. Nesta acepção, Saviane (2003, p. 75) afirma que “a escola tem o papel de possibilitar o acesso das novas gerações ao mundo do saber sistematizado, do saber metódico, científico, precisando gerar novos processos pedagógicos em relação aos seus processos de origem adequados a essa finalidade. Nunca se falou tanto em novas tecnologias, informatização, sociedade midiática, mas diante desses recursos encontrados nos contextos escolares das escolas de Ensino Infantil, Fundamental e Médio e até mesmo nas Universidades, como recursos didáticos e de aprendizagem, sem contar que hoje a sociedade, onde todas as pessoas, não importam a idade, onde estão vivendo, todos estão mergulhados no mundo da informática, tem acesso ao computador e a Internet, utilizam esses novos recursos tecnológicos para se informar, trocar idéias, discutir temas específicos, pesquisar, comunicar. Esses meios de comunicação como extensões do homem, raramente são orientados e aproveitados nas atividades de ensino.
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    27 Na concepção deMarques (2006, p. 197), “a formação das novas gerações só se faz efetiva e relevante, se significar a autoformação das Universidade como comunidade de educadores sempre educandos.” Assim, o fluxo de informações da atual sociedade impõe novas perspectivas na formação do professor, exigindo domínio na sua prática pedagógica que as novas tecnologias vem propiciando, devido ao grande número de informações trazidas pelas mídias. Nesse contexto o professor é um docente facilitador transformando as informações em conhecimentos, de modo a contribuir para que o corpo discente aluno seja capaz de melhorar os aspectos cognitivos, selecionando informações e distinguindo entre o que é inútil e o que é realmente significativo. A modernização econômica, política, as relações sociais e a expansão da ciência, exige mudanças profundas na educação, que atualmente é considerada como um vetor das transformações sociais, porém, que isso se concretize é necessário uma educação de qualidade, comprometida, atualizada e contextualizada, portanto, se faz necessário a assimilação e a implantação de novas tecnologias de ensino. Segundo Sampaio, (1999, p. 25) o trabalho com tecnologias “só será concretizado, porém, na medida em que a Gestão do Conhecimento na área educacional estiver assimilada, tanto em termos de valorização e conscientização de sua real utilização.” Neste aspecto, a formação tecnológica do Corpo Docente professor é um dos fatores que mais impactam o processo de desenvolvimento tecnológico social, pois, a partir dessa concepção, os educadores terão condições de atuar numa ação reflexiva sobre sua prática pedagógica e assim construir novos paradigmas. Nesta perspectiva, cabe ao homem estar sempre buscando o que é melhor para si, de forma que compartilhe com outros os saberes adquiridos, uma vez que ele “necessita produzir continuamente sua própria existência. Para tanto, em lugar de adaptar à natureza, ele tem que adaptar a natureza a si, isto é, transformá-la.” (Saviane (2003, p. 11). Neste aspecto, o Brasil tem um enorme desafio a enfrentar em termos educacionais, que o de levar a Gestão do Conhecimento educacional até a região norte do país conhecida como “Amazônia Legal” que tem uma extensão territorial correspondente a 5.217.423km quadrados, ocupando
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    28 cerca de 61%do território brasileiro, que engloba os seguintes Estados brasileiros: Amazonas, Pará, Acre, Amapá, Roraima, Rondônia, Tocantins, em sua totalidade e parte dos Estados do Maranhão (Nordeste) e Mato Grosso (Centro-Oeste) , no entanto, abrigando apenas 11,93% da população do país (1996). Os Estados mais expressivos da Amazônia Legal são representados pelo o Amazonas e o Pará que, juntos respondem por mais de 55% do território total da região. A figura abaixo mostra a composição territorial da Amazonia legal: Trata-se de uma região muito grande remota, em que o acesso a educação e à cultura, ainda que sejam direitos sociais básicos previstos na Constituição Federal brasileira e em tratados internacionais de direitos humanos ratificados pelo Brasil, é bastante limitado, com uma enorme densidade florestal e inúmeros municípios afastados das capitais e com populações ribeirinhas.
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    29 Devido as dificuldadeslogísticas existentes, a Assistência Social a essas populações são realizadas com o auxílio das Forças armadas, que mantém contingentes estacionados nos municípios mais distantes, a exemplo dos batalhões de selva do Exército brasileiro que são polos de agregamento populacional que vivem no meio da floresta. Contudo, o governo brasileiro tem desenvolvido esforços no sentido de expandir e levar a Gestão do conhecimento educacional aos pontos mais remotos do país, citando como exemplo a expansão da Universidade Federal do Semi-Árido que está levando conhecimentos e esperanças e uma das regiões mais pobres do país, onde a pobreza e seca caminham de mãos dadas com a absoluta falta de oportunidades de estudo e de trabalho. Conseguir um diploma de graduação para abrir horizontes e tentar um emprego melhor, ainda é um sonho distante para a maioria dos jovens que vivem nas regiões mais pobres do Brasil, onde apenas dois em cada cem tem acesso ao ensino superior na região, enquanto no ABC paulista essa relação é de 45 para cem e nas capitais do Nordeste é de 35 por cem. Disputar uma vaga nas universidades fora do sertão também não é uma opção muito animadora, pois, os poucos jovens que conseguem ingressar nas universidades têm que arcar com os custos de manutenção extra-domicílio, enfrentando uma competição desigual com os jovens das capitais, onde o ensino é de melhor qualidade. Em meio a cenário desolador, quem está tentando fazer diferença é a Universidade Federal Rural do Semi-Árido, a UNIFERSA, na qual o reitor Josivan Barbosa, o mesmo que apesar de citar as desvantagens enfrentadas pelos jovens do interior, descreve com entusiasmo a expansão da antiga Escola Superior de Agricultura de Mossoró transformada em Universidade Federal em 2005, onde nos últimos quatro anos o número de professores saltou de 54 para 250 e o número de cursos, de dois para 23. As microrregiões mais precárias em ensino superior em todo o semiárido estão ganhando mais três campi – cada um com seis cursos e 1,2 mil alunos, com um deles já em funcionamento. O déficit de vagas no ensino superior na região do sertão é assustador, sendo enorme a expectativa da população, pois, as empresas instaladas na região já buscam na UNIFERSA estagiários em engenharia e tecnologia da informação.
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    30 A esperança éque, aos poucos, seja possível substituir a mão de obra ‘importada” recrutada na região Nordeste e Sudeste. Os profissionais formados em ciências agrárias serão encaminhados para o desenvolvimento da fruticultura irrigada, que é um sustentáculo da economia local. Assim os jovens passam a ter oportunidades de emprego que nunca tiveram, enquanto as empresas poderão reduzir os seus custos de contratação de mão de obra, e toda mão de obra e a economia local sairá ganhando, inclusive com o desenvolvimento de pesquisas voltadas para o desenvolvimento da região do semiárido. Na região amazônica, cursos de nível técnico e superior começam a mudar a realidade de quem vive em plena floresta. Os chamados povos da floresta – tribos indígenas, pequenos produtores rurais – que vivem em pontos remotos da região amazônica, a educação está começando a mudar a realidade regional e incentivar o seu desenvolvimento sustentável. As margens do Rio Negro, no campus do Instituto Federal do Amazonas, em São Gabriel da Cachoeira, que dista a quatro dias de barco de Manaus, muitas vezes os Professores têm que se deslocar até cinco horas de voadeira para dar aulas nas próprias tribos. De acordo com o Professor Paulo Nascimento reitor do Instituto Federal do Amazonas em São Gabriel da Cachoeira, o conhecimento é um direito de todos, sendo a única forma da população amazônica ser respeitada em sua diversidade, contribuindo para a preservação do ambiente, atuando como agente do seu próprio desenvolvimento. Para a juventude de São Gabriel da Cachoeira, os cursos técnicos na área de agropecuária, secretariado, administração, contabilidade, informática, meio ambiente e recursos pesqueiros, constituem uma rara oportunidade de profissionalização. As pesquisas científicas nas áreas de manejo florestal, sistemas agroflorestais, piscicultura e etnobotânica, representam um salto de desenvolvimento para toda a comunidade. A parceria entre o campus e os movimentos indígenas tem permitido um trabalho pioneiro junto às etnias BANIWA, KURIPACO e TUKANO. Os cursos de desenvolvimento sustentável indígena e de etnodesenvolvimento são dados diretamente nas aldeias, onde os professores ensinam presencialmente as
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    31 técnicas de plantioe de produção de pescado, ajudando também a montar oficinas de marcenaria e salas de informática nas escolas comunitárias. Em 2010 foram abertos os cursos superiores em licenciatura intercultural indígena, passando a impactar a educação escolar indígena, porém, ainda não existem professores indígenas para atender à demanda do ensino médio, ocasionando o êxodo de jovens indígenas, que acabam se inserindo de forma marginal nas cidades. A expansão universitária em são Gabriel da Cachoeira despertou o interesse de outros municípios da região Amazônica, tendendo a se expandir para outros estados componentes da Amazônia legal. A educação como instrumento de transformação social e conscientização ambiental e cultural dos povos da floresta, chamou a atenção do reitor da Universidade Federal do Pará, Alex Fiúza de Mello em um artigo publicado na revista do Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras, ao dizer: “Será tão somente pelo conhecimento, com doses de sabedoria política, que a Amazônia poderá ser preservada, defendida, interligada e resgatada a um projeto de nação”, ressalvando que a Universidade Amazônica interessa investigar não de que maneira a ciência pode se servir da Amazônia e sim como pode o conhecimento científico ser produzido e utilizado pela região. Visando melhorar o acesso à Educação na região da Amazônia Legal, mais de 50 secretários de Educação de cidades da região Norte, do Maranhão e do Mato Grosso aderiram ao Educamazônia, programa do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) que prevê a articulação com governos municipais, estaduais e federal e entidades educacionais para enfrentar as dificuldades do ensino público na Amazônia Legal (região Norte, MA e MT). O UNICEF realizou um levantamento para identificar o transporte escolar, a fragmentação dos projetos pedagógicos escolares, a precária formação inicial e continuada de professores e a ausência de colaboração entre prefeituras e governos estaduais como os principais desafios para a educação nessa região. Os estados e as cidades situadas na área da Amazônia legal se defrontam com enormes dificuldades para definir as responsabilidades do transporte escolar, que tem um custo mais elevado do que a média nacional por exigir uso de embarcações.
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    32 Além disso, ascondições geográficas da região dificultam os processos de qualificação de professores, pois, cerca que 42 mil (30% do total) professores das redes municipais e estadual do Pará não têm ensino superior, tornando necessário criar uma agenda envolvendo as ações governamentais na área educacional na região amazônica. Acre e Tocantins são exemplos. Lá Estado e municípios trabalham juntos na divisão de gastos, no planejamento das políticas públicas de formação de docentes. CONCLUSÃO Este ensaio tenta, de forma prospectiva, abordar o “PERFIL DO PROFESSOR DO FUTURO”, procurando mostrar o que as novas tecnologias da informação podem contribuir para o aprimoramento da Gestão do Conhecimento Educacional, , que por sua veza, exigem novas posturas dos educadores, na busca de conhecimentos para que os docentes utilizar essas novas tecnologias, entender por que e como integrar as mesmas na prática pedagógica, possibilitando a transição de um sistema fragmentado de ensino para uma abordagem integradora de conteúdo, voltada para a solução de problemas específicos no desenvolvimento educacional. Através dessa visão, os docentes do futuro, criarão condições para recontextualizar o aprendizado tornando-se facilitadores no processo educacional. No século XXI, a formação requerida do docente, vai além de treinamento profissionalizante, mesmos refletirem no próprio ato de ensinar, porém, para atingir as metas impostas pela sociedade tecnológica é necessário aprimorar os conhecimentos sobre as atuais tecnologias educacionais, sendo necessário que os docentes atuando como facilitadores no processo educacional, interpretem, utilizem, reflitam e dominem criticamente a tecnologia para não serem por ela dominados.” Entretanto, é preciso que tenha-se consciência de que sé é inacabado, é que a existência do homem requer sempre mudanças, pois os paradigmas não são eternos. A Tecnologia da Informação (TI), chegou ao Brasil na década de 70, quando o país procurava se inserir na Sociedade do conhecimento. A partir de então, a educação passou a ser o setor mais importante com capacidade para articular o avanço científico e tecnológico.
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    33 Nessa época iniciaram-seos estudos teóricos com a finalidade de assimilar os conceitos transformadores da TI, porém, paralelamente outros estudiosos já iniciavam estudos sobre os efeitos que a tecnologia viria a ter sobre a área educacional, encontrando algumas dificuldades, principalmente por que não tinham subsídios suficientes que respaldasse suas teorias, buscando embasamentos teóricos em outros países. É importante que os professores do século XXI, entendam que a inovação vem condicionada ao enfoque metodológico que faz uso destes recursos aproveitando suas novas possibilidades de trabalho.” A aprendizagem se constitui numa tarefa constante `a vida pessoal de todos, porém a visão de tecnologia educacional vai além de produtos tecnológicos. Na verdade a tecnologia se constitui na interação entre o educadores e os educandos cuja finalidade requer cumplicidade entre ambos. O perfil do Professor do século XXI, é o de o papel do novo professor é o de usar a perspectiva de como se dá a aprendizagem para que, usando a ferramenta dos conteúdos postos pelo ambiente e pelo meio social, estimule as diferentes inteligências de seus alunos e os leve a se tornarem aptos a resolver problemas ou, quem sabe, criar produtos válidos para seu tempo e sua cultura, utilizando recursos pedagógicos adicionais, como por exemplo, a “TEORIA DAS INTELIGÊNCIAS MULTÍPLAS”, criada pelo psicólogo americano Howard Gardner, além de outros recursos pedagógicos disponíveis. Entretanto, é preciso que tenhamos consciência que não nascemos prontos e que a nossa existência nos posiciona sempre à mudanças e constantes inovações. Por fim, cabe aos professores do século XXI serem criativos, utilizando tecnologias educacionais que melhor atendam as necessidades de expansão da Gestão do conhecimento educacional, não se restringindo em apenas um tipo, mas utilizar diversificadas tecnologias, a fim de que o processo de ensino-aprendizagem aconteça de forma significativa. Em resumo, os recursos tecnológicos são muito relevantes ao processo instrucional porque melhoram o ensino-aprendizagem, facilitam o trabalho dos docentes, motivam os alunos e são ferramentas didáticas eficazes, justamente por facilitarem a avaliação do aprendizado.
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    34 A mediação pedagógicadeve ocorrer no próprio processo de comunicação nas escolas, no trabalho com os conteúdos, com os recursos e tecnologias. Assim, é necessário repensar a mediação pedagógica na educação a partir do uso da informática, do computador, da Internet na sala de aula, como forma de garantir uma aprendizagem significativa de desenvolvimento da competência e da capacidade de resolução de problema. No entanto, os investimentos em educação no Brasil não comportam a implantação de um pojeto educacional a curto prazo que cubra todo o território nacional, no que faz necessário a aquisição maciça de recursos de Hardware e de Software, e recursos por parte do Estado para dotar a sociedade de quantidades crescentes de equipamentos, inclusive enfrentando as dificuldades inerentes à própria rapidez da proliferação dos ganhos tecnológicos, os quais exigem constantes aportes de capital para manter-se atualizados, daí a necessidade de se obter um ambiente macroeconômico em expansão, que viabilize a ampliação da arrecadação de impostos e ampliação do orçamento da União, dos estados e municípios; ademais, as políticas de treinamento e capacitação dos profissionais que vão operar e ensinar a operacionalização os equipamentos para crescentes parcelas da população exige também crescentes gastos por parte do poder público. A solução é implantar tecnologias baratas que não demandem grandes investimentos como, por exemplo, o Software livre LINUX que tem um código fonte disponível sob a licença GPL (versão 2), para que qualquer pessoa possa utilizá-lo, estudar, modificar e distribuir de acordo com os termos da licença. O LINUX é amplamente por diversos órgãos do Governo brasileiro e também por diversos países em diversas áreas da Gestão do Conhecimento, principalmente na China.
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    35 BIBLIOGRAFIA HERBERT MARSHALL, MCLUHAN 2004 - Décio Pignatari – Understanding media Ateliê Editorial, Sao Paulo, 2004 JEAN YVES LACOSTE, 1994 – Experience and the absolute questions on humanity of man – Presses Universitairs de France MUTAÇÕES EM EDUCAÇÃO SEGUNDO MCLUHAN – Editôra Vozes – Rio de Janeiro, 1974 MIJAHLO MESAROVIC - MANKIND AT THE TURNING POINT, 1975 – The second report to the Club of Rome – Dutton Editor - New York MARSHALL MCLUHAN, 1977 – A formação do homem tipográfico – Editora Nacional, Rio de Janeiro. FÁBIO ZUGMAN, 2006 - O GOVERNO ELETRÔNICO, SAIBA TUDO SOBRE ESSA REVOLUÇÃO – Editora Pronto, Rio de Janeiro O PONTO DE MUTAÇÃO – Tritjof Capra – Editora Cultrix – São Paulo – 2006 CHOQUE DE CIVIZAÇÕES – Samuel P. Huntington – Editora Objetiva – 2010 TREMBLAY, G. LA sociedad de la informacion y la nueva economia: promessas, realidades y faltas de um modelo ideológico. IN: MARQUES DE MELO, J. e SATHLER, L. BOLAÑO, C. e MATTOS, F. A. M. Conhecimento e Informação na atual reestruturação produtiva: para uma crítica das teorias de Gestão do
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    37 O MINIMALISMO EM EDUCAÇÃO ONLINE – Disponível em: www.nteitaperuna.blogspot.com – Acesso em 23/06/2012 PESQUISA OPERACIONAL – MATEMÁTICA APLICADA; Disponível em: www.ime.unicamp.br/~ms613/slides1.pdf - Acesso em 22/06/2012 DOUTORA MARIA CLARA S. SALGADO GAMA, 1998 – A teoria das inteligências múltiplas – Universidade de Colúmbia – Nova York, Disponível no Site: http://www.homemdemello.com.br/psicologia/intelmult.html - Acesso em 21/06/2012 RESENHA - DEAD POETS SOCIETY (SOCIEDADE DOS POETAS MORTOS, 1989 – Disponível no Site: http://pt.shvoong.com/books/423193-sociedade-dos-poetas- mortos/ - Acesso em 22/06/2012 http://pt.wikipedia.org/wiki/Linux - Acesso em 26/06/2012
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