RESISTÊNCIA ESTRUTURAL
Critério de Resistência 
O cálculo de esforços solicitantes, momento 
fletor e força cortante, em um navio em 
ondas é uma das importantes etapas ou do 
projeto ou da análise da estrutura de 
embarcações. Para esse propósito a 
embarcação é considerada como sendo um 
corpo rígido, com ddiissttrriibbuuiiççããoo ddee ppeessooss 
equilibrada pela distribuição de empuxo ao 
longo do eixo longitudinal do casco, 
gerando-se assim a curva de cargas da viga 
navio em equilíbrio livre.
• A maior parcela do esforço do projetista neste 
procedimento está no cálculo da posição de 
equilíbrio da embarcação, posição esta que 
depende da geometria ddoo vvoolluummee iimmeerrssoo ddoo 
casco. 
• Esse cálculo é geralmente feito com o auxílio 
de aplicativos computacionais específicos para 
estruturas navais que, por suas naturezas.
• De forma geral, quando se refere à estrutura de um 
navio nos estágios iniciais do projeto, é comum 
associá-la com uma viga, conhecida como viga navio e 
representada por uma viga caixão. Esta deverá ser 
constituída por materiais resistentes e dimensões 
adequadas com o propósito de garantir uma 
resistência estrutural adequada ddoo ccaassccoo ffrreennttee ààss 
diferentes forças e momentos que agirão sobre ela e 
que são consideradas na teoria de vigas: forças 
cortantes verticais, momentos fletores longitudinais 
nos planos verticais e horizontais, assim como os 
momentos de torção.
Viga caixão
• As tensões e deformações são produtos de três 
classes de solicitações no navio: uma corresponde à 
flexão da viga navio, considerando este como uma 
viga que deforma como um todo dando lugar à 
deformação primária. A partir desta, a deformação 
secundária fica sendo constituída pela flexão dos 
painéis entre anteparas e limitados ppeellooss ccoossttaaddooss 
do navio, que experimentam flexão juntamente 
com os enrijecedores da grelha (longitudinais entre 
elementos transversais adjacentes). Por último, a 
partir da deformação secundária, está a 
deformação terciária, constituída pela flexão do 
chapeamento, que está limitado por duas hastilhas 
e duas longarinas adjacentes.
• Em essência, a viga navio está constituída por 
elementos considerados como contínuos quando 
comparados com o comprimento do navio, convés e 
estrutura do fundo formariam os flanges da viga e 
chapeamento de costado, e anteparas longitudinais 
entre outros elementos rígidos formarão a alma da 
citada viga. Apesar do caráter nnããoo pprriissmmááttiiccoo ddaa vviiggaa 
navio, a simples consideração do navio como uma viga 
caixão é uma prática muito usada para avaliar os 
esforços de primeira ordem em todo o comprimento. 
Para poder avaliar o navio como uma viga caixão 
prismática dentro da teoria de vigas simples as 
seguintes suposições são feitas:
Navio em águas tranquilas
Condições de águas tranqüila
Distribuição de peso do navio
Distribuição de Cargas x Empuxo 
em condições ddee áágguuaass ttrraannqquuiillaa
Distribuição uniforme da carga
A distribuição de cargas 
provoca um alquebramento
A distribuição de cargas provoca um 
tosamento no navio
Alquebramento
Tosamento
Tensão 
• Tensões primárias de Cisalhamento 
• Os esforços cortantes em uma secção de viga 
causam uma ação de deslocamento ou 
escorregamento sobre o plano normal ao eixo da 
viga, contrária à deflexão resultante dos 
momentos fletores. Normalmente, a deflexão 
gerada pelos cortantes é desprezada, pois ela 
representa uma porcentagem muito menor 
quando comparada a deflexão total. A deflexão 
devida ao esforço cortante depende na totalidade 
de sua distribuição através da secção e do seu 
valor (τ ).
• Na Figura 2-4 pode se apreciar que a deflexão 
gerada pela ação dos esforços cortantes 
incrementa linearmente com o comprimento da 
viga, enquanto a deflexão por flexão simples 
evolui com a terceira potência do comprimento 
da viga. É por isto que a deflexão por cortante 
não é considerada relevante, exceto aquelas 
situações de comprimentos muito curtos onde a 
deflexão por flexão cai para valores muito 
menores e são as forças cortantes que 
apresentam valores maiores.
Figura 2-4 Comparação da deflexão causada pelos cortantes e pelos 
momentos fletores numa viga engastada com carga pontual e de 
dimensões meias.
• Na viga navio, como em qualquer viga 
carregada com forças verticais transversais, 
existe uma força cortante (V) agindo na secção 
transversal. Em vviiggaass ccaaiixxããoo ddee ppaarreeddee 
delgada é importante conhecer como ela é 
distribuída na secção para determinar a 
espessura das paredes adequadamente.
• Navios comerciais de águas profundas 
apresentam tipicamente bocas numa faixa de 1/8 
a 1/6 do seu comprimento; igualmente, sua 
relação entre o comprimento e o pontal pode 
estar na ordem de 9 a 15. Em uma viga com 
secção transversal retangular sólida que 
apresente estas dimensões, pode-se desprezar os 
esforços cortantes transversais, já que a 
magnitude deles é mínima quando comparados 
aos grandes esforços de compressão e tração 
desenvolvidos pela flexão simples.
• Mas em navios com seções abertas ou 
fechadas, é importante avaliar estes esforços 
em determinadas regiões, mesmo que 
estejam dentro ddaass ddiimmeennssõõeess aanntteess 
comentadas, considerando que em projetos 
não bem dimensionados podem ocorrer 
máximos esforços cortantes em chapeamento 
de costado ou anteparas longitudinais, 
gerando assim instabilidades estruturais.
• Considerando a teoria elementar de vigas e 
avaliando na Figura 2-5 (a) uma viga caixão de 
paredes delgadas, que apresenta um corte de 
comprimento dx e está ssuubbmmeettiiddaa aa uummaa ffoorrççaa 
vertical cortante Q. Pode-se ver que, existindo 
variação de momentos M, ao longo do 
comprimento da secção, existirão também ao 
longo da secção transversal, tensões de 
cisalhamento τ , como visto em (a) e (b).
• Portanto, a diferença existente entre as forças 
longitudinais internas das tensões normais σA e 
σB, representados em Figura 2-5 (a), serão 
balanceadas por forças longitudinais, produto das 
tensões cisalhantes (τ tdx )) aattrraavvééss ddooss ccoorrtteess nnaa 
secção. No entanto, considerando a simetria da 
secção, o balanço de forças associadas pode não 
apresentar esforços cortantes no plano central de 
corte, portanto, o balanço de forças deve ser 
atingido devido às tensões de cisalhamento (τ) na 
outra face de corte.

Resistência Estrutural

  • 1.
  • 2.
    Critério de Resistência O cálculo de esforços solicitantes, momento fletor e força cortante, em um navio em ondas é uma das importantes etapas ou do projeto ou da análise da estrutura de embarcações. Para esse propósito a embarcação é considerada como sendo um corpo rígido, com ddiissttrriibbuuiiççããoo ddee ppeessooss equilibrada pela distribuição de empuxo ao longo do eixo longitudinal do casco, gerando-se assim a curva de cargas da viga navio em equilíbrio livre.
  • 3.
    • A maiorparcela do esforço do projetista neste procedimento está no cálculo da posição de equilíbrio da embarcação, posição esta que depende da geometria ddoo vvoolluummee iimmeerrssoo ddoo casco. • Esse cálculo é geralmente feito com o auxílio de aplicativos computacionais específicos para estruturas navais que, por suas naturezas.
  • 4.
    • De formageral, quando se refere à estrutura de um navio nos estágios iniciais do projeto, é comum associá-la com uma viga, conhecida como viga navio e representada por uma viga caixão. Esta deverá ser constituída por materiais resistentes e dimensões adequadas com o propósito de garantir uma resistência estrutural adequada ddoo ccaassccoo ffrreennttee ààss diferentes forças e momentos que agirão sobre ela e que são consideradas na teoria de vigas: forças cortantes verticais, momentos fletores longitudinais nos planos verticais e horizontais, assim como os momentos de torção.
  • 5.
  • 6.
    • As tensõese deformações são produtos de três classes de solicitações no navio: uma corresponde à flexão da viga navio, considerando este como uma viga que deforma como um todo dando lugar à deformação primária. A partir desta, a deformação secundária fica sendo constituída pela flexão dos painéis entre anteparas e limitados ppeellooss ccoossttaaddooss do navio, que experimentam flexão juntamente com os enrijecedores da grelha (longitudinais entre elementos transversais adjacentes). Por último, a partir da deformação secundária, está a deformação terciária, constituída pela flexão do chapeamento, que está limitado por duas hastilhas e duas longarinas adjacentes.
  • 7.
    • Em essência,a viga navio está constituída por elementos considerados como contínuos quando comparados com o comprimento do navio, convés e estrutura do fundo formariam os flanges da viga e chapeamento de costado, e anteparas longitudinais entre outros elementos rígidos formarão a alma da citada viga. Apesar do caráter nnããoo pprriissmmááttiiccoo ddaa vviiggaa navio, a simples consideração do navio como uma viga caixão é uma prática muito usada para avaliar os esforços de primeira ordem em todo o comprimento. Para poder avaliar o navio como uma viga caixão prismática dentro da teoria de vigas simples as seguintes suposições são feitas:
  • 8.
    Navio em águastranquilas
  • 9.
  • 10.
  • 12.
    Distribuição de Cargasx Empuxo em condições ddee áágguuaass ttrraannqquuiillaa
  • 13.
  • 14.
    A distribuição decargas provoca um alquebramento
  • 15.
    A distribuição decargas provoca um tosamento no navio
  • 16.
  • 17.
  • 18.
    Tensão • Tensõesprimárias de Cisalhamento • Os esforços cortantes em uma secção de viga causam uma ação de deslocamento ou escorregamento sobre o plano normal ao eixo da viga, contrária à deflexão resultante dos momentos fletores. Normalmente, a deflexão gerada pelos cortantes é desprezada, pois ela representa uma porcentagem muito menor quando comparada a deflexão total. A deflexão devida ao esforço cortante depende na totalidade de sua distribuição através da secção e do seu valor (τ ).
  • 19.
    • Na Figura2-4 pode se apreciar que a deflexão gerada pela ação dos esforços cortantes incrementa linearmente com o comprimento da viga, enquanto a deflexão por flexão simples evolui com a terceira potência do comprimento da viga. É por isto que a deflexão por cortante não é considerada relevante, exceto aquelas situações de comprimentos muito curtos onde a deflexão por flexão cai para valores muito menores e são as forças cortantes que apresentam valores maiores.
  • 20.
    Figura 2-4 Comparaçãoda deflexão causada pelos cortantes e pelos momentos fletores numa viga engastada com carga pontual e de dimensões meias.
  • 21.
    • Na viganavio, como em qualquer viga carregada com forças verticais transversais, existe uma força cortante (V) agindo na secção transversal. Em vviiggaass ccaaiixxããoo ddee ppaarreeddee delgada é importante conhecer como ela é distribuída na secção para determinar a espessura das paredes adequadamente.
  • 22.
    • Navios comerciaisde águas profundas apresentam tipicamente bocas numa faixa de 1/8 a 1/6 do seu comprimento; igualmente, sua relação entre o comprimento e o pontal pode estar na ordem de 9 a 15. Em uma viga com secção transversal retangular sólida que apresente estas dimensões, pode-se desprezar os esforços cortantes transversais, já que a magnitude deles é mínima quando comparados aos grandes esforços de compressão e tração desenvolvidos pela flexão simples.
  • 23.
    • Mas emnavios com seções abertas ou fechadas, é importante avaliar estes esforços em determinadas regiões, mesmo que estejam dentro ddaass ddiimmeennssõõeess aanntteess comentadas, considerando que em projetos não bem dimensionados podem ocorrer máximos esforços cortantes em chapeamento de costado ou anteparas longitudinais, gerando assim instabilidades estruturais.
  • 24.
    • Considerando ateoria elementar de vigas e avaliando na Figura 2-5 (a) uma viga caixão de paredes delgadas, que apresenta um corte de comprimento dx e está ssuubbmmeettiiddaa aa uummaa ffoorrççaa vertical cortante Q. Pode-se ver que, existindo variação de momentos M, ao longo do comprimento da secção, existirão também ao longo da secção transversal, tensões de cisalhamento τ , como visto em (a) e (b).
  • 26.
    • Portanto, adiferença existente entre as forças longitudinais internas das tensões normais σA e σB, representados em Figura 2-5 (a), serão balanceadas por forças longitudinais, produto das tensões cisalhantes (τ tdx )) aattrraavvééss ddooss ccoorrtteess nnaa secção. No entanto, considerando a simetria da secção, o balanço de forças associadas pode não apresentar esforços cortantes no plano central de corte, portanto, o balanço de forças deve ser atingido devido às tensões de cisalhamento (τ) na outra face de corte.