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UNIVERSIDADE ESTADUAL DO SUDOESTE DABAHIA - UESB
PRÓ-REITORIADE EXTENSÃO E ASSUNTOS COMUNITÁRIOS
PROGRAMADE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA
CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM MÍDIAS NA EDUCAÇÃO
ELIENE MARTINS NEVES
O LABORATÓRIO DE INFORMÁTICA: construção de uma nova
prática de aprendizagem
VITÓRIA DA CONQUISTA - BA
JUNHO - 2012
2
ELIENE MARTINS NEVES
O LABORATÓRIO DE INFORMÁTICA: construção de uma nova
prática de aprendizagem
Monografia apresentada a Universidade Estadual
do Sudoeste da Bahia - UESB como parte das
exigências do curso de Pós-Graduação Lato
Sensu Formação Continuada a Distância Mídias
na Educação para obtenção do título de
Especialista em Mídias na Educação.
Orientador: Tácio Luis de Andrade Conceição
VITÓRIA DA CONQUISTA - BA
JUNHO - 2012
3
ELIENE MARTINS NEVES
O LABORATÓRIO DE INFORMÁTICA: construção de uma nova prática
de aprendizagem
Monografia submetida à Banca Examinadora
como parte dos requisitos necessários à
obtenção do título de Especialista em Mídias na
Educação, outorgado pela Universidade
Estadual do Sudoeste da Bahia - UESB.
Aprovado(a): _____ de março de 2012
___________________________________
Profª. Ms. Dioneire Amparo dos Anjos
(Examinadora)
UFBA
__________________________________
Profª. Ms. Priscila d’Almeida Ferreira
(Examinadora)
UESB
______________________________________
Profº. Ms. Tácio Luís de Andrade Conceição
(Orientador)
IFBA
4
Aos meus alunos, para os quais se direciona essa
formação profissional.
A todos aqueles que de alguma maneira contribuíram
para a realização deste trabalho.
5
AGRADECIMENTOS
A DEUS,
Por sempre me dar força de vontade, ânimo e tranqüilidade. Senhor, quero
lhe agradecer, de todo meu coração, pelo seu tão grande amor. Pelos
momentos que me envolve com a sua doce presença e edifica o meu ser.
Conceda-me, serenidade e sabedoria para seguir em frente com outros
projetos.
Entrelace as suas mãos nas minhas e continue a caminhar comigo.
A FAMILIA
Por ter me dado estrutura, caráter e afeto.
Aos meus filhos Mihlena, Rodrigo e Ricardo razão da minha vida.
A princesinha Ana Clara e ao pequeno príncipe Pedro Henrique, aos mimos
Pedro e Filipe - todos os dias eles me dão forças para continuar lutando pelos
meus ideais.
ÀS COLEGAS DO CEEP
Em especial Maria Amélia pelo apoio fundamental, Ana Paula, Anaíde,
Claúdia Carvalho, Deunir, Durçulina, Graça Donato, Júlio César, Leomário, e
Leandro. A todos, obrigada pela contribuição.
AOS MESTRES
Socorro Pereira pela dedicação durante a etapa avançada do curso.
Tácio Luis pela orientação.
A UESB
Pela oferta do Curso, que sempre desejei fazer, tornando assim possível a
realização de um sonho.
6
Aquele que não for capaz de manejar um computador no século XXI terá
as mesmas dificuldades que tem hoje um cego.
(Takazak)
7
RESUMO
Esta pesquisa busca compreender como as novas tecnologias da informação e
comunicação estão refletindo no ambiente escolar, principalmente no processo
ensino-aprendizagem. Tem como objetivo tecer uma reflexão acerca de como o
docente utiliza pedagogicamente o Laboratório de Informática do CEEP de
Guanambi - Bahia com possibilidades de contribui para o conhecimento do aluno.
Os atores da pesquisa foram professores e alunos e desenvolveu-se dentro de uma
abordagem qualitativa, buscando a subjetividade dos pesquisados. A coleta de
dados foi realizada com entrevista semi estruturada para os docentes e questionário
para os alunos. O referencial teórico embasado pelos diversos estudos já existentes
de autores renomados que abordam a utilização das TIC - Tecnologias da
Informação e Comunicação, na transformação do cenário mundial e nas práticas
pedagógicas como: Moraes (1996) Valente ( 1999), Castells (2001), Prado(1999),
Pais (2002),Lévy 2001),Porto(2006), Chaves (1998), dentre outros que reconhecem
o potencial da interatividade tecnológica como interface criativa e inovadora de
ensinar e aprender. As análises das experiências realizadas nos permitiu entender
que os professores deparam com muitos entraves no âmbito do laboratório de
informática, em linhas gerais, as dificuldades impedem que eles possam empregar
pedagogicamente os recursos computacionais e telemáticos de maneira efetiva com
seus alunos. Sendo assim, no interior dessa reflexão destacamos que se faz
necessário repensar a questão da dimensão do espaço do laboratório, a Escola
deve buscar formas e alternativas para sanar as necessidades existentes, que ações
sejam traçadas, projetadas e executadas no sentido implementar o lócus do
laboratório com recursos tecnológicos necessários ao desenvolvimento do ensino e
aprendizagem. Afinal, professores e alunos se integram à novos paradigmas da
Sociedade do Conhecimento - Era da Informação.
Palavras-chave: Educação. Conhecimento. Prática pedagógica. Informática. Internet
8
ABSTRACT
This research seeks to understand how new information and communication
technologies are reflected in the school environment, especially in the teaching-
learning process. Aims to make a reflection on how the teacher uses pedagogically
the Computer Laboratory of the CEEP Guanambi - Bahia with the possibility of
contributing to the student's knowledge. The actors of the research were teachers
and students and developed within a qualitative approach, seeking the subjectivity of
respondents. Data collection was performed with semi-structured questionnaire for
teachers and for students. The theoretical framework grounded by the various
existing studies of renowned authors that address the use of ICT - Information and
Communication Technologies in the transformation of the world scene and teaching
practices as Moraes (1996) Valiant (1999), Castells (2001), Prado (1999), Pais
(2002), Levy 2001), Porto (2006), Clark (1998), and others who recognize the
potential of interactive technology as an interface for creative and innovative teaching
and learning. The analysis of experiments allowed us to understand that teachers
face many obstacles in the computer lab, in general, prevent the difficulties that they
can employ pedagogically computing resources and telematic effectively with their
students. Thus, within this discussion we emphasize that it is necessary to rethink the
question of the size of lab space, the school must seek ways and alternatives to meet
the needs exist, what actions are drawn, designed and implemented in order to
implement the locus of the laboratory technological resources necessary to develop
the teaching and learning. After all, teachers and students to integrate the new
paradigms of the Knowledge Society - the Information Age.
Keywords: Education. Knowledge. Pedagogical practice. Informatics. Internet
9
LISTA DE GRÁFICOS
Gráfico 1 - Uso da Internet enquanto interface com potencial na área
educacional .....................................................................................................
41
Gráfico 2 - Experiências cotidianas vivenciadas pelos alunos no Laboratório
de Informática do CEEP.................................................................................... 45
Gráfico 3 - Uso da Internet............................................................................. 46
Gráfico 4 - Uso do computador na realização das atividades escolares.......... 47
Gráfico 5 - Estímulo das tecnologias no cotidiano da sala de aula..................
47
Gráfico 6 - Preferência pelas aulas no Laboratório de Informática.................. 48
Gráfico 7 - Dificuldades do aluno em usar a tecnologia computacional.......... 49
Gráfico 8 - Alunos que possui computador....................................................
50
Gráfico 9 - Desempenho do professor - visão do aluno..................................
50
10
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO ................................................................................................ 11
2 A INFORMÁTICA NA EDUCAÇÃO: uma visão geral................................. 14
2.1 Informática na Educação e o paradigma tecnicista................................... 16
2.2 O computador como um suporte didático.................................................. 20
2.3 Internet: o aprendizado socialmente distribuído........................................ 23
2.4 O laboratório de informática: perspectivas de uma prática pedagógica
integradora................................................................................................... 24
2.5 Da sala de aula, olhando para a sociedade............................................... 27
3 O CAMINHAR METODOLÓGICO....................................................................
30
3.1 Paradigma metodológico qualitativo........................................................ 31
3.2 Cenário: espaço de Investigação.............................................................. 32
3.3 Atores ou objeto de estudo e Amostra....................................................... 33
4 A prática do uso do Laboratório de Informática e das Novas Tecnologias
da Informação e Comunicação: o caso do CEEP de Guanambi- Bahia............. 35
4.1 NO LABORATÓRIO EXPERIÊNCIAS PARTICULARES: relatos da
pesquisa....................................................................................................... 35
4.2 O que dizem os Professores.................................................................... 35
4.3 O que dizem os Alunos............................................................................ 42
CONSIDERAÇÕES .................................................................................................. 52
REFERÊNCIAS.......................................................................................................... 54
APÊNDICES
11
1 INTRODUÇÃO
Vivemos num século em que as novas tecnologias vêm provocando um
processo, que está mudando, entre outras coisas, aquilo que tradicionalmente
chamamos de “ensino e aprendizagem” aproximando-o cada vez mais do próprio
processo natural de difusão cultural. Atualmente não se aprende apenas no prédio
físico da escola, mas em qualquer lugar onde possa ter acesso às informações.
Conforme Brandão (1995, p. 7),
Ninguém escapa da educação. Em casa, na rua, na igreja ou na escola,
de um modo ou de muitos todos nós envolvemos pedaços da vida com
ela: para aprender, para ensinar, para aprender e ensinar. Para saber,
para fazer, para ser ou para conviver, todos os dias misturamos a vida
com a educação.
Diante da entrada dos novos meios de tecnologias em nosso cotidiano a
educação não pode caminhar longe desse contexto, e deve aproveitar desse
mecanismo, uma vez que ele abrange cada vez mais pessoas em diferentes locais e
com perspectivas variadas, influenciando o indivíduo em aprender.
É notório que os novos caminhos da Sociedade da informação e do
conhecimento, revelam uma ruptura com as práticas tradicionais e avanços em
direção a uma ação pedagógica interdisciplinar voltada para a aprendizagem do
aluno, conduzindo a formação de um ser humano crítico e atuante.
Portanto, urge o chamado para o uso do computador como interface
educacional, uma vez que, podemos utilizar e articular os diversos recursos
disponíveis por essa tecnologia e favorecer o processo de construção do processo
de aprendizagem dos alunos.
Na conjuntura atual, o computador surge como um suporte didático no
ambiente escolar, com isso uma enorme quantidade de recursos por ele oferecidos,
poderá ser utilizado pelos professores em seu cotidiano pedagógico.
O domínio das novas tecnologias fará a diferença, uma vez que elas são
caracterizadas pelo dinamismo e pela necessidade da revitalização contínua e
permanente. Nessa perspectiva, Libâneo (2001, p. 26), afirma que “ a escola precisa
deixar de ser meramente uma agência transmissora de informação e transformar-se
12
num lugar de análises criticas e produção da informação, onde o conhecimento
possibilita a atribuição de significado à informação”.
Em conformidade com o pensamento de Libâneo, e por acreditar nas formas
criativas e inovadoras de ensinar e aprender com o recurso da tecnologia, eis a
razão para abordarmos este tema, que se justifica na consciência de que as novas
tecnologias computacionais precisam ser utilizadas, mas, não de maneira mecânica
e metódica, e sim de forma a possibilitar novas atividades motivadoras, reflexivas e
humanitárias.
Parece aqui importante salientar que a sensibilidade humana, nunca deverá
ser trocada por uma sensibilidade artificialmente estruturada, mecanicamente
programada a cumprir objetivos pré- estabelecidos.
Em termos gerais, esta pesquisa se reveste de sentidos e encontra aportes
na oportunidade de analisar as condições que os alunos do CEEP - Centro de
Educação Profissional em Saúde e Gestão - de Guanambi - Bahia, tem para se
apropriar e utilizar dos recursos tecnológicos de que dispõe o laboratório, e, da
capacitação do professor para a sua utilização com fins pedagógicos, o que se
constitui um modo relativamente importante em abrir as portas da sala de aula para
o mundo através do virtual.
E para que consigamos atingir nossos objetivos propostos devemos
responder durante seu desenvolvimento questões como:
O laboratório de informática pode ser compreendido como uma extensão da
sala de aula?
A utilização do computador e laboratório de informática nas escolas
poderá contribuir para melhoria na educação institucional?
Quais as, dificuldades e facilidades encontradas no decorrer da realização
das aulas no laboratório de informática?
Como o professor e aluno utilizam o Laboratório de Informática do CEEP de
Guanambi - Bahia?
Baseados nessas arguições iniciaram, então, nosso estudo da seguinte
maneira: O primeiro capítulo apresenta uma visão geral acerca da integração das
tecnologias na educação escolar denominado: A Informática na Educação: uma
visão geral.
13
Para elucidar uma discussão com validade cientifica será apresentado um
aprofundamento teórico sobre o tema em voga, embasado pelos diversos estudos já
existentes de autores renomados que abordam a utilização das TIC - Tecnologias da
Informação e Comunicação, na transformação do cenário mundial e nas práticas
pedagógicas como: Imbernón (2000), Moraes (2003) Valente(1999), Castells (2001),
Prado(1999), Libâneo (2001), Sampaio & Leite (1999), Burbules & Torres (2004),
Santos (1999), Pais (2002),Lévy ( 2001),Porto (2006), Lemos (2010), Chaves (1998),
dentre outros que reconhecem o potencial da interatividade tecnológica como
interface criativa e inovadora de ensinar e aprender.
No segundo capítulo discutimos o Caminhar metodológico utilizado neste
estudo. Em conformidade com os objetivos expostos, este trabalho foi centrado em
uma metodologia qualitativa, possibilitando assim, o estudo de caso que envolveu
professores e alunos do CEEP de Guanambi - Bahia.
No terceiro capítulo respaldado na fundamentação teórica, desenvolvemos
uma análise de dados referente à pesquisa de campo. Este capítulo intitulado - NO
LABORATÓRIO EXPERIÊNCIAS PARTICULARES: relatos da pesquisa, subdivide -
se em dois tópicos - O que dizem os Professores e O que dizem os alunos.
Portanto, dispensamos uma atenção em conhecer com acontece a
construção da práxis pedagógica do docente no Laboratório de Informática do
CEEP de Guanambi- Bahia, o que a instituição educacional oferece de recursos
tecnológicos para enriquecer as práticas pedagógicas.Quais as perspectivas dos
alunos, como eles transpõe o que aprendem para o seu mundo particular e para
suas relações cotidianas.
Por fim, não temos aqui, a pretensão de esgotar as discussões sobre o
referido tema. Entretanto, acreditamos que as análises possam subsidiar reflexões
que abarque as transformações por que passa a sociedade, para que a escola
possa formar mais e melhores cidadãos. Afinal, a experiência de nossas vidas tem
mostrado que num ambiente de aprendizagem enriquecido pela tecnologia, o aluno
poderá desempenhar papéis, simular problemas, tentar resolvê-los de modo
cooperativo, compartilhado e ser capaz de aprender. Nesse sentido Valente (1998,
p.111), acrescenta: “Este deveria ser o objetivo principal da escola compatível com
a sociedade do conhecimento”.
14
2 A INFORMÁTICA NA EDUCAÇÃO: uma visão geral
Segundo Imbernón (2000), “A revolução tecnológica é acompanhada de uma
crescente convergência e integração de tecnologias” que fez surgir uma nova
estruturação social. Estamos vivendo em um mundo globalizado, tudo se relaciona
com todos, a informação e o conhecimento são imprescindíveis. A informação nunca
esteve tão próxima de nós de forma atual, rápida, diversificada e esteticamente
elaborada. E, estar atento ao que acontece na sociedade, saber decifrar seus
códigos, interpretá-los e contextualizá-los, não é mais uma opção - consiste agora,
em necessidade.
Na sociedade baseada na informação, no conhecimento e no aprendizado, a
educação deve formar indivíduos capazes de aprender a aprender e de lidar
positivamente com a contínua e acelerada transformação tecnológica. Para isso,
a educação deve considerar um leque de aspectos relativos às tecnologias de
informação e comunicação, a começar pelo papel que elas desempenham junto
à sociedade, que deve ter a inclusão e a justiça social como prioridades.
É notório que, os novos caminhos da Sociedade da informação e do
conhecimento, revelam uma ruptura com as práticas tradicionais e avanços em
direção a uma ação pedagógica interdisciplinar voltada para a aprendizagem do
aluno, conduzindo a formação de um ser humano crítico e atuante. Um dos
caminhos para criar e aprimorar nossos conhecimentos se dá através da educação
escolar, portanto, ela não pode ficar na retaguarda de um processo de
desenvolvimento que atravessa a humanidade.
De acordo com Moraes (2003, p.66):
a nova agenda dá origem a uma matriz educacional que vai além da escola,
à procura de uma escola expandida, que amplia os espaços de convivência
e aprendizagem, que quebra as paredes da escola em direção à
comunidade, ao mesmo tempo que sinaliza a importância da superação
das barreiras existentes entre escola e comunidade, aluno e professor,
escola e escola, país e país. Reconhece a ampliação dos espaços onde
trafegam o conhecimento e as mudanças no saber, ocasionados pelos
avanços das tecnologias da informação e suas diversas possibilidades de
associações, o que vem exigindo novas formas de simbolização e de
representação do conhecimento, geradoras de novos modos de conhecer,
que desenvolvem muito mais a imaginação e a intuição. Estes aspectos
exigem que os indivíduos sejam alfabetizados no uso de instrumentos
eletrônicos e saibam produzir, utilizar, armazenar e disseminar novas
formas de representação do conhecimento, utilizando linguagem digital.
15
Educar na Sociedade da Informação significa muito mais que treinar as
pessoas para o uso das tecnologias de informação e comunicação: trata-se de
investir na criação de competências amplas que lhes permitam ter uma atuação
efetiva na produção de bens e serviços, tomar decisões fundamentadas no
conhecimento, operar com eficiência os novos meios e interfaces em seu trabalho,
bem como aplicar as novas mídias, seja em usos simples e rotineiros, seja em
aplicações mais sofisticadas. O importante é que se deve desenvolver competências
que resultem na melhoria e qualidade de vida.
Diante dessa visão, o desafio é preparar a escola e mais precisamente a sala
de aula para conviver com a realidade. A educação escolar não precisa ser na sua
totalidade, altamente moderna ou tecnológica, mas precisa fazer com que o
conhecimento a ser adquirido pelo aluno, seja um conhecimento vivo e de relação
direta com a realidade social dinâmica em que ele se insere.
A escola deve-se adaptar à nova demanda educacional, preocupando-se
mais em formar competências para interpretar, sintetizar e explicar o mundo real
do que reproduzir simplesmente conteúdos. A partir dessa perspectiva, é relevante e
necessária a inclusão, mas é essencial também uma revitalização nas práticas
educativas convencionais, por esse motivo.
A Informática deverá assumir duplo papel na escola. Primeiro, deverá ser
uma ferramenta para facilitar a comunicação entre profissionais dentro do
ambiente da escola e os pesquisadores ou consultores externos,
propiciando a presença virtual desse sistema de suporte dentro da escola.
Em outros momentos, a Informática poderá ser usada para suportar a
realização de uma pedagogia que proporcione a formação dos alunos,
possibilitando o desenvolvimento de habilidades que serão fundamentais na
sociedade do conhecimento (VALENTE, 1999, p. 42).
Pelo exposto, abordar o uso das tecnologias na educação implica, antes de
tudo, a uniformização da conceituação de termos como: tecnologia, tecnologia na
educação, informática na educação. Todas as considerações a esse respeito
requer um entendimento bastante complexo e diversificado sobre vários
conhecimentos que norteiam à temática. Conforme explicita Castells,
o que caracteriza a atual revolução tecnológica não é a centralidade de
conhecimento e informação, mas a aplicação desses conhecimentos e
dessa informação para a geração de conhecimentos e de dispositivos de
processamento/ comunicação da informação, em um ciclo de realimentação
cumulativo entre a inovação e seu uso (CASTELLS, 2001, p.69)
16
Ainda sobre a tecnologia e o seu papel, Valente (1999, p.13), ressalta que: ”a
informática é um dos elementos que deverão fazer parte da mudança, porém, essa
mudança é muito mais profunda do que simplesmente montar laboratórios de
computadores na escola e formar professores para a utilização dos mesmos”.
Portanto, a inclusão da tecnologia computacional nas escolas possibilita um
grande avanço no desenvolvimento qualitativo da aprendizagem do educando. De
acordo com Hutmacher (1995, p.54), “ao introduzir computadores no processo
educativo é preciso considerar que as novas práticas são inventadas, conquistadas,
construídas coletivamente, e não no isolamento individual”.
Desse modo, uma prática educativa que tem como recurso didático o uso do
computador possibilita ao aluno uma aprendizagem mais prazerosa, e, ele consegue
reconhecer que o aprendizado escolar se relaciona diretamente com sua realidade
de vida.
Em síntese, faz-se necessário compreender as propostas que apontam para o
uso do computador não como ‘máquina de ensinar’, mas como ferramenta
educacional de complementação, de aperfeiçoamento e de possível mudança na
qualidade do ensino.
2.1 Informática na Educação e o paradigma tecnicista
Historicamente, os primeiros sistemas computacionais para uso no ensino
surgiram ainda na década de 60 e faziam parte dessa categoria: os sistemas
Computer Assisted Instruction. Segundo Valente et al (2000, p.47), “embora a
tecnologia do computador na época fosse bastante promissora no sentido de
automatizar o método da instrução programada”, tais sistemas não alcançaram o
sucesso prometido.
Ainda, no dizer de Valente et al,
desde os anos 60, as universidades dispõem de muitas experiências sobre
o uso do computador na Educação. Mesmo assim, previa-se que a
disseminação da tecnologia, de maneira rotineira, nos cursos de
graduação, ocorreria somente por volta do início do ano 2000 (VALENTE
et al,1999, p.15).
17
Ao mesmo tempo em que enfocaremos a integração do computador na
educação, devemos observar os paradigmas de aprendizagem que vigoravam no
sistema de ensino e que norteavam os objetivos da Educação, atrelado às políticas
e as exigências da sociedade da época.
Desta maneira, com o golpe militar de 1964 todo o panorama político,
econômico, ideológico e educacional do país sofreu substanciais transformações.
Diversos acordos foram assinados com os Estados Unidos visando à modernização
e racionalização do país. No contexto então vigente, a tendência tecnicista passou a
prevalecer em sintonia com o discurso de eficiência e modernização adotado pelos
militares. A preocupação principal passou a ser a eficiência do processo pedagógico,
indispensável ao treinamento adequado do capital humano do país.
Na tendência liberal e tecnicista prevalece a desvinculação entre teoria e
prática, o professor torna-se um mero executor de objetos institucionais, de
estratégias e de avaliação, tendo como preocupação básica a eficiência do
processo de ensino.
Segundo Libâneo (1994), a teoria pedagógica tecnicista, “percebia a escola
somente observadora da sociedade, e gerenciava o ensino utilizando métodos”,
dessa forma, privilegiava a dimensão técnica do processo de ensino fundamentado
nos pressupostos psicológicos e psicopedagógicos e experimentais, ignorando o
contexto sócio- político- econômico. Essa tendência pedagógica embasada na
neutralidade cientifica, inspirada nos princípios de racionalidade, eficiência e
produtividade, acentuava as distâncias entre quem planeja e quem executa, marcou
as propostas curriculares das décadas de 1960 e 1970.
Em se tratando do tecnicismo, Almeida (2000, p.22), afirma que essa
Pedagogia conseguiu expressar a síntese de vários aspectos:”a ideologia da
transmissão cultural, a Pedagogia tradicional, as idéias inovadoras, o avanço das
ciências e da tecnologia, o modelo social capitalista e a visão mecanicista”.
Devido à influência do tecnicismo e do capital internacional no país, era
preciso criar possibilidades de aprimorar as tecnologias oriundas de países
estrangeiros. Assim, a modernização tecnológica no Brasil implantou-se a partir de
uma internacionalização da economia. Com políticas econômicas favoráveis, as
empresas estrangeiras que se instalaram no país, traziam consigo tecnologias
modernas o que contribuía e modificava lentamente a estruturação social.
18
Sobre as relações humanas e de trabalho da época, Prado (1999), enfatiza
que era necessário,
a formação de um outro perfil de profissional, tanto para o sistema de
produção, quanto para outros sistemas de serviços, como professores,
médicos, técnicos, advogados, engenheiros, entre outros. Nesse novo perfil,
o profissional precisa ser intelectualmente ativo e reflexivo, capaz de saber
fazer, de compreender e de transformar a sua ação (PRADO, 1999, p.25).
Nesse período, algumas universidades vivenciam a experiência do
computador na Educação. No princípio da década de 1970 e em 1971, foi realizado
na Universidade Federal de São Carlos - São Paulo um seminário intensivo sobre o
uso de computadores no ensino de Física, ministrado por E. Huggins, especialista
da Universidade de Dartmout.
Registra-se também na década de 1970, a utilização sistemática de
conhecimentos voltados para a resolução de problemas educacionais, com base
na aplicação da psicologia da aprendizagem. Originou-se a instrução programada,
proposta por Skinner.
Segundo Valente (1999, p. 45), “a chamada instrução programada, foi à base
para os primeiros sistemas e representava uma automatização do processo de
ensino/aprendizado condizente com as possibilidades tecnológicas vigentes”.
A instrução programada, com o passar dos tempos, foi aperfeiçoada por
outros estudiosos. No entanto, como ela não se revelou superior a outros
estudiosos, surgiu a tecnologia educacional, que a partir de uma visão tecnicista,
baseava na idéia de utilizar os meios de instrução e os técnicos programadores para
ensinar.
Nesse sentido, Prado (1999, p.24), afirma que:
era necessário ter profissionais que soubessem como usar a nova
tecnologia: os programadores. Assim, muitas escolas colocaram um
trabalho, essencialmente pedagógico, nas mãos de técnicos de
programação. Um técnico programador geralmente tinha por função básica
elaborar softwares educativos para ser utilizados pelos alunos.
Ao longo da década de 1980, com a multidimensionalidade do processo
ensino aprendizagem, ocorreu a articulação das três dimensões:Técnica, Humana e
Política. Entretanto, a utilização da tecnologia na escola só foi explorada em
19
fundamentos teóricos. O uso do computador é localizado no âmbito de uma
determinada disciplina. Prado (1999, p.26), defende que, “o fator mais importante é
que suas características pedagógicas não propiciam mudanças na estrutura de
ensino e nem no conteúdo”
No entanto, com a reestruturação econômica ocorrida em meados dos anos
oitenta, refletiu uma tendência mundial caracterizada, pelos seguintes elementos:
a globalização da economia no contexto de uma nova divisão
internacional do trabalho e a integração econômica de economias
nacionais (como os mercados comuns emergentes e os acordos
comerciais); o surgimento de novas relações e acordos comerciais
entre nações, e entre classes e setores sociais dentro de cada país, e o
aparecimento de novas áreas, especialmente em países desenvolvidos,
onde a informação e os serviços têm-se tornado mais importantes que
o setor industrial; [...] (BURBULES e TORRES, 2004, p.13-14).
Nessa perspectiva, ocorreu uma necessidade de mudança, mas, tal
mudança requeria um conjunto de políticas sociais e econômicas, que contribuíssem
de forma efetiva ao processo de modernização. Desse modo, a tecnologia, ampliou
seu significado constituindo-se, então, no “estudo teórico-prático”, que objetivava o
conhecimento, a análise e a utilização crítica destas tecnologias, que no dizer
de Sampaio e Leite (1999), “serve de instrumento aos profissionais e pesquisadores
para realizar um trabalho pedagógico de construção do conhecimento, de
interpretação e aplicação das tecnologias presentes na sociedade”.
Porém, a educação escolar não acompanhou a velocidade da tecnologia,
enquanto esta em crescente desenvolvimento, à educação escolar parece ‘parada
no tempo’. Passa diante de nossos olhos as várias transformações que as
sociedades apresentam, mas, diante da educação escolar, quase nada ocorre.
Sobre isso Santos (1999), evidencia:
a escola, como instituição social precisa acompanhar as mudanças da
sociedade e assumir outras focos, principalmente, contribuir para o
desenvolvimento da capacidade de pensar e atuar com autonomia,
compreender e redefinir os objetivos explícitos e latentes do processo de
socialização (SANTOS, 1999. p. 21).
Em face de um mundo em mudança, "imprevisível e sujeito a tantas
variações e a tanta criatividade" (2003, p.136), é necessário, de acordo com Maria
20
Cândida Moraes no seu livro O Paradigma Educacional Emergente", que a
educação seja compreendida como um sistema vivo - em processo, que troca
energia com o meio, em que o conhecimento está em constante construção,
mediante interações, transformações e enriquecimentos mútuos. Em que o
professor é a ponte entre conhecimentos, o contexto e seus produtores-receptores.
2.2 O computador como um suporte didático
A sociedade atual requer um caráter revitalizador de saberes, e a educação
escolar precisa transformar à maneira de apresentar informações as pessoas. Os
alunos não devem ser vistos apenas como objetos a ser introduzido algo, mas sim,
como seres humanos capazes, com possibilidades de diversas formas de
aprendizagens resultantes em conhecimento para fortalecer a educação compatível
com a atualidade, cumprindo portanto, as exigências da sociedade da informação de
maneira crítica e reflexiva.
A escola precisa deixar de ser meramente uma agência transmissora de
informação e transformar-se num lugar de análises criticas e produção da
informação, onde o conhecimento possibilita a atribuição de significado à
informação (LIBÂNEO, 2001, p. 26).
Por essa razão, o domínio das novas tecnologias (televisão, computador,
vídeo, DVD, internet etc), fará a diferença, devido principalmente pela quantidade
incomensurável de informações que nos é posta a disposição diariamente por essas
tecnologias.
O uso do computador na escola, por exemplo, modifica o sentido de como
deve ser compreendida a educação nos dias atuais. Podemos utilizar e articular os
diversos recursos disponíveis por essa tecnologia para favorecer o processo de
construção de aprendizagem dos alunos, uma vez que, a quantidade de recursos
por ela oferecidos, poderá ser utilizada pelo professor em seu cotidiano pedagógico.
Portanto, urge a utilização bem sucedida do laboratório de informática como
extensão da sala de aula e do computador interligado a internet como interface
educacional, ou seja, como um suporte didático no ambiente escolar.
21
No entanto, a ação de integrar as novas tecnologias ao processo educativo
exige do educador um conhecimento das características e especificidades do
recurso com o qual se pretende trabalhar e, também, que dele saiba extrair o
máximo proveito possível. Nesse sentido, saber “ o que “, “para que”, e “como” se
quer, são questões que devem ser bem resolvidas no planejamento do professor.
Nesse contexto de utilização do computador e da Internet em sala de aula ,
o professor assume um novo posto, deixa a posição de repassar o conhecimento,
para mediar o encontro do aluno com o conhecimento, propiciando uma ambiente
para que o estudante possa interpretar as informações que adquire e constituí-las a
sua maneira.
Desse modo, cabe ao docente, inserido nesse novo contexto, aproveitar de
forma adequada os novos recursos que a tecnologia nos oferece, rever sempre a
sua prática, inserida em um planejamento adequado. A reconstrução da prática
pedagógica é tarefa de amplas dimensões e difíceis caminhos a serem percorridos
com inteligência, competência, humildade e capacidade de adaptação. Requer
articulação de novos referenciais pedagógicos que envolvem entre outras
competências que o paradigma da sociedade atual demanda.
Para Valente (1998, p.98), quando o computador transmite informação para o
aluno, “o computador assume o papel de máquina de ensinar”, e a “abordagem
pedagógica” é a instrução auxiliada por ele.
Esta abordagem pedagógica defende que o computador seja um instrumento
de transformação da Educação e não uma simples maneira de informatizar o
processo educativo. O aluno assume o controle do processo de ensino e
aprendizagem, utilizando o software para ensinar, o computador a resolver
problemas ou a executar ações que produzam os resultados ou efeitos definidos
previamente.
Partindo-se desse princípio, o computador transforma-se numa ferramenta
controlada pelo aluno que o ensina a "fazer". O aluno tem a liberdade para explorar,
errar e aprender com o erro. Por outro lado, o professor deverá promover um
ambiente de aprendizagem que desafie e motive o aluno para a exploração, a
reflexão, a depuração de idéias e a descoberta de novos conceitos.
Conforme, explica Pais:
22
o uso do computador como uma tecnologia que pode favorecer a expansão
da inteligência, depende da forma como ocorre a relação entre o usuário e
as informações contidas no programa por ele utilizado. Quando mais
interativa for essa relação, maiores serão as possibilidades de enriquecer as
condições de elaboração do saber (PAIS, 2002, p.144).
Assim, “o professor se torna um simples espectador do processo de
exploração do software pelo aluno” Almeida (1994, p.1 ). Nesse caso, é possível que
o computador desempenhe com sucesso o papel do professor, pois tem mais
facilidade para armazenar e transmitir a informação e registrar e acompanhar os
erros mais freqüentes dos alunos, de maneira sistemática, meticulosa e completa,
para além de apresentarem recursos de multimídia, cores, animação e som com os
quais será difícil competir.
Os programas de softwares educativos trouxeram uma nova dimensão na
compreensão dos conteúdos didáticos a serem oferecidos pelos alunos. Existe
neles, um universo de informações textuais dispostas com imagens esteticamente
elaboradas a serem desvendadas pelo usuário, além disso, uma outra característica
básica é a interface com a diversidade de mídias (digital, sonora, impressa,
telemática e outras), que intensifica o caráter de interatividade e que contribui para
o aumento da concentração, fator relevante no desenvolvimento da aprendizagem.
Com relação à diversidade de informações dispostas nas novas tecnologias Lèvy
(2001) comentou:
a imagem e o som podem tornar-se os pontos de apoio de novas
tecnologias intelectuais. Uma vez digitalizado, a imagem animada, por
exemplo pode ser decomposta, recomposta, indexada, ordenada,
comentada, associada no interior de hiperdocumentos multimídias (LEVY,
2001, p. 103).
O computador integrado às práticas de sala de aula funciona como um
catalisador para a criação de ambientes de aprendizagem interdisciplinares, cujos
elementos fundamentais são os autores desse ambiente: os professores e os
alunos. Dele também fazem parte as demais tecnologias disponíveis, outros
recursos (vídeos do Programa TV Escola, textos de livros, artigos de revistas e
jornais etc.) e, principalmente, todo o sistema de relações que os sujeitos
estabelecem.
23
Porto (2006, p.55), nos lembra que por ser dinâmico o universo dos jovens, “o
trabalho com imagens dos meios tecnológicos de informação e comunicação
possibilita-lhes a gratificação sensorial, visual e auditiva, permitindo-lhes que
estabeleçam associações entre fatos e vivências”.
Em síntese, pode-se até dizer que, tanto o docente, quanto o discente
descobrem: novos horizontes de relacionamentos, formas de aprender, padrões de
conduta, meios de atingir objetivos, maneiras de compreensão e de comunicação.
2.3 Internet: o aprendizado socialmente distribuído
A sociedade se apresenta caracterizada por uma dinâmica de mudanças e
uma estruturação coletiva e global, onde a Internet é responsável por diversas
transformações no cenário mundial. “A internet, tornou-se aplicável a todos os tipos
de atividades, a todos os contextos e a todos os locais que pudessem ser
conectados eletronicamente” (CASTELLS, 2002, p. 89).
As pessoas estão conectadas globalmente em redes de informação e com o
crescente desenvolvimento das redes digitais, a sociedade está se configurado em
novos padrões de conduta , surgindo assim, modos de pensamento, de valores que
vão se desenvolvendo junto ao crescimento da internet, criando uma nova cultura,
onde a pluralidade de idéias e capacidade de interação multidisciplinar são
características presentes.
Vivemos hoje a época da comunicação planetária fortemente marcada por
uma interação com as informações , cujo ápice é a realidade virtual. A
interatividade digital caminha para a superação das barreiras físicas entre
os agentes (homens e máquinas) e para uma interação cada vez maior do
usuário com as informações, e não com os objetos (LEMOS, 2002, p.122).
As tecnologias de informação e de comunicação originam novos hábitos de
pensamento e de vida. Simultaneamente, oportunizam novas perspectivas para o
ensino e de pesquisa, bem como para a promoção e a divulgação do saber. O
crescente poder da tecnologia da informação e comunicação possibilitou a criação
de ambientes simulados.
24
São novos universos denominados de virtuais, intermediários entre o real e
o ficcional. O aspecto eventualmente mais interessante da realidade virtual é o da
imersão, em que a pessoa tem a sensação de fazer parte do mundo virtual gerado
pelo computador. Segundo Lévy (2000, p. 47) apud Porto ( 2006), “enquanto a
realidade pressupõe uma efetivação material, uma presença tangível, o virtual é um
“passe de mágica misterioso”; contudo, o virtual não se opõe ao real, são apenas
“dois modos diferentes da realidade” .
As aplicações educativas das novas tecnologias digitais da informação
podem gerar condições para um aprendizado mais interativo, por meio de
caminhos não-lineares em que o estudante determina seu ritmo, sua velocidade,
seus percursos com bibliotecas, laboratórios de pesquisa e outros recursos de
aprendizagem podem ser acessados por qualquer usuário que disponha de um
computador conectado à Internet.
Num ambiente de aprendizagem enriquecido pela tecnologia, o aluno poderá
desempenhar papéis,simular problemas e tentar resolvê-los de modo cooperativo
e compartilhado. A pessoa tem a liberdade de selecionar seus próprios percursos e
navegar em busca do desconhecido e/ou descobrir outros mundos virtuais.
Enfim, a aplicação das tecnologias ligadas à Internet, tem modificado o
panorama da escola. A educação na cibercultura proporciona a superação do
modelo da sala de aula tradicional, por um novo modelo de aprendizagem, onde as
práticas educativas ultrapassam o ambiente da sala de aula e rompe as fronteiras do
tempo e do espaço.
2.4 O laboratório de informática: perspectivas de uma prática
pedagógica integradora
A utilização do computador e laboratório de informática nas escolas pode
contribuir para melhoria na educação institucional? Na procura de responder tal
indagação, cabe a escola lidar com questões que dizem respeito à vida dos alunos
e da sociedade onde estão inseridos. Para que a escola possa cumprir sua função
social, torna-se cada vez mais necessário trabalhar com uma concepção
abrangente de mundo e uma prática pedagógica integradora.
25
O conhecimento oferecido pela escola precisa ser um conhecimento que
desperte no o aluno uma capacidade criativa compatível com a era da informática, e
a escola não deve evadir-se desse desafio que surge no pensamento educacional
atual.
De acordo com Moraes (2003),
o aluno deverá ser visto, como aquele ser que aprende que atua na sua
realidade, que constrói o conhecimento “não apenas usando o seu lado
racional, mas também utilizando todo o seu potencial criativo, o seu talento,
a sua intuição, o seu sentimento, as suas sensações e as suas
emoções (MORAES, 2003, p.84).
Partindo dessa perspectiva, para ampliar, estimular a curiosidade do aluno e
sua capacidade para estabelecer relações de equilíbrio, entre o conhecimento
adquirido virtualmente, e uma prática pedagógica consistente são necessárias
muitas mudanças e inovações em todo o corpo físico e profissional da escola.
Portanto, o novo modelo educacional apresenta características, onde as tecnologias
tem que estar presentes.
Dessa maneira,
as mídias de âmbito especifico, principalmente aquelas voltadas
exclusivamente para a educação tem um papel fundamental a cumprir. O
grande desafio que se apresenta é o de integrar consciente e criticamente a
escola, seus alunos e professores num universo da sociedade globalizada
(IANNI, 1995, p. 39).
O novo paradigma educacional constitui-se fundamentalmente na tecnologia,
onde exista um processo interativo de comunicação centrado no aluno, diferentes
dos modelos de épocas anteriores. Um fator proeminente no desenvolvimento de
uma aprendizagem qualitativa é a simulação de conceitos elaborados, geralmente a
partir de programas educativos.
Compreender um conteúdo do componente curricular Geografia, por exemplo
é muito mais enriquecedor por meio de um software educativo que apresente
conceitos e simulações dos movimentos da Terra, do que apenas a singularidade do
livro didático em que as imagens apresentam se estáticas.Quando as imagens se
movimentam na tela do computador, surge uma mudança radical no processo de
representação dos conceitos educativos. As simulações transformam um conteúdo
26
meramente estático numa dinâmica autêntica . O movimento das imagens contribui
extremamente na elaboração das idéias.
A decisão de escolha do software educativo também deve está relacionada
com a proposta pedagógica do professor. O uso de software educativo exige que
o professor tenha conhecimento sobre informática, além de conhecimentos sobre
as teorias de aprendizagens, concepções educacionais, práticas pedagógicas,
técnicas computacionais e reflexões sobre o papel do computador na sala de aula.
Desse modo, é necessário conduzir o indivíduo a aprender, a refletir, analisar
e tomar consciência do que sabe, em síntese, “mudar os próprios conceitos, buscar
novas informações, substituir velhas verdades por teorias transitórias, adquirir os
novos conhecimentos que vêm sendo requeridos pelas alterações existentes no
mundo” (MORAES, 2003, p.64), resultantes da rápida evolução das tecnologias da
informação.
Sobre isso Moraes (2003), ressalta,
com a chegada dos computadores, está mudando a maneira de condução
das pesquisas, de construção do conhecimento, a natureza das
organizações e dos serviços, implicando novos métodos de produção do
conhecimento e, principalmente, seu manejo criativo e crítico. Tudo isso
nos leva a reforçar a importância das instrumentações eletrônicas e o uso
de redes telemáticas na educação, de novos ambientes de aprendizagem
informatizados que possibilitem novas estratégias de ensino/aprendizagem,
como instrumentos capazes de aumentar a motivação, a concentração e a
autonomia, permitindo ao aluno a manipulação da representação e a
organização do conhecimento (MORAES, 2003, p.65).
A inclusão da tecnologia nas escolas possibilita um grande avanço no
desenvolvimento qualitativo da aprendizagem do educando. Quando o discente
consegue reconhecer que seu aprendizado escolar, relaciona-se diretamente com
a sua realidade social, com a sua vida cotidiana, o conhecimento aprendido , torna-
se autêntico de modo a formar cidadãos capazes de assumir uma opinião
própria sobre o que foi apreendido.
Portanto, para desenvolver uma aprendizagem virtual de qualidade é
necessário que existam conceitos pré-estabelecidos ao estudante. Apenas transmitir
os dados informativos virtualmente, não proporcionará uma aprendizagem
qualitativa, e sim, mais uma forma de alienação, a partir das situações de
aprendizagens sem relação direta com o educando. Desse modo, é preciso de
27
acordo com Pais (2002), “considerar a distinção entre conhecimento e informação,
torna-se necessário na área das tecnologias digitais, aplicar as possibilidades de
obtenção de informações” e assim multiplicar as condições de elaboração do
conhecimento.
Em síntese, a sociedade se apresenta caracterizada por uma dinâmica de
mudanças e uma estruturação coletiva e global onde o conhecimento é
extremamente necessário para atingir as necessidades de cada um. O modo de
desenvolvimento da sociedade moderna requer das pessoas um novo modo de vida,
onde a informação é a matéria prima para a produção do conhecimento.
2.5 Da sala de aula, olhando para a sociedade
Vivemos uma realidade em que somos todos educados pela mídia,
embora não somente por ela. Na escola podemos compreender e incorporar
mais e melhor as novas linguagens, desvendando seus códigos, suas
possibilidades expressivas e possíveis manipulações. A partir de seu estudo
podemos desenvolver habilidades e atitudes para compreender seus processos,
resistir a eles quando for o caso e utilizá-Ios colaborativamente.
Com o advento da rede mundial que interliga milhões de máquinas,
conhecida por Internet. Surgiu, então, o processo comunicacional entre diversos
computadores espalhados pelo mundo através de redes de conexões digitais.
A web é uma tecnologia que tem claro potencial para criar ambientes de
aprendizagem inovadores e desafiantes ao facilitar o acesso a fontes de
informação dificilmente acessíveis por outros meios, assim como a grandes
quantidades de recursos multimídia (COUTINHO e ALVES, 2010, p. 207).
Além disso, a Internet possibilita a escola quebrar o seu isolamento,
oportunizando-a integrar no mundo que a rodeia, uma vez que disponibiliza
inúmeros recursos que combinam publicação - páginas web, WebQuest, blog ou
weblog, fenômeno que explodiu em 2004 como uma versão simplificada e dinâmica
dos websites pessoais para veicular notícias e dicas sobre temas de acordo com o
gosto pessoal do seu autor. Os blogs desestruturaram a mídia tradicional, pois
28
qualquer um de nós pode apresentar notícias, ou relatar fatos sem respeitar os
pressupostos do jornalismo tradicional.
Em linhas gerais, a Internet oferece distintas interfaces de interação e
comunicação tais como: sala de bate papo, o correio eletrônico, listas de discussão,
fórum de discussão, podcast, vídeo, webconferência e outros que apresentam
características especificas, com a possibilidade de diálogo síncrono e assíncrono.
Na educação, a publicação adquire particulares especificidades e interesse.
As páginas na Internet e os blogs têm a capacidade de potencializar a ligação entre
a escola e a comunidade e divulgar boas práticas e experiências. Fomentam a
tendência natural dos alunos para gostarem de publicar os seus trabalhos e idéias
na Internet, para, também, desenvolver a sua criatividade.
A utilização do bate-papo com finalidades educativas tem de ser planejada
e desenvolvida com particular cuidado. Deverá ter em consideração o número
de alunos na sala de bate-papo, o tempo de duração do mesmo, a cadência
das perguntas, a seqüência de perguntas e respostas, o enquadramento do
desenvolvimento do diálogo na temática pré-definida, a exploração da discussão
mantida na seqüência posterior do processo de ensino-aprendizagem.
O correio eletrônico pode, enquanto ferramenta educacional, ser utilizado
para a discussão e troca de informação entre professores e alunos, entre
alunos, entre escolas e entre a escola e a comunidade. Uma possibilidade de
utilização pedagógica do correio eletrônico é a criação de lista de discussão
sobre os mais variados assuntos e áreas do conhecimento.
É relevante e indispensável mencionar a hipertextualidade, especialmente
no que concerne a aprendizagem. Para a autora Porto (2006, p. 46), o texto virtual
“permite associações, mixagens, e faz com que o usuário tenha diferentes opções
de escolha, seja sujeito em busca da complexidade de informações /caminhos que,
na maioria dos processos escolares, não é usual”.
Segundo Coutinho e Alves (2010), “para além de permitir aceder e
disponibilizar materiais, a web disponibiliza fóruns eletrônicos que suportam a
comunicação e o trabalho colaborativo”, os fóruns de discussão podem ser criados
para alunos e professores aprofundarem a discussão mantida na sala de aula,
ou para a discussão a partir de pesquisas realizadas. Por outro lado, o
29
professor pode aproveitar o fórum para orientar os alunos ou trabalhar
temáticas a distância.
Portanto, através da Internet a escola tem condições não só de recolher e
disseminar informação, mas também de trabalhar colaborativamente com
parceiros de todo o mundo e divulgar pesquisas e experiências feitas por
professores e alunos.
Nesse sentido Chaves (1998), nos alerta que a escola:
[....] precisa se voltar para a criação de ambientes ricos em possibilidades
de aprendizagem, nos quais as pessoas possam desenvolver as
habilidades e competências que lhes permitam dominar os processos
através dos quais possam ser capazes de aprendizagem permanente e
constante (CHAVES, 1998, p. 58).
Assim, motivam os alunos a reforçarem o seu pensamento reflexivo e
crítico e a trabalharem a meta cognição.Cabe ao aluno/professor selecionar a
informação, o grau de profundidade, o ritmo de pesquisa, definir a interpretação
que faz da realidade observada e definir o ponto até onde deseja progredir, num
processo rico em troca de experiências, pois o que for publicado poderá e deverá
ser comentado pelo leitor.
30
3 O CAMINHAR METODOLÓGICO
Em toda pesquisa de cunho cientifico precisamos delimitar o procedimento
metodológico. Sendo assim, a linha de abordagem deste estudo, foi de abrangência
qualitativa, destacando o estudo de caso. Para o levantamento de dados, utilizamos
a entrevista semi estruturada, questionário e a observação participante, uma vez que
se trata de um estudo realizado dentro da área de ciências humanas, numa
abrangência escolar.
A descrição e delimitação da população base, ou seja, dos sujeitos que
foram entrevistados, assim como o seu grau de representatividade no grupo
social em estudo, constituíram o problema que enfrentamos, já que se tratou do
solo o qual grande parte do trabalho de campo foi assentado.
Partindo desse propósito, esta pesquisa tem como objetivo geral
reconhecer a contribuição que o trabalho realizado no laboratório de informática
pode ter no desenvolvimento de novas propostas de aprender e ensinar. E como
objetivos específicos:
 Identificar o papel da tecnologia na Educação e da sua inserção na prática
pedagógica.
 Compreender como os docentes articulam sua práxis pedagógica e media os
discentes no sentido de utilizar a Internet na Educação.
 Reconhecer o potencial da interatividade tecnológica como interface criativa
e inovadora de ensinar e aprender.
Tendo em vista que o objeto dessa investigação está baseado no pressuposto
que a tecnologia computacional acoplada à Internet é um suporte pedagógico,
relevante para a formação do cidadão. Ressalva-se que, precisa existir uma relação
de equilíbrio, entre o conhecimento adquirido virtualmente, e uma prática
pedagógica que utilize conhecimento de maneira real no desenvolvimento da
aprendizagem do aluno.
31
3.1 Paradigma metodológico qualitativo
No paradigma qualitativo da pesquisa várias técnicas podem ser utilizadas: o
estudo de caso, a pesquisa documental e a etnográfico. Destarte, uma pesquisa
com essa abordagem caracteriza-se pela observação, comparação, descrição e todo
o seu processo têm enfoque interpretativo.
A linha de abordagem da pesquisa de abrangência qualitativa, possibilita
os pesquisadores uma maior liberdade de expressão frente ao tema estudado,
apresentando sempre uma flexibilidade nas comunicações, com relação aos
depoimentos dos atores sociais. A pesquisa qualitativa traz uma linguagem real e
não neutra, entre pesquisadores e pesquisados, acontecendo não apenas uma troca
de informações, mas, uma verdadeira troca de conhecimentos.
Araújo e Oliveira (1997), sintetizam a pesquisa qualitativa como um estudo
que,
[...] se desenvolve numa situação natural, é rico em dados descritivos,
obtidos no contato direto do pesquisador com a situação estudada,
enfatiza mais o processo do que o produto, se preocupa em retratar a
perspectiva dos participantes, tem um plano aberto e flexível e focaliza
a realidade de forma complexa e contextualizada (ARAÚJO E
OLIVEIRA, 199, p.11).
Essa abordagem de pesquisa tem suas raízes teóricas na fenomenologia e
permitem ao pesquisador descrever a visão de mundo dos sujeitos estudados, sua
preocupação é com o significado, com a maneira própria com que as pessoas vêem
a si mesmas, as suas experiências e o mundo que as cerca.Isso interfere
diretamente na qualidade das informações a partir das quais será possível o
pesquisador construir a análise e chegar à compreensão mais ampla do
problema delineado, captando a situação ou fenômeno em toda a sua extensão.
Para Godoy (1995, p.58) “numa pesquisa qualitativa, o ambiente é a fonte
direta dos dados”, assim, o pesquisador como instrumento chave se coloca na
perspectiva de autor, portanto, o processo é o foco principal de abordagem e não
o resultado ou o produto. Não tem como premissa a experimentação, o
pesquisador interpreta e é influenciado pelo objeto observado. Através da
32
definição do problema do seu interesse acontece a formulação das hipóteses em
que as observações causais explicam os fenômenos.
Por essa razão é que optamos pelo método qualitativo. Com a pesquisa
qualitativa conseguimos obter dados relevantes, que objetivaram analisar e
descrever como lócus do Laboratório de Informática do CEEP de Guanambi - Bahia
vem sendo utilizado, qual a sua contribuição para a ressignificação da aprendizagem
dos alunos que o utilizam.
3.2 Cenário: espaço de Investigação
Esta investigação foi realizada no CEEP - Centro Estadual de Educação
Profissional em Saúde e Gestão de Guanambi - Bahia. Legalmente a escola é
reconhecida pelo MEC (Ministério de Educação e Cultura), através da Portaria nº
3348, publicada no Diário Oficial do Estado a 01 de março de 1984, autorizado e
reconhecido pelo Parecer nº 481/87, através da Resolução do Conselho Estadual de
Educação nº 027/87, Publicado no Diário Oficial de 25 de fevereiro de 1988. Nova
Denominação - CEEP - Criado pela Portaria nº 8.301/10 D.O. 02/12/2010.
O espaço físico do CEEP é de vinte e sete salas de aula distribuídas em dois
pavilhões: A e B, sendo que três delas foram transformadas em Laboratório de
Informática, Laboratório de Química e Biologia e Laboratório de Enfermagem.
Em relação às salas de aulas, essas possuem uma boa estrutura física, são
padronizadas, arejadas, azulejadas até meados das paredes, possuem quadros
brancos e suportes para afixar cartazes e outros.
Quanto ao pátio, a escola possui tanto interno, quanto externo. Os internos
têm murais informativos, são cobertos e é onde se realiza reuniões, festividades e
outros eventos. Possui biblioteca, banheiros normais e dois para pessoas com
necessidades especiais, salas de professores, secretarias, cantina, e três quadras
poliesportivas.
A escola funciona nos turnos matutino, vespertino e noturno e sua base
educacional está direcionada a atender crianças, jovens e adultos do Ensino
Fundamental do 7º ao 9º ano, Ensino Médio Inovador, Ensino Médio Formação
Geral, EJA, Técnico em Comércio e Vendas, Técnico em Comércio Subseqüente,
33
Técnico em Enfermagem, Técnico em Enfermagem Subseqüente e Técnico em
Segurança do Trabalho.
Agrega-se à escola um corpo docente formado por 64 professores, o quadro
de discentes é formado por 1520 alunos, numa faixa etária que varia dos 10 aos 54
anos. Quanto ao corpo técnico administrativo, este é formado por um diretor, três
vices-diretores ( Pedagógico, Financeiro e do Mundo do Trabalho) e uma secretária
que contam com o apoio de 4 funcionários técnicos administrativos, 12 funcionários
auxiliar de processamento de dados, 19 funcionários destinadas aos serviços gerais,
três vigilantes, dois guardas noturno e 6 merendeiras.
A direção juntamente com os professores e coordenadores pedagógicos,
coordenadores de área - tentam sempre trabalhar em prol da melhoria da escola e
da educação como um todo, estabelecendo também uma conexão com os Temas
Transversais como um meio de conduzir os alunos a desenvolvem relações mais
humanas.
Em síntese, o clima organizacional é saudável, a hierarquia é naturalmente
respeitada sendo, portanto, satisfatório para o desenvolvimento do processo
educacional. Há sempre um relacionamento integrador com a direção, os docentes,
coordenadores pedagógicos e funcionários.
No que se refere ao laboratório de Informática, o espaço físico deste é
satisfatório, possui aparelhos de ar condicionado, dez computadores LCD
interligados a Internet e funcionam com o sistema operacional Linux - educacional e
cinco computadores mais antigos com o programa Windows, além de mesas,
cadeiras e armários.
Como a tecnologia otimiza os tempos da aprendizagem, esse ambiente é um
espaço essencialmente de convivência tranqüila, os alunos tem pendor ao
laboratório e nesse espaço eles ficam bem disciplinados, num clima de harmonia.
3.3 Atores ou objeto de estudo e Amostra
Como instrumento para a coleta dos dados, utilizamos uma entrevista semi
estruturada, com dez professores todos pós graduados e um questionário com vinte
e seis alunos. Tanto o questionário quanto a entrevista (em anexo), apresentam
34
algumas questões fechadas, com o objetivo de evitar variações interferentes e
circunscrever as respostas ao âmbito de interesse específico do pesquisador. E
outras questões abertas oportunizando aos professores e alunos discorrerem bem à
vontade sobre o objeto de nossa pesquisa.
Desse modo, coletamos opiniões tanto dos professores, quanto dos alunos,
sobre o assunto, o que originou em dados para a interpretação e análise das
respostas. Permitindo com isso, traçarmos um perfil dos docentes e discentes e
conhecermos as opiniões dos mesmos a respeito do tema proposto neste estudo.
Na organização das questões, tomou-se como referência, o objeto de estudo, as
hipóteses e os objetivos da pesquisa.
Além disso, cabe ressaltar que fizemos uso da observação participante, com
registro descritivo, com fotos, utilizamos conversas informais. Em suma, as
fundamentações e teorias pesquisadas registradas num arquivo do computador que
serviram como um banco de dados. A análise dos dados feitos a partir dos
resultados das atividades aplicadas.
As entrevistas foram entregues aos professores pessoalmente,dois
responderam logo a seguir os outros a levaram para casa e me devolveram,
posteriormente, já respondidas. No que tange ao questionário, os discentes o
responderam na própria sala de aula.
A análise que será apresentada a seguir, deu-se de forma cuidadosa, para
que nenhum detalhe relevante seja omitido. Confrontando teoria e prática e fazendo
uma conexão entre a fala dos entrevistados e as hipóteses levantadas. Buscando
enfatizar os aspectos mais importantes observados no decorrer da pesquisa.
35
4 A prática do uso do Laboratório de Informática e das Novas Tecnologias da
Informação e Comunicação: o caso do CEEP de Guanambi - Bahia
A Era da Informação e da Comunicação chega invadindo, o setor educacional,
requerendo intensa necessidade de aperfeiçoamento da prática pedagógica. Sendo
assim, para entender e descrever com rigor o fenômeno que constitui o problema
dessa pesquisa, discutimos o trabalho que vem sendo desenvolvido no Laboratório
de Informática do CEEP - Centro de Educação Profissional em Saúde e Gestão de
Guanambi - Bahia e a sua contribuição para o conhecimento do aluno/usuário.
Para o levantamento de dados junto aos docentes e situá-los no contexto,
mas ao mesmo tempo sem expô-los, utilizamos letras para identificarmos as idéias
expressas de cada um deles. Como a pesquisa foi participante utilizamos
fotografias e depoimentos coletados em conversas informais. Em virtude de manter
a descrição, destacarmos as identidades dos alunos utilizando apenas as iniciais
dos seus nomes, e todas as reflexões feitas durante as conversas foram fielmente
mantidas.
4.1 NO LABORATÓRIO EXPERIÊNCIAS PARTICULARES: relatos da pesquisa
4.1.1 O que dizem os Professores
Apreender a escola como construção social implica compreendê-la no seu
fazer cotidiano, onde os sujeitos não são apenas agentes passivos diante da
estrutura, mas trata-se de atores que tem um papel decisivo no processo de sua
formação educacional em contínua construção.
Portanto, diante das transformações que chegam à sociedade da
informação, mediada pelas novas tecnologias - que acabam por definir um novo
paradigma educacional - estamos de fato preparados para nos tornarmos parte
desse universo complexo e permeado pela informática?
Sobre o dinamismo e inovação no contexto escolar, o Professor A responde o
seguinte:
36
Essa relação dinâmica, fez com que eu pudesse refletir sobre essa nova
realidade, repensar minha prática pedagógica e construir novas formas de ação que
permitam não só lidar com essa nova realidade, como também construí-la .
Através desse e de outros relatos dos docentes, constatamos que todos
acham o computador importante na prática educativa, afirmaram em unanimidade
serem significativas as experiências cotidianas que vivenciam no Laboratório de
Informática. Reconhecem que o computador possibilita um amplo campo de
pesquisa e utilizam-no pedagogicamente.
Isso vem ao encontro do que afirma Prado (1996, p.10), que descreve a
importância da informática como uma ferramenta imprescindível na construção do
aprendizado referenciando que “é a Informática deve estar integrada aos cursos de
formação de professores, a fim de que os futuros educadores possam construir, na
prática, esse novo referencial pedagógico”. Sendo assim, ensinar com as novas
mídias pode ajudar nos a rever, a ampliar e a modificar muitas formas atuais de
ensinar e aprender. Nessa perspectiva, “saber integrar, conscientemente, o uso do
computador na prática pedagógica significa transformá-la e torná-la transformadora
do processo de ensino e aprendizagem” (PRADO, 1996, p. 10).
Em suma, quando questionado sobre a relação que permeia o que é ensinado
no Laboratório de Informática e a vivência dele enquanto professor na sala de aula,
as respostas apontaram que a inserção do computador na sua prática educativa é
relevante, conforme demonstram os relatos de quatro professores:
Para o Professor B, tudo que é ensinado no Laboratório utiliza de informações
relacionadas ao cotidiano letivo, o que é vivenciado é transformado em método de
ensino, em outras palavras o conteúdo é a relação existente.
Já o Professor C, afirma que, existe uma relação de interdependência, pois ao
planejar minhas aulas faço uso da informática, assim como os alunos para fazer as
atividades propostas.
Quanto ao Professor G assinala que, as atividades feitas no Laboratório de
Informática são a prática da teoria estudada na sala de aula.
Por outro lado, o Professor D, ressalta,
Tudo. Pois todos os conteúdos existentes nos livros didáticos também
estão disponíveis na Internet, além disso as informações disponibilizadas na
Web são ilimitadas, portanto, aquilo que é tratado como “conhecimentos
gerais”, encontramos disponíveis no computador acoplado à internet.
37
Podemos perceber, também, essa importância da informática no processo da
aprendizagem a partir das respostas de alguns professores, advindas da seguinte
pergunta: O que você pensa do computador enquanto recurso didático?
Na atualidade é um recurso muito importante devido a inovação tecnológica
do mundo moderno e também como ferramenta didática do processo de ensino e
aprendizagem ( Professor D).
O potencial pedagógico do computador é muito vasto e poderá se tornar um
brilhante recurso pedagógico, desde que usado com planejamento, sabedoria. O
sucesso está no modo como utilizá-lo, na consecução dos objetivos educacional
(Professor A).
Muito significativo, uma vez que possibilita uma vasta experiência de
ampliação e divulgação do conhecimento (Professor A).
A partir dessas constatações, não poderíamos deixar enfatizar o que Lemos
(2002), assinala - ”a interação homem-tecnologia tem evoluído a cada ano no
sentido de uma relação mais ágil e confortável”, em virtude disso, ambientes são
criados de forma a favorecer a proposta de desafios e explorações, conduzir
descobertas, resolver situações-problemas ou implementar projetos, promovendo a
contínua construção do conhecimento.
Ou ainda, trazer para a discussão a afirmação de Porto (2006), sobre as
ferramentas tecnológicas que articuladas aos conhecimentos pedagógicos,
propicia a interlocução entre os indivíduos. Como consequência,
disponibiliza aos sujeitos escolares um amplo leque de saberes que, se
trabalhados em perspectiva comunicacional, garantem transformações nas
relações vivenciadas no cotidiano escolar (PORTO, 2006, p. 44).
O uso das novas tecnologias na educação oferece realmente um amplo campo
de trabalho aos professores, possibilita a criação de vários ambientes de
aprendizagem e o mais importante, desperta no estudante um imenso interesse e
motivação, na elaboração do conhecimento a ser adquirido. Cabe então ressaltar
que essa motivação ocorre devido ao “dinamismo que a rede de computadores tem,
por envolver uma enorme quantidade de informações, constitui-se um suporte ideal
para ampliar as condições de interatividade” (PAIS, 2002, p.124 ).
Sobre a relevância da interatividade, os Professores B e F ressalvaram:
38
É indispensável o uso da informática aos estudantes (...) a interatividade do
mundo virtual facilita o aprendizado e o torna mais atrativo (Professor B).
O computador atinge um maior numero de recursos, que antes longe do
alcance de muitos alunos torna a aprendizagem mais atraente e envolvente
(Professor F).
A tecnologia além de seduzir, torna a vida diária mais prática, mais dinâmica,
mais fácil. Descobrem-se novos horizontes de relacionamentos, novas formas de
aprender, novos padrões de conduta, novos meios de atingir objetivos, novas
maneiras de compreensão. Para Pais (2002, p.144 ), “quanto mais interativa for essa
relação, maiores serão as possibilidades de enriquecer as condições de elaboração
do saber”.
Corroborado com a idéia do autor supracitado, o Professor A, afirma que: as
novas tecnologias possibilitam alunos e professor caminharem rumo a produção
compartilhado de conhecimento.
Nesse sentido, a construção do conhecimento compartilhado apresenta
desafios. No dizer de Valente (1999, p.12), ”primeiro, implica entender o computador
como uma nova maneira de representar o conhecimento, provocando um
redimensionamento dos conceitos já conhecidos e possibilitando a busca e
compreensão de novas idéias e valores”.
No entanto, sabemos que as políticas educacionais brasileira estimulam
projetos e ações, mas há insuficiências, não atendem as reais necessidades da
educação. Foi possível perceber isso, por meio de relatos contundentes dos
Professores, que constatam muitas dificuldades em desenvolver suas práxis com
qualidade, e, quando perguntado: Quais as dificuldades e facilidades encontradas no
decorrer da realização das aulas no laboratório de informática? Responderam:
[...] nº de computadores por aluno inadequado; Computador sem funcionar;
Internet de má qualidade; Sala quase sempre ocupada; Computadores sem som.
Facilidades: nenhum (Professor E).
Dificuldades: estrutura do Laboratório (poucos computadores para muitos
alunos), falta de um técnico disponível. (Professor G).
As dificuldades estão na estruturação do Laboratório, número insuficiente de
computador para atender turmas numerosas . Alunos não têm acesso a páginas da
Web por falta de oportunidade no âmbito familiar, e também na escola (Professor A).
39
Ao analisarmos as respostas dadas pelos professores, percebemos que eles
enfrentam situações que restringem o processo de construção do conhecimento em
informática, o próprio ambiente limita as relações e situações. Essa tarefa envolve
uma revisão em profundidade das práticas pedagógicas escolares num processo
que envolve a política, a educação e a cultura. A escola é por natureza um espaço
de formação humana, nesse caso, compete a essa Instituição, criar espaços e
mecanismos para que os professores tenham condições, dentro da sua
competência, de se apropriarem dos recursos tecnológicos para motivar o processo
educativo e conseqüentemente a aprendizagem.
Nesse caso, investimentos na área educacional melhoria paulatinamente a
prática educativa nas escolas, a qualidade da informação e do conhecimento ali
criado. Fica evidente também no discurso do Professor F, que uma das dificuldades
encontradas para se trabalhar no Laboratório de Informática é concebido
principalmente por que trabalha-se, [...] com alunos que não adotam o computador
no cotidiano ( Professor F).
Outro aspecto que merece nossa análise foi a verificado quando os docentes
pesquisados responderam sobre as facilidades que encontram ao desenvolver sua
prática pedagógica. Para o Professor J, A maior facilidade é despertar o interesse no
aluno.
Ou ainda, no dizer do professor L, Facilidade é o desejo do aluno de
participar. Esse desejo não seria a motivação para conduzir o aluno a aprender,
conhecer e a usar as interfaces computacionais para a produção do conhecimento?
Seria esse desejo formas de recepção e apropriação para o aluno encontrar valor
no que vai estudar, pesquisar ou divertir-se?
Conforme explicita Moran (1998, p. 86),
A internet é uma tecnologia que facilita a motivação dos alunos, pela
novidade e pelas possibilidades inesgotáveis de pesquisa que oferece. Essa
motivação aumenta se o professor a faz em um clima de confiança,
cordialidade com os alunos. Mais que a tecnologia o que facilita o processo
de ensino-aprendizagem é a capacidade de comunicação autêntica do
professor, de estabelecer relações de confiança com os seus alunos, pelo
equilíbrio, competência e simpatia com que atual.
Para Valente (1998, p.60), “o poder e potencial da Internet na Educação, não
somente para os estudantes, mas em relação à própria formação de professores é
40
enorme”. Sendo assim, é uma interface perfeita para a atualização de conhecimentos
em todos os níveis.
Atualmente, no mundo informatizado, as novas tecnologias aprimoram os
programas e sistemas dos computadores, contribuindo para a comunicação
mais eficiente entre os seres humanos. Ensinar utilizando a Internet exige muita
atenção por parte do professor e do aluno. Em relação ao uso do computador e da
Internet na educação, o Professor A, elucida:
as ferramentas computacionais são elementos para a coleta continua de
informações sobre situações da vida real, possibilitando a contextualização
da aprendizagem através do trabalho com problemas da realidade e do
interesse do educando.
Diante de tantas possibilidades de busca, a navegação torna-se mais sedutora
do que o necessário trabalho de interpretação, e não faz sentido algum, aplicar um
novo recurso didático apenas por ele ser atual, se não existir uma compreensão
qualitativa por parte do professor e do aluno. Nesse sentido Libâneo (2001, p.41),
acrescenta, “é insuficiente ver os meios de comunicação meramente como recursos
didáticos. Os meios de comunicação social (mídias e multimídias) fazem parte do
conjunto das mediações culturais que caracterizam o ensino”.
É perceptível a partir dos relatos que a cultura informacional que surge,
desencadeia um enorme processo de revitalização de conhecimentos e sentimentos
gerando uma nova forma de ensinar e aprender. Por meio da interação bem sucedida
o aluno desenvolve a pesquisa individual, em que cada aluno tem o seu próprio ritmo,
e a pesquisa em grupo, em que se desenvolve a aprendizagem colaborativa. Como
ressalva o Professor H , As novas tecnologias já fazem parte do cotidiano escolar e
devem fazer parte também do dia - a - dia dos alunos, ocupando uma vaga
permanente no currículo escola.
A chegada das tecnologias da informação e comunicação à escola originou
o questionamento dos métodos e das práticas educacionais tradicionais. A
adoção da tecnologia pela educação é um processo em construção, envolvendo
todos os integrantes no processo educativo e implica na transição de um sistema
fragmentado de ensino e aprendizagem para uma visão integradora das áreas de
41
conhecimento, que proporciona ao aluno um papel ativo na construção do
conhecimento pela resolução de problemas e pela pesquisa.
Baseando - se nas experiências que atestam o progresso da educação com a
aplicação da tecnologia da informação, Almeida (2000, p. 19), assinala que “podemos
ter múltiplos campos de observação, pois há uma rede de conexões entre hipóteses e
inferências que ampliam as possibilidades de interpretação”.
Ao assumir essa linha de reflexão, torna-se evidente que o uso do computador
com interconexão à Internet no Laboratório do CEEP, não se reduz a experiências
cujas atividades se desenvolvem em um laboratório de informática, totalmente
dissociadas das demais disciplinas, mas, que se apresenta sob diferentes
abordagens como podemos analisar no gráfico 1, que se segue.
Gráfico 1 - Uso da Internet enquanto interface com potencial na área educacional
Fonte: elaborado pela autora - 2012
Nota-se que no Laboratório, ambiente criado para despertar, desenvolver a
pesquisa, comunicação livre, lócus onde o indivíduo pode desenvolver novos
conceitos e potencialidades, as finalidades do uso da Internet enquanto interface com
potencial na área educacional é produtivo ao ensino, apesar das dificuldades.
Observa-se também a partir dos dados no gráfico 1, que as novas tecnologias
influenciam consideravelmente o desenvolvimento do ensino. Percebe-se que todos
os professores entrevistados tem ciência da importância das tecnologias e costumam
desenvolver trabalhos interativos.
30%
30%
20%
20%
Estimular a pesquisa a partir de temas previamente
definidos
Estimular a escrita e a leitura
Incentivar os alunos a publicação
Formar os alunos para a utilização das ferramentas de
interação
42
A interação ocorre quando a escola usufrui dos recursos tecnológicos
da cibercultura e ensina os alunos a construírem seu conhecimento,
partindo de suas próprias experiências pessoais, de livros e das
informações oriundas do ciberespaço (internet) (ANJOS e ANDRADE,
2008, p.8 ).
Por fim, numa visão crítica e procurando apropriar-se de sua significação
profunda, podemos afirmar que o Laboratório de Informática deve ser utilizado
pelo professor como uma extensão da sala de aula. Contudo, é necessário que os
professores tenham condições para se apropriar gradativamente da utilização dos
recursos tecnológicos de que se dispõe, ser capacitado para a sua utilização
com fins pedagógicos e, a partir daí, experimentar novas possibilidades de sua
utilização educacional no contexto em que a sua escola se localiza.
4.1.2 O que dizem os alunos
Por ser processo e marca humana iniludível, a educação é uma reconstrução
permanente, devendo usar de todos os espaços e tempos que a favoreçam,
não podendo, por isso, limitar-se a paradigmas rígidos formais ou não formais, a
educação deve considerar não só a competitividade, mas também a formação da
competência humana.
Dessa maneira, procuramos observar e olhar nesse estudo para os mundos
particulares de cada aluno pesquisado, bem como a forma como eles vêem o
trabalho que é desenvolvido no Laboratório de Informática do CEEP, como o
conhecimento se cria e se constrói. Em síntese, buscamos entrelaçar sempre o
ensino com a pessoa do aluno e com a sua experiência de vida.
Portanto, de acordo com os resultados obtidos com a coleta de dados, feita
aos 26 alunos, queremos fazer uma abordagem colocando detalhadamente o
resultado da investigação.
Em suma, perguntamos aos alunos - Qual a importância que tem para você o
trabalho que é desenvolvido no Laboratório de Informática? Obtivemos como
resultado, diferentes pontos de vista, no entanto, as respostas em sua essência,
relacionam entre si. Abrir-se a essa experiência é importante para que conheçamos
43
os diferentes pontos de vistas, uma vez que são relevantes neste trabalho. Assim
temos:
O aluno aprende a manusear o computador principalmente para quem não
tem tempo( mesmo tendo computador em casa) ou até mesmo condições
financeiras para pagar um curso (Aluno C.N. S.).
Aprendemos a criar várias coisas novas como slides, blogs e outros ( Aluno
R.P.C.).
É muito importante por que eu aprendo mexer em computadores e conhecer
mais da informática (Aluno S. I.).
É importante por que podemos além de aprender sobre computação
aprendemos a interagir na internet (Aluno W. M.).
Para mim é importante, garante aprendizagem e informação aos alunos,
fornecendo mais educação informativa e técnica ( Aluno N.S.S.).
Para mim é muito importante, pois através do Laboratório do CEEP eu aprendi
a manusear e ter mais conhecimento nas aula. (Aluno S.S.S.F.).
Uma ótima oportunidade para desenvolver trabalho (Aluno E.V.P).
As diversas respostas dadas pelos alunos foram de extrema relevância para
entendermos as condições sociais, culturais e educativas de seus contextos. Isso
significa que devemos estar mais atentos às possibilidades do que aos limites e
saber explorar as oportunidades que nos são dadas. Uma resposta concisa e
relevante, e que nos restringe a isso é a seguinte:
É de grande importância, dá oportunidade aos alunos a ter acesso a
informática, pois nem todos tem computador em casa (Aluno E.O.C).
Esse depoimento é bem pertinente e demonstra que, mesmo a escola
possuindo um Laboratório de Informática que não satisfaz qualitativamente a
prática pedagógica do professor devido a quantidade de máquinas, ou de outras
restrições que apresentam, esse espaço é de primordial importância para o aluno
que vive numa sociedade moderna e precisa apropriar-se do processo tecnológico,
a fim de que possa se fortalecer e ampliar o seu conhecimento. É papel da
escola formar indivíduos, discentes e docentes que saibam usar crítica e
criativamente o computador - tecnologia social.
Ainda refletindo sobre o depoimento do Aluno E.O.C, não fica difícil imaginar
situações de desigualdade social atrelada a exclusão social em que grande parte da
44
população brasileira se insere. Nessa perspectiva, reconhecemos que não existe
ainda um equilíbrio entre os avanços tecnológicos e o desenvolvimento da nossa
sociedade.
Outro aspecto que gostaríamos de salientar, diz respeito ao questionamento
feito aos estudantes sobre o que eles pensam da informática. A maioria deles
associaram o termo as facilidades que a tecnologia tem oferecido para a vida
moderna.
Para os alunos a informática,
Hoje em dia é indispensável para a vida humana e não apenas para o lazer,
mas também para a vida profissional (K.D.M. S.).
Assim como,
A informática é muito importante para o dia de hoje por que tudo está ligado à
informática (Aluno R. P.).
É uma grande tecnologia, pois facilita a vida da gente (Aluno E.O. C.).
Ou ainda,
È uma evolução que está mudando o cotidiano das pessoas de um modo geral
( Aluno R.F.D.).
A partir desses e de outros depoimentos, percebe-se, portanto, a inevitável
importância da discussão sobre esse momento tecnológico, da evolução da
tecnologia educacional e seus impactos sobre os processos de constituição de
conhecimentos, valores, trabalho e atitudes que permeiam o cotidiano. Assim, é
necessário considerar a informática como ponto extremamente relevante na
educação. Desta forma, podemos lembrar Anjos e Andrade (2008),
frente aos avanços tecnológicos da informática e, junto deles, o da internet, a
escola tem que se adequar a essa evolução, capacitando os
estudantes para esse novo mundo que os espera. Para ter acesso às
informações contidas na internet, além do aparato tecnológico, o usuário
precisa ter seu próprio endereço. Este, por sua vez, se torna a regra ou
condição essencial que todos exploram (ANJOS e ANDRADE, 2008, p.8).
Chama - nos à atenção também outras respostas dadas ao questionamento -
“O que você pensa da informática”? Muitos discentes associaram essa ciência ao
processo de ensino aprendizagem, como elucidam nas respostas seguintes:
45
É um meio de lidar com alguma coisa difícil ou de aprender mais coisas sobre
o mundo (Aluno T.D.S.S.).
È uma maneira muito fácil de aprender, é uma inovação no nosso cotidiano (
Aluno M.A.).
É uma forma muito boa de aprender coisas novas (Aluno R. P. C.).
Ou ainda,
[...] é um meio de informação e de utilização da tecnologia (Aluno B.B.F.).
Ao serem questionados sobre as experiências cotidianas que vivenciam no
Laboratório de Informática, obtivemos os resultados do total: 88% dos estudantes
reconhecem que são experiências significativas e12% disseram que às vezes são
significativas.
Gráfico 2 - Experiências cotidianas vivenciadas pelos alunos no Laboratório de
Informática do CEEP
F
o
n
F
Fonte: elaborado pela autora - 2012
Este questionamento reflete que o processo educacional atual se caracteriza
pela aquisição de experiências relevantes com as tecnologias modernas. Nessa
discussão, reflexões com a de Porto (2006), demonstra que,
a escola defronta-se com o desafio de trazer para seu contexto as
informações presentes nas tecnologias e as próprias ferramentas
tecnológicas, articulando-as com os conhecimentos escolares e propiciando
a interlocução entre os indivíduos. Como conseqüência, disponibiliza aos
sujeitos escolares um amplo leque de saberes que, se trabalhados em
perspectiva comunicacional, garantem transformações nas relações
vivenciadas no cotidiano escolar (PORTO, 2006, p.44).
88%
12%
Significativas
Não tem nenhuma importância
Às vezes são importantes
46
Gráfico 3 - Uso da Internet
Fonte: elaborado pela autora - 2012
Em se tratando da questão: Desenvolve trabalhos interativos? Podemos
observar que o Gráfico 3, aponta os percentuais: 46% dos estudantes afirmaram
que utilizam a Internet para realizarem pesquisas literárias, 26,8% interagem em
redes sociais como Orkut, MSN, Facebook , 3,8% em jogos virtuais, 3,8% em blogs e
19% troca de dúvidas e de materiais com outras pessoas, possibilitando assim, o
enriquecimento das condições de elaboração do saber.
Nessa acepção, a sala de aula sistematizada na sociedade contemporânea não
pode mais ser compreendida como um lugar isolado, mas, sim como um lugar
impregnado de outros lugares com professores e alunos no papel de atores de um
processo educacional interativo.
Sobre isso, Almeida e Moran (2005, p.161) ressalta que:
a informação não é estática e está acessível em múltiplos lugares (open
learning) e até mesmo de forma gratuita, obtida por meio de enlaces virtuais
(hiperlinks), além de estar organizada de múltiplas formas: escrita, gráfica,
audiovisual, o que requer novos perfis pessoais e profissionais, num processo
contínuo de aprendizagem ao longo da vida (lifelong learning), provocando
um desafio constante e crescente aos educadores e aos sistemas formativos.
Para a pergunta: Utiliza o computador para a realização das atividades
escolares? Cerca de 73% dos alunos envolvidos nesta pesquisa afirmaram que
fazem uso da tecnologia computacional nas atividades escolares, 19,4% às vezes
usa, 3,8% não usam e 3,8% sempre utilizam essa tecnologia que é fundamental no
século XXI, no mundo da super modernidade em que os diferentes espaços se
interpenetram.
3,8%
19%
46%
3,8%
26,8%
os jogos, vídeos e games
Troca de experiências
Pesquisas literárias
Interação em blogs
Interação em rdes sociais
47
Gráfico 4 - Uso do computador na realização das atividades escolares
Fonte: elaborado pela autora - 2012
Em relação ao questionamento - Você acha que as novas tecnologias - TV,
Vídeo, Computador e Internet, precisam ser utilizadas, na educação escolar?
Observa-se no Gráfico 5, os seguintes resultados: 46% responderam sempre, 42%
às vezes, 12% raramente e nenhum entrevistado respondeu nunca.
Gráfico 5 - Estímulo das tecnologias no cotidiano da sala de aula
Fonte: elaborado pela autora - 2012
A partir destes percentuais, podemos comungar com a idéia de Anjos e
Andrade (2008, p.10), quando afirmam que: “frente à flexibilidade da veiculação de
informações e da aplicabilidade das tecnologias de informática, incondicionalmente,
no sistema educacional encontra-se submetido a essa evolução do conhecimento”.
No processo educativo, as tecnologias representam interfaces imprescindíveis,
possibilitam a ampliação e melhoramento do conhecimento do sujeito. Dessa forma,
46%
42%
12%
0%
Sempre
Às Vezes
Raramente
Nunca
73%
3,8%
19,4%
3,8%
Sim
Não
Às vezes
Sempre
48
uma das funções da escola, que dispõem destas tecnologias (Computadores, TV,
Vídeo e Internet), é estimular os alunos a elaborarem trabalhos, desenvolver
estratégias de resolução de problemas, enfim, interagir com essas tecnologias, uma
vez que elas estão cotidianamente presentes à vida moderna e em todas as esferas
da cadeia produtiva da sociedade.
Nessa perspectiva, o avanço tecnológico cria uma nova estrutura social do
trabalho, modificando profundamente as características do setor industrial, assim
como influencia consideravelmente também no desenvolvimento produtivo do
ensino.
Sobre esse assunto, Anjos e Andrade (2008, p.8), afirma que,“frente aos
avanços tecnológicos da informática e, junto deles, o da internet, a escola tem que
se adequar a essa evolução, capacitando os estudantes para esse novo mundo
que os espera”.
Gráfico 6 - Preferência pelas aulas no Laboratório de Informática
Fonte: elaborado pela autora - 2012
Um aspecto muito importante a ser analisado, diz respeito a receptividade do
aluno pelas aulas no Laboratório de Informática - Gráfico 6. A coleta de dados
informa que 81,2% dos alunos entrevistados acreditam que o uso das tecnologias
nas aulas possibilita-os uma maneira diferente de aprender, já 3,8% afirmaram ser
apenas um passa tempo, completando o total, 15% apontaram outros motivos.
Nesse sentido, a inclusão da tecnologia nas escolas possibilita um grande
avanço no desenvolvimento qualitativo da aprendizagem do educando. Assim, a
escola precisa reconhecer que o ensino da informática, além de despertar o aluno
para a criatividade, é também objeto de estudo e de conhecimento para o estudante.
3,8%
81,2%
15%
É um passatempo
É uma maneira diferente de aprender
Interage em redes sociais
Outros
49
Gráfico 7 - Dificuldades do aluno em usar a tecnologia computacional
Fonte: elaborado pela autora - 2012
Outro aspecto relevante observado refere - se ao levantamento das dificuldades
que os alunos apresentam ao utilizar o computador. Neste estudo os indícios
revelaram que 58% dos estudantes não apresentam nenhuma dificuldade, mas, como
podemos visualizar no Gráfico 7, cerca de 42%, ainda tem dificuldades em lidar com
essa tecnologia.
A partir dessas constatações, deparamos com uma questão bastante polêmica
- a informática está presente em todos os âmbitos da vida moderna, avança cada
vez mais nos muros e mundos da escola, por que tantos alunos ainda sentem
dificuldades em operacionalizar a tecnologia computacional?
Isso nos faz retomar e refletir sobre a fala do professor F, quando mencionou
que um dos aspectos que dificultava o seu trabalho no Laboratório de Informática
era os alunos não adotarem o computador no seu cotidiano.
Por outro lado, de acordo os dados que são tabulados no Gráfico 8, é
percebível que 46% dos estudantes pesquisados do total, relataram que ainda não
possuem um computador. Sabemos que o processo de trabalho com a máquina
envolve o acessar, entender e transformar as informações existentes, tendo em vista
uma necessidade, problema ou meta significativa.
Para Valente (1998),
o aprendiz tem que descrever ao computador todos os passos no processo
de resolver um problema, tem que fazer isto por intermédio de uma
linguagem de computação e se os resultados não correspondem ao que foi
desejado, o aprendiz tem que adquirir a informação necessária...
(VALENTE, 1998, p.109).
42%
58%
Sim
Não
50
Essa linguagem própria de computação e que muitas vezes não se entrelaça
com o próprio cotidiano de muitos alunos faz com que eles sintam essa dificuldade
em manusear as novas tecnologias de comunicação com especial ênfase para o
computador conectado à Internet . Ao passo que os discentes que compreendem as
expressões que são utilizadas para designar partes do computador e serviços
disponíveis na Internet e usam essa tecnologia cotidianamente tem maiores
probabilidades e possibilidades de interatividade e pesquisa.
Gráfico 8 - Alunos que possui computador
Fonte: elaborado pela autora - 2012
O gráfico 9, aponta as respostas dos estudantes no que se refere ao
desempenho do professor que os acompanham no Laboratório de Informática.
Conforme a análise do que fora exposto pelos alunos na indagação temos os
seguintes resultados: 42% dos estudantes pesquisados afirmaram os professores
são excelentes, já 39% disseram que são bons, enquanto 15% apontaram serem
satisfatórios e 3,8% disseram outros.
Gráfico 9 - Desempenho do professor - visão do aluno
15%
39%
42%
3,8%
Não satisfatório
Satisfatório
Bom
Excelente
Outros
54%
46%
Sim
Não
51
Fonte: elaborado pela autora - 2012
Portanto, face à realidade social dinâmica na qual estamos mergulhados,
a escola deve-se adaptar à nova demanda educacional, preocupando-se mais em
formar competências para interpretar, sintetizar e explicar o mundo real do que
reproduzir simplesmente conteúdos. Cabe ao professor orientar os alunos na
convivência das fontes variadas de informações, processando-as, para manter-se
atualizado e integrá-las ao seu dia-a-dia.
Mediante isso,
é fundamental um processo de formação continuada do professor que se
realiza na articulação entre a exploração da tecnologia computacional, a ação
pedagógica com o uso do computador e as teorias educacionais (ALMEIDA e
ALMEIDA, 1998, p. 52).
Por fim, educar na Sociedade da Informação significa muito mais que
treinar as pessoas para o uso das Tecnologias de Informação e Comunicação:
trata-se de investir na criação de competências amplas que lhes permitam ter
uma atuação efetiva na produção de bens e serviços, tomar decisões fundamentadas
no conhecimento, operar com eficiência os novos meios e ferramentas em seu
trabalho, bem como aplicar as novas mídias, seja em usos simples e rotineiros, seja
em aplicações mais sofisticadas.
52
CONSIDERAÇÕES
A Era digital trouxe consigo uma série de mudanças nos padrões de vida das
pessoas, desenvolvendo-se assim, uma “roupagem” na sociedade. Está ocorrendo
uma transformação de valores e conceitos em várias instâncias sociais, surgindo um
novo modo de pensar e agir diante das coisas e fatos já existentes. E na conjuntura
social do mundo moderno, percebe-se a necessidade de colocar a educação em
sintonia com a complexidade, com a inovação científica e técnica e com o valor do
pluralismo.
Para isso, a educação deve considerar um leque de aspectos relativos às
tecnologias de informação e comunicação, a começar pelo papel que elas
desempenham junto à sociedade, que deve ter a inclusão e a justiça social como
prioridades. Sendo assim, a escola deve inserir seus alunos no meio tecnológico.
Ao utilizar as novas tecnologias os estudantes participam e entram em
contato com diversos tipos de conhecimentos, na medida em que tem acesso as
mais variadas conexões. Portanto, as Novas Tecnologias podem e devem ser
usadas como recurso para educar, motivar os alunos e transformar as aulas em
laboratório do conhecimento humano, contribuindo para a formação do cidadão.
Porém, vale ressaltar que a mídia tem seus méritos e seus deméritos, a
televisão, o vídeo, a internet, o computador em si trazem muitas coisas boas, mas
por outro lado, trazem informações inaproveitáveis dessa forma, cabe ao professor
saber utilizá-la como meio didático, buscando compreender as possíveis
articulações com a sua práxis pedagógica, de forma que a mesma venha beneficiar
o aluno.
Em suma, o papel do educador surge nesse aspecto como facilitador e
mediador entre as informações, promovendo uma educação audiovisual na tentativa
de interagir, abrindo caminho para o futuro que faz parte das novas tecnologias.
Com base nestas considerações, procuramos ao longo deste trabalho,
mostrar como as novas tecnologias da informação e comunicação estão modificando
o modo de conceber a educação. A análise da prática elucida aspectos pertinentes
53
para afirmar que o uso do computador propicia mudanças no paradigma educacional
e na formação do aluno.
A Tecnologia não causa mudanças apenas no que fazemos, mas também
em nosso comportamento, na forma como elaboramos conhecimentos e no nosso
relacionamento com o mundo. Portanto, a escola deve criar novas concepções de
ensino, preparando os cidadãos para atuar na sociedade moderna.
Através da análise dos diversos aspectos, alguns dados nos chamaram a
atenção ao longo deste estudo. Os resultados apontam para a real necessidade de
se estruturar melhor o Laboratório de Informática do CEEP de Guanambi - Bahia,
como a aquisição de novas máquinas, a fim de que professores e alunos possam
trabalhar com maior comodidade e eficiência buscando atender às demandas da
sociedade vigente.
Constatamos ainda que, a prática pedagógica obteria maior sucesso se
realizada num espaço adequado, em que, aos alunos e professores fossem
garantidos apoio e acompanhamento permanentes. Tal fato destaca a importância
e a necessidade de um profissional que possa dar suporte técnico, realizando a
manutenção das máquinas para que os docentes sejam capazes de fazer
intervenções pedagógicas mais eficazes e proveitosas, contribuindo assim, para
aumentar a qualidade da educação.
Diante dessas questões, pensamos que essa problemática irá se solucionar,
na medida em que as jurisdições mantenedoras da Escola se preocuparem mais
com a qualidade do processo de ensinar e aprender e não apenas com o
quantitativo de alunos.
Por fim, acreditamos que a utilização dos meios tecnológicos na escola é
mais um recurso interessante para a formação do aluno, e, desde que usados de
maneira significativa suscita a curiosidade e o prazer em aprender, sendo assim,
desenvolve habilidades necessárias para atuar na Sociedade da Informação.
54
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O LABORATÓRIO DE INFORMÁTICA: construção de uma nova  prática  de aprendizagem
O LABORATÓRIO DE INFORMÁTICA: construção de uma nova  prática  de aprendizagem
O LABORATÓRIO DE INFORMÁTICA: construção de uma nova  prática  de aprendizagem
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  • 1. 1 UNIVERSIDADE ESTADUAL DO SUDOESTE DABAHIA - UESB PRÓ-REITORIADE EXTENSÃO E ASSUNTOS COMUNITÁRIOS PROGRAMADE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM MÍDIAS NA EDUCAÇÃO ELIENE MARTINS NEVES O LABORATÓRIO DE INFORMÁTICA: construção de uma nova prática de aprendizagem VITÓRIA DA CONQUISTA - BA JUNHO - 2012
  • 2. 2 ELIENE MARTINS NEVES O LABORATÓRIO DE INFORMÁTICA: construção de uma nova prática de aprendizagem Monografia apresentada a Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia - UESB como parte das exigências do curso de Pós-Graduação Lato Sensu Formação Continuada a Distância Mídias na Educação para obtenção do título de Especialista em Mídias na Educação. Orientador: Tácio Luis de Andrade Conceição VITÓRIA DA CONQUISTA - BA JUNHO - 2012
  • 3. 3 ELIENE MARTINS NEVES O LABORATÓRIO DE INFORMÁTICA: construção de uma nova prática de aprendizagem Monografia submetida à Banca Examinadora como parte dos requisitos necessários à obtenção do título de Especialista em Mídias na Educação, outorgado pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia - UESB. Aprovado(a): _____ de março de 2012 ___________________________________ Profª. Ms. Dioneire Amparo dos Anjos (Examinadora) UFBA __________________________________ Profª. Ms. Priscila d’Almeida Ferreira (Examinadora) UESB ______________________________________ Profº. Ms. Tácio Luís de Andrade Conceição (Orientador) IFBA
  • 4. 4 Aos meus alunos, para os quais se direciona essa formação profissional. A todos aqueles que de alguma maneira contribuíram para a realização deste trabalho.
  • 5. 5 AGRADECIMENTOS A DEUS, Por sempre me dar força de vontade, ânimo e tranqüilidade. Senhor, quero lhe agradecer, de todo meu coração, pelo seu tão grande amor. Pelos momentos que me envolve com a sua doce presença e edifica o meu ser. Conceda-me, serenidade e sabedoria para seguir em frente com outros projetos. Entrelace as suas mãos nas minhas e continue a caminhar comigo. A FAMILIA Por ter me dado estrutura, caráter e afeto. Aos meus filhos Mihlena, Rodrigo e Ricardo razão da minha vida. A princesinha Ana Clara e ao pequeno príncipe Pedro Henrique, aos mimos Pedro e Filipe - todos os dias eles me dão forças para continuar lutando pelos meus ideais. ÀS COLEGAS DO CEEP Em especial Maria Amélia pelo apoio fundamental, Ana Paula, Anaíde, Claúdia Carvalho, Deunir, Durçulina, Graça Donato, Júlio César, Leomário, e Leandro. A todos, obrigada pela contribuição. AOS MESTRES Socorro Pereira pela dedicação durante a etapa avançada do curso. Tácio Luis pela orientação. A UESB Pela oferta do Curso, que sempre desejei fazer, tornando assim possível a realização de um sonho.
  • 6. 6 Aquele que não for capaz de manejar um computador no século XXI terá as mesmas dificuldades que tem hoje um cego. (Takazak)
  • 7. 7 RESUMO Esta pesquisa busca compreender como as novas tecnologias da informação e comunicação estão refletindo no ambiente escolar, principalmente no processo ensino-aprendizagem. Tem como objetivo tecer uma reflexão acerca de como o docente utiliza pedagogicamente o Laboratório de Informática do CEEP de Guanambi - Bahia com possibilidades de contribui para o conhecimento do aluno. Os atores da pesquisa foram professores e alunos e desenvolveu-se dentro de uma abordagem qualitativa, buscando a subjetividade dos pesquisados. A coleta de dados foi realizada com entrevista semi estruturada para os docentes e questionário para os alunos. O referencial teórico embasado pelos diversos estudos já existentes de autores renomados que abordam a utilização das TIC - Tecnologias da Informação e Comunicação, na transformação do cenário mundial e nas práticas pedagógicas como: Moraes (1996) Valente ( 1999), Castells (2001), Prado(1999), Pais (2002),Lévy 2001),Porto(2006), Chaves (1998), dentre outros que reconhecem o potencial da interatividade tecnológica como interface criativa e inovadora de ensinar e aprender. As análises das experiências realizadas nos permitiu entender que os professores deparam com muitos entraves no âmbito do laboratório de informática, em linhas gerais, as dificuldades impedem que eles possam empregar pedagogicamente os recursos computacionais e telemáticos de maneira efetiva com seus alunos. Sendo assim, no interior dessa reflexão destacamos que se faz necessário repensar a questão da dimensão do espaço do laboratório, a Escola deve buscar formas e alternativas para sanar as necessidades existentes, que ações sejam traçadas, projetadas e executadas no sentido implementar o lócus do laboratório com recursos tecnológicos necessários ao desenvolvimento do ensino e aprendizagem. Afinal, professores e alunos se integram à novos paradigmas da Sociedade do Conhecimento - Era da Informação. Palavras-chave: Educação. Conhecimento. Prática pedagógica. Informática. Internet
  • 8. 8 ABSTRACT This research seeks to understand how new information and communication technologies are reflected in the school environment, especially in the teaching- learning process. Aims to make a reflection on how the teacher uses pedagogically the Computer Laboratory of the CEEP Guanambi - Bahia with the possibility of contributing to the student's knowledge. The actors of the research were teachers and students and developed within a qualitative approach, seeking the subjectivity of respondents. Data collection was performed with semi-structured questionnaire for teachers and for students. The theoretical framework grounded by the various existing studies of renowned authors that address the use of ICT - Information and Communication Technologies in the transformation of the world scene and teaching practices as Moraes (1996) Valiant (1999), Castells (2001), Prado (1999), Pais (2002), Levy 2001), Porto (2006), Clark (1998), and others who recognize the potential of interactive technology as an interface for creative and innovative teaching and learning. The analysis of experiments allowed us to understand that teachers face many obstacles in the computer lab, in general, prevent the difficulties that they can employ pedagogically computing resources and telematic effectively with their students. Thus, within this discussion we emphasize that it is necessary to rethink the question of the size of lab space, the school must seek ways and alternatives to meet the needs exist, what actions are drawn, designed and implemented in order to implement the locus of the laboratory technological resources necessary to develop the teaching and learning. After all, teachers and students to integrate the new paradigms of the Knowledge Society - the Information Age. Keywords: Education. Knowledge. Pedagogical practice. Informatics. Internet
  • 9. 9 LISTA DE GRÁFICOS Gráfico 1 - Uso da Internet enquanto interface com potencial na área educacional ..................................................................................................... 41 Gráfico 2 - Experiências cotidianas vivenciadas pelos alunos no Laboratório de Informática do CEEP.................................................................................... 45 Gráfico 3 - Uso da Internet............................................................................. 46 Gráfico 4 - Uso do computador na realização das atividades escolares.......... 47 Gráfico 5 - Estímulo das tecnologias no cotidiano da sala de aula.................. 47 Gráfico 6 - Preferência pelas aulas no Laboratório de Informática.................. 48 Gráfico 7 - Dificuldades do aluno em usar a tecnologia computacional.......... 49 Gráfico 8 - Alunos que possui computador.................................................... 50 Gráfico 9 - Desempenho do professor - visão do aluno.................................. 50
  • 10. 10 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO ................................................................................................ 11 2 A INFORMÁTICA NA EDUCAÇÃO: uma visão geral................................. 14 2.1 Informática na Educação e o paradigma tecnicista................................... 16 2.2 O computador como um suporte didático.................................................. 20 2.3 Internet: o aprendizado socialmente distribuído........................................ 23 2.4 O laboratório de informática: perspectivas de uma prática pedagógica integradora................................................................................................... 24 2.5 Da sala de aula, olhando para a sociedade............................................... 27 3 O CAMINHAR METODOLÓGICO.................................................................... 30 3.1 Paradigma metodológico qualitativo........................................................ 31 3.2 Cenário: espaço de Investigação.............................................................. 32 3.3 Atores ou objeto de estudo e Amostra....................................................... 33 4 A prática do uso do Laboratório de Informática e das Novas Tecnologias da Informação e Comunicação: o caso do CEEP de Guanambi- Bahia............. 35 4.1 NO LABORATÓRIO EXPERIÊNCIAS PARTICULARES: relatos da pesquisa....................................................................................................... 35 4.2 O que dizem os Professores.................................................................... 35 4.3 O que dizem os Alunos............................................................................ 42 CONSIDERAÇÕES .................................................................................................. 52 REFERÊNCIAS.......................................................................................................... 54 APÊNDICES
  • 11. 11 1 INTRODUÇÃO Vivemos num século em que as novas tecnologias vêm provocando um processo, que está mudando, entre outras coisas, aquilo que tradicionalmente chamamos de “ensino e aprendizagem” aproximando-o cada vez mais do próprio processo natural de difusão cultural. Atualmente não se aprende apenas no prédio físico da escola, mas em qualquer lugar onde possa ter acesso às informações. Conforme Brandão (1995, p. 7), Ninguém escapa da educação. Em casa, na rua, na igreja ou na escola, de um modo ou de muitos todos nós envolvemos pedaços da vida com ela: para aprender, para ensinar, para aprender e ensinar. Para saber, para fazer, para ser ou para conviver, todos os dias misturamos a vida com a educação. Diante da entrada dos novos meios de tecnologias em nosso cotidiano a educação não pode caminhar longe desse contexto, e deve aproveitar desse mecanismo, uma vez que ele abrange cada vez mais pessoas em diferentes locais e com perspectivas variadas, influenciando o indivíduo em aprender. É notório que os novos caminhos da Sociedade da informação e do conhecimento, revelam uma ruptura com as práticas tradicionais e avanços em direção a uma ação pedagógica interdisciplinar voltada para a aprendizagem do aluno, conduzindo a formação de um ser humano crítico e atuante. Portanto, urge o chamado para o uso do computador como interface educacional, uma vez que, podemos utilizar e articular os diversos recursos disponíveis por essa tecnologia e favorecer o processo de construção do processo de aprendizagem dos alunos. Na conjuntura atual, o computador surge como um suporte didático no ambiente escolar, com isso uma enorme quantidade de recursos por ele oferecidos, poderá ser utilizado pelos professores em seu cotidiano pedagógico. O domínio das novas tecnologias fará a diferença, uma vez que elas são caracterizadas pelo dinamismo e pela necessidade da revitalização contínua e permanente. Nessa perspectiva, Libâneo (2001, p. 26), afirma que “ a escola precisa deixar de ser meramente uma agência transmissora de informação e transformar-se
  • 12. 12 num lugar de análises criticas e produção da informação, onde o conhecimento possibilita a atribuição de significado à informação”. Em conformidade com o pensamento de Libâneo, e por acreditar nas formas criativas e inovadoras de ensinar e aprender com o recurso da tecnologia, eis a razão para abordarmos este tema, que se justifica na consciência de que as novas tecnologias computacionais precisam ser utilizadas, mas, não de maneira mecânica e metódica, e sim de forma a possibilitar novas atividades motivadoras, reflexivas e humanitárias. Parece aqui importante salientar que a sensibilidade humana, nunca deverá ser trocada por uma sensibilidade artificialmente estruturada, mecanicamente programada a cumprir objetivos pré- estabelecidos. Em termos gerais, esta pesquisa se reveste de sentidos e encontra aportes na oportunidade de analisar as condições que os alunos do CEEP - Centro de Educação Profissional em Saúde e Gestão - de Guanambi - Bahia, tem para se apropriar e utilizar dos recursos tecnológicos de que dispõe o laboratório, e, da capacitação do professor para a sua utilização com fins pedagógicos, o que se constitui um modo relativamente importante em abrir as portas da sala de aula para o mundo através do virtual. E para que consigamos atingir nossos objetivos propostos devemos responder durante seu desenvolvimento questões como: O laboratório de informática pode ser compreendido como uma extensão da sala de aula? A utilização do computador e laboratório de informática nas escolas poderá contribuir para melhoria na educação institucional? Quais as, dificuldades e facilidades encontradas no decorrer da realização das aulas no laboratório de informática? Como o professor e aluno utilizam o Laboratório de Informática do CEEP de Guanambi - Bahia? Baseados nessas arguições iniciaram, então, nosso estudo da seguinte maneira: O primeiro capítulo apresenta uma visão geral acerca da integração das tecnologias na educação escolar denominado: A Informática na Educação: uma visão geral.
  • 13. 13 Para elucidar uma discussão com validade cientifica será apresentado um aprofundamento teórico sobre o tema em voga, embasado pelos diversos estudos já existentes de autores renomados que abordam a utilização das TIC - Tecnologias da Informação e Comunicação, na transformação do cenário mundial e nas práticas pedagógicas como: Imbernón (2000), Moraes (2003) Valente(1999), Castells (2001), Prado(1999), Libâneo (2001), Sampaio & Leite (1999), Burbules & Torres (2004), Santos (1999), Pais (2002),Lévy ( 2001),Porto (2006), Lemos (2010), Chaves (1998), dentre outros que reconhecem o potencial da interatividade tecnológica como interface criativa e inovadora de ensinar e aprender. No segundo capítulo discutimos o Caminhar metodológico utilizado neste estudo. Em conformidade com os objetivos expostos, este trabalho foi centrado em uma metodologia qualitativa, possibilitando assim, o estudo de caso que envolveu professores e alunos do CEEP de Guanambi - Bahia. No terceiro capítulo respaldado na fundamentação teórica, desenvolvemos uma análise de dados referente à pesquisa de campo. Este capítulo intitulado - NO LABORATÓRIO EXPERIÊNCIAS PARTICULARES: relatos da pesquisa, subdivide - se em dois tópicos - O que dizem os Professores e O que dizem os alunos. Portanto, dispensamos uma atenção em conhecer com acontece a construção da práxis pedagógica do docente no Laboratório de Informática do CEEP de Guanambi- Bahia, o que a instituição educacional oferece de recursos tecnológicos para enriquecer as práticas pedagógicas.Quais as perspectivas dos alunos, como eles transpõe o que aprendem para o seu mundo particular e para suas relações cotidianas. Por fim, não temos aqui, a pretensão de esgotar as discussões sobre o referido tema. Entretanto, acreditamos que as análises possam subsidiar reflexões que abarque as transformações por que passa a sociedade, para que a escola possa formar mais e melhores cidadãos. Afinal, a experiência de nossas vidas tem mostrado que num ambiente de aprendizagem enriquecido pela tecnologia, o aluno poderá desempenhar papéis, simular problemas, tentar resolvê-los de modo cooperativo, compartilhado e ser capaz de aprender. Nesse sentido Valente (1998, p.111), acrescenta: “Este deveria ser o objetivo principal da escola compatível com a sociedade do conhecimento”.
  • 14. 14 2 A INFORMÁTICA NA EDUCAÇÃO: uma visão geral Segundo Imbernón (2000), “A revolução tecnológica é acompanhada de uma crescente convergência e integração de tecnologias” que fez surgir uma nova estruturação social. Estamos vivendo em um mundo globalizado, tudo se relaciona com todos, a informação e o conhecimento são imprescindíveis. A informação nunca esteve tão próxima de nós de forma atual, rápida, diversificada e esteticamente elaborada. E, estar atento ao que acontece na sociedade, saber decifrar seus códigos, interpretá-los e contextualizá-los, não é mais uma opção - consiste agora, em necessidade. Na sociedade baseada na informação, no conhecimento e no aprendizado, a educação deve formar indivíduos capazes de aprender a aprender e de lidar positivamente com a contínua e acelerada transformação tecnológica. Para isso, a educação deve considerar um leque de aspectos relativos às tecnologias de informação e comunicação, a começar pelo papel que elas desempenham junto à sociedade, que deve ter a inclusão e a justiça social como prioridades. É notório que, os novos caminhos da Sociedade da informação e do conhecimento, revelam uma ruptura com as práticas tradicionais e avanços em direção a uma ação pedagógica interdisciplinar voltada para a aprendizagem do aluno, conduzindo a formação de um ser humano crítico e atuante. Um dos caminhos para criar e aprimorar nossos conhecimentos se dá através da educação escolar, portanto, ela não pode ficar na retaguarda de um processo de desenvolvimento que atravessa a humanidade. De acordo com Moraes (2003, p.66): a nova agenda dá origem a uma matriz educacional que vai além da escola, à procura de uma escola expandida, que amplia os espaços de convivência e aprendizagem, que quebra as paredes da escola em direção à comunidade, ao mesmo tempo que sinaliza a importância da superação das barreiras existentes entre escola e comunidade, aluno e professor, escola e escola, país e país. Reconhece a ampliação dos espaços onde trafegam o conhecimento e as mudanças no saber, ocasionados pelos avanços das tecnologias da informação e suas diversas possibilidades de associações, o que vem exigindo novas formas de simbolização e de representação do conhecimento, geradoras de novos modos de conhecer, que desenvolvem muito mais a imaginação e a intuição. Estes aspectos exigem que os indivíduos sejam alfabetizados no uso de instrumentos eletrônicos e saibam produzir, utilizar, armazenar e disseminar novas formas de representação do conhecimento, utilizando linguagem digital.
  • 15. 15 Educar na Sociedade da Informação significa muito mais que treinar as pessoas para o uso das tecnologias de informação e comunicação: trata-se de investir na criação de competências amplas que lhes permitam ter uma atuação efetiva na produção de bens e serviços, tomar decisões fundamentadas no conhecimento, operar com eficiência os novos meios e interfaces em seu trabalho, bem como aplicar as novas mídias, seja em usos simples e rotineiros, seja em aplicações mais sofisticadas. O importante é que se deve desenvolver competências que resultem na melhoria e qualidade de vida. Diante dessa visão, o desafio é preparar a escola e mais precisamente a sala de aula para conviver com a realidade. A educação escolar não precisa ser na sua totalidade, altamente moderna ou tecnológica, mas precisa fazer com que o conhecimento a ser adquirido pelo aluno, seja um conhecimento vivo e de relação direta com a realidade social dinâmica em que ele se insere. A escola deve-se adaptar à nova demanda educacional, preocupando-se mais em formar competências para interpretar, sintetizar e explicar o mundo real do que reproduzir simplesmente conteúdos. A partir dessa perspectiva, é relevante e necessária a inclusão, mas é essencial também uma revitalização nas práticas educativas convencionais, por esse motivo. A Informática deverá assumir duplo papel na escola. Primeiro, deverá ser uma ferramenta para facilitar a comunicação entre profissionais dentro do ambiente da escola e os pesquisadores ou consultores externos, propiciando a presença virtual desse sistema de suporte dentro da escola. Em outros momentos, a Informática poderá ser usada para suportar a realização de uma pedagogia que proporcione a formação dos alunos, possibilitando o desenvolvimento de habilidades que serão fundamentais na sociedade do conhecimento (VALENTE, 1999, p. 42). Pelo exposto, abordar o uso das tecnologias na educação implica, antes de tudo, a uniformização da conceituação de termos como: tecnologia, tecnologia na educação, informática na educação. Todas as considerações a esse respeito requer um entendimento bastante complexo e diversificado sobre vários conhecimentos que norteiam à temática. Conforme explicita Castells, o que caracteriza a atual revolução tecnológica não é a centralidade de conhecimento e informação, mas a aplicação desses conhecimentos e dessa informação para a geração de conhecimentos e de dispositivos de processamento/ comunicação da informação, em um ciclo de realimentação cumulativo entre a inovação e seu uso (CASTELLS, 2001, p.69)
  • 16. 16 Ainda sobre a tecnologia e o seu papel, Valente (1999, p.13), ressalta que: ”a informática é um dos elementos que deverão fazer parte da mudança, porém, essa mudança é muito mais profunda do que simplesmente montar laboratórios de computadores na escola e formar professores para a utilização dos mesmos”. Portanto, a inclusão da tecnologia computacional nas escolas possibilita um grande avanço no desenvolvimento qualitativo da aprendizagem do educando. De acordo com Hutmacher (1995, p.54), “ao introduzir computadores no processo educativo é preciso considerar que as novas práticas são inventadas, conquistadas, construídas coletivamente, e não no isolamento individual”. Desse modo, uma prática educativa que tem como recurso didático o uso do computador possibilita ao aluno uma aprendizagem mais prazerosa, e, ele consegue reconhecer que o aprendizado escolar se relaciona diretamente com sua realidade de vida. Em síntese, faz-se necessário compreender as propostas que apontam para o uso do computador não como ‘máquina de ensinar’, mas como ferramenta educacional de complementação, de aperfeiçoamento e de possível mudança na qualidade do ensino. 2.1 Informática na Educação e o paradigma tecnicista Historicamente, os primeiros sistemas computacionais para uso no ensino surgiram ainda na década de 60 e faziam parte dessa categoria: os sistemas Computer Assisted Instruction. Segundo Valente et al (2000, p.47), “embora a tecnologia do computador na época fosse bastante promissora no sentido de automatizar o método da instrução programada”, tais sistemas não alcançaram o sucesso prometido. Ainda, no dizer de Valente et al, desde os anos 60, as universidades dispõem de muitas experiências sobre o uso do computador na Educação. Mesmo assim, previa-se que a disseminação da tecnologia, de maneira rotineira, nos cursos de graduação, ocorreria somente por volta do início do ano 2000 (VALENTE et al,1999, p.15).
  • 17. 17 Ao mesmo tempo em que enfocaremos a integração do computador na educação, devemos observar os paradigmas de aprendizagem que vigoravam no sistema de ensino e que norteavam os objetivos da Educação, atrelado às políticas e as exigências da sociedade da época. Desta maneira, com o golpe militar de 1964 todo o panorama político, econômico, ideológico e educacional do país sofreu substanciais transformações. Diversos acordos foram assinados com os Estados Unidos visando à modernização e racionalização do país. No contexto então vigente, a tendência tecnicista passou a prevalecer em sintonia com o discurso de eficiência e modernização adotado pelos militares. A preocupação principal passou a ser a eficiência do processo pedagógico, indispensável ao treinamento adequado do capital humano do país. Na tendência liberal e tecnicista prevalece a desvinculação entre teoria e prática, o professor torna-se um mero executor de objetos institucionais, de estratégias e de avaliação, tendo como preocupação básica a eficiência do processo de ensino. Segundo Libâneo (1994), a teoria pedagógica tecnicista, “percebia a escola somente observadora da sociedade, e gerenciava o ensino utilizando métodos”, dessa forma, privilegiava a dimensão técnica do processo de ensino fundamentado nos pressupostos psicológicos e psicopedagógicos e experimentais, ignorando o contexto sócio- político- econômico. Essa tendência pedagógica embasada na neutralidade cientifica, inspirada nos princípios de racionalidade, eficiência e produtividade, acentuava as distâncias entre quem planeja e quem executa, marcou as propostas curriculares das décadas de 1960 e 1970. Em se tratando do tecnicismo, Almeida (2000, p.22), afirma que essa Pedagogia conseguiu expressar a síntese de vários aspectos:”a ideologia da transmissão cultural, a Pedagogia tradicional, as idéias inovadoras, o avanço das ciências e da tecnologia, o modelo social capitalista e a visão mecanicista”. Devido à influência do tecnicismo e do capital internacional no país, era preciso criar possibilidades de aprimorar as tecnologias oriundas de países estrangeiros. Assim, a modernização tecnológica no Brasil implantou-se a partir de uma internacionalização da economia. Com políticas econômicas favoráveis, as empresas estrangeiras que se instalaram no país, traziam consigo tecnologias modernas o que contribuía e modificava lentamente a estruturação social.
  • 18. 18 Sobre as relações humanas e de trabalho da época, Prado (1999), enfatiza que era necessário, a formação de um outro perfil de profissional, tanto para o sistema de produção, quanto para outros sistemas de serviços, como professores, médicos, técnicos, advogados, engenheiros, entre outros. Nesse novo perfil, o profissional precisa ser intelectualmente ativo e reflexivo, capaz de saber fazer, de compreender e de transformar a sua ação (PRADO, 1999, p.25). Nesse período, algumas universidades vivenciam a experiência do computador na Educação. No princípio da década de 1970 e em 1971, foi realizado na Universidade Federal de São Carlos - São Paulo um seminário intensivo sobre o uso de computadores no ensino de Física, ministrado por E. Huggins, especialista da Universidade de Dartmout. Registra-se também na década de 1970, a utilização sistemática de conhecimentos voltados para a resolução de problemas educacionais, com base na aplicação da psicologia da aprendizagem. Originou-se a instrução programada, proposta por Skinner. Segundo Valente (1999, p. 45), “a chamada instrução programada, foi à base para os primeiros sistemas e representava uma automatização do processo de ensino/aprendizado condizente com as possibilidades tecnológicas vigentes”. A instrução programada, com o passar dos tempos, foi aperfeiçoada por outros estudiosos. No entanto, como ela não se revelou superior a outros estudiosos, surgiu a tecnologia educacional, que a partir de uma visão tecnicista, baseava na idéia de utilizar os meios de instrução e os técnicos programadores para ensinar. Nesse sentido, Prado (1999, p.24), afirma que: era necessário ter profissionais que soubessem como usar a nova tecnologia: os programadores. Assim, muitas escolas colocaram um trabalho, essencialmente pedagógico, nas mãos de técnicos de programação. Um técnico programador geralmente tinha por função básica elaborar softwares educativos para ser utilizados pelos alunos. Ao longo da década de 1980, com a multidimensionalidade do processo ensino aprendizagem, ocorreu a articulação das três dimensões:Técnica, Humana e Política. Entretanto, a utilização da tecnologia na escola só foi explorada em
  • 19. 19 fundamentos teóricos. O uso do computador é localizado no âmbito de uma determinada disciplina. Prado (1999, p.26), defende que, “o fator mais importante é que suas características pedagógicas não propiciam mudanças na estrutura de ensino e nem no conteúdo” No entanto, com a reestruturação econômica ocorrida em meados dos anos oitenta, refletiu uma tendência mundial caracterizada, pelos seguintes elementos: a globalização da economia no contexto de uma nova divisão internacional do trabalho e a integração econômica de economias nacionais (como os mercados comuns emergentes e os acordos comerciais); o surgimento de novas relações e acordos comerciais entre nações, e entre classes e setores sociais dentro de cada país, e o aparecimento de novas áreas, especialmente em países desenvolvidos, onde a informação e os serviços têm-se tornado mais importantes que o setor industrial; [...] (BURBULES e TORRES, 2004, p.13-14). Nessa perspectiva, ocorreu uma necessidade de mudança, mas, tal mudança requeria um conjunto de políticas sociais e econômicas, que contribuíssem de forma efetiva ao processo de modernização. Desse modo, a tecnologia, ampliou seu significado constituindo-se, então, no “estudo teórico-prático”, que objetivava o conhecimento, a análise e a utilização crítica destas tecnologias, que no dizer de Sampaio e Leite (1999), “serve de instrumento aos profissionais e pesquisadores para realizar um trabalho pedagógico de construção do conhecimento, de interpretação e aplicação das tecnologias presentes na sociedade”. Porém, a educação escolar não acompanhou a velocidade da tecnologia, enquanto esta em crescente desenvolvimento, à educação escolar parece ‘parada no tempo’. Passa diante de nossos olhos as várias transformações que as sociedades apresentam, mas, diante da educação escolar, quase nada ocorre. Sobre isso Santos (1999), evidencia: a escola, como instituição social precisa acompanhar as mudanças da sociedade e assumir outras focos, principalmente, contribuir para o desenvolvimento da capacidade de pensar e atuar com autonomia, compreender e redefinir os objetivos explícitos e latentes do processo de socialização (SANTOS, 1999. p. 21). Em face de um mundo em mudança, "imprevisível e sujeito a tantas variações e a tanta criatividade" (2003, p.136), é necessário, de acordo com Maria
  • 20. 20 Cândida Moraes no seu livro O Paradigma Educacional Emergente", que a educação seja compreendida como um sistema vivo - em processo, que troca energia com o meio, em que o conhecimento está em constante construção, mediante interações, transformações e enriquecimentos mútuos. Em que o professor é a ponte entre conhecimentos, o contexto e seus produtores-receptores. 2.2 O computador como um suporte didático A sociedade atual requer um caráter revitalizador de saberes, e a educação escolar precisa transformar à maneira de apresentar informações as pessoas. Os alunos não devem ser vistos apenas como objetos a ser introduzido algo, mas sim, como seres humanos capazes, com possibilidades de diversas formas de aprendizagens resultantes em conhecimento para fortalecer a educação compatível com a atualidade, cumprindo portanto, as exigências da sociedade da informação de maneira crítica e reflexiva. A escola precisa deixar de ser meramente uma agência transmissora de informação e transformar-se num lugar de análises criticas e produção da informação, onde o conhecimento possibilita a atribuição de significado à informação (LIBÂNEO, 2001, p. 26). Por essa razão, o domínio das novas tecnologias (televisão, computador, vídeo, DVD, internet etc), fará a diferença, devido principalmente pela quantidade incomensurável de informações que nos é posta a disposição diariamente por essas tecnologias. O uso do computador na escola, por exemplo, modifica o sentido de como deve ser compreendida a educação nos dias atuais. Podemos utilizar e articular os diversos recursos disponíveis por essa tecnologia para favorecer o processo de construção de aprendizagem dos alunos, uma vez que, a quantidade de recursos por ela oferecidos, poderá ser utilizada pelo professor em seu cotidiano pedagógico. Portanto, urge a utilização bem sucedida do laboratório de informática como extensão da sala de aula e do computador interligado a internet como interface educacional, ou seja, como um suporte didático no ambiente escolar.
  • 21. 21 No entanto, a ação de integrar as novas tecnologias ao processo educativo exige do educador um conhecimento das características e especificidades do recurso com o qual se pretende trabalhar e, também, que dele saiba extrair o máximo proveito possível. Nesse sentido, saber “ o que “, “para que”, e “como” se quer, são questões que devem ser bem resolvidas no planejamento do professor. Nesse contexto de utilização do computador e da Internet em sala de aula , o professor assume um novo posto, deixa a posição de repassar o conhecimento, para mediar o encontro do aluno com o conhecimento, propiciando uma ambiente para que o estudante possa interpretar as informações que adquire e constituí-las a sua maneira. Desse modo, cabe ao docente, inserido nesse novo contexto, aproveitar de forma adequada os novos recursos que a tecnologia nos oferece, rever sempre a sua prática, inserida em um planejamento adequado. A reconstrução da prática pedagógica é tarefa de amplas dimensões e difíceis caminhos a serem percorridos com inteligência, competência, humildade e capacidade de adaptação. Requer articulação de novos referenciais pedagógicos que envolvem entre outras competências que o paradigma da sociedade atual demanda. Para Valente (1998, p.98), quando o computador transmite informação para o aluno, “o computador assume o papel de máquina de ensinar”, e a “abordagem pedagógica” é a instrução auxiliada por ele. Esta abordagem pedagógica defende que o computador seja um instrumento de transformação da Educação e não uma simples maneira de informatizar o processo educativo. O aluno assume o controle do processo de ensino e aprendizagem, utilizando o software para ensinar, o computador a resolver problemas ou a executar ações que produzam os resultados ou efeitos definidos previamente. Partindo-se desse princípio, o computador transforma-se numa ferramenta controlada pelo aluno que o ensina a "fazer". O aluno tem a liberdade para explorar, errar e aprender com o erro. Por outro lado, o professor deverá promover um ambiente de aprendizagem que desafie e motive o aluno para a exploração, a reflexão, a depuração de idéias e a descoberta de novos conceitos. Conforme, explica Pais:
  • 22. 22 o uso do computador como uma tecnologia que pode favorecer a expansão da inteligência, depende da forma como ocorre a relação entre o usuário e as informações contidas no programa por ele utilizado. Quando mais interativa for essa relação, maiores serão as possibilidades de enriquecer as condições de elaboração do saber (PAIS, 2002, p.144). Assim, “o professor se torna um simples espectador do processo de exploração do software pelo aluno” Almeida (1994, p.1 ). Nesse caso, é possível que o computador desempenhe com sucesso o papel do professor, pois tem mais facilidade para armazenar e transmitir a informação e registrar e acompanhar os erros mais freqüentes dos alunos, de maneira sistemática, meticulosa e completa, para além de apresentarem recursos de multimídia, cores, animação e som com os quais será difícil competir. Os programas de softwares educativos trouxeram uma nova dimensão na compreensão dos conteúdos didáticos a serem oferecidos pelos alunos. Existe neles, um universo de informações textuais dispostas com imagens esteticamente elaboradas a serem desvendadas pelo usuário, além disso, uma outra característica básica é a interface com a diversidade de mídias (digital, sonora, impressa, telemática e outras), que intensifica o caráter de interatividade e que contribui para o aumento da concentração, fator relevante no desenvolvimento da aprendizagem. Com relação à diversidade de informações dispostas nas novas tecnologias Lèvy (2001) comentou: a imagem e o som podem tornar-se os pontos de apoio de novas tecnologias intelectuais. Uma vez digitalizado, a imagem animada, por exemplo pode ser decomposta, recomposta, indexada, ordenada, comentada, associada no interior de hiperdocumentos multimídias (LEVY, 2001, p. 103). O computador integrado às práticas de sala de aula funciona como um catalisador para a criação de ambientes de aprendizagem interdisciplinares, cujos elementos fundamentais são os autores desse ambiente: os professores e os alunos. Dele também fazem parte as demais tecnologias disponíveis, outros recursos (vídeos do Programa TV Escola, textos de livros, artigos de revistas e jornais etc.) e, principalmente, todo o sistema de relações que os sujeitos estabelecem.
  • 23. 23 Porto (2006, p.55), nos lembra que por ser dinâmico o universo dos jovens, “o trabalho com imagens dos meios tecnológicos de informação e comunicação possibilita-lhes a gratificação sensorial, visual e auditiva, permitindo-lhes que estabeleçam associações entre fatos e vivências”. Em síntese, pode-se até dizer que, tanto o docente, quanto o discente descobrem: novos horizontes de relacionamentos, formas de aprender, padrões de conduta, meios de atingir objetivos, maneiras de compreensão e de comunicação. 2.3 Internet: o aprendizado socialmente distribuído A sociedade se apresenta caracterizada por uma dinâmica de mudanças e uma estruturação coletiva e global, onde a Internet é responsável por diversas transformações no cenário mundial. “A internet, tornou-se aplicável a todos os tipos de atividades, a todos os contextos e a todos os locais que pudessem ser conectados eletronicamente” (CASTELLS, 2002, p. 89). As pessoas estão conectadas globalmente em redes de informação e com o crescente desenvolvimento das redes digitais, a sociedade está se configurado em novos padrões de conduta , surgindo assim, modos de pensamento, de valores que vão se desenvolvendo junto ao crescimento da internet, criando uma nova cultura, onde a pluralidade de idéias e capacidade de interação multidisciplinar são características presentes. Vivemos hoje a época da comunicação planetária fortemente marcada por uma interação com as informações , cujo ápice é a realidade virtual. A interatividade digital caminha para a superação das barreiras físicas entre os agentes (homens e máquinas) e para uma interação cada vez maior do usuário com as informações, e não com os objetos (LEMOS, 2002, p.122). As tecnologias de informação e de comunicação originam novos hábitos de pensamento e de vida. Simultaneamente, oportunizam novas perspectivas para o ensino e de pesquisa, bem como para a promoção e a divulgação do saber. O crescente poder da tecnologia da informação e comunicação possibilitou a criação de ambientes simulados.
  • 24. 24 São novos universos denominados de virtuais, intermediários entre o real e o ficcional. O aspecto eventualmente mais interessante da realidade virtual é o da imersão, em que a pessoa tem a sensação de fazer parte do mundo virtual gerado pelo computador. Segundo Lévy (2000, p. 47) apud Porto ( 2006), “enquanto a realidade pressupõe uma efetivação material, uma presença tangível, o virtual é um “passe de mágica misterioso”; contudo, o virtual não se opõe ao real, são apenas “dois modos diferentes da realidade” . As aplicações educativas das novas tecnologias digitais da informação podem gerar condições para um aprendizado mais interativo, por meio de caminhos não-lineares em que o estudante determina seu ritmo, sua velocidade, seus percursos com bibliotecas, laboratórios de pesquisa e outros recursos de aprendizagem podem ser acessados por qualquer usuário que disponha de um computador conectado à Internet. Num ambiente de aprendizagem enriquecido pela tecnologia, o aluno poderá desempenhar papéis,simular problemas e tentar resolvê-los de modo cooperativo e compartilhado. A pessoa tem a liberdade de selecionar seus próprios percursos e navegar em busca do desconhecido e/ou descobrir outros mundos virtuais. Enfim, a aplicação das tecnologias ligadas à Internet, tem modificado o panorama da escola. A educação na cibercultura proporciona a superação do modelo da sala de aula tradicional, por um novo modelo de aprendizagem, onde as práticas educativas ultrapassam o ambiente da sala de aula e rompe as fronteiras do tempo e do espaço. 2.4 O laboratório de informática: perspectivas de uma prática pedagógica integradora A utilização do computador e laboratório de informática nas escolas pode contribuir para melhoria na educação institucional? Na procura de responder tal indagação, cabe a escola lidar com questões que dizem respeito à vida dos alunos e da sociedade onde estão inseridos. Para que a escola possa cumprir sua função social, torna-se cada vez mais necessário trabalhar com uma concepção abrangente de mundo e uma prática pedagógica integradora.
  • 25. 25 O conhecimento oferecido pela escola precisa ser um conhecimento que desperte no o aluno uma capacidade criativa compatível com a era da informática, e a escola não deve evadir-se desse desafio que surge no pensamento educacional atual. De acordo com Moraes (2003), o aluno deverá ser visto, como aquele ser que aprende que atua na sua realidade, que constrói o conhecimento “não apenas usando o seu lado racional, mas também utilizando todo o seu potencial criativo, o seu talento, a sua intuição, o seu sentimento, as suas sensações e as suas emoções (MORAES, 2003, p.84). Partindo dessa perspectiva, para ampliar, estimular a curiosidade do aluno e sua capacidade para estabelecer relações de equilíbrio, entre o conhecimento adquirido virtualmente, e uma prática pedagógica consistente são necessárias muitas mudanças e inovações em todo o corpo físico e profissional da escola. Portanto, o novo modelo educacional apresenta características, onde as tecnologias tem que estar presentes. Dessa maneira, as mídias de âmbito especifico, principalmente aquelas voltadas exclusivamente para a educação tem um papel fundamental a cumprir. O grande desafio que se apresenta é o de integrar consciente e criticamente a escola, seus alunos e professores num universo da sociedade globalizada (IANNI, 1995, p. 39). O novo paradigma educacional constitui-se fundamentalmente na tecnologia, onde exista um processo interativo de comunicação centrado no aluno, diferentes dos modelos de épocas anteriores. Um fator proeminente no desenvolvimento de uma aprendizagem qualitativa é a simulação de conceitos elaborados, geralmente a partir de programas educativos. Compreender um conteúdo do componente curricular Geografia, por exemplo é muito mais enriquecedor por meio de um software educativo que apresente conceitos e simulações dos movimentos da Terra, do que apenas a singularidade do livro didático em que as imagens apresentam se estáticas.Quando as imagens se movimentam na tela do computador, surge uma mudança radical no processo de representação dos conceitos educativos. As simulações transformam um conteúdo
  • 26. 26 meramente estático numa dinâmica autêntica . O movimento das imagens contribui extremamente na elaboração das idéias. A decisão de escolha do software educativo também deve está relacionada com a proposta pedagógica do professor. O uso de software educativo exige que o professor tenha conhecimento sobre informática, além de conhecimentos sobre as teorias de aprendizagens, concepções educacionais, práticas pedagógicas, técnicas computacionais e reflexões sobre o papel do computador na sala de aula. Desse modo, é necessário conduzir o indivíduo a aprender, a refletir, analisar e tomar consciência do que sabe, em síntese, “mudar os próprios conceitos, buscar novas informações, substituir velhas verdades por teorias transitórias, adquirir os novos conhecimentos que vêm sendo requeridos pelas alterações existentes no mundo” (MORAES, 2003, p.64), resultantes da rápida evolução das tecnologias da informação. Sobre isso Moraes (2003), ressalta, com a chegada dos computadores, está mudando a maneira de condução das pesquisas, de construção do conhecimento, a natureza das organizações e dos serviços, implicando novos métodos de produção do conhecimento e, principalmente, seu manejo criativo e crítico. Tudo isso nos leva a reforçar a importância das instrumentações eletrônicas e o uso de redes telemáticas na educação, de novos ambientes de aprendizagem informatizados que possibilitem novas estratégias de ensino/aprendizagem, como instrumentos capazes de aumentar a motivação, a concentração e a autonomia, permitindo ao aluno a manipulação da representação e a organização do conhecimento (MORAES, 2003, p.65). A inclusão da tecnologia nas escolas possibilita um grande avanço no desenvolvimento qualitativo da aprendizagem do educando. Quando o discente consegue reconhecer que seu aprendizado escolar, relaciona-se diretamente com a sua realidade social, com a sua vida cotidiana, o conhecimento aprendido , torna- se autêntico de modo a formar cidadãos capazes de assumir uma opinião própria sobre o que foi apreendido. Portanto, para desenvolver uma aprendizagem virtual de qualidade é necessário que existam conceitos pré-estabelecidos ao estudante. Apenas transmitir os dados informativos virtualmente, não proporcionará uma aprendizagem qualitativa, e sim, mais uma forma de alienação, a partir das situações de aprendizagens sem relação direta com o educando. Desse modo, é preciso de
  • 27. 27 acordo com Pais (2002), “considerar a distinção entre conhecimento e informação, torna-se necessário na área das tecnologias digitais, aplicar as possibilidades de obtenção de informações” e assim multiplicar as condições de elaboração do conhecimento. Em síntese, a sociedade se apresenta caracterizada por uma dinâmica de mudanças e uma estruturação coletiva e global onde o conhecimento é extremamente necessário para atingir as necessidades de cada um. O modo de desenvolvimento da sociedade moderna requer das pessoas um novo modo de vida, onde a informação é a matéria prima para a produção do conhecimento. 2.5 Da sala de aula, olhando para a sociedade Vivemos uma realidade em que somos todos educados pela mídia, embora não somente por ela. Na escola podemos compreender e incorporar mais e melhor as novas linguagens, desvendando seus códigos, suas possibilidades expressivas e possíveis manipulações. A partir de seu estudo podemos desenvolver habilidades e atitudes para compreender seus processos, resistir a eles quando for o caso e utilizá-Ios colaborativamente. Com o advento da rede mundial que interliga milhões de máquinas, conhecida por Internet. Surgiu, então, o processo comunicacional entre diversos computadores espalhados pelo mundo através de redes de conexões digitais. A web é uma tecnologia que tem claro potencial para criar ambientes de aprendizagem inovadores e desafiantes ao facilitar o acesso a fontes de informação dificilmente acessíveis por outros meios, assim como a grandes quantidades de recursos multimídia (COUTINHO e ALVES, 2010, p. 207). Além disso, a Internet possibilita a escola quebrar o seu isolamento, oportunizando-a integrar no mundo que a rodeia, uma vez que disponibiliza inúmeros recursos que combinam publicação - páginas web, WebQuest, blog ou weblog, fenômeno que explodiu em 2004 como uma versão simplificada e dinâmica dos websites pessoais para veicular notícias e dicas sobre temas de acordo com o gosto pessoal do seu autor. Os blogs desestruturaram a mídia tradicional, pois
  • 28. 28 qualquer um de nós pode apresentar notícias, ou relatar fatos sem respeitar os pressupostos do jornalismo tradicional. Em linhas gerais, a Internet oferece distintas interfaces de interação e comunicação tais como: sala de bate papo, o correio eletrônico, listas de discussão, fórum de discussão, podcast, vídeo, webconferência e outros que apresentam características especificas, com a possibilidade de diálogo síncrono e assíncrono. Na educação, a publicação adquire particulares especificidades e interesse. As páginas na Internet e os blogs têm a capacidade de potencializar a ligação entre a escola e a comunidade e divulgar boas práticas e experiências. Fomentam a tendência natural dos alunos para gostarem de publicar os seus trabalhos e idéias na Internet, para, também, desenvolver a sua criatividade. A utilização do bate-papo com finalidades educativas tem de ser planejada e desenvolvida com particular cuidado. Deverá ter em consideração o número de alunos na sala de bate-papo, o tempo de duração do mesmo, a cadência das perguntas, a seqüência de perguntas e respostas, o enquadramento do desenvolvimento do diálogo na temática pré-definida, a exploração da discussão mantida na seqüência posterior do processo de ensino-aprendizagem. O correio eletrônico pode, enquanto ferramenta educacional, ser utilizado para a discussão e troca de informação entre professores e alunos, entre alunos, entre escolas e entre a escola e a comunidade. Uma possibilidade de utilização pedagógica do correio eletrônico é a criação de lista de discussão sobre os mais variados assuntos e áreas do conhecimento. É relevante e indispensável mencionar a hipertextualidade, especialmente no que concerne a aprendizagem. Para a autora Porto (2006, p. 46), o texto virtual “permite associações, mixagens, e faz com que o usuário tenha diferentes opções de escolha, seja sujeito em busca da complexidade de informações /caminhos que, na maioria dos processos escolares, não é usual”. Segundo Coutinho e Alves (2010), “para além de permitir aceder e disponibilizar materiais, a web disponibiliza fóruns eletrônicos que suportam a comunicação e o trabalho colaborativo”, os fóruns de discussão podem ser criados para alunos e professores aprofundarem a discussão mantida na sala de aula, ou para a discussão a partir de pesquisas realizadas. Por outro lado, o
  • 29. 29 professor pode aproveitar o fórum para orientar os alunos ou trabalhar temáticas a distância. Portanto, através da Internet a escola tem condições não só de recolher e disseminar informação, mas também de trabalhar colaborativamente com parceiros de todo o mundo e divulgar pesquisas e experiências feitas por professores e alunos. Nesse sentido Chaves (1998), nos alerta que a escola: [....] precisa se voltar para a criação de ambientes ricos em possibilidades de aprendizagem, nos quais as pessoas possam desenvolver as habilidades e competências que lhes permitam dominar os processos através dos quais possam ser capazes de aprendizagem permanente e constante (CHAVES, 1998, p. 58). Assim, motivam os alunos a reforçarem o seu pensamento reflexivo e crítico e a trabalharem a meta cognição.Cabe ao aluno/professor selecionar a informação, o grau de profundidade, o ritmo de pesquisa, definir a interpretação que faz da realidade observada e definir o ponto até onde deseja progredir, num processo rico em troca de experiências, pois o que for publicado poderá e deverá ser comentado pelo leitor.
  • 30. 30 3 O CAMINHAR METODOLÓGICO Em toda pesquisa de cunho cientifico precisamos delimitar o procedimento metodológico. Sendo assim, a linha de abordagem deste estudo, foi de abrangência qualitativa, destacando o estudo de caso. Para o levantamento de dados, utilizamos a entrevista semi estruturada, questionário e a observação participante, uma vez que se trata de um estudo realizado dentro da área de ciências humanas, numa abrangência escolar. A descrição e delimitação da população base, ou seja, dos sujeitos que foram entrevistados, assim como o seu grau de representatividade no grupo social em estudo, constituíram o problema que enfrentamos, já que se tratou do solo o qual grande parte do trabalho de campo foi assentado. Partindo desse propósito, esta pesquisa tem como objetivo geral reconhecer a contribuição que o trabalho realizado no laboratório de informática pode ter no desenvolvimento de novas propostas de aprender e ensinar. E como objetivos específicos:  Identificar o papel da tecnologia na Educação e da sua inserção na prática pedagógica.  Compreender como os docentes articulam sua práxis pedagógica e media os discentes no sentido de utilizar a Internet na Educação.  Reconhecer o potencial da interatividade tecnológica como interface criativa e inovadora de ensinar e aprender. Tendo em vista que o objeto dessa investigação está baseado no pressuposto que a tecnologia computacional acoplada à Internet é um suporte pedagógico, relevante para a formação do cidadão. Ressalva-se que, precisa existir uma relação de equilíbrio, entre o conhecimento adquirido virtualmente, e uma prática pedagógica que utilize conhecimento de maneira real no desenvolvimento da aprendizagem do aluno.
  • 31. 31 3.1 Paradigma metodológico qualitativo No paradigma qualitativo da pesquisa várias técnicas podem ser utilizadas: o estudo de caso, a pesquisa documental e a etnográfico. Destarte, uma pesquisa com essa abordagem caracteriza-se pela observação, comparação, descrição e todo o seu processo têm enfoque interpretativo. A linha de abordagem da pesquisa de abrangência qualitativa, possibilita os pesquisadores uma maior liberdade de expressão frente ao tema estudado, apresentando sempre uma flexibilidade nas comunicações, com relação aos depoimentos dos atores sociais. A pesquisa qualitativa traz uma linguagem real e não neutra, entre pesquisadores e pesquisados, acontecendo não apenas uma troca de informações, mas, uma verdadeira troca de conhecimentos. Araújo e Oliveira (1997), sintetizam a pesquisa qualitativa como um estudo que, [...] se desenvolve numa situação natural, é rico em dados descritivos, obtidos no contato direto do pesquisador com a situação estudada, enfatiza mais o processo do que o produto, se preocupa em retratar a perspectiva dos participantes, tem um plano aberto e flexível e focaliza a realidade de forma complexa e contextualizada (ARAÚJO E OLIVEIRA, 199, p.11). Essa abordagem de pesquisa tem suas raízes teóricas na fenomenologia e permitem ao pesquisador descrever a visão de mundo dos sujeitos estudados, sua preocupação é com o significado, com a maneira própria com que as pessoas vêem a si mesmas, as suas experiências e o mundo que as cerca.Isso interfere diretamente na qualidade das informações a partir das quais será possível o pesquisador construir a análise e chegar à compreensão mais ampla do problema delineado, captando a situação ou fenômeno em toda a sua extensão. Para Godoy (1995, p.58) “numa pesquisa qualitativa, o ambiente é a fonte direta dos dados”, assim, o pesquisador como instrumento chave se coloca na perspectiva de autor, portanto, o processo é o foco principal de abordagem e não o resultado ou o produto. Não tem como premissa a experimentação, o pesquisador interpreta e é influenciado pelo objeto observado. Através da
  • 32. 32 definição do problema do seu interesse acontece a formulação das hipóteses em que as observações causais explicam os fenômenos. Por essa razão é que optamos pelo método qualitativo. Com a pesquisa qualitativa conseguimos obter dados relevantes, que objetivaram analisar e descrever como lócus do Laboratório de Informática do CEEP de Guanambi - Bahia vem sendo utilizado, qual a sua contribuição para a ressignificação da aprendizagem dos alunos que o utilizam. 3.2 Cenário: espaço de Investigação Esta investigação foi realizada no CEEP - Centro Estadual de Educação Profissional em Saúde e Gestão de Guanambi - Bahia. Legalmente a escola é reconhecida pelo MEC (Ministério de Educação e Cultura), através da Portaria nº 3348, publicada no Diário Oficial do Estado a 01 de março de 1984, autorizado e reconhecido pelo Parecer nº 481/87, através da Resolução do Conselho Estadual de Educação nº 027/87, Publicado no Diário Oficial de 25 de fevereiro de 1988. Nova Denominação - CEEP - Criado pela Portaria nº 8.301/10 D.O. 02/12/2010. O espaço físico do CEEP é de vinte e sete salas de aula distribuídas em dois pavilhões: A e B, sendo que três delas foram transformadas em Laboratório de Informática, Laboratório de Química e Biologia e Laboratório de Enfermagem. Em relação às salas de aulas, essas possuem uma boa estrutura física, são padronizadas, arejadas, azulejadas até meados das paredes, possuem quadros brancos e suportes para afixar cartazes e outros. Quanto ao pátio, a escola possui tanto interno, quanto externo. Os internos têm murais informativos, são cobertos e é onde se realiza reuniões, festividades e outros eventos. Possui biblioteca, banheiros normais e dois para pessoas com necessidades especiais, salas de professores, secretarias, cantina, e três quadras poliesportivas. A escola funciona nos turnos matutino, vespertino e noturno e sua base educacional está direcionada a atender crianças, jovens e adultos do Ensino Fundamental do 7º ao 9º ano, Ensino Médio Inovador, Ensino Médio Formação Geral, EJA, Técnico em Comércio e Vendas, Técnico em Comércio Subseqüente,
  • 33. 33 Técnico em Enfermagem, Técnico em Enfermagem Subseqüente e Técnico em Segurança do Trabalho. Agrega-se à escola um corpo docente formado por 64 professores, o quadro de discentes é formado por 1520 alunos, numa faixa etária que varia dos 10 aos 54 anos. Quanto ao corpo técnico administrativo, este é formado por um diretor, três vices-diretores ( Pedagógico, Financeiro e do Mundo do Trabalho) e uma secretária que contam com o apoio de 4 funcionários técnicos administrativos, 12 funcionários auxiliar de processamento de dados, 19 funcionários destinadas aos serviços gerais, três vigilantes, dois guardas noturno e 6 merendeiras. A direção juntamente com os professores e coordenadores pedagógicos, coordenadores de área - tentam sempre trabalhar em prol da melhoria da escola e da educação como um todo, estabelecendo também uma conexão com os Temas Transversais como um meio de conduzir os alunos a desenvolvem relações mais humanas. Em síntese, o clima organizacional é saudável, a hierarquia é naturalmente respeitada sendo, portanto, satisfatório para o desenvolvimento do processo educacional. Há sempre um relacionamento integrador com a direção, os docentes, coordenadores pedagógicos e funcionários. No que se refere ao laboratório de Informática, o espaço físico deste é satisfatório, possui aparelhos de ar condicionado, dez computadores LCD interligados a Internet e funcionam com o sistema operacional Linux - educacional e cinco computadores mais antigos com o programa Windows, além de mesas, cadeiras e armários. Como a tecnologia otimiza os tempos da aprendizagem, esse ambiente é um espaço essencialmente de convivência tranqüila, os alunos tem pendor ao laboratório e nesse espaço eles ficam bem disciplinados, num clima de harmonia. 3.3 Atores ou objeto de estudo e Amostra Como instrumento para a coleta dos dados, utilizamos uma entrevista semi estruturada, com dez professores todos pós graduados e um questionário com vinte e seis alunos. Tanto o questionário quanto a entrevista (em anexo), apresentam
  • 34. 34 algumas questões fechadas, com o objetivo de evitar variações interferentes e circunscrever as respostas ao âmbito de interesse específico do pesquisador. E outras questões abertas oportunizando aos professores e alunos discorrerem bem à vontade sobre o objeto de nossa pesquisa. Desse modo, coletamos opiniões tanto dos professores, quanto dos alunos, sobre o assunto, o que originou em dados para a interpretação e análise das respostas. Permitindo com isso, traçarmos um perfil dos docentes e discentes e conhecermos as opiniões dos mesmos a respeito do tema proposto neste estudo. Na organização das questões, tomou-se como referência, o objeto de estudo, as hipóteses e os objetivos da pesquisa. Além disso, cabe ressaltar que fizemos uso da observação participante, com registro descritivo, com fotos, utilizamos conversas informais. Em suma, as fundamentações e teorias pesquisadas registradas num arquivo do computador que serviram como um banco de dados. A análise dos dados feitos a partir dos resultados das atividades aplicadas. As entrevistas foram entregues aos professores pessoalmente,dois responderam logo a seguir os outros a levaram para casa e me devolveram, posteriormente, já respondidas. No que tange ao questionário, os discentes o responderam na própria sala de aula. A análise que será apresentada a seguir, deu-se de forma cuidadosa, para que nenhum detalhe relevante seja omitido. Confrontando teoria e prática e fazendo uma conexão entre a fala dos entrevistados e as hipóteses levantadas. Buscando enfatizar os aspectos mais importantes observados no decorrer da pesquisa.
  • 35. 35 4 A prática do uso do Laboratório de Informática e das Novas Tecnologias da Informação e Comunicação: o caso do CEEP de Guanambi - Bahia A Era da Informação e da Comunicação chega invadindo, o setor educacional, requerendo intensa necessidade de aperfeiçoamento da prática pedagógica. Sendo assim, para entender e descrever com rigor o fenômeno que constitui o problema dessa pesquisa, discutimos o trabalho que vem sendo desenvolvido no Laboratório de Informática do CEEP - Centro de Educação Profissional em Saúde e Gestão de Guanambi - Bahia e a sua contribuição para o conhecimento do aluno/usuário. Para o levantamento de dados junto aos docentes e situá-los no contexto, mas ao mesmo tempo sem expô-los, utilizamos letras para identificarmos as idéias expressas de cada um deles. Como a pesquisa foi participante utilizamos fotografias e depoimentos coletados em conversas informais. Em virtude de manter a descrição, destacarmos as identidades dos alunos utilizando apenas as iniciais dos seus nomes, e todas as reflexões feitas durante as conversas foram fielmente mantidas. 4.1 NO LABORATÓRIO EXPERIÊNCIAS PARTICULARES: relatos da pesquisa 4.1.1 O que dizem os Professores Apreender a escola como construção social implica compreendê-la no seu fazer cotidiano, onde os sujeitos não são apenas agentes passivos diante da estrutura, mas trata-se de atores que tem um papel decisivo no processo de sua formação educacional em contínua construção. Portanto, diante das transformações que chegam à sociedade da informação, mediada pelas novas tecnologias - que acabam por definir um novo paradigma educacional - estamos de fato preparados para nos tornarmos parte desse universo complexo e permeado pela informática? Sobre o dinamismo e inovação no contexto escolar, o Professor A responde o seguinte:
  • 36. 36 Essa relação dinâmica, fez com que eu pudesse refletir sobre essa nova realidade, repensar minha prática pedagógica e construir novas formas de ação que permitam não só lidar com essa nova realidade, como também construí-la . Através desse e de outros relatos dos docentes, constatamos que todos acham o computador importante na prática educativa, afirmaram em unanimidade serem significativas as experiências cotidianas que vivenciam no Laboratório de Informática. Reconhecem que o computador possibilita um amplo campo de pesquisa e utilizam-no pedagogicamente. Isso vem ao encontro do que afirma Prado (1996, p.10), que descreve a importância da informática como uma ferramenta imprescindível na construção do aprendizado referenciando que “é a Informática deve estar integrada aos cursos de formação de professores, a fim de que os futuros educadores possam construir, na prática, esse novo referencial pedagógico”. Sendo assim, ensinar com as novas mídias pode ajudar nos a rever, a ampliar e a modificar muitas formas atuais de ensinar e aprender. Nessa perspectiva, “saber integrar, conscientemente, o uso do computador na prática pedagógica significa transformá-la e torná-la transformadora do processo de ensino e aprendizagem” (PRADO, 1996, p. 10). Em suma, quando questionado sobre a relação que permeia o que é ensinado no Laboratório de Informática e a vivência dele enquanto professor na sala de aula, as respostas apontaram que a inserção do computador na sua prática educativa é relevante, conforme demonstram os relatos de quatro professores: Para o Professor B, tudo que é ensinado no Laboratório utiliza de informações relacionadas ao cotidiano letivo, o que é vivenciado é transformado em método de ensino, em outras palavras o conteúdo é a relação existente. Já o Professor C, afirma que, existe uma relação de interdependência, pois ao planejar minhas aulas faço uso da informática, assim como os alunos para fazer as atividades propostas. Quanto ao Professor G assinala que, as atividades feitas no Laboratório de Informática são a prática da teoria estudada na sala de aula. Por outro lado, o Professor D, ressalta, Tudo. Pois todos os conteúdos existentes nos livros didáticos também estão disponíveis na Internet, além disso as informações disponibilizadas na Web são ilimitadas, portanto, aquilo que é tratado como “conhecimentos gerais”, encontramos disponíveis no computador acoplado à internet.
  • 37. 37 Podemos perceber, também, essa importância da informática no processo da aprendizagem a partir das respostas de alguns professores, advindas da seguinte pergunta: O que você pensa do computador enquanto recurso didático? Na atualidade é um recurso muito importante devido a inovação tecnológica do mundo moderno e também como ferramenta didática do processo de ensino e aprendizagem ( Professor D). O potencial pedagógico do computador é muito vasto e poderá se tornar um brilhante recurso pedagógico, desde que usado com planejamento, sabedoria. O sucesso está no modo como utilizá-lo, na consecução dos objetivos educacional (Professor A). Muito significativo, uma vez que possibilita uma vasta experiência de ampliação e divulgação do conhecimento (Professor A). A partir dessas constatações, não poderíamos deixar enfatizar o que Lemos (2002), assinala - ”a interação homem-tecnologia tem evoluído a cada ano no sentido de uma relação mais ágil e confortável”, em virtude disso, ambientes são criados de forma a favorecer a proposta de desafios e explorações, conduzir descobertas, resolver situações-problemas ou implementar projetos, promovendo a contínua construção do conhecimento. Ou ainda, trazer para a discussão a afirmação de Porto (2006), sobre as ferramentas tecnológicas que articuladas aos conhecimentos pedagógicos, propicia a interlocução entre os indivíduos. Como consequência, disponibiliza aos sujeitos escolares um amplo leque de saberes que, se trabalhados em perspectiva comunicacional, garantem transformações nas relações vivenciadas no cotidiano escolar (PORTO, 2006, p. 44). O uso das novas tecnologias na educação oferece realmente um amplo campo de trabalho aos professores, possibilita a criação de vários ambientes de aprendizagem e o mais importante, desperta no estudante um imenso interesse e motivação, na elaboração do conhecimento a ser adquirido. Cabe então ressaltar que essa motivação ocorre devido ao “dinamismo que a rede de computadores tem, por envolver uma enorme quantidade de informações, constitui-se um suporte ideal para ampliar as condições de interatividade” (PAIS, 2002, p.124 ). Sobre a relevância da interatividade, os Professores B e F ressalvaram:
  • 38. 38 É indispensável o uso da informática aos estudantes (...) a interatividade do mundo virtual facilita o aprendizado e o torna mais atrativo (Professor B). O computador atinge um maior numero de recursos, que antes longe do alcance de muitos alunos torna a aprendizagem mais atraente e envolvente (Professor F). A tecnologia além de seduzir, torna a vida diária mais prática, mais dinâmica, mais fácil. Descobrem-se novos horizontes de relacionamentos, novas formas de aprender, novos padrões de conduta, novos meios de atingir objetivos, novas maneiras de compreensão. Para Pais (2002, p.144 ), “quanto mais interativa for essa relação, maiores serão as possibilidades de enriquecer as condições de elaboração do saber”. Corroborado com a idéia do autor supracitado, o Professor A, afirma que: as novas tecnologias possibilitam alunos e professor caminharem rumo a produção compartilhado de conhecimento. Nesse sentido, a construção do conhecimento compartilhado apresenta desafios. No dizer de Valente (1999, p.12), ”primeiro, implica entender o computador como uma nova maneira de representar o conhecimento, provocando um redimensionamento dos conceitos já conhecidos e possibilitando a busca e compreensão de novas idéias e valores”. No entanto, sabemos que as políticas educacionais brasileira estimulam projetos e ações, mas há insuficiências, não atendem as reais necessidades da educação. Foi possível perceber isso, por meio de relatos contundentes dos Professores, que constatam muitas dificuldades em desenvolver suas práxis com qualidade, e, quando perguntado: Quais as dificuldades e facilidades encontradas no decorrer da realização das aulas no laboratório de informática? Responderam: [...] nº de computadores por aluno inadequado; Computador sem funcionar; Internet de má qualidade; Sala quase sempre ocupada; Computadores sem som. Facilidades: nenhum (Professor E). Dificuldades: estrutura do Laboratório (poucos computadores para muitos alunos), falta de um técnico disponível. (Professor G). As dificuldades estão na estruturação do Laboratório, número insuficiente de computador para atender turmas numerosas . Alunos não têm acesso a páginas da Web por falta de oportunidade no âmbito familiar, e também na escola (Professor A).
  • 39. 39 Ao analisarmos as respostas dadas pelos professores, percebemos que eles enfrentam situações que restringem o processo de construção do conhecimento em informática, o próprio ambiente limita as relações e situações. Essa tarefa envolve uma revisão em profundidade das práticas pedagógicas escolares num processo que envolve a política, a educação e a cultura. A escola é por natureza um espaço de formação humana, nesse caso, compete a essa Instituição, criar espaços e mecanismos para que os professores tenham condições, dentro da sua competência, de se apropriarem dos recursos tecnológicos para motivar o processo educativo e conseqüentemente a aprendizagem. Nesse caso, investimentos na área educacional melhoria paulatinamente a prática educativa nas escolas, a qualidade da informação e do conhecimento ali criado. Fica evidente também no discurso do Professor F, que uma das dificuldades encontradas para se trabalhar no Laboratório de Informática é concebido principalmente por que trabalha-se, [...] com alunos que não adotam o computador no cotidiano ( Professor F). Outro aspecto que merece nossa análise foi a verificado quando os docentes pesquisados responderam sobre as facilidades que encontram ao desenvolver sua prática pedagógica. Para o Professor J, A maior facilidade é despertar o interesse no aluno. Ou ainda, no dizer do professor L, Facilidade é o desejo do aluno de participar. Esse desejo não seria a motivação para conduzir o aluno a aprender, conhecer e a usar as interfaces computacionais para a produção do conhecimento? Seria esse desejo formas de recepção e apropriação para o aluno encontrar valor no que vai estudar, pesquisar ou divertir-se? Conforme explicita Moran (1998, p. 86), A internet é uma tecnologia que facilita a motivação dos alunos, pela novidade e pelas possibilidades inesgotáveis de pesquisa que oferece. Essa motivação aumenta se o professor a faz em um clima de confiança, cordialidade com os alunos. Mais que a tecnologia o que facilita o processo de ensino-aprendizagem é a capacidade de comunicação autêntica do professor, de estabelecer relações de confiança com os seus alunos, pelo equilíbrio, competência e simpatia com que atual. Para Valente (1998, p.60), “o poder e potencial da Internet na Educação, não somente para os estudantes, mas em relação à própria formação de professores é
  • 40. 40 enorme”. Sendo assim, é uma interface perfeita para a atualização de conhecimentos em todos os níveis. Atualmente, no mundo informatizado, as novas tecnologias aprimoram os programas e sistemas dos computadores, contribuindo para a comunicação mais eficiente entre os seres humanos. Ensinar utilizando a Internet exige muita atenção por parte do professor e do aluno. Em relação ao uso do computador e da Internet na educação, o Professor A, elucida: as ferramentas computacionais são elementos para a coleta continua de informações sobre situações da vida real, possibilitando a contextualização da aprendizagem através do trabalho com problemas da realidade e do interesse do educando. Diante de tantas possibilidades de busca, a navegação torna-se mais sedutora do que o necessário trabalho de interpretação, e não faz sentido algum, aplicar um novo recurso didático apenas por ele ser atual, se não existir uma compreensão qualitativa por parte do professor e do aluno. Nesse sentido Libâneo (2001, p.41), acrescenta, “é insuficiente ver os meios de comunicação meramente como recursos didáticos. Os meios de comunicação social (mídias e multimídias) fazem parte do conjunto das mediações culturais que caracterizam o ensino”. É perceptível a partir dos relatos que a cultura informacional que surge, desencadeia um enorme processo de revitalização de conhecimentos e sentimentos gerando uma nova forma de ensinar e aprender. Por meio da interação bem sucedida o aluno desenvolve a pesquisa individual, em que cada aluno tem o seu próprio ritmo, e a pesquisa em grupo, em que se desenvolve a aprendizagem colaborativa. Como ressalva o Professor H , As novas tecnologias já fazem parte do cotidiano escolar e devem fazer parte também do dia - a - dia dos alunos, ocupando uma vaga permanente no currículo escola. A chegada das tecnologias da informação e comunicação à escola originou o questionamento dos métodos e das práticas educacionais tradicionais. A adoção da tecnologia pela educação é um processo em construção, envolvendo todos os integrantes no processo educativo e implica na transição de um sistema fragmentado de ensino e aprendizagem para uma visão integradora das áreas de
  • 41. 41 conhecimento, que proporciona ao aluno um papel ativo na construção do conhecimento pela resolução de problemas e pela pesquisa. Baseando - se nas experiências que atestam o progresso da educação com a aplicação da tecnologia da informação, Almeida (2000, p. 19), assinala que “podemos ter múltiplos campos de observação, pois há uma rede de conexões entre hipóteses e inferências que ampliam as possibilidades de interpretação”. Ao assumir essa linha de reflexão, torna-se evidente que o uso do computador com interconexão à Internet no Laboratório do CEEP, não se reduz a experiências cujas atividades se desenvolvem em um laboratório de informática, totalmente dissociadas das demais disciplinas, mas, que se apresenta sob diferentes abordagens como podemos analisar no gráfico 1, que se segue. Gráfico 1 - Uso da Internet enquanto interface com potencial na área educacional Fonte: elaborado pela autora - 2012 Nota-se que no Laboratório, ambiente criado para despertar, desenvolver a pesquisa, comunicação livre, lócus onde o indivíduo pode desenvolver novos conceitos e potencialidades, as finalidades do uso da Internet enquanto interface com potencial na área educacional é produtivo ao ensino, apesar das dificuldades. Observa-se também a partir dos dados no gráfico 1, que as novas tecnologias influenciam consideravelmente o desenvolvimento do ensino. Percebe-se que todos os professores entrevistados tem ciência da importância das tecnologias e costumam desenvolver trabalhos interativos. 30% 30% 20% 20% Estimular a pesquisa a partir de temas previamente definidos Estimular a escrita e a leitura Incentivar os alunos a publicação Formar os alunos para a utilização das ferramentas de interação
  • 42. 42 A interação ocorre quando a escola usufrui dos recursos tecnológicos da cibercultura e ensina os alunos a construírem seu conhecimento, partindo de suas próprias experiências pessoais, de livros e das informações oriundas do ciberespaço (internet) (ANJOS e ANDRADE, 2008, p.8 ). Por fim, numa visão crítica e procurando apropriar-se de sua significação profunda, podemos afirmar que o Laboratório de Informática deve ser utilizado pelo professor como uma extensão da sala de aula. Contudo, é necessário que os professores tenham condições para se apropriar gradativamente da utilização dos recursos tecnológicos de que se dispõe, ser capacitado para a sua utilização com fins pedagógicos e, a partir daí, experimentar novas possibilidades de sua utilização educacional no contexto em que a sua escola se localiza. 4.1.2 O que dizem os alunos Por ser processo e marca humana iniludível, a educação é uma reconstrução permanente, devendo usar de todos os espaços e tempos que a favoreçam, não podendo, por isso, limitar-se a paradigmas rígidos formais ou não formais, a educação deve considerar não só a competitividade, mas também a formação da competência humana. Dessa maneira, procuramos observar e olhar nesse estudo para os mundos particulares de cada aluno pesquisado, bem como a forma como eles vêem o trabalho que é desenvolvido no Laboratório de Informática do CEEP, como o conhecimento se cria e se constrói. Em síntese, buscamos entrelaçar sempre o ensino com a pessoa do aluno e com a sua experiência de vida. Portanto, de acordo com os resultados obtidos com a coleta de dados, feita aos 26 alunos, queremos fazer uma abordagem colocando detalhadamente o resultado da investigação. Em suma, perguntamos aos alunos - Qual a importância que tem para você o trabalho que é desenvolvido no Laboratório de Informática? Obtivemos como resultado, diferentes pontos de vista, no entanto, as respostas em sua essência, relacionam entre si. Abrir-se a essa experiência é importante para que conheçamos
  • 43. 43 os diferentes pontos de vistas, uma vez que são relevantes neste trabalho. Assim temos: O aluno aprende a manusear o computador principalmente para quem não tem tempo( mesmo tendo computador em casa) ou até mesmo condições financeiras para pagar um curso (Aluno C.N. S.). Aprendemos a criar várias coisas novas como slides, blogs e outros ( Aluno R.P.C.). É muito importante por que eu aprendo mexer em computadores e conhecer mais da informática (Aluno S. I.). É importante por que podemos além de aprender sobre computação aprendemos a interagir na internet (Aluno W. M.). Para mim é importante, garante aprendizagem e informação aos alunos, fornecendo mais educação informativa e técnica ( Aluno N.S.S.). Para mim é muito importante, pois através do Laboratório do CEEP eu aprendi a manusear e ter mais conhecimento nas aula. (Aluno S.S.S.F.). Uma ótima oportunidade para desenvolver trabalho (Aluno E.V.P). As diversas respostas dadas pelos alunos foram de extrema relevância para entendermos as condições sociais, culturais e educativas de seus contextos. Isso significa que devemos estar mais atentos às possibilidades do que aos limites e saber explorar as oportunidades que nos são dadas. Uma resposta concisa e relevante, e que nos restringe a isso é a seguinte: É de grande importância, dá oportunidade aos alunos a ter acesso a informática, pois nem todos tem computador em casa (Aluno E.O.C). Esse depoimento é bem pertinente e demonstra que, mesmo a escola possuindo um Laboratório de Informática que não satisfaz qualitativamente a prática pedagógica do professor devido a quantidade de máquinas, ou de outras restrições que apresentam, esse espaço é de primordial importância para o aluno que vive numa sociedade moderna e precisa apropriar-se do processo tecnológico, a fim de que possa se fortalecer e ampliar o seu conhecimento. É papel da escola formar indivíduos, discentes e docentes que saibam usar crítica e criativamente o computador - tecnologia social. Ainda refletindo sobre o depoimento do Aluno E.O.C, não fica difícil imaginar situações de desigualdade social atrelada a exclusão social em que grande parte da
  • 44. 44 população brasileira se insere. Nessa perspectiva, reconhecemos que não existe ainda um equilíbrio entre os avanços tecnológicos e o desenvolvimento da nossa sociedade. Outro aspecto que gostaríamos de salientar, diz respeito ao questionamento feito aos estudantes sobre o que eles pensam da informática. A maioria deles associaram o termo as facilidades que a tecnologia tem oferecido para a vida moderna. Para os alunos a informática, Hoje em dia é indispensável para a vida humana e não apenas para o lazer, mas também para a vida profissional (K.D.M. S.). Assim como, A informática é muito importante para o dia de hoje por que tudo está ligado à informática (Aluno R. P.). É uma grande tecnologia, pois facilita a vida da gente (Aluno E.O. C.). Ou ainda, È uma evolução que está mudando o cotidiano das pessoas de um modo geral ( Aluno R.F.D.). A partir desses e de outros depoimentos, percebe-se, portanto, a inevitável importância da discussão sobre esse momento tecnológico, da evolução da tecnologia educacional e seus impactos sobre os processos de constituição de conhecimentos, valores, trabalho e atitudes que permeiam o cotidiano. Assim, é necessário considerar a informática como ponto extremamente relevante na educação. Desta forma, podemos lembrar Anjos e Andrade (2008), frente aos avanços tecnológicos da informática e, junto deles, o da internet, a escola tem que se adequar a essa evolução, capacitando os estudantes para esse novo mundo que os espera. Para ter acesso às informações contidas na internet, além do aparato tecnológico, o usuário precisa ter seu próprio endereço. Este, por sua vez, se torna a regra ou condição essencial que todos exploram (ANJOS e ANDRADE, 2008, p.8). Chama - nos à atenção também outras respostas dadas ao questionamento - “O que você pensa da informática”? Muitos discentes associaram essa ciência ao processo de ensino aprendizagem, como elucidam nas respostas seguintes:
  • 45. 45 É um meio de lidar com alguma coisa difícil ou de aprender mais coisas sobre o mundo (Aluno T.D.S.S.). È uma maneira muito fácil de aprender, é uma inovação no nosso cotidiano ( Aluno M.A.). É uma forma muito boa de aprender coisas novas (Aluno R. P. C.). Ou ainda, [...] é um meio de informação e de utilização da tecnologia (Aluno B.B.F.). Ao serem questionados sobre as experiências cotidianas que vivenciam no Laboratório de Informática, obtivemos os resultados do total: 88% dos estudantes reconhecem que são experiências significativas e12% disseram que às vezes são significativas. Gráfico 2 - Experiências cotidianas vivenciadas pelos alunos no Laboratório de Informática do CEEP F o n F Fonte: elaborado pela autora - 2012 Este questionamento reflete que o processo educacional atual se caracteriza pela aquisição de experiências relevantes com as tecnologias modernas. Nessa discussão, reflexões com a de Porto (2006), demonstra que, a escola defronta-se com o desafio de trazer para seu contexto as informações presentes nas tecnologias e as próprias ferramentas tecnológicas, articulando-as com os conhecimentos escolares e propiciando a interlocução entre os indivíduos. Como conseqüência, disponibiliza aos sujeitos escolares um amplo leque de saberes que, se trabalhados em perspectiva comunicacional, garantem transformações nas relações vivenciadas no cotidiano escolar (PORTO, 2006, p.44). 88% 12% Significativas Não tem nenhuma importância Às vezes são importantes
  • 46. 46 Gráfico 3 - Uso da Internet Fonte: elaborado pela autora - 2012 Em se tratando da questão: Desenvolve trabalhos interativos? Podemos observar que o Gráfico 3, aponta os percentuais: 46% dos estudantes afirmaram que utilizam a Internet para realizarem pesquisas literárias, 26,8% interagem em redes sociais como Orkut, MSN, Facebook , 3,8% em jogos virtuais, 3,8% em blogs e 19% troca de dúvidas e de materiais com outras pessoas, possibilitando assim, o enriquecimento das condições de elaboração do saber. Nessa acepção, a sala de aula sistematizada na sociedade contemporânea não pode mais ser compreendida como um lugar isolado, mas, sim como um lugar impregnado de outros lugares com professores e alunos no papel de atores de um processo educacional interativo. Sobre isso, Almeida e Moran (2005, p.161) ressalta que: a informação não é estática e está acessível em múltiplos lugares (open learning) e até mesmo de forma gratuita, obtida por meio de enlaces virtuais (hiperlinks), além de estar organizada de múltiplas formas: escrita, gráfica, audiovisual, o que requer novos perfis pessoais e profissionais, num processo contínuo de aprendizagem ao longo da vida (lifelong learning), provocando um desafio constante e crescente aos educadores e aos sistemas formativos. Para a pergunta: Utiliza o computador para a realização das atividades escolares? Cerca de 73% dos alunos envolvidos nesta pesquisa afirmaram que fazem uso da tecnologia computacional nas atividades escolares, 19,4% às vezes usa, 3,8% não usam e 3,8% sempre utilizam essa tecnologia que é fundamental no século XXI, no mundo da super modernidade em que os diferentes espaços se interpenetram. 3,8% 19% 46% 3,8% 26,8% os jogos, vídeos e games Troca de experiências Pesquisas literárias Interação em blogs Interação em rdes sociais
  • 47. 47 Gráfico 4 - Uso do computador na realização das atividades escolares Fonte: elaborado pela autora - 2012 Em relação ao questionamento - Você acha que as novas tecnologias - TV, Vídeo, Computador e Internet, precisam ser utilizadas, na educação escolar? Observa-se no Gráfico 5, os seguintes resultados: 46% responderam sempre, 42% às vezes, 12% raramente e nenhum entrevistado respondeu nunca. Gráfico 5 - Estímulo das tecnologias no cotidiano da sala de aula Fonte: elaborado pela autora - 2012 A partir destes percentuais, podemos comungar com a idéia de Anjos e Andrade (2008, p.10), quando afirmam que: “frente à flexibilidade da veiculação de informações e da aplicabilidade das tecnologias de informática, incondicionalmente, no sistema educacional encontra-se submetido a essa evolução do conhecimento”. No processo educativo, as tecnologias representam interfaces imprescindíveis, possibilitam a ampliação e melhoramento do conhecimento do sujeito. Dessa forma, 46% 42% 12% 0% Sempre Às Vezes Raramente Nunca 73% 3,8% 19,4% 3,8% Sim Não Às vezes Sempre
  • 48. 48 uma das funções da escola, que dispõem destas tecnologias (Computadores, TV, Vídeo e Internet), é estimular os alunos a elaborarem trabalhos, desenvolver estratégias de resolução de problemas, enfim, interagir com essas tecnologias, uma vez que elas estão cotidianamente presentes à vida moderna e em todas as esferas da cadeia produtiva da sociedade. Nessa perspectiva, o avanço tecnológico cria uma nova estrutura social do trabalho, modificando profundamente as características do setor industrial, assim como influencia consideravelmente também no desenvolvimento produtivo do ensino. Sobre esse assunto, Anjos e Andrade (2008, p.8), afirma que,“frente aos avanços tecnológicos da informática e, junto deles, o da internet, a escola tem que se adequar a essa evolução, capacitando os estudantes para esse novo mundo que os espera”. Gráfico 6 - Preferência pelas aulas no Laboratório de Informática Fonte: elaborado pela autora - 2012 Um aspecto muito importante a ser analisado, diz respeito a receptividade do aluno pelas aulas no Laboratório de Informática - Gráfico 6. A coleta de dados informa que 81,2% dos alunos entrevistados acreditam que o uso das tecnologias nas aulas possibilita-os uma maneira diferente de aprender, já 3,8% afirmaram ser apenas um passa tempo, completando o total, 15% apontaram outros motivos. Nesse sentido, a inclusão da tecnologia nas escolas possibilita um grande avanço no desenvolvimento qualitativo da aprendizagem do educando. Assim, a escola precisa reconhecer que o ensino da informática, além de despertar o aluno para a criatividade, é também objeto de estudo e de conhecimento para o estudante. 3,8% 81,2% 15% É um passatempo É uma maneira diferente de aprender Interage em redes sociais Outros
  • 49. 49 Gráfico 7 - Dificuldades do aluno em usar a tecnologia computacional Fonte: elaborado pela autora - 2012 Outro aspecto relevante observado refere - se ao levantamento das dificuldades que os alunos apresentam ao utilizar o computador. Neste estudo os indícios revelaram que 58% dos estudantes não apresentam nenhuma dificuldade, mas, como podemos visualizar no Gráfico 7, cerca de 42%, ainda tem dificuldades em lidar com essa tecnologia. A partir dessas constatações, deparamos com uma questão bastante polêmica - a informática está presente em todos os âmbitos da vida moderna, avança cada vez mais nos muros e mundos da escola, por que tantos alunos ainda sentem dificuldades em operacionalizar a tecnologia computacional? Isso nos faz retomar e refletir sobre a fala do professor F, quando mencionou que um dos aspectos que dificultava o seu trabalho no Laboratório de Informática era os alunos não adotarem o computador no seu cotidiano. Por outro lado, de acordo os dados que são tabulados no Gráfico 8, é percebível que 46% dos estudantes pesquisados do total, relataram que ainda não possuem um computador. Sabemos que o processo de trabalho com a máquina envolve o acessar, entender e transformar as informações existentes, tendo em vista uma necessidade, problema ou meta significativa. Para Valente (1998), o aprendiz tem que descrever ao computador todos os passos no processo de resolver um problema, tem que fazer isto por intermédio de uma linguagem de computação e se os resultados não correspondem ao que foi desejado, o aprendiz tem que adquirir a informação necessária... (VALENTE, 1998, p.109). 42% 58% Sim Não
  • 50. 50 Essa linguagem própria de computação e que muitas vezes não se entrelaça com o próprio cotidiano de muitos alunos faz com que eles sintam essa dificuldade em manusear as novas tecnologias de comunicação com especial ênfase para o computador conectado à Internet . Ao passo que os discentes que compreendem as expressões que são utilizadas para designar partes do computador e serviços disponíveis na Internet e usam essa tecnologia cotidianamente tem maiores probabilidades e possibilidades de interatividade e pesquisa. Gráfico 8 - Alunos que possui computador Fonte: elaborado pela autora - 2012 O gráfico 9, aponta as respostas dos estudantes no que se refere ao desempenho do professor que os acompanham no Laboratório de Informática. Conforme a análise do que fora exposto pelos alunos na indagação temos os seguintes resultados: 42% dos estudantes pesquisados afirmaram os professores são excelentes, já 39% disseram que são bons, enquanto 15% apontaram serem satisfatórios e 3,8% disseram outros. Gráfico 9 - Desempenho do professor - visão do aluno 15% 39% 42% 3,8% Não satisfatório Satisfatório Bom Excelente Outros 54% 46% Sim Não
  • 51. 51 Fonte: elaborado pela autora - 2012 Portanto, face à realidade social dinâmica na qual estamos mergulhados, a escola deve-se adaptar à nova demanda educacional, preocupando-se mais em formar competências para interpretar, sintetizar e explicar o mundo real do que reproduzir simplesmente conteúdos. Cabe ao professor orientar os alunos na convivência das fontes variadas de informações, processando-as, para manter-se atualizado e integrá-las ao seu dia-a-dia. Mediante isso, é fundamental um processo de formação continuada do professor que se realiza na articulação entre a exploração da tecnologia computacional, a ação pedagógica com o uso do computador e as teorias educacionais (ALMEIDA e ALMEIDA, 1998, p. 52). Por fim, educar na Sociedade da Informação significa muito mais que treinar as pessoas para o uso das Tecnologias de Informação e Comunicação: trata-se de investir na criação de competências amplas que lhes permitam ter uma atuação efetiva na produção de bens e serviços, tomar decisões fundamentadas no conhecimento, operar com eficiência os novos meios e ferramentas em seu trabalho, bem como aplicar as novas mídias, seja em usos simples e rotineiros, seja em aplicações mais sofisticadas.
  • 52. 52 CONSIDERAÇÕES A Era digital trouxe consigo uma série de mudanças nos padrões de vida das pessoas, desenvolvendo-se assim, uma “roupagem” na sociedade. Está ocorrendo uma transformação de valores e conceitos em várias instâncias sociais, surgindo um novo modo de pensar e agir diante das coisas e fatos já existentes. E na conjuntura social do mundo moderno, percebe-se a necessidade de colocar a educação em sintonia com a complexidade, com a inovação científica e técnica e com o valor do pluralismo. Para isso, a educação deve considerar um leque de aspectos relativos às tecnologias de informação e comunicação, a começar pelo papel que elas desempenham junto à sociedade, que deve ter a inclusão e a justiça social como prioridades. Sendo assim, a escola deve inserir seus alunos no meio tecnológico. Ao utilizar as novas tecnologias os estudantes participam e entram em contato com diversos tipos de conhecimentos, na medida em que tem acesso as mais variadas conexões. Portanto, as Novas Tecnologias podem e devem ser usadas como recurso para educar, motivar os alunos e transformar as aulas em laboratório do conhecimento humano, contribuindo para a formação do cidadão. Porém, vale ressaltar que a mídia tem seus méritos e seus deméritos, a televisão, o vídeo, a internet, o computador em si trazem muitas coisas boas, mas por outro lado, trazem informações inaproveitáveis dessa forma, cabe ao professor saber utilizá-la como meio didático, buscando compreender as possíveis articulações com a sua práxis pedagógica, de forma que a mesma venha beneficiar o aluno. Em suma, o papel do educador surge nesse aspecto como facilitador e mediador entre as informações, promovendo uma educação audiovisual na tentativa de interagir, abrindo caminho para o futuro que faz parte das novas tecnologias. Com base nestas considerações, procuramos ao longo deste trabalho, mostrar como as novas tecnologias da informação e comunicação estão modificando o modo de conceber a educação. A análise da prática elucida aspectos pertinentes
  • 53. 53 para afirmar que o uso do computador propicia mudanças no paradigma educacional e na formação do aluno. A Tecnologia não causa mudanças apenas no que fazemos, mas também em nosso comportamento, na forma como elaboramos conhecimentos e no nosso relacionamento com o mundo. Portanto, a escola deve criar novas concepções de ensino, preparando os cidadãos para atuar na sociedade moderna. Através da análise dos diversos aspectos, alguns dados nos chamaram a atenção ao longo deste estudo. Os resultados apontam para a real necessidade de se estruturar melhor o Laboratório de Informática do CEEP de Guanambi - Bahia, como a aquisição de novas máquinas, a fim de que professores e alunos possam trabalhar com maior comodidade e eficiência buscando atender às demandas da sociedade vigente. Constatamos ainda que, a prática pedagógica obteria maior sucesso se realizada num espaço adequado, em que, aos alunos e professores fossem garantidos apoio e acompanhamento permanentes. Tal fato destaca a importância e a necessidade de um profissional que possa dar suporte técnico, realizando a manutenção das máquinas para que os docentes sejam capazes de fazer intervenções pedagógicas mais eficazes e proveitosas, contribuindo assim, para aumentar a qualidade da educação. Diante dessas questões, pensamos que essa problemática irá se solucionar, na medida em que as jurisdições mantenedoras da Escola se preocuparem mais com a qualidade do processo de ensinar e aprender e não apenas com o quantitativo de alunos. Por fim, acreditamos que a utilização dos meios tecnológicos na escola é mais um recurso interessante para a formação do aluno, e, desde que usados de maneira significativa suscita a curiosidade e o prazer em aprender, sendo assim, desenvolve habilidades necessárias para atuar na Sociedade da Informação.
  • 54. 54 REFERÊNCIAS ALMEIDA, Maria Elisabeth Bianconcini de; ALMEIDA, Fernando José de. Aprender Construindo - a Informática se transformando com os professores. Ministério de Educação - Secretaria de Educação Distância. 2000. Disponível em: <http//www.poinfo. br/biblioteca/publicações>. Acesso em: 14 de nov. 2011. ALMEIDA, Maria Elisabeth Bianconcini de; ALMEIDA, Fernando José de. TV e Informática na Educação. Série de Estudos - Educação a Distância. Salto para o Futuro, p.52. 1998. ALMEIDA, Maria Elizabeth Bianconcini; MORAN, José Manuel. Integração das Tecnologias na Educação. Brasília: SEED/MEC, TV Escola, Salto para o Futuro, 2005. ARAÚJO, Aneide.; OLIVEIRA, Marcelle Colares. Tipos de pesquisa. Trabalho de conclusão da disciplina Metodologia de Pesquisa Aplicada a Contabilidade - Departamento de Controladoria e Contabilidade da USP. São Paulo, 1997. ANJOS, Mateus Ubiratan dos; ANDRADE, Cláudio César de Revista Eletrônica Lato Sensu - UNICENTRO p. 8 de 12 ed. 5. 2008. BRANDÃO, Carlos Rodrigues. O que é educação. São Paulo: Brasiliense,1995. BURBULES, Nicholes C; TORRES, Carlos Alberto (org.). Globalização e Educação. São Paulo: Artmed, 2004. CASTELLS, Manuel. Sociedade em rede. São Paulo. Paz e Terra, 2002. CHAVES.Eduardo O. C.Tecnologia e Educação: o futuro da escola na sociedade da informação. São Paulo. Editora Campinas, 1998. CHAVES, Eduardo. A Inclusão Digital e a Educação. Disponível em: <http://www.escola2000.org.br/pesquise/texto/textos_art.aspx?id=79>. Acesso em: 3 junho. 2011. COUTINHO Clara Pereira., ALVES, Manuela. Educação e sociedade da aprendizagem: um olhar sobre potencial educativo da internet. Revista de Formación e Innovación Educativa Universitaria. v. 3, nº 4, p.206 - 225.2010. FISCHER, Rosa Maria Bueno. Mídia, máquinas de imagens e práticas pedagógicas. <Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/rbedu/v12n35/a09v1235>. Acesso em: 4 out. 2011.