Granulados e ComprimidosGranulados e Comprimidos
Prof. Dr. Cícero Flávio Soares Aragão
TECNOLOGIA FARMACÊUTICA IV
GRANULADOS e COMPRIMIDOS
Prof. Cláudio Luís Venturini
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Formas Farmacêuticas Sólidas
PÓS
GRANULADOS
COMPRIMIDOS
Cápsulas
Drágeas
Excipientes
Excipientes
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Qual o papel dos excipientes ?
 São elementos chaves para garantir a qualidade e a performance das
formas farmacêuticas.
 Eles podem ser selecionados para aumentar a estabilidade
(antioxidantes, absorção UV)
 Otimizar ou modificar a liberação da droga (desintegrantes, polímeros
hidrofílicos, agentes umedificantes, polímeros biodegradáveis)
 Exerce função essencial na tecnologia de produção (diluentes, ligantes
e lubrificantes)
 Aumentar a aceitabilidade dos pacientes (flavorizantes).
 Ajudar na identificação do produto (corantes)
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Critérios avaliados na escolha dos excipientes
 Custo
 Segurança funcional
 Disponibilidade
 Aceitabilidade dos órgãos governamentais internacionais.
 compêndios oficiais (identificação e pureza dos excipientes)
 As monografias podem não garantir a funcionalidade dos
excipientes.
 Recentes avanços:
 Excipientes de compressão direta como os diluentes-
ligantes (Ludpress)
 Varias classes de “super” desintegrantes.
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Tipos de Excipientes
 Diluentes
 Aglutinantes (ligantes)
 Desintegrantes
 Lubrificantes
 Absorventes
 Molhantes
 Corantes
 Educorantes
 Aromatizantes
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Alguns excipientes usados em comprimidos...
 Fosfato de cálcio dib. dihid NF
 Manitol USP
 Sorbitol
 Sacarose em pó USP
 Materiais à base de sacarose
 Sulfato de cálcio dihid. NF
 Dextrose
 Diluentes
 Lactose USP
 Lactose USP anidra
 Lactose USP nebulizada
 Amidos diretamente
compressíveis
 Amidos hidrolizados
 Celulose microcristalina
 Outros deriv. da celulose
 Polivinilpirrolidona (PVP)
 Amido pré-gelatinizado
 Alginato de sódio e derivados
 Sorbitol
 Goma traganta
 Aglutinantes e adesivos
 Goma arábica
 Derivados da celulose
 Gelatina
 Glucose
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 Desintegrantes
 Amido
 Derivados do amido
 Celulose
 Magmas
 Derivados da celulose
 Alginatos
 PVP modificado
 Lubrificantes
 Ácido esteárico e seus
sais
 Talco
 Polietilenoglicois
 Tensoativos
 Ceras
 Deslizantes e promotores de escoamento
 Derivados da sílica
 Talco
 Amido de milho
 Corantes, aromatizantes e edulcorantes
 Edulcorantes naturais e artificiais
 Aromas
Alguns excipientes usados em comprimidos...
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Exigências da Globalização da Industria Farmacêutica...
 Harmonização das farmacopéias para os padrões dos excipientes.
 Boas Praticas de Produção (GMP) para os excipientes.
 Guia (guidelines) de avaliação da segurança de novos excipientes
para eliminar ou evitar a barreira comercial entre diferentes paises.
 Criação (1991) do IPEC – Conselho Internacional de Excipientes
Farmacêuticos formado por produtores, usuários e pesquisadores
(Estados Unidos, Europa e Japão).
 TriPEC (1993), mais de 100 excipientes e filmes farmacêuticos.
 Estados Unidos (IPEC-Americas)
 Europa (IPEC-Europe)
 Japão (JPEC)
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GRANULADOS
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 Pequenos grãos ou grânulos irregulares cujo conjunto tem
aspecto homogêneo.
 Cada grânulo é um aglomerado de partículas cristalinas ou
amorfas, de resistência suficiente para permitir as diversas
manipulações.
 CONCEITO:
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 Fáceis de dosificar
 fracionamento de dose;
 Melhor administração
 corretivos de sabor;
 Diminui a superfície total e específica
 ↓ forças de adesão, ↑ fluidez
 enchimento de cápsulas e
matrizes
 ↑ estabilidade;
 Possibilidade de revestimento
 proteção,
 melhora aceitação,
 modificação da liberação;
 Estabilidade.
Vantagens
 Dose;
 Estabilidade;
 Preparação.
Desvantagens
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Vantagens do granulados para comprimidos...
 Produzir um livre fluxo
 Densificar os materiais
 Preparar misturas uniformes que não se separam
 Melhorar as características de compressão do fármaco
 Controlar a taxa de liberação do fármaco
 Facilitar a dispensação ou volume a ser dispensado
 Reduzir o pó
 Melhorar a aparência do comprimido
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Tipos de granulados...
 Vermiculares
 Esféricos
 Sacaretos granulados
 Granulados de chocolate
 Granulados efervescente
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Vias de granulação
 Granulação por Via Úmida
 Clássica
 leito fluidizado
 Granulação por Via Seca
 Por fusão
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GRANULAÇÃO A ÚMIDO (Método Clássico)
1. Umedecimento dos pós:
Mistura de pós Líquido de granulação
PA + Água
Aglutinantes Etanol, metanol, isopropanol
Forma-se uma solução concentrada na superfície
↓∆
Crosta sólida
a) Granulado crostoso
 Exigências para o produto
 Suficientemente insolúvel no líquido para
umedecimento;
 Estabilidade frente à umidade e calor
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GRANULAÇÃO A ÚMIDO (Método Clássico)
b) Granulado por Adesão (cola)
Solução aquosa aglutinante
Gelatina (2-5%)
Amido (5-20%)
Mistura de pós + Mucilagens
Xarope simples
Metilcelulose (1-6%)
PVP (0,5-3%)
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Granulação a úmido
Aglutinante Incorporação % uso % em sol. Solvente
Amido pré gel. Úmido 2 – 5 10 – 15 Água
Seco 5 – 10 Água
Amido Úmido 2 – 5 5 – 25 Água
Gelatina Úmido 1 – 3 5 – 10 Água
PVP Úmido 0 – 7 5 – 10 Água ou álcool
HPMC Úmido 2 – 5 5 – 10 Água ou álcool
Etil celulose Úmido 1 – 5 2 – 10 Água ou álcool
Aglutinantes
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GRANULAÇÃO A ÚMIDO (Método Clássico)
1 – Pendular
2 – Funicular
FASES DO DESENVOLVIMENTO DOS GRANULOS
3 – Capilar
4 - Gota
Volume de líquido de granulação
adicionado (mL)
Torque
F (Nm)
1 2
3 4
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GRANULAÇÃO A ÚMIDO (Método Clássico)
FASES DO DESENVOLVIMENTO DOS GRANULOS
 Adesão e Coesão
 Filme interfaciais
 Filmes líquidos móveis dentro dos granulos
 Formação de pontes sólidas após a evaporação
 Ação do aglutinante
• Pontes sólidas
 Cristalização das substâncias dissolvidas
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GRANULAÇÃO A ÚMIDO (Método Clássico)
2. Divisão da massa (Granulação Propriamente dita)
 Pressão sobre o tamis
 granulado largo
 bastoniforme
 Matrizes perfuradas
 menor rugosidade
 boa fluidez
 Vibração
 menor diâmetro
 esferóides ou elipsóides
 maior fluidez
Granulometria depende
• Luz do tamis ou crivo;
• Consistência da massa (% água);
• Tecnologia de granulação.
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GRANULAÇÃO A ÚMIDO (Método Clássico)
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GRANULAÇÃO A ÚMIDO (Método Clássico)
3. Secagem
 Estufas
 Leito de ar
 IV
Umidade Residual ≈ 1 a 3%
4. Calibração
 para separação dos finos
 soltar os grânulos
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GRANULAÇÃO A ÚMIDO (Método Clássico)
maxaladeira
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GRANULAÇÃO A ÚMIDO (Leito Fluidizado)
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GRANULAÇÃO A SECO
 Fármaco;
 Diluente;
 Aglutinante;
 Desintegrante;
 Antiaderente/Deslizante/Lubrificante
Aglutinante
 Celulose microcristalina
 Lactose;
 Dextrose;
 Sacarose;
 Sulfato de cálcio;
 Polietilenogol 4000;
 Trifosfato de cálcio.
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GRANULAÇÃO A SECO
1. Influência na rigidez ou coesividade da granulação:
 Rigidez
 traduz a intensidade e a efetividade das forças coesivas
no interior dos grânulos
2) Máquinas utilizadas para a compactação:
 Prensas hidráulicas
 Máquinas de comprimir alternativas
 Compactadores
 de cilindros ou rolos lisos,
 denteados
 perfurados.
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GRANULAÇÃO POR FUSÃO
PA hidratado --------∆-------- Pasta (crivo)
90-105° C
•Ácido Cítrico
•Bicarbonato de sódio
•Sulfato de Magnésio
•Misturas eutéticos.
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COMPRIMIDOS
“Comprimidos são formas farmacêuticas sólidas contendo princípios
ativos normalmente preparados com auxilio de adjuvantes
farmacêuticos adequados (excipientes)”
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Vantagens dos comprimidos...
 Elegância na apresentação, fácil uso, portáveis (aparência, forma, cor)
 Podem apresentar vincos e gravações
 Dosagem correta e alto grau de precisão
 Praticidade na fabricação
 Menor dispêndio e cuidados na aquisição de embalagens adequadas
 Maior estabilidade em relação as outras formas
 Maior facilidade em administrar fármacos insolúveis em água
 Menor sensação de sabores e odores desagradáveis
 Ser deglutido sem prolongado contato com a mucosa bucal
 Permitem utilizar revestimentos externos
 Permite o controle na liberação do fármaco
 Menor volume quando comparado com outras formas (Facilidade de
armazenamento e distribuição)
 Ter uniformidade de peso e de conteúdo
 Manter sua qualidade durante todo o seu prazo de validade
 Ser resistente a choques e abrasão
 Apresentar boa liodisponibilidade
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Desvantagens dos comprimidos...
 Difícil deglutição do comprimidos em idosos e crianças
 Irritação local da mucosa gástrica (alguns fármacos)
 Diminuição da biodisponibilidade
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Classificação ...
۞ Quanto a tecnologia de obtenção:
•Compressão direta
•Compressão direta com adição de adjuvantes
•Compressão com granulação prévia
•Seca
•Úmida
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Classificação ...
۞ Quanto ao emprego
Terapêutic
o
Direto
Indireto
interno
externo
Orais/bucais
Injetáveis (hipodérmicos)
Ex.hormônios, insulina
interno
externo
Efervescentes
Injetáveis extemporâneos
Dissolução extemporânea
Ex. KMnO4
Vaginais
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Classificação ...
۞ Quanto ao emprego
Químico
Análises
Depuração de águas
preparações de soluções tampões reagentes
Meios de diagnostico
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Tipos de comprimidos...
1. Comprimidos mastigáveis (ex.: antiácidos e vitaminas)
2. Comprimidos sublinguais (absorção rápida)
3. Comprimidos efervescente (reação: ácido cítrico + bicarbonato de sódio
em meio aquoso)
4. Comprimidos com multicamadas (incompatibilidade, liberação prolongada,
aparência)
5. Comprimidos revestidos por compressão (incompatibilidade)
6. Comprimidos revestidos com açúcar (mascarar odor e sabor, mascarar
falhas de processamento)
7. Comprimidos revestidos com polímeros
8. Comprimidos com revestimento entérico (liberação do fármaco no
intestino)
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Forma do comprimido (matriz e punção)
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PESAGEM E
TAMIZAÇÃO DAS
MATÉRIAS-PRIMAS
MISTURA DAS
MATÉRIAS-PRIMAS
SECAGEM
COMPREÇÃO DOS
COMPRIMIDOS
MISTURA ÚMIDA
GRANULAÇÃO
ÚMIDA
CALIBRAÇÃO DO
GRANULO SECOMISTURA DO
LUBRIFICANTE
COMPRESSÃO
DIRETA
ADIÇÃO DE
AGLUTINANTE
COMPRESSÃO
VIA ÚMIDA
Vias de preparação de comprimidos ...
PRÉ-COMPRESSÃO
MOAGEM
COMPRESSÃO
VIA SECA
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Vias de preparação de comprimidos ...
Fármacos diretamente compressíveis
• Dose elevada,
• Não ser higroscópico;
• Boa qualidade de fluxo;
• Boa compressibilidade (nem muito duro, nem elástico)
• Coesão após compressão;
• Desintegrável
Ex.: urotropina, KCl, KBr, Clorato, Dicromato e permanganato de
potássio, NH4Cl, NH4I, NaCl, NaBr, Cicrato de sódio, ácido
bórico, Sulfato de zinco.
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Vias de preparação de comprimidos ...
Excipientes usados na Compressão direta
• Fluidez;
• Compressibilidade/compactibilidade
• Perfil de Pressão/dureza
• Fisiologicamente inerte;
• Compatível com o P.A.;
• Não alterar as propriedades físicas e/ou químicas durante a
compressão;
• Estável a O2, umidade e temperatura;
• Ausência de sabor e odor;
• Cor branca;
• Não influenciar a biodisponibilidade;
• Distribuição do tamanho das partículas similar ao P.A.;
• Preço baixo.
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Vias de preparação de comprimidos ...
Funções do Lubrificantes
 Função realmente lubrificanteFunção realmente lubrificante
Reduzir a fricção no momento do deslizamentoReduzir a fricção no momento do deslizamento
das partículas e na interface entre o corpo dodas partículas e na interface entre o corpo do
comprimido e a parede da matriz, no momento dacomprimido e a parede da matriz, no momento da
formação deste e sua ejeção do interior do corpoformação deste e sua ejeção do interior do corpo
da matriz.da matriz.
 Função anti-adesivaFunção anti-adesiva
Prevenir a adesão entre as superfíciesPrevenir a adesão entre as superfícies
 Auxiliar de fluxoAuxiliar de fluxo
Aumenta o fluxo modificando a interação entre asAumenta o fluxo modificando a interação entre as
partículaspartículas
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Vias de preparação de comprimidos ...
Lubrificantes
Lubrificante Atividade
lubrificante
Atividade
anti-aderente
Atividade
deslizante
Estearatos metálicos Excelente Boa Pobre
Acido esteárico Boa Boa Nula
Silicas coloidais Nula Boa Excelente
Talco Pobre Excelente Boa
Amido Pobre Excelente Excelente
Estearato fumarato de
sódio
Exelente
(superior ao de
Mg)
Boa Boa
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Vantagens da granulação por via úmida
Vantagens da granulação por via seca
 Aumenta o tamanho e a esfericidade das partículas (melhora a
coesão,uniformidade, densidade, fluxo e compressibilidade)
 Reduz o ar incorporado nos pós
 Reduz o nível de pó
 Permite a adição de de soluções e suspensões
 Baixa pressão de compressão
 Produz boa distribuição e uniformidade de conteúdo
 A taxa de dissolução dos fármacos insolúveis pode ser
aumentada devido às propriedades dos solventes e ligantes
adicionados
 Economia em área, equipamentos e tempo
 Menor número de operações e equipamentos para validar
 Pode-se trabalhar com fármacos sensíveis a temperatura e
umidade
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Etapas da Compressão
 CompressãoCompressão
 Redução do volume liquido de uma área pelaRedução do volume liquido de uma área pela
eliminação de espaços vazios e levando partículas aeliminação de espaços vazios e levando partículas a
um contato próximoum contato próximo
 ConsolidaçãoConsolidação
 Aumento da força mecânica ate a obtenção deAumento da força mecânica ate a obtenção de
interações interparticularesinterações interparticulares
 Compactação =Compactação = compressãocompressão ++ consolidaçãoconsolidação
 Papel das forças de compressãoPapel das forças de compressão
 Primariamente aumentar as áreas interfaciais dePrimariamente aumentar as áreas interfaciais de
contato entre partículas, ou seja, levar as superfíciescontato entre partículas, ou seja, levar as superfícies
das partículas adjacentes a juntas apresentarem forçasdas partículas adjacentes a juntas apresentarem forças
de ação de superfície suficientes para se ligaremde ação de superfície suficientes para se ligarem
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Ciclo de compressão
Maquina tipo “pica-pau” = 1 punção
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Ciclo de compressão
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Ciclo de compressão
Maquina rotatória = vários punções
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Ciclo de compressão
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 Redução do tamanho das partículas
 partículas não uniformes (problemas segregação)
 surgimento de forças eletrostáticas inibe a completa mistura
 mudanças no estado cristalino pode afetar a solubilidade
 Mistura
 Não homogênea distribuição do P.A. resulta em uma mistura
ineficiente ou inadequada.
 Mistura excessiva de lubrificante reduz as taxas de dissolução e
afeta a compactação.
 Granulação
 Distribuição não homogênea dos ligantes e P.A. levam a um
material rico ou pobre.
 Umidade residual pode levar a degradação do P.A.
 Tamanho irregulares dos grânulos levam (e também grânulos
muito grandes ou muito finos) a problemas de compactação e ou
uniformidade.
Alguns problemas na produção de comprimidos...
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 Comprimidos
 Irregular pressão de compactação afeta a dissolução
 Dificuldade na alimentação e enchimento da matriz leva a
uniformidade de conteúdo baixo (Variação de peso).
 Grande quantidade de lubrificante para facilitar a alimentação da
maquina reduz a taxa de dissolução.
 Descoroação e laminação
 Comprimidos sarapintados
 Tamanho e distribuição do granulado antes da compressão
 Escoamento deficiente
 Mistura deficiente
 Variação da dureza
 Alteração dos punções
 Impressão dupla
 “Picking” e “sticking”
 Revestimento
 Uniformidade irregular ou um incompleto revestimento dos comprimidos leva a
diferentes modelos de dissolução.
Alguns problemas na produção de comprimidos...
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Laminação ou descoroação (Capping) de comprimidos
“sticking”
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Gravação de comprimidos...
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 Variação no Peso
 Variação na Dureza
 Adesão as paredes da Matriz
 Adesão aos Punções
 Descabeçamentos
 Variação no Tempo de Desintegração
 Variação na Dosificação
Problemas na produção de comprimidos...
Comentar as possíveis Causas e as SoluçõesComentar as possíveis Causas e as Soluções

Comprimidos 2006

  • 1.
    Granulados e ComprimidosGranuladose Comprimidos Prof. Dr. Cícero Flávio Soares Aragão TECNOLOGIA FARMACÊUTICA IV GRANULADOS e COMPRIMIDOS Prof. Cláudio Luís Venturini
  • 2.
    Granulados e ComprimidosGranuladose Comprimidos Prof. Dr. Cícero Flávio Soares Aragão Formas Farmacêuticas Sólidas PÓS GRANULADOS COMPRIMIDOS Cápsulas Drágeas Excipientes Excipientes
  • 3.
    Granulados e ComprimidosGranuladose Comprimidos Prof. Dr. Cícero Flávio Soares Aragão Qual o papel dos excipientes ?  São elementos chaves para garantir a qualidade e a performance das formas farmacêuticas.  Eles podem ser selecionados para aumentar a estabilidade (antioxidantes, absorção UV)  Otimizar ou modificar a liberação da droga (desintegrantes, polímeros hidrofílicos, agentes umedificantes, polímeros biodegradáveis)  Exerce função essencial na tecnologia de produção (diluentes, ligantes e lubrificantes)  Aumentar a aceitabilidade dos pacientes (flavorizantes).  Ajudar na identificação do produto (corantes)
  • 4.
    Granulados e ComprimidosGranuladose Comprimidos Prof. Dr. Cícero Flávio Soares Aragão Critérios avaliados na escolha dos excipientes  Custo  Segurança funcional  Disponibilidade  Aceitabilidade dos órgãos governamentais internacionais.  compêndios oficiais (identificação e pureza dos excipientes)  As monografias podem não garantir a funcionalidade dos excipientes.  Recentes avanços:  Excipientes de compressão direta como os diluentes- ligantes (Ludpress)  Varias classes de “super” desintegrantes.
  • 5.
    Granulados e ComprimidosGranuladose Comprimidos Prof. Dr. Cícero Flávio Soares Aragão Tipos de Excipientes  Diluentes  Aglutinantes (ligantes)  Desintegrantes  Lubrificantes  Absorventes  Molhantes  Corantes  Educorantes  Aromatizantes
  • 6.
    Granulados e ComprimidosGranuladose Comprimidos Prof. Dr. Cícero Flávio Soares Aragão Alguns excipientes usados em comprimidos...  Fosfato de cálcio dib. dihid NF  Manitol USP  Sorbitol  Sacarose em pó USP  Materiais à base de sacarose  Sulfato de cálcio dihid. NF  Dextrose  Diluentes  Lactose USP  Lactose USP anidra  Lactose USP nebulizada  Amidos diretamente compressíveis  Amidos hidrolizados  Celulose microcristalina  Outros deriv. da celulose  Polivinilpirrolidona (PVP)  Amido pré-gelatinizado  Alginato de sódio e derivados  Sorbitol  Goma traganta  Aglutinantes e adesivos  Goma arábica  Derivados da celulose  Gelatina  Glucose
  • 7.
    Granulados e ComprimidosGranuladose Comprimidos Prof. Dr. Cícero Flávio Soares Aragão  Desintegrantes  Amido  Derivados do amido  Celulose  Magmas  Derivados da celulose  Alginatos  PVP modificado  Lubrificantes  Ácido esteárico e seus sais  Talco  Polietilenoglicois  Tensoativos  Ceras  Deslizantes e promotores de escoamento  Derivados da sílica  Talco  Amido de milho  Corantes, aromatizantes e edulcorantes  Edulcorantes naturais e artificiais  Aromas Alguns excipientes usados em comprimidos...
  • 8.
    Granulados e ComprimidosGranuladose Comprimidos Prof. Dr. Cícero Flávio Soares Aragão Exigências da Globalização da Industria Farmacêutica...  Harmonização das farmacopéias para os padrões dos excipientes.  Boas Praticas de Produção (GMP) para os excipientes.  Guia (guidelines) de avaliação da segurança de novos excipientes para eliminar ou evitar a barreira comercial entre diferentes paises.  Criação (1991) do IPEC – Conselho Internacional de Excipientes Farmacêuticos formado por produtores, usuários e pesquisadores (Estados Unidos, Europa e Japão).  TriPEC (1993), mais de 100 excipientes e filmes farmacêuticos.  Estados Unidos (IPEC-Americas)  Europa (IPEC-Europe)  Japão (JPEC)
  • 9.
    Granulados e ComprimidosGranuladose Comprimidos Prof. Dr. Cícero Flávio Soares Aragão GRANULADOS
  • 10.
    Granulados e ComprimidosGranuladose Comprimidos Prof. Dr. Cícero Flávio Soares Aragão  Pequenos grãos ou grânulos irregulares cujo conjunto tem aspecto homogêneo.  Cada grânulo é um aglomerado de partículas cristalinas ou amorfas, de resistência suficiente para permitir as diversas manipulações.  CONCEITO:
  • 11.
    Granulados e ComprimidosGranuladose Comprimidos Prof. Dr. Cícero Flávio Soares Aragão  Fáceis de dosificar  fracionamento de dose;  Melhor administração  corretivos de sabor;  Diminui a superfície total e específica  ↓ forças de adesão, ↑ fluidez  enchimento de cápsulas e matrizes  ↑ estabilidade;  Possibilidade de revestimento  proteção,  melhora aceitação,  modificação da liberação;  Estabilidade. Vantagens  Dose;  Estabilidade;  Preparação. Desvantagens
  • 12.
    Granulados e ComprimidosGranuladose Comprimidos Prof. Dr. Cícero Flávio Soares Aragão Vantagens do granulados para comprimidos...  Produzir um livre fluxo  Densificar os materiais  Preparar misturas uniformes que não se separam  Melhorar as características de compressão do fármaco  Controlar a taxa de liberação do fármaco  Facilitar a dispensação ou volume a ser dispensado  Reduzir o pó  Melhorar a aparência do comprimido
  • 13.
    Granulados e ComprimidosGranuladose Comprimidos Prof. Dr. Cícero Flávio Soares Aragão Tipos de granulados...  Vermiculares  Esféricos  Sacaretos granulados  Granulados de chocolate  Granulados efervescente
  • 14.
    Granulados e ComprimidosGranuladose Comprimidos Prof. Dr. Cícero Flávio Soares Aragão Vias de granulação  Granulação por Via Úmida  Clássica  leito fluidizado  Granulação por Via Seca  Por fusão
  • 15.
    Granulados e ComprimidosGranuladose Comprimidos Prof. Dr. Cícero Flávio Soares Aragão GRANULAÇÃO A ÚMIDO (Método Clássico) 1. Umedecimento dos pós: Mistura de pós Líquido de granulação PA + Água Aglutinantes Etanol, metanol, isopropanol Forma-se uma solução concentrada na superfície ↓∆ Crosta sólida a) Granulado crostoso  Exigências para o produto  Suficientemente insolúvel no líquido para umedecimento;  Estabilidade frente à umidade e calor
  • 16.
    Granulados e ComprimidosGranuladose Comprimidos Prof. Dr. Cícero Flávio Soares Aragão GRANULAÇÃO A ÚMIDO (Método Clássico) b) Granulado por Adesão (cola) Solução aquosa aglutinante Gelatina (2-5%) Amido (5-20%) Mistura de pós + Mucilagens Xarope simples Metilcelulose (1-6%) PVP (0,5-3%)
  • 17.
    Granulados e ComprimidosGranuladose Comprimidos Prof. Dr. Cícero Flávio Soares Aragão Granulação a úmido Aglutinante Incorporação % uso % em sol. Solvente Amido pré gel. Úmido 2 – 5 10 – 15 Água Seco 5 – 10 Água Amido Úmido 2 – 5 5 – 25 Água Gelatina Úmido 1 – 3 5 – 10 Água PVP Úmido 0 – 7 5 – 10 Água ou álcool HPMC Úmido 2 – 5 5 – 10 Água ou álcool Etil celulose Úmido 1 – 5 2 – 10 Água ou álcool Aglutinantes
  • 18.
    Granulados e ComprimidosGranuladose Comprimidos Prof. Dr. Cícero Flávio Soares Aragão GRANULAÇÃO A ÚMIDO (Método Clássico) 1 – Pendular 2 – Funicular FASES DO DESENVOLVIMENTO DOS GRANULOS 3 – Capilar 4 - Gota Volume de líquido de granulação adicionado (mL) Torque F (Nm) 1 2 3 4
  • 19.
    Granulados e ComprimidosGranuladose Comprimidos Prof. Dr. Cícero Flávio Soares Aragão GRANULAÇÃO A ÚMIDO (Método Clássico) FASES DO DESENVOLVIMENTO DOS GRANULOS  Adesão e Coesão  Filme interfaciais  Filmes líquidos móveis dentro dos granulos  Formação de pontes sólidas após a evaporação  Ação do aglutinante • Pontes sólidas  Cristalização das substâncias dissolvidas
  • 20.
    Granulados e ComprimidosGranuladose Comprimidos Prof. Dr. Cícero Flávio Soares Aragão GRANULAÇÃO A ÚMIDO (Método Clássico) 2. Divisão da massa (Granulação Propriamente dita)  Pressão sobre o tamis  granulado largo  bastoniforme  Matrizes perfuradas  menor rugosidade  boa fluidez  Vibração  menor diâmetro  esferóides ou elipsóides  maior fluidez Granulometria depende • Luz do tamis ou crivo; • Consistência da massa (% água); • Tecnologia de granulação.
  • 21.
    Granulados e ComprimidosGranuladose Comprimidos Prof. Dr. Cícero Flávio Soares Aragão GRANULAÇÃO A ÚMIDO (Método Clássico)
  • 22.
    Granulados e ComprimidosGranuladose Comprimidos Prof. Dr. Cícero Flávio Soares Aragão GRANULAÇÃO A ÚMIDO (Método Clássico) 3. Secagem  Estufas  Leito de ar  IV Umidade Residual ≈ 1 a 3% 4. Calibração  para separação dos finos  soltar os grânulos
  • 23.
    Granulados e ComprimidosGranuladose Comprimidos Prof. Dr. Cícero Flávio Soares Aragão GRANULAÇÃO A ÚMIDO (Método Clássico) maxaladeira
  • 24.
    Granulados e ComprimidosGranuladose Comprimidos Prof. Dr. Cícero Flávio Soares Aragão GRANULAÇÃO A ÚMIDO (Leito Fluidizado)
  • 25.
    Granulados e ComprimidosGranuladose Comprimidos Prof. Dr. Cícero Flávio Soares Aragão GRANULAÇÃO A SECO  Fármaco;  Diluente;  Aglutinante;  Desintegrante;  Antiaderente/Deslizante/Lubrificante Aglutinante  Celulose microcristalina  Lactose;  Dextrose;  Sacarose;  Sulfato de cálcio;  Polietilenogol 4000;  Trifosfato de cálcio.
  • 26.
    Granulados e ComprimidosGranuladose Comprimidos Prof. Dr. Cícero Flávio Soares Aragão GRANULAÇÃO A SECO 1. Influência na rigidez ou coesividade da granulação:  Rigidez  traduz a intensidade e a efetividade das forças coesivas no interior dos grânulos 2) Máquinas utilizadas para a compactação:  Prensas hidráulicas  Máquinas de comprimir alternativas  Compactadores  de cilindros ou rolos lisos,  denteados  perfurados.
  • 27.
    Granulados e ComprimidosGranuladose Comprimidos Prof. Dr. Cícero Flávio Soares Aragão GRANULAÇÃO POR FUSÃO PA hidratado --------∆-------- Pasta (crivo) 90-105° C •Ácido Cítrico •Bicarbonato de sódio •Sulfato de Magnésio •Misturas eutéticos.
  • 28.
    Granulados e ComprimidosGranuladose Comprimidos Prof. Dr. Cícero Flávio Soares Aragão COMPRIMIDOS “Comprimidos são formas farmacêuticas sólidas contendo princípios ativos normalmente preparados com auxilio de adjuvantes farmacêuticos adequados (excipientes)”
  • 29.
    Granulados e ComprimidosGranuladose Comprimidos Prof. Dr. Cícero Flávio Soares Aragão Vantagens dos comprimidos...  Elegância na apresentação, fácil uso, portáveis (aparência, forma, cor)  Podem apresentar vincos e gravações  Dosagem correta e alto grau de precisão  Praticidade na fabricação  Menor dispêndio e cuidados na aquisição de embalagens adequadas  Maior estabilidade em relação as outras formas  Maior facilidade em administrar fármacos insolúveis em água  Menor sensação de sabores e odores desagradáveis  Ser deglutido sem prolongado contato com a mucosa bucal  Permitem utilizar revestimentos externos  Permite o controle na liberação do fármaco  Menor volume quando comparado com outras formas (Facilidade de armazenamento e distribuição)  Ter uniformidade de peso e de conteúdo  Manter sua qualidade durante todo o seu prazo de validade  Ser resistente a choques e abrasão  Apresentar boa liodisponibilidade
  • 30.
    Granulados e ComprimidosGranuladose Comprimidos Prof. Dr. Cícero Flávio Soares Aragão Desvantagens dos comprimidos...  Difícil deglutição do comprimidos em idosos e crianças  Irritação local da mucosa gástrica (alguns fármacos)  Diminuição da biodisponibilidade
  • 31.
    Granulados e ComprimidosGranuladose Comprimidos Prof. Dr. Cícero Flávio Soares Aragão Classificação ... ۞ Quanto a tecnologia de obtenção: •Compressão direta •Compressão direta com adição de adjuvantes •Compressão com granulação prévia •Seca •Úmida
  • 32.
    Granulados e ComprimidosGranuladose Comprimidos Prof. Dr. Cícero Flávio Soares Aragão Classificação ... ۞ Quanto ao emprego Terapêutic o Direto Indireto interno externo Orais/bucais Injetáveis (hipodérmicos) Ex.hormônios, insulina interno externo Efervescentes Injetáveis extemporâneos Dissolução extemporânea Ex. KMnO4 Vaginais
  • 33.
    Granulados e ComprimidosGranuladose Comprimidos Prof. Dr. Cícero Flávio Soares Aragão Classificação ... ۞ Quanto ao emprego Químico Análises Depuração de águas preparações de soluções tampões reagentes Meios de diagnostico
  • 34.
    Granulados e ComprimidosGranuladose Comprimidos Prof. Dr. Cícero Flávio Soares Aragão Tipos de comprimidos... 1. Comprimidos mastigáveis (ex.: antiácidos e vitaminas) 2. Comprimidos sublinguais (absorção rápida) 3. Comprimidos efervescente (reação: ácido cítrico + bicarbonato de sódio em meio aquoso) 4. Comprimidos com multicamadas (incompatibilidade, liberação prolongada, aparência) 5. Comprimidos revestidos por compressão (incompatibilidade) 6. Comprimidos revestidos com açúcar (mascarar odor e sabor, mascarar falhas de processamento) 7. Comprimidos revestidos com polímeros 8. Comprimidos com revestimento entérico (liberação do fármaco no intestino)
  • 35.
    Granulados e ComprimidosGranuladose Comprimidos Prof. Dr. Cícero Flávio Soares Aragão Forma do comprimido (matriz e punção)
  • 36.
    Granulados e ComprimidosGranuladose Comprimidos Prof. Dr. Cícero Flávio Soares Aragão PESAGEM E TAMIZAÇÃO DAS MATÉRIAS-PRIMAS MISTURA DAS MATÉRIAS-PRIMAS SECAGEM COMPREÇÃO DOS COMPRIMIDOS MISTURA ÚMIDA GRANULAÇÃO ÚMIDA CALIBRAÇÃO DO GRANULO SECOMISTURA DO LUBRIFICANTE COMPRESSÃO DIRETA ADIÇÃO DE AGLUTINANTE COMPRESSÃO VIA ÚMIDA Vias de preparação de comprimidos ... PRÉ-COMPRESSÃO MOAGEM COMPRESSÃO VIA SECA
  • 37.
    Granulados e ComprimidosGranuladose Comprimidos Prof. Dr. Cícero Flávio Soares Aragão Vias de preparação de comprimidos ... Fármacos diretamente compressíveis • Dose elevada, • Não ser higroscópico; • Boa qualidade de fluxo; • Boa compressibilidade (nem muito duro, nem elástico) • Coesão após compressão; • Desintegrável Ex.: urotropina, KCl, KBr, Clorato, Dicromato e permanganato de potássio, NH4Cl, NH4I, NaCl, NaBr, Cicrato de sódio, ácido bórico, Sulfato de zinco.
  • 38.
    Granulados e ComprimidosGranuladose Comprimidos Prof. Dr. Cícero Flávio Soares Aragão Vias de preparação de comprimidos ... Excipientes usados na Compressão direta • Fluidez; • Compressibilidade/compactibilidade • Perfil de Pressão/dureza • Fisiologicamente inerte; • Compatível com o P.A.; • Não alterar as propriedades físicas e/ou químicas durante a compressão; • Estável a O2, umidade e temperatura; • Ausência de sabor e odor; • Cor branca; • Não influenciar a biodisponibilidade; • Distribuição do tamanho das partículas similar ao P.A.; • Preço baixo.
  • 39.
    Granulados e ComprimidosGranuladose Comprimidos Prof. Dr. Cícero Flávio Soares Aragão Vias de preparação de comprimidos ... Funções do Lubrificantes  Função realmente lubrificanteFunção realmente lubrificante Reduzir a fricção no momento do deslizamentoReduzir a fricção no momento do deslizamento das partículas e na interface entre o corpo dodas partículas e na interface entre o corpo do comprimido e a parede da matriz, no momento dacomprimido e a parede da matriz, no momento da formação deste e sua ejeção do interior do corpoformação deste e sua ejeção do interior do corpo da matriz.da matriz.  Função anti-adesivaFunção anti-adesiva Prevenir a adesão entre as superfíciesPrevenir a adesão entre as superfícies  Auxiliar de fluxoAuxiliar de fluxo Aumenta o fluxo modificando a interação entre asAumenta o fluxo modificando a interação entre as partículaspartículas
  • 40.
    Granulados e ComprimidosGranuladose Comprimidos Prof. Dr. Cícero Flávio Soares Aragão Vias de preparação de comprimidos ... Lubrificantes Lubrificante Atividade lubrificante Atividade anti-aderente Atividade deslizante Estearatos metálicos Excelente Boa Pobre Acido esteárico Boa Boa Nula Silicas coloidais Nula Boa Excelente Talco Pobre Excelente Boa Amido Pobre Excelente Excelente Estearato fumarato de sódio Exelente (superior ao de Mg) Boa Boa
  • 41.
    Granulados e ComprimidosGranuladose Comprimidos Prof. Dr. Cícero Flávio Soares Aragão Vantagens da granulação por via úmida Vantagens da granulação por via seca  Aumenta o tamanho e a esfericidade das partículas (melhora a coesão,uniformidade, densidade, fluxo e compressibilidade)  Reduz o ar incorporado nos pós  Reduz o nível de pó  Permite a adição de de soluções e suspensões  Baixa pressão de compressão  Produz boa distribuição e uniformidade de conteúdo  A taxa de dissolução dos fármacos insolúveis pode ser aumentada devido às propriedades dos solventes e ligantes adicionados  Economia em área, equipamentos e tempo  Menor número de operações e equipamentos para validar  Pode-se trabalhar com fármacos sensíveis a temperatura e umidade
  • 42.
    Granulados e ComprimidosGranuladose Comprimidos Prof. Dr. Cícero Flávio Soares Aragão Etapas da Compressão  CompressãoCompressão  Redução do volume liquido de uma área pelaRedução do volume liquido de uma área pela eliminação de espaços vazios e levando partículas aeliminação de espaços vazios e levando partículas a um contato próximoum contato próximo  ConsolidaçãoConsolidação  Aumento da força mecânica ate a obtenção deAumento da força mecânica ate a obtenção de interações interparticularesinterações interparticulares  Compactação =Compactação = compressãocompressão ++ consolidaçãoconsolidação  Papel das forças de compressãoPapel das forças de compressão  Primariamente aumentar as áreas interfaciais dePrimariamente aumentar as áreas interfaciais de contato entre partículas, ou seja, levar as superfíciescontato entre partículas, ou seja, levar as superfícies das partículas adjacentes a juntas apresentarem forçasdas partículas adjacentes a juntas apresentarem forças de ação de superfície suficientes para se ligaremde ação de superfície suficientes para se ligarem
  • 43.
    Granulados e ComprimidosGranuladose Comprimidos Prof. Dr. Cícero Flávio Soares Aragão Ciclo de compressão Maquina tipo “pica-pau” = 1 punção
  • 44.
    Granulados e ComprimidosGranuladose Comprimidos Prof. Dr. Cícero Flávio Soares Aragão Ciclo de compressão
  • 45.
    Granulados e ComprimidosGranuladose Comprimidos Prof. Dr. Cícero Flávio Soares Aragão Ciclo de compressão Maquina rotatória = vários punções
  • 46.
    Granulados e ComprimidosGranuladose Comprimidos Prof. Dr. Cícero Flávio Soares Aragão Ciclo de compressão
  • 47.
    Granulados e ComprimidosGranuladose Comprimidos Prof. Dr. Cícero Flávio Soares Aragão
  • 48.
    Granulados e ComprimidosGranuladose Comprimidos Prof. Dr. Cícero Flávio Soares Aragão
  • 49.
    Granulados e ComprimidosGranuladose Comprimidos Prof. Dr. Cícero Flávio Soares Aragão  Redução do tamanho das partículas  partículas não uniformes (problemas segregação)  surgimento de forças eletrostáticas inibe a completa mistura  mudanças no estado cristalino pode afetar a solubilidade  Mistura  Não homogênea distribuição do P.A. resulta em uma mistura ineficiente ou inadequada.  Mistura excessiva de lubrificante reduz as taxas de dissolução e afeta a compactação.  Granulação  Distribuição não homogênea dos ligantes e P.A. levam a um material rico ou pobre.  Umidade residual pode levar a degradação do P.A.  Tamanho irregulares dos grânulos levam (e também grânulos muito grandes ou muito finos) a problemas de compactação e ou uniformidade. Alguns problemas na produção de comprimidos...
  • 50.
    Granulados e ComprimidosGranuladose Comprimidos Prof. Dr. Cícero Flávio Soares Aragão  Comprimidos  Irregular pressão de compactação afeta a dissolução  Dificuldade na alimentação e enchimento da matriz leva a uniformidade de conteúdo baixo (Variação de peso).  Grande quantidade de lubrificante para facilitar a alimentação da maquina reduz a taxa de dissolução.  Descoroação e laminação  Comprimidos sarapintados  Tamanho e distribuição do granulado antes da compressão  Escoamento deficiente  Mistura deficiente  Variação da dureza  Alteração dos punções  Impressão dupla  “Picking” e “sticking”  Revestimento  Uniformidade irregular ou um incompleto revestimento dos comprimidos leva a diferentes modelos de dissolução. Alguns problemas na produção de comprimidos...
  • 51.
    Granulados e ComprimidosGranuladose Comprimidos Prof. Dr. Cícero Flávio Soares Aragão Laminação ou descoroação (Capping) de comprimidos “sticking”
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    Granulados e ComprimidosGranuladose Comprimidos Prof. Dr. Cícero Flávio Soares Aragão Gravação de comprimidos...
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    Granulados e ComprimidosGranuladose Comprimidos Prof. Dr. Cícero Flávio Soares Aragão  Variação no Peso  Variação na Dureza  Adesão as paredes da Matriz  Adesão aos Punções  Descabeçamentos  Variação no Tempo de Desintegração  Variação na Dosificação Problemas na produção de comprimidos... Comentar as possíveis Causas e as SoluçõesComentar as possíveis Causas e as Soluções