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Narrativas Transmidiáticas
Narrativas transmidiáticas
•  Conceitos básicos e fundamentos
•  Motivações econômicas e mercadológicas
•  Transmedia vs Crossmedia
•  Tipos de estruturas narrativas transmidiáticas
•  Expansão gradual do universo narrativo
•  Antepessados da narrativa transmidiática
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•  Outros aspectos relevantes
Narrativas transmidiáticas
Parte 1
Olhares tecnoculturais sobre as narrativas
Parte 2
Narrativas transmidiáticas
Parte 3
Atividade: criação de narrativas transmidiáticas
Olhares tecnoculturais sobre as
narrativas
Um meio de comunicação cria
um ambiente.
Um ambiente é um
processo, não um
invólucro.
É uma ação e atuará sobre os
nossos sistemas nervosos e
nossas vidas sensoriais,
modificando-os
por inteiro.
Toda tecnologia tem suas
regras básicas.
Elas determinam todos os
tipos de arranjos
em outras esferas
da cultura
Narrativa e Colaboração
•  Relações entre mídia e consumo de
narrativas: da cultura de transmissão para a
cultura do compartilhamento em rede;
•  Narrativas colaborativas: literatura e
audiovisual;
•  Jogo de contar histórias.
The boyhood of Raleigh – Sir John Everett Millais, óleo sobre tela, 1870.
Narração oral de histórias
Narrativa e Colaboração
•  Relações entre mídia e consumo de
narrativas: da cultura de transmissão para a
cultura do compartilhamento em rede;
•  Narrativas colaborativas: literatura e
audiovisual;
•  Jogo de contar histórias.
Fonte: http://en.wikipedia.org/wiki/Oral_storytelling
Oral storytelling is an ancient tradition and the most
personal and intimate form of storytelling. The
storyteller and the listeners are physically close as well
as, through the story connection, psychically close. The
storyteller reveals, and thus shares, him/her self
through his/her telling and the listeners reveal and
share themselves through their reception of the story.
The intimacy and connection is deepened by the
flexibility of oral storytelling which allows the tale to be
moulded according to the needs of the audience and/or
the location or environment of the telling. Listeners
also experience the immediacy of a creative process
taking place in their presence and they experience the
empowerment of being a part of that creative process.
Oral Storytelling
Narrativa e Colaboração
•  Relações entre mídia e consumo de
narrativas: da cultura de transmissão para a
cultura do compartilhamento em rede;
•  Narrativas colaborativas: literatura e
audiovisual;
•  Jogo de contar histórias.
A narração oral de histórias é uma tradição ancestral e
é também a forma mais íntima e pessoal de narração. O
narrador e os ouvintes ficam fisicamente próximos,
sentindo-se conectados pela história. O narrador revela
e compartilha sua subjetividade através da história e
também os ouvintes o fazem enquanto a escutam. Essa
intimidade e conexão aumenta devido à flexibilidade da
forma oral, que permite que a história se molde de
acordo com as circunstâncias e necessidades da
audiência ou de acordo com as circunstâncias em que
a história está sendo contada. Dessa maneira, os
ouvientes também experimentam a sensação de fazer
parte de um processo criativo que acontece na
presença deles.*
* Livremente traduzido de http://en.wikipedia.org/wiki/Oral_storytelling
Narração oral
Narrativa e Colaboração
•  Relações entre mídia e consumo de
narrativas: da cultura de transmissão para a
cultura do compartilhamento em rede;
•  Narrativas colaborativas: literatura e
audiovisual;
•  Jogo de contar histórias.
Narração Oral
•  Proximidade entre emissor e receptor;
•  A história se molda de acordo com contexto
(improviso);
•  É uma prática disseminada nas sociedades, que passa
de geração para geração (p. ex.: lendas locais que
todos sabem contar).
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livre – “quem conta um conto aumenta um ponto”.
Cultura da transmissão
Consumir narrativas “fechadas” (livros,
filmes, músicas etc.).
Delegar a criação de produtos culturais a uma
”autoridade” competente, isto é, a um
“autor”.
Tornar o consumo de produtos culturais algo
individual. Ex.: no cinema, não há interação
entre os espectadores.
Consumir narrativas em um único suporte
tecnológico por vez (livro, cinema, TV etc.).
Ter “hora e lugar” determinados para
consumo de narrativas (ex. novela das nove).
Consumir narrativas em suportes de acesso
linear.
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as mídias computacionais e
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Cultura do software e mídias locativas em experiências com telas móveis – Tiago R. C. Lopes
NARRATIVA
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convergência
Cultura da Convergência (2008)Henry Jenkins
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Até pouco tempo atrás tínhamos a impressão de que todas as
funções midiáticas seriam assimiladas por um único aparelho. Uma
espécie de caixa preta, onde se poderia assistir TV, ver filmes, se
comunicar com outras pessoas, ler textos, gravar e ouvir músicas
etc.
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De fato, existem aparelhos assim, como os modernos celulares
smartphones. Contudo, ao invés de um único aparelho com essas
características, temos a multiplicação de vários tipos de
dispositivos eletrônicos que oferecem diversas funções: players
DVD e BlueRay, receptores de TV à cabo, home theaters,
videogames, palm tops, Mp3 players, dentre outros, são as novas
caixas pretas que multiplicam-se ao nosso redor.
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A convergência não deve ser compreendida
somente como um processo tecnológico que
une múltiplas funções dentro dos mesmos
aparelhos...
Trata-se de uma transformação cultural que
ocorre à medida que consumidores são
incentivados a procurar novas informações e
fazer conexões em meio a conteúdos midiáticos
dispersos.
Dino Ignácio, estudante filipino-americano, criou no Photoshop uma
colagem de Beto de Vila Sésamo interagindo com Osama Bin
Laden como parte de uma serie "Beto é do Mau”…
Dino Ignácio Beto Osama Bin Laden
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Beto é do Mau: Beto e Osama		
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Beto é do Mau: Beto e Osama
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Beto é do Mau: Beto e Htler
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Beto é do Mau: Beto no 11 de setembro
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Beto é do Mau: Beto e Pam
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Um editor de Bangladesh procurou na Internet imagens de Bin
Laden para produzir camisetas e pôsteres antiamericanos. A
imagem acabou em uma colagem de fotografias similares que foi
impressa em milhares de pôsteres e distribuída em todo o Oriente
Médio…
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Repórteres da CNN registraram o improvável: a cena de uma
multidão enfurecida marchando em passeata pelas ruas, gritando
slogans antiamericanos e agitando cartazes com Beto e Bin
Laden...
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Pense nos circuitos através dos quais as imagens de Beto é do
Mau viajaram – da Vila Sésamo ao Photoshop e à rede mundial de
computadores, do quarto de Ignácio a uma gráfica em
Bangladesh, dos pôsteres empunhados por manifestantes
antiamericanos e capturados pela CNN às salas das pessoas ao
redor do mundo.
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Bem-vindo ao mundo da convergência, onde as velhas e as novas
mídias colidem, onde a mídia corporativa e a mídia alternativa se
cruzam, onde o poder do produtor de mídia e o poder do
consumidor se integram de maneiras imprevisíveis.
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Parte da circulação dependeu de estratégias empresariais,
como a adaptação de Vila Sésamo ou a cobertura global da CNN.
Parte da circulação dependeu da tática de apropriação popular,
seja na América do Norte ou no Oriente Médio.
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Efeitos da cultura da convergência
Remix tecnológico (hybrid media)
Ecologia das mídias
Prosumers
Sujeito “caçador” de conteúdos
Transmedia Storytelling
Em 29 de julho de 2010 o site daTV WAFF publicou uma
reportagem sobre uma tentativa de estupro na cidade de
Huntsville (Alabama, EUA). O vídeo mostrava Antoine Dodson,
irmão da vítima, dando um depoimento indignado ao repórter
televisivo.
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Entrevista	com	Antoine	e	Kelly	Daudson	
h#p://www.youtube.com/watch?v=QX2vfMUYr64
O jeito articulado e peculiar apresentado por Dodson (e sua irmã
também) no vídeo chamou a atenção do grupo musical The
Gregory Brothers, que criou a canção “The Bed Intruder Song”
usando o áudio da reportagem.
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Bed	Intruder	Song	-	legendado	
h#p://www.youtube.com/watch?v=6JdVJSxu1VM
Na semana em que “Bed Intruder Song” foi colocada na internet
atingiu a posição de número 89 na listagem da revista Billboard,
tornando-se recordista no iTunes Store com mais de 32 milhões de
downloads, até 15 de outubro de 2010.
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Antoine e Kelly Dodson são considerados co-autores da canção e
recebem 50% dos valor arrecadado com as vendas de “The Bed
Intruder Song”
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Narrativas Transmidiáticas
Narrativas transmidiáticas
•  Conceitos básicos e fundamentos
•  Motivações econômicas e mercadológicas
•  Transmedia vs Crossmedia
•  Tipos de estruturas narrativas transmidiáticas
•  Expansão gradual do universo narrativo
•  Antepessados da narrativa transmidiática
•  Alternate Reality Games
•  Outros aspectos relevantes
Uma narrativa transmidiática desenvolve-se
através de múltiplas mídias, com cada nova
narrativa contribuindo para a expansão do
universo ficcional e aproveitando o potencial
específico de cada meio de comunicação.
Narrativas transmidiáticas - ou narrativas
transmídia - são aquelas que ocorrem em
diferentes plataformas, interligando um produto
principal (livro, filme, história em quadrinhos,
seriado televisivo etc.) a tramas paralelas que
expandem a história central, criando um vínculo
com o leitor/espectador/ouvinte que o incentiva
a garimpar fragmentos da narrativa em diferentes
lugares.
Profº. Me.Tiago R. C. Lopes - tiagorclopes@gmail.com
Na série de filmes para o cinema Matrix, seus
criadores e produtores pensaram em ações
transmidiáticas através do lançamento de jogos
de videogame, animações e histórias em
quadrinhos. Esta estratégia teve como objetivo
desenvolver diferentes partes da história através
de múltiplos suportes midiáticos, cada uma
contribuindo de maneira distinta e valiosa para o
todo.
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Skimmers
Dippers
Divers
Cauda Longa
Matrix é entretenimento para a era da convergência, integrando
múltiplos textos para criar uma narrativa tão ampla que não pode
ser contida em uma única mídia.
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Surgem como uma estética que responde à convergência das
mídias – uma estética que faz novas exigências aos consumidores
e depende da participação ativa de comunidades de conhecimento.
Profº. Me.Tiago R. C. Lopes - tiagorclopes@gmail.com
Se referem a determinados modos de configuração da produção,
circulação e consumo de produtos midiáticos, geralmente
atrelados à indústria do entretenimento e que se caracterizam pela
fragmentação do conteúdo em diversos meios de comunicação.
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transmídia vs crossmídia
Transmídia não é sinônimo de adaptação de
um mesmo conteúdo para diferentes mídias.
Henry	Jenkins	e	a	Narra>va	Transmídia	
h#p://www.ericeustaquio.com.br/convergencia/henry-jenkins-e-a-narraMva-transmidia
A narrativa transmídia é a arte da criação de um universo. Para
viver uma experiência plena num universo ficcional, os
consumidores devem assumir o papel de caçadores e coletores,
perseguindo pedaços da história pelos diferentes canais,
comparando suas observações com as de outros fãs , em grupos
de discussão on-line, e colaborando para assegurar que todos os
que investiram tempo e energia tenham uma experiência de
entretenimento mais rica.
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Transmídia	transforma	a	velha	arte	de	contar	histórias
Antigamente, para se ter um bom filme, era preciso
elaborar uma boa história. Depois, quando as
sequências começaram a decolar, era preciso elaborar
um bom personagem, porque um bom personagem
poderia sustentar múltiplas histórias. Hoje, é preciso
elaborar um universo, porque um universo pode
sustentar múltiplos personagens e múltiplas histórias,
em múltiplas mídias.
A narrativa deve fornecer recursos para ser “desmontado” pelo
público.
Citações, arquétipos, referências retiradas de uma série de obras
anteriores.
Quanto mais direções apresentar, melhor.
Expansão gradual do universo ficcional
!
prosumer
consumer
producer
+
=
Fandom
•  História da Laura Palmer desde
seus 15 anos até sua morte;
•  Relata coisas comuns de uma
adolescente descobrindo o
mundo até certo ponto, depois
se envolve com pessoas
estranhas e mostra não ser tão
pura e inocente quanto parece;
•  Presença marcante do
assassino.
•  Em duas partes;
•  Investigação da morte de uma
garçonete que leva à cidade e
pode ter relação com a morte
de Laura Palmer, que ainda não
havia ocorrido;
•  Mostra os últimos dias de Laura
e acontecimentos que podem
explicar questões da série.
Cada fragmento funciona como uma “toca do coelho”
que conduz ao universo narrativo da história.
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Marketing Transmídia
Reversal product placement
Reversal product placement
Divulgação
Segunda Tela
Aplicativo de segunda tela
Hannibal (2013)
Aplicativo de segunda tela
Hannibal (2013)
Aplicativo de segunda tela
Hannibal (2013)
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Hannibal (2013)
Alguns conselhos:
•  A história é mais importante do que as plataformas;
•  Cada parte da história deve ser autônoma;
•  As partes são simples, o todo complexo;
•  A redundância deve ser evitada;
•  Níveis de descobrimento devem ser incentivados;
•  Cada meio faz o que faz de melhor;
•  O perfil de público de cada meio deve ser respeitado.
•  Unir as pessoas (atrator cultural) e dar algo para elas fazerem
(ativador cultural).
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Mudanças de paradigma:
Estrutura narrativa:
história linear à universo ficcional fragmentado
Tecnocultura: banco de dados
Níveis de unidade narrativa:
mídia única à relações entre mídias, produtores “oficiais” e “não-
oficiais”.
Tecnocultura: hipertexto / rede
Posição do sujeito:
observador à caçador, gamer, explorador.
Tecnocultura: videogame
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Mudanças de paradigma:
Estratégia:
pré-determinada e voltada para o consumo à margem para
improvisação e voltada para apropriação dos usuários.
Tecnocultura: código aberto / colaboração / remix
Produção:
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Narrativas Transmidiáticas

  • 1. Tiago R. C. Lopes tricciardi@unisinos.br | tiagorclopes@gmail.com Narrativas Transmidiáticas
  • 2. Narrativas transmidiáticas •  Conceitos básicos e fundamentos •  Motivações econômicas e mercadológicas •  Transmedia vs Crossmedia •  Tipos de estruturas narrativas transmidiáticas •  Expansão gradual do universo narrativo •  Antepessados da narrativa transmidiática •  Alternate Reality Games •  Outros aspectos relevantes
  • 3. Narrativas transmidiáticas Parte 1 Olhares tecnoculturais sobre as narrativas Parte 2 Narrativas transmidiáticas Parte 3 Atividade: criação de narrativas transmidiáticas
  • 5. Um meio de comunicação cria um ambiente. Um ambiente é um processo, não um invólucro. É uma ação e atuará sobre os nossos sistemas nervosos e nossas vidas sensoriais, modificando-os por inteiro.
  • 6. Toda tecnologia tem suas regras básicas. Elas determinam todos os tipos de arranjos em outras esferas da cultura
  • 7.
  • 8.
  • 9.
  • 10.
  • 11. Narrativa e Colaboração •  Relações entre mídia e consumo de narrativas: da cultura de transmissão para a cultura do compartilhamento em rede; •  Narrativas colaborativas: literatura e audiovisual; •  Jogo de contar histórias. The boyhood of Raleigh – Sir John Everett Millais, óleo sobre tela, 1870. Narração oral de histórias
  • 12. Narrativa e Colaboração •  Relações entre mídia e consumo de narrativas: da cultura de transmissão para a cultura do compartilhamento em rede; •  Narrativas colaborativas: literatura e audiovisual; •  Jogo de contar histórias. Fonte: http://en.wikipedia.org/wiki/Oral_storytelling Oral storytelling is an ancient tradition and the most personal and intimate form of storytelling. The storyteller and the listeners are physically close as well as, through the story connection, psychically close. The storyteller reveals, and thus shares, him/her self through his/her telling and the listeners reveal and share themselves through their reception of the story. The intimacy and connection is deepened by the flexibility of oral storytelling which allows the tale to be moulded according to the needs of the audience and/or the location or environment of the telling. Listeners also experience the immediacy of a creative process taking place in their presence and they experience the empowerment of being a part of that creative process. Oral Storytelling
  • 13. Narrativa e Colaboração •  Relações entre mídia e consumo de narrativas: da cultura de transmissão para a cultura do compartilhamento em rede; •  Narrativas colaborativas: literatura e audiovisual; •  Jogo de contar histórias. A narração oral de histórias é uma tradição ancestral e é também a forma mais íntima e pessoal de narração. O narrador e os ouvintes ficam fisicamente próximos, sentindo-se conectados pela história. O narrador revela e compartilha sua subjetividade através da história e também os ouvintes o fazem enquanto a escutam. Essa intimidade e conexão aumenta devido à flexibilidade da forma oral, que permite que a história se molde de acordo com as circunstâncias e necessidades da audiência ou de acordo com as circunstâncias em que a história está sendo contada. Dessa maneira, os ouvientes também experimentam a sensação de fazer parte de um processo criativo que acontece na presença deles.* * Livremente traduzido de http://en.wikipedia.org/wiki/Oral_storytelling Narração oral
  • 14. Narrativa e Colaboração •  Relações entre mídia e consumo de narrativas: da cultura de transmissão para a cultura do compartilhamento em rede; •  Narrativas colaborativas: literatura e audiovisual; •  Jogo de contar histórias. Narração Oral •  Proximidade entre emissor e receptor; •  A história se molda de acordo com contexto (improviso); •  É uma prática disseminada nas sociedades, que passa de geração para geração (p. ex.: lendas locais que todos sabem contar). •  Flexibilização da autoria: apropriação e reprodução livre – “quem conta um conto aumenta um ponto”.
  • 15.
  • 17.
  • 18. Consumir narrativas “fechadas” (livros, filmes, músicas etc.). Delegar a criação de produtos culturais a uma ”autoridade” competente, isto é, a um “autor”. Tornar o consumo de produtos culturais algo individual. Ex.: no cinema, não há interação entre os espectadores.
  • 19. Consumir narrativas em um único suporte tecnológico por vez (livro, cinema, TV etc.). Ter “hora e lugar” determinados para consumo de narrativas (ex. novela das nove). Consumir narrativas em suportes de acesso linear.
  • 20. Mas as coisas mudam.
  • 21.
  • 23. A principal diferença entre as mídias computacionais e as mídias tradicionais…
  • 24. …é a separação entre banco de dados interface
  • 25.
  • 30. Os meios híbridos alteram nossa percepção sobre todas as áreas da experiência vivida. A partir dos diferentes usos operados sobre eles, emergem enunciados culturais. O “mundo” como: banco de dados audiovisual rede colaboração compartilhamento comunidade controle do espaço camadas sobrepostas
  • 31. Prof.Tiago R. C. Lopes tiagorclopes@gmail.com NARRATIVA BANCO DE DADOS Vs
  • 32. Prof.Tiago R. C. Lopes tiagorclopes@gmail.com NARRATIVA BANCO DE DADOS DE
  • 33. ESTÉTICA DO BANCO DE DADOS BANCOS DE DADOS ß CONTINUUM à ALGORITMOS Cultura do software e mídias locativas em experiências com telas móveis – Tiago R. C. Lopes
  • 34. NARRATIVA Prof.Tiago R. C. Lopes tiagorclopes@gmail.com BANCO DE DADOS DE algoritmo
  • 38.
  • 39. Cultura da Convergência (2008)Henry Jenkins
  • 40.
  • 41. Profº. Me.Tiago R. C. Lopes - tiagorclopes@gmail.com
  • 42. Até pouco tempo atrás tínhamos a impressão de que todas as funções midiáticas seriam assimiladas por um único aparelho. Uma espécie de caixa preta, onde se poderia assistir TV, ver filmes, se comunicar com outras pessoas, ler textos, gravar e ouvir músicas etc. Profº. Me.Tiago R. C. Lopes - tiagorclopes@gmail.com
  • 43. Profº. Me.Tiago R. C. Lopes - tiagorclopes@gmail.com
  • 44. Profº. Me.Tiago R. C. Lopes - tiagorclopes@gmail.com
  • 45. De fato, existem aparelhos assim, como os modernos celulares smartphones. Contudo, ao invés de um único aparelho com essas características, temos a multiplicação de vários tipos de dispositivos eletrônicos que oferecem diversas funções: players DVD e BlueRay, receptores de TV à cabo, home theaters, videogames, palm tops, Mp3 players, dentre outros, são as novas caixas pretas que multiplicam-se ao nosso redor. Profº. Me.Tiago R. C. Lopes - tiagorclopes@gmail.com
  • 46. Profº. Me.Tiago R. C. Lopes - tiagorclopes@gmail.com
  • 47. A convergência não deve ser compreendida somente como um processo tecnológico que une múltiplas funções dentro dos mesmos aparelhos... Trata-se de uma transformação cultural que ocorre à medida que consumidores são incentivados a procurar novas informações e fazer conexões em meio a conteúdos midiáticos dispersos.
  • 48. Dino Ignácio, estudante filipino-americano, criou no Photoshop uma colagem de Beto de Vila Sésamo interagindo com Osama Bin Laden como parte de uma serie "Beto é do Mau”… Dino Ignácio Beto Osama Bin Laden Profº. Me.Tiago R. C. Lopes - tiagorclopes@gmail.com
  • 49. Beto é do Mau: Beto e Osama Profº. Me.Tiago R. C. Lopes - tiagorclopes@gmail.com
  • 50. Beto é do Mau: Beto e Osama Profº. Me.Tiago R. C. Lopes - tiagorclopes@gmail.com
  • 51. Beto é do Mau: Beto e Htler Profº. Me.Tiago R. C. Lopes - tiagorclopes@gmail.com
  • 52. Beto é do Mau: Beto KKK Profº. Me.Tiago R. C. Lopes - tiagorclopes@gmail.com
  • 53. Beto é do Mau: Beto no assassinato e JFK Profº. Me.Tiago R. C. Lopes - tiagorclopes@gmail.com
  • 54. Beto é do Mau: Beto no Woodstock Profº. Me.Tiago R. C. Lopes - tiagorclopes@gmail.com
  • 55. Beto é do Mau: Beto no 11 de setembro Profº. Me.Tiago R. C. Lopes - tiagorclopes@gmail.com
  • 56. Beto é do Mau: Beto e Pam Profº. Me.Tiago R. C. Lopes - tiagorclopes@gmail.com
  • 57. Um editor de Bangladesh procurou na Internet imagens de Bin Laden para produzir camisetas e pôsteres antiamericanos. A imagem acabou em uma colagem de fotografias similares que foi impressa em milhares de pôsteres e distribuída em todo o Oriente Médio… Profº. Me.Tiago R. C. Lopes - tiagorclopes@gmail.com
  • 58. Repórteres da CNN registraram o improvável: a cena de uma multidão enfurecida marchando em passeata pelas ruas, gritando slogans antiamericanos e agitando cartazes com Beto e Bin Laden... Profº. Me.Tiago R. C. Lopes - tiagorclopes@gmail.com
  • 59. Profº. Me.Tiago R. C. Lopes - tiagorclopes@gmail.com
  • 60. Profº. Me.Tiago R. C. Lopes - tiagorclopes@gmail.com
  • 61. Profº. Me.Tiago R. C. Lopes - tiagorclopes@gmail.com
  • 62. Profº. Me.Tiago R. C. Lopes - tiagorclopes@gmail.com
  • 63. Pense nos circuitos através dos quais as imagens de Beto é do Mau viajaram – da Vila Sésamo ao Photoshop e à rede mundial de computadores, do quarto de Ignácio a uma gráfica em Bangladesh, dos pôsteres empunhados por manifestantes antiamericanos e capturados pela CNN às salas das pessoas ao redor do mundo. Profº. Me.Tiago R. C. Lopes - tiagorclopes@gmail.com
  • 64. Bem-vindo ao mundo da convergência, onde as velhas e as novas mídias colidem, onde a mídia corporativa e a mídia alternativa se cruzam, onde o poder do produtor de mídia e o poder do consumidor se integram de maneiras imprevisíveis. Profº. Me.Tiago R. C. Lopes - tiagorclopes@gmail.com
  • 65. Parte da circulação dependeu de estratégias empresariais, como a adaptação de Vila Sésamo ou a cobertura global da CNN. Parte da circulação dependeu da tática de apropriação popular, seja na América do Norte ou no Oriente Médio. Profº. Me.Tiago R. C. Lopes - tiagorclopes@gmail.com
  • 66. Efeitos da cultura da convergência Remix tecnológico (hybrid media) Ecologia das mídias Prosumers Sujeito “caçador” de conteúdos Transmedia Storytelling
  • 67. Em 29 de julho de 2010 o site daTV WAFF publicou uma reportagem sobre uma tentativa de estupro na cidade de Huntsville (Alabama, EUA). O vídeo mostrava Antoine Dodson, irmão da vítima, dando um depoimento indignado ao repórter televisivo. Profº. Me.Tiago R. C. Lopes - tiagorclopes@gmail.com
  • 68. Profº. Me.Tiago R. C. Lopes - tiagorclopes@gmail.com Entrevista com Antoine e Kelly Daudson h#p://www.youtube.com/watch?v=QX2vfMUYr64
  • 69. O jeito articulado e peculiar apresentado por Dodson (e sua irmã também) no vídeo chamou a atenção do grupo musical The Gregory Brothers, que criou a canção “The Bed Intruder Song” usando o áudio da reportagem. Profº. Me.Tiago R. C. Lopes - tiagorclopes@gmail.com
  • 70. Profº. Me.Tiago R. C. Lopes - tiagorclopes@gmail.com Bed Intruder Song - legendado h#p://www.youtube.com/watch?v=6JdVJSxu1VM
  • 71. Na semana em que “Bed Intruder Song” foi colocada na internet atingiu a posição de número 89 na listagem da revista Billboard, tornando-se recordista no iTunes Store com mais de 32 milhões de downloads, até 15 de outubro de 2010. Profº. Me.Tiago R. C. Lopes - tiagorclopes@gmail.com
  • 72. Antoine e Kelly Dodson são considerados co-autores da canção e recebem 50% dos valor arrecadado com as vendas de “The Bed Intruder Song” Profº. Me.Tiago R. C. Lopes - tiagorclopes@gmail.com
  • 73. Profº. Me.Tiago R. C. Lopes - tiagorclopes@gmail.com
  • 75. Narrativas transmidiáticas •  Conceitos básicos e fundamentos •  Motivações econômicas e mercadológicas •  Transmedia vs Crossmedia •  Tipos de estruturas narrativas transmidiáticas •  Expansão gradual do universo narrativo •  Antepessados da narrativa transmidiática •  Alternate Reality Games •  Outros aspectos relevantes
  • 76. Uma narrativa transmidiática desenvolve-se através de múltiplas mídias, com cada nova narrativa contribuindo para a expansão do universo ficcional e aproveitando o potencial específico de cada meio de comunicação.
  • 77. Narrativas transmidiáticas - ou narrativas transmídia - são aquelas que ocorrem em diferentes plataformas, interligando um produto principal (livro, filme, história em quadrinhos, seriado televisivo etc.) a tramas paralelas que expandem a história central, criando um vínculo com o leitor/espectador/ouvinte que o incentiva a garimpar fragmentos da narrativa em diferentes lugares. Profº. Me.Tiago R. C. Lopes - tiagorclopes@gmail.com
  • 78. Na série de filmes para o cinema Matrix, seus criadores e produtores pensaram em ações transmidiáticas através do lançamento de jogos de videogame, animações e histórias em quadrinhos. Esta estratégia teve como objetivo desenvolver diferentes partes da história através de múltiplos suportes midiáticos, cada uma contribuindo de maneira distinta e valiosa para o todo. Profº. Me.Tiago R. C. Lopes - tiagorclopes@gmail.com
  • 79. Profº. Me.Tiago R. C. Lopes - tiagorclopes@gmail.com
  • 80. Profº. Me.Tiago R. C. Lopes - tiagorclopes@gmail.com
  • 83. Matrix é entretenimento para a era da convergência, integrando múltiplos textos para criar uma narrativa tão ampla que não pode ser contida em uma única mídia. Profº. Me.Tiago R. C. Lopes - tiagorclopes@gmail.com
  • 84. Surgem como uma estética que responde à convergência das mídias – uma estética que faz novas exigências aos consumidores e depende da participação ativa de comunidades de conhecimento. Profº. Me.Tiago R. C. Lopes - tiagorclopes@gmail.com
  • 85. Se referem a determinados modos de configuração da produção, circulação e consumo de produtos midiáticos, geralmente atrelados à indústria do entretenimento e que se caracterizam pela fragmentação do conteúdo em diversos meios de comunicação. Profº. Me.Tiago R. C. Lopes - tiagorclopes@gmail.com
  • 86. transmídia vs crossmídia Transmídia não é sinônimo de adaptação de um mesmo conteúdo para diferentes mídias.
  • 87.
  • 88.
  • 90. A narrativa transmídia é a arte da criação de um universo. Para viver uma experiência plena num universo ficcional, os consumidores devem assumir o papel de caçadores e coletores, perseguindo pedaços da história pelos diferentes canais, comparando suas observações com as de outros fãs , em grupos de discussão on-line, e colaborando para assegurar que todos os que investiram tempo e energia tenham uma experiência de entretenimento mais rica. Profº. Me.Tiago R. C. Lopes - tiagorclopes@gmail.com
  • 91. Profº. Me.Tiago R. C. Lopes - tiagorclopes@gmail.com Transmídia transforma a velha arte de contar histórias
  • 92.
  • 93. Antigamente, para se ter um bom filme, era preciso elaborar uma boa história. Depois, quando as sequências começaram a decolar, era preciso elaborar um bom personagem, porque um bom personagem poderia sustentar múltiplas histórias. Hoje, é preciso elaborar um universo, porque um universo pode sustentar múltiplos personagens e múltiplas histórias, em múltiplas mídias.
  • 94. A narrativa deve fornecer recursos para ser “desmontado” pelo público. Citações, arquétipos, referências retiradas de uma série de obras anteriores. Quanto mais direções apresentar, melhor.
  • 95. Expansão gradual do universo ficcional
  • 98.
  • 99. •  História da Laura Palmer desde seus 15 anos até sua morte; •  Relata coisas comuns de uma adolescente descobrindo o mundo até certo ponto, depois se envolve com pessoas estranhas e mostra não ser tão pura e inocente quanto parece; •  Presença marcante do assassino.
  • 100. •  Em duas partes; •  Investigação da morte de uma garçonete que leva à cidade e pode ter relação com a morte de Laura Palmer, que ainda não havia ocorrido; •  Mostra os últimos dias de Laura e acontecimentos que podem explicar questões da série.
  • 101.
  • 102.
  • 103.
  • 104. Cada fragmento funciona como uma “toca do coelho” que conduz ao universo narrativo da história.
  • 105.
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  • 107.
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  • 109.
  • 110.
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  • 114.
  • 115. Profº. Me.Tiago R. C. Lopes - tiagorclopes@gmail.com
  • 119.
  • 120.
  • 122.
  • 123.
  • 124.
  • 125.
  • 127. Aplicativo de segunda tela Hannibal (2013)
  • 128. Aplicativo de segunda tela Hannibal (2013)
  • 129. Aplicativo de segunda tela Hannibal (2013)
  • 130. Aplicativo de segunda tela Hannibal (2013)
  • 131. Alguns conselhos: •  A história é mais importante do que as plataformas; •  Cada parte da história deve ser autônoma; •  As partes são simples, o todo complexo; •  A redundância deve ser evitada; •  Níveis de descobrimento devem ser incentivados; •  Cada meio faz o que faz de melhor; •  O perfil de público de cada meio deve ser respeitado. •  Unir as pessoas (atrator cultural) e dar algo para elas fazerem (ativador cultural). Profº. Me.Tiago R. C. Lopes - tiagorclopes@gmail.com
  • 132. Mudanças de paradigma: Estrutura narrativa: história linear à universo ficcional fragmentado Tecnocultura: banco de dados Níveis de unidade narrativa: mídia única à relações entre mídias, produtores “oficiais” e “não- oficiais”. Tecnocultura: hipertexto / rede Posição do sujeito: observador à caçador, gamer, explorador. Tecnocultura: videogame Profº. Me.Tiago R. C. Lopes - tiagorclopes@gmail.com
  • 133. Mudanças de paradigma: Estratégia: pré-determinada e voltada para o consumo à margem para improvisação e voltada para apropriação dos usuários. Tecnocultura: código aberto / colaboração / remix Produção: Licença à Co-criação Tecnocultura: wiki / colaboração Profº. Me.Tiago R. C. Lopes - tiagorclopes@gmail.com
  • 134. Tiago R. C. Lopes tiagorclopes@gmail.com Narrativas Transmidiáticas