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ESCOLA ESTADUAL PROFESSOR JOÃO CRUZ 
Título: O Realismo machadiano 
Disciplina: Língua Portuguesa 
Professora: Maria Piedade Teodoro da Silva 
Alunos: Andressa de Paula Rosa nº4 
Maria Eduarda de Almeida Manja nº 28 
Maria Julia Gomes dos Santos nº 29 
Série: 2º ano do Ensino Médio B 
Jacareí 
2014
Página2 
Sumário 
1. INTRODUÇÃO ............................................................................................................................. 3 
2. MOVIMENTO LITERÁRIO REALISMO .................................................................................... 4 
2.1. Surgimento na Europa ........................................................................................................... 4 
2.2. Principais Características ...................................................................................................... 5 
2.3. Realismo no Brasil ................................................................................................................. 6 
2.3.1. Contexto histórico ...............................................................................................................6 
2.3.2. Características do Realismo literário ...................................................................................7 
2.4 Machado de Assis: escritor de todos os tempos ................................................................... 7 
2.4.1 Quem é Machado de Assis? ................................................................................................7 
2.4.2 O contista Machado de Assis ...............................................................................................9 
2.4.3 O romancista Machado de Assis...........................................................................................9 
2.4.4 O cronista Machado de Assis ............................................................................................. 10 
2.4.5 O crítico e ensaísta Machado de Assis................................................................................ 11 
2.4.6 Características e estilo machadiano.................................................................................... 13 
2.4.7 Obras ............................................................................................................................... 16 
3. CONSIDERAÇÕES FINAIS ...................................................................................................... 18 
4. REFERÊNCIAS .......................................................................................................................... 19 
5. ANEXOS ...................................................................................................................................... 20
Página3 
1. INTRODUÇÃO 
O trabalho a ser apresentado é referente ao Movimento Literário Realismo, cujo 
tema a ser abordado é: “Movimento Literário Realismo: o estilo de Machado de Assis”. O 
motivo da realização dessa pesquisa, então, é, principalmente, atender às exigências dos 
Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) e ao Currículo de Educação do Estado de São 
Paulo, além da busca de agregar novos conhecimentos ao grupo sobre Machado de 
Assis. 
Os objetivos a serem alcançados na realização desse trabalho são buscar mostrar 
as características do Movimento Literário Realismo, conhecer as principais correntes 
filosóficas e ideológicas que influenciaram essa manifestação Literária no Brasil e 
apresentar características do estilo machadiano, para isso é necessário responder aos 
questionamentos relacionados às características não só do Movimento Literário Realismo 
no Brasil, mas também as principais concepções filosóficas e ideológicas que 
influenciaram esse movimento no Brasil, além das características do estilo machadiano e 
obras relevantes desse representante maior do Movimento Literário Realismo no Brasi l. 
Aguarda-se, com esse trabalho de pesquisa, além de buscar responder as 
questões sugeridas, conseguir entender um pouco mais sobre o Realismo e, 
principalmente, conhecer mais sobre o trabalho de Machado de Assis.
Página4 
2. Movimento Literário Realismo 
Gustave Flaubert, um dos principais escritores do Realismo 
europeu, destaca pela obra Madame Bovary, afirmava que a função do 
artista é somente a de representar o que é visível para todos. A visão irônica 
e pessimista da humanidade faz de Flaubert um grande moralista, que levou 
à perfeição o ideal do romance realista de harmonizar a arte e a realidade. 
Sua obra se caracteriza pelo cuidado na sintaxe, na escolha do vocabulário 
e na estrutura do enredo. 
2.1 Surgimento na Europa 
O Realismo é um movimento artístico-literário que surgiu em meados do século XIX 
na Europa, influenciado pelo cientificismo da época; por isso os artistas e escritores 
buscavam usar da realidade para criar os seus enredos, assim, deixando a imaginação de 
lado e passaram a retratar, tanto nos textos quanto na pintura, o modo de vida das 
pessoas comuns. 
O século XIX foi marcado por muitos acontecimentos importantes, destacando-se a 
segunda Revolução Industrial e o surgimento do movimento operário. Nesse momento, a 
indústria passa a financiar pesquisas científicas e a direcionar seus resultados para a 
aplicação em processos de produção, foi desse período que vem o grande 
desenvolvimento da ciência e dos processos de fabricação nesse período. 
Tanto o Darwinismo como as demais ciências da época enfatizavam 
a experimentação, a observação dos fenômenos naturais para deles retirar 
leis universais da natureza. Alguns estudiosos da cultura tentaram aplicar 
essas leis ao funcionamento das sociedades humanas, constituindo o 
cientificismo, uma forma de conhecimento fundada no saber científico que 
causos grande confronto de boa parte da intelectualidade europeia com a 
Igreja católica. (BARRETO, 2010)
Página5 
2.2. Principais Características 
As características principais do Movimento Literário Realismo, na pintura e na 
literatura, eram, principalmente, a oposição aos ideais do Romantismo. Os artistas e 
escritores buscavam uma linguagem capaz de abordar de modo mais realista o cotidiano 
dos ricos e pobres. Diferentemente do Romantismo, o texto realista criticava a vida 
burguesa. O escritor, dessa forma, se colocava como crítico, mostrando a incoerência 
entre as atitudes e crenças dos indivíduos, assim, eles usavam das formas artísticas e 
literárias para denunciar os comportamentos errôneos das pessoas e os fatos políticos a 
que se opunham. 
“Ataco a família lisboeta, - a família lisboeta produto do namoro, reunião 
desagradável de egoísmos que se contradizem, e mais tarde ou mais cedo 
centro de bambochata [...], um pequeno quadro doméstico, extremamente 
familiar a quem conhece bem a burguesia de Lisboa”. (Carta a Teófilo 
Braga, anexo A) 
“Apresentando um pequeno quadro doméstico da sociedade portuguesa − 
o formalismo convencional, a beatice, o charlatanismo, a gravitarem em 
torno de uma pobre mulher arrasada de lirismo e exacerbada na sua 
sensualidade pelos vícios de uma educação precária, visava Eça 
demonstrar que esses elementos combinados tinham de dar 
inevitavelmente os resultados que ele apontava: adultério, cretinização 
geral, decadência. Demonstrava essas consequências com a alta 
finalidade doutrinária e moral de provocar o horror por tais situações, para 
que tudo se refizesse em novas bases. Aliás, não se compreenderia que o 
homem que renegara a arte pela arte, a arte sem finalidades morais e 
sociais imediatas, se abalançasse a escrever romances, perdendo de vista 
o lado doutrinário de suas funções”. (Moog, Op. cit., p. 218) 
A estética realista apresenta ao leitor um misto de sentimentos, oscilando entre a 
luta para mudar o mundo e as desilusões, que são representadas de várias formas: 
decepção relacionada ao poder de transformação da realidade, sátira aos costumes, 
críticas às atitudes e à moral de alguns grupos sociais. Para se representar tais 
características foi criada a figura do anti-herói: personagens comuns tendo retratadas 
suas fraquezas e seus erros. “O anti-herói caracteriza-se basicamente como um ser
Página6 
humano comum, até medíocre, ou por apresentar extremas imperfeições de caráter ou de 
comportamento.” (BARRETO, 2010) 
As obras realistas se preocupavam grandemente com o comportamento das 
personagens, investigando suas fraquezas e perturbações emocionais. “A procura pela 
“palavra justa”, que permitisse penetrar nas consciências humanas, servia para levar ao 
leitor a análise psicológica – esta se tornaria uma das marcas registradas desse período.” 
(BARRETO, 2010) 
O Realismo promove uma grande invasão de privacidade para analisar os dilemas 
vividos por cada indivíduo, ou seja, o escritor realista pega para si o papel de analista da 
sociedade e do homem e, o entender de que a sociedade funciona de modo parecido à 
natureza, o faz adotar uma conduta próxima à do cientista, assim, ele observava as 
coisas visíveis para entender os indivíduos e, a partir disso, descobrir o funcionamento da 
sociedade. 
A tendência da prosa realista, portanto, é a de fixar tipos sociais. 
Personagens não representam somente a si mesmos, manifestam 
características que os vinculam a uma parcela social. A vida da sociedade 
burguesa torna-se objeto do olhar atento do narrador que, descrevendo 
ações individuais, mostra hábitos e valores de toda uma classe. 
(BARRETO, 2010) 
2.3. Realismo no Brasil 
2.3.1 Contexto histórico 
O último quarto do século XIX foi marcado por vários acontecimentos importantes, 
como a Abolição da Escravatura, o fim da Monarquia e o inicio da era republicana, Foi um 
período de grande produção intelectual que além da ficção, foi descoberto de modo mais 
sistemático, a critica literária, os estudos históricos e o pensamento filosófico culturalista, 
que analisa os fenômenos individuais e coletivos a partir dos traços da cultura. O diálogo 
entre o Brasil e parte da Europa se fez de modo cada vez mais intenso, ora funcionando
Página7 
como um referencial para a cultura, ora servindo de modelo imitado pelas elites, que se 
sentiam “modernas” ao adotar posturas intelectuais que não condiziam com a realidade 
social brasileira. Com um olhar atento, os escritores da época souberam transpor para o 
contexto da literatura, muitas vezes de modo cômico e mordaz, os impasses vivenciados 
pela sociedade. A imagem de uma elite que adaptava as ideologias progressistas a seus 
próprios interesses constituiu um dos maiores alvos da critica do Realismo brasileiro. O 
retrato da convivência contraditória entre o regime de escravidão e o pensamento liberal 
tornou-se um dos temas mais recorrentes do Realismo literário do país. 
2.3.2 Características do Realismo literário 
COMPARAÇÃO DO REALISMO COM O ROMANTISMO 
REALISMO ROMANTISMO 
Distanciamento do narrador Narrador em primeira pessoa 
Valoriza o real Valoriza o que se sente 
Objetividade Subjetividade 
Imagens reais Imagens fantasiadas, “perfeitas” 
Aversão ao amor platônico Amor platônico 
Real, verídico Sonho, fantasia 
Análise do comportamento Crises do coração 
Imagem 1: Comparação do Realismo com o Romantismo. Tabela feita pelo grupo. 
2.4 Machado de Assis: escritor de todos os tempos 
2.4.1 Quem é Machado de Assis? 
Joaquim Maria Machado de Assis nasceu na cidade do Rio de Janeiro, no dia 21 
de junho de 1839, pobre, filho de um mestiço chamado Francisco José de Assis e de 
Maria Leopoldina Machado de Assis, marcou a história da literatura brasileira. Ainda 
criança,”Machadinho” como era conhecido, perdeu sua mãe.
Página8 
Durante sua infância e adolescência, fora criado por Maria Inês, sua madrasta. A 
falta de dinheiro o obrigava a dividir seu tempo entre estudar e o trabalhar como vendedor 
de doces. Ainda sobre condições ruins, demonstrou ter grande facilidade de aprendizado 
e, graças a essa facilidade, alcançou boa posição como funcionário público, 
proporcionando tranquilidade financeira. Casado com Caroline Xavier de Novais, 
Machado dedicou-se à literatura e produziu a melhor prosa brasileira do século XIX. 
Considerado pela critica o maior escritor brasileiro de todos os tempos, Machado 
de Assis escreveu romances, peças de teatro, poesias, contos e crônicas, além de ter tido 
importante participação na área do jornalismo. A grande transformação na literatura 
machadiana, contudo, ocorreu com a publicação de Memórias Póstumas de Brás Cubas, 
obra de 1881, marco inicial do Realismo literário no Brasil. Logo na abertura do romance, 
o narrador-personagem evidencia uma das tônicas da escrita realista de Machado de 
Assis: a ironia. Narrado por um defunto, de maneira digressiva, o romance apresenta a 
vida desperdiçada do anti-herói Brás Cubas. Essa obra irônica de Machado de Assis 
eleva a literatura brasileira a um patamar jamais alcançado. 
“Algum tempo hesitei se devia abrir estas memórias pelo princípio ou 
pelo fim, isto é, se poria em primeiro lugar o meu nascimento ou a minha 
morte. Suposto o uso vulgar seja começar pelo nascimento, duas 
considerações me levaram a adotar diferente método: a primeira é que eu 
não sou propriamente um autor defunto, mas um defunto autor, para quem 
a campa foi outro berço [...]” (ASSIS, Machado de. Memórias Póstumas de 
Brás Cubas, 1881) 
Da fase realista de Machado de Assis contam-se cinco romances: Memórias 
Póstumas de Brás Cubas (1881), Quincas Borba (1891), Dom Casmurro (1899), Esaú e 
Jacó (1904) e Memorial de Aires (1908). Em todos eles estão presentes o 
desmascaramento dos interesses e a precariedade das relações sociais. E entre seus 
mais de duzentos contos realistas estão presentes: Missa do galo, A cartomante, Uns 
braços e O espelho.
Página9 
2.4.2 O contista Machado de Assis 
Reconhecido como um dos melhores contistas da língua portuguesa, Machado de 
Assis alinha o olhar atento aos costumes da sociedade do Segundo Reinado e dos 
primeiros anos da República e a capacidade singular de investigar o caráter e o modo 
como as pessoas se posicionam no mundo. Seus contos, porém, não abordam somente o 
universo da classe senhorial, em muitos deles, os protagonistas são personagens 
pertencentes à classe média, movendo-se em um horizonte carente de perspectivas 
materiais, mas também de ideias próprias. Há ainda contos em que os protagonistas 
pertencem às camadas mais desfavorecidas da sociedade. 
“Camilo pegou-lhe nas mãos, e olhou para ela sério e fixo. Jurou que lhe 
queria muito, que os seus sustos pareciam de criança; em todo o caso, 
quando tivesse algum receio, a melhor cartomante era ele mesmo.” 
(ASSIS, A cartomante, 1884) 
2.4.3 O romancista Machado de Assis 
Através do romance, Machado de Assis teria alcançado, segundo alguns críticos, o 
apogeu de sua produção. Evidentemente o romance permite um melhor aprimoramento 
nos detalhes, e por conta disso, Machado ficava muito a vontade para escrever romances. 
Suas obras apresentam várias fases e, em 1872, fora publicado o primeiro dos 
seus inúmeros romances, chamado Ressurreição, logo após vieram A mão e luva, Helena 
e Iaiá Garcia, estes representam a primeira fase da produção romancista de Machado de 
Assis. Nessas obras já estão presentes algumas características da sua fase realista, o 
interesse pela análise psicológica das personagens, humor e cortes no desenvolvimento 
da narrativa. 
Sua obra Memórias Póstumas de Brás Cubas marca o início de sua segunda fase 
de produção. Incluem-se nesse grupo os romances Dom Casmurro, Quincas Borba, Esaú 
e Jacó e Memorial de Aires. “Machado de Assis, ao analisar psicologicamente as
Página10 
personagens, entra na alma de cada uma delas, trazendo todos os defeitos da conduta 
humana (egoísmo, luxúria, vaidade, etc).” (GOMES, InfoEscola). 
O humor machadiano nos romances é repleto de ironias e pessimismo. Para ele, a 
vida nada mais é do que um palco onde os homens lutam entre si para realizar seus 
desejos de riqueza e a religião não passa de uma máscara para esconder a podridão das 
pessoas. 
A soma era enorme. A razão é que eu andava carregado de 
promessas não cumpridas. A última foi de duzentos padre-nossos e 
duzentas ave-marias, se não chovesse em certa tarde de passeio a Santa 
Teresa. Não choveu, mas eu não rezei as orações. (ASSIS, Machado de. 
Dom Casmurro, 1899). 
Outra característica da obra machadiana é a não linearidade nos fatos da narrativa, sendo 
que para dar sentido a tais fatos era necessária a análise da consciência. 
2.4.4 O cronista Machado de Assis 
Machado transformou a crônica em um gênero literário valorizado. Foi ele quem criou os 
pilares da crônica brasileira e, com a publicação de um livro contendo uma série de 
crônicas chamadas “Bons dias”, escritas entre 1888 e 1889, Machado trata com ironia a 
questão da abolição da escravatura, que havia ocorrido no dia 13 de maio de 1888, eram 
tão fascinantes e perigosas por conta de suas críticas, que nenhuma delas era assinada 
com seu nome, apenas com “Boas noites”; mas só se soube que esta séria era dele na 
década de 1950. Seus escritos fizeram história em jornais como o Diário do Rio de 
Janeiro e a Gazeta de Notícias, pois, como se sabe, crônica é “coisa de jornal”. A última 
série publicada por Machado, chama-se “A Semana”, publicada entre 1892 e 1897. 
“A Semana” é de longe a série maior, a mais ambiciosa, a mais próxima ao 
nosso mundo, e dela vêm praticamente todas as crônicas mais célebres: 
“O sermão do diabo”, “Conversa de burros”, “O punhal de Martinha”, “O 
autor de si mesmo” etc. Todo mundo sabia que estas crônicas eram dele – 
só ele para escrever com aquela graça, muitas vezes com um gostinho 
amargo. Não assinou, mas agora não era para esconder sua identidade. 
Pelo contrário, em alguns momentos fala de si mesmo, seja para queixar-
Página11 
se de suas enxaquecas, ou para lembrar a primeira vez que viu sua futura 
mulher, em 1868, no Cassino Fluminense, ou as suas conversas sobre 
literatura com José de Alencar na livraria Garnier, ou um encontro com um 
burro semi-morto na Praça Quinze. A variedade dos assuntos é quase sem 
limite, tratados sempre com a ironia, o inesperado que fazia com que os 
leitores esperassem, a cada domingo, a elegância descontraída destas 
obrinhas de mestre. (GLEDSON, 2013) 
2.4.5 O crítico e ensaísta Machado de Assis 
Em sua crítica literária, Machado antecipou linhas de encaminhamento de 
realização em sua produção, ainda que seja pelo negativo: o que vai condenar servirá 
como modelo negativo para o que vai empreender como escritor. 
Machado, como sabemos, foi crítico antes de ser romancista. "O passado, 
o presente e o futuro da literatura brasileira" é de 1858, mas seu primeiro 
romance, Ressurreição, só surge em 1872. Assim, é importante 
acompanhar a evolução do pensamento crítico de Machado, talvez para 
chegar a conclusões sobre a certeza ou não de suas opiniões, para 
entender como foram se estruturando as opções do escritor em sua própria 
obra, no diálogo com seu pensamento crítico. (JOBIM, 1979) 
Machado aproveita mais seu tempo em criações próprias, e não na crítica, embora 
no início de sua carreira ele ainda praticasse com um objetivo especial. Tratava-se de um 
crítico que acreditava que a crítica era uma missão a ser cumprida, e pretendia não 
apenas produzir comentários, mas apontar caminhos para os escritores. 
Em relação ao autor português Eça de Queirós, o fato de que Machado nesta 
crítica à obra O primo Basílio, está produzindo uma justificativa para o projeto literário que 
vai empreender em sua chamada fase madura.
Página12 
Machado, em vez de produzir críticas que expressem sua posição em relação à 
criação literária, pronuncia-se sobre a criação literária em críticas a outros escritores: o 
que neles elogia é o que adotará como prática; o que condena é o que evitará 
Aos 26 anos de idade, Machado argumenta que, para mudar a situação de aflição 
que estava ocorrendo, era preciso estabelecer a crítica pensadora, sincera, perseverante 
e elevada, pois seria este o meio de "reerguer os ânimos" dos escritores, portanto, é uma 
certa intervenção pedagógica, em que o crítico é considerado guia e conselheiro. Para 
ele, um crítico que não seja educado, que não seja delicado nas observações que faça ao 
autor que examina, dificilmente será levado em consideração pelo criticado. "Uma crítica 
que, para a expressão das suas ideias, só encontra fórmulas ásperas, pode perder a 
esperança de influir e dirigir." (JOBIM, 1979) 
A crítica pretende dirigir e influenciar os contemporâneos, não é de se admirar que 
também exista uma referência explícita de Machado à atuação do crítico como membro 
de uma comunidade literária contemporânea, invocando a necessidade de independência 
em relação ao meio em que emerge a crítica. Mantendo a coerência de aconselhar e 
guiar, Machado não se atreve a tecer considerações sobre o comportamento adequado 
para a recepção da crítica. Machado, em seu "O ideal do crítico", diz: "A tolerância é ainda 
uma virtude do crítico." 
É preciso que o crítico seja tolerante, mesmo no terreno das diferenças de 
escola: se as preferências do crítico são pela escola romântica, cumpre 
não condenar, só por isso, as obras-primas que a tradição clássica nos 
legou, nem as obras meditadas que a musa moderna inspira; do mesmo 
modo devem os clássicos fazer justiça às boas obras dos românticos e dos 
realistas, tão inteira justiça, como estes devem fazer às boas obras 
daqueles. (JOBIM, 1979) 
Escrito por Machado no ano de 1879, o texto A Nova Geração, trata-se de um 
ensaio crítico a respeito da condição da Literatura Brasileira na época e das 
manifestações, principalmente poéticas, de escritores contemporâneos desse período. 
Em seu ensaio, Machado relata a situação da Literatura Brasileira, afirmando que a 
nova geração de escritores surgiu a partir do fim do Romantismo, passando por 
transformações em busca de uma identidade própria.
Página13 
A respeito do fim do Romantismo, Machado diz que o período passou, 
acabou ou morreu porque, como todos os demais períodos, foi um 
movimento mortal. De acordo com o autor, no fim do Romantismo, o estilo 
poético já não fazia mais sentido, tratando de assuntos triviais e 
exagerando no sentimentalismo. Em consequência disso, os romancistas 
perderam a força e passaram a ser alvo de desdém para os novos poetas. 
(Disponível em: 
<http://lounge.obviousmag.org/entre_meios/2014/02/machado-de-assis-e-a- 
literatura-brasileira-do-seculo-19.html#ixzz3JwH3qLZ2>. Acessado em: 
23 de novembro de 2014 às 21:35 
Para Machado de Assis, essa atitude de desprezo tomada pela nova geração de 
escritores fazia sentido, pois é normal que surjam outras maneiras de ver o mundo e que 
as antigas sejam deixadas de lado. Machado afirma que era necessário reconhecer que o 
Romantismo teve seu valor e que serviria de inspiração ou influência para as futuras 
gerações de escritores. 
Por fim, o detalhe principal do ensaio crítico se dá somente nas últimas linhas, 
quando Machado, humildemente, refere-se a si próprio como “um crítico que também foi 
poeta [...] que na crítica e na poesia, despendeu alguns anos de trabalho, não fecundo 
nem grande, mas assíduo e sincero”. Essas palavras revelam a grandiosidade do escritor, 
que muito contribuiu para a Literatura Brasileira, tanto em textos objetivos e críticos 
quanto em textos subjetivos e literários. 
2.4.6 Características e estilo machadiano 
A obra machadiana assume uma originalidade despreocupada com os modos 
literários que dominavam seu tempo. Os acadêmicos que estudam seu estilo não podem 
deixar de notar cinco fundamentais enquadramentos em seus textos: elementos clássicos 
(equilíbrio, concisão, contenção lírica e expressional), resíduos românticos (narrativas 
convencionais ao enredo), aproximações realistas (atitude crítica, objetividade, temas
Página14 
contemporâneos), procedimentos impressionistas (recriação do passado através da 
memória) e antecipações modernas (o elíptico e o alusivo engajados a um tema que 
permite diversas leituras e interpretações). 
Se os realistas que seguiam os preceitos de Flaubert esqueciam do narrador por 
trás da objetividade narrativa, Machado de Assis optou por os métodos para cultivar o 
fragmentário e interferir na narrativa dialogando com o leitor, comentando seu próprio 
romance com filosofias, metalinguagens, intertextualidade, assim sendo, o autor 
interrompe a narrativa para dialogar com o leitor a respeito do próprio romance ou sobre o 
caráter de alguma personagem, ou sobre qualquer outro tema. 
Num processo próximo ao do "impressionismo associativo", há de 
certo uma ruptura com a narrativa linear, de modo que as ações não 
seguem um fio lógico ou cronológico, mas que é relatado conforme surgem 
na memória das personagens ou do narrador. (Wikipédia, a enciclopédia 
livre) 
Machado de Assis, como um exímio e intelectual leitor, utiliza em seus escritos caráteres 
de arquétipos (antigas impressões sobre algo), como exemplo os irmãos Pedro e Paulo, 
em Esaú e Jacó, remontam à rivalidade bíblica de Esaú e Jacó, mas dessa vez no mundo 
atual, personificando a nova República e a já caída Monarquia, e em seu outro romance, 
Dom Casmurro, o ciúme de Bentinho remonta o drama Otelo de Willian Shakespeare. 
Jantei fora. De noite fui ao teatro. Representava-se justamente Otelo, que 
eu não vira nem lera nunca; sabia apenas o assunto, e estimei a 
coincidência. [...] não me pude furtar à observação de que um lenço bastou 
a acender os ciúmes de Otelo e compor a mais sublime tragédia desse 
mundo [...] Tais eram as ideias que me iam passando pela cabeça, vagas 
e turvas, à medida que o mouro rolava convulso, e Iago destilava a sua 
calúnia. [...] O último ato mostrou-me que não eu, mas Capitu devia morrer. 
Ouvi as súplicas de Desdêmona, as suas palavras amorosas e puras,e a 
fúria do mouro, e a morte que este lhe deu entre aplausos frenéticos do 
público. (ASSIS, Machado de. Dom Casmurro. 1899). 
Em suas obras também é possível perceber a presença do pessimismo. Suas últimas 
obras de ficção enxergam a vida, o homem e a sociedade de uma maneira desencantada, 
acreditam que ele não gostava e não aceitava nenhum valor de seu tempo, o importante para ele
Página15 
era desmascarar a hipocrisia política e social existente naquela época. O último capítulo de 
Memórias Póstumas de Brás Cubas, mostra o pessimismo da fase madura de Machado. 
Este último capítulo é todo de negativas. Não alcancei a celebridade 
do emplasto, não fui ministro, não fui califa, não conheci o casamento. 
Verdade é que, ao lado dessas faltas, coube-me a boa fortuna de não 
comprar o pão com o suor do meu rosto. Mais; não padeci a morte de D. 
Plácida, nem a semidemência do Quincas Borba. Somadas umas coisas e 
outras, qualquer pessoa imaginará que não houve míngua nem sobra, e 
conseguintemente que saí quite com a vida. E imaginará mal; porque ao 
chegar a este outro lado do mistério, achei-me com um pequeno saldo, 
que é a derradeira negativa deste capítulo de negativas: — Não tive filhos, 
não transmiti a nenhuma criatura o legado da nossa miséria. (ASSIS, 
Machado de. Memórias Póstumas de Brás Cubas, 1881). 
Sua preocupação com o psicológico das personagens obrigava-no a escrever em 
uma narrativa lenta que não prejudicasse nenhum detalhe para não prejudicar o enredo. 
Sua atenção desvia-se quase sempre do coletivo para a mente e a alma do ser humano. 
Sua economia no vocabulário é rara na literatura brasileira, ainda mais se for comparada 
com Castro Alves e José de Alencar que tendem ao uso ilimitado de adjetivos e 
advérbios. 
A temática de Machado envolve desde o uso de citações se referindo a eventos de 
sua época até os conflitos da condição humana, é capaz de retratar desde relações 
homossexuais e homoeróticas, como no conto "Pílades e Orestes", até temas mais 
complexos como a escravidão. Em Memórias Póstumas de Brás Cubas, narra o que seria 
uma das páginas de ficção mais intrigantes já escritas sobre o escravismo: o negro liberto 
compra seu próprio escravo. 
Interrompeu-mas um ajuntamento; era um preto que vergalhava 
outro na praça. O outro não se atrevia a fugir; gemia somente estas únicas 
palavras: - “Não, perdão, meu senhor; meu senhor, perdão!” Mas o 
primeiro não fazia caso e, a cada súplica, respondia com uma vergalhada 
nova. [...] Parei, olhei... Justos céus! Quem havia de ser o do vergalho? 
Nada menos que o meu moleque Prudêncio, o que meu pai libertara 
alguns anos antes. Cheguei-me; ele deteve-se logo e pediu-me a benção, 
perguntei-lhe se aquele preto era escravo dele – É sim, nhonhô. (ASSIS 
Machado de. Memórias Póstumas de Brás Cubas, 1881)
Página16 
2.4.7 Obras 
Imagem 2: Tabela feita pelo grupo. 
Imagem 3: Tabela feita pelo grupo.
Página17 
Imagem 4: Tabela feita pelo grupo.
Página18 
3. Considerações Finais 
Com o desenvolvimento desse trabalho, adquirimos mais conhecimento sobre o 
Movimento Literário Realismo, que é o principal tema a ser abordado no 4º Bimestre. 
Neste trabalho nos centramos, principalmente, em expor as características do maior 
escritor brasileiro de todos os tempos, Machado de Assis. Assim, conseguimos entender 
da melhor forma possível a importância desse escritor para a literatura do Brasil e do 
mundo. 
Ao fim desse trabalho, conseguimos, enfim, responder às perguntas de pesquisa 
sobre esse movimento literário, da melhor maneira possível, e com uma linguagem 
adequada que jovens e adultos possam entender, além de agregar conhecimento aos 
participantes do grupo sobre esse movimento que é um tema muito importante e muito 
abordado em vestibulares e que irá ser muito importante para nossa carreira acadêmica.
Página19 
4. Referências 
 ASSIS, Machado de. Dom Casmurro, 1899 
 ASSIS Machado de. Memórias Póstumas de Brás Cubas, 1881 
 BARRETO, Ricardo Gonçalves. Português Ensino Médio: Ser Protagonista. São 
Paulo SM, 2010 
 Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Gustave_Flaubert>. Acesso em: 16 de 
novembro de 2014, às 15:14 
 Disponível em: <http://pt.slideshare.net/clauheloisa/machado-de-assis-e-dom-casmurro? 
qid=d2e22134-2055-4c4e-b461- 
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 Disponível em: <http://www.brasilescola.com/literatura/biografia-machado-assis. 
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23 de novembro de 2014 às 21:35
Página20 
5. Anexos 
Machado de Assis, aos 25 anos. 
Machado de Assis, já adulto
Página21 
Caroline Xavier de Novais, esposa de Machado. 
Morro do livramento, a seta indica onde, supostamente, Machado nasceu e passou sua infância. 
Ministério da Indústria, onde Machado começou a trabalhar em cargo público.
Página22 
Machado de Assis (em vermelho) juntamente com seus companheiros na Academia Brasileira de 
Letras.
Página23 
Machado sendo socorrido na rua em mais uma de 
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Estudante e amigos saindo da Academia Brasileira de Letras carregando o caixão do autor.
Página24 
Caricatura de Machado de Assis publicada no jornal O Globo 
Selo postal, de 1958, em homenagem à Machado de Assis. 
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Página25 
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Movimento Literário Realismo: o estilo de Machado de Assis

  • 1. ESCOLA ESTADUAL PROFESSOR JOÃO CRUZ Título: O Realismo machadiano Disciplina: Língua Portuguesa Professora: Maria Piedade Teodoro da Silva Alunos: Andressa de Paula Rosa nº4 Maria Eduarda de Almeida Manja nº 28 Maria Julia Gomes dos Santos nº 29 Série: 2º ano do Ensino Médio B Jacareí 2014
  • 2. Página2 Sumário 1. INTRODUÇÃO ............................................................................................................................. 3 2. MOVIMENTO LITERÁRIO REALISMO .................................................................................... 4 2.1. Surgimento na Europa ........................................................................................................... 4 2.2. Principais Características ...................................................................................................... 5 2.3. Realismo no Brasil ................................................................................................................. 6 2.3.1. Contexto histórico ...............................................................................................................6 2.3.2. Características do Realismo literário ...................................................................................7 2.4 Machado de Assis: escritor de todos os tempos ................................................................... 7 2.4.1 Quem é Machado de Assis? ................................................................................................7 2.4.2 O contista Machado de Assis ...............................................................................................9 2.4.3 O romancista Machado de Assis...........................................................................................9 2.4.4 O cronista Machado de Assis ............................................................................................. 10 2.4.5 O crítico e ensaísta Machado de Assis................................................................................ 11 2.4.6 Características e estilo machadiano.................................................................................... 13 2.4.7 Obras ............................................................................................................................... 16 3. CONSIDERAÇÕES FINAIS ...................................................................................................... 18 4. REFERÊNCIAS .......................................................................................................................... 19 5. ANEXOS ...................................................................................................................................... 20
  • 3. Página3 1. INTRODUÇÃO O trabalho a ser apresentado é referente ao Movimento Literário Realismo, cujo tema a ser abordado é: “Movimento Literário Realismo: o estilo de Machado de Assis”. O motivo da realização dessa pesquisa, então, é, principalmente, atender às exigências dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) e ao Currículo de Educação do Estado de São Paulo, além da busca de agregar novos conhecimentos ao grupo sobre Machado de Assis. Os objetivos a serem alcançados na realização desse trabalho são buscar mostrar as características do Movimento Literário Realismo, conhecer as principais correntes filosóficas e ideológicas que influenciaram essa manifestação Literária no Brasil e apresentar características do estilo machadiano, para isso é necessário responder aos questionamentos relacionados às características não só do Movimento Literário Realismo no Brasil, mas também as principais concepções filosóficas e ideológicas que influenciaram esse movimento no Brasil, além das características do estilo machadiano e obras relevantes desse representante maior do Movimento Literário Realismo no Brasi l. Aguarda-se, com esse trabalho de pesquisa, além de buscar responder as questões sugeridas, conseguir entender um pouco mais sobre o Realismo e, principalmente, conhecer mais sobre o trabalho de Machado de Assis.
  • 4. Página4 2. Movimento Literário Realismo Gustave Flaubert, um dos principais escritores do Realismo europeu, destaca pela obra Madame Bovary, afirmava que a função do artista é somente a de representar o que é visível para todos. A visão irônica e pessimista da humanidade faz de Flaubert um grande moralista, que levou à perfeição o ideal do romance realista de harmonizar a arte e a realidade. Sua obra se caracteriza pelo cuidado na sintaxe, na escolha do vocabulário e na estrutura do enredo. 2.1 Surgimento na Europa O Realismo é um movimento artístico-literário que surgiu em meados do século XIX na Europa, influenciado pelo cientificismo da época; por isso os artistas e escritores buscavam usar da realidade para criar os seus enredos, assim, deixando a imaginação de lado e passaram a retratar, tanto nos textos quanto na pintura, o modo de vida das pessoas comuns. O século XIX foi marcado por muitos acontecimentos importantes, destacando-se a segunda Revolução Industrial e o surgimento do movimento operário. Nesse momento, a indústria passa a financiar pesquisas científicas e a direcionar seus resultados para a aplicação em processos de produção, foi desse período que vem o grande desenvolvimento da ciência e dos processos de fabricação nesse período. Tanto o Darwinismo como as demais ciências da época enfatizavam a experimentação, a observação dos fenômenos naturais para deles retirar leis universais da natureza. Alguns estudiosos da cultura tentaram aplicar essas leis ao funcionamento das sociedades humanas, constituindo o cientificismo, uma forma de conhecimento fundada no saber científico que causos grande confronto de boa parte da intelectualidade europeia com a Igreja católica. (BARRETO, 2010)
  • 5. Página5 2.2. Principais Características As características principais do Movimento Literário Realismo, na pintura e na literatura, eram, principalmente, a oposição aos ideais do Romantismo. Os artistas e escritores buscavam uma linguagem capaz de abordar de modo mais realista o cotidiano dos ricos e pobres. Diferentemente do Romantismo, o texto realista criticava a vida burguesa. O escritor, dessa forma, se colocava como crítico, mostrando a incoerência entre as atitudes e crenças dos indivíduos, assim, eles usavam das formas artísticas e literárias para denunciar os comportamentos errôneos das pessoas e os fatos políticos a que se opunham. “Ataco a família lisboeta, - a família lisboeta produto do namoro, reunião desagradável de egoísmos que se contradizem, e mais tarde ou mais cedo centro de bambochata [...], um pequeno quadro doméstico, extremamente familiar a quem conhece bem a burguesia de Lisboa”. (Carta a Teófilo Braga, anexo A) “Apresentando um pequeno quadro doméstico da sociedade portuguesa − o formalismo convencional, a beatice, o charlatanismo, a gravitarem em torno de uma pobre mulher arrasada de lirismo e exacerbada na sua sensualidade pelos vícios de uma educação precária, visava Eça demonstrar que esses elementos combinados tinham de dar inevitavelmente os resultados que ele apontava: adultério, cretinização geral, decadência. Demonstrava essas consequências com a alta finalidade doutrinária e moral de provocar o horror por tais situações, para que tudo se refizesse em novas bases. Aliás, não se compreenderia que o homem que renegara a arte pela arte, a arte sem finalidades morais e sociais imediatas, se abalançasse a escrever romances, perdendo de vista o lado doutrinário de suas funções”. (Moog, Op. cit., p. 218) A estética realista apresenta ao leitor um misto de sentimentos, oscilando entre a luta para mudar o mundo e as desilusões, que são representadas de várias formas: decepção relacionada ao poder de transformação da realidade, sátira aos costumes, críticas às atitudes e à moral de alguns grupos sociais. Para se representar tais características foi criada a figura do anti-herói: personagens comuns tendo retratadas suas fraquezas e seus erros. “O anti-herói caracteriza-se basicamente como um ser
  • 6. Página6 humano comum, até medíocre, ou por apresentar extremas imperfeições de caráter ou de comportamento.” (BARRETO, 2010) As obras realistas se preocupavam grandemente com o comportamento das personagens, investigando suas fraquezas e perturbações emocionais. “A procura pela “palavra justa”, que permitisse penetrar nas consciências humanas, servia para levar ao leitor a análise psicológica – esta se tornaria uma das marcas registradas desse período.” (BARRETO, 2010) O Realismo promove uma grande invasão de privacidade para analisar os dilemas vividos por cada indivíduo, ou seja, o escritor realista pega para si o papel de analista da sociedade e do homem e, o entender de que a sociedade funciona de modo parecido à natureza, o faz adotar uma conduta próxima à do cientista, assim, ele observava as coisas visíveis para entender os indivíduos e, a partir disso, descobrir o funcionamento da sociedade. A tendência da prosa realista, portanto, é a de fixar tipos sociais. Personagens não representam somente a si mesmos, manifestam características que os vinculam a uma parcela social. A vida da sociedade burguesa torna-se objeto do olhar atento do narrador que, descrevendo ações individuais, mostra hábitos e valores de toda uma classe. (BARRETO, 2010) 2.3. Realismo no Brasil 2.3.1 Contexto histórico O último quarto do século XIX foi marcado por vários acontecimentos importantes, como a Abolição da Escravatura, o fim da Monarquia e o inicio da era republicana, Foi um período de grande produção intelectual que além da ficção, foi descoberto de modo mais sistemático, a critica literária, os estudos históricos e o pensamento filosófico culturalista, que analisa os fenômenos individuais e coletivos a partir dos traços da cultura. O diálogo entre o Brasil e parte da Europa se fez de modo cada vez mais intenso, ora funcionando
  • 7. Página7 como um referencial para a cultura, ora servindo de modelo imitado pelas elites, que se sentiam “modernas” ao adotar posturas intelectuais que não condiziam com a realidade social brasileira. Com um olhar atento, os escritores da época souberam transpor para o contexto da literatura, muitas vezes de modo cômico e mordaz, os impasses vivenciados pela sociedade. A imagem de uma elite que adaptava as ideologias progressistas a seus próprios interesses constituiu um dos maiores alvos da critica do Realismo brasileiro. O retrato da convivência contraditória entre o regime de escravidão e o pensamento liberal tornou-se um dos temas mais recorrentes do Realismo literário do país. 2.3.2 Características do Realismo literário COMPARAÇÃO DO REALISMO COM O ROMANTISMO REALISMO ROMANTISMO Distanciamento do narrador Narrador em primeira pessoa Valoriza o real Valoriza o que se sente Objetividade Subjetividade Imagens reais Imagens fantasiadas, “perfeitas” Aversão ao amor platônico Amor platônico Real, verídico Sonho, fantasia Análise do comportamento Crises do coração Imagem 1: Comparação do Realismo com o Romantismo. Tabela feita pelo grupo. 2.4 Machado de Assis: escritor de todos os tempos 2.4.1 Quem é Machado de Assis? Joaquim Maria Machado de Assis nasceu na cidade do Rio de Janeiro, no dia 21 de junho de 1839, pobre, filho de um mestiço chamado Francisco José de Assis e de Maria Leopoldina Machado de Assis, marcou a história da literatura brasileira. Ainda criança,”Machadinho” como era conhecido, perdeu sua mãe.
  • 8. Página8 Durante sua infância e adolescência, fora criado por Maria Inês, sua madrasta. A falta de dinheiro o obrigava a dividir seu tempo entre estudar e o trabalhar como vendedor de doces. Ainda sobre condições ruins, demonstrou ter grande facilidade de aprendizado e, graças a essa facilidade, alcançou boa posição como funcionário público, proporcionando tranquilidade financeira. Casado com Caroline Xavier de Novais, Machado dedicou-se à literatura e produziu a melhor prosa brasileira do século XIX. Considerado pela critica o maior escritor brasileiro de todos os tempos, Machado de Assis escreveu romances, peças de teatro, poesias, contos e crônicas, além de ter tido importante participação na área do jornalismo. A grande transformação na literatura machadiana, contudo, ocorreu com a publicação de Memórias Póstumas de Brás Cubas, obra de 1881, marco inicial do Realismo literário no Brasil. Logo na abertura do romance, o narrador-personagem evidencia uma das tônicas da escrita realista de Machado de Assis: a ironia. Narrado por um defunto, de maneira digressiva, o romance apresenta a vida desperdiçada do anti-herói Brás Cubas. Essa obra irônica de Machado de Assis eleva a literatura brasileira a um patamar jamais alcançado. “Algum tempo hesitei se devia abrir estas memórias pelo princípio ou pelo fim, isto é, se poria em primeiro lugar o meu nascimento ou a minha morte. Suposto o uso vulgar seja começar pelo nascimento, duas considerações me levaram a adotar diferente método: a primeira é que eu não sou propriamente um autor defunto, mas um defunto autor, para quem a campa foi outro berço [...]” (ASSIS, Machado de. Memórias Póstumas de Brás Cubas, 1881) Da fase realista de Machado de Assis contam-se cinco romances: Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881), Quincas Borba (1891), Dom Casmurro (1899), Esaú e Jacó (1904) e Memorial de Aires (1908). Em todos eles estão presentes o desmascaramento dos interesses e a precariedade das relações sociais. E entre seus mais de duzentos contos realistas estão presentes: Missa do galo, A cartomante, Uns braços e O espelho.
  • 9. Página9 2.4.2 O contista Machado de Assis Reconhecido como um dos melhores contistas da língua portuguesa, Machado de Assis alinha o olhar atento aos costumes da sociedade do Segundo Reinado e dos primeiros anos da República e a capacidade singular de investigar o caráter e o modo como as pessoas se posicionam no mundo. Seus contos, porém, não abordam somente o universo da classe senhorial, em muitos deles, os protagonistas são personagens pertencentes à classe média, movendo-se em um horizonte carente de perspectivas materiais, mas também de ideias próprias. Há ainda contos em que os protagonistas pertencem às camadas mais desfavorecidas da sociedade. “Camilo pegou-lhe nas mãos, e olhou para ela sério e fixo. Jurou que lhe queria muito, que os seus sustos pareciam de criança; em todo o caso, quando tivesse algum receio, a melhor cartomante era ele mesmo.” (ASSIS, A cartomante, 1884) 2.4.3 O romancista Machado de Assis Através do romance, Machado de Assis teria alcançado, segundo alguns críticos, o apogeu de sua produção. Evidentemente o romance permite um melhor aprimoramento nos detalhes, e por conta disso, Machado ficava muito a vontade para escrever romances. Suas obras apresentam várias fases e, em 1872, fora publicado o primeiro dos seus inúmeros romances, chamado Ressurreição, logo após vieram A mão e luva, Helena e Iaiá Garcia, estes representam a primeira fase da produção romancista de Machado de Assis. Nessas obras já estão presentes algumas características da sua fase realista, o interesse pela análise psicológica das personagens, humor e cortes no desenvolvimento da narrativa. Sua obra Memórias Póstumas de Brás Cubas marca o início de sua segunda fase de produção. Incluem-se nesse grupo os romances Dom Casmurro, Quincas Borba, Esaú e Jacó e Memorial de Aires. “Machado de Assis, ao analisar psicologicamente as
  • 10. Página10 personagens, entra na alma de cada uma delas, trazendo todos os defeitos da conduta humana (egoísmo, luxúria, vaidade, etc).” (GOMES, InfoEscola). O humor machadiano nos romances é repleto de ironias e pessimismo. Para ele, a vida nada mais é do que um palco onde os homens lutam entre si para realizar seus desejos de riqueza e a religião não passa de uma máscara para esconder a podridão das pessoas. A soma era enorme. A razão é que eu andava carregado de promessas não cumpridas. A última foi de duzentos padre-nossos e duzentas ave-marias, se não chovesse em certa tarde de passeio a Santa Teresa. Não choveu, mas eu não rezei as orações. (ASSIS, Machado de. Dom Casmurro, 1899). Outra característica da obra machadiana é a não linearidade nos fatos da narrativa, sendo que para dar sentido a tais fatos era necessária a análise da consciência. 2.4.4 O cronista Machado de Assis Machado transformou a crônica em um gênero literário valorizado. Foi ele quem criou os pilares da crônica brasileira e, com a publicação de um livro contendo uma série de crônicas chamadas “Bons dias”, escritas entre 1888 e 1889, Machado trata com ironia a questão da abolição da escravatura, que havia ocorrido no dia 13 de maio de 1888, eram tão fascinantes e perigosas por conta de suas críticas, que nenhuma delas era assinada com seu nome, apenas com “Boas noites”; mas só se soube que esta séria era dele na década de 1950. Seus escritos fizeram história em jornais como o Diário do Rio de Janeiro e a Gazeta de Notícias, pois, como se sabe, crônica é “coisa de jornal”. A última série publicada por Machado, chama-se “A Semana”, publicada entre 1892 e 1897. “A Semana” é de longe a série maior, a mais ambiciosa, a mais próxima ao nosso mundo, e dela vêm praticamente todas as crônicas mais célebres: “O sermão do diabo”, “Conversa de burros”, “O punhal de Martinha”, “O autor de si mesmo” etc. Todo mundo sabia que estas crônicas eram dele – só ele para escrever com aquela graça, muitas vezes com um gostinho amargo. Não assinou, mas agora não era para esconder sua identidade. Pelo contrário, em alguns momentos fala de si mesmo, seja para queixar-
  • 11. Página11 se de suas enxaquecas, ou para lembrar a primeira vez que viu sua futura mulher, em 1868, no Cassino Fluminense, ou as suas conversas sobre literatura com José de Alencar na livraria Garnier, ou um encontro com um burro semi-morto na Praça Quinze. A variedade dos assuntos é quase sem limite, tratados sempre com a ironia, o inesperado que fazia com que os leitores esperassem, a cada domingo, a elegância descontraída destas obrinhas de mestre. (GLEDSON, 2013) 2.4.5 O crítico e ensaísta Machado de Assis Em sua crítica literária, Machado antecipou linhas de encaminhamento de realização em sua produção, ainda que seja pelo negativo: o que vai condenar servirá como modelo negativo para o que vai empreender como escritor. Machado, como sabemos, foi crítico antes de ser romancista. "O passado, o presente e o futuro da literatura brasileira" é de 1858, mas seu primeiro romance, Ressurreição, só surge em 1872. Assim, é importante acompanhar a evolução do pensamento crítico de Machado, talvez para chegar a conclusões sobre a certeza ou não de suas opiniões, para entender como foram se estruturando as opções do escritor em sua própria obra, no diálogo com seu pensamento crítico. (JOBIM, 1979) Machado aproveita mais seu tempo em criações próprias, e não na crítica, embora no início de sua carreira ele ainda praticasse com um objetivo especial. Tratava-se de um crítico que acreditava que a crítica era uma missão a ser cumprida, e pretendia não apenas produzir comentários, mas apontar caminhos para os escritores. Em relação ao autor português Eça de Queirós, o fato de que Machado nesta crítica à obra O primo Basílio, está produzindo uma justificativa para o projeto literário que vai empreender em sua chamada fase madura.
  • 12. Página12 Machado, em vez de produzir críticas que expressem sua posição em relação à criação literária, pronuncia-se sobre a criação literária em críticas a outros escritores: o que neles elogia é o que adotará como prática; o que condena é o que evitará Aos 26 anos de idade, Machado argumenta que, para mudar a situação de aflição que estava ocorrendo, era preciso estabelecer a crítica pensadora, sincera, perseverante e elevada, pois seria este o meio de "reerguer os ânimos" dos escritores, portanto, é uma certa intervenção pedagógica, em que o crítico é considerado guia e conselheiro. Para ele, um crítico que não seja educado, que não seja delicado nas observações que faça ao autor que examina, dificilmente será levado em consideração pelo criticado. "Uma crítica que, para a expressão das suas ideias, só encontra fórmulas ásperas, pode perder a esperança de influir e dirigir." (JOBIM, 1979) A crítica pretende dirigir e influenciar os contemporâneos, não é de se admirar que também exista uma referência explícita de Machado à atuação do crítico como membro de uma comunidade literária contemporânea, invocando a necessidade de independência em relação ao meio em que emerge a crítica. Mantendo a coerência de aconselhar e guiar, Machado não se atreve a tecer considerações sobre o comportamento adequado para a recepção da crítica. Machado, em seu "O ideal do crítico", diz: "A tolerância é ainda uma virtude do crítico." É preciso que o crítico seja tolerante, mesmo no terreno das diferenças de escola: se as preferências do crítico são pela escola romântica, cumpre não condenar, só por isso, as obras-primas que a tradição clássica nos legou, nem as obras meditadas que a musa moderna inspira; do mesmo modo devem os clássicos fazer justiça às boas obras dos românticos e dos realistas, tão inteira justiça, como estes devem fazer às boas obras daqueles. (JOBIM, 1979) Escrito por Machado no ano de 1879, o texto A Nova Geração, trata-se de um ensaio crítico a respeito da condição da Literatura Brasileira na época e das manifestações, principalmente poéticas, de escritores contemporâneos desse período. Em seu ensaio, Machado relata a situação da Literatura Brasileira, afirmando que a nova geração de escritores surgiu a partir do fim do Romantismo, passando por transformações em busca de uma identidade própria.
  • 13. Página13 A respeito do fim do Romantismo, Machado diz que o período passou, acabou ou morreu porque, como todos os demais períodos, foi um movimento mortal. De acordo com o autor, no fim do Romantismo, o estilo poético já não fazia mais sentido, tratando de assuntos triviais e exagerando no sentimentalismo. Em consequência disso, os romancistas perderam a força e passaram a ser alvo de desdém para os novos poetas. (Disponível em: <http://lounge.obviousmag.org/entre_meios/2014/02/machado-de-assis-e-a- literatura-brasileira-do-seculo-19.html#ixzz3JwH3qLZ2>. Acessado em: 23 de novembro de 2014 às 21:35 Para Machado de Assis, essa atitude de desprezo tomada pela nova geração de escritores fazia sentido, pois é normal que surjam outras maneiras de ver o mundo e que as antigas sejam deixadas de lado. Machado afirma que era necessário reconhecer que o Romantismo teve seu valor e que serviria de inspiração ou influência para as futuras gerações de escritores. Por fim, o detalhe principal do ensaio crítico se dá somente nas últimas linhas, quando Machado, humildemente, refere-se a si próprio como “um crítico que também foi poeta [...] que na crítica e na poesia, despendeu alguns anos de trabalho, não fecundo nem grande, mas assíduo e sincero”. Essas palavras revelam a grandiosidade do escritor, que muito contribuiu para a Literatura Brasileira, tanto em textos objetivos e críticos quanto em textos subjetivos e literários. 2.4.6 Características e estilo machadiano A obra machadiana assume uma originalidade despreocupada com os modos literários que dominavam seu tempo. Os acadêmicos que estudam seu estilo não podem deixar de notar cinco fundamentais enquadramentos em seus textos: elementos clássicos (equilíbrio, concisão, contenção lírica e expressional), resíduos românticos (narrativas convencionais ao enredo), aproximações realistas (atitude crítica, objetividade, temas
  • 14. Página14 contemporâneos), procedimentos impressionistas (recriação do passado através da memória) e antecipações modernas (o elíptico e o alusivo engajados a um tema que permite diversas leituras e interpretações). Se os realistas que seguiam os preceitos de Flaubert esqueciam do narrador por trás da objetividade narrativa, Machado de Assis optou por os métodos para cultivar o fragmentário e interferir na narrativa dialogando com o leitor, comentando seu próprio romance com filosofias, metalinguagens, intertextualidade, assim sendo, o autor interrompe a narrativa para dialogar com o leitor a respeito do próprio romance ou sobre o caráter de alguma personagem, ou sobre qualquer outro tema. Num processo próximo ao do "impressionismo associativo", há de certo uma ruptura com a narrativa linear, de modo que as ações não seguem um fio lógico ou cronológico, mas que é relatado conforme surgem na memória das personagens ou do narrador. (Wikipédia, a enciclopédia livre) Machado de Assis, como um exímio e intelectual leitor, utiliza em seus escritos caráteres de arquétipos (antigas impressões sobre algo), como exemplo os irmãos Pedro e Paulo, em Esaú e Jacó, remontam à rivalidade bíblica de Esaú e Jacó, mas dessa vez no mundo atual, personificando a nova República e a já caída Monarquia, e em seu outro romance, Dom Casmurro, o ciúme de Bentinho remonta o drama Otelo de Willian Shakespeare. Jantei fora. De noite fui ao teatro. Representava-se justamente Otelo, que eu não vira nem lera nunca; sabia apenas o assunto, e estimei a coincidência. [...] não me pude furtar à observação de que um lenço bastou a acender os ciúmes de Otelo e compor a mais sublime tragédia desse mundo [...] Tais eram as ideias que me iam passando pela cabeça, vagas e turvas, à medida que o mouro rolava convulso, e Iago destilava a sua calúnia. [...] O último ato mostrou-me que não eu, mas Capitu devia morrer. Ouvi as súplicas de Desdêmona, as suas palavras amorosas e puras,e a fúria do mouro, e a morte que este lhe deu entre aplausos frenéticos do público. (ASSIS, Machado de. Dom Casmurro. 1899). Em suas obras também é possível perceber a presença do pessimismo. Suas últimas obras de ficção enxergam a vida, o homem e a sociedade de uma maneira desencantada, acreditam que ele não gostava e não aceitava nenhum valor de seu tempo, o importante para ele
  • 15. Página15 era desmascarar a hipocrisia política e social existente naquela época. O último capítulo de Memórias Póstumas de Brás Cubas, mostra o pessimismo da fase madura de Machado. Este último capítulo é todo de negativas. Não alcancei a celebridade do emplasto, não fui ministro, não fui califa, não conheci o casamento. Verdade é que, ao lado dessas faltas, coube-me a boa fortuna de não comprar o pão com o suor do meu rosto. Mais; não padeci a morte de D. Plácida, nem a semidemência do Quincas Borba. Somadas umas coisas e outras, qualquer pessoa imaginará que não houve míngua nem sobra, e conseguintemente que saí quite com a vida. E imaginará mal; porque ao chegar a este outro lado do mistério, achei-me com um pequeno saldo, que é a derradeira negativa deste capítulo de negativas: — Não tive filhos, não transmiti a nenhuma criatura o legado da nossa miséria. (ASSIS, Machado de. Memórias Póstumas de Brás Cubas, 1881). Sua preocupação com o psicológico das personagens obrigava-no a escrever em uma narrativa lenta que não prejudicasse nenhum detalhe para não prejudicar o enredo. Sua atenção desvia-se quase sempre do coletivo para a mente e a alma do ser humano. Sua economia no vocabulário é rara na literatura brasileira, ainda mais se for comparada com Castro Alves e José de Alencar que tendem ao uso ilimitado de adjetivos e advérbios. A temática de Machado envolve desde o uso de citações se referindo a eventos de sua época até os conflitos da condição humana, é capaz de retratar desde relações homossexuais e homoeróticas, como no conto "Pílades e Orestes", até temas mais complexos como a escravidão. Em Memórias Póstumas de Brás Cubas, narra o que seria uma das páginas de ficção mais intrigantes já escritas sobre o escravismo: o negro liberto compra seu próprio escravo. Interrompeu-mas um ajuntamento; era um preto que vergalhava outro na praça. O outro não se atrevia a fugir; gemia somente estas únicas palavras: - “Não, perdão, meu senhor; meu senhor, perdão!” Mas o primeiro não fazia caso e, a cada súplica, respondia com uma vergalhada nova. [...] Parei, olhei... Justos céus! Quem havia de ser o do vergalho? Nada menos que o meu moleque Prudêncio, o que meu pai libertara alguns anos antes. Cheguei-me; ele deteve-se logo e pediu-me a benção, perguntei-lhe se aquele preto era escravo dele – É sim, nhonhô. (ASSIS Machado de. Memórias Póstumas de Brás Cubas, 1881)
  • 16. Página16 2.4.7 Obras Imagem 2: Tabela feita pelo grupo. Imagem 3: Tabela feita pelo grupo.
  • 17. Página17 Imagem 4: Tabela feita pelo grupo.
  • 18. Página18 3. Considerações Finais Com o desenvolvimento desse trabalho, adquirimos mais conhecimento sobre o Movimento Literário Realismo, que é o principal tema a ser abordado no 4º Bimestre. Neste trabalho nos centramos, principalmente, em expor as características do maior escritor brasileiro de todos os tempos, Machado de Assis. Assim, conseguimos entender da melhor forma possível a importância desse escritor para a literatura do Brasil e do mundo. Ao fim desse trabalho, conseguimos, enfim, responder às perguntas de pesquisa sobre esse movimento literário, da melhor maneira possível, e com uma linguagem adequada que jovens e adultos possam entender, além de agregar conhecimento aos participantes do grupo sobre esse movimento que é um tema muito importante e muito abordado em vestibulares e que irá ser muito importante para nossa carreira acadêmica.
  • 19. Página19 4. Referências  ASSIS, Machado de. Dom Casmurro, 1899  ASSIS Machado de. Memórias Póstumas de Brás Cubas, 1881  BARRETO, Ricardo Gonçalves. Português Ensino Médio: Ser Protagonista. São Paulo SM, 2010  Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Gustave_Flaubert>. Acesso em: 16 de novembro de 2014, às 15:14  Disponível em: <http://pt.slideshare.net/clauheloisa/machado-de-assis-e-dom-casmurro? qid=d2e22134-2055-4c4e-b461- 1a29f74c6700&v=default&b&from_search=1>. Acesso em: 17 de novembro de 2014 às 13:25  Disponível em: <http://www.brasilescola.com/literatura/biografia-machado-assis. htm>. Acessado em: 17 de novembro de 2014 às 13:57  Disponível em: <http://www.infoescola.com/literatura/machado-de-assis/>. Acessado em: 19 de novembro de 2014 às 14:27  Disponível em: <http://pre-vestibular.arteblog.com.br/56466/MACHADO-DE-ASSIS-romancista- contista-cronista-poeta-e-muito-mais/>. Acessado em: 19 de novembro de 2014 às 14:50  Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Machado_de_Assis#Biografia>. Acessado em: 19 de novembro de 2014 às 15:09  Disponível em: <http://www.blogdacompanhia.com.br/2013/04/machado-de-assis-o- cronista/>. Acessado em: 23 de novembro de 2014 às 19:55  Disponível em: <http://machadodeassis.net/download/numero05/num05artigo07.pdf>. Acessado em: 23 de novembro de 2014 às 21:32  Disponível em: <http://lounge.obviousmag.org/entre_meios/2014/02/machado-de-assis- e-a-literatura-brasileira-do-seculo-19.html#ixzz3JwH3qLZ2>. Acessado em: 23 de novembro de 2014 às 21:35
  • 20. Página20 5. Anexos Machado de Assis, aos 25 anos. Machado de Assis, já adulto
  • 21. Página21 Caroline Xavier de Novais, esposa de Machado. Morro do livramento, a seta indica onde, supostamente, Machado nasceu e passou sua infância. Ministério da Indústria, onde Machado começou a trabalhar em cargo público.
  • 22. Página22 Machado de Assis (em vermelho) juntamente com seus companheiros na Academia Brasileira de Letras.
  • 23. Página23 Machado sendo socorrido na rua em mais uma de suas crises de epilepsia. Estudante e amigos saindo da Academia Brasileira de Letras carregando o caixão do autor.
  • 24. Página24 Caricatura de Machado de Assis publicada no jornal O Globo Selo postal, de 1958, em homenagem à Machado de Assis. Itens pessoais do autor, o livro é Memorial de Aires com uma dedicatória assinada pelo próprio autor.
  • 25. Página25 Capa da revista Nova Escola, do ano de 2008.