Modelos de Educação a DistânciaAna Emília Martins SilvaHelena MartinsPatrícia EstevesPedro Barroso
AgendaIntrodução“Pontapé de saída”: contextualização da relevância do tópico3 pólos do Espírito de EducaçãpPólo da Oralidade PrimáriaPólo da EscritaPólo Informático-MediáticoCircunstância e DiversidadeAprendizagem Individual e Aprendizagem ColaborativaEducação à Distância: Abordagem SistémicaOrganização e Planeamento de Cursos à DistânciaWillisEastmondMoore & KearsleyImportância das Estruturas e LogísticaCausas de fracasso
Concordam?A Educação à Distância tem despertado significativo interesse de vários grupos e instituições nos últimos anos.
Esse interesse é global e independente do grau de desenvolvimento social e económico dos países. Mesmo com diferentes necessidades e expectativas, há indícios de um quase consenso da importância do aumento dos índices de escolaridade em todos os níveis, com destaque para o segmento de adultos trabalhadores, um grupo que representa aumento e diversificação
Pólos do Espírito da EducaçãoAo longo do tempo, têm existido 3 espíritos, correntes dominantes na educação de acordo com Lévy (1993):Pólo Da Oralidade PrimáriaPólo Da EscritaPólo Informático - Mediático
Pólo da Oralidade Primária
Pólo da Escrita
PÓLO INFORMÁTICO - MEDIÁTICO
Diversidade!Concordando com Lévy (1993) e Tiffin e Rajasingham (1995), pode-se inferir que uma única abordagem em relação ao modo adequado de transmitir/construir conhecimento não seja pertinente em todas as situações, pois todas as tecnologias e economias estão presentes simultaneamente, em diferentes graus de desenvolvimento, no mesmo espaço geográfico.
A circunstância importa!Qualquer categorização dos estágios da sociedade em relação à Educação deve levar em conta que a mudança de paradigmas ocorre de forma contínua, apesar de desigual. A Diversidade da qualidade de vida e acesso à tecnologia vai do neolítico à realidade virtual, sendo que estes ambientes podem conviver ao mesmo tempo a poucos quilômetros de distância um do outro (Rodrigues, 1998). Isso aplica-se com especial ênfase aos países grandes, onde a diversidade é enorme e mesmo no espaço geográfico dos grandes centros urbanos.
Duas grandes perspectivasPode-se categorizar, para efeito de análise, as teorias em dois grandes grupos, as que tomam por princípio a aprendizagem individual (contextualizada ou não) e as que consideram a socialização e a interacção aluno-aluno como condição sine qua non para a construção do conhecimento pelo indivíduo e ainda as soluções híbridas, que utilizam partes de cada teoria (aprendizagem colaborativa).
Acredita-se que as teorias da aprendizagem que consideram o uso integrado das tecnologias de comunicação ainda estão em construção, o que implica o não descarte dos modelos  previamente construídos e validados no cenário presencial, não só porque os contextos e as premissas nos quais elas foram formuladas ainda existe, como também pela possibilidade da aplicação de conceitos gerais ou fragmentos nos novos cenários.
Educação à Distância:  Abordagem SistémicaUma das características mais marcantes da Educação a Distância é, obviamente, a separação física entre o professor e os alunos durante a maior parte do tempo. Para haver comunicação é necessária a utilização do meio de comunicação, da mídia utilizada no curso - material impresso, áudio, vídeo, teleconferência, videoconferência, Internet, softwares, CD-ROM, etc;que actuam como um “filtro” na comunicação, diferenciando-a da presencial.Na aula face a face, mesmo que a participação dos alunos seja restrita por timidez, ou pelo número de alunos na mesma sala, o professor dispõe de uma série de sinais que permitem identificar a reação dos alunos.
E como já temos vindo a falar…Em cursos a distância, essa percepção é ou filtrada pela mídia em tempo real e/ou postergada pela assincronicidade dos contatos por escrito, alterando a capacidade do professor em adaptar o curso às necessidades/características inesperadas dos alunos ou não-detectados no planejamento do curso.
Essa interferência na percepção da reação dos alunos, que altera a possibilidade de ajustes imediatos, como na alternativa presencial  aumenta a importância de planeamento dos cursos.
Modelo de WillisWillis (1996) ao justificar a necessidade de planeamento instrucional  para cursos a distância, destaca a importância da existência de um processo e de uma estrutura para planeamento sistemático, desenvolvimento e adaptações baseado nas necessidades identificadas do aluno e nos requerimentos do conteúdo, uma vez que alunos e professores nem sempre partilham o mesmo repertório e os contatos presenciais são esporádicos. O modelo proposto por Willis é composto de 4 etapas principais: Design, Desenvolvimento, Avaliação e Revisão
Design Instrucional para Cursos a Distância (Adapt. Willis, 1996)
Organização do Curso (Eastmond)Os estágios identificados por Eastmond para a elaboração do diagnóstico incluem uma série de sugestões de estratégias para a obtenção dos dados: questionários, entrevistas, pesquisa documental, observação participativa, grupos de discussão, envolvimento da comunidade. Destaca ainda a importância da análise dos dados e do envolvimento da instituição.
Organização do curso passo a passo (Adapt, de Eastmond, 1994)InícioPlaneamentodo DiagnósticoRecolha de DadosAnálise dos dadosDiagnósticoDefinição EstruturaExplorar Alternativas Identificar a melhorDesign do CursoRelatóriosProdução dos MateriaisImplementaçãoDesenvolvimentoSelecção daEstratégia de AvaliaçãoAvaliaçãoAvaliação SumativaRevisão do CursoAvaliação FormativaFimAvaliação Formativa
Perspectiva de Moore e KearsleyMoore e Kearsley (1996) ao proporem uma visão sistémica para todo o processo de Educação a Distância, destacam também a importância do diagnóstico e incluem a própria filosofia da instituição dentre as  variáveisO Modelo de Moore e Kearsely (1996) não se refere especificamente ao curso, logo é mais abrangente e inclui um número maior de variáveis, com destaque para a estrutura da Instituição que promove o curso já na etapa inicial e na maneira como os alunos terão acesso ao curso.
Modelo Sistémico para Educação a Distância (Adapt. de Moore e Kearsley, 1996)
Síntese dos modelosOs modelos apresentados por Willis (1996), Eastmond (1994) e Moore e Kearsley (1996) referem-se aos cursos, sendo que  Moore e Keasley fazem referência à filosofia da instituição no estágio inicial. Pode-se afirmar que a política e os objetivos da instituição vai permear toda a actividade, o que inclui a estratégia de diagnóstico, o quanto os resultados do diagnóstico vão interferir no design dos cursos e como os resultados da avaliação final serão utilizados no planeamento de novos cursos.
Ainda segundo Bates (1997, p.10) “ a opção do uso de tecnologias de comunicação requer mudanças estruturais e organizacionais, para que os recursos disponibilizados possam ser utilizados em todo o seu potencial.”
Estruturas!As estruturas organizacionais adequadas são fundamentais para que a EaD  tenha êxito. Como na modalidade presencial são necessários prédios de tijolos e cimento, na modalidade a distância as estruturas devem ser planeadas para as todas etapas de planeamento, produção, atendimento aos alunos e avaliação.O comprometimento da instituição com os programas e o atendimento às necessidades dos alunos é essencial para a continuidade dos projetos e a credibilidade da própria metodologia.
Causas de fracasso de iniciativas em EaDA falta de planeamento a longo prazo da instituição é, com certeza, uma das principais causas de fracasso de iniciativas em EAD apontadas por Nunes (1992):“Organização de projetos-piloto sem a adequada preparação de seu segmento;Falta de critérios de avaliação dos programas e projetcos;Inexistência de uma memória sistematizada dos programas desenvolvidos e das avaliações realizadas (quando existentes);Descontinuidade dos programas sem qualquer prestação de contas à sociedade e mesmo aos governos e entidades financiadoras;Inexistência de estruturas institucionalizadas para a gerência dos projetos e a prestação de contas de seus objetivos;Organização de projetos-piloto somente com a finalidade de testar metodologias;Programas pouco vinculados às necessidades reais do país e organizados sem qualquer vinculação exata com programas de governo;Permanência de uma visão administrativa e política que desconhece os potenciais e as exigências da educação a distância, sem pessoal qualificado.”
As causas apontadas por Nunes são problemas políticos administrativos das instituições que conduziam os programas, e não da Educação a Distância per se, daí a importância de um planeamento estratégico institucional a longo prazo, da documentação de projetos e avaliações que tenham critérios e metodologias comuns, aceitos pela academia e que permitam análises comparativas e longitudinais, sob pena de tornar as falhas recorrentes, causando desperdício de tempo e dinheiro, não só das equipas envolvidas nos projetos, como também dos alunos.
ReferênciasAOKI, Kumiko, Pogroszewki, Donna. Virtual University Reference Model: A Guide to Delivering Education and Support Services to the Distance Learner. URL: http://www.westga.edu:80/~distance/aoki13.html. Acessado em 18.01.1999.Bates, Tony. Restructuring the University for technological change. The Carnegie Foundation for the Advancement of Teaching, Londres, 1997. URL: http://bates.cstudies.ubc.ca/carnegie/carnegie.html. Acessado em 12.08.1998.Belloni, Maria Luiza. Educação a Distância. Campinas, SP: Autores Associados, 1999.Collis, Betty e  Remmers, Elka. The World Wide Web in Education: Issues Related to Cross-Cultural Communication and Interaction. In KHAN, Badrul (ed.). Web-based instruction. Educational Technology Publications, Inc. Englewood Cliffs, New Jersey, 1997.Eastmond, Nick. Assessing needs, developing instruction, and evaluating results in distance education. In: WILLIS, Barry. Distance education - strategies and tools. Englewood Cliffs (New Jersey): Educational Technology Publications Inc., 1994.Farrell, Glen (ed.) The Development of Virtual Education: A global perspective. 1999. The Commonwealth of Learning. Canada. http://www.col.org/virtualed/index.htm. Hanna, Donald. Higher Education in na Era of digital Competition: Emerging Organizational Models. Journal of Asynchronous Learning Networks, Volume 2, Issue 1 – March 1998. http://www.aln.org/alnweb/journal/jaln_vol2issue1.htm#hanna. Acessadoem 06.08.1999.Holmberg, Börje. On the Potential of Distance Education in the Age of Information Technology. Journal of Universal Computer Science, vol. 2, no. 6 (1996) 484-491.IDE, Institute for Distance Education. A conceptual Planning Tool. 1997. University System of Maryland Institute for Distance Education. URL: http://www.umuc.edu/ide/modlmenu.html. Acessado em 20.03.2000.Leidner, D.E. E Jarvenpaa, S.L. The use of information techonology to enhance management school education: a theoretical view. MIS Quartely, p. 265-291, Sept. 1995.Lévy, Pierre. Tecnologias da inteligência: o futuro do pensamento na era da informática. Trad. Carlos Irineuda Costa. Rio de Janeiro: Ed. 34, 1993.LTSC – IEEE Learning Technology Standards Committe. Standard for Information Technology – Education and Training Systems – Architeture and Reference Model. IEEE p1484.1 Architeture and Reference Model Working Group (1999) URL: http://ltsc.ieee.org/wg1/index.html. Acessadoem 25.05.2000.Mason, Robin. Models of Online Courses. Networked Lifelong Learning: Innovative Approaches to Education and Training Through the Internet. edited by L. Banks, C. Graebner and D. McConnell. University of Sheffield, 1998. ALN Magazine Volume 2, Issue 2 – October 1998. http://www.aln.org.alnweb/magazine/vol2_issue2/Masonfinal.htmAcessadoem 08.01.1999. McIsaac, M.S. & Gunawardena. C.N. (1996) Distance Education. In Jonassen, ed. Handbook of research for educational communications and technology: a project of the Association for Educational Communications and Technology. 403-407. New York: Simon & Schuster Macmillan. Disponívelemhttp://seamonkey.ed.asu.edu/~mcisaac/dechapter. Acessadoem 06.01.1998.Moore, Michel G., Kearsley, Greg. Distance education: a systems view. Belmont (USA): Wadsworth Publishing Company, 1996. Nunes, Ivônio. Noções de Educação a Distância. 1992 URL: http://www.intelecto.net/ead/ivonio1.html. Acessadoem 19.07.1999.Ravet, Serge, Layte, Maureen. Techonogy-based training. London: Kogan Page Limited, 1997.Rodrigues, Rosângela. Modelo de Avaliação para cursos através de ensino a distância. Florianópolis, BR 1998. Disssertação (Mestrado em Engenharia de Produção). Coordenadoria de Pós-Graduação, Universidade Federal de Santa Catarina.Strong, Robert e Harmon, Glynn Harmon. Online Graduate Dregrees: A Review of Three Internet-based Master’s Degree Offerings. The American Journal of Distance Education. Vol 11 No.3. 1997Tiffin, John, Rajasingham, Lalita. Search of the virtual class. London : Routledge, 1995.WILLIS, Barry. Distance Education at a Glance (1996) Series of Guides prepared by Engineering Outreach at the University of Idaho. URL: http://www.uidaho.edu/evo/distglan.html. Acessado em 29.11.1999.WILLIS, Barry. Strategies for teaching at a distance. Nov. 1992. 2p.(Documento da Base de Dados ERIC Digest EDO-IR-92-8)

Modelos de educação a distância

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    Modelos de Educaçãoa DistânciaAna Emília Martins SilvaHelena MartinsPatrícia EstevesPedro Barroso
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    AgendaIntrodução“Pontapé de saída”:contextualização da relevância do tópico3 pólos do Espírito de EducaçãpPólo da Oralidade PrimáriaPólo da EscritaPólo Informático-MediáticoCircunstância e DiversidadeAprendizagem Individual e Aprendizagem ColaborativaEducação à Distância: Abordagem SistémicaOrganização e Planeamento de Cursos à DistânciaWillisEastmondMoore & KearsleyImportância das Estruturas e LogísticaCausas de fracasso
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    Concordam?A Educação àDistância tem despertado significativo interesse de vários grupos e instituições nos últimos anos.
  • 4.
    Esse interesse églobal e independente do grau de desenvolvimento social e económico dos países. Mesmo com diferentes necessidades e expectativas, há indícios de um quase consenso da importância do aumento dos índices de escolaridade em todos os níveis, com destaque para o segmento de adultos trabalhadores, um grupo que representa aumento e diversificação
  • 5.
    Pólos do Espíritoda EducaçãoAo longo do tempo, têm existido 3 espíritos, correntes dominantes na educação de acordo com Lévy (1993):Pólo Da Oralidade PrimáriaPólo Da EscritaPólo Informático - Mediático
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    Diversidade!Concordando com Lévy(1993) e Tiffin e Rajasingham (1995), pode-se inferir que uma única abordagem em relação ao modo adequado de transmitir/construir conhecimento não seja pertinente em todas as situações, pois todas as tecnologias e economias estão presentes simultaneamente, em diferentes graus de desenvolvimento, no mesmo espaço geográfico.
  • 10.
    A circunstância importa!Qualquercategorização dos estágios da sociedade em relação à Educação deve levar em conta que a mudança de paradigmas ocorre de forma contínua, apesar de desigual. A Diversidade da qualidade de vida e acesso à tecnologia vai do neolítico à realidade virtual, sendo que estes ambientes podem conviver ao mesmo tempo a poucos quilômetros de distância um do outro (Rodrigues, 1998). Isso aplica-se com especial ênfase aos países grandes, onde a diversidade é enorme e mesmo no espaço geográfico dos grandes centros urbanos.
  • 11.
    Duas grandes perspectivasPode-secategorizar, para efeito de análise, as teorias em dois grandes grupos, as que tomam por princípio a aprendizagem individual (contextualizada ou não) e as que consideram a socialização e a interacção aluno-aluno como condição sine qua non para a construção do conhecimento pelo indivíduo e ainda as soluções híbridas, que utilizam partes de cada teoria (aprendizagem colaborativa).
  • 12.
    Acredita-se que asteorias da aprendizagem que consideram o uso integrado das tecnologias de comunicação ainda estão em construção, o que implica o não descarte dos modelos previamente construídos e validados no cenário presencial, não só porque os contextos e as premissas nos quais elas foram formuladas ainda existe, como também pela possibilidade da aplicação de conceitos gerais ou fragmentos nos novos cenários.
  • 13.
    Educação à Distância: Abordagem SistémicaUma das características mais marcantes da Educação a Distância é, obviamente, a separação física entre o professor e os alunos durante a maior parte do tempo. Para haver comunicação é necessária a utilização do meio de comunicação, da mídia utilizada no curso - material impresso, áudio, vídeo, teleconferência, videoconferência, Internet, softwares, CD-ROM, etc;que actuam como um “filtro” na comunicação, diferenciando-a da presencial.Na aula face a face, mesmo que a participação dos alunos seja restrita por timidez, ou pelo número de alunos na mesma sala, o professor dispõe de uma série de sinais que permitem identificar a reação dos alunos.
  • 14.
    E como játemos vindo a falar…Em cursos a distância, essa percepção é ou filtrada pela mídia em tempo real e/ou postergada pela assincronicidade dos contatos por escrito, alterando a capacidade do professor em adaptar o curso às necessidades/características inesperadas dos alunos ou não-detectados no planejamento do curso.
  • 15.
    Essa interferência napercepção da reação dos alunos, que altera a possibilidade de ajustes imediatos, como na alternativa presencial aumenta a importância de planeamento dos cursos.
  • 16.
    Modelo de WillisWillis(1996) ao justificar a necessidade de planeamento instrucional para cursos a distância, destaca a importância da existência de um processo e de uma estrutura para planeamento sistemático, desenvolvimento e adaptações baseado nas necessidades identificadas do aluno e nos requerimentos do conteúdo, uma vez que alunos e professores nem sempre partilham o mesmo repertório e os contatos presenciais são esporádicos. O modelo proposto por Willis é composto de 4 etapas principais: Design, Desenvolvimento, Avaliação e Revisão
  • 17.
    Design Instrucional paraCursos a Distância (Adapt. Willis, 1996)
  • 18.
    Organização do Curso(Eastmond)Os estágios identificados por Eastmond para a elaboração do diagnóstico incluem uma série de sugestões de estratégias para a obtenção dos dados: questionários, entrevistas, pesquisa documental, observação participativa, grupos de discussão, envolvimento da comunidade. Destaca ainda a importância da análise dos dados e do envolvimento da instituição.
  • 19.
    Organização do cursopasso a passo (Adapt, de Eastmond, 1994)InícioPlaneamentodo DiagnósticoRecolha de DadosAnálise dos dadosDiagnósticoDefinição EstruturaExplorar Alternativas Identificar a melhorDesign do CursoRelatóriosProdução dos MateriaisImplementaçãoDesenvolvimentoSelecção daEstratégia de AvaliaçãoAvaliaçãoAvaliação SumativaRevisão do CursoAvaliação FormativaFimAvaliação Formativa
  • 20.
    Perspectiva de Mooree KearsleyMoore e Kearsley (1996) ao proporem uma visão sistémica para todo o processo de Educação a Distância, destacam também a importância do diagnóstico e incluem a própria filosofia da instituição dentre as variáveisO Modelo de Moore e Kearsely (1996) não se refere especificamente ao curso, logo é mais abrangente e inclui um número maior de variáveis, com destaque para a estrutura da Instituição que promove o curso já na etapa inicial e na maneira como os alunos terão acesso ao curso.
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    Modelo Sistémico paraEducação a Distância (Adapt. de Moore e Kearsley, 1996)
  • 22.
    Síntese dos modelosOsmodelos apresentados por Willis (1996), Eastmond (1994) e Moore e Kearsley (1996) referem-se aos cursos, sendo que Moore e Keasley fazem referência à filosofia da instituição no estágio inicial. Pode-se afirmar que a política e os objetivos da instituição vai permear toda a actividade, o que inclui a estratégia de diagnóstico, o quanto os resultados do diagnóstico vão interferir no design dos cursos e como os resultados da avaliação final serão utilizados no planeamento de novos cursos.
  • 23.
    Ainda segundo Bates(1997, p.10) “ a opção do uso de tecnologias de comunicação requer mudanças estruturais e organizacionais, para que os recursos disponibilizados possam ser utilizados em todo o seu potencial.”
  • 24.
    Estruturas!As estruturas organizacionaisadequadas são fundamentais para que a EaD tenha êxito. Como na modalidade presencial são necessários prédios de tijolos e cimento, na modalidade a distância as estruturas devem ser planeadas para as todas etapas de planeamento, produção, atendimento aos alunos e avaliação.O comprometimento da instituição com os programas e o atendimento às necessidades dos alunos é essencial para a continuidade dos projetos e a credibilidade da própria metodologia.
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    Causas de fracassode iniciativas em EaDA falta de planeamento a longo prazo da instituição é, com certeza, uma das principais causas de fracasso de iniciativas em EAD apontadas por Nunes (1992):“Organização de projetos-piloto sem a adequada preparação de seu segmento;Falta de critérios de avaliação dos programas e projetcos;Inexistência de uma memória sistematizada dos programas desenvolvidos e das avaliações realizadas (quando existentes);Descontinuidade dos programas sem qualquer prestação de contas à sociedade e mesmo aos governos e entidades financiadoras;Inexistência de estruturas institucionalizadas para a gerência dos projetos e a prestação de contas de seus objetivos;Organização de projetos-piloto somente com a finalidade de testar metodologias;Programas pouco vinculados às necessidades reais do país e organizados sem qualquer vinculação exata com programas de governo;Permanência de uma visão administrativa e política que desconhece os potenciais e as exigências da educação a distância, sem pessoal qualificado.”
  • 26.
    As causas apontadaspor Nunes são problemas políticos administrativos das instituições que conduziam os programas, e não da Educação a Distância per se, daí a importância de um planeamento estratégico institucional a longo prazo, da documentação de projetos e avaliações que tenham critérios e metodologias comuns, aceitos pela academia e que permitam análises comparativas e longitudinais, sob pena de tornar as falhas recorrentes, causando desperdício de tempo e dinheiro, não só das equipas envolvidas nos projetos, como também dos alunos.
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    ReferênciasAOKI, Kumiko, Pogroszewki,Donna. Virtual University Reference Model: A Guide to Delivering Education and Support Services to the Distance Learner. URL: http://www.westga.edu:80/~distance/aoki13.html. Acessado em 18.01.1999.Bates, Tony. Restructuring the University for technological change. The Carnegie Foundation for the Advancement of Teaching, Londres, 1997. URL: http://bates.cstudies.ubc.ca/carnegie/carnegie.html. Acessado em 12.08.1998.Belloni, Maria Luiza. Educação a Distância. Campinas, SP: Autores Associados, 1999.Collis, Betty e Remmers, Elka. The World Wide Web in Education: Issues Related to Cross-Cultural Communication and Interaction. In KHAN, Badrul (ed.). Web-based instruction. Educational Technology Publications, Inc. Englewood Cliffs, New Jersey, 1997.Eastmond, Nick. Assessing needs, developing instruction, and evaluating results in distance education. In: WILLIS, Barry. Distance education - strategies and tools. Englewood Cliffs (New Jersey): Educational Technology Publications Inc., 1994.Farrell, Glen (ed.) The Development of Virtual Education: A global perspective. 1999. The Commonwealth of Learning. Canada. http://www.col.org/virtualed/index.htm. Hanna, Donald. Higher Education in na Era of digital Competition: Emerging Organizational Models. Journal of Asynchronous Learning Networks, Volume 2, Issue 1 – March 1998. http://www.aln.org/alnweb/journal/jaln_vol2issue1.htm#hanna. Acessadoem 06.08.1999.Holmberg, Börje. On the Potential of Distance Education in the Age of Information Technology. Journal of Universal Computer Science, vol. 2, no. 6 (1996) 484-491.IDE, Institute for Distance Education. A conceptual Planning Tool. 1997. University System of Maryland Institute for Distance Education. URL: http://www.umuc.edu/ide/modlmenu.html. Acessado em 20.03.2000.Leidner, D.E. E Jarvenpaa, S.L. The use of information techonology to enhance management school education: a theoretical view. MIS Quartely, p. 265-291, Sept. 1995.Lévy, Pierre. Tecnologias da inteligência: o futuro do pensamento na era da informática. Trad. Carlos Irineuda Costa. Rio de Janeiro: Ed. 34, 1993.LTSC – IEEE Learning Technology Standards Committe. Standard for Information Technology – Education and Training Systems – Architeture and Reference Model. IEEE p1484.1 Architeture and Reference Model Working Group (1999) URL: http://ltsc.ieee.org/wg1/index.html. Acessadoem 25.05.2000.Mason, Robin. Models of Online Courses. Networked Lifelong Learning: Innovative Approaches to Education and Training Through the Internet. edited by L. Banks, C. Graebner and D. McConnell. University of Sheffield, 1998. ALN Magazine Volume 2, Issue 2 – October 1998. http://www.aln.org.alnweb/magazine/vol2_issue2/Masonfinal.htmAcessadoem 08.01.1999. McIsaac, M.S. & Gunawardena. C.N. (1996) Distance Education. In Jonassen, ed. Handbook of research for educational communications and technology: a project of the Association for Educational Communications and Technology. 403-407. New York: Simon & Schuster Macmillan. Disponívelemhttp://seamonkey.ed.asu.edu/~mcisaac/dechapter. Acessadoem 06.01.1998.Moore, Michel G., Kearsley, Greg. Distance education: a systems view. Belmont (USA): Wadsworth Publishing Company, 1996. Nunes, Ivônio. Noções de Educação a Distância. 1992 URL: http://www.intelecto.net/ead/ivonio1.html. Acessadoem 19.07.1999.Ravet, Serge, Layte, Maureen. Techonogy-based training. London: Kogan Page Limited, 1997.Rodrigues, Rosângela. Modelo de Avaliação para cursos através de ensino a distância. Florianópolis, BR 1998. Disssertação (Mestrado em Engenharia de Produção). Coordenadoria de Pós-Graduação, Universidade Federal de Santa Catarina.Strong, Robert e Harmon, Glynn Harmon. Online Graduate Dregrees: A Review of Three Internet-based Master’s Degree Offerings. The American Journal of Distance Education. Vol 11 No.3. 1997Tiffin, John, Rajasingham, Lalita. Search of the virtual class. London : Routledge, 1995.WILLIS, Barry. Distance Education at a Glance (1996) Series of Guides prepared by Engineering Outreach at the University of Idaho. URL: http://www.uidaho.edu/evo/distglan.html. Acessado em 29.11.1999.WILLIS, Barry. Strategies for teaching at a distance. Nov. 1992. 2p.(Documento da Base de Dados ERIC Digest EDO-IR-92-8)