1. Introdução


        A educação a distância tem uma longa história de sucessos e
fracassos. Sua origem está nas experiências de educação por correspondência
iniciadas no final do século XVIII e com largo desenvolvimento a partir de
meados do século XIX (chegando atualmente a utilizar várias mídias, desde o
material impresso a simuladores online. Com avanço das Tecnologias de
Informação provocou mudanças significativas em fazer Educação à Distância
(EAD), logo foi tomando espaço, estar presente em todos os setores, em
particular, sua presença no sistema educacional faz com que reflitamos sobre
pontos inerentes à educação, como: didática, metodologia, avaliação,
planejamento, dentre outros pontos relevantes com grande interação entre o
aluno e o centro produtor, quer fazendo uso de inteligência artificial, ou mesmo
de comunicação síncrona entre professores e alunos).




                                                                              1
2. Histórico


        Hoje mais de 80 países, nos cinco continentes, adotam a educação à
distância em todos os níveis de ensino, em programas formais e não formais,
atendendo a milhões de estudantes. A educação a distância tem sido usada
para treinamento e aperfeiçoamento de professores em serviço. No momento é
crescente o número de instituições e empresas que desenvolvem programas
de treinamento de recursos humanos através da modalidade da educação à
distância. As Universidades Européias a Distância têm incorporado em seu
desenvolvimento histórico as novas tecnologias de informática e de
telecomunicação. Um exemplo foi o desenvolvimento da Universidade a
Distância de Hagen, que iniciou seu programa com material escrito em 1975.
Hoje, oferece material didático em áudio e videocassetes, videotexto interativo,
e videoconferências. Tendências similares podem ser observadas nas
Universidades Abertas da Inglaterra, da Holanda e na Espanha.
        No Brasil, desde a fundação do Instituto Rádio-Monitor, em 1939, e
depois do Instituto Universal Brasileiro, em 1941, várias experiências foram
iniciadas e levadas a termo com relativo sucesso. As experiências brasileiras,
governamentais e privadas foram muitas e representaram, nas últimas
décadas, a mobilização de grandes contingentes de recursos. Os resultados do
passado não foram suficientes para gerar um processo de aceitação
governamental e social da modalidade de educação à distância no Brasil,
entretanto, a realidade brasileira já mudou e nosso governo criou leis e
estabeleceu normas para a modalidade de educação a distância em nosso
país.


        3. Regulamentação da EaD no Brasil


        A Educação a Distância no Brasil foi normatizada pela Lei de Diretrizes
e Bases da Educação Nacional (Dezembro de 1996), em Fevereiro de 1998.
        De acordo com o Art. 2º do Decreto n.º 2494/98, "os cursos a distância
que conferem certificado ou diploma de conclusão do ensino fundamental para
jovens e adultos, do ensino médio, da educação profissional e de graduação



                                                                              2
serão oferecidos por instituições públicas ou privados especificamente
credenciados para esse fim”.
         Assim,    as   propostas   de   cursos   nestes   níveis    deverão     ser
encaminhadas ao órgão do sistema municipal ou estadual responsável pelo
credenciamento de instituições e autorização de cursos a menos que se trate
de instituição vinculada ao sistema federal de ensino, quando, então, o
credenciamento deverá ser feito pelo Ministério da Educação.
         No caso de cursos de graduação e educação profissional em nível
tecnológico, a instituição interessada deve credenciar-se junto ao MEC,
solicitando, para isto, a autorização para cada curso que pretenda oferecer.
         Os programas de mestrado e doutorado na modalidade à distância, no
Brasil, ainda é objeto de regulamentação específica. Os cursos de pós-
graduação lato sensu, chamados de "especialização", até recentemente eram
considerados livres, ou seja, independentes de autorização para funcionamento
por parte do MEC. Porém, com o Parecer n.º 908/98 (aprovado em 02/12/98) e
a Resolução nº 3 (de 05/10/99) da Câmara de Educação Superior do Conselho
Nacional de Educação que fixam condições de validade dos certificados de
cursos    presenciais    de    especialização,    tornaram-se       necessária    a
regulamentação de tais cursos na modalidade à distância.

Fonte: Secretaria de Educação a Distância “http://portal.mec.gov.br/index.php”

         4. FUNDAMENTOS - A seguir veremos algumas definições de
Educação a Distância (EaD):


              4.1 Dohmem (1967):


         Educação à distância (Ferstudium) é uma forma sistematicamente
organizada de auto estudo onde o aluno se instrui a partir do material de
estudo que Ihe é apresentado, o acompanhamento e a supervisão do sucesso
do estudante são levados a cabo por um grupo de professores. Isto é possível
através da aplicação de meios de comunicação capazes de vencer longas
distâncias.




                                                                                  3
4.2 Peters (1973):


        Educação/ensino a distância (Fernunterricht) é um método racional de
partilhar conhecimento, habilidades e atitudes, através da aplicação da divisão
do trabalho e de princípios organizacionais, tanto quanto pelo uso extensivo de
meios de comunicação, especialmente para o propósito de reproduzir materiais
técnicos de alta qualidade, os quais tornam possível instruir um grande número
de estudantes ao mesmo tempo, enquanto esses materiais durarem. É uma
forma industrializada de ensinar e aprender.


           4.3 Moore (1973):


        Ensino a distância pode ser definido como a família de métodos
instrucionais onde as ações dos professores são executadas a parte das ações
dos alunos, incluindo aquelas situações continuadas que podem ser feitas na
presença dos estudantes. Porém, a comunicação entre o professor e o aluno
deve ser facilitada por meios impressos, eletrônicos, mecânicos ou outros.


           4.4 Holmberg (1977):


        O termo educação à distância esconde-se sob várias formas de
estudo, nos vários níveis que não estão sob a contínua e imediata supervisão
de tutores presentes com seus alunos nas salas de leitura ou no mesmo local.
A educação a distância se beneficia do planejamento, direção e instrução da
organização do ensino.


           4.5 Keegan (1991):


           O autor resume os elementos centrais dos conceitos acima:


           •   Separação física entre professor e aluno, que a distingue do
               ensino presencial;




                                                                             4
•   Influência   da      organização     educacional   (planejamento,
               sistematização, plano, organização dirigida etc.), que a
               diferencia da educação individual;
           •   Utilização de meios técnicos de comunicação para unir o
               professor ao aluno e transmitir os conteúdos educativos;
           •   Previsão de uma comunicação de mão dupla, onde o estudante
               se beneficia de um diálogo e da possibilidade de iniciativas de
               dupla via;
           •   Possibilidade de encontros ocasionais com propósitos didáticos
               e de socialização.


           4.6 Chaves (1999):


        A EaD, no sentido fundamental da expressão, é o ensino que ocorre
quando o ensinante e o aprendente estão separados (no tempo ou no espaço).
No sentido que a expressão assume hoje, enfatiza-se mais a distância no
espaço e se propõe que ela seja contornada através do uso de tecnologias de
telecomunicação e de transmissão de dados, voz e imagens (incluindo
dinâmicas, isto é, televisão ou vídeo). Não é preciso ressaltar que todas essas
tecnologias, hoje, convergem para o computador.




                                                                              5
5. Conclusão




        O presente estudo nos traz uma grande evolução no que diz respeito à
EaD trazendo consigo progresso e inclusão a todos possibilitando e dando
oportunidade para quem quiser usar ferramentas fora do presencial para uma
formação científica ou técnica.




                                                                          6
Referencias bibliográficas


Educação à distância em organizações públicas - Mesa-redonda de pesquisa-
ação; Brasília : ENAP, 2006. 200 p.




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Ead Praticas Pedagogicas

  • 1.
    1. Introdução A educação a distância tem uma longa história de sucessos e fracassos. Sua origem está nas experiências de educação por correspondência iniciadas no final do século XVIII e com largo desenvolvimento a partir de meados do século XIX (chegando atualmente a utilizar várias mídias, desde o material impresso a simuladores online. Com avanço das Tecnologias de Informação provocou mudanças significativas em fazer Educação à Distância (EAD), logo foi tomando espaço, estar presente em todos os setores, em particular, sua presença no sistema educacional faz com que reflitamos sobre pontos inerentes à educação, como: didática, metodologia, avaliação, planejamento, dentre outros pontos relevantes com grande interação entre o aluno e o centro produtor, quer fazendo uso de inteligência artificial, ou mesmo de comunicação síncrona entre professores e alunos). 1
  • 2.
    2. Histórico Hoje mais de 80 países, nos cinco continentes, adotam a educação à distância em todos os níveis de ensino, em programas formais e não formais, atendendo a milhões de estudantes. A educação a distância tem sido usada para treinamento e aperfeiçoamento de professores em serviço. No momento é crescente o número de instituições e empresas que desenvolvem programas de treinamento de recursos humanos através da modalidade da educação à distância. As Universidades Européias a Distância têm incorporado em seu desenvolvimento histórico as novas tecnologias de informática e de telecomunicação. Um exemplo foi o desenvolvimento da Universidade a Distância de Hagen, que iniciou seu programa com material escrito em 1975. Hoje, oferece material didático em áudio e videocassetes, videotexto interativo, e videoconferências. Tendências similares podem ser observadas nas Universidades Abertas da Inglaterra, da Holanda e na Espanha. No Brasil, desde a fundação do Instituto Rádio-Monitor, em 1939, e depois do Instituto Universal Brasileiro, em 1941, várias experiências foram iniciadas e levadas a termo com relativo sucesso. As experiências brasileiras, governamentais e privadas foram muitas e representaram, nas últimas décadas, a mobilização de grandes contingentes de recursos. Os resultados do passado não foram suficientes para gerar um processo de aceitação governamental e social da modalidade de educação à distância no Brasil, entretanto, a realidade brasileira já mudou e nosso governo criou leis e estabeleceu normas para a modalidade de educação a distância em nosso país. 3. Regulamentação da EaD no Brasil A Educação a Distância no Brasil foi normatizada pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Dezembro de 1996), em Fevereiro de 1998. De acordo com o Art. 2º do Decreto n.º 2494/98, "os cursos a distância que conferem certificado ou diploma de conclusão do ensino fundamental para jovens e adultos, do ensino médio, da educação profissional e de graduação 2
  • 3.
    serão oferecidos porinstituições públicas ou privados especificamente credenciados para esse fim”. Assim, as propostas de cursos nestes níveis deverão ser encaminhadas ao órgão do sistema municipal ou estadual responsável pelo credenciamento de instituições e autorização de cursos a menos que se trate de instituição vinculada ao sistema federal de ensino, quando, então, o credenciamento deverá ser feito pelo Ministério da Educação. No caso de cursos de graduação e educação profissional em nível tecnológico, a instituição interessada deve credenciar-se junto ao MEC, solicitando, para isto, a autorização para cada curso que pretenda oferecer. Os programas de mestrado e doutorado na modalidade à distância, no Brasil, ainda é objeto de regulamentação específica. Os cursos de pós- graduação lato sensu, chamados de "especialização", até recentemente eram considerados livres, ou seja, independentes de autorização para funcionamento por parte do MEC. Porém, com o Parecer n.º 908/98 (aprovado em 02/12/98) e a Resolução nº 3 (de 05/10/99) da Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação que fixam condições de validade dos certificados de cursos presenciais de especialização, tornaram-se necessária a regulamentação de tais cursos na modalidade à distância. Fonte: Secretaria de Educação a Distância “http://portal.mec.gov.br/index.php” 4. FUNDAMENTOS - A seguir veremos algumas definições de Educação a Distância (EaD): 4.1 Dohmem (1967): Educação à distância (Ferstudium) é uma forma sistematicamente organizada de auto estudo onde o aluno se instrui a partir do material de estudo que Ihe é apresentado, o acompanhamento e a supervisão do sucesso do estudante são levados a cabo por um grupo de professores. Isto é possível através da aplicação de meios de comunicação capazes de vencer longas distâncias. 3
  • 4.
    4.2 Peters (1973): Educação/ensino a distância (Fernunterricht) é um método racional de partilhar conhecimento, habilidades e atitudes, através da aplicação da divisão do trabalho e de princípios organizacionais, tanto quanto pelo uso extensivo de meios de comunicação, especialmente para o propósito de reproduzir materiais técnicos de alta qualidade, os quais tornam possível instruir um grande número de estudantes ao mesmo tempo, enquanto esses materiais durarem. É uma forma industrializada de ensinar e aprender. 4.3 Moore (1973): Ensino a distância pode ser definido como a família de métodos instrucionais onde as ações dos professores são executadas a parte das ações dos alunos, incluindo aquelas situações continuadas que podem ser feitas na presença dos estudantes. Porém, a comunicação entre o professor e o aluno deve ser facilitada por meios impressos, eletrônicos, mecânicos ou outros. 4.4 Holmberg (1977): O termo educação à distância esconde-se sob várias formas de estudo, nos vários níveis que não estão sob a contínua e imediata supervisão de tutores presentes com seus alunos nas salas de leitura ou no mesmo local. A educação a distância se beneficia do planejamento, direção e instrução da organização do ensino. 4.5 Keegan (1991): O autor resume os elementos centrais dos conceitos acima: • Separação física entre professor e aluno, que a distingue do ensino presencial; 4
  • 5.
    Influência da organização educacional (planejamento, sistematização, plano, organização dirigida etc.), que a diferencia da educação individual; • Utilização de meios técnicos de comunicação para unir o professor ao aluno e transmitir os conteúdos educativos; • Previsão de uma comunicação de mão dupla, onde o estudante se beneficia de um diálogo e da possibilidade de iniciativas de dupla via; • Possibilidade de encontros ocasionais com propósitos didáticos e de socialização. 4.6 Chaves (1999): A EaD, no sentido fundamental da expressão, é o ensino que ocorre quando o ensinante e o aprendente estão separados (no tempo ou no espaço). No sentido que a expressão assume hoje, enfatiza-se mais a distância no espaço e se propõe que ela seja contornada através do uso de tecnologias de telecomunicação e de transmissão de dados, voz e imagens (incluindo dinâmicas, isto é, televisão ou vídeo). Não é preciso ressaltar que todas essas tecnologias, hoje, convergem para o computador. 5
  • 6.
    5. Conclusão O presente estudo nos traz uma grande evolução no que diz respeito à EaD trazendo consigo progresso e inclusão a todos possibilitando e dando oportunidade para quem quiser usar ferramentas fora do presencial para uma formação científica ou técnica. 6
  • 7.
    Referencias bibliográficas Educação àdistância em organizações públicas - Mesa-redonda de pesquisa- ação; Brasília : ENAP, 2006. 200 p. 7