UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ HOSPITAL UNIVERSITÁRIO JOÃO DE BARROS BARRETO RESIDÊNCIA MÉDICA EM PNEUMOLOGIA E TISIOLOGIA FISIOLOGIA RESPIRATÓRIA AULA 07 MECANISMOS DA RESPIRAÇÃO FLÁVIA MATOS  R1 em PNEUMOLOGIA
INSPIRAÇÃO EXPIRAÇÃO MÚSCULOS DA RESPIRAÇÃO
INSPIRAÇÃO Principal músculo:  Diafragma CONTRAÇÃO:  Impulsiona as estruturas abdominais para baixo e para frente.  Aumenta a dimensão da cavidade torácica verticalmente.
INSPIRAÇÃO - MOVIMENTOS VOLUME CORRENTE = Elevação de 1cm INSPIRAÇÃO FORÇADA = 10 cm
Movimentação do Diafragma
INSPIRAÇÃO Músculos intercostais externos. Conectam as costelas adjacentes. Inclina as costelas para baixa e para frente. Ao contrair-se as costelas são empurradas para cima e para os lados Aumenta o diâmetro ântero-posterior e lateral do tórax.
INSPIRAÇÃO - MOVIMENTOS Ocorre aumento dos diâmetros ântero-posterior, crânio-caudal e látero-lateral
INSPIRAÇÃO - MOVIMENTOS
INSPIRAÇÃO – Músculos Acessórios Músculos escalenos:  Elevam as duas primeiras costelas. Músculos esternocleidomastóideos: Elevam o esterno. Músculos da Asa do nariz. Pequenos músculos da cabeça e pescoço .
EXPIRAÇÃO A fase expiratória é realizada pelo relaxamento muscular e recolhimento elástico passivo pulmonar. A pressão intrapleural torna-se menos negativa e é parcialmente transmitida aos alvéolos.  A pressão atmosférica é convencionada como ZERO. Na fase inspiratória a pressão alveolar torna-se negativa e na expiratória torna-se positiva. Essa mudança nas pressões alveolares dera o fluxo inspiratório e expiratório conforme a lei de Poiseuille.
EXPIRAÇÃO Músculos mais importantes ->  Os da parede abdominal : Reto abdominal. Oblíquos internos e externos. Transverso abdominal. Quando se contraem a pressão intra-abdominal aumenta. O diafragma é empurrado para cima. Também são forçados durante a tosse, vômito e defecação
EXPIRAÇÃO Músculos intercostais internos: Auxiliam na expiração ativa puxando as costelas para baixo e para dentro – Reduz o vol. do Tórax.
 
COMPLACÊNCIA CURVA PRESSÃO-VOLUME PROPRIEDADES ELÁSTICAS DO PULMÃO
Forças Elásticas Na posição de repouso do complexo toraco-pulmonar observa-se pressão intrapleural negativa. O gradeado Costal exerce uma força de expansão e o pulmão, ao contrário, imprime uma força para se retrair. Em condições normais, a pressão intrapleural sempre será negativa.
Complacência Tóracopulmonar É a relação entre variação de volume e a pressão necessária para promover essa mudança de volume. A curva de complacência pulmonar é diferente durante a fase de insuflação e deflação. Esse fenômeno é conhecido como HISTÉRESE PULMONAR. Obtem-se a partir da somatória da curva de volume-pressão pulmonar e do gradil costal.
Complacência Tóracopulmonar
Curva Pressão-Volume INSUFLAÇÃO DEFLAÇÃO A Curva Pressão-Volume reflete as propriedades elásticas do pulmão. Para cada volume é determinada uma Pressão Transpulmonar. (PTP) A PTP é determinada pela diferença entre a pressão alveolar e pleural
Causas de Redução da Complacência Fibrose Pulmonar Edema Pulmonar Atelectasias Hipertensão Pulmonar Venosa Nessas situações para uma mesma variação de volume é necessária uma grande variação de pressão.
Causas de Aumento da Complacência Enfisema Pulmonar Envelhecimento pulmonar Exacerbação de asma (mecanismo desconhecido)
Curva de Complacência
Complacência Estática x Dinâmica A complacência estática envolve a relação entre o volume e a pressão em um determinado ponto estático da curva, não levando em consideração a resistência ao fluxo. A complacência dinâmica é obtida de forma progressiva durante a fase de insuflação pulmonar, a resistência ao fluxo inspiratório eleva a pressão obtida.  APLICAÇÃO: Os asmáticos apresentam complacência dinâmica reduzida, entretanto sua complacência estática é próxima ao normal uma vez que, a elevada pressão traqueal é secundária à resistência ao fluxo de gases inspiratórios.
Complacência x Tensão Superficial Sempre que existir a interface entre um líquido e um gás existirá uma tendência das móleculas superficiais se manterem mais coesas uma vez que, não há moléculas na fase gasosa para atraí-las. Esta força de atração é conhecida como tensão superficial.  A tensão induz as moléculas a manterem a menor área possível com a região gasosa.
Tensão Superficial e Lei de Laplace Conforme a lei de Laplace, as pequenas bolhas descarregam todo o seu conteúdo nas bolhas maiores uma vez que, o raio da esfera menor imprime uma grande pressão interna. No caso dos alvéolos, os menores evacuariam seu conteúdo nos maiores, mas ao contrário, eles são extremamente estáveis!!! Como isso ocorre??? Graças ao surfactante pulmonar, que diminui acentuadamente a tensão superficial dos alvéolos  com raios menores em comparação com os de maior raio
Revisão – Lei de Pouseille FONTE:  http://www.unifesp.br/dcir/anestesia/fisio_resp.pdf
Causas de Ventilação Desigual As bases pulmonares recebem a maior parte do gás inspirado na posição ereta. A base tem pressão intrapleural menos negativa pois sofre muita influência do peso pulmonar
Causas de Ventilação Desigual Nos ápices a pressão intrapleural é muito mais negativa que nas bases. A complacência é ruim, de forma que uma grande variação de pressão gera uma pequena variação de volume. Ventilação pobre nos ápices.
Causas de Ventilação Desigual O movimento de gases através do duto traqueal é subordinado a Lei de Pouseille, entretanto essa lei só se aplica a fluxos laminares. O padrão laminar só ocorre em fluxos de baixa velocidade.  Alta velocidade gera fluxo turbulento. O fluxo turbulento neessita de pressões mais elevadas para se tornar eficaz.
Causas de Ventilação Desigual
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Mecanismos da respiração

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    UNIVERSIDADE FEDERAL DOPARÁ HOSPITAL UNIVERSITÁRIO JOÃO DE BARROS BARRETO RESIDÊNCIA MÉDICA EM PNEUMOLOGIA E TISIOLOGIA FISIOLOGIA RESPIRATÓRIA AULA 07 MECANISMOS DA RESPIRAÇÃO FLÁVIA MATOS R1 em PNEUMOLOGIA
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    INSPIRAÇÃO Principal músculo: Diafragma CONTRAÇÃO: Impulsiona as estruturas abdominais para baixo e para frente. Aumenta a dimensão da cavidade torácica verticalmente.
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    INSPIRAÇÃO - MOVIMENTOSVOLUME CORRENTE = Elevação de 1cm INSPIRAÇÃO FORÇADA = 10 cm
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    INSPIRAÇÃO Músculos intercostaisexternos. Conectam as costelas adjacentes. Inclina as costelas para baixa e para frente. Ao contrair-se as costelas são empurradas para cima e para os lados Aumenta o diâmetro ântero-posterior e lateral do tórax.
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    INSPIRAÇÃO - MOVIMENTOSOcorre aumento dos diâmetros ântero-posterior, crânio-caudal e látero-lateral
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    INSPIRAÇÃO – MúsculosAcessórios Músculos escalenos: Elevam as duas primeiras costelas. Músculos esternocleidomastóideos: Elevam o esterno. Músculos da Asa do nariz. Pequenos músculos da cabeça e pescoço .
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    EXPIRAÇÃO A faseexpiratória é realizada pelo relaxamento muscular e recolhimento elástico passivo pulmonar. A pressão intrapleural torna-se menos negativa e é parcialmente transmitida aos alvéolos. A pressão atmosférica é convencionada como ZERO. Na fase inspiratória a pressão alveolar torna-se negativa e na expiratória torna-se positiva. Essa mudança nas pressões alveolares dera o fluxo inspiratório e expiratório conforme a lei de Poiseuille.
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    EXPIRAÇÃO Músculos maisimportantes -> Os da parede abdominal : Reto abdominal. Oblíquos internos e externos. Transverso abdominal. Quando se contraem a pressão intra-abdominal aumenta. O diafragma é empurrado para cima. Também são forçados durante a tosse, vômito e defecação
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    EXPIRAÇÃO Músculos intercostaisinternos: Auxiliam na expiração ativa puxando as costelas para baixo e para dentro – Reduz o vol. do Tórax.
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    COMPLACÊNCIA CURVA PRESSÃO-VOLUMEPROPRIEDADES ELÁSTICAS DO PULMÃO
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    Forças Elásticas Naposição de repouso do complexo toraco-pulmonar observa-se pressão intrapleural negativa. O gradeado Costal exerce uma força de expansão e o pulmão, ao contrário, imprime uma força para se retrair. Em condições normais, a pressão intrapleural sempre será negativa.
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    Complacência Tóracopulmonar Éa relação entre variação de volume e a pressão necessária para promover essa mudança de volume. A curva de complacência pulmonar é diferente durante a fase de insuflação e deflação. Esse fenômeno é conhecido como HISTÉRESE PULMONAR. Obtem-se a partir da somatória da curva de volume-pressão pulmonar e do gradil costal.
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    Curva Pressão-Volume INSUFLAÇÃODEFLAÇÃO A Curva Pressão-Volume reflete as propriedades elásticas do pulmão. Para cada volume é determinada uma Pressão Transpulmonar. (PTP) A PTP é determinada pela diferença entre a pressão alveolar e pleural
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    Causas de Reduçãoda Complacência Fibrose Pulmonar Edema Pulmonar Atelectasias Hipertensão Pulmonar Venosa Nessas situações para uma mesma variação de volume é necessária uma grande variação de pressão.
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    Causas de Aumentoda Complacência Enfisema Pulmonar Envelhecimento pulmonar Exacerbação de asma (mecanismo desconhecido)
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    Complacência Estática xDinâmica A complacência estática envolve a relação entre o volume e a pressão em um determinado ponto estático da curva, não levando em consideração a resistência ao fluxo. A complacência dinâmica é obtida de forma progressiva durante a fase de insuflação pulmonar, a resistência ao fluxo inspiratório eleva a pressão obtida. APLICAÇÃO: Os asmáticos apresentam complacência dinâmica reduzida, entretanto sua complacência estática é próxima ao normal uma vez que, a elevada pressão traqueal é secundária à resistência ao fluxo de gases inspiratórios.
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    Complacência x TensãoSuperficial Sempre que existir a interface entre um líquido e um gás existirá uma tendência das móleculas superficiais se manterem mais coesas uma vez que, não há moléculas na fase gasosa para atraí-las. Esta força de atração é conhecida como tensão superficial. A tensão induz as moléculas a manterem a menor área possível com a região gasosa.
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    Tensão Superficial eLei de Laplace Conforme a lei de Laplace, as pequenas bolhas descarregam todo o seu conteúdo nas bolhas maiores uma vez que, o raio da esfera menor imprime uma grande pressão interna. No caso dos alvéolos, os menores evacuariam seu conteúdo nos maiores, mas ao contrário, eles são extremamente estáveis!!! Como isso ocorre??? Graças ao surfactante pulmonar, que diminui acentuadamente a tensão superficial dos alvéolos com raios menores em comparação com os de maior raio
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    Revisão – Leide Pouseille FONTE: http://www.unifesp.br/dcir/anestesia/fisio_resp.pdf
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    Causas de VentilaçãoDesigual As bases pulmonares recebem a maior parte do gás inspirado na posição ereta. A base tem pressão intrapleural menos negativa pois sofre muita influência do peso pulmonar
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    Causas de VentilaçãoDesigual Nos ápices a pressão intrapleural é muito mais negativa que nas bases. A complacência é ruim, de forma que uma grande variação de pressão gera uma pequena variação de volume. Ventilação pobre nos ápices.
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    Causas de VentilaçãoDesigual O movimento de gases através do duto traqueal é subordinado a Lei de Pouseille, entretanto essa lei só se aplica a fluxos laminares. O padrão laminar só ocorre em fluxos de baixa velocidade. Alta velocidade gera fluxo turbulento. O fluxo turbulento neessita de pressões mais elevadas para se tornar eficaz.
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    Acessem ao conteúdocompleto das Sessões Científicas da Residência Médica em Pneumologia e Tisiologia do HUJBB em nosso BLOG: http://residenciapneumologiahujbb.wordpress.com FIM DE CAPÍTULO