SUPLEMENTAÇÃO
     PROTEICA
    NA SECA
  Ademir Maciel Pereira, M.Sc.
   Gerente de Mercado - Ruminantes
    Email: ademir.pereira@mcassab.com.br
                       Tel: (11) 8709.5384
O pasto é a base da
 produção bovina
O crescimento sazonal e
as alterações na qualidade
  das pastagens são as
   principais causas de
 variação no desempenho
   dos animais a pasto.
A suplementação proteica de animais
  em pastejo é uma ferramenta que
       permite corrigir dietas
   desbalanceadas, melhorando o
 ganho de peso vivo e a conversão
   alimentar, e, por consequência,
 diminuindo os ciclos produtivos da
   pecuária de corte (Peruchena, 1999).
Suplementos proteicos criam muito valor...
Tradicionalmente os bovinos criados a pasto demoravam cinco anos para chegar ao
peso de mercado. Com a suplementação proteica durante os períodos de seca, o
gado pode chegar a esse peso na metade do tempo ou menos.

                          Tempo de          18-20           28-30   38-40                             60- 62
                           Mercado          meses           meses   meses                             meses
Peso normal                                      Uso de                Curva de ganho de
de mercado                                  proteinados evita            peso usando
  550 kg                                    a perda de peso                somente
                                                na seca.                 suplementos
                           Confinamento                                    minerais
        Kg (peso vivo)




                          acelera ganho
                         de peso mas
                                   nem
                          sempre é viável
                                                                            Curva tradicional de
                             em custos
                                                                              ganho de peso
                                                                             somente com sal
                                                                              comum (NaCl)




                            Chuva    Seca       Seca            Seca           Seca                Seca
Proteína
                   Bruta




Digestibilidade
    da FDN
Gráfico 1 - Variação sazonal no teor de PB e DIVMO da
Brachiaria decumbens em sistema de pastejo contínuo:
Fonte: Moore, J.E., 1994.
EXIGÊNCIAS DE NDT PARA MANUTENÇÃO DO PESO VIVO


 70
 60
 50
 40
 30
 20
 10
  0




             o
    ut o
          iro




 ez bro
            o
         ço



            o
 Fe iro




  et to
           o

   A o
            il




         br
        br

N ubr
        br

        ai
       nh

        lh

        s
       re

      ar
      ne




    em
    em



    em
      M



     Ju

     go
      A


    Ju
    ve

    M
   Ja




  ov
  O
S




D
           NDT (%) - Panicum   NDT (%) - Cynodon
EXIGÊNCIAS DE PROTEÍNA PARA MANUTENÇÃO DO PESO

 14
 12
 10
  8
  6
  4
  2
  0




             o
    ut o
          iro




 ez bro
            o
         ço
 Fe iro




  et to
           o

           o

   A o
            il




         br
         br

N ubr
        br

        ai
       nh

        lh

        s
       re

      ar
      ne




    em
    em



    em
      M



     Ju

     go
      A


    Ju
    ve

    M
   Ja




  ov
  O
S




D
            PB (%) - Panicum   PB (%) - Cynodon
RELAÇÃO ENTRE NDT : PROTEÍNA NA
              FORRAGEM AO LONGO DO ANO


 12,0
 10,0
  8,0
  6,0
  4,0
  2,0
  0,0
      Ju o
             ril
            ço




   Ag ho
           iro




   ve ro
              o




             o
   O bro
  Fe iro




    te o




   ze ro
          ai
         nh




         br
 Se ost
        Ab




 No ub
 De mb
        ar
        re




          l
       ne




       M


       Ju




       m
       m
     ve
     M




     ut
   Ja




           NDT/PB - Panicum   NDT/PB - Cynodon
RELAÇÃO ENTRE NDT : PROTEÍNA NA
              FORRAGEM AO LONGO DO ANO


 12,0
 10,0   E ne r
         g ia
  8,0
  6,0
  4,0
  2,0
  0,0
      Ju o
             ril
            ço




   Ag ho
           iro




   ve ro
              o




             o
   O bro
  Fe iro




    te o




   ze ro
          ai
         nh




         br
 Se ost
        Ab




 No ub
 De mb
        ar
        re




          l
       ne




       M


       Ju




       m
       m
     ve
     M




     ut
   Ja




                 NDT/PB - Panicum   NDT/PB - Cynodon
RELAÇÃO ENTRE NDT : PROTEÍNA NA
              FORRAGEM AO LONGO DO ANO


 12,0
 10,0   E ne r                                  E ne rg
         g ia                                      ia
  8,0
  6,0
  4,0
  2,0
  0,0
      Ju o
             ril
            ço




   Ag ho
           iro




   ve ro
              o




             o
   O bro
  Fe iro




    te o




   ze ro
          ai
         nh




         br
 Se ost
        Ab




 No ub
 De mb
        ar
        re




          l
       ne




       M


       Ju




       m
       m
     ve
     M




     ut
   Ja




                 NDT/PB - Panicum   NDT/PB - Cynodon
RELAÇÃO ENTRE NDT : PROTEÍNA NA
              FORRAGEM AO LONGO DO ANO


 12,0                         P
 10,0   E ne r                B                 E ne rg
         g ia                                      ia
  8,0
  6,0
  4,0
  2,0
  0,0
      Ju o
             ril
            ço




   Ag ho
           iro




   ve ro
              o




             o
   O bro
  Fe iro




    te o




   ze ro
          ai
         nh




         br
 Se ost
        Ab




 No ub
 De mb
        ar
        re




          l
       ne




       M


       Ju




       m
       m
     ve
     M




     ut
   Ja




                 NDT/PB - Panicum   NDT/PB - Cynodon
Divisão dos Nutrientes:
Divisão dos Nutrientes:




(Acabamento)
Estratégias para Suplementação:
LEI DO MÍNIMO: O nutriente mais limitante na dieta
    é o que regulará o desempenho do animal.
Quando Suplementar?

Se o objetivo da suplementação é fechar as
  lacunas deixadas pela curva sazonal de
  crescimento das pastagens, a estação do
  ano mais adequada para o seu uso seria a
  época das secas (e suplementar com PB).


Nas águas, suplementar com energia, pois a
 pastagem verde já tem bons níveis de
 proteína.
Quando Suplementar?
Dar prioridade à estação
 seca quando os teores
 de PB das pastagem
 estão abaixo de 7,8%
 (na MS) e a relação
 NDT:PB maior do que 7.

O principal objetivo da
  suplementação é o de
  atender à demanda das
  bactérias ruminais por
  nitrogênio.
COMO SUPLEMENTAR:
• Ingestão de pelo menos 1 g de Suplemento
 por Kg de Peso Vivo do animal.
  * - Pelo menos 300 g de PB/UA/DIA (NRC, 2000)

• Quando suplementar com proteína?
                         proteína

  - Relação NDT : PB da pastagem for > 7
     • Suplementos protéicos ↑ ingestão de forragem,
      a digestibilidade e o desempenho.
Exemplo ilustrativo do efeito da suplementação
 proteica sobre forragens de baixa qualidade:

Ingestão de forragem sem suplementação                     7,20 Kg de MS
Aumento na ingestão da forragem com proteína suplementar      (+ 15%)
Ingestão total de forragem com suplementação               8,28 Kg de MS

Concentração de NDT da forragem                                40 %
Aumento na digestibilidade com proteína suplementar          (+ 15%)
Concentração de NDT da forragem com suplementação              46 %

Ingestão de NDT sem suplementação                           2,88 Kg/dia
Ingestão de NDT com suplementação adicional                 3,81 Kg/dia
Aumento no ingestão de NDT (32%)                            0,93 Kg/dia
FAZENDO AS CONTAS:
[Palestra] Ademir Maciel Pereira: Suplementação proteica na seca

[Palestra] Ademir Maciel Pereira: Suplementação proteica na seca

  • 1.
    SUPLEMENTAÇÃO PROTEICA NA SECA Ademir Maciel Pereira, M.Sc. Gerente de Mercado - Ruminantes Email: ademir.pereira@mcassab.com.br Tel: (11) 8709.5384
  • 2.
    O pasto éa base da produção bovina
  • 3.
    O crescimento sazonale as alterações na qualidade das pastagens são as principais causas de variação no desempenho dos animais a pasto.
  • 4.
    A suplementação proteicade animais em pastejo é uma ferramenta que permite corrigir dietas desbalanceadas, melhorando o ganho de peso vivo e a conversão alimentar, e, por consequência, diminuindo os ciclos produtivos da pecuária de corte (Peruchena, 1999).
  • 5.
    Suplementos proteicos criammuito valor... Tradicionalmente os bovinos criados a pasto demoravam cinco anos para chegar ao peso de mercado. Com a suplementação proteica durante os períodos de seca, o gado pode chegar a esse peso na metade do tempo ou menos. Tempo de 18-20 28-30 38-40 60- 62 Mercado meses meses meses meses Peso normal Uso de Curva de ganho de de mercado proteinados evita peso usando 550 kg a perda de peso somente na seca. suplementos Confinamento minerais Kg (peso vivo) acelera ganho de peso mas nem sempre é viável Curva tradicional de em custos ganho de peso somente com sal comum (NaCl) Chuva Seca Seca Seca Seca Seca
  • 6.
    Proteína Bruta Digestibilidade da FDN
  • 7.
    Gráfico 1 -Variação sazonal no teor de PB e DIVMO da Brachiaria decumbens em sistema de pastejo contínuo:
  • 8.
  • 9.
    EXIGÊNCIAS DE NDTPARA MANUTENÇÃO DO PESO VIVO 70 60 50 40 30 20 10 0 o ut o iro ez bro o ço o Fe iro et to o A o il br br N ubr br ai nh lh s re ar ne em em em M Ju go A Ju ve M Ja ov O S D NDT (%) - Panicum NDT (%) - Cynodon
  • 10.
    EXIGÊNCIAS DE PROTEÍNAPARA MANUTENÇÃO DO PESO 14 12 10 8 6 4 2 0 o ut o iro ez bro o ço Fe iro et to o o A o il br br N ubr br ai nh lh s re ar ne em em em M Ju go A Ju ve M Ja ov O S D PB (%) - Panicum PB (%) - Cynodon
  • 11.
    RELAÇÃO ENTRE NDT: PROTEÍNA NA FORRAGEM AO LONGO DO ANO 12,0 10,0 8,0 6,0 4,0 2,0 0,0 Ju o ril ço Ag ho iro ve ro o o O bro Fe iro te o ze ro ai nh br Se ost Ab No ub De mb ar re l ne M Ju m m ve M ut Ja NDT/PB - Panicum NDT/PB - Cynodon
  • 12.
    RELAÇÃO ENTRE NDT: PROTEÍNA NA FORRAGEM AO LONGO DO ANO 12,0 10,0 E ne r g ia 8,0 6,0 4,0 2,0 0,0 Ju o ril ço Ag ho iro ve ro o o O bro Fe iro te o ze ro ai nh br Se ost Ab No ub De mb ar re l ne M Ju m m ve M ut Ja NDT/PB - Panicum NDT/PB - Cynodon
  • 13.
    RELAÇÃO ENTRE NDT: PROTEÍNA NA FORRAGEM AO LONGO DO ANO 12,0 10,0 E ne r E ne rg g ia ia 8,0 6,0 4,0 2,0 0,0 Ju o ril ço Ag ho iro ve ro o o O bro Fe iro te o ze ro ai nh br Se ost Ab No ub De mb ar re l ne M Ju m m ve M ut Ja NDT/PB - Panicum NDT/PB - Cynodon
  • 14.
    RELAÇÃO ENTRE NDT: PROTEÍNA NA FORRAGEM AO LONGO DO ANO 12,0 P 10,0 E ne r B E ne rg g ia ia 8,0 6,0 4,0 2,0 0,0 Ju o ril ço Ag ho iro ve ro o o O bro Fe iro te o ze ro ai nh br Se ost Ab No ub De mb ar re l ne M Ju m m ve M ut Ja NDT/PB - Panicum NDT/PB - Cynodon
  • 15.
  • 16.
  • 17.
    Estratégias para Suplementação: LEIDO MÍNIMO: O nutriente mais limitante na dieta é o que regulará o desempenho do animal.
  • 18.
    Quando Suplementar? Se oobjetivo da suplementação é fechar as lacunas deixadas pela curva sazonal de crescimento das pastagens, a estação do ano mais adequada para o seu uso seria a época das secas (e suplementar com PB). Nas águas, suplementar com energia, pois a pastagem verde já tem bons níveis de proteína.
  • 19.
    Quando Suplementar? Dar prioridadeà estação seca quando os teores de PB das pastagem estão abaixo de 7,8% (na MS) e a relação NDT:PB maior do que 7. O principal objetivo da suplementação é o de atender à demanda das bactérias ruminais por nitrogênio.
  • 22.
    COMO SUPLEMENTAR: • Ingestãode pelo menos 1 g de Suplemento por Kg de Peso Vivo do animal. * - Pelo menos 300 g de PB/UA/DIA (NRC, 2000) • Quando suplementar com proteína? proteína - Relação NDT : PB da pastagem for > 7 • Suplementos protéicos ↑ ingestão de forragem, a digestibilidade e o desempenho.
  • 24.
    Exemplo ilustrativo doefeito da suplementação proteica sobre forragens de baixa qualidade: Ingestão de forragem sem suplementação 7,20 Kg de MS Aumento na ingestão da forragem com proteína suplementar (+ 15%) Ingestão total de forragem com suplementação 8,28 Kg de MS Concentração de NDT da forragem 40 % Aumento na digestibilidade com proteína suplementar (+ 15%) Concentração de NDT da forragem com suplementação 46 % Ingestão de NDT sem suplementação 2,88 Kg/dia Ingestão de NDT com suplementação adicional 3,81 Kg/dia Aumento no ingestão de NDT (32%) 0,93 Kg/dia
  • 25.

Notas do Editor

  • #8 CURVA DE CRESCIMENTO SAZONAL NAS PASTAGENS O efeito das variações climáticas sobre a qualidade das pastagens, pode ser quantificado em termos de proteína bruta (PB) e digestibilidade in vitro da matéria orgânica (DIVMO). Embora o grau deste efeito possa variar de ano para ano, as tendências são repetitivas.
  • #16 This slide shows the relationship between body fat content and condition score. Condition score 1 cows have very low fat content – less than 5%. As cows approach 20% body fat at calving, reproductive performance is improved.
  • #17 This slide shows the relationship between body fat content and condition score. Condition score 1 cows have very low fat content – less than 5%. As cows approach 20% body fat at calving, reproductive performance is improved.