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121023 03-wbeef-engorda-a-pasto-marcelo-manella
Animais terminados
Confinamento          3,37 milhões
Semi Confinamento     2,56 milhões
Pastagem de inverno   830 mil
Pasto tropical        32,04 milhões

 Aproximadamente 90% dos animais
  abatidos são terminados a pasto
                      Adaptado: ANUALPEC 2012
Brasil pecuária de pasto!!! Sem tecnologia!
500                                                                                            460             470
                                                                                                                     Abate
                                                                                                                     4,5 anos
400                                                                  360                                  440

                                                                                       340
300                                          260

                                                        240
200                160
                                      140
100

            30
 0
             jan




                                      jan




                                                              jan




                                                                                       jan




                                                                                                               jan
                   abr




                                            abr




                                                                    abr




                                                                                             abr
                          jul




                                                  jul




                                                                          jul




                                                                                                   jul
      out




                                out




                                                        out




                                                                                 out




                                                                                                         out
                         1a. seca                 2a. seca                      3a. seca                 4a. seca
• Susceptibilidade as alterações climáticas;
  – “Estacionalidade de produção” de forragens;


• Os animais não expressam o máximo potencial genético;

• Maior tempo para abate com acabamento inadequado.
     –Menor maciez;
     –Baixa taxa de desfrute;

• Baixa Produtividade;
Eficiência produtiva e econômica,
 – melhorar índices na cria;
 – redução do tempo de recria;
 – aumento de desfrute;
 – aumento da produtividade por área
Sanidade
Produzir carne de boa qualidade.
1) Melhora das pastagens
   – adubação/irrigação;
   – manejo/espécie forrageira;
2) Suplementação
   – protéica-energética;
       • Seca
       • Águas;

3) Confinamento

4) Melhoramento de rebanho
   – uso de reprodutores melhoradores
   – Cruzamento industrial
121023 03-wbeef-engorda-a-pasto-marcelo-manella
A suplementação no sistema de produção a pasto
agiliza o processo de utilização e transformação do pasto em
                             carne

    Recursos         Forragem      Forragem
    (solo, clima e                              Produto animal
                     produzida    consumida
       plantas)
Brasil pecuária de pasto com suplementação na seca e
                    confinamento !!!!!

500
                             Confinamento                             475         470

400                                                                   415
                                                        355
300

                                           235
200
                             160                  Terminação a pasto c/
100                                               suplementação a pasto
            30
 0
      nascimento     7 meses       12 meses      20 meses      24 mese       28 mese

                   suplementação na seca          suplementação + confinamento
É possível melhorar ainda mais eficiencia
                a pasto?
Suplementação no período das
            águas




Ainda é uma quebra de paradigma!
É necessário?
O que é mais fácil?????
Potencial das pastagens para produção de carne no
                periodo das águas

• Pastagens manejadas em seu máximo potencial de suporte:

   • Desempenho animal é cerca de 35 a 50%;

   •Não suprem as quantidades de nutrientes adequadas para os animais

   •Deficiência de proteína degradável no rúmen para ótima eficiência ruminal,
   e desempenho
Massa verde x valor nutritivo
     • massa de forragem verde tem maior relação com o consumo de
       forragem e consequentemente o desempenho.

                                                Limitação Nutricional

                                                  Chuvas

                             Seca
                      Limitação quantitativa




Fonte: Euclides et al. (1999).
Potencial de ganho de peso nas águas.
   Pastagem                                   g/novilho/dia


                                 Outubro Março        Maio       Média
   Colonião*                       870    700         300         623
   Tobiatã*                        820    710         340         623
   Tanzânia*                       910    770         420         700
   Decumbens*                      820    520         480         607
   Marandu*                        815    590         400         602
   Tanzânia**                      960    640         440         680
   Mombaça**                       860    550         350         587

                                 Potencial de ganho em confinamento supera
                                     1500 g/dia- 40% superior ao pasto
Adaptado Euclides, et al 1998)
Estádio vegetativo x valor nutritivo

                                                           Massa
    90.00                                                                17.0
                                FDN
    80.00
                                                                         15.0
    70.00
    60.00                   DIVMS                                        13.0




                                                                                t MS/ha
    50.00
%




                                                                         11.0
    40.00
    30.00                                                                9.0
    20.00
                                                 PB                      7.0
    10.00
     0.00                                                                5.0
               14   21     28    35   42    49        56   63      70
                                Idade de rebrota
      PB (%)             DIVMS (%)         FDN (%)              Forragem (t MS/ha)
Suplementação protéica nas águas?


                     Objetivos de suplementação nas águas:
                      1) Maximizar ganhos;
                      2) Maximizar consumo de forragem

                     Características do suplemento
                      1) Baixos níveis de uréia
                      2) Menor teor de PB
Digestão nos bovinos




                                 Rúmen

                 Retículo

                   Omaso
                            Abomaso
Digestão nos bovinos

                                        Rúmen


                 AGV              NH3


                                         AGV

             Retículo




              Omaso

                        Abomaso
Por que N-amoniacal é fundamental


                                                                                        50




                                                             Digestibilidade da MS, %
                      8
Consumo de MS, kg/d




                                                                                        40
                      7
                                                                                                 Digestibilidade máxima
                                     Consumo máximo                                     30
                      6
                                                                                        20
                      5
                                                                                        10
                      4
                          0   10       20      30       40                                   0   10         20          30          40
                              Amonia ruminal, mg N/dL                                            Amonia ruminal, mg N/dL
                                                                                                          Fonte: Perdock et al., 1988
Nivel ideal de amônia no rumen para maximo consumo
                 de forragem tropical




                                Isis et al. (2008)
Concentrações de amônia no rúmen
                         20
Amônia Ruminal (mg/dL)



                         15        Amônia ruminal necessária para ótimo crescimento bacteriano


                                                                                            Pasto Águas/ Conf. Uréia
                         10                       Deficit                             Deficit

                                                                                                 Pasto Seca/ < 7% PB
                         5


                         0
                              6h    9h      12h         15h       18h     21h   24h         3h           6h

                                                            Hora do dia
Qual fonte de N ?
     Quantidade fornecida x taxa de fornecimento



                                       8% PB, 1x ao dia
                                       10% PB, 1x ao dia
                                       10% PB, 2x ao dia



                                                             Trat.           Dig. Aparente MS
                                                             8% PB                 27% b
                                                           10% PB, 1x             27,4% b
                                                           10% PB, 2x             37,4% a


                                                               Fonte: Pritchard & Males, 1985
Fracionamento da Proteína das forragens tropicais


        Alimento               Frações Protéicas (%PB)   PNDR (%PB)   PB
                             A     B1    B2     B3     C   (B3+C)   %(MS)
Tiftona                     17.4   2.5 36.2    27,0 17.0    43.9     10.2
Napiera                     19.3   0.6 43.6    22.1 14.4    36.5      6,0
B brizanthaa                11.6   1.6 33,0    34.2 27.7    61.9      7.5
B decumbensa                32.3   4.5 33,0    17.6 11.7    29.2      7.2
Feno cynodona               28.1   1.7 15.0    44.0 11.0    55.2      7.4
Feno B decumbensa           32.8   6.0   5.1   32.0 24.0    56.1      2.8
Tanzâniab                   24,0   5.9 21.1    36.2 12.6    48.8     12.2
    a
        Malafaia et al. (1997); bBalsalobre (2002), capim adubado com 400 kgN/ha ano.
Características da forragem: 9% PB , 40%PDR (%PB) 55% NDT

Ganho          NDT (kg/dia)            PB (kg/dia)             PDR (kg/dia
Kg/dia      suprido      defict    suprido       defict     suprido       defict
  0,3          3,3       -0,85        0,6        +0,02        0,24        -0,28
  0,6          3,3       -1,39        0,6         -0,1        0,24        -0,39
  0,9          3,3       -1,92        0,6        -0,21        0,24        -0,41
  1,2          3,3       -2,42        0,6        -0,33        0,24        -0,48

Exigências estimadas de acordo com NRC: 2001
garrotes Nelore com pesando 300 kg, e consumo de forragem de 2,0% do PV
Proteína nas águas?
                                                                                                 Baixa qualidade
                                    900
    vivo acima do controle, g/dia
     Resposta em ganho de peso

                                     700

                                    500
                                                                                       Alta qualidade
                                    300

                                    100

                                    -100
                                           0             1            2            3             4
                                           Consumo de proteína suplementar, g/kg de PV/dia
                                                                                Fonte: Poppi e McLennan, 1995
Suplementação no período das águas

• Princípios:
   – Boa oferta de forragem;
   – Maximizar o consumo do pasto
   – A proteína e energia suplementar vão ter efeito aditivo
     nos ganhos
      • o diferencial de ganho de peso (suplementados e não
        suplementados) é menor que no período da seca.
   – Os suplementos para seca devem ser formulados:
      • com fontes verdadeiras de PDR
      • fontes de energia
Suplementação Protéica X Energética nas águas


• A suplementação        energética     (>0,6%PV):   efeito   de
  substituição
  – Desejável para aumentar lotação ou acabamento.


• A suplementação protéica promove um efeito de adição de
  consumo de forragem.
Suplementação Protéica X energética nas águas
Tratamento                 PVI     PFV    GMD     Ganh     Kg supl./kg         Ganho em
                           (kg)    (kg)   (g/d)   o (kg)    ganho a               @1 +
                                                              mais              controle
Proteína                  264   393    1140   128,5            3,0                2,5
(0,6%PV, 68 % NDT,
31% PB)
Proteína -energia         272   383    1070   121,2             5,8               2,2
(1%PV, 75% NDT, 22,5
PB)
Controle                  269   327    510    57,5               -                 -
   1
    considerando 52% de rendimento de carcaça
   Adaptado: Peruchena: 1998


• suplementação protéica: ganhos 13% maiores que a suplementação energética,
• suplementação energética: consumo do suplemento 70% maior.
Suplementação Estratégica: Recria (314 dias)


                             Teste         Seca           Ano

                                         Kg/dia (%)
                                   b            a            a
Estação seca*                0,201        0,534        0,486
                                   b            b            a
Estação águas**              0,645        0,584        0,782
Média                        0.447a     0.562b (25) 0.649a (45,1)
Kg PV/ha/ano                 598,7         739,2       855,8
Fonte: Manella et al. 2002
*PB = 46,9%, consumo=0,22%             **PB = 43,9%, consumo=0,26%
Suplementação Estratégica: Recria

370         357
350                             24 kg
                        333                               68 kg
                                (0,8 @, R$ 76,0)
330                                                       (2,4 @,
                                       44 kg
310                                    (1,5 @, = R$ 144
                                                          R$=230)
                               289
290
270
250
            ano         seca   teste

Manella et al. (2002)
Sintese de trabalhos de suplementação a pasto: consumo entre
0,2% a 0,3% com diferenciais de ganho de 50 a 350 g em relação
                           ao controle

                             400
 Ganho Médio Adicional (g)




                             350
                             300
                             250
                             200
                             150
                             100
                              50
                               0
                                   0   0,1   0,2   0,3    0,4   0,5    0,6   0,7   0,8
                                              Consumo do Suplemento (%PV)
Qual a melhor época para suplementação nas águas?

                  380.0
                  360.0
                                                              357.3
                  340.0
 Peso Vivo (kg)



                  320.0                                       332.5
                  300.0
                  280.0
                  260.0
                  240.0
                  220.0
                          nov   dez   jan   fev   mar   abr   maio

                           não suplementado       suplementado

Adaptado Manella et al. (2002)
Uso de NNP em suplementos proteícos no
    período das águas como alternativa a
              proteína vegetal

• Uréia convencional

• Uréia protegida
Qual fonte de N ?
   Proteína verdadeira ou amônia?

                      Substrato/ N          g bactéria / mol   Rendimento relativo
                                               substrato
                 Glicose
                            100% N-uréia          24,2                100
                            75% u, 25% aa         34,5                142,6
                 Amido
                            100% N-uréia          24,0                100
                            75% u, 25% aa         32,9                137,1
                 Celulose
                            100% N-uréia          19,8                100
                            75% u, 25% aa         21,1                106,1

                                                                       Fonte: Maeng et al. 1989
Uso de ureia em suplementação nas águas

   Suplementos com NÑP e energia, não apresentam respostas em
ganhos durante o período das águas.


                    SM               M+U+Min*
 Consumo(g)          79                  168
 GMD (kg/dia)      0,599                0,628
 GP (kg)           100,7                105,6
          *50% milho, 5% uréia, 45% mistura mineral.
          Adaptado Tomich et al. (2002)

  Sal e ureia é pouco efetivo nas águas, em função de grande parte da PDR
  estar como nitrogênio solúvel
As pesquisas demonstram que a suplementação
   protéica nas águas melhoram a eficiência de
ganho de peso, entretanto existem limitações com
           uso de uréia convencional...
Riscos do uso de uréia nas
                           águas
• Solubilidade em contato com a água:
  – perda de nitrogênio devido as chuvas;
  – Risco de intoxicação;
• Rápida degradação:
  – baixa de eficiência de uso do nitrogênio
Uso de ureia de liberação controlada

                                                                          • Apresenta liberação lenta,
                                                                          comparada a uréia
                                                                          convencional;
% de nitrogénio liberado




                           120
                           100
                            80
                                                                          •Maior segurança
                            60                          Optigen           •Sua degradação se
                            40                          F. de Soja
                                                        Ureia
                                                                          assemelha ao farelo de soja;
                            20
                             0                                            •Melhora a eficiência
                               0   10       20          30           40
                                        Tempo (horas)                     microbiana;
ULL (Optigen®) nas águas
                               Fontes de Uréia em suplementos no periodo das águas
                                           Universidade Federal de Goias
                                         Reginaldo Nassar, (não publicados)

                              Ganho de Peso diário

              1000                                        950
               900
               800                   730          750
               700
GPD (g/dia)




               600      550
               500
               400
               300                                                                         Ganho Adicional em relação ao tratamento com
               200                                                                                          sal mineral
               100
                 0
                                                                                          30




                                                                   Ganho adicional (kg)
                     Sal Mineral    Amiréia      Uréia   Optigen                                                                     24
                                                                                          25
                                         Tratamentos
                                                                                          20
           1-SM                                                                          15                        12
                                                                                                   10,8
           2-SM + 10% de amireia                                                         10
           3-SM + 5 %de Ureia + Milho                                                     5
                                                                                           0
           4-SM + 4% Optigen + 1% de Ureia + 5% Milho                                            Amiréia          Uréia          Optigen
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Substituição do farelo por ULL nas águas



 APTA-Brotas, SP
                                                    Controle         Optigen

 54 animais: divididos em 18       Milho, grão       28.2              35.5
piquetes;                         Soja, farelo        14                 5
                                      Uréia           7.8                3
Períodos :
 Ano 1: dezembro-2006 a Maio       Optigen            0                6.5
de 2007                             Sal branco        20                 20


 Ano 2: Novo grupo de animais,   Mistura mineral     30                 30

sendo que foi adicionado novo          NDT            32.9              31.8
grupo de animais para um                PB            31.4              31.7
tratamento de com apenas sal
mineral                                                      Braga, et al. 2009
Substituição do farelo, águas

                        Ano 1
              800                         780
                             10%
 GPD(g/dia)




              750
                      706
              700

              650
                    Controle             Optigen
                       Tratamentos (P.=0.06)
                                                                                        Ano 2
                                                                 750                                        716




                                                   GPD (g/dia)
                                                                 700
                                                                                               643
                                                                 650
                                                                 600      583                        10%
                                                                 550
                                                                 500
                                                                       Sal Mineral        Farelo de Soja   Optigen



                                                                                Tratamentos (P.=0.05)
Comparativo de proteína verdadeira x Ureia
     convencional e Ureia de liberação lenta

    Variables                         Protein Sources2
                 Prot Verd        Ureia         Ureia+Optigen     Optigen
PVI, kg         346.05±15.85   258.05±11.85      275.54±9.30    275.71±16.60
PVF, kg         375.14±14.54   269.22±10.86      304.96±8.52    314.38±15.22
GPD, kg/dia      0.528±0.05     0.192±0.03        0.317±0.03     0.504±0.05



Adaptado Corte, et al 2011
-   A suplementção proteica nas águas, ajuda corrigir déficits de proteína,
    aumentando os ganhos de peso no período
-   - Consumos de 0,2-0,3 % do PV, ou equivalente a 500-800 g para animais
    pesando entre 250 a 400 kg de PV,ganhos adicionais médios na media de 180
    g/dia, variando entre 71 a 340 g/cab/dia.
- As resposta em ganhos são melhores com a suplementação de misturas múltiplas
    na metade final da estação chuvosa, principalmente para animais em
    crescimento.
- Uso de ureia de liberação lenta, permite maiores ganhos que ureia convencional, e
    ganhos similares as obtidas com fontes vegetais
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  • 2. Animais terminados Confinamento 3,37 milhões Semi Confinamento 2,56 milhões Pastagem de inverno 830 mil Pasto tropical 32,04 milhões Aproximadamente 90% dos animais abatidos são terminados a pasto Adaptado: ANUALPEC 2012
  • 3. Brasil pecuária de pasto!!! Sem tecnologia! 500 460 470 Abate 4,5 anos 400 360 440 340 300 260 240 200 160 140 100 30 0 jan jan jan jan jan abr abr abr abr jul jul jul jul out out out out out 1a. seca 2a. seca 3a. seca 4a. seca
  • 4. • Susceptibilidade as alterações climáticas; – “Estacionalidade de produção” de forragens; • Os animais não expressam o máximo potencial genético; • Maior tempo para abate com acabamento inadequado. –Menor maciez; –Baixa taxa de desfrute; • Baixa Produtividade;
  • 5. Eficiência produtiva e econômica, – melhorar índices na cria; – redução do tempo de recria; – aumento de desfrute; – aumento da produtividade por área Sanidade Produzir carne de boa qualidade.
  • 6. 1) Melhora das pastagens – adubação/irrigação; – manejo/espécie forrageira; 2) Suplementação – protéica-energética; • Seca • Águas; 3) Confinamento 4) Melhoramento de rebanho – uso de reprodutores melhoradores – Cruzamento industrial
  • 8. A suplementação no sistema de produção a pasto agiliza o processo de utilização e transformação do pasto em carne Recursos Forragem Forragem (solo, clima e Produto animal produzida consumida plantas)
  • 9. Brasil pecuária de pasto com suplementação na seca e confinamento !!!!! 500 Confinamento 475 470 400 415 355 300 235 200 160 Terminação a pasto c/ 100 suplementação a pasto 30 0 nascimento 7 meses 12 meses 20 meses 24 mese 28 mese suplementação na seca suplementação + confinamento
  • 10. É possível melhorar ainda mais eficiencia a pasto?
  • 11. Suplementação no período das águas Ainda é uma quebra de paradigma!
  • 13. O que é mais fácil?????
  • 14. Potencial das pastagens para produção de carne no periodo das águas • Pastagens manejadas em seu máximo potencial de suporte: • Desempenho animal é cerca de 35 a 50%; •Não suprem as quantidades de nutrientes adequadas para os animais •Deficiência de proteína degradável no rúmen para ótima eficiência ruminal, e desempenho
  • 15. Massa verde x valor nutritivo • massa de forragem verde tem maior relação com o consumo de forragem e consequentemente o desempenho. Limitação Nutricional Chuvas Seca Limitação quantitativa Fonte: Euclides et al. (1999).
  • 16. Potencial de ganho de peso nas águas. Pastagem g/novilho/dia Outubro Março Maio Média Colonião* 870 700 300 623 Tobiatã* 820 710 340 623 Tanzânia* 910 770 420 700 Decumbens* 820 520 480 607 Marandu* 815 590 400 602 Tanzânia** 960 640 440 680 Mombaça** 860 550 350 587 Potencial de ganho em confinamento supera 1500 g/dia- 40% superior ao pasto Adaptado Euclides, et al 1998)
  • 17. Estádio vegetativo x valor nutritivo Massa 90.00 17.0 FDN 80.00 15.0 70.00 60.00 DIVMS 13.0 t MS/ha 50.00 % 11.0 40.00 30.00 9.0 20.00 PB 7.0 10.00 0.00 5.0 14 21 28 35 42 49 56 63 70 Idade de rebrota PB (%) DIVMS (%) FDN (%) Forragem (t MS/ha)
  • 18. Suplementação protéica nas águas?  Objetivos de suplementação nas águas: 1) Maximizar ganhos; 2) Maximizar consumo de forragem  Características do suplemento 1) Baixos níveis de uréia 2) Menor teor de PB
  • 19. Digestão nos bovinos Rúmen Retículo Omaso Abomaso
  • 20. Digestão nos bovinos Rúmen AGV NH3 AGV Retículo Omaso Abomaso
  • 21. Por que N-amoniacal é fundamental 50 Digestibilidade da MS, % 8 Consumo de MS, kg/d 40 7 Digestibilidade máxima Consumo máximo 30 6 20 5 10 4 0 10 20 30 40 0 10 20 30 40 Amonia ruminal, mg N/dL Amonia ruminal, mg N/dL Fonte: Perdock et al., 1988
  • 22. Nivel ideal de amônia no rumen para maximo consumo de forragem tropical Isis et al. (2008)
  • 23. Concentrações de amônia no rúmen 20 Amônia Ruminal (mg/dL) 15 Amônia ruminal necessária para ótimo crescimento bacteriano Pasto Águas/ Conf. Uréia 10 Deficit Deficit Pasto Seca/ < 7% PB 5 0 6h 9h 12h 15h 18h 21h 24h 3h 6h Hora do dia
  • 24. Qual fonte de N ?  Quantidade fornecida x taxa de fornecimento 8% PB, 1x ao dia 10% PB, 1x ao dia 10% PB, 2x ao dia Trat. Dig. Aparente MS 8% PB 27% b 10% PB, 1x 27,4% b 10% PB, 2x 37,4% a Fonte: Pritchard & Males, 1985
  • 25. Fracionamento da Proteína das forragens tropicais Alimento Frações Protéicas (%PB) PNDR (%PB) PB A B1 B2 B3 C (B3+C) %(MS) Tiftona 17.4 2.5 36.2 27,0 17.0 43.9 10.2 Napiera 19.3 0.6 43.6 22.1 14.4 36.5 6,0 B brizanthaa 11.6 1.6 33,0 34.2 27.7 61.9 7.5 B decumbensa 32.3 4.5 33,0 17.6 11.7 29.2 7.2 Feno cynodona 28.1 1.7 15.0 44.0 11.0 55.2 7.4 Feno B decumbensa 32.8 6.0 5.1 32.0 24.0 56.1 2.8 Tanzâniab 24,0 5.9 21.1 36.2 12.6 48.8 12.2 a Malafaia et al. (1997); bBalsalobre (2002), capim adubado com 400 kgN/ha ano.
  • 26. Características da forragem: 9% PB , 40%PDR (%PB) 55% NDT Ganho NDT (kg/dia) PB (kg/dia) PDR (kg/dia Kg/dia suprido defict suprido defict suprido defict 0,3 3,3 -0,85 0,6 +0,02 0,24 -0,28 0,6 3,3 -1,39 0,6 -0,1 0,24 -0,39 0,9 3,3 -1,92 0,6 -0,21 0,24 -0,41 1,2 3,3 -2,42 0,6 -0,33 0,24 -0,48 Exigências estimadas de acordo com NRC: 2001 garrotes Nelore com pesando 300 kg, e consumo de forragem de 2,0% do PV
  • 27. Proteína nas águas? Baixa qualidade 900 vivo acima do controle, g/dia Resposta em ganho de peso 700 500 Alta qualidade 300 100 -100 0 1 2 3 4 Consumo de proteína suplementar, g/kg de PV/dia Fonte: Poppi e McLennan, 1995
  • 28. Suplementação no período das águas • Princípios: – Boa oferta de forragem; – Maximizar o consumo do pasto – A proteína e energia suplementar vão ter efeito aditivo nos ganhos • o diferencial de ganho de peso (suplementados e não suplementados) é menor que no período da seca. – Os suplementos para seca devem ser formulados: • com fontes verdadeiras de PDR • fontes de energia
  • 29. Suplementação Protéica X Energética nas águas • A suplementação energética (>0,6%PV): efeito de substituição – Desejável para aumentar lotação ou acabamento. • A suplementação protéica promove um efeito de adição de consumo de forragem.
  • 30. Suplementação Protéica X energética nas águas Tratamento PVI PFV GMD Ganh Kg supl./kg Ganho em (kg) (kg) (g/d) o (kg) ganho a @1 + mais controle Proteína 264 393 1140 128,5 3,0 2,5 (0,6%PV, 68 % NDT, 31% PB) Proteína -energia 272 383 1070 121,2 5,8 2,2 (1%PV, 75% NDT, 22,5 PB) Controle 269 327 510 57,5 - - 1 considerando 52% de rendimento de carcaça Adaptado: Peruchena: 1998 • suplementação protéica: ganhos 13% maiores que a suplementação energética, • suplementação energética: consumo do suplemento 70% maior.
  • 31. Suplementação Estratégica: Recria (314 dias) Teste Seca Ano Kg/dia (%) b a a Estação seca* 0,201 0,534 0,486 b b a Estação águas** 0,645 0,584 0,782 Média 0.447a 0.562b (25) 0.649a (45,1) Kg PV/ha/ano 598,7 739,2 855,8 Fonte: Manella et al. 2002 *PB = 46,9%, consumo=0,22% **PB = 43,9%, consumo=0,26%
  • 32. Suplementação Estratégica: Recria 370 357 350 24 kg 333 68 kg (0,8 @, R$ 76,0) 330 (2,4 @, 44 kg 310 (1,5 @, = R$ 144 R$=230) 289 290 270 250 ano seca teste Manella et al. (2002)
  • 33. Sintese de trabalhos de suplementação a pasto: consumo entre 0,2% a 0,3% com diferenciais de ganho de 50 a 350 g em relação ao controle 400 Ganho Médio Adicional (g) 350 300 250 200 150 100 50 0 0 0,1 0,2 0,3 0,4 0,5 0,6 0,7 0,8 Consumo do Suplemento (%PV)
  • 34. Qual a melhor época para suplementação nas águas? 380.0 360.0 357.3 340.0 Peso Vivo (kg) 320.0 332.5 300.0 280.0 260.0 240.0 220.0 nov dez jan fev mar abr maio não suplementado suplementado Adaptado Manella et al. (2002)
  • 35. Uso de NNP em suplementos proteícos no período das águas como alternativa a proteína vegetal • Uréia convencional • Uréia protegida
  • 36. Qual fonte de N ?  Proteína verdadeira ou amônia? Substrato/ N g bactéria / mol Rendimento relativo substrato Glicose 100% N-uréia 24,2 100 75% u, 25% aa 34,5 142,6 Amido 100% N-uréia 24,0 100 75% u, 25% aa 32,9 137,1 Celulose 100% N-uréia 19,8 100 75% u, 25% aa 21,1 106,1 Fonte: Maeng et al. 1989
  • 37. Uso de ureia em suplementação nas águas Suplementos com NÑP e energia, não apresentam respostas em ganhos durante o período das águas. SM M+U+Min* Consumo(g) 79 168 GMD (kg/dia) 0,599 0,628 GP (kg) 100,7 105,6 *50% milho, 5% uréia, 45% mistura mineral. Adaptado Tomich et al. (2002) Sal e ureia é pouco efetivo nas águas, em função de grande parte da PDR estar como nitrogênio solúvel
  • 38. As pesquisas demonstram que a suplementação protéica nas águas melhoram a eficiência de ganho de peso, entretanto existem limitações com uso de uréia convencional...
  • 39. Riscos do uso de uréia nas águas • Solubilidade em contato com a água: – perda de nitrogênio devido as chuvas; – Risco de intoxicação; • Rápida degradação: – baixa de eficiência de uso do nitrogênio
  • 40. Uso de ureia de liberação controlada • Apresenta liberação lenta, comparada a uréia convencional; % de nitrogénio liberado 120 100 80 •Maior segurança 60 Optigen •Sua degradação se 40 F. de Soja Ureia assemelha ao farelo de soja; 20 0 •Melhora a eficiência 0 10 20 30 40 Tempo (horas) microbiana;
  • 41. ULL (Optigen®) nas águas Fontes de Uréia em suplementos no periodo das águas Universidade Federal de Goias Reginaldo Nassar, (não publicados) Ganho de Peso diário 1000 950 900 800 730 750 700 GPD (g/dia) 600 550 500 400 300 Ganho Adicional em relação ao tratamento com 200 sal mineral 100 0 30 Ganho adicional (kg) Sal Mineral Amiréia Uréia Optigen 24 25 Tratamentos 20  1-SM 15 12 10,8  2-SM + 10% de amireia 10  3-SM + 5 %de Ureia + Milho 5 0  4-SM + 4% Optigen + 1% de Ureia + 5% Milho Amiréia Uréia Optigen Tratamentos
  • 42. Substituição do farelo por ULL nas águas  APTA-Brotas, SP Controle Optigen  54 animais: divididos em 18 Milho, grão 28.2 35.5 piquetes; Soja, farelo 14 5 Uréia 7.8 3 Períodos :  Ano 1: dezembro-2006 a Maio Optigen 0 6.5 de 2007 Sal branco 20 20  Ano 2: Novo grupo de animais, Mistura mineral 30 30 sendo que foi adicionado novo NDT 32.9 31.8 grupo de animais para um PB 31.4 31.7 tratamento de com apenas sal mineral Braga, et al. 2009
  • 43. Substituição do farelo, águas Ano 1 800 780 10% GPD(g/dia) 750 706 700 650 Controle Optigen Tratamentos (P.=0.06) Ano 2 750 716 GPD (g/dia) 700 643 650 600 583 10% 550 500 Sal Mineral Farelo de Soja Optigen Tratamentos (P.=0.05)
  • 44. Comparativo de proteína verdadeira x Ureia convencional e Ureia de liberação lenta Variables Protein Sources2 Prot Verd Ureia Ureia+Optigen Optigen PVI, kg 346.05±15.85 258.05±11.85 275.54±9.30 275.71±16.60 PVF, kg 375.14±14.54 269.22±10.86 304.96±8.52 314.38±15.22 GPD, kg/dia 0.528±0.05 0.192±0.03 0.317±0.03 0.504±0.05 Adaptado Corte, et al 2011
  • 45. - A suplementção proteica nas águas, ajuda corrigir déficits de proteína, aumentando os ganhos de peso no período - - Consumos de 0,2-0,3 % do PV, ou equivalente a 500-800 g para animais pesando entre 250 a 400 kg de PV,ganhos adicionais médios na media de 180 g/dia, variando entre 71 a 340 g/cab/dia. - As resposta em ganhos são melhores com a suplementação de misturas múltiplas na metade final da estação chuvosa, principalmente para animais em crescimento. - Uso de ureia de liberação lenta, permite maiores ganhos que ureia convencional, e ganhos similares as obtidas com fontes vegetais