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LEITURA E PRODUÇÃO
TEXTUAL
Prof. José Arnaldo da Silva
Telefones: (98)3664-2231 ou (98) 99157-2274
e-mails: jarnaldosilva@yahoo.com.br
jarnaldosilva@professor.ma.gov.br
LEITURA, COMPREENSÃO E
INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS
Textos Literários;
Textos Técnico-Informativos;
Textos Acadêmicos;
Textos de Apoio.
 Estratégias de Leitura e Compreensão
 são habilidades utilizadas por um indivíduo
para facilitar a compreensão e efetivar a
produção da leitura (Kopke Filho, 2001).
 Comporta-se três diferentes finalidades: “para
nos formar, para nos distrair ou para recolher
informações. (...) Pode-se classificar a leitura
em três tipos: leitura formativa, leitura de
distração e leitura informativa” (Cervo e
Bervian, 1983, p. 85).
 Pré-leitura, leitura de reconhecimento
ou seletiva (antes da leitura
propriamente dita)
Antes da Leitura:
 Examinar ligeiramente todo o texto;
 Avaliar a estrutura do texto, procurando ler cabeçalhos, títulos,
subtítulos etc.;
 Levantar hipóteses, após breve avaliaçãosobre o conteúdo do
material a ser lido;
 Analisar, com base em sua finalidade, a utilidade ou a
necessidade/objetivo de realizar tal leitura.
 Leitura propriamente dita (durante a
leitura)
Durante a Leitura:
 Grifar ideias ou palavras principais;
 Tomar notas;
 Criar imagens mentais de conceitos ou fatos descritos no texto;
 Relacionar as informações do texto com seus conhecimentos
do assunto;
 Refletir sobre as implicações ou consequências do
apresentado no texto;
 Reler o trecho quando não se compreende uma palavra, frase
ou parágrafo;
 Consultar fontes externas (pessoas, outros livros), quando na
releitura do trecho não se resolver o não entendimento.
 Pós-leitura (depois da leitura)
Depois da Leitura:
 Reler o texto na íntegra;
 Reler os pontos mais relevantes;
 Procurar recordar pontos fundamentais do
assunto sem retomar o texto;
 Avaliar o quanto entendeu do texto;
 Realizar uma paráfrase ou resumo do texto
lido.
PRODUÇÃO TEXTUAL
APRESENTAÇÃO VISUAL DA REDAÇÃO
 O aluno deve preencher corretamente todos os itens do cabeçalho com letra
legível.
 Centralizar o título na primeira linha, sem aspas e sem grifo.
 Pular uma linha entre o título e o texto para então iniciar a redação.
 Fazer parágrafos distando mais ou menos três centímetros da margem e mantê-
los alinhados.
 Não ultrapassar as margens (direita e esquerda) e também não deixar de atingi-
las.
 Evitar rasuras e borrões. O erro deverá ser anulado com um traço apenas.
 Apresentar letra legível, cursiva ou de forma.
 Distinguir bem as maiúsculas das minúsculas, especialmente no uso de letra de
forma.
 Evitar exceder o número de linhas pautadas ou pedidas como limites máximos e
mínimos. 1º e 2º ano: mínimo de vinte e máximo de trinta linhas.
 Escrever apenas com caneta preta ou azul. O rascunho ou esboço das ideias
podem ser feitos a lápis e rasurados. O texto não será corrigido em caso de
utilização de lápis ou caneta vermelha, verde, etc. na redação definitiva.
 Antes de começar a escrever, faça um esquema de seu texto, dividindo em parágrafos as ideias que
pretende expor. Isso evita repetição ou esquecimento de alguma ideia.
 Cheque se os pontos de vista que você vai defender não são contraditórios em relação à tese.
 Não tenha preguiça de refazer seu texto várias vezes. É a melhor maneira de se chegar a um bom
resultado.
 Enquanto escreve, tenha sempre á mão um dicionário para checar a grafia das palavras e descobrir
sinônimos para evitar repetições desnecessárias.
 Escreva o que você pensa sobre o tema dado e não o que você acredita que o corretor do texto
gostaria que fosse escrito. Jamais analise os temas propostos movido por emoções exageradas. Nunca
se dirija ao leitor.
 Não escreva sobre o que você não conhece, arriscando-se a incorrer em erros e imprecisões de
conteúdo.
 Não empregue palavras cujo significado seja desconhecido para você. Evite utilizar noções vagas,
como “liberdade”, “democracia”, “injustiça” ─ termos que têm um significado tão amplo que chegam a
não significar nada.
 Evite expressões do tipo “belo”, “bom”, “mau”, “incrível”, “péssimo”, “triste”, “pobre”, “rico” ─ são
juízos de valor sem carga informativa, imprecisos e subjetivos.
 Evite o lugar-comum: frases feitas e expressões cristalizadas, como “a pureza das crianças” e “a
sabedoria dos velhos”. Há crianças e velhos de todos os tipos. Evite também gírias e a palavra “coisa”
(procure o vocabulário adequado a cada ideia). Não use o “etc.”, nem abrevie palavras.
 Procure não embromar, tentando preencher mais algumas linhas. Cada palavra deve ser fundamental
e informativa na redação.
 Não repita ideias tentando explicá-las melhor. Se você escrever com
clareza, uma vez só basta.
 Cuidado com o uso inadequado de conjunções. Elas podem estabelecer
relações que não existem entre as frases e tornar o texto sem nexo.
 Se formular uma pergunta na tese, responda-a ao longo do texto. Evite
interrogações na argumentação e jamais as utilize na conclusão. Para
aprofundar seus argumentos, suas afirmações, use exemplos, fatos
notórios ou históricos, conhecimentos geográficos, cifras aproximadas e
informações adquiridas através de leitura, estudo e aquisições culturais.
 Respeite os limites indicados: evite escrever demais, pois você corre o risco
de entediar o leitor e cometer erros.
 Evite orações demasiadamente longas e parágrafos de uma só frase.
 Dê um título coerente ao assunto abordado em seu texto.
 Releia o texto depois de rascunhá-lo, para observar se você não “fugiu” ao
tema proposto.
 Passe o texto a limpo, procurando aprimorar o vocabulário.
REDAÇÃO
Quadro Resumo
Modalidades Descrição Narração Dissertação
Características
Situa seres no espaço (fotografia)
 
Situa seres e objetos no tempo
(história)
Discute um assunto apresentando
pontos de vista e juízos de valor.
Introdução
 
A perspectiva do observador
focaliza o ser ou objeto, distingue
seus aspectos gerais e os
interpreta.
Apresenta as personagens,
localizando-as no tempo e no
espaço.
 
Apresenta a síntese do ponto de
vista a ser discutido. (tese)
 
Desenvolvimen
to
Capta os elementos numa ordem
coerente com a disposição em que
eles se encontram no espaço,
caracterizando-os objetiva e
subjetivamente, física e
psicologicamente.
Através das ações das
personagens, constroem-se a
trama e o suspense, que
culminam no clímax.
 
Amplia e explica o parágrafo
introdutório. Expõe argumentos
que evidenciam posição crítica.
Analítica, reflexiva, interpretativa,
opinativa sobre o assunto.
Conclusão
Não há um procedimento específico
para conclusão. Considera-se
concluído o texto quando completa
a caracterização.
Existem várias maneiras de
concluir-se uma narração.
Esclarecer a trama é apenas
uma delas.
Retoma sinteticamente as
reflexões críticas ou aponta as
perspectivas de solução para o
que foi discutido.
Recursos
Uso dos cinco sentidos: audição,
gustação, olfato, tato e visão, que,
combinados, produzem a
sinestesia. Adjetivação farta, verbos
de estado, linguagem metafórica,
comparações e prosopopeias.
Verbos de ação, geralmente no
tempo passado; narrador
personagem, observador ou
onisciente; discurso direto,
indireto e indireto livre.
Linguagem referencial, objetiva;
evidências, exemplos,
justificativas e dados.
 
O que se pede
Sensibilidade para combinar e
transmitir sensações físicas (cores,
formas, sons, gostos, odores) e
psicológicas (impressões
subjetivas, comportamentos). Pode
ser redigida num único parágrafo.
Imaginação para compor uma
história que entretenha o leitor,
provocando expectativa e
tensão. Pode ser romântica,
dramática ou humorística.
Capacidade de organizar ideias
(coesão), conteúdo para discussão
(cultura geral), linguagem clara,
objetiva, vocabulário adequado e
diversificado.
A comunicação não é regida por normas fixas e
imutáveis. Ela pode transformar-se, através do tempo,
e, se compararmos textos antigos com atuais,
perceberemos grandes mudanças no estilo e nas
expressões. Por que as pessoas se comunicam de
formas diferentes? Temos que considerar múltiplos
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cultural dos falantes.
 Língua: “Uma unidade, uma estrutura ideal, que
apresenta em si os traços básicos comuns a todas as
suas variedades. É a invariante abstrata e virtual,
sobreposta a um mosaico de variantes concretas e
atuais” (CAMARA JR.,1975,p.9).
 Fala: “ não é uma atividade simples executada por
um ou mais órgãos biologicamente a ela destinados. É
uma trama extremamente complexa e ondeante de
ajustamentos – no cérebro, no sistema nervoso, e nos
órgãos de articulação e audição – em direção ao fim
colimado, que é a comunicação de ideias”
(SAPIR,1971, p. 22).
Informal: situações de descontração com amigos, no
meio familiar, na escola...
Formal: maior formalidade, com melhor elaboração
sintática. Usado em palestras, conversas com
superiores e estranhos, quando não há intimidade
entre os interlocutores.
Língua Falada
Utiliza sons e apelos visuais;
Uso de gírias e onomatopéias;
Omissão de termos;
Modo descontraído e irreverente;
Utilização livre dos pronomes;
Ambiguidades com frases incabadas.
Língua Escrita
Utiliza signos/letras que formam as palavras;
Uso de referências mais precisas e elaboradas;
Todos os termos devem aparecer na construção do período;
Colocação pronominal conforme as regras gramaticais;
Frases bem estruturadas;
Descrição metódica dos detalhes;
Emprego variado da linguagem para evitar repetições;
Evita improvisações e segue os padrões cultos da língua.
Profissional: no exercício de algumas atividades profissionais, o
domínio de certas formas de línguas técnicas é essencial. As
variações profissionais são abundantes em termos específicos e
têm seu uso restrito ao intercâmbio técnico.
Situacional: as diferentes situações comunicativas exigem de um
mesmo indivíduo diferentes modalidades da língua. Empregam-se,
em situações formais, modalidades diferentes das usadas em
situações informais, com o objetivo de adequar o nível vocabular e
sintático ao ambiente linguístico em que se está.
Geográfica: há variações entre as formas que a língua portuguesa
assume nas diferentes regiões em que é falada. Basta prestar
atenção na expressão de um gaúcho em contraste com a de um
amazonense. Essas variações regionais constituem os falares e os
dialetos. Não há motivo linguístico algum para que se considere
qualquer uma dessas formas superior ou inferior às outras.
Social: o português empregado pelas pessoas que
têm acesso à escola e aos meios de instrução difere
do português empregado pelas pessoas privadas de
escolaridade. Algumas classes sociais, assim,
dominam uma forma de língua que goza prestígio,
enquanto outras são vítimas de preconceito por
empregarem estilos menos prestigiados. Cria-se,
dessa maneira, uma modalidade de língua – a norma
culta -, que deve ser adquirida durante a vida escolar
e cujo domínio é solicitado como modo de ascensão
profissional e social.
LINGUAGEM VERBAL E NÃO VERBAL
Linguagem Verbal
A linguagem verbal tem duas modalidades: a língua
escrita e a língua oral. Linguagem oral é a que se usa
quando o interlocutor está frente a frente conosco e
justamente podemos falar com ele. Já a escrita, em
tese, é usada quando o interlocutor está ausente.
Entre a linguagem oral e a escrita há muitas
diferenças, mas não uma oposição rígida.
Linguagem não verbal
Não se utiliza do vocábulo, das palavras para se
comunicar. O objetivo, neste caso, não é de expor
verbalmente o que se quer dizer ou o que se está
pensando, mas se utilizar de outros meios
comunicativos, como: placas, figuras, gestos,
objetos, cores, ou seja, dos signos visuais.
Exemplo de Linguagem Não-verbal
“uma imagem vale mais que mil palavras”
 Economia de palavras – Objetividade;
 Abreviação das palavras;
 Frases curtas;
 Uso de símbolos;
 Neologísmo.
Características da Linguagem na Internet
 Diálogo a distância;
 Presença de onomatopeias;
 Troca de letras;
 Híbrido de escrita e fala;
 Linguagem não linear.
1. Expressão do pensamento;
2. Instrumento de comunicação;
3. Processo de interação.
Reflexão
Sempre que surge uma nova tecnologia, os meios já existentes
são obrigados a se adaptarem às novas condições, gerando novos
hábitos de vida: trabalho, diversão, costumes etc.
“Não há comunicação sem envolvimento.”
Antoine de Saint-Exupéry
Três Concepções de linguagem
Português é fácil de aprender porque é uma língua que se
escreve exatamente como se fala
“Pois é. U purtuguêis é muito fáciu di aprender, purqui é
uma língua qui a genti iscrevi ixatamenti cumu si fala. Num é
cumu inglêis qui dá até vontadi di ri quandu a genti discobri
cumu é qui si iscrevi algumas palavras. Im portuguêis, é só
prestátenção. U alemão pur exemplu. Qué coisa mais doida?
Num bate nada cum nada. Até nu espanhol qui é parecidu, si
iscrevi muito diferenti. Qui bom qui a minha lingua é u
purtuguêis. Quem soubé falá, sabi iscrevê.”
Jô Soares, Veja, 28 /11/1990.
Fundação IDEPAC para o Desenvolvimento Profissional. Apostila
de Técnicas Administrativas. 2009.
MEDEIROS, João Bosco. Redação Empresarial. 6ª Ed. São Paulo:
Atlas, 2009.
SISTI, Silvana Progetti Paschoal. et al. Administração. Valinhos:
Anhanguera Publicações, 2009.
* Outros assuntos de propriedade dos seus criadores, como
professores e pesquisadores, encontrados na internet e
apresentados em sala de aulas de vários cursos.

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Leitura e produção textual

  • 1. LEITURA E PRODUÇÃO TEXTUAL Prof. José Arnaldo da Silva Telefones: (98)3664-2231 ou (98) 99157-2274 e-mails: jarnaldosilva@yahoo.com.br jarnaldosilva@professor.ma.gov.br
  • 2. LEITURA, COMPREENSÃO E INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS Textos Literários; Textos Técnico-Informativos; Textos Acadêmicos; Textos de Apoio.
  • 3.  Estratégias de Leitura e Compreensão  são habilidades utilizadas por um indivíduo para facilitar a compreensão e efetivar a produção da leitura (Kopke Filho, 2001).  Comporta-se três diferentes finalidades: “para nos formar, para nos distrair ou para recolher informações. (...) Pode-se classificar a leitura em três tipos: leitura formativa, leitura de distração e leitura informativa” (Cervo e Bervian, 1983, p. 85).
  • 4.  Pré-leitura, leitura de reconhecimento ou seletiva (antes da leitura propriamente dita) Antes da Leitura:  Examinar ligeiramente todo o texto;  Avaliar a estrutura do texto, procurando ler cabeçalhos, títulos, subtítulos etc.;  Levantar hipóteses, após breve avaliaçãosobre o conteúdo do material a ser lido;  Analisar, com base em sua finalidade, a utilidade ou a necessidade/objetivo de realizar tal leitura.
  • 5.  Leitura propriamente dita (durante a leitura) Durante a Leitura:  Grifar ideias ou palavras principais;  Tomar notas;  Criar imagens mentais de conceitos ou fatos descritos no texto;  Relacionar as informações do texto com seus conhecimentos do assunto;  Refletir sobre as implicações ou consequências do apresentado no texto;  Reler o trecho quando não se compreende uma palavra, frase ou parágrafo;  Consultar fontes externas (pessoas, outros livros), quando na releitura do trecho não se resolver o não entendimento.
  • 6.  Pós-leitura (depois da leitura) Depois da Leitura:  Reler o texto na íntegra;  Reler os pontos mais relevantes;  Procurar recordar pontos fundamentais do assunto sem retomar o texto;  Avaliar o quanto entendeu do texto;  Realizar uma paráfrase ou resumo do texto lido.
  • 7. PRODUÇÃO TEXTUAL APRESENTAÇÃO VISUAL DA REDAÇÃO  O aluno deve preencher corretamente todos os itens do cabeçalho com letra legível.  Centralizar o título na primeira linha, sem aspas e sem grifo.  Pular uma linha entre o título e o texto para então iniciar a redação.  Fazer parágrafos distando mais ou menos três centímetros da margem e mantê- los alinhados.  Não ultrapassar as margens (direita e esquerda) e também não deixar de atingi- las.  Evitar rasuras e borrões. O erro deverá ser anulado com um traço apenas.  Apresentar letra legível, cursiva ou de forma.  Distinguir bem as maiúsculas das minúsculas, especialmente no uso de letra de forma.  Evitar exceder o número de linhas pautadas ou pedidas como limites máximos e mínimos. 1º e 2º ano: mínimo de vinte e máximo de trinta linhas.  Escrever apenas com caneta preta ou azul. O rascunho ou esboço das ideias podem ser feitos a lápis e rasurados. O texto não será corrigido em caso de utilização de lápis ou caneta vermelha, verde, etc. na redação definitiva.
  • 8.  Antes de começar a escrever, faça um esquema de seu texto, dividindo em parágrafos as ideias que pretende expor. Isso evita repetição ou esquecimento de alguma ideia.  Cheque se os pontos de vista que você vai defender não são contraditórios em relação à tese.  Não tenha preguiça de refazer seu texto várias vezes. É a melhor maneira de se chegar a um bom resultado.  Enquanto escreve, tenha sempre á mão um dicionário para checar a grafia das palavras e descobrir sinônimos para evitar repetições desnecessárias.  Escreva o que você pensa sobre o tema dado e não o que você acredita que o corretor do texto gostaria que fosse escrito. Jamais analise os temas propostos movido por emoções exageradas. Nunca se dirija ao leitor.  Não escreva sobre o que você não conhece, arriscando-se a incorrer em erros e imprecisões de conteúdo.  Não empregue palavras cujo significado seja desconhecido para você. Evite utilizar noções vagas, como “liberdade”, “democracia”, “injustiça” ─ termos que têm um significado tão amplo que chegam a não significar nada.  Evite expressões do tipo “belo”, “bom”, “mau”, “incrível”, “péssimo”, “triste”, “pobre”, “rico” ─ são juízos de valor sem carga informativa, imprecisos e subjetivos.  Evite o lugar-comum: frases feitas e expressões cristalizadas, como “a pureza das crianças” e “a sabedoria dos velhos”. Há crianças e velhos de todos os tipos. Evite também gírias e a palavra “coisa” (procure o vocabulário adequado a cada ideia). Não use o “etc.”, nem abrevie palavras.  Procure não embromar, tentando preencher mais algumas linhas. Cada palavra deve ser fundamental e informativa na redação.
  • 9.  Não repita ideias tentando explicá-las melhor. Se você escrever com clareza, uma vez só basta.  Cuidado com o uso inadequado de conjunções. Elas podem estabelecer relações que não existem entre as frases e tornar o texto sem nexo.  Se formular uma pergunta na tese, responda-a ao longo do texto. Evite interrogações na argumentação e jamais as utilize na conclusão. Para aprofundar seus argumentos, suas afirmações, use exemplos, fatos notórios ou históricos, conhecimentos geográficos, cifras aproximadas e informações adquiridas através de leitura, estudo e aquisições culturais.  Respeite os limites indicados: evite escrever demais, pois você corre o risco de entediar o leitor e cometer erros.  Evite orações demasiadamente longas e parágrafos de uma só frase.  Dê um título coerente ao assunto abordado em seu texto.  Releia o texto depois de rascunhá-lo, para observar se você não “fugiu” ao tema proposto.  Passe o texto a limpo, procurando aprimorar o vocabulário.
  • 11. Modalidades Descrição Narração Dissertação Características Situa seres no espaço (fotografia)   Situa seres e objetos no tempo (história) Discute um assunto apresentando pontos de vista e juízos de valor. Introdução   A perspectiva do observador focaliza o ser ou objeto, distingue seus aspectos gerais e os interpreta. Apresenta as personagens, localizando-as no tempo e no espaço.   Apresenta a síntese do ponto de vista a ser discutido. (tese)   Desenvolvimen to Capta os elementos numa ordem coerente com a disposição em que eles se encontram no espaço, caracterizando-os objetiva e subjetivamente, física e psicologicamente. Através das ações das personagens, constroem-se a trama e o suspense, que culminam no clímax.   Amplia e explica o parágrafo introdutório. Expõe argumentos que evidenciam posição crítica. Analítica, reflexiva, interpretativa, opinativa sobre o assunto. Conclusão Não há um procedimento específico para conclusão. Considera-se concluído o texto quando completa a caracterização. Existem várias maneiras de concluir-se uma narração. Esclarecer a trama é apenas uma delas. Retoma sinteticamente as reflexões críticas ou aponta as perspectivas de solução para o que foi discutido. Recursos Uso dos cinco sentidos: audição, gustação, olfato, tato e visão, que, combinados, produzem a sinestesia. Adjetivação farta, verbos de estado, linguagem metafórica, comparações e prosopopeias. Verbos de ação, geralmente no tempo passado; narrador personagem, observador ou onisciente; discurso direto, indireto e indireto livre. Linguagem referencial, objetiva; evidências, exemplos, justificativas e dados.   O que se pede Sensibilidade para combinar e transmitir sensações físicas (cores, formas, sons, gostos, odores) e psicológicas (impressões subjetivas, comportamentos). Pode ser redigida num único parágrafo. Imaginação para compor uma história que entretenha o leitor, provocando expectativa e tensão. Pode ser romântica, dramática ou humorística. Capacidade de organizar ideias (coesão), conteúdo para discussão (cultura geral), linguagem clara, objetiva, vocabulário adequado e diversificado.
  • 12. A comunicação não é regida por normas fixas e imutáveis. Ela pode transformar-se, através do tempo, e, se compararmos textos antigos com atuais, perceberemos grandes mudanças no estilo e nas expressões. Por que as pessoas se comunicam de formas diferentes? Temos que considerar múltiplos fatores: época, região geográfica, ambiente e status cultural dos falantes.
  • 13.  Língua: “Uma unidade, uma estrutura ideal, que apresenta em si os traços básicos comuns a todas as suas variedades. É a invariante abstrata e virtual, sobreposta a um mosaico de variantes concretas e atuais” (CAMARA JR.,1975,p.9).  Fala: “ não é uma atividade simples executada por um ou mais órgãos biologicamente a ela destinados. É uma trama extremamente complexa e ondeante de ajustamentos – no cérebro, no sistema nervoso, e nos órgãos de articulação e audição – em direção ao fim colimado, que é a comunicação de ideias” (SAPIR,1971, p. 22).
  • 14. Informal: situações de descontração com amigos, no meio familiar, na escola... Formal: maior formalidade, com melhor elaboração sintática. Usado em palestras, conversas com superiores e estranhos, quando não há intimidade entre os interlocutores.
  • 15. Língua Falada Utiliza sons e apelos visuais; Uso de gírias e onomatopéias; Omissão de termos; Modo descontraído e irreverente; Utilização livre dos pronomes; Ambiguidades com frases incabadas.
  • 16. Língua Escrita Utiliza signos/letras que formam as palavras; Uso de referências mais precisas e elaboradas; Todos os termos devem aparecer na construção do período; Colocação pronominal conforme as regras gramaticais; Frases bem estruturadas; Descrição metódica dos detalhes; Emprego variado da linguagem para evitar repetições; Evita improvisações e segue os padrões cultos da língua.
  • 17. Profissional: no exercício de algumas atividades profissionais, o domínio de certas formas de línguas técnicas é essencial. As variações profissionais são abundantes em termos específicos e têm seu uso restrito ao intercâmbio técnico. Situacional: as diferentes situações comunicativas exigem de um mesmo indivíduo diferentes modalidades da língua. Empregam-se, em situações formais, modalidades diferentes das usadas em situações informais, com o objetivo de adequar o nível vocabular e sintático ao ambiente linguístico em que se está. Geográfica: há variações entre as formas que a língua portuguesa assume nas diferentes regiões em que é falada. Basta prestar atenção na expressão de um gaúcho em contraste com a de um amazonense. Essas variações regionais constituem os falares e os dialetos. Não há motivo linguístico algum para que se considere qualquer uma dessas formas superior ou inferior às outras.
  • 18. Social: o português empregado pelas pessoas que têm acesso à escola e aos meios de instrução difere do português empregado pelas pessoas privadas de escolaridade. Algumas classes sociais, assim, dominam uma forma de língua que goza prestígio, enquanto outras são vítimas de preconceito por empregarem estilos menos prestigiados. Cria-se, dessa maneira, uma modalidade de língua – a norma culta -, que deve ser adquirida durante a vida escolar e cujo domínio é solicitado como modo de ascensão profissional e social.
  • 19. LINGUAGEM VERBAL E NÃO VERBAL Linguagem Verbal A linguagem verbal tem duas modalidades: a língua escrita e a língua oral. Linguagem oral é a que se usa quando o interlocutor está frente a frente conosco e justamente podemos falar com ele. Já a escrita, em tese, é usada quando o interlocutor está ausente. Entre a linguagem oral e a escrita há muitas diferenças, mas não uma oposição rígida.
  • 20. Linguagem não verbal Não se utiliza do vocábulo, das palavras para se comunicar. O objetivo, neste caso, não é de expor verbalmente o que se quer dizer ou o que se está pensando, mas se utilizar de outros meios comunicativos, como: placas, figuras, gestos, objetos, cores, ou seja, dos signos visuais.
  • 21. Exemplo de Linguagem Não-verbal “uma imagem vale mais que mil palavras”
  • 22.  Economia de palavras – Objetividade;  Abreviação das palavras;  Frases curtas;  Uso de símbolos;  Neologísmo. Características da Linguagem na Internet  Diálogo a distância;  Presença de onomatopeias;  Troca de letras;  Híbrido de escrita e fala;  Linguagem não linear.
  • 23.
  • 24. 1. Expressão do pensamento; 2. Instrumento de comunicação; 3. Processo de interação. Reflexão Sempre que surge uma nova tecnologia, os meios já existentes são obrigados a se adaptarem às novas condições, gerando novos hábitos de vida: trabalho, diversão, costumes etc. “Não há comunicação sem envolvimento.” Antoine de Saint-Exupéry Três Concepções de linguagem
  • 25. Português é fácil de aprender porque é uma língua que se escreve exatamente como se fala “Pois é. U purtuguêis é muito fáciu di aprender, purqui é uma língua qui a genti iscrevi ixatamenti cumu si fala. Num é cumu inglêis qui dá até vontadi di ri quandu a genti discobri cumu é qui si iscrevi algumas palavras. Im portuguêis, é só prestátenção. U alemão pur exemplu. Qué coisa mais doida? Num bate nada cum nada. Até nu espanhol qui é parecidu, si iscrevi muito diferenti. Qui bom qui a minha lingua é u purtuguêis. Quem soubé falá, sabi iscrevê.” Jô Soares, Veja, 28 /11/1990.
  • 26. Fundação IDEPAC para o Desenvolvimento Profissional. Apostila de Técnicas Administrativas. 2009. MEDEIROS, João Bosco. Redação Empresarial. 6ª Ed. São Paulo: Atlas, 2009. SISTI, Silvana Progetti Paschoal. et al. Administração. Valinhos: Anhanguera Publicações, 2009. * Outros assuntos de propriedade dos seus criadores, como professores e pesquisadores, encontrados na internet e apresentados em sala de aulas de vários cursos.