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REDAÇÃO EM LÍNGUA PORTUGUESA

A Prova de Redação em Língua Portuguesa tem o objetivo de avaliar a capacidade de expressão na
modalidade escrita da Língua Portuguesa. O candidato deverá produzir texto dissertativo, com extensão
mínima de 30 linhas e máxima de 60 linhas, legível, caracterizado pela coerência e coesão, com base em um
tema formulado pela banca examinadora. Com a função de motivar o candidato para a redação, despertando
ideias e propiciando o enriquecimento de informações, poderá haver, na prova, textos e outros elementos
correlacionados ao assunto em questão.

Os critérios de avaliação mais abrangentes referem-se ao desenvolvimento do tema, à observância da
apresentação e da estrutura textual e ao domínio da expressão escrita. Em termos restritos, estabelecem-se
critérios específicos ligados a cada item.

                                                  A LETRA

A letra pode mostrar a sua personalidade. Existe uma ciência que trata disto é a GRAFOLOGIA.

Para nós o que interessa na Redação é a Estética da escrita e a aplicação da técnica de dissertação:

- Nada de n parecido com r;
- Nada de s parecido com j;
- Nada de j com cara de s ou vice-versa;
- Nada de y com cara de g e vice-versa;
- Nada de m com cara de n;
- Nada de sc com cara de x e vice-versa;
- Nada de t com cara de f;
- Nada de ç com cara de ss;
- Nada de bolinha nos is;
- Nada de h com cara de m maiúsculo;
- Nada de letra maiúscula onde deveria ser minúscula exceto se a norma pedir;
- Nada de rr com cara de m ou vice-versa;
- Procure fazer uma letra manuscrita, a de forma confunde muito, ocupa espaço e não se pode distinguir a
CAIXA ALTA da BAIXA;
- Não se perca em detalhes mas escreva com boa grafia (normalmente as moças prezam mais pela boa letra
mas podem perder tempo enfeitando muito);
- Não escreva palavras com dúvida de grafia;
- Não acelere o ritmo para acabar logo nem demore demais para não perder tempo;
- Não exceda em reticências, ponto e vírgula, dois pontos e vírgula sem necessidade;
- Não ultrapasse as margens do papel tanto nas laterais quanto no topo e no fim da pauta. Para isto existem
as faixas de limite do papel;

O mais importante: Letra com firmeza e segurança, bem nítida, bem clara, média, com ritmo tranquilo e sem
correria e bastante estética na redação para facilitar a leitura e a compreensão da estrutura de seus
pensamentos e opinião pessoal ou dentro da sugestão do texto apresentado.

Resumindo as últimas dicas, podemos dizer que o ato de escrever exige:

- Um plano articulado e você já aprendeu como fazê-lo;

- Meditação e concentração na formação de ideias. Isto depende do quanto escreveu, atualizou e de sua
segurança na dissertação;

- Esquematização da estrutura e você viu muito disto nas dicas;
- Reflexão no entendimento da mensagem (Eu escritor também sou leitor e mais que isto: Sou Examinador e
Crítico de meu próprio texto. O meu "Eu" se registra em minha redação pela organização, pela letra e pela
lógica de meus pensamentos. Isto já é tema para uma tese de pós-gradução em linguística por sua
importância na análise de redações dos vestibulandos;

- Uma escrita legível, proporcional, nem dilatada nem apertada demais, bem limpa sem borrões, com uma
velocidade rítmica regular (muitas vezes a turma começa a rabiscar e nada se entende no final), sem muitos
ornamentos na letra, com uma pressão forte e segura e sem muita tensão;

- Calma e atenção. Autocontrole e fidelidade ao tema;

- Muito exercício e treino. Análise do texto e compreensão das estruturas gramaticais;

- Determinação em suas exposições e opinião final;

- Capacidade de coordenar suas ideias sem perder a facilidade de expressão;

- Bastante leitura acerca do assunto e concentração no que vai ser redigido;

- Prática de Redação Dissertativa (quanto mais cedo começar a escrever melhor sua integração de estilo que
é pessoal e ninguém faz duas redações iguais exatamente pela capacidade dialética de reter informações
expondo-as na memória e dispondo-as de maneiras diferentes dentro de sua forma de pensamento);

- Cuidado com a ortografia e as acentuações;

- Atualização dos fatos através de jornais e revistas;

- Ser fiel ao que escreve e sentir segurança (como vocês dizem: "sentir firmeza");

- Conhecimento de suas estruturas e técnicas. Você já teve um despertar sobre este assunto!

- Idéias bem delimitadas com opinião pessoal e bem objetiva (quando exigida) ou de acordo com a análise do
texto proposto para afirmar ou negar sua opinião (seu pensamento escrito);

- Seleção e ordenação da ideia central que fortalecerá as acessórias mantendo a unidade da redação;

- Uma redação espontânea e natural que agrade os dois lados da comunicação (vestibulando/examinador)
mostrando harmonia e simplicidade na forma estrutural-lógica, prezando pelas normas gramaticais (regências,
concordâncias e análise sintática);

- Uma estrutura com equilíbrio na exposição de ideias e regularidade de conjunto;

- Não faça menos que o exigido e nem ultrapasse o máximo de linhas na dissertação da folha de Redação
(Para isto você ganha uma folha de rascunho).

Dissertar é:

I. Expor um assunto, esclarecendo as verdades que o envolvem, discutindo a problemática que nele reside;
II. Defender princípios, tomando decisões
III. Analisar objetivamente um assunto através da sequência lógica de ideias;
IV. Apresentar opiniões sobre um determinado assunto;
V. Apresentar opiniões positivas e negativas, provando suas opiniões, citando fatos, razões, justificativas.
Sendo a dissertação uma série concatenada de ideias, opiniões ou juízos, ela sempre será uma tomada de
posição frente a um determinado assunto - queiramos ou não.

Procurando convencer o leitor de alguma coisa, explicar a ele o nosso ponto de vista a respeito de um
assunto, ou simplesmente interpretar um ideia, estaremos sempre explanando as nossa opiniões, retratando
os nosso conhecimentos, revelando a nossa intimidade. É por esse motivo que se pode, em menor ou maior
grau, mediar a cultura (vivência, leitura, inteligência...) de uma pessoa através da dissertação.

Podemos contar um estória (narração) ou apontar características fundamentais de um ambiente (descrição)
sem nos envolvermos diretamente. A dissertação ao contrário, revela quem somos, o que sentimos, o que
pensamos. Nesse ponto, tenha-se o máximo de cuidado com o extremismo. Temos liberdade total de expor
nossas opiniões numa dissertação e o examinador salvo raras exceções - sabe respeita-las. Tudo o que
expusermos, todavia, principalmente no campo político e religioso, deve ser acompanhado de argumentações
e provas fundamentais.

Para fazer uma boa dissertação, exige-se:

a) Conhecimentos do assunto (adquirido através da leitura, da observação de fatos, do diálogo, etc.);
b) Reflexões sobre o tema, procurando descobrir boas ideias e conclusões acertadas (antes de escrever é
necessários pensar);
c) Planejamento:

1. Introdução: consiste na proposição do tema, da ideia principal, apresentada de modo a sugerir o
desenvolvimento;
2. Desenvolvimento: consiste no desenvolvimento da matéria, isto é, discutir e avaliar as ideias em torno do
assunto permitindo uma conclusão;
3. Conclusão: pode ser feita por uma síntese das ideias discutidas no desenvolvimento. É o resultado final.

d) Registrar ideias fundamentais numa sequência (ESQUEMA)
e) Acrescentar o que faltar, ou suprimir o que for supérfluo, desnecessário (RASCUNHO)
f) Desenvolvimento do plano com clareza e correção, mantendo sempre fidelidade ao tema.

COMO FAZER UMA DISSERTAÇÃO

Certamente você já deu a sua opinião sobre um assunto qualquer. Numa roda de amigos ou até mesmo numa
conversa ao telefone, constantemente queremos dizer o que pensamos, expor nossas idéias. Sempre que
fazemos isso, estamos fazendo uma dissertação. Então podemos afirmar que DISSERTAR É EXPOR NOSSA
OPINIÃO SOBRE DETERMINADO ASSUNTO.

Dissertação Escrita

Colocar uma opinião no papel é bem diferente de dizê-la a alguém. Ao escrevermos, não podemos usar
alguns recursos que temos na fala como, por exemplo, gírias (já é, o cara, a mina, bolado), interjeições
(argh!,putz!). Mas por que isso? Porque quando escrevemos, principalmente em redações, devemos ser mais
formais para não atrapalhar o entendimento de quem vai ler. Uma pessoa mais idosa, por exemplo, pode não
entender uma expressão como "já é" e interpretar tudo errado. Não imagine que o leitor entenda tudo que
você escreve, portanto seja simples e formal (mas sem exageros) quando escrever uma DISSERTAÇÃO.

Planejando o Texto

Em uma prova, o tempo para escrever é muito curto, portanto, você deve, antes de tudo, planejar a sua
redação. A primeira etapa é identificar o tema.
Identificação do Tema

Em alguns concursos, a banca fornece o tema através de pequenos textos-guias. Veja o exemplo:

01. (FUVEST - 1997) Redija uma dissertação em prosa, relacionando os três textos a seguir.

Texto 1

Na prova de Redação dos vestibulares, talvez a verdadeira questão seja sempre a mesma:
"Conseguirei?". Cada candidato aplica-se às reflexões e às frases na difícil tarefa de falar de um tema A
proposto, com a preocupação em B - "Conseguirei?" - para convencer o leitor X.

Texto 2

Ao escrever "Lutar sem palavras / é a luta mais vã. / Entanto lutamos / mal rompe a manhã", Carlos
Drummond de Andrade já era um poeta maior da nossa língua.

Texto 3

"É difícil defender,
só com palavras, a vida". (João Cabral de Melo Neto)

Neste exercício acima, está claro que o tema é "a dificuldade de se expressar através das palavras". Então,
nesse caso, basta escrever falando sobre cada aspecto citado em cada um dos três textos. Não se pode
copiá-los, apenas fale um pouco sobre o que cada texto diz.

Tema Live

Se o tema da redação for livre, isto é, se você tiver a opção de escolhê-lo, basta pensar algum assunto
interessante e depois delimitar o tema.

O que é "Delimitar o Tema"?

Vamos supor que o tema que você escolheu seja "televisão". O que escrever? Há uma variedade enorme de
aspectos: a televisão educativa, a televisão como entretenimento, o poder influenciador da televisão, a história
da televisão, a televisão e a família, a televisão brasileira, etc.

Bem você deve ter notado que cada tópico especifica um tema. Então basta escolher UM TEMA APENAS E
FALAR SOMENTE DELE, esquecendo os demais

Observação: veja que ao colocar a palavra verão ao lado de "a moda", eu delimitei o tema, ou seja, eu
não vou mais falar sobre o mundo da moda e sim, somente da moda que é usada no verão.

Leia mais em: http://www.redijamelhor.blogspot.com


Estrutura da Dissertação
É uma modalidade de composição que visa análisar, ou comentar expositivamente conceitos ou ideias sobre
um determinado assunto. Pode apresentar-se de formaexpositiva ou argumentativa. Possui uma natureza
reflexiva que consiste na ordenação dessas ideias a respeito de um determinado assunto contido em um uma
frase-tema, um conjunto de textos verbais, não-verbais, ou até mesmo uma mescla de textos.
Dissertar é debater. Para discutirmos questões dos variados assuntos que a sociedade nos apresenta
precisamos da Dissertação. Aquele que desenvolve uma dissertação é comumente denominado
de Enunciador de ideias. Como enunciadores somos nós que desenvolvemos o texto dissertativo sem
usar primeira pessoa, expressando o nosso ponto de vista para desenvolvê-lo com concisão e clareza. Essas
ideias fundamentam nossa posição. É por isso que toda dissertação deve ser desenvolvida em terceira
pessoa. Estabelecer nos parágrafos do desenvolvimento as relações de causa e consequência, contribui para
um texto correto e conciso. Frases curtas, linguagem direta apresenta um texto com estrutura organizada e
lógicidade de ideias.

A Estrutura do texto Dissertativo

São três as partes básicas de uma redação: Introdução, Desenvolvimento e Conclusão. Isso necessariamente
não quer dizer que uma dissertação tenha que ter três parágrafos. O mínimo de parágrafos lógicos seriam
quatro e no máximo cinco, por se tratar de um texto para leitura rápida e concisa.

Na Introdução de texto dissertativo encontramos a delimitação de um tema, através de frases chamadas de
argumentos, ou ideias secundárias, de uma ideia central que conhecemos como assunto, o assunto do tema
que amarrará os parágrafos do desenvolvimento - sugestão ou duas, ou no máximo três;

No Desenvolvimento do texto dissertativo trabalharemos as frases ideias, ou argumentos observando a
estrutura padrão de um parágrafo de desenvolvimento que apresentarei mais adiante, apresentando sua
causa e consequência e exemplos sempre no fim parágrafo para mostrar harmonia;

A Conclusão no texto dissertativo também uma estrutura padrão, chega de inventar, até para finalizar um
texto devemos seguir regras. Seguindo-as o resultado final da redação será primoroso.

Eis o Esquema Estrutural que poderá ajudá-lo a fazer sua dissertação:




Acima temos um modelo para uma redação com cinco parágrafos, abaixo segue o desenvolvimento de
uma redação a partir do seguinte tema:

"ÁGUA, CULTURA E CIVILIZAÇÃO"

No mundo moderno, incrivelmente globalizado, ocorre uma tendência a valorização do lucro em detrimento a
fatores de grande importância para a sobrevivência humana. Pois, a falta de água potável no futuro trará
consequências hediondas. Mas, há uma cultura que pode ser formada através da educação ambiental nas
escolas para as nossas crianças e, além do mais, descaso de nossos governantes aponta para uma
civilização em crise e em processo de autodestruição.

Embora, o homem não tenha dado o valor devido à importância da água para sua subsistência. Estudiosos
prevêem que daqui a 50 faltará água potável. Que ironia para o ser humano que vive em um planeta composto
por 2/3 de água. Lembrando que 2% da água da terra é doce e o mais criminoso é que 5% dos 2% está
poluída. Além da destruição de seu "habitat" natural, o aumento demográfico é absurdo, poluindo o que ainda
resta, sem nenhuma ação governamental para conter esta realidade terrível e inevitável.

Ainda com a falta de políticas públicas, contribuindo para esse descaso. Sem um processo de Educação
Ambiental nada pode ser feito contra essa escassez. Preparar a cultura dos herdeiros da terra para essa
mudança de postura, já entranhada dentro de nossos governantes que por não terem interesses políticos nada
fazem, é essencial.

Mesmo, diante dessas grandes civilizações que dominam o planeta, algumas que surgiram, ou tem como
modelo, se organizarem perto dos grandes rios como vemos o Tigre, Eufrates, Amarelo, Nilo, Mississipi, Rio
Grande, Amazonas e outros. Não foi mera coincidência, antes sim suas necessidades de vitalidade e de
preservação de suas espécies. A água é vital para todos os seres vivos, é usada em rituais desde a
antiguidade. Logo pode existir a humanidade sem seu líquido precioso que é a água.

Assim, esse bem tão precioso, que para alguns pensadores da Grécia Antiga foi o princípio de tudo, só terá
relevância, com preocupação no âmbito mundial, quando a catástrofe estiver pronta. Todos os dias os avisos
são dados, com a natureza se rebelando, pó enquanto são os outros seres que estão entrando em extinção.
Quando chegar a vez do bicho homem, só assim, ele irá se preocupar, mas já será tarde demais.

Outros temas:
1. Prova de Redação do Enem 2006




2. Temas (Frases)

"Quem decide pode errar: quem não decide já errou".
"O outro nome da paz é justiça".
"A capacidade de ouvir o adversário da à medida do amor a liberdade".

Lembre-se que o Ponto de vista é a mágica da redação. É a primeira frase para iniciar a delimitação do tema.
Aquela que vem em primeiro lugar na sua mente. Está presente em seu pensamento após ler qualquer texto.
É a primeira ideia que você tem do assunto. Supondo que você fosse dissertar sobre um tema simples e
comum que todos usam para explicar ponto de vista. "A TELEVISÃO".




O que geralmente chamamos de ideias são pontos de visão do tema, que inseridos em uma frase servem
como frase inicial. A primeira frase para iniciar o primeiro parágrafo O Ponto de Vista. O Ponto de Vista
depende de sua capacidade de leitura e absorção de ideias, conhecimentos. Quanto mais informação você
tem melhor para desenvolver e expor suas ideias na forma escrita. É por isso que eu sempre afirmei para
meus alunos e agora na internet me permitam finalizar com a minha eterna frase.
"Só se escreve sobre aquilo que se conhece. - Robson Moura‖

Produção de texto com base em esquemas
Caríssimos, é possível (e bem mais tranquilo) desenvolver um texto dissertativo a partir da elaboração de
esquemas. Por mais simples que lhes pareça, a redação elaborada a partir de esquema permite-lhes
desenvolver o texto com sequência lógica, de acordo com os critérios exigidos no comando da questão
(número de linhas, por exemplo), atendendo aos aspectos mencionados no espelho de avaliação. A
professora Branca Granatic (Técnicas Básicas de Redação) oferece-nos a seguinte sugestão de esquema:

Sugestão de Produção de Texto com Base em Esquemas
Esquema Básico da Dissertação

1º parágrafo: TEMA + argumento 1 + argumento 2 + argumento 3
2° parágrafo :desenvolvimento do argumento 1
3° parágrafo: desenvolvimento do argumento 2
4° parágrafo: desenvolvimento do argumento 3
5° parágrafo: expressão inicial + reafirmação do tema + observação final.

Exemplo:

TEMA: Chegando ao terceiro milênio, o homem ainda não conseguiu resolver gravesproblemas que
preocupam a todos.

Por Quê?

    arg. 1: Existem populações imersas em completa miséria.
    arg. 2: A paz é interrompida frequentemente por conflitos internacionais.
    arg. 3: O meio ambiente encontra-se ameaçado por sério desequilíbrio ecológico.

Texto definitivo

Chegando ao terceiro milênio, o homem ainda não conseguiu resolver os graves problemas que
preocupam a todos, pois existem populações imersas em completa miséria, a paz é interrompida
frequentemente por conflitos internacionais e, além do mais, o meio ambiente encontra-se ameaçado
por sério desequilíbrio ecológico.

Embora o planeta disponha de riquezas incalculáveis – estas, mal distribuídas, quer entre Estados, quer entre
indivíduos – encontramoslegiões de famintos em pontos específicos da Terra. Nos países do Terceiro
Mundo, sobretudo em certas regiões da África, vemos com tristeza, a falência da solidariedade humana e da
colaboração entre as nações.

Além disso, nesta últimas décadas, temos assistido, com certa preocupação, aos conflitos
internacionais que se sucedem. Muitos trazem na memória a triste lembrança das guerras do Vietnã e da
Coréia, as quais provocaram grande extermínio.

Em nossos dias, testemunhamos conflitos na antiga Iugoslávia, em alguns membros da Comunidade dos
Estados Independentes, sem falar da Guerra do Golfo, que tanta apreensão nos causou.

Outra preocupação constante é o desequilíbrio ecológico,provocado pela ambição desmedida de alguns,
que promovem desmatamentos desordenados e poluem as águas dos rios. Tais atitudes contribuem para que
o meio ambiente, em virtude de tantas agressões, acabe por se transformar em local inabitável.
Em virtude dos fatos mencionados, somos levados a acreditar que o homem está muito longe de solucionar os
graves problemas que afligem diretamente uma grande parcela da humanidade e indiretamente a qualquer
pessoa consciente e solidária. É desejo de todos nós que algo seja feito no sentido de conter essas forças
ameaçadoras, para podermos suportar as adversidades e construir um mundo que, por ser justo e pacífico,
será mais facilmente habitado pelas gerações vindouras.

Se vocês seguirem a orientação dada pelo esquema, desde o 1º parágrafo, verão que não há como se perder
na redação, nem fazer a introdução maior que o desenvolvimento, já que a introdução apresenta, de forma
embrionária, o que será desenvolvido no corpo do texto. E lembre-se de que a conclusão sempre retoma a
ideia apresentada na introdução, reafirmando-a, apresentando propostas, soluções para o caso apresentado.
Com essa noção clara, de estrutura de texto, também é possível melhorar o seu desempenho nas provas de
compreensão e interpretação de textos.

Critérios de Avaliação
Roteiro seguido pelos professores na correção de textos nos vestibulares.

I. A redação não pode fugir ao tema proposto. O conteúdo do texto precisa ter relação direta com o tema.
Pode parecer uma regra óbvia, mas nem sempre ela é seguida.
II. É avaliada a capacidade do aluno de organizar os argumentos que fundamentarão as conclusões do texto.
No caso de um texto narrativo, leva-se em conta a habilidade do autor na construção de personagens.
III. O uso da língua na forma como ela é escrita. Ou seja, é uma armadilha para o aluno o emprego de termos
coloquiais, utilizados na fala e não em textos. Expressões coloquiais só são aceitas na reprodução de
diálogos. Isso não significa que o texto tenha de ser empolado, de difícil entendimento.
IV. A utilização correta dos recursos da língua. Em outras palavras, evitar erros gramaticais.

                   "Tenha autoconfiança, você foi criado à imagem e semelhança de Deus!"

Como fazer a introdução da dissertação?
A INTRODUÇÃO

Aristóteles já dizia: "A introdução é aquilo que não pede nada antes, mas que exige algo depois". E ele tinha
razão, pois a introdução inicia o leitor no assunto. Diz o que o texto vai dizer. Então, já deu pra perceber que
nas primeiras linhas, o leitor deve ser informado sobre o tema da redação. E mais: como essa tema será
apresentado.

Comece com frase bem atrativa, que chame a atenção de quem está lendo. Pode ser uma pergunta, uma
declaração, uma exclamação. O importante é que esteja dentro do tema. Bem, mas como aqui a gente mata a
cobra e mostra o pau, vamos dar um exemplo de introdução:

O mundo anda carente de confiança. Em quem acreditar, em quem confiar? Antigamente a gente confiava
mais nas pessoas. Hoje talvez sejamos mais espertos, criancinhas conhecem mundos e maldades que a
gente só conhecia depois de casado...e olhe lá.

Olhe que bela introdução de texto: logo na primeira frase, o autor já diz o tema da redação, que é a carência
de confiança que o mundo está sofrendo. Depois ele reforça o tema com uma pergunta (em quem confiar?).
Após isso, ele apresenta argumentos para provar o valor da declaração inicial: antigamente, confiávamos mais
nas pessoas e as crianças estão conhecendo as maldades cada vez mais cedo.

São esses argumentos que serão defendidos no desenvolvimento, um em cada parágrafo. Fácil, não?

Vejamos outra introdução:
Parece que agora o governo brasileiro quer ensinar aos governantes estrangeiros como sair da penúria. Do
jeito que falam, dão a entender que o Brasil é um exemplo de administração pública e prosperidade, ao
contrário dos outros países. Mas basta viajar para a Europa, por exemplo, para se ter uma opinião bem
diferente da dos nossos dirigentes.

Nessa introdução, o autor começa com uma frase inicial bem irônica e ela já contém o tema: o governo
brasileiro quer ensinar aos estrangeiros a como sair de uma crise econômica. Depois, ele apresenta um
argumento para explicar o que disse anteriormente e na última frase, ele demonstra que não concorda com a
atitude dos governantes brasileiros e assim já nos mostra qual é o objetivo do texto.

tema: o governo brasileiro

delimitação do tema (tópico frasal): o governo brasileiro quer ensinar aos estrangeiros a como sair de uma
crise.
objetivo: mostrar que a realidade não é outra

Vamos a outro exemplo:

Desde que comecei a votar, sempre depositei minha confiança no Partido dos Trabalhadores. Demorou, mais
Lula chegou lá. Foram oito anos de governo, continuados agora com Dilma, em quem também votei.
Reconheço que houve muitos erros, muitos escândalos, mas nada muito diferente da época em que o PSDB
estava no poder. O país avançou economicamente, mas a miséria continua. Agora me pergunto: vale a pena
continuar acreditando no PT?

Dessa vez, o autor foi esperto. Começou falando sobre os seus primeiros votos, analisando os candidatos que
escolheu. Depois fez uma pergunta que instiga o leitor a continuar lendo. O desenvolvimento dessa introdução
só tem um caminho: responder a essa pergunta. Acho essa uma das melhores formas de se introduzir um
texto.

O parágrafo-chave: 18 formas para você começar um texto

Ao escrever seu primeiro parágrafo, você pode fazê-lo de forma criativa. Ele deve atrair a atenção do leitor.
Por isso, evite os lugares-comuns como: atualmente, hoje em dia, desde épocas remotas, o mundo de hoje, a
cada dia que passa, no mundo em que vivemos, na atualidade.

Listamos aqui dezoito formas de começar um texto. Elas vão das mais simples as mais complexas.

1. Uma declaração (tema: liberação da maconha)

É um grave erro a liberação da maconha. Provocará de imediato violenta elevação do consumo. O Estado
perderá o precário controle que ainda exerce sobre as drogaspsicotrópicas e nossas instituições de
recuperação de viciados não terão estrutura suficiente para atender à demanda.

A declaração é a forma mais comum de começar um texto. Procure fazer uma declaração forte, capaz de
surpreender o leitor.

2. Divisão (tema: exclusão social)

Predominam ainda no Brasil duas convicções errôneas sobre o problema da exclusão social: a de que ela
deve ser enfrentada apenas pelo poder público e a de que sua superação envolve muitos recursos e esforços
extraordinários. Experiências relatadas nesta Folha mostram que o combate à marginalidade social em Nova
Yorkv em contando com intensivos esforços do poder público e ampla participação da iniciativa privada.
Ao dizer que há duas convicções errôneas, fica logo clara a direção que o parágrafo vai tomar. O autor terá de
explicitá-lo na frase seguinte.

3.Definição (tema: o mito)

O mito, entre os povos primitivos, é uma forma de se situar no mundo, isto é, de encontrar o seu lugar entre os
demais seres da natureza. É um modo ingênuo, fantasioso, anterior a toda reflexão e não-crítico de
estabelecer algumas verdades que não só explicam parte dos fenômenos naturais ou mesmo a construção
cultural, mas que dão, também, as formas da ação humana.

A definição é uma forma simples e muito usada em parágrafos-chave, sobretudo em textos dissertativos. Pode
ocupar só a primeira frase ou todo o primeiro parágrafo.

4. Uma pergunta (tema: a saúde no Brasil)

Será que é com novos impostos que a saúde melhorará no Brasil? Os contribuintes já estão cansados de tirar
dinheiro do bolso para tapar um buraco que parece não ter fim. A cada ano, somos lesados por novos
impostos para alimentar um sistema que só parece piorar.

A pergunta não é respondida de imediato. Ela serve para despertar a atenção do leitor para o tema e será
respondida ao longo da argumentação.

5. Comparação (tema: reforma agrária)

O tema da reforma agrária está presente há bastante tempo nas discussões sobre os problemas mais graves
que afetam o Brasil. Numa comparação entre o movimento pela abolição da escravidão no Brasil, no final do
século passado e, atualmente, o movimento pela reforma agrária, podemos perceber algumas semelhanças.
Como na época da abolição da escravidão existiam elementos favoráveis e contrários a ela, também hoje há
os que são afavor e os que são contra a implantação da reforma agrária.

Para introduzir o tema da reforma agrária, o autor comparou a sociedade de hoje com a do final do século XIX,
mostrando a semelhança de comportamento entre elas.

6. Oposição (tema: a educação no Brasil)

De um lado, professores mal pagos, desestimulados, esquecidos pelo governo. De outro, gastos excessivos
com computadores, antenas parabólicas, aparelhos de videocassete. É este o paradoxo que vive hoje a
educação no Brasil.

As duas primeiras frases criam uma oposição (de um lado / de outro) que estabelecerá o rumo da
argumentação. Também se pode criar uma oposição dentro da frase, como neste exemplo:

Vários motivos me levaram a este livro. Dois se destacam pelo grau de envolvimento: raiva e esperança.
Explico-me: raiva por ver o quanto a cultura ainda é vista como artigo supérfluo em nossa terra; esperança por
observar quantos movimentos culturais têm acontecido em nossa história, e quase sempre como forma de
resistência e/ou transformações.(...)

O autor estabelece a oposição e logo depois explica os termos que a compõem.
7. Alusão histórica (tema: globalização)

Após a queda do muro de Berlim, acabaram-se os antagonismos lesteoeste e o mundo parece ter aberto de
vez as portas para a globalização. As fronteiras foram derrubadas e a economia entrou em rota acelerada
de competição.

O conhecimento dos principais fatos históricos ajuda a iniciar um texto. O leitor é situado no tempo e pode ter
uma melhor dimensão do problema.

8. Uma frase nominal seguida de explicação (tema: a educação no Brasil)

Uma tragédia. Essa é a conclusão da própria Secretaria de Avaliação e Informação Educacional do Ministério
da Educação e Cultura sobre o desempenho dos alunos do 3º ano do 2º grau submetidos ao Saeb (Sistema
de Avaliação da Educação Básica), que ainda avaliou estudantes em todas as regiões do território nacional.

A palavra tragédia é explicada logo depois, retomada por essa é a conclusão.

9. Adjetivação (tema: a educação no Brasil)

Equivocada e pouco racional. Esta é a verdadeira adjetivação para a política educacional do governo.

A adjetivação inicial será a base para desenvolver o tema. O autor dirá, nos parágrafos seguintes, por que
acha a política educacional do governo equivocada e pouco racional.

10. Citação (tema: política demográfica)

"As pessoas chegam ao ponto de uma criança morrer e os pais não chorarem mais, trazerem a criança,
jogarem num bolo de mortos, virarem as costas e irem embora". O comentário do fotógrafo Sebastião
Salgado, falando sobre o que viu em Ruanda, é um acicate no estado de letargia ética que domina algumas
nações do Primeiro Mundo.

A citação inicial facilita a continuidade do texto, pois ela é retomada pela palavra comentárioda segunda frase.

11. Citação de forma indireta (tema: consumismo)

Para Marx a religião é o ópio do povo Raymond Aron deu o troco: o marxismo é o ópio dos intelectuais. Mas
nos Estados Unidos o ópio do povo é mesmo ir às compras. Como as modas americanas são contagiosas, é
bom ver de que se trata.

Esse recurso deve ser usado quando não sabemos textualmente a citação. É melhor citar de forma indireta
que de forma errada

12. Exposição de ponto de vista (tema: o provão)

O ministro da Educação se esforça para convencer de que o provão é fundamental para a melhoria da
qualidade do ensino superior. Para isso, vem ocupando generosos espaços na mídia e fazendo milionária
campanha publicitária, ensinando como gastar mal o dinheiro que deveria ser investido na educação

Ao começar o texto com a opinião contrária, delineia-se, de imediato, qual a posição dos autores. Seu objetivo
será refutar os argumentos do opositor, numa espécie de contra-argumentação.
13. Retomada de um provérbio (tema: mídia e tecnologia)

O corriqueiro adágio de que o pior cego é o que não quer ver se aplica com perfeição na análise sobre o atual
estágio da mídia: desconhecer ou tentar ignorar os incríveis avanços tecnológicos de nossos dias, e supor que
eles não terão reflexos profundos no futuro dos jornais é simplesmente impossível.

Sempre que você usar esse recurso, não escreva o provérbio simplesmente. Faça um comentário sobre ele
para quebrar a ideia de lugar-comum que todos eles trazem. No exemplo acima, o autor diz "o corriqueiro
adágio" e assim demonstra que está consciente de que está partindo de algo por demais conhecido.

14. Ilustração (tema: aborto)

O Jornal do Comércio, de Manaus, publicou um anúncio em que uma jovem de dezoito anos, já mãe de duas
filhas, dizia estar grávida mas não queria a criança. Ela a entregaria a quem se dispusesse a pagar sua
ligação de trompas. Preferia dar o filho a ter que fazer um aborto.

O tema é tabu no Brasil.(...)

Você pode começar narrando uma fato para ilustrar o tema. Veja que a coesão do parágrafo seguinte se faz
de forma fácil; a palavra tema retoma a questão que vai ser discutida.

15. Uma sequência de frases nominais (frases sem verbo) (tema: a impunidade no Brasil)

Desabamento de shopping em Osasco. Morte de velhinhos numa clínica do Rio. Meia centena de mortes
numa clínica de hemodiálise em Caruaru. Chacina de sem-terra em Eldorado dos Carajás.

Muitos meses já se passaram e esses fatos continuam impunes.

O que se deve observar nesse tipo de introdução são os paralelismos que dão equilíbrio às diversas frases
nominais. A estrutura de cada frase deve ser semelhante.

16. Alusão a um romance, um conto, um poema, um filme (tema: a intolerância)

Quem assistiu ao filme A rainha Margot, com a deslumbrante Isabelle Adjani, ainda deve ter os fatos vivos na
memória. Na madrugada de 24 de agosto de 1572, as tropas do rei de França, sob ordens de Catarina
de Médicis, a rainha-mãe e verdadeira governante, desencadearam uma das mais tenebrosas carnificinas da
História.(...)

Desse horror a História do Brasil está praticamente livre(...)

O resumo do filme A rainha Margot serve de introdução para desenvolver o tema da intolerância religiosa. A
coesão com o segundo parágrafo dá-se através da palavra horror, que sintetiza o enredo do filme contado no
parágrafo inicial.

17. Descrição de um fato de forma cinematográfica (tema: violência urbana)

Madrugada de 11 de agosto. Moema, bairro paulistano de classe média. Choperia Bodega - um bar da moda,
frequentado por jovens bem-nascidos.

Um assalto. Cinco ladrões. Todos truculentos. Duas pessoas mortas: Adriana Ciola, 23, e José Renato Tahan,
25. Ela, estudante. Ele, dentista.
O parágrafo é desenvolvido por flashes, o que dá agilidade ao texto e prende a atenção do leitor. Depois
desses dois parágrafos, o autor fala da origem do movimento "Reage São Paulo".

18. Omissão de dados identificadores (tema: ética)

Mas o que significa, afinal, esta palavra, que virou bandeira da juventude? Com certeza não é algo que se
refira somente à política ou às grandes decisões do Brasil e do mundo. Segundo Tarcísio Padilha, ética é
um estudo filosófico da ação e da conduta humanas cujos valores provêm da própria natureza do homem e se
adaptam às mudanças da história e dasociedade.

Caríssimos, dependendo do tema que será abordado, há algumas sugestões bem interessantes que podem
ser aproveitadas. Há que se verificar a natureza do concurso, as características da instituição promotora, para
produzir o seu texto.

As duas primeiras frases criam no leitor certa expectativa em relação ao tema que se mantém em suspenso
até a terceira frase. Pode-se também construir todo o primeiro parágrafo omitindo o tema, esclarecendo-o
apenas no parágrafo seguinte.

Como construir um texto dissertativo
Procedimentos Básicos
01. Interpretação do tema

Devemos interpretar cuidadosamente o tema proposto, pois a fuga total a este implica zerar a prova de
redação;

02. Levantamento de ideias

A melhor maneira de levantar ideias sobre o tema é a auto-indagação;

03. Construção do rascunho

Construa o rascunho sem se preocupar com a forma. Priorize, nesta etapa, o conteúdo;

04. Pequeno intervalo

Suspenda a atividade redacional por alguns instantes e ocupe-se com outras provas, para que possa desviar
um pouco a atenção do texto; evitando, assim, que determinados erros passem despercebidos;

05. Revisão e acabamento

Faça uma cuidadosa revisão do rascunho e as devidas correções;

06. Versão definitiva

Agora passe a limpo para a versão definitiva, com calma e muito cuidado!

07. Elaboração do título

O título deve ser urna frase curta condizente com a essência do tema.

Orientação para Elaborar uma Dissertação
Seu texto deve apresentar tese, desenvolvimento (exposição/argumentação) e conclusão.
    Não se inclua na redação, não cite fatos de sua vida particular, nem utilize o ainda na 1ª pessoa do
    plural.
    Seu texto pode ser expositivo ou argumentativo (ou ainda expositivo e argumentativo). As ideias-
    núcleo devem ser bem desenvolvidas, bem fundamentadas.
    Redija na 1ª pessoa do singular ou do plural, ou fundamentadas. Evite que seu texto expositivo ou
    argumentativo seja urna sequência de afirmações vagas, sem justificativa, evidências ou
    exemplificação..
    Atente para as expressões vagas ou significado amplo e sua adequada contextualização. Ex.:
    conceitos como ―certo‖, ―errado‖, ―democracia‖, ―justiça‖, ―liberdade‖, ―felicidade‖ etc.
    Evite expressões como ―belo‖, ―bom‖, ―mau‖, ―incrível‖, ―péssimo‖, ―triste‖,―pobre‖, ―rico‖ etc.; são
    juízos de valor sem carga informativa, imprecisos e
    subjetivos.
    Fuja do lugar-comum, frases feitas e expressões cristalizadas: ―a pureza das crianças‖, ―a sabedoria
    dos velhos‖. A palavra ―coisa‖, gírias e vícios da linguagem oral devem ser evitados, bem como o uso
    de ―etc.‖ e as abreviações.
    Não se usam entre aspas palavras estrangeiras com correspondência na língua portuguesa: hippie,
    status, dark, punk, laser, chips etc.
    Não construa frases embromatórias. Verifique se as palavras empregadas são fundamentais e
    informativas.
    Observe se não há repetição de ideias, falta de clareza, construções sem nexo (conjunções mal
    empregadas), falta de concatenação de ideias nas frases e nos parágrafos entre si, divagação ou
    fuga ao tema proposto.
    Caso você tenha feito uma pergunta na tese ou no corpo do texto, verifique se a argumentação
    responde à pergunta. Se você eventualmente encerrar o texto com uma interrogação, esta pode
    estar corretamente empregada desde que a argumentação responda à questão. Se o texto for vago,
    a interrogação será retórica e vazia.
    Verifique se os argumentos são convincentes: fatos notórios ou históricos, conhecimentos
    geográficos, cifras aproximadas, pesquisas e informações adquiridas através de leituras e fontes
    culturais diversas.
    Se considerarmos que a redação apresenta entre 20 e 30 linhas, cada parágrafo pode ser
    desenvolvido entre 3 e 6 linhas. Você deve ser flexível nesse número, em razão do tamanho da letra
    ou da continuidade de raciocínio elaborado. Observe no seu texto os parágrafos prolixos ou muito
    curtos, bem corno os períodos muito fragmentados, que resultam numa construção primária.

Seguem alguns modelos

TEMA: ―DENÚNCIAS, ESCÂNDALOS, CASOS ILÍCITOS NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, CORRUPÇÃO E
IMPUNIDADE... ISSO É O QUE OCORRE NO BRASIL HOJE.‖

Uma nova ordem

Nunca foi tão importante no País uma cruzada pela moralidade. As denúncias que se sucedem, os escândalos
que se multiplicam, os casos ilícitos que ocorrem em diversos níveis da administração pública exibem, de
forma veemente, a profunda crise moral por que passa o País.

O povo se afasta cada vez mais dos políticos, como se estes fossem símbolos de todos os males. As
instituições normativas, que fundamentam o sistema democrático, caem em descrédito. Os governantes,
eleitos pela expressão do voto, também engrossam a caldeira da descrença e, frágeis, acabam
comprometendo seus programas de gestão.

Para complicar, ainda estamos no meio de uma recessão que tem jogado milhares de trabalhadores na rua,
ampliando os bolsões de insatisfação e amargura.
Não é de estranhar que parcelas imensas do eleitorado, em protesto contra o que vêem e sentem, procurem
manifestar sua posição com o voto nulo, a abstenção ou o voto em branco. Convenhamos, nenhuma
democracia floresce dessa maneira.

A atitude de inércia e apatia dos homens que têm responsabilidade pública os condenará ao castigo da
história. É possível fazer-se algo, de imediato, que possa acender uma pequena chama de esperança.

O Brasil dos grandes valores, das grandes ideias, da fé e da crença, da esperança e do futuro necessita,
urgentemente da ação solidária, tanto das autoridades quanto do cidadão comum, para instaurar uma nova
ordem na ética e na moral.

                                                                                Carlos Apolinário, adaptado

Comentário:

O primeiro parágrafo constitui a introdução do texto (tese).
Os parágrafos segundo, terceiro e quarto constituem o desenvolvimento (argumentação — exemplificação
com análise e crítica).
O último parágrafo é a conclusão (perspectiva de solução).



TEMA:
Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena
(Fernando Pessoa)
Sonhar é preciso

―Nós somos do tamanho dos nossos sonhos. Há, em cada ser humano, um sebastianista louco, vislumbrando
o Quinto Império; um navegador ancorado no cais, a idealizar ‗mares nunca dantes navegados‘; e um obscuro
D. Quixote de alma grande que, mesmo amesquinhado pelo atrito da hora áspera do presente, investe contra
seus inimigos intemporais: o derrotismo, a indiferença e o tédio.

Sufocado pelo peso de todos os determinismos e pela dura rotina do pão-nosso-de-cada-dia, há em cada
homem um sentido épico da existência, que se recusa a morrer, mesmo banalizado, manipulado pelos
veículos de massa e domesticado pela vida moderna.

É preciso agora resgatar esse idealista que ocultamente somos, mesmo que D. Sebastião não volte, ainda que
nossos barcos não cheguem a parte alguma, apesar de não existirem sequer moinhos de vento.

Senão teremos matado definitivamente o santo e o louco que são o melhor de nós mesmos; senão teremos
abdicado dos sonhos da infância e do fogo da juventude; senão teremos demitido nossas esperanças.

O homem livre num universo sem fronteiras. O nordeste brasileiro verde e pequenos nordestinos, ri sonhos e
saudáveis, soletrando o abecedário. Um passeio a pé pela cidade calma. Pequenos judeus, árabes e cristãos,
brincando de roda em Beirute ou na Palestina.

E os vestibulandos, todos, de um país chamado Brasil, convocados a darem o melhor de si no curso superior
que escolheram.

Utopias? Talvez sonhos irrealizáveis de algum poeta menor, mas convicto de que nada vale a pena, se a alma
é mesquinha e pequena.‖

Comentário:
A introdução encontra-se no 1° parágrafo, que faz uma espécie de síntese do texto, funcionando como uma
espécie de índice das ideias e elementos que aparecerão no desenvolvimento (sebastianista, o navegador, o
D. Quixote).

O desenvolvimento está nos cinco parágrafos seguintes, que retomam e explicam cada uma das ideias e
elementos apresentados no inicio.

A conclusão realiza-se no último parágrafo, reafirmando a tese de que somos do tamanho de nossos sonhos e
de nossas lutas por nossos ideais, sem os quais a alma seria mesquinha e pequena (e a vida não valeria a
pena).

TEMA: ―À busca do Brasil de nossos sonhos, travar-se-á uma longa jornada.‖

Em busca do Brasil de nossos sonhos

Utopia, talvez seja este o termo que resuma os anseios de um povo que, há mais de quatro séculos, alimenta
esperanças de ver seu país constituir-se em um Estado forte e humanitário.

Transformações drásticas e rápidas não correspondem ao caminho a se seguir que será árduo e penoso,
entretanto os júbilos alcançados serão tão doces e temos que terão valido cada gota de sangue e suor
derramado.

Muitos são os problemas (corrupção, injustiça, desigualdades...) e suas soluções existem, só não fazem parte
do plano político-econômico e social a ser seguido, pois este não há. Generalizar chega a ser infantil e
prematuro, mas atualmente não se tem tido conhecimento sobre uma reforma concreta e séria que vise à
melhoria de vida da população e que não esteja ―engavetada‖, ainda em ―processo de viabilização‖, tal como
as reformas agrária e tributária, por exemplo. A justiça no Brasil, além de paradoxal, vem a ser ilusória.

Diversidade de solos, climas, costumes, gente, vários povos misturados em um só, tantos méritos e nenhuma
vitória que não tenha sido mais do que temporária. O amor à pátria a cada dia fica mais frágil quando deveria
se fortalecer, então o que fazer?

Lutar, não travando guerras ou impondo violência. Reivindicar direitos e estipular deveres requer sabedoria, a
liberdade de expressão foi conquistada com muito esforço e perseverança por brasileiros que queriam gritar e
não se calar diante da destruição lenta e contínua de seu país.

Valorizas o nosso e melhorar o Brasil depende não da vontade de cada um, isoladamente, mas sim do desejo
de todos, afinal são mais de cento e trinta milhões de pessoas com interesses diversos ocupando um mesmo
país, e muitas querem vê-lo progredir, no entanto como isso será possível? Optando por um nacionalismo
extremado? Talvez. Para haver mudanças é preciso que se queira mudar, um Estado politicamente
organizado, quem sabe, este Estado: o Brasil.

                                                                                             Tatiana R. Batista

Como melhorar o Brasil

―E nas terras copiosas, que lhes denegavam as promessas visionadas, goravam seus sonhos de redenção‖.
Com estas palavras José Américo de Almeida, em seu livro ―A Bagaceira‖, conseguiu caracterizar um Brasil
que, há quinhentos anos, mantém-se o mesmo: injusto e desigual.

Fome e miséria em meio à fartura e pujança, descontentamento e inércia presentes em um mesmo povo.
Tantas contradições advêm de um processo histórico embasado em inserir o Brasil no contexto sócio-
econômico mundial como um Estado dependente economicamente, subdesenvolvido tecnologicamente, sendo
por isso frágil perante a soberania de um sem-número de países que desde sempre deteve o controle
supremo de o quê, e como tudo deve ser direcionado.

De colônia à república, sendo monarquia ou não, a aristocracia se mantém presente, forte e imponente,
segura habilidosamente ―as rédeas‖ deste ―carro desgovernado‖ chamado, anteriormente, de Terra brasilis. É
estranho pensar que um vasto território, em que se afirma vigorar o ―governo de todos e para todos‖ pertença
na realidade a um restrito grupo que não deseja alterações de qualquer tipo, por considerar a atual situação do
Brasil ideal. O ideal seria desconsiderar tais argumentos, sendo estes inválidos e inadmissíveis, uma vez que
altos níveis de desemprego, corrupção, carência nos diversos setores públicos..., não correspondem ao que
se espera para haver uma elevação no padrão de desenvolvimento de um país.

A globalização, tão comentada em todo o mundo, só ratifica ainda mais um processo que, aos olhos de todos,
parece inevitável: a colonização do mundo, a preponderância de uns poucos Estados politicamente
organizados sobre o resto do planeta. O Brasil virando colônia, principalmente, dos Estados Unidos da
América. A submissão completa.

Deste ponto de vista (que pode ser o único), a situação se apresenta de forma grave. Alarmante, porém é a
falta de soluções.

Pior, talvez seja a falta de interesse em mudanças. Já foram privatizadas a (Companhia Vale do Rio Doce, a
Siderúrgica Nacional, logo em breve a Petrobrás e o Banco do Brasil, símbolos da soberania nacional.
Vivemos em um mesmo espaço o qual cada vez mais deixa de nos pertencer, estamos enfraquecidos, o
nacionalismo se enfraquece se a nação única deixa de existir. Não se pode afirmar que uma atitude
revolucionária seja o melhor caminho ou o caminho certo, no entanto a passividade neurastênica da
população jamais resolverá nada. O exercício da cidadania é necessária para implantar a verdadeira
cidadania. Consciência política e senso de justiça o pior obstáculo a ser contornado é a alienação,
consequência da ignorância que cerca a maior parte da população, sem acesso à cultura.

O primeiro passo já foi dado: conhecer os problemas e, mesmo que superficialmente, pensar a respeito.
Ufanismo, utopia, sonho, perseverança e luta. A coragem precisa de esperança, o homem precisa de ambas
para sobreviver e lutar. Se o povo brasileiro é naturalmente corajoso, lutemos agora para seguir em frente e
firmar este país como soberano e forte que é.

                                                                                             Tatiana R. Batista

A corrupção no Brasil

Durante todo o processo de formação cultural do povo brasileiro, o trabalho nunca foi considerado uma
atividade digna, a riqueza, mesmo ilícita era a grande nobreza e a comprovação da superioridade.

No período colonial, o trabalho para o português recém-chegado toma-se um ato ignóbil, explorar o bugre e o
negro é a maneira de se viver numa terra nova, onde a ―esperteza‖ de sempre tirar lucros e ganhar, mesmo
através da trapaça, é considerada uma virtude.
No império e na república oligárquica, a história se repete e sempre está a favor de uma aristocracia, que
desrespeita a condição humana, com suas atitudes nepóticas e de extrema fraternalidade entre os iguais
mineiros e paulistas.

Nos períodos seguintes, a rede de corruptos se mostra e toma contorno urbanos, onde a população adquire
maior intelectualidade e passa a exigir um maior respeito e que pelo menos se disfarcem os roubos contra
nossa população de miseráveis e condicionados.
Já cansada pelos quinhentos anos de ―falcatruas‖ justificadas e pela explosão de novas ―bombas‖, a cada dia
a população apercebe-se. em fim, do maquiavelismo político e rejeita as soluções prontas e maternais da
pátria mãe gentil.

Esperamos que, nos próximos anos, a política brasileira tome-se mais séria, rejeite o dito maquiavélico e trate
o trabalho como um meio de ascensão e de dignificação do homem e não como um ato oprobriante.

                                                                                                 Tiago Barbosa

Como Escrever Bem uma Redação
A. Introdução (início, começo)

Podemos começar uma redação fazendo uma afirmação, uma declaração, uma descrição, uma pergunta, e de
muitas outras maneiras. O que se deve guardar é que uma introdução serve para lançar o assunto, delimitar o
assunto, chamar a atenção do leitor para o assunto que vamos desenvolver.

Uma introdução não deve ser muito longa para não desmotivar o leitor. Se a redação dever ter trinta linhas,
aconselha-se a que o aluno use de quatro a seis para a parte introdutória.

Defeitos a evitar

I. Iniciar uma ideia geral, mas que não se relaciona com a segunda parte da redação.
II. Iniciar com digressões (o início dever ser curto).
III. Iniciar com as mesmas palavras do título.
IV. Iniciar aproveitando o título, com se este fosse um elemento d primeira frase.
V. Iniciar com chavões

Exemplos:

- Desde os primórdios da Antiguidade...
- Não é fácil a respeito de...
- Bem, eu acho que...
- Um dos problemas mais discutidos na atualidade...

B. Desenvolvimento (meio, corpo)

A parte substancial e decisória de uma redação é o seu desenvolvimento. É nela que o aluno tem a
oportunidade de colocar um conteúdo razoável, lógico. Se o desenvolvimento da redação é sua parte mais
importante, deverá ocupar o maior número de linhas. Supondo-se uma redação de trinta linhas, a redação
deverá destinar de catorze (14) a dezoito (18) linhas para o corpo ou desenvolvimento da mesma.

Defeitos a evitar

I. Pormenores, divagações, repetições, exemplos excessivos de tal sorte a não sobrar espaço para a
conclusão.

C. Conclusão (fecho, final)

Assim como a introdução, o fim deverá ocupar uma pequena parte do texto. Se a redação está planejada para
trinta linhas, a parte da conclusão deve ter quatro a seis linhas.
Na conclusão, nossas ideias propõem uma solução. O ponto de vista do escritor, apesar de ter aparecido nas
outras partes, adquire maior destaque na conclusão.

Se alguém introduz um assunto, desenvolve-o brilhantemente, mas não coloca uma conclusão: o leitor sentir-
se-á perdido, estupefato.

Defeitos

I. Não finalizar (é o principal defeito)
II. Avisar que vai concluir, utilizando expressões como "Em resumo" ou "Concluindo"

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Redação em língua portuguesa

  • 1. REDAÇÃO EM LÍNGUA PORTUGUESA A Prova de Redação em Língua Portuguesa tem o objetivo de avaliar a capacidade de expressão na modalidade escrita da Língua Portuguesa. O candidato deverá produzir texto dissertativo, com extensão mínima de 30 linhas e máxima de 60 linhas, legível, caracterizado pela coerência e coesão, com base em um tema formulado pela banca examinadora. Com a função de motivar o candidato para a redação, despertando ideias e propiciando o enriquecimento de informações, poderá haver, na prova, textos e outros elementos correlacionados ao assunto em questão. Os critérios de avaliação mais abrangentes referem-se ao desenvolvimento do tema, à observância da apresentação e da estrutura textual e ao domínio da expressão escrita. Em termos restritos, estabelecem-se critérios específicos ligados a cada item. A LETRA A letra pode mostrar a sua personalidade. Existe uma ciência que trata disto é a GRAFOLOGIA. Para nós o que interessa na Redação é a Estética da escrita e a aplicação da técnica de dissertação: - Nada de n parecido com r; - Nada de s parecido com j; - Nada de j com cara de s ou vice-versa; - Nada de y com cara de g e vice-versa; - Nada de m com cara de n; - Nada de sc com cara de x e vice-versa; - Nada de t com cara de f; - Nada de ç com cara de ss; - Nada de bolinha nos is; - Nada de h com cara de m maiúsculo; - Nada de letra maiúscula onde deveria ser minúscula exceto se a norma pedir; - Nada de rr com cara de m ou vice-versa; - Procure fazer uma letra manuscrita, a de forma confunde muito, ocupa espaço e não se pode distinguir a CAIXA ALTA da BAIXA; - Não se perca em detalhes mas escreva com boa grafia (normalmente as moças prezam mais pela boa letra mas podem perder tempo enfeitando muito); - Não escreva palavras com dúvida de grafia; - Não acelere o ritmo para acabar logo nem demore demais para não perder tempo; - Não exceda em reticências, ponto e vírgula, dois pontos e vírgula sem necessidade; - Não ultrapasse as margens do papel tanto nas laterais quanto no topo e no fim da pauta. Para isto existem as faixas de limite do papel; O mais importante: Letra com firmeza e segurança, bem nítida, bem clara, média, com ritmo tranquilo e sem correria e bastante estética na redação para facilitar a leitura e a compreensão da estrutura de seus pensamentos e opinião pessoal ou dentro da sugestão do texto apresentado. Resumindo as últimas dicas, podemos dizer que o ato de escrever exige: - Um plano articulado e você já aprendeu como fazê-lo; - Meditação e concentração na formação de ideias. Isto depende do quanto escreveu, atualizou e de sua segurança na dissertação; - Esquematização da estrutura e você viu muito disto nas dicas;
  • 2. - Reflexão no entendimento da mensagem (Eu escritor também sou leitor e mais que isto: Sou Examinador e Crítico de meu próprio texto. O meu "Eu" se registra em minha redação pela organização, pela letra e pela lógica de meus pensamentos. Isto já é tema para uma tese de pós-gradução em linguística por sua importância na análise de redações dos vestibulandos; - Uma escrita legível, proporcional, nem dilatada nem apertada demais, bem limpa sem borrões, com uma velocidade rítmica regular (muitas vezes a turma começa a rabiscar e nada se entende no final), sem muitos ornamentos na letra, com uma pressão forte e segura e sem muita tensão; - Calma e atenção. Autocontrole e fidelidade ao tema; - Muito exercício e treino. Análise do texto e compreensão das estruturas gramaticais; - Determinação em suas exposições e opinião final; - Capacidade de coordenar suas ideias sem perder a facilidade de expressão; - Bastante leitura acerca do assunto e concentração no que vai ser redigido; - Prática de Redação Dissertativa (quanto mais cedo começar a escrever melhor sua integração de estilo que é pessoal e ninguém faz duas redações iguais exatamente pela capacidade dialética de reter informações expondo-as na memória e dispondo-as de maneiras diferentes dentro de sua forma de pensamento); - Cuidado com a ortografia e as acentuações; - Atualização dos fatos através de jornais e revistas; - Ser fiel ao que escreve e sentir segurança (como vocês dizem: "sentir firmeza"); - Conhecimento de suas estruturas e técnicas. Você já teve um despertar sobre este assunto! - Idéias bem delimitadas com opinião pessoal e bem objetiva (quando exigida) ou de acordo com a análise do texto proposto para afirmar ou negar sua opinião (seu pensamento escrito); - Seleção e ordenação da ideia central que fortalecerá as acessórias mantendo a unidade da redação; - Uma redação espontânea e natural que agrade os dois lados da comunicação (vestibulando/examinador) mostrando harmonia e simplicidade na forma estrutural-lógica, prezando pelas normas gramaticais (regências, concordâncias e análise sintática); - Uma estrutura com equilíbrio na exposição de ideias e regularidade de conjunto; - Não faça menos que o exigido e nem ultrapasse o máximo de linhas na dissertação da folha de Redação (Para isto você ganha uma folha de rascunho). Dissertar é: I. Expor um assunto, esclarecendo as verdades que o envolvem, discutindo a problemática que nele reside; II. Defender princípios, tomando decisões III. Analisar objetivamente um assunto através da sequência lógica de ideias; IV. Apresentar opiniões sobre um determinado assunto; V. Apresentar opiniões positivas e negativas, provando suas opiniões, citando fatos, razões, justificativas.
  • 3. Sendo a dissertação uma série concatenada de ideias, opiniões ou juízos, ela sempre será uma tomada de posição frente a um determinado assunto - queiramos ou não. Procurando convencer o leitor de alguma coisa, explicar a ele o nosso ponto de vista a respeito de um assunto, ou simplesmente interpretar um ideia, estaremos sempre explanando as nossa opiniões, retratando os nosso conhecimentos, revelando a nossa intimidade. É por esse motivo que se pode, em menor ou maior grau, mediar a cultura (vivência, leitura, inteligência...) de uma pessoa através da dissertação. Podemos contar um estória (narração) ou apontar características fundamentais de um ambiente (descrição) sem nos envolvermos diretamente. A dissertação ao contrário, revela quem somos, o que sentimos, o que pensamos. Nesse ponto, tenha-se o máximo de cuidado com o extremismo. Temos liberdade total de expor nossas opiniões numa dissertação e o examinador salvo raras exceções - sabe respeita-las. Tudo o que expusermos, todavia, principalmente no campo político e religioso, deve ser acompanhado de argumentações e provas fundamentais. Para fazer uma boa dissertação, exige-se: a) Conhecimentos do assunto (adquirido através da leitura, da observação de fatos, do diálogo, etc.); b) Reflexões sobre o tema, procurando descobrir boas ideias e conclusões acertadas (antes de escrever é necessários pensar); c) Planejamento: 1. Introdução: consiste na proposição do tema, da ideia principal, apresentada de modo a sugerir o desenvolvimento; 2. Desenvolvimento: consiste no desenvolvimento da matéria, isto é, discutir e avaliar as ideias em torno do assunto permitindo uma conclusão; 3. Conclusão: pode ser feita por uma síntese das ideias discutidas no desenvolvimento. É o resultado final. d) Registrar ideias fundamentais numa sequência (ESQUEMA) e) Acrescentar o que faltar, ou suprimir o que for supérfluo, desnecessário (RASCUNHO) f) Desenvolvimento do plano com clareza e correção, mantendo sempre fidelidade ao tema. COMO FAZER UMA DISSERTAÇÃO Certamente você já deu a sua opinião sobre um assunto qualquer. Numa roda de amigos ou até mesmo numa conversa ao telefone, constantemente queremos dizer o que pensamos, expor nossas idéias. Sempre que fazemos isso, estamos fazendo uma dissertação. Então podemos afirmar que DISSERTAR É EXPOR NOSSA OPINIÃO SOBRE DETERMINADO ASSUNTO. Dissertação Escrita Colocar uma opinião no papel é bem diferente de dizê-la a alguém. Ao escrevermos, não podemos usar alguns recursos que temos na fala como, por exemplo, gírias (já é, o cara, a mina, bolado), interjeições (argh!,putz!). Mas por que isso? Porque quando escrevemos, principalmente em redações, devemos ser mais formais para não atrapalhar o entendimento de quem vai ler. Uma pessoa mais idosa, por exemplo, pode não entender uma expressão como "já é" e interpretar tudo errado. Não imagine que o leitor entenda tudo que você escreve, portanto seja simples e formal (mas sem exageros) quando escrever uma DISSERTAÇÃO. Planejando o Texto Em uma prova, o tempo para escrever é muito curto, portanto, você deve, antes de tudo, planejar a sua redação. A primeira etapa é identificar o tema.
  • 4. Identificação do Tema Em alguns concursos, a banca fornece o tema através de pequenos textos-guias. Veja o exemplo: 01. (FUVEST - 1997) Redija uma dissertação em prosa, relacionando os três textos a seguir. Texto 1 Na prova de Redação dos vestibulares, talvez a verdadeira questão seja sempre a mesma: "Conseguirei?". Cada candidato aplica-se às reflexões e às frases na difícil tarefa de falar de um tema A proposto, com a preocupação em B - "Conseguirei?" - para convencer o leitor X. Texto 2 Ao escrever "Lutar sem palavras / é a luta mais vã. / Entanto lutamos / mal rompe a manhã", Carlos Drummond de Andrade já era um poeta maior da nossa língua. Texto 3 "É difícil defender, só com palavras, a vida". (João Cabral de Melo Neto) Neste exercício acima, está claro que o tema é "a dificuldade de se expressar através das palavras". Então, nesse caso, basta escrever falando sobre cada aspecto citado em cada um dos três textos. Não se pode copiá-los, apenas fale um pouco sobre o que cada texto diz. Tema Live Se o tema da redação for livre, isto é, se você tiver a opção de escolhê-lo, basta pensar algum assunto interessante e depois delimitar o tema. O que é "Delimitar o Tema"? Vamos supor que o tema que você escolheu seja "televisão". O que escrever? Há uma variedade enorme de aspectos: a televisão educativa, a televisão como entretenimento, o poder influenciador da televisão, a história da televisão, a televisão e a família, a televisão brasileira, etc. Bem você deve ter notado que cada tópico especifica um tema. Então basta escolher UM TEMA APENAS E FALAR SOMENTE DELE, esquecendo os demais Observação: veja que ao colocar a palavra verão ao lado de "a moda", eu delimitei o tema, ou seja, eu não vou mais falar sobre o mundo da moda e sim, somente da moda que é usada no verão. Leia mais em: http://www.redijamelhor.blogspot.com Estrutura da Dissertação É uma modalidade de composição que visa análisar, ou comentar expositivamente conceitos ou ideias sobre um determinado assunto. Pode apresentar-se de formaexpositiva ou argumentativa. Possui uma natureza reflexiva que consiste na ordenação dessas ideias a respeito de um determinado assunto contido em um uma frase-tema, um conjunto de textos verbais, não-verbais, ou até mesmo uma mescla de textos.
  • 5. Dissertar é debater. Para discutirmos questões dos variados assuntos que a sociedade nos apresenta precisamos da Dissertação. Aquele que desenvolve uma dissertação é comumente denominado de Enunciador de ideias. Como enunciadores somos nós que desenvolvemos o texto dissertativo sem usar primeira pessoa, expressando o nosso ponto de vista para desenvolvê-lo com concisão e clareza. Essas ideias fundamentam nossa posição. É por isso que toda dissertação deve ser desenvolvida em terceira pessoa. Estabelecer nos parágrafos do desenvolvimento as relações de causa e consequência, contribui para um texto correto e conciso. Frases curtas, linguagem direta apresenta um texto com estrutura organizada e lógicidade de ideias. A Estrutura do texto Dissertativo São três as partes básicas de uma redação: Introdução, Desenvolvimento e Conclusão. Isso necessariamente não quer dizer que uma dissertação tenha que ter três parágrafos. O mínimo de parágrafos lógicos seriam quatro e no máximo cinco, por se tratar de um texto para leitura rápida e concisa. Na Introdução de texto dissertativo encontramos a delimitação de um tema, através de frases chamadas de argumentos, ou ideias secundárias, de uma ideia central que conhecemos como assunto, o assunto do tema que amarrará os parágrafos do desenvolvimento - sugestão ou duas, ou no máximo três; No Desenvolvimento do texto dissertativo trabalharemos as frases ideias, ou argumentos observando a estrutura padrão de um parágrafo de desenvolvimento que apresentarei mais adiante, apresentando sua causa e consequência e exemplos sempre no fim parágrafo para mostrar harmonia; A Conclusão no texto dissertativo também uma estrutura padrão, chega de inventar, até para finalizar um texto devemos seguir regras. Seguindo-as o resultado final da redação será primoroso. Eis o Esquema Estrutural que poderá ajudá-lo a fazer sua dissertação: Acima temos um modelo para uma redação com cinco parágrafos, abaixo segue o desenvolvimento de uma redação a partir do seguinte tema: "ÁGUA, CULTURA E CIVILIZAÇÃO" No mundo moderno, incrivelmente globalizado, ocorre uma tendência a valorização do lucro em detrimento a fatores de grande importância para a sobrevivência humana. Pois, a falta de água potável no futuro trará consequências hediondas. Mas, há uma cultura que pode ser formada através da educação ambiental nas escolas para as nossas crianças e, além do mais, descaso de nossos governantes aponta para uma civilização em crise e em processo de autodestruição. Embora, o homem não tenha dado o valor devido à importância da água para sua subsistência. Estudiosos prevêem que daqui a 50 faltará água potável. Que ironia para o ser humano que vive em um planeta composto por 2/3 de água. Lembrando que 2% da água da terra é doce e o mais criminoso é que 5% dos 2% está
  • 6. poluída. Além da destruição de seu "habitat" natural, o aumento demográfico é absurdo, poluindo o que ainda resta, sem nenhuma ação governamental para conter esta realidade terrível e inevitável. Ainda com a falta de políticas públicas, contribuindo para esse descaso. Sem um processo de Educação Ambiental nada pode ser feito contra essa escassez. Preparar a cultura dos herdeiros da terra para essa mudança de postura, já entranhada dentro de nossos governantes que por não terem interesses políticos nada fazem, é essencial. Mesmo, diante dessas grandes civilizações que dominam o planeta, algumas que surgiram, ou tem como modelo, se organizarem perto dos grandes rios como vemos o Tigre, Eufrates, Amarelo, Nilo, Mississipi, Rio Grande, Amazonas e outros. Não foi mera coincidência, antes sim suas necessidades de vitalidade e de preservação de suas espécies. A água é vital para todos os seres vivos, é usada em rituais desde a antiguidade. Logo pode existir a humanidade sem seu líquido precioso que é a água. Assim, esse bem tão precioso, que para alguns pensadores da Grécia Antiga foi o princípio de tudo, só terá relevância, com preocupação no âmbito mundial, quando a catástrofe estiver pronta. Todos os dias os avisos são dados, com a natureza se rebelando, pó enquanto são os outros seres que estão entrando em extinção. Quando chegar a vez do bicho homem, só assim, ele irá se preocupar, mas já será tarde demais. Outros temas: 1. Prova de Redação do Enem 2006 2. Temas (Frases) "Quem decide pode errar: quem não decide já errou". "O outro nome da paz é justiça". "A capacidade de ouvir o adversário da à medida do amor a liberdade". Lembre-se que o Ponto de vista é a mágica da redação. É a primeira frase para iniciar a delimitação do tema. Aquela que vem em primeiro lugar na sua mente. Está presente em seu pensamento após ler qualquer texto. É a primeira ideia que você tem do assunto. Supondo que você fosse dissertar sobre um tema simples e comum que todos usam para explicar ponto de vista. "A TELEVISÃO". O que geralmente chamamos de ideias são pontos de visão do tema, que inseridos em uma frase servem como frase inicial. A primeira frase para iniciar o primeiro parágrafo O Ponto de Vista. O Ponto de Vista depende de sua capacidade de leitura e absorção de ideias, conhecimentos. Quanto mais informação você tem melhor para desenvolver e expor suas ideias na forma escrita. É por isso que eu sempre afirmei para meus alunos e agora na internet me permitam finalizar com a minha eterna frase.
  • 7. "Só se escreve sobre aquilo que se conhece. - Robson Moura‖ Produção de texto com base em esquemas Caríssimos, é possível (e bem mais tranquilo) desenvolver um texto dissertativo a partir da elaboração de esquemas. Por mais simples que lhes pareça, a redação elaborada a partir de esquema permite-lhes desenvolver o texto com sequência lógica, de acordo com os critérios exigidos no comando da questão (número de linhas, por exemplo), atendendo aos aspectos mencionados no espelho de avaliação. A professora Branca Granatic (Técnicas Básicas de Redação) oferece-nos a seguinte sugestão de esquema: Sugestão de Produção de Texto com Base em Esquemas Esquema Básico da Dissertação 1º parágrafo: TEMA + argumento 1 + argumento 2 + argumento 3 2° parágrafo :desenvolvimento do argumento 1 3° parágrafo: desenvolvimento do argumento 2 4° parágrafo: desenvolvimento do argumento 3 5° parágrafo: expressão inicial + reafirmação do tema + observação final. Exemplo: TEMA: Chegando ao terceiro milênio, o homem ainda não conseguiu resolver gravesproblemas que preocupam a todos. Por Quê? arg. 1: Existem populações imersas em completa miséria. arg. 2: A paz é interrompida frequentemente por conflitos internacionais. arg. 3: O meio ambiente encontra-se ameaçado por sério desequilíbrio ecológico. Texto definitivo Chegando ao terceiro milênio, o homem ainda não conseguiu resolver os graves problemas que preocupam a todos, pois existem populações imersas em completa miséria, a paz é interrompida frequentemente por conflitos internacionais e, além do mais, o meio ambiente encontra-se ameaçado por sério desequilíbrio ecológico. Embora o planeta disponha de riquezas incalculáveis – estas, mal distribuídas, quer entre Estados, quer entre indivíduos – encontramoslegiões de famintos em pontos específicos da Terra. Nos países do Terceiro Mundo, sobretudo em certas regiões da África, vemos com tristeza, a falência da solidariedade humana e da colaboração entre as nações. Além disso, nesta últimas décadas, temos assistido, com certa preocupação, aos conflitos internacionais que se sucedem. Muitos trazem na memória a triste lembrança das guerras do Vietnã e da Coréia, as quais provocaram grande extermínio. Em nossos dias, testemunhamos conflitos na antiga Iugoslávia, em alguns membros da Comunidade dos Estados Independentes, sem falar da Guerra do Golfo, que tanta apreensão nos causou. Outra preocupação constante é o desequilíbrio ecológico,provocado pela ambição desmedida de alguns, que promovem desmatamentos desordenados e poluem as águas dos rios. Tais atitudes contribuem para que o meio ambiente, em virtude de tantas agressões, acabe por se transformar em local inabitável.
  • 8. Em virtude dos fatos mencionados, somos levados a acreditar que o homem está muito longe de solucionar os graves problemas que afligem diretamente uma grande parcela da humanidade e indiretamente a qualquer pessoa consciente e solidária. É desejo de todos nós que algo seja feito no sentido de conter essas forças ameaçadoras, para podermos suportar as adversidades e construir um mundo que, por ser justo e pacífico, será mais facilmente habitado pelas gerações vindouras. Se vocês seguirem a orientação dada pelo esquema, desde o 1º parágrafo, verão que não há como se perder na redação, nem fazer a introdução maior que o desenvolvimento, já que a introdução apresenta, de forma embrionária, o que será desenvolvido no corpo do texto. E lembre-se de que a conclusão sempre retoma a ideia apresentada na introdução, reafirmando-a, apresentando propostas, soluções para o caso apresentado. Com essa noção clara, de estrutura de texto, também é possível melhorar o seu desempenho nas provas de compreensão e interpretação de textos. Critérios de Avaliação Roteiro seguido pelos professores na correção de textos nos vestibulares. I. A redação não pode fugir ao tema proposto. O conteúdo do texto precisa ter relação direta com o tema. Pode parecer uma regra óbvia, mas nem sempre ela é seguida. II. É avaliada a capacidade do aluno de organizar os argumentos que fundamentarão as conclusões do texto. No caso de um texto narrativo, leva-se em conta a habilidade do autor na construção de personagens. III. O uso da língua na forma como ela é escrita. Ou seja, é uma armadilha para o aluno o emprego de termos coloquiais, utilizados na fala e não em textos. Expressões coloquiais só são aceitas na reprodução de diálogos. Isso não significa que o texto tenha de ser empolado, de difícil entendimento. IV. A utilização correta dos recursos da língua. Em outras palavras, evitar erros gramaticais. "Tenha autoconfiança, você foi criado à imagem e semelhança de Deus!" Como fazer a introdução da dissertação? A INTRODUÇÃO Aristóteles já dizia: "A introdução é aquilo que não pede nada antes, mas que exige algo depois". E ele tinha razão, pois a introdução inicia o leitor no assunto. Diz o que o texto vai dizer. Então, já deu pra perceber que nas primeiras linhas, o leitor deve ser informado sobre o tema da redação. E mais: como essa tema será apresentado. Comece com frase bem atrativa, que chame a atenção de quem está lendo. Pode ser uma pergunta, uma declaração, uma exclamação. O importante é que esteja dentro do tema. Bem, mas como aqui a gente mata a cobra e mostra o pau, vamos dar um exemplo de introdução: O mundo anda carente de confiança. Em quem acreditar, em quem confiar? Antigamente a gente confiava mais nas pessoas. Hoje talvez sejamos mais espertos, criancinhas conhecem mundos e maldades que a gente só conhecia depois de casado...e olhe lá. Olhe que bela introdução de texto: logo na primeira frase, o autor já diz o tema da redação, que é a carência de confiança que o mundo está sofrendo. Depois ele reforça o tema com uma pergunta (em quem confiar?). Após isso, ele apresenta argumentos para provar o valor da declaração inicial: antigamente, confiávamos mais nas pessoas e as crianças estão conhecendo as maldades cada vez mais cedo. São esses argumentos que serão defendidos no desenvolvimento, um em cada parágrafo. Fácil, não? Vejamos outra introdução:
  • 9. Parece que agora o governo brasileiro quer ensinar aos governantes estrangeiros como sair da penúria. Do jeito que falam, dão a entender que o Brasil é um exemplo de administração pública e prosperidade, ao contrário dos outros países. Mas basta viajar para a Europa, por exemplo, para se ter uma opinião bem diferente da dos nossos dirigentes. Nessa introdução, o autor começa com uma frase inicial bem irônica e ela já contém o tema: o governo brasileiro quer ensinar aos estrangeiros a como sair de uma crise econômica. Depois, ele apresenta um argumento para explicar o que disse anteriormente e na última frase, ele demonstra que não concorda com a atitude dos governantes brasileiros e assim já nos mostra qual é o objetivo do texto. tema: o governo brasileiro delimitação do tema (tópico frasal): o governo brasileiro quer ensinar aos estrangeiros a como sair de uma crise. objetivo: mostrar que a realidade não é outra Vamos a outro exemplo: Desde que comecei a votar, sempre depositei minha confiança no Partido dos Trabalhadores. Demorou, mais Lula chegou lá. Foram oito anos de governo, continuados agora com Dilma, em quem também votei. Reconheço que houve muitos erros, muitos escândalos, mas nada muito diferente da época em que o PSDB estava no poder. O país avançou economicamente, mas a miséria continua. Agora me pergunto: vale a pena continuar acreditando no PT? Dessa vez, o autor foi esperto. Começou falando sobre os seus primeiros votos, analisando os candidatos que escolheu. Depois fez uma pergunta que instiga o leitor a continuar lendo. O desenvolvimento dessa introdução só tem um caminho: responder a essa pergunta. Acho essa uma das melhores formas de se introduzir um texto. O parágrafo-chave: 18 formas para você começar um texto Ao escrever seu primeiro parágrafo, você pode fazê-lo de forma criativa. Ele deve atrair a atenção do leitor. Por isso, evite os lugares-comuns como: atualmente, hoje em dia, desde épocas remotas, o mundo de hoje, a cada dia que passa, no mundo em que vivemos, na atualidade. Listamos aqui dezoito formas de começar um texto. Elas vão das mais simples as mais complexas. 1. Uma declaração (tema: liberação da maconha) É um grave erro a liberação da maconha. Provocará de imediato violenta elevação do consumo. O Estado perderá o precário controle que ainda exerce sobre as drogaspsicotrópicas e nossas instituições de recuperação de viciados não terão estrutura suficiente para atender à demanda. A declaração é a forma mais comum de começar um texto. Procure fazer uma declaração forte, capaz de surpreender o leitor. 2. Divisão (tema: exclusão social) Predominam ainda no Brasil duas convicções errôneas sobre o problema da exclusão social: a de que ela deve ser enfrentada apenas pelo poder público e a de que sua superação envolve muitos recursos e esforços extraordinários. Experiências relatadas nesta Folha mostram que o combate à marginalidade social em Nova Yorkv em contando com intensivos esforços do poder público e ampla participação da iniciativa privada.
  • 10. Ao dizer que há duas convicções errôneas, fica logo clara a direção que o parágrafo vai tomar. O autor terá de explicitá-lo na frase seguinte. 3.Definição (tema: o mito) O mito, entre os povos primitivos, é uma forma de se situar no mundo, isto é, de encontrar o seu lugar entre os demais seres da natureza. É um modo ingênuo, fantasioso, anterior a toda reflexão e não-crítico de estabelecer algumas verdades que não só explicam parte dos fenômenos naturais ou mesmo a construção cultural, mas que dão, também, as formas da ação humana. A definição é uma forma simples e muito usada em parágrafos-chave, sobretudo em textos dissertativos. Pode ocupar só a primeira frase ou todo o primeiro parágrafo. 4. Uma pergunta (tema: a saúde no Brasil) Será que é com novos impostos que a saúde melhorará no Brasil? Os contribuintes já estão cansados de tirar dinheiro do bolso para tapar um buraco que parece não ter fim. A cada ano, somos lesados por novos impostos para alimentar um sistema que só parece piorar. A pergunta não é respondida de imediato. Ela serve para despertar a atenção do leitor para o tema e será respondida ao longo da argumentação. 5. Comparação (tema: reforma agrária) O tema da reforma agrária está presente há bastante tempo nas discussões sobre os problemas mais graves que afetam o Brasil. Numa comparação entre o movimento pela abolição da escravidão no Brasil, no final do século passado e, atualmente, o movimento pela reforma agrária, podemos perceber algumas semelhanças. Como na época da abolição da escravidão existiam elementos favoráveis e contrários a ela, também hoje há os que são afavor e os que são contra a implantação da reforma agrária. Para introduzir o tema da reforma agrária, o autor comparou a sociedade de hoje com a do final do século XIX, mostrando a semelhança de comportamento entre elas. 6. Oposição (tema: a educação no Brasil) De um lado, professores mal pagos, desestimulados, esquecidos pelo governo. De outro, gastos excessivos com computadores, antenas parabólicas, aparelhos de videocassete. É este o paradoxo que vive hoje a educação no Brasil. As duas primeiras frases criam uma oposição (de um lado / de outro) que estabelecerá o rumo da argumentação. Também se pode criar uma oposição dentro da frase, como neste exemplo: Vários motivos me levaram a este livro. Dois se destacam pelo grau de envolvimento: raiva e esperança. Explico-me: raiva por ver o quanto a cultura ainda é vista como artigo supérfluo em nossa terra; esperança por observar quantos movimentos culturais têm acontecido em nossa história, e quase sempre como forma de resistência e/ou transformações.(...) O autor estabelece a oposição e logo depois explica os termos que a compõem.
  • 11. 7. Alusão histórica (tema: globalização) Após a queda do muro de Berlim, acabaram-se os antagonismos lesteoeste e o mundo parece ter aberto de vez as portas para a globalização. As fronteiras foram derrubadas e a economia entrou em rota acelerada de competição. O conhecimento dos principais fatos históricos ajuda a iniciar um texto. O leitor é situado no tempo e pode ter uma melhor dimensão do problema. 8. Uma frase nominal seguida de explicação (tema: a educação no Brasil) Uma tragédia. Essa é a conclusão da própria Secretaria de Avaliação e Informação Educacional do Ministério da Educação e Cultura sobre o desempenho dos alunos do 3º ano do 2º grau submetidos ao Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica), que ainda avaliou estudantes em todas as regiões do território nacional. A palavra tragédia é explicada logo depois, retomada por essa é a conclusão. 9. Adjetivação (tema: a educação no Brasil) Equivocada e pouco racional. Esta é a verdadeira adjetivação para a política educacional do governo. A adjetivação inicial será a base para desenvolver o tema. O autor dirá, nos parágrafos seguintes, por que acha a política educacional do governo equivocada e pouco racional. 10. Citação (tema: política demográfica) "As pessoas chegam ao ponto de uma criança morrer e os pais não chorarem mais, trazerem a criança, jogarem num bolo de mortos, virarem as costas e irem embora". O comentário do fotógrafo Sebastião Salgado, falando sobre o que viu em Ruanda, é um acicate no estado de letargia ética que domina algumas nações do Primeiro Mundo. A citação inicial facilita a continuidade do texto, pois ela é retomada pela palavra comentárioda segunda frase. 11. Citação de forma indireta (tema: consumismo) Para Marx a religião é o ópio do povo Raymond Aron deu o troco: o marxismo é o ópio dos intelectuais. Mas nos Estados Unidos o ópio do povo é mesmo ir às compras. Como as modas americanas são contagiosas, é bom ver de que se trata. Esse recurso deve ser usado quando não sabemos textualmente a citação. É melhor citar de forma indireta que de forma errada 12. Exposição de ponto de vista (tema: o provão) O ministro da Educação se esforça para convencer de que o provão é fundamental para a melhoria da qualidade do ensino superior. Para isso, vem ocupando generosos espaços na mídia e fazendo milionária campanha publicitária, ensinando como gastar mal o dinheiro que deveria ser investido na educação Ao começar o texto com a opinião contrária, delineia-se, de imediato, qual a posição dos autores. Seu objetivo será refutar os argumentos do opositor, numa espécie de contra-argumentação.
  • 12. 13. Retomada de um provérbio (tema: mídia e tecnologia) O corriqueiro adágio de que o pior cego é o que não quer ver se aplica com perfeição na análise sobre o atual estágio da mídia: desconhecer ou tentar ignorar os incríveis avanços tecnológicos de nossos dias, e supor que eles não terão reflexos profundos no futuro dos jornais é simplesmente impossível. Sempre que você usar esse recurso, não escreva o provérbio simplesmente. Faça um comentário sobre ele para quebrar a ideia de lugar-comum que todos eles trazem. No exemplo acima, o autor diz "o corriqueiro adágio" e assim demonstra que está consciente de que está partindo de algo por demais conhecido. 14. Ilustração (tema: aborto) O Jornal do Comércio, de Manaus, publicou um anúncio em que uma jovem de dezoito anos, já mãe de duas filhas, dizia estar grávida mas não queria a criança. Ela a entregaria a quem se dispusesse a pagar sua ligação de trompas. Preferia dar o filho a ter que fazer um aborto. O tema é tabu no Brasil.(...) Você pode começar narrando uma fato para ilustrar o tema. Veja que a coesão do parágrafo seguinte se faz de forma fácil; a palavra tema retoma a questão que vai ser discutida. 15. Uma sequência de frases nominais (frases sem verbo) (tema: a impunidade no Brasil) Desabamento de shopping em Osasco. Morte de velhinhos numa clínica do Rio. Meia centena de mortes numa clínica de hemodiálise em Caruaru. Chacina de sem-terra em Eldorado dos Carajás. Muitos meses já se passaram e esses fatos continuam impunes. O que se deve observar nesse tipo de introdução são os paralelismos que dão equilíbrio às diversas frases nominais. A estrutura de cada frase deve ser semelhante. 16. Alusão a um romance, um conto, um poema, um filme (tema: a intolerância) Quem assistiu ao filme A rainha Margot, com a deslumbrante Isabelle Adjani, ainda deve ter os fatos vivos na memória. Na madrugada de 24 de agosto de 1572, as tropas do rei de França, sob ordens de Catarina de Médicis, a rainha-mãe e verdadeira governante, desencadearam uma das mais tenebrosas carnificinas da História.(...) Desse horror a História do Brasil está praticamente livre(...) O resumo do filme A rainha Margot serve de introdução para desenvolver o tema da intolerância religiosa. A coesão com o segundo parágrafo dá-se através da palavra horror, que sintetiza o enredo do filme contado no parágrafo inicial. 17. Descrição de um fato de forma cinematográfica (tema: violência urbana) Madrugada de 11 de agosto. Moema, bairro paulistano de classe média. Choperia Bodega - um bar da moda, frequentado por jovens bem-nascidos. Um assalto. Cinco ladrões. Todos truculentos. Duas pessoas mortas: Adriana Ciola, 23, e José Renato Tahan, 25. Ela, estudante. Ele, dentista.
  • 13. O parágrafo é desenvolvido por flashes, o que dá agilidade ao texto e prende a atenção do leitor. Depois desses dois parágrafos, o autor fala da origem do movimento "Reage São Paulo". 18. Omissão de dados identificadores (tema: ética) Mas o que significa, afinal, esta palavra, que virou bandeira da juventude? Com certeza não é algo que se refira somente à política ou às grandes decisões do Brasil e do mundo. Segundo Tarcísio Padilha, ética é um estudo filosófico da ação e da conduta humanas cujos valores provêm da própria natureza do homem e se adaptam às mudanças da história e dasociedade. Caríssimos, dependendo do tema que será abordado, há algumas sugestões bem interessantes que podem ser aproveitadas. Há que se verificar a natureza do concurso, as características da instituição promotora, para produzir o seu texto. As duas primeiras frases criam no leitor certa expectativa em relação ao tema que se mantém em suspenso até a terceira frase. Pode-se também construir todo o primeiro parágrafo omitindo o tema, esclarecendo-o apenas no parágrafo seguinte. Como construir um texto dissertativo Procedimentos Básicos 01. Interpretação do tema Devemos interpretar cuidadosamente o tema proposto, pois a fuga total a este implica zerar a prova de redação; 02. Levantamento de ideias A melhor maneira de levantar ideias sobre o tema é a auto-indagação; 03. Construção do rascunho Construa o rascunho sem se preocupar com a forma. Priorize, nesta etapa, o conteúdo; 04. Pequeno intervalo Suspenda a atividade redacional por alguns instantes e ocupe-se com outras provas, para que possa desviar um pouco a atenção do texto; evitando, assim, que determinados erros passem despercebidos; 05. Revisão e acabamento Faça uma cuidadosa revisão do rascunho e as devidas correções; 06. Versão definitiva Agora passe a limpo para a versão definitiva, com calma e muito cuidado! 07. Elaboração do título O título deve ser urna frase curta condizente com a essência do tema. Orientação para Elaborar uma Dissertação
  • 14. Seu texto deve apresentar tese, desenvolvimento (exposição/argumentação) e conclusão. Não se inclua na redação, não cite fatos de sua vida particular, nem utilize o ainda na 1ª pessoa do plural. Seu texto pode ser expositivo ou argumentativo (ou ainda expositivo e argumentativo). As ideias- núcleo devem ser bem desenvolvidas, bem fundamentadas. Redija na 1ª pessoa do singular ou do plural, ou fundamentadas. Evite que seu texto expositivo ou argumentativo seja urna sequência de afirmações vagas, sem justificativa, evidências ou exemplificação.. Atente para as expressões vagas ou significado amplo e sua adequada contextualização. Ex.: conceitos como ―certo‖, ―errado‖, ―democracia‖, ―justiça‖, ―liberdade‖, ―felicidade‖ etc. Evite expressões como ―belo‖, ―bom‖, ―mau‖, ―incrível‖, ―péssimo‖, ―triste‖,―pobre‖, ―rico‖ etc.; são juízos de valor sem carga informativa, imprecisos e subjetivos. Fuja do lugar-comum, frases feitas e expressões cristalizadas: ―a pureza das crianças‖, ―a sabedoria dos velhos‖. A palavra ―coisa‖, gírias e vícios da linguagem oral devem ser evitados, bem como o uso de ―etc.‖ e as abreviações. Não se usam entre aspas palavras estrangeiras com correspondência na língua portuguesa: hippie, status, dark, punk, laser, chips etc. Não construa frases embromatórias. Verifique se as palavras empregadas são fundamentais e informativas. Observe se não há repetição de ideias, falta de clareza, construções sem nexo (conjunções mal empregadas), falta de concatenação de ideias nas frases e nos parágrafos entre si, divagação ou fuga ao tema proposto. Caso você tenha feito uma pergunta na tese ou no corpo do texto, verifique se a argumentação responde à pergunta. Se você eventualmente encerrar o texto com uma interrogação, esta pode estar corretamente empregada desde que a argumentação responda à questão. Se o texto for vago, a interrogação será retórica e vazia. Verifique se os argumentos são convincentes: fatos notórios ou históricos, conhecimentos geográficos, cifras aproximadas, pesquisas e informações adquiridas através de leituras e fontes culturais diversas. Se considerarmos que a redação apresenta entre 20 e 30 linhas, cada parágrafo pode ser desenvolvido entre 3 e 6 linhas. Você deve ser flexível nesse número, em razão do tamanho da letra ou da continuidade de raciocínio elaborado. Observe no seu texto os parágrafos prolixos ou muito curtos, bem corno os períodos muito fragmentados, que resultam numa construção primária. Seguem alguns modelos TEMA: ―DENÚNCIAS, ESCÂNDALOS, CASOS ILÍCITOS NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, CORRUPÇÃO E IMPUNIDADE... ISSO É O QUE OCORRE NO BRASIL HOJE.‖ Uma nova ordem Nunca foi tão importante no País uma cruzada pela moralidade. As denúncias que se sucedem, os escândalos que se multiplicam, os casos ilícitos que ocorrem em diversos níveis da administração pública exibem, de forma veemente, a profunda crise moral por que passa o País. O povo se afasta cada vez mais dos políticos, como se estes fossem símbolos de todos os males. As instituições normativas, que fundamentam o sistema democrático, caem em descrédito. Os governantes, eleitos pela expressão do voto, também engrossam a caldeira da descrença e, frágeis, acabam comprometendo seus programas de gestão. Para complicar, ainda estamos no meio de uma recessão que tem jogado milhares de trabalhadores na rua, ampliando os bolsões de insatisfação e amargura.
  • 15. Não é de estranhar que parcelas imensas do eleitorado, em protesto contra o que vêem e sentem, procurem manifestar sua posição com o voto nulo, a abstenção ou o voto em branco. Convenhamos, nenhuma democracia floresce dessa maneira. A atitude de inércia e apatia dos homens que têm responsabilidade pública os condenará ao castigo da história. É possível fazer-se algo, de imediato, que possa acender uma pequena chama de esperança. O Brasil dos grandes valores, das grandes ideias, da fé e da crença, da esperança e do futuro necessita, urgentemente da ação solidária, tanto das autoridades quanto do cidadão comum, para instaurar uma nova ordem na ética e na moral. Carlos Apolinário, adaptado Comentário: O primeiro parágrafo constitui a introdução do texto (tese). Os parágrafos segundo, terceiro e quarto constituem o desenvolvimento (argumentação — exemplificação com análise e crítica). O último parágrafo é a conclusão (perspectiva de solução). TEMA: Tudo vale a pena Se a alma não é pequena (Fernando Pessoa) Sonhar é preciso ―Nós somos do tamanho dos nossos sonhos. Há, em cada ser humano, um sebastianista louco, vislumbrando o Quinto Império; um navegador ancorado no cais, a idealizar ‗mares nunca dantes navegados‘; e um obscuro D. Quixote de alma grande que, mesmo amesquinhado pelo atrito da hora áspera do presente, investe contra seus inimigos intemporais: o derrotismo, a indiferença e o tédio. Sufocado pelo peso de todos os determinismos e pela dura rotina do pão-nosso-de-cada-dia, há em cada homem um sentido épico da existência, que se recusa a morrer, mesmo banalizado, manipulado pelos veículos de massa e domesticado pela vida moderna. É preciso agora resgatar esse idealista que ocultamente somos, mesmo que D. Sebastião não volte, ainda que nossos barcos não cheguem a parte alguma, apesar de não existirem sequer moinhos de vento. Senão teremos matado definitivamente o santo e o louco que são o melhor de nós mesmos; senão teremos abdicado dos sonhos da infância e do fogo da juventude; senão teremos demitido nossas esperanças. O homem livre num universo sem fronteiras. O nordeste brasileiro verde e pequenos nordestinos, ri sonhos e saudáveis, soletrando o abecedário. Um passeio a pé pela cidade calma. Pequenos judeus, árabes e cristãos, brincando de roda em Beirute ou na Palestina. E os vestibulandos, todos, de um país chamado Brasil, convocados a darem o melhor de si no curso superior que escolheram. Utopias? Talvez sonhos irrealizáveis de algum poeta menor, mas convicto de que nada vale a pena, se a alma é mesquinha e pequena.‖ Comentário:
  • 16. A introdução encontra-se no 1° parágrafo, que faz uma espécie de síntese do texto, funcionando como uma espécie de índice das ideias e elementos que aparecerão no desenvolvimento (sebastianista, o navegador, o D. Quixote). O desenvolvimento está nos cinco parágrafos seguintes, que retomam e explicam cada uma das ideias e elementos apresentados no inicio. A conclusão realiza-se no último parágrafo, reafirmando a tese de que somos do tamanho de nossos sonhos e de nossas lutas por nossos ideais, sem os quais a alma seria mesquinha e pequena (e a vida não valeria a pena). TEMA: ―À busca do Brasil de nossos sonhos, travar-se-á uma longa jornada.‖ Em busca do Brasil de nossos sonhos Utopia, talvez seja este o termo que resuma os anseios de um povo que, há mais de quatro séculos, alimenta esperanças de ver seu país constituir-se em um Estado forte e humanitário. Transformações drásticas e rápidas não correspondem ao caminho a se seguir que será árduo e penoso, entretanto os júbilos alcançados serão tão doces e temos que terão valido cada gota de sangue e suor derramado. Muitos são os problemas (corrupção, injustiça, desigualdades...) e suas soluções existem, só não fazem parte do plano político-econômico e social a ser seguido, pois este não há. Generalizar chega a ser infantil e prematuro, mas atualmente não se tem tido conhecimento sobre uma reforma concreta e séria que vise à melhoria de vida da população e que não esteja ―engavetada‖, ainda em ―processo de viabilização‖, tal como as reformas agrária e tributária, por exemplo. A justiça no Brasil, além de paradoxal, vem a ser ilusória. Diversidade de solos, climas, costumes, gente, vários povos misturados em um só, tantos méritos e nenhuma vitória que não tenha sido mais do que temporária. O amor à pátria a cada dia fica mais frágil quando deveria se fortalecer, então o que fazer? Lutar, não travando guerras ou impondo violência. Reivindicar direitos e estipular deveres requer sabedoria, a liberdade de expressão foi conquistada com muito esforço e perseverança por brasileiros que queriam gritar e não se calar diante da destruição lenta e contínua de seu país. Valorizas o nosso e melhorar o Brasil depende não da vontade de cada um, isoladamente, mas sim do desejo de todos, afinal são mais de cento e trinta milhões de pessoas com interesses diversos ocupando um mesmo país, e muitas querem vê-lo progredir, no entanto como isso será possível? Optando por um nacionalismo extremado? Talvez. Para haver mudanças é preciso que se queira mudar, um Estado politicamente organizado, quem sabe, este Estado: o Brasil. Tatiana R. Batista Como melhorar o Brasil ―E nas terras copiosas, que lhes denegavam as promessas visionadas, goravam seus sonhos de redenção‖. Com estas palavras José Américo de Almeida, em seu livro ―A Bagaceira‖, conseguiu caracterizar um Brasil que, há quinhentos anos, mantém-se o mesmo: injusto e desigual. Fome e miséria em meio à fartura e pujança, descontentamento e inércia presentes em um mesmo povo. Tantas contradições advêm de um processo histórico embasado em inserir o Brasil no contexto sócio- econômico mundial como um Estado dependente economicamente, subdesenvolvido tecnologicamente, sendo
  • 17. por isso frágil perante a soberania de um sem-número de países que desde sempre deteve o controle supremo de o quê, e como tudo deve ser direcionado. De colônia à república, sendo monarquia ou não, a aristocracia se mantém presente, forte e imponente, segura habilidosamente ―as rédeas‖ deste ―carro desgovernado‖ chamado, anteriormente, de Terra brasilis. É estranho pensar que um vasto território, em que se afirma vigorar o ―governo de todos e para todos‖ pertença na realidade a um restrito grupo que não deseja alterações de qualquer tipo, por considerar a atual situação do Brasil ideal. O ideal seria desconsiderar tais argumentos, sendo estes inválidos e inadmissíveis, uma vez que altos níveis de desemprego, corrupção, carência nos diversos setores públicos..., não correspondem ao que se espera para haver uma elevação no padrão de desenvolvimento de um país. A globalização, tão comentada em todo o mundo, só ratifica ainda mais um processo que, aos olhos de todos, parece inevitável: a colonização do mundo, a preponderância de uns poucos Estados politicamente organizados sobre o resto do planeta. O Brasil virando colônia, principalmente, dos Estados Unidos da América. A submissão completa. Deste ponto de vista (que pode ser o único), a situação se apresenta de forma grave. Alarmante, porém é a falta de soluções. Pior, talvez seja a falta de interesse em mudanças. Já foram privatizadas a (Companhia Vale do Rio Doce, a Siderúrgica Nacional, logo em breve a Petrobrás e o Banco do Brasil, símbolos da soberania nacional. Vivemos em um mesmo espaço o qual cada vez mais deixa de nos pertencer, estamos enfraquecidos, o nacionalismo se enfraquece se a nação única deixa de existir. Não se pode afirmar que uma atitude revolucionária seja o melhor caminho ou o caminho certo, no entanto a passividade neurastênica da população jamais resolverá nada. O exercício da cidadania é necessária para implantar a verdadeira cidadania. Consciência política e senso de justiça o pior obstáculo a ser contornado é a alienação, consequência da ignorância que cerca a maior parte da população, sem acesso à cultura. O primeiro passo já foi dado: conhecer os problemas e, mesmo que superficialmente, pensar a respeito. Ufanismo, utopia, sonho, perseverança e luta. A coragem precisa de esperança, o homem precisa de ambas para sobreviver e lutar. Se o povo brasileiro é naturalmente corajoso, lutemos agora para seguir em frente e firmar este país como soberano e forte que é. Tatiana R. Batista A corrupção no Brasil Durante todo o processo de formação cultural do povo brasileiro, o trabalho nunca foi considerado uma atividade digna, a riqueza, mesmo ilícita era a grande nobreza e a comprovação da superioridade. No período colonial, o trabalho para o português recém-chegado toma-se um ato ignóbil, explorar o bugre e o negro é a maneira de se viver numa terra nova, onde a ―esperteza‖ de sempre tirar lucros e ganhar, mesmo através da trapaça, é considerada uma virtude. No império e na república oligárquica, a história se repete e sempre está a favor de uma aristocracia, que desrespeita a condição humana, com suas atitudes nepóticas e de extrema fraternalidade entre os iguais mineiros e paulistas. Nos períodos seguintes, a rede de corruptos se mostra e toma contorno urbanos, onde a população adquire maior intelectualidade e passa a exigir um maior respeito e que pelo menos se disfarcem os roubos contra nossa população de miseráveis e condicionados.
  • 18. Já cansada pelos quinhentos anos de ―falcatruas‖ justificadas e pela explosão de novas ―bombas‖, a cada dia a população apercebe-se. em fim, do maquiavelismo político e rejeita as soluções prontas e maternais da pátria mãe gentil. Esperamos que, nos próximos anos, a política brasileira tome-se mais séria, rejeite o dito maquiavélico e trate o trabalho como um meio de ascensão e de dignificação do homem e não como um ato oprobriante. Tiago Barbosa Como Escrever Bem uma Redação A. Introdução (início, começo) Podemos começar uma redação fazendo uma afirmação, uma declaração, uma descrição, uma pergunta, e de muitas outras maneiras. O que se deve guardar é que uma introdução serve para lançar o assunto, delimitar o assunto, chamar a atenção do leitor para o assunto que vamos desenvolver. Uma introdução não deve ser muito longa para não desmotivar o leitor. Se a redação dever ter trinta linhas, aconselha-se a que o aluno use de quatro a seis para a parte introdutória. Defeitos a evitar I. Iniciar uma ideia geral, mas que não se relaciona com a segunda parte da redação. II. Iniciar com digressões (o início dever ser curto). III. Iniciar com as mesmas palavras do título. IV. Iniciar aproveitando o título, com se este fosse um elemento d primeira frase. V. Iniciar com chavões Exemplos: - Desde os primórdios da Antiguidade... - Não é fácil a respeito de... - Bem, eu acho que... - Um dos problemas mais discutidos na atualidade... B. Desenvolvimento (meio, corpo) A parte substancial e decisória de uma redação é o seu desenvolvimento. É nela que o aluno tem a oportunidade de colocar um conteúdo razoável, lógico. Se o desenvolvimento da redação é sua parte mais importante, deverá ocupar o maior número de linhas. Supondo-se uma redação de trinta linhas, a redação deverá destinar de catorze (14) a dezoito (18) linhas para o corpo ou desenvolvimento da mesma. Defeitos a evitar I. Pormenores, divagações, repetições, exemplos excessivos de tal sorte a não sobrar espaço para a conclusão. C. Conclusão (fecho, final) Assim como a introdução, o fim deverá ocupar uma pequena parte do texto. Se a redação está planejada para trinta linhas, a parte da conclusão deve ter quatro a seis linhas.
  • 19. Na conclusão, nossas ideias propõem uma solução. O ponto de vista do escritor, apesar de ter aparecido nas outras partes, adquire maior destaque na conclusão. Se alguém introduz um assunto, desenvolve-o brilhantemente, mas não coloca uma conclusão: o leitor sentir- se-á perdido, estupefato. Defeitos I. Não finalizar (é o principal defeito) II. Avisar que vai concluir, utilizando expressões como "Em resumo" ou "Concluindo"