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FEBRE AFTOSA
Febre Aftosa
• febre aftosa (FA, nome em latim Aphtae
epizooticae) é uma doença viral altamente
contagiosa que afecta animais biungulados, ou
seja, animais que possuem dois dedos. Os
mais afectados são bovinos de leite.
Dá-se em todas as idades, independente de
sexo, raça, clima, etc. porém há diferenças de
suscetividade de espécie.
cont
• . O vírus da Aftosa é um picornarvirus do género Aphthovirus.
Pelo menos 7 tipos imunologicamente distintos do vírus da
aftosa foram identificados: A, O, C,SAT1, SAT2,
• SAT3 e ASIA1. Dentro destes sete tipos pelo menos 60
subtipos foram identificados. O vírus
• é rapidamente inactivado pelo ph alto ou baixo, pela luz solar
e por temperaturas muito elevadas, porem é muito resistente
as condições ambientas normais e ao ressecamento. O
hidróxido de sódio, carbonato de sódio ou ácido acético são
desinfectantes efectivos, porém muitos desinfectantes
comuns são ineficazes (SMITH, 2006).
• Não há transmissores de aftosa, o vírus é vinculado pelo ar,
pela água e alimentos, apesar de ser sensível ao calor e a luz.
Prejuízos Causados
• A gravidade da aftosa não decorre das mortes que
ocasiona, mas principalmente dos prejuízos
económicos, atingindo todos os pecuaristas, desde os
pequenos até os grandes produtores.
• Causa em consequência da febre são:
• Perda de apetite;
• Quebra da produção leiteira;
• Perda de peso;
• Crescimento retardado; e
• Menor eficiência reprodutiva.
• Pode levar à morte, principalmente os animais jovens.
Transmissão
• A febre aftosa é uma doença extremamente
infecciosa. O Vírus se isola em grandes
concentrações no líquido das vesículas que se
formam na mucosa da língua e nos tecidos
moles em torno das unhas. O sangue contém
grandes quantidades de vírus durante as fases
iniciais da enfermidade, quando o animal é
muito contagioso.
cont
• Quando as vesículas arrebentam, o vírus passa
à saliva e com a baba infecta os alojamentos,
os pastos e as estradas onde passa o animal
doente. Resiste durante meses em carcaças
congeladas, principalmente na medula óssea.
Dura muito tempo na erva dos pastos e na
forragem ensilada. Persiste por tempo
prolongado na farinha de ossos, nos couros e
nos fardos de feno.
cont
• Outras vezes o contágio é indirecto e nesse
caso, o vírus é transportado através de
alimentos, água, ar e pássaros. Também as
pessoas que cuidam dos animais doentes
levam em suas mãos, na roupa ou nos
calçados, o vírus, o qual é capaz de
contaminar animais sadios. Nos animais
infectados naturalmente, o período de
incubação, varia de dezoito horas e três
semanas.
Sintomas
• A elevação da temperatura e a diminuição do
apetite são os primeiros indícios da infecção.
O vírus ataca a boca, língua, estômago,
intestinos, pele em torno das unhas e na
coroa. No inicio, febre com papulas que se
transformam em pústulas, em vesículas, que
se rompem e dão aftas na língua, lábios,
gengivas e entre os cascos, o animal baba
muito e tem dificuldade de se alimentar.
cont
• Devido às lesões entre os cascos, o animal tem
dificuldade de se locomover. Nos dois primeiros
dias a infecção progride pelo sangue produzindo
febre, depois aparecem as vesículas na boca e no
pé. Também surgem nas tetas.
• O animal mastiga produzindo ruído caracterizado,
ao abrir a boca, chamado "beijo da aftosa".
• Nos ovinos e caprinos, as lesões das patas são
características, enquanto que as da boca podem
ser pequenas e passarem desapercebidas.
•
Cont
• . Os surtos de aftosa surgem repentinamente e
com muita frequência, todos os animais
susceptíveis do rebanho apresentam os sintomas
praticamente ao mesmo tempo. A intensidade da
doença é muito variável. Na forma leve, as perdas
podem alcançar uns 3%, enquanto que nas graves
alcançam 30 a 50%, porém, em média, a
mortalidade é baixa nos adultos e elevada nos
jovens, principalmente os em aleitamento,
porque as mães não os deixam mamar.
Profilaxia e cuidados
• Vacinação regular do gado de 6 em 6 meses a
partir do 3º mês de idade ou quando o
Médico Veterinário recomendar.
• Os animais que receberam a primeira dose de
vacina, deverão ser revacinados 90 dias após a
primeira vacinação.
• Suspeitando da existência da doença em sua
propriedade ou na de vizinhos, avise
imediatamente o Médico Veterinário.
Cont
• Confirmada a doença, isole os animais doentes,
proíba a entrada e saída de veículos, pessoas e
animais, instale pedilúvios com desinfectantes e
siga as orientações do Médico Veterinário.
• Quando comprar animais, exija que os mesmos
estejam vacinados.
• Só faça o transporte com atestado de vacinação.
• As vacas prenhes devem ser vacinadas a fim de
que elas possam proteger o bezerro através do
colostro.
Cont
• A vacinação não causa aborto nos animais.
Cuidados especiais devem ser tomados no
manejo das vacas prenhes, pois é o mau manejo
que poderá causar aborto e nunca a vacina.
• Exija sempre que o revendedor acondicione bem
e faça o transporte correcto das vacinas.
• Animais vindos de outras propriedades devem
ser isolados, vacinados e observados por um
período mínimo de 15 dias, antes de serem
misturados com os outros animais da
propriedade.
Cont
• É muito importante o pecuarista conhecer bem a
Febre Aftosa, para que ao aparecer a doença em
animais de seu rebanho, ele esteja capacitado
para adoptar medidas sanitárias, visando ao seu
controle.
• Siga correctamente as orientações do Médico
Veterinário. É importante o contacto frequente
com o Médico Veterinário, o qual estará sempre
pronto a prestar os esclarecimentos necessários.
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Febre aftose

  • 2. Febre Aftosa • febre aftosa (FA, nome em latim Aphtae epizooticae) é uma doença viral altamente contagiosa que afecta animais biungulados, ou seja, animais que possuem dois dedos. Os mais afectados são bovinos de leite. Dá-se em todas as idades, independente de sexo, raça, clima, etc. porém há diferenças de suscetividade de espécie.
  • 3. cont • . O vírus da Aftosa é um picornarvirus do género Aphthovirus. Pelo menos 7 tipos imunologicamente distintos do vírus da aftosa foram identificados: A, O, C,SAT1, SAT2, • SAT3 e ASIA1. Dentro destes sete tipos pelo menos 60 subtipos foram identificados. O vírus • é rapidamente inactivado pelo ph alto ou baixo, pela luz solar e por temperaturas muito elevadas, porem é muito resistente as condições ambientas normais e ao ressecamento. O hidróxido de sódio, carbonato de sódio ou ácido acético são desinfectantes efectivos, porém muitos desinfectantes comuns são ineficazes (SMITH, 2006). • Não há transmissores de aftosa, o vírus é vinculado pelo ar, pela água e alimentos, apesar de ser sensível ao calor e a luz.
  • 4. Prejuízos Causados • A gravidade da aftosa não decorre das mortes que ocasiona, mas principalmente dos prejuízos económicos, atingindo todos os pecuaristas, desde os pequenos até os grandes produtores. • Causa em consequência da febre são: • Perda de apetite; • Quebra da produção leiteira; • Perda de peso; • Crescimento retardado; e • Menor eficiência reprodutiva. • Pode levar à morte, principalmente os animais jovens.
  • 5. Transmissão • A febre aftosa é uma doença extremamente infecciosa. O Vírus se isola em grandes concentrações no líquido das vesículas que se formam na mucosa da língua e nos tecidos moles em torno das unhas. O sangue contém grandes quantidades de vírus durante as fases iniciais da enfermidade, quando o animal é muito contagioso.
  • 6. cont • Quando as vesículas arrebentam, o vírus passa à saliva e com a baba infecta os alojamentos, os pastos e as estradas onde passa o animal doente. Resiste durante meses em carcaças congeladas, principalmente na medula óssea. Dura muito tempo na erva dos pastos e na forragem ensilada. Persiste por tempo prolongado na farinha de ossos, nos couros e nos fardos de feno.
  • 7. cont • Outras vezes o contágio é indirecto e nesse caso, o vírus é transportado através de alimentos, água, ar e pássaros. Também as pessoas que cuidam dos animais doentes levam em suas mãos, na roupa ou nos calçados, o vírus, o qual é capaz de contaminar animais sadios. Nos animais infectados naturalmente, o período de incubação, varia de dezoito horas e três semanas.
  • 8. Sintomas • A elevação da temperatura e a diminuição do apetite são os primeiros indícios da infecção. O vírus ataca a boca, língua, estômago, intestinos, pele em torno das unhas e na coroa. No inicio, febre com papulas que se transformam em pústulas, em vesículas, que se rompem e dão aftas na língua, lábios, gengivas e entre os cascos, o animal baba muito e tem dificuldade de se alimentar.
  • 9. cont • Devido às lesões entre os cascos, o animal tem dificuldade de se locomover. Nos dois primeiros dias a infecção progride pelo sangue produzindo febre, depois aparecem as vesículas na boca e no pé. Também surgem nas tetas. • O animal mastiga produzindo ruído caracterizado, ao abrir a boca, chamado "beijo da aftosa". • Nos ovinos e caprinos, as lesões das patas são características, enquanto que as da boca podem ser pequenas e passarem desapercebidas. •
  • 10. Cont • . Os surtos de aftosa surgem repentinamente e com muita frequência, todos os animais susceptíveis do rebanho apresentam os sintomas praticamente ao mesmo tempo. A intensidade da doença é muito variável. Na forma leve, as perdas podem alcançar uns 3%, enquanto que nas graves alcançam 30 a 50%, porém, em média, a mortalidade é baixa nos adultos e elevada nos jovens, principalmente os em aleitamento, porque as mães não os deixam mamar.
  • 11. Profilaxia e cuidados • Vacinação regular do gado de 6 em 6 meses a partir do 3º mês de idade ou quando o Médico Veterinário recomendar. • Os animais que receberam a primeira dose de vacina, deverão ser revacinados 90 dias após a primeira vacinação. • Suspeitando da existência da doença em sua propriedade ou na de vizinhos, avise imediatamente o Médico Veterinário.
  • 12. Cont • Confirmada a doença, isole os animais doentes, proíba a entrada e saída de veículos, pessoas e animais, instale pedilúvios com desinfectantes e siga as orientações do Médico Veterinário. • Quando comprar animais, exija que os mesmos estejam vacinados. • Só faça o transporte com atestado de vacinação. • As vacas prenhes devem ser vacinadas a fim de que elas possam proteger o bezerro através do colostro.
  • 13. Cont • A vacinação não causa aborto nos animais. Cuidados especiais devem ser tomados no manejo das vacas prenhes, pois é o mau manejo que poderá causar aborto e nunca a vacina. • Exija sempre que o revendedor acondicione bem e faça o transporte correcto das vacinas. • Animais vindos de outras propriedades devem ser isolados, vacinados e observados por um período mínimo de 15 dias, antes de serem misturados com os outros animais da propriedade.
  • 14. Cont • É muito importante o pecuarista conhecer bem a Febre Aftosa, para que ao aparecer a doença em animais de seu rebanho, ele esteja capacitado para adoptar medidas sanitárias, visando ao seu controle. • Siga correctamente as orientações do Médico Veterinário. É importante o contacto frequente com o Médico Veterinário, o qual estará sempre pronto a prestar os esclarecimentos necessários.