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Patologias Virais II  Prof.Luciana de Oliveira-PUC SP
Raiva
A raiva humana é uma das doenças infecciosas mais antigas e letais que acompanham a trajetória humana. É uma zoonose viral transmitida somente por mamíferos, geralmente apresenta 100 % de letalidade (somente três casos de cura no mundo).
É uma zoonose que tem como hospedeiro, reservatório e transmissor o animal infectado pelo vírus da raiva que transmite a doença aos humanos através de mordedura, arranhadura e ou lambedura. Apresenta dois ciclos básicos de transmissão:  Urbano: cujos principais reservatórios são os cães e gatos,  Silvestre: ocorre principalmente entre morcegos, macacos e raposas.
Awn!!!
SQN
Transmissão
A transmissão ocorre quando o vírus da raiva existente na saliva do animal infectado penetra no organismo, através da pele ou mucosas, por mordedura, arranhadura ou lambedura, mesmo não existindo necessariamente agressão. O vírus penetra no organismo, multiplica-se no ponto de inoculação permanecendo durante algum tempo no local da lesão. Uma vez alcançada a inervação periférica, caminha em direção ao sistema nervoso central chegando ao cérebro e a partir daí se dissemina por vários órgãos e glândulas salivares onde se replica e é eliminado pela saliva das pessoas e animais infectado
Período de incubação
Pode variar em media 45 dias no homem e de 10 dias a 2 meses no cão. O período de incubação pode variar em função do local, da extensão da mordedura, da proximidade do sistema nervoso central e da carga viral presente no momento da agressão
Nos cães e gatos a eliminação do vírus na saliva ocorre de 2 a 5 dias antes do aparecimento dos sinais clínicos, permanecendo durante toda a evolução da doença. A morte destes animais acontece entre 5 a 7 dias após o inicio da doença
Sintomas
HUMANOS: No inicio da doença o paciente apresenta sinais inespecíficos com mal estar geral, pequeno aumento da temperatura corporal, falta de apetite e em seguida, instalam-se alterações de sensibilidade, queimação, formigamento, dor no local do ferimento, posteriormente quadro de infecção e febre, evoluindo para aerofobia, hidrofobia, crise convulsiva etc. O período entre o aparecimento do quadro clinico até o óbito varia entre 5 a 7 dias .
ANIMAIS: Raiva Furiosa em Cães e Gatos Apresentam agitação, anorexia, salivação excessiva e dificuldade de deglutição, atacam o próprio dono, podem caminhar grandes distancias. Nos cães o latido torna-se diferente do normal parecendo um ”uivo rouco”. A duração da doença é em media 10 dias e o animal morre por convulsões e paralisia.
Tratamento
O paciente deve ser atendido na unidade hospitalar mais próxima, sendo evitada sua 
 remoção. Quando imprescindível, tem que ser cuidadosamente planejada. Manter o enfermo 
 em isolamento, em quarto com pouca luminosidade, evitar ruídos e formação de correntes 
 de ar, proibir visitas e somente permitir a entrada de pessoal da equipe de atendimento. Os 
 profissionais médicos, de enfermagem, da higiene e limpeza devem utilizar equipamentos de 
 proteção individual.
Cuidados  Tomara que você nunca precise!
Lavar imediatamente o ferimento com água e sabão. 
 Procurar com urgência o Serviço de Saúde mais próximo. 
 Não matar o animal (cão e gato), e sim deixá-lo em observação durante 10 dias, para 
 que se possa identificar qualquer sinal indicativo da raiva. 
 O animal deverá receber água e alimentação normalmente, num local seguro, para 
 que não possa fugir ou atacar outras pessoas ou animais. 
 Se o animal adoecer, morrer, desaparecer ou mudar de comportamento, voltar 
 imediatamente ao Serviço de Saú
Prevenção
Vacinação correta dos animais; Evite   Tocar em animais estranhos, feridos e doentes.   Perturbar animais quando estiverem comedo, bebendo ou dormindo.   Separar animais que estejam brigando.   Entrar em grutas ou furnas e tocar em qualquer tipo de morcego (vivo ou morto).   Criar animais silvestres ou tirá-los de seu "habitat" natural.   O contato com saliva de animais doentes, através de mordeduras, arranhões ou   lambeduras.
Poliomielite
Poliomielite é uma doença viral que pode afetar os nervos e levar à paralisia parcial ou total. Apesar de também ser chamada de paralisia infantil, a doença pode afetar tanto crianças quanto adultos.
O último caso de poliomielite registrado no Brasil aconteceu em 1989. Mas o vírus causador, no entanto, ainda pode ser encontrado em países da África e da Ásia. Atualmente, a cobertura vacinal brasileira contra pólio é acima dos 95% - considerada um exemplo para o restante do mundo.
Transmissão
A poliomielite é uma doença causada pela infecção do poliovírus, que se espalha por contato direto pessoa a pessoa e também por contato com muco, catarro ou fezes infectadas.
 O vírus entra por meio da boca e do nariz e se multiplica na garganta e no trato intestinal. Dali, alcança a corrente sanguínea e pode atingir o cérebro. Quando a infecção ataca o sistema nervoso, destrói os neurônios motores e provoca paralisia nos membros inferiores. A pólio pode, inclusive, levar o indivíduo à morte se forem infectadas as células nervosas que controlam os músculos respiratórios e de deglutição.
O período de incubação do vírus, ou seja, tempo que leva entre a infecção e surgimento dos primeiros sintomas, varia de cinco a 35 dias, mas a média é de uma a duas semanas.
 
 O poliovírus pode ser transmitido por meio de água e alimentos contaminados ou pelo contato direto com uma pessoa infectada. A doença é tão contagiosa que pode ser pega no ar, principalmente por pessoas que convivem com portadores do vírus. Quem tem poliomielite pode transmitir a doença semanas após a infecção.
Sintomas
Poliomielite não-paralítica
 
 A maior parte das pessoas que foram infectadas pelo poliovírus apresenta o tipo não-paralítico da doença. Muitas vezes a pessoa não manifesta nenhum sintoma, e quando os sinais da doença aparecem, eles geralmente são muito similares aos sintomas da gripe e de outras doenças virais leves ou moderadas. Os sinais e sintomas, que costumam durar de um a dez dias, incluem:
 Febre
 Garganta inflamada
 Dor de cabeça
 Vômitos
 Fadiga
 Dor nas costas ou rigidez muscular
 Dor de garganta
 Dor ou rigidez nos braços e nas pernas
 Fraqueza muscular ou sensibilidade
 Meningite.
Sinais da poliomielite paralítica, como febre e dor de cabeça iniciais, muitas vezes imitam os da poliomielite não-paralítica. Dentro de uma semana, no entanto, os sintomas específicos de poliomielite paralítica aparecem, incluindo:
 
 Perda dos reflexos
 Dores musculares graves ou fraqueza
 Membros soltos e flácidos, muitas vezes pior em um lado do corpo.
Tratamento
Não existe cura para poliomielite, por isso o foco do tratamento reside em diminuir a sensação de desconforto, acelerar a recuperação e garantir a qualidade de vida do paciente. O tratamento deve ser iniciado o quanto antes para evitar complicações, mesmo porque, se uma pessoa infectada com o vírus não for atendida ao primeiro sinal da doença, ela estará sob risco aumentado de morte. Cuidados caseiros e acompanhados pelo médico podem ajudar na recuperação do paciente com pólio.
Prevenção
Febre Amarela
Doença infecciosa febril aguda, de curta duração (no máximo 10 dias), e de gravidade variável. Possui dois ciclos de transmissão: o silvestre (que ocorre entre primatas não humanos, onde o vírus é transmitido por mosquitos silvestres) e o urbano (erradicado no Brasil desde 1942).
Transmissão
A transmissão da enfermidade não é feita diretamente de uma pessoa para outra. Para isso, é necessário que o mosquito pique uma pessoa infectada e, após o vírus da febre amarela, (pertencente ao gênero Flavivirus, da família Flaviviridae) ter se multiplicado (nove a 12 dias), pique um indivíduo que ainda não teve a doença e não tenha sido vacinado.
O vírus e a evolução clínica da doença são idênticos para os casos de febre amarela urbana e de febre amarela silvestre, diferenciando-se apenas o transmissor da doença. A febre amarela silvestre ocorre, principalmente, por intermédio de mosquitos do gênero Haemagogus. Uma vez infectado em área silvestre, a pessoa pode, ao retornar, servir como fonte de infecção para o Aedes aegypti (também vetor do dengue), principal transmissor da febre amarela urbana.
Sintomas
Dependendo da gravidade, a pessoa pode sentir febre, dor de cabeça, calafrios, náuseas, vômito, dores no corpo, icterícia (a pele e os olhos ficam amarelos) e hemorragias (de gengivas, nariz, estômago, intestino e urina).
Tratamento
Não existe medicamento para combater o vírus da febre amarela. O tratamento é apenas sintomático e requer cuidados na assistência ao paciente que, sob hospitalização, deve permanecer em repouso com reposição de líquidos e das perdas sangüíneas, quando indicado. Nas formas graves, o paciente deve ser atendido numa Unidade de Terapia Intensiva.
Obrigada  Uffa Cansei!
Atividades   1. Descreva Raiva e a sua transmissão;  2. Explique os sintomas da Raiva humana e da Raiva animal;  3. O que é Poliomielite,explique sintomas e prevenção;  4. Descreva Febre amarela e a transmissão;  5. Faça o calendário vacinal das doenças estudadas até aqui.
Referencias   1. http://www.dive.sc.gov.br/conteudos/zoonoses/canideos_felinos/Raiva_humana_e_atendimento_  2. http://www.minhavida.com.br/saude/temas/poliomielitehttp://www.minhavida.com.br/saude/temas/poliomielite  3. http://www.minhavida.com.br/saude/temas/febre-amarela
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Patologias Virais II

  • 1. Patologias Virais II Prof.Luciana de Oliveira-PUC SP
  • 3. A raiva humana é uma das doenças infecciosas mais antigas e letais que acompanham a trajetória humana. É uma zoonose viral transmitida somente por mamíferos, geralmente apresenta 100 % de letalidade (somente três casos de cura no mundo).
  • 4. É uma zoonose que tem como hospedeiro, reservatório e transmissor o animal infectado pelo vírus da raiva que transmite a doença aos humanos através de mordedura, arranhadura e ou lambedura. Apresenta dois ciclos básicos de transmissão: Urbano: cujos principais reservatórios são os cães e gatos, Silvestre: ocorre principalmente entre morcegos, macacos e raposas.
  • 6. SQN
  • 8. A transmissão ocorre quando o vírus da raiva existente na saliva do animal infectado penetra no organismo, através da pele ou mucosas, por mordedura, arranhadura ou lambedura, mesmo não existindo necessariamente agressão. O vírus penetra no organismo, multiplica-se no ponto de inoculação permanecendo durante algum tempo no local da lesão. Uma vez alcançada a inervação periférica, caminha em direção ao sistema nervoso central chegando ao cérebro e a partir daí se dissemina por vários órgãos e glândulas salivares onde se replica e é eliminado pela saliva das pessoas e animais infectado
  • 10. Pode variar em media 45 dias no homem e de 10 dias a 2 meses no cão. O período de incubação pode variar em função do local, da extensão da mordedura, da proximidade do sistema nervoso central e da carga viral presente no momento da agressão
  • 11. Nos cães e gatos a eliminação do vírus na saliva ocorre de 2 a 5 dias antes do aparecimento dos sinais clínicos, permanecendo durante toda a evolução da doença. A morte destes animais acontece entre 5 a 7 dias após o inicio da doença
  • 13. HUMANOS: No inicio da doença o paciente apresenta sinais inespecíficos com mal estar geral, pequeno aumento da temperatura corporal, falta de apetite e em seguida, instalam-se alterações de sensibilidade, queimação, formigamento, dor no local do ferimento, posteriormente quadro de infecção e febre, evoluindo para aerofobia, hidrofobia, crise convulsiva etc. O período entre o aparecimento do quadro clinico até o óbito varia entre 5 a 7 dias .
  • 14. ANIMAIS: Raiva Furiosa em Cães e Gatos Apresentam agitação, anorexia, salivação excessiva e dificuldade de deglutição, atacam o próprio dono, podem caminhar grandes distancias. Nos cães o latido torna-se diferente do normal parecendo um ”uivo rouco”. A duração da doença é em media 10 dias e o animal morre por convulsões e paralisia.
  • 16. O paciente deve ser atendido na unidade hospitalar mais próxima, sendo evitada sua remoção. Quando imprescindível, tem que ser cuidadosamente planejada. Manter o enfermo em isolamento, em quarto com pouca luminosidade, evitar ruídos e formação de correntes de ar, proibir visitas e somente permitir a entrada de pessoal da equipe de atendimento. Os profissionais médicos, de enfermagem, da higiene e limpeza devem utilizar equipamentos de proteção individual.
  • 17. Cuidados Tomara que você nunca precise!
  • 18. Lavar imediatamente o ferimento com água e sabão. Procurar com urgência o Serviço de Saúde mais próximo. Não matar o animal (cão e gato), e sim deixá-lo em observação durante 10 dias, para que se possa identificar qualquer sinal indicativo da raiva. O animal deverá receber água e alimentação normalmente, num local seguro, para que não possa fugir ou atacar outras pessoas ou animais. Se o animal adoecer, morrer, desaparecer ou mudar de comportamento, voltar imediatamente ao Serviço de Saú
  • 20. Vacinação correta dos animais; Evite Tocar em animais estranhos, feridos e doentes. Perturbar animais quando estiverem comedo, bebendo ou dormindo. Separar animais que estejam brigando. Entrar em grutas ou furnas e tocar em qualquer tipo de morcego (vivo ou morto). Criar animais silvestres ou tirá-los de seu "habitat" natural. O contato com saliva de animais doentes, através de mordeduras, arranhões ou lambeduras.
  • 22. Poliomielite é uma doença viral que pode afetar os nervos e levar à paralisia parcial ou total. Apesar de também ser chamada de paralisia infantil, a doença pode afetar tanto crianças quanto adultos.
  • 23. O último caso de poliomielite registrado no Brasil aconteceu em 1989. Mas o vírus causador, no entanto, ainda pode ser encontrado em países da África e da Ásia. Atualmente, a cobertura vacinal brasileira contra pólio é acima dos 95% - considerada um exemplo para o restante do mundo.
  • 25. A poliomielite é uma doença causada pela infecção do poliovírus, que se espalha por contato direto pessoa a pessoa e também por contato com muco, catarro ou fezes infectadas. O vírus entra por meio da boca e do nariz e se multiplica na garganta e no trato intestinal. Dali, alcança a corrente sanguínea e pode atingir o cérebro. Quando a infecção ataca o sistema nervoso, destrói os neurônios motores e provoca paralisia nos membros inferiores. A pólio pode, inclusive, levar o indivíduo à morte se forem infectadas as células nervosas que controlam os músculos respiratórios e de deglutição.
  • 26. O período de incubação do vírus, ou seja, tempo que leva entre a infecção e surgimento dos primeiros sintomas, varia de cinco a 35 dias, mas a média é de uma a duas semanas. O poliovírus pode ser transmitido por meio de água e alimentos contaminados ou pelo contato direto com uma pessoa infectada. A doença é tão contagiosa que pode ser pega no ar, principalmente por pessoas que convivem com portadores do vírus. Quem tem poliomielite pode transmitir a doença semanas após a infecção.
  • 28. Poliomielite não-paralítica A maior parte das pessoas que foram infectadas pelo poliovírus apresenta o tipo não-paralítico da doença. Muitas vezes a pessoa não manifesta nenhum sintoma, e quando os sinais da doença aparecem, eles geralmente são muito similares aos sintomas da gripe e de outras doenças virais leves ou moderadas. Os sinais e sintomas, que costumam durar de um a dez dias, incluem: Febre Garganta inflamada Dor de cabeça Vômitos Fadiga Dor nas costas ou rigidez muscular Dor de garganta Dor ou rigidez nos braços e nas pernas Fraqueza muscular ou sensibilidade Meningite.
  • 29. Sinais da poliomielite paralítica, como febre e dor de cabeça iniciais, muitas vezes imitam os da poliomielite não-paralítica. Dentro de uma semana, no entanto, os sintomas específicos de poliomielite paralítica aparecem, incluindo: Perda dos reflexos Dores musculares graves ou fraqueza Membros soltos e flácidos, muitas vezes pior em um lado do corpo.
  • 31. Não existe cura para poliomielite, por isso o foco do tratamento reside em diminuir a sensação de desconforto, acelerar a recuperação e garantir a qualidade de vida do paciente. O tratamento deve ser iniciado o quanto antes para evitar complicações, mesmo porque, se uma pessoa infectada com o vírus não for atendida ao primeiro sinal da doença, ela estará sob risco aumentado de morte. Cuidados caseiros e acompanhados pelo médico podem ajudar na recuperação do paciente com pólio.
  • 34. Doença infecciosa febril aguda, de curta duração (no máximo 10 dias), e de gravidade variável. Possui dois ciclos de transmissão: o silvestre (que ocorre entre primatas não humanos, onde o vírus é transmitido por mosquitos silvestres) e o urbano (erradicado no Brasil desde 1942).
  • 36. A transmissão da enfermidade não é feita diretamente de uma pessoa para outra. Para isso, é necessário que o mosquito pique uma pessoa infectada e, após o vírus da febre amarela, (pertencente ao gênero Flavivirus, da família Flaviviridae) ter se multiplicado (nove a 12 dias), pique um indivíduo que ainda não teve a doença e não tenha sido vacinado.
  • 37. O vírus e a evolução clínica da doença são idênticos para os casos de febre amarela urbana e de febre amarela silvestre, diferenciando-se apenas o transmissor da doença. A febre amarela silvestre ocorre, principalmente, por intermédio de mosquitos do gênero Haemagogus. Uma vez infectado em área silvestre, a pessoa pode, ao retornar, servir como fonte de infecção para o Aedes aegypti (também vetor do dengue), principal transmissor da febre amarela urbana.
  • 39. Dependendo da gravidade, a pessoa pode sentir febre, dor de cabeça, calafrios, náuseas, vômito, dores no corpo, icterícia (a pele e os olhos ficam amarelos) e hemorragias (de gengivas, nariz, estômago, intestino e urina).
  • 41. Não existe medicamento para combater o vírus da febre amarela. O tratamento é apenas sintomático e requer cuidados na assistência ao paciente que, sob hospitalização, deve permanecer em repouso com reposição de líquidos e das perdas sangüíneas, quando indicado. Nas formas graves, o paciente deve ser atendido numa Unidade de Terapia Intensiva.
  • 42. Obrigada Uffa Cansei!
  • 43. Atividades 1. Descreva Raiva e a sua transmissão; 2. Explique os sintomas da Raiva humana e da Raiva animal; 3. O que é Poliomielite,explique sintomas e prevenção; 4. Descreva Febre amarela e a transmissão; 5. Faça o calendário vacinal das doenças estudadas até aqui.
  • 44. Referencias 1. http://www.dive.sc.gov.br/conteudos/zoonoses/canideos_felinos/Raiva_humana_e_atendimento_ 2. http://www.minhavida.com.br/saude/temas/poliomielitehttp://www.minhavida.com.br/saude/temas/poliomielite 3. http://www.minhavida.com.br/saude/temas/febre-amarela