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Os Estados Unidos e sua relação com a América Latina
I feel sorry for the Earth population
Cause so few live in the USA
(Bad Religion – American Jesus)
A imagem ao lado retrata uma das maiores
críticas feitas a diplomacia e a política externa norte-
americana: de ser um país expansionista e imperialista,
que é capaz de tudo para arrancar acordos comerciais
vantajosos, matéria prima, fontes de energia e
consumidores para seu mercado em contínua expansão.
Será que essa crítica faz sentido quando falamos da
relação entre os Estados Unidos e o continente
americano?
Com esse texto, buscaremos responder a duas
perguntas: como era a relação dos Estados Unidos com a
América Latina? Essa relação sofreu transformações ou
permanece igual nos dias atuais? Para responder essa
pergunta, foram selecionados alguns eventos do final do século XIX e do século XX que ajudam
a responder essa pergunta e a criar algumas novas.
Esse texto não deve ser visto como uma resposta pronta sobre todas as questões que ele
pretende abordar, e sim uma forma de levantar problemáticas, questionamentos e dúvidas.
Utilize ele como porta de entrada para o seu estudo, complementando com pesquisas na Internet
de textos, imagens ou vídeos que tratem dessas e outras questões do seu interesse.
1. A Expansão para Ilhas
Pouco depois de alcançar o Oceano Pacífico através da Expansão para o Oeste, os
Estados Unidos começaram a ocupar ilhas caribenhas e do Pacífico. Tomaram Porto Rico, antigo
domínio Espanhol, e fizeram dessa ilha mais um estado americano. Invadiram as Filipinas e o
Havaí antes da virada do século XX, o que mostrou para o mundo, juntamente com a compra do
Alasca do Império Russo, em 1867, que os Estados Unidos não se limitariam a seu domínio
contínuo entre o Pacífico e o Atlântico.
O interesse principal norte-americano era alcançar novos mercados para seus produtos e
financiar sua industrialização. A expansão das empresas multinacionais representava uma causa
e ao mesmo tempo uma consequência dessa relação dos EUA com outras nações. No entanto,
tomar territórios e transformá-los em seu domínio era muito dispendioso, mesmo para os EUA.
Outras estratégias foram utilizadas no Panamá, em Cuba e no restante da América Latina, com
resultados mais efetivos: financiamento de guerrilhas, vitória na concessão de pedaços do
território, golpes militares, entre outros.
Data:
COLÉGIO PEDRO II - CAMPUS TIJUCA II
2ª CERTIFICAÇÃO DE GEOGRAFIA
PROFESSOR: Thiago Bogossian
COORDENADOR: Márcio Corrêa
1 e 2º TURNOS - 8° ANO - TURMAS: 801, 802, 803 e 804
FICHA 3
Figura 1: Charge do cartunista Latuff
2. O Canal do Panamá é do Panamá?
Comercializar com outros países é um dos pré-requisitos para o sucesso econômico de
uma nação no sistema capitalista. Portanto, ter acesso a rios de fácil navegação, ao oceano ou a
rodovias e ferrovias é importante para todos os governos. No entanto, quando um navio
precisava atravessar um continente, o custo dessa operação muitas vezes inviabilizava a sua
realização.
Por exemplo: se um navio mercante sai da Europa e precisa chegar até a Califórnia, na
costa Oeste dos Estados Unidos, ele precisava atravessar o extremo sul do Chile, o oceano Ártico
ou aportar na costa Leste dos Estados Unidos e depois fazer uma longa viagem de trem. Essa
viagem ficaria menor se o país não fosse tão extenso quanto é os Estados Unidos. Entre toda o
continente americano, o que se destaca em menor extensão lateral é o Panamá – território
estratégico pela sua característica singular.
Figura 2: Mapa do Panamá
O território onde hoje é o Panamá foi colônia espanhola, mas era um departamento da
Colômbia desde 1820, quando ela conquistou sua independência. No entanto, uma sangrenta
guerra civil, entre 1899 e 1902 devastou esse território e, em 1903, ele se separou de Bogotá.
Essa guerra e sua consequente independência foi devidamente apoiada pelos Estados Unidos,
que ganharam, em 1903, os direitos de
construção do Canal do Panamá.
O canal artificial foi inaugurado em
1914 e reduziu consideravelmente o tempo de
viagem necessário para sair do Oceano
Atlântico e chegar ao Oceano Pacífico. O canal
foi propriedade dos Estados Unidos até 1999, o
que gerou, durante quase 100 anos, muitos
dividendos e lucros para este país e nenhum
para o Panamá.
Figura 3: Navio de carga no Canal do Panamá
3. Carregue sempre um porrete
O apoio a Independência do Panamá foi uma das faces mais visíveis da política externa
do presidente Theodore Roosevelt (1901-1909). Sua diplomacia ficou conhecida como “política
do Big Stick” (grande porrete), pois se baseava na ideia de que era necessário falar manso com
os outros países mas sempre carregar um grande porrete. Nesse sentido, Roosevelt estaria
preparado para a intervenção violenta sempre que necessário.
Além do apoio a independência do
Panamá, Roosevelt acrescentou a Constituição
de Cuba uma emenda que permitia aos Estados
Unidos intervir no país “sempre que os
interesses americanos estiverem ameaçados”.
Além de Cuba e Panamá, entre os anos de 1898
e 1934, México, Honduras, Haiti, República
Dominicana e Nicarágua sofreram ocupações
militares norte-americanas. A influência dos
EUA nesses países, a maioria localizada na
América Central e Caribe, até hoje é perceptível
em épocas de polarização ou eleições.
4. Cuba e a Organização dos Estados Americanos (OEA)
No final dos anos 1950, um grupo de guerrilheiros liderados por Fidel Castro derrubou a
ditadura cubana de Fulgencio Batista. No princípio, os Estados Unidos reconheceram o novo
governo. No entanto, o governo liderado por Castro realizou a distribuição de terras e casas para
os sem-terra e sem-teto e universalizou o acesso à saúde e à educação, se aproximando da União
Soviética.
Figura 5: Mafalda revela e influência da opinião norte-americana sobre Fidel Castro em seu país
Com isso, os EUA decretaram Cuba a
inimiga número 1 no continente Americano.
Expulsaram-na da Organização dos Estados
Americanos (OEA) e decretaram um bloqueio
econômico, proibindo as empresas norte-
americanas e de outros países aliados de fazerem
comércio com a ilha. Esse sufoco impediu que
Cuba se desenvolvesse plenamente e tivesse acesso
a bens industrializados e tecnológicos importados.
Figura 4: Cartum do presidente Theodore Roosevelt
carregando um porrete
Figura 6: Embargo dos EUA em Cuba
Até hoje o país sofre com a insuficiência e
desabastecimento de alguns produtos
(“não essenciais”, para o governo).
Os dois países só voltaram a ter
relações diplomáticas no ano de 2015,
quando Barack Obama e Raúl Castro
voltaram a dialogar, por intermédio do
Papa Francisco. O bloqueio econômico
não foi suspenso, mas há interesse de
empresas norte-americanas investir em
Cuba. O ato mais recente da administração estadunidense foi retirar Cuba da lista de países que
“financiam o terrorismo”, em 29 de maio de 2015.
5. Golpes Militares
Ao longo das décadas de 1950,
1960 e 1970, muitos países da América
Latina sofreram golpes e intervenções
militares. O início dos anos 60 foi
bastante turbulento no Brasil. A
insatisfação das elites brasileiras com as
políticas do governo João Goulart (1961-
1964) de elevação do salário mínimo e de
Reforma Agrária culminarou em uma
aliança civil-militar que derrubou o
presidente em um golpe, na madrugada
de 1º de abril de 1964. A ditadura militar
brasileira acabou com os partidos
políticos, interrompeu as eleições, censurou a imprensa e perseguiu muitos opositores, com
exílios e casos de tortura. Os grêmios escolares também foram proibidos.
Outro caso emblemático foi o Chile, onde o presidente Salvador Allende morreu durante
um ataque ao Palácio Presidencial em 11 de
setembro de 1973. O general Augusto Pinochet
assumiu o poder nesse país e o governou até
1990. Além da suspensão das eleições, das
perseguições políticas, tortura, desaparecimentos
forçados e censura aos meios de comunicação, o
governo Pinochet foi responsável por fazer uma
aproximação diplomática e econômica com os
Estados Unidos. Uma das maiores riquezas chilenas, o cobre, foi privatizado e entregue a
multinacionais norte-americanas, que se apossaram do subsolo deste país e registraram lucro
recorde. Cerca de 40 mil pessoas foram vítimas da ditadura, entre assassinados, torturados e
desaparecidos.
Figura 8: Repressão a uma manifestação no Brasil
Figura 9: Augusto Pinochet
Figura 7: Barack Obama se encontra com Raúl Castro
Após a abertura política e a
redemocratização dessas e de outras
nações, nos anos 1980 e 1990, alguns
cientistas resolveram desenvolver
pesquisas sobre os anos de ditadura.
Alguns arquivos e documentos
continuam confidenciais, mas os que
foram liberados para consulta pública
afirmam o que muitos já desconfiavam:
houve apoio financeiro e logístico da
Central de Inteligência Americana
(CIA) nos golpes e governos militares
latino-americanos.
Entre as revelações, dessas pesquisas destaca-se o
telegrama que o embaixador estadunidense no Brasil,
Lincoln Gordon, enviou ao presidente dos Estados Unidos,
Lyndon Johnson no final de março de 1964. Ele pedia que
uma força-tarefa naval fosse enviada ao Atlântico Sul,
próximo ao porto de Santos, para “minimizar a possibilidade
de uma guerra civil no Brasil e garantir o apoio de um
grande número de adeptos”. Tratava-se da Operação
Brother Sam.
Já no Chile as relações foram mais intensas. Segundo
um comunicado divulgado pela própria CIA, o
chefe da polícia secreta de Pinochet era empregado
dessa agência. Alguns oficiais do general chileno
eram militares norte-americanos ou informantes da
CIA. Eram eles que conduziam operações em
campos de trabalho forçado e em execuções em
massa de opositores em campos de futebol, prática
comum na ditadura chilena.
6. Considerações Finais
A partir do exposto, como podemos responder a pergunta: os Estados Unidos continuam
sendo uma potência imperialista até os dias atuais? Não é possível responder a essa pergunta
com apenas um sim ou um não – há um intenso debate e uma polêmica a esse respeito. Para
compreender melhor os lados em discussão, será interessante recorrer a três conceitos: poder
bruto, poder brando e hegemonia. Eles vão nos ajudar a propor uma discussão que não esgote
esse problema, mas nos coloque para refletir.
A oposição entre poder bruto e poder brando está relacionada a forma de exercer o poder.
Quando uma potência exerce seu poder por meio da força, através de arsenal militar, tecnologia
bélica, invasões territoriais, golpes que depõem governos e ataques, trata-se de poder bruto.
Mesmo após a Guerra Fria, os Estados Unidos continuou exercendo o poder dessa forma quando
achava necessário. Após o ataque às torres gêmeas do World Trade Center em 11 de setembro de
Figura 11: Lyndon Johnson, presidente dos
Estados Unidos na época do golpe militar
brasileiro
Figura 10: Alguns civis apoiaram o golpe militar no Brasil em 1964
Figura 12: Cartaz contra o Pinochet em 1988
2001, esse país invadiu o Iraque e o Afeganistão com a
finalidade de combater o terrorismo. Essa é uma forma
clara e reconhecida do poder bruto.
O poder brando é quando a potência demonstra
o seu poder de forma mais sutil: através de
manifestações culturais ou religiosas, por exemplo.
Hoje em dia, uma das maiores formas dos Estados
Unidos demonstrarem seu poder é a partir da indústria
do entretenimento: especialmente a música pop e os
filmes de Hollywood. Essas ferramentas criaram uma
cultura de massa, capaz de ser reconhecida em
qualquer lugar do planeta, sem utilizar de violência
física.
O conceito de “hegemonia” foi criado pelo
pensador italiano Antonio Gramsci. Segundo ele, a
hegemonia é uma domínio particular onde um Estado
tenta preservar o papel de Estado-líder através do
consentimento, e não da força. Assim, ele oferece
medidas de compensação aos Estados menos poderosos
e tenta proteger suas classes dominantes.
O que podemos perceber é que os Estados
Unidos utilizou amplamente medidas hegemônicas e
imperialistas ao longo da sua relação com a América
Latina. Quando conseguia resolver seus problemas de forma diplomática, não utilizava da força.
Hoje em dia, no entanto, é praticamente impossível que haja
uma intervenção militar violenta dos Estados Unidos em
qualquer país do nosso continente. Isso se deve ao fato dele
não ser mais a única força econômica planetária, mas também
a várias instituições que foram criadas para impedir que golpes
desse tipo aconteçam nessa região.
O mesmo não pode ser dito do Oriente Médio, região
que até hoje continua sofrendo com o poder bruto norte-
americano. Mais de 10 anos depois da invasão do Iraque e do
Afeganistão, as tropas estadunidenses ainda não saíram desses
países, apesar de todas as violações de direitos humanos
registradas na última década. O terrorismo e o
fundamentalismo cresceram com o passar do tempo e os EUA
optaram por apoiar apenas a derrubada de governos ditatorias
que eram contrários aos seus interesses. Na Arábia Saudita,
país governado por uma monarquia hereditária mas com amplos acordos comerciais com os
Estados Unidos, não há intervenções militares.
Texto: Thiago Bogossian
Fontes diversas
14/06/2015
Figura 13: Uma forma de exercer poder...
Figura 14: ... Outra forma de exercer poder
Figura 15: Antonio Gramsci

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Imperialismo - EUA

  • 1. Nome:_______________________________________________________ Nº: ______ Turma: _______ Os Estados Unidos e sua relação com a América Latina I feel sorry for the Earth population Cause so few live in the USA (Bad Religion – American Jesus) A imagem ao lado retrata uma das maiores críticas feitas a diplomacia e a política externa norte- americana: de ser um país expansionista e imperialista, que é capaz de tudo para arrancar acordos comerciais vantajosos, matéria prima, fontes de energia e consumidores para seu mercado em contínua expansão. Será que essa crítica faz sentido quando falamos da relação entre os Estados Unidos e o continente americano? Com esse texto, buscaremos responder a duas perguntas: como era a relação dos Estados Unidos com a América Latina? Essa relação sofreu transformações ou permanece igual nos dias atuais? Para responder essa pergunta, foram selecionados alguns eventos do final do século XIX e do século XX que ajudam a responder essa pergunta e a criar algumas novas. Esse texto não deve ser visto como uma resposta pronta sobre todas as questões que ele pretende abordar, e sim uma forma de levantar problemáticas, questionamentos e dúvidas. Utilize ele como porta de entrada para o seu estudo, complementando com pesquisas na Internet de textos, imagens ou vídeos que tratem dessas e outras questões do seu interesse. 1. A Expansão para Ilhas Pouco depois de alcançar o Oceano Pacífico através da Expansão para o Oeste, os Estados Unidos começaram a ocupar ilhas caribenhas e do Pacífico. Tomaram Porto Rico, antigo domínio Espanhol, e fizeram dessa ilha mais um estado americano. Invadiram as Filipinas e o Havaí antes da virada do século XX, o que mostrou para o mundo, juntamente com a compra do Alasca do Império Russo, em 1867, que os Estados Unidos não se limitariam a seu domínio contínuo entre o Pacífico e o Atlântico. O interesse principal norte-americano era alcançar novos mercados para seus produtos e financiar sua industrialização. A expansão das empresas multinacionais representava uma causa e ao mesmo tempo uma consequência dessa relação dos EUA com outras nações. No entanto, tomar territórios e transformá-los em seu domínio era muito dispendioso, mesmo para os EUA. Outras estratégias foram utilizadas no Panamá, em Cuba e no restante da América Latina, com resultados mais efetivos: financiamento de guerrilhas, vitória na concessão de pedaços do território, golpes militares, entre outros. Data: COLÉGIO PEDRO II - CAMPUS TIJUCA II 2ª CERTIFICAÇÃO DE GEOGRAFIA PROFESSOR: Thiago Bogossian COORDENADOR: Márcio Corrêa 1 e 2º TURNOS - 8° ANO - TURMAS: 801, 802, 803 e 804 FICHA 3 Figura 1: Charge do cartunista Latuff
  • 2. 2. O Canal do Panamá é do Panamá? Comercializar com outros países é um dos pré-requisitos para o sucesso econômico de uma nação no sistema capitalista. Portanto, ter acesso a rios de fácil navegação, ao oceano ou a rodovias e ferrovias é importante para todos os governos. No entanto, quando um navio precisava atravessar um continente, o custo dessa operação muitas vezes inviabilizava a sua realização. Por exemplo: se um navio mercante sai da Europa e precisa chegar até a Califórnia, na costa Oeste dos Estados Unidos, ele precisava atravessar o extremo sul do Chile, o oceano Ártico ou aportar na costa Leste dos Estados Unidos e depois fazer uma longa viagem de trem. Essa viagem ficaria menor se o país não fosse tão extenso quanto é os Estados Unidos. Entre toda o continente americano, o que se destaca em menor extensão lateral é o Panamá – território estratégico pela sua característica singular. Figura 2: Mapa do Panamá O território onde hoje é o Panamá foi colônia espanhola, mas era um departamento da Colômbia desde 1820, quando ela conquistou sua independência. No entanto, uma sangrenta guerra civil, entre 1899 e 1902 devastou esse território e, em 1903, ele se separou de Bogotá. Essa guerra e sua consequente independência foi devidamente apoiada pelos Estados Unidos, que ganharam, em 1903, os direitos de construção do Canal do Panamá. O canal artificial foi inaugurado em 1914 e reduziu consideravelmente o tempo de viagem necessário para sair do Oceano Atlântico e chegar ao Oceano Pacífico. O canal foi propriedade dos Estados Unidos até 1999, o que gerou, durante quase 100 anos, muitos dividendos e lucros para este país e nenhum para o Panamá. Figura 3: Navio de carga no Canal do Panamá
  • 3. 3. Carregue sempre um porrete O apoio a Independência do Panamá foi uma das faces mais visíveis da política externa do presidente Theodore Roosevelt (1901-1909). Sua diplomacia ficou conhecida como “política do Big Stick” (grande porrete), pois se baseava na ideia de que era necessário falar manso com os outros países mas sempre carregar um grande porrete. Nesse sentido, Roosevelt estaria preparado para a intervenção violenta sempre que necessário. Além do apoio a independência do Panamá, Roosevelt acrescentou a Constituição de Cuba uma emenda que permitia aos Estados Unidos intervir no país “sempre que os interesses americanos estiverem ameaçados”. Além de Cuba e Panamá, entre os anos de 1898 e 1934, México, Honduras, Haiti, República Dominicana e Nicarágua sofreram ocupações militares norte-americanas. A influência dos EUA nesses países, a maioria localizada na América Central e Caribe, até hoje é perceptível em épocas de polarização ou eleições. 4. Cuba e a Organização dos Estados Americanos (OEA) No final dos anos 1950, um grupo de guerrilheiros liderados por Fidel Castro derrubou a ditadura cubana de Fulgencio Batista. No princípio, os Estados Unidos reconheceram o novo governo. No entanto, o governo liderado por Castro realizou a distribuição de terras e casas para os sem-terra e sem-teto e universalizou o acesso à saúde e à educação, se aproximando da União Soviética. Figura 5: Mafalda revela e influência da opinião norte-americana sobre Fidel Castro em seu país Com isso, os EUA decretaram Cuba a inimiga número 1 no continente Americano. Expulsaram-na da Organização dos Estados Americanos (OEA) e decretaram um bloqueio econômico, proibindo as empresas norte- americanas e de outros países aliados de fazerem comércio com a ilha. Esse sufoco impediu que Cuba se desenvolvesse plenamente e tivesse acesso a bens industrializados e tecnológicos importados. Figura 4: Cartum do presidente Theodore Roosevelt carregando um porrete Figura 6: Embargo dos EUA em Cuba
  • 4. Até hoje o país sofre com a insuficiência e desabastecimento de alguns produtos (“não essenciais”, para o governo). Os dois países só voltaram a ter relações diplomáticas no ano de 2015, quando Barack Obama e Raúl Castro voltaram a dialogar, por intermédio do Papa Francisco. O bloqueio econômico não foi suspenso, mas há interesse de empresas norte-americanas investir em Cuba. O ato mais recente da administração estadunidense foi retirar Cuba da lista de países que “financiam o terrorismo”, em 29 de maio de 2015. 5. Golpes Militares Ao longo das décadas de 1950, 1960 e 1970, muitos países da América Latina sofreram golpes e intervenções militares. O início dos anos 60 foi bastante turbulento no Brasil. A insatisfação das elites brasileiras com as políticas do governo João Goulart (1961- 1964) de elevação do salário mínimo e de Reforma Agrária culminarou em uma aliança civil-militar que derrubou o presidente em um golpe, na madrugada de 1º de abril de 1964. A ditadura militar brasileira acabou com os partidos políticos, interrompeu as eleições, censurou a imprensa e perseguiu muitos opositores, com exílios e casos de tortura. Os grêmios escolares também foram proibidos. Outro caso emblemático foi o Chile, onde o presidente Salvador Allende morreu durante um ataque ao Palácio Presidencial em 11 de setembro de 1973. O general Augusto Pinochet assumiu o poder nesse país e o governou até 1990. Além da suspensão das eleições, das perseguições políticas, tortura, desaparecimentos forçados e censura aos meios de comunicação, o governo Pinochet foi responsável por fazer uma aproximação diplomática e econômica com os Estados Unidos. Uma das maiores riquezas chilenas, o cobre, foi privatizado e entregue a multinacionais norte-americanas, que se apossaram do subsolo deste país e registraram lucro recorde. Cerca de 40 mil pessoas foram vítimas da ditadura, entre assassinados, torturados e desaparecidos. Figura 8: Repressão a uma manifestação no Brasil Figura 9: Augusto Pinochet Figura 7: Barack Obama se encontra com Raúl Castro
  • 5. Após a abertura política e a redemocratização dessas e de outras nações, nos anos 1980 e 1990, alguns cientistas resolveram desenvolver pesquisas sobre os anos de ditadura. Alguns arquivos e documentos continuam confidenciais, mas os que foram liberados para consulta pública afirmam o que muitos já desconfiavam: houve apoio financeiro e logístico da Central de Inteligência Americana (CIA) nos golpes e governos militares latino-americanos. Entre as revelações, dessas pesquisas destaca-se o telegrama que o embaixador estadunidense no Brasil, Lincoln Gordon, enviou ao presidente dos Estados Unidos, Lyndon Johnson no final de março de 1964. Ele pedia que uma força-tarefa naval fosse enviada ao Atlântico Sul, próximo ao porto de Santos, para “minimizar a possibilidade de uma guerra civil no Brasil e garantir o apoio de um grande número de adeptos”. Tratava-se da Operação Brother Sam. Já no Chile as relações foram mais intensas. Segundo um comunicado divulgado pela própria CIA, o chefe da polícia secreta de Pinochet era empregado dessa agência. Alguns oficiais do general chileno eram militares norte-americanos ou informantes da CIA. Eram eles que conduziam operações em campos de trabalho forçado e em execuções em massa de opositores em campos de futebol, prática comum na ditadura chilena. 6. Considerações Finais A partir do exposto, como podemos responder a pergunta: os Estados Unidos continuam sendo uma potência imperialista até os dias atuais? Não é possível responder a essa pergunta com apenas um sim ou um não – há um intenso debate e uma polêmica a esse respeito. Para compreender melhor os lados em discussão, será interessante recorrer a três conceitos: poder bruto, poder brando e hegemonia. Eles vão nos ajudar a propor uma discussão que não esgote esse problema, mas nos coloque para refletir. A oposição entre poder bruto e poder brando está relacionada a forma de exercer o poder. Quando uma potência exerce seu poder por meio da força, através de arsenal militar, tecnologia bélica, invasões territoriais, golpes que depõem governos e ataques, trata-se de poder bruto. Mesmo após a Guerra Fria, os Estados Unidos continuou exercendo o poder dessa forma quando achava necessário. Após o ataque às torres gêmeas do World Trade Center em 11 de setembro de Figura 11: Lyndon Johnson, presidente dos Estados Unidos na época do golpe militar brasileiro Figura 10: Alguns civis apoiaram o golpe militar no Brasil em 1964 Figura 12: Cartaz contra o Pinochet em 1988
  • 6. 2001, esse país invadiu o Iraque e o Afeganistão com a finalidade de combater o terrorismo. Essa é uma forma clara e reconhecida do poder bruto. O poder brando é quando a potência demonstra o seu poder de forma mais sutil: através de manifestações culturais ou religiosas, por exemplo. Hoje em dia, uma das maiores formas dos Estados Unidos demonstrarem seu poder é a partir da indústria do entretenimento: especialmente a música pop e os filmes de Hollywood. Essas ferramentas criaram uma cultura de massa, capaz de ser reconhecida em qualquer lugar do planeta, sem utilizar de violência física. O conceito de “hegemonia” foi criado pelo pensador italiano Antonio Gramsci. Segundo ele, a hegemonia é uma domínio particular onde um Estado tenta preservar o papel de Estado-líder através do consentimento, e não da força. Assim, ele oferece medidas de compensação aos Estados menos poderosos e tenta proteger suas classes dominantes. O que podemos perceber é que os Estados Unidos utilizou amplamente medidas hegemônicas e imperialistas ao longo da sua relação com a América Latina. Quando conseguia resolver seus problemas de forma diplomática, não utilizava da força. Hoje em dia, no entanto, é praticamente impossível que haja uma intervenção militar violenta dos Estados Unidos em qualquer país do nosso continente. Isso se deve ao fato dele não ser mais a única força econômica planetária, mas também a várias instituições que foram criadas para impedir que golpes desse tipo aconteçam nessa região. O mesmo não pode ser dito do Oriente Médio, região que até hoje continua sofrendo com o poder bruto norte- americano. Mais de 10 anos depois da invasão do Iraque e do Afeganistão, as tropas estadunidenses ainda não saíram desses países, apesar de todas as violações de direitos humanos registradas na última década. O terrorismo e o fundamentalismo cresceram com o passar do tempo e os EUA optaram por apoiar apenas a derrubada de governos ditatorias que eram contrários aos seus interesses. Na Arábia Saudita, país governado por uma monarquia hereditária mas com amplos acordos comerciais com os Estados Unidos, não há intervenções militares. Texto: Thiago Bogossian Fontes diversas 14/06/2015 Figura 13: Uma forma de exercer poder... Figura 14: ... Outra forma de exercer poder Figura 15: Antonio Gramsci