SlideShare uma empresa Scribd logo
Uma síntese da tradição ocidental.
            PARTE I
  Filosofia Antiga e Medieval.

        Prof. Douglas Gregorio.
 A palavra filosofia surgiu na
  Grécia       Antiga,        há
  aproximadamente          2.400
  anos atrás.
 Semântica: filo, amigo e
  sofós, sabedoria, ou seja, o
  filósofo é o: “amigo da
  sabedoria”, e filosofia é o:     Heródoto (484-425 a.C. ?), poeta e
                                   historiador, autor de A Ilíada e da
  “amor pelo saber”, e filosofar   Odisséia. Foi um dos primeiros a
  é: “amar a sabedoria”.                usar o termo Filosofia.
 Trata-se de uma ciência? Não, porque não tem método
 nem objeto de estudo definido.

 Trata-se de uma doutrina, um saber místico/religioso?
 Também não, porque utiliza a racionalidade e a lógica
 como base, e não a fé.

 A FILOSOFIA É, PORTANTO, UMA MODALIDADE
 DE CONHECIMENTO, assim como é a arte e as
 ciências.
 Pessoas     desinformadas    ou
 Descartes      preconceituosas classificam a
1596 – 1650.    Filosofia como “mera erudição
                decorativa”, já que não tem
                utilidade produtiva... será?!

                Pascal,        Leibniz          e
                Descartes, desenvolveram         o
                raciocínio binário... que é a base
                da INFORMÁTICA.
 Os filósofos do Iluminismo desenvolveram
                 as bases do Estado contemporâneo – a
                 República Democrática e os Três Poderes; o
                 resultado foi a Revolução Francesa e o fim da
    Voltaire     ditadura dos reis; se hoje votamos, em
  1694 - 1778    grande parte é graças a eles.

                 Aprofundando as teorias de Platão, Freud
                 desenvolveu a Psicanálise...

                ... só para citar alguns poucos, de muitos
  Freud
1856 - 1939
                   exemplos!
Buda
                                                    563 – 483 a.C. (?)
                                   Confúcio
 No Oriente, em regiões       551 – 479 a.C. (?)
 como a China e a
 Índia, desenvolveram-se
 desde      a  antiguidade
 expressões legitimamente
 filosóficas.

 Porém, o nosso propósito
 é estudar a nossa tradição
 filosófica, a TRADIÇÃO
                               Tales de Mileto
 OCIDENTAL, que teve seu      624 – 556 a.C. (?)
 início na Grécia Antiga.
 Em nossa tradição, a Filosofia clássica é estudada a partir de
  duas grandes unidades básicas:

 A      história    da     Filosofia,   dividida              em:
  antiga, medieval, moderna e contemporânea.

 As áreas da Filosofia:
     Ética: os valores de bem, a moral.
     Filosofia Política: a questão do poder.
     Estética: os valores de beleza, a arte.
     Teoria do Conhecimento: a questão das verdades científicas.
     Lógica: a coerência do discurso, a linguagem.

 Estes tópicos constituem o currículo básico de um curso
  universitário de Filosofia.
 Ocorreu   na região da
 Grécia, entre os séculos
 VII ou VI a.C., até os
 séculos V ou VI d.C. .

 Temos aqui a divisão em
 dois períodos:
   pré-socrático;
   pós-socrático, a partir de
    aprox. 300 a.C.
 Ocorreu em vários centros
  espalhados pela região da
  Grécia antiga.

 A maioria dos pré-socráticos
  buscava       o     elemento
  primordial que deu origem a
  tudo o que compõe a
  natureza, a physis.

 Este elemento era chamado de
  arché.

 Neste  período surgiram as
  bases da física, da química, e
  da matemática.
Principais filósofos:

                 TALES DE MILETO, 624 – 558 a.C. (?) -
                 Considerado o primeiro filósofo, Pai da Filosofia
                 e da Cultura Ocidental, desenvolveu as bases da
                 astronomia e seu arché era a água.



 PITÁGORAS DE SAMOS, 570 – 497 a.C. (?) –
 Um dos mais enigmáticos filósofos, considerava
 o número como a essência de todas as coisas, ou
 seja, era um metafísico. A ele devemos as bases
 da matemática e da música.
Principais filósofos:
                 HERÁCLITO DE ÉFESO, 540 – 470 a.C. (?) –
                 Falava que a natureza está em constante
                 movimento de transformação, cuja dinâmica dá-
                 se através da tensão entre opostos:
                 quente/frio, seco/úmido etc., e seu arché era o
                 fogo.


 PARMÊNIDES DE ELÉIA, 530 – 460 a.C. (?) –
 Falava que a essência de todas as coisas era o
 ser, uma dimensão além da matéria, ou
 seja, metafísica; afirmava também que o ser é
 uno e estático, ou seja, transformação e
 movimento são ilusões.
 Viveu em Atenas, em 469 – 399 a.C..
  Preocupou-se em estudar o Homem:
  sua consciência, conhecimento e
  prática moral.
 Métodos: a ironia, mostra a fragilidade
  das certezas, e a maiêutica “parto das
  idéias”,  tomar     consciência      do
  conhecimento.
 Incômodo para as elites, foi julgado
  por impiedade e corrupção da
  juventude, sendo condenado à morte.
 Viveu em Atenas, em 427 – 347 a.C..
  Escreveu vasta obra em diálogos, de
  profunda influência até a atualidade. Por
  isso é considerado o maior filósofo de
  todos os tempos.
 Discípulo de Sócrates, fundou a primeira
  universidade da história, a Academia.
 Tratou, entre outros temas, da dialética do
  conhecimento: como as idéias evoluem de
  opiniões que se contrapõe, dando origem a
  novas e mais aperfeiçoadas idéias.
 Seu universo era composto do mundo
  físico, mutável e corruptível, e de um
  mundo       metafísico      (mundo      das
  idéias), perfeito, eterno e imutável – a
  dualidade cósmica.
 Viveu entre 384 – 322 a.C.. Discípulo de
  Platão, discordou do mestre ao afirmar
  que o conhecimento é construído a partir
  das impressões sensíveis – base da ciência
  até a atualidade.
 Os seres existem em ato – aquilo o que
  podemos sentir no momento, e
  potência, aquilo o que eles podem vir a
  ser.
 Classificou os seres numa hierarquia
  piramidal, de uma maioria pouco evoluída
  a uma minoria mais complexa.
 Nas ciências, destacou-se na biologia e na
  lógica. Foi professor de Alexandre, O
  Grande.
 Alexandre, O Grande, espalhou a cultura grega por
 quase todo mundo conhecido na antiguidade. Anos
 mais tarde, Paulo de Tarso difundiu o cristianismo e
 organizou a Igreja neste mesmo mundo.

 Com o crescimento do cristianismo, ocorreu a fusão
 entre o Império Romano e a Igreja, marcando o fim da
 antiguidade. Assim, a Filosofia medieval, em linhas
 gerais, cristianizou a Filosofia grega, especialmente
 Platão e Aristóteles.
 No mundo medieval, não haviam meios de
  comunicação de massa,             os   meios   de
  transporte eram precários.

 O analfabetismo era comum até entre as
  elites, só o clero tinha acesso à cultura. Livros
  tinham de ser escritos e reproduzidos a mão.

 As poucas bibliotecas da época ficavam nos
  mosteiros.

 O esforço da Filosofia medieval foi, grosso
  modo, conciliar a fé e a razão.
 354   – 430 d. C.; recebeu profunda
  influência de Platão, cuja filosofia
  cristianizou.
 Falou sobre o livre-arbítrio: sendo Deus
  eterno e imutável, perfeito, dele não viria
  o mal, mas sim da liberdade de escolha
  para nossas ações e convicções.
 Do material ao espiritual, e do espiritual
  para Deus – a superação do humano pela
  santidade (base do gótico).
 Percebemos claramente a dialética, a
  dualidade cósmica e a concepção de bem
  supremo de Platão.
 1225 – 1274 d.C. – recebeu profunda
                       influência de Aristóteles,        cuja
                       Filosofia cristianizou - tomismo.
                      Deus, motor primeiro do universo; a
                       causa não causada, origem de todas as
                       causas de Aristóteles.
                      A teoria das 4 causas de Aristóteles –
 Gordo, sério e de
      poucas           substância e forma – alma e corpo;
palavras, Tomás de     eficiência e finalidade - criação e
 Aquino ganhou
   dos colegas o
                       vontade de Deus – aparecem
  apelido de “Boi      claramente como prova da existência
 Mudo da Sicília”.
                       de Deus na Filosofia tomista.
Grupo de estudos e pesquisas Cibernética Pedagógica.
LLD - Laboratório de linguagens Digitais da ECA - USP.

                                      Imagens: Google.

                                      Prof. Douglas Gregorio.
                                www.kafenacoca.blogspot.com


                                              Outubro de 2010.

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Mais procurados (20)

Slide a origem da filosofia
Slide a origem da filosofiaSlide a origem da filosofia
Slide a origem da filosofia
 
Filosofia clássica
Filosofia clássicaFilosofia clássica
Filosofia clássica
 
Mito e Filosofia
Mito e FilosofiaMito e Filosofia
Mito e Filosofia
 
Aristóteles
AristótelesAristóteles
Aristóteles
 
Filosofia
Filosofia Filosofia
Filosofia
 
A mitologia e a filosofia grega
A mitologia e a filosofia gregaA mitologia e a filosofia grega
A mitologia e a filosofia grega
 
Conhecendo Pitágoras
Conhecendo PitágorasConhecendo Pitágoras
Conhecendo Pitágoras
 
Platão e a teoria das ideias
Platão e a teoria das ideiasPlatão e a teoria das ideias
Platão e a teoria das ideias
 
O nascimento da filosofia
O nascimento da filosofiaO nascimento da filosofia
O nascimento da filosofia
 
Origem e divisão da filosofia
Origem e divisão da filosofiaOrigem e divisão da filosofia
Origem e divisão da filosofia
 
Filosofia Grécia
Filosofia GréciaFilosofia Grécia
Filosofia Grécia
 
Aula de filosofia
Aula de filosofia Aula de filosofia
Aula de filosofia
 
O surgimento da filosofia
O surgimento da filosofiaO surgimento da filosofia
O surgimento da filosofia
 
Mito e filosofia
Mito e filosofiaMito e filosofia
Mito e filosofia
 
Filosofias no Helenismo
Filosofias no HelenismoFilosofias no Helenismo
Filosofias no Helenismo
 
Platão e Aristóteles
Platão e AristótelesPlatão e Aristóteles
Platão e Aristóteles
 
Filosofia antiga
Filosofia antigaFilosofia antiga
Filosofia antiga
 
3 ética em aristóteles
3 ética em aristóteles3 ética em aristóteles
3 ética em aristóteles
 
Mitologia e Filosofia - diferenças
Mitologia e Filosofia - diferençasMitologia e Filosofia - diferenças
Mitologia e Filosofia - diferenças
 
Introdução à filosofia
Introdução à filosofiaIntrodução à filosofia
Introdução à filosofia
 

Semelhante a Filosofia clássica 1

Antropologia (Slide)[1][1][1]
Antropologia (Slide)[1][1][1]Antropologia (Slide)[1][1][1]
Antropologia (Slide)[1][1][1]Dell Sales
 
2 filosofia antiga e medieval filosofia
2 filosofia antiga e medieval   filosofia2 filosofia antiga e medieval   filosofia
2 filosofia antiga e medieval filosofiaDaniele Rubim
 
2 filosofia antiga e medieval filosofia
2 filosofia antiga e medieval   filosofia2 filosofia antiga e medieval   filosofia
2 filosofia antiga e medieval filosofiaDaniele Rubim
 
Principais períodos da história da filosofia
Principais períodos da história da filosofiaPrincipais períodos da história da filosofia
Principais períodos da história da filosofiaAldenei Barros
 
Apresentações Sociais
Apresentações SociaisApresentações Sociais
Apresentações Sociaisitassa
 
Antropologia correcao3.
Antropologia correcao3.Antropologia correcao3.
Antropologia correcao3.itassa
 
1 aula - fil. impressão.pptx
1 aula - fil. impressão.pptx1 aula - fil. impressão.pptx
1 aula - fil. impressão.pptxjosuelsilva19
 
Trabalho de antropologia
Trabalho de antropologiaTrabalho de antropologia
Trabalho de antropologiaPSIFCA
 
Trabalho de história filosofia grega
Trabalho de história  filosofia gregaTrabalho de história  filosofia grega
Trabalho de história filosofia gregaCarolina Alves
 
Slides Antropologia
Slides AntropologiaSlides Antropologia
Slides AntropologiaMisterios10
 
Slide a origem da filosofia1
Slide a origem da filosofia1Slide a origem da filosofia1
Slide a origem da filosofia1iranildespm
 

Semelhante a Filosofia clássica 1 (20)

Antropologia (Slide)[1][1][1]
Antropologia (Slide)[1][1][1]Antropologia (Slide)[1][1][1]
Antropologia (Slide)[1][1][1]
 
Antropologia Filosófica
Antropologia FilosóficaAntropologia Filosófica
Antropologia Filosófica
 
2 filosofia antiga e medieval filosofia
2 filosofia antiga e medieval   filosofia2 filosofia antiga e medieval   filosofia
2 filosofia antiga e medieval filosofia
 
2 filosofia antiga e medieval filosofia
2 filosofia antiga e medieval   filosofia2 filosofia antiga e medieval   filosofia
2 filosofia antiga e medieval filosofia
 
Principais períodos da história da filosofia
Principais períodos da história da filosofiaPrincipais períodos da história da filosofia
Principais períodos da história da filosofia
 
História da Filosofia
História da FilosofiaHistória da Filosofia
História da Filosofia
 
Antropologia modificado
Antropologia modificadoAntropologia modificado
Antropologia modificado
 
Antropologia modificado
Antropologia modificadoAntropologia modificado
Antropologia modificado
 
Antropologia
Antropologia Antropologia
Antropologia
 
Apresentações Sociais
Apresentações SociaisApresentações Sociais
Apresentações Sociais
 
Antropologia correcao3.
Antropologia correcao3.Antropologia correcao3.
Antropologia correcao3.
 
1 aula - fil. impressão.pptx
1 aula - fil. impressão.pptx1 aula - fil. impressão.pptx
1 aula - fil. impressão.pptx
 
Trabalho de antropologia
Trabalho de antropologiaTrabalho de antropologia
Trabalho de antropologia
 
VisãO Geral da Filosofia
VisãO Geral da FilosofiaVisãO Geral da Filosofia
VisãO Geral da Filosofia
 
Antropologia
AntropologiaAntropologia
Antropologia
 
Trabalho de história filosofia grega
Trabalho de história  filosofia gregaTrabalho de história  filosofia grega
Trabalho de história filosofia grega
 
Slides Antropologia
Slides AntropologiaSlides Antropologia
Slides Antropologia
 
A origem da filosofia
A origem da filosofia A origem da filosofia
A origem da filosofia
 
Origem da Filosofia
Origem da FilosofiaOrigem da Filosofia
Origem da Filosofia
 
Slide a origem da filosofia1
Slide a origem da filosofia1Slide a origem da filosofia1
Slide a origem da filosofia1
 

Mais de Douglas Gregorio

Mais de Douglas Gregorio (20)

MOOC - o que é?
MOOC - o que é?MOOC - o que é?
MOOC - o que é?
 
A Cultura Underground.
A Cultura Underground.A Cultura Underground.
A Cultura Underground.
 
Micromacroeconomia.
Micromacroeconomia.Micromacroeconomia.
Micromacroeconomia.
 
A Virtude.
A Virtude.A Virtude.
A Virtude.
 
A Revolução Digital.
A Revolução Digital.A Revolução Digital.
A Revolução Digital.
 
A sociedade em rede.
A sociedade em rede.A sociedade em rede.
A sociedade em rede.
 
Questão ambiental.
Questão ambiental.Questão ambiental.
Questão ambiental.
 
Cultura, o que é.
Cultura, o que é.Cultura, o que é.
Cultura, o que é.
 
Conflitos mundiais.
Conflitos mundiais.Conflitos mundiais.
Conflitos mundiais.
 
Ciência, introdução.
Ciência, introdução.Ciência, introdução.
Ciência, introdução.
 
Sociologia, introdução.
Sociologia, introdução.Sociologia, introdução.
Sociologia, introdução.
 
Comunidade, sociologia.
Comunidade, sociologia.Comunidade, sociologia.
Comunidade, sociologia.
 
Conhecimento mítico
Conhecimento míticoConhecimento mítico
Conhecimento mítico
 
Subdesenvolvimento.
Subdesenvolvimento.Subdesenvolvimento.
Subdesenvolvimento.
 
A natureza humana.
A natureza humana. A natureza humana.
A natureza humana.
 
Walter Benjamin e o conceito de história.
Walter Benjamin e o conceito de história.Walter Benjamin e o conceito de história.
Walter Benjamin e o conceito de história.
 
Socialização
SocializaçãoSocialização
Socialização
 
Antropologia.
Antropologia.Antropologia.
Antropologia.
 
Marketing - análise ambiental - tecnologia e competitividade.
Marketing - análise ambiental - tecnologia e competitividade.Marketing - análise ambiental - tecnologia e competitividade.
Marketing - análise ambiental - tecnologia e competitividade.
 
Marketing - análise ambiental - ambiente social.
Marketing - análise ambiental - ambiente social.Marketing - análise ambiental - ambiente social.
Marketing - análise ambiental - ambiente social.
 

Último

Exercícios de Clima no brasil e no mundo.pdf
Exercícios de Clima no brasil e no mundo.pdfExercícios de Clima no brasil e no mundo.pdf
Exercícios de Clima no brasil e no mundo.pdfRILTONNOGUEIRADOSSAN
 
Semana Interna de Prevenção de Acidentes SIPAT/2024
Semana Interna de Prevenção de Acidentes SIPAT/2024Semana Interna de Prevenção de Acidentes SIPAT/2024
Semana Interna de Prevenção de Acidentes SIPAT/2024Rosana Andrea Miranda
 
5ca0e9_ea0307e5baa1478490e87a15cb4ee530.pdf
5ca0e9_ea0307e5baa1478490e87a15cb4ee530.pdf5ca0e9_ea0307e5baa1478490e87a15cb4ee530.pdf
5ca0e9_ea0307e5baa1478490e87a15cb4ee530.pdfedjailmax
 
04_GuiaDoCurso_Neurociência, Psicologia Positiva e Mindfulness.pdf
04_GuiaDoCurso_Neurociência, Psicologia Positiva e Mindfulness.pdf04_GuiaDoCurso_Neurociência, Psicologia Positiva e Mindfulness.pdf
04_GuiaDoCurso_Neurociência, Psicologia Positiva e Mindfulness.pdfARIANAMENDES11
 
Meu corpo - Ruth Rocha e Anna Flora livro
Meu corpo - Ruth Rocha e Anna Flora livroMeu corpo - Ruth Rocha e Anna Flora livro
Meu corpo - Ruth Rocha e Anna Flora livroBrenda Fritz
 
bem estar animal em proteção integrada componente animal
bem estar animal em proteção integrada componente animalbem estar animal em proteção integrada componente animal
bem estar animal em proteção integrada componente animalcarlamgalves5
 
CONTO-3º-4º-E-5ºANO-A-PRINCESA-E-A-ERVILHA[1] (1).docx
CONTO-3º-4º-E-5ºANO-A-PRINCESA-E-A-ERVILHA[1] (1).docxCONTO-3º-4º-E-5ºANO-A-PRINCESA-E-A-ERVILHA[1] (1).docx
CONTO-3º-4º-E-5ºANO-A-PRINCESA-E-A-ERVILHA[1] (1).docxEduardaMedeiros18
 
Os Padres de Assaré - CE. Prof. Francisco Leite
Os Padres de Assaré - CE. Prof. Francisco LeiteOs Padres de Assaré - CE. Prof. Francisco Leite
Os Padres de Assaré - CE. Prof. Francisco Leiteprofesfrancleite
 
Atividade do poema sobre mãe de mário quintana.pdf
Atividade do poema sobre mãe de mário quintana.pdfAtividade do poema sobre mãe de mário quintana.pdf
Atividade do poema sobre mãe de mário quintana.pdfmaria794949
 
AS COLUNAS B E J E SUAS POSICOES CONFORME O RITO.pdf
AS COLUNAS B E J E SUAS POSICOES CONFORME O RITO.pdfAS COLUNAS B E J E SUAS POSICOES CONFORME O RITO.pdf
AS COLUNAS B E J E SUAS POSICOES CONFORME O RITO.pdfssuserbb4ac2
 
O carteiro chegou - Janet & Allan Ahlberg
O carteiro chegou - Janet & Allan AhlbergO carteiro chegou - Janet & Allan Ahlberg
O carteiro chegou - Janet & Allan AhlbergBrenda Fritz
 
Multiplicação - Caça-número
Multiplicação - Caça-número Multiplicação - Caça-número
Multiplicação - Caça-número Mary Alvarenga
 
PPP6_ciencias final 6 ano ano de 23/24 final
PPP6_ciencias final 6 ano ano de 23/24 finalPPP6_ciencias final 6 ano ano de 23/24 final
PPP6_ciencias final 6 ano ano de 23/24 finalcarlaOliveira438
 
Apresentação sobre as etapas do desenvolvimento infantil
Apresentação sobre as etapas do desenvolvimento infantilApresentação sobre as etapas do desenvolvimento infantil
Apresentação sobre as etapas do desenvolvimento infantilMariaHelena293800
 
Apresentação de vocabulário fundamental em contexto de atendimento
Apresentação de vocabulário fundamental em contexto de atendimentoApresentação de vocabulário fundamental em contexto de atendimento
Apresentação de vocabulário fundamental em contexto de atendimentoPedroFerreira53928
 
Recurso da Casa das Ciências: Bateria/Acumulador
Recurso da Casa das Ciências: Bateria/AcumuladorRecurso da Casa das Ciências: Bateria/Acumulador
Recurso da Casa das Ciências: Bateria/AcumuladorCasa Ciências
 
O que é uma Revolução Solar. tecnica preditiva
O que é uma Revolução Solar. tecnica preditivaO que é uma Revolução Solar. tecnica preditiva
O que é uma Revolução Solar. tecnica preditivaCludiaRodrigues693635
 
AULA Saúde e tradição-3º Bimestre tscqv.pptx
AULA Saúde e tradição-3º Bimestre tscqv.pptxAULA Saúde e tradição-3º Bimestre tscqv.pptx
AULA Saúde e tradição-3º Bimestre tscqv.pptxGraycyelleCavalcanti
 
Hans Kelsen - Teoria Pura do Direito - Obra completa.pdf
Hans Kelsen - Teoria Pura do Direito - Obra completa.pdfHans Kelsen - Teoria Pura do Direito - Obra completa.pdf
Hans Kelsen - Teoria Pura do Direito - Obra completa.pdfLeandroTelesRocha2
 
Unidade 4 (Texto poético) (Teste sem correção) (2).docx
Unidade 4 (Texto poético) (Teste sem correção) (2).docxUnidade 4 (Texto poético) (Teste sem correção) (2).docx
Unidade 4 (Texto poético) (Teste sem correção) (2).docxRaquelMartins389880
 

Último (20)

Exercícios de Clima no brasil e no mundo.pdf
Exercícios de Clima no brasil e no mundo.pdfExercícios de Clima no brasil e no mundo.pdf
Exercícios de Clima no brasil e no mundo.pdf
 
Semana Interna de Prevenção de Acidentes SIPAT/2024
Semana Interna de Prevenção de Acidentes SIPAT/2024Semana Interna de Prevenção de Acidentes SIPAT/2024
Semana Interna de Prevenção de Acidentes SIPAT/2024
 
5ca0e9_ea0307e5baa1478490e87a15cb4ee530.pdf
5ca0e9_ea0307e5baa1478490e87a15cb4ee530.pdf5ca0e9_ea0307e5baa1478490e87a15cb4ee530.pdf
5ca0e9_ea0307e5baa1478490e87a15cb4ee530.pdf
 
04_GuiaDoCurso_Neurociência, Psicologia Positiva e Mindfulness.pdf
04_GuiaDoCurso_Neurociência, Psicologia Positiva e Mindfulness.pdf04_GuiaDoCurso_Neurociência, Psicologia Positiva e Mindfulness.pdf
04_GuiaDoCurso_Neurociência, Psicologia Positiva e Mindfulness.pdf
 
Meu corpo - Ruth Rocha e Anna Flora livro
Meu corpo - Ruth Rocha e Anna Flora livroMeu corpo - Ruth Rocha e Anna Flora livro
Meu corpo - Ruth Rocha e Anna Flora livro
 
bem estar animal em proteção integrada componente animal
bem estar animal em proteção integrada componente animalbem estar animal em proteção integrada componente animal
bem estar animal em proteção integrada componente animal
 
CONTO-3º-4º-E-5ºANO-A-PRINCESA-E-A-ERVILHA[1] (1).docx
CONTO-3º-4º-E-5ºANO-A-PRINCESA-E-A-ERVILHA[1] (1).docxCONTO-3º-4º-E-5ºANO-A-PRINCESA-E-A-ERVILHA[1] (1).docx
CONTO-3º-4º-E-5ºANO-A-PRINCESA-E-A-ERVILHA[1] (1).docx
 
Os Padres de Assaré - CE. Prof. Francisco Leite
Os Padres de Assaré - CE. Prof. Francisco LeiteOs Padres de Assaré - CE. Prof. Francisco Leite
Os Padres de Assaré - CE. Prof. Francisco Leite
 
Atividade do poema sobre mãe de mário quintana.pdf
Atividade do poema sobre mãe de mário quintana.pdfAtividade do poema sobre mãe de mário quintana.pdf
Atividade do poema sobre mãe de mário quintana.pdf
 
AS COLUNAS B E J E SUAS POSICOES CONFORME O RITO.pdf
AS COLUNAS B E J E SUAS POSICOES CONFORME O RITO.pdfAS COLUNAS B E J E SUAS POSICOES CONFORME O RITO.pdf
AS COLUNAS B E J E SUAS POSICOES CONFORME O RITO.pdf
 
O carteiro chegou - Janet & Allan Ahlberg
O carteiro chegou - Janet & Allan AhlbergO carteiro chegou - Janet & Allan Ahlberg
O carteiro chegou - Janet & Allan Ahlberg
 
Multiplicação - Caça-número
Multiplicação - Caça-número Multiplicação - Caça-número
Multiplicação - Caça-número
 
PPP6_ciencias final 6 ano ano de 23/24 final
PPP6_ciencias final 6 ano ano de 23/24 finalPPP6_ciencias final 6 ano ano de 23/24 final
PPP6_ciencias final 6 ano ano de 23/24 final
 
Apresentação sobre as etapas do desenvolvimento infantil
Apresentação sobre as etapas do desenvolvimento infantilApresentação sobre as etapas do desenvolvimento infantil
Apresentação sobre as etapas do desenvolvimento infantil
 
Apresentação de vocabulário fundamental em contexto de atendimento
Apresentação de vocabulário fundamental em contexto de atendimentoApresentação de vocabulário fundamental em contexto de atendimento
Apresentação de vocabulário fundamental em contexto de atendimento
 
Recurso da Casa das Ciências: Bateria/Acumulador
Recurso da Casa das Ciências: Bateria/AcumuladorRecurso da Casa das Ciências: Bateria/Acumulador
Recurso da Casa das Ciências: Bateria/Acumulador
 
O que é uma Revolução Solar. tecnica preditiva
O que é uma Revolução Solar. tecnica preditivaO que é uma Revolução Solar. tecnica preditiva
O que é uma Revolução Solar. tecnica preditiva
 
AULA Saúde e tradição-3º Bimestre tscqv.pptx
AULA Saúde e tradição-3º Bimestre tscqv.pptxAULA Saúde e tradição-3º Bimestre tscqv.pptx
AULA Saúde e tradição-3º Bimestre tscqv.pptx
 
Hans Kelsen - Teoria Pura do Direito - Obra completa.pdf
Hans Kelsen - Teoria Pura do Direito - Obra completa.pdfHans Kelsen - Teoria Pura do Direito - Obra completa.pdf
Hans Kelsen - Teoria Pura do Direito - Obra completa.pdf
 
Unidade 4 (Texto poético) (Teste sem correção) (2).docx
Unidade 4 (Texto poético) (Teste sem correção) (2).docxUnidade 4 (Texto poético) (Teste sem correção) (2).docx
Unidade 4 (Texto poético) (Teste sem correção) (2).docx
 

Filosofia clássica 1

  • 1. Uma síntese da tradição ocidental. PARTE I Filosofia Antiga e Medieval. Prof. Douglas Gregorio.
  • 2.  A palavra filosofia surgiu na Grécia Antiga, há aproximadamente 2.400 anos atrás.  Semântica: filo, amigo e sofós, sabedoria, ou seja, o filósofo é o: “amigo da sabedoria”, e filosofia é o: Heródoto (484-425 a.C. ?), poeta e historiador, autor de A Ilíada e da “amor pelo saber”, e filosofar Odisséia. Foi um dos primeiros a é: “amar a sabedoria”. usar o termo Filosofia.
  • 3.  Trata-se de uma ciência? Não, porque não tem método nem objeto de estudo definido.  Trata-se de uma doutrina, um saber místico/religioso? Também não, porque utiliza a racionalidade e a lógica como base, e não a fé.  A FILOSOFIA É, PORTANTO, UMA MODALIDADE DE CONHECIMENTO, assim como é a arte e as ciências.
  • 4.  Pessoas desinformadas ou Descartes preconceituosas classificam a 1596 – 1650. Filosofia como “mera erudição decorativa”, já que não tem utilidade produtiva... será?!  Pascal, Leibniz e Descartes, desenvolveram o raciocínio binário... que é a base da INFORMÁTICA.
  • 5.  Os filósofos do Iluminismo desenvolveram as bases do Estado contemporâneo – a República Democrática e os Três Poderes; o resultado foi a Revolução Francesa e o fim da Voltaire ditadura dos reis; se hoje votamos, em 1694 - 1778 grande parte é graças a eles.  Aprofundando as teorias de Platão, Freud desenvolveu a Psicanálise... ... só para citar alguns poucos, de muitos Freud 1856 - 1939 exemplos!
  • 6. Buda 563 – 483 a.C. (?) Confúcio  No Oriente, em regiões 551 – 479 a.C. (?) como a China e a Índia, desenvolveram-se desde a antiguidade expressões legitimamente filosóficas.  Porém, o nosso propósito é estudar a nossa tradição filosófica, a TRADIÇÃO Tales de Mileto OCIDENTAL, que teve seu 624 – 556 a.C. (?) início na Grécia Antiga.
  • 7.  Em nossa tradição, a Filosofia clássica é estudada a partir de duas grandes unidades básicas:  A história da Filosofia, dividida em: antiga, medieval, moderna e contemporânea.  As áreas da Filosofia:  Ética: os valores de bem, a moral.  Filosofia Política: a questão do poder.  Estética: os valores de beleza, a arte.  Teoria do Conhecimento: a questão das verdades científicas.  Lógica: a coerência do discurso, a linguagem.  Estes tópicos constituem o currículo básico de um curso universitário de Filosofia.
  • 8.  Ocorreu na região da Grécia, entre os séculos VII ou VI a.C., até os séculos V ou VI d.C. .  Temos aqui a divisão em dois períodos:  pré-socrático;  pós-socrático, a partir de aprox. 300 a.C.
  • 9.  Ocorreu em vários centros espalhados pela região da Grécia antiga.  A maioria dos pré-socráticos buscava o elemento primordial que deu origem a tudo o que compõe a natureza, a physis.  Este elemento era chamado de arché.  Neste período surgiram as bases da física, da química, e da matemática.
  • 10. Principais filósofos: TALES DE MILETO, 624 – 558 a.C. (?) - Considerado o primeiro filósofo, Pai da Filosofia e da Cultura Ocidental, desenvolveu as bases da astronomia e seu arché era a água. PITÁGORAS DE SAMOS, 570 – 497 a.C. (?) – Um dos mais enigmáticos filósofos, considerava o número como a essência de todas as coisas, ou seja, era um metafísico. A ele devemos as bases da matemática e da música.
  • 11. Principais filósofos: HERÁCLITO DE ÉFESO, 540 – 470 a.C. (?) – Falava que a natureza está em constante movimento de transformação, cuja dinâmica dá- se através da tensão entre opostos: quente/frio, seco/úmido etc., e seu arché era o fogo. PARMÊNIDES DE ELÉIA, 530 – 460 a.C. (?) – Falava que a essência de todas as coisas era o ser, uma dimensão além da matéria, ou seja, metafísica; afirmava também que o ser é uno e estático, ou seja, transformação e movimento são ilusões.
  • 12.  Viveu em Atenas, em 469 – 399 a.C.. Preocupou-se em estudar o Homem: sua consciência, conhecimento e prática moral.  Métodos: a ironia, mostra a fragilidade das certezas, e a maiêutica “parto das idéias”, tomar consciência do conhecimento.  Incômodo para as elites, foi julgado por impiedade e corrupção da juventude, sendo condenado à morte.
  • 13.  Viveu em Atenas, em 427 – 347 a.C.. Escreveu vasta obra em diálogos, de profunda influência até a atualidade. Por isso é considerado o maior filósofo de todos os tempos.  Discípulo de Sócrates, fundou a primeira universidade da história, a Academia.  Tratou, entre outros temas, da dialética do conhecimento: como as idéias evoluem de opiniões que se contrapõe, dando origem a novas e mais aperfeiçoadas idéias.  Seu universo era composto do mundo físico, mutável e corruptível, e de um mundo metafísico (mundo das idéias), perfeito, eterno e imutável – a dualidade cósmica.
  • 14.  Viveu entre 384 – 322 a.C.. Discípulo de Platão, discordou do mestre ao afirmar que o conhecimento é construído a partir das impressões sensíveis – base da ciência até a atualidade.  Os seres existem em ato – aquilo o que podemos sentir no momento, e potência, aquilo o que eles podem vir a ser.  Classificou os seres numa hierarquia piramidal, de uma maioria pouco evoluída a uma minoria mais complexa.  Nas ciências, destacou-se na biologia e na lógica. Foi professor de Alexandre, O Grande.
  • 15.  Alexandre, O Grande, espalhou a cultura grega por quase todo mundo conhecido na antiguidade. Anos mais tarde, Paulo de Tarso difundiu o cristianismo e organizou a Igreja neste mesmo mundo.  Com o crescimento do cristianismo, ocorreu a fusão entre o Império Romano e a Igreja, marcando o fim da antiguidade. Assim, a Filosofia medieval, em linhas gerais, cristianizou a Filosofia grega, especialmente Platão e Aristóteles.
  • 16.  No mundo medieval, não haviam meios de comunicação de massa, os meios de transporte eram precários.  O analfabetismo era comum até entre as elites, só o clero tinha acesso à cultura. Livros tinham de ser escritos e reproduzidos a mão.  As poucas bibliotecas da época ficavam nos mosteiros.  O esforço da Filosofia medieval foi, grosso modo, conciliar a fé e a razão.
  • 17.  354 – 430 d. C.; recebeu profunda influência de Platão, cuja filosofia cristianizou.  Falou sobre o livre-arbítrio: sendo Deus eterno e imutável, perfeito, dele não viria o mal, mas sim da liberdade de escolha para nossas ações e convicções.  Do material ao espiritual, e do espiritual para Deus – a superação do humano pela santidade (base do gótico).  Percebemos claramente a dialética, a dualidade cósmica e a concepção de bem supremo de Platão.
  • 18.  1225 – 1274 d.C. – recebeu profunda influência de Aristóteles, cuja Filosofia cristianizou - tomismo.  Deus, motor primeiro do universo; a causa não causada, origem de todas as causas de Aristóteles.  A teoria das 4 causas de Aristóteles – Gordo, sério e de poucas substância e forma – alma e corpo; palavras, Tomás de eficiência e finalidade - criação e Aquino ganhou dos colegas o vontade de Deus – aparecem apelido de “Boi claramente como prova da existência Mudo da Sicília”. de Deus na Filosofia tomista.
  • 19. Grupo de estudos e pesquisas Cibernética Pedagógica. LLD - Laboratório de linguagens Digitais da ECA - USP. Imagens: Google. Prof. Douglas Gregorio. www.kafenacoca.blogspot.com Outubro de 2010.