UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS
INSTITUTO DE FILOSOGIA, SOCIOLOGIA E POLÍTICA.
PIBID – PROGRAMA INSTITUCIONAL DE BOLSAS DE INICIAÇÃO À
DOCÊNCIA
FICHAMENTO
1. Referência bibliográfica completa:
ROSA, M.; BEZERRA, M. C. S. A Luta dos Movimentos Sociais do Campo e as
Demandas por Educação. Disponível em:
http://betara.ufscar.br:8080/eventos/semgepec/trabalhos/eixo-1/mirian-rosa, acessado em
04/06/2016.
Bibliografia complementar:
RIBEIRO, P.M.., Org.: SANTOS, E.V. “Educação no Campo: Rompendo cercas,
construindo caminhos..” 2ª edição. FETAEMG, 2011. Disponível em:
http://www.fetaemg.org.br/wp-content/uploads/2011/07/educacao-do-campo-2-edicao.pdf,
acessado em 03/06/2016.
2. Ideia, problema principal:
Em suma, o artigo busca destacar demandas dos movimentos sociais para que as políticas
educacionais do campo, de fato, se efetivem. O papel dos movimentos sociais na conquista
de uma educação que vai além do meio rural, e que é específica para população que vive e
trabalha no campo.
3. Hipóteses - proposição que pode ser a solução do problema: (identificar e
transcrever as principais hipóteses, indicando a página)
No artigo podemos identificar, inicialmente, a importância dos movimentos sociais para as
lutas pela educação. As autoras descrevem a trajetória dos movimentos sociais,
apropriando-se de pensamentos de autores como Carvalho (2003), Gohn (1998) e Poli
(1999) que vão contextualizar os movimentos sociais.
“...Vamos discutir o contexto da emergência dos movimentos
sociais e os do campo em específico e sua luta por educação, travada no
interior do processo de discussão do projeto de sociedade diferente da
que aí está e que, para ser distinta do que é, necessita que seus
povos tenham acesso ao conhecimento historicamente sistematizado...”
(PÁG. 1)
Além disso, Carvalho (2003) faz a seguinte colocação a respeito dos movimentos sociais e
em relação à área rural:
“...Na área rural o processo de institucionalização e
organização camponesa já vinha acontecendo desde os anos 1940.
Para Poli (1999) neste período se deu um importante processo de
mobilização e de resistência organizada, principalmente no Nordeste
e Sul, efetivados pelas Ligas Camponesas e Sindicatos Rurais,
fundamentados por matrizes ideológicas do Partido Comunista
Brasileiro (PCB) e pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) até os anos
60.” (PÁG. 3)
É importante ressaltar que movimentos sociais, como o MST (Movimento dos
Trabalhadores Sem Terra) foram precursores na luta pela Educação do/no Campo. A partir
de dados históricos, tínhamos a educação rural, essa que já estava inserida na sociedade
pelas classes dominantes. O artigo foca justamente no novo modelo de educação
conquistado a partir desses movimentos sociais, que foram um meio de luta na conquista
pela educação no campo.
“Os Movimentos Sociais tem construído um novo modelo de educação.
Para Chaves (2011) não se trata de qualquer educação, lutam por uma
educação que sirva a seus interesses de classe trabalhadora. Nesse sentido
exigem uma educação que leve em consideração o trabalho no campo e
que possibilite o desenvolvimento do território em que vive.” (PÁG.4/5)
A educação do campo surge em um cenário que possuía ausência de políticas públicas
capazes de garantir o direito á educação e á escola para todas as classes da população do
campo
“O movimento da Educação do Campo foi uma articulação
política de organizações e entidades para denuncias e luta por políticas públicas
de educação no e do campo e para a mobilização popular em torno de um projeto
de educação no e do campo e para a mobilização popular em torno de um projeto
de desenvolvimento.”
A educação do campo possui três matrizes prioritárias. Que para Caldart (2004) são
baseadas em referências pedagógicas:
“A primeira delas é a tradição do pensamento socialista que traz a
dimensão pedagógica do trabalho e da organização coletiva e a formação humana. A
segunda referência é a Pedagogia do Oprimido de Paulo Freire e a tradição decorrente
das experiências da Educação Popular. E a terceira referência pedagógica para a
Educação do campo é a Pedagogia do Movimento que dialoga com as anteriores,
mas é produzida desde as experiências educativas dos próprios movimentos
sociais, em especial os movimentos do campo.”
Além do mais, precisamos de profissionais capacitados para atuar na educação do campo.
Essa é justamente outra demanda dos movimentos sociais: Formar educadores do campo.
“O desafio de garantir o ensino de qualidade, passa pela
valorização do profissional da educação.” Carvalho (2003)
5. Principais conclusões do autor (identificar e transcrever as principais conclusões,
indicando a página):
Os movimentos sociais são necessários para se pensar em uma nova educação do e no
campo. Uma escola do e no campo, é uma escola que visualize as mudanças na sociedade e
consiga acompanhar, ao mesmo tempo, possibilitando a formação do aluno de acordo com
suas necessidades.
“O movimento social no campo representa uma nova consciência
de direitos,
á terra, ao trabalho, á igualdade, ao conhecimento, á cultura, á saúde e
á educação. O conjunto de lutas e ações que os homens e mulheres do
campo
realizam, os riscos que assumem, mostram o quanto se reconhecem
sujeitos de direitos.” (Pág.7)
Deve-se sempre levar em conta que a educação do e no campo pretende vincular o saber
universal com as experiências da vida dos alunos no meio rural, tendo suas políticas
públicas específicas, essas, que possam atender as demandas educativas, sociais e
geográficas dos alunos.
“...O campo é espaço de vida digna e é legítima a luta para as
políticas públicas específicas e por um projeto educativo próprio para
seus sujeitos...” (CALDART, 2004, p.1)
Os movimentos sociais do campo lutam por uma educação voltada para as necessidades
humanas e sociais da população do campo, valorizando a cultura, seus saberes populares,
preservação do meio ambiente, entre outros. Eles ampliam o acesso à educação efetivando
por meio de projetos desenvolvidos em parcerias, como também pela construção de escolas
nas áreas de assentamentos de modo a atender as reais necessidades da população do
campo.
6. Considerações pessoais:
Podemos refletir acerca, principalmente, da importância dos movimentos sociais para
instituição de uma educação do e no campo realmente eficaz. Que esteja atendendo as
demandas de seu público alvo: moradores da zona rural, de todas as classes.
Mas afinal, qual o papel dos movimentos sociais na educação do/no campo em dias atuais?
A própria autora do artigo atenta para a importância desses enquanto meio de priorizar a
educação, considerada como necessidade básica para os trabalhadores do campo, com o
intuito de mudar a concepção de que o campo é um lugar atrasado ou um lugar que serve
apenas como produto de mercadoria.
Outro ponto importante, diz respeito à contextualização. Acima explanamos o fato de que a
educação nas áreas rurais era seletiva, atingia as classes dominantes, sendo assim, os
movimentos sociais vieram como uma maneira de construir uma educação do campo, para
todos, e não uma educação somente do meio rural.
Por fim, vimos que os movimentos sociais vieram também, para pensar numa educação que
atenda as necessidades do campo e não uma educação baseada nos modelos das instituições
escolares existentes que são propriamente voltadas para o interesse do capital. Uma
educação criada e pensada juntamente com a população do campo e para a população do
campo.
7. Palavras-chave: Educação, Movimentos Sociais, Educação do/no Campo, Educadores
do Campo

Fichamento educação no campo 2

  • 1.
    UNIVERSIDADE FEDERAL DEPELOTAS INSTITUTO DE FILOSOGIA, SOCIOLOGIA E POLÍTICA. PIBID – PROGRAMA INSTITUCIONAL DE BOLSAS DE INICIAÇÃO À DOCÊNCIA FICHAMENTO 1. Referência bibliográfica completa: ROSA, M.; BEZERRA, M. C. S. A Luta dos Movimentos Sociais do Campo e as Demandas por Educação. Disponível em: http://betara.ufscar.br:8080/eventos/semgepec/trabalhos/eixo-1/mirian-rosa, acessado em 04/06/2016. Bibliografia complementar: RIBEIRO, P.M.., Org.: SANTOS, E.V. “Educação no Campo: Rompendo cercas, construindo caminhos..” 2ª edição. FETAEMG, 2011. Disponível em: http://www.fetaemg.org.br/wp-content/uploads/2011/07/educacao-do-campo-2-edicao.pdf, acessado em 03/06/2016. 2. Ideia, problema principal: Em suma, o artigo busca destacar demandas dos movimentos sociais para que as políticas educacionais do campo, de fato, se efetivem. O papel dos movimentos sociais na conquista de uma educação que vai além do meio rural, e que é específica para população que vive e trabalha no campo. 3. Hipóteses - proposição que pode ser a solução do problema: (identificar e transcrever as principais hipóteses, indicando a página)
  • 2.
    No artigo podemosidentificar, inicialmente, a importância dos movimentos sociais para as lutas pela educação. As autoras descrevem a trajetória dos movimentos sociais, apropriando-se de pensamentos de autores como Carvalho (2003), Gohn (1998) e Poli (1999) que vão contextualizar os movimentos sociais. “...Vamos discutir o contexto da emergência dos movimentos sociais e os do campo em específico e sua luta por educação, travada no interior do processo de discussão do projeto de sociedade diferente da que aí está e que, para ser distinta do que é, necessita que seus povos tenham acesso ao conhecimento historicamente sistematizado...” (PÁG. 1) Além disso, Carvalho (2003) faz a seguinte colocação a respeito dos movimentos sociais e em relação à área rural: “...Na área rural o processo de institucionalização e organização camponesa já vinha acontecendo desde os anos 1940. Para Poli (1999) neste período se deu um importante processo de mobilização e de resistência organizada, principalmente no Nordeste e Sul, efetivados pelas Ligas Camponesas e Sindicatos Rurais, fundamentados por matrizes ideológicas do Partido Comunista Brasileiro (PCB) e pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) até os anos 60.” (PÁG. 3) É importante ressaltar que movimentos sociais, como o MST (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra) foram precursores na luta pela Educação do/no Campo. A partir de dados históricos, tínhamos a educação rural, essa que já estava inserida na sociedade pelas classes dominantes. O artigo foca justamente no novo modelo de educação conquistado a partir desses movimentos sociais, que foram um meio de luta na conquista pela educação no campo. “Os Movimentos Sociais tem construído um novo modelo de educação. Para Chaves (2011) não se trata de qualquer educação, lutam por uma educação que sirva a seus interesses de classe trabalhadora. Nesse sentido exigem uma educação que leve em consideração o trabalho no campo e que possibilite o desenvolvimento do território em que vive.” (PÁG.4/5)
  • 3.
    A educação docampo surge em um cenário que possuía ausência de políticas públicas capazes de garantir o direito á educação e á escola para todas as classes da população do campo “O movimento da Educação do Campo foi uma articulação política de organizações e entidades para denuncias e luta por políticas públicas de educação no e do campo e para a mobilização popular em torno de um projeto de educação no e do campo e para a mobilização popular em torno de um projeto de desenvolvimento.” A educação do campo possui três matrizes prioritárias. Que para Caldart (2004) são baseadas em referências pedagógicas: “A primeira delas é a tradição do pensamento socialista que traz a dimensão pedagógica do trabalho e da organização coletiva e a formação humana. A segunda referência é a Pedagogia do Oprimido de Paulo Freire e a tradição decorrente das experiências da Educação Popular. E a terceira referência pedagógica para a Educação do campo é a Pedagogia do Movimento que dialoga com as anteriores, mas é produzida desde as experiências educativas dos próprios movimentos sociais, em especial os movimentos do campo.” Além do mais, precisamos de profissionais capacitados para atuar na educação do campo. Essa é justamente outra demanda dos movimentos sociais: Formar educadores do campo. “O desafio de garantir o ensino de qualidade, passa pela valorização do profissional da educação.” Carvalho (2003) 5. Principais conclusões do autor (identificar e transcrever as principais conclusões, indicando a página): Os movimentos sociais são necessários para se pensar em uma nova educação do e no campo. Uma escola do e no campo, é uma escola que visualize as mudanças na sociedade e consiga acompanhar, ao mesmo tempo, possibilitando a formação do aluno de acordo com suas necessidades. “O movimento social no campo representa uma nova consciência de direitos,
  • 4.
    á terra, aotrabalho, á igualdade, ao conhecimento, á cultura, á saúde e á educação. O conjunto de lutas e ações que os homens e mulheres do campo realizam, os riscos que assumem, mostram o quanto se reconhecem sujeitos de direitos.” (Pág.7) Deve-se sempre levar em conta que a educação do e no campo pretende vincular o saber universal com as experiências da vida dos alunos no meio rural, tendo suas políticas públicas específicas, essas, que possam atender as demandas educativas, sociais e geográficas dos alunos. “...O campo é espaço de vida digna e é legítima a luta para as políticas públicas específicas e por um projeto educativo próprio para seus sujeitos...” (CALDART, 2004, p.1) Os movimentos sociais do campo lutam por uma educação voltada para as necessidades humanas e sociais da população do campo, valorizando a cultura, seus saberes populares, preservação do meio ambiente, entre outros. Eles ampliam o acesso à educação efetivando por meio de projetos desenvolvidos em parcerias, como também pela construção de escolas nas áreas de assentamentos de modo a atender as reais necessidades da população do campo. 6. Considerações pessoais: Podemos refletir acerca, principalmente, da importância dos movimentos sociais para instituição de uma educação do e no campo realmente eficaz. Que esteja atendendo as demandas de seu público alvo: moradores da zona rural, de todas as classes. Mas afinal, qual o papel dos movimentos sociais na educação do/no campo em dias atuais? A própria autora do artigo atenta para a importância desses enquanto meio de priorizar a educação, considerada como necessidade básica para os trabalhadores do campo, com o intuito de mudar a concepção de que o campo é um lugar atrasado ou um lugar que serve apenas como produto de mercadoria.
  • 5.
    Outro ponto importante,diz respeito à contextualização. Acima explanamos o fato de que a educação nas áreas rurais era seletiva, atingia as classes dominantes, sendo assim, os movimentos sociais vieram como uma maneira de construir uma educação do campo, para todos, e não uma educação somente do meio rural. Por fim, vimos que os movimentos sociais vieram também, para pensar numa educação que atenda as necessidades do campo e não uma educação baseada nos modelos das instituições escolares existentes que são propriamente voltadas para o interesse do capital. Uma educação criada e pensada juntamente com a população do campo e para a população do campo. 7. Palavras-chave: Educação, Movimentos Sociais, Educação do/no Campo, Educadores do Campo