Processo histórico e
político da Educação do
Campo no Brasil
A origem da concepção de educação
rural no Brasil, data desde 1889 com a
Proclamação da República. Na época, o
governo instituiu uma Pasta da
Agricultura, Comércio e Indústria para
atender estudantes dessas áreas,
entretanto, a mesma foi extinta entre
1894 a 1906. Foi novamente instalada
em 1909, como instituições de ensino
para agrônomos. E, constituiu-se como
"educação pública efetivamente
nacional, nos anos 30, após a criação
do Ministério da Educação".
Cláudia Passador (2006),
Constituição de 1934
Pioneiros da Escola Nova
solicitaram reformas educacionais.
Manifesto dos Pioneiros
A Constituição de 1934
Educação profissional voltada
para o contexto industrial
Educação rural
Artigo 156: Parágrafo único
"Para realização do ensino nas
zonas rurais, a União reservará,
no mínimo, vinte por cento das
quotas destinadas a educação
no
respectivo
orçamento
anual." (POLETTE; 2001, p.169)
1947 a nova Constituição Brasileira
Capítulo II da educação e cultura, Artigo
166; inciso III:
"as empresas industriais, comerciais e
agrícolas, em que trabalham mais de
cem pessoas, são obrigadas a manter o
ensino primário gratuito para os seus
servidores
e
os
filhos
destes";
(BALEEIRO E SOBRIDINHO; 2001; p.
108).
A partir de 1940 a
educação brasileira
incorporou a matriz
curricular urbanizada e
industrializada.
Constituição de 1967 e a
Emenda Constitucional
de 1969
permanece a
obrigatoriedade das
empresas agrícolas e
industriais com o ensino
primário gratuito para
empregados e os filhos
menores de 14 anos. Isso
explica, porque o Brasil
até 1970 esteve com uma
educação do campo, sob
o gerenciamento das
iniciativas privadas.
Constituição de 1988
Gestão de Fernando Henrique
Cardoso
Nova Lei de Diretrizes e Base da
Educação Nacional, a 9394/96
Plano Nacional da Educação de 2001
Parâmetros Curriculares Nacionais.
LDB artigo 1º
A educação é o
conjunto de processos
formadores que passa
pelo trabalho, pela
família, pela escola,
pelo movimento
social. Toda educação
escolar terá que
vincular-se ao mundo
do trabalho e à prática
social.
Anos 90
Educação do campo como
uma questão de interesse
nacional ,
(Elementos para um Plano
Nacional de Educação do
Campo – SECAD/MEC)
1997
I Encontro Nacional
de Educadoras e
Educadores da
Reforma Agrária
(promovido pelo MST
com apoio da
UNESCO, UNICEF,
CNBB e UnB)
Conceito de Povos
do Campo: cultura
como modo de vida,
relação com a
produção, tempo e
espaço, meio
ambiente,
2002
Grupo Permanente de
Trabalho (GPT) de
Educação do Campo no
MEC Povos do campo:
pequenos agricultores,
sem- terra, povos da
floresta, pescadores,
quilombolas, ribeirinhos,
extrativistas, assalariados
rurais .
2002
Diretrizes Operacionais
para a Educação Básica
nas Escolas do Campo
(Resolução nº 1/2002 do
CNE/CEB)
2004 Criação da SECAD/MEC Secretaria de Educação
Continuada, Alfabetização e Diversidade
Quatro Departamentos: Educação de Jovens e
Adultos, Desenvolvimento e Articulação Institucional,
Avaliação e Informações Educacionais, Educação para
a Diversidade e Cidadania

Educação para a
Diversidade e
Cidadania Cinco
Coordenações:
Ações Educacionais
Complementares
Diversidade e
Inclusão Social
Educação Ambiental
Educação do Campo
Educação Indígena
Eixos para a construção
das políticas de Educação
do Campo
Construção de uma base
científica para a superação
da dicotomia campo-cidade
e a articulação entre
educação e
desenvolvimento
sustentável.
Construção da esfera
pública na interação
democrática e anticorporativa entre o poder
público e as organizações
da sociedade civil
Eficiência administrativa
da máquina do Estado para
realizar os
encaminhamentos gerados
2004
II Plano Nacional de
Reforma Agrária com a
participação dos
movimentos sociais.
Novas políticas públicas
para viabilizar o
desenvolvimento dos
assentamentos, dando-se
prioridade para ações de
educação e formação.
2005
I Encontro Nacional de
Pesquisa em Educação do
Campo MEC/MDA
Ampliar e aprofundar as
reflexões sobre a
educação do campo, com
base em pesquisas e
intervenções nas
universidades e outros
fóruns (agências de
financiamento,
organizações não
governamentais, entre
outros).
Criação de centros
regionais de pesquisa.
2007
PROCAMPO – SECAD/MEC
Licenciatura em Educação
do Campo
“As políticas de educação
e de formação se
debaterão com duas
tarefas: de um lado,
superar os velhos estilos e
as velhas lógicas ainda
dominantes na visão e no
trato dos povos do campo
e, de outro lado, criar
novos estilos embasados
em novas lógicas e em
novas imagens dos direitos
dos povos do campo.
Políticas atreladas a um
outro Projeto de Campo no
Projeto de Nação”.
M. Arroyo (2005)
Elementos para uma
Política Pública de
Formação de Educadores
2 a 5 de outubro de
2007
III Seminário do Programa
Nacional de Educação na
Reforma Agrária (PRONERA
Campo - Política Pública - Educação
Campo - Política Pública - Educação
Tendência a separar estes três termos:
Tira a especificidade dos povos do campo
Tira o caráter de política pública para o
desenvolvimento do campo
Restringe ao aspecto pedagógico
2008
II Encontro Nacional de
Pesquisadores em
Educação do Campo.
Um projeto de nação deve
incluir os povos do campo
como sujeitos concretos em
seus processos produtivos,
de trabalho, de cultura, de
educação.
“A materialidade educativa
de origem da Educação do
Campo está nos processos
formadores dos sujeitos
coletivos da produção e
das lutas sociais do
campo. Por isso ela
desafia o pensamento
pedagógico a entender
estes processos,
econômicos, políticos,
culturais, como formadores
do ser humano e, portanto,
constituintes de um
projeto de educação
emancipatória, onde quer
que ela aconteça, inclusive
na escola”.

Histórico da educação do campo

  • 1.
    Processo histórico e políticoda Educação do Campo no Brasil
  • 2.
    A origem daconcepção de educação rural no Brasil, data desde 1889 com a Proclamação da República. Na época, o governo instituiu uma Pasta da Agricultura, Comércio e Indústria para atender estudantes dessas áreas, entretanto, a mesma foi extinta entre 1894 a 1906. Foi novamente instalada em 1909, como instituições de ensino para agrônomos. E, constituiu-se como "educação pública efetivamente nacional, nos anos 30, após a criação do Ministério da Educação". Cláudia Passador (2006),
  • 3.
    Constituição de 1934 Pioneirosda Escola Nova solicitaram reformas educacionais. Manifesto dos Pioneiros
  • 4.
    A Constituição de1934 Educação profissional voltada para o contexto industrial Educação rural Artigo 156: Parágrafo único "Para realização do ensino nas zonas rurais, a União reservará, no mínimo, vinte por cento das quotas destinadas a educação no respectivo orçamento anual." (POLETTE; 2001, p.169)
  • 5.
    1947 a novaConstituição Brasileira Capítulo II da educação e cultura, Artigo 166; inciso III: "as empresas industriais, comerciais e agrícolas, em que trabalham mais de cem pessoas, são obrigadas a manter o ensino primário gratuito para os seus servidores e os filhos destes"; (BALEEIRO E SOBRIDINHO; 2001; p. 108).
  • 6.
    A partir de1940 a educação brasileira incorporou a matriz curricular urbanizada e industrializada.
  • 7.
    Constituição de 1967e a Emenda Constitucional de 1969 permanece a obrigatoriedade das empresas agrícolas e industriais com o ensino primário gratuito para empregados e os filhos menores de 14 anos. Isso explica, porque o Brasil até 1970 esteve com uma educação do campo, sob o gerenciamento das iniciativas privadas.
  • 8.
    Constituição de 1988 Gestãode Fernando Henrique Cardoso Nova Lei de Diretrizes e Base da Educação Nacional, a 9394/96 Plano Nacional da Educação de 2001 Parâmetros Curriculares Nacionais.
  • 9.
    LDB artigo 1º Aeducação é o conjunto de processos formadores que passa pelo trabalho, pela família, pela escola, pelo movimento social. Toda educação escolar terá que vincular-se ao mundo do trabalho e à prática social.
  • 10.
    Anos 90 Educação docampo como uma questão de interesse nacional , (Elementos para um Plano Nacional de Educação do Campo – SECAD/MEC)
  • 11.
    1997 I Encontro Nacional deEducadoras e Educadores da Reforma Agrária (promovido pelo MST com apoio da UNESCO, UNICEF, CNBB e UnB) Conceito de Povos do Campo: cultura como modo de vida, relação com a produção, tempo e espaço, meio ambiente,
  • 12.
    2002 Grupo Permanente de Trabalho(GPT) de Educação do Campo no MEC Povos do campo: pequenos agricultores, sem- terra, povos da floresta, pescadores, quilombolas, ribeirinhos, extrativistas, assalariados rurais .
  • 13.
    2002 Diretrizes Operacionais para aEducação Básica nas Escolas do Campo (Resolução nº 1/2002 do CNE/CEB)
  • 14.
    2004 Criação daSECAD/MEC Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade Quatro Departamentos: Educação de Jovens e Adultos, Desenvolvimento e Articulação Institucional, Avaliação e Informações Educacionais, Educação para a Diversidade e Cidadania Educação para a Diversidade e Cidadania Cinco Coordenações: Ações Educacionais Complementares Diversidade e Inclusão Social Educação Ambiental Educação do Campo Educação Indígena
  • 15.
    Eixos para aconstrução das políticas de Educação do Campo Construção de uma base científica para a superação da dicotomia campo-cidade e a articulação entre educação e desenvolvimento sustentável. Construção da esfera pública na interação democrática e anticorporativa entre o poder público e as organizações da sociedade civil Eficiência administrativa da máquina do Estado para realizar os encaminhamentos gerados
  • 16.
    2004 II Plano Nacionalde Reforma Agrária com a participação dos movimentos sociais. Novas políticas públicas para viabilizar o desenvolvimento dos assentamentos, dando-se prioridade para ações de educação e formação.
  • 17.
    2005 I Encontro Nacionalde Pesquisa em Educação do Campo MEC/MDA Ampliar e aprofundar as reflexões sobre a educação do campo, com base em pesquisas e intervenções nas universidades e outros fóruns (agências de financiamento, organizações não governamentais, entre outros). Criação de centros regionais de pesquisa.
  • 18.
  • 19.
    “As políticas deeducação e de formação se debaterão com duas tarefas: de um lado, superar os velhos estilos e as velhas lógicas ainda dominantes na visão e no trato dos povos do campo e, de outro lado, criar novos estilos embasados em novas lógicas e em novas imagens dos direitos dos povos do campo. Políticas atreladas a um outro Projeto de Campo no Projeto de Nação”. M. Arroyo (2005) Elementos para uma Política Pública de Formação de Educadores
  • 20.
    2 a 5de outubro de 2007 III Seminário do Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (PRONERA Campo - Política Pública - Educação
  • 21.
    Campo - PolíticaPública - Educação Tendência a separar estes três termos: Tira a especificidade dos povos do campo Tira o caráter de política pública para o desenvolvimento do campo Restringe ao aspecto pedagógico
  • 22.
    2008 II Encontro Nacionalde Pesquisadores em Educação do Campo.
  • 23.
    Um projeto denação deve incluir os povos do campo como sujeitos concretos em seus processos produtivos, de trabalho, de cultura, de educação.
  • 24.
    “A materialidade educativa deorigem da Educação do Campo está nos processos formadores dos sujeitos coletivos da produção e das lutas sociais do campo. Por isso ela desafia o pensamento pedagógico a entender estes processos, econômicos, políticos, culturais, como formadores do ser humano e, portanto, constituintes de um projeto de educação emancipatória, onde quer que ela aconteça, inclusive na escola”.