Expansão Marítima e Comercial
“ Ó mar salgado, quanto do teu sal São lágrimas de Portugal Por te cruzarmos, quantas mães choraram, Quantos filhos em vão rezaram! Para que fosses nosso, ó mar Valeu a pena? Tudo vale a pena Se a alma não é pequena Quem quer passar além do Bojador Tem que passar além da dor. Deus ao mar o perigo e o abismo deu. Mas nele é que espelhou o céu.” (Fernando Pessoa, Mar Português)
A expansão marítima e comercial foi o momento em que os países recém formados da Europa Ocidental se esforçam em buscar rotas alternativas pelo Oceano Atlântico para chegar ao tão sonhado Oriente (Índia) e lucrar diretamente com o comércio de especiarias. Como sabemos, o caminho mais curto pelo Mar Mediterrâneo era monopólio de comércio dos burgueses das cidades italianas e os muçulmanos árabes e turcos.
Podemos concluir portanto que a causa central para a expansão era a necessidade para os países europeus recém formados de romper o monopólio árabe-veneziano (cidades italianas e muçulmanos) e lucrar diretamente com as especiarias. Causas Gerais
O termo especiaria, a partir dos séculos XIV e XV na Europa, designou diversos produtos de origem vegetal (flor, fruto, semente, casca, caule, raiz), de aroma ou sabor acentuados. Além de utilizadas na culinária, com fins de tempero e de conservação de alimentos, as especiarias eram utilizadas ainda na preparação de óleos, unguentos, cosméticos, incensos e medicamentos .
Como vimos, o mercantilismo, ou seja, sistema econômico dos países europeus durante a Idade Moderna, era baseado no metalismo. Assim, a nova concepção de riqueza era o acúmulo de metais preciosos através de um comércio lucrativo. A idéia era manter uma balança comercial favorável, ou seja, os lucros com as  exportações deveriam superar as importações.
Comprar especiarias diretamente com o Oriente, em Calicute na Índia por exemplo, siginificava comprar mais barato e poder revender muito mais caro para toda a Europa, garantindo assim o lucro. É desta forma que podemos relacionar a Expansão marítima aos seus objetivos mercantins, ou seja, comerciais.
Assim, estimulados pelos altos lucros dos italianos no Oriente, setores burgueses de diversos países europeus se aliam aos monarcas para a montagem de empresas marítimas. A expansão marítima, assim, era capaz de buscar novas rotas para o comércio com o oriente e ainda descobrir novos territórios além mar. O novo mundo desconhecido traria ainda mais metais preciosos e produtos tropicais exóticos e lucrativos. Mas claro, era preciso atravessar oceanos nunca antes desbravados. O mar desconhecido era ameaçador nas histórias dos navegadores.
Navegar pelo Atlântico era aventurar-se no “mar tenebroso”, era dar um salto no desconhecido: monstros e seres fantásticos eram alguns dos perigos esperados.
Expansão possível graças a união poder político dos  reis + capital da burguesia , produzindo condições necessárias à expansão:  centralização política – era necessário um Estado forte e centralizado capaz de apoiar e investir nos projetos marítimos acumulação de capital e grupo mercantil forte – com o mercantilismo, a burguesia européia enriquecia e buscava cada vez mais lucratividade em seu comércio, daí o interesse pelo comércio direto de especiarias e todo o investimento de capitais dos burgueses nestes projetos. Desenvolvimento náutico, além de descobertas tecnológicas (bússola, astrolábio, caravelas, naus) Principais pré-condições
Primeiro país europeu a conquistar centralização política, com a revolução de Avis (1383/85). Burguesia lusitana vence as pretensões da nobreza e coroa  D. João I.  Portugal se lança ao mar ainda no século XV. Desenvolvimento das cidades portuguesas e da burguesia comercial por ser um ponto importante na rota do comércio das cidades italianas para o norte da Europa. Posição Geográfica favorável da Península Ibérica em relação ao Oceano Atlântico. Conhecimento devido a prática da pesca do bacalhau. Pioneirismo Português
O  astrolábio  é um antigo instrumento para medir a altura dos astros acima do horizonte. Atribui-se a Hiparco, o pai da astronomia e trigonometria, a sua invenção. Ptolomeu designa por  astrolábio  a esfera armilar, que os árabes combinaram com o globo celeste e aperfeiçoaram criando assim o  astrolábio esférico . Aqui representado o  astrolábio  planisférico, uma simplificação que resulta numa projecção estereográfica polar da esfera celeste sobre um plano. Os gregos já o conheciam mas foi através dos árabes, que o introduziram na Península Ibérica, que chegou à Europa.
A partir do uso da bússola magnética, foi possível a execução de cartas marítimas (conhecidas pelos portugueses como portulanos) com mapas mais detalhados.  Esses mapas, juntamente com a bússola, fizeram o comércio no Mediterrâneo deslanchar, além de abrirem caminho para a exploração de oceanos antes inexplorados. A invenção da bússola e seu uso nas navegações trouxeram grande crescimento para o comércio marítimo.
Cartografia antiga – mapa mundi anterior às grandes descobertas
Cartografia antiga – mapa mundi de 1627 (após as descobertas)
A Expansão Marítima Portuguesa
Mercantil   busca de metais e lucros para os setores burgueses, atendendo às necessidades do mercantilismo. Aqui se inserem os interesses pelo comércio direto de especiarias sem os atravessadores italianos. Territorial     terras e títulos para a nobreza, além de ampliação dos domínios políticos dos reis, transformando o Estado Nacional em um grande Império colonial. Inicialmente o objetivo eram as especiarias, mas com as descobertas de territórios na África e todo o continente Americano, os interesses de domínio de territórios nestas regiões passa a ser grande. Catequética   Imperativo católico para aumentar rebanho da Igreja. Aqui também após a descoberta das Américas e a necessidade da Igreja em firmar este continente como domínio da Igreja Católica através da catequese indígena. O caráter da expansão e seus objetivos
Como Portugal e Espanha foram os pioneiros na expansão marítima e principalmente na descoberta da América, trataram de dividir o território descoberto entre eles. Foi assim que nasceu o Tratado de Tordesilhas.
O Tratado de Tordesilhas e a divisão das novas terras
O Tratado de Tordesilhas e a divisão das novas terras – cartografia antiga
“ Gostaria de ver o testamento de Adão para saber de que forma este dividira o mundo. O sol brilha tatno para eles (ibéricos) como para os outros. São domínios estrangeiros unicamente os lugares habitados e defendidos e não simplesmente descobertos.” (Francisco I, monarca francês em 1540) Os questionamentos ao Tratado de Tordesilhas
Com a descoberta das Américas e a assinatura do Tratado de Tordesilhas, os demais países europeus passaram a questionar o domínio de terras dos Portugueses e espanhóis nas Américas. Devido a estes questionamentos e invasões, veremos que os territórios americanos serão dominados por vários países.
Eixo econômico desloca-se do Mediterrâneo para o Atlântico, perda do monopólio comercial das cidades italianas, aumento das companhias de comércio, impérios coloniais, expansão e volume do comércio, diversificação dos produtos de consumo, envio de metais das colônias para a Europa, rotas comerciais se espalham para o mundo. Principais Conseqüências
Os europeus conquistaram assim o chamado Novo Mundo. Formavam e disputavam colônias para a exploração de suas riquezas atendendo às necessidades mercantis. Era imposto pelo governo europeu às colônias o comércio exclusivista, ou seja, um pacto comercial exclusivo entre colônias e metrópole, para garantir que o lucro com a exploração seja direcionado para a metrópole. Mas aqui, já começa uma nova história...
As principais rotas das grandes navegações e a ampliação do Globo conhecido pelos euopeus
 

Expansão marítima cp2

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    “ Ó marsalgado, quanto do teu sal São lágrimas de Portugal Por te cruzarmos, quantas mães choraram, Quantos filhos em vão rezaram! Para que fosses nosso, ó mar Valeu a pena? Tudo vale a pena Se a alma não é pequena Quem quer passar além do Bojador Tem que passar além da dor. Deus ao mar o perigo e o abismo deu. Mas nele é que espelhou o céu.” (Fernando Pessoa, Mar Português)
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    A expansão marítimae comercial foi o momento em que os países recém formados da Europa Ocidental se esforçam em buscar rotas alternativas pelo Oceano Atlântico para chegar ao tão sonhado Oriente (Índia) e lucrar diretamente com o comércio de especiarias. Como sabemos, o caminho mais curto pelo Mar Mediterrâneo era monopólio de comércio dos burgueses das cidades italianas e os muçulmanos árabes e turcos.
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    Podemos concluir portantoque a causa central para a expansão era a necessidade para os países europeus recém formados de romper o monopólio árabe-veneziano (cidades italianas e muçulmanos) e lucrar diretamente com as especiarias. Causas Gerais
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    O termo especiaria,a partir dos séculos XIV e XV na Europa, designou diversos produtos de origem vegetal (flor, fruto, semente, casca, caule, raiz), de aroma ou sabor acentuados. Além de utilizadas na culinária, com fins de tempero e de conservação de alimentos, as especiarias eram utilizadas ainda na preparação de óleos, unguentos, cosméticos, incensos e medicamentos .
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    Como vimos, omercantilismo, ou seja, sistema econômico dos países europeus durante a Idade Moderna, era baseado no metalismo. Assim, a nova concepção de riqueza era o acúmulo de metais preciosos através de um comércio lucrativo. A idéia era manter uma balança comercial favorável, ou seja, os lucros com as exportações deveriam superar as importações.
  • 7.
    Comprar especiarias diretamentecom o Oriente, em Calicute na Índia por exemplo, siginificava comprar mais barato e poder revender muito mais caro para toda a Europa, garantindo assim o lucro. É desta forma que podemos relacionar a Expansão marítima aos seus objetivos mercantins, ou seja, comerciais.
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    Assim, estimulados pelosaltos lucros dos italianos no Oriente, setores burgueses de diversos países europeus se aliam aos monarcas para a montagem de empresas marítimas. A expansão marítima, assim, era capaz de buscar novas rotas para o comércio com o oriente e ainda descobrir novos territórios além mar. O novo mundo desconhecido traria ainda mais metais preciosos e produtos tropicais exóticos e lucrativos. Mas claro, era preciso atravessar oceanos nunca antes desbravados. O mar desconhecido era ameaçador nas histórias dos navegadores.
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    Navegar pelo Atlânticoera aventurar-se no “mar tenebroso”, era dar um salto no desconhecido: monstros e seres fantásticos eram alguns dos perigos esperados.
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    Expansão possível graçasa união poder político dos reis + capital da burguesia , produzindo condições necessárias à expansão: centralização política – era necessário um Estado forte e centralizado capaz de apoiar e investir nos projetos marítimos acumulação de capital e grupo mercantil forte – com o mercantilismo, a burguesia européia enriquecia e buscava cada vez mais lucratividade em seu comércio, daí o interesse pelo comércio direto de especiarias e todo o investimento de capitais dos burgueses nestes projetos. Desenvolvimento náutico, além de descobertas tecnológicas (bússola, astrolábio, caravelas, naus) Principais pré-condições
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    Primeiro país europeua conquistar centralização política, com a revolução de Avis (1383/85). Burguesia lusitana vence as pretensões da nobreza e coroa D. João I. Portugal se lança ao mar ainda no século XV. Desenvolvimento das cidades portuguesas e da burguesia comercial por ser um ponto importante na rota do comércio das cidades italianas para o norte da Europa. Posição Geográfica favorável da Península Ibérica em relação ao Oceano Atlântico. Conhecimento devido a prática da pesca do bacalhau. Pioneirismo Português
  • 12.
    O astrolábio é um antigo instrumento para medir a altura dos astros acima do horizonte. Atribui-se a Hiparco, o pai da astronomia e trigonometria, a sua invenção. Ptolomeu designa por astrolábio a esfera armilar, que os árabes combinaram com o globo celeste e aperfeiçoaram criando assim o astrolábio esférico . Aqui representado o astrolábio planisférico, uma simplificação que resulta numa projecção estereográfica polar da esfera celeste sobre um plano. Os gregos já o conheciam mas foi através dos árabes, que o introduziram na Península Ibérica, que chegou à Europa.
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    A partir douso da bússola magnética, foi possível a execução de cartas marítimas (conhecidas pelos portugueses como portulanos) com mapas mais detalhados. Esses mapas, juntamente com a bússola, fizeram o comércio no Mediterrâneo deslanchar, além de abrirem caminho para a exploração de oceanos antes inexplorados. A invenção da bússola e seu uso nas navegações trouxeram grande crescimento para o comércio marítimo.
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    Cartografia antiga –mapa mundi anterior às grandes descobertas
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    Cartografia antiga –mapa mundi de 1627 (após as descobertas)
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    Mercantil busca de metais e lucros para os setores burgueses, atendendo às necessidades do mercantilismo. Aqui se inserem os interesses pelo comércio direto de especiarias sem os atravessadores italianos. Territorial  terras e títulos para a nobreza, além de ampliação dos domínios políticos dos reis, transformando o Estado Nacional em um grande Império colonial. Inicialmente o objetivo eram as especiarias, mas com as descobertas de territórios na África e todo o continente Americano, os interesses de domínio de territórios nestas regiões passa a ser grande. Catequética  Imperativo católico para aumentar rebanho da Igreja. Aqui também após a descoberta das Américas e a necessidade da Igreja em firmar este continente como domínio da Igreja Católica através da catequese indígena. O caráter da expansão e seus objetivos
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    Como Portugal eEspanha foram os pioneiros na expansão marítima e principalmente na descoberta da América, trataram de dividir o território descoberto entre eles. Foi assim que nasceu o Tratado de Tordesilhas.
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    O Tratado deTordesilhas e a divisão das novas terras
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    O Tratado deTordesilhas e a divisão das novas terras – cartografia antiga
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    “ Gostaria dever o testamento de Adão para saber de que forma este dividira o mundo. O sol brilha tatno para eles (ibéricos) como para os outros. São domínios estrangeiros unicamente os lugares habitados e defendidos e não simplesmente descobertos.” (Francisco I, monarca francês em 1540) Os questionamentos ao Tratado de Tordesilhas
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    Com a descobertadas Américas e a assinatura do Tratado de Tordesilhas, os demais países europeus passaram a questionar o domínio de terras dos Portugueses e espanhóis nas Américas. Devido a estes questionamentos e invasões, veremos que os territórios americanos serão dominados por vários países.
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    Eixo econômico desloca-sedo Mediterrâneo para o Atlântico, perda do monopólio comercial das cidades italianas, aumento das companhias de comércio, impérios coloniais, expansão e volume do comércio, diversificação dos produtos de consumo, envio de metais das colônias para a Europa, rotas comerciais se espalham para o mundo. Principais Conseqüências
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    Os europeus conquistaramassim o chamado Novo Mundo. Formavam e disputavam colônias para a exploração de suas riquezas atendendo às necessidades mercantis. Era imposto pelo governo europeu às colônias o comércio exclusivista, ou seja, um pacto comercial exclusivo entre colônias e metrópole, para garantir que o lucro com a exploração seja direcionado para a metrópole. Mas aqui, já começa uma nova história...
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    As principais rotasdas grandes navegações e a ampliação do Globo conhecido pelos euopeus
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