Estruturação de
Problemas de Decisão
Prof. Dr. Mauricio Uriona Maldonado
EPS 7009 – Teoria da Decisão
Departamentode Engenharia de Produçãoe Sistemas
Processo Decisório
Situação
Inicial
Decisão
Ciclo da Análise de Decisões
Avaliar a
situação
Elicitar as
alternativas
Avaliar as
alternativas
Plano da
Implantação
Definir o
marco
decisório
Análise
Determinista
Análise
Probabilística
Avaliação
Parnell, G. S. et. al. (2013). Handbook of Decision Analysis (Vol. 6). John Wiley & Sons. Cap 05.
Como estruturar um problema decisório?
Importância de definir o marco decisório
Uma	família	decide	realizar	
uma	reforma	da	cozinha.
Exemplo
Já	que	a	cozinha	será	
reformada,	também	poderia-se	
reformar	o	quarto…já	que…o	
banheiro…já	que...etc..
Talvez,	vender	a	casa,	comprar	
uma	nova…
Avaliar a situação
Processo Decisório
Situação
Inicial
Decisão
Ciclo da Análise de Decisões
Avaliar a
situação
Elicitar as
alternativas
Avaliar as
alternativas
Plano da
Implantação
Definir o
marco
decisório
Análise
Determinista
Análise
Probabilística
Avaliação
Avaliar a situação
• A	estruturação	dos	problemas	decisórios	começa,	
precisamente,	pela	definição	do	marco	decisório	
ou	oportunidade;
• Uma	definição	pobre	leva	a	uma	resolução	pobre.
Ø “Fizemos	um	excelente	trabalho	solucionando	 o	problema	
errado”...
• Quantas	decisões	podemos	fazer?
Avaliar a situação
Uma	boa	definição	do	problema	deve	conter	
três	aspectos	chave,	para	poder	identificar	
claramente	o	marco	decisório:
1. Propósito
2. Perspectiva
3. Escopo
Avaliar a situação: Propósito
• O marco decisório deve deixar claro o por quê
da decisão;
• Ex.: o propósito inicial de uma decisão pode ser a
escolha do melhor layout de fábrica para produzir
um novo produto. Mas uma análise mais cuidadosa
pode levar à procura do método mais econômico
de produzir o novo produto – levando a um
conjunto mais amplo de possíveis alternativas.
Avaliar a situação: Perspectiva
• O	marco	também	deve	incluir	um	indicativo	de	
como	o	problema	de	decisão	é	visto	pelos	
stakeholders;
Ø Ex.:	É	um	problema	de	planejamento	da	produção	ou	um	
problema	de	estratégia	de	marketing?
Ø Ex.:	Devemos	pensar	do	ponto	de	vista	financeiro	unicamente,	ou	
existe	algum	aspecto	de	responsabilidade	 social?
• Desta	forma,	saberemos	como	encarar	o	problema	
decisório	e	identificar	às	pessoas	que	devem	estar	
envolvidas.
Avaliar a situação: Escopo
• O	marco	deve	delinear	claramente	quais	ações	
devem	ser	consideradas	e	quais	não,	delimitando	
o	problema	às	alternativas	que	fazem	parte	do	
escopo;
• Uma	vez	definido	o	escopo,	alternativas	que	se	
encontrem	fora	dos	limites	do	escopo	poderão	ser	
descartadas;
Ø Ex.:	o	escopo	poderia	incluir	a	reconfiguração	do	chão-de-fábrica,	
excluindo	de	forma	explicita,	a	alternativa	de	fechamento	da	
fábrica	e	a	terceirização	da	produção.
Elicitar as alternativas
Processo Decisório
Situação
Inicial
Decisão
Ciclo da Análise de Decisões
Avaliar a
situação
Elicitar as
alternativas
Avaliar as
alternativas
Plano da
Implantação
Definir o
marco
decisório
Análise
Determinista
Análise
Probabilística
Avaliação
Elicitar as alternativas
• Primeiro:	definir o	objetivo da	decisão;
• Segundo:	definir	as	alternativas
Definição do objetivo da decisão
• Devem	agregar	valor	para	os	donos	do	negócio	(cliente)	e	
para	as	outras	partes	interessadas	(stakeholders);
• Por	outro	lado,	são	os	donos	do	negócio	e	os	stakeholdes
que	devem	definir	os	objetivos;
• Existem,	portanto,	objetivos	conflitantes	entre	os	donos	do	
negócio	e	os	stakeholders.
• Ex.:	O	objetivo	dos	donos	pode	ser	incrementar	a	lucratividade	da	
empresa;	os	gerentes	podem	ter	como	objetivo	incrementar	o	
salário	e	benefícios;	o	setor	comercial,	pode	ter	como	objetivo	
incrementar	as	vendas;	o	setor	de	produção,	a	redução	de	custos	
de	produção,	etc.
Parnell,	G.S.;	Bresnick,	T.A.	&	Johnson,	E.R.	(2013).	Craft the Decision Objectives and Value Measures.	Cap.	07. In:	G.S.	
Parnell et.al.	(eds).	Handbook of Decision Analysis.	Vol.	6.	John	Wiley &	Sons
Definição do objetivo da decisão
Cómo podemos ajudar os clientes (donos e stakeholders) a
identificar os objetivos que realmente importam?
1. Pesquisa: do contexto (domínio) do problema. A principal fonte devem ser a
literatura prévia e a experiência do analista de decisões em problemas
similares;
2. Entrevistas: aos tomadores de decisão, principalmente aos membros
“sênior” da equipe de decisores. São o melhor mecanismo de obter
conhecimento interno sobre os objetivos e as funções de valor dos clientes;
3. Grupos Focais: são uma espécie de entrevista de grupo, onde 6-10 pessoas
são reunidas para elicitar informações chave e desta forma, identificar os
objetivos;
4. Questionários (surveys): Não são tão efetivos quanto as entrevistas e os
grupos focais, porém podem ajudar a identificar informações importantes a
partir de um grupo numeroso de indivíduos.
Parnell,	G.S.;	Bresnick,	T.A.	&	Johnson,	E.R.	(2013).	Craft the Decision Objectives and Value Measures.	Cap.	07. In:	G.S.	
Parnell et.al.	(eds).	Handbook of Decision Analysis.	Vol.	6.	John	Wiley &	Sons
Definição do objetivo da decisão
Parnell,	G.S.;	Bresnick,	T.A.	&	Johnson,	E.R.	(2013).	Craft the Decision Objectives and Value Measures.	Cap.	07. In:	G.S.	
Parnell et.al.	(eds).	Handbook of Decision Analysis.	Vol.	6.	John	Wiley &	Sons
• Em	muitas	circunstâncias,	o	objetivo	financeiro	será	o	
principal,	ou	pelo	menos,	parte	dos	conjunto	de	objetivos	
a	serem	alcançados;
• Para	isto,	uma	das	principais	medidas	(ou	indicadores)	
financeiros	para	realizar	esta	avaliação	é	o	Valor	Presente	
Líquido	(VPL);
• Embora	o	VPL	seja	estudado	em	disciplinas	específicas	da	
Engenharia	Econômica,	a	sua	importância,	como	elemento	
quantificável	de	muitos	objetivos	de	decisão,	faz	com	que	
seja	necessária	uma	breve	apresentação.
Definição do objetivo da decisão: VPL
Transfere	para	o	presente	as	variações	de	caixa	
esperadas,	descontadas	a	uma	determinada	taxa	
(conhecida	como	taxa	de	desconto	i).
Valor Presente Líquido (VPL)
0 1 2 3 n4
0 1 2 3 n4
VPL > 0
(1 + i)n
I
FC1
FC2
FC3
FC4
FCn
Valor Presente Líquido (VPL)
Exemplo:	Faça	uma	comparação	do	Valor	Presente	
Líquido	(VPL)	dos	negócios	A	e	B,	com	os	custos	e	receitas	
a	seguir,	considere	i	=	10%	anual.
Tipo	A Tipo B
Custo	(investimento)	
Inicial	($)
1500 2500
Custo	Anual	da	Operação	
($)
900 700
Rendimento(receita)	($) 1500 1500
Valor	de	Resgate	($) 200 350
Vida	(anos) 5 5
Valor Presente Líquido (VPL)
Exemplo:	Faça	uma	comparação	do	Valor	Presente	
Líquido	(VPL)	dos	negócios	A	e	B,	com	os	custos	e	receitas	
a	seguir,	considere	i	=	10%	anual.
0 1 2 3 4
-1.500
-900 -900 -900 -900
5
-900
+200
Tipo A Tipo B
0 1 2 3 4
-2.500
-700 -700 -700 -700
5
-700
+350
+1500 +1500
Valor Presente Líquido (VPL)
Exemplo:	Faça	uma	comparação	do	Valor	Presente	
Líquido	(VPL)	dos	negócios	A	e	B,	com	os	custos	e	receitas	
a	seguir,	considere	i	=	10%	anual.
VPL(A)	=	$	898,66
VPL(B)	=	$	749,95
Qual	é	melhor?
Por	que o	VPL	é	um	dos	métodos	de	engenharia	de	
produção	mais	populares?
Alternativas de decisão
• Algumas das alternativas relevantes são mais naturalmente
definidas.
• Por exemplo:
• Um empresário de São Paulo precisa estar no dia seguinte no Rio de
Janeiro. Ele foi informado que todos os voos a esta cidade estão
lotados.
Ø Alternativas: viajar de carro, ônibus;
• Um juiz pode julgar um acusado somente como inocenteou culpado;
• Em um determinado momento, somente um número limitado de
pilotos de Fórmula 1 pode ser considerado para preencher uma
inesperada vaga numa equipe.
Alternativas de decisão
q Contudo,	em	muitos	casos,	algumas	alternativas	
aceitáveis	são	inicialmente	desconhecidas.
q Uma	fase	importante,	da	estruturação	do	
problema	de	decisão,	consiste	em	gerar	as	
alternativas.
q Exemplo: Propósito	é	comprar	o	melhor	carro.	As	
alternativas	serão,	por	exemplo,	as	diversas	marcas	e	
modelos	disponíveis	no	mercado.
Alternativas de decisão
Alternativas,	como o	nome indica,	devem ser mutuamente
exclusivas,	isto é,	a	escolha por uma alternativa implica
necessariamente na desconsideração das	demais.
Não tem	sentido,	por exemplo,	escolher entre
• “ir almoçar fora“	e	
• “assistir televisão a	noite“	
porque ambas podem ser escolhidas e	executadas sem que uma
exclua a	outra.
Alternativas de decisão
Considerando adicionalmente a	possibilidade de	almoçar em
casa	e	ler um	livro à noite,	o	conjunto de	alternativas que
atendem à condição de	serem mutuamente exclusivas passa a	
ser quatro:
• “almoçar fora e	assistir televisão à noite“	(a1)
• “almoçar fora e	ler à noite“	(a2)
• “almoçar em casa	e	assistir televisão à noite“	(a3)
• “almoçar em casa	e	ler à noite“	(a4)
A decisão final consistirá da escolha de
→ uma alternativa ai
→ do conjunto de alternativas A, com A={ ai com i=1,n },
→ onde: n é o número de alternativas, com n ≥ 2.
Alternativas de decisão
• As	primeiras	alternativas	podem	ser	mais	fáceis	de	
identificar:
Ø Ex.:	Iremos	comprar	a	máquina	A?	Ou	a	máquina	B?
• O	desafio	é	ajudar	o(s)	cliente(s)	(donos	e	
stakeholders) a	identificarem	alternativas	mais	
criativas,	além	daquelas	óbvias;
• Esta	é,	portanto,	uma	oportunidade	de	criar	
(agregar)	mais	valor	para	o	cliente.
Alternativas de decisão: características
• O	objetivo	do	analista	é,	portanto,	gerar	um	pequeno	
grupo	de	alternativas,	que	sejam	viáveis,	completas,	
atrativas	e	diversificadas;
Ø Grupo	pequeno:	Ferramentas	quantitativas	serão	utilizadas	para	
comparar	as	alternativas,	bem	como	informações	necessárias	
deverão	ser	coletadas.	Portanto,	um	número	ideal	de	alternativas	
deve	ser	entre	3-5;
Ø Viáveis:	No	sentido	de	realizáveis,	ou	seja,	cada	uma	das	
alternativas	deve	representar	um	curso	de	ação	que	possa,	
efetivamente,	ser	realizável.	Portanto,	não	devem	existir	barreiras	
legais,	físicas,	financeiras,	etc.,	que	impossibilitem	a	alternativa.
Alternativas de decisão: características
• O	objetivo	do	analista	é,	portanto,	gerar	um	pequeno	
grupo	de	alternativas,	que	sejam	viáveis,	completas,	
atrativas	e	diversificadas;
Ø Completas:	As	alternativas	devem	indicar	uma	descrição	completa	
do	curso	de	ação;
Ø Atrativas:	Devem	possuir	um	grau	de	atratividade,	ou	seja,	que	a	
escolha	de	um	ou	outro	curso	de	ação	chame	a	atenção	e	
interesse	dos	clientes;
Ø Diversificadas:	As	alternativas	devem,	na	maioria	do	possível,	
representar	cursos	de	ação	significativamente	diferentes	um	dos	
outros.
• Em	síntese,	a	geração	de	alternativas	está	intimamente	
ligada	à	criatividade,	e	portanto,	aos	bloqueios	produzidos	
pelos	Vieses	Cognitivos.
Geração de alternativas de decisão
Fase
Expansiva
Fase
Reducionista
Fase Expansiva:	gerar o	maior número de	ideias possível.	
Fase Reducionista:	converger em poucas ideias (melhores ideias).
São	utilizadas técnicas como backcasting,	geração de	cenários,	brainstorming,	etc.
Geração de alternativas de decisão
Uma	ferramenta interessantepara a	fase reducionista é a	Tabela de	
Estratégias.
Ex.:
Tecnologia do	
Produto
Tempo	de	
Desenvolvimento
Desejado
Mercado	
Alvo
Busca por parcerias
para o	
desenvolvimento?
Tecnologia Atual;
Tecnologia a	ser
licensiada;
Tecnologia
experimental
24	meses;
30	meses;
36	meses;
42	meses.
América do	
Norte;
América do	
Norte	e	
União
Europeia;
América do	
Norte,	UE	e	
Ásia
Sim;
Não
Geração de alternativas de decisão
Plano	de	
Desenv.
Tecnologia do	
Produto
Tempo	de	
Desenv.	
Desejado
Mercado	
Alvo
Busca por
parcerias para o	
desenvolviment
o?
Ir devagar
Agressivo
Tecnologia
Atual;
Tecnologia a	
ser licensiada;
Tecnologia
experimental
24	meses;
30	meses;
36	meses;
42	meses.
América do	
Norte;
América do	
Norte	e	UE;
AN,	UE	e	
Ásia
Sim;
Não
Geração de alternativas de decisão
Plano	de	
Desenv.
Tecnologia do	
Produto
Tempo	de	
Desenv.	
Desejado
Mercado	
Alvo
Busca por
parcerias para o	
desenvolviment
o?
Ir devagar
Agressivo
Tecnologia
Atual;
Tecnologia a	
ser licensiada;
Tecnologia
experimental
24	meses;
30	meses;
36	meses;
42	meses.
América do	
Norte;
América do	
Norte	e	UE;
AN,	UE	e	
Ásia
Sim;
Não
Geração de alternativas de decisão
Plano	de	
Desenv.
Tecnologia do	
Produto
Tempo	de	
Desenv.	
Desejado
Mercado	
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parcerias para o	
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o?
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Tecnologia
Atual;
Tecnologia a	
ser licensiada;
Tecnologia
experimental
24	meses;
30	meses;
36	meses;
42	meses.
América do	
Norte;
América do	
Norte	e	UE;
AN,	UE	e	
Ásia
Sim;
Não
Geração de alternativas de decisão
Plano	de	
Desenv.
Tecnologia do	
Produto
Tempo	de	
Desenv.	
Desejado
Mercado	
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desenvolvimento?
Ir devagar Tecnologia
Atual
42	meses A.N. Não
Agressivo Tecnologia
Experimental
24	meses A.N.,	UE,
Ásia
Sim
Tabela de	Estratégias:	Versão Matricial
Bibliografia
1. Tani,	S.N.	&	Parnell,	G.S.	(2013).	Use	the Appropriate Decision Process.	
Cap.	05.	In:	G.S.	Parnell et.al.	(eds).	Handbook of Decision Analysis.	Vol.	6.	
John	Wiley &	Sons.	
2. Tani,	S.N.	&	Parnell,	G.S.	(2013).	Frame	the Decision Opportunity.	Cap.	06.
In:	G.S.	Parnell et.al.	(eds).	Handbook of Decision Analysis.	Vol.	6.	John	
Wiley &	Sons.	
3. Parnell,	G.S.;	Bresnick,	T.A.	&	Johnson,	E.R.	(2013).	Craft the Decision
Objectives and Value Measures.	Cap.	07. In:	G.S.	Parnell et.al.	(eds).	
Handbook of Decision Analysis.	Vol.	6.	John	Wiley &	Sons.
4. Tani,	S.N.	&	Parnell,	G.S.	(2013).	Design	creative alternatives.	Cap.	08.	In:	
G.S.	Parnell et.al.	(eds).	Handbook of Decision Analysis.	Vol.	6.	John	Wiley
&	Sons.
Estruturação de
Problemas de Decisão
Prof. Dr. Mauricio Uriona Maldonado
EPS 7009 – Teoria da Decisão
Departamentode Engenharia de Produçãoe Sistemas

Estruturação de Problemas de Decisão

  • 1.
    Estruturação de Problemas deDecisão Prof. Dr. Mauricio Uriona Maldonado EPS 7009 – Teoria da Decisão Departamentode Engenharia de Produçãoe Sistemas
  • 2.
    Processo Decisório Situação Inicial Decisão Ciclo daAnálise de Decisões Avaliar a situação Elicitar as alternativas Avaliar as alternativas Plano da Implantação Definir o marco decisório Análise Determinista Análise Probabilística Avaliação Parnell, G. S. et. al. (2013). Handbook of Decision Analysis (Vol. 6). John Wiley & Sons. Cap 05. Como estruturar um problema decisório?
  • 3.
    Importância de definiro marco decisório Uma família decide realizar uma reforma da cozinha. Exemplo Já que a cozinha será reformada, também poderia-se reformar o quarto…já que…o banheiro…já que...etc.. Talvez, vender a casa, comprar uma nova…
  • 4.
    Avaliar a situação ProcessoDecisório Situação Inicial Decisão Ciclo da Análise de Decisões Avaliar a situação Elicitar as alternativas Avaliar as alternativas Plano da Implantação Definir o marco decisório Análise Determinista Análise Probabilística Avaliação
  • 5.
    Avaliar a situação •A estruturação dos problemas decisórios começa, precisamente, pela definição do marco decisório ou oportunidade; • Uma definição pobre leva a uma resolução pobre. Ø “Fizemos um excelente trabalho solucionando o problema errado”... • Quantas decisões podemos fazer?
  • 6.
  • 7.
    Avaliar a situação:Propósito • O marco decisório deve deixar claro o por quê da decisão; • Ex.: o propósito inicial de uma decisão pode ser a escolha do melhor layout de fábrica para produzir um novo produto. Mas uma análise mais cuidadosa pode levar à procura do método mais econômico de produzir o novo produto – levando a um conjunto mais amplo de possíveis alternativas.
  • 8.
    Avaliar a situação:Perspectiva • O marco também deve incluir um indicativo de como o problema de decisão é visto pelos stakeholders; Ø Ex.: É um problema de planejamento da produção ou um problema de estratégia de marketing? Ø Ex.: Devemos pensar do ponto de vista financeiro unicamente, ou existe algum aspecto de responsabilidade social? • Desta forma, saberemos como encarar o problema decisório e identificar às pessoas que devem estar envolvidas.
  • 9.
    Avaliar a situação:Escopo • O marco deve delinear claramente quais ações devem ser consideradas e quais não, delimitando o problema às alternativas que fazem parte do escopo; • Uma vez definido o escopo, alternativas que se encontrem fora dos limites do escopo poderão ser descartadas; Ø Ex.: o escopo poderia incluir a reconfiguração do chão-de-fábrica, excluindo de forma explicita, a alternativa de fechamento da fábrica e a terceirização da produção.
  • 10.
    Elicitar as alternativas ProcessoDecisório Situação Inicial Decisão Ciclo da Análise de Decisões Avaliar a situação Elicitar as alternativas Avaliar as alternativas Plano da Implantação Definir o marco decisório Análise Determinista Análise Probabilística Avaliação
  • 11.
    Elicitar as alternativas •Primeiro: definir o objetivo da decisão; • Segundo: definir as alternativas
  • 12.
    Definição do objetivoda decisão • Devem agregar valor para os donos do negócio (cliente) e para as outras partes interessadas (stakeholders); • Por outro lado, são os donos do negócio e os stakeholdes que devem definir os objetivos; • Existem, portanto, objetivos conflitantes entre os donos do negócio e os stakeholders. • Ex.: O objetivo dos donos pode ser incrementar a lucratividade da empresa; os gerentes podem ter como objetivo incrementar o salário e benefícios; o setor comercial, pode ter como objetivo incrementar as vendas; o setor de produção, a redução de custos de produção, etc. Parnell, G.S.; Bresnick, T.A. & Johnson, E.R. (2013). Craft the Decision Objectives and Value Measures. Cap. 07. In: G.S. Parnell et.al. (eds). Handbook of Decision Analysis. Vol. 6. John Wiley & Sons
  • 13.
    Definição do objetivoda decisão Cómo podemos ajudar os clientes (donos e stakeholders) a identificar os objetivos que realmente importam? 1. Pesquisa: do contexto (domínio) do problema. A principal fonte devem ser a literatura prévia e a experiência do analista de decisões em problemas similares; 2. Entrevistas: aos tomadores de decisão, principalmente aos membros “sênior” da equipe de decisores. São o melhor mecanismo de obter conhecimento interno sobre os objetivos e as funções de valor dos clientes; 3. Grupos Focais: são uma espécie de entrevista de grupo, onde 6-10 pessoas são reunidas para elicitar informações chave e desta forma, identificar os objetivos; 4. Questionários (surveys): Não são tão efetivos quanto as entrevistas e os grupos focais, porém podem ajudar a identificar informações importantes a partir de um grupo numeroso de indivíduos. Parnell, G.S.; Bresnick, T.A. & Johnson, E.R. (2013). Craft the Decision Objectives and Value Measures. Cap. 07. In: G.S. Parnell et.al. (eds). Handbook of Decision Analysis. Vol. 6. John Wiley & Sons
  • 14.
    Definição do objetivoda decisão Parnell, G.S.; Bresnick, T.A. & Johnson, E.R. (2013). Craft the Decision Objectives and Value Measures. Cap. 07. In: G.S. Parnell et.al. (eds). Handbook of Decision Analysis. Vol. 6. John Wiley & Sons • Em muitas circunstâncias, o objetivo financeiro será o principal, ou pelo menos, parte dos conjunto de objetivos a serem alcançados; • Para isto, uma das principais medidas (ou indicadores) financeiros para realizar esta avaliação é o Valor Presente Líquido (VPL); • Embora o VPL seja estudado em disciplinas específicas da Engenharia Econômica, a sua importância, como elemento quantificável de muitos objetivos de decisão, faz com que seja necessária uma breve apresentação.
  • 15.
    Definição do objetivoda decisão: VPL Transfere para o presente as variações de caixa esperadas, descontadas a uma determinada taxa (conhecida como taxa de desconto i).
  • 16.
    Valor Presente Líquido(VPL) 0 1 2 3 n4 0 1 2 3 n4 VPL > 0 (1 + i)n I FC1 FC2 FC3 FC4 FCn
  • 17.
    Valor Presente Líquido(VPL) Exemplo: Faça uma comparação do Valor Presente Líquido (VPL) dos negócios A e B, com os custos e receitas a seguir, considere i = 10% anual. Tipo A Tipo B Custo (investimento) Inicial ($) 1500 2500 Custo Anual da Operação ($) 900 700 Rendimento(receita) ($) 1500 1500 Valor de Resgate ($) 200 350 Vida (anos) 5 5
  • 18.
    Valor Presente Líquido(VPL) Exemplo: Faça uma comparação do Valor Presente Líquido (VPL) dos negócios A e B, com os custos e receitas a seguir, considere i = 10% anual. 0 1 2 3 4 -1.500 -900 -900 -900 -900 5 -900 +200 Tipo A Tipo B 0 1 2 3 4 -2.500 -700 -700 -700 -700 5 -700 +350 +1500 +1500
  • 19.
    Valor Presente Líquido(VPL) Exemplo: Faça uma comparação do Valor Presente Líquido (VPL) dos negócios A e B, com os custos e receitas a seguir, considere i = 10% anual. VPL(A) = $ 898,66 VPL(B) = $ 749,95 Qual é melhor? Por que o VPL é um dos métodos de engenharia de produção mais populares?
  • 20.
    Alternativas de decisão •Algumas das alternativas relevantes são mais naturalmente definidas. • Por exemplo: • Um empresário de São Paulo precisa estar no dia seguinte no Rio de Janeiro. Ele foi informado que todos os voos a esta cidade estão lotados. Ø Alternativas: viajar de carro, ônibus; • Um juiz pode julgar um acusado somente como inocenteou culpado; • Em um determinado momento, somente um número limitado de pilotos de Fórmula 1 pode ser considerado para preencher uma inesperada vaga numa equipe.
  • 21.
    Alternativas de decisão qContudo, em muitos casos, algumas alternativas aceitáveis são inicialmente desconhecidas. q Uma fase importante, da estruturação do problema de decisão, consiste em gerar as alternativas. q Exemplo: Propósito é comprar o melhor carro. As alternativas serão, por exemplo, as diversas marcas e modelos disponíveis no mercado.
  • 22.
    Alternativas de decisão Alternativas, comoo nome indica, devem ser mutuamente exclusivas, isto é, a escolha por uma alternativa implica necessariamente na desconsideração das demais. Não tem sentido, por exemplo, escolher entre • “ir almoçar fora“ e • “assistir televisão a noite“ porque ambas podem ser escolhidas e executadas sem que uma exclua a outra.
  • 23.
    Alternativas de decisão Considerandoadicionalmente a possibilidade de almoçar em casa e ler um livro à noite, o conjunto de alternativas que atendem à condição de serem mutuamente exclusivas passa a ser quatro: • “almoçar fora e assistir televisão à noite“ (a1) • “almoçar fora e ler à noite“ (a2) • “almoçar em casa e assistir televisão à noite“ (a3) • “almoçar em casa e ler à noite“ (a4) A decisão final consistirá da escolha de → uma alternativa ai → do conjunto de alternativas A, com A={ ai com i=1,n }, → onde: n é o número de alternativas, com n ≥ 2.
  • 24.
    Alternativas de decisão •As primeiras alternativas podem ser mais fáceis de identificar: Ø Ex.: Iremos comprar a máquina A? Ou a máquina B? • O desafio é ajudar o(s) cliente(s) (donos e stakeholders) a identificarem alternativas mais criativas, além daquelas óbvias; • Esta é, portanto, uma oportunidade de criar (agregar) mais valor para o cliente.
  • 25.
    Alternativas de decisão:características • O objetivo do analista é, portanto, gerar um pequeno grupo de alternativas, que sejam viáveis, completas, atrativas e diversificadas; Ø Grupo pequeno: Ferramentas quantitativas serão utilizadas para comparar as alternativas, bem como informações necessárias deverão ser coletadas. Portanto, um número ideal de alternativas deve ser entre 3-5; Ø Viáveis: No sentido de realizáveis, ou seja, cada uma das alternativas deve representar um curso de ação que possa, efetivamente, ser realizável. Portanto, não devem existir barreiras legais, físicas, financeiras, etc., que impossibilitem a alternativa.
  • 26.
    Alternativas de decisão:características • O objetivo do analista é, portanto, gerar um pequeno grupo de alternativas, que sejam viáveis, completas, atrativas e diversificadas; Ø Completas: As alternativas devem indicar uma descrição completa do curso de ação; Ø Atrativas: Devem possuir um grau de atratividade, ou seja, que a escolha de um ou outro curso de ação chame a atenção e interesse dos clientes; Ø Diversificadas: As alternativas devem, na maioria do possível, representar cursos de ação significativamente diferentes um dos outros. • Em síntese, a geração de alternativas está intimamente ligada à criatividade, e portanto, aos bloqueios produzidos pelos Vieses Cognitivos.
  • 27.
    Geração de alternativasde decisão Fase Expansiva Fase Reducionista Fase Expansiva: gerar o maior número de ideias possível. Fase Reducionista: converger em poucas ideias (melhores ideias). São utilizadas técnicas como backcasting, geração de cenários, brainstorming, etc.
  • 28.
    Geração de alternativasde decisão Uma ferramenta interessantepara a fase reducionista é a Tabela de Estratégias. Ex.: Tecnologia do Produto Tempo de Desenvolvimento Desejado Mercado Alvo Busca por parcerias para o desenvolvimento? Tecnologia Atual; Tecnologia a ser licensiada; Tecnologia experimental 24 meses; 30 meses; 36 meses; 42 meses. América do Norte; América do Norte e União Europeia; América do Norte, UE e Ásia Sim; Não
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    Geração de alternativasde decisão Plano de Desenv. Tecnologia do Produto Tempo de Desenv. Desejado Mercado Alvo Busca por parcerias para o desenvolviment o? Ir devagar Agressivo Tecnologia Atual; Tecnologia a ser licensiada; Tecnologia experimental 24 meses; 30 meses; 36 meses; 42 meses. América do Norte; América do Norte e UE; AN, UE e Ásia Sim; Não
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    Geração de alternativasde decisão Plano de Desenv. Tecnologia do Produto Tempo de Desenv. Desejado Mercado Alvo Busca por parcerias para o desenvolviment o? Ir devagar Agressivo Tecnologia Atual; Tecnologia a ser licensiada; Tecnologia experimental 24 meses; 30 meses; 36 meses; 42 meses. América do Norte; América do Norte e UE; AN, UE e Ásia Sim; Não
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    Geração de alternativasde decisão Plano de Desenv. Tecnologia do Produto Tempo de Desenv. Desejado Mercado Alvo Busca por parcerias para o desenvolviment o? Ir devagar Agressivo Tecnologia Atual; Tecnologia a ser licensiada; Tecnologia experimental 24 meses; 30 meses; 36 meses; 42 meses. América do Norte; América do Norte e UE; AN, UE e Ásia Sim; Não
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    Geração de alternativasde decisão Plano de Desenv. Tecnologia do Produto Tempo de Desenv. Desejado Mercado Alvo Busca por parcerias para o desenvolvimento? Ir devagar Tecnologia Atual 42 meses A.N. Não Agressivo Tecnologia Experimental 24 meses A.N., UE, Ásia Sim Tabela de Estratégias: Versão Matricial
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    Bibliografia 1. Tani, S.N. & Parnell, G.S. (2013). Use the AppropriateDecision Process. Cap. 05. In: G.S. Parnell et.al. (eds). Handbook of Decision Analysis. Vol. 6. John Wiley & Sons. 2. Tani, S.N. & Parnell, G.S. (2013). Frame the Decision Opportunity. Cap. 06. In: G.S. Parnell et.al. (eds). Handbook of Decision Analysis. Vol. 6. John Wiley & Sons. 3. Parnell, G.S.; Bresnick, T.A. & Johnson, E.R. (2013). Craft the Decision Objectives and Value Measures. Cap. 07. In: G.S. Parnell et.al. (eds). Handbook of Decision Analysis. Vol. 6. John Wiley & Sons. 4. Tani, S.N. & Parnell, G.S. (2013). Design creative alternatives. Cap. 08. In: G.S. Parnell et.al. (eds). Handbook of Decision Analysis. Vol. 6. John Wiley & Sons.
  • 34.
    Estruturação de Problemas deDecisão Prof. Dr. Mauricio Uriona Maldonado EPS 7009 – Teoria da Decisão Departamentode Engenharia de Produçãoe Sistemas