O Estado e o 
pensamento 
político liberal 
Carnoy, Martin. Estado e Teoria 
Polític a. Campinas, SP: Papirus, 
1990 
Adaptado Prof: Lúcio Braga
Teoria política pluralista 
 EUA: democracia pluralista – diferentes grupos e 
população civil definem as políticas públicas 
 Teoria política pluralista: ideologia oficial das 
democracias capitalistas (princípio da liberdade 
individual) 
 A discussão do pluralismo está entre a relação de 
liberdade individual no mercado e o poder político 
individual; 
 A questão é se o Estado democrático liberal é 
realmente democrata: 
 comprometido com o capitalismo industrial; 
 Pluralismo identificado com o coorporativismo
Teorias do Estado do “Bem comum” 
Visão Pluralista - Estado para servir a maioria: 
 Para o povo; (origem) 
 Pelo povo; 
Origem 
 A lei divina começa a entrar em desuso a partir do sec. 
XVII: 
 Acumulação de capitais 
 Nova racionalidade (Weber) 
 Novo conceito de homem (Foucault) 
 Sec. XVII: Redefinição do estado de natureza(condição 
natural do Homem é o direito individual); substituição 
da lei divina pelo direito da hierarquia política e o 
surgimento da democracia representativa (nova classe: 
a Burguesia)
Doutrina Clássica 
 Filósofos políticos do sec. XVII: Teoria do Estado baseado: na natureza 
humana; no comportamento individual; relação entre os 
indivíduos;(Foucault : a coerção e a repressão é substituída pelo Estado 
controlador e disciplinador) 
 Estado Liberal baseado no “Bem comum” contra as paixões (interesses 
acima das paixões), que tome conta do mercado na sociedade civil. 
 Os direitos humanos substituem os direitos de nascimento 
 A “base divina” é o bem comum 
 Caráter revolucionário: rompem com a lei divina colocando o poder 
político e econômico nas mãos do Homem racional;
Hobbes (1651) 
1. Método científico ligado ao comportamento 
humano; 
2. Apetites e aversões (admite o poder soberano) 
3. Estado de Natureza: homem civilizado preserva 
os direitos naturais- HOMO HOMINI LUPUS 
4. Tensão: Preservar a liberdade X Guerra 
5. Os indivíduos renunciam a favor do suserano, 
através de um contrato de submissão: o poder 
físico é derrotado pela força civilizadora do 
mercado (o Estado garante a submissão, através 
do uso legítimo da força)
John Locke (1692) 
Difere na noção de estado de natureza (não 
primitivo): liberdade individual em que os homens 
tem o direito a igualdade de natureza para garantir 
sua propriedade 
O poder está nos indivíduos que compõem a 
sociedade civil 
Para Locke o Estado é feito para garantir os direitos 
individuais (propriedade) o que é diferente de um 
Estado democrático, já que a sociedade civil é um 
meio de regulação dos homens cidadãos (estariam 
fora os que não tem propriedade)
 Ameaçados pelo estado de guerra os homens entregam seus direitos a 
outrem para garantir a propriedade através da comunidade (Estado) 
 A razão e a perfeição X o caos da desigualdade do estado de natureza 
 Diferente de Hobbes na questão da natureza do soberano, pois a 
monarquia absoluta é incompatível com o governo civil (problema da 
sucessão) 
 Define o princípio dos direitos individuais delegados a “outrem” (Monarca 
ou corpo legislativo)
Rousseau 
 Conceito de sociedade civil: modo como os homens são 
encontrados na sociedade ( não é construção hipotética, é a 
realidade) 
 Homem na natureza: sem moralidade; sem maldade 
 É na propriedade privada que está a origem da desigualdade 
e do “mal” 
 A sociedade civil é produto da voracidade do Homem, os 
ricos e poderosos tentam preservar a ordem para proteger 
seus interesses. 
 Estado: 
 assegura a posição da classe dominante 
 assegura a desigualdade social 
 liberdade e igualdade política, através da vontade geral: o 
governo evita a extrema desigualdade de riquezas;
 É na propriedade que está a origem da desigualdade e do “mal” 
 A sociedade civil é produto da voracidade do Homem, os ricos e poderosos 
tentam preservar a ordem para proteger seus interesses. 
Estado: 
 assegura a posição da classe dominante 
 assegura a desigualdade social 
 liberdade e igualdade política, através da vontade geral: o governo evita a 
extrema desigualdade de riquezas;
Doutrina Liberal 
Adam Smith 
 Homens impulsionados na tentativa de melhorar as condições materiais e 
aumentar os seus bens. 
 Centraliza no fator econômico: ganho econômico, “cada indivíduo agindo 
em seu próprio interesse, mas quando colocado juntos a uma coletividade 
de indivíduos, maximizam o bem estar coletivo” (através do 
funcionamento livre e ilimitado do mercado)
 Enfatiza o bem-estar coletivo através da ação individual, como efeito não 
intencional, mercado se faz através da mão invisível (prosperidade 
nacional e bem-estar social - resolve a questão de Rousseau) 
 Para Smith, o papel do Estado era periférico na relação da dinâmica social 
(os indivíduos são seres sociais) 
 Coesão social (mão invisível) X Estado (jurídico e educativo) 
O Estado fornece a base legal com o qual o mercado pode melhor 
maximizar os benefícios aos Homens
 Pensamento utilitarista: segurança para a questão 
da propriedade, visão liberal do Estado burguês, 
 Democracia representativa: estendida a um grupo 
amplo do mercado, distribuição do bem comum: O 
pluralismo. 
Schumpeter (1942) influenciado por Weber 
 Teoria Pluralista, Capitalismo como o 
desenvolvimento da racionalidade. 
 A democracia direta não é possível porque todos os 
membros da sociedade não estão no mesmo estágio 
cultural (lideres e seguidores)
1. Não existe o bem comum unicamente determinado 
(diferentes coisas e pessoas) 
2. Mesmo ao usar a racionalidade não haveria a 
representatividade da vontade do povo. 
3. Cidadãos mal informados e desinteressados pelos 
problemas políticos. 
Não são os indivíduos que decidem e sim os políticos que os 
representam 
 Condições para o Estado democrático: 
1. Políticos de qualidade elevada 
2. Parte das decisões devem ser tomadas por especialistas 
3. Estado dirige uma burocracia 
4. Controle da corrupção 
5. A liderança política exige grande capacidade de 
tolerância

Estado liberal e contratualismo

  • 1.
    O Estado eo pensamento político liberal Carnoy, Martin. Estado e Teoria Polític a. Campinas, SP: Papirus, 1990 Adaptado Prof: Lúcio Braga
  • 2.
    Teoria política pluralista  EUA: democracia pluralista – diferentes grupos e população civil definem as políticas públicas  Teoria política pluralista: ideologia oficial das democracias capitalistas (princípio da liberdade individual)  A discussão do pluralismo está entre a relação de liberdade individual no mercado e o poder político individual;  A questão é se o Estado democrático liberal é realmente democrata:  comprometido com o capitalismo industrial;  Pluralismo identificado com o coorporativismo
  • 3.
    Teorias do Estadodo “Bem comum” Visão Pluralista - Estado para servir a maioria:  Para o povo; (origem)  Pelo povo; Origem  A lei divina começa a entrar em desuso a partir do sec. XVII:  Acumulação de capitais  Nova racionalidade (Weber)  Novo conceito de homem (Foucault)  Sec. XVII: Redefinição do estado de natureza(condição natural do Homem é o direito individual); substituição da lei divina pelo direito da hierarquia política e o surgimento da democracia representativa (nova classe: a Burguesia)
  • 4.
    Doutrina Clássica Filósofos políticos do sec. XVII: Teoria do Estado baseado: na natureza humana; no comportamento individual; relação entre os indivíduos;(Foucault : a coerção e a repressão é substituída pelo Estado controlador e disciplinador)  Estado Liberal baseado no “Bem comum” contra as paixões (interesses acima das paixões), que tome conta do mercado na sociedade civil.  Os direitos humanos substituem os direitos de nascimento  A “base divina” é o bem comum  Caráter revolucionário: rompem com a lei divina colocando o poder político e econômico nas mãos do Homem racional;
  • 5.
    Hobbes (1651) 1.Método científico ligado ao comportamento humano; 2. Apetites e aversões (admite o poder soberano) 3. Estado de Natureza: homem civilizado preserva os direitos naturais- HOMO HOMINI LUPUS 4. Tensão: Preservar a liberdade X Guerra 5. Os indivíduos renunciam a favor do suserano, através de um contrato de submissão: o poder físico é derrotado pela força civilizadora do mercado (o Estado garante a submissão, através do uso legítimo da força)
  • 6.
    John Locke (1692) Difere na noção de estado de natureza (não primitivo): liberdade individual em que os homens tem o direito a igualdade de natureza para garantir sua propriedade O poder está nos indivíduos que compõem a sociedade civil Para Locke o Estado é feito para garantir os direitos individuais (propriedade) o que é diferente de um Estado democrático, já que a sociedade civil é um meio de regulação dos homens cidadãos (estariam fora os que não tem propriedade)
  • 7.
     Ameaçados peloestado de guerra os homens entregam seus direitos a outrem para garantir a propriedade através da comunidade (Estado)  A razão e a perfeição X o caos da desigualdade do estado de natureza  Diferente de Hobbes na questão da natureza do soberano, pois a monarquia absoluta é incompatível com o governo civil (problema da sucessão)  Define o princípio dos direitos individuais delegados a “outrem” (Monarca ou corpo legislativo)
  • 8.
    Rousseau  Conceitode sociedade civil: modo como os homens são encontrados na sociedade ( não é construção hipotética, é a realidade)  Homem na natureza: sem moralidade; sem maldade  É na propriedade privada que está a origem da desigualdade e do “mal”  A sociedade civil é produto da voracidade do Homem, os ricos e poderosos tentam preservar a ordem para proteger seus interesses.  Estado:  assegura a posição da classe dominante  assegura a desigualdade social  liberdade e igualdade política, através da vontade geral: o governo evita a extrema desigualdade de riquezas;
  • 9.
     É napropriedade que está a origem da desigualdade e do “mal”  A sociedade civil é produto da voracidade do Homem, os ricos e poderosos tentam preservar a ordem para proteger seus interesses. Estado:  assegura a posição da classe dominante  assegura a desigualdade social  liberdade e igualdade política, através da vontade geral: o governo evita a extrema desigualdade de riquezas;
  • 10.
    Doutrina Liberal AdamSmith  Homens impulsionados na tentativa de melhorar as condições materiais e aumentar os seus bens.  Centraliza no fator econômico: ganho econômico, “cada indivíduo agindo em seu próprio interesse, mas quando colocado juntos a uma coletividade de indivíduos, maximizam o bem estar coletivo” (através do funcionamento livre e ilimitado do mercado)
  • 11.
     Enfatiza obem-estar coletivo através da ação individual, como efeito não intencional, mercado se faz através da mão invisível (prosperidade nacional e bem-estar social - resolve a questão de Rousseau)  Para Smith, o papel do Estado era periférico na relação da dinâmica social (os indivíduos são seres sociais)  Coesão social (mão invisível) X Estado (jurídico e educativo) O Estado fornece a base legal com o qual o mercado pode melhor maximizar os benefícios aos Homens
  • 12.
     Pensamento utilitarista:segurança para a questão da propriedade, visão liberal do Estado burguês,  Democracia representativa: estendida a um grupo amplo do mercado, distribuição do bem comum: O pluralismo. Schumpeter (1942) influenciado por Weber  Teoria Pluralista, Capitalismo como o desenvolvimento da racionalidade.  A democracia direta não é possível porque todos os membros da sociedade não estão no mesmo estágio cultural (lideres e seguidores)
  • 13.
    1. Não existeo bem comum unicamente determinado (diferentes coisas e pessoas) 2. Mesmo ao usar a racionalidade não haveria a representatividade da vontade do povo. 3. Cidadãos mal informados e desinteressados pelos problemas políticos. Não são os indivíduos que decidem e sim os políticos que os representam  Condições para o Estado democrático: 1. Políticos de qualidade elevada 2. Parte das decisões devem ser tomadas por especialistas 3. Estado dirige uma burocracia 4. Controle da corrupção 5. A liderança política exige grande capacidade de tolerância