Relatório Segundo Semestre HP Salas Ambiente

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Relatório 2º Semestre

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Relatório Segundo Semestre HP Salas Ambiente

  1. 1. Relatório 2o Semestre de 2014 Projeto Salas Ambiente e o estudo sobre a organização dos espaços na educação infantil Integrantes: Adriana R. Minamioka; Ana Carolina P. M. dos Santos; Carina Banwart; Egmar Almeida Santos da Silva; Graziela Aparecida Bataier; Rosemary Arendit; Valéria Helena Postal. Carga horária 2o semestre: aproximadamente, 170h Atividades O presente relatório tem por objetivo apresentar as principais ações desenvolvidas pelo grupo no período de julho a dezembro de 2014, já que o referente ao 1o semestre já foi entregue e discutido com a equipe gestora em meados de agosto. Próprio dos momentos de grandes mudanças, erros e acertos aconteceram e estão acontecendo; muitas reflexões, indagações e revisões de condutas foram adotadas com o intuito de que o processo se desse da forma mais tranquila possível, sem abrir mão do propósito reformador implementado: a organização das salas ambiente. Cabe aqui, ressaltar e engrandecer a importância do trabalho e dos estudos que estão sendo realizados pelo grupo até então, que tem como princípios norteadores os seguintes itens: ● Foco das ações no atendimento das crianças; ● Prática de escuta e do diálogo com educadores, funcionários, crianças, famílias e comunidade; ● Fundamentação do trabalho pedagógico nos documentos oficiais do MEC, e outras contribuições teóricas, tais como, Reggio Emília, ● Estudo constante sobre os seguintes temas: Espaços para Educação infantil; Infância; Documentação Pedagógica; dentre outros. A construção dos princípios norteadores do grupo de estudos sobre a organização dos espaços na educação infantil e salas ambiente se deu ao longo do período e estão sendo consolidados e apresentados à equipe gestora. Contamos com as contribuições da Profa Dra Roberta Borges, que nos colocou em diálogo com o trabalho desenvolvido em Reggio Emília ­Itália ­, bem como nos trouxe à reflexão sobre a documentação pedagógica, nos fazendo pensar sobre se este projeto está de fato agradando às crianças. O que elas nos dizem sobre as Salas Ambiente?! Essas contribuições enriqueceram as discussões do grupo.
  2. 2. Tendo em vista nossos princípios, foram implementadas as ações a seguir mencionadas que, longe de esgotar as necessidades, procuraram (nem todas as solicitações foram implementadas) atender as questões mais urgentes do CEI. Projetos e ações concretizados: ● Reorganização das prateleiras da sala de jogos e brincadeiras, atualmente estão na altura das crianças, favorecendo a autonomia e novas formas de organização por parte daqueles que ali interagem, proporcionando e despertando a curiosidade, fantasia e imaginação; ● Compra das caixas organizadoras, outro item que favorece a autonomia e facilita a organização; ● 4 Notebooks ao acesso das crianças; ● Reorganização da sala de contos e fantasias; ● Caixas e prateleiras identificadas com fotos; ● Visitas às unidades educacionais da cidade de Campinas (CEMEI Alpheo Miguel, CEMEI Rafael Andrade Duarte e CIS Tancredo Neves) e Jundiaí (Fundação Antônio Antonietntonieta Cintra Gordinho; que têm trabalho diferenciado sobre a organização dos espaços na educação infantil; ● Leitura da bibliografia proposta e acordada pelo grupo (Crianças, espaços e relações, Espaços em Educação Infantil) proporcionou trocas de ideias e incentivo para novas propostas; Projetos e ações em andamento A partir da leitura do livro Crianças, espaços e relações estão sendo elaborados slides com propostas de reorganização dos espaços, inclusive com sugestões para novos espaços, dentre eles citamos: o espaço ciências e experimentações e a complementação da sala multimídia. Todo material será disponibilizado no blog do grupo de estudos que tem como um dos objetivos principais as trocas entre os educadores do CEI, bem como com outras unidades educacionais. Reflexões do Grupo de HP Tendo por base tudo o que foi exposto até aqui, ressaltamos alguns pontos importantes: a) Este projeto se faz necessário para a manutenção da proposta de salas ambiente na Unidade Escolar, dado que a constante reflexão, intercâmbio de experiências e formação são essenciais para a compreensão e melhor desenvolvimento do trabalho; b) Seria interessante que a escola tomasse partido sobre os rumos deste trabalho, na medida em que, se for consenso, deverá entrar no PPP da UE (apesar de já constar, deveria entrar como algo prioritário da escola, uma linha mestra) para a busca de formações continuadas para todos da escola, busca de parcerias com universidades para
  3. 3. aprimoramento reflexivo e prático dos profissionais e, até mesmo, a explicitação do projeto na Secretaria de Educação em busca de recursos e valorização de nossa proposta; c) Disponibilizar um exemplar de todos os livros utilizados para o estudo deste HP para consulta dos outros funcionários; d) Uma sugestão para o ano que vem é que este HP seja transformado em Grupo de Estudo, de modo a pensar em temas mensais (talvez) relacionados à temática de Espaços na Educação Infantil, que sejam discutidos no grupo, para que, ao fim de cada mês seja apresentado em TDC para o grupo da escola, trazendo questões para discussão, reflexões, imagens, textos para a formação de todos. Dessa forma, também pode­se buscar mais parcerias em outras Unidades para o intercâmbio de ideias e formação. e) Pensamos que a organização dos espaços não deve ficar restrita às Salas Ambiente ou ao Parque ­que é o que tem sido discutido na escola ­, precisamos (re)pensar todos os espaços da escola como, por exemplo, o refeitório: é um espaço adequado para todas as crianças atendidas? É um espaço agradável para as refeições? O que as crianças pensam sobre este espaço? Ele é um espaço educador? Permite os relacionamentos entre as crianças e entre as crianças e os adultos? Favorece a autonomia das crianças no autosservimento? Os materiais utilizados pelas crianças são estéticos visualmente?; f) Algumas ações demandaram parceria com a equipe gestora e tiveram alguns entraves: manutenção das salas ambiente: mobiliário, pequenas reformas, contato com profissionais, aquisição de materiais, brinquedos e o retorno destas solicitações. Considerações finais Acreditamos e temos a certeza de que como diz Paulo Freire: "A teoria sem a prática vira ‘verbalismo’, assim como a prática sem a teoria vira ativismo. No entanto, quando se une a prática com a teoria tem­se a práxis, a ação criadora e modificadora da realidade." Parabéns a todas nós, pois não foi fácil o envolvimento, seja organizando materiais nas salas ambiente ou compartilhando os conhecimentos em nossos encontros. Impossível não se emocionar com todos estes momentos de construção e (re)construção, reflexão teoria e prática, a horta, o parque, as salas ambiente e os espaços da escola. Não aos enfeites em EVA!!! Não aos desenhos estereotipados! Não à produção do adulto cobrindo as paredes! Que toda sala possa ser, no início do ano, como descreveu Madalena Freire: Somente o chão, paredes caiadas e o teto. E que ela ganhe vida pelas mãos do grupo que a habitará durante o ano letivo. Escola não é lugar para decoração, é um espaço para ambientação. Escola não é lugar para enfeite, é espaço legítimo para produção de criança.
  4. 4. Escola não é lugar de lembrancinha, é laboratório de conhecimento. Escola não é lugar para unificação, é espaço de originalidade e inovação. Escola não é lugar de colonização, é um território para o pensamento criativo e a libertação. Escola não é lugar de reprodução de padrão, é espaço para descobertas e construção de novos saberes. Escola não é guarda­volumes, é território para o brincar. Escola não é cativeiro, é espaço de cultura e ampliação. Escola não pode ser "serviço" para ninguém: escola é local de trabalho sério, complexo, desacomodado, intelectualizado e vivo!" Patricia Lacombe

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