Educação Ambiental, Avaliação
e Aprendizagem
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS
Faculdade de Educação
Faculdade de Tecnologia
2015
Wagner da Luz – sujeitowagner@gmail.com
Prof. Dr. Sandro Tonso sandro@unicamp.br
Povoados Saramém e Cabeço, no Estado do Sergipe;
Resgate do sentimento de pertencimento ao meio natural e
social, bem como o trabalho com o conceito de alteridade;
6 visitas dos pesquisadores ao povoado do Cabeço e ao
povoado do Saramém, ao longo dos dois anos de trabalho;
Análise das conversas informais, de como as oficinas
transcorreram, como as ações individuais e coletivas se
realizaram.
Os parâmetros e Indicadores de uma Educação
Ambiental Crítica a partir da construção dos
conceitos de pertencimento, alteridade e potência
de ação.
A pesquisa analisou a Educação Ambiental, distinguindo as
vertentes Conservadora e a Crítica;
A Educação Ambiental é um campo muito heterogêneo;
Partimos da perspectiva Crítica, não é qualquer prática de
EA que promove avanços significativos para a
transformação social e ambiental;
Pesquisa Bibliográfica e Entrevistas.
A Construção de Indicadores e Parâmetros
de Educação Ambiental Crítica
“Nessa visão, educando e educador são agentes sociais que
atuam no processo de transformações sociais; portanto, o
ensino é teoria/prática, é práxis. Ensino que se abre para a
comunidade, com seus problemas sociais e ambientais,
sendo, estes, conteúdo do trabalho pedagógico. Aqui a
compreensão e a atuação sobre as relações de poder que
permeiam a sociedade são priorizados, significando uma
Educação política” (GUIMARÃES, 2003)
O que entendemos por Educação Ambiental?
Capacidade de compreensão, articulação e apropriação
individual e coletiva dos conhecimentos
Nível de sensibilização para os assuntos tratados (construção
de valores)
Capacidade de intervenção sobre a realidade em acordo com
o apropriado e sentido
Particularidades da Avaliação em EA
QUALIDADE?
QUALIDADE e QUANTIDADE;
Formal e Política:
- Qualidade formal ------ métodos, aspectos, técnicas e
instrumentos descritos;
- Qualidade política ------ se manifesta através da participação.
- “A falta da qualidade política é a não possibilidade de
participação” (DEMO, 2005, p.3-11).
A dimensão da Qualidade
O ser humano
“concebe mentalmente suas realizações e antes de concretizá-
las, apropria-se do que foi produzido e objetiva-se em novas
realizações (...). O processo de avaliação está intrinsecamente
relacionado a esta atividade objetiva/subjetiva de apropriação e
objetivação. O homem está constantemente “avaliando” suas
realizações por meio de um permanente confronto entre o
realizado e suas novas necessidades. As contradições entre o
pensado e o real são uma poderosa fonte de motivação para o
homem estabelecer novos objetivos. Objetivos e avaliação estão
em permanente interação”. (FREITAS, 1995)
Avaliação como atividade humana
...segundo
Freitas (1995), em pares dialéticos de conceitos:
Objetivos/Avaliação
Conteúdos/Métodos
Categorias de análise...
A avaliação precisa da medida, mas nem toda medição é uma
avaliação;
A medida dá a extensão de alguma coisa, a avaliação julga o
valor dessa coisa e impulsiona na direção de sua melhoria;
“ (...) dizem que a balança dá o peso, mas não diz se o objeto
é de ouro ou de prata” (DEPRESBÍTERIS, 2001, p.3).
A Medição
A quantificação compara
o objeto em estudo a unidades previamente estabelecidas
(metro, quilo, etc)
A medida da qualidade também é resultado de uma
comparação;
“conceitos absolutos”
“A abordagem baseada na comparação de conceitos
absolutos compara fatos, objetos, pessoas com critérios pré-
definidos” (DEPRESBÍTERIS, 2001, p.5).
A Comparação
PARÂMETROS
Estabelecem uma faixa de
medida aceitáveis ou conjunto
de possibilidades para cada
indicador;
Os parâmetros nos permitem
mostrar o quanto estamos
próximos ou distantes dos
nossos objetivos com relação
àquele indicador.
Alguns conceitos
TÉCNICAS
Métodos ou os conjuntos de
ações utilizadas para a coleta de
informações relevantes para a avaliação.
INDICADORES
São sinais que revelam aspectos e
que podem qualificar algo;
Quantitativos ou qualitativos;
Detalham se os objetivos de uma
proposta estão sendo bem
conduzidos ou se foram alcançados.
Para medir a febre, e avaliar o estado
de saúde, nós podemos utilizar um termômetro (técnica);
Para obter a temperatura corporal em graus Celsius (indicador);
Em uma pessoa considerada saudável a temperatura corporal deve
estar em torno de 36,5º C, um valor acima deste até 40º indica algum
problema de saúde e valores acima de 40º podem indicar sérios riscos
para a vida da pessoa doente (36,5ºC e 40ºC são parâmetros).
- Quais outras maneiras de medir a febre e avaliar a saúde?
Uma metáfora para ilustrar a dinâmica destes
elementos
Algumas técnicas para avaliação:
TÉCNICA NO QUE CONSISTE FUNCIONAMENTO ESTRATÉGIAS
Observação
Obter informações
sobre desempenho
em situações
vivenciadas.
Check-lists pré definidos –
listas de aspectos a serem
observados.
Sistemática, ou seja, com objetivos e
aspectos já definidos
Registros de acontecimentos,
de aspectos significativos sem
definição prévia.
Assistemática, registros livres,
informações e experiências casuais
Projetos
Construção de
projetos a serem
realizados
Desenvolvimento de projetos
que caracterizem objetivos,
definam propriedades
resultados e estratégias para
alcançar processos e
resultados específicos.
Promover projetos com pessoas em
comunidade, construindo
conhecimentos, auxiliando na
resolução de problemas comuns e
avaliando o que se conseguiu em
termos do projeto desenvolvido
Algumas técnicas para avaliação(cont.)
TÉCNICA NO QUE CONSISTE FUNCIONAMENTO ESTRATÉGIAS
Portfólio
Conjunto de todos os
trabalhos realizados
pelos educandos
durante um curso,
disciplina ou projeto.
Dados de visitas, resumos
de textos, relatórios,
anotações e ensaios auto
reflexivos, sobre como a
experiência de
aprendizagem modificou
sua vida.
Oportunidades de documentar, registrar e
estruturar os procedimentos e a própria
aprendizagem para compreender no que é
necessário avançar em termos de
desenvolvimento. Se constituem numa
carta sempre enriquecida com novas
informações.
Mapas
conceituais
Diagramas que
representam relações
entre conceitos.
Material escrito
individualmente ou com a
contribuição coletiva.
Representação escrita em lousa, papel ou
em ambiente virtual, estabelecendo
conexões entre conceitos que vão do mais
geral aos mais específicos.
“Como os conceitos
[Participação, Potência de Ação...] se manifestam na
prática educativa?” (Indicadores e Parâmetros)
“Quais as estratégias para perceber essas
manifestações? (Técnicas)
Indicadores – Indícios, Olhar investigativo;
Rastros, pistas, representação de um objeto correspondente.
Usamos conjuntos de indicadores.
Indicadores não provam, apenas indicam
EXPERIMENTANDO A CONSTRUÇÃO
Indicadores dos conceitos de Pertencimento,
Potência de ação e Alteridade:
CATEGORIA INDICADOR PARÂMETRO
Respeito à alteridade
1. Preocupação com
consequências das ações
sobre o outro/
consideração do outro nas
suas ações, posturas e
falas
É necessário que se considere o outro
não apenas quando este for próximo,
mas também quando for distante e
desconhecido.
2. Abertura ao diálogo
Deve haver atenção e respeito à fala de
cada pessoa.
Espaço de diálogo
3. Tempo de fala
É desejável que haja igualdade de tempo
de fala entre todas as pessoas, ou seja,
todos os participantes devem ter a
mesma oportunidade de se expressar.
CATEGORIA INDICADOR PARÂMETRO
Espaço de diálogo 4. Distribuição das falas
A alta proporção entre o número de
pessoas que falam e o número total de
pessoas presentes nas reuniões é um
dado positivo.
Ação
5. Apropriação da vontade
da maioria pelo indivíduo
As ações individuais devem promover a
causa do grupo, ainda que inicialmente
esta tenha sido divergente da vontade
do indivíduo.
6. Qualidade da fala
A alta proporção entre o número de
falas com qualidade em relação ao
número total de falas é um dado
positivo.
Como reconhecer o caráter crítico em uma ação
de educação ambiental?
INDICADOR PARÂMETROS
A compreensão sobre as origem
ou as causas dos problemas
ambientais.
- Exploração do ser humano contra a natureza, um ser humano
”mal” que agride uma Natureza “boa”.
- Relação ser humano e Natureza é determinada pelas relações
sociais e pelos modelos hegemônicos de desenvolvimento
A articulação das diferentes áreas de
conhecimento
- Compreensões das questões ambientais a partir de uma
especificidade do conhecimento, por disciplinas.
- Entendimentos de que as questões ambientais são o
resultado do diálogo entre áreas e disciplinas do
conhecimento.
O papel dos educandos na escolha
dos saberes e conteúdos
prioritários
- Adoção de programas, métodos e conteúdos padronizados
produzidos por especialistas.
- Ocorre a participação dos educandos na concepção e na
construção do planejamento pedagógico.
INDICADOR PARÂMETROS
O valor que se dá à identificação
dos educandos com a comunidade
a que pertencem
- Ações desconectadas do contexto local, com foco na
mudança de ação individual.
- Aumento do sentimento de pertencimento (ao local e à
comunidade cultural) gerado pela ação educativa
A relação dos conteúdos do
trabalho pedagógico com a
realidade socioambiental local
- Tem foco em aspectos que não se relacionam com os
contextos locais.
- Valoriza conteúdos que se baseiam em aspectos das
comunidades envolvidas e sua cultura local e/ou de sua
realidade socioambiental.
INDICADOR PARÂMETROS
A importância que se dá a uma
ação de cunho coletivo
- Simples formação ou qualificação individual,
desenvolvimento da conscientização e das
responsabilidades individuais sobre questões ambientais.
- Fortalecimento e organização de ações coletivas,
tomadas de decisões, criação de acordos coletivos,
reflexões, planejamentos ou ações em grupo .
O papel da Avaliação na ação
educativa.
- Processos de simples verificação de aprendizagem como
transmissão de conteúdos.
- Avaliação como parte do processo de formação no qual as
pessoas têm condições de refletir sobre sua própria
formação, reconhecendo-se como sujeitos do processo.
CARVALHO, Isabel. A invenção ecológica: narrativas e trajetórias da Educação Ambiental no
Brasil. 2º Edição. Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2002
DEMO, Pedro. Avaliação qualitativa. Coleção Polêmicas do nosso tempo; v. 25. 8° Edição.
Campinas: Autores Associados, 2005.
DEPRESBITERIS, Lea. Avaliação da Aprendizagem na Educação Ambiental – Uma relação muito
delicada. In: SANTOS, José Eduardo dos. SATO, Michèle. A Contribuição da Educação Ambiental
à Esperança de Pandora. São Carlos: Rima, 2001.
FERRARO, L.A.J. (Org.). Encontros e caminhos: formação de educadoras(es) ambientais e
coletivos educadores. Volume 1. 1º Edição. Brasília: MMA, Diretoria de Educação Ambiental, 2005
FREITAS, Luiz Carlos de. Crítica da organização do trabalho pedagógico e da didática. Coleção
Magistério: Formação e Trabalho Pedagógico. 3º Edição. Campinas: Papirus, 1995.
GUIMARÃES, Mauro. Educação Ambiental. No consenso um embate? 2º Edição. Campinas:
Papirus, 2004b.
__________________. Educação Ambiental. Coleção Temas em Meio Ambiente. 2º Edição. Duque
de Caxias: UNIGRANRIO Editora, 2003
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
TONSO, Sandro; CHABES, Marcos. Lourenço. NAKAMURA, Daniela Soliz. Parâmetros e
Indicadores de uma Educação Ambiental Crítica a partir da construção dos conceitos de
pertencimento, alteridade e potência de ação. Relatório Final. Iniciação Científica - processo
FAPESP 06/02138-6, 2006
TONSO, Sandro; LUZ, Wagner Coelho da. Construção de indicadores e parâmetros de educação
ambiental crítica. Relatório Parcial nº1. Iniciação Científica – processo FAPESP 08/0806063-3,
2011a.
______________; ________________________. Construção de indicadores e parâmetros de
educação ambiental crítica. Relatório Parcial nº2. Iniciação Científica – processo FAPESP
08/0806063-3, 2011b.
______________; ________________________. Construção de indicadores e parâmetros de
educação ambiental crítica. Relatório Parcial nº3. Iniciação Científica – processo FAPESP
08/0806063-3, 2012.
VIANNA, Heraldo Marelin. Construindo o campo e a crítica: o debate. In: FREITAS, Luiz Carlos de.
(Org.) Avaliação: construindo o campo e a crítica. Florianópolis: Insular, 2002.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Educação Ambiental, avaliação e aprendizagem

  • 1.
    Educação Ambiental, Avaliação eAprendizagem UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS Faculdade de Educação Faculdade de Tecnologia 2015 Wagner da Luz – sujeitowagner@gmail.com Prof. Dr. Sandro Tonso sandro@unicamp.br
  • 2.
    Povoados Saramém eCabeço, no Estado do Sergipe; Resgate do sentimento de pertencimento ao meio natural e social, bem como o trabalho com o conceito de alteridade; 6 visitas dos pesquisadores ao povoado do Cabeço e ao povoado do Saramém, ao longo dos dois anos de trabalho; Análise das conversas informais, de como as oficinas transcorreram, como as ações individuais e coletivas se realizaram. Os parâmetros e Indicadores de uma Educação Ambiental Crítica a partir da construção dos conceitos de pertencimento, alteridade e potência de ação.
  • 3.
    A pesquisa analisoua Educação Ambiental, distinguindo as vertentes Conservadora e a Crítica; A Educação Ambiental é um campo muito heterogêneo; Partimos da perspectiva Crítica, não é qualquer prática de EA que promove avanços significativos para a transformação social e ambiental; Pesquisa Bibliográfica e Entrevistas. A Construção de Indicadores e Parâmetros de Educação Ambiental Crítica
  • 4.
    “Nessa visão, educandoe educador são agentes sociais que atuam no processo de transformações sociais; portanto, o ensino é teoria/prática, é práxis. Ensino que se abre para a comunidade, com seus problemas sociais e ambientais, sendo, estes, conteúdo do trabalho pedagógico. Aqui a compreensão e a atuação sobre as relações de poder que permeiam a sociedade são priorizados, significando uma Educação política” (GUIMARÃES, 2003) O que entendemos por Educação Ambiental?
  • 5.
    Capacidade de compreensão,articulação e apropriação individual e coletiva dos conhecimentos Nível de sensibilização para os assuntos tratados (construção de valores) Capacidade de intervenção sobre a realidade em acordo com o apropriado e sentido Particularidades da Avaliação em EA
  • 6.
    QUALIDADE? QUALIDADE e QUANTIDADE; Formale Política: - Qualidade formal ------ métodos, aspectos, técnicas e instrumentos descritos; - Qualidade política ------ se manifesta através da participação. - “A falta da qualidade política é a não possibilidade de participação” (DEMO, 2005, p.3-11). A dimensão da Qualidade
  • 7.
    O ser humano “concebementalmente suas realizações e antes de concretizá- las, apropria-se do que foi produzido e objetiva-se em novas realizações (...). O processo de avaliação está intrinsecamente relacionado a esta atividade objetiva/subjetiva de apropriação e objetivação. O homem está constantemente “avaliando” suas realizações por meio de um permanente confronto entre o realizado e suas novas necessidades. As contradições entre o pensado e o real são uma poderosa fonte de motivação para o homem estabelecer novos objetivos. Objetivos e avaliação estão em permanente interação”. (FREITAS, 1995) Avaliação como atividade humana
  • 8.
    ...segundo Freitas (1995), empares dialéticos de conceitos: Objetivos/Avaliação Conteúdos/Métodos Categorias de análise...
  • 9.
    A avaliação precisada medida, mas nem toda medição é uma avaliação; A medida dá a extensão de alguma coisa, a avaliação julga o valor dessa coisa e impulsiona na direção de sua melhoria; “ (...) dizem que a balança dá o peso, mas não diz se o objeto é de ouro ou de prata” (DEPRESBÍTERIS, 2001, p.3). A Medição
  • 10.
    A quantificação compara oobjeto em estudo a unidades previamente estabelecidas (metro, quilo, etc) A medida da qualidade também é resultado de uma comparação; “conceitos absolutos” “A abordagem baseada na comparação de conceitos absolutos compara fatos, objetos, pessoas com critérios pré- definidos” (DEPRESBÍTERIS, 2001, p.5). A Comparação
  • 11.
    PARÂMETROS Estabelecem uma faixade medida aceitáveis ou conjunto de possibilidades para cada indicador; Os parâmetros nos permitem mostrar o quanto estamos próximos ou distantes dos nossos objetivos com relação àquele indicador. Alguns conceitos TÉCNICAS Métodos ou os conjuntos de ações utilizadas para a coleta de informações relevantes para a avaliação. INDICADORES São sinais que revelam aspectos e que podem qualificar algo; Quantitativos ou qualitativos; Detalham se os objetivos de uma proposta estão sendo bem conduzidos ou se foram alcançados.
  • 12.
    Para medir afebre, e avaliar o estado de saúde, nós podemos utilizar um termômetro (técnica); Para obter a temperatura corporal em graus Celsius (indicador); Em uma pessoa considerada saudável a temperatura corporal deve estar em torno de 36,5º C, um valor acima deste até 40º indica algum problema de saúde e valores acima de 40º podem indicar sérios riscos para a vida da pessoa doente (36,5ºC e 40ºC são parâmetros). - Quais outras maneiras de medir a febre e avaliar a saúde? Uma metáfora para ilustrar a dinâmica destes elementos
  • 13.
    Algumas técnicas paraavaliação: TÉCNICA NO QUE CONSISTE FUNCIONAMENTO ESTRATÉGIAS Observação Obter informações sobre desempenho em situações vivenciadas. Check-lists pré definidos – listas de aspectos a serem observados. Sistemática, ou seja, com objetivos e aspectos já definidos Registros de acontecimentos, de aspectos significativos sem definição prévia. Assistemática, registros livres, informações e experiências casuais Projetos Construção de projetos a serem realizados Desenvolvimento de projetos que caracterizem objetivos, definam propriedades resultados e estratégias para alcançar processos e resultados específicos. Promover projetos com pessoas em comunidade, construindo conhecimentos, auxiliando na resolução de problemas comuns e avaliando o que se conseguiu em termos do projeto desenvolvido
  • 14.
    Algumas técnicas paraavaliação(cont.) TÉCNICA NO QUE CONSISTE FUNCIONAMENTO ESTRATÉGIAS Portfólio Conjunto de todos os trabalhos realizados pelos educandos durante um curso, disciplina ou projeto. Dados de visitas, resumos de textos, relatórios, anotações e ensaios auto reflexivos, sobre como a experiência de aprendizagem modificou sua vida. Oportunidades de documentar, registrar e estruturar os procedimentos e a própria aprendizagem para compreender no que é necessário avançar em termos de desenvolvimento. Se constituem numa carta sempre enriquecida com novas informações. Mapas conceituais Diagramas que representam relações entre conceitos. Material escrito individualmente ou com a contribuição coletiva. Representação escrita em lousa, papel ou em ambiente virtual, estabelecendo conexões entre conceitos que vão do mais geral aos mais específicos.
  • 15.
    “Como os conceitos [Participação,Potência de Ação...] se manifestam na prática educativa?” (Indicadores e Parâmetros) “Quais as estratégias para perceber essas manifestações? (Técnicas) Indicadores – Indícios, Olhar investigativo; Rastros, pistas, representação de um objeto correspondente. Usamos conjuntos de indicadores. Indicadores não provam, apenas indicam EXPERIMENTANDO A CONSTRUÇÃO
  • 16.
    Indicadores dos conceitosde Pertencimento, Potência de ação e Alteridade: CATEGORIA INDICADOR PARÂMETRO Respeito à alteridade 1. Preocupação com consequências das ações sobre o outro/ consideração do outro nas suas ações, posturas e falas É necessário que se considere o outro não apenas quando este for próximo, mas também quando for distante e desconhecido. 2. Abertura ao diálogo Deve haver atenção e respeito à fala de cada pessoa. Espaço de diálogo 3. Tempo de fala É desejável que haja igualdade de tempo de fala entre todas as pessoas, ou seja, todos os participantes devem ter a mesma oportunidade de se expressar.
  • 17.
    CATEGORIA INDICADOR PARÂMETRO Espaçode diálogo 4. Distribuição das falas A alta proporção entre o número de pessoas que falam e o número total de pessoas presentes nas reuniões é um dado positivo. Ação 5. Apropriação da vontade da maioria pelo indivíduo As ações individuais devem promover a causa do grupo, ainda que inicialmente esta tenha sido divergente da vontade do indivíduo. 6. Qualidade da fala A alta proporção entre o número de falas com qualidade em relação ao número total de falas é um dado positivo.
  • 18.
    Como reconhecer ocaráter crítico em uma ação de educação ambiental? INDICADOR PARÂMETROS A compreensão sobre as origem ou as causas dos problemas ambientais. - Exploração do ser humano contra a natureza, um ser humano ”mal” que agride uma Natureza “boa”. - Relação ser humano e Natureza é determinada pelas relações sociais e pelos modelos hegemônicos de desenvolvimento A articulação das diferentes áreas de conhecimento - Compreensões das questões ambientais a partir de uma especificidade do conhecimento, por disciplinas. - Entendimentos de que as questões ambientais são o resultado do diálogo entre áreas e disciplinas do conhecimento. O papel dos educandos na escolha dos saberes e conteúdos prioritários - Adoção de programas, métodos e conteúdos padronizados produzidos por especialistas. - Ocorre a participação dos educandos na concepção e na construção do planejamento pedagógico.
  • 19.
    INDICADOR PARÂMETROS O valorque se dá à identificação dos educandos com a comunidade a que pertencem - Ações desconectadas do contexto local, com foco na mudança de ação individual. - Aumento do sentimento de pertencimento (ao local e à comunidade cultural) gerado pela ação educativa A relação dos conteúdos do trabalho pedagógico com a realidade socioambiental local - Tem foco em aspectos que não se relacionam com os contextos locais. - Valoriza conteúdos que se baseiam em aspectos das comunidades envolvidas e sua cultura local e/ou de sua realidade socioambiental.
  • 20.
    INDICADOR PARÂMETROS A importânciaque se dá a uma ação de cunho coletivo - Simples formação ou qualificação individual, desenvolvimento da conscientização e das responsabilidades individuais sobre questões ambientais. - Fortalecimento e organização de ações coletivas, tomadas de decisões, criação de acordos coletivos, reflexões, planejamentos ou ações em grupo . O papel da Avaliação na ação educativa. - Processos de simples verificação de aprendizagem como transmissão de conteúdos. - Avaliação como parte do processo de formação no qual as pessoas têm condições de refletir sobre sua própria formação, reconhecendo-se como sujeitos do processo.
  • 21.
    CARVALHO, Isabel. Ainvenção ecológica: narrativas e trajetórias da Educação Ambiental no Brasil. 2º Edição. Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2002 DEMO, Pedro. Avaliação qualitativa. Coleção Polêmicas do nosso tempo; v. 25. 8° Edição. Campinas: Autores Associados, 2005. DEPRESBITERIS, Lea. Avaliação da Aprendizagem na Educação Ambiental – Uma relação muito delicada. In: SANTOS, José Eduardo dos. SATO, Michèle. A Contribuição da Educação Ambiental à Esperança de Pandora. São Carlos: Rima, 2001. FERRARO, L.A.J. (Org.). Encontros e caminhos: formação de educadoras(es) ambientais e coletivos educadores. Volume 1. 1º Edição. Brasília: MMA, Diretoria de Educação Ambiental, 2005 FREITAS, Luiz Carlos de. Crítica da organização do trabalho pedagógico e da didática. Coleção Magistério: Formação e Trabalho Pedagógico. 3º Edição. Campinas: Papirus, 1995. GUIMARÃES, Mauro. Educação Ambiental. No consenso um embate? 2º Edição. Campinas: Papirus, 2004b. __________________. Educação Ambiental. Coleção Temas em Meio Ambiente. 2º Edição. Duque de Caxias: UNIGRANRIO Editora, 2003 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
  • 22.
    TONSO, Sandro; CHABES,Marcos. Lourenço. NAKAMURA, Daniela Soliz. Parâmetros e Indicadores de uma Educação Ambiental Crítica a partir da construção dos conceitos de pertencimento, alteridade e potência de ação. Relatório Final. Iniciação Científica - processo FAPESP 06/02138-6, 2006 TONSO, Sandro; LUZ, Wagner Coelho da. Construção de indicadores e parâmetros de educação ambiental crítica. Relatório Parcial nº1. Iniciação Científica – processo FAPESP 08/0806063-3, 2011a. ______________; ________________________. Construção de indicadores e parâmetros de educação ambiental crítica. Relatório Parcial nº2. Iniciação Científica – processo FAPESP 08/0806063-3, 2011b. ______________; ________________________. Construção de indicadores e parâmetros de educação ambiental crítica. Relatório Parcial nº3. Iniciação Científica – processo FAPESP 08/0806063-3, 2012. VIANNA, Heraldo Marelin. Construindo o campo e a crítica: o debate. In: FREITAS, Luiz Carlos de. (Org.) Avaliação: construindo o campo e a crítica. Florianópolis: Insular, 2002. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS