PESQUISA-AÇÃO e
PESQUISA COLABORATIVA
Jeanny Meiry Sombra Silva
Doutorado /2016
Disciplina: SEMINÁRIO TEÓRICO-
METODOLÓGICO II
Professora: Marli André
PESQUISA-AÇÃO: ORIGENS
O termo pesquisa-ação tem origem na psicologia social de Kurt
Lewin. Seus trabalhos se orientavam para a solução de problemas
sociais e a partir desses estudos, o conceito de intervenção na vida
social com o objetivo de transformá-lo ganha corpo metodológico.
“Já em 1944 Lewin descrevia o processo de pesquisação, indicando como
seus traços essenciais: análise, coleta de dados e conceituação dos
problemas; planejamento da ação, execução e nova coleta de dados para
avaliá-la; repetição desse ciclo de atividades” (ANDRÉ, p. 2005, 27)
Jeanny Meiry S. Silva e Karine R. Ramos
PESQUISA-AÇÃO: CORRENTES
PESQUISA-AÇÃO
ANGLO-
SAXÔNICA
AUSTRALIANA
ESPANHOLA E
PORTUGUESA
FRANCESA
pesquisa
participante
NORTE-
AMERICANA
Pesquisa
colaborativa
Jeanny Meiry S. Silva e Karine R. Ramos
PESQUISA-AÇÃO: corrente anglo-saxônica
“Na linha anglo-saxônica ela adquire um caráter de diagnóstico,
influenciada pela proposta do professor-pesquisador, defendida
por Stenhouse [...], que no início centrou-se mais na imagem do
professor, foi se ampliando e diversificando, preocupando-se
também com questões relacionadas ao currículo e com as
condições institucionais”. (ANDRÉ, 2015, p. 27)
Jeanny Meiry S. Silva e Karine R. Ramos
PESQUISA-AÇÃO: corrente australiana
“A corrente australiana, cujos principais representantes são Carr e
Kemmis [...] centra suas preocupações no currículo, mas vai mais
além, propondo que a pesquisa se volte para atividades de
desenvolvimento profissional, para programas de melhoria da
escola, para o planejamento de sistemas e o desenvolvimento de
políticas”. (ANDRÉ, 2015, p. 27)
Jeanny Meiry S. Silva e Karine R. Ramos
PESQUISA-AÇÃO: corrente espanhola e
portuguesa
“com autores como Pérez Gómez e António Nóvoa que discutem
a pesquisação no âmbito da formação contínua de professores.”.
(ANDRÉ, 2015, p. 27)
Fonte:http://pt.slideshare.net/raimundosoaresdeandrade/formao-de-
professores-antnio-nvoa
Jeanny Meiry S. Silva e Karine R. Ramos
PESQUISA-AÇÃO: resumindo as correntes
“Em resumo, pode-se dizer que em todas as correntes a
pesquisação envolve sempre um plano de ação, plano esse que se
baseia em objetivos, em um processo de acompanhamento e
controle da ação planejada e no relato concomitante desse
processo. Muitas vezes esse tipo de pesquisa recebe o nome de
intervenção”. (ANDRÉ, 2005, p. 28)
Jeanny Meiry S. Silva e Karine R. Ramos
PESQUISA-AÇÃO: o processo
(TRIPP,2005,p.446)
• O ciclo da pesquisa ação
O ciclo pode ser representado
em três fases: planejamento,
implementação e avaliação - nos
dois diferentes campos da prática
e da investigação sobre a prática.
• A pesquisa-ação começa com um reconhecimento
O reconhecimento é uma análise situacional que produz ampla
visão do contexto da pesquisa-ação
Jeanny Meiry S. Silva e Karine R. Ramos
PESQUISA-AÇÃO: exemplificando o processo
Vamos
compreender
melhor essas
definições e
características por
meio de uma
pesquisa-ação
desenvolvida por
André (2005)
Jeanny Meiry S. Silva e Karine R. Ramos
PESQUISA-AÇÃO: exemplificando o processo
Projeto CEFAM nas áreas de
didática/prática de ensino e
estágio. “Decidimos fazer desse
trabalho mais do que uma
simples assessoria, um projeto de
pesquisa, tendo como foco o
desenvolvimento e a análise de
um processo de capacitação de
docentes em exercício nas
escolas do Cefam” (André e
Fazenda 1991).
Jeanny Meiry S. Silva e Karine R. Ramos
PESQUISA-AÇÃO: exemplificando o processo
Problema: É possível utilizar uma estratégia de
capacitação em serviço que leve os docentes a se
envolverem ativamente num processo coletivo de
análise de suas próprias práticas e de delineamento de
alternativas visando à sua reestruturação?
Jeanny Meiry S. Silva e Karine R. Ramos
PESQUISA-AÇÃO: exemplificando o processo
No caso da pesquisa de André e Fazenda “a ação implicou, por um
lado, uma estratégia de capacitação que supunha a participação ativa
dos professores refletindo sobre a sua própria ação e, por outro lado,
como resultado do uso dessa estratégia, a elaboração de um produto
concreto – uma nova proposta para didática e estágio”.
Outra questão importante envolvida nesse tipo de
pesquisa é a caracterização da ação. Que tipo de ação?
Thiollent (1982), responde sua própria pergunta: “Em
geral, trata-se de uma ação planejada, de uma intervenção
com mudanças dentro da situação investigada” (p. 124).
Jeanny Meiry S. Silva e Karine R. Ramos
PESQUISA-AÇÃO: exemplificando o processo
No caso da pesquisa de André e Fazenda “a ação implicou, por um
lado, uma estratégia de capacitação que supunha a participação ativa
dos professores refletindo sobre a sua própria ação e, por outro lado,
como resultado do uso dessa estratégia, a elaboração de um produto
concreto – uma nova proposta para didática e estágio”.
Outra questão importante envolvida nesse tipo de
pesquisa é a caracterização da ação. Que tipo de ação?
Thiollent (1982), responde sua própria pergunta: “Em
geral, trata-se de uma ação planejada, de uma intervenção
com mudanças dentro da situação investigada” (p. 124).
Jeanny Meiry S. Silva e Karine R. Ramos
PESQUISA-AÇÃO: exemplificando o processo
Sistematização continua de dados...
“A sistematização ocorreu desde o início do trabalho, quando
fizemos a revisão da literatura para estruturar o problema, mas se
estendeu por todo o processo. Após cada encontro com os
professores, eu e a outra pesquisadora procurávamos organizar as
informações colhidas e, sempre tendo em vista nosso principal
objetivo, recorríamos à literatura para fundamentar nosso próximo
passo. A sistematização mais abrangente e completa ocorreu
quando elaboramos o relatório final do trabalho, ocasião em que
recolocamos o problema da pesquisa, seus fundamentos e, em
função dos mesmos, apresentamos e discutimos os resultados
alcançados”.
Jeanny Meiry S. Silva e Karine R. Ramos
PESQUISA-AÇÃO: exemplificando o processo
Avaliar – sistematizar – os resultados da ação
“Uma palavra final sobre o que esperávamos ou poderíamos
esperar como fruto desse processo de capacitação. O
fundamento básico dessa estratégia de capacitação é o seguinte:
se queremos formar um professor que seja sujeito consciente,
crítico, atuante e tecnicamente competente, é preciso dar
condições, na sua formação, para que ele vivencie situações que
o levem a incorporar essas habilidades e esses comportamentos.
Esperamos, assim, que essas experiências e vivências os levem a
alterar as suas práticas de ensino, afetando diretamente a
qualidade do trabalho realizado com os futuros professores da
escola básica.”
Jeanny Meiry S. Silva e Karine R. Ramos
PESQUISA-AÇÃO: ética
Os princípios éticos devem sustentar e legitimar os
procedimentos e regras de toda pesquisa.
Fonte: http://mestrado.direito.ufg.br/n/36903-etica-em-pesquisa
Jeanny Meiry S. Silva e Karine R. Ramos
PESQUISA-AÇÃO: modalidades
1- Pesquisa-ação técnica: o pesquisador toma uma prática
já existente e a implementa em sua própria prática pra
realizar uma melhora.
2- Pesquisa-ação prática: o pesquisador escolhe ou projeta
as mudanças feitas.
3- Pesquisa-ação política: quando se tenta mudar ou
analisar as limitações da cultura institucional sobre a ação,
por meio do poder.
Jeanny Meiry S. Silva e Karine R. Ramos
PESQUISA-AÇÃO: modalidades
4- Pesquisa-ação socialmente crítica: é um tipo de
pesquisa-ação política, em que se trabalha para mudar
ou contornar as limitações àquilo que se pode fazer.
5- Pesquisa-ação emancipatória: uma outra variação de
pesquisa-ação política, que tem como meta mudar o
status quo do grupo social como um todo.
Jeanny Meiry S. Silva e Karine R. Ramos
Atividade 1: quais características da pesquisa-ação
percebemos na pesquisa exemplificada?
habitual inovadora Original / financiada
repetida contínua Ocasional
Reativa contingência Pro-ativa estrategicamente Metodologicamente conduzida
individual participativa Colaborativa / colegiada
naturalista intervencionista Experimental
Não questionada problematizada Contratual (negociada)
Com base na experiência deliberada Discutida
não-articulada documentada Revisada pelos pares
pragmática compreendida Explicada / teorizada
Específica do contexto Generalizada
privada disseminada publicada
(TRIPP, 2005, p. 447)
Jeanny Meiry S. Silva e Karine R. Ramos
Pesquisa participante
Jeanny Meiry S. Silva e Karine R. Ramos
PESQUISA-AÇÃO: CORRENTE FRANCESA
“Um passeio pela literatura mostra que não
há como precisar a data de origem da
pesquisa participante, pois várias foram as
contribuições históricas ao seu
desenvolvimento. Contudo, há uma
convergência entre os autores estudados,
afirmando que na década de 1960, na
França e na América Latina, ocorreram os
primeiros sinais de alerta para a
necessidade no campo das Ciências Sociais
de envolvimento efetivo dos sujeitos no
processo de pesquisa”. (Faermam, 2014, p.
46)
Jeanny Meiry S. Silva e Karine R. Ramos
Pesquisa Participativa: características
• Os membros do grupo/comunidade vão se mobilizar a
encontrar soluções.
• A pesquisa participativa não traz solução de fora para
dentro, ela ajuda as pessoas do grupo/comunidade a
encontrar soluções para seus problemas. Por isso é uma
visão mais socrática.
• Sentido político: proposta de atuação transformadora.
Jeanny Meiry S. Silva e Karine R. Ramos
PESQUISA PARTICIPATIVA (guarda características da
pesquisa-ação)
Demanda:
• Inserção do pesquisador no meio pesquisado;
• Partir de um problema definido com ou pelo grupo;
• Usar instrumentos e técnicas para conhecer o
problema;
• Delinear plano de ação para transformar a realidade;
• Princípio ético – socialização dos resultados.
Jeanny Meiry S. Silva e Karine R. Ramos
PESQUISA PARTICIPATIVA
Observando um exemplo de uma pesquisa à maneira de
pesquisa participativa
Autor: Alexandre Saul Pinto
Jeanny Meiry S. Silva e Karine R. Ramos
Uma olhar sobre uma pesquisa
• Problema: Quais as principais razões dos obstáculos que se interpõem à
formação de professores, nas escolas, e como analisá-las em um processo
crítico-emancipatório de formação de educadores, tendo em vista a
superação de limites que impedem o impacto da ação formadora na
transformação das práticas docentes?
• O lócus da pesquisa: FORMEP
• Contou com a participação de 11 mestrandos e totalizou 12 encontros com
03 horas de duração cada.
“A pesquisa-ação permitiu-nos investigar a formação docente em um espaço-
tempo de reflexão-ação coletiva, tendo como ponto de partida a prática concreta
dos educadores participantes”. (SAUL, 2015, p. 92)
Jeanny Meiry S. Silva e Karine R. Ramos
Uma olhar sobre uma pesquisa: ETAPAS
a) leitura da realidade (problematização das práticas
socioculturais vivenciadas pelos participantes da pesquisa);
b) análise crítica de situações-limites
c) criação de propostas de ação (elaboração/desenvolvimento de
propostas de ação com a intenção de superar as situações-
limites analisadas).
Jeanny Meiry S. Silva e Karine R. Ramos
Atividade: Qual a diferença entre pesquisa ação
e pesquisa participante?
https://www.youtube.com/watch?v=DAHTqx_1tt8
Jeanny Meiry S. Silva e Karine R. Ramos
Pesquisacolaborativa
JeannyMeiryS.SilvaeKarineR.
Ramos
“A corrente norte-americana teve a sua primeira geração com
Lewin e depois se diversificou, defendendo a investigação
colaborativa ou cooperativa, que preconiza o trabalho
conjunto e a colaboração progressiva entre pesquisador e
grupo pesquisado”. (ANDRÉ, 2005, p. 28)
PESQUISA-AÇÃO: NORTE-AMERICANA
JeannyMeiryS.SilvaeKarineR.
Ramos
Emergênciadoconceitodetrabalhocolaborativo
“Esse conceito ganhou força nos anos de 1990, associado aos
desafios enfrentados pelas escolas para lidar com as mudanças
sociais, políticas, econômicas e culturais que se passavam no mundo
e tinham reflexos diretos na dinâmica escolar” (PASSOS, ANDRÉ,
2016, p. 11)
• Democratização do acesso à escolarização;
• Mudanças tecnológicas (massa de informações)
Consequentemente, foi
necessário, com o passar
do tempo, realizar
pesquisas envolvendo
essa temática.
“O trabalho colaborativo, nesse contexto,
surge como um caminho ou resposta
para escapar da cultura individualista na
direção de compromissos coletivos com o
ensino e a aprendizagem dos alunos.”
(PASSOS, ANDRÉ, 2016, p. 17)
- Formação em contexto
JeannyMeiryS.SilvaeKarineR.
Ramos
•Como definir
pesquisa
colaborativa?
JeannyMeiryS.SilvaeKarineR.
Ramos
Pesquisacolaborativa:diversossentidos
• Um sentido dado para pesquisa colaborativa: modalidade de
pesquisa que visa investigar questões específicas relativas ao
processo de trabalho ou pesquisa do grupo cooperativo ou
colaborativo.
“um desses sentidos concebe as práticas ou os grupos cooperativos
ou colaborativos apenas como objeto de investigação.”
(FIORENTINI, 2004, p. 51)
Para Fiorentini
isso não é
pesquisa
colaborativa
Trabalho colaborativo
JeannyMeiryS.SilvaeKarineR.
Ramos
Pesquisa-açãocolaborativa:uma definição
“Pimenta, Garrido e Moura chama de pesquisa-ação
colaborativa a pesquisa cuja metodologia qualitativa visa criar
uma cultura de análise das práticas nas escolas, tendo em vista
suas transformações pelos professores, com a colaboração
dos professores universitários. Nesse sentido, a pesquisa ação
colaborativa deixa de ser pesquisa sobre os professores para
tornar-se pesquisa com os professores, aproximando-se do que
temos chamado, neste texto, simplesmente de pesquisa
colaborativa”. (FIORENTINI, 2004, p. 70)
JeannyMeiryS.SilvaeKarineR.
Ramos
O que defineuma pesquisacolaborativa?
Parceria e trabalho conjunto em todas as etapas:
• definição da pergunta;
• escolha da metodologia;
• coleta e análise de dados;
• a construção da base teórica;
• processo de escrita;
• autoria do relatório final.
JeannyMeiryS.SilvaeKarineR.
Ramos
Pesquisa colaborativa na tese?
• não é possível que se realize pesquisa colaborativa em tese
ou dissertação, uma vez que autoria, o processo de escrita,
análise está reservado a uma única pessoa.
“o que um projeto de pesquisa de tese acadêmica poderia,
nesses casos, é realizar uma meta-pesquisa sobre o
trabalho colaborativo que acontece no grupo, podendo,
inclusive, este último ter sido uma pesquisa colaborativa.”
(FIORENTINI, 2004, pg. 67)
JeannyMeiryS.SilvaeKarineR.
Ramos
Trechodeumaentrevistaprof.Fiorentini:elucidandoalguns
pontos
https://youtu.be/5J28yJbeCrY
JeannyMeiryS.SilvaeKarineR.
Ramos
Exemplificandoa pesquisacolaborativa:
Pesquisa: Qualificação do ensino público e formação de
professores. (PIMENTA; GARRIDO; MOURA, 2001)
• Objetivo “subsidiar políticas públicas de qualificação do
ensino”, através da formação de professores.
• Contou com uma equipe de cinco docentes da universidade
e de 24 professores de uma escola. Ambas em instituições
públicas estaduais. (parceria entre a Faculdade de Educação
da USP e um Centro de Formação e Aperfeiçoamento para
o Magistério -CEFAM).
JeannyMeiryS.SilvaeKarineR.
Ramos
“Os caminhos metodológicos adotados permitiram uma
convivência negociada ao longo do processo e podem ser
sintetizados como segue:” (PIMENTA, 2005, p. 531)
• organização de quatro subgrupos — Arte e Comunicação;
Educação Matemática; Estágios; e C.R.I.ação (Cidadania,
Reflexão, Interdisciplinaridade-ação) — por áreas de interesse;
• reuniões coletivas quinzenais na escola com todos;
• definição de dois professores para coordenar o projeto na escola,
escolhidos dentre eles;
Exemplificandoa pesquisacolaborativa:
JeannyMeiryS.SilvaeKarineR.
Ramos
Exemplificandoa pesquisacolaborativa:
• pesquisa com (e não sobre) os professores; valorização das
decisões conjuntas e de projetos coletivos;
• reflexão sobre a prática: problematização, partilha com os pares,
proposição de inovações;
• elaboração e realização de projetos de pesquisa pelos professores:
formulando questões investigativas; experimentando as inovações
(testando as hipóteses); levantando dados; documentando;
realizando leituras de apoio;
• procedendo a análise sistemática e divulgando o trabalho das
pesquisas (criação e publicação de boletins para toda a
comunidade, redação de textos individuais e em grupos e
apresentação em eventos e congressos científicos).
JeannyMeiryS.SilvaeKarineR.
Ramos
O que podemos concluir???
• pesquisa-ação
• Pesquisa participante
• Pesquisa colaborativa
JeannyMeiryS.SilvaeKarineR.
Ramos
“A pesquisa ação pode ser individual ou coletiva.
Individual, por exemplo, quando um professor desenvolve
uma investigação sobre sua prática (isto é, uma intervenção
intencionada e planejada com coleta de informações). Sendo
coletiva, ela pode ser cooperativa (envolvendo participantes
que co-operam com os pesquisadores), como entende
Thiolent, ou colaborativa, como preferem Fiorentini” e
outros autores. (FIORENTINI, 2004, P. 70)
Dispersão semântica: pontos convergentes
JeannyMeiryS.SilvaeKarineR.
Ramos
Atividade 2:
• Qual(is) diferença(s) metodológicas existentes entre a
pesquisa do Alexandre e a pesquisa de Pimenta ...?
Alexandre Pimenta; Garrido; Moura, (2001)
JeannyMeiryS.SilvaeKarineR.
Ramos
Atividade 2:
• Qual(is) diferença(s) metodológicas existentes entre a
pesquisa do Alexandre e a pesquisa de Pimenta; Garrido;
Moura, (2001)?
Alexandre Pimenta ...
Referencial teórico escolhido pelo pesquisador Referencial teórico escolhido pelo grupo
Pesquisa realizada com a cooperação dos
professores
Elaboração das oficinas (tomada de decisão
pelo pesquisador)
liderança compartilhada
JeannyMeiryS.SilvaeKarineR.
Ramos
Atividade 3:
• Em outros tipos de pesquisa (survey, estudo de caso, etc) os
procedimentos metodológicos são pensados e realizados
exclusivamente pelo pesquisador, já na pesquisa participativa,
a formulação do problema, os objetivos, as possíveis
hipóteses, a coleta e tratamento de dados devem ser
discutidos e analisados em conjunto com o grupo. Então, qual
é o papel do pesquisador na pesquisa participativa?
JeannyMeiryS.SilvaeKarineR.
Ramos
Referências
ANDRÉ, M. E. D. A. Etnografia da prática escolar. São Paulo: Papirus, 2005.
FAERMAM, L. A. A Pesquisa Participante: Suas Contribuições no Âmbito das Ciências Sociais. Revista Ciências Humanas –
Universidade de Taubaté (Unitau) – Brasil – VOL. 7, N. 1, 2014. Disponível em
http://www.rchunitau.com.br/index.php/rch/article/viewFile/121/69
PASSOS, L. F.; ANDRÉ, M. E. D. A. O trabalho colaborativo, um campo de estudo. In. ALMEIDA, L. R.; PLACCO, V. M.
N. S. O coordenador pedagógico e o trabalho colaborativo da escola. São Paulo: Edições Loyola, 2016.
PIMENTA, S. G.; GARRIDO, E.; MOURA, M. O. Pesquisa Colaborativa na escola facilitando o desenvolvimento
profissional de professores. Anais da 24ª reunião anual da ANPED. Caxambu: 2001, 21p. Disponível em
http://www.cefetes.br/gwadocpub/PosGraduacao/Especializa%C3%A7%C3%A3o%20em%20educa%C3%A7%C3%A3o%20
EJA/Publica%C3%A7%C3%B5es/anped2001/textos/sesselma.PDF
_______, Pesquisa-ação crítico-colaborativa: construindo seu significado a partir de experiências com a formação docente.
Educação e Pesquisa, São Paulo, v. 31, n. 3, p. 521-539, set./dez. 2005. Disponível em
http://www.scielo.br/pdf/ep/v31n3/a13v31n3.pdf
SAUL, A. P. Para mudar a prática de formação continuada de educadores: uma pesquisa inspirada no referencial teórico-
metodológico de Paulo Freire. Tese de Doutorado. SP: PUC, 2015.
THIOLLENT, M. Notas para o debate sobre a pesquisa-ação. Revista Serviço Social e Sociedade, ano IV, dez 1982, p. 123-
141.
TRIPP, D. Pesquisa-ação: uma introdução metodológica. Revista Educação e Pesquisa, São Paulo, v. 31, n. 2, p. 443-466,
set./dez. 2005.
Jeanny Meiry S. Silva e Karine R. Ramos

Pesq ação colab

  • 1.
    PESQUISA-AÇÃO e PESQUISA COLABORATIVA JeannyMeiry Sombra Silva Doutorado /2016 Disciplina: SEMINÁRIO TEÓRICO- METODOLÓGICO II Professora: Marli André
  • 2.
    PESQUISA-AÇÃO: ORIGENS O termopesquisa-ação tem origem na psicologia social de Kurt Lewin. Seus trabalhos se orientavam para a solução de problemas sociais e a partir desses estudos, o conceito de intervenção na vida social com o objetivo de transformá-lo ganha corpo metodológico. “Já em 1944 Lewin descrevia o processo de pesquisação, indicando como seus traços essenciais: análise, coleta de dados e conceituação dos problemas; planejamento da ação, execução e nova coleta de dados para avaliá-la; repetição desse ciclo de atividades” (ANDRÉ, p. 2005, 27) Jeanny Meiry S. Silva e Karine R. Ramos
  • 3.
  • 4.
    PESQUISA-AÇÃO: corrente anglo-saxônica “Nalinha anglo-saxônica ela adquire um caráter de diagnóstico, influenciada pela proposta do professor-pesquisador, defendida por Stenhouse [...], que no início centrou-se mais na imagem do professor, foi se ampliando e diversificando, preocupando-se também com questões relacionadas ao currículo e com as condições institucionais”. (ANDRÉ, 2015, p. 27) Jeanny Meiry S. Silva e Karine R. Ramos
  • 5.
    PESQUISA-AÇÃO: corrente australiana “Acorrente australiana, cujos principais representantes são Carr e Kemmis [...] centra suas preocupações no currículo, mas vai mais além, propondo que a pesquisa se volte para atividades de desenvolvimento profissional, para programas de melhoria da escola, para o planejamento de sistemas e o desenvolvimento de políticas”. (ANDRÉ, 2015, p. 27) Jeanny Meiry S. Silva e Karine R. Ramos
  • 6.
    PESQUISA-AÇÃO: corrente espanholae portuguesa “com autores como Pérez Gómez e António Nóvoa que discutem a pesquisação no âmbito da formação contínua de professores.”. (ANDRÉ, 2015, p. 27) Fonte:http://pt.slideshare.net/raimundosoaresdeandrade/formao-de- professores-antnio-nvoa Jeanny Meiry S. Silva e Karine R. Ramos
  • 7.
    PESQUISA-AÇÃO: resumindo ascorrentes “Em resumo, pode-se dizer que em todas as correntes a pesquisação envolve sempre um plano de ação, plano esse que se baseia em objetivos, em um processo de acompanhamento e controle da ação planejada e no relato concomitante desse processo. Muitas vezes esse tipo de pesquisa recebe o nome de intervenção”. (ANDRÉ, 2005, p. 28) Jeanny Meiry S. Silva e Karine R. Ramos
  • 8.
    PESQUISA-AÇÃO: o processo (TRIPP,2005,p.446) •O ciclo da pesquisa ação O ciclo pode ser representado em três fases: planejamento, implementação e avaliação - nos dois diferentes campos da prática e da investigação sobre a prática. • A pesquisa-ação começa com um reconhecimento O reconhecimento é uma análise situacional que produz ampla visão do contexto da pesquisa-ação Jeanny Meiry S. Silva e Karine R. Ramos
  • 9.
    PESQUISA-AÇÃO: exemplificando oprocesso Vamos compreender melhor essas definições e características por meio de uma pesquisa-ação desenvolvida por André (2005) Jeanny Meiry S. Silva e Karine R. Ramos
  • 10.
    PESQUISA-AÇÃO: exemplificando oprocesso Projeto CEFAM nas áreas de didática/prática de ensino e estágio. “Decidimos fazer desse trabalho mais do que uma simples assessoria, um projeto de pesquisa, tendo como foco o desenvolvimento e a análise de um processo de capacitação de docentes em exercício nas escolas do Cefam” (André e Fazenda 1991). Jeanny Meiry S. Silva e Karine R. Ramos
  • 11.
    PESQUISA-AÇÃO: exemplificando oprocesso Problema: É possível utilizar uma estratégia de capacitação em serviço que leve os docentes a se envolverem ativamente num processo coletivo de análise de suas próprias práticas e de delineamento de alternativas visando à sua reestruturação? Jeanny Meiry S. Silva e Karine R. Ramos
  • 12.
    PESQUISA-AÇÃO: exemplificando oprocesso No caso da pesquisa de André e Fazenda “a ação implicou, por um lado, uma estratégia de capacitação que supunha a participação ativa dos professores refletindo sobre a sua própria ação e, por outro lado, como resultado do uso dessa estratégia, a elaboração de um produto concreto – uma nova proposta para didática e estágio”. Outra questão importante envolvida nesse tipo de pesquisa é a caracterização da ação. Que tipo de ação? Thiollent (1982), responde sua própria pergunta: “Em geral, trata-se de uma ação planejada, de uma intervenção com mudanças dentro da situação investigada” (p. 124). Jeanny Meiry S. Silva e Karine R. Ramos
  • 13.
    PESQUISA-AÇÃO: exemplificando oprocesso No caso da pesquisa de André e Fazenda “a ação implicou, por um lado, uma estratégia de capacitação que supunha a participação ativa dos professores refletindo sobre a sua própria ação e, por outro lado, como resultado do uso dessa estratégia, a elaboração de um produto concreto – uma nova proposta para didática e estágio”. Outra questão importante envolvida nesse tipo de pesquisa é a caracterização da ação. Que tipo de ação? Thiollent (1982), responde sua própria pergunta: “Em geral, trata-se de uma ação planejada, de uma intervenção com mudanças dentro da situação investigada” (p. 124). Jeanny Meiry S. Silva e Karine R. Ramos
  • 14.
    PESQUISA-AÇÃO: exemplificando oprocesso Sistematização continua de dados... “A sistematização ocorreu desde o início do trabalho, quando fizemos a revisão da literatura para estruturar o problema, mas se estendeu por todo o processo. Após cada encontro com os professores, eu e a outra pesquisadora procurávamos organizar as informações colhidas e, sempre tendo em vista nosso principal objetivo, recorríamos à literatura para fundamentar nosso próximo passo. A sistematização mais abrangente e completa ocorreu quando elaboramos o relatório final do trabalho, ocasião em que recolocamos o problema da pesquisa, seus fundamentos e, em função dos mesmos, apresentamos e discutimos os resultados alcançados”. Jeanny Meiry S. Silva e Karine R. Ramos
  • 15.
    PESQUISA-AÇÃO: exemplificando oprocesso Avaliar – sistematizar – os resultados da ação “Uma palavra final sobre o que esperávamos ou poderíamos esperar como fruto desse processo de capacitação. O fundamento básico dessa estratégia de capacitação é o seguinte: se queremos formar um professor que seja sujeito consciente, crítico, atuante e tecnicamente competente, é preciso dar condições, na sua formação, para que ele vivencie situações que o levem a incorporar essas habilidades e esses comportamentos. Esperamos, assim, que essas experiências e vivências os levem a alterar as suas práticas de ensino, afetando diretamente a qualidade do trabalho realizado com os futuros professores da escola básica.” Jeanny Meiry S. Silva e Karine R. Ramos
  • 16.
    PESQUISA-AÇÃO: ética Os princípioséticos devem sustentar e legitimar os procedimentos e regras de toda pesquisa. Fonte: http://mestrado.direito.ufg.br/n/36903-etica-em-pesquisa Jeanny Meiry S. Silva e Karine R. Ramos
  • 17.
    PESQUISA-AÇÃO: modalidades 1- Pesquisa-açãotécnica: o pesquisador toma uma prática já existente e a implementa em sua própria prática pra realizar uma melhora. 2- Pesquisa-ação prática: o pesquisador escolhe ou projeta as mudanças feitas. 3- Pesquisa-ação política: quando se tenta mudar ou analisar as limitações da cultura institucional sobre a ação, por meio do poder. Jeanny Meiry S. Silva e Karine R. Ramos
  • 18.
    PESQUISA-AÇÃO: modalidades 4- Pesquisa-açãosocialmente crítica: é um tipo de pesquisa-ação política, em que se trabalha para mudar ou contornar as limitações àquilo que se pode fazer. 5- Pesquisa-ação emancipatória: uma outra variação de pesquisa-ação política, que tem como meta mudar o status quo do grupo social como um todo. Jeanny Meiry S. Silva e Karine R. Ramos
  • 19.
    Atividade 1: quaiscaracterísticas da pesquisa-ação percebemos na pesquisa exemplificada? habitual inovadora Original / financiada repetida contínua Ocasional Reativa contingência Pro-ativa estrategicamente Metodologicamente conduzida individual participativa Colaborativa / colegiada naturalista intervencionista Experimental Não questionada problematizada Contratual (negociada) Com base na experiência deliberada Discutida não-articulada documentada Revisada pelos pares pragmática compreendida Explicada / teorizada Específica do contexto Generalizada privada disseminada publicada (TRIPP, 2005, p. 447) Jeanny Meiry S. Silva e Karine R. Ramos
  • 20.
    Pesquisa participante Jeanny MeiryS. Silva e Karine R. Ramos
  • 21.
    PESQUISA-AÇÃO: CORRENTE FRANCESA “Umpasseio pela literatura mostra que não há como precisar a data de origem da pesquisa participante, pois várias foram as contribuições históricas ao seu desenvolvimento. Contudo, há uma convergência entre os autores estudados, afirmando que na década de 1960, na França e na América Latina, ocorreram os primeiros sinais de alerta para a necessidade no campo das Ciências Sociais de envolvimento efetivo dos sujeitos no processo de pesquisa”. (Faermam, 2014, p. 46) Jeanny Meiry S. Silva e Karine R. Ramos
  • 22.
    Pesquisa Participativa: características •Os membros do grupo/comunidade vão se mobilizar a encontrar soluções. • A pesquisa participativa não traz solução de fora para dentro, ela ajuda as pessoas do grupo/comunidade a encontrar soluções para seus problemas. Por isso é uma visão mais socrática. • Sentido político: proposta de atuação transformadora. Jeanny Meiry S. Silva e Karine R. Ramos
  • 23.
    PESQUISA PARTICIPATIVA (guardacaracterísticas da pesquisa-ação) Demanda: • Inserção do pesquisador no meio pesquisado; • Partir de um problema definido com ou pelo grupo; • Usar instrumentos e técnicas para conhecer o problema; • Delinear plano de ação para transformar a realidade; • Princípio ético – socialização dos resultados. Jeanny Meiry S. Silva e Karine R. Ramos
  • 24.
    PESQUISA PARTICIPATIVA Observando umexemplo de uma pesquisa à maneira de pesquisa participativa Autor: Alexandre Saul Pinto Jeanny Meiry S. Silva e Karine R. Ramos
  • 25.
    Uma olhar sobreuma pesquisa • Problema: Quais as principais razões dos obstáculos que se interpõem à formação de professores, nas escolas, e como analisá-las em um processo crítico-emancipatório de formação de educadores, tendo em vista a superação de limites que impedem o impacto da ação formadora na transformação das práticas docentes? • O lócus da pesquisa: FORMEP • Contou com a participação de 11 mestrandos e totalizou 12 encontros com 03 horas de duração cada. “A pesquisa-ação permitiu-nos investigar a formação docente em um espaço- tempo de reflexão-ação coletiva, tendo como ponto de partida a prática concreta dos educadores participantes”. (SAUL, 2015, p. 92) Jeanny Meiry S. Silva e Karine R. Ramos
  • 26.
    Uma olhar sobreuma pesquisa: ETAPAS a) leitura da realidade (problematização das práticas socioculturais vivenciadas pelos participantes da pesquisa); b) análise crítica de situações-limites c) criação de propostas de ação (elaboração/desenvolvimento de propostas de ação com a intenção de superar as situações- limites analisadas). Jeanny Meiry S. Silva e Karine R. Ramos
  • 27.
    Atividade: Qual adiferença entre pesquisa ação e pesquisa participante? https://www.youtube.com/watch?v=DAHTqx_1tt8 Jeanny Meiry S. Silva e Karine R. Ramos
  • 28.
  • 29.
    “A corrente norte-americanateve a sua primeira geração com Lewin e depois se diversificou, defendendo a investigação colaborativa ou cooperativa, que preconiza o trabalho conjunto e a colaboração progressiva entre pesquisador e grupo pesquisado”. (ANDRÉ, 2005, p. 28) PESQUISA-AÇÃO: NORTE-AMERICANA JeannyMeiryS.SilvaeKarineR. Ramos
  • 30.
    Emergênciadoconceitodetrabalhocolaborativo “Esse conceito ganhouforça nos anos de 1990, associado aos desafios enfrentados pelas escolas para lidar com as mudanças sociais, políticas, econômicas e culturais que se passavam no mundo e tinham reflexos diretos na dinâmica escolar” (PASSOS, ANDRÉ, 2016, p. 11) • Democratização do acesso à escolarização; • Mudanças tecnológicas (massa de informações) Consequentemente, foi necessário, com o passar do tempo, realizar pesquisas envolvendo essa temática. “O trabalho colaborativo, nesse contexto, surge como um caminho ou resposta para escapar da cultura individualista na direção de compromissos coletivos com o ensino e a aprendizagem dos alunos.” (PASSOS, ANDRÉ, 2016, p. 17) - Formação em contexto JeannyMeiryS.SilvaeKarineR. Ramos
  • 31.
  • 32.
    Pesquisacolaborativa:diversossentidos • Um sentidodado para pesquisa colaborativa: modalidade de pesquisa que visa investigar questões específicas relativas ao processo de trabalho ou pesquisa do grupo cooperativo ou colaborativo. “um desses sentidos concebe as práticas ou os grupos cooperativos ou colaborativos apenas como objeto de investigação.” (FIORENTINI, 2004, p. 51) Para Fiorentini isso não é pesquisa colaborativa Trabalho colaborativo JeannyMeiryS.SilvaeKarineR. Ramos
  • 33.
    Pesquisa-açãocolaborativa:uma definição “Pimenta, Garridoe Moura chama de pesquisa-ação colaborativa a pesquisa cuja metodologia qualitativa visa criar uma cultura de análise das práticas nas escolas, tendo em vista suas transformações pelos professores, com a colaboração dos professores universitários. Nesse sentido, a pesquisa ação colaborativa deixa de ser pesquisa sobre os professores para tornar-se pesquisa com os professores, aproximando-se do que temos chamado, neste texto, simplesmente de pesquisa colaborativa”. (FIORENTINI, 2004, p. 70) JeannyMeiryS.SilvaeKarineR. Ramos
  • 34.
    O que defineumapesquisacolaborativa? Parceria e trabalho conjunto em todas as etapas: • definição da pergunta; • escolha da metodologia; • coleta e análise de dados; • a construção da base teórica; • processo de escrita; • autoria do relatório final. JeannyMeiryS.SilvaeKarineR. Ramos
  • 35.
    Pesquisa colaborativa natese? • não é possível que se realize pesquisa colaborativa em tese ou dissertação, uma vez que autoria, o processo de escrita, análise está reservado a uma única pessoa. “o que um projeto de pesquisa de tese acadêmica poderia, nesses casos, é realizar uma meta-pesquisa sobre o trabalho colaborativo que acontece no grupo, podendo, inclusive, este último ter sido uma pesquisa colaborativa.” (FIORENTINI, 2004, pg. 67) JeannyMeiryS.SilvaeKarineR. Ramos
  • 36.
  • 37.
    Exemplificandoa pesquisacolaborativa: Pesquisa: Qualificaçãodo ensino público e formação de professores. (PIMENTA; GARRIDO; MOURA, 2001) • Objetivo “subsidiar políticas públicas de qualificação do ensino”, através da formação de professores. • Contou com uma equipe de cinco docentes da universidade e de 24 professores de uma escola. Ambas em instituições públicas estaduais. (parceria entre a Faculdade de Educação da USP e um Centro de Formação e Aperfeiçoamento para o Magistério -CEFAM). JeannyMeiryS.SilvaeKarineR. Ramos
  • 38.
    “Os caminhos metodológicosadotados permitiram uma convivência negociada ao longo do processo e podem ser sintetizados como segue:” (PIMENTA, 2005, p. 531) • organização de quatro subgrupos — Arte e Comunicação; Educação Matemática; Estágios; e C.R.I.ação (Cidadania, Reflexão, Interdisciplinaridade-ação) — por áreas de interesse; • reuniões coletivas quinzenais na escola com todos; • definição de dois professores para coordenar o projeto na escola, escolhidos dentre eles; Exemplificandoa pesquisacolaborativa: JeannyMeiryS.SilvaeKarineR. Ramos
  • 39.
    Exemplificandoa pesquisacolaborativa: • pesquisacom (e não sobre) os professores; valorização das decisões conjuntas e de projetos coletivos; • reflexão sobre a prática: problematização, partilha com os pares, proposição de inovações; • elaboração e realização de projetos de pesquisa pelos professores: formulando questões investigativas; experimentando as inovações (testando as hipóteses); levantando dados; documentando; realizando leituras de apoio; • procedendo a análise sistemática e divulgando o trabalho das pesquisas (criação e publicação de boletins para toda a comunidade, redação de textos individuais e em grupos e apresentação em eventos e congressos científicos). JeannyMeiryS.SilvaeKarineR. Ramos
  • 40.
    O que podemosconcluir??? • pesquisa-ação • Pesquisa participante • Pesquisa colaborativa JeannyMeiryS.SilvaeKarineR. Ramos
  • 41.
    “A pesquisa açãopode ser individual ou coletiva. Individual, por exemplo, quando um professor desenvolve uma investigação sobre sua prática (isto é, uma intervenção intencionada e planejada com coleta de informações). Sendo coletiva, ela pode ser cooperativa (envolvendo participantes que co-operam com os pesquisadores), como entende Thiolent, ou colaborativa, como preferem Fiorentini” e outros autores. (FIORENTINI, 2004, P. 70) Dispersão semântica: pontos convergentes JeannyMeiryS.SilvaeKarineR. Ramos
  • 42.
    Atividade 2: • Qual(is)diferença(s) metodológicas existentes entre a pesquisa do Alexandre e a pesquisa de Pimenta ...? Alexandre Pimenta; Garrido; Moura, (2001) JeannyMeiryS.SilvaeKarineR. Ramos
  • 43.
    Atividade 2: • Qual(is)diferença(s) metodológicas existentes entre a pesquisa do Alexandre e a pesquisa de Pimenta; Garrido; Moura, (2001)? Alexandre Pimenta ... Referencial teórico escolhido pelo pesquisador Referencial teórico escolhido pelo grupo Pesquisa realizada com a cooperação dos professores Elaboração das oficinas (tomada de decisão pelo pesquisador) liderança compartilhada JeannyMeiryS.SilvaeKarineR. Ramos
  • 44.
    Atividade 3: • Emoutros tipos de pesquisa (survey, estudo de caso, etc) os procedimentos metodológicos são pensados e realizados exclusivamente pelo pesquisador, já na pesquisa participativa, a formulação do problema, os objetivos, as possíveis hipóteses, a coleta e tratamento de dados devem ser discutidos e analisados em conjunto com o grupo. Então, qual é o papel do pesquisador na pesquisa participativa? JeannyMeiryS.SilvaeKarineR. Ramos
  • 45.
    Referências ANDRÉ, M. E.D. A. Etnografia da prática escolar. São Paulo: Papirus, 2005. FAERMAM, L. A. A Pesquisa Participante: Suas Contribuições no Âmbito das Ciências Sociais. Revista Ciências Humanas – Universidade de Taubaté (Unitau) – Brasil – VOL. 7, N. 1, 2014. Disponível em http://www.rchunitau.com.br/index.php/rch/article/viewFile/121/69 PASSOS, L. F.; ANDRÉ, M. E. D. A. O trabalho colaborativo, um campo de estudo. In. ALMEIDA, L. R.; PLACCO, V. M. N. S. O coordenador pedagógico e o trabalho colaborativo da escola. São Paulo: Edições Loyola, 2016. PIMENTA, S. G.; GARRIDO, E.; MOURA, M. O. Pesquisa Colaborativa na escola facilitando o desenvolvimento profissional de professores. Anais da 24ª reunião anual da ANPED. Caxambu: 2001, 21p. Disponível em http://www.cefetes.br/gwadocpub/PosGraduacao/Especializa%C3%A7%C3%A3o%20em%20educa%C3%A7%C3%A3o%20 EJA/Publica%C3%A7%C3%B5es/anped2001/textos/sesselma.PDF _______, Pesquisa-ação crítico-colaborativa: construindo seu significado a partir de experiências com a formação docente. Educação e Pesquisa, São Paulo, v. 31, n. 3, p. 521-539, set./dez. 2005. Disponível em http://www.scielo.br/pdf/ep/v31n3/a13v31n3.pdf SAUL, A. P. Para mudar a prática de formação continuada de educadores: uma pesquisa inspirada no referencial teórico- metodológico de Paulo Freire. Tese de Doutorado. SP: PUC, 2015. THIOLLENT, M. Notas para o debate sobre a pesquisa-ação. Revista Serviço Social e Sociedade, ano IV, dez 1982, p. 123- 141. TRIPP, D. Pesquisa-ação: uma introdução metodológica. Revista Educação e Pesquisa, São Paulo, v. 31, n. 2, p. 443-466, set./dez. 2005. Jeanny Meiry S. Silva e Karine R. Ramos

Notas do Editor

  • #3 Um exemplo clássico é o professor que decide fazer uma mudança na sua prática docente e a acompanha com um processo de pesquisa, ou seja, com um planejamento de intervenção, coleta sistemática dos dados, análise fundamentada na literatura pertinente e relato dos resultados.
  • #4 Durante os anos 60 a pesquisação fica praticamente esquecida, ressurgindo em meados de 1970 com novo ímpeto, mobilizando diferentes grupos e dando origem a várias correntes. - Falar de cada corrente.
  • #5 Durante os anos 60 a pesquisação fica praticamente esquecida, ressurgindo em meados de 1970 com novo ímpeto, mobilizando diferentes grupos e dando origem a várias correntes. - Falar de cada corrente.
  • #6 Durante os anos 60 a pesquisação fica praticamente esquecida, ressurgindo em meados de 1970 com novo ímpeto, mobilizando diferentes grupos e dando origem a várias correntes. - Falar de cada corrente.
  • #7 Durante os anos 60 a pesquisação fica praticamente esquecida, ressurgindo em meados de 1970 com novo ímpeto, mobilizando diferentes grupos e dando origem a várias correntes. - Falar de cada corrente.
  • #8 Durante os anos 60 a pesquisação fica praticamente esquecida, ressurgindo em meados de 1970 com novo ímpeto, mobilizando diferentes grupos e dando origem a várias correntes. - Falar de cada corrente.
  • #9 Durante os anos 60 a pesquisação fica praticamente esquecida, ressurgindo em meados de 1970 com novo ímpeto, mobilizando diferentes grupos e dando origem a várias correntes. - Falar de cada corrente.
  • #10 Durante os anos 60 a pesquisação fica praticamente esquecida, ressurgindo em meados de 1970 com novo ímpeto, mobilizando diferentes grupos e dando origem a várias correntes. - Falar de cada corrente.
  • #11 Durante os anos 60 a pesquisação fica praticamente esquecida, ressurgindo em meados de 1970 com novo ímpeto, mobilizando diferentes grupos e dando origem a várias correntes. - Falar de cada corrente.
  • #12 projeto desenvolvido com professores de didática que estavam atuando nos Centros Específicos de Formação e Aperfeiçoamento do Magistério (Cefams) do Estado de São Paulo nos anos 1989 e 1990.
  • #13 projeto desenvolvido com professores de didática que estavam atuando nos Centros Específicos de Formação e Aperfeiçoamento do Magistério (Cefams) do Estado de São Paulo nos anos 1989 e 1990.
  • #14 projeto desenvolvido com professores de didática que estavam atuando nos Centros Específicos de Formação e Aperfeiçoamento do Magistério (Cefams) do Estado de São Paulo nos anos 1989 e 1990.
  • #22 Problemas sociais dos países latinos. Encurtar a distância que existe entre a pesquisa e a ação.
  • #23 Ainda nessa concepção, a pesquisa visa sempre implementar alguma ação que resulte em uma melhoria para o grupo de participantes, geralmente pertencentes às classes economicamente desfavorecidas. Há, assim, um sentido político muito claro nessa concepção de pesquisa: partir de um problema definido pelo grupo, usar instrumentos e técnicas de pesquisa para conhecer esse problema e delinear um plano de ação que traga algum benefício para o grupo. Além disso, há uma preocupação em proporcionar a essas classes sociais um aprendizado de pesquisa da própria realidade para conhecê-la melhor e poder vir a atuar mais eficazmente sobre ela, transformando-a.
  • #26 “A expressão pesquisa-formação está sendo utilizada no sentido de caracterizar uma pesquisaintervenção para a formação docente, que se situa em uma vertente contra-hegemônica em relação às concepções e práticas convencionais de formação de educadores”.
  • #27 Levar a tese para sala e falar um pouco mais das etapas e desenvolvimento da pesquisa
  • #28 Michel Thiollant – francês erradicado e naturalizado brasileiro. Veio no ano de 75. Está no Brasil há 40 anos. Foi para Unicamp para atuar como prof. de filosofia. Depois vai para UFRJ (COPRE grupo ciências sociais) e fica lá até se aposentar
  • #42 Trabalho coletivo: grupo de pessoas que se dedicam a realizar uma tarefa ou determinado trabalho, por obrigação, ou não (Ex: ATPC na escola pública) Trabalho cooperativo: as ações são realizadas conjuntamente, e de comum acordo, contudo parte do grupo não tem autonomia e poder de decisão – relações desiguais e hierárquicas; Trabalho colaborativo: tomada de decisão com participação democrática, a ação comum e os consensos negociados pelo coletivo do grupo – relações não-hierárquicas, liderança compartilhada; Pesquisa colaborativa: modalidade de pesquisa ...
  • #43 Trabalho coletivo: grupo de pessoas que se dedicam a realizar uma tarefa ou determinado trabalho, por obrigação, ou não (Ex: ATPC na escola pública) Trabalho cooperativo: as ações são realizadas conjuntamente, e de comum acordo, contudo parte do grupo não tem autonomia e poder de decisão – relações desiguais e hierárquicas; Trabalho colaborativo: tomada de decisão com participação democrática, a ação comum e os consensos negociados pelo coletivo do grupo – relações não-hierárquicas, liderança compartilhada; Pesquisa colaborativa: modalidade de pesquisa ...
  • #44 Trabalho coletivo: grupo de pessoas que se dedicam a realizar uma tarefa ou determinado trabalho, por obrigação, ou não (Ex: ATPC na escola pública) Trabalho cooperativo: as ações são realizadas conjuntamente, e de comum acordo, contudo parte do grupo não tem autonomia e poder de decisão – relações desiguais e hierárquicas; Trabalho colaborativo: tomada de decisão com participação democrática, a ação comum e os consensos negociados pelo coletivo do grupo – relações não-hierárquicas, liderança compartilhada; Pesquisa colaborativa: modalidade de pesquisa ...
  • #45 O papel do pesquisador refere-se basicamente a preservar o caráter científico da pesquisa, na análise sistemática e crítica da realidade.