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Lumiar: uma Escola Diferente
Eduardo Chaves
Instituto Lumiar
Março 2009
Lumiar: História
• 2000-2002: Concepção: visitas a escolas, discussões
• 2003-presente: Operação
• 2003: Escola de São Paulo (Infantil e Fundamental)
• 2006: Escola Municipal do Lageado, em parceria com a
Prefeitura Municipal de Santo Antonio do Pinhal
• 2009: Escola Bilíngüe do Lageado
• 2007: Lumiar escolhida como parte do Programa “Escolas
Inovadoras” da Microsoft (doze no mundo)
• Total de alunos no início de 2009: 156
Lumiar: Objetivo
• Ser uma rede de escolas altamente inovadoras na
• Visão Pedagógica
• Como elas vêem e entendem as coisas: educação,
aprendizagem, a própria escola
• Prática Pedagógica
• Como elas fazem as coisas: currículo, metodologia,
avaliação, papel dos profissionais pedagógicos
Visão Pedagógica: Educação
• Educação como desenvolvimento humano
• Um processo que visa a transformar a incompetência, a
dependência e a irresponsabilidade originais da criança
na competência, autonomia e responsabilidade do adulto
• O conteúdo do desenvolvimento não é programado nos
seres humanos: é, em grande medida, uma questão de
escolha – de escolher um “projeto de vida”
• Competência, autonomia e responsabilidade não
evoluem naturalmente, como parte do processo de
crescimento: precisam ser adquiridas (construídas)
• A aprendizagem é o mecanismo para construí-las
Visão Pedagógica: Aprendizagem
• Aprender é construir e expandir capacidades
• Aprender é se tornar capaz de fazer aquilo que não se
conseguia fazer antes (Peter Senge, A Quinta Disciplina)
• Assim, aprender é um processo ativo de construção ou
expansão de capacidades, ou de desenvolvimento de
competências, não um processo relativamente passivo
de assimilação de informações
• A aprendizagem – a vida, como um todo – tem lugar
através da solução de problemas (Karl Popper, A Vida
é Solução de Problemas)
Visão Pedagógica: a Escola
• A escola deve ser um ambiente rico e flexível dedicado
prioritariamente à aprendizagem
• Com um componente formal (currículo e metodologia) e
um componente não-formal (conhecido como “currículo
oculto”, aprendizagem não-formal)
• Ligada a outros ambientes de aprendizagem não-formais
(lar, comunidade, igreja, clubes, bibliotecas, mídia, arte,
esportes, trabalho, etc.)
• Integrada na vida e na experiência diária dos alunos –
a vida sendo o maior (e, talvez, o melhor: mais rico e
flexível) de todos os ambientes de aprendizagem
Prática Pedagógica: O Mosaico
• Mosaico: sistema integrado de gestão da aprendizagem
• Currículo (o que aprender):
• Base: Competências e habilidades, não matérias
• Foco: Construção de capacidade, desenvolvimento de
competências de forma não linear
• Metodologia (como aprender):
• Ativa, focada na solução de problemas, baseada em
projetos
• Avaliação (como verificar se se aprendeu) :
• Forma: Baseada na observação constante do progresso do
aluno na área de construção de capacidades, não em testes
ou exames
• Foco: Centrada no desenvolvimento de competências
Currículo: Matriz de Competências
• Competência:
• Capacidade de ordem elevada de mobilizar habilidades,
informações (ou conhecimentos), valores e atitudes e
fazer com que produzam desempenho, com alto grau de
excelência e naturalidade, nas ações requeridas dentro
de um campo específico de atuação
• Competências básicas e especializadas:
• Básicas: requeridas para o mister de viver a vida como tal
num determinado contexto histórico e social
• Especializadas: exigidas para projetos de vida específicos
• Exemplo: leitura / escrita são competências básicas hoje
- na Idade Média eram competências especializadas
Currículo: Matriz de Competências
• Para a Educação Básica, a ênfase é em competências
igualmente básicas
• Conjuntos de competências básicas estruturadas, em
parte, nas linhas do Trivium Medieval:
• Habilidades psico-motoras: dominar o corpo, percepção
• Domínio da linguagem: fala, leitura, escrita
• Habilidades voltadas para o pensamento, a emoção, a
vontade: o caminho para a ação
• Habilidades de comunicação e apresentação
• Habilidades de argumentação, debate, convencimento, e
persuasão
• Problem Solving: raciocínio lógico, método científico
Currículo: Matriz de Competências
• Crianças têm diferentes interesses e talentos – elas não
precisam desenvolver todas as competências básicas
com a mesma profundidade
• Orientadas pelos profissionais pedagógicos da Lumiar e
pelos pais, elas escolhem e contratam projetos que vão
ajudá-las a desenvolver competências específicas, e
assim criar suas áreas próprias de concentração
• Parte da carta magna da “liberdade de aprender”: ser
capaz de escolher onde concentrar os próprios esforços
Currículo Oculto
• Ênfase no conviver, na arte de viver juntos:
• Relações interpessoais
• Liberdade e cooperação
• Respeito pelos direitos individuais
• Responsabilidade pessoal e coletiva
• Governância democrática
• Cidadania local, nacional e global
Metodologia: Problemas e Projetos
• A raça humana evoluiu resolvendo problemas
• Alguns problemas foram intelectuais: sua solução veio
na forma de teorias…
• Foi assim que a filosofia e a ciência (“pura”) evoluíram
• Outros problemas foram práticos: sua solução veio na
forma de métodos, procedimentos, técnicas, notações,
linguagens, OU ferramentas, instrumentos, dispositivos
• Foi assim que a tecnologia evoluiu: mesmo a linguagem e
as instituições (como a educação) são tecnologias (o que
dá nova perspectiva à tecnologia na educação!!!)
• Um projeto é uma tentativa deliberada e sistemática de
resolver um problema – teórico ou prático
Metodologia: Problemas e Projetos
• O maior – e mais difícil – problema que enfrentamos é
como viver a própria vida, pessoal e coletivamente: ele
só é resolvido através de um projeto de vida consciente
• Infelizmente, escolas tradicionais dão pouca atenção a
esse problema
• O resultado é que aquilo que os alunos fazem na escola
não tem relevância para seu projeto de vida (vide filme
“Céu de Outubro”)
• Para poder enfrentar esse problema maior, os alunos
precisam praticar solucionando problemas de menor
porte – mas mesmo esses têm de estar relacionados
aos seus interesses e ao seu projeto de vida
Metodologia: Problemas e Projetos
• Dois princípios sobre aprendizagem por projetos:
• Há sempre múltiplas formas de aprender algo ou de
aprender a fazer alguma coisa (princípio da variedade
das formas de aprender)
• Ao aprender algo, ou a fazer alguma coisa, quase sempre
aprendemos, ou aprendemos a fazer, também outras
(princípio das conseqüências não intencionais de nossas
ações)
• Por causa desses dois princípios, é possível deixar os
alunos escolherem seus problemas e projetos, segundo
os seus interesses – e, ao mesmo tempo, não ter dúvida
de que é possível, com apoio pedagógico correto, ajudá-
los a aprender o que também precisa ser aprendido
Metodologia: Problemas e Projetos
• A Lumiar não espera, passivamente, que os alunos
encontrem problemas que desejam resolver: ela lhes
oferece, proativamente, com base em pesquisa de
interesses, um leque de projetos que possam lhes ser
atraentes e que lidam com problemas de diferentes
tipos e áreas
• Esses projetos vão sendo colocados em um Banco de
Projetos – e cada um deles especifica as competências
que os alunos devem desenvolver ao realizá-lo
• A lista de projetos é suficientemente ampla para dar ao
aluno a possibilidade de escolher – com o apoio do seu
orientador e de seus pais ou responsáveis
Parêntese: A Equipe Pedagógica
• O professor da escola tradicional é “dividido em dois” na
Lumiar:
• Um, o tutor, tem a função de mentor e conselheiro, e age
como orientador de um grupo de alunos que estejam
num mesmo ciclo de estudos, permanecendo com eles
através dos anos – este profissional é permanente e
trabalha em tempo integral no horário escolar
• Outro, o mestre, tem a função de facilitar a aprendizagem
através de problemas, planejando, organizando e
coordenando projetos de aprendizagem – este não
trabalha em tempo integral nem é parte permanente
da equipe pedagógica
Avaliação: Portfólio de Aprendizagem
• O primeiro dos dois profissionais está encarregado das
seguintes tarefas na área da avaliação:
• Fazer uma avaliação inicial do aluno, registrando quais as
competências que ele já domina, e, se possível, quais os
seus principais interesses e talentos
• Acompanhar o aluno ao longo do tempo, discutir com ele
seus projetos, suas atividades, seus problemas, as áreas
em que tem mais facilidade ou dificuldade, etc., fazendo
registro regular dessas impressões no portfólio
• Formalmente avaliar o desempenho e o desenvolvido do
aluno a cada dois meses, com base em suas observações,
nas conversas com o aluno, e seu desempenho nos vários
projetos que contratou
Avaliação: Portfólio de Aprendizagem
• O segundo dos dois profissionais está encarregado das
seguintes funções na área da avaliação:
• Garantir que os alunos que participam de seus projetos
realizem as atividades previstas quando contrataram o
projeto
• Garantir que os alunos aprendam o que devem aprender
fazendo o projeto, i.e., que desenvolvam as competências
previstas no plano do projeto
• O resultado dessas avaliações fica registrado no Portfólio
de Aprendizagem, além de também ir para o primeiro
dos dois profissionais responsável pelo aluno para que
este o incorpore em sua avaliação bimestral do aluno
Avaliação: Portfólio de Aprendizagem
• O Portfólio de Aprendizagem deve conter, em qualquer
momento, para cada aluno:
• Sua avaliação inicial, que é a “base zero” do processo
• Uma indicação de seus interesses, talentos, de seus
pontos fortes e fracos – com vistas a ajudá-lo a escolher
os projetos, bimestralmente, e a definir, no momento
oportuno, seu projeto de vida
• As competências desenvolvidas em cada projeto de que
ele participou
• As competências desenvolvidas em atividades extra-
curriculares em que se envolve (“currículo oculto”)
O Mosaico Digital
• Quando a Lumiar se tornou uma das Escolas Inovadoras
da Microsoft, ela tinha apenas dois velhos PC’s e o
Mosaico era totalmente baseado em papel
• Hoje ela tem 40 laptops ClassMate para os alunos, dois
servidores, e cinco notebooks adicionais para o pessoal
pedagógico – tudo isso por mediação da Microsoft
• Mais importante, a Microsoft está ativamente apoiando
o desenvolvimento do Mosaico Digital, um sistema que
traduz o velho Mosaico, algo virtualmente impossível de
compartilhar, em algo facilmente compartilhável
Observações Finais
• A Lumiar foi criada para ser uma escola inovadora, tanto
em visão como em prática pedagógica
• Mas também foi criada para mostrar que uma escola,
mesmo quando cumpre as exigências da legislação
brasileira, ainda pode:
• Ser democrática e progressista
• Levar a sério as diferenças individuais
• Respeitar a liberdade de aprender dos alunos
• Dar atenção personalizada a seus alunos
• E ainda oferecer-lhes educação de qualidade, em sintonia
com as necessidades do século XXI e da Sociedade da
Informação
Observações Finais
• Mas a missão da Lumiar só será cumprida se e quando
ela conseguir compartilhar com as escolas públicas do
Brasil a sua visão e a sua prática pedagógica
• E isso não se dará sem tecnologia – especificamente, isso
não se dará sem o Mosaico Digital
Obrigado!
Eduardo Chaves
chaves@lumiar.org

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UFCD_9184_Saúde, nutrição, higiene, segurança, repouso e conforto da criança ...
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APH- Avaliação de cena , analise geral do ambiente e paciente.
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Ec lumiar-sa pinhal-20090305

  • 1. Lumiar: uma Escola Diferente Eduardo Chaves Instituto Lumiar Março 2009
  • 2. Lumiar: História • 2000-2002: Concepção: visitas a escolas, discussões • 2003-presente: Operação • 2003: Escola de São Paulo (Infantil e Fundamental) • 2006: Escola Municipal do Lageado, em parceria com a Prefeitura Municipal de Santo Antonio do Pinhal • 2009: Escola Bilíngüe do Lageado • 2007: Lumiar escolhida como parte do Programa “Escolas Inovadoras” da Microsoft (doze no mundo) • Total de alunos no início de 2009: 156
  • 3. Lumiar: Objetivo • Ser uma rede de escolas altamente inovadoras na • Visão Pedagógica • Como elas vêem e entendem as coisas: educação, aprendizagem, a própria escola • Prática Pedagógica • Como elas fazem as coisas: currículo, metodologia, avaliação, papel dos profissionais pedagógicos
  • 4. Visão Pedagógica: Educação • Educação como desenvolvimento humano • Um processo que visa a transformar a incompetência, a dependência e a irresponsabilidade originais da criança na competência, autonomia e responsabilidade do adulto • O conteúdo do desenvolvimento não é programado nos seres humanos: é, em grande medida, uma questão de escolha – de escolher um “projeto de vida” • Competência, autonomia e responsabilidade não evoluem naturalmente, como parte do processo de crescimento: precisam ser adquiridas (construídas) • A aprendizagem é o mecanismo para construí-las
  • 5. Visão Pedagógica: Aprendizagem • Aprender é construir e expandir capacidades • Aprender é se tornar capaz de fazer aquilo que não se conseguia fazer antes (Peter Senge, A Quinta Disciplina) • Assim, aprender é um processo ativo de construção ou expansão de capacidades, ou de desenvolvimento de competências, não um processo relativamente passivo de assimilação de informações • A aprendizagem – a vida, como um todo – tem lugar através da solução de problemas (Karl Popper, A Vida é Solução de Problemas)
  • 6. Visão Pedagógica: a Escola • A escola deve ser um ambiente rico e flexível dedicado prioritariamente à aprendizagem • Com um componente formal (currículo e metodologia) e um componente não-formal (conhecido como “currículo oculto”, aprendizagem não-formal) • Ligada a outros ambientes de aprendizagem não-formais (lar, comunidade, igreja, clubes, bibliotecas, mídia, arte, esportes, trabalho, etc.) • Integrada na vida e na experiência diária dos alunos – a vida sendo o maior (e, talvez, o melhor: mais rico e flexível) de todos os ambientes de aprendizagem
  • 7. Prática Pedagógica: O Mosaico • Mosaico: sistema integrado de gestão da aprendizagem • Currículo (o que aprender): • Base: Competências e habilidades, não matérias • Foco: Construção de capacidade, desenvolvimento de competências de forma não linear • Metodologia (como aprender): • Ativa, focada na solução de problemas, baseada em projetos • Avaliação (como verificar se se aprendeu) : • Forma: Baseada na observação constante do progresso do aluno na área de construção de capacidades, não em testes ou exames • Foco: Centrada no desenvolvimento de competências
  • 8. Currículo: Matriz de Competências • Competência: • Capacidade de ordem elevada de mobilizar habilidades, informações (ou conhecimentos), valores e atitudes e fazer com que produzam desempenho, com alto grau de excelência e naturalidade, nas ações requeridas dentro de um campo específico de atuação • Competências básicas e especializadas: • Básicas: requeridas para o mister de viver a vida como tal num determinado contexto histórico e social • Especializadas: exigidas para projetos de vida específicos • Exemplo: leitura / escrita são competências básicas hoje - na Idade Média eram competências especializadas
  • 9. Currículo: Matriz de Competências • Para a Educação Básica, a ênfase é em competências igualmente básicas • Conjuntos de competências básicas estruturadas, em parte, nas linhas do Trivium Medieval: • Habilidades psico-motoras: dominar o corpo, percepção • Domínio da linguagem: fala, leitura, escrita • Habilidades voltadas para o pensamento, a emoção, a vontade: o caminho para a ação • Habilidades de comunicação e apresentação • Habilidades de argumentação, debate, convencimento, e persuasão • Problem Solving: raciocínio lógico, método científico
  • 10. Currículo: Matriz de Competências • Crianças têm diferentes interesses e talentos – elas não precisam desenvolver todas as competências básicas com a mesma profundidade • Orientadas pelos profissionais pedagógicos da Lumiar e pelos pais, elas escolhem e contratam projetos que vão ajudá-las a desenvolver competências específicas, e assim criar suas áreas próprias de concentração • Parte da carta magna da “liberdade de aprender”: ser capaz de escolher onde concentrar os próprios esforços
  • 11. Currículo Oculto • Ênfase no conviver, na arte de viver juntos: • Relações interpessoais • Liberdade e cooperação • Respeito pelos direitos individuais • Responsabilidade pessoal e coletiva • Governância democrática • Cidadania local, nacional e global
  • 12. Metodologia: Problemas e Projetos • A raça humana evoluiu resolvendo problemas • Alguns problemas foram intelectuais: sua solução veio na forma de teorias… • Foi assim que a filosofia e a ciência (“pura”) evoluíram • Outros problemas foram práticos: sua solução veio na forma de métodos, procedimentos, técnicas, notações, linguagens, OU ferramentas, instrumentos, dispositivos • Foi assim que a tecnologia evoluiu: mesmo a linguagem e as instituições (como a educação) são tecnologias (o que dá nova perspectiva à tecnologia na educação!!!) • Um projeto é uma tentativa deliberada e sistemática de resolver um problema – teórico ou prático
  • 13. Metodologia: Problemas e Projetos • O maior – e mais difícil – problema que enfrentamos é como viver a própria vida, pessoal e coletivamente: ele só é resolvido através de um projeto de vida consciente • Infelizmente, escolas tradicionais dão pouca atenção a esse problema • O resultado é que aquilo que os alunos fazem na escola não tem relevância para seu projeto de vida (vide filme “Céu de Outubro”) • Para poder enfrentar esse problema maior, os alunos precisam praticar solucionando problemas de menor porte – mas mesmo esses têm de estar relacionados aos seus interesses e ao seu projeto de vida
  • 14. Metodologia: Problemas e Projetos • Dois princípios sobre aprendizagem por projetos: • Há sempre múltiplas formas de aprender algo ou de aprender a fazer alguma coisa (princípio da variedade das formas de aprender) • Ao aprender algo, ou a fazer alguma coisa, quase sempre aprendemos, ou aprendemos a fazer, também outras (princípio das conseqüências não intencionais de nossas ações) • Por causa desses dois princípios, é possível deixar os alunos escolherem seus problemas e projetos, segundo os seus interesses – e, ao mesmo tempo, não ter dúvida de que é possível, com apoio pedagógico correto, ajudá- los a aprender o que também precisa ser aprendido
  • 15. Metodologia: Problemas e Projetos • A Lumiar não espera, passivamente, que os alunos encontrem problemas que desejam resolver: ela lhes oferece, proativamente, com base em pesquisa de interesses, um leque de projetos que possam lhes ser atraentes e que lidam com problemas de diferentes tipos e áreas • Esses projetos vão sendo colocados em um Banco de Projetos – e cada um deles especifica as competências que os alunos devem desenvolver ao realizá-lo • A lista de projetos é suficientemente ampla para dar ao aluno a possibilidade de escolher – com o apoio do seu orientador e de seus pais ou responsáveis
  • 16. Parêntese: A Equipe Pedagógica • O professor da escola tradicional é “dividido em dois” na Lumiar: • Um, o tutor, tem a função de mentor e conselheiro, e age como orientador de um grupo de alunos que estejam num mesmo ciclo de estudos, permanecendo com eles através dos anos – este profissional é permanente e trabalha em tempo integral no horário escolar • Outro, o mestre, tem a função de facilitar a aprendizagem através de problemas, planejando, organizando e coordenando projetos de aprendizagem – este não trabalha em tempo integral nem é parte permanente da equipe pedagógica
  • 17. Avaliação: Portfólio de Aprendizagem • O primeiro dos dois profissionais está encarregado das seguintes tarefas na área da avaliação: • Fazer uma avaliação inicial do aluno, registrando quais as competências que ele já domina, e, se possível, quais os seus principais interesses e talentos • Acompanhar o aluno ao longo do tempo, discutir com ele seus projetos, suas atividades, seus problemas, as áreas em que tem mais facilidade ou dificuldade, etc., fazendo registro regular dessas impressões no portfólio • Formalmente avaliar o desempenho e o desenvolvido do aluno a cada dois meses, com base em suas observações, nas conversas com o aluno, e seu desempenho nos vários projetos que contratou
  • 18. Avaliação: Portfólio de Aprendizagem • O segundo dos dois profissionais está encarregado das seguintes funções na área da avaliação: • Garantir que os alunos que participam de seus projetos realizem as atividades previstas quando contrataram o projeto • Garantir que os alunos aprendam o que devem aprender fazendo o projeto, i.e., que desenvolvam as competências previstas no plano do projeto • O resultado dessas avaliações fica registrado no Portfólio de Aprendizagem, além de também ir para o primeiro dos dois profissionais responsável pelo aluno para que este o incorpore em sua avaliação bimestral do aluno
  • 19. Avaliação: Portfólio de Aprendizagem • O Portfólio de Aprendizagem deve conter, em qualquer momento, para cada aluno: • Sua avaliação inicial, que é a “base zero” do processo • Uma indicação de seus interesses, talentos, de seus pontos fortes e fracos – com vistas a ajudá-lo a escolher os projetos, bimestralmente, e a definir, no momento oportuno, seu projeto de vida • As competências desenvolvidas em cada projeto de que ele participou • As competências desenvolvidas em atividades extra- curriculares em que se envolve (“currículo oculto”)
  • 20. O Mosaico Digital • Quando a Lumiar se tornou uma das Escolas Inovadoras da Microsoft, ela tinha apenas dois velhos PC’s e o Mosaico era totalmente baseado em papel • Hoje ela tem 40 laptops ClassMate para os alunos, dois servidores, e cinco notebooks adicionais para o pessoal pedagógico – tudo isso por mediação da Microsoft • Mais importante, a Microsoft está ativamente apoiando o desenvolvimento do Mosaico Digital, um sistema que traduz o velho Mosaico, algo virtualmente impossível de compartilhar, em algo facilmente compartilhável
  • 21. Observações Finais • A Lumiar foi criada para ser uma escola inovadora, tanto em visão como em prática pedagógica • Mas também foi criada para mostrar que uma escola, mesmo quando cumpre as exigências da legislação brasileira, ainda pode: • Ser democrática e progressista • Levar a sério as diferenças individuais • Respeitar a liberdade de aprender dos alunos • Dar atenção personalizada a seus alunos • E ainda oferecer-lhes educação de qualidade, em sintonia com as necessidades do século XXI e da Sociedade da Informação
  • 22. Observações Finais • Mas a missão da Lumiar só será cumprida se e quando ela conseguir compartilhar com as escolas públicas do Brasil a sua visão e a sua prática pedagógica • E isso não se dará sem tecnologia – especificamente, isso não se dará sem o Mosaico Digital