silvia.dotta@ufabc.edu.brsilvia.dotta@ufabc.edu.br
Edson Pimentel
Juliana Braga
Sílvia Dotta
silvia.dotta@ufabc.edu.br
Origem
início do século XX (John Dewey): educação é um processo
de vida e não uma preparação para a vida futura e a escola
deve representar a vida presente.
Definição de projeto
Projeto não é um plano de trabalho ou um conjunto de
atividades bem organizadas;
É uma proposta de intervenção pedagógica que dá à
atividade de aprender um sentido novo.
silvia.dotta@ufabc.edu.br
As necessidades de aprendizagem aparecem nas tentativas de
resolver situações-problema.
Gera situações de aprendizagem ao mesmo tempo, reais e
diversificadas.
Possibilita aos alunos (aprendizes), ao decidirem, opinarem,
debaterem: construir sua autonomia e seu compromisso com o
social, formando-se como sujeitos culturais.
silvia.dotta@ufabc.edu.br
Objetivo: Levar o aluno a compreender e resolver uma
situação-problema, desenvolvimento de competências
Características: Retira o foco do “conteúdo que o professor
quer ensinar”, permitindo que o aluno estabeleça um vínculo
com a aprendizagem, minimizando os obstáculos que possam
aparecer no processo de desenvolvimento das quatro
competências.
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Desafios para o professor
Deixar de dar aulas para fazer aulas
(compromisso de alunos e professores)
• revisão da aula expositiva como única ou melhor forma
• aprendizagem por problemas
• aprendizagem por pesquisa
• estudos de meio
• pedagogia de projetos
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Ler o mundo
observar
Aprendente
espectador
Concepção integradora > Educador aprendiz
Compartilhar o
mundo
representar
Reconstituir o
Mundo
criar
Aprendente
ator
Aprendente
autor
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Papel do aluno
Torna-se sujeito do
processo
Gestor da própria
aprendizagem
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Papel do professor
Autonomia: capacidade
de o estudante ser sujeito
do processo de ensino-
aprendizagem
Parceria com o estudante,
orientando-o para o diálogo
autônomo, o trabalho em projetos
e a aprendizagem por pesquisa
Diálogo: forma
autônoma de
ensino-
aprendizagem
Problematizar situações,
dialogar, contextualizar. O que é
problema?
silvia.dotta@ufabc.edu.br
silvia.dotta@ufabc.edu.br
“A educação deixa de ser centrada em conteúdos disciplinares
(conteudocêntrica) e passa a ser centrada no desenvolvimento de
competências e habilidades... deixa de ser centrada no ensino
(didatocêntrica) e passa a ser centrada na aprendizagem... deixa de ser
centrada no professor (magistrocêntrica) e passa a ser centrada no aluno...
deixa de ser algo passivo para o aluno e passa a ser algo no qual ele
ativamente participa”
[Eduardo Chaves]
silvia.dotta@ufabc.edu.br
• Estabelecer um objetivo e exigir que as metas sejam
cumpridas.
• O projeto avança à medida que as perguntas são
respondidas.
• O projeto deve estar alicerçado nos conteúdos do curso
e pode ou não ser interdisciplinar
• Antes, defina os problemas a resolver. Depois, escolha
a(s) disciplina(s). Nunca o inverso.
• A conclusão pressupõe um produto final.
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Roteiro para elaboração de projetos
1. Definição do tema
2. Definição dos objetivos gerais
3. Definição dos objetivos específicos
4. O Projeto e a proposta pedagógica do curso
5. Justificativa
6. Metodologia
7. Atividades
8. Acompanhamento, avaliação e disseminação
9. Finalização
Este roteiro pode ter diferentes variáveis / versões
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1. Definição do tema
1. A participação dos alunos é essencial. Eles sabem melhor do que
ninguém quais temas têm interesse de aprender.
2. Como o projeto pode ser multidisciplinar, é fundamental que o
tema possa ser trabalhado sob a ótica de diferentes disciplinas.
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2. Definição dos objetivos gerais
1. O que se pretende alcançar com o projeto?
2. O que o projeto deve mudar (na disciplina, na escola, nos conteúdos
etc) em termos de formas de trabalho, modalidades de aprendizagem e
envolvimento dos alunos?
3. Quais competências específicas serão desenvolvidas pelos alunos com
a participação nas várias fases do projeto?
4. Que impacto o projeto terá sobre ambiente interno ou externo à
instituição?
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3. Definição dos objetivos específicos
Os objetivos específicos do projeto são objetivos mais precisos e
detalhados, que, mantendo a coerência com os objetivos gerais, serão
buscados por meio de atividades específicas.
Uma maneira útil de pensar os objetivos específicos é considerá-los
como soluções para problemas razoavelmente bem delimitados. Em
um projeto cujo tema, por exemplo seja Meio Ambiente, um dos
objetivos específicos pode ser, por exemplo, tornar mais agradável,
limpo, saudável e bonito o ambiente da própria instituição.
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4. O Projeto e a proposta pedagógica do curso
Ao elaborar o projeto, deve-se considerar como ele vai se relacionar
com a proposta pedagógica do curso. Tanto na fase de elaboração
como nas fases de execução e avaliação, o projeto deve levar a
instituição a refletir sobre sua proposta pedagógica e buscar formas de
aperfeiçoá-la.
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5. Justificativa
Procure respostas claras para as seguintes questões:
1. Por que é importante fazer o projeto?
Deve-se refletir sobre o motivo que faz valer a pena realizar esse
projeto.
2. Quem se beneficiará?
É importante relacionar quem vai se beneficiar direta e indiretamente
com o projeto, detalhando os vários segmentos e concentrando sua
atenção nos alunos, razão de ser da instituição.
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6. Metodologia
1. Colaborativa, envolvendo equipes cujos membros conjugam esforços na
consecução de um fim comum.
2. Integrativa, envolvendo professores, alunos e, se possível, funcionários
e até mesmo membros da comunidade externa.
3. Multidisciplinar, envolvendo pessoas cuja formação, atividade
profissional e interesses abranjam as diferentes disciplinas em que hoje se
segmenta o trabalho acadêmico.
4. Abrangente quanto às competências dos participantes, envolvendo
alunos de diferentes anos numa mesma equipe.
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7. Atividades
O quê? – especifique a atividade a ser realizada.
Com que fim? – que habilidades e competências serão desenvolvidas com a
execução desta atividade.
Como? – métodos adotados para realizar a atividade.
Quando? – como a atividade vai se situar dentro do semestre letivo e da grade
curricular.
Onde? – local onde será realizada: sala de aula, laboratórios, biblioteca, fora
da instituição etc.
Quem? – quem são as pessoas envolvidas na atividade: alunos, professores etc.
Com o quê? – recursos materiais necessários para desenvolver cada atividade.
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8. Acompanhamento, avaliação e disseminação
Definir e relacionar as formas de acompanhamento e registro dos
efeitos do projeto, tais como reuniões de acompanhamento, relatórios
ou outros meios
Relacionar os indicadores dos efeitos do projeto, à medida em que
suas atividades forem sendo realizadas
Descrever os meios que utilizará para registrar e divulgar os
resultados do projeto. Outras pessoas podem aprender com essa
experiência
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9. Finalização
O resultado de um projeto pode ser uma ação ou um produto.
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Em resumo...
• parte-se de um tema ou de um problema acordado com a turma
• inicia-se um projeto de pesquisa
• buscam-se e selecionam-se fontes de informação
• estabelecem-se critérios de ordenação e de interpretação das fontes
• recolhem-se novas dúvidas e perguntas
• estabelecem-se relações com outros problemas
• representa-se o processo de elaboração do conhecimento que foi
seguido
• recapitula-se (avalia-se) o que se aprendeu
• conecta-se com um novo tema ou problema
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Problemas comuns
Objetivo confuso: Projeto com objetivo confuso tem alta
probabilidade de fracasso. Não se sabendo onde se deve chegar, não se
chega a lugar nenhum.
O objetivo confuso pode ter várias origens:
•1. O problema não foi estudado e entendido corretamente. Houve
pressa em iniciar, sem clareza do problema.
•2. Coordenador e equipe não entendem o problema e fazem
suposições incorretas sobre o resultado a ser alcançado.
•3. Objetivo claro, mas não coerente com o problema. O resultado a
ser alcançado é incompatível com o problema.
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Problemas comuns
Execução confusa:
•1. As regras de decisão são imprecisas. Não há políticas nem
procedimentos para resolver problemas e conflitos.
•2. Autoridade e responsabilidade estão indefinidas. Não se sabe
direito quem tem poderes e atribuições para quê.
•3. Atividades não são coerentes com o objetivo. Isso pode ocorrer
mesmo quando o problema e o objetivo são coerentes.
•4. A previsão de recursos é incoerente com as atividades. Os recursos
podem ter sido subestimados ou superestimados.
•5. A atividade avança muito sem que pelo menos as intenções básicas
do projeto estejam bem definidas.
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Problemas comuns
Falhas na execução: Projetos podem ser muito bem planejados e
organizados, mas isso ainda não é garantia de sucesso. Podem ocorrer
falhas na execução.
Uma das mais comuns é um detalhe vital que não funciona e põe tudo
a perder, simplesmente porque todo mundo achou que era
importante demais e que outra pessoa iria cuidar daquilo
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Problemas comuns
Dificuldades (normalmente) apresentadas pelos alunos:
•Resistência à metodologia de ensino por competência, estão
acostumados à educação bancária
•Falta de hábito de leitura, portanto, têm dificuldades de
interpretação de textos, tabelas, gráficos
•Comunicação por meio de linguagem escrita
•Selecionar e avaliar fontes de pesquisa
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Condições para o êxito
Definição do problema:
Uma vez decidida a realização de um projeto, deve-se discutir
exaustivamente como o problema pode ser resolvido e as
características do resultado final, descritas nos objetivos do projeto ou
em suas metas.
Sempre que possível, o próprio título do projeto deve indicar as
características do resultado final.
Quanto mais tarde se deixa para realizar essas discussões e definições,
mais difícil se torna a implementação do projeto.
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Condições para o êxito
Envolvimento da equipe:
Quanto mais o projeto representa um desafio para a equipe envolvida,
maior é a probabilidade de que venha a ter sucesso.
Projetos bem-sucedidos criam na equipe uma sensação de
propriedade: “Este é o nosso projeto, o problema que temos de
resolver”.
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Condições para o êxito
Planejamento.
Criar um cronograma de providências e resultados bem elaborado, a
partir do qual, os participantes possam controlar o bom andamento
dos trabalhos.
Prever problemas que possam surgir em sua implantação e, com a
antecedência necessária, preparar-se para resolvê-los, caso eles
realmente aconteçam.
Eleger um coordenador é também uma providência necessária para
que um projeto seja bem implementado e atinja a meta definida.
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Sugestões bibliográficas
CHASSANNE, J. A pedagogia de projecto, última metamorfose da pedagogia renovada? In:
Trabalho de projectos: leituras comentadas. 3. ed. Portugal: Edições Afrontamento, 1993.
(coleção Ser Professor) p.30-35.
HERNÀNDEZ, F. Transgressão e mudança na educação: os projetos de trabalho. Fernando
Hernández. Trad. Jussara Haubert Rodrigues. Porto Alegre: Artmed, 1998.
HERNÁNDEZ, Fernando. Repensar a função da escola a partir dos projetos de trabalho. In:
Revista Pátio. Ano 2, n.6, p.27-31, ago/ out 1998.
HERNÁNDEZ, F. & VENTURA, M. A organização do currículo por projetos de trabalho: o
conhecimento é um caleidoscópio. Porto Alegre: Artes Médicas, 2000.
LEGRAND, Louis. A pedagogia do projecto. In: Trabalho de projectos: leituras comentadas. 3.
ed. Portugal: Edições Afrontamento, 1993. (coleção Ser Professor) p.36-39.

Tics metprojetos

  • 1.
  • 2.
    silvia.dotta@ufabc.edu.br Origem início do séculoXX (John Dewey): educação é um processo de vida e não uma preparação para a vida futura e a escola deve representar a vida presente. Definição de projeto Projeto não é um plano de trabalho ou um conjunto de atividades bem organizadas; É uma proposta de intervenção pedagógica que dá à atividade de aprender um sentido novo.
  • 3.
    silvia.dotta@ufabc.edu.br As necessidades deaprendizagem aparecem nas tentativas de resolver situações-problema. Gera situações de aprendizagem ao mesmo tempo, reais e diversificadas. Possibilita aos alunos (aprendizes), ao decidirem, opinarem, debaterem: construir sua autonomia e seu compromisso com o social, formando-se como sujeitos culturais.
  • 4.
    silvia.dotta@ufabc.edu.br Objetivo: Levar oaluno a compreender e resolver uma situação-problema, desenvolvimento de competências Características: Retira o foco do “conteúdo que o professor quer ensinar”, permitindo que o aluno estabeleça um vínculo com a aprendizagem, minimizando os obstáculos que possam aparecer no processo de desenvolvimento das quatro competências.
  • 5.
    silvia.dotta@ufabc.edu.br Desafios para oprofessor Deixar de dar aulas para fazer aulas (compromisso de alunos e professores) • revisão da aula expositiva como única ou melhor forma • aprendizagem por problemas • aprendizagem por pesquisa • estudos de meio • pedagogia de projetos
  • 6.
    silvia.dotta@ufabc.edu.br Ler o mundo observar Aprendente espectador Concepçãointegradora > Educador aprendiz Compartilhar o mundo representar Reconstituir o Mundo criar Aprendente ator Aprendente autor
  • 7.
    silvia.dotta@ufabc.edu.br Papel do aluno Torna-sesujeito do processo Gestor da própria aprendizagem
  • 8.
    silvia.dotta@ufabc.edu.br Papel do professor Autonomia:capacidade de o estudante ser sujeito do processo de ensino- aprendizagem Parceria com o estudante, orientando-o para o diálogo autônomo, o trabalho em projetos e a aprendizagem por pesquisa Diálogo: forma autônoma de ensino- aprendizagem Problematizar situações, dialogar, contextualizar. O que é problema?
  • 9.
  • 10.
    silvia.dotta@ufabc.edu.br “A educação deixade ser centrada em conteúdos disciplinares (conteudocêntrica) e passa a ser centrada no desenvolvimento de competências e habilidades... deixa de ser centrada no ensino (didatocêntrica) e passa a ser centrada na aprendizagem... deixa de ser centrada no professor (magistrocêntrica) e passa a ser centrada no aluno... deixa de ser algo passivo para o aluno e passa a ser algo no qual ele ativamente participa” [Eduardo Chaves]
  • 11.
    silvia.dotta@ufabc.edu.br • Estabelecer umobjetivo e exigir que as metas sejam cumpridas. • O projeto avança à medida que as perguntas são respondidas. • O projeto deve estar alicerçado nos conteúdos do curso e pode ou não ser interdisciplinar • Antes, defina os problemas a resolver. Depois, escolha a(s) disciplina(s). Nunca o inverso. • A conclusão pressupõe um produto final.
  • 12.
    silvia.dotta@ufabc.edu.br Roteiro para elaboraçãode projetos 1. Definição do tema 2. Definição dos objetivos gerais 3. Definição dos objetivos específicos 4. O Projeto e a proposta pedagógica do curso 5. Justificativa 6. Metodologia 7. Atividades 8. Acompanhamento, avaliação e disseminação 9. Finalização Este roteiro pode ter diferentes variáveis / versões
  • 13.
    silvia.dotta@ufabc.edu.br 1. Definição dotema 1. A participação dos alunos é essencial. Eles sabem melhor do que ninguém quais temas têm interesse de aprender. 2. Como o projeto pode ser multidisciplinar, é fundamental que o tema possa ser trabalhado sob a ótica de diferentes disciplinas.
  • 14.
    silvia.dotta@ufabc.edu.br 2. Definição dosobjetivos gerais 1. O que se pretende alcançar com o projeto? 2. O que o projeto deve mudar (na disciplina, na escola, nos conteúdos etc) em termos de formas de trabalho, modalidades de aprendizagem e envolvimento dos alunos? 3. Quais competências específicas serão desenvolvidas pelos alunos com a participação nas várias fases do projeto? 4. Que impacto o projeto terá sobre ambiente interno ou externo à instituição?
  • 15.
    silvia.dotta@ufabc.edu.br 3. Definição dosobjetivos específicos Os objetivos específicos do projeto são objetivos mais precisos e detalhados, que, mantendo a coerência com os objetivos gerais, serão buscados por meio de atividades específicas. Uma maneira útil de pensar os objetivos específicos é considerá-los como soluções para problemas razoavelmente bem delimitados. Em um projeto cujo tema, por exemplo seja Meio Ambiente, um dos objetivos específicos pode ser, por exemplo, tornar mais agradável, limpo, saudável e bonito o ambiente da própria instituição.
  • 16.
    silvia.dotta@ufabc.edu.br 4. O Projetoe a proposta pedagógica do curso Ao elaborar o projeto, deve-se considerar como ele vai se relacionar com a proposta pedagógica do curso. Tanto na fase de elaboração como nas fases de execução e avaliação, o projeto deve levar a instituição a refletir sobre sua proposta pedagógica e buscar formas de aperfeiçoá-la.
  • 17.
    silvia.dotta@ufabc.edu.br 5. Justificativa Procure respostasclaras para as seguintes questões: 1. Por que é importante fazer o projeto? Deve-se refletir sobre o motivo que faz valer a pena realizar esse projeto. 2. Quem se beneficiará? É importante relacionar quem vai se beneficiar direta e indiretamente com o projeto, detalhando os vários segmentos e concentrando sua atenção nos alunos, razão de ser da instituição.
  • 18.
    silvia.dotta@ufabc.edu.br 6. Metodologia 1. Colaborativa,envolvendo equipes cujos membros conjugam esforços na consecução de um fim comum. 2. Integrativa, envolvendo professores, alunos e, se possível, funcionários e até mesmo membros da comunidade externa. 3. Multidisciplinar, envolvendo pessoas cuja formação, atividade profissional e interesses abranjam as diferentes disciplinas em que hoje se segmenta o trabalho acadêmico. 4. Abrangente quanto às competências dos participantes, envolvendo alunos de diferentes anos numa mesma equipe.
  • 19.
    silvia.dotta@ufabc.edu.br 7. Atividades O quê?– especifique a atividade a ser realizada. Com que fim? – que habilidades e competências serão desenvolvidas com a execução desta atividade. Como? – métodos adotados para realizar a atividade. Quando? – como a atividade vai se situar dentro do semestre letivo e da grade curricular. Onde? – local onde será realizada: sala de aula, laboratórios, biblioteca, fora da instituição etc. Quem? – quem são as pessoas envolvidas na atividade: alunos, professores etc. Com o quê? – recursos materiais necessários para desenvolver cada atividade.
  • 20.
    silvia.dotta@ufabc.edu.br 8. Acompanhamento, avaliaçãoe disseminação Definir e relacionar as formas de acompanhamento e registro dos efeitos do projeto, tais como reuniões de acompanhamento, relatórios ou outros meios Relacionar os indicadores dos efeitos do projeto, à medida em que suas atividades forem sendo realizadas Descrever os meios que utilizará para registrar e divulgar os resultados do projeto. Outras pessoas podem aprender com essa experiência
  • 21.
    silvia.dotta@ufabc.edu.br 9. Finalização O resultadode um projeto pode ser uma ação ou um produto.
  • 22.
    silvia.dotta@ufabc.edu.br Em resumo... • parte-sede um tema ou de um problema acordado com a turma • inicia-se um projeto de pesquisa • buscam-se e selecionam-se fontes de informação • estabelecem-se critérios de ordenação e de interpretação das fontes • recolhem-se novas dúvidas e perguntas • estabelecem-se relações com outros problemas • representa-se o processo de elaboração do conhecimento que foi seguido • recapitula-se (avalia-se) o que se aprendeu • conecta-se com um novo tema ou problema
  • 23.
    silvia.dotta@ufabc.edu.br Problemas comuns Objetivo confuso:Projeto com objetivo confuso tem alta probabilidade de fracasso. Não se sabendo onde se deve chegar, não se chega a lugar nenhum. O objetivo confuso pode ter várias origens: •1. O problema não foi estudado e entendido corretamente. Houve pressa em iniciar, sem clareza do problema. •2. Coordenador e equipe não entendem o problema e fazem suposições incorretas sobre o resultado a ser alcançado. •3. Objetivo claro, mas não coerente com o problema. O resultado a ser alcançado é incompatível com o problema.
  • 24.
    silvia.dotta@ufabc.edu.br Problemas comuns Execução confusa: •1.As regras de decisão são imprecisas. Não há políticas nem procedimentos para resolver problemas e conflitos. •2. Autoridade e responsabilidade estão indefinidas. Não se sabe direito quem tem poderes e atribuições para quê. •3. Atividades não são coerentes com o objetivo. Isso pode ocorrer mesmo quando o problema e o objetivo são coerentes. •4. A previsão de recursos é incoerente com as atividades. Os recursos podem ter sido subestimados ou superestimados. •5. A atividade avança muito sem que pelo menos as intenções básicas do projeto estejam bem definidas.
  • 25.
    silvia.dotta@ufabc.edu.br Problemas comuns Falhas naexecução: Projetos podem ser muito bem planejados e organizados, mas isso ainda não é garantia de sucesso. Podem ocorrer falhas na execução. Uma das mais comuns é um detalhe vital que não funciona e põe tudo a perder, simplesmente porque todo mundo achou que era importante demais e que outra pessoa iria cuidar daquilo
  • 26.
    silvia.dotta@ufabc.edu.br Problemas comuns Dificuldades (normalmente)apresentadas pelos alunos: •Resistência à metodologia de ensino por competência, estão acostumados à educação bancária •Falta de hábito de leitura, portanto, têm dificuldades de interpretação de textos, tabelas, gráficos •Comunicação por meio de linguagem escrita •Selecionar e avaliar fontes de pesquisa
  • 27.
    silvia.dotta@ufabc.edu.br Condições para oêxito Definição do problema: Uma vez decidida a realização de um projeto, deve-se discutir exaustivamente como o problema pode ser resolvido e as características do resultado final, descritas nos objetivos do projeto ou em suas metas. Sempre que possível, o próprio título do projeto deve indicar as características do resultado final. Quanto mais tarde se deixa para realizar essas discussões e definições, mais difícil se torna a implementação do projeto.
  • 28.
    silvia.dotta@ufabc.edu.br Condições para oêxito Envolvimento da equipe: Quanto mais o projeto representa um desafio para a equipe envolvida, maior é a probabilidade de que venha a ter sucesso. Projetos bem-sucedidos criam na equipe uma sensação de propriedade: “Este é o nosso projeto, o problema que temos de resolver”.
  • 29.
    silvia.dotta@ufabc.edu.br Condições para oêxito Planejamento. Criar um cronograma de providências e resultados bem elaborado, a partir do qual, os participantes possam controlar o bom andamento dos trabalhos. Prever problemas que possam surgir em sua implantação e, com a antecedência necessária, preparar-se para resolvê-los, caso eles realmente aconteçam. Eleger um coordenador é também uma providência necessária para que um projeto seja bem implementado e atinja a meta definida.
  • 30.
    silvia.dotta@ufabc.edu.br Sugestões bibliográficas CHASSANNE, J.A pedagogia de projecto, última metamorfose da pedagogia renovada? In: Trabalho de projectos: leituras comentadas. 3. ed. Portugal: Edições Afrontamento, 1993. (coleção Ser Professor) p.30-35. HERNÀNDEZ, F. Transgressão e mudança na educação: os projetos de trabalho. Fernando Hernández. Trad. Jussara Haubert Rodrigues. Porto Alegre: Artmed, 1998. HERNÁNDEZ, Fernando. Repensar a função da escola a partir dos projetos de trabalho. In: Revista Pátio. Ano 2, n.6, p.27-31, ago/ out 1998. HERNÁNDEZ, F. & VENTURA, M. A organização do currículo por projetos de trabalho: o conhecimento é um caleidoscópio. Porto Alegre: Artes Médicas, 2000. LEGRAND, Louis. A pedagogia do projecto. In: Trabalho de projectos: leituras comentadas. 3. ed. Portugal: Edições Afrontamento, 1993. (coleção Ser Professor) p.36-39.