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MATERIAL - FUVEST/UNESP/PUC/UNIFESP
PROFESSOR: ADRIANO ALVES DE SOUZA (X-TUDO)
Temas anteriores e diferenças do ENEM.
Embora seja o mesmo gênero textual exigido pelo Enem, a redação da Fuvest é completamente distinta. Veja os
temas dos últimos anos:
 2022 - As diferentes faces do riso
 2021 - O mundo contemporâneo está fora de ordem?
 2020 - O papel da ciência no mundo contemporâneo.
 2019 - De que maneira o passado contribui para a compreensão do presente?
 2018 - Devem existir limites para a arte?
 2017 - O homem saiu da sua menoridade?
CRITÉRIOS DE CORREÇÃO – GRADE
GRADE EM TÓPICOS, EXIGÊNCIAS ESPECÍFICAS (FONTE: FUVEST)
Funcionamento da Grade de Correção: Para que a nota do texto em um critério seja estabelecida, é importante que a
redação se adeque à maioria dos itens discriminados naquela nota. Não é necessário, portanto, que o texto cumpra
os itens da nota em sua totalidade.
Em alguns casos, o texto poderia, segundo os critérios, receber 0,5 a mais ou 0,5 a menos de acordo com a
subjetividade do corretor, o que também ocorre na correção oficial dos vestibulares. Discriminação dos Critérios e
dos Valores.
A. Desenvolvimento do tema e organização do texto dissertativo-argumentativo.
Verifica-se, neste item, se o texto se configura como uma dissertação argumentativa e se atende ao tema proposto
ou sugerido. Pressupõe-se, então, que o candidato demonstre a habilidade de compreender a proposta de redação e,
quando esta contiver uma coletânea, que ele se revele capaz de ler e de relacionar adequadamente os textos que a
integram. A paráfrase de elementos que compõem a proposta de redação não é um recurso recomendável para o
desenvolvimento adequado do tema. Não se recomenda, também, que o texto produzido se configure como uma
dissertação meramente expositiva, isto é, que se limite a expor dados ou informações relativas ao tema, sem que se
explicite um ponto de vista devidamente sustentado por uma argumentação consistente. No que diz respeito ao
desenvolvimento do tema, verifica-se, além da pertinência das informações e da efetiva progressão temática,
também a capacidade crítico-argumentativa que a redação venha a revelar, podendo até promover no texto, como
um todo, uma analogia por metáfora ou ilustração.
0,0:
 Fuga total do tema proposto (texto sem nenhuma intersecção com os textos da coletânea);
 Fuga do tipo textual (texto em que não se reconheça nenhuma marca de dissertação);
Em ambos os casos, a redação será anulada.
0,5*:
 Desvio, restrição a particularidades ou ampliação demasiada do tema proposto (mau uso da coletânea);
 Pouca consideração da interlocução pertinente ao tipo textual (diálogo com o leitor/excesso de subjet ividade); 
Precariedade no domínio da modalidade argumentativa (texto sem tese e com todos os parágrafos de
desenvolvimento descritivos/expositivos).
1,0*:
 Cópia da coletânea ou articulação rudimentar entre conhecimento de mundo e o repertório cultural fornecido por
ela;
 Texto majoritariamente descritivo/expositivo, mas que esboça um ponto de vista objetivo;
 Texto com argumentação; ela é, contudo, pouco desenvolvida e restrita ao senso comum;
*ATENÇÃO!
A atribuição de 0,5 ou 1,0 ponto no item A caracteriza fuga parcial do tema ou do tipo textual, assim não será
possível atribuir valor maior que 1,5 ponto no item B – Estrutura.
1,5:
 Desenvolvimento parcial do tema, aproveitamento parcial dos textos e figuras propostas pela coletânea
 Paráfrase da coletânea;
 Há um posicionamento dentro da estrutura dissertativa e é perceptível o tipo textual;
 Texto com argumentação, contudo, parcialmente desenvolvida e com trechos sustentados apenas pelo senso
comum.
2,0:
 Desenvolve bem o tema proposto, analisando os elementos da problemática enfocada na proposta e na coletânea;
 Há compreensão, desenvolvimento, comprovação e articulação do tema proposto;
 Texto com tese, mas que ainda é mal construída ou é pouco amadurecida, e detectável tentativa de desenvolver
argumentação, mas sem fazê-la de maneira satisfatória (como quando não consegue trabalhar um exemplo –
histórico ou atual - de forma consistente).
2,5:
 Consideração e bom uso da coletânea;
 Demonstra boa competência no desenvolvimento do tema;
 Texto com tese clara e bem construída;
 Texto que apresente um desenvolvimento limitado (ao menos de um argumento).
3,0:
 Desenvolve muito bem o tema e demonstra competência no diálogo com a coletânea;
 Texto com tese clara, bem construída, madura e original, no qual se vejam desenvolvidos argumentos consistentes
(com exemplificações coerentes ao que foi exposto).
3,5:
 Desenvolve muito bem o tema, a partir de um ponto de vista crítico, que transcende os elementos da coletânea e
consegue analisar as relações tensivas entre todos os elementos enfocados na proposta;
 Texto com tese clara, madura e original, no qual se vejam desenvolvidos argumentos consistentes (com
exemplificações coerentes ao que foi exposto e possíveis contrapontos);
 Detectável tentativa de uso de referências intelectuais externas de caráter intertextual para a construção de
analogias, comparações ou paralelos que sustentem os argumentos.
4,0:
 Desenvolve muito bem o tema, a partir de um ponto de vista crítico, que transcende os elementos da coletânea e
consegue analisar as relações tensivas entre todos os elementos enfocados na proposta;
 Competência e originalidade em argumentar e interpretar a partir de uma seleção de fatos e opiniões
fundamentados no seu conhecimento de mundo. Leitura crítica e ampliadora dos elementos fornecidos pela
coletânea e das figuras propostas;
 Texto com tese substancial, original e amadurecida; argumentos consistentes, comprováveis e autorais;
 Uso perfeito de referências intelectuais externas de caráter intertextual para a construção de analogias,
comparações ou paralelos que sustentem os argumentos.
B. Coerência dos argumentos e articulação das partes do texto.
Avaliam-se, conjuntamente, a coerência dos argumentos e das opiniões e a coesão textual, ou seja, a correta
articulação das palavras, frases e parágrafos. A coerência reflete a capacidade do candidato de relacionar os
argumentos e organizá-los de forma a deles extrair conclusões apropriadas e, também, sua habilidade para o
planejamento e a construção significativa do texto. Serão considerados de forma negativa a presença de
contradições entre frases ou parágrafos, a falta de encadeamento das ideias, a circularidade ou quebra da
progressão argumentativa, o uso de argumentação baseada apenas no senso comum e a falta de conclusão ou
conclusões que não decorram do que foi previamente exposto. Serão tidos também como fatos negativos referentes
à coesão, entre outros, o estabelecimento de relações semânticas impróprias entre partes do texto, assim como o
uso inadequado de conectivos.
0,0:
 Texto completamente incoerente;
 Texto sem coesão detectável;
 Texto com trechos não pertinentes à proposta, ofensivos e com caráter indevidamente provocativo. Em todos os
casos, a redação será anulada
0,5:
 Texto caótico com contradições entre suas partes;
 Não há conexão (sintática ou semântica) entre os parágrafos;
 Problemas excessivos no uso de conectivos e na articulação das ideias e dos argumentos.
1,0:
 A macroestrutura do texto é articulada precariamente, ou seja, começo, meio e fim não estão claros;
 Má expressão formal das conexões de sentido nos parágrafos e entre eles, ou seja, as partes do texto apresentam
muitos problemas na utilização dos recursos coesivos;
 Não há relação adequada entre os argumentos e deles não se extraem conclusões apropriadas;
 Ausência de uma das partes do texto com prejuízo para o entendimento total (introdução, desenvolvimento ou
conclusão);
 Há contradições entre as ideias secundárias no texto;
 Não há unidade textual.
1,5**:
 Texto com estrutura ainda falha e que apresente problemas de articulação, concatenação e paragrafação, mas no
qual seja detectável a tentativa de explicação ou argumentação;
 Texto que apresente microestrutura precária (falha na elaboração de mais de um parágrafo);
 Presença de alguma incoerência externa;
 Falta de planejamento das expressões formais da estrutura dissertativa;
 Texto em que que surjam indícios de unidade textual.
** Caso haja desvio parcial do tema ou do tipo textual, o texto não poderá ter nota maior que 1,5 ponto na Estrutura –
item B – como foi apontado no item A.
2,0:
 Texto que apresente pontuais problemas de articulação, concatenação e/ou paragrafação, ou seja, ainda não faz
bom uso de elementos coesivos;
 Microestrutura falha em pelo menos um dos parágrafos;
 Estrutura textual que respeita a ordem das partes de um texto dissertativo (introdução - tese; argumentação; e
conclusão) mas que ainda não planeja com detalhes a ordem das ideias;
 Unidade textual detectável.
2,5:
 Boa articulação de argumentos e boa paragrafação (sabendo-se utilizar de elementos coesivos - catafóricos e
anafóricos);
 Alguns problemas pontuais na utilização dos recursos coesivos;
 Estrutura detectável e logicamente formulada, respeitando a ordem das partes de um texto dissertativo (introdução -
tese; argumentação; e conclusão);
 Apresenta unidade textual;
 Texto que cria relações ou pontos de semelhança entre elementos diferentes para compor uma analogia que
permeie parte do texto;
 Texto com completa unidade semântica e formal.
3,0:
 Texto muito acima da média, com estrutura transparente, precisa e segura, que faça da conjunção das partes -
tese, desenvolvimento e conclusão - um todo bem-acabado;
 Texto com unidade semântica e formal amadurecida e com autonomia;
 Texto com excelente domínio dos recursos de coesão e coerência, muito bem articulado e que cria relações ou
pontos de semelhança entre elementos diferentes para compor uma analogia que permeie todo o texto.
C. Correção gramatical e adequação vocabular.
Avaliam-se, neste aspecto, o domínio do padrão culto escrito da língua portuguesa e a clareza na expressão das
ideias. Serão examinados aspectos gramaticais como ortografia, morfologia, sintaxe e pontuação, e o emprego
adequado e expressivo do vocabulário. Espera-se que o candidato revele competência para expor com precisão e
concisão os argumentos selecionados para a defesa do ponto de vista adotado, evitando o uso de clichês ou frases
feitas. Avalia-se, também, a seleção adequada do vocabulário, tendo em vista as peculiaridades do tipo de texto
exigido.
0,5:
 Texto com excesso de vocábulos incompreensíveis e/ou com muitas construções sintáticas não adequadas à
Língua Portuguesa.
1,0:
 Texto com muitos problemas gramaticais considerados graves, como excessivas construções sintáticas deficientes
(períodos ou orações incompletas), mau uso de pronomes, muitas falhas na concordância ou excesso de falhas na
pontuação que prejudiquem a compreensão de trechos e ideias;
 Excesso de termos falhos (palavras vagas, gírias, coloquialismos, oralidades);
 Texto com linguagem regular, com imprecisões lexicais e detectável restrição vocabular
 Uso em demasia de clichês e frases feitas;
 Repetição – 3 usos ou mais – de vocábulos referentes ao mesmo conceito (ex: “trabalho, trabalhar,
trabalhando, trabalhador”; ”ser humano, homem, indivíduo, sujeito”) ou idênticos sempre que prejudicarem a
fluidez da leitura. Estará a critério do autor do texto e do corretor o bom senso quanto à repetição d e
conjunções e preposições.
1,5:
 Texto com linguagem regular, com algumas imprecisões lexicais e moderada restrição vocabular;
 Presença de desvios gramaticais nos procedimentos sintáticos;
 Texto que respeita as estruturas sintáticas, porém, ainda falha na clareza;
 Pontuais clichês;
 Repetição branda de palavras, mas que ainda prejudica a fluidez da leitura.
2,0:
 Texto com bom uso da norma culta, com poucos desvios ortográficos, mas com imprecisões lexicais e que ainda
pode melhorar o “como dizer” por meio de um refino dos processos sintáticos;
2,5:
 Texto com bom domínio vocabular, com raros desvios ortográficos, com pontuais imprecisões lexicais, com bom
uso da pontuação, mas que demonstra insegurança nas escolhas linguísticas;
3,0:
 Domínio pleno, autoral e/ou inventivo dos recursos linguísticos dentro da norma culta da língua portuguesa,
apresentando nenhuma ou quase nenhuma transgressão gramatical.
PASSOS INTERESSANTES PARA UMA BOA REDAÇÃO
 Leitura do tema e da coletânea: conforme lê, grife as informações mais importantes.
 Definição do conceito-chave: tomando como exemplo o tema de 2021, o conceito principal é "ordem".
Busque definir esse conceito. O que é ordem? O que significa estar em ordem? Somente a partir dessa
definição é que você conseguirá desenvolver suas ideias. Lembre-se de que apenas a definição não
caracteriza uma tese, mas a partir dela implementa-se um conceito que será a premissa para sua abordagem
e opinião perante o entendimento do tema.
 Resposta justificada para a pergunta: uma vez que a maioria dos temas trazem perguntas, é necessário
responder, com seus argumentos, o questionamento que foi feito. E mais importante do que a resposta, o
que mais vale são as justificativas que você vai utilizar. Este é o aspecto mais importante da sua redação!
Entenda também que para uma justificativa plena na FUVEST a intertextualidade e a interdisciplinaridade
devem vir associadas aos argumentos para uma base sólida.
 Posicionamento claro: quando o tema não é uma pergunta, como aconteceu em 2022 e 2020, é importante
você construir um posicionamento claro sobre o assunto e justificá-lo. Um erro muito comum em temas assim
é construir um texto expositivo, em que você apenas apresenta elementos do tema, mas sem uma tese clara.
Lembre-se de que sua opinião em 3ª pessoa deve mostrar exatamente o que quer defender.
OBS: Embora o vestibular FUVEST retire dos textos motivadores todas as diretrizes para orientação de sua
temática – NÃO COPIE NEM PARAFRASEIE NENHUM TEXTO MOTIVADOR - , use-os como alusão e construa
sua própria ideia sobre o tema.
MODELOS DE REDAÇÃO E CONSIDERAÇÕES – FONTE (GUIA DO ESTUDANTE)
TEMA – AS DIFERENTES FACES DO RISO
Modelo e observações.
Para além da tragédia: o direito ao riso
Na Antiguidade, a comédia grega foi desenvolvida em oposição à tragédia: enquanto esta retratava histórias
dramáticas vividas por personagens grandiosos, como semideuses, aquela se destinava à crítica burlesca a questões
cotidianas, que variavam de costumes a figuras sociais relevantes na época; desse modo, com o riso, a comédia
buscava instigar suas plateias e suscitar-lhes dúvidas. A partir disso, percebe-se que o riso, ainda que presente em
todas as sociedades e visto, simplificadamente, como a reação ao cômico, apresenta diferentes faces, alternando
entre entretenimento puro e intenções críticas.
Observe que a 1ª parte apresentou uma alusão histórica (interdisciplinaridade), a segunda parte uma
constatação do fato e uma conexão desse com o tema. 3ª parte- criação da tese. ( riso reação ao cômico com faces
diferentes alternando-se entre entretenimento puro e intenções críticas. (2 faces principais que serão defendidas no
desenvolvimento)
Sobre o aspecto recreativo do riso, vale ressaltar a sua grandeza: o entretenimento humorístico ocupa uma
posição de suma importância à condição humana, pois lhe configura leveza. Relacionado a isso, Antônio Cândido,
um dos maiores estudiosos de literatura da história brasileira, afirmou que o direito à literatura deveria ser visto como
um direito humano e, portanto, inalienável a todos. Sua justificativa para tal era simples: a literatura tem importante
papel de humanizar as pessoas, evitando que elas se tornem “máquinas”. Em paralelo, é possível articular esse
pensamento às artes e, por extensão, ao humor: o riso pelo riso auxilia as pessoas a resistirem a dificuldades que
enfrentam no cotidiano ao oferecer-lhes uma distração necessária ao bem-estar mental e emocional. Nessa face,
então, o riso auxilia o ser a suportar o peso das infelicidades e persistir em sua vida.
(Desenvolvimento 1) Retomou a introdução com “sobre o papel recreativo do riso” , uso de intertextualidade (Antônio
Cândido) – argumentação – paralelo de observações do papel da literatura e das artes com o riso – humor. Função –
suportar o peso das infelicidades. (entretenimento).
Para além disso, porém, é fato que outra face é igualmente relevante, em se tratando de humor: a reflexão
incitada por ele. A título de ilustração, o escritor português Gil Vicente escreveu a peça “Auto da Barca do Inferno”,
em que diversos personagens mortos se veem diante das barcas do Céu e do Inferno. Cada personagem simboliza
uma alegoria de figuras sociais comuns à época e, por meio de situações exageradas e caricaturais – a exemplo de
um Corregedor que se comunicava em um latim falho e argumentava para entrar na barca celeste -, são feitas
críticas a costumes e estruturas sociais da época. De igual modo, hoje, canais como “Porta dos Fundos”, por
exemplo, usam de vídeos de humor para trazer críticas sociais e políticas que, diluídas no riso, tornam-se mais
palatáveis. Assim, nessa face, o riso é capaz de suscitar a reflexão sobre o que se ri e torna-se uma ferramenta de
mudança ideológica.
(Desenvolvimento 2) ( conexão – para além disso) (intertextualidade – Auto da barca do inferno-) o candidato cita a
obra , conta um pequeno trecho e cria uma relação com canais da internet – Porta dos fundos- para mostrar o lado
da crítica social, uma face do riso que leva o leitor à reflexão e consequentemente uma possível mudança ideológica.
Conclui-se, portanto, que o riso apresenta diversas faces, voltando-se ora para a diversão e distração, ora
para a crítica. Porém, ainda que o riso intencionado à reflexão possa parecer mais relevante, o do entret enimento
possui, igualmente, importante valor, ao passo que impede que a vida se torne uma contínua tragédia.
(Retomada da tese – ora diversão e distração(entretenimento) e para a crítica. Mostrando o importante valor de
ambos, sem precisar de uma proposta de intervenção.
Fonte: https://guiadoestudante.abril.com.br/universidades/fuvest-2022-confira-redacao-modelo-sobre-as-diferentes-
faces-do-riso/
Como fazer a conclusão da redação da Vunesp e da Fuvest?
Antes de partirmos para os exemplos, é importante que você saiba que na conclusão da redação de vestibulares que
não cobram propostas de intervenção, o recomendado é não trazer uma ideia nova.
Nesse caso, o fechamento do texto deve ser simplesmente uma retomada de algum aspecto já mencionado nos
parágrafos anteriores.
Para facilitar a sua compreensão, vamos ver alguns exemplos:
1. Retomar a tese da introdução na conclusão
 Tema - 2021 - O mundo contemporâneo está fora de ordem?
Observe a introdução.
Caetano Veloso já anunciava que “alguma coisa está fora da ordem” no início da última década do século XX. A
canção discutia o Brasil diante da então chamada “nova ordem mundial”. O termo caracteriza o mundo após o fim da
Guerra Fria – a desordem anterior –, que nasceu da tensão entre Estados Unidos e União Soviética, vencedores da
Segunda Guerra Mundial – Trinta anos após a queda do muro de Berlim, é possível afirmar que a “velha ordem
mundial” já é uma nova desordem.
Agora vejamos a conclusão.
Portanto, a recente pandemia forçou o mundo contemporâneo a se perguntar. Já não basta perguntar, como o
profético Caetano há trinta anos, se “alguma coisa está fora da ordem”. Muita coisa está. A partir dessa constatação,
é hora de começar a “ressetar” a “Máquina do mundo”, que Drummond herdou de Camões e nos legou.
https://guiadoestudante.abril.com.br/redacao/fuvest-2021-confira-modelos-de-redacao-sobre-o-mundo-estar-fora-da-
ordem/
.
2. Retomar a contextualização da introdução na conclusão
O tema dessa redação era invisibilidade social. Veja o começo do texto:
“Próximo ao feriado de Corpus Christi, um boliviano que trabalhava ilegalmente na Espanha teve seu braço cortado
por uma máquina. Deixaram-no a 200 metros de um hospital, apenas com a recomendação de não mencionar
nomes. Foi José Saramago quem chamou atenção para o paradoxo: durante o Corpus Christi milhões de cristão
preocuparam-se com o sofrimento de Cristo e, no entanto, houve descaso com o sofrimento desse boliviano. Afinal,
ele é invisível como os outros subprodutos da sociedade: os sem dinheiro, sem respaldo jurídico, sem voz.”
Veja como o candidato faz uma introdução usando um fato atual. Agora, vamos ver a conclusão:
“Mas há 2.000 anos disseram-nos que éramos iguais. Porém, vivemos em um mundo repleto de desigualdade e
nossa reação é tornar invisível o que não nos assemelha. Ignoramos os mendigos e garis porque não o somos.
Ignoramos o sofrimento pois não é nossa mão que está sendo pregada e nem o nosso braço que está sendo cortado.
Milhões de homens têm seu corpo e alma humilhados, maltratados e ofendidos, como aconteceu com Cristo. Mas
Cristo está em um altar, e o boliviano, esquecido.”
O candidato retomou o relato da introdução e traz uma conclusão, explicando por que isso ocorria. No caso, a
invisibilidade existe para que a injustiça continue existindo.
3. Retomar os argumentos do texto na conclusão
O último exemplo trata de uma redação que retoma alguns argumentos utilizados ao longo do texto. Leia a redação:
Poema tirado de uma notícia de jornal. "João Gostoso era carregador de feira livre ele morava no morro da Babilônia
num barracão sem número / Uma noite ele chegou ao bar Vinte de Novembro / bebeu / Cantou / Dançou / Depois se
atirou na Lagoa Rodrigo de Freitas e morreu afogado". Manuel Bandeira, sutilmente, através dessa poesia,
desmascara a hipocrisia de uma sociedade burguesa, ainda romântica, interessada em tragédias, mortes e nos fatos
ligados à sua classe social.
Os jornais, assim como todos os outros meios de comunicação social, evidenciam um legado romântico. Como a
literatura de outrora, o que nos chega através desses meios é feito pela burguesia e para a burguesia. Desse modo,
a existência de uma indústria cultural, que determina nossas opções de entretenimento e de informação, está
atrelada à venda, ao consumo, e não à ética. nesse contexto, faz muito sentido filmar a morte para que os
telespectadores valorizem a vida e vivam intensamente: consumindo.
Entretanto, o inferno nem sempre são somente os outros, e o homem - ser dotado de um mesencéfalo altamente
desenvolvido - possui a estranha característica, destacada por Virgílio, de observar a desgraça alheia, não por
prazer, mas "porque é bom observar os males que não se sofrem". Assim, mortes, doenças terminais, brigadas de
casais estão em documentários, como o da atriz Farrah Fawcett, em programas diários na televisão e em notícias
desde o inícios do século, fazendo de joões "ninguéns", "alguéns" pelas tragédias em lagoas Rodrigo de Freitas.
Além desse desejo humano de ver desgraças que não se sofrem, há o instinto reprodutor ligado à sexualidade,
intrínseco ao animal, que confere audiência aos programas contendo cenas erotizadas. Assim, pelos meios de
comunicação, o erotismo, a curiosidade pelo sofrimento alheio e outros quereres são, morbidamente, simples
adaptações ao meio, que num processo de seleção natural, podem significar a sobrevivência, ou não, dos meios de
comunicação.
Na disputa pela audiência, não há ética, pelo simples fato de que nem nosso instinto ou nosso desejo observado
por Virgílio, nem a indústria cultural e seus artefatos de persuasão seguem valores morais de respeito ou
privacidade. Há apenas a luta pela sobrevivência de programas, jornais e revistas e uma hipocrisia de que nós
receptores somos corrompidos, quando na verdade atuamos como seletores naturais.
Note, em negrito, como o candidato retoma diversos conceitos tratados ao longo da redação na conclusão, como
indústria cultural, Virgílio e nossos instintos. Nesse caso, retomou-se do último ao primeiro argumento
Vale destacar que ainda é possível fazer uma conclusão que misture mais de um dos métodos que vimos acima. Por
exemplo: retomar a contextualização e os argumentos.
E um cuidado extra que você deve ter ao fazer uma conclusão é evitar repetir as palavras e expressões que utilizou
ao longo da redação. Você deve retomar apenas as ideias.
https://www.palavrizar.com.br/posts/redacao-vunesp-e-fuvest-tipos-de-conclusao
PROPOSTAS
PROPOSTA 01 - (UnifespSP)
Texto 1
Recentemente, uma conhecida marca de materiais esportivos decidiu suspender as vendas de seu hijab
esportivo (um lenço que cobre o cabelo, mas deixa o rosto livre). Ele seria vendido em 49 países.
A empresafoi acusadade promovera violênciacontraas mulheresmuçulmanaspelofatode o hijab servisto
por várias pessoas como um elemento opressivo. A ministra da saúde da França, Agnès Buzyn, afirmou que,
embora o produto não seja proibido na França, “não é uma visão da mulher da qual eu compartilho”: “Eu
preferiria que uma marca francesa não promovesse o lenço. Tudo o que pode levar à diferenciação entre
mulheres e homens me incomoda.” Aurore Bergé, porta-voz do partido francês A República em Marcha,
também criticou a venda do produto, sugerindo um boicote à rede: “O esporte emancipa: ele não submete.
Minha escolhacomouma mulhere cidadãserádeixarde depositarminhaconfiançaemuma marca que afronta
nossos valores.”
Outras pessoas, contudo, defenderam a marca pela ação inclusiva e lamentaram a decisão da empresa de
suspenderas vendas.Inicialmente,aempresahaviadefendidoavendado hijab,alegandoque era“umaforma
de tornar o esporte acessível a todas as mulheres do mundo.”
(www.bbc.com, 27.02.2019. Adaptado.)
Texto 2
“Essamarca de materiaisesportivosse submete ao islamismo, que tolera mulheres apenas quando têm a
cabeça coberta com um hijab para afirmar sua submissão aos homens. Ela, portanto, nega os valores da nossa
civilização no altar do mercado do marketing identitário.”, declarou no Twitter a polêmica Lydia Guirous,
porta-voz do partido francês Os Republicanos.
A marca respondeu a Guirous, também nas redes sociais: “Fique tranquila, não negamos nenhum dos
nossos valores. Sempre fizemos tudo para tornar o esporte mais acessível em qualquer lugar do mundo. Esse
hijab era uma necessidade de algumas praticantes de corrida, então respondemos a essa necessidade
esportiva.”
(https://operamundi.uol.com.br,27.02.2019. Adaptado.)
Com base nos textos apresentados e em seus próprios conhecimentos, escreva um texto dissertativo-
argumentativo, empregando a norma-padrão da língua portuguesa, sobre o tema:
Vestimentas religiosas no esporte:
legitimação da opressão ou liberdade de manifestação religiosa?
PROPOSTA 02 - (Unifesp SP)
Texto 1
A morte continua sendo um tabu. Por isso não falamos dela. Mas quando perguntamos às pessoas se têm
medoda morte,elascostumamresponderque,na verdade, têm medo do sofrimento. Da dor física, claro, mas
também da dor psicológica de ter que continuar vivendo em condições insuportáveis. “Sinto-me preso numa
jaula”, dizia Fabiano Antoniani, um tetraplégico italiano que vivia prostrado desde que sofreu um grave
acidente, em 2014, que o deixou sem visão nem mobilidade. Sabia que ainda podia viver bastante tempo,
porque o organismo de um homem forte de 40 anos pode aguentar muito, mas não queria seguir assim. No
final de fevereiro, Antoniani foi à Suíça – o único país, entre os seis nos quais a eutanásia (a ajuda ao suicídio)
estálegalizada,que admite estrangeiros.Ele mesmo,comummovimentodoslábios,acionouomecanismo que
introduziu o coquetel da morte em sua boca.
A perspectivade umalongae penosadeterioraçãofazcomque muitos cidadãos queiram decidir, por si sós,
quando e como morrer. Nas palavras de Ramón Sampedro (tetraplégico espanhol que recorreu em vão aos
tribunais para que o ajudassem a morrer), existe o direito à vida, mas não a obrigação de viver a qualquer
preço.Este é o princípio no qual se baseiam os que propõem a despenalização da eutanásia. Ter acesso a uma
morte medicamente assistida significaria uma extensão dos direitos civis.
Rompero tabu da morte exige poderfalarcomnaturalidade dela.A regulamentaçãodaeutanásiaprecisa de
uma deliberaçãoinformada,distante dosapriorismose dossectarismosideológicos. Sempre haverá opositores
porque consideramque aspessoasnãopodemdisporde sua vidapoiselasó a Deuspertence. Os partidários da
regulamentação lembram que o fato de que seja regulada não obriga ninguém a optar pela eutanásia.
(MilagrosPérezOliva.“Quemdecide como
devemosmorrer?”.http://brasil.elpais.
com, 01.04.2017. Adaptado.)
Texto 2
Professor de antropologia da Unesp (Universidade Estadual Paulista), Claudio Bertolli enxerga a eutanásia
como uma questão de liberdade individual. Portanto, cabe ao indivíduo decidir o que fazer. Essa opinião é
compartilhadaporReinaldoAyer(coordenadordoCentrode BioéticadoConselhoRegionalde Medicina de São
Paulo):“A pessoadeve tertodososrecursos para reverter ou minimizar uma situação de doença. Mas, mesmo
com tudoisso,elapode decidir por não continuar. Neste momento, tem que ser dada a ela a possibilidade de
escolha.”
A juíza Mônica Silveira (autora do livro Eutanásia: humanizando a visão jurídica) fala que a liberdade
ilimitadanãoé uma forma de proteger o cidadão: “Começa como permissão e pode se tornar obrigação. Pode
haverpressãosocial para que idosose doentes recorram à prática. Quando você autoriza determinado tipo de
prática, não tem como dominar os efeitos de propagação.”
Há seisanostrabalhandoemUTIs na Secretariade Saúde doDistritoFederal, o psicólogo Adriano Facioli é a
favorda prática: “Semeutanásiaaspessoassofrem.Muitosque poderiam ocupar aquele leito morrem porque
temalguémcondenadosubmetidoaumadistanásia[morte lenta, com grande sofrimento]. O que o Estado faz
é investirnosofrimentodas pessoas,umavezque não existe acesso aos cuidados paliativos nem a legalização
da eutanásia.”
(“Vida ou morte: os argumentos pró e contra sobre o direito de morrer por aqueles que convivem com a
iminência do fim”. https://tab.uol.com.br. Adaptado.)
Com base nostextosapresentadose emseusprópriosconhecimentos, escrevaumadissertação,empregando a
norma-padrão da língua portuguesa, sobre o tema:
Eutanásia: entre a liberdade de escolha e a preservação da vida
PROPOSTA 03 - (Unesp SP)
Texto 1
O mundo enriqueceu-se com uma nova beleza: a beleza da velocidade. Um automóvel de corrida com seu
cofre enfeitadode grossostubos,semelhantesaserpentesde hálitoexplosivo... um automóvel rugindo é mais
belo do que a Vitória da Samotrácia1
.
(FilippoTommasoMarinetti.“ManifestodoFuturismo”.
Le Figaro,20.02.1909. Adaptado.)
1
VitóriadaSamotrácia:famosa escultura grega, considerada uma obra-prima do período helenístico e datada,
aproximadamente, do ano de 190 a.C. Integra o acervo do Museu do Louvre.
Texto 2
Cota Zero
Stop.
A vida parou
ou foi o automóvel?
(CarlosDrummondde Andrade. Alguma poesia,1930.)
Texto 3
(André Dahmer. Quadrinhosdosanos10,2016.)
Texto 4
Jaime Lerner,arquiteto e ex-prefeitode Curitiba que priorizou o transporte coletivo na capital paranaense,
chamou o carro de “cigarro do futuro”: “Você poderá continuar a usar, mas as pessoas se irritarão por isso.”
Depois de décadas em que o modelo curitibano, que privilegia corredores de ônibus, vem sendo copiado no
exterior,é aindalentamente que ganhaadeptosnoBrasil, comaadoção de corredores e ciclovias e a discussão
de limitar, no Plano Diretor de São Paulo, a oferta de vagas de garagem.
O escritore empresárioaustralianoRoss Dawson tem opinião parecida à de Lerner: “Um dia as pessoas vão
olhar para trás e se perguntar como era aceitável poluir tanto, da mesma forma como hoje pensamos sobre o
tempo em que cigarro era aceito em restaurantes, aviões e lugares fechados.”
NosEUA, o carro perde espaçonãoapenascomo meio de locomoção,mastambémcomoobjetode desejoe
expressão de um certo modo de vida. Demografia e economia, além da questão ambiental, fazem com que
menos jovens tirem carteira de motorista e cidades invistam em sustentabilidade para atrair moradores. 20%
dos jovens americanos entre 20 e 24 anos de idade não têm hoje habilitação — e o mesmo vale para 40% dos
americanos de 18 anos. Em ambos os casos, o número de jovens que não dirigem dobrou entre 1983 e 2013,
segundo estudo da Universidade de Michigan.
(Raul Juste Lores.“O declíniode umapaixão”.
Folha de S.Paulo,29.06.2014. Adaptado.)
Com base nos textos apresentados e em seus próprios conhecimentos, escreva um texto dissertativo-
argumentativo, empregando a norma-padrão da língua portuguesa, sobre o tema:
O carro será o novo cigarro?
PROPOSTA 04 - (Unesp SP)
Texto 1
Um levantamento do Instituto Datafolha divulgado em maio de 2014 apontou que 61% dos eleitores são
contrários ao voto obrigatório. O voto obrigatório é previsto na Constituição Federal – a participação é
facultativa apenas para analfabetos, idosos com mais de 70 anos de idade e jovens com 16 e 17 anos.
Para analistas, permitir que o eleitor decida se quer ou não votar é um risco para o sistema eleitoral
brasileiro.A obrigatoriedade,argumentam, ainda é necessária devido ao cenário crítico de compra e venda de
votos e à formação política deficiente de boa parte da população.
“Nossa democracia é extremamente jovem e foi pouco testada. O voto facultativo seria o ideal, porque o
eleitor poderia expressar sua real vontade, mas ainda não é hora de ele ser implantado”, diz Danilo Barboza,
membro do Movimento Voto Consciente.
O sociólogoEuricoCursino,daUniversidadede Brasília(UnB),avaliaque o deverde participar das eleições é
uma prática pedagógica. Ele argumenta que essa é uma forma de canalizar conflitos graves ligados às
desigualdades sociais no país. “A democracia só se aprende na prática. Tornar o voto facultativo é como
permitir à criança decidir se quer ir ou não à escola”, afirma.
Já para os defensores do voto não obrigatório, participar das eleições é um direito e não um dever. O voto
facultativo, dizem, melhora a qualidade do pleito, que passa a contar majoritariamente com eleitores
conscientes.E incentiva os partidos a promover programas eleitorais educativos sobre a importância do voto.
(KarinaGomes.“O votodeveriaserfacultativonoBrasil?”.
www.cartacapital.com.br,25.08.2014. Adaptado.)
Texto 2
Há muitotempose discute a possibilidade de instauração do voto facultativo no Brasil. Mas são diversos os
fatores que travam a discussão.
Atualmente,é aLei nº 4737/1965 que determinaovoto como obrigatório no Brasil, além dos dispositivos e
penas a quem não comparece ao pleito. Com a imposição, o país segue na tendência contrária ao resto do
mundo.EstudodivulgadopelaCIA, que detalha o tipo de voto em mais de 230 países no mundo, mostra que o
Brasil é um dos (apenas) 21 que ainda mantém a obrigatoriedade de comparecer às urnas.
Para RodolfoTeixeira, cientista político e professor da Universidade de Brasília (UnB), a atual descrença na
classe política pode levar a uma grave deserção do brasileiro do processo eleitoral. O jurista Alberto Rollo,
especialista em Direito Eleitoral e membro da comissão de reforma política da OAB de São Paulo, concorda e
acreditaque o eleitorbrasileiroaindaé “deficitário” do ponto de vista de educação política, sem ser maduro o
suficiente para entender a importância do voto: “Se [o voto facultativo] fosse implementado hoje, mais da
metade dos eleitores não votaria. Isso é desastroso”, afirma.
O cientistapolíticoe professordaFGV-RioCarlosPereirapensadiferente.Oespecialistaacreditaque as sete
eleições presidenciais depois do fim da ditadura militar mostram que o momento democrático do Brasil está
consolidado. O voto facultativo seria mais um passo a uma democracia plena.
“O argumento de que o eleitor pobre e menos escolarizado deixaria de votar parte de um pressuposto da
vitimização. É uma visão muito protecionista”, diz Pereira. “O eleitor mais pobre tem acesso à informação e é
politizado:elesabe quantoestácustandoumlitrode leite,uma passagem de ônibus, se o bairro está violento,
se tem desempregonafamília.Étotalmente plausível que elefaçaumdiagnósticoe decida em quem votar e se
quer votar.”
(Raphael Martins.“Oque faltapara o Brasil adotar o votofacultativo?”.
http://exame.abril.com.br,01.08.2017. Adaptado.)
Com base nostextosapresentadose emseusprópriosconhecimentos,escrevaumadissertação,empregando a
norma-padrão da língua portuguesa, sobre o tema:
O voto deveria ser facultativo no Brasil?

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Nós Propomos! Sertã 2024 - Geografia C - 12º ano
 

DISTRIBUIÇÃO DA PONTUAÇÃO DE REDAÇÃO.doc

  • 1. MATERIAL - FUVEST/UNESP/PUC/UNIFESP PROFESSOR: ADRIANO ALVES DE SOUZA (X-TUDO) Temas anteriores e diferenças do ENEM. Embora seja o mesmo gênero textual exigido pelo Enem, a redação da Fuvest é completamente distinta. Veja os temas dos últimos anos:  2022 - As diferentes faces do riso  2021 - O mundo contemporâneo está fora de ordem?  2020 - O papel da ciência no mundo contemporâneo.  2019 - De que maneira o passado contribui para a compreensão do presente?  2018 - Devem existir limites para a arte?  2017 - O homem saiu da sua menoridade? CRITÉRIOS DE CORREÇÃO – GRADE GRADE EM TÓPICOS, EXIGÊNCIAS ESPECÍFICAS (FONTE: FUVEST) Funcionamento da Grade de Correção: Para que a nota do texto em um critério seja estabelecida, é importante que a redação se adeque à maioria dos itens discriminados naquela nota. Não é necessário, portanto, que o texto cumpra os itens da nota em sua totalidade. Em alguns casos, o texto poderia, segundo os critérios, receber 0,5 a mais ou 0,5 a menos de acordo com a subjetividade do corretor, o que também ocorre na correção oficial dos vestibulares. Discriminação dos Critérios e dos Valores. A. Desenvolvimento do tema e organização do texto dissertativo-argumentativo. Verifica-se, neste item, se o texto se configura como uma dissertação argumentativa e se atende ao tema proposto ou sugerido. Pressupõe-se, então, que o candidato demonstre a habilidade de compreender a proposta de redação e, quando esta contiver uma coletânea, que ele se revele capaz de ler e de relacionar adequadamente os textos que a integram. A paráfrase de elementos que compõem a proposta de redação não é um recurso recomendável para o desenvolvimento adequado do tema. Não se recomenda, também, que o texto produzido se configure como uma dissertação meramente expositiva, isto é, que se limite a expor dados ou informações relativas ao tema, sem que se explicite um ponto de vista devidamente sustentado por uma argumentação consistente. No que diz respeito ao desenvolvimento do tema, verifica-se, além da pertinência das informações e da efetiva progressão temática, também a capacidade crítico-argumentativa que a redação venha a revelar, podendo até promover no texto, como um todo, uma analogia por metáfora ou ilustração. 0,0:  Fuga total do tema proposto (texto sem nenhuma intersecção com os textos da coletânea);  Fuga do tipo textual (texto em que não se reconheça nenhuma marca de dissertação);
  • 2. Em ambos os casos, a redação será anulada. 0,5*:  Desvio, restrição a particularidades ou ampliação demasiada do tema proposto (mau uso da coletânea);  Pouca consideração da interlocução pertinente ao tipo textual (diálogo com o leitor/excesso de subjet ividade);  Precariedade no domínio da modalidade argumentativa (texto sem tese e com todos os parágrafos de desenvolvimento descritivos/expositivos). 1,0*:  Cópia da coletânea ou articulação rudimentar entre conhecimento de mundo e o repertório cultural fornecido por ela;  Texto majoritariamente descritivo/expositivo, mas que esboça um ponto de vista objetivo;  Texto com argumentação; ela é, contudo, pouco desenvolvida e restrita ao senso comum; *ATENÇÃO! A atribuição de 0,5 ou 1,0 ponto no item A caracteriza fuga parcial do tema ou do tipo textual, assim não será possível atribuir valor maior que 1,5 ponto no item B – Estrutura. 1,5:  Desenvolvimento parcial do tema, aproveitamento parcial dos textos e figuras propostas pela coletânea  Paráfrase da coletânea;  Há um posicionamento dentro da estrutura dissertativa e é perceptível o tipo textual;  Texto com argumentação, contudo, parcialmente desenvolvida e com trechos sustentados apenas pelo senso comum. 2,0:  Desenvolve bem o tema proposto, analisando os elementos da problemática enfocada na proposta e na coletânea;  Há compreensão, desenvolvimento, comprovação e articulação do tema proposto;  Texto com tese, mas que ainda é mal construída ou é pouco amadurecida, e detectável tentativa de desenvolver argumentação, mas sem fazê-la de maneira satisfatória (como quando não consegue trabalhar um exemplo – histórico ou atual - de forma consistente). 2,5:  Consideração e bom uso da coletânea;  Demonstra boa competência no desenvolvimento do tema;  Texto com tese clara e bem construída;  Texto que apresente um desenvolvimento limitado (ao menos de um argumento). 3,0:  Desenvolve muito bem o tema e demonstra competência no diálogo com a coletânea;  Texto com tese clara, bem construída, madura e original, no qual se vejam desenvolvidos argumentos consistentes (com exemplificações coerentes ao que foi exposto). 3,5:  Desenvolve muito bem o tema, a partir de um ponto de vista crítico, que transcende os elementos da coletânea e consegue analisar as relações tensivas entre todos os elementos enfocados na proposta;  Texto com tese clara, madura e original, no qual se vejam desenvolvidos argumentos consistentes (com exemplificações coerentes ao que foi exposto e possíveis contrapontos);  Detectável tentativa de uso de referências intelectuais externas de caráter intertextual para a construção de analogias, comparações ou paralelos que sustentem os argumentos. 4,0:  Desenvolve muito bem o tema, a partir de um ponto de vista crítico, que transcende os elementos da coletânea e consegue analisar as relações tensivas entre todos os elementos enfocados na proposta;  Competência e originalidade em argumentar e interpretar a partir de uma seleção de fatos e opiniões fundamentados no seu conhecimento de mundo. Leitura crítica e ampliadora dos elementos fornecidos pela coletânea e das figuras propostas;
  • 3.  Texto com tese substancial, original e amadurecida; argumentos consistentes, comprováveis e autorais;  Uso perfeito de referências intelectuais externas de caráter intertextual para a construção de analogias, comparações ou paralelos que sustentem os argumentos. B. Coerência dos argumentos e articulação das partes do texto. Avaliam-se, conjuntamente, a coerência dos argumentos e das opiniões e a coesão textual, ou seja, a correta articulação das palavras, frases e parágrafos. A coerência reflete a capacidade do candidato de relacionar os argumentos e organizá-los de forma a deles extrair conclusões apropriadas e, também, sua habilidade para o planejamento e a construção significativa do texto. Serão considerados de forma negativa a presença de contradições entre frases ou parágrafos, a falta de encadeamento das ideias, a circularidade ou quebra da progressão argumentativa, o uso de argumentação baseada apenas no senso comum e a falta de conclusão ou conclusões que não decorram do que foi previamente exposto. Serão tidos também como fatos negativos referentes à coesão, entre outros, o estabelecimento de relações semânticas impróprias entre partes do texto, assim como o uso inadequado de conectivos. 0,0:  Texto completamente incoerente;  Texto sem coesão detectável;  Texto com trechos não pertinentes à proposta, ofensivos e com caráter indevidamente provocativo. Em todos os casos, a redação será anulada 0,5:  Texto caótico com contradições entre suas partes;  Não há conexão (sintática ou semântica) entre os parágrafos;  Problemas excessivos no uso de conectivos e na articulação das ideias e dos argumentos. 1,0:  A macroestrutura do texto é articulada precariamente, ou seja, começo, meio e fim não estão claros;  Má expressão formal das conexões de sentido nos parágrafos e entre eles, ou seja, as partes do texto apresentam muitos problemas na utilização dos recursos coesivos;  Não há relação adequada entre os argumentos e deles não se extraem conclusões apropriadas;  Ausência de uma das partes do texto com prejuízo para o entendimento total (introdução, desenvolvimento ou conclusão);  Há contradições entre as ideias secundárias no texto;  Não há unidade textual. 1,5**:  Texto com estrutura ainda falha e que apresente problemas de articulação, concatenação e paragrafação, mas no qual seja detectável a tentativa de explicação ou argumentação;  Texto que apresente microestrutura precária (falha na elaboração de mais de um parágrafo);  Presença de alguma incoerência externa;  Falta de planejamento das expressões formais da estrutura dissertativa;  Texto em que que surjam indícios de unidade textual. ** Caso haja desvio parcial do tema ou do tipo textual, o texto não poderá ter nota maior que 1,5 ponto na Estrutura – item B – como foi apontado no item A. 2,0:  Texto que apresente pontuais problemas de articulação, concatenação e/ou paragrafação, ou seja, ainda não faz bom uso de elementos coesivos;  Microestrutura falha em pelo menos um dos parágrafos;  Estrutura textual que respeita a ordem das partes de um texto dissertativo (introdução - tese; argumentação; e conclusão) mas que ainda não planeja com detalhes a ordem das ideias;  Unidade textual detectável. 2,5:  Boa articulação de argumentos e boa paragrafação (sabendo-se utilizar de elementos coesivos - catafóricos e anafóricos);
  • 4.  Alguns problemas pontuais na utilização dos recursos coesivos;  Estrutura detectável e logicamente formulada, respeitando a ordem das partes de um texto dissertativo (introdução - tese; argumentação; e conclusão);  Apresenta unidade textual;  Texto que cria relações ou pontos de semelhança entre elementos diferentes para compor uma analogia que permeie parte do texto;  Texto com completa unidade semântica e formal. 3,0:  Texto muito acima da média, com estrutura transparente, precisa e segura, que faça da conjunção das partes - tese, desenvolvimento e conclusão - um todo bem-acabado;  Texto com unidade semântica e formal amadurecida e com autonomia;  Texto com excelente domínio dos recursos de coesão e coerência, muito bem articulado e que cria relações ou pontos de semelhança entre elementos diferentes para compor uma analogia que permeie todo o texto. C. Correção gramatical e adequação vocabular. Avaliam-se, neste aspecto, o domínio do padrão culto escrito da língua portuguesa e a clareza na expressão das ideias. Serão examinados aspectos gramaticais como ortografia, morfologia, sintaxe e pontuação, e o emprego adequado e expressivo do vocabulário. Espera-se que o candidato revele competência para expor com precisão e concisão os argumentos selecionados para a defesa do ponto de vista adotado, evitando o uso de clichês ou frases feitas. Avalia-se, também, a seleção adequada do vocabulário, tendo em vista as peculiaridades do tipo de texto exigido. 0,5:  Texto com excesso de vocábulos incompreensíveis e/ou com muitas construções sintáticas não adequadas à Língua Portuguesa. 1,0:  Texto com muitos problemas gramaticais considerados graves, como excessivas construções sintáticas deficientes (períodos ou orações incompletas), mau uso de pronomes, muitas falhas na concordância ou excesso de falhas na pontuação que prejudiquem a compreensão de trechos e ideias;  Excesso de termos falhos (palavras vagas, gírias, coloquialismos, oralidades);  Texto com linguagem regular, com imprecisões lexicais e detectável restrição vocabular  Uso em demasia de clichês e frases feitas;  Repetição – 3 usos ou mais – de vocábulos referentes ao mesmo conceito (ex: “trabalho, trabalhar, trabalhando, trabalhador”; ”ser humano, homem, indivíduo, sujeito”) ou idênticos sempre que prejudicarem a fluidez da leitura. Estará a critério do autor do texto e do corretor o bom senso quanto à repetição d e conjunções e preposições. 1,5:  Texto com linguagem regular, com algumas imprecisões lexicais e moderada restrição vocabular;  Presença de desvios gramaticais nos procedimentos sintáticos;  Texto que respeita as estruturas sintáticas, porém, ainda falha na clareza;  Pontuais clichês;  Repetição branda de palavras, mas que ainda prejudica a fluidez da leitura. 2,0:  Texto com bom uso da norma culta, com poucos desvios ortográficos, mas com imprecisões lexicais e que ainda pode melhorar o “como dizer” por meio de um refino dos processos sintáticos; 2,5:  Texto com bom domínio vocabular, com raros desvios ortográficos, com pontuais imprecisões lexicais, com bom uso da pontuação, mas que demonstra insegurança nas escolhas linguísticas; 3,0:
  • 5.  Domínio pleno, autoral e/ou inventivo dos recursos linguísticos dentro da norma culta da língua portuguesa, apresentando nenhuma ou quase nenhuma transgressão gramatical. PASSOS INTERESSANTES PARA UMA BOA REDAÇÃO  Leitura do tema e da coletânea: conforme lê, grife as informações mais importantes.  Definição do conceito-chave: tomando como exemplo o tema de 2021, o conceito principal é "ordem". Busque definir esse conceito. O que é ordem? O que significa estar em ordem? Somente a partir dessa definição é que você conseguirá desenvolver suas ideias. Lembre-se de que apenas a definição não caracteriza uma tese, mas a partir dela implementa-se um conceito que será a premissa para sua abordagem e opinião perante o entendimento do tema.  Resposta justificada para a pergunta: uma vez que a maioria dos temas trazem perguntas, é necessário responder, com seus argumentos, o questionamento que foi feito. E mais importante do que a resposta, o que mais vale são as justificativas que você vai utilizar. Este é o aspecto mais importante da sua redação! Entenda também que para uma justificativa plena na FUVEST a intertextualidade e a interdisciplinaridade devem vir associadas aos argumentos para uma base sólida.  Posicionamento claro: quando o tema não é uma pergunta, como aconteceu em 2022 e 2020, é importante você construir um posicionamento claro sobre o assunto e justificá-lo. Um erro muito comum em temas assim é construir um texto expositivo, em que você apenas apresenta elementos do tema, mas sem uma tese clara. Lembre-se de que sua opinião em 3ª pessoa deve mostrar exatamente o que quer defender. OBS: Embora o vestibular FUVEST retire dos textos motivadores todas as diretrizes para orientação de sua temática – NÃO COPIE NEM PARAFRASEIE NENHUM TEXTO MOTIVADOR - , use-os como alusão e construa sua própria ideia sobre o tema. MODELOS DE REDAÇÃO E CONSIDERAÇÕES – FONTE (GUIA DO ESTUDANTE) TEMA – AS DIFERENTES FACES DO RISO Modelo e observações. Para além da tragédia: o direito ao riso Na Antiguidade, a comédia grega foi desenvolvida em oposição à tragédia: enquanto esta retratava histórias dramáticas vividas por personagens grandiosos, como semideuses, aquela se destinava à crítica burlesca a questões cotidianas, que variavam de costumes a figuras sociais relevantes na época; desse modo, com o riso, a comédia buscava instigar suas plateias e suscitar-lhes dúvidas. A partir disso, percebe-se que o riso, ainda que presente em todas as sociedades e visto, simplificadamente, como a reação ao cômico, apresenta diferentes faces, alternando entre entretenimento puro e intenções críticas. Observe que a 1ª parte apresentou uma alusão histórica (interdisciplinaridade), a segunda parte uma constatação do fato e uma conexão desse com o tema. 3ª parte- criação da tese. ( riso reação ao cômico com faces diferentes alternando-se entre entretenimento puro e intenções críticas. (2 faces principais que serão defendidas no desenvolvimento) Sobre o aspecto recreativo do riso, vale ressaltar a sua grandeza: o entretenimento humorístico ocupa uma posição de suma importância à condição humana, pois lhe configura leveza. Relacionado a isso, Antônio Cândido, um dos maiores estudiosos de literatura da história brasileira, afirmou que o direito à literatura deveria ser visto como um direito humano e, portanto, inalienável a todos. Sua justificativa para tal era simples: a literatura tem importante papel de humanizar as pessoas, evitando que elas se tornem “máquinas”. Em paralelo, é possível articular esse pensamento às artes e, por extensão, ao humor: o riso pelo riso auxilia as pessoas a resistirem a dificuldades que enfrentam no cotidiano ao oferecer-lhes uma distração necessária ao bem-estar mental e emocional. Nessa face, então, o riso auxilia o ser a suportar o peso das infelicidades e persistir em sua vida. (Desenvolvimento 1) Retomou a introdução com “sobre o papel recreativo do riso” , uso de intertextualidade (Antônio Cândido) – argumentação – paralelo de observações do papel da literatura e das artes com o riso – humor. Função – suportar o peso das infelicidades. (entretenimento). Para além disso, porém, é fato que outra face é igualmente relevante, em se tratando de humor: a reflexão incitada por ele. A título de ilustração, o escritor português Gil Vicente escreveu a peça “Auto da Barca do Inferno”, em que diversos personagens mortos se veem diante das barcas do Céu e do Inferno. Cada personagem simboliza uma alegoria de figuras sociais comuns à época e, por meio de situações exageradas e caricaturais – a exemplo de um Corregedor que se comunicava em um latim falho e argumentava para entrar na barca celeste -, são feitas críticas a costumes e estruturas sociais da época. De igual modo, hoje, canais como “Porta dos Fundos”, por exemplo, usam de vídeos de humor para trazer críticas sociais e políticas que, diluídas no riso, tornam-se mais palatáveis. Assim, nessa face, o riso é capaz de suscitar a reflexão sobre o que se ri e torna-se uma ferramenta de mudança ideológica.
  • 6. (Desenvolvimento 2) ( conexão – para além disso) (intertextualidade – Auto da barca do inferno-) o candidato cita a obra , conta um pequeno trecho e cria uma relação com canais da internet – Porta dos fundos- para mostrar o lado da crítica social, uma face do riso que leva o leitor à reflexão e consequentemente uma possível mudança ideológica. Conclui-se, portanto, que o riso apresenta diversas faces, voltando-se ora para a diversão e distração, ora para a crítica. Porém, ainda que o riso intencionado à reflexão possa parecer mais relevante, o do entret enimento possui, igualmente, importante valor, ao passo que impede que a vida se torne uma contínua tragédia. (Retomada da tese – ora diversão e distração(entretenimento) e para a crítica. Mostrando o importante valor de ambos, sem precisar de uma proposta de intervenção. Fonte: https://guiadoestudante.abril.com.br/universidades/fuvest-2022-confira-redacao-modelo-sobre-as-diferentes- faces-do-riso/ Como fazer a conclusão da redação da Vunesp e da Fuvest? Antes de partirmos para os exemplos, é importante que você saiba que na conclusão da redação de vestibulares que não cobram propostas de intervenção, o recomendado é não trazer uma ideia nova. Nesse caso, o fechamento do texto deve ser simplesmente uma retomada de algum aspecto já mencionado nos parágrafos anteriores. Para facilitar a sua compreensão, vamos ver alguns exemplos: 1. Retomar a tese da introdução na conclusão  Tema - 2021 - O mundo contemporâneo está fora de ordem? Observe a introdução. Caetano Veloso já anunciava que “alguma coisa está fora da ordem” no início da última década do século XX. A canção discutia o Brasil diante da então chamada “nova ordem mundial”. O termo caracteriza o mundo após o fim da Guerra Fria – a desordem anterior –, que nasceu da tensão entre Estados Unidos e União Soviética, vencedores da Segunda Guerra Mundial – Trinta anos após a queda do muro de Berlim, é possível afirmar que a “velha ordem mundial” já é uma nova desordem. Agora vejamos a conclusão. Portanto, a recente pandemia forçou o mundo contemporâneo a se perguntar. Já não basta perguntar, como o profético Caetano há trinta anos, se “alguma coisa está fora da ordem”. Muita coisa está. A partir dessa constatação, é hora de começar a “ressetar” a “Máquina do mundo”, que Drummond herdou de Camões e nos legou. https://guiadoestudante.abril.com.br/redacao/fuvest-2021-confira-modelos-de-redacao-sobre-o-mundo-estar-fora-da- ordem/ . 2. Retomar a contextualização da introdução na conclusão O tema dessa redação era invisibilidade social. Veja o começo do texto: “Próximo ao feriado de Corpus Christi, um boliviano que trabalhava ilegalmente na Espanha teve seu braço cortado por uma máquina. Deixaram-no a 200 metros de um hospital, apenas com a recomendação de não mencionar nomes. Foi José Saramago quem chamou atenção para o paradoxo: durante o Corpus Christi milhões de cristão preocuparam-se com o sofrimento de Cristo e, no entanto, houve descaso com o sofrimento desse boliviano. Afinal, ele é invisível como os outros subprodutos da sociedade: os sem dinheiro, sem respaldo jurídico, sem voz.” Veja como o candidato faz uma introdução usando um fato atual. Agora, vamos ver a conclusão: “Mas há 2.000 anos disseram-nos que éramos iguais. Porém, vivemos em um mundo repleto de desigualdade e nossa reação é tornar invisível o que não nos assemelha. Ignoramos os mendigos e garis porque não o somos. Ignoramos o sofrimento pois não é nossa mão que está sendo pregada e nem o nosso braço que está sendo cortado. Milhões de homens têm seu corpo e alma humilhados, maltratados e ofendidos, como aconteceu com Cristo. Mas Cristo está em um altar, e o boliviano, esquecido.” O candidato retomou o relato da introdução e traz uma conclusão, explicando por que isso ocorria. No caso, a invisibilidade existe para que a injustiça continue existindo.
  • 7. 3. Retomar os argumentos do texto na conclusão O último exemplo trata de uma redação que retoma alguns argumentos utilizados ao longo do texto. Leia a redação: Poema tirado de uma notícia de jornal. "João Gostoso era carregador de feira livre ele morava no morro da Babilônia num barracão sem número / Uma noite ele chegou ao bar Vinte de Novembro / bebeu / Cantou / Dançou / Depois se atirou na Lagoa Rodrigo de Freitas e morreu afogado". Manuel Bandeira, sutilmente, através dessa poesia, desmascara a hipocrisia de uma sociedade burguesa, ainda romântica, interessada em tragédias, mortes e nos fatos ligados à sua classe social. Os jornais, assim como todos os outros meios de comunicação social, evidenciam um legado romântico. Como a literatura de outrora, o que nos chega através desses meios é feito pela burguesia e para a burguesia. Desse modo, a existência de uma indústria cultural, que determina nossas opções de entretenimento e de informação, está atrelada à venda, ao consumo, e não à ética. nesse contexto, faz muito sentido filmar a morte para que os telespectadores valorizem a vida e vivam intensamente: consumindo. Entretanto, o inferno nem sempre são somente os outros, e o homem - ser dotado de um mesencéfalo altamente desenvolvido - possui a estranha característica, destacada por Virgílio, de observar a desgraça alheia, não por prazer, mas "porque é bom observar os males que não se sofrem". Assim, mortes, doenças terminais, brigadas de casais estão em documentários, como o da atriz Farrah Fawcett, em programas diários na televisão e em notícias desde o inícios do século, fazendo de joões "ninguéns", "alguéns" pelas tragédias em lagoas Rodrigo de Freitas. Além desse desejo humano de ver desgraças que não se sofrem, há o instinto reprodutor ligado à sexualidade, intrínseco ao animal, que confere audiência aos programas contendo cenas erotizadas. Assim, pelos meios de comunicação, o erotismo, a curiosidade pelo sofrimento alheio e outros quereres são, morbidamente, simples adaptações ao meio, que num processo de seleção natural, podem significar a sobrevivência, ou não, dos meios de comunicação. Na disputa pela audiência, não há ética, pelo simples fato de que nem nosso instinto ou nosso desejo observado por Virgílio, nem a indústria cultural e seus artefatos de persuasão seguem valores morais de respeito ou privacidade. Há apenas a luta pela sobrevivência de programas, jornais e revistas e uma hipocrisia de que nós receptores somos corrompidos, quando na verdade atuamos como seletores naturais. Note, em negrito, como o candidato retoma diversos conceitos tratados ao longo da redação na conclusão, como indústria cultural, Virgílio e nossos instintos. Nesse caso, retomou-se do último ao primeiro argumento Vale destacar que ainda é possível fazer uma conclusão que misture mais de um dos métodos que vimos acima. Por exemplo: retomar a contextualização e os argumentos. E um cuidado extra que você deve ter ao fazer uma conclusão é evitar repetir as palavras e expressões que utilizou ao longo da redação. Você deve retomar apenas as ideias. https://www.palavrizar.com.br/posts/redacao-vunesp-e-fuvest-tipos-de-conclusao PROPOSTAS PROPOSTA 01 - (UnifespSP) Texto 1
  • 8. Recentemente, uma conhecida marca de materiais esportivos decidiu suspender as vendas de seu hijab esportivo (um lenço que cobre o cabelo, mas deixa o rosto livre). Ele seria vendido em 49 países. A empresafoi acusadade promovera violênciacontraas mulheresmuçulmanaspelofatode o hijab servisto por várias pessoas como um elemento opressivo. A ministra da saúde da França, Agnès Buzyn, afirmou que, embora o produto não seja proibido na França, “não é uma visão da mulher da qual eu compartilho”: “Eu preferiria que uma marca francesa não promovesse o lenço. Tudo o que pode levar à diferenciação entre mulheres e homens me incomoda.” Aurore Bergé, porta-voz do partido francês A República em Marcha, também criticou a venda do produto, sugerindo um boicote à rede: “O esporte emancipa: ele não submete. Minha escolhacomouma mulhere cidadãserádeixarde depositarminhaconfiançaemuma marca que afronta nossos valores.” Outras pessoas, contudo, defenderam a marca pela ação inclusiva e lamentaram a decisão da empresa de suspenderas vendas.Inicialmente,aempresahaviadefendidoavendado hijab,alegandoque era“umaforma de tornar o esporte acessível a todas as mulheres do mundo.” (www.bbc.com, 27.02.2019. Adaptado.) Texto 2 “Essamarca de materiaisesportivosse submete ao islamismo, que tolera mulheres apenas quando têm a cabeça coberta com um hijab para afirmar sua submissão aos homens. Ela, portanto, nega os valores da nossa civilização no altar do mercado do marketing identitário.”, declarou no Twitter a polêmica Lydia Guirous, porta-voz do partido francês Os Republicanos. A marca respondeu a Guirous, também nas redes sociais: “Fique tranquila, não negamos nenhum dos nossos valores. Sempre fizemos tudo para tornar o esporte mais acessível em qualquer lugar do mundo. Esse hijab era uma necessidade de algumas praticantes de corrida, então respondemos a essa necessidade esportiva.” (https://operamundi.uol.com.br,27.02.2019. Adaptado.) Com base nos textos apresentados e em seus próprios conhecimentos, escreva um texto dissertativo- argumentativo, empregando a norma-padrão da língua portuguesa, sobre o tema: Vestimentas religiosas no esporte: legitimação da opressão ou liberdade de manifestação religiosa? PROPOSTA 02 - (Unifesp SP) Texto 1
  • 9. A morte continua sendo um tabu. Por isso não falamos dela. Mas quando perguntamos às pessoas se têm medoda morte,elascostumamresponderque,na verdade, têm medo do sofrimento. Da dor física, claro, mas também da dor psicológica de ter que continuar vivendo em condições insuportáveis. “Sinto-me preso numa jaula”, dizia Fabiano Antoniani, um tetraplégico italiano que vivia prostrado desde que sofreu um grave acidente, em 2014, que o deixou sem visão nem mobilidade. Sabia que ainda podia viver bastante tempo, porque o organismo de um homem forte de 40 anos pode aguentar muito, mas não queria seguir assim. No final de fevereiro, Antoniani foi à Suíça – o único país, entre os seis nos quais a eutanásia (a ajuda ao suicídio) estálegalizada,que admite estrangeiros.Ele mesmo,comummovimentodoslábios,acionouomecanismo que introduziu o coquetel da morte em sua boca. A perspectivade umalongae penosadeterioraçãofazcomque muitos cidadãos queiram decidir, por si sós, quando e como morrer. Nas palavras de Ramón Sampedro (tetraplégico espanhol que recorreu em vão aos tribunais para que o ajudassem a morrer), existe o direito à vida, mas não a obrigação de viver a qualquer preço.Este é o princípio no qual se baseiam os que propõem a despenalização da eutanásia. Ter acesso a uma morte medicamente assistida significaria uma extensão dos direitos civis. Rompero tabu da morte exige poderfalarcomnaturalidade dela.A regulamentaçãodaeutanásiaprecisa de uma deliberaçãoinformada,distante dosapriorismose dossectarismosideológicos. Sempre haverá opositores porque consideramque aspessoasnãopodemdisporde sua vidapoiselasó a Deuspertence. Os partidários da regulamentação lembram que o fato de que seja regulada não obriga ninguém a optar pela eutanásia. (MilagrosPérezOliva.“Quemdecide como devemosmorrer?”.http://brasil.elpais. com, 01.04.2017. Adaptado.) Texto 2 Professor de antropologia da Unesp (Universidade Estadual Paulista), Claudio Bertolli enxerga a eutanásia como uma questão de liberdade individual. Portanto, cabe ao indivíduo decidir o que fazer. Essa opinião é compartilhadaporReinaldoAyer(coordenadordoCentrode BioéticadoConselhoRegionalde Medicina de São Paulo):“A pessoadeve tertodososrecursos para reverter ou minimizar uma situação de doença. Mas, mesmo com tudoisso,elapode decidir por não continuar. Neste momento, tem que ser dada a ela a possibilidade de escolha.” A juíza Mônica Silveira (autora do livro Eutanásia: humanizando a visão jurídica) fala que a liberdade ilimitadanãoé uma forma de proteger o cidadão: “Começa como permissão e pode se tornar obrigação. Pode haverpressãosocial para que idosose doentes recorram à prática. Quando você autoriza determinado tipo de prática, não tem como dominar os efeitos de propagação.” Há seisanostrabalhandoemUTIs na Secretariade Saúde doDistritoFederal, o psicólogo Adriano Facioli é a favorda prática: “Semeutanásiaaspessoassofrem.Muitosque poderiam ocupar aquele leito morrem porque temalguémcondenadosubmetidoaumadistanásia[morte lenta, com grande sofrimento]. O que o Estado faz é investirnosofrimentodas pessoas,umavezque não existe acesso aos cuidados paliativos nem a legalização da eutanásia.” (“Vida ou morte: os argumentos pró e contra sobre o direito de morrer por aqueles que convivem com a iminência do fim”. https://tab.uol.com.br. Adaptado.) Com base nostextosapresentadose emseusprópriosconhecimentos, escrevaumadissertação,empregando a norma-padrão da língua portuguesa, sobre o tema:
  • 10. Eutanásia: entre a liberdade de escolha e a preservação da vida PROPOSTA 03 - (Unesp SP) Texto 1 O mundo enriqueceu-se com uma nova beleza: a beleza da velocidade. Um automóvel de corrida com seu cofre enfeitadode grossostubos,semelhantesaserpentesde hálitoexplosivo... um automóvel rugindo é mais belo do que a Vitória da Samotrácia1 . (FilippoTommasoMarinetti.“ManifestodoFuturismo”. Le Figaro,20.02.1909. Adaptado.) 1 VitóriadaSamotrácia:famosa escultura grega, considerada uma obra-prima do período helenístico e datada, aproximadamente, do ano de 190 a.C. Integra o acervo do Museu do Louvre. Texto 2 Cota Zero Stop. A vida parou ou foi o automóvel? (CarlosDrummondde Andrade. Alguma poesia,1930.) Texto 3
  • 11. (André Dahmer. Quadrinhosdosanos10,2016.) Texto 4 Jaime Lerner,arquiteto e ex-prefeitode Curitiba que priorizou o transporte coletivo na capital paranaense, chamou o carro de “cigarro do futuro”: “Você poderá continuar a usar, mas as pessoas se irritarão por isso.” Depois de décadas em que o modelo curitibano, que privilegia corredores de ônibus, vem sendo copiado no exterior,é aindalentamente que ganhaadeptosnoBrasil, comaadoção de corredores e ciclovias e a discussão de limitar, no Plano Diretor de São Paulo, a oferta de vagas de garagem. O escritore empresárioaustralianoRoss Dawson tem opinião parecida à de Lerner: “Um dia as pessoas vão olhar para trás e se perguntar como era aceitável poluir tanto, da mesma forma como hoje pensamos sobre o tempo em que cigarro era aceito em restaurantes, aviões e lugares fechados.” NosEUA, o carro perde espaçonãoapenascomo meio de locomoção,mastambémcomoobjetode desejoe expressão de um certo modo de vida. Demografia e economia, além da questão ambiental, fazem com que menos jovens tirem carteira de motorista e cidades invistam em sustentabilidade para atrair moradores. 20% dos jovens americanos entre 20 e 24 anos de idade não têm hoje habilitação — e o mesmo vale para 40% dos americanos de 18 anos. Em ambos os casos, o número de jovens que não dirigem dobrou entre 1983 e 2013, segundo estudo da Universidade de Michigan. (Raul Juste Lores.“O declíniode umapaixão”. Folha de S.Paulo,29.06.2014. Adaptado.) Com base nos textos apresentados e em seus próprios conhecimentos, escreva um texto dissertativo- argumentativo, empregando a norma-padrão da língua portuguesa, sobre o tema: O carro será o novo cigarro?
  • 12. PROPOSTA 04 - (Unesp SP) Texto 1 Um levantamento do Instituto Datafolha divulgado em maio de 2014 apontou que 61% dos eleitores são contrários ao voto obrigatório. O voto obrigatório é previsto na Constituição Federal – a participação é facultativa apenas para analfabetos, idosos com mais de 70 anos de idade e jovens com 16 e 17 anos. Para analistas, permitir que o eleitor decida se quer ou não votar é um risco para o sistema eleitoral brasileiro.A obrigatoriedade,argumentam, ainda é necessária devido ao cenário crítico de compra e venda de votos e à formação política deficiente de boa parte da população. “Nossa democracia é extremamente jovem e foi pouco testada. O voto facultativo seria o ideal, porque o eleitor poderia expressar sua real vontade, mas ainda não é hora de ele ser implantado”, diz Danilo Barboza, membro do Movimento Voto Consciente. O sociólogoEuricoCursino,daUniversidadede Brasília(UnB),avaliaque o deverde participar das eleições é uma prática pedagógica. Ele argumenta que essa é uma forma de canalizar conflitos graves ligados às desigualdades sociais no país. “A democracia só se aprende na prática. Tornar o voto facultativo é como permitir à criança decidir se quer ir ou não à escola”, afirma. Já para os defensores do voto não obrigatório, participar das eleições é um direito e não um dever. O voto facultativo, dizem, melhora a qualidade do pleito, que passa a contar majoritariamente com eleitores conscientes.E incentiva os partidos a promover programas eleitorais educativos sobre a importância do voto. (KarinaGomes.“O votodeveriaserfacultativonoBrasil?”. www.cartacapital.com.br,25.08.2014. Adaptado.) Texto 2 Há muitotempose discute a possibilidade de instauração do voto facultativo no Brasil. Mas são diversos os fatores que travam a discussão. Atualmente,é aLei nº 4737/1965 que determinaovoto como obrigatório no Brasil, além dos dispositivos e penas a quem não comparece ao pleito. Com a imposição, o país segue na tendência contrária ao resto do mundo.EstudodivulgadopelaCIA, que detalha o tipo de voto em mais de 230 países no mundo, mostra que o Brasil é um dos (apenas) 21 que ainda mantém a obrigatoriedade de comparecer às urnas. Para RodolfoTeixeira, cientista político e professor da Universidade de Brasília (UnB), a atual descrença na classe política pode levar a uma grave deserção do brasileiro do processo eleitoral. O jurista Alberto Rollo, especialista em Direito Eleitoral e membro da comissão de reforma política da OAB de São Paulo, concorda e acreditaque o eleitorbrasileiroaindaé “deficitário” do ponto de vista de educação política, sem ser maduro o suficiente para entender a importância do voto: “Se [o voto facultativo] fosse implementado hoje, mais da metade dos eleitores não votaria. Isso é desastroso”, afirma. O cientistapolíticoe professordaFGV-RioCarlosPereirapensadiferente.Oespecialistaacreditaque as sete eleições presidenciais depois do fim da ditadura militar mostram que o momento democrático do Brasil está consolidado. O voto facultativo seria mais um passo a uma democracia plena. “O argumento de que o eleitor pobre e menos escolarizado deixaria de votar parte de um pressuposto da vitimização. É uma visão muito protecionista”, diz Pereira. “O eleitor mais pobre tem acesso à informação e é
  • 13. politizado:elesabe quantoestácustandoumlitrode leite,uma passagem de ônibus, se o bairro está violento, se tem desempregonafamília.Étotalmente plausível que elefaçaumdiagnósticoe decida em quem votar e se quer votar.” (Raphael Martins.“Oque faltapara o Brasil adotar o votofacultativo?”. http://exame.abril.com.br,01.08.2017. Adaptado.) Com base nostextosapresentadose emseusprópriosconhecimentos,escrevaumadissertação,empregando a norma-padrão da língua portuguesa, sobre o tema: O voto deveria ser facultativo no Brasil?