DESMAME DA VENTILAÇÃO MECÂNICA Carlos Alberto Franchin Neto R2 Clínica Médica Escola Paulista de Medicina – Universidade Federal de São Paulo
EPIDEMIOLOGIA 1 em 4-5 pacientes consome ½ tempo total de VM  (Paul Marino 3 Ed.) Processo de desmame ocupa 40% do tempo total de VM  (Esteban A, JAMA 2002)
“ Tubos endotraqueais nunca devem ser removidos com base na suposição de que será mais fácil para o paciente respirar”  (Paul Marino)
Desmame: complexo e criterioso
PERGUNTAS CHAVES PARA QUEM ??? COMO ???
PACIENTES ELEGÍVEIS PACIENTES QUE IRÃO TOLERAR TRE TRE TOLEROU NÃO TOLEROU PARA QUEM ? COMO ? Carlos A.Franchin Neto
PACIENTES ELEGÍVEIS PACIENTES QUE IRÃO TOLERAR TRE TRE TOLEROU NÃO TOLEROU PARA QUEM ? COMO ? Carlos A.Franchin Neto
Pacientes Elegíveis-  PARA QUEM? “  Aspecto mais importante na descontinuação da VM não é como fazê-lo, mas sim quando fazê-lo, isto é, reconhecer quando paciente está pronto para tentar respiração espontânea”   (Paul Marino)
Pacientes Elegíveis-  PARA QUEM? F A S –  Sedação contínua: preditor independente de maior duração da VM  (Kollef MH, CHEST 1998) T H U G E P –  Programar desmame diariamente M
Pacientes Elegíveis-  PARA QUEM? “ Devem-se estabelecer estratégias para identificar sistematicamente os pacientes elegíveis para TRE” (Evidência: A)  III Consenso Brasileiro de Ventilação Mecânica “  Empirismo aplicado ao desmame prolonga tempo de ventilação mecânica” Ely EW e cols- N Engl J Med. 1996 Kollef MH e cols- Crit Care Med. 1997
Pacientes Elegíveis-  PARA QUEM? CRITÉRIOS PARA IDENTIFICAR PACIENTES ELEGÍVEIS PARA O TRE Doença Pulmonar estável/resolvida Troca gasosa adequada com PEEP  ≤ 5-8 cmH2O / FiO2 ≤ 0.4-0.5 Estabilidade Hemodinâmica (sem necessidade significante de suporte vasopressor) Capacidade de iniciar respiração espontânea MacIntyre NR, CHEST 2007
PACIENTES ELEGÍVEIS PACIENTES QUE IRÃO TOLERAR TRE TRE TOLEROU NÃO TOLEROU PARA QUEM ? COMO ? Carlos A.Franchin Neto
PACIENTES ELEGÍVEIS PACIENTES QUE IRÃO TOLERAR TRE TRE TOLEROU NÃO TOLEROU PARA QUEM ? COMO ? Carlos A.Franchin Neto
IRÃO TOLERAR TRE-  PARA QUEM? INDICES PREDITIVOS DE FRACASSO Relação  FR/VC  (índice de respiração rápida superficial) parece ser a mais acurada (Evidência:B)
IRÃO TOLERAR TRE-  PARA QUEM? MENSURADOS NO VENTILADOR Adaptado de MacIntyre NR, CHEST- 2007 > 13 CROP > 0,3 P0,1/ PImáx > -30 cmH20 PI máx < 5ml/Kg Volume Corrente < 10-15 ml/Kg Capacidade Vital Predizem Fracasso Índices
IRÃO TOLERAR TRE-  PARA QUEM? Mensurados durante ventilação espontânea Adaptado de MacIntyre NR, CHEST- 2007 > 104 ipm/L FR/VC >35 ipm Frequência respiratória < 5ml/Kg Volume Corrente < 10-15 ml/Kg Capacidade Vital Predizem fracasso Índices
IRÃO TOLERAR TRE-  PARA QUEM? FR/VC Adaptado de Yang K, N Engl Med- 1991
IRÃO TOLERAR TRE-  PARA QUEM? PI máx Adaptado de Yang K, N Engl Med- 1991
IRÃO TOLERAR TRE-  PARA QUEM? INDICES PREDITIVOS DE FRACASSO Índices preditivos de desmame  pouco  auxiliam na decisão de iniciar ou não TRE (Paul Marino) Nenhum  dos parâmetros são suficientemente sensíveis ou específicos para serem usados como preditores de sucesso do desmame Não é recomendado  o uso rotineiro na prática O  TRE: mais efetivo   método para acelerar o desmame Avaliação diária  do desmame com TRE para pacientes elegíveis (MacIntyre NR, CHEST 2007)
PACIENTES ELEGÍVEIS PACIENTES QUE IRÃO TOLERAR TRE TRE TOLEROU NÃO TOLEROU PARA QUEM ? COMO ? Carlos A.Franchin Neto x
PACIENTES ELEGÍVEIS PACIENTES QUE IRÃO TOLERAR TRE TRE TOLEROU NÃO TOLEROU PARA QUEM ? COMO ? Carlos A.Franchin Neto
TRE-  COMO ? 80% dos que toleram TRE por 30-120 min podem ser removidos permanentemente do ventilador Re-intubação 15-19%  (Paul Marino, 3 Ed.)
TRE-  COMO ? MÉTODOS Ventilador (PSV) Tubo T Sem evidências de que um método seja superior ao outro
TRE-  COMO ? PROTOCOLO FiO2 até 40% Manter SatO2 > 90% 30-120 min TRE IOT curto período (P.O) = TRE +/- 1h IOT semanas = períodos mais longos de TRE
TRE-  COMO ? 1.Ventilador Vantagem: Monitora VC e FR (índice de respiração rápida e superficial) Desvantagem: Aumenta trabalho respiratório PSV (PS: 5-7 cmH20)
TRE-  COMO ? 2. Tubo T
TRE-  COMO ? 2.Tubo T Alto Fluxo Vantagem: Diminui trabalho respiratório Desvantagem: Não mede VC e FR Preferido para pacientes com FR alta
Mehta S.- Crit Care Med 2000
PACIENTES ELEGÍVEIS PACIENTES QUE IRÃO TOLERAR TRE TRE TOLEROU NÃO TOLEROU PARA QUEM ? COMO ? Carlos A.Franchin Neto
PACIENTES ELEGÍVEIS PACIENTES QUE IRÃO TOLERAR TRE TRE TOLEROU NÃO TOLEROU PARA QUEM ? COMO ? Carlos A.Franchin Neto
FRACASSO -  COMO ? Definição:  Necessidade de retorno à VM em até 48hs pós retirada
FRACASSO -  COMO ? PARÂMETROS PARA INTERROMPER TRE III Consenso Brasileiro de Ventilação Mecânica Agitação, sudorese, RNC Clínica > 180 mmHg ou < 90 mmHg PAS > 140 bpm FC < 90% SaO2 > 35ipm FR
FRACASSO -  COMO ? Movimento abdominal paradoxal Musc. Acessórios supera diafragma Fraqueza diafragma RETORNAR À VM
FRACASSO -  COMO ? RESPIRAÇÃO RÁPIDA:  ANSIEDADE X FALHA ANSIEDADE: VC e PaCO2 normais FALHA: VC e PaCO2 diminuídos
FRACASSO -  COMO ? CAUSAS: 1. Queda do DO2 -QUEDA DO DC: Fisiopato: Respiração espontânea – pressão negativa – aumenta pós carga – queda do DC Efeitos: congestão pulmonar, disfunção diafragma, piora hipoxemia Terapêutica: Usar CPAP
FRACASSO -  COMO ? -ISQUEMIA MIOCÁRDICA ECG para pacientes com DAC que não toleram TRE -ARRITMIAS -ANEMIA -HIPOTENSÃO 2. Alimentação excessiva Calorias – CO2 – Aumenta FR – dificulta desmame
FRACASSO -  COMO ? 3. Fraqueza musc. Respiratória -Polineuromiopatia do doente grave  Diagnóstico de exclusão Sem tratamento Recuperação semanas/meses -Disturbios Hidroeletrolíticos: hipoMg, HipoP -Fadiga 4. Incapacidade de gerar estímulo respiratório  -Lesão SNC -Drogas
FRACASSO -  COMO ? CONDUTA: “ Nos pacientes que não toleram TRE, deve-se ter paciência e repetir o teste diariamente”  (Paul Marino) REPOUSO MUSCULAR: Permanecer por 24hs em VM confortável, reavaliar e tratar causas de intolerância. (Evidência: A) Nova tentativa após 24hs: Paciente elegível, causas de intolerância reavaliadas. (Evidência: A)
FRACASSO -  COMO ? Método  assistido  é o ideal para evitar fadiga por ventilação sem sincronia PAC, PSV: preferidos pela maior  sincronia SIMV:  EVITAR
FRACASSO -  COMO ? Não  há evidências que a redução gradual do suporte melhore o resultado final do desmame RECOMENDA-SE:  modo  confortável  (assistido ou controlado),  sem ajustar  (exceto: se piora do paciente) NÃO ESQUECER:  avaliação  diária  de desmame e nos pacientes  elegíveis  passar para  TRE.
PACIENTES ELEGÍVEIS PACIENTES QUE IRÃO TOLERAR TRE TRE TOLEROU NÃO TOLEROU PARA QUEM ? COMO ? Carlos A.Franchin Neto
PACIENTES ELEGÍVEIS PACIENTES QUE IRÃO TOLERAR TRE TRE TOLEROU NÃO TOLEROU PARA QUEM ? COMO ? Carlos A.Franchin Neto
SUCESSO -  COMO ? Definição:  Manutenção de ventilação espontânea > 48hs após interrupção da VM.
SUCESSO -  COMO ? Considerar antes da extubação: Evento que motivou VM revertido ou controlado Troca gasosa adequada Hemodinâmica estável Capacidade de iniciar esforço inspiratório Nível de consciência Tosse eficaz Corrigir distúrbios HE e Ác-Base Corrigir sobrecarga hídrica Sem intervenção cirurgica próxima
SUCESSO -  COMO ? PREOCUPAÇÕES: Proteção de vias aéreas -Reflexo tosse e vómitos -Volume de secreções Edema de laringe 40% das IOT prolongadas > chance em IOT traumáticas ou múltiplas Estridor inspiratório Teste do vazamento do balonete (valor preditivo baixo) Opções: adrenalina aerossolizada(s/ eficácia em adultos), heliox (pouco estudado)
SUCESSO -  COMO ? Corticóide : Controverso (necessita estudos adcionais) Uso profilático não recomendado (Evidência: B) Se estiver estabelecido clinicamente o risco de obstrução de vias aéreas, considerar corticóide 24 hs antes da extubação.  (Cheng KC, Crit Care Med- 2006)
SUCESSO -  COMO ? VNI: Usada para evitar re-intubação em pacientes DPOC Utilizar logo após extubação Sem benefícios em pacientes sem DPOC (JAMA 2002) (NEJM 2004) Medida profilática efetiva em pacientes com alto risco de re-intubação (Critical Care 2005)
OBSERVAÇÕES
OBSERVAÇÕES CUIDADOS PRÉ-EXTUBAÇÃO Cabeceira elevada 30-45º  Aspirar vias aéreas (Evidência: D)
OBSERVAÇÕES TRAQUEOSTOMIA “ Não há regra geral em relação ao tempo que se deve realizar a traqueostomia e este procedimento deve ser individualizado” Traqueostomia precoce (48hs) em pacientes com previsão de VM > 14 dias reduz mortalidade, PAV, tempo de UTI e VM. (Evidência: B)  Rumback MJ e cols. Crit Care Med 2004
OBSERVAÇÕES TRAQUEOSTOMIA Traqueostomia diminui resistência e trabalho ventilatório, facilitando desmame (Diehl JL e cols. Crit Care Med 1999) Previsão > 14-21 dias em VM = traqueostomia precoce (MacIntyre NR, CHEST 2007)
MITOS
MITOS DISPOSITIVO TROCADOR DE CALOR Umidificadores dificultam desmame (Evidência A)
MITOS HORMÔNIO DE CRESCIMENTO Não existe recomendação como recurso para incrementar o desmame  (Evidência B)
MITOS HEMOTRANSFUSÕES Não devem ser usados de rotina visando facilitar desmame (Evidência B)
MITOS SUPORTE NUTRICIONAL Alto teor de gordura e baixo de carboidrato: benéficos em pacientes com limitada reserva ventilatória. (Evidência B)
CONCLUSÃO Avaliação  de desmame  diária   seguido de TRE  em pacientes  elegíveis  – “gold standard” Após  sucesso  no TRE, avaliar capacidade de  proteção de vias aéreas  antes da extubação Em caso de  falha  na TRE deixar o paciente em ventilação  confortável  e manter avaliação diária de desmame
CONCLUSÃO Avaliação diária de desmame Paciente elegível Paciente não elegível TRE Ventilação confortável + identificar causas Reavaliar em 24hs Sucesso Falha Avaliar extubação Via aérea OK Via aéreanão OK extubar Considerar traqueostomia
OBRIGADO [email_address]

Desmame Da VentilaçãO MecâNica

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    DESMAME DA VENTILAÇÃOMECÂNICA Carlos Alberto Franchin Neto R2 Clínica Médica Escola Paulista de Medicina – Universidade Federal de São Paulo
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    EPIDEMIOLOGIA 1 em4-5 pacientes consome ½ tempo total de VM (Paul Marino 3 Ed.) Processo de desmame ocupa 40% do tempo total de VM (Esteban A, JAMA 2002)
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    “ Tubos endotraqueaisnunca devem ser removidos com base na suposição de que será mais fácil para o paciente respirar” (Paul Marino)
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    PERGUNTAS CHAVES PARAQUEM ??? COMO ???
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    PACIENTES ELEGÍVEIS PACIENTESQUE IRÃO TOLERAR TRE TRE TOLEROU NÃO TOLEROU PARA QUEM ? COMO ? Carlos A.Franchin Neto
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    Pacientes Elegíveis- PARA QUEM? “ Aspecto mais importante na descontinuação da VM não é como fazê-lo, mas sim quando fazê-lo, isto é, reconhecer quando paciente está pronto para tentar respiração espontânea” (Paul Marino)
  • 9.
    Pacientes Elegíveis- PARA QUEM? F A S – Sedação contínua: preditor independente de maior duração da VM (Kollef MH, CHEST 1998) T H U G E P – Programar desmame diariamente M
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    Pacientes Elegíveis- PARA QUEM? “ Devem-se estabelecer estratégias para identificar sistematicamente os pacientes elegíveis para TRE” (Evidência: A) III Consenso Brasileiro de Ventilação Mecânica “ Empirismo aplicado ao desmame prolonga tempo de ventilação mecânica” Ely EW e cols- N Engl J Med. 1996 Kollef MH e cols- Crit Care Med. 1997
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    Pacientes Elegíveis- PARA QUEM? CRITÉRIOS PARA IDENTIFICAR PACIENTES ELEGÍVEIS PARA O TRE Doença Pulmonar estável/resolvida Troca gasosa adequada com PEEP ≤ 5-8 cmH2O / FiO2 ≤ 0.4-0.5 Estabilidade Hemodinâmica (sem necessidade significante de suporte vasopressor) Capacidade de iniciar respiração espontânea MacIntyre NR, CHEST 2007
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    IRÃO TOLERAR TRE- PARA QUEM? MENSURADOS NO VENTILADOR Adaptado de MacIntyre NR, CHEST- 2007 > 13 CROP > 0,3 P0,1/ PImáx > -30 cmH20 PI máx < 5ml/Kg Volume Corrente < 10-15 ml/Kg Capacidade Vital Predizem Fracasso Índices
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    IRÃO TOLERAR TRE- PARA QUEM? Mensurados durante ventilação espontânea Adaptado de MacIntyre NR, CHEST- 2007 > 104 ipm/L FR/VC >35 ipm Frequência respiratória < 5ml/Kg Volume Corrente < 10-15 ml/Kg Capacidade Vital Predizem fracasso Índices
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    IRÃO TOLERAR TRE- PARA QUEM? FR/VC Adaptado de Yang K, N Engl Med- 1991
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    IRÃO TOLERAR TRE- PARA QUEM? PI máx Adaptado de Yang K, N Engl Med- 1991
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    IRÃO TOLERAR TRE- PARA QUEM? INDICES PREDITIVOS DE FRACASSO Índices preditivos de desmame pouco auxiliam na decisão de iniciar ou não TRE (Paul Marino) Nenhum dos parâmetros são suficientemente sensíveis ou específicos para serem usados como preditores de sucesso do desmame Não é recomendado o uso rotineiro na prática O TRE: mais efetivo método para acelerar o desmame Avaliação diária do desmame com TRE para pacientes elegíveis (MacIntyre NR, CHEST 2007)
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    FRACASSO - COMO ? PARÂMETROS PARA INTERROMPER TRE III Consenso Brasileiro de Ventilação Mecânica Agitação, sudorese, RNC Clínica > 180 mmHg ou < 90 mmHg PAS > 140 bpm FC < 90% SaO2 > 35ipm FR
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    FRACASSO - COMO ? -ISQUEMIA MIOCÁRDICA ECG para pacientes com DAC que não toleram TRE -ARRITMIAS -ANEMIA -HIPOTENSÃO 2. Alimentação excessiva Calorias – CO2 – Aumenta FR – dificulta desmame
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    FRACASSO - COMO ? 3. Fraqueza musc. Respiratória -Polineuromiopatia do doente grave Diagnóstico de exclusão Sem tratamento Recuperação semanas/meses -Disturbios Hidroeletrolíticos: hipoMg, HipoP -Fadiga 4. Incapacidade de gerar estímulo respiratório -Lesão SNC -Drogas
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    FRACASSO - COMO ? CONDUTA: “ Nos pacientes que não toleram TRE, deve-se ter paciência e repetir o teste diariamente” (Paul Marino) REPOUSO MUSCULAR: Permanecer por 24hs em VM confortável, reavaliar e tratar causas de intolerância. (Evidência: A) Nova tentativa após 24hs: Paciente elegível, causas de intolerância reavaliadas. (Evidência: A)
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    FRACASSO - COMO ? Não há evidências que a redução gradual do suporte melhore o resultado final do desmame RECOMENDA-SE: modo confortável (assistido ou controlado), sem ajustar (exceto: se piora do paciente) NÃO ESQUECER: avaliação diária de desmame e nos pacientes elegíveis passar para TRE.
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    SUCESSO - COMO ? Considerar antes da extubação: Evento que motivou VM revertido ou controlado Troca gasosa adequada Hemodinâmica estável Capacidade de iniciar esforço inspiratório Nível de consciência Tosse eficaz Corrigir distúrbios HE e Ác-Base Corrigir sobrecarga hídrica Sem intervenção cirurgica próxima
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    SUCESSO - COMO ? PREOCUPAÇÕES: Proteção de vias aéreas -Reflexo tosse e vómitos -Volume de secreções Edema de laringe 40% das IOT prolongadas > chance em IOT traumáticas ou múltiplas Estridor inspiratório Teste do vazamento do balonete (valor preditivo baixo) Opções: adrenalina aerossolizada(s/ eficácia em adultos), heliox (pouco estudado)
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    SUCESSO - COMO ? Corticóide : Controverso (necessita estudos adcionais) Uso profilático não recomendado (Evidência: B) Se estiver estabelecido clinicamente o risco de obstrução de vias aéreas, considerar corticóide 24 hs antes da extubação. (Cheng KC, Crit Care Med- 2006)
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    SUCESSO - COMO ? VNI: Usada para evitar re-intubação em pacientes DPOC Utilizar logo após extubação Sem benefícios em pacientes sem DPOC (JAMA 2002) (NEJM 2004) Medida profilática efetiva em pacientes com alto risco de re-intubação (Critical Care 2005)
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    OBSERVAÇÕES TRAQUEOSTOMIA Traqueostomiadiminui resistência e trabalho ventilatório, facilitando desmame (Diehl JL e cols. Crit Care Med 1999) Previsão > 14-21 dias em VM = traqueostomia precoce (MacIntyre NR, CHEST 2007)
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    MITOS HEMOTRANSFUSÕES Nãodevem ser usados de rotina visando facilitar desmame (Evidência B)
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    MITOS SUPORTE NUTRICIONALAlto teor de gordura e baixo de carboidrato: benéficos em pacientes com limitada reserva ventilatória. (Evidência B)
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    CONCLUSÃO Avaliação de desmame diária seguido de TRE em pacientes elegíveis – “gold standard” Após sucesso no TRE, avaliar capacidade de proteção de vias aéreas antes da extubação Em caso de falha na TRE deixar o paciente em ventilação confortável e manter avaliação diária de desmame
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