TEMAS EM UTI  :  SÍNDROME CORONARIANA AGUDA COM SUPRADESNIVELAMENTO DO SEGMENTO ST Fábio Figueirêdo Costa R2 CM 10/09/2008
SCA com supra de ST OBJETIVO: MFP, 76 anos, sexo feminino refere quadro de dor retroesternal tipo aperto de forte intensidade, progressiva, 10 em 10, com irradiação para o dorso e membro superior esquerdo, sem fatores de melhora, associado a náuseas e sudorese. AP: Tabagista 100 maços/ano HAS de longa data Dislipidêmica de longa data Aneurisma intracraniano com indicação de cirurgia EF: REG, sudoréica, acianótica, eupnéica, agitada PA: 190x110 mmHg  FC: 114 bpm AR: MV + com EC bibasais ACV: RCT em 2T, BNMF sem sopros Demais sem alterações
SCA com supra de ST Classe de recomendações Classe I: condições para as quais há evidência e/ou acordo geral que um dado procedimento ou tratamento é benéfico, útil e eficaz Classe II: evidência conflitante e/ou divergencia de opinião quanto à utilidade e eficácia do tratamento ou procedimento  Classe IIa: as evidências/opiniões favorecem a utilidade/eficácia do procedimento ou tratamento Classe IIb: a utilidade/eficácia do procedimento ou tratamento é menos bem estabelecida por evidências/opiniões Classe III: condições para as quais há evidência e/ou acordo geral que um dado procedimento ou tratamento não é útil/eficaz, podendo em alguns casos ser prejudicial Nível de evidência A: dados derivados de múltiplos éstudos clínicos randomizados ou metanálises B: dados de um único estudo clínico randomizado ou de estudos não-randomizados C: opiniões de consenso de especialistas e de estudo de casos Arq Bras Cardiol 2004; Vol:83; Supl IV
SCA com supra de ST Importância: Responsável por grande número de mortes Causa importante de morbidades Custo: Junho 2008 na cidade de São Paulo 570 internações com custo aproximado R$ 1,5 milhões. www.datasus.gov.br
90% dos casos ocorrem por trombose intracoronariana  Outros mecanismos: Espasmo coronariano Embolia Dissecção coronariana SCA com supra de ST Fisiopatogenia:
SCA com supra de ST Fisiopatogenia: Sano, K. et al. J Am Coll Cardiol 2006;47:734-741
SCA com supra de ST Fisiopatogenia: Fuster, V. et al. J Am Coll Cardiol 2005;46:937-954
SCA com supra de ST Fisiopatogenia: Fatores que levam à fissura da placa: Estimulação simpática aumentada Estresse emocional ou físico Inflamação local ou sistêmica acentuada Vasoconstrição aumentada
SCA com supra de ST Fatores de Risco: Não modificáveis: Idade  ≥ 45 anos para o sexo masculino; ≥ 55 anos para o sexo feminino História familiar de DAC Modificáveis: Tabagismo Dislipidemia Hipertensão arterial Sedentarismo Obesidade DM
Definição Universal de Infarto do Miocárdio Elevação de marcador de necrose miocárdica – preferencialmente troponina – acima do percentil 99 do limite superior do valor de referência associado a evidência de isquemia miocárdica com pelo menos um dos seguintes: Sintomas de isquemia Alterações eletrocardiográficas sugestivas de isquemia ( novas mudanças de ST-T ou BRE novo) Surgimento de ondas Q patológicas Exame de imagem que demonstra nova perda de miocárdio viável ou novo distúrbio de movimentação segmentar Thygesen et al. Circulation 2007; 116: 2634-2653
Definição Universal de Infarto do Miocárdio: Marcadores de Necrose Mioglobina CPK CKMB atividade e CKMB massa Troponina Thygesen et al. Circulation 2007; 116: 2634-2653 Antman et al. Circulation 2004; 110: e82-e293
SCA com supra de ST Marcadores de Necrose Úteis para a avaliação prognóstica (IIa) Úteis para o diagnóstico de reperfusão à beira do leito (IIa) Mioglobina útil para afastar IAM nas primeiras 6h em pacientes com ECG sugestivo (IIa) Não devem ser utilizados para comprovar SCA com supra de ST (III)  Arq Bras Cardiol 2004; Vol:83; Supl IV
Definição Universal de Infarto do Miocárdio:   SCA com supra de ST no ECG Elevação nova do segmento ST no ponto J em 2 derivações contíguas com os seguintes pontos de corte:  ≥ 0.2 mV em homens ou ≥ 0,15 mV em mulheres nas derivações V 2 -V 3  e/ou ≥ 0,1 mV nas demais derivações. Thygesen et al. Circulation 2007; 116: 2634-2653
Definição Universal de Infarto do Miocárdio:  I nfarto Prévio no ECG Qualquer onda Q nas derivações  V 2 -V 3  ≥0,02s ou complexos QS em  V 2 -V 3 Onda Q ≥ 0,03s e ≥ 0,1 mV ou complexos QS em 2 das derivações contíguas: DI, aVL,ou, DII, DIII, aVF, ou, V 4 -V 6 , ou V 7 -V 9 Onda R ≥ 0,04s em V 1 -V 2  e R/S ≥ 1 com onda T concordante na ausência de distúrbios de condução Thygesen et al. Circulation 2007; 116: 2634-2653
Definição Universal de Infarto do Miocárdio: Reinfarto CKMB x Troponina Quando colher os marcadores? Qual o percentual de aumento que devemos considerar? Thygesen et al. Circulation 2007; 116: 2634-2653
Definição Universal de Infarto do Miocárdio: Reinfarto – Caso Clínico Paciente de 50 anos no 6 º  PIM de parede inferior refere queixa de precordialgia tipo aperto de moderada intensidade com irradiação para a mandíbula.  ECG: sem alteração em relação ao ECG basal Troponina: no momento da dor 15 ng/mL; 4h após, 20 ng/mL Qual o diagnóstico?
Definição Universal de Infarto do Miocárdio: Infarto após Intervenção Coronariana Percutânea (ICP) Aumento dos marcadores de necrose 3x acima do percentil 99 é indicativo de infarto do miocárdio relacionado ao procedimento Medir o marcador antes ou imediatamente após o procedimento e novamente 6-12h e 18-24h após. Se a troponina estiver elevada antes do procedimento e não estiver estabilizado 6h antes, não existem dados suficientes para recomendar o diagnóstico de infarto peri-procedimento com o uso desse biomarcador, porém, se estabilizou ou começou a cair, podemos usar o marcador junto com os outros critérios para o diagnóstico de reinfarto Thygesen et al. Circulation 2007; 116: 2634-2653
Definição Universal de Infarto do Miocárdio: Infarto após Intervenção Coronariana Percutânea – Caso Clínico Paciente no 9º DIH na UCO do HSP por SCA com supra de ST de parede anterior é submetido à ICP de DA. Após o procedimento cursou com mal-estar e náuseas.  Colhido troponina no momento do desconforto: 12 ng/mL; 6h após: 15 ng/mL; 18h após: 18 ng/mL. Seus valores de troponina 12h e 36h após o evento primário eram, respectivamente: 18 e 16 ng/mL Eco: hipocinesia nova ínfero-apical Qual o diagnóstico?
Definição Universal de Infarto do Miocárdio: Infarto após Cirurgia de Revascularização do Miocárdio Aumento dos marcadores de necrose 5x acima do percentil 99 durante as primeiras 72h da cirurgia é indicativo de infarto do miocárdio relacionado ao procedimento, se associado a nova onda Q patológica ou novo BRE ou nova oclusão arterial na coronariografia ou exame de imagem evidenciando perda de miocárdio viável   Thygesen et al. Circulation 2007; 116: 2634-2653
SCA com supra de ST Diagnóstico em Situações Especiais - BRE Presente em 7% dos infartos Critérios de Sgarbossa: Elevação do segmento ST  ≥ 1 mm concordante com o complexo QRS em qualquer derivação – 5 pontos Depressão do segmento ST ≥ 1 mm em qualquer derivação de V 1 -V 3  – 3 pontos Elevação do segmento ST ≥ 5 mm discordante do complexo QRS – 2 pontos Limitações Sinal de Cabrera:  “entalhe” proeminente na fase ascendente da onda S em V 3  e V 4 Sinal de Chapman:  “entalhe” proeminente na fase ascendente da onda R em V 5  e V 6 UpToDate 15.3
SCA com supra de ST Diagnóstico em Situações Especiais - BRE
SCA com supra de ST Diagnóstico em Situações Especiais - Marcapasso Critérios: Elevação do segmento ST  ≥ 5 mm em derivações que predominam um complexo QRS negativo Elevação do segmento ST ≥ 1 mm em derivações que possuem complexo QRS predominantemente positivo Depressão do segmento ST ≥ 1 mm em qualquer derivação de V 1 -V 3 UpToDate 15.3
SCA com supra de ST Diagnóstico Diferencial SCA sem supra de ST  Dissecção de aorta Estenose aórtica Cardiomiopatia hipertrófica Angina de Prinzmetal Pneumotórax Embolia pulmonar Pericardite Miocardite Úlcera péptica Repolarização precoce Síndromes de Brugada e Wolff-Parkinson-White UpToDate 15.3
SCA com supra de ST Exames Laboratoriais: Marcadores de necrose  Hemograma, eletrólitos, função renal, glicemia, RNI + TTPa Perfil lipídico Arq Bras Cardiol 2004; Vol:83; Supl IV
SCA com supra de ST Exames de Imagem: Rx de tórax Ecocardiograma: BRE de data indeterminada Portador de marcapasso Suspeita de infarto de parede ínfero-basal isoladamente Avaliação de complicações mecânicas Suspeita de dissecção de aorta TC de tórax: Suspeita de TEP Suspeita de dissecção de aorta Martins et al. Emergências Clínicas; 3ª ed.; 2007
SCA com supra de ST Tratamento: Oxigênio Oxigênio suplementar para todos os pacientes com SaO 2  < 90% (I B) É razoável administrar oxigênio para todos os pacientes com infarto do miocárdio não complicado nas primeiras 6 horas (IIa C) Antman et al. Circulation 2004; 110: e82-e293
SCA com supra de ST Tratamento: Nitratos Sublingual: deve ser dado a todos os pacientes com precordialgia desde que não haja contra-indicações (I C) Intravenoso: deve ser administrado aos pacientes que permanecem com dor após 3 doses de nitrato SL, aos que estão hipertensos ou com congestão pulmonar (I C) Antman et al. Circulation 2004; 110: e82-e293
SCA com supra de ST Tratamento: Analgesia Morfina continua a ser o analgésico de escolha para pacientes com SCA com supra de ST (I C) Pacientes que vinham em uso de AINEs devem ter essa medicação suspensa (I C) AINEs não devem ser administrados a pacientes com SCA com supra de ST durante toda a internação (III C) Antman et al. Circulation 2008; 117
SCA com supra de ST Tratamento: Antiplaquetários  –  AAS   Recomendado a todos os pacientes com SCA com supra de ST (I A) Dose inicial: 162 mg (I A) a 325 mg (I C) Dose de manutenção: 75 a 162 mg/dia “ Stent”: manter 162 a 325 mg/dia de 1 a 6 meses a depender do tipo de stent (I B); se preocupação quanto ao risco de sangramento do doente, manter 75 a 162 mg/dia (IIa C)  Antman et al. Circulation 2008; 117
SCA com supra de ST Tratamento: Antiplaquetários  –  CLOPIDOGREL Em substituição ao AAS nos pacientes com hipersensibilidade (I C) Pacientes que irão à ICP; ataque: 300- 600  mg; manter 75 mg/dia por 1 a 12 meses se colocação de “stent” (I B) e no mínimo por 12 meses para “stent” farmacológico (I B) Em < 75 anos é razoável fazer 300 mg de ataque a pacientes que irão receber fibrinolíticos ou que não receberão terapia de reperfusão (IIa C) 75 mg/dia associado a AAS por 14 dias (I B) a 12 meses (IIa C) se paciente recebeu fibrinolítico ou não recebeu qualquer tipo de terapia de reperfusão Suspender a droga 5-7 dias da cirurgia de revascularização miocárdica (I B) Antman et al. Circulation 2008; 117 UpToDate 15.3 Arq Bras Cardiol 2004; Vol:83; Supl IV King SB III et al. Circulation. 2008;117:261-295
SCA com supra de ST Tratamento: Antiplaquetários  –  Inibidores da glicoprotéina IIb/IIIa Na ICP com balão (I B) Na ICP com stent em lesões com alto risco de trombose (IIa B) Na ICP com stent para todos os pacientes (IIb B) Não tem indicação como terapia de reperfusão isolada (III B)  “ Stents” farmacológicos  A maioria dos estudos não mostra benefício claro da associação dessa classe Cuidado >75 anos Arq Bras Cardiol 2004; Vol:83; Supl IV Antman et al. Circulation 2004; 110: e82-e293 UpToDate 15.3
SCA com supra de ST Tratamento:  Beta-Bloqueadores β -bloqueador por via oral deve ser administrado  nas primeiras 24h  para todos os pacientes sem contra-indicações ou fatores de risco para choque cardiogênico (I B) β -bloqueador intravenoso pode ser administrado aos pacientes que se apresentam hipertensos e que não tenham contra-indicações ou  fatores de risco para choque cardiogênico  (IIa B)  Os pacientes que apresentam IC moderada ou grave devem receber um esquema para prevenção secundária gradual (I B) β -bloqueador intravenoso não deve ser administrado a pacientes com sinais de IC e/ou de baixo débito e/ou com fatores de risco para choque cardiogênico e/ou contra-indicações a  β -bloqueador (III a) Antman et al. Circulation 2008; 117
SCA com supra de ST Fatores de Risco para Choque Cardiogênico Idade  > 70 anos PAS < 120 mmHg Taquicardia Sinusal > 110 bpm FC < 60 bpm Tempo prolongado do início dos sintomas Antman et al. Circulation 2008; 117
SCA com supra de ST  Tratamento: Anticoagulantes HNF x HBPM Pacientes que recebem fibrinolíticos deverão receber terapia anticoagulante por no mínimo 48h (I C), mas, preferencialmente, durante toda a internação, até 8 dias (I A) Pacientes não submetidos à terapia de reperfusão deverão ser anticoagulados (não usar HNF) por toda a hospitalização, até 8 dias (IIa B) Doses: HNF: 60 U/Kg (max. 4000 UI) de ataque seguido por 12 UI/Kg (max. 1000 UI) de manutenção para manter o TTPa 1,5 a 2x o tempo de controle (I C) HBPM - enoxaparina: para < 75a, fazer “bolus” de 30 mg; 15 min. após iniciar 1 mg/Kg 12/12h. Cl Cr < 30 mL/min; 1 mg/kg a cada 24h. Idade > 75a, não fazer o “bolus” e fazer 0,75mg 12/12h (I A) Trombocitopenia Antman et al. Circulation 2008; 117
SCA com supra de ST Terapia de Reperfusão ICP x Fibrinolíticos Mortalidade Sangramento intracraniano Reinfarto SCA com Supra de ST em hospital com equipe de hemodinâmica deve ser submetido a ICP dentro de 90 minutos do primeiro contato médico (I A) SCA com supra de ST em hospital sem equipe de hemodinâmica deve receber fibrinolítico dentro de 30 minutos da chegada ao hospital (I B) UpToDate 15.3 Antman et al. Circulation 2008; 117
SCA com supra de ST Terapia de Reperfusão - Fibrinolíticos Effect of fibrinolytic therapy on mortality according to admission electrocardiogram. Patients with bundle-branch block (BBB) and anterior ST-segment elevation (ANT ST Elevation) derive the most benefit from fibrinolytic therapy. Effects in patients with inferior ST-segment elevation (INF ST Elevation) are much less, while patients with ST-segment depression (ST DEP) do not benefit. The Lancet 1994;343:311-22) (156).
SCA com supra de ST Terapia de Reperfusão - Fibrinolíticos Indicações: SCA com supra de ST ou BRE novo  Δ T < 12h (I B) ou  Δ T 12-24h se persistência de sintomas e do supra/BRE (IIa B) Pode ser usado no IAM de parede posterior (IIa C) Trombólise na 1ª hora salva 40/1000, entre a 2ª e 12ª hora salva 20 a 30/1000 Trombólise pré-hospitalar Antman et al. Circulation 2008; 117 Antman et al. Circulation 2004; 110: e82-e293 Arq Bras Cardiol 2004; Vol:83; Supl IV
SCA com supra de ST Terapia de Reperfusão - Fibrinolíticos Contra-indicações absolutas: AVCh prévio, AVCi nos últimos 3 meses (exceto nas últimas 3h), neoplasia intracraniana maligna (primária ou metastática), lesão vascular cerebral estrutural conhecida, suspeita de dissecção de aorta, TCE ou trauma facial grave nos últimos 3 meses, sangramento interno ativo (exceto menstruação) ou diátese hemorrágica Contra-indicações relativas: HAS crônica grave e não-controlada; HAS grave e não-controlada na apresentação (PAS  ≥  180 mmHg, PAD  ≥ 110 mmHg); AVCi há mais de 3 meses, demência ou outra patologia do SNC; uso atual de anticoagulantes orais (quanto maior o RNI, maior o risco); cirurgia de grande porte nas últimas 3 semanas; gravidez; úlcera péptica ativa; sangramento interno recente (2 a 4 semanas); punções vasculares não-compressíveis; RCP prolongada (> 10 min) e potencialmente traumática; para estreptoquinase, uso prévio (> 5 dias e < 2 anos) ou antecedente de reação alérgica  Antman et al. Circulation 2004; 110: e82-e293
SCA com supra de ST Terapia de Reperfusão - Fibrinolíticos Antman et al. Circulation 2004; 110: e82-e293 Droga Estreptoquinase Alteplase Reteplase Tenecteplase Dose 1500000 UI em 30-60 min. 15 mg IV em bolo; 0,75 mg/Kg em 30 min; 0,5 mg/Kg em 60 min; max 100 mg  10U IV em 2 min. seguida de nova dose em 30 min  30mg < 60 Kg 35mg 60-69 Kg 40mg 70-79 Kg 45mg 80-89 Kg 50mg > 90 Kg Administração em “bolus” Não Não Sim Sim Potencial antigênico Sim Não Não Não Reaçõe alérgicas (hipotensão a mais comum) Sim Não Não Não Depleção do Fibrinogênio Importante Leve Moderado Mínimo Patência (%) em 90 min. 50 73-84 83 77-88 Fluxo TIMI 3 (%) 32 54 60 63 Custo por dose (US $) $300 $1800 $2200 $2200 (50 mg)
SCA com supra de ST Critérios de Reperfusão ECG após 90 min. do início da trombólise com redução de 50% do supra de ST na derivação com o maior supradesnível Alívio dos sintomas Pico precoce de marcador de necrose Arritmias de reperfusão Especificidade x Sensibilidade Antman et al. Circulation 2004; 110: e82-e293 Arq Bras Cardiol 2004; Vol:83; Supl IV
SCA com supra de ST Terapia de Reperfusão - ICP Melhor estratégia nas primeiras 12h do início do quadro  Contato – balão < 90 min.  (Contato – balão) – (Porta – agulha) < 60 min. dentro das primeiras 3h do início dos sintomas  Choque cardiogênico Pacientes com insuficiência cardíaca ou edema pulmonar  É aceitável a realização entre 12-24h (IIa C) se: Instabilidade hemodinâmica ou elétrica Sintomas isquêmicos persistentes Insuficiência cardíaca grave  Antman et al. Circulation 2004; 110: e82-e293 Antman et al. Circulation 2008; 117
SCA com supra de ST Terapia de Reperfusão - ICP Angioplastia facilitada Angioplastia de resgate Sem critérios de reperfusão após 90 min. do fibrinolítico Após fibrinolíticos que desenvolvem choque e/ou arritmias instáveis e/ou edema de pulmão Antman et al. Circulation 2008; 117
SCA com supra de ST Terapia de Reperfusão - ICP “ Stents” farmacológicos Indicações: Re-estenose intra-”stent” Oclusão total DM Artérias de pequeno diametro King SB III et al. Circulation. 2008;117:261-295
SCA com supra de ST Terapia de Reperfusão – Cirurgia de Revascularização Miocárdica Lesão de tronco da coronária esquerda Angioplastia sem sucesso Lesões não passíveis de abordagem por ICP e paciente instável Complicações mecânicas Antman et al. Circulation 2004; 110: e82-e293
SCA com supra de ST Terapia Adjuvante Repouso no Leito Dieta Ansiedade e Insônia Constipação Reposição de eletrólitos Profilaxia para TVP Antman et al. Circulation 2004; 110: e82-e293
SCA com supra de ST Terapia Adjuvante Inibidores da ECA Antagonistas dos receptores da angiotensina II Estatinas e Fibratos Antagonistas da aldosterona Bloqueadores do canal de cálcio Controle glicêmico Antman et al. Circulation 2008; 117 UpToDate 15.3 Deedwania et al. Circulation 2008;117;1610-1619
SCA com supra de ST Terapia Adjuvante - Warfarina Indicações: Trombo em VE Aneurisma de VE FE < 30% FA/Flutter História prévia de tromboembolismo crônico RNI alvo Uso conjunto com AAS e clopidogrel Avaliar risco de sangramento UpToDate 15.3 Antman et al. Circulation 2008; 117
SCA com supra de ST Complicações Complicações isquêmicas Insuficiência cardíaca e choque cardiogênico Arritmias ventriculares Arritmias supraventriculares Bradiarritmias e distúrbios de condução Complicações mecânicas Pericardites Complicações tromboembólicas Antman et al. Circulation 2004; 110: e82-e293
SCA com supra de ST Complicações Isquêmicas Reinfarto Incidência: 5-10% Diagnóstico Fatores de risco: DM, obesidade, sexo  ♀, infarto prévio Tratamento Angina Instável Conceito: dor anginosa em repouso ou aos mínimos esforços entre 48h e 2 semanas Incidência: 20-30% Tratamento Antman et al. Circulation 2004; 110: e82-e293
SCA com supra de ST Insuficiência Cardíaca e Choque Cardiogênico Fatores de maior importância prognóstica Tratamento: Insuficiência cardíaca Choque cardiogênico Antman et al. Circulation 2004; 110: e82-e293 KILLIP Característica clínica I Ausência de estertores pulmonares ou B3 II Estertores  < 50% dos campos pulmonares podendo ou não ter B3 III Estertores  > 50% dos campos pulmonares IV Choque cardiogênico Forrester Característica Hemodinâmica I Hemodinâmica normal: POAP  < 18 e IC > 2,2 II Congestão Pulmonar: POAP > 18 e IC > 2,2 III Hipoperfusão Periférica: POAP < 18 e IC < 2,2 IV Congestão Pulmonar e Hipoperfusão Periférica: POAP > 18 e IC < 2,2
SCA com supra de ST Quando utilizar o catéter de Swan-Ganz? Classe I: Hipotensão progressiva não responsiva à volume ou quando volume estiver contra-indicado (C) Na suspeita das complicações mecânicas se o ECO não tiver sido realizado (C) Classe IIa Choque cardiogênico (C) Insuficiência cardíaca progressiva ou severa, ou edema de pulmão que não respondem rapidamente à terapia (C) Hipotensão em paciente com congestão pulmonar que não responde à prova inicial de volume (C) Pacientes recebendo vasopressores ou inotrópicos (C) Sinais persistentes de hipoperfusão sem hipotensão ou congestão pulmonar (C) Antman et al. Circulation 2004; 110: e82-e293
SCA com supra de ST Arritmias Ventriculares FV primária Definição e mecanismo Prognóstico FV secundária Definição e mecanismo Prognóstico FV tardia Definição e mecanismo Prognóstico Tratamento Precoce Tardia Antman et al. Circulation 2004; 110: e82-e293
SCA com supra de ST Arritmias Ventriculares TV não-sustentada: Incidência: 10-20% Precoce Tardia TV sustentada  Polimórfica: mecanismo isquêmico, refratária a drogas Monomórfica: reentrada em foco de miocárdio necrosado; mau prognóstico Tratamento Precoce Tardia RIVA Antman et al. Circulation 2004; 110: e82-e293
SCA com supra de ST Arritmias Supraventriculares FA Incidência: 10% Prognóstico Tratamento Flutter e Taquicardia supraventricular paroxística reentrante Antman et al. Circulation 2004; 110: e82-e293
SCA com supra de ST Bradiarritmias e Distúrbios de Condução Bradicardia sinusal BAV 1º grau BAV 2º grau Mobitz I BAV 2º grau Mobitz II BAVT: No infarto de VD No infarto de parede anterior Tratamento Marcapasso transvenoso: bradicardia sintomática refratária a drogas, BAVs infranodais, bloqueio bi ou trifascicular  Antman et al. Circulation 2004; 110: e82-e293
SCA com supra de ST Complicações Mecânicas Aneurisma ventricular Insuficiência mitral aguda Ruptura do septo interventricular Ruptura da parede livre do VE Martins et al. Emergências Clínicas; 3ª ed.; 2007
SCA com supra de ST Pericardites Pericardite Epistenocárdica Síndrome de Dressler Diagnóstico Tratamento Anticoagulação Martins et al. Emergências Clínicas; 3ª ed.; 2007
Abdome vascular AVE Necrose de extremidades SCA com supra de ST Complicações Tromboembólicas Martins et al. Emergências Clínicas; 3ª ed.; 2007
SCA com supra de ST Estratificação Pacientes sem complicações Alta da UCO Alta hospitalar Teste ergométrico Pacientes com complicações Pacientes que receberam fibrinolíticos ou que não receberam terapia de reperfusão Antman et al. Circulation 2008; 117 UpToDate 15.3
SCA com supra de ST Prognóstico: Clínico – Laboratorial  Idade  ≥ 75 anos Insuficiência cardíaca Arritmias Glicemia Marcadores de necrose Angina pós-IAM Complicações mecânicas Atraso no início da terapia de reperfusão UpToDate 15.3
SCA com supra de ST Prognóstico - ECG IAM de parede anterior Arritmias Distúrbios de condução Soma do supra de ST nas diversas derivações Presença de ondas Q UpToDate 15.3
SCA com supra de ST Prescrição Pós – Alta  Dieta, atividade física e controle do peso Cessação do tabagismo Controle de HAS, DM e dislipidemia Analgésicos AAS,  β -bloqueador, clopidogrel, IECA, estatina Antman et al. Circulation 2008; 117
SCA com supra de ST Caso Clínico MFP,  76 anos , sexo  feminino  refere quadro de dor retroesternal tipo aperto de forte intensidade, 10 em 10, com  irradiação para o dorso  e membro superior esquerdo, sem fatores de melhora, associado a náuseas e sudorese. AP: Tabagista 100 maços/ano HAS de longa data Dislipidêmica de longa data Aneurisma intracraniano com indicação de cirurgia EF: REG, sudoréica, acianótica, eupnéica PA: 190x110 mmHg  FC: 114 bpm AR: MV + com  EC bibasais ACV: RCT em 2T, BNMF sem sopros Demais sem alterações
SCA com supra de ST Caso Clínico Como conduzir essa paciente? ECG Rx Tórax Drogas Evolução
SCA com supra de ST Conclusão
Obrigado!

Aula Iam C Supra Fabio

  • 1.
    TEMAS EM UTI : SÍNDROME CORONARIANA AGUDA COM SUPRADESNIVELAMENTO DO SEGMENTO ST Fábio Figueirêdo Costa R2 CM 10/09/2008
  • 2.
    SCA com suprade ST OBJETIVO: MFP, 76 anos, sexo feminino refere quadro de dor retroesternal tipo aperto de forte intensidade, progressiva, 10 em 10, com irradiação para o dorso e membro superior esquerdo, sem fatores de melhora, associado a náuseas e sudorese. AP: Tabagista 100 maços/ano HAS de longa data Dislipidêmica de longa data Aneurisma intracraniano com indicação de cirurgia EF: REG, sudoréica, acianótica, eupnéica, agitada PA: 190x110 mmHg FC: 114 bpm AR: MV + com EC bibasais ACV: RCT em 2T, BNMF sem sopros Demais sem alterações
  • 3.
    SCA com suprade ST Classe de recomendações Classe I: condições para as quais há evidência e/ou acordo geral que um dado procedimento ou tratamento é benéfico, útil e eficaz Classe II: evidência conflitante e/ou divergencia de opinião quanto à utilidade e eficácia do tratamento ou procedimento Classe IIa: as evidências/opiniões favorecem a utilidade/eficácia do procedimento ou tratamento Classe IIb: a utilidade/eficácia do procedimento ou tratamento é menos bem estabelecida por evidências/opiniões Classe III: condições para as quais há evidência e/ou acordo geral que um dado procedimento ou tratamento não é útil/eficaz, podendo em alguns casos ser prejudicial Nível de evidência A: dados derivados de múltiplos éstudos clínicos randomizados ou metanálises B: dados de um único estudo clínico randomizado ou de estudos não-randomizados C: opiniões de consenso de especialistas e de estudo de casos Arq Bras Cardiol 2004; Vol:83; Supl IV
  • 4.
    SCA com suprade ST Importância: Responsável por grande número de mortes Causa importante de morbidades Custo: Junho 2008 na cidade de São Paulo 570 internações com custo aproximado R$ 1,5 milhões. www.datasus.gov.br
  • 5.
    90% dos casosocorrem por trombose intracoronariana Outros mecanismos: Espasmo coronariano Embolia Dissecção coronariana SCA com supra de ST Fisiopatogenia:
  • 6.
    SCA com suprade ST Fisiopatogenia: Sano, K. et al. J Am Coll Cardiol 2006;47:734-741
  • 7.
    SCA com suprade ST Fisiopatogenia: Fuster, V. et al. J Am Coll Cardiol 2005;46:937-954
  • 8.
    SCA com suprade ST Fisiopatogenia: Fatores que levam à fissura da placa: Estimulação simpática aumentada Estresse emocional ou físico Inflamação local ou sistêmica acentuada Vasoconstrição aumentada
  • 9.
    SCA com suprade ST Fatores de Risco: Não modificáveis: Idade ≥ 45 anos para o sexo masculino; ≥ 55 anos para o sexo feminino História familiar de DAC Modificáveis: Tabagismo Dislipidemia Hipertensão arterial Sedentarismo Obesidade DM
  • 10.
    Definição Universal deInfarto do Miocárdio Elevação de marcador de necrose miocárdica – preferencialmente troponina – acima do percentil 99 do limite superior do valor de referência associado a evidência de isquemia miocárdica com pelo menos um dos seguintes: Sintomas de isquemia Alterações eletrocardiográficas sugestivas de isquemia ( novas mudanças de ST-T ou BRE novo) Surgimento de ondas Q patológicas Exame de imagem que demonstra nova perda de miocárdio viável ou novo distúrbio de movimentação segmentar Thygesen et al. Circulation 2007; 116: 2634-2653
  • 11.
    Definição Universal deInfarto do Miocárdio: Marcadores de Necrose Mioglobina CPK CKMB atividade e CKMB massa Troponina Thygesen et al. Circulation 2007; 116: 2634-2653 Antman et al. Circulation 2004; 110: e82-e293
  • 12.
    SCA com suprade ST Marcadores de Necrose Úteis para a avaliação prognóstica (IIa) Úteis para o diagnóstico de reperfusão à beira do leito (IIa) Mioglobina útil para afastar IAM nas primeiras 6h em pacientes com ECG sugestivo (IIa) Não devem ser utilizados para comprovar SCA com supra de ST (III) Arq Bras Cardiol 2004; Vol:83; Supl IV
  • 13.
    Definição Universal deInfarto do Miocárdio: SCA com supra de ST no ECG Elevação nova do segmento ST no ponto J em 2 derivações contíguas com os seguintes pontos de corte: ≥ 0.2 mV em homens ou ≥ 0,15 mV em mulheres nas derivações V 2 -V 3 e/ou ≥ 0,1 mV nas demais derivações. Thygesen et al. Circulation 2007; 116: 2634-2653
  • 14.
    Definição Universal deInfarto do Miocárdio: I nfarto Prévio no ECG Qualquer onda Q nas derivações V 2 -V 3 ≥0,02s ou complexos QS em V 2 -V 3 Onda Q ≥ 0,03s e ≥ 0,1 mV ou complexos QS em 2 das derivações contíguas: DI, aVL,ou, DII, DIII, aVF, ou, V 4 -V 6 , ou V 7 -V 9 Onda R ≥ 0,04s em V 1 -V 2 e R/S ≥ 1 com onda T concordante na ausência de distúrbios de condução Thygesen et al. Circulation 2007; 116: 2634-2653
  • 15.
    Definição Universal deInfarto do Miocárdio: Reinfarto CKMB x Troponina Quando colher os marcadores? Qual o percentual de aumento que devemos considerar? Thygesen et al. Circulation 2007; 116: 2634-2653
  • 16.
    Definição Universal deInfarto do Miocárdio: Reinfarto – Caso Clínico Paciente de 50 anos no 6 º PIM de parede inferior refere queixa de precordialgia tipo aperto de moderada intensidade com irradiação para a mandíbula. ECG: sem alteração em relação ao ECG basal Troponina: no momento da dor 15 ng/mL; 4h após, 20 ng/mL Qual o diagnóstico?
  • 17.
    Definição Universal deInfarto do Miocárdio: Infarto após Intervenção Coronariana Percutânea (ICP) Aumento dos marcadores de necrose 3x acima do percentil 99 é indicativo de infarto do miocárdio relacionado ao procedimento Medir o marcador antes ou imediatamente após o procedimento e novamente 6-12h e 18-24h após. Se a troponina estiver elevada antes do procedimento e não estiver estabilizado 6h antes, não existem dados suficientes para recomendar o diagnóstico de infarto peri-procedimento com o uso desse biomarcador, porém, se estabilizou ou começou a cair, podemos usar o marcador junto com os outros critérios para o diagnóstico de reinfarto Thygesen et al. Circulation 2007; 116: 2634-2653
  • 18.
    Definição Universal deInfarto do Miocárdio: Infarto após Intervenção Coronariana Percutânea – Caso Clínico Paciente no 9º DIH na UCO do HSP por SCA com supra de ST de parede anterior é submetido à ICP de DA. Após o procedimento cursou com mal-estar e náuseas. Colhido troponina no momento do desconforto: 12 ng/mL; 6h após: 15 ng/mL; 18h após: 18 ng/mL. Seus valores de troponina 12h e 36h após o evento primário eram, respectivamente: 18 e 16 ng/mL Eco: hipocinesia nova ínfero-apical Qual o diagnóstico?
  • 19.
    Definição Universal deInfarto do Miocárdio: Infarto após Cirurgia de Revascularização do Miocárdio Aumento dos marcadores de necrose 5x acima do percentil 99 durante as primeiras 72h da cirurgia é indicativo de infarto do miocárdio relacionado ao procedimento, se associado a nova onda Q patológica ou novo BRE ou nova oclusão arterial na coronariografia ou exame de imagem evidenciando perda de miocárdio viável Thygesen et al. Circulation 2007; 116: 2634-2653
  • 20.
    SCA com suprade ST Diagnóstico em Situações Especiais - BRE Presente em 7% dos infartos Critérios de Sgarbossa: Elevação do segmento ST ≥ 1 mm concordante com o complexo QRS em qualquer derivação – 5 pontos Depressão do segmento ST ≥ 1 mm em qualquer derivação de V 1 -V 3 – 3 pontos Elevação do segmento ST ≥ 5 mm discordante do complexo QRS – 2 pontos Limitações Sinal de Cabrera: “entalhe” proeminente na fase ascendente da onda S em V 3 e V 4 Sinal de Chapman: “entalhe” proeminente na fase ascendente da onda R em V 5 e V 6 UpToDate 15.3
  • 21.
    SCA com suprade ST Diagnóstico em Situações Especiais - BRE
  • 22.
    SCA com suprade ST Diagnóstico em Situações Especiais - Marcapasso Critérios: Elevação do segmento ST ≥ 5 mm em derivações que predominam um complexo QRS negativo Elevação do segmento ST ≥ 1 mm em derivações que possuem complexo QRS predominantemente positivo Depressão do segmento ST ≥ 1 mm em qualquer derivação de V 1 -V 3 UpToDate 15.3
  • 23.
    SCA com suprade ST Diagnóstico Diferencial SCA sem supra de ST Dissecção de aorta Estenose aórtica Cardiomiopatia hipertrófica Angina de Prinzmetal Pneumotórax Embolia pulmonar Pericardite Miocardite Úlcera péptica Repolarização precoce Síndromes de Brugada e Wolff-Parkinson-White UpToDate 15.3
  • 24.
    SCA com suprade ST Exames Laboratoriais: Marcadores de necrose Hemograma, eletrólitos, função renal, glicemia, RNI + TTPa Perfil lipídico Arq Bras Cardiol 2004; Vol:83; Supl IV
  • 25.
    SCA com suprade ST Exames de Imagem: Rx de tórax Ecocardiograma: BRE de data indeterminada Portador de marcapasso Suspeita de infarto de parede ínfero-basal isoladamente Avaliação de complicações mecânicas Suspeita de dissecção de aorta TC de tórax: Suspeita de TEP Suspeita de dissecção de aorta Martins et al. Emergências Clínicas; 3ª ed.; 2007
  • 26.
    SCA com suprade ST Tratamento: Oxigênio Oxigênio suplementar para todos os pacientes com SaO 2 < 90% (I B) É razoável administrar oxigênio para todos os pacientes com infarto do miocárdio não complicado nas primeiras 6 horas (IIa C) Antman et al. Circulation 2004; 110: e82-e293
  • 27.
    SCA com suprade ST Tratamento: Nitratos Sublingual: deve ser dado a todos os pacientes com precordialgia desde que não haja contra-indicações (I C) Intravenoso: deve ser administrado aos pacientes que permanecem com dor após 3 doses de nitrato SL, aos que estão hipertensos ou com congestão pulmonar (I C) Antman et al. Circulation 2004; 110: e82-e293
  • 28.
    SCA com suprade ST Tratamento: Analgesia Morfina continua a ser o analgésico de escolha para pacientes com SCA com supra de ST (I C) Pacientes que vinham em uso de AINEs devem ter essa medicação suspensa (I C) AINEs não devem ser administrados a pacientes com SCA com supra de ST durante toda a internação (III C) Antman et al. Circulation 2008; 117
  • 29.
    SCA com suprade ST Tratamento: Antiplaquetários – AAS Recomendado a todos os pacientes com SCA com supra de ST (I A) Dose inicial: 162 mg (I A) a 325 mg (I C) Dose de manutenção: 75 a 162 mg/dia “ Stent”: manter 162 a 325 mg/dia de 1 a 6 meses a depender do tipo de stent (I B); se preocupação quanto ao risco de sangramento do doente, manter 75 a 162 mg/dia (IIa C) Antman et al. Circulation 2008; 117
  • 30.
    SCA com suprade ST Tratamento: Antiplaquetários – CLOPIDOGREL Em substituição ao AAS nos pacientes com hipersensibilidade (I C) Pacientes que irão à ICP; ataque: 300- 600 mg; manter 75 mg/dia por 1 a 12 meses se colocação de “stent” (I B) e no mínimo por 12 meses para “stent” farmacológico (I B) Em < 75 anos é razoável fazer 300 mg de ataque a pacientes que irão receber fibrinolíticos ou que não receberão terapia de reperfusão (IIa C) 75 mg/dia associado a AAS por 14 dias (I B) a 12 meses (IIa C) se paciente recebeu fibrinolítico ou não recebeu qualquer tipo de terapia de reperfusão Suspender a droga 5-7 dias da cirurgia de revascularização miocárdica (I B) Antman et al. Circulation 2008; 117 UpToDate 15.3 Arq Bras Cardiol 2004; Vol:83; Supl IV King SB III et al. Circulation. 2008;117:261-295
  • 31.
    SCA com suprade ST Tratamento: Antiplaquetários – Inibidores da glicoprotéina IIb/IIIa Na ICP com balão (I B) Na ICP com stent em lesões com alto risco de trombose (IIa B) Na ICP com stent para todos os pacientes (IIb B) Não tem indicação como terapia de reperfusão isolada (III B) “ Stents” farmacológicos A maioria dos estudos não mostra benefício claro da associação dessa classe Cuidado >75 anos Arq Bras Cardiol 2004; Vol:83; Supl IV Antman et al. Circulation 2004; 110: e82-e293 UpToDate 15.3
  • 32.
    SCA com suprade ST Tratamento: Beta-Bloqueadores β -bloqueador por via oral deve ser administrado nas primeiras 24h para todos os pacientes sem contra-indicações ou fatores de risco para choque cardiogênico (I B) β -bloqueador intravenoso pode ser administrado aos pacientes que se apresentam hipertensos e que não tenham contra-indicações ou fatores de risco para choque cardiogênico (IIa B) Os pacientes que apresentam IC moderada ou grave devem receber um esquema para prevenção secundária gradual (I B) β -bloqueador intravenoso não deve ser administrado a pacientes com sinais de IC e/ou de baixo débito e/ou com fatores de risco para choque cardiogênico e/ou contra-indicações a β -bloqueador (III a) Antman et al. Circulation 2008; 117
  • 33.
    SCA com suprade ST Fatores de Risco para Choque Cardiogênico Idade > 70 anos PAS < 120 mmHg Taquicardia Sinusal > 110 bpm FC < 60 bpm Tempo prolongado do início dos sintomas Antman et al. Circulation 2008; 117
  • 34.
    SCA com suprade ST Tratamento: Anticoagulantes HNF x HBPM Pacientes que recebem fibrinolíticos deverão receber terapia anticoagulante por no mínimo 48h (I C), mas, preferencialmente, durante toda a internação, até 8 dias (I A) Pacientes não submetidos à terapia de reperfusão deverão ser anticoagulados (não usar HNF) por toda a hospitalização, até 8 dias (IIa B) Doses: HNF: 60 U/Kg (max. 4000 UI) de ataque seguido por 12 UI/Kg (max. 1000 UI) de manutenção para manter o TTPa 1,5 a 2x o tempo de controle (I C) HBPM - enoxaparina: para < 75a, fazer “bolus” de 30 mg; 15 min. após iniciar 1 mg/Kg 12/12h. Cl Cr < 30 mL/min; 1 mg/kg a cada 24h. Idade > 75a, não fazer o “bolus” e fazer 0,75mg 12/12h (I A) Trombocitopenia Antman et al. Circulation 2008; 117
  • 35.
    SCA com suprade ST Terapia de Reperfusão ICP x Fibrinolíticos Mortalidade Sangramento intracraniano Reinfarto SCA com Supra de ST em hospital com equipe de hemodinâmica deve ser submetido a ICP dentro de 90 minutos do primeiro contato médico (I A) SCA com supra de ST em hospital sem equipe de hemodinâmica deve receber fibrinolítico dentro de 30 minutos da chegada ao hospital (I B) UpToDate 15.3 Antman et al. Circulation 2008; 117
  • 36.
    SCA com suprade ST Terapia de Reperfusão - Fibrinolíticos Effect of fibrinolytic therapy on mortality according to admission electrocardiogram. Patients with bundle-branch block (BBB) and anterior ST-segment elevation (ANT ST Elevation) derive the most benefit from fibrinolytic therapy. Effects in patients with inferior ST-segment elevation (INF ST Elevation) are much less, while patients with ST-segment depression (ST DEP) do not benefit. The Lancet 1994;343:311-22) (156).
  • 37.
    SCA com suprade ST Terapia de Reperfusão - Fibrinolíticos Indicações: SCA com supra de ST ou BRE novo Δ T < 12h (I B) ou Δ T 12-24h se persistência de sintomas e do supra/BRE (IIa B) Pode ser usado no IAM de parede posterior (IIa C) Trombólise na 1ª hora salva 40/1000, entre a 2ª e 12ª hora salva 20 a 30/1000 Trombólise pré-hospitalar Antman et al. Circulation 2008; 117 Antman et al. Circulation 2004; 110: e82-e293 Arq Bras Cardiol 2004; Vol:83; Supl IV
  • 38.
    SCA com suprade ST Terapia de Reperfusão - Fibrinolíticos Contra-indicações absolutas: AVCh prévio, AVCi nos últimos 3 meses (exceto nas últimas 3h), neoplasia intracraniana maligna (primária ou metastática), lesão vascular cerebral estrutural conhecida, suspeita de dissecção de aorta, TCE ou trauma facial grave nos últimos 3 meses, sangramento interno ativo (exceto menstruação) ou diátese hemorrágica Contra-indicações relativas: HAS crônica grave e não-controlada; HAS grave e não-controlada na apresentação (PAS ≥ 180 mmHg, PAD ≥ 110 mmHg); AVCi há mais de 3 meses, demência ou outra patologia do SNC; uso atual de anticoagulantes orais (quanto maior o RNI, maior o risco); cirurgia de grande porte nas últimas 3 semanas; gravidez; úlcera péptica ativa; sangramento interno recente (2 a 4 semanas); punções vasculares não-compressíveis; RCP prolongada (> 10 min) e potencialmente traumática; para estreptoquinase, uso prévio (> 5 dias e < 2 anos) ou antecedente de reação alérgica Antman et al. Circulation 2004; 110: e82-e293
  • 39.
    SCA com suprade ST Terapia de Reperfusão - Fibrinolíticos Antman et al. Circulation 2004; 110: e82-e293 Droga Estreptoquinase Alteplase Reteplase Tenecteplase Dose 1500000 UI em 30-60 min. 15 mg IV em bolo; 0,75 mg/Kg em 30 min; 0,5 mg/Kg em 60 min; max 100 mg 10U IV em 2 min. seguida de nova dose em 30 min 30mg < 60 Kg 35mg 60-69 Kg 40mg 70-79 Kg 45mg 80-89 Kg 50mg > 90 Kg Administração em “bolus” Não Não Sim Sim Potencial antigênico Sim Não Não Não Reaçõe alérgicas (hipotensão a mais comum) Sim Não Não Não Depleção do Fibrinogênio Importante Leve Moderado Mínimo Patência (%) em 90 min. 50 73-84 83 77-88 Fluxo TIMI 3 (%) 32 54 60 63 Custo por dose (US $) $300 $1800 $2200 $2200 (50 mg)
  • 40.
    SCA com suprade ST Critérios de Reperfusão ECG após 90 min. do início da trombólise com redução de 50% do supra de ST na derivação com o maior supradesnível Alívio dos sintomas Pico precoce de marcador de necrose Arritmias de reperfusão Especificidade x Sensibilidade Antman et al. Circulation 2004; 110: e82-e293 Arq Bras Cardiol 2004; Vol:83; Supl IV
  • 41.
    SCA com suprade ST Terapia de Reperfusão - ICP Melhor estratégia nas primeiras 12h do início do quadro Contato – balão < 90 min. (Contato – balão) – (Porta – agulha) < 60 min. dentro das primeiras 3h do início dos sintomas Choque cardiogênico Pacientes com insuficiência cardíaca ou edema pulmonar É aceitável a realização entre 12-24h (IIa C) se: Instabilidade hemodinâmica ou elétrica Sintomas isquêmicos persistentes Insuficiência cardíaca grave Antman et al. Circulation 2004; 110: e82-e293 Antman et al. Circulation 2008; 117
  • 42.
    SCA com suprade ST Terapia de Reperfusão - ICP Angioplastia facilitada Angioplastia de resgate Sem critérios de reperfusão após 90 min. do fibrinolítico Após fibrinolíticos que desenvolvem choque e/ou arritmias instáveis e/ou edema de pulmão Antman et al. Circulation 2008; 117
  • 43.
    SCA com suprade ST Terapia de Reperfusão - ICP “ Stents” farmacológicos Indicações: Re-estenose intra-”stent” Oclusão total DM Artérias de pequeno diametro King SB III et al. Circulation. 2008;117:261-295
  • 44.
    SCA com suprade ST Terapia de Reperfusão – Cirurgia de Revascularização Miocárdica Lesão de tronco da coronária esquerda Angioplastia sem sucesso Lesões não passíveis de abordagem por ICP e paciente instável Complicações mecânicas Antman et al. Circulation 2004; 110: e82-e293
  • 45.
    SCA com suprade ST Terapia Adjuvante Repouso no Leito Dieta Ansiedade e Insônia Constipação Reposição de eletrólitos Profilaxia para TVP Antman et al. Circulation 2004; 110: e82-e293
  • 46.
    SCA com suprade ST Terapia Adjuvante Inibidores da ECA Antagonistas dos receptores da angiotensina II Estatinas e Fibratos Antagonistas da aldosterona Bloqueadores do canal de cálcio Controle glicêmico Antman et al. Circulation 2008; 117 UpToDate 15.3 Deedwania et al. Circulation 2008;117;1610-1619
  • 47.
    SCA com suprade ST Terapia Adjuvante - Warfarina Indicações: Trombo em VE Aneurisma de VE FE < 30% FA/Flutter História prévia de tromboembolismo crônico RNI alvo Uso conjunto com AAS e clopidogrel Avaliar risco de sangramento UpToDate 15.3 Antman et al. Circulation 2008; 117
  • 48.
    SCA com suprade ST Complicações Complicações isquêmicas Insuficiência cardíaca e choque cardiogênico Arritmias ventriculares Arritmias supraventriculares Bradiarritmias e distúrbios de condução Complicações mecânicas Pericardites Complicações tromboembólicas Antman et al. Circulation 2004; 110: e82-e293
  • 49.
    SCA com suprade ST Complicações Isquêmicas Reinfarto Incidência: 5-10% Diagnóstico Fatores de risco: DM, obesidade, sexo ♀, infarto prévio Tratamento Angina Instável Conceito: dor anginosa em repouso ou aos mínimos esforços entre 48h e 2 semanas Incidência: 20-30% Tratamento Antman et al. Circulation 2004; 110: e82-e293
  • 50.
    SCA com suprade ST Insuficiência Cardíaca e Choque Cardiogênico Fatores de maior importância prognóstica Tratamento: Insuficiência cardíaca Choque cardiogênico Antman et al. Circulation 2004; 110: e82-e293 KILLIP Característica clínica I Ausência de estertores pulmonares ou B3 II Estertores < 50% dos campos pulmonares podendo ou não ter B3 III Estertores > 50% dos campos pulmonares IV Choque cardiogênico Forrester Característica Hemodinâmica I Hemodinâmica normal: POAP < 18 e IC > 2,2 II Congestão Pulmonar: POAP > 18 e IC > 2,2 III Hipoperfusão Periférica: POAP < 18 e IC < 2,2 IV Congestão Pulmonar e Hipoperfusão Periférica: POAP > 18 e IC < 2,2
  • 51.
    SCA com suprade ST Quando utilizar o catéter de Swan-Ganz? Classe I: Hipotensão progressiva não responsiva à volume ou quando volume estiver contra-indicado (C) Na suspeita das complicações mecânicas se o ECO não tiver sido realizado (C) Classe IIa Choque cardiogênico (C) Insuficiência cardíaca progressiva ou severa, ou edema de pulmão que não respondem rapidamente à terapia (C) Hipotensão em paciente com congestão pulmonar que não responde à prova inicial de volume (C) Pacientes recebendo vasopressores ou inotrópicos (C) Sinais persistentes de hipoperfusão sem hipotensão ou congestão pulmonar (C) Antman et al. Circulation 2004; 110: e82-e293
  • 52.
    SCA com suprade ST Arritmias Ventriculares FV primária Definição e mecanismo Prognóstico FV secundária Definição e mecanismo Prognóstico FV tardia Definição e mecanismo Prognóstico Tratamento Precoce Tardia Antman et al. Circulation 2004; 110: e82-e293
  • 53.
    SCA com suprade ST Arritmias Ventriculares TV não-sustentada: Incidência: 10-20% Precoce Tardia TV sustentada Polimórfica: mecanismo isquêmico, refratária a drogas Monomórfica: reentrada em foco de miocárdio necrosado; mau prognóstico Tratamento Precoce Tardia RIVA Antman et al. Circulation 2004; 110: e82-e293
  • 54.
    SCA com suprade ST Arritmias Supraventriculares FA Incidência: 10% Prognóstico Tratamento Flutter e Taquicardia supraventricular paroxística reentrante Antman et al. Circulation 2004; 110: e82-e293
  • 55.
    SCA com suprade ST Bradiarritmias e Distúrbios de Condução Bradicardia sinusal BAV 1º grau BAV 2º grau Mobitz I BAV 2º grau Mobitz II BAVT: No infarto de VD No infarto de parede anterior Tratamento Marcapasso transvenoso: bradicardia sintomática refratária a drogas, BAVs infranodais, bloqueio bi ou trifascicular Antman et al. Circulation 2004; 110: e82-e293
  • 56.
    SCA com suprade ST Complicações Mecânicas Aneurisma ventricular Insuficiência mitral aguda Ruptura do septo interventricular Ruptura da parede livre do VE Martins et al. Emergências Clínicas; 3ª ed.; 2007
  • 57.
    SCA com suprade ST Pericardites Pericardite Epistenocárdica Síndrome de Dressler Diagnóstico Tratamento Anticoagulação Martins et al. Emergências Clínicas; 3ª ed.; 2007
  • 58.
    Abdome vascular AVENecrose de extremidades SCA com supra de ST Complicações Tromboembólicas Martins et al. Emergências Clínicas; 3ª ed.; 2007
  • 59.
    SCA com suprade ST Estratificação Pacientes sem complicações Alta da UCO Alta hospitalar Teste ergométrico Pacientes com complicações Pacientes que receberam fibrinolíticos ou que não receberam terapia de reperfusão Antman et al. Circulation 2008; 117 UpToDate 15.3
  • 60.
    SCA com suprade ST Prognóstico: Clínico – Laboratorial Idade ≥ 75 anos Insuficiência cardíaca Arritmias Glicemia Marcadores de necrose Angina pós-IAM Complicações mecânicas Atraso no início da terapia de reperfusão UpToDate 15.3
  • 61.
    SCA com suprade ST Prognóstico - ECG IAM de parede anterior Arritmias Distúrbios de condução Soma do supra de ST nas diversas derivações Presença de ondas Q UpToDate 15.3
  • 62.
    SCA com suprade ST Prescrição Pós – Alta Dieta, atividade física e controle do peso Cessação do tabagismo Controle de HAS, DM e dislipidemia Analgésicos AAS, β -bloqueador, clopidogrel, IECA, estatina Antman et al. Circulation 2008; 117
  • 63.
    SCA com suprade ST Caso Clínico MFP, 76 anos , sexo feminino refere quadro de dor retroesternal tipo aperto de forte intensidade, 10 em 10, com irradiação para o dorso e membro superior esquerdo, sem fatores de melhora, associado a náuseas e sudorese. AP: Tabagista 100 maços/ano HAS de longa data Dislipidêmica de longa data Aneurisma intracraniano com indicação de cirurgia EF: REG, sudoréica, acianótica, eupnéica PA: 190x110 mmHg FC: 114 bpm AR: MV + com EC bibasais ACV: RCT em 2T, BNMF sem sopros Demais sem alterações
  • 64.
    SCA com suprade ST Caso Clínico Como conduzir essa paciente? ECG Rx Tórax Drogas Evolução
  • 65.
    SCA com suprade ST Conclusão
  • 66.