Dermatologia na Gestante
Dermatologia na Gestante    Alterações fisiológicas.    Dermatoses específicas da gravidez.    Dermatoses alteradas na gravidez.
Dermatologia na Gestante Gravidez: elevações de estrógeno, progesterona, BHCG, prolactina. Alteração do metabolismo proteico, lipídico e glicídico. Aumento do débito cardíaco, volemía, hemodiluição. Aumento da pressão arterial .
Alterações Fisiológicas Alterações pigmentares (ocorrem em 90% das gestantes). Início precoce. Mais proeminentes na raça negra. Aumento da população de melanócitos e maior susceptibilidade ao estímulo hormonal. Relacionado ao aumento de estrógeno e progesterona; aumentam a partir da 8ª semana e decrescem após a 30ª. Aumento do MSH?
Linha Nigra
 
 
 
Pigmentação de nevos e efélides
Pigmentação de nevos e efélides
Alterações Fisiológicas Alterações vasculares: Telangectasias - Surgem entre o 2° e 5° mês de gestação - Mais frequentes em mulheres caucasóides 67% de acometimento - Área de drenagem da veia cava superior:  face, pescoço e membros superiores - Etiologia mais provável é o nível alto de estrógeno
Alterações Fisiológicas Alterações vasculares: Telangectasias - Geralmente desaparecem até a 7ª semana do pós parto - Pode surgir em outras gestações - Não há necessidade de tratamento
 
Alterações Fisiológicas Alterações vasculares: Eritema palmar - Comum na gravidez - Tem início no primeiro trimestre e é mais comum nas mulheres caucasóides - Pode acometer as eminências tenar e hipotenar, ou toda a palma, acompanhada de cianose e palidez
Alterações Fisiológicas Alterações vasculares: Eritema palmar - Desaparece na primeira semana do pós parto - Etiologia relacionada com altos níveis de estrógeno e aumento da volemia
Alterações Fisiológicas Alterações vasculares: Varicosidades: - Acometem mais de 40% das gestantes e são mais frequentes nos membros inferiores e região anal - Surgem a partir do 3° mês - Etiologia multifatorial: tendência familiar, fragilidade do tecido elástico e aumento da pressão venosa por compressão pelo útero
Alterações Fisiológicas Hirsutismo, eflúvio telógeno Hirsutismo discreto é visto na gravidez   - Costuma resolver espontaneamente no terceiro trimestre ou logo após o parto.    Eflúvio telógeno: pós parto, que ocorre de 1 a 5 meses podendo ser severo
Hirsutismo
Eflúvio telógeno
Alterações Fisiológicas Estrias É a mudança mais comum do tecido conectivo na gravidez Ocorrem em 90% das mulheres grávidas A causa exata é desconhecida. Parece que uma série de fatores leva ao seu aparecimento:
Alterações Fisiológicas Estrias Hormonais: estrógeno, hormônios adrenocorticotróficos Aumento do stress lateral sobre o tecido conectivo, devido ao aumento de várias partes do corpo
Alterações Fisiológicas Estrias Acometem o abdome, coxas, nádegas e às vezes os seios Inicialmente são vermelho purpúricas, atróficas e lineares podendo apresentar prurido discreto Posteriormente tornam-se nacaradas
Estrias na Gravidez
Estrias na Gravidez
 
 
Alterações Fisiológicas Atividade glandular Glândulas écrinas: aumentam progressivamente sua atividade, elevando a incidência de miliária e eczema disidrótico Glândulas apócrinas: diminuem suas atividades durante a gravidez diminuindo a incidência de moléstias como a hidrosadenite supurativa
Alterações Fisiológicas Unhas: - Podem apresentar onicólise distal  e queratose subungueal
Alterações Fisiológicas Mucosas: - Gengivite gestacional ocorre em 100% - O grau de acometimento depende da higiene oral, nível de progesterona, fatores irritativos locais e deficiências nutricionais - Tratamento : cuidados locais e vitamina C oral
Alterações Fisiológicas Prurido: - Ocorre em 20% das gestantes, aparece no 3° mês e intensifica durante a gravidez - É mais importante no abdome de deve-se descartar outra patologias como escabiose, dermatite atópica, neurodermatite. - Tratamento é sintomático
Alterações Fisiológicas Colestase intra-hepática da gravidez: - Pode se apresentar com intenso prurido - Ocorre no 3° trimestre sendo secundária à dificuldade de excreção dos ácidos biliares - Elevação da fosfatase alcalina e bilirrubinas - Caracteriza-se por prurido, náuseas, icterícia - Há aumento da morbimortalidade fetal
Alterações Fisiológicas Colestase intra-hepática da gravidez: - Tratamento é difícil : anti histamínicos e colestiramina - Os sintoma desaparecem logo após o parto
Dermatoses específicas da Gravidez Em 1982, Black and Holms propuseram uma classificação simplificada. São quatro entidades: Penfigóide Gestacional Erupção Polimórfica da Gravidez Prurigo da Gravidez Foliculite Pruriginosa da Gravidez
Penfigóide Gestacional ou Herpes Gestacional Dermatose bolhosa auto imune. Rara. Segundo e terceiro trimestres e no início do puerpério. Incidência: 1:50.000 a 1:60.000 gestações. Relatos de associação com mola hidatiforme,  coreocarcinoma e uso de ATCO.
Penfigóide Gestacional ou Herpes Gestacional Etiologia: auto-imune Holmes encontrou 61% a 80% de pacientes com HLA – DR3, 52% com HLA-DR4 e 42% com ambas formas de HLA Antígeno placentário desencadearia reação cruzada com antígeno cutâneo
Penfigóide Gestacional Primeira gestação ou em subsequentes. Clínica:  pápulas e placas urticariformes com prurido intenso . Anulares ou policíclicas, com vesículas e bolhas. Em 81% dos casos as lesões iniciam na região periumbilical, progredindo para tronco, membros, palmas e plantas. Aumento da incidência de RN de baixo peso e prematuridade
Penfigóide Gestacional  Pode haver exacerbação do quadro logo após o parto    Remissão espontânea algumas semanas.     Pode surgir em outra gestação Prognóstico: bom para mãe e RN; 10% deles pode apresentar lesões vesiculosas ao nascimento (transitórias)
Penfigóide Gestacio nal
Penfigóide Gestacional
Penfigóide Gestacional
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Penfigóide Gestacional
Penfigóide Gestacional
Penfigóide Gestacional
Penfigóide Gestacional
Penfigóide Gestacional
Penfigóide Gestacional
Penfigóide Gestacional
Penfigóide Gestacional Diagnóstico: Histopatológico: Edema na derme papilar com infiltrado de linfócitos, eosinófilos e neutrófilos. A bolha é subepidérmica com muitos  eosinófilos. Imunofluorescência direta : depósito de C3 na ZMB em banda linear. Pode ou não haver IgG. Biópsia deve ser retirada de área perilesional,no período de doença ativa O encontro destes achados em paciente grávida dá o diagnóstico de HG
Penfigóide Gestacional
Penfigóide Gestacional Diagnóstico: Imunofluorescência indireta : 70-80% dos casos de PG apresentam auto-  anticorpos que reconhecem o antígeno BP 180 - admite-se ser variante do PB
Penfigóide Gestacional Imunofluorescência indireta mostrando ligação do AC do penfogóide gestacional (fator PG) no lado epidérmico. Técnica de salt split – separação dermo-epidérmica à nível da lâmina lúcida
Penfigóide Gestacional Diagnóstico: •  Imunofluorescência indireta : - Somente 30-40% das pacientes apresenta auto-anticorpos circulantes contra membrana basal. - Isotipo mais encontrado: IgG1
Penfigóide Gestacional Tratamento:   Antihistamínicos orais e corticóides tópicos    Corticóide oral pode ser usado.
Erupção polimórfica da gravidez    Mais comum. Antigamente denominada PUPPP ( P ruritic  U rticarial  P apules and  P laques of  P regnancy    Prevalência de um caso a cada 160 gestações.     Primigestas no terceiro trimestre da  gestação.
Erupção polimórfica da gravidez Quadro clínico  Lesões urticariformes pruriginosas, com início sobre as estrias abdominais, disseminando-se para coxas, glúteos e braços. Região periumbilical poupada . Regridem em até 6 semanas, com descamação e crostas.    O prurido piora de forma gradativa até o parto, quando tende a resolver-se espontâneamente.
Erupção polimórfica da gravidez Histopatologia:  Edema na derme superficial e espongiose com infiltrado de eosinófilos. Na fase vesicular, intensa espongiose e vesícula subepidérmica. Epiderme quase sempre normal
Erupção polimórfica da gravidez Tratamento:  Anti-histamínicos e corticóides tópicos. Pode-se utilizar corticóide oral.
 
 
 
 
 
 
 
 
Prurigo da gravidez Uma em cada 300 gestações.  Entre a 25ª e 30ª semana de gestação.  Não há risco fetal ou materno. Não há recorrência em gestações posteriores.    Etiologia desconhecida, talvez relacionada com atopia.
Prurigo da gravidez Quadro clínico:  Pequenas pápulas pruriginosas que evoluem para nódulos nas superfícies extensoras dos membros. Pode generalizar-se.  Desaparece após o parto.
 
Prurigo da gravidez Histopatologia: Acantose e paraceratose, com infiltrado linfocitário perivascular na derme.
Prurigo da gravidez Tratamento:  Sintomático.
Foliculite Pruriginosa da gravidez Etiologia desconhecida. Rara.
Foliculite Pruriginosa da gravidez Quadro Clínico:   Pápulas ou pústulas eritêmato-escoriadas que surgem entre o quarto e o nono mês de gestação, com duração de  2 a 3 semanas.  Acomete o tronco, ombros, membros superiores e raramente a face
 
Foliculite Pruriginosa da gravidez Histopatologia:  Foliculite inflamatória inespecífica com espongiose
Foliculite Pruriginosa da gravidez Tratamento:  Cremes de peróxido de benzoíla a 10% e hidrocortisona 1%. Anti histamínicos Corticóide oral (10 – 60 mg/dia) ou tópico Tem bom prognóstico, com remissão após o parto
Dermatoses alteradas na gestação Dermatite atópica   Pode piorar ou melhorar durante a gestação.  Estudos prospectivos realizados em Londres: - DA responsável por 36% das consultas de gestantes - Destas, 52% relatou piora do quadro - Há relatos de aparecimento de DA na gravidez em mulheres predispostas
Dermatoses alteradas na gestação Dermatite atópica   Tratamento: não utilizar corticóides tópicos potentes para evitar formação de estrias Anti histamínicos
Dermatoses alteradas na gestação LES  Têm seu comportamento debatido na gravidez, para alguns autores o quadro é mais grave na gestante, com maior acometimento cutâneo (vasculites) e articular. Tratamento: corticóides sistêmicos e antimaláricos não devem ser interrompidos. A síndrome do anticorpo antifosfolipídio é manifestação grave ligada ao LE, devendo-se avaliar os Ac anticoagulante lúpico e anticardiolipina. Podem ocorrer tromboses, perdas fetais e plaquetopenia.
Dermatoses alteradas na gestação Pênfigo   Pode surgir ou piorar durante a gravidez    Exarcebações ocorrem no primeiro ou  segundo trimestres    Aumento na morbidade e mortalidade fetal
Dermatoses alteradas na gestação Pênfigo   Clinicamente a doença se apresenta de maneira habitual    Diagnóstico diferencial com penfigóide gestacional    Tratamento com corticóides orais. Evita drogas citotóxicas
Dermatoses alteradas na gestação Melanoma  Controversa a influência da gestação sobre o desenvolvimento do melanoma uma vez que não está estabelecida a influência hormonal em sua gênese  Prognóstico do melanoma na grávida depende de sua espessura, como no paciente  em geral    Relato de casos de metástases para o feto. Orienta-se esperar dois anos exérese do tumor para gravidez
Drogas e gestação A segurança no uso da maioria dos medicamentos em gestantes não foi devidamente avaliada. Deve-se avaliar o benefício para a gestante e os riscos fetais.
Drogas e gestação O FDA classifica as drogas: X : uso contra-indicado na gestação; D : evidência positiva de risco para feto humano, mas os benefícios podem superar os riscos; C : Risco não pode ser excluído, não tendo sido realizado estudos em humanos. O benefício pode superar os riscos; B : Não há risco para fetos humanos, apesar de possível  risco em animais; A : Estudos controlados não observam qualquer risco; Indeterminada: Não foi classificada pelo FDA. Nesse caso utilizar outras opções.
Drogas e gestação Efeito Teratogênico:  Metrotexato – malformação dos membros e SNC Inibidores da ECA – alterações renais Carbamazepina – defeitos no tubo neural Ciclofosfamida – malformações do SNC Danasol – masculinização do feto feminino Isotretinoina – defeitos do SNC, craniofaciais e cardiovasculares
Drogas e gestação Efeito Teratogênico:  Lítio, barbitúricos, hipoglicemiantes – constricção do ducto arterioso Talidomida – defeitos em orgãos  internos e focomegalia Tetraciclina – alteração dos dentes e ossos Varfarina – defeito do esqueleto e SNC Antiinflamatórios não hormonais  Dietilbestrol – carcinoma de vagina
Drogas e gestação Drogas que podem ser prescritas Antibióticos: amoxacilina, cefalosporinas, azitromicina, penicilinasm eritromicina (exceto estolato). Grupo  B  da FDA Antivirais: preferência a valaciclovir e famciclovir. Grupo  B
Drogas e gestação Drogas que podem ser prescritas Anti histamínicos: preferência pela clorfeniramina ( B ) sobre o hidroxizine  C Analgésico: acetaminofeno Antiinflamatórios não hormonais: ibuprofeno, naproxeno e indometacina devem ser evitados no final da gestação. Persistência de circulação fetal e oligoâmnio Não há contra indicação no uso de lidocaina como anestésico tópico
Drogas e gestação Drogas que podem ser prescritas Corticóides sistêmicos: grupo  C  da FDA - Em altas doses tem sido relacionados com abortos espontâneos, insuficiência placentária, retardo de crescimento intra uterino e lábio leporino em alguns estudos - Doses moderadas: relativamente seguro - Indicado quando o benefício para a gestante é evidente e irrefutável - Tópicos: parece não haver contra-indicações
Drogas e gestação Os medicamentos tópicos seguros são: Ácido azeláico, ciclopirox, clindamicina, eritromicina, metronidazol, mupirocina, nistatina, permetrina e terbinafina, todos do grupo  B.  Peroxido de benzoíla, bacitracina, hidroquinona, podem ser usados, mas são do grupo  C. Não há contra-indicação para retinóides tópicos
Fim

Dermatologia na gestante

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    Dermatologia na Gestante Alterações fisiológicas.  Dermatoses específicas da gravidez.  Dermatoses alteradas na gravidez.
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    Dermatologia na GestanteGravidez: elevações de estrógeno, progesterona, BHCG, prolactina. Alteração do metabolismo proteico, lipídico e glicídico. Aumento do débito cardíaco, volemía, hemodiluição. Aumento da pressão arterial .
  • 4.
    Alterações Fisiológicas Alteraçõespigmentares (ocorrem em 90% das gestantes). Início precoce. Mais proeminentes na raça negra. Aumento da população de melanócitos e maior susceptibilidade ao estímulo hormonal. Relacionado ao aumento de estrógeno e progesterona; aumentam a partir da 8ª semana e decrescem após a 30ª. Aumento do MSH?
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    Alterações Fisiológicas Alteraçõesvasculares: Telangectasias - Surgem entre o 2° e 5° mês de gestação - Mais frequentes em mulheres caucasóides 67% de acometimento - Área de drenagem da veia cava superior: face, pescoço e membros superiores - Etiologia mais provável é o nível alto de estrógeno
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    Alterações Fisiológicas Alteraçõesvasculares: Telangectasias - Geralmente desaparecem até a 7ª semana do pós parto - Pode surgir em outras gestações - Não há necessidade de tratamento
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  • 14.
    Alterações Fisiológicas Alteraçõesvasculares: Eritema palmar - Comum na gravidez - Tem início no primeiro trimestre e é mais comum nas mulheres caucasóides - Pode acometer as eminências tenar e hipotenar, ou toda a palma, acompanhada de cianose e palidez
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    Alterações Fisiológicas Alteraçõesvasculares: Eritema palmar - Desaparece na primeira semana do pós parto - Etiologia relacionada com altos níveis de estrógeno e aumento da volemia
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    Alterações Fisiológicas Alteraçõesvasculares: Varicosidades: - Acometem mais de 40% das gestantes e são mais frequentes nos membros inferiores e região anal - Surgem a partir do 3° mês - Etiologia multifatorial: tendência familiar, fragilidade do tecido elástico e aumento da pressão venosa por compressão pelo útero
  • 17.
    Alterações Fisiológicas Hirsutismo,eflúvio telógeno Hirsutismo discreto é visto na gravidez - Costuma resolver espontaneamente no terceiro trimestre ou logo após o parto.  Eflúvio telógeno: pós parto, que ocorre de 1 a 5 meses podendo ser severo
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    Alterações Fisiológicas EstriasÉ a mudança mais comum do tecido conectivo na gravidez Ocorrem em 90% das mulheres grávidas A causa exata é desconhecida. Parece que uma série de fatores leva ao seu aparecimento:
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    Alterações Fisiológicas EstriasHormonais: estrógeno, hormônios adrenocorticotróficos Aumento do stress lateral sobre o tecido conectivo, devido ao aumento de várias partes do corpo
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    Alterações Fisiológicas EstriasAcometem o abdome, coxas, nádegas e às vezes os seios Inicialmente são vermelho purpúricas, atróficas e lineares podendo apresentar prurido discreto Posteriormente tornam-se nacaradas
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    Alterações Fisiológicas Atividadeglandular Glândulas écrinas: aumentam progressivamente sua atividade, elevando a incidência de miliária e eczema disidrótico Glândulas apócrinas: diminuem suas atividades durante a gravidez diminuindo a incidência de moléstias como a hidrosadenite supurativa
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    Alterações Fisiológicas Unhas:- Podem apresentar onicólise distal e queratose subungueal
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    Alterações Fisiológicas Mucosas:- Gengivite gestacional ocorre em 100% - O grau de acometimento depende da higiene oral, nível de progesterona, fatores irritativos locais e deficiências nutricionais - Tratamento : cuidados locais e vitamina C oral
  • 30.
    Alterações Fisiológicas Prurido:- Ocorre em 20% das gestantes, aparece no 3° mês e intensifica durante a gravidez - É mais importante no abdome de deve-se descartar outra patologias como escabiose, dermatite atópica, neurodermatite. - Tratamento é sintomático
  • 31.
    Alterações Fisiológicas Colestaseintra-hepática da gravidez: - Pode se apresentar com intenso prurido - Ocorre no 3° trimestre sendo secundária à dificuldade de excreção dos ácidos biliares - Elevação da fosfatase alcalina e bilirrubinas - Caracteriza-se por prurido, náuseas, icterícia - Há aumento da morbimortalidade fetal
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    Alterações Fisiológicas Colestaseintra-hepática da gravidez: - Tratamento é difícil : anti histamínicos e colestiramina - Os sintoma desaparecem logo após o parto
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    Dermatoses específicas daGravidez Em 1982, Black and Holms propuseram uma classificação simplificada. São quatro entidades: Penfigóide Gestacional Erupção Polimórfica da Gravidez Prurigo da Gravidez Foliculite Pruriginosa da Gravidez
  • 34.
    Penfigóide Gestacional ouHerpes Gestacional Dermatose bolhosa auto imune. Rara. Segundo e terceiro trimestres e no início do puerpério. Incidência: 1:50.000 a 1:60.000 gestações. Relatos de associação com mola hidatiforme, coreocarcinoma e uso de ATCO.
  • 35.
    Penfigóide Gestacional ouHerpes Gestacional Etiologia: auto-imune Holmes encontrou 61% a 80% de pacientes com HLA – DR3, 52% com HLA-DR4 e 42% com ambas formas de HLA Antígeno placentário desencadearia reação cruzada com antígeno cutâneo
  • 36.
    Penfigóide Gestacional Primeiragestação ou em subsequentes. Clínica: pápulas e placas urticariformes com prurido intenso . Anulares ou policíclicas, com vesículas e bolhas. Em 81% dos casos as lesões iniciam na região periumbilical, progredindo para tronco, membros, palmas e plantas. Aumento da incidência de RN de baixo peso e prematuridade
  • 37.
    Penfigóide Gestacional Pode haver exacerbação do quadro logo após o parto  Remissão espontânea algumas semanas.  Pode surgir em outra gestação Prognóstico: bom para mãe e RN; 10% deles pode apresentar lesões vesiculosas ao nascimento (transitórias)
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    Penfigóide Gestacional Diagnóstico:Histopatológico: Edema na derme papilar com infiltrado de linfócitos, eosinófilos e neutrófilos. A bolha é subepidérmica com muitos eosinófilos. Imunofluorescência direta : depósito de C3 na ZMB em banda linear. Pode ou não haver IgG. Biópsia deve ser retirada de área perilesional,no período de doença ativa O encontro destes achados em paciente grávida dá o diagnóstico de HG
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    Penfigóide Gestacional Diagnóstico:Imunofluorescência indireta : 70-80% dos casos de PG apresentam auto- anticorpos que reconhecem o antígeno BP 180 - admite-se ser variante do PB
  • 52.
    Penfigóide Gestacional Imunofluorescênciaindireta mostrando ligação do AC do penfogóide gestacional (fator PG) no lado epidérmico. Técnica de salt split – separação dermo-epidérmica à nível da lâmina lúcida
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    Penfigóide Gestacional Diagnóstico:• Imunofluorescência indireta : - Somente 30-40% das pacientes apresenta auto-anticorpos circulantes contra membrana basal. - Isotipo mais encontrado: IgG1
  • 54.
    Penfigóide Gestacional Tratamento:  Antihistamínicos orais e corticóides tópicos  Corticóide oral pode ser usado.
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    Erupção polimórfica dagravidez  Mais comum. Antigamente denominada PUPPP ( P ruritic U rticarial P apules and P laques of P regnancy  Prevalência de um caso a cada 160 gestações.  Primigestas no terceiro trimestre da gestação.
  • 56.
    Erupção polimórfica dagravidez Quadro clínico  Lesões urticariformes pruriginosas, com início sobre as estrias abdominais, disseminando-se para coxas, glúteos e braços. Região periumbilical poupada . Regridem em até 6 semanas, com descamação e crostas.  O prurido piora de forma gradativa até o parto, quando tende a resolver-se espontâneamente.
  • 57.
    Erupção polimórfica dagravidez Histopatologia: Edema na derme superficial e espongiose com infiltrado de eosinófilos. Na fase vesicular, intensa espongiose e vesícula subepidérmica. Epiderme quase sempre normal
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    Erupção polimórfica dagravidez Tratamento: Anti-histamínicos e corticóides tópicos. Pode-se utilizar corticóide oral.
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    Prurigo da gravidezUma em cada 300 gestações. Entre a 25ª e 30ª semana de gestação. Não há risco fetal ou materno. Não há recorrência em gestações posteriores.  Etiologia desconhecida, talvez relacionada com atopia.
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    Prurigo da gravidezQuadro clínico: Pequenas pápulas pruriginosas que evoluem para nódulos nas superfícies extensoras dos membros. Pode generalizar-se. Desaparece após o parto.
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    Prurigo da gravidezHistopatologia: Acantose e paraceratose, com infiltrado linfocitário perivascular na derme.
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    Prurigo da gravidezTratamento: Sintomático.
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    Foliculite Pruriginosa dagravidez Etiologia desconhecida. Rara.
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    Foliculite Pruriginosa dagravidez Quadro Clínico:  Pápulas ou pústulas eritêmato-escoriadas que surgem entre o quarto e o nono mês de gestação, com duração de 2 a 3 semanas.  Acomete o tronco, ombros, membros superiores e raramente a face
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    Foliculite Pruriginosa dagravidez Histopatologia: Foliculite inflamatória inespecífica com espongiose
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    Foliculite Pruriginosa dagravidez Tratamento: Cremes de peróxido de benzoíla a 10% e hidrocortisona 1%. Anti histamínicos Corticóide oral (10 – 60 mg/dia) ou tópico Tem bom prognóstico, com remissão após o parto
  • 77.
    Dermatoses alteradas nagestação Dermatite atópica Pode piorar ou melhorar durante a gestação. Estudos prospectivos realizados em Londres: - DA responsável por 36% das consultas de gestantes - Destas, 52% relatou piora do quadro - Há relatos de aparecimento de DA na gravidez em mulheres predispostas
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    Dermatoses alteradas nagestação Dermatite atópica Tratamento: não utilizar corticóides tópicos potentes para evitar formação de estrias Anti histamínicos
  • 79.
    Dermatoses alteradas nagestação LES Têm seu comportamento debatido na gravidez, para alguns autores o quadro é mais grave na gestante, com maior acometimento cutâneo (vasculites) e articular. Tratamento: corticóides sistêmicos e antimaláricos não devem ser interrompidos. A síndrome do anticorpo antifosfolipídio é manifestação grave ligada ao LE, devendo-se avaliar os Ac anticoagulante lúpico e anticardiolipina. Podem ocorrer tromboses, perdas fetais e plaquetopenia.
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    Dermatoses alteradas nagestação Pênfigo  Pode surgir ou piorar durante a gravidez  Exarcebações ocorrem no primeiro ou segundo trimestres  Aumento na morbidade e mortalidade fetal
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    Dermatoses alteradas nagestação Pênfigo  Clinicamente a doença se apresenta de maneira habitual  Diagnóstico diferencial com penfigóide gestacional  Tratamento com corticóides orais. Evita drogas citotóxicas
  • 82.
    Dermatoses alteradas nagestação Melanoma  Controversa a influência da gestação sobre o desenvolvimento do melanoma uma vez que não está estabelecida a influência hormonal em sua gênese  Prognóstico do melanoma na grávida depende de sua espessura, como no paciente em geral  Relato de casos de metástases para o feto. Orienta-se esperar dois anos exérese do tumor para gravidez
  • 83.
    Drogas e gestaçãoA segurança no uso da maioria dos medicamentos em gestantes não foi devidamente avaliada. Deve-se avaliar o benefício para a gestante e os riscos fetais.
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    Drogas e gestaçãoO FDA classifica as drogas: X : uso contra-indicado na gestação; D : evidência positiva de risco para feto humano, mas os benefícios podem superar os riscos; C : Risco não pode ser excluído, não tendo sido realizado estudos em humanos. O benefício pode superar os riscos; B : Não há risco para fetos humanos, apesar de possível risco em animais; A : Estudos controlados não observam qualquer risco; Indeterminada: Não foi classificada pelo FDA. Nesse caso utilizar outras opções.
  • 85.
    Drogas e gestaçãoEfeito Teratogênico: Metrotexato – malformação dos membros e SNC Inibidores da ECA – alterações renais Carbamazepina – defeitos no tubo neural Ciclofosfamida – malformações do SNC Danasol – masculinização do feto feminino Isotretinoina – defeitos do SNC, craniofaciais e cardiovasculares
  • 86.
    Drogas e gestaçãoEfeito Teratogênico: Lítio, barbitúricos, hipoglicemiantes – constricção do ducto arterioso Talidomida – defeitos em orgãos internos e focomegalia Tetraciclina – alteração dos dentes e ossos Varfarina – defeito do esqueleto e SNC Antiinflamatórios não hormonais Dietilbestrol – carcinoma de vagina
  • 87.
    Drogas e gestaçãoDrogas que podem ser prescritas Antibióticos: amoxacilina, cefalosporinas, azitromicina, penicilinasm eritromicina (exceto estolato). Grupo B da FDA Antivirais: preferência a valaciclovir e famciclovir. Grupo B
  • 88.
    Drogas e gestaçãoDrogas que podem ser prescritas Anti histamínicos: preferência pela clorfeniramina ( B ) sobre o hidroxizine C Analgésico: acetaminofeno Antiinflamatórios não hormonais: ibuprofeno, naproxeno e indometacina devem ser evitados no final da gestação. Persistência de circulação fetal e oligoâmnio Não há contra indicação no uso de lidocaina como anestésico tópico
  • 89.
    Drogas e gestaçãoDrogas que podem ser prescritas Corticóides sistêmicos: grupo C da FDA - Em altas doses tem sido relacionados com abortos espontâneos, insuficiência placentária, retardo de crescimento intra uterino e lábio leporino em alguns estudos - Doses moderadas: relativamente seguro - Indicado quando o benefício para a gestante é evidente e irrefutável - Tópicos: parece não haver contra-indicações
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    Drogas e gestaçãoOs medicamentos tópicos seguros são: Ácido azeláico, ciclopirox, clindamicina, eritromicina, metronidazol, mupirocina, nistatina, permetrina e terbinafina, todos do grupo B. Peroxido de benzoíla, bacitracina, hidroquinona, podem ser usados, mas são do grupo C. Não há contra-indicação para retinóides tópicos
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