Business Process Management (BPM)
O que é BPM no contexto de TI?
É a arquitetura de solução de TI que visa criar um link direto entre os processos de
negócio e a respectiva informatização. (Informatização Horizontal)
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Faz com que os processos modelados sejam mais facilmente transformados em
sistemas de informação.
Habilita a integração e a manutenção de aplicativos que possam adaptar-se mais
facilmente às mudanças de negócio (Aderência Contínua).
Agiliza a reutilização e a extensão de componentes, pois executa somente aquilo
que é necessário e elimina o processamento redundante.
Visa à integração dos processos, a partir do melhor aproveitamento possível dos
investimentos anteriores em TI.
Busca a automação em tempo real, ou seja:
o Integração com parceiros estratégicos (B2B, B2C e B2E).
o Monitoramento de indicadores de performance.
o Interação e comunicação pró-ativa com os usuários.

O acrônimo “BPM” tem sido causa de algumas confusões conceituais. O “BPM” é
comumente chamado de “Business Process Modelling” e “Business Performance
Management”. O “Business Process Management” é mais amplo e inclui a modelagem e a
gestão da performance em seu escopo de solução.

Disciplinas do BPM:
Modelagem de Processos (Mapeamento):
o É a formatação gráfica do processo que irá embasar as demais disciplinas do
BPM.
o Deve ser feita através de ferramenta específica (Ex. ARIS Toolset) que
armazena os objetos modelados em um repositório estruturado e permite
relacioná-los aos demais componentes da automação promovida pelo BPM.
Documentação de Processos:
o Complementa a modelagem de processos através de conteúdos que
descrevam e definam os objetos modelados (instruções, padrões, problemas,
exceções, etc).
Colaboração e KM:
o Habilita aos envolvidos a otimizarem seus conhecimentos através da
colaboração de conteúdos relacionados ao processo.
o Disponibiliza a documentação e a modelagem dos processos através de
recursos de colaboração que permitam uma abordagem orientada ao trabalho
em grupo.
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Certificação de Qualidade:
o Cuida da aderência aos padrões da indústria (“Best Practices”), garantindo
que os processos sejam concebidos de forma qualificada (ex. ISO 9000).
Conformidade às regulamentações e legislações:
o Promove a adequação dos processos aos preceitos regulamentares, de modo
a suportar ações de auditoria e fiscalização (Ex. Sarbox).
Melhoria Contínua (“Business Process Improvement” – BPI)
o Deve considerar mecanismos de monitoramento e simulação de indicadores
que avaliem a performance dos processos em relação aos padrões de
referência.
o Deve suportar a análise e identificação contínua de melhorias aos processos,
tais como: - gargalos, redução de “lead-times” e custos.

Certificação
(Qualidade)

Modelagem

Conformidade
(Normas)

Documentação

BPM
Colaboração
e KM

Melhoria
Contínua (BPI)

Automação
BAM

Workflow

(Performance)

EAI

ERP, CRM,
SCM

SOA
(Web Services)

Portais

A abordagem BPM apoia-se nas seguintes constatações:
Por melhores que sejam os sistemas aplicativos, o sucesso de sua implementação
depende da qualidade relacionada à organização dos processos e das pessoas
envolvidas,
O retorno do investimento em relação a um projeto de implantação de sistemas
não advém da qualidade funcional e/ou tecnológica do aplicativo, e sim da forma
como esses recursos são utilizados dentro da Organização.
No caso de soluções ERP / CRM, as customizações normalmente realizadas são
resultantes das adequações relacionadas aos requerimentos específicos de cada
organização. “Não existem organizações sem requerimentos específicos em seus
processos de negócio”.
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A mudança contínua dos processos é uma exigência competitiva, mas deve gerar
o menor impacto possível aos custos e à complexidade administrativa de TI.
Organizações de pequeno e médio porte normalmente não possuem condições de
arcar com os custos inerentes aos projetos de implementação de uma aplicação
pronta de grande amplitude (ERP + SCM + CRM), sendo assim, precisam
maximizar os investimentos feitos em seus sistemas atuais.
Após a implementação de uma solução ERP sempre haverá a permanência de
funcionalidades externas, feitos manualmente ou através de sistemas periféricos
(ex. planilhas eletrônicas). Apesar de externas ao aplicativo, precisam ser
orquestradas pelo processo.
Aplicativos integrados entre si, não são suficientes para promover a qualidade
necessária às informações corporativas. É preciso ter as pessoas e os processos
integrados aos aplicativos.
Os sistemas não podem ser reativos às iniciativas dos usuários, eles precisam
conhecer e conduzir os usuários (Sistemas Pró-ativos).

Os principais objetivos do BPM:
Obter a completa automação do fluxo de trabalho, integrando seus passos aos
aplicativos existentes (internos e externos).
Converter processos baseados em papel (manuais), em processos baseados na
Web, eliminando as respectivas ineficiências associadas.
Agregar inteligência aos formulários, visando reduzir complexidade, omissões ou
inconsistências na entrada do dados.
Incorporar características de controle que assegurem a integridade do fluxo de
trabalho e compensem possíveis falhas humanas ou nos aplicativos existentes.
Prover “feedback” em tempo real, em relação à situação dos processos
eletrônicos (Monitoramento).
Medir o tempo e os custos dos processos, embasando a busca por melhoramentos
contínuos.
Orquestrar os processos de negócio, melhorando a cooperação interdepartamental
e interempresarial.
Estender as fronteiras da Organização a partir da integração de seus processos
aos processos de outras entidades externas (Clientes, Fornecedores, Parceiros, etc)

Benefícios esperados:

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Reduz riscos e investimentos de TI nos projetos de automação e integração de
processos.
o Maximiza a reutilização de investimentos anteriores.
Promove a Integridade e a conformidade dos processos em relação às exigências de
certificação e regulamentação (Ex. ISO9000, Sarbox, etc).
Elimina trabalhos desnecessários e re-trabalhos, tornando os processos mais
econômicos, produtivos e confiáveis.
Permite tratar as exceções de forma ágil e econômica.
o Normalmente, a maior parte do esforço operacional dependido visa tratar
exceções que estão relacionadas a uma pequena parte dos processos de
negócio.
Implementa um sistema de medição e monitoramento que habilita os gestores de
processos a responderem rapidamente aos eventos ou mudanças que representem
oportunidades ou ameaças ao negócio.
Alavanca o e-Business através da integração com processos externos.
Oferece respostas mais rápidas às mudanças exigidas pelo mercado (Agilidade
organizacional).
Melhora a coordenação das atividades em organizações geograficamente
fragmentadas.
BPM “Framework” (Arquitetura das Ferramentas de BPM):
O BPM IDE (“Integrated Design Environment”) é usado para modelar e especificar
processos automatizados sem a necessidade de conhecimentos técnicos em TI.
o A partir dessa especificação o BPM executa a orquestração dos serviços
(interações, integrações e processamentos) inerentes aos processos
automatizados.
o Esse ambiente costuma basear-se nos padrões BPEL e/ou XPDL.
A Integração do processo é caracterizada pelos mecanismos que viabilizam a
obtenção e o envio de dados de/para sistemas e dispositivos existentes.
o Esses mecanismos podem ser “EAI tools” (Enterprise Appliction
Integration) ou “SOA Tools” (Service-Oriented Architecture).
o Esses mecanismos baseiam-se na disponibilização de conectores e/ou web
services que promovam essa troca de dados.
O “User Directory” (Diretório de Usuários) é usado pelos administradores dos
processos para definir o perfil e a alçada (nível de autoridade) dos usuários
envolvidos.
O “Workflow” é a infra-estrutura de comunicação e interação humana que
encaminha tarefas aos usuários envolvidos no processo. Essa infra-estrutura é
suportada pelo “User Directory”.
O “Process Engine” (motor de processos) cuida do controle de status e de variáveis
inerentes aos processos ativos (em produção) num determinado momento.

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O BAM (“Business Activity Monitoring”) visa à especificação e a medição de
indicadores atrelados aos processos, de modo a criar um sistema de monitoramento
de performance que atue pró-ativamente sobre as respectivas variações.

Origens do BPM:
O atual mercado de ferramentas BPM é proveniente de fornecedores cujos produtos
possuem diferentes origens. Ou seja:
Análise, Modelagem e Simulação de Processos de Negócio.
o Foco na obtenção de um entendimento detalhado dos processos e do
respectivo impacto das mudanças.
o Foco na análise e simulação dos processos e suas atividades.
Automação de fluxos de trabalho (Workflows e GED).
o Foco na automação de processos centrados nas pessoas e nos documentos,
onde o tratamento dos dados e documentos é guiado por um workflow.
Enterprise Application Integration (EAI) ou Enterprise Service Bus (ESB).
o Foco no intercâmbio de informações entre sistemas heterogêneos.
Recursos de análise Multi-dimencional e Reports (BI / OLAP)
o Foco na apuração e visibilidade sobre métricas de controle operacional.
Desenvolvimento de sistemas (Web Workbenchs).
o Foco no desenvolvimento rápido de aplicações web e Portais.
Gerenciamento de servidores Web.
o Foco na administração de “web servers” e recursos de adm. de Portais
(publicação, gestão de conteúdo, colaboração, etc).
Soluções de Gestão Integrada (ERP / CRM / SCM)
o Foco na implementação conjunta de sistemas integrados e baseados em
fluxos e estruturas de dados pré-concebidas.

BPM x SOA (Service-Oriented Architecture)
A Arquitetura orientada a serviços preconiza os padrões e os recursos tecnológicos que
habilitam a criação, a integração e a manutenção de aplicativos que possam adaptar-se às
mudanças nas regras de negócio, de forma ágil e econômica. As ferramentas baseadas em
SOA buscam a capacidade de adaptação contínua dos aplicativos, tendo como base os
processos de negócio. Os “Web Services”, apesar de possuírem padrões tecnológicos
específicos, se enquadram na categoria de Serviços.
Os serviços são componentes autônomos, pois “encapsulam” as regras, a estrutura de dados
e os recursos para interface on-line (interface com o usuário) ou através de mensagens
(interface com outros serviços). Os serviços devem ser executados a partir de um núcleo de
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tratamento dinâmico de eventos. Os Aplicativos devem ser o resultado da inter-relação dos
seus serviços.
As plataformas de desenvolvimento baseadas em SOA caracterizam uma necessidade
básica do BPM, pois fazem com que os processos mapeados (e suas mudanças) sejam mais
facilmente transformados em soluções de TI. As soluções BPM devem estar baseadas em
SOA e Web Services.

BPM x “Business Process Improvement” (BPI)
O BPI é a mola propulsora do BPM, pois a organização precisa criar os processos que
provocam a melhoria contínua do negócio.
O BPI baseia-se na implantação de um modelo organizacional que através do mapeamento
dos processos e da aplicação de técnicas como o JAD (Joint Application Design), crie um
ciclo contínuo de revisão e melhoramento.
As técnicas JAD consistem em documentar de forma interativa os consensos inerentes à
análise colaborativa dos mapas de processos. Essa análise colaborativa é promovida através
de workshops que reúnam os proprietários, os clientes / fornecedores internos e os
especialistas no processo em questão. Os consensos obtidos orientam a modelagem dos
processos em sua situação otimizada.
Adm. de Acessos e Hierarquias (alçadas)

2- Diagnóstico

JAD

Hub de Integração
Orquestração
Regras
Adm. de Eventos

Monitoramento
(BAM.)

Ferramenta CASE
(desenv. e manut.)

1- Preparativos

Controle Operacional

Adm. de componentes (Services Explorer)

slooT AOS

3- Implantações

Conhecimento

Documentação

BPM x Soluções ERP / CRM / SCM:
O BPM não substitui ou contraria as vantagens inerentes à implementação das soluções de
gestão integrada.

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O BPM é complementar, ou seja, mesmo em organizações que fazem uso dessas soluções,
o BPM se faz necessário.
O BPM permite aproximar esses pacotes aos requerimentos específicos de cada
organização, de uma forma mais consistente, segura, ágil e econômica.

BPM x Soluções EAI (ESB)
O núcleo de uma solução BPM deve ser o Hub de Integração, pois grande parte das
empresas possui infra-estrutura de TI com uma grande variedade de legados (plataformas
tecnológicas), aplicações departamentais, integrações lineares (ponto a ponto) e enormes
dificuldades na administração centralizada de seus sistemas de informação.
As soluções EAI surgiram para otimizar esses cenários, através da disponibilização de
adaptadores e conectores que viabilizassem a simplificação e a redução dos custos na
integração entre sistemas.
A solução BPM adiciona as pessoas e os processos ao contexto de integração entre
sistemas.

BPM x Portais Colaborativos
A interface de interação da solução BPM deve estar baseada em Portais Web, ou seja,
deve ser feita através de “portlets” dinâmicos que tratem as fontes de dados e mensagens
da aplicação BPM / SOA (data entries, aprovações, notificações, disparos, etc). Esses
portlets devem ser inseridos à arquitetura do Portal (intranet ou extranet) conforme a
respectiva estrutura de navegação e regras de segurança.
USUÁRIOS

TI

Editores

Gestores

Portal
E-Learning
(EAD)

Colaboração

i-Learning
(LMS)

OLAP
Performance Mgmt.

Inteligência
do Negócio

BAM

•Diretório de
Arquivos (IFS)

Gestão do
Conteúdo
•Geração e Captação
•Estruturação
•Aprovação
•Publicação e Controle

•Web Conference
•Forum e Chat
•Busca Avançada

DW
BD

BPM / SOA
Legado

B2B
B2C

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ERP
CRM

Outros
Portais
Como implementar o BPM?
A implementação do BPM deve estar baseada numa abordagem contínua de modelagem,
análise e automação de processos de negócio.
Modelo
Organizacional

Situação
Situação
definida como
“TO BE”
BE”

Entendimento
das
necessidades
atuais

Modelo
Final
(Melhorias)

Processos

Modelos
Referências
Referê
Mercado

Mudança

Tecnologia

Primeiro Passo (Desenho da Situação Atual):
o Reorientações Organizacionais Prévias: TI precisa orientar-se aos processos
de negócio e as áreas de negócio precisam ver TI como parte integradora de
seus processos.
o Segmentar a organização em processos de negócio e priorizá-los conforme
as estratégias em vigor (estabelecer pesos e definir os impactos das
estratégias nos processos)
o Desenhar os processos priorizados.
Os proprietários dos processos devem diagramar o fluxo a partir de
uma visão própria, considerando um sumário de atividades, regras,
condições especiais, exceções, recursos disponíveis e estimativas de
tempo / custos.

sossecorP
sossecorP
sossecorP
sossecorP
dados

dados

unidade
organizacional

usuário

função

evento

unidade
organizacional

função

função

usuário

unidade
or ganizacional

JAD

evento

dados

evento
resultado

evento

usuário

dados
dados

usuário
unidade
organizacional
função

evento

função

evento
resultado

evento

dados

função

usuário
unidade
organizacional

evento

usuário
unidade
organizacional

Esse trabalho deve ser colaborativo e utilizar abordagens do Tipo
"JAD Sessions" (Joint Application Design).

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Segundo Passo (Medição):
o Consiste em responder questões dirigidas a cada tarefa do processo
desenhado (atual), considerando métricas e respectivas estimativas
(“ranges”). Essas estimativas deverão considerar os tempos, custos,
probabilidades e freqüências relacionadas aos eventos do(s) fluxo(s) em
questão.
Terceiro Passo (Análise e Simulação):
o Consiste em analisar relatórios estatísticos gerados a partir das medições (2º
Passo), no sentido de avaliar a performance, identificar gargalos e descobrir
meios de otimizar o(s) processo(s) em questão.
o Nesse momento devemos considerar o “Benchmarking” de indicadores da
indústria, modelos de referência e recursos de simulação.
Quarto Passo (Melhoramento):
o A partir da eliminação, simplificação e automação de tarefas, estaremos
redesenhando o processo.
o A avaliação do melhoramento deve ser feita através da comparação entre o
modelo atual e os modelos resultantes do redesenho.
o Documentar o novo processo. Ou seja, sua lógica, regras, exceções,
estimativas (medições) e recursos necessários.
Quinto Passo (Automação):
o Desenho: Especificar e organizar a automação do novo processo através da
solução BPM.
Identificação dos requerimentos de integração:
• Identificar os pontos de contato do processo com os sistemas
existentes ou externos.
Especificar serviços complementares (componentes BPM e SOA)
conforme a amplitude de automação necessária.
Mapeamento dos Acessos (usuários):
• Identificar e detalhar as pessoas que irão participar do
processo (Skill, função, visão, etc) para definição das
características de interação da solução BPM.
Identificação dos responsáveis pelo suporte ao ciclo de vida do
processo automatizado (Quem modela? Quem desenvolve as
integrações? etc).
o Construção e Implementação do processo automatizado através da solução
BPM / SOA . Desenvolver serviços baseados em Workflow, Web Services,
Portlets e Conectores.
Especificação, Prototipação (ciclos), Homologação Final e
Transição para produção.
Após a Automação, sempre que ocorrerem mudanças no ambiente organizacional
(processos), a abordagem retorna ao passo 2.
Em todos os passos dessa abordagem é importante a preocupação com os recursos humanos
envolvidos. Sendo assim, costumamos inserir a metodologia de Change Management.
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BPM Overview

  • 1.
    Business Process Management(BPM) O que é BPM no contexto de TI? É a arquitetura de solução de TI que visa criar um link direto entre os processos de negócio e a respectiva informatização. (Informatização Horizontal) • • • • • Faz com que os processos modelados sejam mais facilmente transformados em sistemas de informação. Habilita a integração e a manutenção de aplicativos que possam adaptar-se mais facilmente às mudanças de negócio (Aderência Contínua). Agiliza a reutilização e a extensão de componentes, pois executa somente aquilo que é necessário e elimina o processamento redundante. Visa à integração dos processos, a partir do melhor aproveitamento possível dos investimentos anteriores em TI. Busca a automação em tempo real, ou seja: o Integração com parceiros estratégicos (B2B, B2C e B2E). o Monitoramento de indicadores de performance. o Interação e comunicação pró-ativa com os usuários. O acrônimo “BPM” tem sido causa de algumas confusões conceituais. O “BPM” é comumente chamado de “Business Process Modelling” e “Business Performance Management”. O “Business Process Management” é mais amplo e inclui a modelagem e a gestão da performance em seu escopo de solução. Disciplinas do BPM: Modelagem de Processos (Mapeamento): o É a formatação gráfica do processo que irá embasar as demais disciplinas do BPM. o Deve ser feita através de ferramenta específica (Ex. ARIS Toolset) que armazena os objetos modelados em um repositório estruturado e permite relacioná-los aos demais componentes da automação promovida pelo BPM. Documentação de Processos: o Complementa a modelagem de processos através de conteúdos que descrevam e definam os objetos modelados (instruções, padrões, problemas, exceções, etc). Colaboração e KM: o Habilita aos envolvidos a otimizarem seus conhecimentos através da colaboração de conteúdos relacionados ao processo. o Disponibiliza a documentação e a modelagem dos processos através de recursos de colaboração que permitam uma abordagem orientada ao trabalho em grupo. Paulo Henrique Pinhão – tel. 21-991101649 - ppinhao@terra.com.br
  • 2.
    Certificação de Qualidade: oCuida da aderência aos padrões da indústria (“Best Practices”), garantindo que os processos sejam concebidos de forma qualificada (ex. ISO 9000). Conformidade às regulamentações e legislações: o Promove a adequação dos processos aos preceitos regulamentares, de modo a suportar ações de auditoria e fiscalização (Ex. Sarbox). Melhoria Contínua (“Business Process Improvement” – BPI) o Deve considerar mecanismos de monitoramento e simulação de indicadores que avaliem a performance dos processos em relação aos padrões de referência. o Deve suportar a análise e identificação contínua de melhorias aos processos, tais como: - gargalos, redução de “lead-times” e custos. Certificação (Qualidade) Modelagem Conformidade (Normas) Documentação BPM Colaboração e KM Melhoria Contínua (BPI) Automação BAM Workflow (Performance) EAI ERP, CRM, SCM SOA (Web Services) Portais A abordagem BPM apoia-se nas seguintes constatações: Por melhores que sejam os sistemas aplicativos, o sucesso de sua implementação depende da qualidade relacionada à organização dos processos e das pessoas envolvidas, O retorno do investimento em relação a um projeto de implantação de sistemas não advém da qualidade funcional e/ou tecnológica do aplicativo, e sim da forma como esses recursos são utilizados dentro da Organização. No caso de soluções ERP / CRM, as customizações normalmente realizadas são resultantes das adequações relacionadas aos requerimentos específicos de cada organização. “Não existem organizações sem requerimentos específicos em seus processos de negócio”. Paulo Henrique Pinhão – tel. 21-991101649 - ppinhao@terra.com.br
  • 3.
    A mudança contínuados processos é uma exigência competitiva, mas deve gerar o menor impacto possível aos custos e à complexidade administrativa de TI. Organizações de pequeno e médio porte normalmente não possuem condições de arcar com os custos inerentes aos projetos de implementação de uma aplicação pronta de grande amplitude (ERP + SCM + CRM), sendo assim, precisam maximizar os investimentos feitos em seus sistemas atuais. Após a implementação de uma solução ERP sempre haverá a permanência de funcionalidades externas, feitos manualmente ou através de sistemas periféricos (ex. planilhas eletrônicas). Apesar de externas ao aplicativo, precisam ser orquestradas pelo processo. Aplicativos integrados entre si, não são suficientes para promover a qualidade necessária às informações corporativas. É preciso ter as pessoas e os processos integrados aos aplicativos. Os sistemas não podem ser reativos às iniciativas dos usuários, eles precisam conhecer e conduzir os usuários (Sistemas Pró-ativos). Os principais objetivos do BPM: Obter a completa automação do fluxo de trabalho, integrando seus passos aos aplicativos existentes (internos e externos). Converter processos baseados em papel (manuais), em processos baseados na Web, eliminando as respectivas ineficiências associadas. Agregar inteligência aos formulários, visando reduzir complexidade, omissões ou inconsistências na entrada do dados. Incorporar características de controle que assegurem a integridade do fluxo de trabalho e compensem possíveis falhas humanas ou nos aplicativos existentes. Prover “feedback” em tempo real, em relação à situação dos processos eletrônicos (Monitoramento). Medir o tempo e os custos dos processos, embasando a busca por melhoramentos contínuos. Orquestrar os processos de negócio, melhorando a cooperação interdepartamental e interempresarial. Estender as fronteiras da Organização a partir da integração de seus processos aos processos de outras entidades externas (Clientes, Fornecedores, Parceiros, etc) Benefícios esperados: Paulo Henrique Pinhão – tel. 21-991101649 - ppinhao@terra.com.br
  • 4.
    Reduz riscos einvestimentos de TI nos projetos de automação e integração de processos. o Maximiza a reutilização de investimentos anteriores. Promove a Integridade e a conformidade dos processos em relação às exigências de certificação e regulamentação (Ex. ISO9000, Sarbox, etc). Elimina trabalhos desnecessários e re-trabalhos, tornando os processos mais econômicos, produtivos e confiáveis. Permite tratar as exceções de forma ágil e econômica. o Normalmente, a maior parte do esforço operacional dependido visa tratar exceções que estão relacionadas a uma pequena parte dos processos de negócio. Implementa um sistema de medição e monitoramento que habilita os gestores de processos a responderem rapidamente aos eventos ou mudanças que representem oportunidades ou ameaças ao negócio. Alavanca o e-Business através da integração com processos externos. Oferece respostas mais rápidas às mudanças exigidas pelo mercado (Agilidade organizacional). Melhora a coordenação das atividades em organizações geograficamente fragmentadas. BPM “Framework” (Arquitetura das Ferramentas de BPM): O BPM IDE (“Integrated Design Environment”) é usado para modelar e especificar processos automatizados sem a necessidade de conhecimentos técnicos em TI. o A partir dessa especificação o BPM executa a orquestração dos serviços (interações, integrações e processamentos) inerentes aos processos automatizados. o Esse ambiente costuma basear-se nos padrões BPEL e/ou XPDL. A Integração do processo é caracterizada pelos mecanismos que viabilizam a obtenção e o envio de dados de/para sistemas e dispositivos existentes. o Esses mecanismos podem ser “EAI tools” (Enterprise Appliction Integration) ou “SOA Tools” (Service-Oriented Architecture). o Esses mecanismos baseiam-se na disponibilização de conectores e/ou web services que promovam essa troca de dados. O “User Directory” (Diretório de Usuários) é usado pelos administradores dos processos para definir o perfil e a alçada (nível de autoridade) dos usuários envolvidos. O “Workflow” é a infra-estrutura de comunicação e interação humana que encaminha tarefas aos usuários envolvidos no processo. Essa infra-estrutura é suportada pelo “User Directory”. O “Process Engine” (motor de processos) cuida do controle de status e de variáveis inerentes aos processos ativos (em produção) num determinado momento. Paulo Henrique Pinhão – tel. 21-991101649 - ppinhao@terra.com.br
  • 5.
    O BAM (“BusinessActivity Monitoring”) visa à especificação e a medição de indicadores atrelados aos processos, de modo a criar um sistema de monitoramento de performance que atue pró-ativamente sobre as respectivas variações. Origens do BPM: O atual mercado de ferramentas BPM é proveniente de fornecedores cujos produtos possuem diferentes origens. Ou seja: Análise, Modelagem e Simulação de Processos de Negócio. o Foco na obtenção de um entendimento detalhado dos processos e do respectivo impacto das mudanças. o Foco na análise e simulação dos processos e suas atividades. Automação de fluxos de trabalho (Workflows e GED). o Foco na automação de processos centrados nas pessoas e nos documentos, onde o tratamento dos dados e documentos é guiado por um workflow. Enterprise Application Integration (EAI) ou Enterprise Service Bus (ESB). o Foco no intercâmbio de informações entre sistemas heterogêneos. Recursos de análise Multi-dimencional e Reports (BI / OLAP) o Foco na apuração e visibilidade sobre métricas de controle operacional. Desenvolvimento de sistemas (Web Workbenchs). o Foco no desenvolvimento rápido de aplicações web e Portais. Gerenciamento de servidores Web. o Foco na administração de “web servers” e recursos de adm. de Portais (publicação, gestão de conteúdo, colaboração, etc). Soluções de Gestão Integrada (ERP / CRM / SCM) o Foco na implementação conjunta de sistemas integrados e baseados em fluxos e estruturas de dados pré-concebidas. BPM x SOA (Service-Oriented Architecture) A Arquitetura orientada a serviços preconiza os padrões e os recursos tecnológicos que habilitam a criação, a integração e a manutenção de aplicativos que possam adaptar-se às mudanças nas regras de negócio, de forma ágil e econômica. As ferramentas baseadas em SOA buscam a capacidade de adaptação contínua dos aplicativos, tendo como base os processos de negócio. Os “Web Services”, apesar de possuírem padrões tecnológicos específicos, se enquadram na categoria de Serviços. Os serviços são componentes autônomos, pois “encapsulam” as regras, a estrutura de dados e os recursos para interface on-line (interface com o usuário) ou através de mensagens (interface com outros serviços). Os serviços devem ser executados a partir de um núcleo de Paulo Henrique Pinhão – tel. 21-991101649 - ppinhao@terra.com.br
  • 6.
    tratamento dinâmico deeventos. Os Aplicativos devem ser o resultado da inter-relação dos seus serviços. As plataformas de desenvolvimento baseadas em SOA caracterizam uma necessidade básica do BPM, pois fazem com que os processos mapeados (e suas mudanças) sejam mais facilmente transformados em soluções de TI. As soluções BPM devem estar baseadas em SOA e Web Services. BPM x “Business Process Improvement” (BPI) O BPI é a mola propulsora do BPM, pois a organização precisa criar os processos que provocam a melhoria contínua do negócio. O BPI baseia-se na implantação de um modelo organizacional que através do mapeamento dos processos e da aplicação de técnicas como o JAD (Joint Application Design), crie um ciclo contínuo de revisão e melhoramento. As técnicas JAD consistem em documentar de forma interativa os consensos inerentes à análise colaborativa dos mapas de processos. Essa análise colaborativa é promovida através de workshops que reúnam os proprietários, os clientes / fornecedores internos e os especialistas no processo em questão. Os consensos obtidos orientam a modelagem dos processos em sua situação otimizada. Adm. de Acessos e Hierarquias (alçadas) 2- Diagnóstico JAD Hub de Integração Orquestração Regras Adm. de Eventos Monitoramento (BAM.) Ferramenta CASE (desenv. e manut.) 1- Preparativos Controle Operacional Adm. de componentes (Services Explorer) slooT AOS 3- Implantações Conhecimento Documentação BPM x Soluções ERP / CRM / SCM: O BPM não substitui ou contraria as vantagens inerentes à implementação das soluções de gestão integrada. Paulo Henrique Pinhão – tel. 21-991101649 - ppinhao@terra.com.br
  • 7.
    O BPM écomplementar, ou seja, mesmo em organizações que fazem uso dessas soluções, o BPM se faz necessário. O BPM permite aproximar esses pacotes aos requerimentos específicos de cada organização, de uma forma mais consistente, segura, ágil e econômica. BPM x Soluções EAI (ESB) O núcleo de uma solução BPM deve ser o Hub de Integração, pois grande parte das empresas possui infra-estrutura de TI com uma grande variedade de legados (plataformas tecnológicas), aplicações departamentais, integrações lineares (ponto a ponto) e enormes dificuldades na administração centralizada de seus sistemas de informação. As soluções EAI surgiram para otimizar esses cenários, através da disponibilização de adaptadores e conectores que viabilizassem a simplificação e a redução dos custos na integração entre sistemas. A solução BPM adiciona as pessoas e os processos ao contexto de integração entre sistemas. BPM x Portais Colaborativos A interface de interação da solução BPM deve estar baseada em Portais Web, ou seja, deve ser feita através de “portlets” dinâmicos que tratem as fontes de dados e mensagens da aplicação BPM / SOA (data entries, aprovações, notificações, disparos, etc). Esses portlets devem ser inseridos à arquitetura do Portal (intranet ou extranet) conforme a respectiva estrutura de navegação e regras de segurança. USUÁRIOS TI Editores Gestores Portal E-Learning (EAD) Colaboração i-Learning (LMS) OLAP Performance Mgmt. Inteligência do Negócio BAM •Diretório de Arquivos (IFS) Gestão do Conteúdo •Geração e Captação •Estruturação •Aprovação •Publicação e Controle •Web Conference •Forum e Chat •Busca Avançada DW BD BPM / SOA Legado B2B B2C Paulo Henrique Pinhão – tel. 21-991101649 - ppinhao@terra.com.br ERP CRM Outros Portais
  • 8.
    Como implementar oBPM? A implementação do BPM deve estar baseada numa abordagem contínua de modelagem, análise e automação de processos de negócio. Modelo Organizacional Situação Situação definida como “TO BE” BE” Entendimento das necessidades atuais Modelo Final (Melhorias) Processos Modelos Referências Referê Mercado Mudança Tecnologia Primeiro Passo (Desenho da Situação Atual): o Reorientações Organizacionais Prévias: TI precisa orientar-se aos processos de negócio e as áreas de negócio precisam ver TI como parte integradora de seus processos. o Segmentar a organização em processos de negócio e priorizá-los conforme as estratégias em vigor (estabelecer pesos e definir os impactos das estratégias nos processos) o Desenhar os processos priorizados. Os proprietários dos processos devem diagramar o fluxo a partir de uma visão própria, considerando um sumário de atividades, regras, condições especiais, exceções, recursos disponíveis e estimativas de tempo / custos. sossecorP sossecorP sossecorP sossecorP dados dados unidade organizacional usuário função evento unidade organizacional função função usuário unidade or ganizacional JAD evento dados evento resultado evento usuário dados dados usuário unidade organizacional função evento função evento resultado evento dados função usuário unidade organizacional evento usuário unidade organizacional Esse trabalho deve ser colaborativo e utilizar abordagens do Tipo "JAD Sessions" (Joint Application Design). Paulo Henrique Pinhão – tel. 21-991101649 - ppinhao@terra.com.br
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    Segundo Passo (Medição): oConsiste em responder questões dirigidas a cada tarefa do processo desenhado (atual), considerando métricas e respectivas estimativas (“ranges”). Essas estimativas deverão considerar os tempos, custos, probabilidades e freqüências relacionadas aos eventos do(s) fluxo(s) em questão. Terceiro Passo (Análise e Simulação): o Consiste em analisar relatórios estatísticos gerados a partir das medições (2º Passo), no sentido de avaliar a performance, identificar gargalos e descobrir meios de otimizar o(s) processo(s) em questão. o Nesse momento devemos considerar o “Benchmarking” de indicadores da indústria, modelos de referência e recursos de simulação. Quarto Passo (Melhoramento): o A partir da eliminação, simplificação e automação de tarefas, estaremos redesenhando o processo. o A avaliação do melhoramento deve ser feita através da comparação entre o modelo atual e os modelos resultantes do redesenho. o Documentar o novo processo. Ou seja, sua lógica, regras, exceções, estimativas (medições) e recursos necessários. Quinto Passo (Automação): o Desenho: Especificar e organizar a automação do novo processo através da solução BPM. Identificação dos requerimentos de integração: • Identificar os pontos de contato do processo com os sistemas existentes ou externos. Especificar serviços complementares (componentes BPM e SOA) conforme a amplitude de automação necessária. Mapeamento dos Acessos (usuários): • Identificar e detalhar as pessoas que irão participar do processo (Skill, função, visão, etc) para definição das características de interação da solução BPM. Identificação dos responsáveis pelo suporte ao ciclo de vida do processo automatizado (Quem modela? Quem desenvolve as integrações? etc). o Construção e Implementação do processo automatizado através da solução BPM / SOA . Desenvolver serviços baseados em Workflow, Web Services, Portlets e Conectores. Especificação, Prototipação (ciclos), Homologação Final e Transição para produção. Após a Automação, sempre que ocorrerem mudanças no ambiente organizacional (processos), a abordagem retorna ao passo 2. Em todos os passos dessa abordagem é importante a preocupação com os recursos humanos envolvidos. Sendo assim, costumamos inserir a metodologia de Change Management. Paulo Henrique Pinhão – tel. 21-991101649 - ppinhao@terra.com.br