Proposta de resolu¸˜o do exame de Matem´tica A de 12o ano
                    ca                    a
                            cod 635
                      23 de Junho de 2009

                                  Grupo I

                     Vers˜o 1
                         a                           Vers˜o 2
                                                         a
                     1.    A                         1.   D
                     2.    D                         2.    A
                     3.    B                         3.    C
                     4.    C                         4.    B
                     5.    D                         5.    A
                     6.    A                         6.   D
                     7.    C                         7.    B
                     8.    C                         8.    B

                                  Grupo II

   1.

   1.1.
                            i             i(1 + i)
                   z1 =          − i18 =           − i2
                          1−i              1+1
                          i + i2             −1 + i
                        =        − (−1) =           +1
                            2                   2
                          i−1+2          1 1
                        =             =    + i
                              2          2 2
   Determina¸˜o de ρ:
            ca
                                                   √
                                1 1            1     2
                         ρ=      + =             =
                                4 4            2    2
   Determina¸˜o de θ:
            ca
   Como Re(z1 ) = 1 e Im(z1 ) = 1 , ent˜o o afixo de z1 pertence ao primeiro
                  2             2
                                       a
quadrante.
                                          1
                                          2
                                tan θ =   1   = 1,
                                          2
        π
logo θ =  + 2kπ, k ∈ Z.
        4
                                       π
   Fazendo, por exemplo, k = 0, vem θ = .
                                       4
Obtemos ent˜o
              a                       √
                               1 1      2     π
                           z1 = + i =     cis
                               2 2    2       4
   1.2.
                                                           n
                                         π           5π
             (−iz2 )n = −1 ⇔       cis −     × cis           = −1
                                         2            6
                                                     n
                                          π 5π
                             ⇔    cis − +              = cis π
                                          2    6
                                       π n
                             ⇔    cis        = cis π
                                       3
                                      nπ
                             ⇔   cis        = cis π
                                       3
                                 nπ
                             ⇔        = π + 2kπ, k ∈ Z
                                  3
                             ⇔   n = 3 + 6k, k ∈ Z

   O menor valor de n, natural, ocorre quando k = 0, originando n = 3.

   2. 7 C3 × 4 C2 = 210.

   3.

   3.1. A probabilidade de sairem duas cores diferentes poder´ ser determi-
                                                             a
nada da seguinte forma:
                               2 × 102   10
                                       = .
                               20 × 19   19

    3.2. A express˜o P [(B ∩C)|A] exprime a probabilidade de a segunda bola
                   a
retirada ser amarela com n´ mero par, sabendo que na primeira extrac¸˜o
                            u                                               ca
saiu bola verde. De acordo com a regra de Laplace, a probabilidade de
um acontecimento ´ dada pelo quociente entre o n´ mero de casos favor´veis
                     e                              u                     a
a esse acontecimento e o n´ mero de casos poss´
                            u                     ıveis, se estes forem todos
equiprov´veis. O n´ mero de casos poss´
         a             u                 ıveis ´ 19, pois das vinte bolas j´
                                               e                               a
retir´mos uma, e assim, como n˜o repomos a primeira bola, ficamos com 19
     a                          a
bolas no saco. O n´ mero de casos favor´veis ´ 5, pois corresponde ao n´ mero
                    u                  a     e                          u
de bolas amarelas com n´mero par que podem sair na segunda extrac¸˜o (12,
                         u                                            ca
14, 16, 18 ou 20).
                                                                         5
    Assim, pela regra de Laplace temos que a probabilidade pedida ´ . e
                                                                        19
4. Df = R+ , Dg = R+ .
   Sabemos que
                             lim (f (x) − 2x) = 0,
                            x→+∞

logo y = 2x ´ a equa¸˜o da recta assimptota obl´
            e       ca                         ıqua do gr´fico de f .
                                                         a


         g(x)       f (x) + x2       f (x)
m = lim       = lim            = lim       + lim x = 2 + ∞ = +∞.
     x→+∞ x    x→+∞      x      x→+∞ x      x→+∞


   N˜o h´ assimptotas quando x → −∞ porque o dom´
     a a                                          ınio da fun¸˜o ´ R+ .
                                                             ca e
Assim o gr´fico de g n˜o tem assimptotas obl´
          a          a                     ıquas.

   5.

   5.1 A fun¸˜o g ´ cont´
              ca    e    ınua em R+ por ser soma de fun¸˜es cont´
                                                       co       ınuas. Em
particular, ´ cont´
            e     ınua em [0, 1; 0, 3].
   g(0, 1) = e0,2 + ln 0, 1 ≈ −1, 08 < 0, e
   g(0, 3) = e0,6 + ln 0, 3 ≈ 0, 62 > 0.
   Assim, g(0, 1) × g(0, 3) < 0, e portanto, pelo corol´rio do Teorema de
                                                       a
Bolzano,
                         ∃ c ∈]0, 1; 0, 3[ : g(c) = 0.
5.2. g(x) = 2x, x ∈]0, 2].

             y



            4



            3                     ln x
                             e 2x +
                             y=




            2
                                              2x
                                         y=

            1
           0,6        A                                     A(0, 3; 0, 6)


             0        0,3                                                   x
                                                   1                            2


          −1




6.
                   D = ]1, +∞[ ∩ ] − ∞, 2[ = ]1, 2[
Para x ∈]1, 2[,
log2 (x − 1) ≥ 1 + log2 (2 − x) ⇔       log2 (x − 1) ≥ log2 2 + log2 (2 − x)
                                ⇔       log2 (x − 1) ≥ log2 (2(2 − x))
                                ⇔       x − 1 ≥ 4 − 2x
                                ⇔       3x ≥ 5
                                              5
                                      ⇔ x≥
                                              3
O sentido da desigualdade mant´m-se ao desembara¸ar de logaritmos por-
                                  e                  c
que a base ´ maior do que 1, e portanto a fun¸˜o logaritmica ´ crescente.
           e                                 ca              e
                                                                           5
   Tendo em conta o dom´
                       ınio encontrado, o conjunto solu¸˜o ´
                                                       ca e                  ,2 .
                                                                           3

   7.

   7.1.
                                     t         2        0, 3t   2
          lim (2te−0,3t ) = 2 lim         =         lim 0,3t =      × 0 = 0.
          t→+∞               t→+∞ e0,3t       0, 3 t→+∞ e      0, 3
Este limite ´ um dos limites not´veis, o que fica claro se se fizer x = 0, 3t.
            e                   a

   Com o passar do tempo, a concentra¸˜o do medicamento no sangue tende
                                      ca
para zero, ou seja, o medicamento tende a desaparecer do sangue.

   7.2.
              C (t) = 2e−0,3t − 0, 6te−0,3t = (2 − 0, 6t)e−0,3t , t ≥ 0.

                                                         10
                         C (t) = 0 ⇔ e−0,3t = 0 ∨ t =       .
                                                         3
                                                  10
   Como e−0,3t = 0 ´ imposs´
                   e       ıvel, ent˜o t =
                                    a                .
                                                  3
                          t   0               10/3        +∞
                        C (t) 2      +         0         −
                        C(t) 0                max.
   10      1
      = 3 + , ou seja, 10/3 horas s˜o 3 horas e 20 minutos.
                                   a
   3       3
   Resposta: A concentra¸˜o m´xima ocorreu 3 horas e 20 minutos depois
                         ca     a
da primeira administra¸˜o, isto ´, `s 12 horas e 20 minutos.
                      ca        e a

Correção do exame nacional

  • 1.
    Proposta de resolu¸˜odo exame de Matem´tica A de 12o ano ca a cod 635 23 de Junho de 2009 Grupo I Vers˜o 1 a Vers˜o 2 a 1. A 1. D 2. D 2. A 3. B 3. C 4. C 4. B 5. D 5. A 6. A 6. D 7. C 7. B 8. C 8. B Grupo II 1. 1.1. i i(1 + i) z1 = − i18 = − i2 1−i 1+1 i + i2 −1 + i = − (−1) = +1 2 2 i−1+2 1 1 = = + i 2 2 2 Determina¸˜o de ρ: ca √ 1 1 1 2 ρ= + = = 4 4 2 2 Determina¸˜o de θ: ca Como Re(z1 ) = 1 e Im(z1 ) = 1 , ent˜o o afixo de z1 pertence ao primeiro 2 2 a quadrante. 1 2 tan θ = 1 = 1, 2 π logo θ = + 2kπ, k ∈ Z. 4 π Fazendo, por exemplo, k = 0, vem θ = . 4
  • 2.
    Obtemos ent˜o a √ 1 1 2 π z1 = + i = cis 2 2 2 4 1.2. n π 5π (−iz2 )n = −1 ⇔ cis − × cis = −1 2 6 n π 5π ⇔ cis − + = cis π 2 6 π n ⇔ cis = cis π 3 nπ ⇔ cis = cis π 3 nπ ⇔ = π + 2kπ, k ∈ Z 3 ⇔ n = 3 + 6k, k ∈ Z O menor valor de n, natural, ocorre quando k = 0, originando n = 3. 2. 7 C3 × 4 C2 = 210. 3. 3.1. A probabilidade de sairem duas cores diferentes poder´ ser determi- a nada da seguinte forma: 2 × 102 10 = . 20 × 19 19 3.2. A express˜o P [(B ∩C)|A] exprime a probabilidade de a segunda bola a retirada ser amarela com n´ mero par, sabendo que na primeira extrac¸˜o u ca saiu bola verde. De acordo com a regra de Laplace, a probabilidade de um acontecimento ´ dada pelo quociente entre o n´ mero de casos favor´veis e u a a esse acontecimento e o n´ mero de casos poss´ u ıveis, se estes forem todos equiprov´veis. O n´ mero de casos poss´ a u ıveis ´ 19, pois das vinte bolas j´ e a retir´mos uma, e assim, como n˜o repomos a primeira bola, ficamos com 19 a a bolas no saco. O n´ mero de casos favor´veis ´ 5, pois corresponde ao n´ mero u a e u de bolas amarelas com n´mero par que podem sair na segunda extrac¸˜o (12, u ca 14, 16, 18 ou 20). 5 Assim, pela regra de Laplace temos que a probabilidade pedida ´ . e 19
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    4. Df =R+ , Dg = R+ . Sabemos que lim (f (x) − 2x) = 0, x→+∞ logo y = 2x ´ a equa¸˜o da recta assimptota obl´ e ca ıqua do gr´fico de f . a g(x) f (x) + x2 f (x) m = lim = lim = lim + lim x = 2 + ∞ = +∞. x→+∞ x x→+∞ x x→+∞ x x→+∞ N˜o h´ assimptotas quando x → −∞ porque o dom´ a a ınio da fun¸˜o ´ R+ . ca e Assim o gr´fico de g n˜o tem assimptotas obl´ a a ıquas. 5. 5.1 A fun¸˜o g ´ cont´ ca e ınua em R+ por ser soma de fun¸˜es cont´ co ınuas. Em particular, ´ cont´ e ınua em [0, 1; 0, 3]. g(0, 1) = e0,2 + ln 0, 1 ≈ −1, 08 < 0, e g(0, 3) = e0,6 + ln 0, 3 ≈ 0, 62 > 0. Assim, g(0, 1) × g(0, 3) < 0, e portanto, pelo corol´rio do Teorema de a Bolzano, ∃ c ∈]0, 1; 0, 3[ : g(c) = 0.
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    5.2. g(x) =2x, x ∈]0, 2]. y 4 3 ln x e 2x + y= 2 2x y= 1 0,6 A A(0, 3; 0, 6) 0 0,3 x 1 2 −1 6. D = ]1, +∞[ ∩ ] − ∞, 2[ = ]1, 2[ Para x ∈]1, 2[, log2 (x − 1) ≥ 1 + log2 (2 − x) ⇔ log2 (x − 1) ≥ log2 2 + log2 (2 − x) ⇔ log2 (x − 1) ≥ log2 (2(2 − x)) ⇔ x − 1 ≥ 4 − 2x ⇔ 3x ≥ 5 5 ⇔ x≥ 3
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    O sentido dadesigualdade mant´m-se ao desembara¸ar de logaritmos por- e c que a base ´ maior do que 1, e portanto a fun¸˜o logaritmica ´ crescente. e ca e 5 Tendo em conta o dom´ ınio encontrado, o conjunto solu¸˜o ´ ca e ,2 . 3 7. 7.1. t 2 0, 3t 2 lim (2te−0,3t ) = 2 lim = lim 0,3t = × 0 = 0. t→+∞ t→+∞ e0,3t 0, 3 t→+∞ e 0, 3 Este limite ´ um dos limites not´veis, o que fica claro se se fizer x = 0, 3t. e a Com o passar do tempo, a concentra¸˜o do medicamento no sangue tende ca para zero, ou seja, o medicamento tende a desaparecer do sangue. 7.2. C (t) = 2e−0,3t − 0, 6te−0,3t = (2 − 0, 6t)e−0,3t , t ≥ 0. 10 C (t) = 0 ⇔ e−0,3t = 0 ∨ t = . 3 10 Como e−0,3t = 0 ´ imposs´ e ıvel, ent˜o t = a . 3 t 0 10/3 +∞ C (t) 2 + 0 − C(t) 0 max. 10 1 = 3 + , ou seja, 10/3 horas s˜o 3 horas e 20 minutos. a 3 3 Resposta: A concentra¸˜o m´xima ocorreu 3 horas e 20 minutos depois ca a da primeira administra¸˜o, isto ´, `s 12 horas e 20 minutos. ca e a