Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais
                            Núcleo Universitário de Betim
                        Curso de Graduação em Enfermagem



Microcampo: Gerência em Saúde
Docente: Renata Mascarenhas



                       Discentes:         Fabiana Vieira de Melo
                                          Francine Pereira Euzébio
                                          Helenice de Cássia Alexandrino
                                          Izabela Coelho Brant
                                          Luna Cosenza
                                          Mayara Silva
                                          Renata Silva


                                        Betim
                                         2008
COLEGIADO
  GESTOR
Colegiado Gestor




   Segundo a Secretaria Municipal de Saúde de Belo
Horizonte,



“ a criação de colegiados gestores está sendo utilizada em vários
setores, públicos e privado, como ferramenta de gestão, visando
facilitar e equacionar problemas e dificuldades de implementação de
mudanças” (BELO HORIZONTE, 2003).
Colegiado Gestor


                              CONCEITO
    O Ministério da Saúde conceitua colegiado gestor
 como:
“ um modelo de gestão participativa centrado no trabalho em equipe e na construção
coletiva (planeja quem executa), os colegiados gestores garantem o
compartilhamento do poder, a co-análise, a co-decisão e a co-avaliação. A direção
das unidades de saúde tem diretrizes, pedidos que são apresentados para os
colegiados como propostas/ofertas que devem ser analisadas, reconstruídas e
pactuadas. Os usuários/familiares e as equipes também têm pedidos e propostas que
serão apreciadas e acordadas. Os colegiados são espaços coletivos deliberativos,
tomam decisões no seu âmbito de governo em conformidade com as diretrizes e
contratos definidos. O colegiado gestor de uma unidade de saúde é composto por
todos os membros da equipe ou por representantes. Tem por finalidade elaborar o
projeto de ação da instituição, atuar no processo de trabalho da unidade,
responsabilizar os envolvidos, acolher os usuários, criar e avaliar os indicadores,
sugerir e elaborar propostos.” (BRASIL, 2004)
Colegiado Gestor




                      COLEGIADO GESTOR




    DIRETRIZ

                       Construção Coletiva                   Equânime
 * Democratização                                             Integral
                                                             (Baseada nos
                      Assistência de qualidade            princípios do SUS)
* Solidariedade dos
      parceiros


                                                 Adaptação: Belo Horizonte, 2003
Colegiado Gestor

 O regime colegiado, pode-se ampliar a capacidade do governo obter
                     algumas vantagens, a citar:




 As soluções e resultados obtidos a partir da discussão colegiada são
 mais sustentáveis e duradouros do que os alcançados por um gerente
 ou um pequeno grupo de gestores;

 Processos colegiados produzem uma visão compartilhada por todos e
  enriquecida pela variedade de pontos de vista, competências e funções
  dos que são membros do colegiado;




                                       (BELO HORIZONTE, 2003)
Colegiado Gestor




 São também processos que podem ganhar maior governabilidade
  porque tem o potencial de engajar representantes de todos os
  componentes da equipe da unidade;

 Outra vantagem é que os esforços e avanços alcançados pela
  Unidade passam a contar com vários “porta-vozes” ou seja,
  pessoas que têm informações do que se passa no colegiado podem
  atuar como formadores de opinião, para dentro e para fora do
  serviço. Podem melhorar a imagem externa da unidade e estreitar
  as relações de trabalho.


                            (BELO HORIZONTE, 2003)
Colegiado Gestor

Alguns pontos que devem ser considerados na formação do colegiado
                             gestor:

 SELEÇÃO DOS COMPONENTES DO COLEGIADO;

 FREQUENCIA DAS REUNIÕES;

 DURAÇÃO DAS REUNIÕES;

 PAUTA DAS REUNIÕES;

 METODOLOGIAS A SEGUIR;

 O REGISTRO DAS REUNIÕES.
Colegiado Gestor
 O Ministério da Saúde ressalta que, o colegiado gestor de Hospital, de
       Distritos Sanitários e Secretarias de Saúde, estrutura-se
                         organizacionalmente:



“compostos por coordenadores de áreas/ setores, gerentes (dos
diferentes níveis da atenção), secretário de saúde, diretores e, no
caso do hospital, incluir também todos os coordenadores das
unidades de produção. Entre outras, tem como atribuições: elaborar
o projeto diretor do distrito/secretaria/hospital; constituir-se como
espaço de negociação e definição de prioridades; definir os
investimentos; organizar os projetos das várias unidades; construir a
sistemática de avaliação, prestar contas aos conselhos gestores e
administrar imprevistos” (BRASIL, 2007, p.11).
Procurar evitar:

 Espaços apenas de informes, reivindicações sindicais e queixas de
  material;

 Há o risco de focalizar as discussões em questões que estão fora da
  governabilidade local, ou condicionar as mudanças necessárias a
  “ganhos” advindos de reivindicações feitas a outro nível da gestão;

 O gerente local continua o responsável pela gestão naquele nível.

                                           (BELO HORIZONTE, 2003)
 Não viabilizar a realização das reuniões do colegiado,
  justificado principalmente pela demanda da população por
  atendimento. Isto pode servir para mascarar uma falta de
  disposição do gerente ou da equipe em dividir, pactuar e se
  responsabilizar por decisões;



 Não formalizar o colegiado perante o conjunto de trabalhadores
  da unidade de saúde, levando a uma idéia de que existe um
  “grupo de apoio”.
Concluindo, busca-se com a gestão colegiada a
participação ativa dos vários atores da unidade,
perpetuando a divisão da responsabilidade e
potencializando a identificação de soluções coletivas,
pois propicia a construção de um ambiente
organizacional que incentiva os funcionários a agirem
como agentes e facilitadores na criação de alternativas
de ações inovadoras, visando uma atenção
qualificada, além da demanda e necessidades internas
e externas do serviço, cujas marcas relevantes estarão
representadas pela democratização, cooperação e
solidariedade entre os parceiros.
REFERÊNCIAS
BELO HORIZONTE. Secretaria Municipal de Belo Horizonte. Colegiado Gestor
como Estratégia de Promover Mudanças. In.: ______ GUIMARÃES, Silvana
Benjamim/ GERASA-Norte, como contribuições para discussão do tema com o
Colegiado de Gerentes da Gersa-Norte. Belo Horizonte, 2003.

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria-Executiva. Núcleo Técnico da Política
Nacional de Humanização. HumanizaSUS: Política Nacional de Humanização:
documento base para gestores e trabalhadores do SUS. Brasília: Ministério da
Saúde, 2004.60p.

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Política Nacional de
Humanização. HumanizaSUS: gestão participativa: co-gestão. Ministério da
Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Política Nacional de Humanização. – 2. ed.
rev. – Brasília: Ministério da Saúde, 2007, 20 p.

Colegiado Gestor

  • 1.
    Pontifícia Universidade Católicade Minas Gerais Núcleo Universitário de Betim Curso de Graduação em Enfermagem Microcampo: Gerência em Saúde Docente: Renata Mascarenhas Discentes: Fabiana Vieira de Melo Francine Pereira Euzébio Helenice de Cássia Alexandrino Izabela Coelho Brant Luna Cosenza Mayara Silva Renata Silva Betim 2008
  • 2.
  • 3.
    Colegiado Gestor Segundo a Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte, “ a criação de colegiados gestores está sendo utilizada em vários setores, públicos e privado, como ferramenta de gestão, visando facilitar e equacionar problemas e dificuldades de implementação de mudanças” (BELO HORIZONTE, 2003).
  • 4.
    Colegiado Gestor CONCEITO O Ministério da Saúde conceitua colegiado gestor como: “ um modelo de gestão participativa centrado no trabalho em equipe e na construção coletiva (planeja quem executa), os colegiados gestores garantem o compartilhamento do poder, a co-análise, a co-decisão e a co-avaliação. A direção das unidades de saúde tem diretrizes, pedidos que são apresentados para os colegiados como propostas/ofertas que devem ser analisadas, reconstruídas e pactuadas. Os usuários/familiares e as equipes também têm pedidos e propostas que serão apreciadas e acordadas. Os colegiados são espaços coletivos deliberativos, tomam decisões no seu âmbito de governo em conformidade com as diretrizes e contratos definidos. O colegiado gestor de uma unidade de saúde é composto por todos os membros da equipe ou por representantes. Tem por finalidade elaborar o projeto de ação da instituição, atuar no processo de trabalho da unidade, responsabilizar os envolvidos, acolher os usuários, criar e avaliar os indicadores, sugerir e elaborar propostos.” (BRASIL, 2004)
  • 5.
    Colegiado Gestor COLEGIADO GESTOR DIRETRIZ Construção Coletiva Equânime * Democratização Integral (Baseada nos Assistência de qualidade princípios do SUS) * Solidariedade dos parceiros Adaptação: Belo Horizonte, 2003
  • 6.
    Colegiado Gestor Oregime colegiado, pode-se ampliar a capacidade do governo obter algumas vantagens, a citar:  As soluções e resultados obtidos a partir da discussão colegiada são mais sustentáveis e duradouros do que os alcançados por um gerente ou um pequeno grupo de gestores;  Processos colegiados produzem uma visão compartilhada por todos e enriquecida pela variedade de pontos de vista, competências e funções dos que são membros do colegiado; (BELO HORIZONTE, 2003)
  • 7.
    Colegiado Gestor  Sãotambém processos que podem ganhar maior governabilidade porque tem o potencial de engajar representantes de todos os componentes da equipe da unidade;  Outra vantagem é que os esforços e avanços alcançados pela Unidade passam a contar com vários “porta-vozes” ou seja, pessoas que têm informações do que se passa no colegiado podem atuar como formadores de opinião, para dentro e para fora do serviço. Podem melhorar a imagem externa da unidade e estreitar as relações de trabalho. (BELO HORIZONTE, 2003)
  • 8.
    Colegiado Gestor Alguns pontosque devem ser considerados na formação do colegiado gestor:  SELEÇÃO DOS COMPONENTES DO COLEGIADO;  FREQUENCIA DAS REUNIÕES;  DURAÇÃO DAS REUNIÕES;  PAUTA DAS REUNIÕES;  METODOLOGIAS A SEGUIR;  O REGISTRO DAS REUNIÕES.
  • 9.
    Colegiado Gestor OMinistério da Saúde ressalta que, o colegiado gestor de Hospital, de Distritos Sanitários e Secretarias de Saúde, estrutura-se organizacionalmente: “compostos por coordenadores de áreas/ setores, gerentes (dos diferentes níveis da atenção), secretário de saúde, diretores e, no caso do hospital, incluir também todos os coordenadores das unidades de produção. Entre outras, tem como atribuições: elaborar o projeto diretor do distrito/secretaria/hospital; constituir-se como espaço de negociação e definição de prioridades; definir os investimentos; organizar os projetos das várias unidades; construir a sistemática de avaliação, prestar contas aos conselhos gestores e administrar imprevistos” (BRASIL, 2007, p.11).
  • 10.
    Procurar evitar:  Espaçosapenas de informes, reivindicações sindicais e queixas de material;  Há o risco de focalizar as discussões em questões que estão fora da governabilidade local, ou condicionar as mudanças necessárias a “ganhos” advindos de reivindicações feitas a outro nível da gestão;  O gerente local continua o responsável pela gestão naquele nível. (BELO HORIZONTE, 2003)
  • 11.
     Não viabilizara realização das reuniões do colegiado, justificado principalmente pela demanda da população por atendimento. Isto pode servir para mascarar uma falta de disposição do gerente ou da equipe em dividir, pactuar e se responsabilizar por decisões;  Não formalizar o colegiado perante o conjunto de trabalhadores da unidade de saúde, levando a uma idéia de que existe um “grupo de apoio”.
  • 12.
    Concluindo, busca-se coma gestão colegiada a participação ativa dos vários atores da unidade, perpetuando a divisão da responsabilidade e potencializando a identificação de soluções coletivas, pois propicia a construção de um ambiente organizacional que incentiva os funcionários a agirem como agentes e facilitadores na criação de alternativas de ações inovadoras, visando uma atenção qualificada, além da demanda e necessidades internas e externas do serviço, cujas marcas relevantes estarão representadas pela democratização, cooperação e solidariedade entre os parceiros.
  • 13.
    REFERÊNCIAS BELO HORIZONTE. SecretariaMunicipal de Belo Horizonte. Colegiado Gestor como Estratégia de Promover Mudanças. In.: ______ GUIMARÃES, Silvana Benjamim/ GERASA-Norte, como contribuições para discussão do tema com o Colegiado de Gerentes da Gersa-Norte. Belo Horizonte, 2003. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria-Executiva. Núcleo Técnico da Política Nacional de Humanização. HumanizaSUS: Política Nacional de Humanização: documento base para gestores e trabalhadores do SUS. Brasília: Ministério da Saúde, 2004.60p. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Política Nacional de Humanização. HumanizaSUS: gestão participativa: co-gestão. Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Política Nacional de Humanização. – 2. ed. rev. – Brasília: Ministério da Saúde, 2007, 20 p.