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Universidade Estadual do Maranhão-UEMA
Centro de Estudos Superiores de Coroatá-CESCOR
Curso: Bacharel em Enfermagem
ESTUDO DE CASO CLÍNICO
Osmarino Gomes Pereira
 A hanseníase continua sendo um desafio para a saúde pública em todo o mundo, com cerca de
250000 novos casos sendo detectados a cada ano. Apesar da implementação de uma terapia antibiótica
altamente efetiva, reduzindo a prevalência da doença, a taxa de detecção de novos casos não diminuiu.
(COSTA, VILAÇA e DE, 2019.)
 Causada pelo Mycobacterium leprae, um bacilo que afeta pele e os nervos periféricos, resultando
em deformidades físicas importantes, após o advento do tratamento com múltiplas drogas antibióticas,
estima-se que 15 milhões de pessoas foram tratadas, e que se evitou incapacidades em 2 milhões de
doentes. (BRITOI, MONTEIROI, et al., 2016).
INTRODUÇÃO
 A luta de enfrentamento da HAN e de responsabilidade das três esferas de poder: Municipal,
Estadual e Federal, no que se refere à prevenção, tratamento e combate à proliferação da doença, esta
prática insere-se no contexto, da educação, assistência , e outros, a partir dos finais da década de 1980
(LOBATO, NEVES e XAVIER, 2016).
 O Plano de Eliminação da Hanseníase (PEH), formulado em 94 para 1995 a 2000, tinha como
objetivo eliminação a hanseníase, enquanto endemia. A ideia era identificar os novos casos da doença em
sua fase ainda inicial, no entanto, ouve falhas no plano, pois não especificava os métodos para
operacionalizá-lo e em não indicar os papéis que caberiam aos vigilantes de contatos na identificação dos
novos casos. (CAMPOS, BATISTA e GUERREIRO, 2018).
INTRODUÇÃO
 Reformulações através do Ministério da Saúde possibilitou o lançou da Portaria nº 3.125, de
outubro de 2010, que aprovava as Diretrizes para Vigilância, Atenção e Controle da Hanseníase (BRASIL,
2016).
 O município de Coroatá possui 15 UBS todas com a equipe de atenção básica, com conhecimentos
padrões para diagnóstico, notificação e encaminhamento dos casos suspeitos de hanseníase ao centro
especializado do estado do Maranhão
INTRODUÇÃO
 A vigilância epidemiológica sobre a hanseníase no município é fundamentalmente, pois analisa os
dados coletados nos serviços de saúde, através de indicadores epidemiológicos e operacionais, visando a
reorientação das ações a serem tomadas.
INTRODUÇÃO
 Segundo as fichas física de notificação de hanseníase arquivados na Secretaria de Saúde do
Município, no ano de 2018 foram identificados 50 novos casos, já no ano 2019 até o presente momento
foram identificados 21 casos. fazendo observação podemos observar uma redução, na proporção meses /
casos.
INTRODUÇÃO
Ano Total de C.N* Meses/Casos
2018 50 1/4,1
2019 21 1/1,75
C.N*: Casos Notificados
 Cliente do sexo feminino identificado pelas iniciais R.L.S, 18 anos, estudante, branca, solteira,
nulípara, católica, residente e natural do município de Coroatá Estado do Maranhão, convive e reside
atualmente com os pais , apresentando-se normocárdico 76 bpm, normosfigmia PA 100 x 80 mmhg,
normotérmica (35,8°C), apresentando-se calma, corada, deambula sem dificuldades, compareceu na UBS,
apresentando no exame físico de inspeção, mancha esbranquiçados com diâmetro de 2 cm , no pé direito,
relata perca/ausência de sensibilidade tátil, deixasse de algia nos MMII, cita ter convivido mais ou menos
(1) um ano, com o indivíduo portador de hanseníase, realizando avaliação do exame dermatoneurologico,
vindo há revelou presença de força normais nos MMII e MMSS, assim como na visão e audição intactas. Em
seguida foi encaminhada a consulta médica.

DESCRIÇÃO DO CASO
 As referências da hanseníase estão assentadas no Código de Identificação de Doença CID. 10 com o
código A.30 e suas subcódigos.
 A enfermagem assim como as demais áreas da assistência atua de forma eficiente em várias áreas
tais como:
DIAGNOSTICO E INTENÇERVÕES DE
ENFERMAGEM
DIAGNOSTICO E INTENÇERVÕES DE
ENFERMAGEM
Planejamento/Programação do Cuidado
Promoção da Saúde
Prevenção de Enfermidades
Gerência/Acompanhamento e Avaliação do Cuidado
FARMACOLOGIA
 A Poliquimioterapia PQT/OMS evita a evolução da doença, pois extermina o bacilo, prevenindo
assim, os agravos da enfermidade. assim torna-se inábil, não infectante, Há um esquema padrão, conforme
a classificação da doença em PB e MB, para o uso concomitante e dosagem dos remédios (BRASIL, 2009).
FARMACOLOGIA
 É administrada através de esquema-padrão, de acordo com a classificação operacional do doente
em Pauci ou Multibacilar, a informação sobre a classificação do doente é fundamental para se selecionar o
esquema de tratamento adequado ao seu caso.
FARMACOLOGIA
 Esquema Paucibacilar (PB) (6 a 9 meses supervisionadas)
FÁRMACO VIA DE
ADMINISTRAÇÃO
DOSAGEM APRAZAMENTO
Rifampicina Via oral
2 cápsulas de
300 mg)
Dose Mensal
supervisionada
Dapsona
Via oral 100mg
Dose mensal
supervisionada
auto administrada
FARMACOLOGIA
 Esquema Paucibacilar (PB) (12 a 18 meses supervisionadas)
FÁRMACO VIA DE
ADMINISTRAÇÃO
DOSAGEM APRAZAMENTO
Rifampicina Via oral
2 cápsulas de 300
mg
Dose Mensal
supervisionada
Dapsona Via oral 100 mg Dose mensal
supervisionada
Clofazimina:
Via oral
300 mg Mensal
supervisionada
50 mg Diária
auto-administrada
FARMACOLOGIA
 É administrada através de esquema-padrão, de acordo com a classificação operacional do doente
em Pauci ou Multibacilar, a informação sobre a classificação do doente é fundamental para se selecionar o
esquema de tratamento adequado ao seu caso.
EVOLUÇÃO DE ENFERMAGEM
 Cliente do sexo feminino identificado pelas iniciais R.L.S, 18 anos, estudante, branca, solteira,
nulípara, católica, residente e natural do município de Coroatá Estado do Maranhão, convive e reside
atualmente com os pais , apresentando-se normocárdico 76 bpm, normosfigmia PA 100 x 80 mmhg,
normotérmica (35,8°C), apresentando-se calma, corada, deambula, compareceu na UBS, apresentando no
exame físico de inspeção, Ausência de mancha na pele do membro inferior esquerdo, relata não sentir
efeitos colaterais da medicação, prescrita, segue continuando ao seu 3º mês de tratamento, recomendado
usando rifampicina 300 mg dose supervisionada, e dapsona 100 mg dose supervisionada, e 01 comprimido
diário após o almoço.
PLANO DE ALTA
 Por se tratar de uma injuria de amplo espectro nos sistemas nervoso central, periférico e muscular,
ocasiona uma deficiência irreparável ao portador, o plano de alta será possível, mediante à total aceitação
e comprimento do tempo de tratamento, que e estabelecida (06) seis doses no período de 06 a (09)
meses,, por se fretar de hanseníase paucibacilar, e ao término realização completa dos exames
laboratoriais e inspeção dos sistemas capazes de sofrer danos.
 O controle efetivo da doença desafia a organização dos serviços de saúde em função do longo
período de incubação, do número elevado de casos, do estigma que a doença determina e das sequelas
que os pacientes desenvolvem.
 Nesse sentido, a busca incessante dos contatos da hanseníase mostra-se um método eficaz para o
diagnóstico precoce da doença, sendo possível diminuir as fontes de infecção e interromper a cadeia de
transmissão desse agravo, já que, nessa faixa, há maior probabilidade de se encontrar a fonte de contágio,
que geralmente está fisicamente e temporalmente próxima.
 Destaca-se que na infância e na adolescência, tem maior dificuldade de diagnóstico, aumentando
assim, as chances de os indivíduos evoluírem para complicações e deformidades pelo maior tempo para
resolução do problema
DISCURSÃO
 Embora a busca ativa seja uma das estratégias mais importantes para a descoberta de novos casos,
e compreensível que esse método não seja o responsável somente.
 Isso evidencia uma passividade dos serviços de saúde locais, que estariam apenas realizando o
assistencialismo aqueles pacientes que procuram o serviço após desenvolver os primeiros sinais ou formas
mais agravantes da doença.
CONCLUSÃO
 A hanseníase, apesar de não ser considerada uma doença da infância, deve ser pensada com um
agravo possível nesta faixa etária, sendo preciso fazer os diagnósticos diferenciais das dermatites comuns
da idade,como micoses, entre outras.
 As ações de controle da hanseníase devem ser intensificadas nas Unidades Básicas de Saúde,
através da capacitação da equipe de saúde, a fim de diagnosticar e tratar precocemente a doença, fazer a
vigilância dos contatos e orientar a procura pelo serviço. Cabe também às unidades de saúde a divulgação
para a população dos sinais e sintomas da doença.
 Ressalta-se também a necessidade do desenvolvimento de ações para a vigilância da hanseníase
entre os escolares, visto que se trata de uma parcela da população susceptível ao agravo.
CONCLUSÃO
BRASIL. MINISTÉRIO Da SAÚDE. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância das
Doenças Transmissíveis. Guia prático sobre a hanseníase. Brasília, 2017. 68.p.Acesso: World Wide Web:
ISBN 978-85-334-2542-2
CAMPOS, M. R. M.; BATISTA, A. V. A.; GUERREIRO, J. V. Perfil Clínico-Epidemiológico dos Pacientes
Diagnosticados com Hanseníase na Paraíba e no Brasil, 2008 2012 / Clinical and Epidemiological Profile of
Patients Diagnosed with Leprosy in Paraíba State and Brazil, 2008 - 2012. Rev. bras. ciênc. saúde;, Sao
Paulo, v. 22, n. 1, p. 79-86, 2018.
LOBATO, D. D. C.; NEVES, D. C. D. O.; XAVIER, M. B. Avaliação das ações da vigilância de contatos
domiciliares de pacientes com hanseníase no Município de Igarapé-Açu, Estado do Pará, Brasil. Rev Pan-
Amaz Saude ; , Belém, v. 7, n. 1, p. 45-53, 2016
REFERÊNCIAS
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Caso clinico hanseníase

  • 1. Universidade Estadual do Maranhão-UEMA Centro de Estudos Superiores de Coroatá-CESCOR Curso: Bacharel em Enfermagem ESTUDO DE CASO CLÍNICO Osmarino Gomes Pereira
  • 2.  A hanseníase continua sendo um desafio para a saúde pública em todo o mundo, com cerca de 250000 novos casos sendo detectados a cada ano. Apesar da implementação de uma terapia antibiótica altamente efetiva, reduzindo a prevalência da doença, a taxa de detecção de novos casos não diminuiu. (COSTA, VILAÇA e DE, 2019.)  Causada pelo Mycobacterium leprae, um bacilo que afeta pele e os nervos periféricos, resultando em deformidades físicas importantes, após o advento do tratamento com múltiplas drogas antibióticas, estima-se que 15 milhões de pessoas foram tratadas, e que se evitou incapacidades em 2 milhões de doentes. (BRITOI, MONTEIROI, et al., 2016). INTRODUÇÃO
  • 3.  A luta de enfrentamento da HAN e de responsabilidade das três esferas de poder: Municipal, Estadual e Federal, no que se refere à prevenção, tratamento e combate à proliferação da doença, esta prática insere-se no contexto, da educação, assistência , e outros, a partir dos finais da década de 1980 (LOBATO, NEVES e XAVIER, 2016).  O Plano de Eliminação da Hanseníase (PEH), formulado em 94 para 1995 a 2000, tinha como objetivo eliminação a hanseníase, enquanto endemia. A ideia era identificar os novos casos da doença em sua fase ainda inicial, no entanto, ouve falhas no plano, pois não especificava os métodos para operacionalizá-lo e em não indicar os papéis que caberiam aos vigilantes de contatos na identificação dos novos casos. (CAMPOS, BATISTA e GUERREIRO, 2018). INTRODUÇÃO
  • 4.  Reformulações através do Ministério da Saúde possibilitou o lançou da Portaria nº 3.125, de outubro de 2010, que aprovava as Diretrizes para Vigilância, Atenção e Controle da Hanseníase (BRASIL, 2016).  O município de Coroatá possui 15 UBS todas com a equipe de atenção básica, com conhecimentos padrões para diagnóstico, notificação e encaminhamento dos casos suspeitos de hanseníase ao centro especializado do estado do Maranhão INTRODUÇÃO
  • 5.  A vigilância epidemiológica sobre a hanseníase no município é fundamentalmente, pois analisa os dados coletados nos serviços de saúde, através de indicadores epidemiológicos e operacionais, visando a reorientação das ações a serem tomadas. INTRODUÇÃO
  • 6.  Segundo as fichas física de notificação de hanseníase arquivados na Secretaria de Saúde do Município, no ano de 2018 foram identificados 50 novos casos, já no ano 2019 até o presente momento foram identificados 21 casos. fazendo observação podemos observar uma redução, na proporção meses / casos. INTRODUÇÃO Ano Total de C.N* Meses/Casos 2018 50 1/4,1 2019 21 1/1,75 C.N*: Casos Notificados
  • 7.  Cliente do sexo feminino identificado pelas iniciais R.L.S, 18 anos, estudante, branca, solteira, nulípara, católica, residente e natural do município de Coroatá Estado do Maranhão, convive e reside atualmente com os pais , apresentando-se normocárdico 76 bpm, normosfigmia PA 100 x 80 mmhg, normotérmica (35,8°C), apresentando-se calma, corada, deambula sem dificuldades, compareceu na UBS, apresentando no exame físico de inspeção, mancha esbranquiçados com diâmetro de 2 cm , no pé direito, relata perca/ausência de sensibilidade tátil, deixasse de algia nos MMII, cita ter convivido mais ou menos (1) um ano, com o indivíduo portador de hanseníase, realizando avaliação do exame dermatoneurologico, vindo há revelou presença de força normais nos MMII e MMSS, assim como na visão e audição intactas. Em seguida foi encaminhada a consulta médica.  DESCRIÇÃO DO CASO
  • 8.  As referências da hanseníase estão assentadas no Código de Identificação de Doença CID. 10 com o código A.30 e suas subcódigos.  A enfermagem assim como as demais áreas da assistência atua de forma eficiente em várias áreas tais como: DIAGNOSTICO E INTENÇERVÕES DE ENFERMAGEM
  • 9. DIAGNOSTICO E INTENÇERVÕES DE ENFERMAGEM Planejamento/Programação do Cuidado Promoção da Saúde Prevenção de Enfermidades Gerência/Acompanhamento e Avaliação do Cuidado
  • 10. FARMACOLOGIA  A Poliquimioterapia PQT/OMS evita a evolução da doença, pois extermina o bacilo, prevenindo assim, os agravos da enfermidade. assim torna-se inábil, não infectante, Há um esquema padrão, conforme a classificação da doença em PB e MB, para o uso concomitante e dosagem dos remédios (BRASIL, 2009).
  • 11. FARMACOLOGIA  É administrada através de esquema-padrão, de acordo com a classificação operacional do doente em Pauci ou Multibacilar, a informação sobre a classificação do doente é fundamental para se selecionar o esquema de tratamento adequado ao seu caso.
  • 12. FARMACOLOGIA  Esquema Paucibacilar (PB) (6 a 9 meses supervisionadas) FÁRMACO VIA DE ADMINISTRAÇÃO DOSAGEM APRAZAMENTO Rifampicina Via oral 2 cápsulas de 300 mg) Dose Mensal supervisionada Dapsona Via oral 100mg Dose mensal supervisionada auto administrada
  • 13. FARMACOLOGIA  Esquema Paucibacilar (PB) (12 a 18 meses supervisionadas) FÁRMACO VIA DE ADMINISTRAÇÃO DOSAGEM APRAZAMENTO Rifampicina Via oral 2 cápsulas de 300 mg Dose Mensal supervisionada Dapsona Via oral 100 mg Dose mensal supervisionada Clofazimina: Via oral 300 mg Mensal supervisionada 50 mg Diária auto-administrada
  • 14. FARMACOLOGIA  É administrada através de esquema-padrão, de acordo com a classificação operacional do doente em Pauci ou Multibacilar, a informação sobre a classificação do doente é fundamental para se selecionar o esquema de tratamento adequado ao seu caso.
  • 15. EVOLUÇÃO DE ENFERMAGEM  Cliente do sexo feminino identificado pelas iniciais R.L.S, 18 anos, estudante, branca, solteira, nulípara, católica, residente e natural do município de Coroatá Estado do Maranhão, convive e reside atualmente com os pais , apresentando-se normocárdico 76 bpm, normosfigmia PA 100 x 80 mmhg, normotérmica (35,8°C), apresentando-se calma, corada, deambula, compareceu na UBS, apresentando no exame físico de inspeção, Ausência de mancha na pele do membro inferior esquerdo, relata não sentir efeitos colaterais da medicação, prescrita, segue continuando ao seu 3º mês de tratamento, recomendado usando rifampicina 300 mg dose supervisionada, e dapsona 100 mg dose supervisionada, e 01 comprimido diário após o almoço.
  • 16. PLANO DE ALTA  Por se tratar de uma injuria de amplo espectro nos sistemas nervoso central, periférico e muscular, ocasiona uma deficiência irreparável ao portador, o plano de alta será possível, mediante à total aceitação e comprimento do tempo de tratamento, que e estabelecida (06) seis doses no período de 06 a (09) meses,, por se fretar de hanseníase paucibacilar, e ao término realização completa dos exames laboratoriais e inspeção dos sistemas capazes de sofrer danos.
  • 17.  O controle efetivo da doença desafia a organização dos serviços de saúde em função do longo período de incubação, do número elevado de casos, do estigma que a doença determina e das sequelas que os pacientes desenvolvem.  Nesse sentido, a busca incessante dos contatos da hanseníase mostra-se um método eficaz para o diagnóstico precoce da doença, sendo possível diminuir as fontes de infecção e interromper a cadeia de transmissão desse agravo, já que, nessa faixa, há maior probabilidade de se encontrar a fonte de contágio, que geralmente está fisicamente e temporalmente próxima.  Destaca-se que na infância e na adolescência, tem maior dificuldade de diagnóstico, aumentando assim, as chances de os indivíduos evoluírem para complicações e deformidades pelo maior tempo para resolução do problema DISCURSÃO
  • 18.  Embora a busca ativa seja uma das estratégias mais importantes para a descoberta de novos casos, e compreensível que esse método não seja o responsável somente.  Isso evidencia uma passividade dos serviços de saúde locais, que estariam apenas realizando o assistencialismo aqueles pacientes que procuram o serviço após desenvolver os primeiros sinais ou formas mais agravantes da doença. CONCLUSÃO
  • 19.  A hanseníase, apesar de não ser considerada uma doença da infância, deve ser pensada com um agravo possível nesta faixa etária, sendo preciso fazer os diagnósticos diferenciais das dermatites comuns da idade,como micoses, entre outras.  As ações de controle da hanseníase devem ser intensificadas nas Unidades Básicas de Saúde, através da capacitação da equipe de saúde, a fim de diagnosticar e tratar precocemente a doença, fazer a vigilância dos contatos e orientar a procura pelo serviço. Cabe também às unidades de saúde a divulgação para a população dos sinais e sintomas da doença.  Ressalta-se também a necessidade do desenvolvimento de ações para a vigilância da hanseníase entre os escolares, visto que se trata de uma parcela da população susceptível ao agravo. CONCLUSÃO
  • 20. BRASIL. MINISTÉRIO Da SAÚDE. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis. Guia prático sobre a hanseníase. Brasília, 2017. 68.p.Acesso: World Wide Web: ISBN 978-85-334-2542-2 CAMPOS, M. R. M.; BATISTA, A. V. A.; GUERREIRO, J. V. Perfil Clínico-Epidemiológico dos Pacientes Diagnosticados com Hanseníase na Paraíba e no Brasil, 2008 2012 / Clinical and Epidemiological Profile of Patients Diagnosed with Leprosy in Paraíba State and Brazil, 2008 - 2012. Rev. bras. ciênc. saúde;, Sao Paulo, v. 22, n. 1, p. 79-86, 2018. LOBATO, D. D. C.; NEVES, D. C. D. O.; XAVIER, M. B. Avaliação das ações da vigilância de contatos domiciliares de pacientes com hanseníase no Município de Igarapé-Açu, Estado do Pará, Brasil. Rev Pan- Amaz Saude ; , Belém, v. 7, n. 1, p. 45-53, 2016 REFERÊNCIAS