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ESCOLA DE
FRANKFURT
Escola de Frankfurt (em
   alemão: Frankfurter
 Schule) refere-se a uma
  escola de teoria social
   interdisciplinar neo-
marxista e associada com
o Instituto para Pesquisa
 Social da Universidade
       de Frankfurt.
O Instituto de Pesquisa Social
  foi fundado em 1923 por Carl
Grünberg e tinha como objetivo
fazer um levantamento histórico
das lutas do movimento operário
             alemão.
Em 1929 a direção da escola foi
 assumida por um jovem filósofo,
Max Horkheiner que alterou a linha
  de pesquisa para compreender
     melhor as relações entre
   Modernidade e os problemas
             sociais.
-Como a influência crescente do nacional
     socialismo tornou-se cada vez mais
   ameaçadora, os fundadores do Instituto
prepararam-se para movê-lo para outro país.
 Seguindo a ascensão de Hitler ao poder, em
  1933, o Instituto deixou a Alemanha para
Genebra antes de se mudar para Nova Iorque,
    em 1935, onde tornou-se afiliado da
           Universidade Columbia
Foi neste momento que muitos de seus
 importantes trabalhos começaram a emergir,
ganhando uma recepção favorável na academia
          inglesa e estadunidense.

  Horkheimer e Adorno voltaram à Alemanha
  Ocidental no início dos anos 1950, apesar de
alguns terem permanecido nos Estados Unidos.
     Foi apenas em 1953 que o Instituto foi
   formalmente restabelecido em Frankfurt.
•   Membros originais da Escola de Frankfurt:
                                   • Max Horkheimer
                                • Theodor W. Adorno
                                   • Herbert Marcuse
                                   • Friedrich Pollock
                                       • Erich Fromm
                                  • Otto Kirchheimer
                                     • Leo Löwenthal
                                  • Max Horkheimer,
                                  •      Theodor Adorno
                                  •      Jürgen Habermas
                                        • Heidelberg.
           • A "Segunda geração" de teóricos da Escola de Frankfurt incluía:
                                  • Jürgen Habermas
                                    • Franz Neumann
                                        • Oskar Negt
                                    • Alfred Schmidt
                                  • Albrecht Wellmer
                                      • Axel Honneth
•   Pessoas que foram temporariamente associadas com o Instituto para Pesquisa Social de
                    Frankfurt e teóricos da Escola de Frankfurt incluem:
                                   • Walter Benjamin
                                 • Siegfried Kracauer
                               • Karl August Wittfogel
                                • Alfred Sohn-Rethel
1-PRINCIPAIS TEÓRICOS DA
  ESCOLA DE FRANKFURT

Max Horkheimer

   Nasceu em Stuttgart(Alemanha) em 14 de
   fevereiro de 1895 e faleceu em Nuremberg
             em 7 de julho de 1973;
  Era judeu de origem, filho de um industrial -
    Moses Horkheimer - e ele próprio estava
   destinado a dar continuidade aos negócios
                    paternos;
Teve como importante fonte de inspiração o
filósofo alemão Schopenhauer de quem tinha
            um retrato no escritório;
 Suas formulações, sobretudo aquelas acerca
 da Razão Instrumental, junto com as teorias
   de Theodor Adorno e Herbert Marcuse
compõem o núcleo fundamental daquilo que
    se conhece como Escola de Frankfurt.
Principais obras de Horkheimer
     • Materialismo e Moral,-fala da necessidade de
      reunificar ética e política, sentimentos morais e
                    transformação social;
• Teoria Tradicional e Teoria Crítica - mostra a indivisão
          entre a teoria conceitual e práxis social;
  • Eclipse da Razão - faz um diagnóstico da forma de
   pensar ocidental e suas limitações em face da barbárie
                     da segunda guerra;
       • Teoria Crítica Ontem e Hoje - apresenta as
            características de sua Teoria Crítica.
Theodor Adorno
Nasceu em Frankfurt em 11 de setembro
de 1903, e também era de origem judaica;


               Na Universidade de
           Frankfurt, estudou Filosofia,
            Musicologia, Psicologia e
                   Sociologia.
Entre 1921 e 1932, publicou cerca de
      cem artigos sobre crítica e estética
                   musical;

 Com o fim da Segunda Guerra, Adorno é um dos
que mais desejam o retorno do Instituto de Pesquisa
Social a Frankfurt, tornando-se seu diretor-adjunto e
  seu co-diretor em 1955. Com a aposentadoria de
   Horkheimer, Adorno torna-se o novo diretor.


               Adorno faleceu por problemas
               cardíacos no dia 6 de agosto de
                       1969 na Suíça.
Principais Obras de Adorno:
• Kierkegaard: A construção do estético
  1933
• A idéia de História Natural 1932
• Minima Moralia 1945
• Dialética do Esclarecimento 1947
• Dialética Negativa 1966
• Teoria Estética 1968
Walter Benjamin
Nasceu em Berlim, 15 de julho de 1892 no
 seio de uma família judaica;

   Foi fortemente inspirado tanto por autores
  marxistas, como Georg Lukács e Bertolt Brecht,
  como pelo místico judaico Gershom Scholem;

 Em 1925 tem sua tese de livre-docência
    rejeitada pelo Departamento de
 Estética da Universidade de Frankfurt;
O seu trabalho constitui um contributo
         original para a teoria estética.

Em 1940, ano da sua morte, Benjamin escreve a sua
 última obra, considerada por alguns como o mais
 importante texto revolucionário desde Marx; por
    outros, como um retrocesso no pensamento
    benjaminiano: as Teses Sobre o Conceito de
                     História.
Principais obras de Benjamin
• A Obra de Arte na Era de sua
  Reprodutibilidade Técnica (1936).
• Paris, Capital do século XIX (inacabado).
• Teses Sobre o Conceito de História (1940).
• A Modernidade e os Modernos;.
• "Haxixe“;
• Origem do Drama Barroco Alemão;
• Reflexões: a criança, o brinquedo, a
  educação;
• Estéticas do Cinema.
Jürgen Habermas
Nasceu em Düsseldorf, Alemanha em 18
 de Junho 1929;

  Licenciou-se em 1954 na Universidade de
     Bonn, com uma tese sobre Schelling
    (1775-1854), intitulada O Absoluto e a
                   História;

          De 1956 a 1959, foi assistente de
           Theodor Adorno na Escola de
                     Frankfurt.
Em 1968, transferiu-se para Nova York, passando a lecionar
na New School for Social Research de Nova York. A partir de
   1971, dirigiu o Instituto Max Planck, em Starnberg, na
                            Baviera.


Em 1983, transferiu-se para a Universidade Johann Wolfgang
von Goethe, de Frankfurt onde permaneceu até aposentar-se,
                          em 1994.




     Continua, até o presente momento, muito produtivo,
                  publicando novos trabalhos a cada ano.
          Frequentemente participa de debates e atua em
                           jornais, como cronista político.
Principais obras de Habermas:
• [1968] (1994), Técnica e Ciência como “Ideologia”,
• 1976] (1995), Communication and the Evolution of
  Society;
• (1985a), “A Nova Opacidade: A Crise do Estado-
  Providência e o Esgotamento das Energias
  Utópicas”,
• [1985b] (1990), O Discurso Filosófico da
  Modernidade,
• (1987), “Tendências de Juridicização”,
• (2007) The Dialectics of Secularization.
2-A INDÚSTRIA CULTURAL
   A expressão “indústria cultural” foi usada pela
     primeira vez em um ensaio de Horkheimer
         intitulado “arte e cultura de massa”


O autor indentificava que a cultura
era criada conforme as exigências
de um modelo empresarial
de produção.
Algumas origens do conceito
  -No livro “Dialética do esclarecimento”
 Adorno e Horkheimer chegam ao conceito
 depois de percorrer o caminho das relações
        entre arte, cultura e sociedade;

-Raízes no Iluminismo que prometia levar o
    indivíduo ao esclarecimento, à luz da
                   razão;
-A Revolução francesa foi o auge do pensamento
     iluminista e mostrou que algo não estava
    muito certo, pois o assassinato em nome da
     razão mostrou que não era nada racional
               guilhotinar pessoas;


-Com a revolução Industrial a “racionalidade”
  levou a uma selvagem exploração do trabalho,
  pois há relatos de operários que chegavam a
  trabalhar até 16 horas por dia;
- Finalmente a Primeira Guerra Mundial e
   a ascensão do totalitarismo na Europa
  dos anos 1920 e 1930 foi a “pá de cal” na
   ideia de um mundo guiado pela razão.
A dialética da cultura
 -De acordo com os dois autores a cultura
 era o lugar de resistência contra a técnica;

-A Modernidade encontraria seu equilíbrio
    no contraponto entre arte e técnica;
-A partir do final do século 19 os meios de
  comunicação provocaram uma alteração
    sem precedentes no cenário cultural;

  -Para Horkheimer e Adorno a cultura
      tornava-se um produto, onde a
  modernidade exergava o conhecimento
     como liberdade, os dois viam um
        instrumento de dominação.
O Conceito
  -À primeira vista, Indústria Cultural é o
conjunto das instituições sociais vinculadas à
 produção e distribuição de bens simbólicos.

-Editoras,gravadoras,agências de publicidade,
        provedores de conteúdo para web,etc.
 Atualmente a indústria cultural está presente
        nos mais diversos momentos de nosso
                                    cotidiano.
-Na Indústria Cultural, o lucro orienta a
  produção e o espaço da criação individual
  do artista é eliminado em virtude da lógica
             e da produção coletiva;

-A imaginação e o ato criador são adaptados às
  exigências da produção. Fórmula e modelos
  substituem a espontaneidade e os padrões
  tomam o lugar da inovação;
-O campo musical oferece alguns exemplos. A
 vida útil de um cantor ou artista de televisão
    é proporcional ao lucro gerado. Quando o
      público se cansa o artista desaparece e é
                        substituído por outro;



  -Na “lógica” da indústria a arte é uma
 mercadoria de circulação rápida e o público
   não pode ter tempo de se cansar de um
  personagem sem estar munido de outra.
Níveis de cultura: alta cultura,
  midcult e cultura de massa
  -Segundo os dois autores até o advento da
  Indústria cultural havia uma clara separação
           entre as formas de cultura;

-De um lado a cultura “letrada”, clássica ou “alta
            cultura” representada pela produção
   intelectual e artística ligada às universidades,
                academias de letras e Belas-Artes;
-Do outro lado a cultura popular das festas,
  lendas e narrativas,mitos e interpretações
    simbólicas feitos por um povo em sua
    maioria rural, desprovida de instrução
  formal, mas nem por isso menos criativa;

-Na Indústria cultural alta cultura e cultura
  popular são transformadas em um
  produto parecido com o original, a
  cultura de massa.
Adaptação e destruição cultural
  -Com a indústria cultural cria-se uma
 separação cada vez maior entre produção
     cultural de massa e as vanguardas
                 artísticas;
  -Para o público geral é exposto apenas as
      criações da cultura de massa em suas
  eternas repetições de padrões e fórmulas
                                   prontas;
-Os mecanismos de apropriação da indústria
     cultural procuram adaptar elementos
  culturais o quanto for necessário em nome
                  do sucesso.

     Ex: livros adaptados ao cinema: “Harry
      Potter”, “A invenção de Hugo Cabret”,
   “Macunaíma”; peças teatrais adaptadas ao
          cinema: “O auto da Compadecida”,
                              “Shakespeare”
A Indústria Cultural / Autoironia
          e autorreferência
  -Hollywood, em uma sombria autoironia, demorou
      a utilizar a dinâmica da produção em massa
          como argumento para vários filmes.

 -Autorreferência: A divulgação em massa dos produtos
  se explica pela urgência do tempo, já que é necessário
extrair o máximo de lucro possível antes que o mesmo se
                      torne obsoleto.
-Lembrar ou não deles (produtos) é
indiferente. Não são feitos para serem
    lembrados, mas consumidos.

            -Na indústria cultural o local e
               o popular são igualmente
           utilizados como matéria - prima
           na criação da cultura de massa.
             As culturas locais devem se
                adaptar às estruturas da
                       indústria.
Limites e aplicações do conceito

-O conceito de indústria cultural, décadas
     depois de sua criação, estimula o
  pensamento crítico da comunicação e se
    mantém perturbadoramente atual.
2-WALTER BENJAMIM

-Imprimiu um sentido minimalista à obra, obtendo o
    efeito intelectual desejado com um mínimo de
                  recursos e de espaço.
-As linhas de estudo:
   a) As manifestações da Modernidade nas artes,
                  literatura e técnica.
         b) A preocupação com questões políticas e
      econômicas do capitalismo em suas questões
       técnicas.
Aura, arte e técnica
 -A obra de arte sempre pôde ser
reproduzida, todavia, o número de cópias era
limitado. No período anterior à reprodução
técnica, ocorrida a partir do século XIX, a
obra de arte era algo distante e escondido.

 - A aura: É uma sensação, mais do que um
conceito, resultado da propriedade da obra
de arte ser única - ela só pode ser vista, como
original, naquele espaço e tempo.
-E então chega a reprodução técnica... a
  obra de arte, antes escondida, ganha
 popularidade, deixa de ser original e a
cópia passa a ter o mesmo valor da obra.

-A noção de "original " na obra de arte se
 perde com a Modernidade junto com a
             perda da aura
Exemplo: Quadro “Monalisa” de Leonardo Da
  Vinci em diversas versões satirizadas:
Modernidade e cotidiano

A modernidade manifesta - se tanto no
  cotidiano - medido pela mercadoria -
quanto na literatura e na arte, onde estão,
      também, as primeira reações.
A mercadoria-imagem
 -O valor de imagem da mercadoria é o
caminho para sua divulgação em massa
        pelos de comunicação.

  -A consagração da imagem se dá no
momento de sua dupla transformação da
 mercadoria em imagem, a imagem em
  produto reproduzido pela indústria
               cultural.
3-ESFERA PÚBLICA E
COMUNICAÇÃO EM HABERMAS

- Para Habermas toda relação comunicativa
     se insere em um contexto de normas
    sociais que interage com a vontade do
      indivíduo e refere-se a um terceiro
               elemento externo.
- A racionalidade da comunicação está na
  prática e seus efeitos. Comunicar não é
   apenas trocar informações, mas é agir,
 interferir na ação e modificar atitudes em
             diferentes escalas.
A esfera pública
- Esfera pública é o conjunto dos espaços
  de discussão social onde a partir do livre
      debate, procura-se um consenso.
- A expressão “esfera pública” está
 diretamente ligada a espaço público e
    opinião pública e é regida pelo
      aparecimento da imprensa e
desenvolvimento das mídias a partir do
século 18 com a ascensão da burguesia
        como classe dominante.
A imprensa e a esfera pública
- A invenção da imprensa gerou um fluxo
   de ideias em uma velocidade até então
 inimaginável, elevando as relações do ser
       humano com o conhecimento;
-Habermas argumenta que o momento do
 jornal como meio político e expressão da
   opinião pública começou a ver seu fim
  ainda no início do século 19, quando os
  jornais deixam progressivamente de ser
    instrumentos políticos e se articulam
      como empresas de comunicação.
Do debate político à esfera
         comercial

A interferência do jornalismo político
     passa a ser mediado pela ação da
 publicidade e da propaganda- de quem
      os jornais passam a depender
economicamente- e não mais de partidos
  e grupos políticos para se estabelecer;
-Isso altera o modus-operandi da comunicação,
   aparece uma classe de técnicos especializados
         no tratamento das informações: os
  publicitários, relações públicas, produtores de
                       TV,etc;

-Os dados passam a ser organizados na forma de
  pequenos pacotes de conteúdos- as notícias, as
            propagandas, os releases.
-Habermas questiona até que ponto a
dependência entre empresas de mídias e os
  grupos privados responsáveis pela sua
 publicidade não destrói as possibilidades
        democráticas dessa mídia;

-Submetidos a um modelo industrial de
produção, seu aspecto político-estratégico
  torna-se parte do interesse econômico.
Os usos da comunicação
 - A volta de Habermas aos estudos de
   comunicação é centrada na interação
direta entre os falantes. Segundo ele uma
  conversa é um “texto” entendida como
      um elemento de comunicação;
- Uma ação social é uma interação entre
    duas pessoas que em determinado
momento, compartilham significados de
  acordo com uma série de regras aceitas
     por ambos como garantia de uma
   comunicação desprovida de qualquer
      significado que não o exposto;
-Exemplo: Quando uma pessoa pergunta o
   intinerário de um ônibus para o cobrador,
    está em jogo uma série de regras aceitas e
     em operação prática naquele momento:
a)Quem pergunta usa uma série de regras fonéticas e linguísticas
   para indicar que sua frase é uma busca por informações;
b) A pergunta será formulada em termos que permitam uma
   resposta;
c) A pergunta será feita em um contexto que responde por sua
   validade;
d) O cobrador presume que a questão tem uma motivação, é
   séria e vai gerar uma ação;
e) A resposta será dada em termos adequados ao contexto da
   pergunta.
CONCLUSÃO
A escola de Frankfurt representou uma
importante revolução no modo de pensar
      e desenvolver a comunicação
 contemporânea. Afinal, por meio dela
 foram desenvolvidos grandes estudos
  que possibilitaram uma compreensão
bem abrangente de temas que norteiam a
    nossa vida social e profissional.

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A ESCOLA DE FRANKFURT E SUA CRÍTICA À INDÚSTRIA CULTURAL

  • 2. Escola de Frankfurt (em alemão: Frankfurter Schule) refere-se a uma escola de teoria social interdisciplinar neo- marxista e associada com o Instituto para Pesquisa Social da Universidade de Frankfurt.
  • 3. O Instituto de Pesquisa Social foi fundado em 1923 por Carl Grünberg e tinha como objetivo fazer um levantamento histórico das lutas do movimento operário alemão.
  • 4. Em 1929 a direção da escola foi assumida por um jovem filósofo, Max Horkheiner que alterou a linha de pesquisa para compreender melhor as relações entre Modernidade e os problemas sociais.
  • 5. -Como a influência crescente do nacional socialismo tornou-se cada vez mais ameaçadora, os fundadores do Instituto prepararam-se para movê-lo para outro país. Seguindo a ascensão de Hitler ao poder, em 1933, o Instituto deixou a Alemanha para Genebra antes de se mudar para Nova Iorque, em 1935, onde tornou-se afiliado da Universidade Columbia
  • 6. Foi neste momento que muitos de seus importantes trabalhos começaram a emergir, ganhando uma recepção favorável na academia inglesa e estadunidense. Horkheimer e Adorno voltaram à Alemanha Ocidental no início dos anos 1950, apesar de alguns terem permanecido nos Estados Unidos. Foi apenas em 1953 que o Instituto foi formalmente restabelecido em Frankfurt.
  • 7. Membros originais da Escola de Frankfurt: • Max Horkheimer • Theodor W. Adorno • Herbert Marcuse • Friedrich Pollock • Erich Fromm • Otto Kirchheimer • Leo Löwenthal • Max Horkheimer, • Theodor Adorno • Jürgen Habermas • Heidelberg. • A "Segunda geração" de teóricos da Escola de Frankfurt incluía: • Jürgen Habermas • Franz Neumann • Oskar Negt • Alfred Schmidt • Albrecht Wellmer • Axel Honneth • Pessoas que foram temporariamente associadas com o Instituto para Pesquisa Social de Frankfurt e teóricos da Escola de Frankfurt incluem: • Walter Benjamin • Siegfried Kracauer • Karl August Wittfogel • Alfred Sohn-Rethel
  • 8. 1-PRINCIPAIS TEÓRICOS DA ESCOLA DE FRANKFURT Max Horkheimer Nasceu em Stuttgart(Alemanha) em 14 de fevereiro de 1895 e faleceu em Nuremberg em 7 de julho de 1973; Era judeu de origem, filho de um industrial - Moses Horkheimer - e ele próprio estava destinado a dar continuidade aos negócios paternos;
  • 9. Teve como importante fonte de inspiração o filósofo alemão Schopenhauer de quem tinha um retrato no escritório; Suas formulações, sobretudo aquelas acerca da Razão Instrumental, junto com as teorias de Theodor Adorno e Herbert Marcuse compõem o núcleo fundamental daquilo que se conhece como Escola de Frankfurt.
  • 10. Principais obras de Horkheimer • Materialismo e Moral,-fala da necessidade de reunificar ética e política, sentimentos morais e transformação social; • Teoria Tradicional e Teoria Crítica - mostra a indivisão entre a teoria conceitual e práxis social; • Eclipse da Razão - faz um diagnóstico da forma de pensar ocidental e suas limitações em face da barbárie da segunda guerra; • Teoria Crítica Ontem e Hoje - apresenta as características de sua Teoria Crítica.
  • 11. Theodor Adorno Nasceu em Frankfurt em 11 de setembro de 1903, e também era de origem judaica; Na Universidade de Frankfurt, estudou Filosofia, Musicologia, Psicologia e Sociologia.
  • 12. Entre 1921 e 1932, publicou cerca de cem artigos sobre crítica e estética musical; Com o fim da Segunda Guerra, Adorno é um dos que mais desejam o retorno do Instituto de Pesquisa Social a Frankfurt, tornando-se seu diretor-adjunto e seu co-diretor em 1955. Com a aposentadoria de Horkheimer, Adorno torna-se o novo diretor. Adorno faleceu por problemas cardíacos no dia 6 de agosto de 1969 na Suíça.
  • 13. Principais Obras de Adorno: • Kierkegaard: A construção do estético 1933 • A idéia de História Natural 1932 • Minima Moralia 1945 • Dialética do Esclarecimento 1947 • Dialética Negativa 1966 • Teoria Estética 1968
  • 14. Walter Benjamin Nasceu em Berlim, 15 de julho de 1892 no seio de uma família judaica; Foi fortemente inspirado tanto por autores marxistas, como Georg Lukács e Bertolt Brecht, como pelo místico judaico Gershom Scholem; Em 1925 tem sua tese de livre-docência rejeitada pelo Departamento de Estética da Universidade de Frankfurt;
  • 15. O seu trabalho constitui um contributo original para a teoria estética. Em 1940, ano da sua morte, Benjamin escreve a sua última obra, considerada por alguns como o mais importante texto revolucionário desde Marx; por outros, como um retrocesso no pensamento benjaminiano: as Teses Sobre o Conceito de História.
  • 16. Principais obras de Benjamin • A Obra de Arte na Era de sua Reprodutibilidade Técnica (1936). • Paris, Capital do século XIX (inacabado). • Teses Sobre o Conceito de História (1940). • A Modernidade e os Modernos;. • "Haxixe“; • Origem do Drama Barroco Alemão; • Reflexões: a criança, o brinquedo, a educação; • Estéticas do Cinema.
  • 17. Jürgen Habermas Nasceu em Düsseldorf, Alemanha em 18 de Junho 1929; Licenciou-se em 1954 na Universidade de Bonn, com uma tese sobre Schelling (1775-1854), intitulada O Absoluto e a História; De 1956 a 1959, foi assistente de Theodor Adorno na Escola de Frankfurt.
  • 18. Em 1968, transferiu-se para Nova York, passando a lecionar na New School for Social Research de Nova York. A partir de 1971, dirigiu o Instituto Max Planck, em Starnberg, na Baviera. Em 1983, transferiu-se para a Universidade Johann Wolfgang von Goethe, de Frankfurt onde permaneceu até aposentar-se, em 1994. Continua, até o presente momento, muito produtivo, publicando novos trabalhos a cada ano. Frequentemente participa de debates e atua em jornais, como cronista político.
  • 19. Principais obras de Habermas: • [1968] (1994), Técnica e Ciência como “Ideologia”, • 1976] (1995), Communication and the Evolution of Society; • (1985a), “A Nova Opacidade: A Crise do Estado- Providência e o Esgotamento das Energias Utópicas”, • [1985b] (1990), O Discurso Filosófico da Modernidade, • (1987), “Tendências de Juridicização”, • (2007) The Dialectics of Secularization.
  • 20. 2-A INDÚSTRIA CULTURAL A expressão “indústria cultural” foi usada pela primeira vez em um ensaio de Horkheimer intitulado “arte e cultura de massa” O autor indentificava que a cultura era criada conforme as exigências de um modelo empresarial de produção.
  • 21. Algumas origens do conceito -No livro “Dialética do esclarecimento” Adorno e Horkheimer chegam ao conceito depois de percorrer o caminho das relações entre arte, cultura e sociedade; -Raízes no Iluminismo que prometia levar o indivíduo ao esclarecimento, à luz da razão;
  • 22. -A Revolução francesa foi o auge do pensamento iluminista e mostrou que algo não estava muito certo, pois o assassinato em nome da razão mostrou que não era nada racional guilhotinar pessoas; -Com a revolução Industrial a “racionalidade” levou a uma selvagem exploração do trabalho, pois há relatos de operários que chegavam a trabalhar até 16 horas por dia;
  • 23. - Finalmente a Primeira Guerra Mundial e a ascensão do totalitarismo na Europa dos anos 1920 e 1930 foi a “pá de cal” na ideia de um mundo guiado pela razão.
  • 24. A dialética da cultura -De acordo com os dois autores a cultura era o lugar de resistência contra a técnica; -A Modernidade encontraria seu equilíbrio no contraponto entre arte e técnica;
  • 25. -A partir do final do século 19 os meios de comunicação provocaram uma alteração sem precedentes no cenário cultural; -Para Horkheimer e Adorno a cultura tornava-se um produto, onde a modernidade exergava o conhecimento como liberdade, os dois viam um instrumento de dominação.
  • 26. O Conceito -À primeira vista, Indústria Cultural é o conjunto das instituições sociais vinculadas à produção e distribuição de bens simbólicos. -Editoras,gravadoras,agências de publicidade, provedores de conteúdo para web,etc. Atualmente a indústria cultural está presente nos mais diversos momentos de nosso cotidiano.
  • 27. -Na Indústria Cultural, o lucro orienta a produção e o espaço da criação individual do artista é eliminado em virtude da lógica e da produção coletiva; -A imaginação e o ato criador são adaptados às exigências da produção. Fórmula e modelos substituem a espontaneidade e os padrões tomam o lugar da inovação;
  • 28. -O campo musical oferece alguns exemplos. A vida útil de um cantor ou artista de televisão é proporcional ao lucro gerado. Quando o público se cansa o artista desaparece e é substituído por outro; -Na “lógica” da indústria a arte é uma mercadoria de circulação rápida e o público não pode ter tempo de se cansar de um personagem sem estar munido de outra.
  • 29. Níveis de cultura: alta cultura, midcult e cultura de massa -Segundo os dois autores até o advento da Indústria cultural havia uma clara separação entre as formas de cultura; -De um lado a cultura “letrada”, clássica ou “alta cultura” representada pela produção intelectual e artística ligada às universidades, academias de letras e Belas-Artes;
  • 30. -Do outro lado a cultura popular das festas, lendas e narrativas,mitos e interpretações simbólicas feitos por um povo em sua maioria rural, desprovida de instrução formal, mas nem por isso menos criativa; -Na Indústria cultural alta cultura e cultura popular são transformadas em um produto parecido com o original, a cultura de massa.
  • 31. Adaptação e destruição cultural -Com a indústria cultural cria-se uma separação cada vez maior entre produção cultural de massa e as vanguardas artísticas; -Para o público geral é exposto apenas as criações da cultura de massa em suas eternas repetições de padrões e fórmulas prontas;
  • 32. -Os mecanismos de apropriação da indústria cultural procuram adaptar elementos culturais o quanto for necessário em nome do sucesso. Ex: livros adaptados ao cinema: “Harry Potter”, “A invenção de Hugo Cabret”, “Macunaíma”; peças teatrais adaptadas ao cinema: “O auto da Compadecida”, “Shakespeare”
  • 33. A Indústria Cultural / Autoironia e autorreferência -Hollywood, em uma sombria autoironia, demorou a utilizar a dinâmica da produção em massa como argumento para vários filmes. -Autorreferência: A divulgação em massa dos produtos se explica pela urgência do tempo, já que é necessário extrair o máximo de lucro possível antes que o mesmo se torne obsoleto.
  • 34. -Lembrar ou não deles (produtos) é indiferente. Não são feitos para serem lembrados, mas consumidos. -Na indústria cultural o local e o popular são igualmente utilizados como matéria - prima na criação da cultura de massa. As culturas locais devem se adaptar às estruturas da indústria.
  • 35. Limites e aplicações do conceito -O conceito de indústria cultural, décadas depois de sua criação, estimula o pensamento crítico da comunicação e se mantém perturbadoramente atual.
  • 36. 2-WALTER BENJAMIM -Imprimiu um sentido minimalista à obra, obtendo o efeito intelectual desejado com um mínimo de recursos e de espaço. -As linhas de estudo: a) As manifestações da Modernidade nas artes, literatura e técnica. b) A preocupação com questões políticas e econômicas do capitalismo em suas questões técnicas.
  • 37. Aura, arte e técnica -A obra de arte sempre pôde ser reproduzida, todavia, o número de cópias era limitado. No período anterior à reprodução técnica, ocorrida a partir do século XIX, a obra de arte era algo distante e escondido. - A aura: É uma sensação, mais do que um conceito, resultado da propriedade da obra de arte ser única - ela só pode ser vista, como original, naquele espaço e tempo.
  • 38. -E então chega a reprodução técnica... a obra de arte, antes escondida, ganha popularidade, deixa de ser original e a cópia passa a ter o mesmo valor da obra. -A noção de "original " na obra de arte se perde com a Modernidade junto com a perda da aura
  • 39. Exemplo: Quadro “Monalisa” de Leonardo Da Vinci em diversas versões satirizadas:
  • 40. Modernidade e cotidiano A modernidade manifesta - se tanto no cotidiano - medido pela mercadoria - quanto na literatura e na arte, onde estão, também, as primeira reações.
  • 41. A mercadoria-imagem -O valor de imagem da mercadoria é o caminho para sua divulgação em massa pelos de comunicação. -A consagração da imagem se dá no momento de sua dupla transformação da mercadoria em imagem, a imagem em produto reproduzido pela indústria cultural.
  • 42. 3-ESFERA PÚBLICA E COMUNICAÇÃO EM HABERMAS - Para Habermas toda relação comunicativa se insere em um contexto de normas sociais que interage com a vontade do indivíduo e refere-se a um terceiro elemento externo.
  • 43. - A racionalidade da comunicação está na prática e seus efeitos. Comunicar não é apenas trocar informações, mas é agir, interferir na ação e modificar atitudes em diferentes escalas.
  • 44. A esfera pública - Esfera pública é o conjunto dos espaços de discussão social onde a partir do livre debate, procura-se um consenso.
  • 45. - A expressão “esfera pública” está diretamente ligada a espaço público e opinião pública e é regida pelo aparecimento da imprensa e desenvolvimento das mídias a partir do século 18 com a ascensão da burguesia como classe dominante.
  • 46. A imprensa e a esfera pública - A invenção da imprensa gerou um fluxo de ideias em uma velocidade até então inimaginável, elevando as relações do ser humano com o conhecimento;
  • 47. -Habermas argumenta que o momento do jornal como meio político e expressão da opinião pública começou a ver seu fim ainda no início do século 19, quando os jornais deixam progressivamente de ser instrumentos políticos e se articulam como empresas de comunicação.
  • 48. Do debate político à esfera comercial A interferência do jornalismo político passa a ser mediado pela ação da publicidade e da propaganda- de quem os jornais passam a depender economicamente- e não mais de partidos e grupos políticos para se estabelecer;
  • 49. -Isso altera o modus-operandi da comunicação, aparece uma classe de técnicos especializados no tratamento das informações: os publicitários, relações públicas, produtores de TV,etc; -Os dados passam a ser organizados na forma de pequenos pacotes de conteúdos- as notícias, as propagandas, os releases.
  • 50. -Habermas questiona até que ponto a dependência entre empresas de mídias e os grupos privados responsáveis pela sua publicidade não destrói as possibilidades democráticas dessa mídia; -Submetidos a um modelo industrial de produção, seu aspecto político-estratégico torna-se parte do interesse econômico.
  • 51. Os usos da comunicação - A volta de Habermas aos estudos de comunicação é centrada na interação direta entre os falantes. Segundo ele uma conversa é um “texto” entendida como um elemento de comunicação;
  • 52. - Uma ação social é uma interação entre duas pessoas que em determinado momento, compartilham significados de acordo com uma série de regras aceitas por ambos como garantia de uma comunicação desprovida de qualquer significado que não o exposto;
  • 53. -Exemplo: Quando uma pessoa pergunta o intinerário de um ônibus para o cobrador, está em jogo uma série de regras aceitas e em operação prática naquele momento: a)Quem pergunta usa uma série de regras fonéticas e linguísticas para indicar que sua frase é uma busca por informações; b) A pergunta será formulada em termos que permitam uma resposta; c) A pergunta será feita em um contexto que responde por sua validade; d) O cobrador presume que a questão tem uma motivação, é séria e vai gerar uma ação; e) A resposta será dada em termos adequados ao contexto da pergunta.
  • 54. CONCLUSÃO A escola de Frankfurt representou uma importante revolução no modo de pensar e desenvolver a comunicação contemporânea. Afinal, por meio dela foram desenvolvidos grandes estudos que possibilitaram uma compreensão bem abrangente de temas que norteiam a nossa vida social e profissional.