SlideShare uma empresa Scribd logo
Criação
Criação Animal
Animal
Produção de ForragensProdução de Forragens
Março de 2006
BANCO DE PROTEINASBANCO DE PROTEÍNAS
SÉRIE CRIAÇÃO ANIMAL
Produção de Forragens
BANCO DE PROTEÍNAS
Março de 2006
Diaconia
SÉRIE CRIAÇÃO ANIMAL:
PRODUÇÃO DE FORRAGENS - BANCO DE PROTEÍNAS
Diaconia - Programa de Apoio aAgricultura Familiar
Coordenação do Projeto: Joseilton Evangelista
Série Criação Animal: Produção de Forragens - Banco de Proteínas
Texto: Verlândia de Medeiros Morais
Revisão e Colaboração: Joseilton Evangelista, Marcelino Lima
Projeto Gráfico e Editoração: Lusimar Lima
Fotografias: Acervo Diaconia, Acervo Centro Sabiá, Acervo AS-PTA, Acervo CAATINGA
Impressão: IGRAMOL Indústria Gráfica e Editora Montaigne - LTDA
Tiragem: 1.000 exemplares
Equipe PAAF
Marcelino Lima: Coordenador do PAAF
Joseilton Evangelista: Coordenador Casa de Apoio Umarizal RN
Mario Farias Junior: Coordenador Casa de ApoioAfogados da Ingazeira PE
Equipe Técnica: Adilson Viana, Adriana Connolly, Afonso Fernandes,Ana Paula Pereira, Antonio Carlos da
Silva, Brígida Candeia, Cíntia Gamarra, Clécio de Lima, Diekues Pereira, Francisco Elson Gurgel, Geneildo
da Silva, Genival Filho, Igor Arruda, Jonildo Morais, ManoelAraújo, Maria Djaneide, Maurílio Costa, Vânia
Lucia Gomes, Verlândia Morais, Vilma Carvalho eYazna Bustamante.
DIACONIA (2006) Produção de forragens: banco de proteínas [série criação animal] /
texto: Verlândia Morais / revisão e colaboração: Joseilton Evangelista, Marcelino Lima
coordenação do projeto de publicação: Joseilton Evangelista -- Recife : Diaconia, 2006.
25p.: il.
Projeto construído pela Diaconia em parceria com agricultores e agricultoras do semi-
árido brasileiro, a Rede ATER NE e a Secretaria de Agricultura Familiar do Ministério do
Desenvolvimento Agrário do Governo Federal.
Palavras-chave: 1. planta forrageira; 2. forragem armazenada; 3. banco de proteina; 4.
leguminosas; 5. agroecologia; 6. semi-árido.
Sumário
Apresentação 5
Introdução 7
Conhecendo o potencial forrageiro da caatinga 8
Importância do banco de proteínas 9
Plantas mais utilizadas no banco de proteínas 11
Descrição das plantas: 11
§Leucena 11
§Feijão guandu 12
§Gliricídia 13
§Sabia 14
§Catingueira 15
§Maniçoba 15
§Mororó 16
§Algaroba 16
§Jurema preta 17
§Melancia cavalo ou melancia forrageira 17
§Macaxeira ou mandioca 18
§Sorgo 19
§Mata pasto 19
§Nim 20
§Moringa 21
Considerações Importantes 22
Estabelecimento dos bancos de proteínas 23
Principais cuidados no manejo dos bancos de proteinas 24
APRESENTAÇÃO
“Para que as nossas despensas se
encham de todo o provimento; para que
os nossos gados produzam a milhares e
a dezenas de milhares em nossas ruas.”
(Verso 14);
“Para que os nossos bois sejam fortes
para o trabalho; para que não haja nem
assaltos, nem saídas, nem clamores em
nossas ruas.” (Verso 15).
Oração de Davi, Salmo
144.
Com satisfação apresentamos as primeiras cartilhas da série
Criação Animal e Cultivos Agroecológicos: Produção e
Armazenamento de Forragens, Banco de Proteínas, Ensilagem e
Fenação, Algodão e Mamona agroecológica.
As publicações numa linguagem de fácil leitura visam orientar
agricultores e agricultoras na produção e cultivo agroecológico de
culturas adaptadas às condições de semi-aridez, nas regiões do
Sertão do Pajeú em Pernambuco e do Médio Oeste do Rio Grande
do Norte, onde desenvolvemos atividades junto com agricultoras
e agricultores experimentadores.
5
O objetivo é ajudar as agricultoras e agricultores a melhorarem
os seus trabalhos de acompanhamento e monitoramento das
áreas de produção e armazenamento de forragens, algodão e
mamona e auxiliar os técnicos e técnicas a desenvolverem suas
atividades junto às famílias contribuindo para o processo de
multiplicação de experiências.
Esta é mais uma contribuição de nossa equipe técnica, com a
colaboração de agricultores e agricultoras parceiras, que se
somam a outras contribuições de pessoas e instituições da
sociedade civil organizada, apoiada pelo governo brasileiro e
pela cooperação internacional; construíndo, sistematizando e
partilhando conhecimentos para a convivência com o semi-árido
em bases sociais justas, ambientalmente e culturalmente
sustentáveis e economicamente viáveis.
Assim procedendo professamos nossa confiança e damos nossa
pequena contribuição para um outro semi-árido possível: feliz,
com vida digna e paz.
Fraternalmente,
Rev. Arnulfo Barbosa
Diretor Executivo da Diaconia
6
INTRODUÇÃO
A DIACONIA apresenta a Série Criação Animal: Cartilha
Sobre Produção de Forragens - Banco de Proteínas,
trazendo através deste instrumento informações de plantas que
são utilizadas pelas famílias agricultoras do semi-árido para
alimentar os animais, algumas delas são mais utilizadas no
período do inverno outras no período do verão, época em que a
disponibilidade de ração é muito pequena e em muitos casos
insuficiente. São informações que poderão ser utilizadas por
agricultores e agricultoras familiares criadores de animais e
técnicos que lidam com esta atividade, de modo que possa
contribuir para a garantia de uma boa alimentação para os
animais ao longo de todo o ano.
Então, sendo com este principal intuito, de estimular a produção
de ração para a criação animal, é que surgiu a necessidade de se
produzir uma cartilha sobre o assunto.
7
CONHECENDO O POTENCIAL FORRAGEIRO
DA CAATINGA
Na região semi-árida o tipo de vegetação predominante é a
caatinga. Na caatinga encontramos várias plantas forrageiras
importantes para a dieta alimentar dos animais. Algumas
plantas forrageiras são consumidas nos períodos mais secos do
ano, quando ocorre a falta de outras forragens.
As famílias de agricultores e agricultoras têm o costume de
aproveitar uma série de espécies de plantas para alimentar os
animais, mas nem sempre têm o hábito de cultivar estas plantas.
Nos municípios de Caraúbas e Umarizal se utiliza muito o
mandacaru e o xiquexique, na região de Afogados da Ingazeira e
São José do Egito se usa bastante a palma forrageira para
alimentar os animais.
Observando esta prática dos agricultores, como uma das
alternativas para alimentar os animais, é importante estimular o
plantio e o manejo dessas plantas forrageiras nativas e de
plantas introduzidas, utilizando-as como BANCOS DE
PROTEÍNAS.
8
Produção de forragens - Banco de Proteinas
9
Mas, você pode se perguntar o que é um Banco
de Proteína?
Banco de Proteína é um sistema de produção
integrado, onde uma porção da área de
pastagem nativa ou cultivada é reservada para
o plantio de leguminosas forrageiras de alto
valor nutritivo e de outras espécies. As plantas
leguminosas são aquelas que produzem
“bagem”, como por exemplo, o feijão guandu,
a leucena, o sabiá, o feijão brabo, etc.
Ele ajuda a contribuir na correção da deficiência de proteína e
fornece forragem de melhor qualidade aos animais desde que
bem diversificado. Com o emprego do banco de proteínas, a área
de pastagem pode ser reduzida, sem haver grandes prejuízos no
peso dos animais no momento da comercialização.
Os bancos de proteínas apresentam duas principais vantagens: a
primeira é que as pastagens nativas não precisam ser
queimadas, pois com a carga animal adequada não acontece o
acúmulo de forragem. A outra vantagem é que o maior consumo
IMPORTÂNCIA DO BANCO DE PROTEÍNAS
Produção de forragens - Banco de Proteinas
10
de proteínas melhora o desempenho
reprodutivo do rebanho e aumenta a produção
dos animais principalmente de caprinos e
ovinos. Assim, as fêmeas podem iniciar o
processo de reprodução logo aos dois anos de
idade e os machos têm o ganho de peso num
prazo mais curto de tempo, comparando com
outros animais que não consomem proteínas
suficientes.
A utilização de leguminosas forrageiras surge
como a alternativa mais viável para assegurar
uma boa alimentação aos animais,
principalmente durante o período seco. As
leguminosas apresentam um alto valor protéico
e têm boa digestibilidade e resistência ao
período seco. Além de tudo isso, as
leguminosas conseguem fixar nitrogênio da
atmosfera e incorporam grandes quantidades
no solo, contribuindo para a melhoria da sua
fertilidade .
Na escolha das leguminosas para a formação de
Produção de forragens - Banco de Proteinas
11
bancos de proteínas deve-se considerar que elas tenham boa
produtividade de forragem e que não sejam tóxicas aos animais.
É altamente desejável que a leguminosa apresente boa
palatabilidade para os animais, seja resistente à seca e também
tenha resistência a “pragas” e doenças.
Para as nossas condições semi-áridas, as espécies mais
utilizadas no banco de proteína são as seguintes: Leucena,
Feijão Guandu, Gliricídia, Sabiá, Catingueira, Maniçoba,
Jurema-preta, Mororó, Algaroba, Feijão-de-rolinha, Mata-pasto,
Nim, Moringa e outras.
É uma leguminosa altamente palatável para o
gado, e sua tolerância à seca faz com que ela se destaque
na alimentação dos rebanhos. A leucena mantém-se verde
na estação seca, perdendo apenas as folhas pequenas em
secas muito longas. Desenvolve-se bem em regiões que
chove pouco com precipitações que variam de 600 a 1700
milímetros de chuva. É uma planta que se desenvolve bem
com insolação direta.
PLANTAS MAIS UTILIZADAS NO BANCO DE PROTEÍNAS
DESCRIÇÃO DAS PLANTAS FORRAGEIRAS
LEUCENA
Produção de forragens - Banco de Proteinas
A leucena deve ser plantada bem no início das
chuvas. Enterre as sementes a 1 centímetro e meio
de fundura para facilitar a germinação. Para
pastejo o espaçamento deve ser de 3 metros entre
linhas. As sementes são muito fáceis de conseguir
e para facilitar sua germinação é importante
quebrar a dormência, que pode ser feita colocando
as sementes em água fria durante dois dias.
Na formação do banco de proteína, a leucena é
uma das forrageiras mais promissoras para a região semi-árida,
principalmente pela capacidade de rebrota durante a época seca,
pela adaptação às condições de aridez do Nordeste e pela
excelente aceitação por caprinos, ovinos e bovinos.
É uma leguminosa semi-
perene, arbustiva, altamente resistente à seca,
muito usada para pastejo direto em pastagens.
Para aproveitar bem a área, plante o feijão-guandu
com espaçamentos de meio metro entre plantas e
1 metro e meio entre fileiras e isto deve ser feito no
início da estação chuvosa. É uma planta altamente
palatável e chega a produzir 30 toneladas de
FEIJÃO GUANDU
12
Produção de forragens - Banco de Proteinas
13
forragem por hectare. Geralmente leva 120 dias para a sua
formação e deve ser cortada para dar ao gado antes da floração.
É uma planta altamente resistente à seca
chegando a passar até 6 meses de estiagem. Também é
muito apreciada pelos animais e altamente protéica.
Cada planta chega a produzir por ano em torno de 70 kg
de massa verde. Deve ser podada no início das chuvas
para possibilitar uma boa rebrota e um mês depois do
final das chuvas, quando as folhas começam a cair para
que aconteça a rebrota com galhos jovens. Evita-se,
assim, a perda total das folhas aproveitando-se melhor
a forragem.
A gliricídia se reproduz por estacas e por sementes. É
importante que o plantio seja feito no início das chuvas.
Quando se planta por sementes, o viveiro das mudas
deve ser feito 75 dias antes do início das chuvas. Na
região do Médio Oeste do Rio Grande do Norte e no Sertão do
Pajeú em Pernambuco significa dizer que o período de semeio é
entre os meses de dezembro e janeiro.
GLIRICÍDIA
Produção de forragens - Banco de Proteinas
14
SABIÁ Ocorre naturalmente nas áreas de
caatinga e é muito apreciada pelos animais, as
folhas verdes ou secas, assim como as vagens, são
forrageiras. Sua folhagem é considerada uma
valiosa fonte de alimentos para grandes e
pequenos animais, principalmente na época seca.
As flores são melíferas e sua casca é muito usada
na medicina caseira, ajudando na cicatrização de
feridas. Sua floração se estende de abril a junho, e a
frutificação de maio a outubro, com a queda dos
seus frutos a partir de setembro. A madeira do
sabiá produz estacas de ótima qualidade,
apresentando uma grande resistência. A obtenção
de estacas é feita de 3 a 4 anos após o plantio e
após este período, cada pé de sabiá bem cuidado
produz em torno de duas a três estacas por ano.
Vários agricultores e agricultoras do Ceará
plantam sabiá com este objetivo gerando uma boa
renda para as famílias.
O sabiá rebrota muito rápido e se espalha no terreno com o
tempo. Sua plantação definitiva é feita quando as mudas estão
com aproximadamente 20 centímetros de tamanho, que deve
Produção de forragens - Banco de Proteinas
15
ser feita no início das chuvas, período de se instalar no campo,
tendo como orientação plantar no limite da propriedade com o
objetivo de construir cercas vivas.
É uma das plantas da caatinga cujos
brotos surgem logo nas primeiras chuvas, então o
gado procura logo suas folhas pequenas, mas quando
as folhas estão maiores provavelmente pelo cheiro
que elas soltam o gado despreza. A catingueira
mantém suas folhas por aproximadamente 240 dias
após o término das chuvas. Elas podem ser usadas
também na medicina caseira (usado no combate a
diarréia e disenteria), e na construção de cercas vivas
e mourões.
Muito cultivada no Sertão, resiste muito
bem à seca por ser nativa da caatinga. Apresenta
percentual de proteína bruta acima de 20% e
digestibilidade superior a 60%. É cultivada por
estacas e propaga-se também por sementes. Existe
grande temor por parte dos agricultores quanto ao
consumo da maniçoba por animais porque suas
folhas verdes são tóxicas. No entanto para a
CATINGUEIRA
MANIÇOBA
Produção de forragens - Banco de Proteinas
16
alimentação animal as folhas devem ser trituradas e postas
para secar. Fazendo isso a maniçoba está pronta para a
alimentação do rebanho.
O mororó ou pata de vaca é de grande
importância na caatinga, tanto pelo seu valor forrageiro,
como para a medicina caseira, sendo utilizado para o
combate de vermes e lombrigas. Tem alto valor protéico e é
muito palatável, suas folhas podem ser ingeridas tanto na
planta como cortadas e dada aos animais. Floresce do final
do mês de outubro a janeiro quando é bastante visitada
pelas abelhas. É uma espécie nativa em risco de extinção. O
seu plantio pode ser feito através de sementes preparando
as mudinhas para depois ir para o campo.
É uma espécie adaptada à nossa região tida
como fonte de alimentação para o rebanho. As folhas ou
vagens são servidas às criações, inteiras ou trituradas.
Possuem um valor protéico razoável, e, na verdade, é um
alimento que dá energia ao gado principalmente pelo seu
gosto adocicado. A algarobeira fornece forragem na época
que a maioria das outras plantas está desfolhada.
MORORÓ
ALGAROBA
Produção de forragens - Banco de Proteinas
17
JUREMA PRETA
MELANCIA DE CAVALO OU MELANCIA FORRAGEIRA
É uma espécie pioneira, ou seja, é uma das
primeiras que se instala em áreas desmatadas na
caatinga, chegando no máximo a 4 metros de
altura. Suporta muito bem a poda porque rebrota
com facilidade, e fornece, além de alimentação
aos animais, boa quantidade de matéria orgânica
para o solo. Suas flores são muito visitadas pelas
abelhas, e durante a seca é muito procurada
principalmente pelos caprinos. É muito utilizada
também para estaca e lenha, e, além de manter as
folhas a jurema preta frutifica no período seco.
A melancia forrageira se adaptou bem às
condições semi-áridas, através de cruzamentos
naturais com outros tipos de melancia, há muito
tempo vem sendo utilizada na alimentação de
pequenos animais durante a época seca.
Recentemente seu uso cresceu principalmente
pela facilidade de adaptação e sua alta
palatabilidade e digestibilidade que chega a 60%.
Pode ser plantada solteira ou em consórcio. Não
necessita de muitos tratos culturais e cresce muito
Produção de forragens - Banco de Proteinas
18
bem somente com a aplicação de adubo orgânico que existe em
qualquer propriedade. Deve ser plantada com o espaçamento de
3 metros entre linhas por 2 metros entre as covas, quando
plantada solteira e 3 metros por 3 metros entre linhas e covas
quando consorciada. Em cada cova devem ser colocadas de 3 a 4
sementes. Para plantar dessa forma precisa usar 1 quilo de
sementes por hectare.
Para sua conservação, a melancia forrageira pode ser
guardada no campo mesmo, apenas tendo-se o trabalho de
se revirar as mesmas de vez em quando. Recomenda-se o
uso dos frutos da melancia forrageira logo após a colheita.
Ela deve ser picada e depois fornecida aos animais.
É um arbusto perene
resistente à seca. Há dois tipos de mandioca: a brava ou
amarga e a doce ou mansa. A mandioca brava contém uma
substância chamada linamarina, mais conhecida como o
“leite da mandioca” que é tóxico para os animais. Neste
caso, da mesma forma que a maniçoba, deve ser triturada e
seca antes de ser dada na alimentação dos animais. Para ser
usada como forragem a planta deve produzir grande quantidade
de massa verde, ter folhas persistentes e alta capacidade de
MACAXEIRA OU MANDIOCA
Produção de forragens - Banco de Proteinas
19
brotação após o corte. Um dos espaçamentos usados para o
plantio de mandioca é de 80 centímetros entre as plantas por
meio metro entre as linhas. Deve ser plantada em covas de 10
centímetros de profundidade. O plantio deve ser feito no início
das chuvas.
Planta da mesma família do milho que
apresenta uma vantagem: produz muito mais do que
o milho em regiões secas. É bastante utilizada na
alimentação animal, além de ser mais tolerante à
seca. Resiste a altas temperaturas e deve ser
plantado no início da estação chuvosa em covas rasas
de 4 a 5 centímetros de profundidade e cobertas com
uma fina camada de terra. Quando o sorgo é colhido,
as sementes devem ser armazenadas em sacos. Na
área onde o sorgo está plantado os animais podem
ser soltos para pastarem dentro, fazendo um bom
aproveitamento da área.
É uma leguminosa herbácea, que
ocorre a cada ano logo no começo das chuvas. Apesar
de não ser consumida verde é muito apreciada
quando está seca. A alta palatabilidade das plantas
secas indica que o mata-pasto pode ser utilizado
SORGO
MATA-PASTO
Produção de forragens - Banco de Proteinas
também como feno para diminuir a carência alimentar dos
animais no período da estiagem. As outras leguminosas arbóreas
podem e devem ser plantadas junto ao mata-pasto, por ele não
ser palatável quando está em crescimento. Os cuidados para se
evitar o pastejo são desnecessários.
Se desenvolve bem em regiões semi-áridas, por ser
resistente à seca e suportar temperaturas elevadas. É
bastante usado na alimentação animal. Além de se manter
verde quase o ano todo, o nim pode ser usado como um
defensivo natural. Não se necessita de muitos cuidados
com ele. Além de forragem as plantas de nim quando
adultas dão sombra ao gado,
fornece madeira de qualidade
para moirões e estacas e
recuperam solos degradados por
cultivo intensivo. É aconselhável
que a planta seja podada a cada
ano para fornecer ração ao gado,
estimulando a produção de
ramos.
NIM
20
Produção de forragens - Banco de Proteinas
MORINGA Além de suas sementes serem usadas
para a limpeza da água, a moringa é uma
forrageira muito bem adaptada à caatinga. É
aconselhável que seja podada a cada ano para
fornecer ração ao gado e evitar que suas sementes
fiquem muito altas, dificultando a colheita.
21
Produção de forragens - Banco de Proteinas
CONSIDERAÇÕES IMPORTANTES
Outras plantas como a cunhã, também podem ser usadas na
formação de bancos de proteínas; e as leguminosas nativas,
como o jucazeiro são plantas que além de manterem suas folhas
verdes, também frutificam na época seca. O juazeiro também é
uma planta importante para o banco de proteínas.
O mais importante dessas forrageiras é que elas podem ser
cultivadas usando apenas adubo orgânico, adubação verde,
restos de culturas, cobertura morta, ou compostos orgânicos.
Um banco de proteínas de um hectare proporciona uma
produção de 4 a 8 toneladas ao ano de forragem com qualidade e
em quantidade suficiente para alimentar caprinos e ovinos.
Para determinadas condições do semi-árido, outra opção viável é
o cultivo de cactáceas como mandacaru e palma forrageira. O
consórcio de culturas anuais com as cactáceas deve ser usado
como forma de diversificar o uso da área e de reduzir custos.
Quanto mais diversificado o banco de proteínas, maior será a
diversidade de alimentos para os animais e mais equilibrado será
o sistema de produção e a ração mais balanceada, permitindo ao
rebanho uma boa manutenção no período seco do ano.
22
Produção de forragens - Banco de Proteinas
ESTABELECIMENTO DOS BANCOS DE PROTEÍNAS
A área a ser plantada depende principalmente do número de
animais a serem criados, da exigência de
nutrientes e da disponibilidade e qualidade da
forragem das pastagens. Normalmente o banco
de proteína deve representar de 10 a 15% da
área de pastagem cultivada com gramíneas. É
recomendável usar esse recurso com vacas
leiteiras ou para animais destinados à engorda.
Os bancos de proteínas devem ser
localizados próximos às áreas de pastagens
cultivadas. Quando estas pastagens
estiverem pobres, o que ocorre no período
seco, colocam-se os animais durante algum
tempo para que eles obtenham proteína
suficiente para compensar a pobreza da
forragem.
23
Produção de forragens - Banco de Proteinas
24
Os cuidados e o manejo dos bancos de proteínas depende de
cada criador, sendo que os mais usados são os seguintes:
!
! Dar aos animais acesso direto ao banco.
! Colocar os animais no banco de proteína durante
dois a três dias por semana.
Pode-se também manejar da seguinte forma:
PRINCIPAIS CUIDADOS NO MANEJO DOS
BANCOS DE PROTEÍNA
O acesso dos animais aos bancos de proteína pode ser
livre ou limitado ao longo do ano ou em determinadas
épocas.
Neste caso, deve-
se tomar cuidado para que os animais não danifiquem
demais as plantas do banco. Em certos casos é
aconselhável dividir a área e alternar o uso;
! Colocar os animais no banco de proteínas durante uma a
duas horas diariamente;
! Cortar os ramos e fornecê-los frescos aos animais,
triturados ou não;
! Cortar os ramos e deixá-los secar ao sol para que as
folhas sejam fenadas e se desprendam dos ramos. Este
feno é de excelente qualidade;
Produção de forragens - Banco de Proteinas
25
! Deixar as plantas crescerem até se tornarem árvores.
As sementes caem, germinam e os animais comem
estas plantas pequenas, e os ramos mais baixos de
árvores. Em caso de escassez de alimentos, pode-se
cortar e utilizar os ramos mais altos.
! Deve-se ter cuidado para que não aconteça o pastejo
superintensivo, por isso recomenda-se formar bancos
de proteína de aproximadamente 10% da área da
pastagem que é cultivada com gramíneas.
Produção de forragens - Banco de Proteinas
RealizaçãoRealização
Secretaria de Agricultura Familiar
Secretaria de Desenvolvimento Territorial
Ministério do
Desenvolvimento Agrário
Esta atividade faz parte doEsta atividade faz parte do
ApoioApoio

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Manejo De Pastagens
Manejo De PastagensManejo De Pastagens
Manejo De Pastagens
Hamilton Luiz Ledesma de Nadai
 
Bovinocultura
BovinoculturaBovinocultura
Bovinocultura
Kelwin Souza
 
Silagem (milho, sorgo, capim)
Silagem (milho, sorgo, capim)Silagem (milho, sorgo, capim)
Silagem (milho, sorgo, capim)
Brenda Bueno
 
Slide suínos
Slide suínosSlide suínos
Slide suínos
Larissa Lobo
 
Avicultura
AviculturaAvicultura
Avicultura
Evaldo Potma
 
Aula 2 Tanque Rede
Aula 2   Tanque RedeAula 2   Tanque Rede
Aula 2 Tanque Rede
Humberto Tavares de Carvalho
 
Apostila Produçao de Leite Agroecologico
Apostila Produçao de Leite AgroecologicoApostila Produçao de Leite Agroecologico
Apostila Produçao de Leite Agroecologico
Daniel Mol
 
Aula 2 - Cadeia produtiva leite.pptx
Aula 2 - Cadeia produtiva leite.pptxAula 2 - Cadeia produtiva leite.pptx
Aula 2 - Cadeia produtiva leite.pptx
ThonJovita
 
Melhoramento genético de suínos
Melhoramento genético de suínosMelhoramento genético de suínos
Melhoramento genético de suínos
Brunna Silva Moreira
 
Frango corte
Frango corteFrango corte
Frango corte
mvezzone
 
Manejo galinhas caipiras_sistemas_organicos
Manejo galinhas caipiras_sistemas_organicosManejo galinhas caipiras_sistemas_organicos
Manejo galinhas caipiras_sistemas_organicos
Lenildo Araujo
 
Diferenças entre ovinos e caprinos
Diferenças entre ovinos e caprinosDiferenças entre ovinos e caprinos
Diferenças entre ovinos e caprinos
Killer Max
 
Sistemas de criação e instalações para caprinos e ovinos - caprinos e ovinos
Sistemas de criação e instalações para caprinos e ovinos - caprinos e ovinosSistemas de criação e instalações para caprinos e ovinos - caprinos e ovinos
Sistemas de criação e instalações para caprinos e ovinos - caprinos e ovinos
Marília Gomes
 
Aula 1 piscicultura - questões economicas e mercado consumidor
Aula 1   piscicultura - questões economicas e mercado consumidorAula 1   piscicultura - questões economicas e mercado consumidor
Aula 1 piscicultura - questões economicas e mercado consumidor
Jeovaci Martins Da Rocha Júnior
 
Consorciação e Conservação de Plantas Forrageiras
Consorciação e Conservação de Plantas ForrageirasConsorciação e Conservação de Plantas Forrageiras
Consorciação e Conservação de Plantas Forrageiras
Kalliany Kellzer
 
Raças de Bovinos, Caprinos, Ovinos, Suínos e Equinos
Raças de Bovinos, Caprinos, Ovinos, Suínos e EquinosRaças de Bovinos, Caprinos, Ovinos, Suínos e Equinos
Raças de Bovinos, Caprinos, Ovinos, Suínos e Equinos
Renata Lara
 
A cultura do Milho
A cultura do MilhoA cultura do Milho
A cultura do Milho
Killer Max
 
Manejo na Apicultura Racional
Manejo na Apicultura RacionalManejo na Apicultura Racional
Manejo na Apicultura Racional
Jefferson Bandero
 
Coturnicultura
Coturnicultura Coturnicultura
Coturnicultura
Cristina Marino de Souza
 
Forragicultura aula1
Forragicultura aula1Forragicultura aula1
Forragicultura aula1
Natália A Koritiaki
 

Mais procurados (20)

Manejo De Pastagens
Manejo De PastagensManejo De Pastagens
Manejo De Pastagens
 
Bovinocultura
BovinoculturaBovinocultura
Bovinocultura
 
Silagem (milho, sorgo, capim)
Silagem (milho, sorgo, capim)Silagem (milho, sorgo, capim)
Silagem (milho, sorgo, capim)
 
Slide suínos
Slide suínosSlide suínos
Slide suínos
 
Avicultura
AviculturaAvicultura
Avicultura
 
Aula 2 Tanque Rede
Aula 2   Tanque RedeAula 2   Tanque Rede
Aula 2 Tanque Rede
 
Apostila Produçao de Leite Agroecologico
Apostila Produçao de Leite AgroecologicoApostila Produçao de Leite Agroecologico
Apostila Produçao de Leite Agroecologico
 
Aula 2 - Cadeia produtiva leite.pptx
Aula 2 - Cadeia produtiva leite.pptxAula 2 - Cadeia produtiva leite.pptx
Aula 2 - Cadeia produtiva leite.pptx
 
Melhoramento genético de suínos
Melhoramento genético de suínosMelhoramento genético de suínos
Melhoramento genético de suínos
 
Frango corte
Frango corteFrango corte
Frango corte
 
Manejo galinhas caipiras_sistemas_organicos
Manejo galinhas caipiras_sistemas_organicosManejo galinhas caipiras_sistemas_organicos
Manejo galinhas caipiras_sistemas_organicos
 
Diferenças entre ovinos e caprinos
Diferenças entre ovinos e caprinosDiferenças entre ovinos e caprinos
Diferenças entre ovinos e caprinos
 
Sistemas de criação e instalações para caprinos e ovinos - caprinos e ovinos
Sistemas de criação e instalações para caprinos e ovinos - caprinos e ovinosSistemas de criação e instalações para caprinos e ovinos - caprinos e ovinos
Sistemas de criação e instalações para caprinos e ovinos - caprinos e ovinos
 
Aula 1 piscicultura - questões economicas e mercado consumidor
Aula 1   piscicultura - questões economicas e mercado consumidorAula 1   piscicultura - questões economicas e mercado consumidor
Aula 1 piscicultura - questões economicas e mercado consumidor
 
Consorciação e Conservação de Plantas Forrageiras
Consorciação e Conservação de Plantas ForrageirasConsorciação e Conservação de Plantas Forrageiras
Consorciação e Conservação de Plantas Forrageiras
 
Raças de Bovinos, Caprinos, Ovinos, Suínos e Equinos
Raças de Bovinos, Caprinos, Ovinos, Suínos e EquinosRaças de Bovinos, Caprinos, Ovinos, Suínos e Equinos
Raças de Bovinos, Caprinos, Ovinos, Suínos e Equinos
 
A cultura do Milho
A cultura do MilhoA cultura do Milho
A cultura do Milho
 
Manejo na Apicultura Racional
Manejo na Apicultura RacionalManejo na Apicultura Racional
Manejo na Apicultura Racional
 
Coturnicultura
Coturnicultura Coturnicultura
Coturnicultura
 
Forragicultura aula1
Forragicultura aula1Forragicultura aula1
Forragicultura aula1
 

Destaque

Bovino de corte 2012 volumosos nussio low
Bovino de corte 2012 volumosos nussio lowBovino de corte 2012 volumosos nussio low
Bovino de corte 2012 volumosos nussio low
Universidade de São Paulo
 
[Palestra] Prof Nussio: Volumosos para Bovinos - III Seminário Confinatto
[Palestra] Prof Nussio: Volumosos para Bovinos -  III Seminário Confinatto[Palestra] Prof Nussio: Volumosos para Bovinos -  III Seminário Confinatto
[Palestra] Prof Nussio: Volumosos para Bovinos - III Seminário Confinatto
AgroTalento
 
Rafael Henrique - Fenação
Rafael Henrique - FenaçãoRafael Henrique - Fenação
Rafael Henrique - Fenação
Rafael Henrique Reis
 
Desempenho de bovinos cruzados em confinamento
Desempenho de bovinos cruzados em confinamentoDesempenho de bovinos cruzados em confinamento
Desempenho de bovinos cruzados em confinamento
Beefveal
 
Alan stewart
Alan stewartAlan stewart
Alan stewart
PGWSementes
 
A Importância da Melhoria da Produtividade e Qualidade dos Volumosos em Siste...
A Importância da Melhoria da Produtividade e Qualidade dos Volumosos em Siste...A Importância da Melhoria da Produtividade e Qualidade dos Volumosos em Siste...
A Importância da Melhoria da Produtividade e Qualidade dos Volumosos em Siste...
Rural Pecuária
 

Destaque (6)

Bovino de corte 2012 volumosos nussio low
Bovino de corte 2012 volumosos nussio lowBovino de corte 2012 volumosos nussio low
Bovino de corte 2012 volumosos nussio low
 
[Palestra] Prof Nussio: Volumosos para Bovinos - III Seminário Confinatto
[Palestra] Prof Nussio: Volumosos para Bovinos -  III Seminário Confinatto[Palestra] Prof Nussio: Volumosos para Bovinos -  III Seminário Confinatto
[Palestra] Prof Nussio: Volumosos para Bovinos - III Seminário Confinatto
 
Rafael Henrique - Fenação
Rafael Henrique - FenaçãoRafael Henrique - Fenação
Rafael Henrique - Fenação
 
Desempenho de bovinos cruzados em confinamento
Desempenho de bovinos cruzados em confinamentoDesempenho de bovinos cruzados em confinamento
Desempenho de bovinos cruzados em confinamento
 
Alan stewart
Alan stewartAlan stewart
Alan stewart
 
A Importância da Melhoria da Produtividade e Qualidade dos Volumosos em Siste...
A Importância da Melhoria da Produtividade e Qualidade dos Volumosos em Siste...A Importância da Melhoria da Produtividade e Qualidade dos Volumosos em Siste...
A Importância da Melhoria da Produtividade e Qualidade dos Volumosos em Siste...
 

Semelhante a Banco de proteina para ração animal

Planejamento Forrageiro: Técnicas para Aumento da Produção Ovina
Planejamento Forrageiro: Técnicas para Aumento da Produção OvinaPlanejamento Forrageiro: Técnicas para Aumento da Produção Ovina
Planejamento Forrageiro: Técnicas para Aumento da Produção Ovina
Rural Pecuária
 
Maricultura kappaphycus alvarezii na baía da ilha grande rj
Maricultura kappaphycus alvarezii na baía da ilha grande   rjMaricultura kappaphycus alvarezii na baía da ilha grande   rj
Maricultura kappaphycus alvarezii na baía da ilha grande rj
Miguel Sepulveda
 
Abc da agricultura alimentação das criações na seca 4
Abc da agricultura alimentação das criações na seca 4Abc da agricultura alimentação das criações na seca 4
Abc da agricultura alimentação das criações na seca 4
Lenildo Araujo
 
Utilização de Pasto na Produção de Ovinos
Utilização de Pasto na Produção de OvinosUtilização de Pasto na Produção de Ovinos
Utilização de Pasto na Produção de Ovinos
Rural Pecuária
 
Apostila agroflorestas
Apostila agroflorestasApostila agroflorestas
Apostila agroflorestas
Temistocles Jaques
 
Abc da agricultura alimentação das criações na seca 1
Abc da agricultura alimentação das criações na seca 1Abc da agricultura alimentação das criações na seca 1
Abc da agricultura alimentação das criações na seca 1
Lenildo Araujo
 
Agricultura Orgânica e Certificação - Canal com o Produtor
Agricultura Orgânica e Certificação - Canal com o ProdutorAgricultura Orgânica e Certificação - Canal com o Produtor
Agricultura Orgânica e Certificação - Canal com o Produtor
Idesam
 
Cartilha -adubacão_orgânica
Cartilha  -adubacão_orgânicaCartilha  -adubacão_orgânica
Cartilha -adubacão_orgânica
Flavio Meireles
 
Trabalho Gestão ambiental
Trabalho Gestão ambientalTrabalho Gestão ambiental
Trabalho Gestão ambiental
paulosergiok5
 
Cana de açúcar!
Cana de açúcar!Cana de açúcar!
Cana de açúcar!
Raquel Jóia
 
Manejo de pastagem 1
Manejo de pastagem 1Manejo de pastagem 1
Manejo de pastagem 1
GETA - UFG
 
Abc da agricultura como alimentar enxames
Abc da agricultura como alimentar enxamesAbc da agricultura como alimentar enxames
Abc da agricultura como alimentar enxames
Lenildo Araujo
 
Uso sustentável do Umbuzeiro
Uso sustentável do UmbuzeiroUso sustentável do Umbuzeiro
Cartilha
CartilhaCartilha
Cartilha
Lindomar Alves
 
Manual de Agricultura de Conservação para Técnicos e Agricultores
Manual de Agricultura de Conservação para Técnicos e AgricultoresManual de Agricultura de Conservação para Técnicos e Agricultores
Manual de Agricultura de Conservação para Técnicos e Agricultores
Sérgio Amaral
 
Produção e reprodução de búfalas leiteiras : um modelo tecnológico de sucesso
Produção e reprodução de búfalas leiteiras : um modelo tecnológico de sucessoProdução e reprodução de búfalas leiteiras : um modelo tecnológico de sucesso
Produção e reprodução de búfalas leiteiras : um modelo tecnológico de sucesso
Rural Pecuária
 
Mandioca no RS.
Mandioca no RS.Mandioca no RS.
Mandioca no RS.
Denifer Teixeira
 
Mesa 2 conservação renato jundiaí2012
Mesa 2   conservação renato jundiaí2012Mesa 2   conservação renato jundiaí2012
Mesa 2 conservação renato jundiaí2012
Renato Ferraz de Arruda Veiga
 
Mesa 2 conservação renato jundiaí2012
Mesa 2   conservação renato jundiaí2012Mesa 2   conservação renato jundiaí2012
Mesa 2 conservação renato jundiaí2012
Renato Ferraz de Arruda Veiga
 
Aula 6 - Alimentos e aditivos na nutrição animal.pdf
Aula 6 - Alimentos e aditivos na nutrição animal.pdfAula 6 - Alimentos e aditivos na nutrição animal.pdf
Aula 6 - Alimentos e aditivos na nutrição animal.pdf
eriksilva4587
 

Semelhante a Banco de proteina para ração animal (20)

Planejamento Forrageiro: Técnicas para Aumento da Produção Ovina
Planejamento Forrageiro: Técnicas para Aumento da Produção OvinaPlanejamento Forrageiro: Técnicas para Aumento da Produção Ovina
Planejamento Forrageiro: Técnicas para Aumento da Produção Ovina
 
Maricultura kappaphycus alvarezii na baía da ilha grande rj
Maricultura kappaphycus alvarezii na baía da ilha grande   rjMaricultura kappaphycus alvarezii na baía da ilha grande   rj
Maricultura kappaphycus alvarezii na baía da ilha grande rj
 
Abc da agricultura alimentação das criações na seca 4
Abc da agricultura alimentação das criações na seca 4Abc da agricultura alimentação das criações na seca 4
Abc da agricultura alimentação das criações na seca 4
 
Utilização de Pasto na Produção de Ovinos
Utilização de Pasto na Produção de OvinosUtilização de Pasto na Produção de Ovinos
Utilização de Pasto na Produção de Ovinos
 
Apostila agroflorestas
Apostila agroflorestasApostila agroflorestas
Apostila agroflorestas
 
Abc da agricultura alimentação das criações na seca 1
Abc da agricultura alimentação das criações na seca 1Abc da agricultura alimentação das criações na seca 1
Abc da agricultura alimentação das criações na seca 1
 
Agricultura Orgânica e Certificação - Canal com o Produtor
Agricultura Orgânica e Certificação - Canal com o ProdutorAgricultura Orgânica e Certificação - Canal com o Produtor
Agricultura Orgânica e Certificação - Canal com o Produtor
 
Cartilha -adubacão_orgânica
Cartilha  -adubacão_orgânicaCartilha  -adubacão_orgânica
Cartilha -adubacão_orgânica
 
Trabalho Gestão ambiental
Trabalho Gestão ambientalTrabalho Gestão ambiental
Trabalho Gestão ambiental
 
Cana de açúcar!
Cana de açúcar!Cana de açúcar!
Cana de açúcar!
 
Manejo de pastagem 1
Manejo de pastagem 1Manejo de pastagem 1
Manejo de pastagem 1
 
Abc da agricultura como alimentar enxames
Abc da agricultura como alimentar enxamesAbc da agricultura como alimentar enxames
Abc da agricultura como alimentar enxames
 
Uso sustentável do Umbuzeiro
Uso sustentável do UmbuzeiroUso sustentável do Umbuzeiro
Uso sustentável do Umbuzeiro
 
Cartilha
CartilhaCartilha
Cartilha
 
Manual de Agricultura de Conservação para Técnicos e Agricultores
Manual de Agricultura de Conservação para Técnicos e AgricultoresManual de Agricultura de Conservação para Técnicos e Agricultores
Manual de Agricultura de Conservação para Técnicos e Agricultores
 
Produção e reprodução de búfalas leiteiras : um modelo tecnológico de sucesso
Produção e reprodução de búfalas leiteiras : um modelo tecnológico de sucessoProdução e reprodução de búfalas leiteiras : um modelo tecnológico de sucesso
Produção e reprodução de búfalas leiteiras : um modelo tecnológico de sucesso
 
Mandioca no RS.
Mandioca no RS.Mandioca no RS.
Mandioca no RS.
 
Mesa 2 conservação renato jundiaí2012
Mesa 2   conservação renato jundiaí2012Mesa 2   conservação renato jundiaí2012
Mesa 2 conservação renato jundiaí2012
 
Mesa 2 conservação renato jundiaí2012
Mesa 2   conservação renato jundiaí2012Mesa 2   conservação renato jundiaí2012
Mesa 2 conservação renato jundiaí2012
 
Aula 6 - Alimentos e aditivos na nutrição animal.pdf
Aula 6 - Alimentos e aditivos na nutrição animal.pdfAula 6 - Alimentos e aditivos na nutrição animal.pdf
Aula 6 - Alimentos e aditivos na nutrição animal.pdf
 

Mais de Lenildo Araujo

Como criar e administrar associaçoes de produtores rurais
Como criar e administrar associaçoes de produtores ruraisComo criar e administrar associaçoes de produtores rurais
Como criar e administrar associaçoes de produtores rurais
Lenildo Araujo
 
Registros
RegistrosRegistros
Registros
Lenildo Araujo
 
Livro de atas e livro de presença
Livro de atas e livro de presençaLivro de atas e livro de presença
Livro de atas e livro de presença
Lenildo Araujo
 
Estatuto
EstatutoEstatuto
Estatuto
Lenildo Araujo
 
Edital de convocação
Edital de convocaçãoEdital de convocação
Edital de convocação
Lenildo Araujo
 
Ata de fundação
Ata de fundaçãoAta de fundação
Ata de fundação
Lenildo Araujo
 
Série conheça e conserve a caatinga vol1
Série   conheça e conserve a caatinga vol1Série   conheça e conserve a caatinga vol1
Série conheça e conserve a caatinga vol1
Lenildo Araujo
 
Manual prático de caprino e ovinocultura
Manual prático de caprino e ovinoculturaManual prático de caprino e ovinocultura
Manual prático de caprino e ovinocultura
Lenildo Araujo
 
Serie meliponicultura n7
Serie meliponicultura n7Serie meliponicultura n7
Serie meliponicultura n7
Lenildo Araujo
 
Manual tecnológico mel de abelhas sem ferrão
Manual tecnológico mel de abelhas sem ferrãoManual tecnológico mel de abelhas sem ferrão
Manual tecnológico mel de abelhas sem ferrão
Lenildo Araujo
 
Caderno de receitas
Caderno de receitasCaderno de receitas
Caderno de receitas
Lenildo Araujo
 
Alimentação das criações na seca
Alimentação das criações na secaAlimentação das criações na seca
Alimentação das criações na seca
Lenildo Araujo
 
Abc da agricultura alimentação das criações na seca 2
Abc da agricultura alimentação das criações na seca 2Abc da agricultura alimentação das criações na seca 2
Abc da agricultura alimentação das criações na seca 2
Lenildo Araujo
 
Abc da agricultura alimentação das criações na seca 3
Abc da agricultura alimentação das criações na seca 3Abc da agricultura alimentação das criações na seca 3
Abc da agricultura alimentação das criações na seca 3
Lenildo Araujo
 
Abc da agricultura barraginhas agua de chuva para todos
Abc da agricultura barraginhas agua de chuva para todosAbc da agricultura barraginhas agua de chuva para todos
Abc da agricultura barraginhas agua de chuva para todos
Lenildo Araujo
 
Abc da agricultura como capturar enxames com caixais
Abc da agricultura como capturar enxames com caixaisAbc da agricultura como capturar enxames com caixais
Abc da agricultura como capturar enxames com caixais
Lenildo Araujo
 
Abc da agricultura como capturar enxames em voo
Abc da agricultura como capturar enxames em vooAbc da agricultura como capturar enxames em voo
Abc da agricultura como capturar enxames em voo
Lenildo Araujo
 
Abc da agricultura como instalar colmeias
Abc da agricultura como instalar colmeiasAbc da agricultura como instalar colmeias
Abc da agricultura como instalar colmeias
Lenildo Araujo
 
Abc da agricultura formas de garantir agua na seca 2
Abc da agricultura formas de garantir agua na seca 2Abc da agricultura formas de garantir agua na seca 2
Abc da agricultura formas de garantir agua na seca 2
Lenildo Araujo
 
Abc da agricultura minhocultura
Abc da agricultura minhoculturaAbc da agricultura minhocultura
Abc da agricultura minhocultura
Lenildo Araujo
 

Mais de Lenildo Araujo (20)

Como criar e administrar associaçoes de produtores rurais
Como criar e administrar associaçoes de produtores ruraisComo criar e administrar associaçoes de produtores rurais
Como criar e administrar associaçoes de produtores rurais
 
Registros
RegistrosRegistros
Registros
 
Livro de atas e livro de presença
Livro de atas e livro de presençaLivro de atas e livro de presença
Livro de atas e livro de presença
 
Estatuto
EstatutoEstatuto
Estatuto
 
Edital de convocação
Edital de convocaçãoEdital de convocação
Edital de convocação
 
Ata de fundação
Ata de fundaçãoAta de fundação
Ata de fundação
 
Série conheça e conserve a caatinga vol1
Série   conheça e conserve a caatinga vol1Série   conheça e conserve a caatinga vol1
Série conheça e conserve a caatinga vol1
 
Manual prático de caprino e ovinocultura
Manual prático de caprino e ovinoculturaManual prático de caprino e ovinocultura
Manual prático de caprino e ovinocultura
 
Serie meliponicultura n7
Serie meliponicultura n7Serie meliponicultura n7
Serie meliponicultura n7
 
Manual tecnológico mel de abelhas sem ferrão
Manual tecnológico mel de abelhas sem ferrãoManual tecnológico mel de abelhas sem ferrão
Manual tecnológico mel de abelhas sem ferrão
 
Caderno de receitas
Caderno de receitasCaderno de receitas
Caderno de receitas
 
Alimentação das criações na seca
Alimentação das criações na secaAlimentação das criações na seca
Alimentação das criações na seca
 
Abc da agricultura alimentação das criações na seca 2
Abc da agricultura alimentação das criações na seca 2Abc da agricultura alimentação das criações na seca 2
Abc da agricultura alimentação das criações na seca 2
 
Abc da agricultura alimentação das criações na seca 3
Abc da agricultura alimentação das criações na seca 3Abc da agricultura alimentação das criações na seca 3
Abc da agricultura alimentação das criações na seca 3
 
Abc da agricultura barraginhas agua de chuva para todos
Abc da agricultura barraginhas agua de chuva para todosAbc da agricultura barraginhas agua de chuva para todos
Abc da agricultura barraginhas agua de chuva para todos
 
Abc da agricultura como capturar enxames com caixais
Abc da agricultura como capturar enxames com caixaisAbc da agricultura como capturar enxames com caixais
Abc da agricultura como capturar enxames com caixais
 
Abc da agricultura como capturar enxames em voo
Abc da agricultura como capturar enxames em vooAbc da agricultura como capturar enxames em voo
Abc da agricultura como capturar enxames em voo
 
Abc da agricultura como instalar colmeias
Abc da agricultura como instalar colmeiasAbc da agricultura como instalar colmeias
Abc da agricultura como instalar colmeias
 
Abc da agricultura formas de garantir agua na seca 2
Abc da agricultura formas de garantir agua na seca 2Abc da agricultura formas de garantir agua na seca 2
Abc da agricultura formas de garantir agua na seca 2
 
Abc da agricultura minhocultura
Abc da agricultura minhoculturaAbc da agricultura minhocultura
Abc da agricultura minhocultura
 

Último

Aula 2 - Revisando o significado de fração - Parte 2.pptx
Aula 2 - Revisando o significado de fração - Parte 2.pptxAula 2 - Revisando o significado de fração - Parte 2.pptx
Aula 2 - Revisando o significado de fração - Parte 2.pptx
LILIANPRESTESSCUDELE
 
CRONOGRAMA - PSC 2° ETAPA 2024.pptx (1).pdf
CRONOGRAMA - PSC 2° ETAPA 2024.pptx (1).pdfCRONOGRAMA - PSC 2° ETAPA 2024.pptx (1).pdf
CRONOGRAMA - PSC 2° ETAPA 2024.pptx (1).pdf
soaresdesouzaamanda8
 
Vogais Ilustrados para alfabetização infantil
Vogais Ilustrados para alfabetização infantilVogais Ilustrados para alfabetização infantil
Vogais Ilustrados para alfabetização infantil
mamaeieby
 
epidemias endemia-pandemia-e-epidemia (1).ppt
epidemias endemia-pandemia-e-epidemia (1).pptepidemias endemia-pandemia-e-epidemia (1).ppt
epidemias endemia-pandemia-e-epidemia (1).ppt
MarceloMonteiro213738
 
Atividade letra da música - Espalhe Amor, Anavitória.
Atividade letra da música - Espalhe  Amor, Anavitória.Atividade letra da música - Espalhe  Amor, Anavitória.
Atividade letra da música - Espalhe Amor, Anavitória.
Mary Alvarenga
 
atividade 8º ano entrevista - com tirinha
atividade 8º ano entrevista - com tirinhaatividade 8º ano entrevista - com tirinha
atividade 8º ano entrevista - com tirinha
Suzy De Abreu Santana
 
OS elementos de uma boa Redação para o ENEM.pdf
OS elementos de uma boa Redação para o ENEM.pdfOS elementos de uma boa Redação para o ENEM.pdf
OS elementos de uma boa Redação para o ENEM.pdf
AmiltonAparecido1
 
UFCD_10145_Enquadramento do setor farmacêutico_indice.pdf
UFCD_10145_Enquadramento do setor farmacêutico_indice.pdfUFCD_10145_Enquadramento do setor farmacêutico_indice.pdf
UFCD_10145_Enquadramento do setor farmacêutico_indice.pdf
Manuais Formação
 
759-fortaleza-resultado-definitivo-prova-objetiva-2024-05-28.pdf
759-fortaleza-resultado-definitivo-prova-objetiva-2024-05-28.pdf759-fortaleza-resultado-definitivo-prova-objetiva-2024-05-28.pdf
759-fortaleza-resultado-definitivo-prova-objetiva-2024-05-28.pdf
MessiasMarianoG
 
Slides Lição 11, Central Gospel, Os Mortos Em CRISTO, 2Tr24.pptx
Slides Lição 11, Central Gospel, Os Mortos Em CRISTO, 2Tr24.pptxSlides Lição 11, Central Gospel, Os Mortos Em CRISTO, 2Tr24.pptx
Slides Lição 11, Central Gospel, Os Mortos Em CRISTO, 2Tr24.pptx
LuizHenriquedeAlmeid6
 
Redação e Leitura_7º ano_58_Produção de cordel .pptx
Redação e Leitura_7º ano_58_Produção de cordel .pptxRedação e Leitura_7º ano_58_Produção de cordel .pptx
Redação e Leitura_7º ano_58_Produção de cordel .pptx
DECIOMAURINARAMOS
 
Sinais de pontuação
Sinais de pontuaçãoSinais de pontuação
Sinais de pontuação
Mary Alvarenga
 
Famílias Que Contribuíram Para O Crescimento Do Assaré
Famílias Que Contribuíram Para O Crescimento Do AssaréFamílias Que Contribuíram Para O Crescimento Do Assaré
Famílias Que Contribuíram Para O Crescimento Do Assaré
profesfrancleite
 
Sistema de Bibliotecas UCS - Chronica do emperador Clarimundo, donde os reis ...
Sistema de Bibliotecas UCS - Chronica do emperador Clarimundo, donde os reis ...Sistema de Bibliotecas UCS - Chronica do emperador Clarimundo, donde os reis ...
Sistema de Bibliotecas UCS - Chronica do emperador Clarimundo, donde os reis ...
Biblioteca UCS
 
Fernão Lopes. pptx
Fernão Lopes.                       pptxFernão Lopes.                       pptx
Fernão Lopes. pptx
TomasSousa7
 
1_10_06_2024_Criança e Cultura Escrita, Ana Maria de Oliveira Galvão.pdf
1_10_06_2024_Criança e Cultura Escrita, Ana Maria de Oliveira Galvão.pdf1_10_06_2024_Criança e Cultura Escrita, Ana Maria de Oliveira Galvão.pdf
1_10_06_2024_Criança e Cultura Escrita, Ana Maria de Oliveira Galvão.pdf
SILVIAREGINANAZARECA
 
UFCD_10949_Lojas e-commerce no-code_índice.pdf
UFCD_10949_Lojas e-commerce no-code_índice.pdfUFCD_10949_Lojas e-commerce no-code_índice.pdf
UFCD_10949_Lojas e-commerce no-code_índice.pdf
Manuais Formação
 
O que é um Ménage a Trois Contemporâneo .pdf
O que é um Ménage a Trois Contemporâneo .pdfO que é um Ménage a Trois Contemporâneo .pdf
O que é um Ménage a Trois Contemporâneo .pdf
Pastor Robson Colaço
 
GÊNERO TEXTUAL - POEMA.pptx
GÊNERO      TEXTUAL     -     POEMA.pptxGÊNERO      TEXTUAL     -     POEMA.pptx
GÊNERO TEXTUAL - POEMA.pptx
Marlene Cunhada
 
Livro: Pedagogia do Oprimido - Paulo Freire
Livro: Pedagogia do Oprimido - Paulo FreireLivro: Pedagogia do Oprimido - Paulo Freire
Livro: Pedagogia do Oprimido - Paulo Freire
WelberMerlinCardoso
 

Último (20)

Aula 2 - Revisando o significado de fração - Parte 2.pptx
Aula 2 - Revisando o significado de fração - Parte 2.pptxAula 2 - Revisando o significado de fração - Parte 2.pptx
Aula 2 - Revisando o significado de fração - Parte 2.pptx
 
CRONOGRAMA - PSC 2° ETAPA 2024.pptx (1).pdf
CRONOGRAMA - PSC 2° ETAPA 2024.pptx (1).pdfCRONOGRAMA - PSC 2° ETAPA 2024.pptx (1).pdf
CRONOGRAMA - PSC 2° ETAPA 2024.pptx (1).pdf
 
Vogais Ilustrados para alfabetização infantil
Vogais Ilustrados para alfabetização infantilVogais Ilustrados para alfabetização infantil
Vogais Ilustrados para alfabetização infantil
 
epidemias endemia-pandemia-e-epidemia (1).ppt
epidemias endemia-pandemia-e-epidemia (1).pptepidemias endemia-pandemia-e-epidemia (1).ppt
epidemias endemia-pandemia-e-epidemia (1).ppt
 
Atividade letra da música - Espalhe Amor, Anavitória.
Atividade letra da música - Espalhe  Amor, Anavitória.Atividade letra da música - Espalhe  Amor, Anavitória.
Atividade letra da música - Espalhe Amor, Anavitória.
 
atividade 8º ano entrevista - com tirinha
atividade 8º ano entrevista - com tirinhaatividade 8º ano entrevista - com tirinha
atividade 8º ano entrevista - com tirinha
 
OS elementos de uma boa Redação para o ENEM.pdf
OS elementos de uma boa Redação para o ENEM.pdfOS elementos de uma boa Redação para o ENEM.pdf
OS elementos de uma boa Redação para o ENEM.pdf
 
UFCD_10145_Enquadramento do setor farmacêutico_indice.pdf
UFCD_10145_Enquadramento do setor farmacêutico_indice.pdfUFCD_10145_Enquadramento do setor farmacêutico_indice.pdf
UFCD_10145_Enquadramento do setor farmacêutico_indice.pdf
 
759-fortaleza-resultado-definitivo-prova-objetiva-2024-05-28.pdf
759-fortaleza-resultado-definitivo-prova-objetiva-2024-05-28.pdf759-fortaleza-resultado-definitivo-prova-objetiva-2024-05-28.pdf
759-fortaleza-resultado-definitivo-prova-objetiva-2024-05-28.pdf
 
Slides Lição 11, Central Gospel, Os Mortos Em CRISTO, 2Tr24.pptx
Slides Lição 11, Central Gospel, Os Mortos Em CRISTO, 2Tr24.pptxSlides Lição 11, Central Gospel, Os Mortos Em CRISTO, 2Tr24.pptx
Slides Lição 11, Central Gospel, Os Mortos Em CRISTO, 2Tr24.pptx
 
Redação e Leitura_7º ano_58_Produção de cordel .pptx
Redação e Leitura_7º ano_58_Produção de cordel .pptxRedação e Leitura_7º ano_58_Produção de cordel .pptx
Redação e Leitura_7º ano_58_Produção de cordel .pptx
 
Sinais de pontuação
Sinais de pontuaçãoSinais de pontuação
Sinais de pontuação
 
Famílias Que Contribuíram Para O Crescimento Do Assaré
Famílias Que Contribuíram Para O Crescimento Do AssaréFamílias Que Contribuíram Para O Crescimento Do Assaré
Famílias Que Contribuíram Para O Crescimento Do Assaré
 
Sistema de Bibliotecas UCS - Chronica do emperador Clarimundo, donde os reis ...
Sistema de Bibliotecas UCS - Chronica do emperador Clarimundo, donde os reis ...Sistema de Bibliotecas UCS - Chronica do emperador Clarimundo, donde os reis ...
Sistema de Bibliotecas UCS - Chronica do emperador Clarimundo, donde os reis ...
 
Fernão Lopes. pptx
Fernão Lopes.                       pptxFernão Lopes.                       pptx
Fernão Lopes. pptx
 
1_10_06_2024_Criança e Cultura Escrita, Ana Maria de Oliveira Galvão.pdf
1_10_06_2024_Criança e Cultura Escrita, Ana Maria de Oliveira Galvão.pdf1_10_06_2024_Criança e Cultura Escrita, Ana Maria de Oliveira Galvão.pdf
1_10_06_2024_Criança e Cultura Escrita, Ana Maria de Oliveira Galvão.pdf
 
UFCD_10949_Lojas e-commerce no-code_índice.pdf
UFCD_10949_Lojas e-commerce no-code_índice.pdfUFCD_10949_Lojas e-commerce no-code_índice.pdf
UFCD_10949_Lojas e-commerce no-code_índice.pdf
 
O que é um Ménage a Trois Contemporâneo .pdf
O que é um Ménage a Trois Contemporâneo .pdfO que é um Ménage a Trois Contemporâneo .pdf
O que é um Ménage a Trois Contemporâneo .pdf
 
GÊNERO TEXTUAL - POEMA.pptx
GÊNERO      TEXTUAL     -     POEMA.pptxGÊNERO      TEXTUAL     -     POEMA.pptx
GÊNERO TEXTUAL - POEMA.pptx
 
Livro: Pedagogia do Oprimido - Paulo Freire
Livro: Pedagogia do Oprimido - Paulo FreireLivro: Pedagogia do Oprimido - Paulo Freire
Livro: Pedagogia do Oprimido - Paulo Freire
 

Banco de proteina para ração animal

  • 1. Criação Criação Animal Animal Produção de ForragensProdução de Forragens Março de 2006 BANCO DE PROTEINASBANCO DE PROTEÍNAS
  • 2. SÉRIE CRIAÇÃO ANIMAL Produção de Forragens BANCO DE PROTEÍNAS Março de 2006 Diaconia
  • 3. SÉRIE CRIAÇÃO ANIMAL: PRODUÇÃO DE FORRAGENS - BANCO DE PROTEÍNAS Diaconia - Programa de Apoio aAgricultura Familiar Coordenação do Projeto: Joseilton Evangelista Série Criação Animal: Produção de Forragens - Banco de Proteínas Texto: Verlândia de Medeiros Morais Revisão e Colaboração: Joseilton Evangelista, Marcelino Lima Projeto Gráfico e Editoração: Lusimar Lima Fotografias: Acervo Diaconia, Acervo Centro Sabiá, Acervo AS-PTA, Acervo CAATINGA Impressão: IGRAMOL Indústria Gráfica e Editora Montaigne - LTDA Tiragem: 1.000 exemplares Equipe PAAF Marcelino Lima: Coordenador do PAAF Joseilton Evangelista: Coordenador Casa de Apoio Umarizal RN Mario Farias Junior: Coordenador Casa de ApoioAfogados da Ingazeira PE Equipe Técnica: Adilson Viana, Adriana Connolly, Afonso Fernandes,Ana Paula Pereira, Antonio Carlos da Silva, Brígida Candeia, Cíntia Gamarra, Clécio de Lima, Diekues Pereira, Francisco Elson Gurgel, Geneildo da Silva, Genival Filho, Igor Arruda, Jonildo Morais, ManoelAraújo, Maria Djaneide, Maurílio Costa, Vânia Lucia Gomes, Verlândia Morais, Vilma Carvalho eYazna Bustamante. DIACONIA (2006) Produção de forragens: banco de proteínas [série criação animal] / texto: Verlândia Morais / revisão e colaboração: Joseilton Evangelista, Marcelino Lima coordenação do projeto de publicação: Joseilton Evangelista -- Recife : Diaconia, 2006. 25p.: il. Projeto construído pela Diaconia em parceria com agricultores e agricultoras do semi- árido brasileiro, a Rede ATER NE e a Secretaria de Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário do Governo Federal. Palavras-chave: 1. planta forrageira; 2. forragem armazenada; 3. banco de proteina; 4. leguminosas; 5. agroecologia; 6. semi-árido.
  • 4.
  • 5. Sumário Apresentação 5 Introdução 7 Conhecendo o potencial forrageiro da caatinga 8 Importância do banco de proteínas 9 Plantas mais utilizadas no banco de proteínas 11 Descrição das plantas: 11 §Leucena 11 §Feijão guandu 12 §Gliricídia 13 §Sabia 14 §Catingueira 15 §Maniçoba 15 §Mororó 16 §Algaroba 16 §Jurema preta 17 §Melancia cavalo ou melancia forrageira 17 §Macaxeira ou mandioca 18 §Sorgo 19 §Mata pasto 19 §Nim 20 §Moringa 21 Considerações Importantes 22 Estabelecimento dos bancos de proteínas 23 Principais cuidados no manejo dos bancos de proteinas 24
  • 6. APRESENTAÇÃO “Para que as nossas despensas se encham de todo o provimento; para que os nossos gados produzam a milhares e a dezenas de milhares em nossas ruas.” (Verso 14); “Para que os nossos bois sejam fortes para o trabalho; para que não haja nem assaltos, nem saídas, nem clamores em nossas ruas.” (Verso 15). Oração de Davi, Salmo 144. Com satisfação apresentamos as primeiras cartilhas da série Criação Animal e Cultivos Agroecológicos: Produção e Armazenamento de Forragens, Banco de Proteínas, Ensilagem e Fenação, Algodão e Mamona agroecológica. As publicações numa linguagem de fácil leitura visam orientar agricultores e agricultoras na produção e cultivo agroecológico de culturas adaptadas às condições de semi-aridez, nas regiões do Sertão do Pajeú em Pernambuco e do Médio Oeste do Rio Grande do Norte, onde desenvolvemos atividades junto com agricultoras e agricultores experimentadores. 5
  • 7. O objetivo é ajudar as agricultoras e agricultores a melhorarem os seus trabalhos de acompanhamento e monitoramento das áreas de produção e armazenamento de forragens, algodão e mamona e auxiliar os técnicos e técnicas a desenvolverem suas atividades junto às famílias contribuindo para o processo de multiplicação de experiências. Esta é mais uma contribuição de nossa equipe técnica, com a colaboração de agricultores e agricultoras parceiras, que se somam a outras contribuições de pessoas e instituições da sociedade civil organizada, apoiada pelo governo brasileiro e pela cooperação internacional; construíndo, sistematizando e partilhando conhecimentos para a convivência com o semi-árido em bases sociais justas, ambientalmente e culturalmente sustentáveis e economicamente viáveis. Assim procedendo professamos nossa confiança e damos nossa pequena contribuição para um outro semi-árido possível: feliz, com vida digna e paz. Fraternalmente, Rev. Arnulfo Barbosa Diretor Executivo da Diaconia 6
  • 8. INTRODUÇÃO A DIACONIA apresenta a Série Criação Animal: Cartilha Sobre Produção de Forragens - Banco de Proteínas, trazendo através deste instrumento informações de plantas que são utilizadas pelas famílias agricultoras do semi-árido para alimentar os animais, algumas delas são mais utilizadas no período do inverno outras no período do verão, época em que a disponibilidade de ração é muito pequena e em muitos casos insuficiente. São informações que poderão ser utilizadas por agricultores e agricultoras familiares criadores de animais e técnicos que lidam com esta atividade, de modo que possa contribuir para a garantia de uma boa alimentação para os animais ao longo de todo o ano. Então, sendo com este principal intuito, de estimular a produção de ração para a criação animal, é que surgiu a necessidade de se produzir uma cartilha sobre o assunto. 7
  • 9. CONHECENDO O POTENCIAL FORRAGEIRO DA CAATINGA Na região semi-árida o tipo de vegetação predominante é a caatinga. Na caatinga encontramos várias plantas forrageiras importantes para a dieta alimentar dos animais. Algumas plantas forrageiras são consumidas nos períodos mais secos do ano, quando ocorre a falta de outras forragens. As famílias de agricultores e agricultoras têm o costume de aproveitar uma série de espécies de plantas para alimentar os animais, mas nem sempre têm o hábito de cultivar estas plantas. Nos municípios de Caraúbas e Umarizal se utiliza muito o mandacaru e o xiquexique, na região de Afogados da Ingazeira e São José do Egito se usa bastante a palma forrageira para alimentar os animais. Observando esta prática dos agricultores, como uma das alternativas para alimentar os animais, é importante estimular o plantio e o manejo dessas plantas forrageiras nativas e de plantas introduzidas, utilizando-as como BANCOS DE PROTEÍNAS. 8 Produção de forragens - Banco de Proteinas
  • 10. 9 Mas, você pode se perguntar o que é um Banco de Proteína? Banco de Proteína é um sistema de produção integrado, onde uma porção da área de pastagem nativa ou cultivada é reservada para o plantio de leguminosas forrageiras de alto valor nutritivo e de outras espécies. As plantas leguminosas são aquelas que produzem “bagem”, como por exemplo, o feijão guandu, a leucena, o sabiá, o feijão brabo, etc. Ele ajuda a contribuir na correção da deficiência de proteína e fornece forragem de melhor qualidade aos animais desde que bem diversificado. Com o emprego do banco de proteínas, a área de pastagem pode ser reduzida, sem haver grandes prejuízos no peso dos animais no momento da comercialização. Os bancos de proteínas apresentam duas principais vantagens: a primeira é que as pastagens nativas não precisam ser queimadas, pois com a carga animal adequada não acontece o acúmulo de forragem. A outra vantagem é que o maior consumo IMPORTÂNCIA DO BANCO DE PROTEÍNAS Produção de forragens - Banco de Proteinas
  • 11. 10 de proteínas melhora o desempenho reprodutivo do rebanho e aumenta a produção dos animais principalmente de caprinos e ovinos. Assim, as fêmeas podem iniciar o processo de reprodução logo aos dois anos de idade e os machos têm o ganho de peso num prazo mais curto de tempo, comparando com outros animais que não consomem proteínas suficientes. A utilização de leguminosas forrageiras surge como a alternativa mais viável para assegurar uma boa alimentação aos animais, principalmente durante o período seco. As leguminosas apresentam um alto valor protéico e têm boa digestibilidade e resistência ao período seco. Além de tudo isso, as leguminosas conseguem fixar nitrogênio da atmosfera e incorporam grandes quantidades no solo, contribuindo para a melhoria da sua fertilidade . Na escolha das leguminosas para a formação de Produção de forragens - Banco de Proteinas
  • 12. 11 bancos de proteínas deve-se considerar que elas tenham boa produtividade de forragem e que não sejam tóxicas aos animais. É altamente desejável que a leguminosa apresente boa palatabilidade para os animais, seja resistente à seca e também tenha resistência a “pragas” e doenças. Para as nossas condições semi-áridas, as espécies mais utilizadas no banco de proteína são as seguintes: Leucena, Feijão Guandu, Gliricídia, Sabiá, Catingueira, Maniçoba, Jurema-preta, Mororó, Algaroba, Feijão-de-rolinha, Mata-pasto, Nim, Moringa e outras. É uma leguminosa altamente palatável para o gado, e sua tolerância à seca faz com que ela se destaque na alimentação dos rebanhos. A leucena mantém-se verde na estação seca, perdendo apenas as folhas pequenas em secas muito longas. Desenvolve-se bem em regiões que chove pouco com precipitações que variam de 600 a 1700 milímetros de chuva. É uma planta que se desenvolve bem com insolação direta. PLANTAS MAIS UTILIZADAS NO BANCO DE PROTEÍNAS DESCRIÇÃO DAS PLANTAS FORRAGEIRAS LEUCENA Produção de forragens - Banco de Proteinas
  • 13. A leucena deve ser plantada bem no início das chuvas. Enterre as sementes a 1 centímetro e meio de fundura para facilitar a germinação. Para pastejo o espaçamento deve ser de 3 metros entre linhas. As sementes são muito fáceis de conseguir e para facilitar sua germinação é importante quebrar a dormência, que pode ser feita colocando as sementes em água fria durante dois dias. Na formação do banco de proteína, a leucena é uma das forrageiras mais promissoras para a região semi-árida, principalmente pela capacidade de rebrota durante a época seca, pela adaptação às condições de aridez do Nordeste e pela excelente aceitação por caprinos, ovinos e bovinos. É uma leguminosa semi- perene, arbustiva, altamente resistente à seca, muito usada para pastejo direto em pastagens. Para aproveitar bem a área, plante o feijão-guandu com espaçamentos de meio metro entre plantas e 1 metro e meio entre fileiras e isto deve ser feito no início da estação chuvosa. É uma planta altamente palatável e chega a produzir 30 toneladas de FEIJÃO GUANDU 12 Produção de forragens - Banco de Proteinas
  • 14. 13 forragem por hectare. Geralmente leva 120 dias para a sua formação e deve ser cortada para dar ao gado antes da floração. É uma planta altamente resistente à seca chegando a passar até 6 meses de estiagem. Também é muito apreciada pelos animais e altamente protéica. Cada planta chega a produzir por ano em torno de 70 kg de massa verde. Deve ser podada no início das chuvas para possibilitar uma boa rebrota e um mês depois do final das chuvas, quando as folhas começam a cair para que aconteça a rebrota com galhos jovens. Evita-se, assim, a perda total das folhas aproveitando-se melhor a forragem. A gliricídia se reproduz por estacas e por sementes. É importante que o plantio seja feito no início das chuvas. Quando se planta por sementes, o viveiro das mudas deve ser feito 75 dias antes do início das chuvas. Na região do Médio Oeste do Rio Grande do Norte e no Sertão do Pajeú em Pernambuco significa dizer que o período de semeio é entre os meses de dezembro e janeiro. GLIRICÍDIA Produção de forragens - Banco de Proteinas
  • 15. 14 SABIÁ Ocorre naturalmente nas áreas de caatinga e é muito apreciada pelos animais, as folhas verdes ou secas, assim como as vagens, são forrageiras. Sua folhagem é considerada uma valiosa fonte de alimentos para grandes e pequenos animais, principalmente na época seca. As flores são melíferas e sua casca é muito usada na medicina caseira, ajudando na cicatrização de feridas. Sua floração se estende de abril a junho, e a frutificação de maio a outubro, com a queda dos seus frutos a partir de setembro. A madeira do sabiá produz estacas de ótima qualidade, apresentando uma grande resistência. A obtenção de estacas é feita de 3 a 4 anos após o plantio e após este período, cada pé de sabiá bem cuidado produz em torno de duas a três estacas por ano. Vários agricultores e agricultoras do Ceará plantam sabiá com este objetivo gerando uma boa renda para as famílias. O sabiá rebrota muito rápido e se espalha no terreno com o tempo. Sua plantação definitiva é feita quando as mudas estão com aproximadamente 20 centímetros de tamanho, que deve Produção de forragens - Banco de Proteinas
  • 16. 15 ser feita no início das chuvas, período de se instalar no campo, tendo como orientação plantar no limite da propriedade com o objetivo de construir cercas vivas. É uma das plantas da caatinga cujos brotos surgem logo nas primeiras chuvas, então o gado procura logo suas folhas pequenas, mas quando as folhas estão maiores provavelmente pelo cheiro que elas soltam o gado despreza. A catingueira mantém suas folhas por aproximadamente 240 dias após o término das chuvas. Elas podem ser usadas também na medicina caseira (usado no combate a diarréia e disenteria), e na construção de cercas vivas e mourões. Muito cultivada no Sertão, resiste muito bem à seca por ser nativa da caatinga. Apresenta percentual de proteína bruta acima de 20% e digestibilidade superior a 60%. É cultivada por estacas e propaga-se também por sementes. Existe grande temor por parte dos agricultores quanto ao consumo da maniçoba por animais porque suas folhas verdes são tóxicas. No entanto para a CATINGUEIRA MANIÇOBA Produção de forragens - Banco de Proteinas
  • 17. 16 alimentação animal as folhas devem ser trituradas e postas para secar. Fazendo isso a maniçoba está pronta para a alimentação do rebanho. O mororó ou pata de vaca é de grande importância na caatinga, tanto pelo seu valor forrageiro, como para a medicina caseira, sendo utilizado para o combate de vermes e lombrigas. Tem alto valor protéico e é muito palatável, suas folhas podem ser ingeridas tanto na planta como cortadas e dada aos animais. Floresce do final do mês de outubro a janeiro quando é bastante visitada pelas abelhas. É uma espécie nativa em risco de extinção. O seu plantio pode ser feito através de sementes preparando as mudinhas para depois ir para o campo. É uma espécie adaptada à nossa região tida como fonte de alimentação para o rebanho. As folhas ou vagens são servidas às criações, inteiras ou trituradas. Possuem um valor protéico razoável, e, na verdade, é um alimento que dá energia ao gado principalmente pelo seu gosto adocicado. A algarobeira fornece forragem na época que a maioria das outras plantas está desfolhada. MORORÓ ALGAROBA Produção de forragens - Banco de Proteinas
  • 18. 17 JUREMA PRETA MELANCIA DE CAVALO OU MELANCIA FORRAGEIRA É uma espécie pioneira, ou seja, é uma das primeiras que se instala em áreas desmatadas na caatinga, chegando no máximo a 4 metros de altura. Suporta muito bem a poda porque rebrota com facilidade, e fornece, além de alimentação aos animais, boa quantidade de matéria orgânica para o solo. Suas flores são muito visitadas pelas abelhas, e durante a seca é muito procurada principalmente pelos caprinos. É muito utilizada também para estaca e lenha, e, além de manter as folhas a jurema preta frutifica no período seco. A melancia forrageira se adaptou bem às condições semi-áridas, através de cruzamentos naturais com outros tipos de melancia, há muito tempo vem sendo utilizada na alimentação de pequenos animais durante a época seca. Recentemente seu uso cresceu principalmente pela facilidade de adaptação e sua alta palatabilidade e digestibilidade que chega a 60%. Pode ser plantada solteira ou em consórcio. Não necessita de muitos tratos culturais e cresce muito Produção de forragens - Banco de Proteinas
  • 19. 18 bem somente com a aplicação de adubo orgânico que existe em qualquer propriedade. Deve ser plantada com o espaçamento de 3 metros entre linhas por 2 metros entre as covas, quando plantada solteira e 3 metros por 3 metros entre linhas e covas quando consorciada. Em cada cova devem ser colocadas de 3 a 4 sementes. Para plantar dessa forma precisa usar 1 quilo de sementes por hectare. Para sua conservação, a melancia forrageira pode ser guardada no campo mesmo, apenas tendo-se o trabalho de se revirar as mesmas de vez em quando. Recomenda-se o uso dos frutos da melancia forrageira logo após a colheita. Ela deve ser picada e depois fornecida aos animais. É um arbusto perene resistente à seca. Há dois tipos de mandioca: a brava ou amarga e a doce ou mansa. A mandioca brava contém uma substância chamada linamarina, mais conhecida como o “leite da mandioca” que é tóxico para os animais. Neste caso, da mesma forma que a maniçoba, deve ser triturada e seca antes de ser dada na alimentação dos animais. Para ser usada como forragem a planta deve produzir grande quantidade de massa verde, ter folhas persistentes e alta capacidade de MACAXEIRA OU MANDIOCA Produção de forragens - Banco de Proteinas
  • 20. 19 brotação após o corte. Um dos espaçamentos usados para o plantio de mandioca é de 80 centímetros entre as plantas por meio metro entre as linhas. Deve ser plantada em covas de 10 centímetros de profundidade. O plantio deve ser feito no início das chuvas. Planta da mesma família do milho que apresenta uma vantagem: produz muito mais do que o milho em regiões secas. É bastante utilizada na alimentação animal, além de ser mais tolerante à seca. Resiste a altas temperaturas e deve ser plantado no início da estação chuvosa em covas rasas de 4 a 5 centímetros de profundidade e cobertas com uma fina camada de terra. Quando o sorgo é colhido, as sementes devem ser armazenadas em sacos. Na área onde o sorgo está plantado os animais podem ser soltos para pastarem dentro, fazendo um bom aproveitamento da área. É uma leguminosa herbácea, que ocorre a cada ano logo no começo das chuvas. Apesar de não ser consumida verde é muito apreciada quando está seca. A alta palatabilidade das plantas secas indica que o mata-pasto pode ser utilizado SORGO MATA-PASTO Produção de forragens - Banco de Proteinas
  • 21. também como feno para diminuir a carência alimentar dos animais no período da estiagem. As outras leguminosas arbóreas podem e devem ser plantadas junto ao mata-pasto, por ele não ser palatável quando está em crescimento. Os cuidados para se evitar o pastejo são desnecessários. Se desenvolve bem em regiões semi-áridas, por ser resistente à seca e suportar temperaturas elevadas. É bastante usado na alimentação animal. Além de se manter verde quase o ano todo, o nim pode ser usado como um defensivo natural. Não se necessita de muitos cuidados com ele. Além de forragem as plantas de nim quando adultas dão sombra ao gado, fornece madeira de qualidade para moirões e estacas e recuperam solos degradados por cultivo intensivo. É aconselhável que a planta seja podada a cada ano para fornecer ração ao gado, estimulando a produção de ramos. NIM 20 Produção de forragens - Banco de Proteinas
  • 22. MORINGA Além de suas sementes serem usadas para a limpeza da água, a moringa é uma forrageira muito bem adaptada à caatinga. É aconselhável que seja podada a cada ano para fornecer ração ao gado e evitar que suas sementes fiquem muito altas, dificultando a colheita. 21 Produção de forragens - Banco de Proteinas
  • 23. CONSIDERAÇÕES IMPORTANTES Outras plantas como a cunhã, também podem ser usadas na formação de bancos de proteínas; e as leguminosas nativas, como o jucazeiro são plantas que além de manterem suas folhas verdes, também frutificam na época seca. O juazeiro também é uma planta importante para o banco de proteínas. O mais importante dessas forrageiras é que elas podem ser cultivadas usando apenas adubo orgânico, adubação verde, restos de culturas, cobertura morta, ou compostos orgânicos. Um banco de proteínas de um hectare proporciona uma produção de 4 a 8 toneladas ao ano de forragem com qualidade e em quantidade suficiente para alimentar caprinos e ovinos. Para determinadas condições do semi-árido, outra opção viável é o cultivo de cactáceas como mandacaru e palma forrageira. O consórcio de culturas anuais com as cactáceas deve ser usado como forma de diversificar o uso da área e de reduzir custos. Quanto mais diversificado o banco de proteínas, maior será a diversidade de alimentos para os animais e mais equilibrado será o sistema de produção e a ração mais balanceada, permitindo ao rebanho uma boa manutenção no período seco do ano. 22 Produção de forragens - Banco de Proteinas
  • 24. ESTABELECIMENTO DOS BANCOS DE PROTEÍNAS A área a ser plantada depende principalmente do número de animais a serem criados, da exigência de nutrientes e da disponibilidade e qualidade da forragem das pastagens. Normalmente o banco de proteína deve representar de 10 a 15% da área de pastagem cultivada com gramíneas. É recomendável usar esse recurso com vacas leiteiras ou para animais destinados à engorda. Os bancos de proteínas devem ser localizados próximos às áreas de pastagens cultivadas. Quando estas pastagens estiverem pobres, o que ocorre no período seco, colocam-se os animais durante algum tempo para que eles obtenham proteína suficiente para compensar a pobreza da forragem. 23 Produção de forragens - Banco de Proteinas
  • 25. 24 Os cuidados e o manejo dos bancos de proteínas depende de cada criador, sendo que os mais usados são os seguintes: ! ! Dar aos animais acesso direto ao banco. ! Colocar os animais no banco de proteína durante dois a três dias por semana. Pode-se também manejar da seguinte forma: PRINCIPAIS CUIDADOS NO MANEJO DOS BANCOS DE PROTEÍNA O acesso dos animais aos bancos de proteína pode ser livre ou limitado ao longo do ano ou em determinadas épocas. Neste caso, deve- se tomar cuidado para que os animais não danifiquem demais as plantas do banco. Em certos casos é aconselhável dividir a área e alternar o uso; ! Colocar os animais no banco de proteínas durante uma a duas horas diariamente; ! Cortar os ramos e fornecê-los frescos aos animais, triturados ou não; ! Cortar os ramos e deixá-los secar ao sol para que as folhas sejam fenadas e se desprendam dos ramos. Este feno é de excelente qualidade; Produção de forragens - Banco de Proteinas
  • 26. 25 ! Deixar as plantas crescerem até se tornarem árvores. As sementes caem, germinam e os animais comem estas plantas pequenas, e os ramos mais baixos de árvores. Em caso de escassez de alimentos, pode-se cortar e utilizar os ramos mais altos. ! Deve-se ter cuidado para que não aconteça o pastejo superintensivo, por isso recomenda-se formar bancos de proteína de aproximadamente 10% da área da pastagem que é cultivada com gramíneas. Produção de forragens - Banco de Proteinas
  • 27. RealizaçãoRealização Secretaria de Agricultura Familiar Secretaria de Desenvolvimento Territorial Ministério do Desenvolvimento Agrário Esta atividade faz parte doEsta atividade faz parte do ApoioApoio