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Auto da Barca do Inferno
Cena do Sapateiro
L. N., G. S., e L. M.
Introdução
A cena que nós analisámos da Auto da Barca do
Inferno foi a do Sapateiro. Nesta apresentação,
vamos analisá-la utilizando as perguntas da
Ficha da Leitura. Não só vão saber tudo sobre a
cena do Sapateiro, mas também vão saber por
que razão Gil Vicente criticava as pessoas. Cada
um de nós vamos explicar o texto, e também os
recursos expressivos que o dramaturgo utilizou
na cena.
Refere os adereços com que a
personagem Sapateiro se apresenta
em cena.
Explicita o seu valor simbólico.
R: A personagem do Sapateiro
apresenta-se em cena com dois
símbolos cénicos: o avental e as formas
de sapatos. O avental simboliza o seu
trabalho manual e um pouco sujo de
sapateiro. As formas de sapatos
simbolizam também a sua profissão e
ele vem carregado delas por causa dos
seus pecados. As formas de sapato são
a evidência dos seus pecados.
Que recurso expressivo encontras na
primeira fala do Diabo? Justifica.
R: Na primeira fala do Diabo
encontra-se o recurso expressivo
Ironia e dupla adjetivação, pois o
Sapateiro não era nenhum
“santo” nem “honrado”. Ele
apenas praticava a religião por
obrigação e roubava os seus
clientes ao cobrar dinheiro a
mais. “Quem vem i? Santo
Sapateiro Honrado. Como vens
tão carregado?!”Vv.311-313
Que estado de espírito
denotam as sucessivas
interrogações do
Sapateiro ?
R: As sucessivas interrogações
do sapateiro indicam que o
Sapateiro se encontra
surpreendido e também
zangado, pois como era
religioso, tinha feito doações à
igreja, tinha morrido confessado
e comungado e era trabalhador,
achava que devia ir para o Céu.
O Sapateiro é mais uma personagem que ambiciona
rumar ao Paraíso. É o que acontece? Justifica com
base no percurso cénico da personagem.
R: Não, o Sapateiro vai para o Inferno. O Sapateiro primeiro
encontra-se com o Diabo, e este diz-lhe que ele vai para o
Inferno. O Sapateiro, frustrado, vai ter com o Anjo, que também
lhe diz que vai para o Inferno. O Sapateiro percebe que ele não
vai entrar no Paraíso, por isso desiste e entrega-se ao Diabo.
Indica as passagens em que o Sapateiro
apresenta as razões que julga que o podem
salvar da barca infernal.
R: As passagens são:
“Os que morrem confessados, onde têm sua
passagem?” Vv.316-317
“Como poderá isso ser, confessado e comungado?” Vv.
322-323
“Quantas missas eu ouvi não me hão elas de prestar?”
Vv.334-335
“E as ofertas que darão? E as horas dos finados?”
Vv.338-339
Indica os alvos da crítica vicentina
representados por esta personagem.
R: Os alvos da crítica vicentina
eram os comerciantes
desonestos da pequena (crítica
social) burguesia e os falsos
religiosos (crítica religiosa).
Quando dialoga
com o Diabo, os
argumentos do
Sapateiro remetem
para que prática da
sua vida?
R:Os argumentos do
Sapateiro indicam
que ele era um falso
religioso, um
pecador; e
desonesto na sua
profissão.
Justifica o uso de expressões calão
pelo Sapateiro.
R: Ele também usa calão como “E da puta da barcagem”v.321 e
“Quatro forminhas cagadas” v.357 para exprimir a sua frustração,
a sua falta de educação e o seu nível social: artesão pouco
instruído.
Atenta no uso do adjetivo
“carregado” (v. 310) e no
substantivo “cárrega” (v.
347). Na sua simplicidade,
o Sapateiro interpreta-as
no seu sentido literal; não
é esse, no entanto, o
sentido que o Diabo e o
Anjo lhes atribuem.
R: O termo “carregado” usado pelo Diabo
e o vocábulo “cárrega” usado pelo Anjo
foram empregue conotativamente para
representar a grande quantidade de
pecados associados ao Sapateiro.
Explicita o duplo
sentido (denotativo
e conotativo)
daquelas palavras.
R: O sentido denotativo dessas
palavras significa algo cheio;
sobrecarregado materialmente. O
sentido conotativo significa que o
Sapateiro está cheio; sobrecarregado
mas dos seus pecados.
A Sociedade na época Vicentina
• A sociedade da época Vicentina testemunhou os
Descobrimentos Portugueses.
• Naquela época, muitos membros da sociedade revelavam-se
inféis à religião, pois começaram a ser ainda mais
gananciosos, adúlteros, e desonestos à própria Igreja.
• A Igreja eventualmente também se revelava desonesta,
fazendo com que Gil Vicente tivesse de criticar toda a
sociedade, utilizando o Auto da Barca do Inferno.
• Nesta cena, o Sapateiro disse que confessava os seus
pecados, mas mesmo assim foi para o inferno, pois após
confessar-se, voltava a fazer os seus erros.
• Muitas pessoas pensavam que o dinheiro podia comprar um
lugar no Paraíso, incluindo a Igreja, que mandava o povo dar-
lhes dinheiro para mandar o falecido “para o céu”.
Conclusão
Para concluir essa apresentação, vamos fazer
uma revisão breve da cena do Sapateiro,
utilizando o quadro de sistematização!
Aspectos a analisar Conclusões & elementos textuais
Símbolos cénicos e sua
simbologia
O Avental e as Formas; simbolizam a sua profissão
As formas também simbolizam o “peso” que ele carrega de pecados depois da morte
Percurso cénico Cais-->Barca do Inferno-->Barca do Anjo-->Barca do Inferno-->Embarca
Argumentos de defesa
(da personagem a embarcar)
“Os que morrem confessados onde têm sua passagem?”Vv.316-317
“Como poderá isso ser, confessado e comungado?” Vv.322-323
“Quantas missas eu ouvi não me hão elas de prestar?” Vv.334-335
“E as ofertas que darão?” V.338
“E as horas dos finados?” V.339
Argumentos de acusação
(das outras personagens)
Acusação do Diabo:
E tu morreste excomungado, não o quiseste dizer.” Vv.324-325
“Calaste dous mil anos. Tu roubaste, bem trinta anos, o povo, com teu mister.” Vv 327-329
“Ouvir missa, então roubar, é caminho pera aqui.” Vv.336-337
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“Se tu viveras dereito, elas foram cá escusadas” Vv. 360-361
Caracterização Oportunista, Desonesto, Falso, Pecador e Mentiroso
Sentença Vai para a Barca do Inferno - é condenado
Recursos expressivos Calão- “nem à puta da badana”v.343
“ quatro forminhas cagadas”v.357
Ironia- “Santo Sapateiro honrado.
Como vens tão carregado?!” vv.312-313
Anáfora e interrogações “E as ofertas que darão?
E as horas dos finados?
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Auto da barca_do_inferno_O_Sapateiro_ppt

  • 1. Auto da Barca do Inferno Cena do Sapateiro L. N., G. S., e L. M.
  • 2. Introdução A cena que nós analisámos da Auto da Barca do Inferno foi a do Sapateiro. Nesta apresentação, vamos analisá-la utilizando as perguntas da Ficha da Leitura. Não só vão saber tudo sobre a cena do Sapateiro, mas também vão saber por que razão Gil Vicente criticava as pessoas. Cada um de nós vamos explicar o texto, e também os recursos expressivos que o dramaturgo utilizou na cena.
  • 3. Refere os adereços com que a personagem Sapateiro se apresenta em cena. Explicita o seu valor simbólico. R: A personagem do Sapateiro apresenta-se em cena com dois símbolos cénicos: o avental e as formas de sapatos. O avental simboliza o seu trabalho manual e um pouco sujo de sapateiro. As formas de sapatos simbolizam também a sua profissão e ele vem carregado delas por causa dos seus pecados. As formas de sapato são a evidência dos seus pecados.
  • 4. Que recurso expressivo encontras na primeira fala do Diabo? Justifica. R: Na primeira fala do Diabo encontra-se o recurso expressivo Ironia e dupla adjetivação, pois o Sapateiro não era nenhum “santo” nem “honrado”. Ele apenas praticava a religião por obrigação e roubava os seus clientes ao cobrar dinheiro a mais. “Quem vem i? Santo Sapateiro Honrado. Como vens tão carregado?!”Vv.311-313
  • 5. Que estado de espírito denotam as sucessivas interrogações do Sapateiro ? R: As sucessivas interrogações do sapateiro indicam que o Sapateiro se encontra surpreendido e também zangado, pois como era religioso, tinha feito doações à igreja, tinha morrido confessado e comungado e era trabalhador, achava que devia ir para o Céu.
  • 6. O Sapateiro é mais uma personagem que ambiciona rumar ao Paraíso. É o que acontece? Justifica com base no percurso cénico da personagem. R: Não, o Sapateiro vai para o Inferno. O Sapateiro primeiro encontra-se com o Diabo, e este diz-lhe que ele vai para o Inferno. O Sapateiro, frustrado, vai ter com o Anjo, que também lhe diz que vai para o Inferno. O Sapateiro percebe que ele não vai entrar no Paraíso, por isso desiste e entrega-se ao Diabo.
  • 7. Indica as passagens em que o Sapateiro apresenta as razões que julga que o podem salvar da barca infernal. R: As passagens são: “Os que morrem confessados, onde têm sua passagem?” Vv.316-317 “Como poderá isso ser, confessado e comungado?” Vv. 322-323 “Quantas missas eu ouvi não me hão elas de prestar?” Vv.334-335 “E as ofertas que darão? E as horas dos finados?” Vv.338-339
  • 8. Indica os alvos da crítica vicentina representados por esta personagem. R: Os alvos da crítica vicentina eram os comerciantes desonestos da pequena (crítica social) burguesia e os falsos religiosos (crítica religiosa).
  • 9. Quando dialoga com o Diabo, os argumentos do Sapateiro remetem para que prática da sua vida? R:Os argumentos do Sapateiro indicam que ele era um falso religioso, um pecador; e desonesto na sua profissão.
  • 10. Justifica o uso de expressões calão pelo Sapateiro. R: Ele também usa calão como “E da puta da barcagem”v.321 e “Quatro forminhas cagadas” v.357 para exprimir a sua frustração, a sua falta de educação e o seu nível social: artesão pouco instruído.
  • 11. Atenta no uso do adjetivo “carregado” (v. 310) e no substantivo “cárrega” (v. 347). Na sua simplicidade, o Sapateiro interpreta-as no seu sentido literal; não é esse, no entanto, o sentido que o Diabo e o Anjo lhes atribuem. R: O termo “carregado” usado pelo Diabo e o vocábulo “cárrega” usado pelo Anjo foram empregue conotativamente para representar a grande quantidade de pecados associados ao Sapateiro.
  • 12. Explicita o duplo sentido (denotativo e conotativo) daquelas palavras. R: O sentido denotativo dessas palavras significa algo cheio; sobrecarregado materialmente. O sentido conotativo significa que o Sapateiro está cheio; sobrecarregado mas dos seus pecados.
  • 13. A Sociedade na época Vicentina • A sociedade da época Vicentina testemunhou os Descobrimentos Portugueses. • Naquela época, muitos membros da sociedade revelavam-se inféis à religião, pois começaram a ser ainda mais gananciosos, adúlteros, e desonestos à própria Igreja. • A Igreja eventualmente também se revelava desonesta, fazendo com que Gil Vicente tivesse de criticar toda a sociedade, utilizando o Auto da Barca do Inferno. • Nesta cena, o Sapateiro disse que confessava os seus pecados, mas mesmo assim foi para o inferno, pois após confessar-se, voltava a fazer os seus erros. • Muitas pessoas pensavam que o dinheiro podia comprar um lugar no Paraíso, incluindo a Igreja, que mandava o povo dar- lhes dinheiro para mandar o falecido “para o céu”.
  • 14. Conclusão Para concluir essa apresentação, vamos fazer uma revisão breve da cena do Sapateiro, utilizando o quadro de sistematização!
  • 15. Aspectos a analisar Conclusões & elementos textuais Símbolos cénicos e sua simbologia O Avental e as Formas; simbolizam a sua profissão As formas também simbolizam o “peso” que ele carrega de pecados depois da morte Percurso cénico Cais-->Barca do Inferno-->Barca do Anjo-->Barca do Inferno-->Embarca Argumentos de defesa (da personagem a embarcar) “Os que morrem confessados onde têm sua passagem?”Vv.316-317 “Como poderá isso ser, confessado e comungado?” Vv.322-323 “Quantas missas eu ouvi não me hão elas de prestar?” Vv.334-335 “E as ofertas que darão?” V.338 “E as horas dos finados?” V.339 Argumentos de acusação (das outras personagens) Acusação do Diabo: E tu morreste excomungado, não o quiseste dizer.” Vv.324-325 “Calaste dous mil anos. Tu roubaste, bem trinta anos, o povo, com teu mister.” Vv 327-329 “Ouvir missa, então roubar, é caminho pera aqui.” Vv.336-337 “E os dinheiros mal levados, que foi da satisfação?” Vv.340-341 Acusação do Anjo: “A cárrega te embaraça”v.349 “Essa barca que lá está, leva quem rouba de praça.” Vv.352-353 “Se tu viveras dereito, elas foram cá escusadas” Vv. 360-361 Caracterização Oportunista, Desonesto, Falso, Pecador e Mentiroso Sentença Vai para a Barca do Inferno - é condenado Recursos expressivos Calão- “nem à puta da badana”v.343 “ quatro forminhas cagadas”v.357 Ironia- “Santo Sapateiro honrado. Como vens tão carregado?!” vv.312-313 Anáfora e interrogações “E as ofertas que darão? E as horas dos finados? E os dinheiros mal levados? Vv. 337-340