Auto da BarcaDo InfernoTrabalho realizado por:
judeuElementos caracterizadores:O elemento caracterizador do Judeu é o bode, símbolo dos sacrifícios feitos a deus pelos judeus.Percurso cénico:O Judeu chega ao cais, dirige-se á barca do Diabo e segue a reboque na barca do Diabo, até ao inferno.- nem o Diabo deseja esta alma; - O Judeu não procura escolher qualquer barca; - Ele não se inclui nos principais da religião católica (paraíso/ inferno); - Ele só deseja uma passagem que não o obrigue a renunciar à sua religião.
Argumento de defesa:- Ele não nega a sua religião/ ele nunca larga o bode; (v.??) - Ele tenta ultrapassar esta situação:                . através do suborno ( v.???)                .pondo em evidência discriminação a que é sujeito. (v.??)Argumento de acusação: - Desrespeito pelas principios religiosos (Joane) (v. 611 até 616) - O Judeu é acusado de fanatismo religioso (v.581)Pose e uso ilícito de dinheiro (v. 605)Evolução psicológica da personagem: -  O Judeu entra com uma esperança de ter uma passagem para qualquer barca. Convicto de que poderá pagar a passagem.- Ao sentir-se discriminado, sente-se revoltado e até pragueja contra o Diabo. (uso de calão)- Mantém-se firme nas suas convicções e acaba conformado com o seu destino. Relação com os arrais: - A relação que o Judeu tem com o arrais infernal é de negociação: Por um lado o Judeu deseja um serviço do Diabo, por outro lado o Diabo trata-o com imenso desprezo ,pois não lhe quer fornecer esse serviço, encaminhando-o até para a outra barca.- O Judeu não chega a tentar a sua sorte junto do Anjo, pois consegue o que quer junto do Diabo – uma passagem a qualquer custo.
Recursos estilísticos: - Comparação:  “parecê-me a mim gafanhoto d’Amerim” - Perífrase:  “… no dia de nosso senhor.”Crítica social:  O fanatismo religiosos é tão evidente que nem sequer se dirige à barca do Anjo.Critica-se também aqui a intolerância religiosa contra os judeus, o tribunal de inquisição que já funcionava desde o séc. XV, que era o meio de que os reis se serviam para perseguir os judeus.Põe-se em evidência também o facto de os judeus serem uma classe social endinheirada, cujas fontes levantavam algumas dúvidas.
Judeu
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    Auto da BarcaDoInfernoTrabalho realizado por:
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    judeuElementos caracterizadores:O elementocaracterizador do Judeu é o bode, símbolo dos sacrifícios feitos a deus pelos judeus.Percurso cénico:O Judeu chega ao cais, dirige-se á barca do Diabo e segue a reboque na barca do Diabo, até ao inferno.- nem o Diabo deseja esta alma; - O Judeu não procura escolher qualquer barca; - Ele não se inclui nos principais da religião católica (paraíso/ inferno); - Ele só deseja uma passagem que não o obrigue a renunciar à sua religião.
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    Argumento de defesa:-Ele não nega a sua religião/ ele nunca larga o bode; (v.??) - Ele tenta ultrapassar esta situação: . através do suborno ( v.???) .pondo em evidência discriminação a que é sujeito. (v.??)Argumento de acusação: - Desrespeito pelas principios religiosos (Joane) (v. 611 até 616) - O Judeu é acusado de fanatismo religioso (v.581)Pose e uso ilícito de dinheiro (v. 605)Evolução psicológica da personagem: - O Judeu entra com uma esperança de ter uma passagem para qualquer barca. Convicto de que poderá pagar a passagem.- Ao sentir-se discriminado, sente-se revoltado e até pragueja contra o Diabo. (uso de calão)- Mantém-se firme nas suas convicções e acaba conformado com o seu destino. Relação com os arrais: - A relação que o Judeu tem com o arrais infernal é de negociação: Por um lado o Judeu deseja um serviço do Diabo, por outro lado o Diabo trata-o com imenso desprezo ,pois não lhe quer fornecer esse serviço, encaminhando-o até para a outra barca.- O Judeu não chega a tentar a sua sorte junto do Anjo, pois consegue o que quer junto do Diabo – uma passagem a qualquer custo.
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    Recursos estilísticos: -Comparação: “parecê-me a mim gafanhoto d’Amerim” - Perífrase: “… no dia de nosso senhor.”Crítica social: O fanatismo religiosos é tão evidente que nem sequer se dirige à barca do Anjo.Critica-se também aqui a intolerância religiosa contra os judeus, o tribunal de inquisição que já funcionava desde o séc. XV, que era o meio de que os reis se serviam para perseguir os judeus.Põe-se em evidência também o facto de os judeus serem uma classe social endinheirada, cujas fontes levantavam algumas dúvidas.