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Auto da Barca do Inferno
• Uma análise.
• O Auto da Barca do Inferno é
considerado uma moralidade, ou seja,
uma representação simbólica onde as
personagens encarnam vícios ou virtudes
com o objectivo de moralizar a sociedade.
• Estrutura externa – esta peça tem apenas
um acto, uma vez que não há qualquer
mudança de cenário. E, apesar de Gil
Vicente não usar a divisão em cenas, nós
podemos fazer corresponder a cada
entrada das personagens uma cena.
Assim, o texto consta de onze cenas.
• Estrutura interna – Sendo o texto
composto de pequenas acções, tendo
cada uma delas uma forma muito
semelhante ( breve apresentação de cada
personagem, argumentação com o Diabo
e Anjo e embarque numa das barcas) e
não havendo qualquer ligação entre as
várias sequências, não podemos afirmar
que haja um enredo.
• O percurso que cada personagem faz é
muito semelhante: chegam ao cais,
dialogam com o Diabo, vão à barca da
Glória, falam com o Anjo e retornam à
barca do Inferno, aonde quase todas
embarcam.
• A presença do Parvo no cais e a sua
intervenção impede que a peça se torne
monótona.
• Breve resumo de cada cena
1ª cena – Diabo e Companheiro preparam-
se euforicamente para a chegada dos
novos passageiros.
2ª cena – A primeira personagem é o
Fidalgo que julga ir para o Paraíso por
pertencer à nobreza. Acaba por entrar,
pelos seus pecados, na barca do Inferno.
• 3ª cena – a segunda personagem a entrar
a cena é o Onzeneiro que convencido de
ter comprado a passagem para o Paraíso,
não se deixa convencer pelo Diabo e vai
falar com o Anjo. Claro que acaba por
entrar na barca do Inferno, por ter vivido a
guardar dinheiro à custa dos outros.
• 4ª cena – a terceira personagem a entrar
a cena é o Parvo, de nome Joane. Por ter
errado sem maldade, intenção, fica à
espera de purificar os seus pecados no
cais e entretanto vai fazendo comentários
ao que se passa.
• 5ª cena – o Sapateiro chega em quarto lugar e
entra na barca do Inferno por ter passado a vida
a roubar o povo, sem que antes tente
convencer, sem sucesso, o Anjo a levá-lo.
• 6ª cena – o Frade vem acompanhado de
Florença, uma moça que o acompanhou em
vida, entrando ambos na barco do Inferno. O
anjo não responde sequer aos apelos do Frade.
• 7ª cena – segue-se a Alcoviteira, Brízida Vaz,
que traz, além de imensos objectos, moças que
entregou à prostituição e que abandonam a
cena. Apesar dos seus pecados ainda acha que
tem lugar no Paraíso…
• 8ª cena – a sétima personagem é o Judeu que
por não acreditar na fé cristã não dialoga com o
Anjo, decidindo o Diabo que ele e o Bode irão a
reboque, isto é, separados dos restantes como
acontecia com o judeus.
• 9ª cena – nesta cena, incluímos duas
personagens, uma vez que o Corregedor
e o Procurador se completam.
Representam ambos o mesmo grupo
socioprofissional e ainda que se julguem
dignos do Paraíso, acabam por entrar na
barca do Diabo.
• 10ª cena – segue-se o enforcado que vem
convencido da absolvição. Acaba por
entrar na barca do Inferno.
• 11ª cena – por fim entram em cena os 4
cavaleiros, os únicos que têm a entrada
assegurada na barca do Paraíso por
terem morrido a lutar pela Fé.
Os objectos
• Além da caracterização que vai sendo
feita pelas próprias personagens, quando
dialogam e pelo que o Diabo e Anjo
declaram sobre cada uma, Gil Vicente usa
ainda objectos próprios das suas
classes sociais ou profissões.
• O Fidalgo traz consigo o manto, o pagem
e a cadeira; o Onzeneiro / o bolsão; o
Judeu / o bode; o Frade / a moça; a
Alcoviteira / as moças; o Sapateiro / as
formas.
• Todos esses objectos permitem que o
público identifique com mais facilidade o
tipo social a que pertencem e que se
pretende destacar.
• Alguns desses símbolos são mesmo
pessoas que faziam parte da vida de cada
uma das personagens e que permitem
tornar mais evidente os seus defeitos e
pecados. Curiosamente, todas elas saem
de cena, quando as personagens
embarcam, excepto a moça Florença que
entra na barca do Inferno com o Frade.
Linguagem
• Outro processo de identificação das
personagens é o tipo de linguagem que cada
uma usa.
• Quando as personagens dialogam com o Diabo
e o Anjo utilizam um registo de língua próprio da
classe social em que se inserem ou do grupo
que representam, por exemplo, o caso do Parvo
e dos homens (Corregedor e Procurador)
ligados à justiça.
Tipos de cómico
• Gil Vicente usa vários tipos de cómico:
- Cómico de linguagem. Exemplo: o caso dos
insultos trocados entre o Parvo e o Diabo;
- Cómico de situação. Exemplo: o facto do Judeu
ter de ir a reboque;
- Cómico de carácter. Exemplo: qualquer uma
das personagens, mas destaque-se o Parvo e a
forma como o Fidalgo se apresenta todo
presunçoso…
Intenção da obra e o seu valor
• Este texto de Gil Vicente, mais do que um
pretexto para rir, é sem dúvida um
documento histórico que nos permite
conhecer os hábitos, defeitos e virtudes
da nossa sociedade na época dos
descobrimentos.
• Claro que o seu carácter satírico e
humorístico se conjugam e nos fazem rir
ainda hoje, uma vez que os tipos sociais
evidenciados são ainda actuais, porque
humanos. Esse outro aspecto da
intemporalidade de Gil Vicente. E é óbvio
que o estudo da obra nos permite ainda
viajar no tempo com as palavras.

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Abi analise em ppt

  • 1. Auto da Barca do Inferno • Uma análise.
  • 2. • O Auto da Barca do Inferno é considerado uma moralidade, ou seja, uma representação simbólica onde as personagens encarnam vícios ou virtudes com o objectivo de moralizar a sociedade.
  • 3. • Estrutura externa – esta peça tem apenas um acto, uma vez que não há qualquer mudança de cenário. E, apesar de Gil Vicente não usar a divisão em cenas, nós podemos fazer corresponder a cada entrada das personagens uma cena. Assim, o texto consta de onze cenas.
  • 4. • Estrutura interna – Sendo o texto composto de pequenas acções, tendo cada uma delas uma forma muito semelhante ( breve apresentação de cada personagem, argumentação com o Diabo e Anjo e embarque numa das barcas) e não havendo qualquer ligação entre as várias sequências, não podemos afirmar que haja um enredo.
  • 5. • O percurso que cada personagem faz é muito semelhante: chegam ao cais, dialogam com o Diabo, vão à barca da Glória, falam com o Anjo e retornam à barca do Inferno, aonde quase todas embarcam. • A presença do Parvo no cais e a sua intervenção impede que a peça se torne monótona.
  • 6. • Breve resumo de cada cena 1ª cena – Diabo e Companheiro preparam- se euforicamente para a chegada dos novos passageiros. 2ª cena – A primeira personagem é o Fidalgo que julga ir para o Paraíso por pertencer à nobreza. Acaba por entrar, pelos seus pecados, na barca do Inferno.
  • 7. • 3ª cena – a segunda personagem a entrar a cena é o Onzeneiro que convencido de ter comprado a passagem para o Paraíso, não se deixa convencer pelo Diabo e vai falar com o Anjo. Claro que acaba por entrar na barca do Inferno, por ter vivido a guardar dinheiro à custa dos outros.
  • 8. • 4ª cena – a terceira personagem a entrar a cena é o Parvo, de nome Joane. Por ter errado sem maldade, intenção, fica à espera de purificar os seus pecados no cais e entretanto vai fazendo comentários ao que se passa.
  • 9. • 5ª cena – o Sapateiro chega em quarto lugar e entra na barca do Inferno por ter passado a vida a roubar o povo, sem que antes tente convencer, sem sucesso, o Anjo a levá-lo. • 6ª cena – o Frade vem acompanhado de Florença, uma moça que o acompanhou em vida, entrando ambos na barco do Inferno. O anjo não responde sequer aos apelos do Frade.
  • 10. • 7ª cena – segue-se a Alcoviteira, Brízida Vaz, que traz, além de imensos objectos, moças que entregou à prostituição e que abandonam a cena. Apesar dos seus pecados ainda acha que tem lugar no Paraíso… • 8ª cena – a sétima personagem é o Judeu que por não acreditar na fé cristã não dialoga com o Anjo, decidindo o Diabo que ele e o Bode irão a reboque, isto é, separados dos restantes como acontecia com o judeus.
  • 11. • 9ª cena – nesta cena, incluímos duas personagens, uma vez que o Corregedor e o Procurador se completam. Representam ambos o mesmo grupo socioprofissional e ainda que se julguem dignos do Paraíso, acabam por entrar na barca do Diabo.
  • 12. • 10ª cena – segue-se o enforcado que vem convencido da absolvição. Acaba por entrar na barca do Inferno. • 11ª cena – por fim entram em cena os 4 cavaleiros, os únicos que têm a entrada assegurada na barca do Paraíso por terem morrido a lutar pela Fé.
  • 13. Os objectos • Além da caracterização que vai sendo feita pelas próprias personagens, quando dialogam e pelo que o Diabo e Anjo declaram sobre cada uma, Gil Vicente usa ainda objectos próprios das suas classes sociais ou profissões.
  • 14. • O Fidalgo traz consigo o manto, o pagem e a cadeira; o Onzeneiro / o bolsão; o Judeu / o bode; o Frade / a moça; a Alcoviteira / as moças; o Sapateiro / as formas. • Todos esses objectos permitem que o público identifique com mais facilidade o tipo social a que pertencem e que se pretende destacar.
  • 15. • Alguns desses símbolos são mesmo pessoas que faziam parte da vida de cada uma das personagens e que permitem tornar mais evidente os seus defeitos e pecados. Curiosamente, todas elas saem de cena, quando as personagens embarcam, excepto a moça Florença que entra na barca do Inferno com o Frade.
  • 16. Linguagem • Outro processo de identificação das personagens é o tipo de linguagem que cada uma usa. • Quando as personagens dialogam com o Diabo e o Anjo utilizam um registo de língua próprio da classe social em que se inserem ou do grupo que representam, por exemplo, o caso do Parvo e dos homens (Corregedor e Procurador) ligados à justiça.
  • 17. Tipos de cómico • Gil Vicente usa vários tipos de cómico: - Cómico de linguagem. Exemplo: o caso dos insultos trocados entre o Parvo e o Diabo; - Cómico de situação. Exemplo: o facto do Judeu ter de ir a reboque; - Cómico de carácter. Exemplo: qualquer uma das personagens, mas destaque-se o Parvo e a forma como o Fidalgo se apresenta todo presunçoso…
  • 18. Intenção da obra e o seu valor • Este texto de Gil Vicente, mais do que um pretexto para rir, é sem dúvida um documento histórico que nos permite conhecer os hábitos, defeitos e virtudes da nossa sociedade na época dos descobrimentos.
  • 19. • Claro que o seu carácter satírico e humorístico se conjugam e nos fazem rir ainda hoje, uma vez que os tipos sociais evidenciados são ainda actuais, porque humanos. Esse outro aspecto da intemporalidade de Gil Vicente. E é óbvio que o estudo da obra nos permite ainda viajar no tempo com as palavras.