PARASITOLOGIA – AULA 1

Prof. Gildemar Crispim
Introdução a Parasitologia

• Parasitologia:

­ ciência que estuda o fenômeno parasitismo.

• O que parasitismo?
•

“Relação íntima e duradoura entre indivíduos de duas espécies
distintas a nível histológico. Na maioria dos casos um organismo (o
hospedeiro) passa a constituir o meio ecológico onde vive o outro
(o parasito).”

• Tipos de parasitas
•

Protozoário, Metazoário, Inseto, Ácaro

• Tipos de parasitismo
• Endo e ectoparasitismo
História da Parasitologia Humana
• Paleoparasitologia:
­ Busca de parasitos em material arqueológico ou paleontológico;
­ Originou-se da Paleopatologia;
­ Teorias de migrações humanas pré-histórica;

• Paleoparasitologia Molecular:
­ Origem,
­ Dispersão,
­ Agentes Etiológicos;

• Registros históricos de 3.000 – 5.000 aC;
História da Parasitologia Humana
Nas Américas, a Paleoparasitologia tem-se
dedicado mais ao estudo de material précolombiano:
- maioria das infecções parasitárias intestinais
já se encontrava entre as populações nativas
antes da chegada de europeus e africanos.
- Entretanto, nas populações indígenas do
passado, não se observaram as altas freqüências
encontradas na Europa.
Conceitos básicos.

• Parasito (depende de outros seres vivos)
• Parasito Acidental,
• Parasito Errático – vive fora dos eu hábitat ou hospedeiro normal,
• Parasito Estenoxênico – parasita sp de vertebrados muito próximas
• Parasito Eurixeno – parasita sp de vertebrados muito distintas
• Parasito Facultativo – pode ter hábitos de vida livre ou parasitária
• Parasito Heterogenético – apresenta alternância de gerações
• Parasito Monogenético – NÃO apresenta alternância de gerações
• Parasito Heteroxênico – hospedeiro definitivo e intermediário
• Parasito Monoxênico – apenas o hospedeiro definitivo
• Parasito Obrigatório - incapaz de viver fora do hospedeiro,
• Parasito Periódico – freqüenta o hospedeiro intervaladamente.
Conceitos básicos.

• Hospedeiro – é o organismo que alberga o parasito vivos
­ Hospedeiro Definitivo
­ É o que apresenta o parasito em fase de maturidade ou em
fase de atividade sexual (Ascaris lumbricoides no homem
ou Plasmodium sp. no mosquito)
­ Hospedeiro Intermediário
­ É aquele que apresenta o parasito em fase larvária ou
assexuada (Trypanossoma cruzi no triatomíneo ou
Plasmodium sp. no homem)
­ Hospedeiro de Transporte ou Paratênico
­ É o hospedeiro intermediário no qual o parasito não sofre
desenvolvimento, mas permanece encistado até que o
hospedeiro definitivo o ingira (Hymenolepis nana em
coleópteros)
• Vetor

Conceitos básicos.

• é o organismo capaz de transmitir agentes infecciosos. O
parasita pode ou não desenvolver-se enquanto encontra-se no
vetor
• Vetor biológico: vetor no qual se passa, obrigatoriamente, uma
fase do desenvolvimento de determinado agente etiológico;
erradicando-se o vetor biológico, desaparece a doença que ele
transmite. Os anofelíneos que transmitem a malária são exemplos
desse tipo de vetor;

• Vetor mecânico: vetor acidental que constitui somente uma das
modalidades da transmissão de um agente etiológico. Sua
erradicação retira apenas um dos componentes da transmissão da
doença. São exemplos as moscas, que podem transmitir agentes
eliminados pelas fezes, à medida que os transportam em suas
patas ou asas após pousarem em matéria fecal.
Conceitos básicos.
• Fatores do ambiente físico e social
­ As doenças infecciosas são significativamente influenciadas pelo
ambiente, seja em seus aspectos físicos, biológicos ou sociais.
­ O ambiente físico, como, por exemplo, a temperatura média e umidade
relativa do ar, influencia a eficiência do contato na transmissão pessoa a
pessoa, além de favorecer a transmissão de vários agentes veiculados por
vetores.
­ Quanto aos aspectos biológicos do ambiente, podemos citar como
exemplo o grau de adaptação de determinadas espécies em sua função de
parasitar o homem. Quanto maior essa adaptação, maior será a proporção
de casos subclínicos da doença infecciosa por ele causados.
­ Por fim, o ambiente social, em aspectos como a aglomeração, migrações,
distribuição das riquezas, está intimamente ligado aos níveis endêmicos
das doenças infecciosas.
•

Anfixenose

Conceitos básicos.

­ Doença que circula indiferentemente entre humanos e animais
•

Enzoose
­ Doença exclusivamente de animais (peste suína, o trematódeo Dioctophine
renale, parasitando rim de cão e lobo.)

•

Antroponose
­ Doença exclusivamente humana.

•

Antropozoonose
­ Doença primária de animais que pode ser transmitida aos humanos (brucelose,
o homem é um hospedeiro acidental)

•

Zooantroponose
­ Doença primária dos humanos que pode ser transmitida aos animias
(esquistossomose, o homem é o principal hospedeiro).

•

Zoonose
­ Doenças e infecções que são naturalmente transmitidas entre animais
vertebrados e o homem.
Nomenclatura e Classificação dos seres vivos.
•

Nomenclatura internacional para a designação dos seres vivos
­ 1730/40, Mark Catesby
­ 1735, Karl von Linné – “Systema Naturae” – regras para classificar e
denominar animais e plantas
­ 1758 – propôs efetivamente uma forma mais simples , em que cada organismo
seria conhecido por apenas dois nomes seguidos e inseparáveis
(nomenclatura binomial moderna)
­ I Congresso Internacional de Nomenclatura Científica, em 1898, e revistas em
1927, em Budapeste, Hungria.

•

O nome de uma espécie deve ser binomial, o de uma subespécie trinominal
• Triatoma brasiliensis melanica (Minas Gerais)
• Triatoma brasiliensis macromelanosa (Bahia)

•

Nomes científicos devem ser latinos ou latinizados (Trypanosoma cruzi)
Nomenclatura e Classificação dos seres vivos.
•

Todo nome científico deve ser escrito em itálico (diferente do corpo tipográfico
usado no texto corrido). Em trabalhos manuscritos, esses nomes devem ser
grifados

•

Cada organismo deve ser reconhecido por uma designação binominal, onde o
primeiro termo identifica o seu gênero e o segundo, sua espécie;
­ Triatoma brasiliensis

•

Desejando citar o nome do autor, este deve seguir o nome científico se nenhuma
pontuação. Outras informações sobre o autor, como o ano da publicação, devem
seguir o seu nome, após uma vírgula ou entre parênteses;
­ Triatoma brasiliensis Neiva, 1911.

•

Lei da Prioridade: Se para um mesmo organismo forem dados nomes diferentes,
por autores diversos, prevalece a primeira denominação;
Taxonomia.
•

“estudo descritivo de todas as espécies de seres vivos e sua classificação dentro
de uma verdadeira hierarquia de grupamentos”;

•

Espécie: é um grupamento de indivíduos com profundas semelhanças
morfológicas e fisiológicas entre si, mostrando grandes similaridades bioquímicas,
e no cariótipo (quadro cromossomial de células haplóides), com capacidade de se
cruzarem naturalmente, originando descendentes férteis.

•

Gênero: é o conjunto de espécies que apresentam semelhanças, embora não
sejam idênticas;

•

Família: é o conjunto de gêneros afins, isto é, muito próximos ou parecidos,
embora possuam diferenças mais significativas do que a divisão em gêneros.
Taxonomia.
• Ordem: é um grupamento de famílias que têm semelhanças.
• Classe: é a reunião de ordens que possuem fatores distintos de outras,
mas comum às ordens que a ela pertencem
• Filo (Ramo): é a reunião de classes com características em comum, mesmo
que muito distintas entre si.
• Reino: é a maior das categorias taxionômicas. Reune filos com as
características comuns a todos, mesmo que existam diferenças enormes
entre eles. Possui apenas cinco divisões: Animalia (Metazoa), Vegetalia
(Plantae), Fungi, Protistis e Monera

Espécies < Gêneros < Famílias < Ordens < Classes < Filos (Ramos) < Reinos
Classificação dos Parasitos

• Parasitos de importância médica:
• 2 Reinos
• Protista
• Animalia

• 2 Sub-reinos
• Protozoa
• Metazoa

• 9 Filos
• Sarcomastigophora – Amebas e tripanossomas
• Apicomplexa – Plasmódio, toxoplasma
• Ciliophora – Balantídio (ciliado, é o maior protozoário que parasita o homem, sendo
causador de disenteria)
• Microspora – Enterocytozoon (infecta células epiteliais do intestino)
• Platyhelminthes – Schistosoma, tênias
• Nematoda – Ascari, ancilóstomas
• Acanthocephala – Moniliformes (espécie cosmopolita que vive no intestino de ratos,
camundongos, cachorros e gatos)
• Arthropoda – Moscas, ácaros
• Mollusca - Biomphalaria
Tipos de Associações
 Harmônicas ou positivas (benefício ou ausência de prejuízo mútuo);
­ Comensalismo,
­ Mutualismo (associação obrigatória ~ Simbiose) Ex: Cupins e os
protozoários do gênero Hypermastiginia,
­ Simbiose (espécies realizam funções complementares, indispensáveis
a vida de cada uma (protozoários digerem celulose e ruminantes),
 Desarmônicas ou negativas
­ Competição,
­ Canibalismo,
­ Predatismo,
­ Parasitismo.
Comensalismo

 Hospede obtém vantagem sem prejuízo do hospedeiro. Exemplo:
Entamoeba coli (Intestino grosso humano);
 Proteção
 Transporte
 Nutrição
­ Forésia – é quando na associação uma espécie oferece, suporte, abrigo
ou transporte (peixe piloto, Echneis remora).
­ Inquilinismo – é quando uma espécie vive no interior da outra, sem
nutrir à custa desta, mas utilizando o abrigo e parte do alimento que a
outra capturou. (Peixe e Holutúrias)
­ Sinfilismo ou protocooperação – ocorre quando duas espécies se
associam para benefício mutuo, mas sem obrigatoriedade (formigas do
gênero Camponotus e as cigarras).
Ação do Parasito sobre o Hospedeiro

 Equilíbrio da relação parasito-hospedeiro:
 Espécie do parasito
 Idade
 Estado nutricional
 Condições sanitárias
 Nível de resposta imunológica do hospedeiro

 Ação patogênica dos parasitos:
 Ação traumática – quando ocorre lesão de células ou tecidos por meios
mecânicos ou químicos do parasito
 Ex.: migração de formas larvares de helmintos na pele, pulmões, lesões da mucosa do
intestino grosso pela E. histolytica.

 Ação espoliativa – quando o parasito absorve substâncias nutritivas ou sangue
do hospedeiro
 Ex.: Ascaris lumbricoides, Plasmodium

 Ação tóxica – liberação de metabólicos ou enzimas pelo parasito que lesam o
hospedeiro
 Ex.: Plasmodium, Onchocerca volvulus
Ação do Parasito sobre o Hospedeiro

 Ação patogênica dos parasitos:

 Ação Irritativa – a lesão através dos órgão de fixação do parasito
 Ex.: Giardia lamblia, Ascasris.

 Ação mecanica– quando a presença do parasito impede ou dificulta
mecanicamente a absroção de alimento ou fluxo de ductos e glândulas.
 Ex.: Ascaris lumbricoides, Giardia lamblia
Alguns números para lembrarmos.
Organismos

Estimativa de Infectados Estimativa de óbitos anuais

Ascaris lumbricoides

1 bilhão

NE

Trichuris trichiura

1 bilhão

NE

Ancilostomatídeos

700 milhões

NE

Schistosoma spp.

200 milhões

50 - 100 mil

Filarioses

130 milhões

NE

250 - 300 milhões/ano

2 - 2,5 milhões

500 milhões

100 mil

Leishmanioses

15 - 20 milhões

10 - 20 mil

Tripanosomíases

50 - 55 milhões

150 mil

Malária
Amebíase

WHO, 2003.
Aula n° 1

Aula n° 1

  • 1.
    PARASITOLOGIA – AULA1 Prof. Gildemar Crispim
  • 2.
    Introdução a Parasitologia •Parasitologia: ­ ciência que estuda o fenômeno parasitismo. • O que parasitismo? • “Relação íntima e duradoura entre indivíduos de duas espécies distintas a nível histológico. Na maioria dos casos um organismo (o hospedeiro) passa a constituir o meio ecológico onde vive o outro (o parasito).” • Tipos de parasitas • Protozoário, Metazoário, Inseto, Ácaro • Tipos de parasitismo • Endo e ectoparasitismo
  • 3.
    História da ParasitologiaHumana • Paleoparasitologia: ­ Busca de parasitos em material arqueológico ou paleontológico; ­ Originou-se da Paleopatologia; ­ Teorias de migrações humanas pré-histórica; • Paleoparasitologia Molecular: ­ Origem, ­ Dispersão, ­ Agentes Etiológicos; • Registros históricos de 3.000 – 5.000 aC;
  • 4.
    História da ParasitologiaHumana Nas Américas, a Paleoparasitologia tem-se dedicado mais ao estudo de material précolombiano: - maioria das infecções parasitárias intestinais já se encontrava entre as populações nativas antes da chegada de europeus e africanos. - Entretanto, nas populações indígenas do passado, não se observaram as altas freqüências encontradas na Europa.
  • 5.
    Conceitos básicos. • Parasito(depende de outros seres vivos) • Parasito Acidental, • Parasito Errático – vive fora dos eu hábitat ou hospedeiro normal, • Parasito Estenoxênico – parasita sp de vertebrados muito próximas • Parasito Eurixeno – parasita sp de vertebrados muito distintas • Parasito Facultativo – pode ter hábitos de vida livre ou parasitária • Parasito Heterogenético – apresenta alternância de gerações • Parasito Monogenético – NÃO apresenta alternância de gerações • Parasito Heteroxênico – hospedeiro definitivo e intermediário • Parasito Monoxênico – apenas o hospedeiro definitivo • Parasito Obrigatório - incapaz de viver fora do hospedeiro, • Parasito Periódico – freqüenta o hospedeiro intervaladamente.
  • 6.
    Conceitos básicos. • Hospedeiro– é o organismo que alberga o parasito vivos ­ Hospedeiro Definitivo ­ É o que apresenta o parasito em fase de maturidade ou em fase de atividade sexual (Ascaris lumbricoides no homem ou Plasmodium sp. no mosquito) ­ Hospedeiro Intermediário ­ É aquele que apresenta o parasito em fase larvária ou assexuada (Trypanossoma cruzi no triatomíneo ou Plasmodium sp. no homem) ­ Hospedeiro de Transporte ou Paratênico ­ É o hospedeiro intermediário no qual o parasito não sofre desenvolvimento, mas permanece encistado até que o hospedeiro definitivo o ingira (Hymenolepis nana em coleópteros)
  • 7.
    • Vetor Conceitos básicos. •é o organismo capaz de transmitir agentes infecciosos. O parasita pode ou não desenvolver-se enquanto encontra-se no vetor • Vetor biológico: vetor no qual se passa, obrigatoriamente, uma fase do desenvolvimento de determinado agente etiológico; erradicando-se o vetor biológico, desaparece a doença que ele transmite. Os anofelíneos que transmitem a malária são exemplos desse tipo de vetor; • Vetor mecânico: vetor acidental que constitui somente uma das modalidades da transmissão de um agente etiológico. Sua erradicação retira apenas um dos componentes da transmissão da doença. São exemplos as moscas, que podem transmitir agentes eliminados pelas fezes, à medida que os transportam em suas patas ou asas após pousarem em matéria fecal.
  • 8.
    Conceitos básicos. • Fatoresdo ambiente físico e social ­ As doenças infecciosas são significativamente influenciadas pelo ambiente, seja em seus aspectos físicos, biológicos ou sociais. ­ O ambiente físico, como, por exemplo, a temperatura média e umidade relativa do ar, influencia a eficiência do contato na transmissão pessoa a pessoa, além de favorecer a transmissão de vários agentes veiculados por vetores. ­ Quanto aos aspectos biológicos do ambiente, podemos citar como exemplo o grau de adaptação de determinadas espécies em sua função de parasitar o homem. Quanto maior essa adaptação, maior será a proporção de casos subclínicos da doença infecciosa por ele causados. ­ Por fim, o ambiente social, em aspectos como a aglomeração, migrações, distribuição das riquezas, está intimamente ligado aos níveis endêmicos das doenças infecciosas.
  • 9.
    • Anfixenose Conceitos básicos. ­ Doençaque circula indiferentemente entre humanos e animais • Enzoose ­ Doença exclusivamente de animais (peste suína, o trematódeo Dioctophine renale, parasitando rim de cão e lobo.) • Antroponose ­ Doença exclusivamente humana. • Antropozoonose ­ Doença primária de animais que pode ser transmitida aos humanos (brucelose, o homem é um hospedeiro acidental) • Zooantroponose ­ Doença primária dos humanos que pode ser transmitida aos animias (esquistossomose, o homem é o principal hospedeiro). • Zoonose ­ Doenças e infecções que são naturalmente transmitidas entre animais vertebrados e o homem.
  • 10.
    Nomenclatura e Classificaçãodos seres vivos. • Nomenclatura internacional para a designação dos seres vivos ­ 1730/40, Mark Catesby ­ 1735, Karl von Linné – “Systema Naturae” – regras para classificar e denominar animais e plantas ­ 1758 – propôs efetivamente uma forma mais simples , em que cada organismo seria conhecido por apenas dois nomes seguidos e inseparáveis (nomenclatura binomial moderna) ­ I Congresso Internacional de Nomenclatura Científica, em 1898, e revistas em 1927, em Budapeste, Hungria. • O nome de uma espécie deve ser binomial, o de uma subespécie trinominal • Triatoma brasiliensis melanica (Minas Gerais) • Triatoma brasiliensis macromelanosa (Bahia) • Nomes científicos devem ser latinos ou latinizados (Trypanosoma cruzi)
  • 11.
    Nomenclatura e Classificaçãodos seres vivos. • Todo nome científico deve ser escrito em itálico (diferente do corpo tipográfico usado no texto corrido). Em trabalhos manuscritos, esses nomes devem ser grifados • Cada organismo deve ser reconhecido por uma designação binominal, onde o primeiro termo identifica o seu gênero e o segundo, sua espécie; ­ Triatoma brasiliensis • Desejando citar o nome do autor, este deve seguir o nome científico se nenhuma pontuação. Outras informações sobre o autor, como o ano da publicação, devem seguir o seu nome, após uma vírgula ou entre parênteses; ­ Triatoma brasiliensis Neiva, 1911. • Lei da Prioridade: Se para um mesmo organismo forem dados nomes diferentes, por autores diversos, prevalece a primeira denominação;
  • 12.
    Taxonomia. • “estudo descritivo detodas as espécies de seres vivos e sua classificação dentro de uma verdadeira hierarquia de grupamentos”; • Espécie: é um grupamento de indivíduos com profundas semelhanças morfológicas e fisiológicas entre si, mostrando grandes similaridades bioquímicas, e no cariótipo (quadro cromossomial de células haplóides), com capacidade de se cruzarem naturalmente, originando descendentes férteis. • Gênero: é o conjunto de espécies que apresentam semelhanças, embora não sejam idênticas; • Família: é o conjunto de gêneros afins, isto é, muito próximos ou parecidos, embora possuam diferenças mais significativas do que a divisão em gêneros.
  • 13.
    Taxonomia. • Ordem: éum grupamento de famílias que têm semelhanças. • Classe: é a reunião de ordens que possuem fatores distintos de outras, mas comum às ordens que a ela pertencem • Filo (Ramo): é a reunião de classes com características em comum, mesmo que muito distintas entre si. • Reino: é a maior das categorias taxionômicas. Reune filos com as características comuns a todos, mesmo que existam diferenças enormes entre eles. Possui apenas cinco divisões: Animalia (Metazoa), Vegetalia (Plantae), Fungi, Protistis e Monera Espécies < Gêneros < Famílias < Ordens < Classes < Filos (Ramos) < Reinos
  • 14.
    Classificação dos Parasitos •Parasitos de importância médica: • 2 Reinos • Protista • Animalia • 2 Sub-reinos • Protozoa • Metazoa • 9 Filos • Sarcomastigophora – Amebas e tripanossomas • Apicomplexa – Plasmódio, toxoplasma • Ciliophora – Balantídio (ciliado, é o maior protozoário que parasita o homem, sendo causador de disenteria) • Microspora – Enterocytozoon (infecta células epiteliais do intestino) • Platyhelminthes – Schistosoma, tênias • Nematoda – Ascari, ancilóstomas • Acanthocephala – Moniliformes (espécie cosmopolita que vive no intestino de ratos, camundongos, cachorros e gatos) • Arthropoda – Moscas, ácaros • Mollusca - Biomphalaria
  • 15.
    Tipos de Associações Harmônicas ou positivas (benefício ou ausência de prejuízo mútuo); ­ Comensalismo, ­ Mutualismo (associação obrigatória ~ Simbiose) Ex: Cupins e os protozoários do gênero Hypermastiginia, ­ Simbiose (espécies realizam funções complementares, indispensáveis a vida de cada uma (protozoários digerem celulose e ruminantes),  Desarmônicas ou negativas ­ Competição, ­ Canibalismo, ­ Predatismo, ­ Parasitismo.
  • 16.
    Comensalismo  Hospede obtémvantagem sem prejuízo do hospedeiro. Exemplo: Entamoeba coli (Intestino grosso humano);  Proteção  Transporte  Nutrição ­ Forésia – é quando na associação uma espécie oferece, suporte, abrigo ou transporte (peixe piloto, Echneis remora). ­ Inquilinismo – é quando uma espécie vive no interior da outra, sem nutrir à custa desta, mas utilizando o abrigo e parte do alimento que a outra capturou. (Peixe e Holutúrias) ­ Sinfilismo ou protocooperação – ocorre quando duas espécies se associam para benefício mutuo, mas sem obrigatoriedade (formigas do gênero Camponotus e as cigarras).
  • 17.
    Ação do Parasitosobre o Hospedeiro  Equilíbrio da relação parasito-hospedeiro:  Espécie do parasito  Idade  Estado nutricional  Condições sanitárias  Nível de resposta imunológica do hospedeiro  Ação patogênica dos parasitos:  Ação traumática – quando ocorre lesão de células ou tecidos por meios mecânicos ou químicos do parasito  Ex.: migração de formas larvares de helmintos na pele, pulmões, lesões da mucosa do intestino grosso pela E. histolytica.  Ação espoliativa – quando o parasito absorve substâncias nutritivas ou sangue do hospedeiro  Ex.: Ascaris lumbricoides, Plasmodium  Ação tóxica – liberação de metabólicos ou enzimas pelo parasito que lesam o hospedeiro  Ex.: Plasmodium, Onchocerca volvulus
  • 18.
    Ação do Parasitosobre o Hospedeiro  Ação patogênica dos parasitos:  Ação Irritativa – a lesão através dos órgão de fixação do parasito  Ex.: Giardia lamblia, Ascasris.  Ação mecanica– quando a presença do parasito impede ou dificulta mecanicamente a absroção de alimento ou fluxo de ductos e glândulas.  Ex.: Ascaris lumbricoides, Giardia lamblia
  • 19.
    Alguns números paralembrarmos. Organismos Estimativa de Infectados Estimativa de óbitos anuais Ascaris lumbricoides 1 bilhão NE Trichuris trichiura 1 bilhão NE Ancilostomatídeos 700 milhões NE Schistosoma spp. 200 milhões 50 - 100 mil Filarioses 130 milhões NE 250 - 300 milhões/ano 2 - 2,5 milhões 500 milhões 100 mil Leishmanioses 15 - 20 milhões 10 - 20 mil Tripanosomíases 50 - 55 milhões 150 mil Malária Amebíase WHO, 2003.

Notas do Editor