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Técnico em
Enfermagem
Módulo I
MICROBIOLOGIA E
PARASITOLOGIA
IMPORTÂNCIA DA PARASITOLOGIA PARA O TÉCNICO EM
ENFERMAGEM
Analogamente ao que ocorre com a microbiologia, a parasitologia é
um ramo especializado das ciências médicas que se dedica ao estudo
dos Parasitas. É uma área de pesquisa bastante diversificada, pois os
parasitas, que podem estar sobre a superfície ou no interior de seres
vivos, são de ampla distribuição, hábitos variados e fácil disseminação.
Para quem lida com a saúde humana, a parasitologia oferece
ferramentas para conhecer os causadores de várias doenças, incluindo
as famosas verminoses (tão comuns na infância), assim como as
medidas Profiláticas e Terapêuticas cabíveis em cada doença.
ORIGEM DO ESTUDO DOS PARASITAS
Há muitos anos a humanidade vem sofrendo com as doenças causadas
por parasitas, sejam eles vermes ou não. Há relatos de doenças,
provavelmente verminoses, que atacavam populações nas antigas
Mesopotâmia e Babilônia; os hebreus, sabedores das doenças que eram
veiculadas a partir do porco, proibiram, como parte de sua Lei Mosaica,
o povo de ingerir carne suína; o mesmo ocorre na Índia, onde
praticamente não há infestação humana por vermes veiculados através
do boi ou da vaca, já que o povo não ingere carne bovina, por
considerar tanto o boi quanto a vaca sagrados.
ORIGEM DO ESTUDO DOS PARASITAS
Em teoria, qualquer ser vivo que viva dentro ou na superfície de
outro ser vivo é considerado um parasita. Biologicamente, o
parasitismo é considerado como sendo uma relação
interespecífica desarmônica, ou seja, uma relação em que dois
organismos vivem juntos, porém um deles obtém energia e
alimento às custas do outro, sendo este último denominado
hospedeiro e sofrendo algum tipo de prejuízo (podendo ser,
inclusive, a própria morte).
ORIGEM DO ESTUDO DOS PARASITAS
Ø Os microrganismos causadores de doenças (bactérias, fungos,
protozoários e vírus) também são considerados parasitas; a nível
didático, porém, faz-se a distinção entre microbiologia (que estuda
todos os seres vivos e demais organismos considerados microscópicos,
ou seja, menores que 0,1 mm) e parasitologia (que aborda todos os
organismos vivos macroscópicos ou não, porém pertencentes ao Reino
Animal).
Ø Assim, a Parasitologia estuda os grupos do Protozoarios, Helmintos e
Artropodes.
CONCEITOS BÁSICOS UTILIZADOS NA PARASITOLOGIA
Agente etiológico - agente causador ou o responsável pela origem da doença.
pode ser um vírus, bactéria, fungo, protozoário ou um helminto.
Endemia - quando o número esperado de casos de uma doença é o
efetivamente observado em uma população em um determinado espaço de
tempo.
Doença endêmica - aquela cuja incidência permanece constante por vários
anos, dando uma idéia de equilíbrio entre a população e a doença.
CONCEITOS BÁSICOS UTILIZADOS NA PARASITOLOGIA
Epidemia - é a ocorrência, numa região, de casos que ultrapassam a
incidência normalmente esperada de uma doença.
Infecção - é a invasão do organismo por agentes patogênicos microscópicos.
Infestação - é a invasão do organismo por agentes patogênicos macroscópicos.
Vetor - organismo capaz de transmitir agentes infecciosos. O parasita pode ou
não desenvolver-se enquanto encontra-se no vetor.
CONCEITOS BÁSICOS UTILIZADOS NA PARASITOLOGIA
Hospedeiro - organismo que serve de habitat para outro que nele se instala
encontrando as condições de sobrevivência. O hospedeiro pode ou não servir
como fonte de alimento para a parasita.
Hospedeiro definitivo - é o que apresenta o parasito em fase de maturidade ou em
fase de atividade sexual.
Hospedeiro intermediário - é o que apresenta o parasito em fase larvária ou em
fase assexuada.
Profilaxia - conjunto de medidas que visam a prevenção, erradicação ou controle
das doenças ou de fatos prejudiciais aos seres vivos
PRINCIPAIS TIPOS DE PARASITISMO
1- Acidental - Quando o parasita é encontrado em hospedeiro
anormal ao esperado. Ex: Adulto de Dipylidium caninum parasitando
humanos.
2- Errático - Se o parasita se encontra fora de seu habitat normal. Ex:
Adulto de Enterobius vermicularis em cavidade vaginal.
3- Obrigatório - É o tipo básico de parasitismo, onde o parasita é
incapaz de sobreviver sem seu hospedeiro. Ex: A quase totalidade
dos parasitas.
PRINCIPAIS TIPOS DE PARASITISMO
4- Proteliano - Expressa uma forma de parasitismo exclusiva de estágios
larvares, sendo o estágio adulto de vida livre. Ex: Larvas de moscas
produtoras de miíases.
5- Facultativo - É o caso de algumas espécies que podem ter um ciclo em
sua integra de vida livre e opcionalmente podem ser encontrados em
estado parasitário. Ex: Algumas espécies de moscas que normalmente se
desenvolvem em materiais orgânicos em decomposição no solo (cadáveres
ou esterco), podem sob determinadas condições, parasitar tecidos em
necrose, determinando o estado de miíases necrobiontófagas.
CICLO VITAL (ONTOGÊNICO, BIOLÓGICO OU DE VIDA) DOS
PARASITAS
TIPOS DE HOSPEDEIRO
Ciclo heteroxeno:
● Definitivo: é o que apresenta o parasito em sua
fase de maturidade ou em fase de reprodução
sexuada. Ex.: os hospedeiros definitivos do S.
mansoni são os humanos.
● Intermediário: é aquele que apresenta o parasito
em sua fase larvária ou assexuada.
Ex.: o caramujo é o hospedeiro intermediário do S.
mansoni.
TIPOS DE HOSPEDEIRO
Paratênico ou de transporte - é o hospedeiro intermediário no
qual o parasito não sofre desenvolvimento ou reprodução, mas
permanece viável até atingir novo hospedeiro definitivo.
Ex.: peixes maiores, que ingerem peixes menores contendo larvas
plerocercóides de Diphyllobotrium, que simplesmente
transportam essas larvas até que os humanos as ingiram.
Obs. Não é um verdadeiro caso de parasitismo.
TIPOS DE HOSPEDEIRO
Reservatório: É representado pelo hospedeiro vertebrado natural
na região em questão.
Obs.: O termo vetor é utilizado como sinônimo de transmissor,
representado principalmente por um artrópode ou molusco ou
mesmo determinado veículo de transmissão, como água ou
alimentos, que possibilite a transmissão parasitária.
MECANISMOS DE AGRESSÃO DOS PARASITAS
● Diretos - Determinados pelo parasita e substâncias por ele secretados.
● Indiretos - Quando devidos à reação do hospedeiro ao parasitismo.
Mecanismos:
- Espoliativo: É determinado por perda de substâncias nutritivas pelo
organismo do hospedeiro, podendo o mesmo ser acarretado por perda
direta de nutrientes (P.e. Taenia), ou hematofagismo (P.e. ancilostomídeos).
- Enzimático: É determinado pela liberação de secreções enzimáticas
produzidas por parasitas, que determinam destruição tecidual de extensão
variável. P.e. Entamoeba histolytica e larvas infectante de ancilostomídeos.
MECANISMOS DE AGRESSÃO DOS PARASITAS
- Inflamatório/hipersensibilizante: A maioria dos mecanismos acima leva a
uma resposta inflamatória de forma indireta ou diretamente por liberação de
substâncias que ativam esses mecanismos. Incluiremos aqui a
hipersensiblidade que se constitui também em elemento gerador de resposta
inflamatória. P.e. Larvas de helmintos que fazem ciclos pulmonares.
- Imunodepressor: É determinado por metabólitos liberados pelo parasita ou
por outros mecanismos que possam reduzir a capacidade de resposta
defensiva do hospedeiro. P.e. Leishmania donovani
- Neoplásico: Algumas Parasitoses crônicas, através de liberação de
metabólitos ou reações inflamatórias crônicas ou de sua conseqüência, podem
levar a gênese de tumores malignos. P.e. Schistosoma haematobium pode
causar neoplasia de bexiga.
DIAGNÓSTICO
Exame parasitológico de fezes (EPF) - Teste usado
para encontrar parasitas que causam diarreia, fezes
soltas ou aquosas, cólicas, flatulência (gases) e outras
doenças abdominais. Muitas vezes, o número de
formas parasitárias eliminadas com as fezes é
pequeno, havendo necessidade de recorrer a
processos de enriquecimento para concentrá-las. Os
principais métodos de enriquecimento são:
sedimentação espontânea, sedimentação por
centrifugação, flutuação espontânea, centrífugo-
flutuação e concentração de larvas de helmintos por
migração ativa, em razão do hidrotropismo e
termotropismo positivos.
DIAGNÓSTICO
Exames de sangue - Sorologia: Este teste é usado para procurar
anticorpos ou para antígenos parasitas produzidos quando o corpo está
infectado com um parasita e o sistema imunológico está tentando
combater o invasor.
DIAGNÓSTICO
Esfregaço de sangue: Este teste é usado para procurar parasitas que são
encontrados no sangue. Examinando um esfregaço de sangue sob um
microscópio, podem ser diagnosticadas doenças parasitárias, como
filariose linfática ou malária.
DIAGNÓSTICO
Diagnóstico Molecular- PCR
A evolução na área da biologia molecular vem modificando e
aperfeiçoando o diagnóstico de várias doenças. Através da Reação em
Cadeia da Polimerase (PCR) é possível a amplificação in vitro do DNA do
patógeno a ser diagnosticado. Pela alta sensibilidade permite detectar
pequenas quantidades de DNA em diversos tipos de amostras
biológicas, como o sangue e urina. Toxoplasmose e tricomoníase são
exemplos de infecções que possuem diagnóstico molecular.
PROFILAXIA E TRATAMENTO DE PARASITOSES
● A prevenção para todas as parasitoses é basicamente a mesma: as
condições de higiene pessoal determinam a disseminação ou não
dessas doenças.
● Existe uma relação direta entre nível sócio-econômico e erradicação de
verminoses.
● Em populações carentes, onde não haja sistemas de abastecimento de
água e tratamento de esgotos adequados, as verminoses são doenças
endêmicas.
● Costuma-se associar a presença de vermes em crianças pobres, sem
condições sanitárias adequadas. Em parte essa afirmação é verdadeira,
embora toda a população esteja suscetível de se contaminar com os
vermes.
PROFILAXIA E TRATAMENTO DE PARASITOSES
Algumas medidas profiláticas que podem evitar a infestação pelos vermes:
● Sempre lavar bem os alimentos, principalmente frutas e verduras, com
água tratada e corrente. De preferência, deixe os alimentos (saladas,
verduras e legumes) que forem consumidos crus descansando em um
recipiente com água e Hipoclorito de Sódio por cerca de 15 a 20
minutos. Na falta deste produto, pode-se utilizar vinagre, que contém
ácido acético. Estas duas medidas matam os ovos que porventura
estiverem na superfície dos vegetais a serem consumidos;
PROFILAXIA E TRATAMENTO DE PARASITOSES
● Quando consumir carne (de qualquer origem, seja ela bovina, suína, de
cabra etc.), cozinhar, assar ou fritar bem os pedaços. Prefira não
consumir carne mal passada, ou então pedaços muito grossos. Nestas
duas circunstâncias, caso haja ovos ou cisticercos de solitária, por
exemplo, a temperatura de cozimento pode ser insuficiente para matar
o ovo ou cisticerco no interior do músculo;
● Na ausência de abastecimento de água tratada, consuma apenas água
filtrada e/ou fervida. Nunca beba água sem conhecer sua origem, ou
que não seja tratada;
PROFILAXIA E TRATAMENTO DE PARASITOSES
● Evite defecar em locais inadequados, como córregos, matas,
lavouras etc. Esta prática é uma das que mais contribui para a não
erradicação das verminoses no Brasil, pois o ciclo dos vermes é
continuado a cada vez que uma pessoa infestada defeca nesses
locais, pois o verme pode contaminar novamente o solo, a água,
as verduras, frutas e legumes, iniciando novamente um ciclo de
infestação.
PROFILAXIA E TRATAMENTO DE PARASITOSES
O tratamento das verminoses é específico para cada doença. Não existe
nenhuma "receita de bolo" para esta ou aquela verminose. Via de regra, deve-
se consultar o médico/enfermeiro sempre que os sintomas abaixo forem
sentidos, para que seja feito o diagnóstico correto e aplicada a medicação
cabível, em cada caso:
● forte dor abdominal, com contrações intestinais e sensação de "intestino
preso" (obstrução intestinal). É a famosa cólica abdominal, que ocorre com
muita frequência em quase todas as verminoses;
● diarréia ou alternância entre diarréia e obstrução intestinal, acompanhada
ou não de falta de apetite;
PROFILAXIA E TRATAMENTO DE PARASITOSES
● manchas esbranquiçadas no rosto;
● prostração, falta de apetite, acompanhados ou não por febre e
irritabilidade;
● inchaço na barriga, na virilha, nas axilas, nas pernas ou nos braços;
● principalmente em crianças: tendência a comer areia, terra, pedaços
de papel, ou então lamber ferro, parede, madeira e outros objetos
semelhantes.
Ø Antiparasitários
§ Reduzir ou eliminar o número de ovos nas fezes animais;
Eliminar os helmintos ( vermes parasitas que causam uma
variedade de doenças em seres humanos).
üAlbendazol - Indicado para lesões ativas do SNC causado por
Taenia Solium, e por doença císticas, que envolve pulmão,
fígado, peritônio causados por formar larvária da taenia.
üMebendazol - Indicado para áscaris lumbricoides,
ancilóstomo, oxiúris e muitos parasitas tropicais.
üTiabendazol - Indicado no tratamento da larva migrans
cutânea e das infestações por triquina.
üPermetrina - Indicado para piolhos e para escabiose.
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Cópia de ENFERMAGEM - MICROBIOLOGIA E PARASITOLOGIA 4.pdf

  • 3. IMPORTÂNCIA DA PARASITOLOGIA PARA O TÉCNICO EM ENFERMAGEM Analogamente ao que ocorre com a microbiologia, a parasitologia é um ramo especializado das ciências médicas que se dedica ao estudo dos Parasitas. É uma área de pesquisa bastante diversificada, pois os parasitas, que podem estar sobre a superfície ou no interior de seres vivos, são de ampla distribuição, hábitos variados e fácil disseminação. Para quem lida com a saúde humana, a parasitologia oferece ferramentas para conhecer os causadores de várias doenças, incluindo as famosas verminoses (tão comuns na infância), assim como as medidas Profiláticas e Terapêuticas cabíveis em cada doença.
  • 4. ORIGEM DO ESTUDO DOS PARASITAS Há muitos anos a humanidade vem sofrendo com as doenças causadas por parasitas, sejam eles vermes ou não. Há relatos de doenças, provavelmente verminoses, que atacavam populações nas antigas Mesopotâmia e Babilônia; os hebreus, sabedores das doenças que eram veiculadas a partir do porco, proibiram, como parte de sua Lei Mosaica, o povo de ingerir carne suína; o mesmo ocorre na Índia, onde praticamente não há infestação humana por vermes veiculados através do boi ou da vaca, já que o povo não ingere carne bovina, por considerar tanto o boi quanto a vaca sagrados.
  • 5. ORIGEM DO ESTUDO DOS PARASITAS Em teoria, qualquer ser vivo que viva dentro ou na superfície de outro ser vivo é considerado um parasita. Biologicamente, o parasitismo é considerado como sendo uma relação interespecífica desarmônica, ou seja, uma relação em que dois organismos vivem juntos, porém um deles obtém energia e alimento às custas do outro, sendo este último denominado hospedeiro e sofrendo algum tipo de prejuízo (podendo ser, inclusive, a própria morte).
  • 6. ORIGEM DO ESTUDO DOS PARASITAS Ø Os microrganismos causadores de doenças (bactérias, fungos, protozoários e vírus) também são considerados parasitas; a nível didático, porém, faz-se a distinção entre microbiologia (que estuda todos os seres vivos e demais organismos considerados microscópicos, ou seja, menores que 0,1 mm) e parasitologia (que aborda todos os organismos vivos macroscópicos ou não, porém pertencentes ao Reino Animal). Ø Assim, a Parasitologia estuda os grupos do Protozoarios, Helmintos e Artropodes.
  • 7. CONCEITOS BÁSICOS UTILIZADOS NA PARASITOLOGIA Agente etiológico - agente causador ou o responsável pela origem da doença. pode ser um vírus, bactéria, fungo, protozoário ou um helminto. Endemia - quando o número esperado de casos de uma doença é o efetivamente observado em uma população em um determinado espaço de tempo. Doença endêmica - aquela cuja incidência permanece constante por vários anos, dando uma idéia de equilíbrio entre a população e a doença.
  • 8. CONCEITOS BÁSICOS UTILIZADOS NA PARASITOLOGIA Epidemia - é a ocorrência, numa região, de casos que ultrapassam a incidência normalmente esperada de uma doença. Infecção - é a invasão do organismo por agentes patogênicos microscópicos. Infestação - é a invasão do organismo por agentes patogênicos macroscópicos. Vetor - organismo capaz de transmitir agentes infecciosos. O parasita pode ou não desenvolver-se enquanto encontra-se no vetor.
  • 9. CONCEITOS BÁSICOS UTILIZADOS NA PARASITOLOGIA Hospedeiro - organismo que serve de habitat para outro que nele se instala encontrando as condições de sobrevivência. O hospedeiro pode ou não servir como fonte de alimento para a parasita. Hospedeiro definitivo - é o que apresenta o parasito em fase de maturidade ou em fase de atividade sexual. Hospedeiro intermediário - é o que apresenta o parasito em fase larvária ou em fase assexuada. Profilaxia - conjunto de medidas que visam a prevenção, erradicação ou controle das doenças ou de fatos prejudiciais aos seres vivos
  • 10. PRINCIPAIS TIPOS DE PARASITISMO 1- Acidental - Quando o parasita é encontrado em hospedeiro anormal ao esperado. Ex: Adulto de Dipylidium caninum parasitando humanos. 2- Errático - Se o parasita se encontra fora de seu habitat normal. Ex: Adulto de Enterobius vermicularis em cavidade vaginal. 3- Obrigatório - É o tipo básico de parasitismo, onde o parasita é incapaz de sobreviver sem seu hospedeiro. Ex: A quase totalidade dos parasitas.
  • 11. PRINCIPAIS TIPOS DE PARASITISMO 4- Proteliano - Expressa uma forma de parasitismo exclusiva de estágios larvares, sendo o estágio adulto de vida livre. Ex: Larvas de moscas produtoras de miíases. 5- Facultativo - É o caso de algumas espécies que podem ter um ciclo em sua integra de vida livre e opcionalmente podem ser encontrados em estado parasitário. Ex: Algumas espécies de moscas que normalmente se desenvolvem em materiais orgânicos em decomposição no solo (cadáveres ou esterco), podem sob determinadas condições, parasitar tecidos em necrose, determinando o estado de miíases necrobiontófagas.
  • 12. CICLO VITAL (ONTOGÊNICO, BIOLÓGICO OU DE VIDA) DOS PARASITAS
  • 13.
  • 14. TIPOS DE HOSPEDEIRO Ciclo heteroxeno: ● Definitivo: é o que apresenta o parasito em sua fase de maturidade ou em fase de reprodução sexuada. Ex.: os hospedeiros definitivos do S. mansoni são os humanos. ● Intermediário: é aquele que apresenta o parasito em sua fase larvária ou assexuada. Ex.: o caramujo é o hospedeiro intermediário do S. mansoni.
  • 15. TIPOS DE HOSPEDEIRO Paratênico ou de transporte - é o hospedeiro intermediário no qual o parasito não sofre desenvolvimento ou reprodução, mas permanece viável até atingir novo hospedeiro definitivo. Ex.: peixes maiores, que ingerem peixes menores contendo larvas plerocercóides de Diphyllobotrium, que simplesmente transportam essas larvas até que os humanos as ingiram. Obs. Não é um verdadeiro caso de parasitismo.
  • 16. TIPOS DE HOSPEDEIRO Reservatório: É representado pelo hospedeiro vertebrado natural na região em questão. Obs.: O termo vetor é utilizado como sinônimo de transmissor, representado principalmente por um artrópode ou molusco ou mesmo determinado veículo de transmissão, como água ou alimentos, que possibilite a transmissão parasitária.
  • 17. MECANISMOS DE AGRESSÃO DOS PARASITAS ● Diretos - Determinados pelo parasita e substâncias por ele secretados. ● Indiretos - Quando devidos à reação do hospedeiro ao parasitismo. Mecanismos: - Espoliativo: É determinado por perda de substâncias nutritivas pelo organismo do hospedeiro, podendo o mesmo ser acarretado por perda direta de nutrientes (P.e. Taenia), ou hematofagismo (P.e. ancilostomídeos). - Enzimático: É determinado pela liberação de secreções enzimáticas produzidas por parasitas, que determinam destruição tecidual de extensão variável. P.e. Entamoeba histolytica e larvas infectante de ancilostomídeos.
  • 18. MECANISMOS DE AGRESSÃO DOS PARASITAS - Inflamatório/hipersensibilizante: A maioria dos mecanismos acima leva a uma resposta inflamatória de forma indireta ou diretamente por liberação de substâncias que ativam esses mecanismos. Incluiremos aqui a hipersensiblidade que se constitui também em elemento gerador de resposta inflamatória. P.e. Larvas de helmintos que fazem ciclos pulmonares. - Imunodepressor: É determinado por metabólitos liberados pelo parasita ou por outros mecanismos que possam reduzir a capacidade de resposta defensiva do hospedeiro. P.e. Leishmania donovani - Neoplásico: Algumas Parasitoses crônicas, através de liberação de metabólitos ou reações inflamatórias crônicas ou de sua conseqüência, podem levar a gênese de tumores malignos. P.e. Schistosoma haematobium pode causar neoplasia de bexiga.
  • 19. DIAGNÓSTICO Exame parasitológico de fezes (EPF) - Teste usado para encontrar parasitas que causam diarreia, fezes soltas ou aquosas, cólicas, flatulência (gases) e outras doenças abdominais. Muitas vezes, o número de formas parasitárias eliminadas com as fezes é pequeno, havendo necessidade de recorrer a processos de enriquecimento para concentrá-las. Os principais métodos de enriquecimento são: sedimentação espontânea, sedimentação por centrifugação, flutuação espontânea, centrífugo- flutuação e concentração de larvas de helmintos por migração ativa, em razão do hidrotropismo e termotropismo positivos.
  • 20. DIAGNÓSTICO Exames de sangue - Sorologia: Este teste é usado para procurar anticorpos ou para antígenos parasitas produzidos quando o corpo está infectado com um parasita e o sistema imunológico está tentando combater o invasor.
  • 21. DIAGNÓSTICO Esfregaço de sangue: Este teste é usado para procurar parasitas que são encontrados no sangue. Examinando um esfregaço de sangue sob um microscópio, podem ser diagnosticadas doenças parasitárias, como filariose linfática ou malária.
  • 22. DIAGNÓSTICO Diagnóstico Molecular- PCR A evolução na área da biologia molecular vem modificando e aperfeiçoando o diagnóstico de várias doenças. Através da Reação em Cadeia da Polimerase (PCR) é possível a amplificação in vitro do DNA do patógeno a ser diagnosticado. Pela alta sensibilidade permite detectar pequenas quantidades de DNA em diversos tipos de amostras biológicas, como o sangue e urina. Toxoplasmose e tricomoníase são exemplos de infecções que possuem diagnóstico molecular.
  • 23. PROFILAXIA E TRATAMENTO DE PARASITOSES ● A prevenção para todas as parasitoses é basicamente a mesma: as condições de higiene pessoal determinam a disseminação ou não dessas doenças. ● Existe uma relação direta entre nível sócio-econômico e erradicação de verminoses. ● Em populações carentes, onde não haja sistemas de abastecimento de água e tratamento de esgotos adequados, as verminoses são doenças endêmicas. ● Costuma-se associar a presença de vermes em crianças pobres, sem condições sanitárias adequadas. Em parte essa afirmação é verdadeira, embora toda a população esteja suscetível de se contaminar com os vermes.
  • 24. PROFILAXIA E TRATAMENTO DE PARASITOSES Algumas medidas profiláticas que podem evitar a infestação pelos vermes: ● Sempre lavar bem os alimentos, principalmente frutas e verduras, com água tratada e corrente. De preferência, deixe os alimentos (saladas, verduras e legumes) que forem consumidos crus descansando em um recipiente com água e Hipoclorito de Sódio por cerca de 15 a 20 minutos. Na falta deste produto, pode-se utilizar vinagre, que contém ácido acético. Estas duas medidas matam os ovos que porventura estiverem na superfície dos vegetais a serem consumidos;
  • 25. PROFILAXIA E TRATAMENTO DE PARASITOSES ● Quando consumir carne (de qualquer origem, seja ela bovina, suína, de cabra etc.), cozinhar, assar ou fritar bem os pedaços. Prefira não consumir carne mal passada, ou então pedaços muito grossos. Nestas duas circunstâncias, caso haja ovos ou cisticercos de solitária, por exemplo, a temperatura de cozimento pode ser insuficiente para matar o ovo ou cisticerco no interior do músculo; ● Na ausência de abastecimento de água tratada, consuma apenas água filtrada e/ou fervida. Nunca beba água sem conhecer sua origem, ou que não seja tratada;
  • 26. PROFILAXIA E TRATAMENTO DE PARASITOSES ● Evite defecar em locais inadequados, como córregos, matas, lavouras etc. Esta prática é uma das que mais contribui para a não erradicação das verminoses no Brasil, pois o ciclo dos vermes é continuado a cada vez que uma pessoa infestada defeca nesses locais, pois o verme pode contaminar novamente o solo, a água, as verduras, frutas e legumes, iniciando novamente um ciclo de infestação.
  • 27. PROFILAXIA E TRATAMENTO DE PARASITOSES O tratamento das verminoses é específico para cada doença. Não existe nenhuma "receita de bolo" para esta ou aquela verminose. Via de regra, deve- se consultar o médico/enfermeiro sempre que os sintomas abaixo forem sentidos, para que seja feito o diagnóstico correto e aplicada a medicação cabível, em cada caso: ● forte dor abdominal, com contrações intestinais e sensação de "intestino preso" (obstrução intestinal). É a famosa cólica abdominal, que ocorre com muita frequência em quase todas as verminoses; ● diarréia ou alternância entre diarréia e obstrução intestinal, acompanhada ou não de falta de apetite;
  • 28. PROFILAXIA E TRATAMENTO DE PARASITOSES ● manchas esbranquiçadas no rosto; ● prostração, falta de apetite, acompanhados ou não por febre e irritabilidade; ● inchaço na barriga, na virilha, nas axilas, nas pernas ou nos braços; ● principalmente em crianças: tendência a comer areia, terra, pedaços de papel, ou então lamber ferro, parede, madeira e outros objetos semelhantes.
  • 29. Ø Antiparasitários § Reduzir ou eliminar o número de ovos nas fezes animais; Eliminar os helmintos ( vermes parasitas que causam uma variedade de doenças em seres humanos). üAlbendazol - Indicado para lesões ativas do SNC causado por Taenia Solium, e por doença císticas, que envolve pulmão, fígado, peritônio causados por formar larvária da taenia. üMebendazol - Indicado para áscaris lumbricoides, ancilóstomo, oxiúris e muitos parasitas tropicais. üTiabendazol - Indicado no tratamento da larva migrans cutânea e das infestações por triquina. üPermetrina - Indicado para piolhos e para escabiose. TRATAMENTO