Amebas e Amebíase,
Trichomonas vaginalis e
Tricomoníase e Giardíase

Prof. Gildemar Crispim
Classificação dos seres vivos
• 5 reinos
­ Monera;
­ Protista;
­ Sub-reino: Protozoa
­ Autótrofos
­ Heterotrofos
­ Fungi;
­ Plantae;
­ Animalia.
Protozoa
•

~ 60.000 espécies vivas conhecidas;

•

~ 10.000 sp vivem interagindo com invertebrados e vertebrados;

•

Menos de 100 sp atingem o homem como parasita;

•

Organismos microscópios (1 a 150 μm);

•

Unicelulares eucariotas;
­ Esta única célula possui várias formas;
­ Realiza todas as funções mantenedoras da vida (alimentação,
respiração, reprodução, excreção e locomoção).

•

Ciclos biológicos de curta duração;

•

Alto índice de reprodução;

•

Longos períodos de parasitismo (≠ infecções bacterianas)
Protozoários
• Organelas locomotoras
• Flagelo;
Tripomastigota de Trypanosoma
cruzi.
Seta preta - cinetoplasto;
vermelha - núcleo;
azul - membrana ondulante;
verde - flagelo

• Cílio;
• Pseudópodos;
• Organela temporária, representada pelo prolongamento do citoplasma

• Microtúbulos (estruturas subpeliculares).
Protozoários
• Organelas locomotoras
• Cílio;
Protozoários
• Estruturas de Nutrição
• Citóstoma (“boca celular”)
• Encontrado nos ciliados e em alguns flagelados;
• Permite a ingestão de partículas alimentares – Fagotropia.
• Pseudópodos
• Fagocitose (sólido)

• Pinocitose (líquido)
• Reprodução

Protozoários

• Assexuada
• O organismo dividi-se em 2 ou mais células filhas;
• Divisão binária
• Esquizogonia (divisão nuclear seguida da divisão do
citoplasma)
• Sexuada
• Conjugação (união temporária)
• Fecundação ou Singamia
• União de gameta masc. e fem. formando célula-ovo ou
zigoto.
• Nutrição

Protozoários

• Autotróficos ou Holofíticos (cromatóforos)
• Sintetizam energia a partir da luz solar)
• Heterotróficos ou Holozóicos
• Ingestão de partículas orgânicas (fagocitose ou pinocitose)
• Saprozóicos
• Absorvem substâncias orgânicas já decompostas e
dissolvidas em meio liquido;
• Hidrolase.
• Mixotrófico
• + de 1 processo
• 7 filos

Protozoa

• Sarcomastigophora
• Apicomplexa
• Ciliophora
• Microspora
• Labyrinthomorpha
• Ascetospora
• Myxospora
Amebas
•

Filo Sarcomastigophora

•

Sub-filo Sarcodina

•

Superclasse Rhizopoda

•

Classe Lobozea

•

Ordem Amoebida

•

Família Endamoebidae

•

Gêneros Entamoeba, Iodamoeba e Endolimax;

•

Todas as sp vivem no intestino grosso de humanos ou animais;
­ E. moshkovshii

•

Apresentam núcleo vesiculoso, esférico ou arredondado
Amebas
•

Apresentam Trofozoítos e Cistos;

•

Trofozoítos
• Forma ativa do protozoário (se locomove, se reproduz e se
alimenta)
• Mononucleados

Trofozoíto de
Entamoeba coli

•
•

Cistos
• Forma de resistência
• Multinucleados

cisto de E. coli
Amebas
•

Membrana nuclear delgada

•

Cariossoma ou endossoma relativamente pequeno

•

6 sp parasitam o homem – Complexo histolytico
• Entamoeba coli
• E. gingivalis
• E. Hartmanni,
• E. polecki
• E. dispar
• E. histolytica - Patogência
Entamoeba coli
•

Freqüentemente encontrada homem
•

•

Intestino Grosso
•
•
•

•
•
•

Bactérias
Detritos de alimentos
Raramente hemácias

Não invade o tecido
Não é patogênica
Trofozoítos (20 - 50 μm de diâmetro)
•
•
•

•

Condições sanitárias precárias

Citoplasma uniforme
Cromatina irregular
Cariossoma grande e excêntrico

Cistos
•
•

Pequenos e esféricos (15 – 20 μm)
Contem até 8 núcleos

Trofozoíto e cisto de Entamoeba coli
Entamoeba hartmanni
•

Uma das menores amebas
•

Trofozoítos (7 – 12 μm)
• Citoplasma diferenciado em endo e ectoplasma
• Cromatina regular

•

Cistos (5 – 10 μm)
• 4 núcleos

•

Grande distribuição mundial

•

Não é patogênica

Trofozoíto e cisto de Entamoeba hartmanni
Entamoeba dispar
•

Espécie muito parecida com E. histolytica
•

Trofozoítos, cistos, núcleos e citoplasma

•

Não produz resposta imune (≠ da E. histolytica)

•

Não é patogênica
Entamoeba polecki
•

Parasita o intestino grosso de suínos, caprinos, macacos e cães

•

Raramente parasita o homem (apatogência)
•

Trofozoítos (15 – 25 μm)
• Citoplasma uniforme
• Cromatina regular com grânulos pequenos
• Cariossomo pequeno e excêntrico

•

Cistos (10 – 15 μm)
• Característica marcante - 1 núcleo
Entamoeba gengivalis
•

Associada a tártaro dentário, gengivites, periodentites em
humanos (cães, gatos e macacos)

•

Alta prevalência em pessoas – baixa higiene bucal
•

75% positividade em indivíduos acima de 40 anos com baixa higiene bucal

•

Não é patogênica

•

Trofozoítos
• Citoplasma uniforme
• Cromatina periférica delicada e contínua
• Cariossomo central e muito pequeno

•

NÃO FORMA CISTO (Transmissão é via direta)
•

Patogência

Entamoeba histolytica

– Amebíase
٠ Infecção intestinal e extra-intestinal humana

•

Mundialmente distribuída
•
•

•

Manifestação da doença é muito variável
“Complexo histolytica” – mais de uma sp produzindo diferentes manifestações
clínicas

Amebíase
– 90% dos casos – infecções assintomáticas
– Infecções sintomáticas
٠ Disenteria com cólica
٠ Disenteria sem cólica
•

Amebíase

Entamoeba histolytica

– Amebíase extra intestinal - 5% dos casos
٠ Hepático
٠ Pulmonar
٠ Cerebral
٠ Cutâneo

– México – 4ª causa mortis,
– No mundo – só perde para a malária em número de vitimas
fatais.
Entamoeba histolytica
• Ciclo biológico
– Monoxênico
٠ Ingestão do cisto
٠ Desencistamento
٠ Libera 1 ameba com 4 Núcleos (metacisto)
٠ Divisão citoplasmática - Trofozoítos
metacisto
٠ Trofozopitos migram para o intestino
grosso
٠ Aderem a mucosa
Entamoeba histolytica
• Transmissão
– Sempre pela ingestão de cistos
٠ Os cisto podem resistir em ambientes favoráveis até 20 dias
٠ Podem ser disseminados pelo:
٠ Vento
٠ Moscas
٠ Baratas
٠ Água

Trofozoíto e cisto de Entamoeba histolytica
Entamoeba histolytica
• Diagnóstico
– Devido suas manifestações clínicas polimorfas comuns a
outras doenças – necessidade de exames complementares
٠ Exames de fezes
٠ Cultura de fezes
٠ Retossigmoidoscopia
٠ Testes sorológicos
Entamoeba histolytica

• Epidemiologia

– 500 milhões de pessoas
– Apenas 10% apresentam sintomatologia
٠ México, Caribe (exceto Cuba) e América Central
٠ Norte da América do Sul
٠ África do Sul, Egito, Marrocos, Iraque, Índia, Bangladesh, Tailândia

– No Brasil
٠ Prevalência de 3 – 11% (19% na região amazônica)

–
–
–
–

Maior prevalência em adultos de 20 a 60 anos
Fonte de infecção – portadores assintomático
Forma de transmissão – ingestão do cisto
Via de transmissão – água, alimentos e mãos contaminadas
com o cisto
– Via de transmissão - boca
A maior prevalência da amebíase nas regiões tropicais se deve não
ao clima, mas sim as baixas condições sociais e ambientais.
Entamoeba histolytica
• Profilaxia
– Saneamento básico
٠ Água de boa qualidade
٠ Tratamento de esgoto
• Terapêutica

Entamoeba histolytica

– Amebicidas da luz intestinal (atuam sobre Trofozoítos)
٠ Derivados da quinoleína
٠ Antibióticos (paromicina e eritromicina)

– Amebicidas teciduais
٠ Compostos de cloridrato de emetina, cloridrato de diidroemetina e
cloroquina

– Amebicidas que atuam em ambas as localizações
٠ Tetraciclina e seus derivados, clorotetraciclina e oxitetraciclina,
eritromicina, espiramicina e paromicina

Obs.: Os derivados imidazólicos (metronidazol, ornidazol, nitroimidazol,
senidazol, e tinidazol) – são os mais eficientes e empregados
Trichomonas vaginalis e
Tricomoníase

Prof. Gildemar Crispim
Trichomonas

•

Filo Sarcomastigophora

•

Sub-filo Mastigophora

•

Ordem Trichomonadida

•

Família Trichomonadidae

•

Gênero Trichomonas

•

Várias espécies de Trichomonas conhecidas

•

Parasitas comensais
­ Insetos, pássaros, répteis, animais domésticos e silvestres,
peixes e o homem

•

Maioria é saprófita
­ Tritichomonsa foetus, T. gallinae, T. gallinarium
­ Trichomonas vaginalis, T. tenax, T. fecalis, Pentatrichomonas
hominis
Trichomonas vaginalis
• Morfologia e Biologia
– Protozoário eucariótico, flagelado
– Forma globular ameboíde
– 6 a 15 μm de comprimento por 3 a 12 μm larg.
– Núcleo excêntrico piriforme
– 5 flagelos
٠ 4 livres e 1 aderido a membrana

– Monoxênico
– Habitat
٠ Mucosa vaginal (mulher)
٠ Ureta peniana, vesícula seminal e próstata (homem)
AF= Flagelos Livres, RF = Membrana Ondulante, PG = Corpúsculo Parabasal, CO = Costa, AX = Axóstilo
Trichomonas vaginalis
• Única espécie patogênica – homem ou mulher
­ Tricomoníase ou tricomonose
 (alterações

urogenitais)

• Característica marcante:
­ Existe apenas uma forma em seu ciclo biológico –
Trofozoíto
­ NÃO POSSUI FORMA CISTICA
Tricomoníase
• Transmissão
– Relaxação sexual (DST)
– Fômites (raro)
– Vertical

• Reprodução
– Divisão binária longitudinal
Tricomoníase
• Patogênia e Sintomatologia
– Período de incubação – 3 a 20 dias
– Homem
٠ Não causa nenhuma lesão ou sintomatologia aparente
٠ Uretrite com corrimento reduzido

– Mulher
٠ Leva a um grande desconforto – patologia grave
٠ Leucorréia - com corrimento amarelo-esverdeado, odor fétido
٠ Colpite em foco – vaginite com pontos avermelhados
٠ Prurido vulvovaginal intenso

Obs.: A tricomoníase humana não interfere na gestação e nem
provoca abortos
Obs.: Tanto em mulheres com em homens – numerosos relatos de cura espontânea
• Diagnóstico

Tricomoníase

– Pode apresentar algumas dificuldades, tanto do ponto de vista clínico, como
laboratorial

 Clínico


Outras doenças venéreas (candidíase, blenorragia, infecções bacterianas
diversas etc.)

 Parasitológico


Exame a fresco, exames de esfregaços corados e/ou cultura do corrimento
vaginal ou uretral peniano.

 Exames


imunológico

Boa especificidade e sensibilidade, porém ainda não são usados na rotina.
• Epidemiologia

Tricomoníase

– ~ 200 milhões de mulheres infectadas no mundo,
– Aumento da incidência da doença nos últimos anos,
٠ Homem assintomático
٠ Liberdade e precocidade sexual

– Brasil
٠ 30 % de mulheres infectadas
٠ Destas, 70% com algum tipo de corrimento vaginal

– Via de transmissão
– Contato sexual,
– Fômites (espéculos vaginais não esterilizados, tampas de privadas, água usada
em bacia para higiene feminina em prostíbulos, etc.),
– Roupas íntimas ou tolhas em caso de promiscuidade,
– Congênita,

– Via de penetração – órgãos genitais
Tricomoníase
• Profilaxia
– Educação sanitária,
– Evitar a multiplicidade de parceiros,
– Uso de preservativo masculino,
– Diagnóstico e tratamento precoce.
Tricomoníase
• Tratamento
– Fácil e eficiente (cura superior a 95%),
– Metronidazol e seus derivados,
٠ Mulher – uso oral e vaginal
٠ Homem – oral

– Vacina – Solco-Trichovac
٠ Fins terapêuticos e não profiláticos
٠ Cepas de Lactobacillus acidophilus
Outras Trichomonas que parasitam o homem
• Trichomonas tenax
– Cavidade bucal de humanos e primatas,
– Apatogênico
– Encontrado no tártaro e em cárie
– Transmissão – beijo
– Tratamento – adoção de hábitos de higiene

• Trichomonas hominis
– Flagelado encontrado no intestino grosso de humanos e primatas,
– Apatogênico
– Transmissão – ingestão de trofozoítos
Giardia lamblia e Giardíase

Prof. Gildemar
Giardia lamblia (Stiles, 1915)
•

Filo Sarcomastigophora

•

Sub-filo Mastigophora

•

Ordem Diplomonadida

•

Família Hexamitidae

•

Gênero Giardia

•

Espécie Giardia lamblia

•

Parasito flagelado encontrado no intestino delgado do homem

•

Agente etiológico da giardíase (giardiose)

www.yosemite.org/naturenotes/images/Giardia.jpg&imgrefurl=http://www.yosemite.org/naturenotes/DerletWater.htm&h=250&w=319&sz=7
&tbnid=rx4WGiNukj4JVM:&tbnh=92&tbnw=118&prev=/images%3Fq%3Dgiardia%2Blamblia%26um
%3D1&start=3&sa=X&oi=images&ct=image&cd=3
Giardia lamblia (Stiles, 1915)
• Morfologia e Biologia
– Trofozoíto com sistema bilateral
– O trofozoíto é piriforme
٠ 20 μm de comprimento
٠ 10 μm de largura
٠ Forma de pêra
٠ Simetria bilateral
٠ 2 núcleos ovóide
٠ Disco suctorial (ventosa)
٠ 8 flagelos

– Trofozopito – multiplicam-se rapidamente
٠ Divisão binária longitudinal
Giardia lamblia (Stiles, 1915)
• Morfologia
– Cisto – forma infectante
٠ 12 μm de comprimento
٠ 8 μm de largura
٠ Oval e elipsóide
٠ 4 núcleos
٠ Axonemas e corpos parabasais
Giardia lamblia (Stiles, 1915)

• Transmissão
– Água

– Alimento contaminado por cistos
– Alimentos contaminados por manipuladores parasitados
– Contato direto pessoa-pessoa
– Moscas, baratas
– Sexo anal-oral
– Riachos contaminados por animais parasitados

• Reprodução
– Divisão binária longitudinal
Giardíase
• Patogênia e Sintomatologia
– Período de incubação – 10 a 15 dias
– Período patente (encontro de cistos nas fezes) – 10 a 30 dias após
a infecção
– Muito comum em crianças e pacientes imunodeficiente
– A doença pode evoluir de formas diferentes com base:
٠ Cepa do parasito
٠ Nº de cistos ingeridos
٠ Idade e nível de resposta imune do paciente
Giardíase

• Patogênia e Sintomatologia
– Fase Aguda – 15 a 60 dias
٠ Edema
٠ Dor abdominal
٠ Irritabilidade
٠ Insônia
٠ Sintomas de má absorção
٠ Diarréia

– Fase crônica – fase assintomática
٠ Elimina cistos intermitentemente
٠ Duração de meses, podendo chegar a anos

Obs.: o paciente pode evoluir para cura espontânea em poucas
semanas
Giardíase – doença autolimitada – cura ou cronicidade assintomática (forte componente
imunológico protetor)
Giardíase
• Diagnóstico
– Parasitológico
– Paciente agudo – trofozoíto nas fezes
– Paciente crônico – cistos nas fezes

– Exames imunológico
– Imunofluorescência e ELISA
– Falso-positivos – Permanência longa de Ab (IgG)
– Pouco eficiente para diagnóstico individual (Epidemiológico –
Paciente Antigo X Recente)
Giardíase
• Epidemiologia
– Amplamente distribuída pelo mundo,
– Maior incidência em crianças de 1 a 12 anos,
– Fonte de infecção – humanos,
– Forma de transmissão – cistos
– Via de transmissão – água, alimentos e mão contaminadas
– Via de penetração – boca
Giardíase
• Profilaxia
– Higiene individual,
– Tratamento dos doentes e portadores assintomáticos,
– Ampliação e melhoramento dos serviços de água e
esgoto domiciliar.
• Tratamento

Giardíase

– Fácil e eficiente,
– Dispõe de vários medicamentos com poucos ou
nenhum efeitos colaterais
– Medicamentos indicados:
٠ Metronidazol
٠ Ornidazol
٠ Nimorazol
٠ Secnidazol
٠ albendazol

Nitazoxanidia – recentemente
introduzido – 75% de cura.
Expedição desbrava área quase inexplorada da Amazônia e
descobre animais como este inseto
Região entre os rios Purus e Madeira - AM

Site UOL – 15.08.2007
Aula n° 2

Aula n° 2

  • 1.
    Amebas e Amebíase, Trichomonasvaginalis e Tricomoníase e Giardíase Prof. Gildemar Crispim
  • 2.
    Classificação dos seresvivos • 5 reinos ­ Monera; ­ Protista; ­ Sub-reino: Protozoa ­ Autótrofos ­ Heterotrofos ­ Fungi; ­ Plantae; ­ Animalia.
  • 3.
    Protozoa • ~ 60.000 espéciesvivas conhecidas; • ~ 10.000 sp vivem interagindo com invertebrados e vertebrados; • Menos de 100 sp atingem o homem como parasita; • Organismos microscópios (1 a 150 μm); • Unicelulares eucariotas; ­ Esta única célula possui várias formas; ­ Realiza todas as funções mantenedoras da vida (alimentação, respiração, reprodução, excreção e locomoção). • Ciclos biológicos de curta duração; • Alto índice de reprodução; • Longos períodos de parasitismo (≠ infecções bacterianas)
  • 4.
    Protozoários • Organelas locomotoras •Flagelo; Tripomastigota de Trypanosoma cruzi. Seta preta - cinetoplasto; vermelha - núcleo; azul - membrana ondulante; verde - flagelo • Cílio; • Pseudópodos; • Organela temporária, representada pelo prolongamento do citoplasma • Microtúbulos (estruturas subpeliculares).
  • 5.
  • 6.
    Protozoários • Estruturas deNutrição • Citóstoma (“boca celular”) • Encontrado nos ciliados e em alguns flagelados; • Permite a ingestão de partículas alimentares – Fagotropia. • Pseudópodos • Fagocitose (sólido) • Pinocitose (líquido)
  • 7.
    • Reprodução Protozoários • Assexuada •O organismo dividi-se em 2 ou mais células filhas; • Divisão binária • Esquizogonia (divisão nuclear seguida da divisão do citoplasma) • Sexuada • Conjugação (união temporária) • Fecundação ou Singamia • União de gameta masc. e fem. formando célula-ovo ou zigoto.
  • 8.
    • Nutrição Protozoários • Autotróficosou Holofíticos (cromatóforos) • Sintetizam energia a partir da luz solar) • Heterotróficos ou Holozóicos • Ingestão de partículas orgânicas (fagocitose ou pinocitose) • Saprozóicos • Absorvem substâncias orgânicas já decompostas e dissolvidas em meio liquido; • Hidrolase. • Mixotrófico • + de 1 processo
  • 9.
    • 7 filos Protozoa •Sarcomastigophora • Apicomplexa • Ciliophora • Microspora • Labyrinthomorpha • Ascetospora • Myxospora
  • 10.
    Amebas • Filo Sarcomastigophora • Sub-filo Sarcodina • SuperclasseRhizopoda • Classe Lobozea • Ordem Amoebida • Família Endamoebidae • Gêneros Entamoeba, Iodamoeba e Endolimax; • Todas as sp vivem no intestino grosso de humanos ou animais; ­ E. moshkovshii • Apresentam núcleo vesiculoso, esférico ou arredondado
  • 11.
    Amebas • Apresentam Trofozoítos eCistos; • Trofozoítos • Forma ativa do protozoário (se locomove, se reproduz e se alimenta) • Mononucleados Trofozoíto de Entamoeba coli • • Cistos • Forma de resistência • Multinucleados cisto de E. coli
  • 12.
    Amebas • Membrana nuclear delgada • Cariossomaou endossoma relativamente pequeno • 6 sp parasitam o homem – Complexo histolytico • Entamoeba coli • E. gingivalis • E. Hartmanni, • E. polecki • E. dispar • E. histolytica - Patogência
  • 13.
    Entamoeba coli • Freqüentemente encontradahomem • • Intestino Grosso • • • • • • Bactérias Detritos de alimentos Raramente hemácias Não invade o tecido Não é patogênica Trofozoítos (20 - 50 μm de diâmetro) • • • • Condições sanitárias precárias Citoplasma uniforme Cromatina irregular Cariossoma grande e excêntrico Cistos • • Pequenos e esféricos (15 – 20 μm) Contem até 8 núcleos Trofozoíto e cisto de Entamoeba coli
  • 14.
    Entamoeba hartmanni • Uma dasmenores amebas • Trofozoítos (7 – 12 μm) • Citoplasma diferenciado em endo e ectoplasma • Cromatina regular • Cistos (5 – 10 μm) • 4 núcleos • Grande distribuição mundial • Não é patogênica Trofozoíto e cisto de Entamoeba hartmanni
  • 15.
    Entamoeba dispar • Espécie muitoparecida com E. histolytica • Trofozoítos, cistos, núcleos e citoplasma • Não produz resposta imune (≠ da E. histolytica) • Não é patogênica
  • 16.
    Entamoeba polecki • Parasita ointestino grosso de suínos, caprinos, macacos e cães • Raramente parasita o homem (apatogência) • Trofozoítos (15 – 25 μm) • Citoplasma uniforme • Cromatina regular com grânulos pequenos • Cariossomo pequeno e excêntrico • Cistos (10 – 15 μm) • Característica marcante - 1 núcleo
  • 17.
    Entamoeba gengivalis • Associada atártaro dentário, gengivites, periodentites em humanos (cães, gatos e macacos) • Alta prevalência em pessoas – baixa higiene bucal • 75% positividade em indivíduos acima de 40 anos com baixa higiene bucal • Não é patogênica • Trofozoítos • Citoplasma uniforme • Cromatina periférica delicada e contínua • Cariossomo central e muito pequeno • NÃO FORMA CISTO (Transmissão é via direta)
  • 18.
    • Patogência Entamoeba histolytica – Amebíase ٠Infecção intestinal e extra-intestinal humana • Mundialmente distribuída • • • Manifestação da doença é muito variável “Complexo histolytica” – mais de uma sp produzindo diferentes manifestações clínicas Amebíase – 90% dos casos – infecções assintomáticas – Infecções sintomáticas ٠ Disenteria com cólica ٠ Disenteria sem cólica
  • 19.
    • Amebíase Entamoeba histolytica – Amebíaseextra intestinal - 5% dos casos ٠ Hepático ٠ Pulmonar ٠ Cerebral ٠ Cutâneo – México – 4ª causa mortis, – No mundo – só perde para a malária em número de vitimas fatais.
  • 20.
    Entamoeba histolytica • Ciclobiológico – Monoxênico ٠ Ingestão do cisto ٠ Desencistamento ٠ Libera 1 ameba com 4 Núcleos (metacisto) ٠ Divisão citoplasmática - Trofozoítos metacisto ٠ Trofozopitos migram para o intestino grosso ٠ Aderem a mucosa
  • 21.
    Entamoeba histolytica • Transmissão –Sempre pela ingestão de cistos ٠ Os cisto podem resistir em ambientes favoráveis até 20 dias ٠ Podem ser disseminados pelo: ٠ Vento ٠ Moscas ٠ Baratas ٠ Água Trofozoíto e cisto de Entamoeba histolytica
  • 22.
    Entamoeba histolytica • Diagnóstico –Devido suas manifestações clínicas polimorfas comuns a outras doenças – necessidade de exames complementares ٠ Exames de fezes ٠ Cultura de fezes ٠ Retossigmoidoscopia ٠ Testes sorológicos
  • 23.
    Entamoeba histolytica • Epidemiologia –500 milhões de pessoas – Apenas 10% apresentam sintomatologia ٠ México, Caribe (exceto Cuba) e América Central ٠ Norte da América do Sul ٠ África do Sul, Egito, Marrocos, Iraque, Índia, Bangladesh, Tailândia – No Brasil ٠ Prevalência de 3 – 11% (19% na região amazônica) – – – – Maior prevalência em adultos de 20 a 60 anos Fonte de infecção – portadores assintomático Forma de transmissão – ingestão do cisto Via de transmissão – água, alimentos e mãos contaminadas com o cisto – Via de transmissão - boca A maior prevalência da amebíase nas regiões tropicais se deve não ao clima, mas sim as baixas condições sociais e ambientais.
  • 24.
    Entamoeba histolytica • Profilaxia –Saneamento básico ٠ Água de boa qualidade ٠ Tratamento de esgoto
  • 25.
    • Terapêutica Entamoeba histolytica –Amebicidas da luz intestinal (atuam sobre Trofozoítos) ٠ Derivados da quinoleína ٠ Antibióticos (paromicina e eritromicina) – Amebicidas teciduais ٠ Compostos de cloridrato de emetina, cloridrato de diidroemetina e cloroquina – Amebicidas que atuam em ambas as localizações ٠ Tetraciclina e seus derivados, clorotetraciclina e oxitetraciclina, eritromicina, espiramicina e paromicina Obs.: Os derivados imidazólicos (metronidazol, ornidazol, nitroimidazol, senidazol, e tinidazol) – são os mais eficientes e empregados
  • 26.
  • 27.
    Trichomonas • Filo Sarcomastigophora • Sub-filo Mastigophora • OrdemTrichomonadida • Família Trichomonadidae • Gênero Trichomonas • Várias espécies de Trichomonas conhecidas • Parasitas comensais ­ Insetos, pássaros, répteis, animais domésticos e silvestres, peixes e o homem • Maioria é saprófita ­ Tritichomonsa foetus, T. gallinae, T. gallinarium ­ Trichomonas vaginalis, T. tenax, T. fecalis, Pentatrichomonas hominis
  • 28.
    Trichomonas vaginalis • Morfologiae Biologia – Protozoário eucariótico, flagelado – Forma globular ameboíde – 6 a 15 μm de comprimento por 3 a 12 μm larg. – Núcleo excêntrico piriforme – 5 flagelos ٠ 4 livres e 1 aderido a membrana – Monoxênico – Habitat ٠ Mucosa vaginal (mulher) ٠ Ureta peniana, vesícula seminal e próstata (homem) AF= Flagelos Livres, RF = Membrana Ondulante, PG = Corpúsculo Parabasal, CO = Costa, AX = Axóstilo
  • 29.
    Trichomonas vaginalis • Únicaespécie patogênica – homem ou mulher ­ Tricomoníase ou tricomonose  (alterações urogenitais) • Característica marcante: ­ Existe apenas uma forma em seu ciclo biológico – Trofozoíto ­ NÃO POSSUI FORMA CISTICA
  • 30.
    Tricomoníase • Transmissão – Relaxaçãosexual (DST) – Fômites (raro) – Vertical • Reprodução – Divisão binária longitudinal
  • 31.
    Tricomoníase • Patogênia eSintomatologia – Período de incubação – 3 a 20 dias – Homem ٠ Não causa nenhuma lesão ou sintomatologia aparente ٠ Uretrite com corrimento reduzido – Mulher ٠ Leva a um grande desconforto – patologia grave ٠ Leucorréia - com corrimento amarelo-esverdeado, odor fétido ٠ Colpite em foco – vaginite com pontos avermelhados ٠ Prurido vulvovaginal intenso Obs.: A tricomoníase humana não interfere na gestação e nem provoca abortos Obs.: Tanto em mulheres com em homens – numerosos relatos de cura espontânea
  • 32.
    • Diagnóstico Tricomoníase – Podeapresentar algumas dificuldades, tanto do ponto de vista clínico, como laboratorial  Clínico  Outras doenças venéreas (candidíase, blenorragia, infecções bacterianas diversas etc.)  Parasitológico  Exame a fresco, exames de esfregaços corados e/ou cultura do corrimento vaginal ou uretral peniano.  Exames  imunológico Boa especificidade e sensibilidade, porém ainda não são usados na rotina.
  • 33.
    • Epidemiologia Tricomoníase – ~200 milhões de mulheres infectadas no mundo, – Aumento da incidência da doença nos últimos anos, ٠ Homem assintomático ٠ Liberdade e precocidade sexual – Brasil ٠ 30 % de mulheres infectadas ٠ Destas, 70% com algum tipo de corrimento vaginal – Via de transmissão – Contato sexual, – Fômites (espéculos vaginais não esterilizados, tampas de privadas, água usada em bacia para higiene feminina em prostíbulos, etc.), – Roupas íntimas ou tolhas em caso de promiscuidade, – Congênita, – Via de penetração – órgãos genitais
  • 34.
    Tricomoníase • Profilaxia – Educaçãosanitária, – Evitar a multiplicidade de parceiros, – Uso de preservativo masculino, – Diagnóstico e tratamento precoce.
  • 35.
    Tricomoníase • Tratamento – Fácile eficiente (cura superior a 95%), – Metronidazol e seus derivados, ٠ Mulher – uso oral e vaginal ٠ Homem – oral – Vacina – Solco-Trichovac ٠ Fins terapêuticos e não profiláticos ٠ Cepas de Lactobacillus acidophilus
  • 36.
    Outras Trichomonas queparasitam o homem • Trichomonas tenax – Cavidade bucal de humanos e primatas, – Apatogênico – Encontrado no tártaro e em cárie – Transmissão – beijo – Tratamento – adoção de hábitos de higiene • Trichomonas hominis – Flagelado encontrado no intestino grosso de humanos e primatas, – Apatogênico – Transmissão – ingestão de trofozoítos
  • 37.
    Giardia lamblia eGiardíase Prof. Gildemar
  • 38.
    Giardia lamblia (Stiles,1915) • Filo Sarcomastigophora • Sub-filo Mastigophora • Ordem Diplomonadida • Família Hexamitidae • Gênero Giardia • Espécie Giardia lamblia • Parasito flagelado encontrado no intestino delgado do homem • Agente etiológico da giardíase (giardiose) www.yosemite.org/naturenotes/images/Giardia.jpg&imgrefurl=http://www.yosemite.org/naturenotes/DerletWater.htm&h=250&w=319&sz=7 &tbnid=rx4WGiNukj4JVM:&tbnh=92&tbnw=118&prev=/images%3Fq%3Dgiardia%2Blamblia%26um %3D1&start=3&sa=X&oi=images&ct=image&cd=3
  • 39.
    Giardia lamblia (Stiles,1915) • Morfologia e Biologia – Trofozoíto com sistema bilateral – O trofozoíto é piriforme ٠ 20 μm de comprimento ٠ 10 μm de largura ٠ Forma de pêra ٠ Simetria bilateral ٠ 2 núcleos ovóide ٠ Disco suctorial (ventosa) ٠ 8 flagelos – Trofozopito – multiplicam-se rapidamente ٠ Divisão binária longitudinal
  • 40.
    Giardia lamblia (Stiles,1915) • Morfologia – Cisto – forma infectante ٠ 12 μm de comprimento ٠ 8 μm de largura ٠ Oval e elipsóide ٠ 4 núcleos ٠ Axonemas e corpos parabasais
  • 41.
    Giardia lamblia (Stiles,1915) • Transmissão – Água – Alimento contaminado por cistos – Alimentos contaminados por manipuladores parasitados – Contato direto pessoa-pessoa – Moscas, baratas – Sexo anal-oral – Riachos contaminados por animais parasitados • Reprodução – Divisão binária longitudinal
  • 42.
    Giardíase • Patogênia eSintomatologia – Período de incubação – 10 a 15 dias – Período patente (encontro de cistos nas fezes) – 10 a 30 dias após a infecção – Muito comum em crianças e pacientes imunodeficiente – A doença pode evoluir de formas diferentes com base: ٠ Cepa do parasito ٠ Nº de cistos ingeridos ٠ Idade e nível de resposta imune do paciente
  • 43.
    Giardíase • Patogênia eSintomatologia – Fase Aguda – 15 a 60 dias ٠ Edema ٠ Dor abdominal ٠ Irritabilidade ٠ Insônia ٠ Sintomas de má absorção ٠ Diarréia – Fase crônica – fase assintomática ٠ Elimina cistos intermitentemente ٠ Duração de meses, podendo chegar a anos Obs.: o paciente pode evoluir para cura espontânea em poucas semanas Giardíase – doença autolimitada – cura ou cronicidade assintomática (forte componente imunológico protetor)
  • 44.
    Giardíase • Diagnóstico – Parasitológico –Paciente agudo – trofozoíto nas fezes – Paciente crônico – cistos nas fezes – Exames imunológico – Imunofluorescência e ELISA – Falso-positivos – Permanência longa de Ab (IgG) – Pouco eficiente para diagnóstico individual (Epidemiológico – Paciente Antigo X Recente)
  • 45.
    Giardíase • Epidemiologia – Amplamentedistribuída pelo mundo, – Maior incidência em crianças de 1 a 12 anos, – Fonte de infecção – humanos, – Forma de transmissão – cistos – Via de transmissão – água, alimentos e mão contaminadas – Via de penetração – boca
  • 46.
    Giardíase • Profilaxia – Higieneindividual, – Tratamento dos doentes e portadores assintomáticos, – Ampliação e melhoramento dos serviços de água e esgoto domiciliar.
  • 47.
    • Tratamento Giardíase – Fácile eficiente, – Dispõe de vários medicamentos com poucos ou nenhum efeitos colaterais – Medicamentos indicados: ٠ Metronidazol ٠ Ornidazol ٠ Nimorazol ٠ Secnidazol ٠ albendazol Nitazoxanidia – recentemente introduzido – 75% de cura.
  • 48.
    Expedição desbrava áreaquase inexplorada da Amazônia e descobre animais como este inseto Região entre os rios Purus e Madeira - AM Site UOL – 15.08.2007