SlideShare uma empresa Scribd logo
1 de 23
Enterobíase
Enterobius vermicularis
 A enterobíase, enterobiose ou oxiuros
é a verminose intestinal devido ao
Enterobius vermicularis.
 Conhecido popularmente como oxiúrus.
A infecção costuma ser benígna, mas
incômoda,pelo intenso prurido anal que
produz e por suas complicações,
sobretudo em crianças.
Enterobius vermicularis
CLASSIFICAÇÃO :
Classe  Nematoda
Ordem  Oxyurida
Família  Oxyuridae
Gênero  Enterobius
Espécie  Enterobius vermicularis
Enterobius vermiculares
MORFOLOGIA
MACHO  Mede cerca de 5 mm X 0,2 mm com
espículo presente
FÊMEA  Mede cerca de 1 cm X 0,4 mm
OVO  Mede cerca de 50 μm X 20 μm, aspecto
de “D”, membrana dupla lisa e transpa-
rente. Larva formada.
Enterobius vermiculares
HÁBITAT
 Machos e fêmeas vivem no ceco e apêndice. As fêmeas
repletas de ovos, são encontradas na região perianal.
Em mulheres, às vêzes pode-se encontrar  vagina,
útero e bexiga.
CICLO BIOLÓGICO
 Tipo monoxênico
Epidemiologia
• Os oxiúros ocorrem em todo o mundo e em todos os
grupos socioeconômicos. Entretanto, é mais comum nas
regiões temperadas, e entre os que vivem em condições
precárias de higiene.
• Estima-se em 500 milhões o total de casos por ano, e
50% das crianças têm infecção por oxiúros em algum
momento da vida.
• Atinge mais as crianças e os adultos que têm filhos
dessas idades.
• A oxiuriase é a única parasitose que permaneceu muito
comum nos países com climas mais frios e em que as
condições de higiene tiveram grandes progressos. Ainda
assim é mais prevalente nos países tropicais.
• A infecção é pela deglutição dos ovos.
Estes podem sobreviver várias semanas
no pó, concentrando-se em cima das
portas e em outros locais raramente
limpos. A coceira freqüentemente leva à
reinfestação, pois os ovos do parasita
ficam agarrados sob as unhas e podem
ser reintroduzidos pela boca.
• Os ovos também podem ser espalhados
pelo ar e por outros mecanismos,
incluindo alimentos contaminados. Além
disso os ovos são pegajosos e aderem a
objectos como brinquedos,
permanecendo viáveis por várias
semanas.
Enterobius vermicularis
TRANSMISSÃO
 Heteroinfecção (ovos na poeira)
 Auto-infecção externa (oral) ou direta(ovos
saõ levados à boca)
 Auto-infecção interna (retal, – larvas eclodem
no reto e migram ao ceco. )
 Auto infecção externa,anal ou retroinfecção.
(larvas externas ao ânus, sobem)
Enterobius vermicularis
PATOGENIA
 Na maioria dos casos assintomático.
 Prurido anal (noturno  Perda de sono e nervosismo)
 Enterite catarral
 Presença nos órgãos genitais femininos  vaginite,
ovarite e salpingite.
Enterobius vermicularis
DIAGNÓSTICO CLÍNICO
 Prurido anal noturno
DIAGNÓSTICO LABORATORIAL
 Exame de fezes e swab anal
Progressão e Sintomas
• Os vermes adultos vivem no intestino grosso e, após a cópula, o
macho é eliminado. As fêmeas fecundadas não fazem oviposição
no intestino e têm seu útero abarrotado com aproximadamente
11.000 ovos. Em um determinado momento o parasito se
desprende do ceco e é arrastado para a região anal e perianal,
onde se fixa e libera grande quantidade de ovos.
• E. vermicularis é o parasito de maior poder de infecção, pois seus
ovos necessitam de apenas seis horas para se tornar infectantes.
• Ao serem ingeridos, os ovos sofrem a ação do suco gástrico e
duodenal, libertando as larvas que se dirigem ao ceco, onde se
fixam e evoluem até o estágio adulto. A duração do ciclo é em
média de 30 a 50 dias.
• O sintoma característico da enterobíase é o prurido anal, que se
exacerba no período noturno devido à movimentação do parasito
pelo calor do leito, produzindo um quadro de irritabilidade e insônia.
Progressão e Sintomas
• Em relação às manifestações digestivas, a maioria dos pacientes
apresenta náuseas, vômitos, dores abdominais em cólica, tenesmo
e, mais raramente, evacuações sanguinolentas.
• Nas mulheres, o verme pode migrar da região anal para a genital,
ocasionando prurido vulvar, corrimento vaginal, eventualmente
infecção do trato urinário, e até excitação sexual. Apesar da
sintomatologia, não se verifica eosinofilia periférica e os níveis de
IgE em patamares dentro da normalidade, com exceção de estudo
de infecção massiva promovendo uma alta elevação de IgE
sangüínea e contagem de eosinófilos.
• Existem relatos de localização ectópica da patologia levando a
quadros de apendicites, salpingites, granulomas peritoneais e
perianais, doença inflamatória pélvica.
Enterobius vermicularis
EPIDEMIOLOGIA
 Parasito de ambientes domésticos e coletivos
fechados. Fatores responsáveis:
 Somente a espécie humana alberga o parasito;
 Fêmeas eliminam ovos na região perianal;
 Ovos em poucas horas se tormam infectantes;
 Ovos resistem até 3 semanas em ambientes
domésticos;
 Hábito de se sacudir roupas de cama.
Enterobius vermicularis
• PROFILAXIA
 Tratamento de todas as pessoas parasitadas
 Cortar unhas (rente)
 Não sacudir roupa de dormir e de cama
e sim enroladas e lavadas em água
fervente
Enterobius vermicularis
TRATAMENTO  Mesmo tratamento para o
Ascaris lumbricoides
 Pamoato de pirantel (Combantrim e Piranver)
 Mebendazol (Pantelmim, Panfugan, Sirbem)
 Albendazole (Zentel)
 Ivermectina (Revectina)

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Introdução a Parasitologia
Introdução a ParasitologiaIntrodução a Parasitologia
Introdução a Parasitologia
Safia Naser
 
Aula n° 4 leishmaniose
Aula n° 4   leishmanioseAula n° 4   leishmaniose
Aula n° 4 leishmaniose
Gildo Crispim
 

Mais procurados (20)

Sarcoptes Scabiei (sarna) Parasitologia Humana
Sarcoptes Scabiei (sarna) Parasitologia HumanaSarcoptes Scabiei (sarna) Parasitologia Humana
Sarcoptes Scabiei (sarna) Parasitologia Humana
 
Ascaris lumbricoides
Ascaris lumbricoidesAscaris lumbricoides
Ascaris lumbricoides
 
Aula de Parasitologia Básica
Aula de Parasitologia BásicaAula de Parasitologia Básica
Aula de Parasitologia Básica
 
Ascaris lumbricoides
Ascaris lumbricoidesAscaris lumbricoides
Ascaris lumbricoides
 
Teníase
TeníaseTeníase
Teníase
 
Aula de Microbiologia Clínica Sobre Micologia Microbiologia
Aula de Microbiologia Clínica Sobre Micologia MicrobiologiaAula de Microbiologia Clínica Sobre Micologia Microbiologia
Aula de Microbiologia Clínica Sobre Micologia Microbiologia
 
Aula n° 1
Aula n° 1  Aula n° 1
Aula n° 1
 
Ascaridíase - Lombriga - Ascaris Lumbricoides
Ascaridíase - Lombriga - Ascaris LumbricoidesAscaridíase - Lombriga - Ascaris Lumbricoides
Ascaridíase - Lombriga - Ascaris Lumbricoides
 
Ancilostomídeos
AncilostomídeosAncilostomídeos
Ancilostomídeos
 
Parasitas
ParasitasParasitas
Parasitas
 
Introdução a Parasitologia
Introdução a ParasitologiaIntrodução a Parasitologia
Introdução a Parasitologia
 
Fungos e doenças relacionadas
Fungos e doenças relacionadas Fungos e doenças relacionadas
Fungos e doenças relacionadas
 
Microbiologia slide
Microbiologia slideMicrobiologia slide
Microbiologia slide
 
Aula n° 4 leishmaniose
Aula n° 4   leishmanioseAula n° 4   leishmaniose
Aula n° 4 leishmaniose
 
Aula 1 conceitos gerais de parasitologia
Aula 1 conceitos gerais de parasitologiaAula 1 conceitos gerais de parasitologia
Aula 1 conceitos gerais de parasitologia
 
Aula 8 Schistosoma Mansoni 2007 Ok
Aula 8   Schistosoma Mansoni 2007 OkAula 8   Schistosoma Mansoni 2007 Ok
Aula 8 Schistosoma Mansoni 2007 Ok
 
Doença de chagas
Doença de chagasDoença de chagas
Doença de chagas
 
Ascaris Lumbricoides, Trichuris, Enterobios
Ascaris Lumbricoides, Trichuris, EnterobiosAscaris Lumbricoides, Trichuris, Enterobios
Ascaris Lumbricoides, Trichuris, Enterobios
 
Aula 6 Teniase E Cisticercose
Aula 6   Teniase E CisticercoseAula 6   Teniase E Cisticercose
Aula 6 Teniase E Cisticercose
 
Aula de Parasitologia do dia: 08.09.2016
Aula de Parasitologia do dia: 08.09.2016Aula de Parasitologia do dia: 08.09.2016
Aula de Parasitologia do dia: 08.09.2016
 

Destaque

Esquistossomose Mansoni
Esquistossomose MansoniEsquistossomose Mansoni
Esquistossomose Mansoni
fnanda
 
Trichuris trichiura
Trichuris trichiuraTrichuris trichiura
Trichuris trichiura
OfficeMax
 
Enterobius Vermicularis
Enterobius VermicularisEnterobius Vermicularis
Enterobius Vermicularis
unibe
 
Enterobius vermicularis - Gpe. Arcos
Enterobius vermicularis - Gpe. ArcosEnterobius vermicularis - Gpe. Arcos
Enterobius vermicularis - Gpe. Arcos
GUADALUPE ARCOS
 
Presentacion de labs parasitos
Presentacion de labs parasitosPresentacion de labs parasitos
Presentacion de labs parasitos
Luis Castillo
 
Toxocariosis doctora Hilda Solís
Toxocariosis doctora Hilda SolísToxocariosis doctora Hilda Solís
Toxocariosis doctora Hilda Solís
guestac6b8d
 
Parasitos externos y plagas de las aves domesticas
Parasitos externos y plagas de las aves domesticasParasitos externos y plagas de las aves domesticas
Parasitos externos y plagas de las aves domesticas
UNIVERSIDAD DE CUENCA
 

Destaque (20)

Esquistossomose Mansoni
Esquistossomose MansoniEsquistossomose Mansoni
Esquistossomose Mansoni
 
Trichuris trichiura
Trichuris trichiuraTrichuris trichiura
Trichuris trichiura
 
Enterobius vermicularis(PINWORM)
Enterobius vermicularis(PINWORM)Enterobius vermicularis(PINWORM)
Enterobius vermicularis(PINWORM)
 
Oxiuriasis
OxiuriasisOxiuriasis
Oxiuriasis
 
Enterobius Vermicularis
Enterobius VermicularisEnterobius Vermicularis
Enterobius Vermicularis
 
Enterobius vermicularis g3
Enterobius vermicularis g3Enterobius vermicularis g3
Enterobius vermicularis g3
 
Fototeca Parasitos
Fototeca ParasitosFototeca Parasitos
Fototeca Parasitos
 
MIP cebolla en Tumbes
MIP cebolla en TumbesMIP cebolla en Tumbes
MIP cebolla en Tumbes
 
Enterobius vermicularis - Gpe. Arcos
Enterobius vermicularis - Gpe. ArcosEnterobius vermicularis - Gpe. Arcos
Enterobius vermicularis - Gpe. Arcos
 
Presentacion de labs parasitos
Presentacion de labs parasitosPresentacion de labs parasitos
Presentacion de labs parasitos
 
Toxocariosis doctora Hilda Solís
Toxocariosis doctora Hilda SolísToxocariosis doctora Hilda Solís
Toxocariosis doctora Hilda Solís
 
Toxocara canis - cati
Toxocara canis - catiToxocara canis - cati
Toxocara canis - cati
 
2. Enterobius vermicularis
2.  Enterobius vermicularis2.  Enterobius vermicularis
2. Enterobius vermicularis
 
Lavras migrantes
Lavras migrantesLavras migrantes
Lavras migrantes
 
Parasitos Aves
Parasitos  AvesParasitos  Aves
Parasitos Aves
 
Pasaritosis por Nemátodos.
Pasaritosis por Nemátodos.Pasaritosis por Nemátodos.
Pasaritosis por Nemátodos.
 
Phylum nematoda
Phylum nematodaPhylum nematoda
Phylum nematoda
 
Enterobius vermicularis y Trichinella Spiralis
Enterobius vermicularis y Trichinella SpiralisEnterobius vermicularis y Trichinella Spiralis
Enterobius vermicularis y Trichinella Spiralis
 
E. vermicularis
E. vermicularisE. vermicularis
E. vermicularis
 
Parasitos externos y plagas de las aves domesticas
Parasitos externos y plagas de las aves domesticasParasitos externos y plagas de las aves domesticas
Parasitos externos y plagas de las aves domesticas
 

Semelhante a Aula de enterobius vermicularis

Oxiúros um parasita muito incomodativo
Oxiúros um parasita muito incomodativoOxiúros um parasita muito incomodativo
Oxiúros um parasita muito incomodativo
cristina_ana
 
Aula helmintos
Aula helmintosAula helmintos
Aula helmintos
sergio102
 
Assistência de enfermagem ao paciente com anexite
Assistência de enfermagem ao paciente com anexiteAssistência de enfermagem ao paciente com anexite
Assistência de enfermagem ao paciente com anexite
Teresa Oliveira
 
Nematoides Trichuroidea Dioctophymatoidea Oxyuroidea e Capillaria.docx
Nematoides Trichuroidea Dioctophymatoidea Oxyuroidea e Capillaria.docxNematoides Trichuroidea Dioctophymatoidea Oxyuroidea e Capillaria.docx
Nematoides Trichuroidea Dioctophymatoidea Oxyuroidea e Capillaria.docx
MarisaSantos858564
 

Semelhante a Aula de enterobius vermicularis (20)

Enterobíase
EnterobíaseEnterobíase
Enterobíase
 
Nematelmintes
NematelmintesNematelmintes
Nematelmintes
 
Aula de digestivo parte 2
Aula de digestivo parte 2Aula de digestivo parte 2
Aula de digestivo parte 2
 
SEMINARIO DOENÇAS MICROBIANAS DOS SISTEMAS URINÁRIO E REPRODUTIVO.pptx
SEMINARIO DOENÇAS MICROBIANAS DOS SISTEMAS URINÁRIO E REPRODUTIVO.pptxSEMINARIO DOENÇAS MICROBIANAS DOS SISTEMAS URINÁRIO E REPRODUTIVO.pptx
SEMINARIO DOENÇAS MICROBIANAS DOS SISTEMAS URINÁRIO E REPRODUTIVO.pptx
 
helmintos.pptx
helmintos.pptxhelmintos.pptx
helmintos.pptx
 
Nematelmintes
NematelmintesNematelmintes
Nematelmintes
 
Nemathelminthes
NemathelminthesNemathelminthes
Nemathelminthes
 
Oxiurose _ BIologia
Oxiurose _ BIologiaOxiurose _ BIologia
Oxiurose _ BIologia
 
Oxiurose
Oxiurose Oxiurose
Oxiurose
 
Aula de Citologia Oncótica sobre Citologia Inflamatória
Aula de Citologia Oncótica sobre Citologia InflamatóriaAula de Citologia Oncótica sobre Citologia Inflamatória
Aula de Citologia Oncótica sobre Citologia Inflamatória
 
CESTODOES DOS CARNÍVOROS.docx
CESTODOES DOS CARNÍVOROS.docxCESTODOES DOS CARNÍVOROS.docx
CESTODOES DOS CARNÍVOROS.docx
 
Oxiúros um parasita muito incomodativo
Oxiúros um parasita muito incomodativoOxiúros um parasita muito incomodativo
Oxiúros um parasita muito incomodativo
 
Aula helmintos
Aula helmintosAula helmintos
Aula helmintos
 
Assistência de enfermagem ao paciente com anexite
Assistência de enfermagem ao paciente com anexiteAssistência de enfermagem ao paciente com anexite
Assistência de enfermagem ao paciente com anexite
 
Resumão - Helmintos Redondos.pdf
Resumão - Helmintos  Redondos.pdfResumão - Helmintos  Redondos.pdf
Resumão - Helmintos Redondos.pdf
 
aula-enem-dsts.pptx
aula-enem-dsts.pptxaula-enem-dsts.pptx
aula-enem-dsts.pptx
 
Nematoides Trichuroidea Dioctophymatoidea Oxyuroidea e Capillaria.docx
Nematoides Trichuroidea Dioctophymatoidea Oxyuroidea e Capillaria.docxNematoides Trichuroidea Dioctophymatoidea Oxyuroidea e Capillaria.docx
Nematoides Trichuroidea Dioctophymatoidea Oxyuroidea e Capillaria.docx
 
Linfadenopatias cervicais na infância
Linfadenopatias cervicais na infânciaLinfadenopatias cervicais na infância
Linfadenopatias cervicais na infância
 
Infecções fúngicas e protozoárias, infecções bacterianas,
Infecções fúngicas e protozoárias, infecções bacterianas,Infecções fúngicas e protozoárias, infecções bacterianas,
Infecções fúngicas e protozoárias, infecções bacterianas,
 
Phylum apicomplexa
Phylum apicomplexaPhylum apicomplexa
Phylum apicomplexa
 

Mais de Rossana Martins (9)

Apresentação de uan
Apresentação de uanApresentação de uan
Apresentação de uan
 
Arquivo 3 slide de saude publik definitivo
Arquivo 3 slide de saude publik definitivoArquivo 3 slide de saude publik definitivo
Arquivo 3 slide de saude publik definitivo
 
Slide de materno 10 passos
Slide de materno   10 passosSlide de materno   10 passos
Slide de materno 10 passos
 
Calculo de parenteral
Calculo de parenteralCalculo de parenteral
Calculo de parenteral
 
Osteoporose slide com refer
Osteoporose slide com referOsteoporose slide com refer
Osteoporose slide com refer
 
Aula 02-alimentacao-e-alteracoes-em-alimentos (1)
Aula 02-alimentacao-e-alteracoes-em-alimentos (1)Aula 02-alimentacao-e-alteracoes-em-alimentos (1)
Aula 02-alimentacao-e-alteracoes-em-alimentos (1)
 
Slide Micotoxinas
Slide MicotoxinasSlide Micotoxinas
Slide Micotoxinas
 
Fisiologia humana
Fisiologia humana Fisiologia humana
Fisiologia humana
 
Bioquímica dos Alimentos Orgânicos
Bioquímica dos Alimentos OrgânicosBioquímica dos Alimentos Orgânicos
Bioquímica dos Alimentos Orgânicos
 

Aula de enterobius vermicularis

  • 2.  A enterobíase, enterobiose ou oxiuros é a verminose intestinal devido ao Enterobius vermicularis.  Conhecido popularmente como oxiúrus. A infecção costuma ser benígna, mas incômoda,pelo intenso prurido anal que produz e por suas complicações, sobretudo em crianças.
  • 3. Enterobius vermicularis CLASSIFICAÇÃO : Classe  Nematoda Ordem  Oxyurida Família  Oxyuridae Gênero  Enterobius Espécie  Enterobius vermicularis
  • 4. Enterobius vermiculares MORFOLOGIA MACHO  Mede cerca de 5 mm X 0,2 mm com espículo presente FÊMEA  Mede cerca de 1 cm X 0,4 mm OVO  Mede cerca de 50 μm X 20 μm, aspecto de “D”, membrana dupla lisa e transpa- rente. Larva formada.
  • 5.
  • 6. Enterobius vermiculares HÁBITAT  Machos e fêmeas vivem no ceco e apêndice. As fêmeas repletas de ovos, são encontradas na região perianal. Em mulheres, às vêzes pode-se encontrar  vagina, útero e bexiga. CICLO BIOLÓGICO  Tipo monoxênico
  • 7.
  • 8.
  • 9.
  • 10.
  • 11.
  • 12. Epidemiologia • Os oxiúros ocorrem em todo o mundo e em todos os grupos socioeconômicos. Entretanto, é mais comum nas regiões temperadas, e entre os que vivem em condições precárias de higiene. • Estima-se em 500 milhões o total de casos por ano, e 50% das crianças têm infecção por oxiúros em algum momento da vida. • Atinge mais as crianças e os adultos que têm filhos dessas idades. • A oxiuriase é a única parasitose que permaneceu muito comum nos países com climas mais frios e em que as condições de higiene tiveram grandes progressos. Ainda assim é mais prevalente nos países tropicais.
  • 13. • A infecção é pela deglutição dos ovos. Estes podem sobreviver várias semanas no pó, concentrando-se em cima das portas e em outros locais raramente limpos. A coceira freqüentemente leva à reinfestação, pois os ovos do parasita ficam agarrados sob as unhas e podem ser reintroduzidos pela boca.
  • 14. • Os ovos também podem ser espalhados pelo ar e por outros mecanismos, incluindo alimentos contaminados. Além disso os ovos são pegajosos e aderem a objectos como brinquedos, permanecendo viáveis por várias semanas.
  • 15. Enterobius vermicularis TRANSMISSÃO  Heteroinfecção (ovos na poeira)  Auto-infecção externa (oral) ou direta(ovos saõ levados à boca)  Auto-infecção interna (retal, – larvas eclodem no reto e migram ao ceco. )  Auto infecção externa,anal ou retroinfecção. (larvas externas ao ânus, sobem)
  • 16. Enterobius vermicularis PATOGENIA  Na maioria dos casos assintomático.  Prurido anal (noturno  Perda de sono e nervosismo)  Enterite catarral  Presença nos órgãos genitais femininos  vaginite, ovarite e salpingite.
  • 17. Enterobius vermicularis DIAGNÓSTICO CLÍNICO  Prurido anal noturno DIAGNÓSTICO LABORATORIAL  Exame de fezes e swab anal
  • 18. Progressão e Sintomas • Os vermes adultos vivem no intestino grosso e, após a cópula, o macho é eliminado. As fêmeas fecundadas não fazem oviposição no intestino e têm seu útero abarrotado com aproximadamente 11.000 ovos. Em um determinado momento o parasito se desprende do ceco e é arrastado para a região anal e perianal, onde se fixa e libera grande quantidade de ovos. • E. vermicularis é o parasito de maior poder de infecção, pois seus ovos necessitam de apenas seis horas para se tornar infectantes. • Ao serem ingeridos, os ovos sofrem a ação do suco gástrico e duodenal, libertando as larvas que se dirigem ao ceco, onde se fixam e evoluem até o estágio adulto. A duração do ciclo é em média de 30 a 50 dias. • O sintoma característico da enterobíase é o prurido anal, que se exacerba no período noturno devido à movimentação do parasito pelo calor do leito, produzindo um quadro de irritabilidade e insônia.
  • 19. Progressão e Sintomas • Em relação às manifestações digestivas, a maioria dos pacientes apresenta náuseas, vômitos, dores abdominais em cólica, tenesmo e, mais raramente, evacuações sanguinolentas. • Nas mulheres, o verme pode migrar da região anal para a genital, ocasionando prurido vulvar, corrimento vaginal, eventualmente infecção do trato urinário, e até excitação sexual. Apesar da sintomatologia, não se verifica eosinofilia periférica e os níveis de IgE em patamares dentro da normalidade, com exceção de estudo de infecção massiva promovendo uma alta elevação de IgE sangüínea e contagem de eosinófilos. • Existem relatos de localização ectópica da patologia levando a quadros de apendicites, salpingites, granulomas peritoneais e perianais, doença inflamatória pélvica.
  • 20.
  • 21. Enterobius vermicularis EPIDEMIOLOGIA  Parasito de ambientes domésticos e coletivos fechados. Fatores responsáveis:  Somente a espécie humana alberga o parasito;  Fêmeas eliminam ovos na região perianal;  Ovos em poucas horas se tormam infectantes;  Ovos resistem até 3 semanas em ambientes domésticos;  Hábito de se sacudir roupas de cama.
  • 22. Enterobius vermicularis • PROFILAXIA  Tratamento de todas as pessoas parasitadas  Cortar unhas (rente)  Não sacudir roupa de dormir e de cama e sim enroladas e lavadas em água fervente
  • 23. Enterobius vermicularis TRATAMENTO  Mesmo tratamento para o Ascaris lumbricoides  Pamoato de pirantel (Combantrim e Piranver)  Mebendazol (Pantelmim, Panfugan, Sirbem)  Albendazole (Zentel)  Ivermectina (Revectina)