Apostila: Auditoria dos Ativos – por Prof Sergio Alfredo Macore
Apostila de Auditoria
Assunto:
AUDITORIA DOS ATIVOS
Autor:
PROF: Sergio Alfredo Macore
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Apostila: Auditoria dos Ativos – por Prof Sergio Alfredo Macore
AUDITORIA DOS ATIVOS
1 - AUDITORIA DAS DISPONIBILIDADES
1.1- OBJETIVO.
A auditoria do disponível tem a finalidade de:
a) – Determinar sua existência, que poderá estar na companhia, em bancos o
com terceiros;
b) – Determinar se é pertencente à Companhia;
c) – Determinar se foram utilizados os princípios de contabilidade geralmente
aceitos, em bases uniformes;
d) – Determinar a existência de restrições de uso ou de vinculações em
garantia; e
e) – determinar se está corretamente classificado nas Demonstrações Financeiras
e se as divulgações cabíveis foram expostas por notas explicativas.
1.1.1– ORIENTAÇÃO.
O exame de auditoria efetuado na área do disponível tem por finalidade atingir
objetivos previamente determinados. Definido isso, o programa de auditoria deve ser
considerado para evitar trabalhos desnecessários ou enfoque incorreto. Entretanto, o
auditor deve Ter a mente aberta para não se guiar cegamente pelo programa, e não
deixar de observar fatos importantes não previstos no programa original inclusive valores
e transações ora compatíveis com as operações da empresa. Caso isto ocorra, o
programa deve ser modificado para atingir os itens não programados originalmente.
A seleção e a data de aplicação dos procedimentos de auditoria devem estar
definidas com base na eficiência dos controles e na materialidade envolvida.
Quando os controles internos sobre o disponível forem considerados adequados, os
exames de auditoria podem ser realizados em data anterior à do encerramento das
Demonstrações Financeiras, executando procedimentos alternativos entre a data auditada
e a de final de ano, para certificar-se da veracidade do saldo final.
No caso de os controles internos serem considerados deficientes, é preferível que os
exames de auditoria sejam realizados na data de encerramento das Demonstrações
Financeiras.
Os ativos são classificados por ordem decrescente de grau de liquidez. Caixa e
Bancos são classificados na primeira linha do lado do Ativo no Balanço Patrimonial, ou
seja, é o Ativo de maior liquidez. São registrados no grupo de caixa e bancos os recursos
disponíveis para aplicação nas transações da empresa tais como:
- Dinheiro em caixa;
- Dinheiro em contas correntes Bancárias;
- Recebimentos não depositados;
- Dinheiro ou cheques em trânsito.
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Para um ativo ser classificado no grupo de caixa e bancos é importante que não
haja restrições quanto ao seu uso imediato. Os cheques emitidos e ainda não entregues
aos beneficiários não devem ser considerados como uma redução de caixa e bancos.
Na auditoria do disponível, deve-se levar em conta a possibilidade de
irregularidades, pois é mais vulnerável do que os outros ativos. Portanto, o auditor, ao
realizar o trabalho do disponível, deve levar em consideração os seguintes aspectos:
- Verificação das Disponibilidades;
- Contagem Física de Caixa;
- Dissimulação de pagamentos e recebimentos.
1.2) – VERIFICAÇÃO DAS DISPONIBILIDADES.
A verificação das disponibilidades envolve os requisitos básicos para a constatação
da existência das disponibilidades quanto ao saldo existente e ao saldo com base nos
registros contábeis, determinando se todas as operações foram registradas.
Quando da verificação das disponibilidades, o auditor deve determinar:
a) Existência de vários Caixas: para programação de seus trabalhos, se os caixas
serão contados ao mesmo tempo, de acordo com a materialidade, ou ainda em bases
rotativas.
b) Fundo Fixo ou Caixa: para identificação da data para contagem, uma vez que o
fundo fixo é composto de numerário imutável e o caixa engloba todas as operações de
dinheiro.
c) Existência de Várias Contas Bancárias: para identificação das contas mantidas pela
empresa e procedimentos que serão utilizados.
d) Manutenção de Contas especiais: para a programação dos procedimentos a serem
seguidos com relação a estas. Por exemplo: limite de créditos, dividendos, salários, etc.
e) Contas Bancárias encerradas: para identificação de que realmente as contas foram
encerradas formalmente e de que não houve operações após o encerramento.
1.3 - OBJETIVO DO CONTROLE INTERNO.
A revisão do controle tem a finalidade de determinar qual a confiabilidade depositada
no controle interno, para que se possam definir quais e quando os procedimentos de
auditoria serão utilizados e em qual extensão.
Como cada companhia é uma entidade diferente, os controles internos nem sempre se
equivalem, pois dependem dos valores envolvidos, do pessoal existente ou da quantidade
de contas existentes. Muito embora isto seja variável de empresa para empresa, é
conveniente que o estabelecimento do controle interno envolva pontos fortes que auxiliem
e que concedam alguma segurança à administração.
Entre os vários tipos de controle, podem ser citados alguns que podem ser utilizados
de forma quase padrão pelas diversas empresas:
1)– Sistema de Autorização e aprovação para pagamento;
2)– Conciliações bancárias periódicas e revisadas por pessoa independente da sua
preparação;
3)-Utilização de fichas razão individuais para as diversas contas do disponível;
4)– Utilização de duas pessoas independentes para a assinatura de cheques;
5)– Abertura de contas bancárias pela administração;
6)– Sistema de fundo fixo para os valores mantidos em mãos;
7)- Cancelamento de documentação comprobatória após o pagamento.
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8)- Controle de pagamentos para evitar atrasos e, consequentemente, multas ou
juros de mora; e
9)– Controle Diário dos recebimentos e acompanhamento entre o valor
depositado e o efetivamente recebido.
Os controles citados não são os únicos existentes e quando o auditor efetuar a
avaliação do controle interno, deverá atender especialmente, verificando se os controles
existentes realmente funcionam, medir as possíveis deficiências de controle para
determinar qual o risco envolvido e quais os procedimentos de auditoria a serem
praticados para conseguir formar a sua opinião.
1.4- Aspectos da auditoria.
Caixa e Bancos por ser um Ativo de pronta liquidez são os mais sujeitos a uma
utilização indevida. Nessa área, mesmo que haja um bom sistema de controle interno, o
auditor faz um maior volume de testes do que o normal, já que o risco é maior.
Os testes de Auditoria são dirigidos para superavaliação e o principal objetivo é
verificar a existência do Ativo. A melhor forma de certificar que os recursos de caixa
existem é contá-los fisicamente. Já para as contas correntes bancárias esse
procedimento não pode ser executado. Obter uma carta do Banco confirmando o saldo
dessas contas é a forma normalmente utilizada. No entanto, o saldo confirmado pelo
banco nem sempre é igual ao registrado na contabilidade da empresa em função da
defasagem de tempo na contabilização das transações nesses registros.
1.5 – PROCEDIMENTOS DE AUDITORIA.
Os procedimentos de auditoria são as ferramentas que o auditor utiliza para a
realização de seus trabalhos. Os procedimentos de auditoria que serão utilizados para o
auditor atingir os objetivos previamente delineados são vários dependendo das
circunstâncias, da efetividade de controle interno e da materialidade envolvida.
Alguns procedimentos utilizados durante a execução da auditoria:
Contagem de Caixa ou Fundo Fixo;
a) Exame Físico
Contagem de aplicações Financeiras.
Confirmação de Saldos Bancários;
b) Confirmação Confirmação das pessoas autorizadas a assinar;
Confirmação de Aplicações Financeiras.
Exame Documental dos cheques pagos;
c)Documentos Originais Exame Documentais dos avisos Bancários;
Exame Documental de Atas de Assembléias ou de
Reunião;
Exame de Contratos.
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Soma das Conciliações
d) Cálculos Soma do Razão Auxiliar de Bancos;
Cálculos de juros pagos ou recebidos.
Exame de conta de razão de bancos;
e) Escrituração Exame de conta razão de caixa;
Exame de Conta de Aplicações Financeiras
Exame detalhado da documentação de pagamento ou;
f) Investigação recebimento
Exame detalhado de aplicações financeiras adquiridas
ou resgatadas;
Variação do saldo Disponível;
g) Inquérito
Explicação para a Documentação examinada.
Exame do razão analítico de bancos;
Exame do diário auxiliar de bancos;
h) Registros Auxiliares Exame do Registro de Recebimentos;
Exame do Registro de pagamentos.
Relacionamento de recebimentos com as Contas a Receber;
Relacionamento dos pagamentos com as contas a pagar;
Relacionamento dos juros pagos com a despesa.
Classificação adequada das contas;
j) Observação Observação dos princípios de Contabilidade;
Manutenção de volume alto de contas não movimentadas.
1.6- Contagem de Caixa.
Para a realização de contagem de caixa, o auditor deve tomar os cuidados
necessários para que se tenha realmente validade. Entre os cuidados o auditor deve
preocupar-se com os seguintes:
a) Contagem Surpresa: para evitar possíveis manipulações ou artifícios que vislumbrem
encobrir falta de numerário.
b) Número de Caixas existentes: para evitar a manipulação e transferência de fundos
entres estas. Neste caso, o auditor deve tomar os cuidados necessários para que esta
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tenha realmente validade. Entre os cuidados, o auditor deve preocupar-se com os
seguintes:
- Em conjunto com o responsável pela auditoria estabeleça os caixas que serão
Contados.
- Faça contagem simultânea em todos os caixas e valores mobiliários, caso haja
possibilidade de substituições (encoberta de fraudes).
- Para recebimentos não depositados (normalmente cheques) acompanhe-os até
o depósito no banco (inspeção do recibo de depósito autenticado e crédito no extrato
bancário). Recebimentos depositados, mas não incluídos na contagem, fica em aberto a
possibilidade deles terem sido utilizados para encobrir caixa.
- Quando cheques de funcionários fazem parte do saldo de caixa, verifique que
não são pós-datados e que são depositados prontamente.
- Inspecione os comprovantes incluídos no saldo de caixa, quanto à aprovação e
autenticidade
c) Presença do Responsável: a contagem do caixa deve ser realizada com a presença
do responsável pelo numerário. Na entrega do numerário contado, deve ser obtido o
recibo de entrega assinado pelo responsável para isentar o auditor de quaisquer
diferenças porventura existentes ou reclamações posteriores.
- Conte na presença do responsável pelo caixa e não assuma responsabilidade
por ele na sua ausência;
- Esteja atento para situações anormais (cheques antigos, cheques pessoais do
responsável pelo caixa, comprovante de desembolso de caixa com data antiga, etc.).
d) Papel de Trabalho: ao realizar a contagem, o auditor deve preencher seu papel de
trabalho a tinta, observando os seguintes aspectos:
– Nome da empresa
– Título do papel de trabalho (contagem de caixa).
- Nome do fundo ou do caixa;
- Nome do responsável pela composição do caixa;
- Data e hora da realização da contagem;
- Listagem de todos os itens constantes do caixa (notas, moedas, cheques,
comprovantes, etc.)
Para as moedas coloque apenas o total, para os outros itens
individualize dando detalhes
- Recibo de devolução de numerário contado. comparado com o saldo do boletim
de caixa e o razão analítico da conta, estabelecendo as possíveis diferenças.
- Inclua a seguinte declaração e peça ao responsável pelo caixa que assine:
“Esse caixa foi contado na minha presença por um representante da
auditoria e a mim devolvido intacto”.
Se durante a contagem forem observados outros itens que não numerário, o
auditor deve efetuar uma listagem dos itens observados, reunindo todos os possíveis
subsídios de forma clara. Como exemplo, vales despesas etc. Para esses casos, o auditor
deve obter as explicações de imediato e proceder ao acompanhamento subsequente da
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resolução desses itens, uma vez que podem envolver possíveis dissimulações de
numerário, como:
- Utilização de numerários de outros fundos;
- Descontos de cheques de terceiros;
- Empréstimos temporários;
- Comprovantes falsificados; e
- Cheques de realização duvidosa.
2 - CAIXA E BANCOS
2.1 – Aspectos Contábeis
Assim como no exame de todas as fases de um negócio, os procedimentos na
auditoria de Caixa e Bancos devem ser definidos em função dos objetivos do auditor,
para aquele setor. Uma vez que o Caixa é considerado um bem que envolve grande risco
e relativamente difícil de ser controlado, os procedimentos de auditoria a ele destinado
tendem a ser mais extensos e mais detalhados que os de outras áreas.
O valor de Caixa e Bancos normalmente apresentado no balanço de uma empresa
é formado de dois componentes, encaixe (numerário em mãos) e depósitos em bancos.
Cada componente possui características próprias e, por isto, consideram-se
separadamente os procedimentos de auditoria para cada um.
Na data do Balanço, não deve haver fundo de caixa pequena, nenhum pagamento
pendente, de modo que o limite esteja totalmente coberto, sem nenhum reembolso a ser
feito.
O Auditor precisa aplicar procedimentos que lhe assegurem que todos os cheques
incluídos nesse montante estão depositados no Banco. Isso lhe possibilitaria certificar-se
da validade desses itens, pois se forem fraudulentos ou sem valor, o banco os devolverá
e, na revisão do extrato bancário seguinte o auditor poderá comprovar a devolução. Se os
cheques não forem depositados enquanto o auditor controla o numerário, não poderá se
certificar da validade dos mesmos, havendo o risco de eles serem colocados entre os
numerários, para ocultar uma fraude.
O Encaixe, normalmente, consiste do fundo fixo do caixa e de recebimentos de
clientes, antes de serem depositados. Os principais procedimentos de auditoria usados
para ambos os tipos de encaixe são:
1) – Contagem feita pelo auditor;
2) –Conferência posterior dos totais obtidos na contagem dos registros contábeis;
3) – Exame de itens tais como cheques de clientes e comprovantes de caixa
pequena, para ver se são correntes e válidos;
4) –Verificação do depósito, dos recebimentos de clientes, nas contas bancárias.
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Depois de ter contado o numerário, os totais de caixa pequena devem ser
confrontados com o razão geral, e os recebimentos não depositados conferidos com os
registros de recebimentos de Caixa. Enquanto se processam as contagens, os detalhes
de cheques, saques, comprovantes de desembolso ou outros itens que apresentaram
dúvidas devem ser anotados nos papéis trabalho. Qualquer dúvida deste deve ser
averiguada e solucionada.
Nos Papéis de Trabalho, deve constar uma anotação sobre a evidência ou uma
explicação usada para esclarecer essas dúvidas.
Itens que podem suscitar dúvidas:
- Cheques com datas antigas;
- Cheques pessoais de indivíduos encarregados da custódia do caixa;
- Comprovantes de desembolso de caixa pequena, sem data ou com data antiga;
- Vales, cheques de empresas ligadas;
- Cheques de Transferência e assim por diante.
2.1.1- Caixa Depositado
Ao verificar o caixa depositado, o auditor lança mão de procedimentos totalmente
diferentes dos usados na auditoria do dinheiro em mãos. Ele não trata com dinheiro
propriamente dito, mas sim com documentos que comprovam a existência de dinheiro.
2.1.2- Procedimentos Preliminares:
Os procedimentos para averiguação de caixa em depósito devem começar por
ocasião da contagem de dinheiro em mãos, ou seja na data de verificação. Aí é que deve
proceder à coleta de dados de Cutoff de Caixa necessários para verificação do Caixa
depositado e que compreendem um registro de todos os recebimentos e desembolso de
Caixa, imediatamente antes da data de verificação.
EXERCÍCIOS:
Questões de Revisão
1) Em 31/12/1999., o auditor contou todo o dinheiro em mãos na Cia Ideal. O Caixa não
havia concluído o registro dos recebimentos de caixa, nem feito o depósito Bancário do
dia. Os fundos em mãos compunham-se de cheques e dinheiro e totalizavam R$
24.000,00, está sob a responsabilidade e custódia do caixa.
Depois da Contagem, o auditor passou ao caixa o controle do setor; posteriormente
encontrou um depósito, no extrato da conta de janeiro no valor de R$ 20.000,00 datado
do dia 02/01/2000.
a) O auditor fez uma contagem satisfatória?
b) Que oportunidade tinha o caixa de dar um desfalque?
c) Que outros procedimentos de auditoria deveriam ter sido aplicados por ocasião da
contagem de caixa?
2) - Responda:
1) – Por que os procedimentos de auditoria para exame de Caixa e Bancos são mais
extensos e detalhados que os de alguns setores?
2) - Que procedimentos de Auditoria geralmente se empregam na auditoria do
dinheiro em mãos?
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3) – Que tipo de informação se obtém, primordialmente a respeito da disponibilidade,
através das confirmações bancárias?
4) – Quais são os itens mais comuns numa reconciliação Bancária?
5) – Quais são alguns dos aspectos e técnicas de controles internos empregados na
área de Caixa e Bancos?
6) – Por que o auditor jamais poderá se apoderar do dinheiro durante uma Contagem
de Caixa?
7) - Explicar por que todos os cheques incluídos no Caixa, na data da verificação,
devem ser depositados imediatamente.
8) - Todo cheque de transferência ou de empresas coligadas encontrado no Caixa, na
data de verificação deve ser objeto de averiguação especial. Explicar por que.
9) – Explicar a importância relativa do elemento surpresa na verificação do
encerramento do exercício na auditoria de Caixa.
3) - Marque a alternativa Correta.
1) – Na conferência Física do Dinheiro depositado em cofre verificou-se que havia ali
R$ 300,00 enquanto que o saldo contábil da conta Caixa era de R$ 400,00. Justifique a
divergência com a seguinte constatação:
a) - Houve omissão de escrituração de vendas no valor de R$ 100,00;
b) – Um adiantamento salarial de R$ 100,00, foi escriturado 2 vezes;
c) – Um cheque emitido para suprimento de Caixa, do valor de R$ 100,00 não
foi escriturado.
d) - Houve omissão de escrituração de compras no valor de R$ 50,00;
e) – Uma nota de compra de R$ 50,00 foi escriturada como sendo de venda.
2) - Para a Realização de Contagem de Caixa o auditor deve tomar alguns cuidados
para que se tenha validade tais como:
a) – Contagem em data pré-estabelecida; Número de caixas Existentes;
Presença do Responsável pelo caixa e Preenchimento dos papéis de trabalho;
b) – Contagem Surpresa; Número de Caixas existentes; Presença de um
representante da empresa e Preenchimento dos papéis de Trabalho;
c) - Contagem Surpresa; Número de Caixas existentes; Presença do
Responsável pelo Caixa e Preenchimento dos papéis de trabalho;
d) – Contagem em data pré-estabelecida; Número de Caixas Existentes,
Presença de um Representante da empresa.
3) -Em 31/12/2000, o auditor contou todo o dinheiro em mãos na Cia...............O caixa
não havia concluído o registro dos recebimentos do Caixa e nem feito o Depósito
Bancário do Dia. Os fundos em mãos compunham-se de cheques e dinheiro, totalizavam
R$ 20.000,00. O fundo do Caixa pequeno, no valor de R$ 400,00, está sob a
responsabilidade e custódia do Caixa. Depois da Contagem, o auditor passou ao caixa o
controle do setor; posteriormente encontrou um depósito no extrato de conta de janeiro no
valor de R$ 20.000.00 datado do dia 02/01/2001.
Pergunta-se:
a) – O auditor fez uma contagem satisfatória?
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b) – Que oportunidade tinha o caixa de dar um desfalque?
c) – Que outros procedimentos de auditoria deveriam ter sido aplicados por
ocasião da contagem de Caixa?
4) - Contagem de Caixa realizada na empresa Cia Progresso em 01/01/2001 ás 8: horas.
R$
Dinheiro em Notas 10.000,00
Dinheiro em Moedas 250,00
Adiantamentos a Empregados – Viagens 4.500,00
Adiantamentos de Salários 2.000,00
Documentos Diversos 13.200,00
Total.................................................................... 29.950.00
Adiantamentos para viagens
Data Empregado R$
20/12/2000 Orlando Ortiz 2.000,00
01/12/2000 Marcos de Lima 1.500,00
29/12/2000 Osmar Alves 1.000.00
Total.................................................... 4.500.00
Adiantamentos de Salários
Data Empregado R$
20/12/2000 Carlos José da Silveira 800,00
20/12/2000 Regina Moraes 1.800,00
20/12/2000 Reginaldo França 200,00
Total...................................................... 2.000.00
Documentos Diversos R$
Ferragens Ferrão – Compra de Tinta NF.250 3.250,00
RPA – Serviços de Pintura 3.500,00
Fatura de Serviços de Transporte – Transroda 1.200,00
Dupl.80/99 – Fornecedor 5.250,00
Total..................................................... 13.200,00
DECLARAÇÃO
Esse Caixa foi contado na minha presença por um representante da auditoria e a mim devolvido
intacto.
RESPONSÁVEL PELO CAIXA
INFORMAÇÕES SUPLEMENTARES
- Os funcionários Orlando Ortiz e Marco de Lima já haviam prestado contas dos
adiantamentos efetuados em 28/12/2000.
- As tintas e mão-de-obra referiam-se a uma obra em construção.
- O frete Pendente trata-se de:
R$ 350,00 – entrega de um produto a cliente.
R$ 85,000 – Compra de Materiais
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2.5 - CONTAS BANCÁRIAS.
Na verificação das contas bancárias, o auditor pode valer-se de vários procedimentos
para atingir seus objetivos. Entretanto, quando da sua verificação, o auditor deve
preocupar-se com os seguintes aspectos:
a) Conciliações Bancárias: obter as conciliações bancárias e certificar-se de que as
pendências são decorrentes de operações normais. As pendências, dependendo de sua
materialidade, devem ser cuidadosamente examinadas para evitar possíveis, ativos,
passivos ou despesas não contabilizadas em seu período de competência.
b) Confirmação: obter confirmação independente sobre os saldos bancários e,
dependendo da confiabilidade do controle interno, também o extrato bancário.
c) Extrato bancário: Selecione um período para exame no extrato bancário, contendo um
período imediatamente anterior e um período imediatamente subsequente à data-base
examinada, para determinar que:
- todos os débitos e créditos são normais e foram contabilizados em tempo hábil;
- todos os débitos e créditos pendentes de conciliações são comprovados no
período subsequente; e
- as transferências de fundos são completadas em tempo hábil.
Exemplo:
Um cheque emitido, contabilizado pela empresa e entregue ao beneficiário em 30
de dezembro de 1999 pode Ter sido descontado do banco somente em 02 de janeiro de
2000, fato esse que ocasiona uma diferença entre os registros da empresa e os do
Banco, tomando como base 31 de dezembro de 1999. Para realmente se certificar que o
saldo informado pelo banco ser relaciona com os registros da empresa, o auditor externo
deve auditar as reconciliações bancárias. As reconciliações bancárias representam uma
conciliação entre o saldo da empresa e os saldo do banco, onde são demonstradas as
transações que apenas foram contabilizadas em um desses registros.
EXEMPLO DE PAPEL DE TRABALHO
Preparado por: Pereira
Revisado por: Marino
Cia Comercial
31/12/1999
TESTE DAS PENDÊNCIAS BANCÁRIAS
CHEQUES PENDENTE
S
BANCO DATA NÚMERO VALOR
Bradesco 10/11/99 00093 66.000,00
29/12/99 00324 100.000,00
29/12/99 00326 55.000,00
30/12/99 00328 20.000,00
30/12/99 00330 50.000,00
30/12/99 00331 10.100,00
301.100,00
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Banespa
29/1299 10.096 30.000,00
29/12/99 10.097 49.000,00
30/12/99 10.101 21.000,00
100.000,00
Brasil 30/12/99 4.103 120.300,00
30/12/99 4.105 83.000,00
30/12/99 4.108 17.00,00
30/12/99 4.109 30.000,00
250.300,00
Banestado 30/12/99 00012 100.000,00
30/12/99 00013 170.000,00
270.000,00
Real 30/12/99 41.730 50.000,00
30/12/99 41.733 31.000,00
81.000,00
Itau 29/12/99 100.898 86.400,00
29/12/99 100.197 44.000,00
29/12/99 100.901 7.000,00
137.400,00
CRÉDITOS
BANCÁRIOS NÃO REGISTRADOS
BANCO DESCRIÇÃO VALOR
Bradesco Desconto de duplicatas efetuado
Em 31/12/99 Duplicatas: no.338 700.000,00
No.337 400.000,00
1.100.000,00
Banespa Empréstimo Bancário 1.000.000,00
Dinheiro transferido através de ordem de
pagamento, da agência de São Paulo 300.000,00
1.300.000,00
Brasil Duplicatas em cobrança simples e recebidas
pelo banco:
Duplicatas: No.340
No.347
No.349
150.000,00
80.000,00
170.000,00
400.000,00
DEPÓSITOS NÃO APARESENTADOS
Bradesco Depósito efetuado em 30/12/99, referente ao
recebimento de duplicatas 350 a 351
1.000.000,00
HSBC Depósito efetuado em 30/12/99, referente ao
recebimento das duplicatas 353 e 354
1.500.000,00
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OUTROS ITENS
BANESPA Duplicatas no.300 e 301 debitadas pelo Banco
em função do cliente não ter pago 150.000,00
Brasil Cheque de clientes devolvido pelo Banco 70.000,00
Itau Débito efetuado pelo Banco indevidamente na
conta da Empresa
500.000,00
Preparado por: Pereira
Revisado por: Marino
CIA COMERCIAL
31/12/1999.
TESTE DAS PENDÊNCIAS BANCÁRIAS
Com a concordância do gerente do serviço de auditoria testamos todos os itens
pendentes iguais ou acima de R$ 5.000,00 e anormais.
 = soma conferida.
3= Verificamos a apresentação no extrato bancário para a data ao lado.
A Representa cheque cancelado, mas contabilizado indevidamente. Inspecionamos
cheque com carimbo cancelado. Sugerimos o seguinte lançamento contábil:
Débito Crédito
Bradesco - R$ 6.000,00
Contas a Pagar R$ 6.000,00
Β Cheque emitido em 02/01/2000 e contabilizado indevidamente em dezembro de1999.
Esse problema detectado por nós por meio do “CUTOFF”de cheque. Inspecionamos
lançamento contábil original. Sugerimos o seguinte lançamento contábil.
Débito Crédito
Brasil - R$ 30.000,00
Fornecedores R$ 30.000,00
© Segundo o contador, esse desconto de duplicata não foi registrado em função do aviso
bancário, datado de 31/12/1999., Ter chegado na empresa em 02/01/2000. Cabe
salientar que o banco descontou antecipadamente juros no montante de R$ 110.000,00
2-4, os quais também não foram registrados pela empresa. Por nosso entendimento,
esses valores são de competência de 1999 e, portanto, deveriam ser contabilizados
nesse exercício social. Inspecionamos aviso bancário. Sugerimos o seguinte lançamento
contábil:
Débito Crédito
Bradesco R$ 990.000,00
Juros pagos antecipadamente R$ 110.000,00
Duplicatas descontadas R$ 1.100.000,00
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D – Esse empréstimo bancário foi tomado pela empresa em 20/12/1999, com data de
vencimento para 31/03/2000. O Contrato bancário estipula juros de R$ 500.000,00,
os quais deverão ser pagos em 31/03/2000, e também não foram registrados.
Inspecionamos contrato bancário. Sugerimos o seguinte lançamento contábil:
Débito Crédito
Brasil R$ 1.000.000,00
Despesas Financeiras R$ 50.000,00
Empréstimos a Pagar R$ 1.000.000,00
Provisão para Juros R4 50.000,00
Cálculo dos Juros: 20/12/1999 a 31/03/2000 = 100 dias.
20/12/1999 a 31/12/1999 = 10 dias
10 dias X R$ 500,00 = R$ 5.000,00
100 dias
E- A empresa não registrou devido ao mesmo motivo mencionado no item C.
Inspecionamos aviso de crédito bancário. Vale ressaltar que a empresa também não
contabilizou despesa no montante de R$ 2.000,00.
2.4-, Referente a serviços prestados pelo banco na cobrança de duplicatas.
Inspecionamos aviso de débito bancário. Sugerimos o seguinte lançamento contábil:
Débito Crédito
Brasil S/A R$ 398.000,00
Despesas Bancárias R$ 2.000,00
Duplicatas a Receber R$ 400.000,00
• Inspecionamos recibo de depósito autenticado pelo Banco para a mesma data que foi
registrado pela empresa.
F - Essas duplicatas tinham sido descontadas. O Cliente, Tintas S/A, entrou em falência.
Inspecionamos aviso de débito bancário, correspondências com Tintas S/ª, e verificamos
a inclusão dessas duplicatas no cálculo da provisão para devedores duvidosos.
Sugerimos o seguinte lançamento contábil:
Débito Crédito
Duplicatas Descontadas R$ 150.000,00
Banespa R$ 150.000,00
G – Esse cheque foi depositado em 29/12/199 e devolvido em 30/12/199, em função de
insuficiência da assinatura. Em 02/01/2000, o cliente emitiu novo cheque que foi
depositado e compensado sem qualquer problema. Inspecionamos avisos bancários.
Sugerimos o seguinte lançamento contábil.
Débito Crédito
Cheques a Receber R$ 70.000,00
Brasil S/A R$ 70.000,00
H – Representa cheque emitido por outra empresa e debitado indevidamente na conta da
Cia comercial. Após solicitação da Cia comercial, o banco estornou esse valor em
02/01/2000. Inspecionamos aviso e extratos bancários e temos correspondências.
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Apostila: Auditoria dos Ativos – por Prof Sergio Alfredo Macore
2.6 - APLICAÇÕES FINANCEIRAS.
As aplicações Financeiras são aplicações temporárias de numerário com prazo de
resgate de curtíssimo prazo.
Geralmente, a sobra de numerário é utilizada pela companhia para aplicação no
mercado aberto como forma de obter retorno financeiro utilizando eficazmente todos os
valores disponíveis.
A verificação do Auditor para as aplicações é quase idêntica à do caixa, devendo
prever os procedimentos de auditoria aplicáveis às circunstâncias que podem ser de
contagem física ou de confirmação com os custodiantes, exame da documentação
comprobatória das aplicações e regastes, diferenciando-se apenas quanto à apuração da
receita pertinente ao exercício auditado, que deve ser contabilizada em seu período de
competência.
EXERCÍCIOS:
1) – Com base na informação abaixo, elaborar uma prova de caixa para janeiro de
2001, dando o saldo certo da Conta Bancos c/Movimento, para fins de preparação das
Demonstrações Financeiras:
PELO EXTRATO DO BANCO R$
SALDO EM 31/12/2000 76.489,00
Depósitos em janeiro/2000 84.363,00
Retiradas em janeiro/2000 56.762,00
CHEQUES EM CIRCULAÇÃO:
EM 31/12/2000 3.694,00
EM 31/01/2001 8.328,00
DEPÓSITO EM TRÃNSITO:
31/01/2001 3.800,00
PELOS LIVROS CONTÁBEIS
SALDO EM 31/12/2000 72.795,00
Recebimentos em janeiro 86.563,00
Saldo em 31/01/2001 98.361,00
Durante o mês de janeiro de 2001, foram devolvidos pelo Banco 4(quatro) cheques
no total de R$ 382,00, por não terem fundos suficientes. Não havia sido feito lançamento
algum para esses cheques em 31/12/2000. No dia 07 de janeiro de 2001, o Banco cobrou
R$ 17,00 de despesas de serviço. A empresa só descobriu em fevereiro de 2001. A 12 de
janeiro de 2001 o Banco cobrou um título de R$ 1.600,00, creditando a receita na conta
da empresa esta, por sua vez, registrou a cobrança no dia 04/02/2001.
2) - EXERCÍCIO
SALDO EXTRATO BANCÁRIO R$ 276.000,00
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Apostila: Auditoria dos Ativos – por Prof Sergio Alfredo Macore
Valores não considerados pelo Banco
Cheque no.403 de 27/12/2000 R$ 270.000,00
Cheque no. 404 de 31/12/2000 R$ 23.010,00
Aviso de débito 743 – Despesas
Bancárias
R$ 5.100,00
Depósito R$ 45.000,00
Valores não considerados pela Cia
Aviso de débito no.4606 R$ 1.200,00
Aviso de Débito no.3907 R$ 200,00
Aviso de Crédito R$ 12.400,00
Qual o saldo contábil e o saldo ajustado?
3) O cheque de no. 441333 no valor de R$ 100.000,00 foi emitido, contabilizado e
entregue a seu beneficiário em 29 de dezembro de 2000, entretanto, esse cheque só foi
apresentado no extrato bancário em 03/01/2001. Sendo esse cheque o único item
pendente, a reconciliação bancária para 31 de dezembro de 2000, seria de que forma:
DADOS:
Saldo do Banco (Extrato) R$ 1.201.105,00
Saldo Razão Analítico R$ 1.101.105,00
4) Em 30 de dezembro de 2000 a empresa efetuou um depósito no valor de R$
50.000,00(cheques de outras praças ou locais recebidos de clientes). Esse depósito
apareceu no extrato em 02/01/2001. Considerando esse depósito como o único item
pendente, a reconciliação bancária para 31/12/2000 seria apresentada de que forma:
DADOS
Saldo do Banco (Extrato) R$ 402.106,00
Razão Analítico(contabilidade) R$ 452.106,00
5) Em 30 de dezembro de 2000, o banco recebeu R$ 75.000,00 referentes a
duplicatas de clientes que estavam em carteira e creditou essa quantia na conta da
empresa, que registrou essa transação em 10 de janeiro de 2000., Considerando esses
recebimentos o único pendente, a reconciliação bancária para 31 de dezembro de 2000,
seria apresentada de que forma?
DADOS:
Saldo do Banco (Extrato) R$ 333.000,00
Saldo Razão Analítico R$ 258.000,00
6) - Em 29 de dezembro de 2000 o Banco Debitou R$ 7.500,00 na conta da empresa
ref.juros s/ empréstimos. O Banco enviou o aviso bancário em 02/01/2001, e a empresa
contabilizou essa transação em janeiro. Considerando esse juro o único valor pendente, a
reconciliação bancária para 31 de dezembro de 2000, seria apresentada de que forma?
DADOS:
Saldo do Banco (Extrato) R$ 80.712,00
Saldo Razão Analítico R$ 88.212,00
7) – Em 31 de dezembro de 2000 a empresa assinou um contrato de empréstimo no
valor de R$ 150.000,00, e o banco creditou essa quantia nessa mesma data na conta da
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Apostila: Auditoria dos Ativos – por Prof Sergio Alfredo Macore
empresa. Entretanto, a empresa somente contabilizou esse empréstimo em 02 de janeiro
de 2001. Considerando esse empréstimo o único item pendente, a reconciliação bancária
de 31 de dezembro de 2000, seria apresentada de que forma?
DADOS:
Saldo do Banco (Extrato) R$ 702.309,00
Saldo Razão Analítico R$ 852.309,00
8) – Em dezembro de 2000 o Banco debitou R$ 28.000,00 na conta corrente
bancária., ref. A duplicatas descontadas pela empresa mas, não pagas na data do
vencimento pelos clientes. A empresa contabilizou esse valor em janeiro de 2001.
Considerando essa operação o único item pendente, a reconciliação bancária para 31 de
dezembro de 2001, seria apresentada de que forma?
DADOS:
Saldo do Banco (Extrato) R$ 332.454,00
Saldo Razão Analítico R$ 360.454,00
9) – Durante o exame dos documentos comprobatórios das transações com o Banco,
para o qual a Cia Alfa, mantém conta corrente, você fez as seguintes notas referentes a
diversos itens fora do comum:
- Os cheques nos. 11708 e 11709, incluídos no extrato no mês de dezembro,
foram por você examinados e localizados no razão analítico nos mês de novembro;
- O cheque de no. 11715 foi emitido para adiantamento de salário a um
funcionário; entretanto, a cia Alfa esqueceu-se de efetuar o registro no razão analítico;
- O depósito de R$ 12.000,00 em 28/12/2000 foi creditado pelo banco
indevidamente na conta corrente da Cia alfa, já que este pertencia a outra companhia;
- Os cheques de nos 11717 e 11722 e o depósito de R$ 11.000,00 efetuados em
31/12/2000 foram apresentados no extrato em 02/01/2001.
Pede-se:
- Preparar a reconciliação bancária, com base em 31/12/2000;
- Preparar lançamento(s) contábil necessário(s) para ajustar o razão analítico.
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EXTRATO BANCÁRIO
DATA HISTÓRICO DÉBITO CRÉITO SALDO
30/11/00 Saldo transportado 118.600,00
01/12/00 Cheque no. 11711 6.100,00 112.500,00
Cheque no. 11708 9.000,00 103.500,00
Cheque no. 11709 9.500,00 94.000,00
Cheque no.11712 5.000,00 89.000,00
02/12/00 Depósito 8.000,00 97.000,00
Cheque no.11713 4.000,00 93.000,00
Cheque no. 11714 3.000,00 90.000,00
20/12/00 Depósito 6.000,00 96.000,00
Depósito 4.000,00 100.000,00
Cheque no.11715 1.000,00 99.000,00
Cheque no. 11716 5.500.00 93.500,00
28/12/00 Depósito 10.000,00 103.500,00
Cheque no.11719 9.500,00 94.000,00
Depósito 12.000,00 106.000,00
31/12/00 Depósito 12.500,00 118.500,00
depósito 15.000,00 133.500,00
Cheque no. 11720 3.000,00 130.500,00
Cheque no. 11723 8.500,00 122.000,00
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RAZÃO ANALÍTICO
DATA HISTÓRICO DÉBITO CRÉDITO SALDO
30/11/00 Saldo transportado 100.100,00
01/12/00 Cheque no. 11711 6.100,00 94.000,00
Cheque no. 11712 5.000,00 89.000,00
02/12/00 Depósito 8.000,00 97.000,00
Cheque no.11713 4.000,00 93.000,00
Cheque no. 11714 3.000,00 90.000,00
20/12/00 Depósito 6.000,00 96.000,00
Depósito 4.000,00 100.000,00
Cheque no. 11716 5.500.00 94.500,00
28/12/00 Depósito 10.000,00 104.500,00
Cheque no.11717 4.500,00 100.000,00
Cheque no.11719 9.500,00 90.500,00
31/12/00 Depósito 11.000.00 101.500,00
Depósito 12.500.00 114.000,00
Depósito 15.000,00 129.000,00
Cheque no. 11720 3.000,00 126.000,00
Cheque no. 11723 8.500,00 123.500,00
Cheque no.11722 2.500,00 120.000,00
Cheque no.11.723 8.500,00 111.500,00
10) – Com base nas seguintes informações, prepare um papel de trabalho de resumo
de dinheiro em bancos em 31/12/2000.
- Os saldos dos bancos pelos extratos bancários eram os seguintes:
BRASIL 1.100.000,00
BRADESCO 2.500,000,00
ITAU 550.000,00
- A empresa depositou R$ 300.000,00 no Banco do Brasil; entretanto, esse
depósito foi apresentado no extrato bancário somente em janeiro.
- O banco Bradesco debitou juros sobre empréstimos no valor de R$ 150.000,00;
no entanto, a empresa somente os contabilizou em janeiro.
- Cheques no valor de R$ 250.000,00 e R$ 100.000,00 não foram apresentados
no Bradesco e no Banco Itaú respectivamente.
- Os valores de R$ 80.000.00 e R$ 70.000,00, referentes a descontos de
duplicatas, não foram contabilizados pela empresa no Banco do Brasil e no Banco Itaú,
respectivamente.
Marque com X a resposta correta.
1) – Um empréstimo creditado no extrato bancário(conta corrente), mas não
contabilizado pela empresa, seria apresentado da seguinte forma na reconciliação
bancária:
( ) a) – aumento do saldo do razão analítico
( ) b) aumento do saldo do extrato
( ) c) – redução do saldo do razão analítico
( ) d) redução do saldo do extrato
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Apostila: Auditoria dos Ativos – por Prof Sergio Alfredo Macore
2) – Uma despesa debitada pelo banco referente à cobrança de duplicatas em
carteira, mas não contabilizada pela empresa, seria apresentada da seguinte forma na
reconciliação bancária:
( ) a) – aumento do saldo do razão analítico
( ) b) aumento do saldo do extrato
( ) c) – redução do saldo do razão analítico
( ) d) redução do saldo do extrato
3) – Um cheque emitido e contabilizado pela empresa, mas não apresentado no
extrato bancário, seria demonstrado da seguinte forma na reconciliação bancária:
( ) a) – aumento do saldo do razão analítico
( ) b) aumento do saldo do extrato
( ) c) – redução do saldo do razão analítico
( ) d) redução do saldo do extrato
4) – Um cheque apresentado no extrato, mas que a empresa indevidamente não o
contabilizou, seria demonstrado da seguinte forma na reconciliação bancária:
( ) a) – aumento do saldo do razão analítico
( ) b) aumento do saldo do extrato
( ) c) – redução do saldo do razão analítico
( ) d) redução do saldo do extrato
5) – Um depósito bancário apresentado no extrato, o qual a empresa indevidamente
não contabilizou, seria demonstrado da seguinte forma na reconciliação bancária:
( ) a) – aumento do saldo do razão analítico
( ) b) aumento do saldo do extrato
( ) c) – redução do saldo do razão analítico
( ) d) redução do saldo do extrato
6) – Um depósito bancário contabilizado pela empresa, mas não apresentado no
extrato, seria demonstrado da seguinte forma na reconciliação bancária:
( ) a) – aumento do saldo do razão analítico
( ) b) aumento do saldo do extrato
( ) c) – redução do saldo do razão analítico
( ) d) redução do saldo do extrato
7) – O crédito referente a um desconto de duplicata apresentado no extrato, mas não
registrado pela empresa, seria demonstrado da seguinte forma na reconciliação bancária:
( ) a) – aumento do saldo do razão analítico
( ) b) aumento do saldo do extrato
( ) c) – redução do saldo do razão analítico
( ) d) redução do saldo do extrato
8) – Um cheque de outra companhia, debitado pelo banco indevidamente na conta
corrente da empresa, seria apresentado da seguinte forma na reconciliação bancária:
( ) a) – aumento do saldo do razão analítico
( ) b) aumento do saldo do extrato
( ) c) – redução do saldo do razão analítico
( ) d) redução do saldo do extrato
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Apostila: Auditoria dos Ativos – por Prof Sergio Alfredo Macore
3 - AUDITORIA DAS CONTAS A RECEBER.
A auditoria das contas a receber tem a finalidade de:
a) - determinar sua existência e representatividade contra os devedores envolvidos;
b) - determinar se é de propriedade da companhia;
c) - determinar se foram utilizados os princípios de contabilidade geralmente aceitos, em
bases uniformes;
d) - determinar a existência de restrições de uso, de vinculações em garantia ou de
contingências; e
e) - determinar que está corretamente classificada nas Demonstrações financeiras e que
as divulgações aplicáveis foram expostas por notas explicativas.
3.1- REVISÃO DO CONTROLE INTERNO.
A revisão do controle interno tem a finalidade de determinar qual a confiabilidade
depositada pelo auditor no controle interno, para que este possa determinar quais os
procedimentos a serem utilizados, o momento propício de sua realização e em qual
extensão.
Entrementes, cada companhia, como uma entidade diferente, utiliza os controles
internos que julga importante, dependendo da materialidade, número de pessoas
disponíveis, bem como número de contas a receber. Muito emborca o controle interno
seja variável de empresa para empresa, é desejável que a administração estabeleça o
controle interno voltado para lhe dar a segurança necessária.
Dessa foram, o fortalecimento do controle interno é necessário, desenvolvendo a
administração a utilização de vários procedimentos que lhe conceda tranquilidade.
3.2- Procedimentos de Auditoria
Os procedimentos de auditoria a serem utilizados para a obtenção dos objetivos
determinados são dependentes da avaliação do controle interno e da materialidade
envolvida.
Alguns dos procedimentos:
Contagem das duplicatas a receber;
a) Exame Físico
Contagem dos títulos a receber.
Confirmação das duplicatas a receber
b) Confirmação Confirmação dos títulos a receber;
Confirmação dos adiantamentos concedidos;
Confirmação dos adiantamentos a funcionários.
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Exame Documental das Vendas realizadas
c) Documentos Originais Exame Documental dos Recebimentos das Contas a
Receber;
Exame Documental de Atas de Assembléias ou de
Reunião;
Exame de Contratos.
Exame alternativo das respostas não obtidas.
Soma das Duplicatas a Receber;
d) Cálculos Cálculo dos juros a Receber;
Soma dos Adiantamentos concedidos
Exame de conta de razão de duplicatas a Receber;
Exame de conta razão de adiantamentos a empregados;
Exame de Conta de razão de títulos a receber;
Exame da contabilização no período de competência
Exame detalhado da documentação de venda;
e) Investigação Exame detalhado dos contratos de venda;
Exame detalhado das aprovações de baixas de duplicatas
incobráveis;
Variação do saldo de contas a receber;
g) Inquérito
Explicação para as duplicatas incobráveis ou em atraso.
Exame do razão analítico de Contas a Receber
h) Registros Auxiliares Exame do diário auxiliar das Contas a Receber;
Exame do Registro de Recebimentos;
Relacionamento das Contas a Receber com as Vendas;
i) Correlação Relacionamento dos Recebimentos com o disponível;
Relacionamento das provisões constituídas para devedores
duvidosos com o resultado.
Relacionamento dos juros a receber com o resultado
Classificação adequada das contas;
j) Observação Observação dos princípios de Contabilidade;
Observação do volume de contas a receber atrasadas.
3.3- Procedimento de Confirmação.
O procedimento de confirmação é um dos mais utilizados para a determinação de
que o Ativo decorrente de contas a receber é real e pertencente à companhia.
Uma vez determinada à utilização do procedimento de confirmação para as contas a
receber, deve-se levar em consideração:
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a) Data-base de confirmação;
b) Amplitude do teste de confirmação; e
c) Tipo de confirmação a ser empregado.
As considerações referentes à data-base e à amplitude do teste de confirmação
são dependentes da avaliação e efetividade dos controles internos.
O tipo de confirmação a ser empregado é algo pertinente aos desejos de
evidências do auditor para subsidiar sua conclusão acerca das contas a receber.
3.3.1 - Tipos de Confirmação:
Pode ser positiva ou negativa.
Positiva: traz maiores subsídios e é recomendada para quais os devedores deseja
obter resposta formal
Negativa: normalmente é utilizada como complemento da amplitude do teste de
confirmação e geralmente envolve valores pequenos e antigos.
Nem todos os pedidos de confirmação serão efetivamente recebidos, uma vez que
envolve companhias externas àquela auditada. Após, esgotados os recursos disponíveis
para a obtenção da resposta o auditor, dependendo do resultado obtido daquelas
respostas efetivamente recebidas, pode proceder ao exame alternativo:
Exames alternativos engloba:
a) Exame documental que comprove a existência da conta a receber.
Exemplo: nota fiscal de venda.
b) Exame documental que comprove por parte do devedor sua dívida junto a Companhia
Exemplo: canhoto de entrega.
c) Exame documental de realização da conta a Receber.
Exemplo: Aviso bancário de recebimento.
O exame alternativo é uma das formas com que o auditor comprova eficazmente a
conta a receber, porém deve ser utilizado depois de esgotados todo o recurso disponível
para a obtenção da resposta.
É dependente do resultado obtido das respostas efetivamente recebidas, pois a
utilização dessa prática somente envolve documentação interna que é de propriedade da
companhia.
3.3.2- Realização.
A realização das contas a receber envolve o processo de auditoria voltado para a
determinação de que as contas a receber estão demonstradas por seu valor líquido
realizável.
O auditor deve determinar se a conta a receber é direito efetivo contra os
devedores e se são reais, precisa certificar-se de que, embora estas se constituam
direitos efetivos contra os devedores, serão realmente recebidas.
Exemplo:
Abatimentos no valor de R$ 10.000,00 de duplicatas a Receber não contabilizado.
Mercadorias devolvidas e não contabilizadas no valor de R$ 12.400,00
Juros auferidos sobre duplicatas a receber em atraso e não contabilizada no valor de R$
4.640,00
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Descrição
Ajuste Débito Ajuste Crédito
Abatimentos
Descontos Concedidos- Desp.Financ.
a Duplicatas a Receber – AC 10.000,00
Devoluções
Devoluções de Vendas – Redutora .Receita Bruta
a Duplicatas a Receber 12.400,00
Juros s/ duplicatas
Duplicatas a Receber
a Juros Ativos – receita Financeiras 4.640,00
Pontos para recomendação
(1)
Ponto Observado: Inexistência de prática geral de concessão de
descontos.
Possível Consequência: Manipulação de Numerários.
Recomendação: Formalização de procedimentos para a concessão de
Descontos.
(2)
Ponto Observado: Atraso na informação contábil para vendas devolvidas
Possível Consequência: Demonstrações Financeiras Irreais
Recomendação Exame tempestivo de vendas devolvidas pelo controle de
qualidade em Contabilização em tempo hábil.
3.4 - PROVISÃO PARA CRÉDITOS DE LIQUIDAÇÃO DUVIDOSA
Esta provisão também é denominada “Provisão para Devedores Duvidosos”. É
constituída em função da expectativa de perdas que a pessoa jurídica tem em virtude de
haver efetuado vendas a prazo e da consequente possibilidade de nem todos os
devedores honrarem seus compromissos.
Embora essa provisão não possa mais ser deduzida para fins de imposto de renda
das pessoas jurídicas a partir de 01/01/97. Do ponto de vista da técnica contábil e da
legislação comercial, ela deve continuar a ser constituída pelas pessoas jurídicas, em
virtudes das seguintes razões:
a) em atendimento aos princípios contábeis geralmente aceitos; de fato, a
Resolução no.774 do Conselho Federal de Contabilidade, ao esclarecer os citados
princípios em seu subitem 2.7.1, diz textualmente que “a provisão para créditos de
liquidação duvidosa constitui exemplo de aplicação da PRUDÊNCIA, pois sua constituição
determina o ajuste para menos do valor das duplicatas ou contas a Receber”;
b) em obediência aos disposto no artigo 183 da Lei no.640476(Lei das S/A), inciso
I, onde se estabelece que “deverão ser excluídos dos elementos do ativo os direitos e
títulos de crédito já prescritos e feitas as provisões adequadas para ajustá-los ao valor
provável de realização”.
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Apostila: Auditoria dos Ativos – por Prof Sergio Alfredo Macore
Inexistindo a dedutibilidade para fins do imposto de renda, cada empresa poderá
constituir a provisão por valores que, a seu critério, cubram as expectativas de perdas dos
créditos que tenha a receber de terceiros. Para determinar a adequação dessa provisão, é
recomendável que se obtenha a composição analítica desses créditos, por cliente e por
data de vencimento.
3.4.1 - Base de Cálculo
A base de cálculo corresponderá ao montante dos créditos oriundos da exploração da
atividade econômica da pessoa jurídica, decorrente da venda de bens nas operações de
conta própria, dos serviços prestados e das operações de conta alheia, excluídos:
a) os provenientes de vendas com reserva de domínio, de alienação fiduciária em
garantia, ou de operações com garantia real;
b) os créditos com pessoa jurídica de direito público ou empresa sob seu controle,
empresa pública, sociedade de economia mista ou sua subsidiária;
c) os créditos com pessoas jurídicas coligadas, interligadas, controladoras e controladas
ou associadas por qualquer forma;
d) os créditos com administrador, sócio ou acionista, titular ou com seu cônjuge ou
parente até o terceiro grau, inclusive os afins;
e) parcela dos créditos correspondente às receitas que não tenham transitado por conta
de resultado;
f) o valor de créditos adquiridos com coobrigação;
g) o valor dos créditos cedidos sem coobrigação;
h) o valor correspondente ao bem arrendado, no caso de pessoas jurídicas que operam
com arrendamento mercantil;
i) o valor dos créditos e direitos junto a instituições financeiras, demais instituições
autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil e a sociedade de fundos de
investimentos.
3.4.2- Percentual a ser aplicado sobre a Base de Cálculo.
O percentual a ser aplicado corresponderá á relação entre a soma das perdas
efetivamente ocorridas nos três últimos anos-calendário, relativas a créditos decorrentes
do exercício da atividade econômica, e a soma dos créditos da mesma espécie
existentes no início dos anos-calendário correspondentes.
25
Apostila: Auditoria dos Ativos – por Prof Sergio Alfredo Macore
3.4.3- Além da percentagem acima, a provisão poderá ser acrescida:
a) da diferença entre o montante do crédito habilitado e a proposta de liquidação pelo
concordatário, nos casos de concordata, desde o momento em que esta for requerida;
b) de até 50% do crédito habilitado, nos casos de falência do devedor, desde o momento
de sua decretação.
Com relação aos créditos habilitados em processos de falência e concordata, a
Receita Federal, informou que os respectivos valores deverão ser excluídos da base de
cálculo da provisão geral(onde se aplica o percentual médio), caso contrário implicariam
no cálculo em duplicidade da provisão sobres os créditos correspondentes.
No ano-calendário em que a empresa iniciar suas atividades é vedada a dedução da
provisão. A provisão poderá, entretanto, ser calculada com base nas perdas decorrentes
de operações realizadas nos períodos anteriores, quando a empresa tenha iniciado suas
operações em prazo inferior a 3 anos-calendário.
Exemplo:
1- Dados: Valores (R$)
Créditos oriundos da atividade econômica da pessoa
jurídica
6.050.000,00
Compondo o saldo acima temos:
Créditos com garantia real 200.000,00
Créditos com pessoa jurídica de direito público 400.000,00
Créditos com sócios, Acionistas e Pessoa Jurídicas
ligadas
1.300.000,00
Créditos adquiridos com coobrigação 150.000,00
Créditos habilitados em :
Falência
Concordata (proposta de 90%)
50.000,00
40.000,00
II – Cálculo do percentual médio:
Data Duplicatas a Receber Ano Perdas
31/12/1996 10.000,00 1997 400,00
31/12/1997 6.000,00 1998 250,00
31/12/1998 4.000,00 1999 150,00
Totais 20.000,00 800.00
% médio = 800,00 . X 100 = 4%
20.000,00
III – Cálculo da Provisão Créditos (R$) % Valor da
Provisão(R$)
1O
) Créditos da Atividade Econômica 6.050.000,0
0
2O
) ( - ) Créditos com Garantia Real 200.000,00
3o
( - ) Créditos c/ PJ de Direito
Público
400.000,00
4O
( - ) Créditos c/ sócios, Acionistas
e PJ ligadas 1.300.000,0
26
Apostila: Auditoria dos Ativos – por Prof Sergio Alfredo Macore
0
5o
( - ) Créditos com Coobrigação 150.000,0
0
6o
( - ) Créditos habilitados em:
Falência
Concordata
50.000,00
40.000,00
(=) Base de Cálculo Geral 3.910.000,00 4% 156.400,00
( + ) Créditos habilitados em:
Falência
Concordata (100%-90%)=10%
50.000,00
40.000,00
50%
10%
25.000,00
4.000,00
( = ) Valor da Provisão dedutível 185.400,00
Contabilização
Constituição da Provisão em 31/12/99:
Despesas com Créditos de Liquidação Duvidosa - DRE
A Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa - AC
Valor da provisão constituída em 31/12/99
(Obs: valor adicionado no LALUR parte B)
Reversão do valor Provisionado em 2000
Provisão p/Créditos de Liquidação Duvidosa – AC
A Reversão de Provisões - DRE
Baixa do valor correspondente a provisão de 31/12/97
(Excluído do LALUR parte B)
Perdas Ocorridas a partir de 01/01/97
A legislação vigente admite que as pessoas jurídicas tributadas pelo lucro real
deduzam, a cada período de apuração do imposto de renda – IRPJ e da Contribuição
Social sobre o Lucro Líquido – CSLL, as perdas no recebimento de créditos decorrentes
de suas atividades, desde que observadas as regras fixadas na legislação em vigor.
Com a vigência da Lei 9.430 de 27/12/96, poderão ser registrados como perda
dedutível na determinação do Lucro Real, a cada período de apuração, os seguintes
créditos decorrentes das atividades da pessoa jurídica:
I
Devedores
Insolventes
II
Créditos SEM Garantia(*)
III
Créditos COM
Garantia
IV
Devedores Falidos ou
em Concordata
De qualquer
valor
Até R$ 5.000,00
Por operação, vencidos há
mais de 6 meses, ainda
que os procedimentos
judiciais para o
recebimento não tenham
sido iniciados
Acima de R$ 5.000,00 até
R$ 30.000,00
De qualquer Valor
Provenientes de:
-Vendas com
Reserva de Domínio;
Contra devedor
declarado falido ou
pessoa jurídica
declarada concordatária,
relativamente à parcela
que exceder o valor que
esta tenha se
comprometido a pagar.
A dedução da perda
27
Apostila: Auditoria dos Ativos – por Prof Sergio Alfredo Macore
Créditos em
relação aos quais
tenha havido a
declaração de
insolvência do
devedor, em
sentença
emanada pelo
Poder Judiciário
Por operação, vencidos há
mais de 1 ano, ainda que
os procedimentos judiciais
para o recebimento não
tenham sido iniciados, mas
desde que mantida a
cobrança administrativa.
Superiores a R$
30.000,00
Vencidos já mais de 1 ano,
desde que iniciados e
mantidos os procedimentos
judiciais para o
recebimento
-alienação fiduciária
em garantia;
-operações com
outras garantias
reais;
-Vencidos há mais de
2 anos, desde que
iniciados e mantidos
os procedimentos
judiciais para o
recebimento ou o
arresto das
garantias.
será administrada a
partir da data da
decretação da falência
ou da concessão de
concordata, desde que a
credora tenha adotado
os procedimentos
judiciais necessários
para o recebimento do
crédito.
A parcela do crédito cujo
compromisso de pagar
não houver sido
honrado pela empresa
concordatária também
poderá ser deduzida
como perda.
ATENÇÃO:
(*) – Os limites de R$ 5.000,00 até R$ 30.000,00 foram estabelecidos por operação e não por
devedor. Considera-se operação, para esse efeito, a venda de bens, a prestação de serviços, a
cessão de direitos, a aplicação de recursos financeiros em operações com títulos e valores
mobiliários, constante de um único contrato, no qual esteja prevista a forma de pagamento do
preço pactuado, ainda que a transação seja realizada para pagamento em mais de uma parcela.
Tratando-se de empresa mercantil, a operação será caracterizada pela emissão da fatura, mesmo
que esta englobe mais de uma nota fiscal.
-Os créditos SEM garantia serão considerados pelo seu valor atualizado em virtude de contrato,
inclusive juros e outros encargos pelo financiamento da operação e de eventuais acréscimos
moratórios em razão da sua não liquidação, considerados até a data da baixa.
-No contrato de crédito em que o não pagamento de uma ou mais parcelas implique o vencimento
automático de todas as demais parcelas vincendas, os limites, até R$ 30.000,00, mencionados na
coluna II serão considerados em relação ao total dos créditos, por operação, com o mesmo
devedor.
-Para o registro de nova perda em uma mesma operação, as condições mencionadas na coluna II
devem ser observados considerando-se a soma da nova perda àquelas já registradas.
Não será admitida a dedução de perdas com crédito de;
a) pessoa Jurídica controladora, controlada, coligada ou interligada;
b) pessoa física acionista controlador, sócio titular, administrador ou parente até 3o
grau dessas pessoas.
A perda no recebimento de créditos com pessoa jurídica que seja controladora,
controlada, coligada ou interligada, bem com pessoa física que seja acionista controlador,
sócio, titular ou administrador da pessoa jurídica credora, ou parente até o terceiro grau
dessas pessoas físicas, não é admitida como dedutível, devendo ser adicionada ao lucro
líquido do respectivos período de apuração, para efeito de determinação do lucro real e
da base de cálculo da CSLL.
Registro Contábil das Perdas
28
Apostila: Auditoria dos Ativos – por Prof Sergio Alfredo Macore
Os registros contábeis das perdas dedutíveis serão efetuados a débito da conta de
Resultado a crédito:
I – da conta que registra o valor a receber do devedor inadimplente, no caso(de
crédito sem garantia de valor inferior a R$ 5.000,00);
II – de conta redutora daquela em que está registrado o valor a receber, nos
demais casos.
Exemplo:
I – Valor da duplicata a receber, vencida há mais de 6 meses: R$ 4.000,00
Contabilização:
PERDAS NO RECEBIMENTO DE CRÉDITOS(DRE)
a DUPLICATAS A RECEBER – AC 4.000,00
II – Duplicatas a Receber, vencida há mais de um ano: R$ 10.000,00
Contabilização:
PERDAS NO RECEBIMENTO DE CRÉDITOS – DRE
a CRÉDITOS OU VALORES A RECEBER EM ATRASO AC 10.000,00
Desistência de Cobrança Judicial
Tratando-se de créditos em garantia, de valor superior a R$ 30.000,00, se houver
desistência da cobrança pela via judicial, antes de decorridos 5 anos do vencimento, a
perda eventualmente registrada deverá ser estornada ou adicionada ao lucro líquido
correspondente ao período de apuração em que ocorrer a desistência, para efeito de
determinação ao lucro real e da base de cálculo da CSLL. Neste caso, o IRPJ e a CSLL
respectivos serão considerados como postergados desde o período de apuração em que
a perda tenha sido reconhecida.
Quando a solução da cobrança se der, em virtude de acordo homologado por
sentença judicial, o valor da perda a ser estornado ou adicionado ao lucro líquido será
igual à soma da quantia recebida com o saldo a receber renegociado, não havendo o se
falar em postergação.
Créditos Recuperados
A pessoa jurídica deverá computar, na determinação do lucro real e da base de
cálculo da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, o montante dos créditos deduzidos
que tenham sido recuperados, em qualquer época e a qualquer título, inclusive nos casos
de novação da dívida ou de arresto dos bens recebidos em garantia real.
Caso o débito seja quitado em bens, estes deverão ser escriturados pelo valor
correspondente ao crédito ou avaliados pelo valor definido na decisão judicial que tenha
determinado sua incorporação ao patrimônio credor.
Os juros vincendos poderão ser computados na determinação do lucro real à
medida que forem incorridos.
29
Apostila: Auditoria dos Ativos – por Prof Sergio Alfredo Macore
Exemplo prático
Admitamos que determinada empresa tributada pelo lucro real levante, no balanço
anual de 31/12/2002, as seguintes perdas no recebimento de créditos:
Especificação dos Créditos Duplicata
No.
Vencimento Valor
Original R$
Créditos Sem Garantia
Até R$ 5.000,00
-Vencidos há mais de 6 meses
Acima de R$ 5.000,00
até R$ 30.000,00
-Vencidos há mais de 1 ano (mantida a
cobrança administrativa)
Acima de R$ 30.000,00
- Vencido há mais de 1 ano (com
procedimento judicial)
1011/02
1022/02
1033/02
788/01
775/01
699/01
801/01
807/01
11/03/2002
28/03/2002
28/03/2002
20/05/2001
16/05/2001
07/07/2001
10/09/2001
18/09/2001
3.080,00
1.430,00
1.650,00
6.380,00
7.172,00
7.810,00
36.850,00
46.750,00
Créditos com Garantia
-Vencido há mais de 2 anos
(iniciados e mantidos procedimentos
judiciais para o recebimento)
455/00
460/00
25/07/2000
10/08/2000
5.500,00
11.000,00
Devedor Falido
- Falência decreta em 26/09/02 738/01 13/06/2001 6.600,00
Devedor em Concordata
Concessão em 20/11/02
Parcela prometida em pagamento para
7/01/03
Parcela excedente
757/01 25/06/2001 10.450,00
(6.800,00)
3.650,00
No encerramento do ano-calendário a empresa procederá do seguinte modo:
Pelo registro contábil das perdas:
PERDAS NO RECEBIMENTO DE CRÉDITOS(DRE)
a DUPLICATAS A RECEBER(Ativo Circulante)
Valor das duplicatas baixadas nesta data por estarem
Vencidas há mais de seis meses sem recebimento:
Duplicata no. 1011/02 3.080,00
Duplicata no. 1022/02 1.430,00
Duplicata no. 1033/02 1.650,00 6.160,00
30
Apostila: Auditoria dos Ativos – por Prof Sergio Alfredo Macore
PERDAS NO RECEBIMENTO DE CRÉDITOS(DRE)
A DUPLICATAS A RECEBER – (Ativo Circulante)
Valores baixados nesta data conforme relatório
Duplicata no. 788/01 6.380,00
Duplicata no. 775/01 7.172,00
Duplicata no. 699/01 7.810,00
Duplicata no. 801/01 36.850,00
Duplicata no. 807/01 46.750,00
Duplicata no. 455/01 5.500,00
Duplicata no. 460/00 11.000,00
Duplicata no. 738/01 6.600,00
Duplicata no. 757/01(parcela excedente) 3.650,00 131.712,00
EXERCÍCIOS
1) Com base nas informações abaixo relacionadas, calcule a rotação das contas a
receber de clientes.
- Valor das Vendas a prazo realizadas durante o exercício social encerrado em
31/12/2000:
R$ 1.800.000,00.
- Saldo das contas a Receber de clientes no final de cada mês.
JANEIRO 2000 R$ 300.000,00
FEVEREIRO 2000 R$ 350.000,00
MARÇO 2000 R$ 400.000.00
ABRIL 20000 R$ 550.000,00
MAIO 2000 R$ 450.000.00
JUNHO 2000 R$ 600.000,00
JULHO 2000 R$ 500.000,00
AGOSTO2000 R$ 430.000.00
SETEMBRO 2000 R$ 480.000.00
OUTUBRO 2000 R$ 520.000.00
NOVEMBRO 2000 R$ 540.000.00
DEZEMBRO 2000 R$ 580.000,00
2) Marque com “X” a resposta correta.
2.1 Indique qual das transações é classificada no grupo de contas a receber:
( ) a) adiantamentos a fornecedores para compra de matérias-primas.
( ) b) Adiantamentos a empregados para viagens.
( ) c) Adiantamentos a fornecedores para compra de bens do Ativo Imobilizado.
( ) d) Títulos de liquidez imediata.
2.2- As contas a receber são contabilizadas:
( ) a) quando o cliente faz a cotação de preços
( ) b) quando o cliente emite o instrumento formalizador da compra(ordem de
compra)
( ) c) por ocasião da passagem de propriedade do bem vendido e emissão de
nota fiscal de vendas.
31
Apostila: Auditoria dos Ativos – por Prof Sergio Alfredo Macore
2.3 – As contas a Receber podem ser classificadas nos seguintes grupos de conta do
Balanço Patrimonial:
( ) a) Ativo Circulante e Realizável a Longo Prazo.
( ) b) Ativo Circulante e Investimentos
( ) c) Ativo Circulante e Passivo Circulante
( ) d) Ativo Circulante e Imobilizado.
2.4- As contas a Receber que serão recebidas até o fim do exercício social seguinte são
classificadas no seguinte grupo de contas do Balanço Patrimonial.
( ) a) Ativo circulante ( ) b) Ativo Realizável a Longo Prazo
( )c) Investimentos ( ) d) Ativo imobilizado
2.5 – As contas a receber que serão recebidas após o término do exercício social
seguinte são classificadas no seguinte grupo de contas do Balanço Patrimonial:
( ) a) Ativo Circulante ( ) b) Ativo Realizável a Longo Prazo
( ) c) Investimentos ( ) d) Ativo Imobilizado
2.6 – As contas a receber, derivadas de empréstimos a sociedades controladas, não
constituindo esse tipo de operação social da empresa controladora, independente do
prazo de vencimento, são classificadas no seguinte grupo de contas do Balanço
Patrimonial:
( ) a) Investimentos ( ) b) Ativo Circulante
( ) c) Ativo Realizável a Longo Prazo ( ) d) Passivo Circulante
2.7 – A provisão para devedores duvidosos é classificada da seguinte forma no balanço
patrimonial:
( ) a) Passivo circulante ( ) b) Patrimônio Líquido
( ) c) Deduzindo contas a receber ( ) d) Passivo Exigível a Longo
Prazo
2.8 – a despesas de devedores duvidosos é classificada no seguinte grupo de contas da
Demonstração do Resultado do Exercício:
( ) a) Despesas com Vendas ( ) b) Despesas não operacionais
( ) c) despesas financeiras ( ) d) despesas gerais e administrativas
2.9 – O valor das duplicatas descontadas é classificado da seguinte forma no Balanço
Patrimonial:
( ) a ) Patrimônio Líquido ( ) b) Passivo Circulante
( ) c) Passivo Exígivel a longo Prazo ( ) d) deduzindo contas a receber
2.10 – O valor dos encargos financeiros, cobrado pelo banco no ato do desconto da
duplicatas, deve ter o seguinte tratamento contábil:
( ) a) Despesa do ano ( ) b) despesas antecipada e amortizada pelo
prazo de desconto da duplicata
( ) c) Ativo Diferido ( )d) Investimentos
2.11 – Uma duplicata paga pelo cliente ao banco, descontada anteriormente, deve ser
creditada na seguinte conta:
( ) a) Contas a Receber ( ) b) Duplicatas Descontadas
32
Apostila: Auditoria dos Ativos – por Prof Sergio Alfredo Macore
( ) c) Conta Corrente Bancária ( ) d) provisão para Devedores Duvidosos
2.12 – Uma duplicata descontada, não paga pelo cliente ao banco na data do vencimento
deve ser creditada na seguinte forma:
( ) a) contas a receber ( ) b) duplicatas descontadas
( ) c) conta corrente bancária ( ) d) Provisão para Devedores Duvidosos
2.13 – Uma duplicata paga ao banco pelo cliente, descontada anteriormente, deve ser
debitada na seguinte conta:
( ) a) – provisão para devedores duvidosos ( ) b) contas a receber
( ) c) conta corrente bancária ( ) d) duplicatas descontadas
2.14 – Considerando os valores abaixo, efetue a contabilização das baixas permitidas de
acordo com a legislação vigente:
Especificação dos Créditos Duplicata
No.
Vencimento Valor
Original R$
Créditos Sem Garantia
Até R$ 5.000,00
-Vencidos
- Vencidos
- Vencidos
- Vencido
Acima de R$ 5.000,00
até R$ 30.000,00
-Vencidos (mantido a
cobrançaadministrativa)
-Vencidos sem cobrança administrativa
Acima de R$ 30.000,00
Vencido (com procedimento judicial)
Vencido sem procedimento judicial
1001/02
1002/02
1003/02
1030/02
1006/02
1020/02
788/01
775/01
687/01
650/01
801/01
807/01
810/01
11/03/2002
28/03/2002
28/03/2002
30/09/2002
11/02/2002
31/10/2002
20/05/2001
16/05/2001
07/06/2001
05/05/2001
10/09/2001
18/09/2001
22/09/2001
3.000,00
1.500,00
1.650,00
1.800,00
6.000,00
2.000,00
8.800,00
6.400,00
6.600,00
15.000,00
36.850,00
46.750,00
50.800,00
Créditos com Garantia
(iniciados e mantidos procedimentos
judiciais para o recebimento)
- Iniciado e desistido dos procedimentos
judiciais para o recebimento
455/00
460/00
449/00
389/00
25/07/2000
10/08/2000
10/07/2000
14/05/2000
6.600,00
12.000,00
13.000,00
14.800,00
Devedor Falido
- Falência decretada em 26/09/02 750/01 14/06/2001 8.800,00
Devedor em Concordata
Concessão em 31/10/02
Parcela prometida em pagamento para
14/02/03
757/01 27/05/2001 30.800,00
(15.300,00)
33
Apostila: Auditoria dos Ativos – por Prof Sergio Alfredo Macore
4 - AUDITORIA DE ESTOQUES
4.1 - Introdução e objetivo
Ao se efetuar uma auditoria na área de estoques, deve-se considerar os princípios
e políticas comerciais, industriais e contábeis, relativos aos custos e despesas e estes em
relação às vendas. Deve-se considerar ainda particularidades tais como; produção em
massa, sob encomenda, em lotes e os métodos usados na determinação desses custos.
A seleção dos procedimentos de auditoria a aplicar é feita após a avaliação da
eficiência dos controles internos e grau de confiança que o auditor dispensa aos mesmos.
Desse modo , a área dos estoques requer, na maioria das vezes, que se elaborem
programas e questionários específicos em função da característica particular da empresa,
Esses programas deverão ser ajustados às várias alternativas da empresa adicionando-
se quesitos e outros passos necessários a cada programa.
Toda a auditoria detalhada requer habilidade e imaginação do auditor para levar a
bom termo o seu trabalho em função de circunstâncias e particularidades do negócio.
Considerar que para se coletar todas as informações necessárias a fim de entender de
forma adequada as operações da empresa, é preciso estar atento aos fatores que afetam
os controles sobre os eventos e transações e quais os problemas operacionais que
possam influir nos resultados das Demonstrações Contábeis.
Um conhecimento satisfatório do auditor sobre a estrutura da organização e o meio
ambiente operacional capacita-o a estabelecer as provas de auditoria a aplicar.
Uma empresa que não mantém registros adequados de contabilização dos
inventários é mais vulnerável a qualquer tipo de fraudes ou irregularidades do que uma
empresa que utiliza tais controles.
A tarefa de se avaliar a eficiência dos controles e procedimentos sobre os custos
de produção e os inventários torna-se difícil se os custos de manufatura são
excessivamente complexos. Todavia, sempre é conveniente avaliar as condições em que
tais fatos ocorrem.
Outro ponto de alerta é que o auditor nunca deverá esquecer que uma empresa
poderá ter controles administrativos excelentes e ótimos controles internos contábeis,
porém, se utiliza princípios e métodos de contabilização não apropriados, as
demonstrações estarão seriamente afetadas.
4.2- Objetivos da auditoria:
a)– Certificar-se de que os valores foram determinados em consonância com os princípios
contábeis geralmente aceitos: custo ou mercador dos dois o menor.
b)– Certificar-se tanto quanto possível de que os valores estão representados por
quantidades físicas.
c)– Verificar se o procedimento na avaliação dos inventários em relação ao
período anterior tem sido consistente.
d)– Verificar se os critérios de custo de fabricação são adequados e
satisfatórios.
e)– Certificar-se de que os estoques não incluem itens obsoletos,
invendáveis ou inservíveis ou, se inclusos, se foram constituídas provisões adequadas de
desvalorização dos estoques.
f)– Verificar se os estoques são de propriedade da empresa, não incluem
mercadorias em consignação ou de terceiros; não estão penhorados ou
34
Apostila: Auditoria dos Ativos – por Prof Sergio Alfredo Macore
garantidos por qualquer tipo de restrição.
g)– No caso de preços controlados por órgãos do governo se devidamente
autorizados.
h)– Verificar se as despesas de importação de mercadorias em estoques tais
como: seguro, frete, despesas alfandegárias e outras, estão devidamente incorporadas no
custo dos itens importados.
i)– No caso de adoção do custo padrão ou “standard” se as variações de custo dos produtos
não vendidos estão alocados no estoque e não lançadas diretamente em despesas.
j)– Se há uma adequada cobertura de seguros sobre os estoques no tocante a roubo e
incêndio.
k)– Se os estoques não incluem o custo dos impostos de ICMS e IPI.
l)– Se as vendas ou compras de produtos de afiliadas estão corretamente destacadas nos
livros para fins de determinação dos lucros no caso de consolidação de balanços
4.3- PAPEL DE TRABALHO - INVENTÁRIO
INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE MÁQUINAS FORTALEZA S/A
31/12/2000 `
C
Preparado Data Revisado
SALDO
31/12/99
SALDO
31/122000
AJUSTES
RECLAS.
FINAL
31/12/2000
INVENTÁRIOS
Matérias-primas 4.570.812,00 7.497.450,00 7.497.450,50
Material de Embalagem 1.260.000,00 1.636.001,00 1.636.001,00
Produtos Processo 2.551.307,00 2.239.770,00 C7 2.239.770,00
Produtos Acabados 23.607.071,0
0
10.169.830,0
0
C5 10.169.830,0
0
Produtos adquiridos de
Terceiros
6.110.000,00 10.012.159,0
0
C6 10.012.159,0
0
Mercadorias em Trânsito - 684.900,0 C4 684.900,00
38.099.190,0
0
32.240.110,0
0
32.240.110,0
0
B/G
INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE MÁQUINAS FORTALEZA S/A
31/12/2000`
C 1
Preparado Data Revisado
35
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OPINIÃO:
1) Os saldos estão corretamente demonstrados; os procedimentos são satisfatórios e
foram aplicados de forma consistentemente com o ano anterior; a contabilização é
adequada e o estado dos livros, bom.
2) Nota Explicativa:
Os estoques estão avaliados ao custo ou mercado dos dois o menor. O critério de baixa é
na base do primeiro que entra primeiro que sai (PEPS). O procedimento é consistente
com o ano anterior. O custo da produção é por absorção, isto é, engloba todas as
despesas de fabricação. O procedimento também é consistente com o ano anterior.
3) Flutuação:
Normal.
4) Controles Internos:
De um modo geral, bastante satisfatório na área.
Algumas diferenças entre registros e controles por nós não são de natureza considerável
e foram comentadas com o responsável da área.
C5 estoques produtos fabricados DIF. 66.830,00
C6 produtos adquiridos 3o
DIF. 49.159,00
C9 custo produção do ano (39.000,00)
4.4- Procedimentos de Auditoria:
Os procedimentos de auditoria a serem utilizados são dependentes da efetividade do
controle interno e de materialidade envolvida.
Procedimentos que podem ser utilizados:
Contagem de estoques de matérias primas em
a) Exame Físico processo, acabados e materiais em consignação ou com
terceiros.
Confirmação de Estoques com terceiros;
b) Confirmação Confirmação de estoques de terceiros;.
Confirmação de estoques em Consignação
Exame documental das notas fiscais por compra e
pagamentos;
c) Documentos Exame de Contratos de Compra e Venda;
Exame documental das apropriações de matérias- primas e
mão-de-obra.
36
Apostila: Auditoria dos Ativos – por Prof Sergio Alfredo Macore
Exame da contagem dos Estoques;
d) Cálculos Exame das quantidades pelo preço unitário;
Cálculos dos impostos;
Apropriação dos gastos gerais de Fabricação.
Exame da conta razão de produtos Acabados;
e)Escrituração Exame da conta de razão de importações em trânsito;
Exame das ordens de fabricação.
Exame detalhado da documentação de compra;
f) investigação Exame minucioso das ordens de fabricação em aberto.
Exame minucioso do registro permanente.
Variação dos saldos de estoque;
g)inquérito
Inquéritos sobre a existência de produtos obsoletos.
Relacionamento das vendas com as baixas de estoques;
h) Correlação
Relacionamento das compras com os fornecedores.
Classificação adequada das contas;
i) Observação Observação dos princípios de Contabilidade;
Observação de estoques morosos ou obsoletos.
4.5- Compras: Roteiro e Controle
Comprar é uma arte e saber manter bem abastecidoS os almoxarifados
representam dois aspectos importantes para uma boa administração. Dessa maneira,
quando os controles internos são fracos ou inexistentes na área de compra, dão margem
à ocorrência de fraudes com muita freqüência. A área de compra a exemplo de caixa,
requer maiores cuidados, pois é notória a prática de compradores receberem comissões
por fora (beneficiando apenas os seus interesses e não os da empresa). Leva-se em
conta que, nestas circunstâncias, o profissional envolvido em tais práticas tomará todo o
cuidado necessário para não deixar o menor vestígio da irregularidade.
Tipos de práticas irregulares mais freqüentes:
- Recebimento de presentes por parte dos compradores;
- O fornecedor dá um desconto por fora;
- Preços fictícios incluídos nos pedidos de compra;
- Substituições na qualidade da mercadoria pedida;
- Falta de cotações de preços nos arquivos;
- Freqüência de volume maior de compras com certos fornecedores;
37
Apostila: Auditoria dos Ativos – por Prof Sergio Alfredo Macore
- Eliminação de alguns fornecedores antigos e tradicionais por outros (os que
oferecem propina por fora);
- Preços de compras inflacionados de comum acordo com fornecedores etc.
Para que se tenha um bom sistema de controle interno seria conveniente
considerar os seguintes procedimentos básicos quanto à rotina de compras:
- solicitação de compras e respectiva aprovação. Nesse caso, deve-se levar em
conta a necessidade da compra e se ela se refere ao giro normal dos negócios.
- Encaminhamento da solicitação ao setor de compras.
- Cotação de preços por escrito, em pelo menos 3 fornecedores.
4.6- Contagem Física dos Estoques.
É o meio pelo qual o auditor se satisfaz quanto à existência efetiva dos estoques.
Não importa quão eficiente é o sistema do registro contábil dos estoques empregados
pela companhia, a contagem física faz-se necessária para assegurar que o registro
contábil reflita com propriedade a existência física.
A responsabilidade pela contagem física é da companhia, cabendo ao auditor
dispor de conhecimento prévio dos itens componentes do inventário, critérios de avaliação
dos estoques, sistema de armazenamento, locais de estocagem, existência de materiais
em poder de terceiros ou de terceiros em poder da companhia etc.
4.7- Informações de natureza fiscal.
O custo de aquisição e produção dos bens ou serviços integram:
I – O custo de aquisição de mercadorias destinadas à revenda compreenderá os de
transporte e seguro até o estabelecimento do contribuinte e os tributos devidos na
aquisição ou importação.
II – O custo de produção dos bens ou serviços compreenderá obrigatoriamente:
a) – custo de aquisição de matérias-primas e quaisquer outros bens ou serviços
aplicados ou consumidos na produção, inclusive os de transporte e seguro até o
estabelecimento do contribuinte e os tributos devidos na aquisição ou importação;
b) – o custo do pessoal aplicado na produção, inclusive na supervisão direta,
manutenção e guarda das instalações de produção;
c) – os encargos de amortização diretamente relacionados com a produção;
d) – os encargos de amortização diretamente relacionados com a produção;
Quando o contribuinte não mantiver sistema de contabilidade de custos integrado
com o restante da escrituração, o valor dos estoques dos produtos acabados e os em
fabricação que deverá figurar no Livro de Inventário dos estoques será:
- Pelo valor obtido em avaliação que deverá ser procedida da seguinte forma: os
produtos acabados devem ser avaliados em 70% do maior preço de venda desses
mesmos produtos no período-base; os materiais em processamento, em 80% do valor
dos produtos acabados, determinado na forma anterior(equivalente a 56% do maior preço
de venda do produto acabado no período-base), ou, em uma vez e meia o maior valor do
custo das matérias-prima adquiridas no período-base(as que estiverem agregadas ao
produto de processamento na data do balanço).
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Apostila: Auditoria dos Ativos – por Prof Sergio Alfredo Macore
OBS: Como maior preço de venda no período-base deve ser considerado o constante da
nota fiscal – preço de venda – sem exclusão do ICMS.
4.8- Avaliação de Estoques
O princípio de Contabilidade indica o custo como base de valor para a efetiva
avaliação de estoques. Dessa forma o auditor deve apurar a se a base que a companhia
se propôs utilizar está realmente sendo seguida e corretamente aplicada.
O critério de avaliação aceita são do preço médio, O PEPS e o UEPS. Para efeitos
fiscais o UEPS não é aceito.
Como regra geral os estoques envolvem contas de matérias-primas, produtos em
processo, produtos acabados e materiais em trânsito ou importações em andamento.
4.9 -Matérias-Primas
Para as matérias-primas, o exame de avaliação é razoavelmente simples,
recorrendo o auditor às compras realizadas durante o exercício e verificando o cômputo
da avaliação dos itens individuais de matérias-primas. No caso de utilização de registros
permanente, o auditor identificará a documentação comprobatória da aquisição, a
correspondente inclusão no registro permanente e cômputo no novo preço estabelecido
pela movimentação. Se utilizando o critério de preço médio, a acumulação do médio
deverá ser conferida pela nova entrada ocorrida. As saídas devem ser realizadas ao novo
preço médio computado. Se utilizado o PEPS o estoque final deverá estar avaliado
segundo as últimas aquisições realizadas.
4.10- Produtos acabados e em Processo.
O critério de cumulação de custos para a produção ou elaboração de produtos é
variável de empresa para empresa, dependendo do tipo de produtos fabricados por ela.
Muito embora haja diferenças de procedimentos, a avaliação dos produtos acabados e
em processo deverá estar carregada dos três itens básicos, quais sejam:
Matérias-primas, mão-de-obra direta e despesas gerais de fabricação.
O Exame do auditor deverá cobrir alguns itens a serem testados quanto à correta
apropriação das matérias-primas por meio das requisições de materiais, à apropriação de
mão de obra direta por meio das requisições de materiais, à apropriação de mão-de-obra
direta por apontamentos de mão-de-obra direta e os critérios utilizados para a locação das
despesas gerais de fabricação.
Para o caso de produtos em processo, caberá a identificação de seu estágio de
fabricação, percentual de conclusão ou efetiva acumulação dos custos já incorridos.
Antes de quaisquer exames com respeito à avaliação dos estoques de produtos
acabados ou em processo, é necessário que o auditor identifique os procedimentos
utilizados pela empresas para avaliação desses itens, dirigindo seu trabalho para o
cumprimento desses procedimentos e verificação de que são os mais adequados.
Se a empresa dispuser de registro de acumulação de custos, o trabalho do auditor
poderá estar voltado para o exame das folhas de custo de mão-de-obra, relação descritiva
ou requisições de materiais empregados na produção e despesas gerais de fabricação.
39
Apostila: Auditoria dos Ativos – por Prof Sergio Alfredo Macore
Se a empresa utilizar o custo padrão, cabe ao auditor analisar as contas de
variação, uma vez que os saldos elevados de variação indicam incorreções na utilização
dos padrões ou falta de alocação correta de custos.
Exemplo:
Admitindo-se que a empresa utiliza o PEPS(primeiro que entra primeiro que sai).
a) MATÉRIA-PRIMA
Compra de 3 unidades a R$ 10,00. Duas unidades são requisitadas para fabricação.
Estoque Final: 1 X 10,00
PRODUTOS EM PROCESSO
Matéria-prima(2 unidades a R$ 10,00) 20,00
Mais: Mão-de-obra direta 10,00
Custo Indireto de Fabricação 4,00 34,00
O relatório de produção informa:
Uma unidade acabada – custo 20,00
Uma unidade em Processo 14,00
Estoque Final 1 X14,00
PRODUTOS ACABADOS
1 unidade acabada 20,00
mais: margem de lucro, impostos e custos de distribuição 10,00
maior preço de venda dos produtos existentes 30,00
Estoque final 1 X 20,00
b) MATÉRIA-PRIMA
Estoque: 1 unidade(utilizando-se o PEPS, permanece o preço das
unidades das últimas compras)
Estoque Final: 1 X 10,00
PRODUTOS EM PROCESSO
Estoque: 1 unidade/ A avaliação deverá ser:
1,5 vezes o maior custo das matérias-primas
adquiridas no período-base, no caso 10,00.
Estoque Final: 1 X 16,80
PRODUTOS ACABADOS
70% de R$ 30,00
Estoque Final: 1 X 21,00
COMPARAÇÃO:
40
Apostila: Auditoria dos Ativos – por Prof Sergio Alfredo Macore
Avaliação de Estoque
Hipótese: a) matéria-prima R$ 10,00
Produtos em processo R$ 14,00
Produtos Acabados R$ 20,00
Hipótese: b) Matéria-prima R$ 10,00
Produtos em processo
Na base de 1,5 vezes o valor da MP R$ 15,00
Ou
Na base de 80% de 70%(maior preço
De venda, o que equivale a 56%) R$ 16,80
Produtos Acabados
70% do maior preço de venda R$ 21,00
OBS: No exemplo dado a variação é insignificante tomando-se por base apenas
uma unidade.
Todavia,o valor poderá ser expressivo, se considerar um volume muito grande de
estoques e a empresa, por falta de um sistema de custo não interado nos livros, acaba
sendo penalizada pela fiscalização do Imposto de Renda que exige que a avaliação seja
feita na base da referência b. Dessa forma, a empresa apresentará um lucro maior e,
como tal, pagará mais imposto de renda.
4.11- Preço de Mercado
Considera-se preço de mercado o preço corrente de reposição. Quando se tratar
de mercadoria destinada à revenda, entender-se-á por preço de mercado o preço líquido
realizável, que é o preço pelo qual artigo idêntico é vendido no mercado respectivo, já
deduzidas, porém, a importância dos impostos incidentes sobre a venda e parcela
razoável correspondente às despesas e lucro operacional.
Exemplo:
Admitindo-se que a empresa tenha adquirido de terceiros produtos para revenda.
Comprou e tem ainda em estoque 50 unidades à razão de R$ 200,00 cada. O preço de
venda desse produto no mercado na data do balanço é de R$ 320,00 cada.
Há uma margem de R$ 120,00 para cobrir custos de distribuição e margem de lucro,
equivalente a 60%.
Pergunta: haverá necessidade de se efetuar qualquer ajuste nos inventários
considerando-se custo ,ou mercado dos dois o menor:
Verificando:
41
Apostila: Auditoria dos Ativos – por Prof Sergio Alfredo Macore
(seguindo o conceito de preço de mercado)
Preço de venda de 1 unidade R$ 320,00
( - ) ICMS sobre venda 17% dentro do estado) R$ 54,40
( - ) Custo para vender e margem de lucro
(comprovado p/contabilidade)na base de 25% do Preço de Venda R$ 80,00
Preço Líquido realizável R$ 185,60
Custo de Aquisição R$ 200,00
Perda por unidade R$ 14,40
50 unidades X R$ 14,40 = R$ 720,00
Demonstração no Balanço:
Estoque:
Produtos de 3o
para Revenda
50 unidades a R$ 200,00 R$ 10.000,00
( - ) provisão desvalorização estoque 50 unidades a R$ 14,40 R$ 720,00
Valor do estoque no balanço 31/12/00 R$ 99.278,00
4.12- Custos – Noções
Na atual conjuntura dos negócios, o problema da determinação do custo efetivo de
cada produto se reveste de vital importância para o administrador. Não será possível a
obtenção de um custo para competição se a empresa não possuir controles permanentes
sobre os elementos que concorrem para sua formação, segundo a sua natureza e
destinação.Por outro lado, um custo apurado de forma correta coloca a empresa em
condições de informações necessárias que permitirão eventuais medidas visando a
educação de custos ou o abandono de fabricação de produtos em margem de lucro, etc.
O custo de um produto é formado basicamente por vários elementos:
- o preço de compra da matéria-prima;
- os gastos com salários;
- as despesas que ocorrem durante a transformação dessa matéria-prima em
produto acabado para venda;
- a depreciação do equipamento usado na fabricação e outros.
Se a produção é para mais de um produto simultaneamente, as despesas poderão
ocorrer em mais de uma seção de fabricação. Desse modo, torna-se necessário atribuir
os custos certos às produções certas. Esse fenômeno é chamado de apropriação.
Em geral, a apropriação e controle dos elementos de custo se processam da
seguinte forma:
Ordem de Serviço: (documento de controle e autorização para acompanhamento
da produção). É aberta e codificada mediante uma autorização da seção competente, que
autorizou a fabricação do produto. A emissão dessa ordem de serviço poderá ser feita
pelo setor de planejamento ou setor industrial. Uma das vias será encaminhada ao setor
industrial (fabricação) e outra para a contabilidade de custos.
42
Apostila: Auditoria dos Ativos – por Prof Sergio Alfredo Macore
Apropriação diária de Mão-de-obra(através de boletins)
Emitidos diariamente pela seção de apontadoria da fábrica.
Para cada operário é emitido um boletim onde são anotados a data, início e término
de cada operação, número de horas e a ordem de serviço correspondente. Diariamente é
feito um confronto entre as horas apropriadas conforme boletins e os cartões de ponto.
4.12.1- MATERIAIS
A apropriação dos materiais é feita através da requisição do material. Exata
representa o documento hábil de entrega do material para a fabricação. O material a ser
aplicado na fabricação se divide em direto e indireto.
Direto: é aquele que se incorpora totalmente ao produto a ser fabricado, isto é que
pode ser exatamente determinado.
Indireto: é aquele cuja incorporação ao produto não pode ser determinado com
toda a exatidão por ser aplicado a diversas produções, á manutenção das máquinas
usadas na fabricação etc.
Exemplo: combustíveis, lubrificantes e outros que por sua natureza dificultam uma
perfeita determinação, exigindo estudos para estabelecer um critério para serem
apropriados.
Salários: A apropriação dos salários nas Ordens de Serviços é feita por meio do
Boletim Resumo de mão-de-obra aplicada em cada setor (devidamente analisado por
ordem de serviço).
As informações que são acumuladas nesse Boletim Resumo de mão-de-obra
originam-se dos boletins diários da mão-de-obra aplicada que são preenchidas pelo setor
de Apontadoria.
4.12.2- Mão-de Obra
Mão-de-obra Direta: é aquela diretamente aplicada na elaboração do produto.
Exemplo: salário dos mestres.
Mão-de-obra Indireta: é aquela que não pode ser aplicada diretamente ao produto
por ocorrer em funções que não participam da elaboração direta do produto. Exemplo:
salários de vigilantes, serventes, almoxarifes, etc.
4.12.3- Gastos Gerais
Diretos: quando se relacionam diretamente com a ordem de serviços em questão.
Indiretos: correspondem ao custo indireto de fabricação. São incorporados às
ordens de serviços com base em vários critérios, como, por exemplo: o tempo e a taxa
média horária; a taxa média horária é obtida pela divisão dos gastos gerais de todas as
seções pelo total das horas diretas de fabricação.
43
Apostila: Auditoria dos Ativos – por Prof Sergio Alfredo Macore
Os gastos diretos e ou indiretos de fabricação podem ser fixos e variáveis. Os fixos
são constantes apesar da variação da produção. Os variáveis aumentam ou diminuem em
função do aumento ou diminuição da produção.
Exemplos:
Fixos Variáveis
Honorários da diretoria Manuseio dos materiais
lubrificantes Energia
Depreciação de máquinas Depreciação de máquinas(se
utilizado o critério de horas
máquina)
Seguros da fábrica etc. Materiais auxiliares etc.
OBS:
1a
– os gastos fixos em termos de unidade são variáveis e
2a
– os gastos variáveis em termos de unidade são fixos.
4.13- Sistemas de Custos
Os custos podem ser determinados pelos sistemas: direto ou por absorção.
E podem ser avaliados a valores reais ou “standard” padrão.
O custo real representa a inclusão de todos os gastos reais aplicados na
fabricação. No “Standard”, são aplicados os custos com base em taxas prefixadas.
Quando for adotado o custo “standard”(direto ou por absorção), a parcela de gastos não
absorvidas dá origem, em confronto com o Real há uma diferença chamada: variação de
custo.
Se essa variação de custo for diretamente levada ao resultado de exercício, estará
sujeita a glosa por parte da fiscalização do Imposto de Renda que não aceita esse
sistema. Porém, se a parcela de variação de custo lançada diretamente no fim do período
e incorporada ao estoque(variação pertencentes às unidades não vendidas), não haverá
problemas com o fisco pois o estoque incluirá: custo padrão mais variação de custo o que
vem a corresponder a um custo real.
Exemplo de Contabilização
Contas de custeio: Débito Contas de Produção: Crédito
Matérias-prima 100,00 Produção Terminada 140 10 un
Mão-de-Obra 50,00 Em Processo 40 3 un
Gastos de Fabricação 30,00 180
180,00
A contrapartida das contas devedoras corresponde a:
a) crédito da conta estoque pela requisição;
b) crédito de folhas a pagar ref. á mão-de-obra;
c) crédito de caixa se pagamento a vista ou Contas a Pagar.
44
Apostila: Auditoria dos Ativos – por Prof Sergio Alfredo Macore
A contrapartida da contas credoras corresponde a:
a) débito Estoque: Produtos Terminados ;
b) débito Estoque: Produtos em Processo(no mês seguinte reverte novamente
para as contas de custeio recebendo novos encargos e até terminar a produção).
Exemplo de Contabilização das contas credoras corresponde a:
a) débito Estoque: produtos Terminados;
b) débito Estoque: produtos em Processo(no mês seguinte reverte novamente
para as contas de custeio recebendo novos encargos e até terminar a produção):
Exemplo de contabilização quando o custo for “standard”
(admitindo-se que o real seja maior que o “standard” )
Exercício Industrial
Contas de custeio: Débito
( R$)
Contas de produção: Crédito (R$)
Matéria-prima
100
Produção Terminada(1) 120 10
unid
Mão-de-obra
50
Em processo (2) 25 3
unid
Gastos
30
Variação-Custo não absorvido 35
1
80
180
( 1) Valores a custo “standard” para produto acabado;
( 2) Valores a custo “standard” para produto em processo nos respectivos estágios de
fabricação.
Posição nos livros ref. À produção:
Estoques:
Produtos Acabados – 10unidades 120
Produtos Acabados:variação custo 10 unidades 30
Produtos em Processo- 3 unidades 25
3 unidades 5
Total 180
No mês seguinte, ocorrendo a venda de uma unidade de produto acabado, o Custo
de mercadoria vendida será:
Custo padrão 12,00
Mais variação custo 3,00 Total 15,00
Processa-se no mês seguinte a transferência dos valores a débito no estoque para
as contas de custeio como segue:
Lançamento:
Débito: Contas de custeio 30
Crédito: Contas Es.Processo 30
Custeio Direto:
45
Apostila: Auditoria dos Ativos – por Prof Sergio Alfredo Macore
Este sistema não incorpora as despesas fixas.As despesas fixas são lançadas
diretamente em Resultado de Exercício. Assim, o procedimento em referência não é
aceito pela fiscalização do imposto de Renda. Todavia, esse sistema é de grande valia
para a Administração para a tomada de decisões, pois permite estabelecer a lucrabilidade
por linha de produto e o conseqüente ponto de equilíbrio.
Se esse sistema for integrado nos livros, no final do ano o contador deverá efetuar
um levantamento e determinar quais as parcelas do custo indireto de fabricação que foi
transferido para Resultado do Exercício e que se refiram às unidades não vendidas.
Conhecido esse valor, deverá estornar de despesas e incorporar no custo dos estoques.
Se isto, não for feito, será objeto de glosa por parte da fiscalização.
Muitas empresas têm por norma aplicar esse sistema fora dos livros à guisa de
controle e nos livros utiliza o custo real.
Exemplo:
Efeito nos resultados se for adotado nos livros o custo direto: R$
Preço de venda de um liquidificador 200,00
Preço de venda de um ventilador 100,00
Custo de 1 ventilador: direto 30
Custo fabril indireto 40 (desp.fixas)
Custo por absorção 70
Custo de 1 liquidificador: direto 50
Custo fabril indireto 70 (desp.fixas)
Custo por absorção 120
Admitindo-se que apenas foi vendida uma unidade de liquidificador
Posição nos livros:
Custo por absorção:
Estoques Custo das Vendas Vendas
Liquid 120
Ventil 70
120 120 200
Custeio Direto
Estoques Custo das Vendas Vendas
Liquid 50
Ventil 30
50 50
(1)70
(1)40
Liquid
Liquid
venti
(1) Gasto fabril indireto lançado diretamente LP (Lucro R$ 40,00)
4.14- Auditoria dos Inventários
46
Apostila: Auditoria dos Ativos – por Prof Sergio Alfredo Macore
O auditor deverá revisar os procedimentos a serem adotados na tomada dos
inventários físicos para lhe permitir avaliar se esses procedimentos se enquadram dentro
da melhor prática.
No decorrer das suas observações na tomada física dos estoques, o auditor deverá
investigar o zelo e a exatidão com que a empresa está procedendo o levantamento físico
dos seus estoques, quais os métodos e base seguidos para a sua avaliação e a
adequação dos cálculos aritméticos. Deverá observar, também, se os estoques refletem
corretamente a posição dos livros já excluídos de itens obsoletos, invendáveis ou
inservíveis e se de outro modo foram constituídas provisões adequadas de
desvalorização dos estoques.
Deverá também considerar, de conformidade com preceitos em vigor e em
consonância com o que determina a legislação fiscal, se os estoques estão a preços de
custos inferiores aos do mercado.
4.15- Realização de Estoques.
O trabalho do auditor na área de estoques deve envolver procedimentos voltados
para a determinação de quaisquer problemas com a realização de estoques, quer sejam
com perdas em relação ao mercado, quer com prazos além do normalmente realizável.
4.16- Verificação da Contabilização
Visa identificar a correta contabilização das transações e seu período de
competência.
Podem ocorrer casos em que mercadorias tenham sido incluídas no estoque físico
sem que tenha havido a consequente contabilização, ou então de vendas realizadas em
períodos inadequados.
Muito embora com tempo esses efeitos se compensem, o exercício social auditado
terá sido influenciado pelos erros cometidos pela contabilização em exercícios indevidos,
Exemplo:
a) Compras recebidas em um exercício e contabilizadas em outro:
Estoque físico (inclui as compras recebidas e não contabilizadas) R$ 30.000,00
Estoque contábil (não inclui a compras recebidas) R$ 29.000,00
Diferença R$ 1.000,00
Como o estoque contábil deve ser ajustado ao estoque físico, a companhia efetua o
lançamento contábil:
Estoques
a Custo das Vendas R$ 1.000,00
No exercício subsequente, ocorrerá o inverso da situação
b) Vendas realizadas em um exercício e contabilizadas em outro.
Vendas R$ 20.000,00
Custo dos produtos Vendidos R$ 18.000,00
Efeito no Lucro Bruto R$ 2.000,00
c) Vendas e custos das vendas realizadas em um exercício e contabilizadas em
exercícios diferentes:
Exercício (1) Exercício(2)
Vendas 20.000,00 -
47
Apostila: Auditoria dos Ativos – por Prof Sergio Alfredo Macore
Custo das Vendas -- . 18.000,00
Efeito no Lucro Bruto 20.000,00 18.000,00
Atenção especial deve ser dada às transações de compras e vendas realizadas ao
final de um exercício e ao início do exercício seguinte. Essa é a época propícia em que
erros de contabilização ou considerações indevidas podem ser notadas e cabe ao auditor
assegurar-se de que essas falhas podem ser eliminadas com a observância dos
seguintes aspectos:
- anotar as últimas entradas e saídas do período auditado e as primeiras entradas e
saídas do exercício subsequente, identificando a correta aplicação contábil nos períodos
de competência; e
- observação da área de expedição e da área da recepção de materiais no momento do
inventário físico, identificando a existência de materiais recebidos ou a expedir e o
tratamento contábil dispensado a esses itens.
Se o inventário for realizado em data anterior à do encerramento do exercício social,
idêntico procedimento dever ser realizado na data de encerramento do exercício social.
4.17- Avaliação dos Inventários: Quebra de Consistência
Exemplos:
PEPS: Primeiro Que Entra, Primeiro Que Sai;
MÉDIO: Apurado a cada nova entrada resultando num novo custo médio;
UEPS: Último que entra, primeiro que sai.
A avaliação a PEPS e a custo médio é aceita pela Fiscalização do Imposto de
Renda mas o UEPS não. Todavia, convém considerar que tanto os contadores como os
auditores aceitam os 3 sistemas de avaliação além de ser um princípio contábil aceito.
Assim, os estoques podem ser avaliados a custo médio, a PEPS ou a UEPS.
O que não pode acontecer é a cada mês mudar o critério. Todavia, se de um ano
para outro houver mudança de sistema(quebra de procedimento ou de consistência), o
auditor deverá determinar o seu efeito para fins de decidir a sua materialidade e
mencionar o seu parecer. Para fins fiscais, o contador deverá adicionar ao lucro para
efeito de tributação a diferença não dedutível.
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Apostila: Auditoria dos Ativos – por Prof Sergio Alfredo Macore
Exemplo:
Compras:
Data Quant. Especif Preço
Unit
05/01/00 10 Unid 20,00
10/03/00 30 Unid 40,00
23/06/00 50 Unid 60,00
25/09/00 100 Unid 80,00
20/12/00 50 Unid 100,00
Posição nos Livros pelo Sistema UEPS: exercício corrente
Data Custo
Merc.Vendida
Vendas Lucro Bruto
nov 10.500,00 (150 X 1000)15.000 4.500,00
Levantamento feito pelo Auditor:
Se não houvesse mudança, aposição seria:
Data Custo
Merc.Vendida
Vendas Lucro Bruto
Nov (100X500)e50X700
)
5.000,00
3.500,00 (150 X 1000)15.000
8.500,00 6.500,00
Efeito nos Resultados pela Mudança de sistema.................................. .
2.000,00
Considerando:
Se o Lucro final no corrente exercício pelo sistema UEPS fosse................
5.000,00
O Auditor daria uma qualificação no seu parecer pois a parcela da mudança é
Material. O lucro seria da ordem de:.................................... ...................... 7.000,00
A provisão para imposto de Renda e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido
Seria constituída nessa base:
CSLL = 9% de R$ 7.000,00 = e IRPJ 15% de R$ 7.000,00
O contador teria que adicionar ao lucro de R$ 5.000,00 mais os R$ 2.000,00 não
Dedutíveis.
Exercício
A empresa Cornetinha de Ouro – Aparelhos Musicais Ltda., registram em seus livros a
seguinte posição:
Exercício de 1998:
Data Histórico Quantidade Preço unitário
02/01/1998 Estoque Inicial 100 1,00
10/03/1998 Compra 300 2,00
05/04/1998 Venda 200 7,00
16/08/1998 Venda 100 12,00
09/09/1998 Compra 500 4.30
49
Apostila: Auditoria dos Ativos – por Prof Sergio Alfredo Macore
10/12/1998 Venda 400 15,00
20/12/1998 compra 80 4,30
Exercício de 1999:
Data Histórico Quantidade Preço unitário
02/01/1999 Estoque inicial 280 4.30
05/02/1999 Compra 100 5.00
15/03/1999 Venda 130 20.00
20/05/1999 Compra 200 7,00
30/08/1999 Venda 240 30,00
30/09/1999 Compra 100 10,00
30/11/1999 Compra 120 12,00
20/12/1999 venda 150 40,00
Saldo 280
Observação: em 1999 a empresa mudou o sistema de PEPS para UEPS.
Pede-se: Calcule e Indique a parcela que deverá ser adicionada ao lucro para fins de
tributação uma vez que o Imposto de Renda não aceita o Sistema UEPS.
4.18- PONTO DE EQUILÍBRIO
Noções e Vantagens.
A elaboração do ponto de equilíbrio representa um ferramental decisório e de muito
interesse para a administração. O ponto de equilíbrio é a situação em que não há lucro ou
prejuízo. As vendas poderão em determinados períodos não atingir a parcela necessária
para cobrir as despesas, ocorrendo consequentemente um prejuízo.
Para se calcular o ponto de equilíbrio é preciso que a Contabilidade tenha
condições de informar separadamente : Custos Fixos e Custos Variáveis.
Exemplo:
“Um garoto quer vender no Pacaembu, num dia de grande jogo, bandeiras de um clube
de futebol. Cada bandeira lhe custa R$ 5,00. A Taxa municipal do posto de venda, as
despesas de transportes e lanches totalizam R$ 200,00. Representando as despesas
fixas. O preço de venda de cada bandeira é de R$ 9,00. Pergunta-se: quantas bandeiras
será necessário vender para atingir o ponto de equilíbrio? Isto é: empatar com os gastos
de R$ 200,00(nem ganhar e nem perder). A partir de que número de bandeiras vendidas,
o garoto terá lucro? “.
Procedimento: custo fixo . = 200,00 =
200,00 .
Vendas(menos)Custo variável 9,00 - 5,00 4,00
É igual a 50 bandeiras.
Comprovação:
Venda de 50 bandeiras a R$ 9,00 450,00
50
Apostila: Auditoria dos Ativos – por Prof Sergio Alfredo Macore
Custo Variável 50 a 5,00 - 250,00
Margem de Contribuição 200,00
Despesas Fixas 200,00
- 0–
Exemplo com uma unidade:
- Venda de 1 unidade ao preço de R$ 1,50
- Custo variável de 1 unidade R$ 0,50
- Despesas fixas da fábrica R$ 100,00
Teremos:
PE = Custo Fixo . R$ 100,00 . R$ 100,00 . = 100 un
P.V.(-) CV 1,50 (-) 0,50 R$ 1,00
PE = CF . R$ 100,00 . R$ 100,00 .
1 - CV 1 – 0,50 1 – 33,33%
PV 1,50
= R$ 100,00 . = R$ 150,00
0,6667
( R$ 150,00 DIVIDIDO POR R$ 1,50 É IGUAL A 100 UNIDADES)
VENDA 100 UNIDADES A R$ 1,50 150,00
CUSTO VARIÁVEL 100 UNIDADES A 0,50 50,00
Margem de Contribuição 100,00
CUSTO FIXO 100,00
LUCRO OU PREJUÍZO - o –
OBSERVAÇÃO:
Quando aumenta ou diminui o volume de vendas, o custo variável aumenta e diminui na
mesma proporção.
Regra:
- Custo variável é fixo em termos unitários e
- Custo Fixo é variável em termos unitários.
(Quanto mais se produzir menor será os encargos das despesas fixas por
unidade).
Exercícios
1– Os estoques são classificados no seguinte grupo de contas do Balanço Patrimonial:
( ) a) Investimentos ( ) b) Ativo imobilizado
( ) c) Ativo Circulante ( ) d) Ativo diferido
2-Em um regime inflacionário, o método de valorizar estoques que daria maior lucro para
a empresa é o seguinte:
( ) a)- UEPS ( )b)- PEPS ( )c)- Custo médio
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Apostila: Auditoria dos Ativos – por Prof Sergio Alfredo Macore
3-Em um regime inflacionário, o método de valorizar estoques que daria menor lucro para
a empresa é o seguinte:
( ) a)- UEPS ( )b)- PEPS ( )c)- Custo médio
4-Em um regime deflacionário, o método de valorizar estoques que daria maior lucro para
a empresa é o seguinte:
( ) a)- UEPS ( )b)- PEPS ( )c)- Custo médio
5-Em um regime deflacionário, o método de valorizar estoques que daria menor lucro para
a empresa é o seguinte:
( ) a)- UEPS ( )b)- PEPS ( )c)- Custo médio
5) – A empresa desde o início de sua constituição vinha adotando os Sistema PEPS e
no exercício corrente passou a adotar o Sistema UEPS.
Informações constantes dos livros no corrente exercício:
Inventário Inicial 100 unidades a R$ 500,00
Compras – Fev 200 unidades a R$ 700,00
Vendas – Nov 150 unidades a R$ 1.000,00
Compras – dez 50 unidades a R$ 800,00
Pergunta-se: Houve quebra de consistência? Se houve qual a parcela a ser adicionada
para apuração do Imposto de Renda e da Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido?
6)- Posição no Estoque com base no PEPS:
Ref. Compras Custo
Aquisi
Venda
s
Preço
Mercado
Total
Bicicletas
S/câmbio 20 100,00 8 140,00
3 marchas 10 150,00 6 185,00
5 marchas
1a
compra
30 170,00 20 220,00
2a
compra
60 190,00 30 260,00
Complete na coluna Total o valor final do inventário considerando custos ou
mercado, dos dois o menor.
7-A empresa ao encerrar o seu balanço no fim do ano, verificou que a conta estoque no
razão era zero. Todavia o inventário físico apresentava uma existência de R$ 200.000,00.
Efetuando-se o respectivo ajuste qual seria o lucro bruto da empresa?
8- A Indústria Parafina “Ás de Ouro” S/A apresenta as seguintes transações:
Durante o mês de setembro:
1 – Compra de matéria-prima a prazo(dentro do Estado)
“A” compra de 1.000kg a R$ 10,00 o quilo
“B” compra de 2.000kg a R$ 8,00 o quilo
52
Apostila: Auditoria dos Ativos – por Prof Sergio Alfredo Macore
A nota fiscal menciona:
+ total do IPI R$ 1.800,00 e destacado no corpo da nota R$ 4.420,00., ref, ao ICMS pago
pelo fornecedor de 17%.
2– Matéria-prima utilizada na produção do mês:
“A” 800 kg(calcular preço de custo por quilo)
“B” 1.500 kg(calcular preço de custo por quilo)
3 – outros Custos de produção no mês:
Mão-de-obra direta R$ 11.000,00
Custo Indireto de Fabricação R$ 9.576,00
4 – Foram produzidos em setembro 512 unidades. Não existia nenhum estoque de
produtos em fabricação.
5- Vendas efetuadas no mês de setembro:
250 unidades a R$ 280,00 + 10% de IPI e 12% ICMS referente a vendas fora do
Estado.
Pede-se:
- Calcular o Custo de Fabricação do produto Acabado;
- Determinar o Lucro ?Bruto sobre a venda; e
- Indicar os saldos líquidos dos Impostos a Pagar.
9- A empresa “LEQUE LEQUE” Ltda.., vende os produtos LAC-LEC-LIC. Os inventários e
as compras do mês de dezembro e respectivos preços correspondem a:
PRODUTOS
DADOS LAC LEC LIC
Inventário no dia 01/12 350 a R$ 80,00 350 a R$ 120,00 125 a R$ 200,00
Compras do Mês 100 a R$ 75,00 100 a R$ 105,00 85 a R$ 185,00
Vendas do mes 50 a R$ 150,00
100 a R$ 160,00
150 a R$ 180,00 100 a R$ 300,00
Total do Estoque em
31/12
100 300 110
Valor mercado em 31/12 75 100 190
Pede-se: Determinar o valor de ajuste a ser feito no estoque levando-se em conta o
menor preço entre custo e o mercado.
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Apostila: Auditoria dos Ativos – por Prof Sergio Alfredo Macore
5- AUDITORIA DAS DESPESAS ANTECIPADAS
5.1- Objetivo;
A auditoria das despesas antecipadas, classificáveis como ativo circulante, tem a
finalidade de:
a) determinar que representem gastos efetivos que irão beneficiar o período
subsequente;
b) determinar se foram utilizados em bases uniformes os princípios de contabilidade
geralmente aceitos;
c) determinar se estão corretamente classificadas nas demonstrações financeiras e se as
divulgações cabíveis foram expostas nas notas explicativas.
O papel de trabalho de análise das Despesas Diferidas refere-se ao grupo de
despesas pendentes que são lançadas em definitivo na demonstração de resultados nos
12 meses do e exercício seguinte.
Essas despesas diferidas fazem parte do grupo do Ativo Circulante e diferem daquelas
classificas como despesas diferidas do grupo de Ativo Permanente, pois abrangerão a
amortização por mais de um ano.
5.2- Revisão do Controle Interno
A revisão do controle interno tem a finalidade de determinar qual a confiabilidade
depositada no controle interno, para que se possam definir quais e quando os
procedimentos de auditoria serão utilizados e em qual extensão.
Como cada empresa é uma entidade diferente, os controles internos nem sempre
se equivalem, pois dependem dos valores envolvidos, do pessoal existente ou da
quantidade de contas existentes.
Entre os vários tipos de controle podem ser utilizados:
- mapa de apropriação mensal das despesas antecipadas;
- Sistema de autorização e aprovação de pagamentos;
- Estabelecimento de política e critérios contábeis definidos para as despesas
antecipadas e,
- Estabelecimento de política definida para a contratação para seus ativos.
5.3 Procedimentos de Auditoria
Os procedimentos de auditoria são as ferramentas que o auditor utiliza para a
realização de seus trabalhos. Os procedimentos de auditoria que serão utilizados para o
auditor atingir seus objetivos previamente delineados são vários, dependendo das
circunstâncias, da efetividade do controle interno e da materialidade envolvida.
Os procedimentos mais comuns são:
Confirmação com as empresas de seguros quanto às apólices vigentes; exame
documental de faturas notas fiscais e comprovantes relativos às adições; cálculo da
amortização mensal das despesas antecipadas; classificação adequada das contas,
observação dos princípios da Contabilidade.
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Apostila: Auditoria dos Ativos – por Prof Sergio Alfredo Macore
O exame de auditoria das despesas antecipadas deve ser feito por meio de uma
revisão dos itens que a compõem e determinar que estão de acordo com os princípios
contábeis, observando-se:
a) a despesa é real e está contabilizada por seu valor correto, o que pode ser confirmado
por intermédio do exame documental;
b) a despesa é realmente ativável e merece ser amortizada ao longo do tempo, não se
justificando sua contabilização diretamente à despesa.
c) os valores amortizados no período são adequados e naturalmente envolvem todos
aqueles que deveriam Ter sido levados à despesa no período em exame.
5.4 - DESCONTO DE DUPLICATAS - DUPLICATAS DESCONTADAS
Quando uma empresa efetua vendas a prazo, fica estabelecido que o recebimento
do valor somente se realizará na data do vencimento da duplicata.
Na maioria das empresas a venda a prazo representa apenas uma forma de
incentivas as vendas dos produtos. Como os estoques vendidos precisam ser repostos e,
para tanto, a empresa precisa de numerário, as duplicatas emitidas geralmente são
utilizadas para gerar recursos, sob a forma de desconto.
A operação de desconto de duplicatas consiste basicamente na compra à vista,
pelo banco, de tais títulos, mediante cobrança de despesas bancárias e dos juros
correspondentes, geralmente os de mercado para esse tipo de operação.
Mediante entrega das duplicatas, o Banco em troca, adianta a empresa o dinheiro
correspondente ao valor das duplicatas.
Desconto: é um recebimento realizado antecipadamente, mediante a transferência da
propriedade do título para uma instituição financeira; nessa hipótese, o direito de
recebimento do título não mais pertence à sociedade que o emitiu, mas sim a quem o
descontou (instituição financeira).
Entretanto, caso o devedor não honre o pagamento do mesmo, cabe à instituição
financeira o direito do regresso contra a empresa que o descontou, ou seja, esta deverá
pagar ao banco o valor do título não quitado pelo devedor.
Classificação: a conta Duplicatas Descontadas deve ser classificada como redutora da
conta Duplicatas a Receber no Ativo Circulante ou no Ativo Realizável a Longo Prazo.
Encargos Financeiros: os encargos financeiros cobrados pelo banco representam
despesas antecipadas e devem ser classificados no AC ou no ARLP, sendo
apropriados(contabilizados) em conta de resultado à medida que forem sendo
incorridos(proporcionalmente ao prazo do desconto.
Exemplo Prático:
A Cia Comercial SOS, descontou em 01/02/2000, junto ao Banco Norte Sul, uma
duplicata no valor de R$ 20.000,00, cujo vencimento ocorrerá em 31/03/2001. O Banco
descontou, antecipadamente, despesas financeiras na ordem de R$ 8.000,00 e despesas
bancárias fixas, necessárias à cobrança do título, no valor de R$ 500,00 e creditou na
conta corrente da empresa o valor líquido de R$ 11.500,00.
O saldo da conta Duplicatas a Receber 01/12/2000, era de R$ 800.000,00.
Contabilize a referida operação, sabendo que a duplicata foi paga integralmente pelo
cliente em 31/03/2001.
Contabilização:
55
Apostila: Auditoria dos Ativos – por Prof Sergio Alfredo Macore
1) Pelo Desconto em 01/02/2000:
DIVERSOS
A DUPLICATAS DESCONTADAS - AC
BANCO C/MOVTO (NORTE SUL S/A) - AC 11.500,00
DESPESAS FINANCEIRAS A APROPRIAR - AC 8.000,00
DESPESAS BANCÁRIAS - DRE 500,00 20.000,00
2) Pela apropriação proporcional dos encargos em 2000.
Número de dias correspondente aos juros
01/02/2000 a 31/03/2001
fev/2000 = 29 dias = 545,90
março/2000= 31 dias = 583,54
abril/2000= 30 dias = 564,72
maio/2000= 31 dias = 583,54
junho/2000= 30 dias = 564,72
julho/2000= 31 dias = 583,54
agosto/2000= 31 dias = 583,54
setembro/200= 30 dias = 564,72
outubro/2000= 31 dias = 583,54
novembro/2000= 30 dias = 564,72
dezembro/2000= 31 dias = 583,54
janeiro/2001= 31 dias = 583,54
fevereiro/2001= 28 dias = 527,07
março/2001= 31 dias = 583,54
Total de dias 425 dias
Juros diários = 8.000,00 = R$ 18,824(diário)
425
Contabilização
DESPESAS FINANCEIRAS - DRE
a DESPESAS A APROPRIAR -AC 545,90
5.4.1 - BAIXA PELA LIQUIDAÇÃO DAS DUPLICATAS DESCONTADAS
Ocorrendo a liquidação das duplicatas, através do pagamento ao Banco pelo devedor., o
Banco emite um aviso a empresa informando o fato, e esta efetua o lançamento de baixa
na conta de Duplicatas a Receber e na conta de Duplicatas Descontadas.
Registro da Baixa das Duplicatas pela liquidação.
DUPLICATAS DESCONTADAS - AC
a CLIENTES - DUPLICATAS A RECEBER 20.000,00
Caso a duplicata não seja liquidada pelo sacado, o Banco devolverá o referido
título à empresa(cedente), debitando em sua conta corrente o valor correspondente ao
desconto, bem como os eventuais encargos de mora sobre a sua liquidação.
Consideremos que a duplicata não seja liquidada no vencimento, e que o Banco
proceda a sua devolução à empresa.
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Apostila: Auditoria dos Ativos – por Prof Sergio Alfredo Macore
Considerando ainda, que naquela ocasião os encargos pelo atraso no pagamento
da referida duplicata somassem a importância de R 375,00.
DIVERSOS.
a DUPLICATAS DESCONTADAS - AC 20.000,00
JUROS E COMISSÕES BANCÁRIAS 375,00
Demonstrar como ficariam os valores no Balanço patrimonial de
dezembro/2000.
EXERCÍCIO:
A Companhia Topa Tudo descontou em um banco, no dia 01/12/1999, uma duplicata no
valor de R$ 4.000,0 cujo vencimento é de 28/02/2000,pagando antecipadamente, juros
simples de 10% ao mês e 5% de despesas bancárias fixas pela cobrança da duplicata.
Assinale a alternativa correta em relação ao lançamento contábil efetuado em 01/12/1999,
pela empresa, e demais lançamentos efetuados, considerando que o pagamento foi
efetuado normalmente no vencimento, sabendo que a empresa encerra seu período-base
em 31/12/1999.
5.4.2- SEGUROS A VENCER OU A APROPRIAR
Dados colhidos pelo auditor no levantamento da Conta Despesas Antecipadas:
Ref: apólice de Seguro
Espécie de Seguro: Contra incêndio.
Bens Segurados: Instalações da loja e do escritório
Seguradora: Cia Tranquila - Apólice no.103
Valor Segurado R$ 1.000.000,00
Prêmio Total Pago: R$ 12.000,00
Vigência da Apólice: 01/11/99 a 31/10/2000.
Forma de Pagamento: 3 parcelas fixas de R$ 4.000,00 (1 entrada + 2 de igual
valor)
O Auditor verificou a seguinte situação em 31/12/99.
Saldo das Contas
Seguros a Apropriar - AC R$ 4.000,00
Seguros a Pagar R$ 4.000,00
Seguros - Despesas Administrativas R$ 8.000,00
Não havia menção nas notas explicativas e sequer registro contábil.
Você como Auditor como orientaria a Fazer o Registro Contábil da operação e o controle
desta operação?
Controle de Prêmios de Seguro a Apropriar
Espécie de Seguro: Contra incêndio.
Bens Segurados: Instalações da loja e do escritório1.000,00
Seguradora: Cia Tranquila - Apólice no.103
Valor Segurado R$ 1.000.000,001.000,001.000,00
Prêmio Total Pago: R$ 12.000,00
Vigência da Apólice: 01/11/99 a 31/10/2000.
Forma de Pagamento: 3 parcelas fixas de R$ 4.000,00 (1 entrada +
57
Apostila: Auditoria dos Ativos – por Prof Sergio Alfredo Macore
parcelas
2 de igual valor)1.000,00
Valor da quota Saldo a apropriar
Nov/1999 1.000,00 11.000,00
Dez/1999 1.000,00 10.000,00
Jan/2000 1.000,00 9.000,00
Fev/2000 1.000,00 8.000,00
Mar/2000 1.000,00 7.000,00
Abril/2000 1.000,00 6.000,00
Mai/2000 1.000,00 5.000,00
Jun/2000 1.000,00 4.000,00
Jul/2000 1.000,00 3.000,00
Ag/2000 1.000,00 2.000,00
Set/2000 1.000,00 1.000,00
Out/2000 1.000,00 0,00
Lançamentos Contábeis
Pela Contratação:
SEGUROS CONTRATADOS (COMPENSAÇÃO ATIVA)
a CONTRATOS DE SEGUROS (COMPENSAÇÃO PASSIVA) 1.000.000,00
Pela Contratação de seguro contra incêndio nas instalações
Da loja e do escritório, cf. apólice no.0012 da Cia Tranquila
Pela Constituição da Obrigação
PRÊMIOS DE SEGUROS A APROPRIAR - AC
a PRÊMIOS DE SEGUROS A PAGAR - PC 12.000,00
Valor da apólice de Seguros no.0012 da Cia Tranquila
C/vencto final para 02/01/2000.
Pelo pagamento do Prêmio:
PRÊMIOS DE SEGUROS A PAGAR - PC
a DISPONIBILIDADES - AC 4.000,00
Pelo pagamento da 1a
parcela da apólice no.0012 da
Cia Tranquila Ltda.
Pela apropriação mensal da despesa:
DESPESAS C/SEGURO - DESPESAS ADMINISTRATIVA
A PRÊMIOS DE SEGUROS A APROPRIAR - AC 1.000,00
Pela apropriação da quota relativa ao mês de novembro/1999
Do prêmio de seguro contra incêndio da loja e do escritório, cf.
Apólice no.0012 da Cia Tranquila
Nos meses seguintes são procedidos lançamentos similares ao do pagamento das duas
últimas parcelas, e da apropriação da cota mensal do prêmio incorrido em conformidade
com o mapa de controle, de modo que, em 31/12/99, deveria Ter aparecido a seguinte
demonstração no Balanço Patrimonial:
DESPESAS ANTECIPADAS - AC
a PRÊMIO DE SEGUROS A APROPRIAR 10.000,00
58
Apostila: Auditoria dos Ativos – por Prof Sergio Alfredo Macore
OUTRAS OBRIGAÇÕES - PC
a PRÊMIOS DE SEGUROS A PAGAR 2.000,00
E, na Demonstração do Resultado do Exercício:
DESPESAS OPERACIONAIS
a DESPESAS DE SEGURO 2.000,00
São contabilizadas em conta de despesa operacional, por se tratar de uma
empresa comercial; caso fosse uma indústria, evidentemente a parte do prêmio relativa
ao seguro das máquinas e instalações fabris(inclusive do prédio da fábrica, quando for o
caso) seria apropriada como custo da produção.
Ao final do contrato reverte-se o lançamento das contas de compensação.
CONTRATO DE SEGUROS - (COMPENSAÇÃO PASSIVA)
A SEGUROS CONTRATADOS -(COMPENSAÇÃO ATIVA) 1.000.000,00
Pela baixa da apólice no.103 da Cia Tranquila, relativa ao
Seguro contra incêndio das instalações da loja e do escritório
Em virtude de seu vencimento.
Os prêmios pagos constituem despesas antecipadas, cuja apropriação no resultado
deve ser feita na proporção do transcurso do prazo de cobertura de seguro.
Classificação No Balanço
Segundo a Sistemática de classificação de contas implantada pela Lei das
Sociedades por Ações, que é extensiva as demais empresas tributadas pelo Imposto de
Renda com base no lucro Real, os prêmios de Seguros pagos, e ainda não incorridos
devem ser mantidos em conta própria de "Despesas Antecipadas", classificável no Ativo
Circulante e/ ou no Realizável a Longo Prazo (se eventualmente o prazo de cobertura do
seguro ultrapassar a data de encerramento do exercício seguinte).
Registro Da Apólice Em Conta De Compensação
O fato da Lei das Sociedades por Ações não Ter previsto a apresentação das
contas de Compensação no Balanço Patrimonial não significa que esteja abolido o uso
de tais contas para fins de controle, que podem ser de grande utilidade, inclusive no
fornecimento de dados para a elaboração de notas explicativas que devam acompanhar
as Demonstrações Financeiras.
5.4.3 -ENCARGOS FINANCEIROS
Rateio dos Encargos Financeiros Antecipados.
Exemplo:
Em 16 de dezembro a Empresa contratou com o Banco um empréstimo no valor de R$
40.000,00 com vencimento para 04/02/2000. O Banco cobrou juros antecipadamente no
valor de R$ 5.000,00 e despesas bancárias no valor de R$ 200,00.
Resolução:
59
Apostila: Auditoria dos Ativos – por Prof Sergio Alfredo Macore
Encargos financeiros: 5.000,00 = R$ 10,00 por dia
50 dias
Mês/ano Número de
dias
Encargos
Financeiros
Dez/1999 15 1.500,00
Jan/2000 31 3.100,00
Fevereiro/2000 04 400,00
50 5.000,00
Contabilização:
1- Em 16/12/1999(data do empréstimo)
DIVERSOS
a EMPRÉSTIMOS BANCÁRIOS – PC
Bancos c/Movimento 34.800,00
Despesas Bancárias 200,00
Encargos Financeiros Antecipados -AC 5.000,00 40.000,00
2- Pela Apropriação do Encargo.(Dez/99)
Encargos Financeiros – Dre
a Encargos Financeiros Antecipados- AC 1.500,00
3- Balanço em 31/12/99
Saldos:
Encargos Financeiros Antecipados – AC 3.500,00
a Encargos Financeiros – DRE 1.500,00
4- Pela Apropriação do Encargo(janeiro/2000)
Encargos Financeiros – Dre
a Encargos Financeiros Antecipados- AC 3.100,00
5- Pela Apropriação do Encargo(fevereiro/2000)
Encargos Financeiros – Dre
a Encargos Financeiros Antecipados- AC 400,00
60
Apostila: Auditoria dos Ativos – por Prof Sergio Alfredo Macore
5.4.4 -ALUGUEL PAGO ANTECIPADAMENTE
Exemplo:
Contrato De Aluguel
Data da Assinatura: 23/03/1999
Período de Vigência: 01/04/1999 a 31/03/2001.
Prazo: 24 meses
Forma de Pagamento: antecipado
Valor Total: R$ 240.000,00
Objetivo: Expandir a filial de Curitiba
Resolução:
Valor do Aluguel = 240.000,00 = 10.000,00
24
Despesas do ano
Ano Parcela Valor R$ Classificação
1999 9 X 1.000,00 90.000,00 Despesas do
ano
2000 12 X 1.000,00 120.000,00 Circulante
2001 3X 1.000,00 30.000,00 Realiz.longo
Prazo
240.000,00
6- ATIVO PERMANENTE
6.1 - Introdução
Ao se efetuar uma auditoria nesta área, deve-se considerar os princípios contábeis
e respectivas política de avaliação de investimentos, políticas de capitalização,
manutenção e reparos e critérios e métodos de depreciações e amortizações.
A seleção dos procedimentos de auditoria a aplicar é feita após a avaliação da
eficiência dos controles internos e grau de confiança que o auditor dispensa aos mesmos.
No contexto da linguagem contábil, é fundamental esclarecer a importância das
expressões Imobilizado, Depreciação e Amortização e o significado da base de
depreciação(custo histórico, métodos de depreciação) etc.
6.2- Ativo imobilizado,
61
Apostila: Auditoria dos Ativos – por Prof Sergio Alfredo Macore
É composto de bens adquiridos para uso permanente e não se destinam à venda a
não ser em caso de reposição ou desgaste dos bens. Esses bens usados durante vários
anos no processo operacional integram o chamado grupo imobilizado. Os bens de caráter
fixo ou permanente não se destinam à realização no giro normal dos negócios. Essas
imobilizações, também chamadas de bens tangíveis, sofrem influências pelo uso, a
desgastes físicos, ação da natureza ou obsolescência.
6.3- Depreciação.
Representa o registro da parcela correspondente ao desgaste do bem durante o
período de vida útil que lhe foi atribuído. É também conceituada como processo de
retorno do capital investido, no período de sua vida útil. Em sua essência, a depreciação é
um método de distribuição do custo de um ativo entre diversos períodos de atividade. A
determinação do que vem a ser vida útil do bem imobilizado deve levar em conta a
dissociação da perda gradual da capacidade operacional do bem e também a
recuperação do que chamamos investimento realizável.
Por sua vez, a depreciação difere de amortização, pois, enquanto a primeira
representa a perda do bem em uso, a Segunda representa a perda do capital aplicado em
direitos ou bens intangíveis.
6.4- OBJETIVO:
6.4.1 - INVESTIMENTOS.
- Certificar-se da razoabilidade de contabilização dos investimentos;
- Certificar-se de que os valores representam investimentos reais e que
pertencem à empresa;
- Certificar-se da adequação de provisões de desvalorização dos Investimentos;
- Certificar-se da adequação dos Controles Internos e se oferecem segurança e
dão pleno retorno dos direitos quanto a juros, bonificações, dividendos ou outros
benefícios;
- Certificar-se da consistência dos procedimentos em relação ao período anterior
(de conformidade com os princípios contábeis);
6.4.2 - ATIVO IMOBILIZADO.
- Certificar-se da eficiência dos controles internos em relação à área;
- Certificar-se de que os dados do razão e dos registros patrimoniais estão
suportados por existência física dos bens;
- Se as depreciações são feitas corretamente e se a contabilização e distribuição
dos gastos é satisfatória;
- Se é mantida a consistência nos métodos de depreciação em uso em relação
ao período anterior;
- Verificar se há bens hipotecados não refletidos nas demonstrações
contábeis(isso é possível através da obtenção da certidão negativa dos imóveis que
devem ser sempre solicitada pela auditoria);
- Se os bens e propriedades pertencem realmente à empresa;
- Se a contabilização das aquisições, baixas e transferências é adequada;
62
Apostila: Auditoria dos Ativos – por Prof Sergio Alfredo Macore
- Se as taxas de depreciação em vigor estão de conformidade com os turnos de
trabalho;
- Se os ativos estão segurados e se apresentam cobertura satisfatória contra os
riscos de incêndio e roubo;
6.4.3 - DESPESAS DIFERIDAS.
- Certificar-se de que os controles internos em vigor, relacionados com os
critérios de amortização das despesas diferidas, é satisfatório;
- Verificar a adequação da contabilização das aplicações de recursos em
despesas que contribuirão para a formação do resultado de mais de um exercício social;
- Verificar se o método de amortização dessas despesas é aplicado de maneira
consistente em relação ao período anterior.
6.5- AVALIAÇÃO SOBRE OS CONTROLES INTERNOS: INVESTIMENTOS, ATIVO
FIXO E ATIVO DIFERIDO.
Áreas Inspecionadas: Investimentos - Ativo imobilizado e Despesas Diferidas do grupo:
ATIVO PERMANENTE
Efetuado os procedimentos do controle interno em vigor nos setores mencionados,
questiona-se os seguintes aspectos:
- Se os documentos hábeis que comprovam os investimentos da empresa são
guardados em cofres de aluguéis? Em Bancos?
- Se são periodicamente inspecionados por funcionários designados pela
administração, diferentes daqueles responsáveis pelo seu controle e guarda?
- Se a empresa não se enquadra dentro dos critérios de equivalência patrimonial
pois não é controladora, nem mantém relação da coligação com terceiros e nem os seus
investimentos se enquadram no âmbito da relevância.
No Tocante ao ATIVO IMOBILIZADO:
- A empresa mantém uma adequada política de capitalização (atendendo aos
limites permitidos por lei), manutenção e reparos?
- Os critérios de depreciação são aplicados de maneira consistente em relação
ao período anterior?
- As taxas de depreciação utilizadas são aquelas permitidas pela fiscalização?
- O método de depreciação em uso é o de linha reta ou seja linear?
- É praxe na empresa efetuar concorrência para toda a compra e venda de ativo
imobilizado?
- Os registros em vigor na empresa permitem acompanhar a vida útil dos bens
evitando-se que um bem continue a ser depreciado depois da sua vida útil?
- É prática o chapeamento dos bens logo após a sua aquisição?
- De 2 em 2 anos é feito um levantamento físico dos bens?
- Todos os bens do Ativo se encontram devidamente segurados contra roubo e
incêndio com base nos valores de custos corrigidos?
No Tocante às DESPESAS DIFERIDAS.
63
Apostila: Auditoria dos Ativos – por Prof Sergio Alfredo Macore
- Os controles internos são satisfatórios?
Elementos que o auditor deverá levar em consideração no caso de ser contratado para
uma primeira Auditoria:
Ref. ATIVO IMOBILIZADO.
a) Necessidade de se obter adequado conhecimento do cliente;
b) Até onde pode-se considerar relatórios e serviços executados por auditores
anteriores;
c) O passado do Ativo fixo deve ser investigado em grau suficiente para habilitar-se
determinar:
1) Base pelos quais foram os ativos avaliados;
2) Critérios de classificação;
3) Razoabilidade das depreciações;
4) Consistência de procedimentos aplicados;
5) Política de amortização, manutenção e reparos adotados;
6) Exame das escrituras que evidenciem a posse das principais propriedades e
hipotecas se houverem;
7) Política de baixa de bens vendidos;
Trabalhos executados: (visitas intermediárias)
1) Avaliação dos controles internos:
Turnos de trabalho; depreciação acelerada; chapeamento; registro de bens patrimoniais;
localização dos bens; política descritiva de capitalização; manutenção e reparos;
concorrência para compra e venda de ativos fixos.
2) Exame da documentação das principais aquisições e baixas;
3) Testes das Depreciações;
4) Inspeção Física de bens (ou fora de uso)
5) Exame da política de manutenção e reparos
6) Observar se despesas não estão sendo indevidamente capitalizadas.
Fim do ano: (Fechamento do Balanço)
1) Preparar o resumo do ativo e da Depreciação
2) Completar o exame das adições dos itens adquiridos entre as visitar
intermediárias e a visita final(balanço);
3) Observar a razoabilidade da depreciação total do ano;
4) Observar consistência de procedimentos;
5) Obter certidão negativa dos imóveis;
6) Verificar a razoabilidade da contabilização;
7) Verificar as ocorrências que deverão ser suporte de notas explicativas:
valores atribuídos aos ativos, critérios de depreciação, hipotecas ou penhor industrial se
existentes.
6.6 -AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS E RENDIMENTOS DE PARTICIPAÇÕES
SOCIETÁRIAS.
6.6.1 -Introdução.
64
Apostila: Auditoria dos Ativos – por Prof Sergio Alfredo Macore
Investimento é todo recurso aplicado na aquisição de bens e direitos. Desta forma, tanto a
aquisição de uma máquina como as compras de mercadorias para revenda são
consideradas como investimentos.
Para a Contabilidade, investimentos tem sentido restrito, significando aplicações
permanentes de recursos que não se destinam à manutenção da atividade principal da
empresa. Os investimentos são classificados no Ativo permanente e, por não integrarem a
atividade principal da empresa, representam os recursos aplicados no desenvolvimento
de atividades acessórias, tendo como finalidade auferir rendas ou valorização.
Como exemplo de bens e direitos classificados como investimentos, pode-se citar: obras
de arte, imóveis não utilizados pela empresa, ouro adquirido com a intenção de
permanência, participações societárias, etc.
6.6.2- Investimentos em Participações Societárias
Conceito: São aplicações de Recursos efetuadas por uma Sociedade (denominada
Investidora) na aquisição de ações ou quotas de Capital de outra pessoa jurídica
(denominada investida).
Esses Investimentos dividem-se em :
a) –Investimentos Temporários;
b) – Investimentos Permanentes;
a)Investimentos Temporários: Adquiridos geralmente com a intenção de revenda e tendo
caráter especulativo.
As participações temporárias, quer por especulação quer por outras razões que levem a
empresa investidora a não ter interesse na sua manutenção, devem ser classificadas no
Ativo Circulante (eventualmente no Realizável a Longo Prazo) registrados pelo custo de
aquisição sujeitas a avaliação de Mercador, se este for inferior àquele(não dedutível do
imposto de Renda) Provisão para ajuste ao custo.
As participações em Sociedades por quotas de responsabilidade limitada são
automaticamente consideradas, pelo fisco com Ativo Permanente desde sua aquisição.
b)- Investimentos Permanentes: Adquiridos com a intenção de continuidade,
representando, portanto, uma extensão da atividade econômica da investidora, devem ser
classificadas no Ativo Permanente(AP).
São os tradicionais investimentos em outras empresas na forma de ações ou quotas.
Devem ter a característica de permanente. Incluem-se somente os Investimentos em
outras Sociedades que tenham características de aplicação de capital, não de forma
especulativa, existindo efetiva intenção de usufruir dos rendimentos proporcionados por
esses investimentos.
6.6.3- Formas de Avaliação
As empresas tributadas pelo Lucro Real com Investimentos decorrentes de participação
permanente no Capital de Outras empresas devem avalia-los pelo custo de aquisição ou
método de custo, se inexistir relevância ou influência na participação.
65
Apostila: Auditoria dos Ativos – por Prof Sergio Alfredo Macore
Os investimentos Temporários devem ser avaliados pelo Custo de Aquisição e os
Investimentos Permanentes podem ser avaliados pelo Custo de Aquisição ou pelo Método
de Equivalência Patrimonial.
6.6.4-Avaliação pelo Método de Custo de Aquisição
As pessoas Jurídicas que tenham Investimentos permanentes em outras empresas mas
que não se enquadrem na obrigatoriedade da Equivalência patrimonial devem avaliar
esses investimentos pelo custo de aquisição, sendo-lhes proibido faze-lo pelo valor do
Patrimônio Líquido. A avaliação por esse método deve obedecer aos critérios da
determinação da obrigatoriedade.
Os investimentos avaliados pelo custo de aquisição são registrados no Ativo Permanente,
subgrupo Investimentos, pelo respectivo valor de aquisição.
No caso de participações adquiridas até 31/12/95, o custo de aquisição será considerado
corrigido monetariamente até aquela data.
A partir do ano-calendário de 1996, foi extinta a correção monetária das Demonstrações
Financeiras, inclusive para fins societários.
6.6.5- Avaliação pelo Método da Equivalência Patrimonial
Consiste na avaliação dos Investimentos ou participações societárias mediante a
aplicação do percentual de participação da investidora no capital social da investida sobre
o patrimônio líquido da investida e compara-lo ao valor registrado no AP que será
complementada ou reduzido a fim de representar a efetiva participação.
Obrigatoriedade
Serão avaliados pelo método da equivalência patrimonial, no balanço patrimonial da
investida, os investimentos relevantes em:
a) – sociedades controladas;
b) – sociedades coligadas sobre cuja administração a investidora tenha influência,
ou de que participe com 20% ou mais do capital social da investida.
Controlada: Quando a investidora detiver a título de participação investimentos maior que
50% do capital votante da investida.
Coligadas: Quando a investidora detiver a título de participação maior que 10% e menor
que 50% do Capital total da investida.
Outras: Quando a investidora detiver a título de participação menor que 10% do capital
total da investida.
66
Apostila: Auditoria dos Ativos – por Prof Sergio Alfredo Macore
Determinação de Coligação e controle
Determinação de Coligação e Controle
Cia “B” Cia “C” Cia “D” Cia “E”
I – Capital
II – Participação da Cia
“A”
Participação da Cia
“C”
150.000,00
18.000,00
50.000,00
30.000,00
40.000,00
18.000,00
3.400
100.000,00
5.000,00
IIX 100 = % de
participação direta
I ou participação
indireta
12%
-o-
60%
-o-
45%
8,5%
5%
-o-
Soma % 12% 60% 53,5% 5%
A cia “A” participa nas seguintes Cias B, C, D e E. Por outro lado, a Cia C participa na Cia
D. Segundo os percentuais constantes da última linha do quadro, têm-se que:
a) A Cia A é coligada da Cia B;
b) A Cia A é controladora da Cia C;
c) A Cia A é coligada da Cia D e mantém um controle indireto;
d) Entre a empresa A e E não existe coligação, nem a Cia A controla a Cia E.
6.6.6- Investimentos Relevantes.
Existem dois critérios para se determinar a relevância dos investimentos em participações
societárias:
a) o primeiro critério aplica-se a cada investimento isoladamente, sendo relevante
o investimento em sociedade coligada ou controlada, quando o seu valor contábil for igual
ou superior a 10% do patrimônio líquido da investidora;
b) o segundo critério é aplicado quando existir investimento que, isoladamente, não possa
ser considerado relevante por representar menos de 10% do patrimônio líquido da
investidora.
Neste caso, estes investimentos são considerados como relevantes se, no conjunto das
sociedades controladas e coligadas, o seu valor contábil foi igual ou superior a 15% do
patrimônio líquido da investidora.
Determinação da Relevância do Investimento
Cia “B” Cia “C” Cia “D”
I – Patrimônio Líquido de “A
igual a
R$ 200.000,00
II – Participações da cia A
18.000,0
0
30.000,0
0
18.000,0
0
II X 100 = % individual
I conjunto = a 33% 9% 15% 9%
67
Apostila: Auditoria dos Ativos – por Prof Sergio Alfredo Macore
No exemplo dado têm-se que:
a) o investimento da Cia A não é relevante(não atinge a 10% do patrimônio líquido
da Cia A;
b) o investimento da Cia A na cia C é relevante(ultrapassa 10% do valor do
patrimônio líquido da Cia A;
c) o investimento da Cia A na Cia D não é relevante(não atinge 10% do patrimônio
líquido da Cia A.
Determinação da Relevância para fins de Avaliação do Investimento
Cia “B” Cia “C” Cia “D”
I – Capital
II- a) Participações de “A”
b)Participações de “C”
c)saldos de créditos de
“A”(1)
150.000,00
18.000,00
6.000,00
50.000,00
30.000,00
40.000,00
18.000,00
3.400,00
II X 100 = Relevância
qualificada
I
16% 60% 53,5%
O investimento da Cia A na Cia B é relevante no conjunto, mas não será avaliado pelo
valor do patrimônio liquido da Cia porque, embora o investimento seja considerado
relevante, a cia não tem nenhuma influência na administração da Cia B.
Com relação à participação societária da Cia A na Cia C, o investimento da Cia A deve
ser avaliado pelo patrimônio líquido da Cia C, pois a Cia C é controlada pela Cia A e
ainda existe relevância no investimento.
Finalmente, o investimento na Cia D também deve ser avaliado pelo patrimônio líquido,
pois o investimento é considerado relevante no conjunto, e ainda a Cia.A controla
indiretamente a Cia D, e finalmente, a Cia A participa com mais de 20% do capital social
da Cia D.
6.7 -DEPRECIAÇÃO AMORTIZAÇÃO E EXAUSTÃO
6.7.1- DEPRECIÃO ACUMULADA.
6.7.1.1- Definição.
Representa o desgaste ou a perda da capacidade de utilização (vida útil) de bens
tangíveis ou físicos pelo uso, por causas naturais ou por obsolescência tecnológica.
6.7.1.1.2 - Bens Depreciáveis.
Podem ser depreciados todos os bens físicos sujeitos, a desgaste pelo uso ou por causas
naturais ou obsolescência normal, tais como móveis, máquinas, equipamentos,
instalações, veículos, edifícios, construções, benfeitorias, projetos florestais destinados à
exploração dos respectivos frutos etc.
68
Apostila: Auditoria dos Ativos – por Prof Sergio Alfredo Macore
A importância correspondente à diminuição do valor dos bens do ativo imobilizado
resultante de desgastes pelo uso, ação da natureza ou obsolescência normal, poderá ser
computada como custo ou despesas operacional. A parcela de depreciação dos bens
utilizados na produção como custo dos produtos enquanto a depreciação dos demais
bens será escriturada como operacional.
A quota de depreciação é apropriável a partir da época em que o bem é instalado, posto
em serviço ou em condições de produzir. O Bem do Ativo Imobilizado em estoque, no
almoxarifado, não poderá ser depreciado. A Depreciação por obsolescência é difícil de ser
provada a não ser em equipamentos como o de processamento de dados.
6.7.1.3- Valor da Quota.
A empresa pode computar, como encargo do período de apuração do imposto, o valor
correspondente a aplicação da taxa anual permitida, fixada em função na vida útil do bem,
ou seja, do prazo durante o que se possa esperar a utilização econômica do bem na
produção de seus rendimentos sobre o custo e aquisição.
6.7.1.4- Apropriação Facultativa.
A dedução dos encargos de depreciação, NÃO constitui obrigação da pessoa jurídica
mas, sim, uma faculdade. Podem ser utilizadas taxas inferiores às admitidas pela
Administração Tributária ou, mesmo não considerar qualquer valor a título de encargo.
O que ocorre quando a empresa utiliza percentuais inferiores aos admitidos é a
consequente dilatação do prazo previsto para a depreciação do bem, fixado de acordo
com o tempo de vida útil do mesmo.
Se a empresa não depreciar ou adotar taxa de depreciação inferior à permitida, as
importâncias não apropriadas NÃO poderão ser recuperadas posteriormente através da
utilização de taxas superiores às máximas anualmente permitidas.
6.7.2 - Métodos de Depreciação.
Linha Reta ou Linear.
Consiste na aplicação de taxa fixa no período de vida útil calculada sobre o valor do bem
adquirido(custo histórico). Exemplo : Máquina adquirida por R$ 50.000,00, tem o seu
tempo de vida útil estimado em 10 anos. A taxa será fixa em 10%, o que resultará num
custo fixo anual de R$ 5.000,00. Esse método se justifica quando a vida útil do bem é
considerada uniforme e não haja de modo nenhum qualquer declínio no seu desempenho
e nem mudança na produção ou método de produção.
Exemplo método linha reta( o mais comum).
Custo de uma máquina R$ 200.000.00.
A fiscalização permite uma depreciação à taxa de 10%a ao ano. Desse modo, a vida útil
estimada é de 10 anos.
Estabelecendo a vida útil se distribuem quotas de depreciação uniforme para período, ou
seja:
Em cada ano, a quota de depreciação é fixa em R$ 20.000,00. Desse modo vai-se
acumulando numa conta redutora do Ativo - Depreciação Acumulada - Máquinas, o valor
da depreciação anual. No final de 10 anos, essa conta registrará um saldo
igual(acumulado) ao valor do bem registrado no Ativo.
69
Apostila: Auditoria dos Ativos – por Prof Sergio Alfredo Macore
Decrescente(soma dos dígitos).
Consiste em que a taxa aplicada não é fixa, isto é, à medida que decorre o período de
uso, a taxa diminui. Quando a eficiência operacional é mais elevada nos primeiros
períodos de vida útil, a taxa é mais alta. Esse método representa um aspecto técnico
válido, pois os que adotam justificam que seus custos são evidenciados com mais
realidade porque, quanto mais o bem se desgastar, mais manutenção necessitará.
Portanto, quando decresce a depreciação aumenta a manutenção.
Exemplo Método da soma dos dígitos dos anos.
Admitindo-se que foi adquirido um veículo por R$ 100.000,00. A depreciação é de 20% ao
ano (limite permitido pela fiscalização). Desse modo, a vida útil é da ordem de 5 anos.
Procedimento:
Soma-se os dígitos dos anos:
1o
ano, 2o
ano, 3o
ano, 4o
ano, 5o
ano = a 15.
No primeiro ano, a depreciação será:
. 5 de R$ 100.000,00 R$ 33.333,33
15
no 2o
ano a depreciação será::
4 , de R$ 100.000,00 R$ 26.666,68
15
no 3o
ano a depreciação será::
3 , de R$ 100.000,00 R$ 20.000,01
15
no 4o
ano a depreciação será::
2 , de R$ 100.000,00 R$ 13.333,34
15
no 5o
ano a depreciação será::
1 , de R$ 100.000,00 R$ 6.666,67
15
Total no fim de 5 anos a depreciação será:: R$ 100.000,00
Para fins de tributação, nos anos em que houver excesso de depreciação em comparação
ao método linear(vida útil do veículo 5 anos a uma taxa constante de 20%), a empresa
deverá adicionar esse excesso ao lucro. No 1o
ano a depreciação seria de 20% de R$
100.000,00 igual a R$ 20.000,00 e a empresa debitou em despesas a parcela de R$
33.333,33 originando um excesso de R$ 13.333,33.
Unidades Produzidas
70
Apostila: Auditoria dos Ativos – por Prof Sergio Alfredo Macore
Consiste na apropriação dos custos em função da estimativa das unidades a serem
produzidas.
O método a ser determinado deve estar estritamente relacionado com o benefício
recebido.
No que tange ao Imposto de Renda, é aceita pela fiscalização, como redutível para fins de
tributação, a depreciação de uma máquina com base na taxa de 10% ao ano, ou seja, 10
anos de vida útil, utilizando-se um turno normal de oito horas de trabalho por dia.
Outros métodos adotados pela empresa devem ser considerados de natureza puramente
gerencial e não se relacionam com o permitido pela fiscalização.
Para fins de análise de negócio, o ponto de vista do contador, do administrador, do auditor
ou do técnico de contabilidade deve ser separado do ponto de vista fiscal.
Exemplo de Método com base nas Unidades produzidas;
Admitindo-se que o custo de aquisição da máquina ou de fabricação pela própria empresa
de um ferramental ou estampo, que tem como capacidade estimada 20.000 peças, é de
R$ 200.000,00.
O procedimento a seguir é o seguinte:
R$ 200.000,00 = R$ 10,00 p/peça
20.000 peças
Admitindo-se que no 1o
ano foram produzidas 4.000 peças, no segundo 3.000, no terceiro
1.500 peças, no quarto 2.500 peças etc.
Depreciação: R$ 40.000,00 , R$ 30.000,00 , R$ 15.000,00 , R$ 25.000,00 , etc.
Período 1o
ano 2o
ano 3o
ano 4o
ano
Até esgotar a produção de 20.000 peças.
6.7.3 - Critério para Decidir se o bem deve ou não ser capitalizado.
Deve-se levar em consideração os seguintes fatores:
1) duração do bem;
2) possibilidade de controle; e
3) materialidade(valor).
No exercício de 2003, a fiscalização permite que se lance diretamente em despesas bens
que não ultrapassem a cifra de R$ 326,61, desde que atinjam a utilidade funcional,
individualmente (não empregados em conjunto), ainda que o prazo de vida útil seja
superior a um ano.
6.7.4- .Capitalização de Gastos.
Todo gasto que adiciona ou dá nova condição ao bem, diferente da condição original,
deve ser capitalizado.
Um gasto com pintura em imóvel alugado deve ser amortizado no prazo de vigência do
contrato de aluguel.
6.7.5- Manutenção e Reparo.
71
Apostila: Auditoria dos Ativos – por Prof Sergio Alfredo Macore
Gastos dessa natureza devem ser lançados diretamente em Resultado do Exercício.
6.7.6- Encargos de Natureza Financeira durante o Período Pré-operacional.
Se uma empresa durante a fase pré-operacional obtiver empréstimos para construção de
sua fábrica, exemplo: pagável em cinco anos e após 3 anos de sua constituição entrar em
operação deverá contabilizar dos encargos financeiros da seguinte maneira:
1) Durante os 3(três) anos incluir no custo da construção os encargos
financeiros;
2) Após o início de operação normal, os encargos financeiros deverão ser
contabilizados como despesas.
6.7.7- Depreciação Normal.
Depreciação é a perda do valor do capital aplicado em direitos que têm por objetivo bens
físicos sujeitos a desgaste ou perda de utilidade por uso, ação da natureza ou
obsolescência. Portanto, podem ser objetos de depreciação todos os bens físicos sujeitos
a desgaste pelo uso por causas naturais ou obsolescência normal, inclusive edifícios em
construções e projetos florestais destinados à exploração dos respectivos frutos.
6.7.7.1 Taxa Anual da depreciação.
A taxa anual de depreciação será fixada em função do prazo durante o qual se possa
esperar a utilização econômica do bem pelo contribuinte, na produção de seus
rendimentos. A lei determina que a Secretaria da Receita Federal publicará
periodicamente o prazo de vida útil., ficando assim assegurado ao contribuinte o
direito de computar a quota efetivamente adequada às condições de depreciação de seus
bens, desde que se faça prova dessa adequação, quando adotar taxa diferente.
A Receita Federal, através da IN no.162, de 31/12/98, e IN no.130 de 10/11/99, fixou o
prazo de vida útil e a taxa de depreciação da maioria dos bens utilizados pelas pessoas
jurídicas em seu ativo imobilizado. A Taxa anual de depreciação vai de 4% para
edificações até 50% para correias transportadoras ou de transmissão.
As máquinas que trabalham com corrosivos tem depreciação mais intensa, o mesmo
ocorrendo com veículos que trabalham nas pedreiras, empresas de terraplanagem,
serrarias, cerâmicas etc. O desgaste provocado pelo uso intensivo ou anormal dos bens,
poderá determinar a adoção de taxas especiais de depreciação, devendo o contribuinte
comprovar a adequação das taxas que utilizar, ou, em caso de dúvida, justificá-las com
base em laudo técnico expedido por órgão oficial competente.(Instituto Nacional de
Tecnologia ou outra entidade científica ou tecnológica).
6.7.7.2- Prazo de vida útil inferior ao estimado.
Quando o bem integrante do Ativo Imobilizado se tornar imprestável antes do prazo
estimado para a sua vida útil, em virtude de fatores não previsíveis, como obsolescência
excepcional ou ocorrência de caso fortuito de força maior, as perdas extraordinárias
72
Apostila: Auditoria dos Ativos – por Prof Sergio Alfredo Macore
decorrentes desse fato podem ser computadas como despesas operacionais, com
exceção daquelas que sejam recuperáveis através de seguro ou indenização de terceiros.
Enquanto não ocorrida a baixa física, o bem deve continuar registrado pelo seu valor
contábil, ainda que o mesmo esteja totalmente depreciado.
A baixa do bem deve ser provada por documentação hábil de idoneidade indiscutível,
admitida pelas legislações comercial e fiscal.
6.7.7.3- Bens Adquiridos Usados
Um critério razoável e objetivo de depreciar os bens adquiridos depois de usados foi
adotado pela IN no.103 de 17/10/1984. Segundo essa IN, quando se tratar de bem
adquirido usado, o prazo de vida útil admissível para fins de depreciação desse bem será
o maior dentre os seguintes:
a) metade do prazo da vida útil admissível para o bem adquirido novo; ou
b) restante da vida útil do bem, considerada esta em relação à primeira instalação para
utilização.
Exemplo:
Máquina usada:
adquirida em 28/06/98
Primeira instalação 02/06/96
Prazos:
a) metade do prazo da vida útil: 5 anos
b) Restante da vida útil 8 anos
Prazo a ser utilizado:
Taxa = -__100 . = 12,5% a.a.
8 anos
O prazo, sendo o maior entre as opções elencadas, implicará a adoção da menor taxa
de depreciação.
Desse modo, ao adquirir um bem usado, a empresa deve munir-se de documento
que comprove a época da sua aquisição novo ou em que ele foi instalado para utilização
pela primeira vez, porque se dessa data até a sua última aquisição tiver decorrido prazo
inferior à metade da vida útil normal admitida para o bem novo, para efeito de
depreciação, deve prevalecer o prazo restante da vida útil. Caso contrário, isto é, se já
houver decorrido o prazo igual ou superior à metade da vida útil normal, correspondente à
metade da vida útil admissível para o bem novo.
6.7.7- Consertos e Reparos nos Bens
A Legislação do Imposto de Renda admite, como custo ou despesa operacional, as
despesas com reparos e conservação de bens e instalações, destinados a mantê-los em
condições de eficiente operação.
Se em decorrência dos reparos, da conservação ou da substituição de partes ou peças,
houver aumento da vida útil do bem por prazo superior a 1 ano, as despesas
correspondentes deverão ser acrescidas ao custo de aquisição do bem, registrado no
Ativo Imobilizado, para que se servir de base a depreciações futuras.
Exemplo
Máquinas.............................................. R$ 600.000,00
73
Apostila: Auditoria dos Ativos – por Prof Sergio Alfredo Macore
Taxa anual de depreciação..................... 10% ano
Valor já depreciado(60%).......................R$ 360.000,00
Valor dos gastos e reparos que provocaram
Aumento da vida útil em 4 anos................ R$ 150.000,00
Contabilização:
1)Pela baixa da depreciação acumulada:
Depreciação Acumulada
a Máquinas 360.000,00
2)Pelo valor total do gasto ativado:
Máquinas
a Caixa ou Bancos 150.000,00
Nova representação: R$
Máquinas(600.000,00 – 360.000,00) 240.000,00
(+) Gasto Ativado 150.000,00
(=) Novo Valor contábil 390.000,00
O Valor de R$ 350.000,00, é o novo valor a ser depreciado no novo prazo de vida útil
do bem, ou seja 8 anos, (4 anos do valor original, mais 4 anos do acréscimo de vida
útil
Alternativamente, a legislação prevê que a pessoa jurídica poderá:
a)- aplicar o percentual correspondente à parte não depreciada do bem sobre o custo de
substituição das partes e peças;
b)- apurar a diferença entre o total dos custos de substituição e o valor determinado na
letra a;
c) escriturar o valor de a a débito de conta de resultado;
d) escriturar o valor de b a débito da conta do ativo imobilizado que registra o bem, o qual
terá seu novo valor contábil depreciável no novo prazo de vida útil previsto.
Cálculos:
a) 40% de R$ 150.000,00............................. R$ 60.000,00
b) R$ 150.000,00 – 60.000,00....................... R$ 90.000,00
c) Débito em conta de Resultado:.................. R$ 60.000,00
d) Débito em conta de máquinas................... R$ 90.000,00
Nova Representação:
Máquinas..................................................... R$ 600.000,00
(-)Depreciação Acumulada............................ R$ 400.000,00
(+)Gastos c/Conservação e reparos ativáveis... R$ 90.000,00
(=)novo valor contábil.................................. R$ 290.000,00
O novo valor contábil será depreciado no novo prazo de vida útil, ou seja, 8 anos(4
anos da aquisição original. Mais de 4 anos da nova aquisição). A taxa de
depreciação correspondente será 100% 8 anos = 12,5% ao ano.
74
Apostila: Auditoria dos Ativos – por Prof Sergio Alfredo Macore
A lógica deste procedimento é a seguinte: suponha que a empresa esteja substituindo
peças de um equipamento. A rigor, o valor das peças antigas a serem
substituídas deveria ser diminuído do valor do equipamento como perda,
antes de ser adicionado a este o valor gasto com as peças novas. Como é
difícil a determinação do valor das peças antigas, estima-se que este
corresponda a uma fração da peça nova, equivalente ao percentual não
depreciado do bem.
Contabilização:
1)- Pela baixa da depreciação acumulada:
Depreciação Acumulada
a Máquinas 400.000,00
2)- Pelo Gasto Ativado:
Máquinas
Caixa ou Bancos 90.000,00
Gastos c/reparos e conservação de bens
Ativáveis.
3)- Pelo Gasto considerado no resultado do exercício:
Desp.com conservação e Reparo de Bens
Caixa ou Bancos 60.000,00
Parcela dos gastos com reparos a ser computada
No resultado do exercício.
6.7.8- Contabilização.
A conta de Depreciação Acumulada é uma conta retificadora do valor do bem. O
montante acumulado de depreciação não poderá ultrapassar o custo de aquisição do
bem.
Custos ou Despesas
a Depreciação Acumulada – AC
6.7.9- Lançamento dos Encargos de Depreciação
Os encargos de depreciação poderão ser lançados na escrituração mensal , trimestral ou
anualmente, à opção da pessoa jurídica.
Se for lançada mensalmente, deverá a taxa ser dividida por doze.
Exemplo:
. - Depreciação mensal da conta MÁQUINAS
- Taxa anual permitida: 10% (1 turno)
- Taxa mensal: 10% : 12 = 0,8333333%
Se o encargo for lançado:
a) Trimestralmente, a taxa corresponderá a 3/12 da taxa anual;
b) anualmente, caso a empresa tenha adquirido o bem durante o exercício, ela deve
ajustar a taxa pelo período em que o bem foi utilizado.
Exemplo:
- Máquina adquirida em março e colocada em funcionamento em abril:
Será depreciada por 9 meses no exercício.
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Apostila: Auditoria dos Ativos – por Prof Sergio Alfredo Macore
Taxa anual = 10%
Taxa anual ajustada = 10% X 9 meses = 7,5%
12 meses
6.7.10- Correção Monetária.
Até 31/12/95, a conta DEPRECIAÇÃO ACUMULADA estava sujeita à sistemática de
Correção Monetária das Demonstrações Financeiras.
6.7.11- Depreciação Acelerada.
A Legislação do Imposto de Renda prevê dois tipos de depreciação acelerada: a
depreciação acelerada em função do número de horas diárias de operações de bens
móveis, inclusive máquinas e veículos, e a depreciação acelerada concedida como
incentivo fiscal. A depreciação acelerada, em função do número de horas trabalhadas,
tem os seguintes coeficientes:
1) Coeficiente 1,0 para um turno de 8 horas de operação;
2) Coeficiente 1,5 para dois turnos de 8 horas de operação
3) Coeficiente 2,0 para três turnos de 8 horas de operação.
Exemplo:
Bem: Máquina
Taxa Normal: 10% ao ano.
Taxa para uso em: 2 turnos - 1,5 X 10% = 15% ao ano.
turnos - 2,0 X 10% = 20% ao ano.
A depreciação acelerada com a finalidade de incentivar a implantação, renovação ou
modernização de instalações e equipamentos é concedida para determinadas indústrias
ou atividades. As taxas de depreciação usualmente admitidas poderão ser multiplicadas
por um coeficiente fixado em lei, sem prejuízo da depreciação normal.
A quota de depreciação acelerada por incentivo fiscal, não é escriturada no livro comercial
e constitui exclusão do lucro líquido mediante lançamento no livro de Apuração do Lucro
Real.
Exemplo:
Se a empresa tem o benefício da depreciação acelerada para m´quina depreciável à taxa
normal de 10% ao ano que operar em um turno de 8 horas, além de escriturar no livro
Diário a depreciação normal de 10%, poderá lançar no LALUR, como exclusão na
determinação do Lucro Real, a quota da depreciação incentivada.
Os coeficientes da depreciação acelerada em função do número de horas diárias de
operação e em função de incentivos fiscais, de acordo com PN no.95/75, são cumulativos,
facultada a utilização de ambos ao mesmo tempo, não podendo, em qualquer hipótese, o
montante total da depreciação ultrapassar o custo de aquisição do bem.
Exemplo:
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Apostila: Auditoria dos Ativos – por Prof Sergio Alfredo Macore
Se uma empresa trabalha 16 horas por dia, no livro Diário será escriturada a quota de
depreciação de máquina de 15% ano e no LALUR a quota de 15% se a depreciação
incentivada for de 100% da depreciação normal, considerando a depreciação normal da
máquina de 10% ao ano, ou seja 15% em dois turnos de trabalho.
6.7.12- Valor ou custo Contábil do Bem
Considera-se custo ou valor contábil do bem o seu valor, diminuído da depreciação
acumulada correspondente:
Exemplo:
Máquinas R$ 5.700.000,00
(-) Depreciação Acumulada (R$ 700.000,00)
(=)Custo do Valor Contábil do Bem R$ 5.000.000,00
Se a empresa alienar o bem por valor superior ao seu custo contábil, a contabilidade
registrará um lucro não-operacional, caso contrário (venda por valor inferior ao custo)
registrará um prejuízo não-operacional. Tais operações são consideradas, também
Ganhos ou Perdas de Capital
6.7.13- Vedações à Depreciação pela Legislação do Imposto de Renda.
Não podem ser depreciados:
a) Terrenos, salvo em relação a benfeitorias e construções;
b) Bens que aumentam de valor com o tempo, como as antiguidades e obras de arte;
c) Bens para os quais sejam registradas as quotas de amortização ou exaustão;
d) Bens móveis ou imóveis que não estejam intrinsecamente relacionados produção ou
comercialização de bens e serviços.
6.7.14 – Baixa de Bem do Ativo Imobilizado
Se a empresa não tiver condições de comprovar através dos controles(fichas de bens
patrimoniais)ou documentos hábeis, a data da compra do bem, o fisco penaliza o
contribuinte exigindo que a baixa seja feito com base no bem mais antigo, ou seja: data
de constituição da empresa.
6.8- AMORTIZAÇÃO.
Consiste na "recuperação contábil" do capital aplicado na aquisição de direitos cuja
existência ou exercício tenha duração limitada, ou de bens cuja utilização pelo
contribuinte tenha o prazo limitado por lei ou contrato.
A quota anual de amortização será fixada com base no custo de aquisição do bem ou
direito e tendo em vista o número de anos restantes de existência do direito ou bem, o do
prazo em que a legislação admita a amortização das despesas diferidas
A quota de amortização dedutível em cada período-base será determinada pela aplicação
da taxa anual de amortização sobre o valor original do capital aplicado ou despesas
registradas no Ativo diferido.
6.8.1- Bens ou direitos objeto de amortização.
77
Apostila: Auditoria dos Ativos – por Prof Sergio Alfredo Macore
Os direitos ou bens imateriais ou com prazo legal ou contratualmente limitado:
a) Patentes de invenção, fórmulas e processo de fabricação, direitos autorais,
licenças, autorizações ou concessões;
b) Investimento em bens que, nos termos da lei ou contrato que regule a
concessão de serviço público, devem reverter ao poder concedente, ao fim do prazo da
concessão, sem indenização;
c) Custo de aquisição, prorrogação ou modificação de contratos e direitos de
qualquer natureza, inclusive de exploração de fundos de comércio;
d) Custo das construções ou benfeitorias em bens locados ou arrendados, ou
em bens de terceiros, quando não houver direito ao recebimento do seu valor;
e) O valor dos direitos contratuais de exploração de florestas por prazo
determinado.
6.8.2- Custos e Despesas objetos de amortização.
Os custos, encargos ou despesas registrados no ativo diferido que contribuirão para a
formação do resultado de mais de um exercício social, tais como:
a) despesas de organização pré-operacionais ou pré-industriais, a partir do início
das operações;
b) O custo de pesquisas científicas ou tecnológicas para a criação ou
aperfeiçoamento de produtos, processos, fórmulas e técnicas de produção, administração
ou venda ou com prospecção e cubagem de jazidas ou depósitos, realizadas ou lavra de
minérios, sob a orientação técnica de engenheiro de minas, se o contribuinte optar pela
sua capitalização;
c) A partir da exploração da jazida ou mina, ou do início das atividades das novas
instalações, os custos e as despesas de desenvolvimento de jazidas e minas ou de
expansão de atividades industriais, classificados como ativo até o término da construção
ou da preparação para exploração.
d) A partir do momento em que dor iniciada a operação ou atingida a plena
utilização das instalações, a parte dos custos, encargos e despesas operacionais
registradas como ativo durante o período em que a empresa, na fase inicial da operação
utilizou apenas parcialmente o seu equipamento ou as suas instalações;
e) Os juros durante o período de construção e pré-operação (inclusive os de
empréstimos contraídos para financiar a aquisição ou construção de bens do ativo
permanente, incorridos durante as fases de construção e pré-operacional);
f) Os juros pagos ou creditados aos acionistas durante o período que anteceder o
início das operações sociais, ou de implantação do empreendimento inicial;
g) Os custos, despesas e outros encargos com a reestruturação, reorganização ou
modernização da empresa.
6.9- AMORTIZAÇÃO
Se a existência ou o exercício do direito, ou a utilização do bem, terminar antes da
amortização integral de seus custos, o saldo não amortizado, constituirá perda de capital
no ano em que se extinguir o direito ou terminar a utilização do bem.
78
Apostila: Auditoria dos Ativos – por Prof Sergio Alfredo Macore
6.10- Diferença entre amortização de depreciação.
A principal distinção entre esses dois encargos é que enquanto a depreciação incide
sobre os bens físicos de propriedade do próprio contribuinte até a sua completa
depreciação de acordo com a vida útil prevista para o mesmo, a amortização se relaciona
com a diminuição de valor dos direitos(ou despesas diferidas) com prazo limitado(legal ou
contratualmente).
6.11- EXAUSTÃO
Exaurir significa esgotar completamente. Em termos contábeis, a exaustão se relaciona
com a perda de valor dos bens ou direitos do Ativo, ao longo do tempo, decorrentes de
sua exploração(extração ou aproveitamento).
No balanço, os direitos serão classificados no ativo imobilizado e deverão ser avaliados
pelo custo de aquisição, corrigido, deduzido da respectiva conta de exaustão acumulada.
A diminuição de valor dos elementos do ativo imobilizado será registrada periodicamente
nas contas de exaustão, quando corresponder à perda do valor decorrentes da sua
exploração, de direitos cujo objeto sejam recursos minerais ou florestais, ou bens
aplicados nessa exploração.
A quota de exaustão somente é registrada sobre o custo dos direitos à exploração
aproveitamento) mineral ou florestal registrados no ativo. A quota normal de exaustão
será determinada tendo em vista o volume de produção no ano e sua relação com a
possança conhecida da mina ou em função do prazo da concessão.
6.11.1- Exaustão de recursos florestais.
Será computado como custo ou encargo, em cada período-base, a importância
correspondente à diminuição do valor de recursos florestais, resultante de sua exploração.
A quota anual de exaustão dos recursos florestais destinados a corte terá como base de
cálculo o valor original das florestas.
6.11.2- Cálculo da Exaustão.
Para cálculo do valor da quota de exaustão será observado o seguinte critério:
a) apurar-se-á, inicialmente, o percentual que o volume dos recursos florestais utilizados
ou a quantidade de árvores extraídas, durante o período-base, represente em relação ao
volume ou á quantidade de árvores que, no início do ano-base, compunham a floresta;
b) o percentual encontrado será aplicado sobre o valor contábil da floresta, registrado no
ativo, e o resultado será considerado como custo dos recursos florestais extraídos.
EXERCÍCIOS
A Cia de Tecidos efetuou diversas operações de aquisição, troca e venda de "Bens" do
Ativo Imobilizado.
Informações básicas:
1o
) - Veículo:
Aquisição e início de operação: 01/07/96
Valor de Custo: R$ 40.000,00
Vida útil: 5 anos. Taxa de Depreciação: 20% a a
79
Apostila: Auditoria dos Ativos – por Prof Sergio Alfredo Macore
Método de Depreciação: LINHA RETA
2o
) Em 01 de abril de 1998, este veículo foi trocado por um outro veículo.
Preço de Aquisição: R$ 30.000,00, mais o valor de troca
Vida útil: 5 anos. Taxa de Depreciação: 20% a a
Método de Depreciação: LINHA RETA
Vendido em 05/01/2000: por R$ 35.000,00
3o
) Máquina Operatriz "TEAR 4 linhas".
Aquisição : 02/01/1997
Valor de Aquisição: R$ 600.000,00
Início de operação: 02/01/1997
Vida útil: 10 anos Taxa de Depreciação: 10% a a
Método de Depreciação: SOMA DOS DÍGITOS DOS ANOS.
4O
) Em 02 de janeiro de 1999 esta máquina foi trocada por uma máquina Operatriz
"TEAR 8 linhas".
Preço de Aquisição: R$ 1.000.000,00 mais o valor da troca
Vida útil: 10 anos Taxa de Depreciação: 10% a a
Método de Depreciação: `LINHA RETA (houve mudança no método)
Demonstrar a posição dessa máquina na contabilidade em 31/12/1999.
5)-Responda:
1) Qual o objetivo da auditoria ao solicitar a Certidão Negativa dos Imóveis da
empresa objeto do exame?
2) Qual o objetivo da auditoria na área do Ativo Imobilizado?
3) Quais os Bens que não são Depreciáveis?
4) No que consiste a Depreciação dos Bens do Ativo Imobilizado?
5) Quais os Bens ou Direitos objeto de Amortização?
6) Ocorrendo a venda de um item do Ativo Imobilizado depreciado normalmente,
quais os valores que deverão ser eliminados para encerramento das contas em função da
baixa?
7) Quais os elementos que contribuem para a capitalização de um gasto ou de um bem?
8) O que é uma depreciação pelo Sistema de linha reta?
9) O que representa uma depreciação?
10) Quais os itens você considera como objetivos principais da auditoria do Ativo
Imobilizado e Respectivas depreciações?
80
Apostila: Auditoria dos Ativos – por Prof Sergio Alfredo Macore
11) Quais são os Bens não Depreciáveis segundo a legislação do imposto de Renda?
12) Quais os Bens e Direitos objeto de amortização?
13) Um bem totalmente depreciado deve ser eliminado da Contabilidade? Justifique sua
resposta.
14) No que consiste a diferença básica entre a depreciação e amortização? Dê em seu
entendimento uma descrição sucinta.
15)- Um bem totalmente depreciado deve ser eliminado dos livros? Justifique a sua
resposta.
6- A companhia Asa Branca, com patrimônio líquido de R$ 3.000.000,00, possui três
participações societárias nas empresas coligadas ou controladas a saber:
Investida A, valor contábil: R$ 420.000,00
Investida B, valor contábil: R$ 280.000,00
Investida C, valor contábil: R$ 230.000,00
Verificar a relevância desses investimentos.
8– A Metalúrgica Amora S/A, com patrimônio líquido de R$ 3.000.000,00, possui
participações em Sociedades coligadas ou Controladas:
Investida A, valor contábil: R$ 60.000,00
Investida B, valor contábil: R$ 310.000,00
Investida C, valor contábil: R$ 50.000,00
Analisar a Relevância desses Investimentos.
Marque a alternativa correta.
1) – Os Investimentos em sociedades controladas são considerados:
( ) a)- temporários ou permanentes, dependendo da intenção dos administradores.
( ) b)- aplicações de recursos com prazo determinado
( ) c)- permanentes
( ) d)-temporários
2)- Uma empresa participa com 5%(cinco por cento) no capital social realizado de outra
empresa, com intenção de permanecer com as ações em seu patrimônio. Este
investimento é considerado:
( ) a) – Influente ( )b)- temporário
( ) c)- irrelevante ( )d)- permanente
3)- Se, na questão anterior, houvesse intenção de revenda das ações, o investimento
seria considerado.
( ) a) rentável ( ) b) permanente
( ) c) influente ( )d) temporário
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Apostila: Auditoria dos Ativos – por Prof Sergio Alfredo Macore
4)- Na contabilização do ganho com equivalência patrimonial, debita-se conta
representativa deste investimento e credita-se uma conta de receita. Na demonstração do
resultado do exercício, esta receita será classificada:
( ) a) outras receitas operacionais ( ) b) variações monetárias ativas
( ) c) receitas não-operacionais ( ) d) outras receitas financeiras
5- Assinale a alternativa falsa:
( ) a)- o conjunto de investimentos em sociedades coligadas e controladas será relevante
quando representar 15% ou mais do patrimônio líquida investidora.
( ) b) - isoladamente, um investimento, em sociedade coligada ou controlada, é
jmrelevante quando representa 10% ou mais do patrimônio líquida da investida.
( ) c)– isoladamente, um investimento em sociedade coligada ou controlada é relevante
quando representa 10% ou mais do patrimônio líquida da investidora.
( ) d) – um investimento que represente isoladamente 10% ou mais do patrimônio líquido
da investidora somente é relevante se for realizado em empresa coligada ou controlada.
7)– Não pode ser avaliado pela Equivalência Patrimonial:
( ) a)- o investimento em sociedade coligada, que represente 12% do capital social da
investida, na qual o investidor não exercer influência na sua administração.
( ) b)_o investimento em sociedade coligada, na qual o investidor exerce influência na
sua administração.
( ) c) o investimento relevante em sociedade coligada.
( ) d)- o investimento relevante em sociedade controlada
8)- Quais os elementos que contribuem para a capitalização de um gasto de um bem?
( )a) – duração do bem, materialidade e possibilidade de controle;
( )b) – quando o gasto ocorrido dá nova condição ao bem, diferente da condição original.
( ) c) – quando o bem é recebido em termos de consignação.
( ) d)- pintura feita em máquina.
9)- O que é uma depreciação pelo sistema de linha reta?
( ) a)- é constante até o fim da vida útil;
( ) b)- é variável até o fim da vida útil.
( ) c) aumenta à medida que aumenta a vida útil;
( ) d) diminui à medida que aumenta a vida útil.
j) – Quais os itens que você considera com objetivos principais da auditoria do ativo
imobilizado e respectivas depreciações?
( )a)- verificar a adequação dos controles internos;
( ) b)- averiguar a base pela qual as contas do ativo imobilizado estão indicadas e
determinar que tal base seja aceitável;
( )C)- determinar, tanto quanto possível, se todos os bens abandonados ou retirados de
uso foram devidamente baixados;
( )d)- determinar se itens capitalizáveis foram lançados em despesas;
( )e)- se para as aquisições do ativo foram feitas concorrências em pelo menos 3
fornecedores;
82
Apostila: Auditoria dos Ativos – por Prof Sergio Alfredo Macore
( )f)- verificar se taxas e métodos de depreciação foram aplicados de maneira
consistente em relação ao período anterior.
12)- O papel de trabalho de movimentação de contas deve ser preparado para o seguinte
período:
( )a)- para o período que está sendo auditado
( )b)- para o último mês da auditoria
( )c)- para os dois últimos exercícios sociais
( )d)-para o primeiro mês subsequente ao período que está sendo auditado.
13)- Com base nas seguintes informações, elabore o cálculo global de auditoria das
depreciações.
- Máquinas e Equipamentos:
Saldo em 01/01/1999 R$ 1.500,000,00
Aquisições em:
Janeiro/2000 R$ 150.000,00
Fevereiro/2000 R$ 200.000,00
Julho/2000 R$ 300.000,00
Agosto R$ 250.000,00
A taxa de depreciação é de 10% a. a.
Indique a depreciação total acumulada em cada mês do ano-base de 2000.
Bibliografia
ALMEIDA, Marcelo Cavalcanti, Auditoria- volume I – São Paulo, Saraiva, 1990
FRANCO, Hilário/MARRA, Ernesto, Auditoria Contábil, São Paulo, Atlas, 1989
ATTIE, Wilian, Auditoria Interna, São Paulo, Atlas 1988
COOK, John W./WKLW, Gary M. Auditoria, Filosofia e Técnica, Saraiva, 1989
ATTIE, Wilian, Auditoria Conceitos e Aplicações, São Paulo, Atlas, 1998
TPD/IOB- - Módulos 3 e 4.
NEVES, Silvério das/VICECONTI, Paulo E.V. Contabilidade Avançada, São Paulo, Ed
Frase, 1999.
HIGUCHI,Hiromi/Celso Hiroyuki, Imposto de Renda das Empresas-Interpretação Prática,
São Paulo, Atlas 3a
Ed 2003.
NÃO TE ESQUEÇA DE AGRADECER
Nome: Sérgio Alfredo Macore ou Helldriver Rapper
Nascido: 22 de Fevereiro de 1992
Natural: Cabo Delgado – Pemba
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Apostila: Auditoria dos Ativos – por Prof Sergio Alfredo Macore
Formação: Gestão de Empresas e Finanças
NB: Se precisar de algo, não tenha vergonha de pedir, estou a sua disposicao para te ajudar,me contacte.
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Auditoria dos activos

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    Apostila: Auditoria dosAtivos – por Prof Sergio Alfredo Macore Apostila de Auditoria Assunto: AUDITORIA DOS ATIVOS Autor: PROF: Sergio Alfredo Macore 1
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    Apostila: Auditoria dosAtivos – por Prof Sergio Alfredo Macore AUDITORIA DOS ATIVOS 1 - AUDITORIA DAS DISPONIBILIDADES 1.1- OBJETIVO. A auditoria do disponível tem a finalidade de: a) – Determinar sua existência, que poderá estar na companhia, em bancos o com terceiros; b) – Determinar se é pertencente à Companhia; c) – Determinar se foram utilizados os princípios de contabilidade geralmente aceitos, em bases uniformes; d) – Determinar a existência de restrições de uso ou de vinculações em garantia; e e) – determinar se está corretamente classificado nas Demonstrações Financeiras e se as divulgações cabíveis foram expostas por notas explicativas. 1.1.1– ORIENTAÇÃO. O exame de auditoria efetuado na área do disponível tem por finalidade atingir objetivos previamente determinados. Definido isso, o programa de auditoria deve ser considerado para evitar trabalhos desnecessários ou enfoque incorreto. Entretanto, o auditor deve Ter a mente aberta para não se guiar cegamente pelo programa, e não deixar de observar fatos importantes não previstos no programa original inclusive valores e transações ora compatíveis com as operações da empresa. Caso isto ocorra, o programa deve ser modificado para atingir os itens não programados originalmente. A seleção e a data de aplicação dos procedimentos de auditoria devem estar definidas com base na eficiência dos controles e na materialidade envolvida. Quando os controles internos sobre o disponível forem considerados adequados, os exames de auditoria podem ser realizados em data anterior à do encerramento das Demonstrações Financeiras, executando procedimentos alternativos entre a data auditada e a de final de ano, para certificar-se da veracidade do saldo final. No caso de os controles internos serem considerados deficientes, é preferível que os exames de auditoria sejam realizados na data de encerramento das Demonstrações Financeiras. Os ativos são classificados por ordem decrescente de grau de liquidez. Caixa e Bancos são classificados na primeira linha do lado do Ativo no Balanço Patrimonial, ou seja, é o Ativo de maior liquidez. São registrados no grupo de caixa e bancos os recursos disponíveis para aplicação nas transações da empresa tais como: - Dinheiro em caixa; - Dinheiro em contas correntes Bancárias; - Recebimentos não depositados; - Dinheiro ou cheques em trânsito. 2
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    Apostila: Auditoria dosAtivos – por Prof Sergio Alfredo Macore Para um ativo ser classificado no grupo de caixa e bancos é importante que não haja restrições quanto ao seu uso imediato. Os cheques emitidos e ainda não entregues aos beneficiários não devem ser considerados como uma redução de caixa e bancos. Na auditoria do disponível, deve-se levar em conta a possibilidade de irregularidades, pois é mais vulnerável do que os outros ativos. Portanto, o auditor, ao realizar o trabalho do disponível, deve levar em consideração os seguintes aspectos: - Verificação das Disponibilidades; - Contagem Física de Caixa; - Dissimulação de pagamentos e recebimentos. 1.2) – VERIFICAÇÃO DAS DISPONIBILIDADES. A verificação das disponibilidades envolve os requisitos básicos para a constatação da existência das disponibilidades quanto ao saldo existente e ao saldo com base nos registros contábeis, determinando se todas as operações foram registradas. Quando da verificação das disponibilidades, o auditor deve determinar: a) Existência de vários Caixas: para programação de seus trabalhos, se os caixas serão contados ao mesmo tempo, de acordo com a materialidade, ou ainda em bases rotativas. b) Fundo Fixo ou Caixa: para identificação da data para contagem, uma vez que o fundo fixo é composto de numerário imutável e o caixa engloba todas as operações de dinheiro. c) Existência de Várias Contas Bancárias: para identificação das contas mantidas pela empresa e procedimentos que serão utilizados. d) Manutenção de Contas especiais: para a programação dos procedimentos a serem seguidos com relação a estas. Por exemplo: limite de créditos, dividendos, salários, etc. e) Contas Bancárias encerradas: para identificação de que realmente as contas foram encerradas formalmente e de que não houve operações após o encerramento. 1.3 - OBJETIVO DO CONTROLE INTERNO. A revisão do controle tem a finalidade de determinar qual a confiabilidade depositada no controle interno, para que se possam definir quais e quando os procedimentos de auditoria serão utilizados e em qual extensão. Como cada companhia é uma entidade diferente, os controles internos nem sempre se equivalem, pois dependem dos valores envolvidos, do pessoal existente ou da quantidade de contas existentes. Muito embora isto seja variável de empresa para empresa, é conveniente que o estabelecimento do controle interno envolva pontos fortes que auxiliem e que concedam alguma segurança à administração. Entre os vários tipos de controle, podem ser citados alguns que podem ser utilizados de forma quase padrão pelas diversas empresas: 1)– Sistema de Autorização e aprovação para pagamento; 2)– Conciliações bancárias periódicas e revisadas por pessoa independente da sua preparação; 3)-Utilização de fichas razão individuais para as diversas contas do disponível; 4)– Utilização de duas pessoas independentes para a assinatura de cheques; 5)– Abertura de contas bancárias pela administração; 6)– Sistema de fundo fixo para os valores mantidos em mãos; 7)- Cancelamento de documentação comprobatória após o pagamento. 3
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    Apostila: Auditoria dosAtivos – por Prof Sergio Alfredo Macore 8)- Controle de pagamentos para evitar atrasos e, consequentemente, multas ou juros de mora; e 9)– Controle Diário dos recebimentos e acompanhamento entre o valor depositado e o efetivamente recebido. Os controles citados não são os únicos existentes e quando o auditor efetuar a avaliação do controle interno, deverá atender especialmente, verificando se os controles existentes realmente funcionam, medir as possíveis deficiências de controle para determinar qual o risco envolvido e quais os procedimentos de auditoria a serem praticados para conseguir formar a sua opinião. 1.4- Aspectos da auditoria. Caixa e Bancos por ser um Ativo de pronta liquidez são os mais sujeitos a uma utilização indevida. Nessa área, mesmo que haja um bom sistema de controle interno, o auditor faz um maior volume de testes do que o normal, já que o risco é maior. Os testes de Auditoria são dirigidos para superavaliação e o principal objetivo é verificar a existência do Ativo. A melhor forma de certificar que os recursos de caixa existem é contá-los fisicamente. Já para as contas correntes bancárias esse procedimento não pode ser executado. Obter uma carta do Banco confirmando o saldo dessas contas é a forma normalmente utilizada. No entanto, o saldo confirmado pelo banco nem sempre é igual ao registrado na contabilidade da empresa em função da defasagem de tempo na contabilização das transações nesses registros. 1.5 – PROCEDIMENTOS DE AUDITORIA. Os procedimentos de auditoria são as ferramentas que o auditor utiliza para a realização de seus trabalhos. Os procedimentos de auditoria que serão utilizados para o auditor atingir os objetivos previamente delineados são vários dependendo das circunstâncias, da efetividade de controle interno e da materialidade envolvida. Alguns procedimentos utilizados durante a execução da auditoria: Contagem de Caixa ou Fundo Fixo; a) Exame Físico Contagem de aplicações Financeiras. Confirmação de Saldos Bancários; b) Confirmação Confirmação das pessoas autorizadas a assinar; Confirmação de Aplicações Financeiras. Exame Documental dos cheques pagos; c)Documentos Originais Exame Documentais dos avisos Bancários; Exame Documental de Atas de Assembléias ou de Reunião; Exame de Contratos. 4
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    Apostila: Auditoria dosAtivos – por Prof Sergio Alfredo Macore Soma das Conciliações d) Cálculos Soma do Razão Auxiliar de Bancos; Cálculos de juros pagos ou recebidos. Exame de conta de razão de bancos; e) Escrituração Exame de conta razão de caixa; Exame de Conta de Aplicações Financeiras Exame detalhado da documentação de pagamento ou; f) Investigação recebimento Exame detalhado de aplicações financeiras adquiridas ou resgatadas; Variação do saldo Disponível; g) Inquérito Explicação para a Documentação examinada. Exame do razão analítico de bancos; Exame do diário auxiliar de bancos; h) Registros Auxiliares Exame do Registro de Recebimentos; Exame do Registro de pagamentos. Relacionamento de recebimentos com as Contas a Receber; Relacionamento dos pagamentos com as contas a pagar; Relacionamento dos juros pagos com a despesa. Classificação adequada das contas; j) Observação Observação dos princípios de Contabilidade; Manutenção de volume alto de contas não movimentadas. 1.6- Contagem de Caixa. Para a realização de contagem de caixa, o auditor deve tomar os cuidados necessários para que se tenha realmente validade. Entre os cuidados o auditor deve preocupar-se com os seguintes: a) Contagem Surpresa: para evitar possíveis manipulações ou artifícios que vislumbrem encobrir falta de numerário. b) Número de Caixas existentes: para evitar a manipulação e transferência de fundos entres estas. Neste caso, o auditor deve tomar os cuidados necessários para que esta 5
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    Apostila: Auditoria dosAtivos – por Prof Sergio Alfredo Macore tenha realmente validade. Entre os cuidados, o auditor deve preocupar-se com os seguintes: - Em conjunto com o responsável pela auditoria estabeleça os caixas que serão Contados. - Faça contagem simultânea em todos os caixas e valores mobiliários, caso haja possibilidade de substituições (encoberta de fraudes). - Para recebimentos não depositados (normalmente cheques) acompanhe-os até o depósito no banco (inspeção do recibo de depósito autenticado e crédito no extrato bancário). Recebimentos depositados, mas não incluídos na contagem, fica em aberto a possibilidade deles terem sido utilizados para encobrir caixa. - Quando cheques de funcionários fazem parte do saldo de caixa, verifique que não são pós-datados e que são depositados prontamente. - Inspecione os comprovantes incluídos no saldo de caixa, quanto à aprovação e autenticidade c) Presença do Responsável: a contagem do caixa deve ser realizada com a presença do responsável pelo numerário. Na entrega do numerário contado, deve ser obtido o recibo de entrega assinado pelo responsável para isentar o auditor de quaisquer diferenças porventura existentes ou reclamações posteriores. - Conte na presença do responsável pelo caixa e não assuma responsabilidade por ele na sua ausência; - Esteja atento para situações anormais (cheques antigos, cheques pessoais do responsável pelo caixa, comprovante de desembolso de caixa com data antiga, etc.). d) Papel de Trabalho: ao realizar a contagem, o auditor deve preencher seu papel de trabalho a tinta, observando os seguintes aspectos: – Nome da empresa – Título do papel de trabalho (contagem de caixa). - Nome do fundo ou do caixa; - Nome do responsável pela composição do caixa; - Data e hora da realização da contagem; - Listagem de todos os itens constantes do caixa (notas, moedas, cheques, comprovantes, etc.) Para as moedas coloque apenas o total, para os outros itens individualize dando detalhes - Recibo de devolução de numerário contado. comparado com o saldo do boletim de caixa e o razão analítico da conta, estabelecendo as possíveis diferenças. - Inclua a seguinte declaração e peça ao responsável pelo caixa que assine: “Esse caixa foi contado na minha presença por um representante da auditoria e a mim devolvido intacto”. Se durante a contagem forem observados outros itens que não numerário, o auditor deve efetuar uma listagem dos itens observados, reunindo todos os possíveis subsídios de forma clara. Como exemplo, vales despesas etc. Para esses casos, o auditor deve obter as explicações de imediato e proceder ao acompanhamento subsequente da 6
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    Apostila: Auditoria dosAtivos – por Prof Sergio Alfredo Macore resolução desses itens, uma vez que podem envolver possíveis dissimulações de numerário, como: - Utilização de numerários de outros fundos; - Descontos de cheques de terceiros; - Empréstimos temporários; - Comprovantes falsificados; e - Cheques de realização duvidosa. 2 - CAIXA E BANCOS 2.1 – Aspectos Contábeis Assim como no exame de todas as fases de um negócio, os procedimentos na auditoria de Caixa e Bancos devem ser definidos em função dos objetivos do auditor, para aquele setor. Uma vez que o Caixa é considerado um bem que envolve grande risco e relativamente difícil de ser controlado, os procedimentos de auditoria a ele destinado tendem a ser mais extensos e mais detalhados que os de outras áreas. O valor de Caixa e Bancos normalmente apresentado no balanço de uma empresa é formado de dois componentes, encaixe (numerário em mãos) e depósitos em bancos. Cada componente possui características próprias e, por isto, consideram-se separadamente os procedimentos de auditoria para cada um. Na data do Balanço, não deve haver fundo de caixa pequena, nenhum pagamento pendente, de modo que o limite esteja totalmente coberto, sem nenhum reembolso a ser feito. O Auditor precisa aplicar procedimentos que lhe assegurem que todos os cheques incluídos nesse montante estão depositados no Banco. Isso lhe possibilitaria certificar-se da validade desses itens, pois se forem fraudulentos ou sem valor, o banco os devolverá e, na revisão do extrato bancário seguinte o auditor poderá comprovar a devolução. Se os cheques não forem depositados enquanto o auditor controla o numerário, não poderá se certificar da validade dos mesmos, havendo o risco de eles serem colocados entre os numerários, para ocultar uma fraude. O Encaixe, normalmente, consiste do fundo fixo do caixa e de recebimentos de clientes, antes de serem depositados. Os principais procedimentos de auditoria usados para ambos os tipos de encaixe são: 1) – Contagem feita pelo auditor; 2) –Conferência posterior dos totais obtidos na contagem dos registros contábeis; 3) – Exame de itens tais como cheques de clientes e comprovantes de caixa pequena, para ver se são correntes e válidos; 4) –Verificação do depósito, dos recebimentos de clientes, nas contas bancárias. 7
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    Apostila: Auditoria dosAtivos – por Prof Sergio Alfredo Macore Depois de ter contado o numerário, os totais de caixa pequena devem ser confrontados com o razão geral, e os recebimentos não depositados conferidos com os registros de recebimentos de Caixa. Enquanto se processam as contagens, os detalhes de cheques, saques, comprovantes de desembolso ou outros itens que apresentaram dúvidas devem ser anotados nos papéis trabalho. Qualquer dúvida deste deve ser averiguada e solucionada. Nos Papéis de Trabalho, deve constar uma anotação sobre a evidência ou uma explicação usada para esclarecer essas dúvidas. Itens que podem suscitar dúvidas: - Cheques com datas antigas; - Cheques pessoais de indivíduos encarregados da custódia do caixa; - Comprovantes de desembolso de caixa pequena, sem data ou com data antiga; - Vales, cheques de empresas ligadas; - Cheques de Transferência e assim por diante. 2.1.1- Caixa Depositado Ao verificar o caixa depositado, o auditor lança mão de procedimentos totalmente diferentes dos usados na auditoria do dinheiro em mãos. Ele não trata com dinheiro propriamente dito, mas sim com documentos que comprovam a existência de dinheiro. 2.1.2- Procedimentos Preliminares: Os procedimentos para averiguação de caixa em depósito devem começar por ocasião da contagem de dinheiro em mãos, ou seja na data de verificação. Aí é que deve proceder à coleta de dados de Cutoff de Caixa necessários para verificação do Caixa depositado e que compreendem um registro de todos os recebimentos e desembolso de Caixa, imediatamente antes da data de verificação. EXERCÍCIOS: Questões de Revisão 1) Em 31/12/1999., o auditor contou todo o dinheiro em mãos na Cia Ideal. O Caixa não havia concluído o registro dos recebimentos de caixa, nem feito o depósito Bancário do dia. Os fundos em mãos compunham-se de cheques e dinheiro e totalizavam R$ 24.000,00, está sob a responsabilidade e custódia do caixa. Depois da Contagem, o auditor passou ao caixa o controle do setor; posteriormente encontrou um depósito, no extrato da conta de janeiro no valor de R$ 20.000,00 datado do dia 02/01/2000. a) O auditor fez uma contagem satisfatória? b) Que oportunidade tinha o caixa de dar um desfalque? c) Que outros procedimentos de auditoria deveriam ter sido aplicados por ocasião da contagem de caixa? 2) - Responda: 1) – Por que os procedimentos de auditoria para exame de Caixa e Bancos são mais extensos e detalhados que os de alguns setores? 2) - Que procedimentos de Auditoria geralmente se empregam na auditoria do dinheiro em mãos? 8
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    Apostila: Auditoria dosAtivos – por Prof Sergio Alfredo Macore 3) – Que tipo de informação se obtém, primordialmente a respeito da disponibilidade, através das confirmações bancárias? 4) – Quais são os itens mais comuns numa reconciliação Bancária? 5) – Quais são alguns dos aspectos e técnicas de controles internos empregados na área de Caixa e Bancos? 6) – Por que o auditor jamais poderá se apoderar do dinheiro durante uma Contagem de Caixa? 7) - Explicar por que todos os cheques incluídos no Caixa, na data da verificação, devem ser depositados imediatamente. 8) - Todo cheque de transferência ou de empresas coligadas encontrado no Caixa, na data de verificação deve ser objeto de averiguação especial. Explicar por que. 9) – Explicar a importância relativa do elemento surpresa na verificação do encerramento do exercício na auditoria de Caixa. 3) - Marque a alternativa Correta. 1) – Na conferência Física do Dinheiro depositado em cofre verificou-se que havia ali R$ 300,00 enquanto que o saldo contábil da conta Caixa era de R$ 400,00. Justifique a divergência com a seguinte constatação: a) - Houve omissão de escrituração de vendas no valor de R$ 100,00; b) – Um adiantamento salarial de R$ 100,00, foi escriturado 2 vezes; c) – Um cheque emitido para suprimento de Caixa, do valor de R$ 100,00 não foi escriturado. d) - Houve omissão de escrituração de compras no valor de R$ 50,00; e) – Uma nota de compra de R$ 50,00 foi escriturada como sendo de venda. 2) - Para a Realização de Contagem de Caixa o auditor deve tomar alguns cuidados para que se tenha validade tais como: a) – Contagem em data pré-estabelecida; Número de caixas Existentes; Presença do Responsável pelo caixa e Preenchimento dos papéis de trabalho; b) – Contagem Surpresa; Número de Caixas existentes; Presença de um representante da empresa e Preenchimento dos papéis de Trabalho; c) - Contagem Surpresa; Número de Caixas existentes; Presença do Responsável pelo Caixa e Preenchimento dos papéis de trabalho; d) – Contagem em data pré-estabelecida; Número de Caixas Existentes, Presença de um Representante da empresa. 3) -Em 31/12/2000, o auditor contou todo o dinheiro em mãos na Cia...............O caixa não havia concluído o registro dos recebimentos do Caixa e nem feito o Depósito Bancário do Dia. Os fundos em mãos compunham-se de cheques e dinheiro, totalizavam R$ 20.000,00. O fundo do Caixa pequeno, no valor de R$ 400,00, está sob a responsabilidade e custódia do Caixa. Depois da Contagem, o auditor passou ao caixa o controle do setor; posteriormente encontrou um depósito no extrato de conta de janeiro no valor de R$ 20.000.00 datado do dia 02/01/2001. Pergunta-se: a) – O auditor fez uma contagem satisfatória? 9
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    Apostila: Auditoria dosAtivos – por Prof Sergio Alfredo Macore b) – Que oportunidade tinha o caixa de dar um desfalque? c) – Que outros procedimentos de auditoria deveriam ter sido aplicados por ocasião da contagem de Caixa? 4) - Contagem de Caixa realizada na empresa Cia Progresso em 01/01/2001 ás 8: horas. R$ Dinheiro em Notas 10.000,00 Dinheiro em Moedas 250,00 Adiantamentos a Empregados – Viagens 4.500,00 Adiantamentos de Salários 2.000,00 Documentos Diversos 13.200,00 Total.................................................................... 29.950.00 Adiantamentos para viagens Data Empregado R$ 20/12/2000 Orlando Ortiz 2.000,00 01/12/2000 Marcos de Lima 1.500,00 29/12/2000 Osmar Alves 1.000.00 Total.................................................... 4.500.00 Adiantamentos de Salários Data Empregado R$ 20/12/2000 Carlos José da Silveira 800,00 20/12/2000 Regina Moraes 1.800,00 20/12/2000 Reginaldo França 200,00 Total...................................................... 2.000.00 Documentos Diversos R$ Ferragens Ferrão – Compra de Tinta NF.250 3.250,00 RPA – Serviços de Pintura 3.500,00 Fatura de Serviços de Transporte – Transroda 1.200,00 Dupl.80/99 – Fornecedor 5.250,00 Total..................................................... 13.200,00 DECLARAÇÃO Esse Caixa foi contado na minha presença por um representante da auditoria e a mim devolvido intacto. RESPONSÁVEL PELO CAIXA INFORMAÇÕES SUPLEMENTARES - Os funcionários Orlando Ortiz e Marco de Lima já haviam prestado contas dos adiantamentos efetuados em 28/12/2000. - As tintas e mão-de-obra referiam-se a uma obra em construção. - O frete Pendente trata-se de: R$ 350,00 – entrega de um produto a cliente. R$ 85,000 – Compra de Materiais 10
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    Apostila: Auditoria dosAtivos – por Prof Sergio Alfredo Macore 2.5 - CONTAS BANCÁRIAS. Na verificação das contas bancárias, o auditor pode valer-se de vários procedimentos para atingir seus objetivos. Entretanto, quando da sua verificação, o auditor deve preocupar-se com os seguintes aspectos: a) Conciliações Bancárias: obter as conciliações bancárias e certificar-se de que as pendências são decorrentes de operações normais. As pendências, dependendo de sua materialidade, devem ser cuidadosamente examinadas para evitar possíveis, ativos, passivos ou despesas não contabilizadas em seu período de competência. b) Confirmação: obter confirmação independente sobre os saldos bancários e, dependendo da confiabilidade do controle interno, também o extrato bancário. c) Extrato bancário: Selecione um período para exame no extrato bancário, contendo um período imediatamente anterior e um período imediatamente subsequente à data-base examinada, para determinar que: - todos os débitos e créditos são normais e foram contabilizados em tempo hábil; - todos os débitos e créditos pendentes de conciliações são comprovados no período subsequente; e - as transferências de fundos são completadas em tempo hábil. Exemplo: Um cheque emitido, contabilizado pela empresa e entregue ao beneficiário em 30 de dezembro de 1999 pode Ter sido descontado do banco somente em 02 de janeiro de 2000, fato esse que ocasiona uma diferença entre os registros da empresa e os do Banco, tomando como base 31 de dezembro de 1999. Para realmente se certificar que o saldo informado pelo banco ser relaciona com os registros da empresa, o auditor externo deve auditar as reconciliações bancárias. As reconciliações bancárias representam uma conciliação entre o saldo da empresa e os saldo do banco, onde são demonstradas as transações que apenas foram contabilizadas em um desses registros. EXEMPLO DE PAPEL DE TRABALHO Preparado por: Pereira Revisado por: Marino Cia Comercial 31/12/1999 TESTE DAS PENDÊNCIAS BANCÁRIAS CHEQUES PENDENTE S BANCO DATA NÚMERO VALOR Bradesco 10/11/99 00093 66.000,00 29/12/99 00324 100.000,00 29/12/99 00326 55.000,00 30/12/99 00328 20.000,00 30/12/99 00330 50.000,00 30/12/99 00331 10.100,00 301.100,00 11
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    Apostila: Auditoria dosAtivos – por Prof Sergio Alfredo Macore Banespa 29/1299 10.096 30.000,00 29/12/99 10.097 49.000,00 30/12/99 10.101 21.000,00 100.000,00 Brasil 30/12/99 4.103 120.300,00 30/12/99 4.105 83.000,00 30/12/99 4.108 17.00,00 30/12/99 4.109 30.000,00 250.300,00 Banestado 30/12/99 00012 100.000,00 30/12/99 00013 170.000,00 270.000,00 Real 30/12/99 41.730 50.000,00 30/12/99 41.733 31.000,00 81.000,00 Itau 29/12/99 100.898 86.400,00 29/12/99 100.197 44.000,00 29/12/99 100.901 7.000,00 137.400,00 CRÉDITOS BANCÁRIOS NÃO REGISTRADOS BANCO DESCRIÇÃO VALOR Bradesco Desconto de duplicatas efetuado Em 31/12/99 Duplicatas: no.338 700.000,00 No.337 400.000,00 1.100.000,00 Banespa Empréstimo Bancário 1.000.000,00 Dinheiro transferido através de ordem de pagamento, da agência de São Paulo 300.000,00 1.300.000,00 Brasil Duplicatas em cobrança simples e recebidas pelo banco: Duplicatas: No.340 No.347 No.349 150.000,00 80.000,00 170.000,00 400.000,00 DEPÓSITOS NÃO APARESENTADOS Bradesco Depósito efetuado em 30/12/99, referente ao recebimento de duplicatas 350 a 351 1.000.000,00 HSBC Depósito efetuado em 30/12/99, referente ao recebimento das duplicatas 353 e 354 1.500.000,00 12
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    Apostila: Auditoria dosAtivos – por Prof Sergio Alfredo Macore OUTROS ITENS BANESPA Duplicatas no.300 e 301 debitadas pelo Banco em função do cliente não ter pago 150.000,00 Brasil Cheque de clientes devolvido pelo Banco 70.000,00 Itau Débito efetuado pelo Banco indevidamente na conta da Empresa 500.000,00 Preparado por: Pereira Revisado por: Marino CIA COMERCIAL 31/12/1999. TESTE DAS PENDÊNCIAS BANCÁRIAS Com a concordância do gerente do serviço de auditoria testamos todos os itens pendentes iguais ou acima de R$ 5.000,00 e anormais.  = soma conferida. 3= Verificamos a apresentação no extrato bancário para a data ao lado. A Representa cheque cancelado, mas contabilizado indevidamente. Inspecionamos cheque com carimbo cancelado. Sugerimos o seguinte lançamento contábil: Débito Crédito Bradesco - R$ 6.000,00 Contas a Pagar R$ 6.000,00 Β Cheque emitido em 02/01/2000 e contabilizado indevidamente em dezembro de1999. Esse problema detectado por nós por meio do “CUTOFF”de cheque. Inspecionamos lançamento contábil original. Sugerimos o seguinte lançamento contábil. Débito Crédito Brasil - R$ 30.000,00 Fornecedores R$ 30.000,00 © Segundo o contador, esse desconto de duplicata não foi registrado em função do aviso bancário, datado de 31/12/1999., Ter chegado na empresa em 02/01/2000. Cabe salientar que o banco descontou antecipadamente juros no montante de R$ 110.000,00 2-4, os quais também não foram registrados pela empresa. Por nosso entendimento, esses valores são de competência de 1999 e, portanto, deveriam ser contabilizados nesse exercício social. Inspecionamos aviso bancário. Sugerimos o seguinte lançamento contábil: Débito Crédito Bradesco R$ 990.000,00 Juros pagos antecipadamente R$ 110.000,00 Duplicatas descontadas R$ 1.100.000,00 13
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    Apostila: Auditoria dosAtivos – por Prof Sergio Alfredo Macore D – Esse empréstimo bancário foi tomado pela empresa em 20/12/1999, com data de vencimento para 31/03/2000. O Contrato bancário estipula juros de R$ 500.000,00, os quais deverão ser pagos em 31/03/2000, e também não foram registrados. Inspecionamos contrato bancário. Sugerimos o seguinte lançamento contábil: Débito Crédito Brasil R$ 1.000.000,00 Despesas Financeiras R$ 50.000,00 Empréstimos a Pagar R$ 1.000.000,00 Provisão para Juros R4 50.000,00 Cálculo dos Juros: 20/12/1999 a 31/03/2000 = 100 dias. 20/12/1999 a 31/12/1999 = 10 dias 10 dias X R$ 500,00 = R$ 5.000,00 100 dias E- A empresa não registrou devido ao mesmo motivo mencionado no item C. Inspecionamos aviso de crédito bancário. Vale ressaltar que a empresa também não contabilizou despesa no montante de R$ 2.000,00. 2.4-, Referente a serviços prestados pelo banco na cobrança de duplicatas. Inspecionamos aviso de débito bancário. Sugerimos o seguinte lançamento contábil: Débito Crédito Brasil S/A R$ 398.000,00 Despesas Bancárias R$ 2.000,00 Duplicatas a Receber R$ 400.000,00 • Inspecionamos recibo de depósito autenticado pelo Banco para a mesma data que foi registrado pela empresa. F - Essas duplicatas tinham sido descontadas. O Cliente, Tintas S/A, entrou em falência. Inspecionamos aviso de débito bancário, correspondências com Tintas S/ª, e verificamos a inclusão dessas duplicatas no cálculo da provisão para devedores duvidosos. Sugerimos o seguinte lançamento contábil: Débito Crédito Duplicatas Descontadas R$ 150.000,00 Banespa R$ 150.000,00 G – Esse cheque foi depositado em 29/12/199 e devolvido em 30/12/199, em função de insuficiência da assinatura. Em 02/01/2000, o cliente emitiu novo cheque que foi depositado e compensado sem qualquer problema. Inspecionamos avisos bancários. Sugerimos o seguinte lançamento contábil. Débito Crédito Cheques a Receber R$ 70.000,00 Brasil S/A R$ 70.000,00 H – Representa cheque emitido por outra empresa e debitado indevidamente na conta da Cia comercial. Após solicitação da Cia comercial, o banco estornou esse valor em 02/01/2000. Inspecionamos aviso e extratos bancários e temos correspondências. 14
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    Apostila: Auditoria dosAtivos – por Prof Sergio Alfredo Macore 2.6 - APLICAÇÕES FINANCEIRAS. As aplicações Financeiras são aplicações temporárias de numerário com prazo de resgate de curtíssimo prazo. Geralmente, a sobra de numerário é utilizada pela companhia para aplicação no mercado aberto como forma de obter retorno financeiro utilizando eficazmente todos os valores disponíveis. A verificação do Auditor para as aplicações é quase idêntica à do caixa, devendo prever os procedimentos de auditoria aplicáveis às circunstâncias que podem ser de contagem física ou de confirmação com os custodiantes, exame da documentação comprobatória das aplicações e regastes, diferenciando-se apenas quanto à apuração da receita pertinente ao exercício auditado, que deve ser contabilizada em seu período de competência. EXERCÍCIOS: 1) – Com base na informação abaixo, elaborar uma prova de caixa para janeiro de 2001, dando o saldo certo da Conta Bancos c/Movimento, para fins de preparação das Demonstrações Financeiras: PELO EXTRATO DO BANCO R$ SALDO EM 31/12/2000 76.489,00 Depósitos em janeiro/2000 84.363,00 Retiradas em janeiro/2000 56.762,00 CHEQUES EM CIRCULAÇÃO: EM 31/12/2000 3.694,00 EM 31/01/2001 8.328,00 DEPÓSITO EM TRÃNSITO: 31/01/2001 3.800,00 PELOS LIVROS CONTÁBEIS SALDO EM 31/12/2000 72.795,00 Recebimentos em janeiro 86.563,00 Saldo em 31/01/2001 98.361,00 Durante o mês de janeiro de 2001, foram devolvidos pelo Banco 4(quatro) cheques no total de R$ 382,00, por não terem fundos suficientes. Não havia sido feito lançamento algum para esses cheques em 31/12/2000. No dia 07 de janeiro de 2001, o Banco cobrou R$ 17,00 de despesas de serviço. A empresa só descobriu em fevereiro de 2001. A 12 de janeiro de 2001 o Banco cobrou um título de R$ 1.600,00, creditando a receita na conta da empresa esta, por sua vez, registrou a cobrança no dia 04/02/2001. 2) - EXERCÍCIO SALDO EXTRATO BANCÁRIO R$ 276.000,00 15
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    Apostila: Auditoria dosAtivos – por Prof Sergio Alfredo Macore Valores não considerados pelo Banco Cheque no.403 de 27/12/2000 R$ 270.000,00 Cheque no. 404 de 31/12/2000 R$ 23.010,00 Aviso de débito 743 – Despesas Bancárias R$ 5.100,00 Depósito R$ 45.000,00 Valores não considerados pela Cia Aviso de débito no.4606 R$ 1.200,00 Aviso de Débito no.3907 R$ 200,00 Aviso de Crédito R$ 12.400,00 Qual o saldo contábil e o saldo ajustado? 3) O cheque de no. 441333 no valor de R$ 100.000,00 foi emitido, contabilizado e entregue a seu beneficiário em 29 de dezembro de 2000, entretanto, esse cheque só foi apresentado no extrato bancário em 03/01/2001. Sendo esse cheque o único item pendente, a reconciliação bancária para 31 de dezembro de 2000, seria de que forma: DADOS: Saldo do Banco (Extrato) R$ 1.201.105,00 Saldo Razão Analítico R$ 1.101.105,00 4) Em 30 de dezembro de 2000 a empresa efetuou um depósito no valor de R$ 50.000,00(cheques de outras praças ou locais recebidos de clientes). Esse depósito apareceu no extrato em 02/01/2001. Considerando esse depósito como o único item pendente, a reconciliação bancária para 31/12/2000 seria apresentada de que forma: DADOS Saldo do Banco (Extrato) R$ 402.106,00 Razão Analítico(contabilidade) R$ 452.106,00 5) Em 30 de dezembro de 2000, o banco recebeu R$ 75.000,00 referentes a duplicatas de clientes que estavam em carteira e creditou essa quantia na conta da empresa, que registrou essa transação em 10 de janeiro de 2000., Considerando esses recebimentos o único pendente, a reconciliação bancária para 31 de dezembro de 2000, seria apresentada de que forma? DADOS: Saldo do Banco (Extrato) R$ 333.000,00 Saldo Razão Analítico R$ 258.000,00 6) - Em 29 de dezembro de 2000 o Banco Debitou R$ 7.500,00 na conta da empresa ref.juros s/ empréstimos. O Banco enviou o aviso bancário em 02/01/2001, e a empresa contabilizou essa transação em janeiro. Considerando esse juro o único valor pendente, a reconciliação bancária para 31 de dezembro de 2000, seria apresentada de que forma? DADOS: Saldo do Banco (Extrato) R$ 80.712,00 Saldo Razão Analítico R$ 88.212,00 7) – Em 31 de dezembro de 2000 a empresa assinou um contrato de empréstimo no valor de R$ 150.000,00, e o banco creditou essa quantia nessa mesma data na conta da 16
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    Apostila: Auditoria dosAtivos – por Prof Sergio Alfredo Macore empresa. Entretanto, a empresa somente contabilizou esse empréstimo em 02 de janeiro de 2001. Considerando esse empréstimo o único item pendente, a reconciliação bancária de 31 de dezembro de 2000, seria apresentada de que forma? DADOS: Saldo do Banco (Extrato) R$ 702.309,00 Saldo Razão Analítico R$ 852.309,00 8) – Em dezembro de 2000 o Banco debitou R$ 28.000,00 na conta corrente bancária., ref. A duplicatas descontadas pela empresa mas, não pagas na data do vencimento pelos clientes. A empresa contabilizou esse valor em janeiro de 2001. Considerando essa operação o único item pendente, a reconciliação bancária para 31 de dezembro de 2001, seria apresentada de que forma? DADOS: Saldo do Banco (Extrato) R$ 332.454,00 Saldo Razão Analítico R$ 360.454,00 9) – Durante o exame dos documentos comprobatórios das transações com o Banco, para o qual a Cia Alfa, mantém conta corrente, você fez as seguintes notas referentes a diversos itens fora do comum: - Os cheques nos. 11708 e 11709, incluídos no extrato no mês de dezembro, foram por você examinados e localizados no razão analítico nos mês de novembro; - O cheque de no. 11715 foi emitido para adiantamento de salário a um funcionário; entretanto, a cia Alfa esqueceu-se de efetuar o registro no razão analítico; - O depósito de R$ 12.000,00 em 28/12/2000 foi creditado pelo banco indevidamente na conta corrente da Cia alfa, já que este pertencia a outra companhia; - Os cheques de nos 11717 e 11722 e o depósito de R$ 11.000,00 efetuados em 31/12/2000 foram apresentados no extrato em 02/01/2001. Pede-se: - Preparar a reconciliação bancária, com base em 31/12/2000; - Preparar lançamento(s) contábil necessário(s) para ajustar o razão analítico. 17
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    Apostila: Auditoria dosAtivos – por Prof Sergio Alfredo Macore EXTRATO BANCÁRIO DATA HISTÓRICO DÉBITO CRÉITO SALDO 30/11/00 Saldo transportado 118.600,00 01/12/00 Cheque no. 11711 6.100,00 112.500,00 Cheque no. 11708 9.000,00 103.500,00 Cheque no. 11709 9.500,00 94.000,00 Cheque no.11712 5.000,00 89.000,00 02/12/00 Depósito 8.000,00 97.000,00 Cheque no.11713 4.000,00 93.000,00 Cheque no. 11714 3.000,00 90.000,00 20/12/00 Depósito 6.000,00 96.000,00 Depósito 4.000,00 100.000,00 Cheque no.11715 1.000,00 99.000,00 Cheque no. 11716 5.500.00 93.500,00 28/12/00 Depósito 10.000,00 103.500,00 Cheque no.11719 9.500,00 94.000,00 Depósito 12.000,00 106.000,00 31/12/00 Depósito 12.500,00 118.500,00 depósito 15.000,00 133.500,00 Cheque no. 11720 3.000,00 130.500,00 Cheque no. 11723 8.500,00 122.000,00 18
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    Apostila: Auditoria dosAtivos – por Prof Sergio Alfredo Macore RAZÃO ANALÍTICO DATA HISTÓRICO DÉBITO CRÉDITO SALDO 30/11/00 Saldo transportado 100.100,00 01/12/00 Cheque no. 11711 6.100,00 94.000,00 Cheque no. 11712 5.000,00 89.000,00 02/12/00 Depósito 8.000,00 97.000,00 Cheque no.11713 4.000,00 93.000,00 Cheque no. 11714 3.000,00 90.000,00 20/12/00 Depósito 6.000,00 96.000,00 Depósito 4.000,00 100.000,00 Cheque no. 11716 5.500.00 94.500,00 28/12/00 Depósito 10.000,00 104.500,00 Cheque no.11717 4.500,00 100.000,00 Cheque no.11719 9.500,00 90.500,00 31/12/00 Depósito 11.000.00 101.500,00 Depósito 12.500.00 114.000,00 Depósito 15.000,00 129.000,00 Cheque no. 11720 3.000,00 126.000,00 Cheque no. 11723 8.500,00 123.500,00 Cheque no.11722 2.500,00 120.000,00 Cheque no.11.723 8.500,00 111.500,00 10) – Com base nas seguintes informações, prepare um papel de trabalho de resumo de dinheiro em bancos em 31/12/2000. - Os saldos dos bancos pelos extratos bancários eram os seguintes: BRASIL 1.100.000,00 BRADESCO 2.500,000,00 ITAU 550.000,00 - A empresa depositou R$ 300.000,00 no Banco do Brasil; entretanto, esse depósito foi apresentado no extrato bancário somente em janeiro. - O banco Bradesco debitou juros sobre empréstimos no valor de R$ 150.000,00; no entanto, a empresa somente os contabilizou em janeiro. - Cheques no valor de R$ 250.000,00 e R$ 100.000,00 não foram apresentados no Bradesco e no Banco Itaú respectivamente. - Os valores de R$ 80.000.00 e R$ 70.000,00, referentes a descontos de duplicatas, não foram contabilizados pela empresa no Banco do Brasil e no Banco Itaú, respectivamente. Marque com X a resposta correta. 1) – Um empréstimo creditado no extrato bancário(conta corrente), mas não contabilizado pela empresa, seria apresentado da seguinte forma na reconciliação bancária: ( ) a) – aumento do saldo do razão analítico ( ) b) aumento do saldo do extrato ( ) c) – redução do saldo do razão analítico ( ) d) redução do saldo do extrato 19
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    Apostila: Auditoria dosAtivos – por Prof Sergio Alfredo Macore 2) – Uma despesa debitada pelo banco referente à cobrança de duplicatas em carteira, mas não contabilizada pela empresa, seria apresentada da seguinte forma na reconciliação bancária: ( ) a) – aumento do saldo do razão analítico ( ) b) aumento do saldo do extrato ( ) c) – redução do saldo do razão analítico ( ) d) redução do saldo do extrato 3) – Um cheque emitido e contabilizado pela empresa, mas não apresentado no extrato bancário, seria demonstrado da seguinte forma na reconciliação bancária: ( ) a) – aumento do saldo do razão analítico ( ) b) aumento do saldo do extrato ( ) c) – redução do saldo do razão analítico ( ) d) redução do saldo do extrato 4) – Um cheque apresentado no extrato, mas que a empresa indevidamente não o contabilizou, seria demonstrado da seguinte forma na reconciliação bancária: ( ) a) – aumento do saldo do razão analítico ( ) b) aumento do saldo do extrato ( ) c) – redução do saldo do razão analítico ( ) d) redução do saldo do extrato 5) – Um depósito bancário apresentado no extrato, o qual a empresa indevidamente não contabilizou, seria demonstrado da seguinte forma na reconciliação bancária: ( ) a) – aumento do saldo do razão analítico ( ) b) aumento do saldo do extrato ( ) c) – redução do saldo do razão analítico ( ) d) redução do saldo do extrato 6) – Um depósito bancário contabilizado pela empresa, mas não apresentado no extrato, seria demonstrado da seguinte forma na reconciliação bancária: ( ) a) – aumento do saldo do razão analítico ( ) b) aumento do saldo do extrato ( ) c) – redução do saldo do razão analítico ( ) d) redução do saldo do extrato 7) – O crédito referente a um desconto de duplicata apresentado no extrato, mas não registrado pela empresa, seria demonstrado da seguinte forma na reconciliação bancária: ( ) a) – aumento do saldo do razão analítico ( ) b) aumento do saldo do extrato ( ) c) – redução do saldo do razão analítico ( ) d) redução do saldo do extrato 8) – Um cheque de outra companhia, debitado pelo banco indevidamente na conta corrente da empresa, seria apresentado da seguinte forma na reconciliação bancária: ( ) a) – aumento do saldo do razão analítico ( ) b) aumento do saldo do extrato ( ) c) – redução do saldo do razão analítico ( ) d) redução do saldo do extrato 20
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    Apostila: Auditoria dosAtivos – por Prof Sergio Alfredo Macore 3 - AUDITORIA DAS CONTAS A RECEBER. A auditoria das contas a receber tem a finalidade de: a) - determinar sua existência e representatividade contra os devedores envolvidos; b) - determinar se é de propriedade da companhia; c) - determinar se foram utilizados os princípios de contabilidade geralmente aceitos, em bases uniformes; d) - determinar a existência de restrições de uso, de vinculações em garantia ou de contingências; e e) - determinar que está corretamente classificada nas Demonstrações financeiras e que as divulgações aplicáveis foram expostas por notas explicativas. 3.1- REVISÃO DO CONTROLE INTERNO. A revisão do controle interno tem a finalidade de determinar qual a confiabilidade depositada pelo auditor no controle interno, para que este possa determinar quais os procedimentos a serem utilizados, o momento propício de sua realização e em qual extensão. Entrementes, cada companhia, como uma entidade diferente, utiliza os controles internos que julga importante, dependendo da materialidade, número de pessoas disponíveis, bem como número de contas a receber. Muito emborca o controle interno seja variável de empresa para empresa, é desejável que a administração estabeleça o controle interno voltado para lhe dar a segurança necessária. Dessa foram, o fortalecimento do controle interno é necessário, desenvolvendo a administração a utilização de vários procedimentos que lhe conceda tranquilidade. 3.2- Procedimentos de Auditoria Os procedimentos de auditoria a serem utilizados para a obtenção dos objetivos determinados são dependentes da avaliação do controle interno e da materialidade envolvida. Alguns dos procedimentos: Contagem das duplicatas a receber; a) Exame Físico Contagem dos títulos a receber. Confirmação das duplicatas a receber b) Confirmação Confirmação dos títulos a receber; Confirmação dos adiantamentos concedidos; Confirmação dos adiantamentos a funcionários. 21
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    Apostila: Auditoria dosAtivos – por Prof Sergio Alfredo Macore Exame Documental das Vendas realizadas c) Documentos Originais Exame Documental dos Recebimentos das Contas a Receber; Exame Documental de Atas de Assembléias ou de Reunião; Exame de Contratos. Exame alternativo das respostas não obtidas. Soma das Duplicatas a Receber; d) Cálculos Cálculo dos juros a Receber; Soma dos Adiantamentos concedidos Exame de conta de razão de duplicatas a Receber; Exame de conta razão de adiantamentos a empregados; Exame de Conta de razão de títulos a receber; Exame da contabilização no período de competência Exame detalhado da documentação de venda; e) Investigação Exame detalhado dos contratos de venda; Exame detalhado das aprovações de baixas de duplicatas incobráveis; Variação do saldo de contas a receber; g) Inquérito Explicação para as duplicatas incobráveis ou em atraso. Exame do razão analítico de Contas a Receber h) Registros Auxiliares Exame do diário auxiliar das Contas a Receber; Exame do Registro de Recebimentos; Relacionamento das Contas a Receber com as Vendas; i) Correlação Relacionamento dos Recebimentos com o disponível; Relacionamento das provisões constituídas para devedores duvidosos com o resultado. Relacionamento dos juros a receber com o resultado Classificação adequada das contas; j) Observação Observação dos princípios de Contabilidade; Observação do volume de contas a receber atrasadas. 3.3- Procedimento de Confirmação. O procedimento de confirmação é um dos mais utilizados para a determinação de que o Ativo decorrente de contas a receber é real e pertencente à companhia. Uma vez determinada à utilização do procedimento de confirmação para as contas a receber, deve-se levar em consideração: 22
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    Apostila: Auditoria dosAtivos – por Prof Sergio Alfredo Macore a) Data-base de confirmação; b) Amplitude do teste de confirmação; e c) Tipo de confirmação a ser empregado. As considerações referentes à data-base e à amplitude do teste de confirmação são dependentes da avaliação e efetividade dos controles internos. O tipo de confirmação a ser empregado é algo pertinente aos desejos de evidências do auditor para subsidiar sua conclusão acerca das contas a receber. 3.3.1 - Tipos de Confirmação: Pode ser positiva ou negativa. Positiva: traz maiores subsídios e é recomendada para quais os devedores deseja obter resposta formal Negativa: normalmente é utilizada como complemento da amplitude do teste de confirmação e geralmente envolve valores pequenos e antigos. Nem todos os pedidos de confirmação serão efetivamente recebidos, uma vez que envolve companhias externas àquela auditada. Após, esgotados os recursos disponíveis para a obtenção da resposta o auditor, dependendo do resultado obtido daquelas respostas efetivamente recebidas, pode proceder ao exame alternativo: Exames alternativos engloba: a) Exame documental que comprove a existência da conta a receber. Exemplo: nota fiscal de venda. b) Exame documental que comprove por parte do devedor sua dívida junto a Companhia Exemplo: canhoto de entrega. c) Exame documental de realização da conta a Receber. Exemplo: Aviso bancário de recebimento. O exame alternativo é uma das formas com que o auditor comprova eficazmente a conta a receber, porém deve ser utilizado depois de esgotados todo o recurso disponível para a obtenção da resposta. É dependente do resultado obtido das respostas efetivamente recebidas, pois a utilização dessa prática somente envolve documentação interna que é de propriedade da companhia. 3.3.2- Realização. A realização das contas a receber envolve o processo de auditoria voltado para a determinação de que as contas a receber estão demonstradas por seu valor líquido realizável. O auditor deve determinar se a conta a receber é direito efetivo contra os devedores e se são reais, precisa certificar-se de que, embora estas se constituam direitos efetivos contra os devedores, serão realmente recebidas. Exemplo: Abatimentos no valor de R$ 10.000,00 de duplicatas a Receber não contabilizado. Mercadorias devolvidas e não contabilizadas no valor de R$ 12.400,00 Juros auferidos sobre duplicatas a receber em atraso e não contabilizada no valor de R$ 4.640,00 23
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    Apostila: Auditoria dosAtivos – por Prof Sergio Alfredo Macore Descrição Ajuste Débito Ajuste Crédito Abatimentos Descontos Concedidos- Desp.Financ. a Duplicatas a Receber – AC 10.000,00 Devoluções Devoluções de Vendas – Redutora .Receita Bruta a Duplicatas a Receber 12.400,00 Juros s/ duplicatas Duplicatas a Receber a Juros Ativos – receita Financeiras 4.640,00 Pontos para recomendação (1) Ponto Observado: Inexistência de prática geral de concessão de descontos. Possível Consequência: Manipulação de Numerários. Recomendação: Formalização de procedimentos para a concessão de Descontos. (2) Ponto Observado: Atraso na informação contábil para vendas devolvidas Possível Consequência: Demonstrações Financeiras Irreais Recomendação Exame tempestivo de vendas devolvidas pelo controle de qualidade em Contabilização em tempo hábil. 3.4 - PROVISÃO PARA CRÉDITOS DE LIQUIDAÇÃO DUVIDOSA Esta provisão também é denominada “Provisão para Devedores Duvidosos”. É constituída em função da expectativa de perdas que a pessoa jurídica tem em virtude de haver efetuado vendas a prazo e da consequente possibilidade de nem todos os devedores honrarem seus compromissos. Embora essa provisão não possa mais ser deduzida para fins de imposto de renda das pessoas jurídicas a partir de 01/01/97. Do ponto de vista da técnica contábil e da legislação comercial, ela deve continuar a ser constituída pelas pessoas jurídicas, em virtudes das seguintes razões: a) em atendimento aos princípios contábeis geralmente aceitos; de fato, a Resolução no.774 do Conselho Federal de Contabilidade, ao esclarecer os citados princípios em seu subitem 2.7.1, diz textualmente que “a provisão para créditos de liquidação duvidosa constitui exemplo de aplicação da PRUDÊNCIA, pois sua constituição determina o ajuste para menos do valor das duplicatas ou contas a Receber”; b) em obediência aos disposto no artigo 183 da Lei no.640476(Lei das S/A), inciso I, onde se estabelece que “deverão ser excluídos dos elementos do ativo os direitos e títulos de crédito já prescritos e feitas as provisões adequadas para ajustá-los ao valor provável de realização”. 24
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    Apostila: Auditoria dosAtivos – por Prof Sergio Alfredo Macore Inexistindo a dedutibilidade para fins do imposto de renda, cada empresa poderá constituir a provisão por valores que, a seu critério, cubram as expectativas de perdas dos créditos que tenha a receber de terceiros. Para determinar a adequação dessa provisão, é recomendável que se obtenha a composição analítica desses créditos, por cliente e por data de vencimento. 3.4.1 - Base de Cálculo A base de cálculo corresponderá ao montante dos créditos oriundos da exploração da atividade econômica da pessoa jurídica, decorrente da venda de bens nas operações de conta própria, dos serviços prestados e das operações de conta alheia, excluídos: a) os provenientes de vendas com reserva de domínio, de alienação fiduciária em garantia, ou de operações com garantia real; b) os créditos com pessoa jurídica de direito público ou empresa sob seu controle, empresa pública, sociedade de economia mista ou sua subsidiária; c) os créditos com pessoas jurídicas coligadas, interligadas, controladoras e controladas ou associadas por qualquer forma; d) os créditos com administrador, sócio ou acionista, titular ou com seu cônjuge ou parente até o terceiro grau, inclusive os afins; e) parcela dos créditos correspondente às receitas que não tenham transitado por conta de resultado; f) o valor de créditos adquiridos com coobrigação; g) o valor dos créditos cedidos sem coobrigação; h) o valor correspondente ao bem arrendado, no caso de pessoas jurídicas que operam com arrendamento mercantil; i) o valor dos créditos e direitos junto a instituições financeiras, demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil e a sociedade de fundos de investimentos. 3.4.2- Percentual a ser aplicado sobre a Base de Cálculo. O percentual a ser aplicado corresponderá á relação entre a soma das perdas efetivamente ocorridas nos três últimos anos-calendário, relativas a créditos decorrentes do exercício da atividade econômica, e a soma dos créditos da mesma espécie existentes no início dos anos-calendário correspondentes. 25
  • 26.
    Apostila: Auditoria dosAtivos – por Prof Sergio Alfredo Macore 3.4.3- Além da percentagem acima, a provisão poderá ser acrescida: a) da diferença entre o montante do crédito habilitado e a proposta de liquidação pelo concordatário, nos casos de concordata, desde o momento em que esta for requerida; b) de até 50% do crédito habilitado, nos casos de falência do devedor, desde o momento de sua decretação. Com relação aos créditos habilitados em processos de falência e concordata, a Receita Federal, informou que os respectivos valores deverão ser excluídos da base de cálculo da provisão geral(onde se aplica o percentual médio), caso contrário implicariam no cálculo em duplicidade da provisão sobres os créditos correspondentes. No ano-calendário em que a empresa iniciar suas atividades é vedada a dedução da provisão. A provisão poderá, entretanto, ser calculada com base nas perdas decorrentes de operações realizadas nos períodos anteriores, quando a empresa tenha iniciado suas operações em prazo inferior a 3 anos-calendário. Exemplo: 1- Dados: Valores (R$) Créditos oriundos da atividade econômica da pessoa jurídica 6.050.000,00 Compondo o saldo acima temos: Créditos com garantia real 200.000,00 Créditos com pessoa jurídica de direito público 400.000,00 Créditos com sócios, Acionistas e Pessoa Jurídicas ligadas 1.300.000,00 Créditos adquiridos com coobrigação 150.000,00 Créditos habilitados em : Falência Concordata (proposta de 90%) 50.000,00 40.000,00 II – Cálculo do percentual médio: Data Duplicatas a Receber Ano Perdas 31/12/1996 10.000,00 1997 400,00 31/12/1997 6.000,00 1998 250,00 31/12/1998 4.000,00 1999 150,00 Totais 20.000,00 800.00 % médio = 800,00 . X 100 = 4% 20.000,00 III – Cálculo da Provisão Créditos (R$) % Valor da Provisão(R$) 1O ) Créditos da Atividade Econômica 6.050.000,0 0 2O ) ( - ) Créditos com Garantia Real 200.000,00 3o ( - ) Créditos c/ PJ de Direito Público 400.000,00 4O ( - ) Créditos c/ sócios, Acionistas e PJ ligadas 1.300.000,0 26
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    Apostila: Auditoria dosAtivos – por Prof Sergio Alfredo Macore 0 5o ( - ) Créditos com Coobrigação 150.000,0 0 6o ( - ) Créditos habilitados em: Falência Concordata 50.000,00 40.000,00 (=) Base de Cálculo Geral 3.910.000,00 4% 156.400,00 ( + ) Créditos habilitados em: Falência Concordata (100%-90%)=10% 50.000,00 40.000,00 50% 10% 25.000,00 4.000,00 ( = ) Valor da Provisão dedutível 185.400,00 Contabilização Constituição da Provisão em 31/12/99: Despesas com Créditos de Liquidação Duvidosa - DRE A Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa - AC Valor da provisão constituída em 31/12/99 (Obs: valor adicionado no LALUR parte B) Reversão do valor Provisionado em 2000 Provisão p/Créditos de Liquidação Duvidosa – AC A Reversão de Provisões - DRE Baixa do valor correspondente a provisão de 31/12/97 (Excluído do LALUR parte B) Perdas Ocorridas a partir de 01/01/97 A legislação vigente admite que as pessoas jurídicas tributadas pelo lucro real deduzam, a cada período de apuração do imposto de renda – IRPJ e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido – CSLL, as perdas no recebimento de créditos decorrentes de suas atividades, desde que observadas as regras fixadas na legislação em vigor. Com a vigência da Lei 9.430 de 27/12/96, poderão ser registrados como perda dedutível na determinação do Lucro Real, a cada período de apuração, os seguintes créditos decorrentes das atividades da pessoa jurídica: I Devedores Insolventes II Créditos SEM Garantia(*) III Créditos COM Garantia IV Devedores Falidos ou em Concordata De qualquer valor Até R$ 5.000,00 Por operação, vencidos há mais de 6 meses, ainda que os procedimentos judiciais para o recebimento não tenham sido iniciados Acima de R$ 5.000,00 até R$ 30.000,00 De qualquer Valor Provenientes de: -Vendas com Reserva de Domínio; Contra devedor declarado falido ou pessoa jurídica declarada concordatária, relativamente à parcela que exceder o valor que esta tenha se comprometido a pagar. A dedução da perda 27
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    Apostila: Auditoria dosAtivos – por Prof Sergio Alfredo Macore Créditos em relação aos quais tenha havido a declaração de insolvência do devedor, em sentença emanada pelo Poder Judiciário Por operação, vencidos há mais de 1 ano, ainda que os procedimentos judiciais para o recebimento não tenham sido iniciados, mas desde que mantida a cobrança administrativa. Superiores a R$ 30.000,00 Vencidos já mais de 1 ano, desde que iniciados e mantidos os procedimentos judiciais para o recebimento -alienação fiduciária em garantia; -operações com outras garantias reais; -Vencidos há mais de 2 anos, desde que iniciados e mantidos os procedimentos judiciais para o recebimento ou o arresto das garantias. será administrada a partir da data da decretação da falência ou da concessão de concordata, desde que a credora tenha adotado os procedimentos judiciais necessários para o recebimento do crédito. A parcela do crédito cujo compromisso de pagar não houver sido honrado pela empresa concordatária também poderá ser deduzida como perda. ATENÇÃO: (*) – Os limites de R$ 5.000,00 até R$ 30.000,00 foram estabelecidos por operação e não por devedor. Considera-se operação, para esse efeito, a venda de bens, a prestação de serviços, a cessão de direitos, a aplicação de recursos financeiros em operações com títulos e valores mobiliários, constante de um único contrato, no qual esteja prevista a forma de pagamento do preço pactuado, ainda que a transação seja realizada para pagamento em mais de uma parcela. Tratando-se de empresa mercantil, a operação será caracterizada pela emissão da fatura, mesmo que esta englobe mais de uma nota fiscal. -Os créditos SEM garantia serão considerados pelo seu valor atualizado em virtude de contrato, inclusive juros e outros encargos pelo financiamento da operação e de eventuais acréscimos moratórios em razão da sua não liquidação, considerados até a data da baixa. -No contrato de crédito em que o não pagamento de uma ou mais parcelas implique o vencimento automático de todas as demais parcelas vincendas, os limites, até R$ 30.000,00, mencionados na coluna II serão considerados em relação ao total dos créditos, por operação, com o mesmo devedor. -Para o registro de nova perda em uma mesma operação, as condições mencionadas na coluna II devem ser observados considerando-se a soma da nova perda àquelas já registradas. Não será admitida a dedução de perdas com crédito de; a) pessoa Jurídica controladora, controlada, coligada ou interligada; b) pessoa física acionista controlador, sócio titular, administrador ou parente até 3o grau dessas pessoas. A perda no recebimento de créditos com pessoa jurídica que seja controladora, controlada, coligada ou interligada, bem com pessoa física que seja acionista controlador, sócio, titular ou administrador da pessoa jurídica credora, ou parente até o terceiro grau dessas pessoas físicas, não é admitida como dedutível, devendo ser adicionada ao lucro líquido do respectivos período de apuração, para efeito de determinação do lucro real e da base de cálculo da CSLL. Registro Contábil das Perdas 28
  • 29.
    Apostila: Auditoria dosAtivos – por Prof Sergio Alfredo Macore Os registros contábeis das perdas dedutíveis serão efetuados a débito da conta de Resultado a crédito: I – da conta que registra o valor a receber do devedor inadimplente, no caso(de crédito sem garantia de valor inferior a R$ 5.000,00); II – de conta redutora daquela em que está registrado o valor a receber, nos demais casos. Exemplo: I – Valor da duplicata a receber, vencida há mais de 6 meses: R$ 4.000,00 Contabilização: PERDAS NO RECEBIMENTO DE CRÉDITOS(DRE) a DUPLICATAS A RECEBER – AC 4.000,00 II – Duplicatas a Receber, vencida há mais de um ano: R$ 10.000,00 Contabilização: PERDAS NO RECEBIMENTO DE CRÉDITOS – DRE a CRÉDITOS OU VALORES A RECEBER EM ATRASO AC 10.000,00 Desistência de Cobrança Judicial Tratando-se de créditos em garantia, de valor superior a R$ 30.000,00, se houver desistência da cobrança pela via judicial, antes de decorridos 5 anos do vencimento, a perda eventualmente registrada deverá ser estornada ou adicionada ao lucro líquido correspondente ao período de apuração em que ocorrer a desistência, para efeito de determinação ao lucro real e da base de cálculo da CSLL. Neste caso, o IRPJ e a CSLL respectivos serão considerados como postergados desde o período de apuração em que a perda tenha sido reconhecida. Quando a solução da cobrança se der, em virtude de acordo homologado por sentença judicial, o valor da perda a ser estornado ou adicionado ao lucro líquido será igual à soma da quantia recebida com o saldo a receber renegociado, não havendo o se falar em postergação. Créditos Recuperados A pessoa jurídica deverá computar, na determinação do lucro real e da base de cálculo da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, o montante dos créditos deduzidos que tenham sido recuperados, em qualquer época e a qualquer título, inclusive nos casos de novação da dívida ou de arresto dos bens recebidos em garantia real. Caso o débito seja quitado em bens, estes deverão ser escriturados pelo valor correspondente ao crédito ou avaliados pelo valor definido na decisão judicial que tenha determinado sua incorporação ao patrimônio credor. Os juros vincendos poderão ser computados na determinação do lucro real à medida que forem incorridos. 29
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    Apostila: Auditoria dosAtivos – por Prof Sergio Alfredo Macore Exemplo prático Admitamos que determinada empresa tributada pelo lucro real levante, no balanço anual de 31/12/2002, as seguintes perdas no recebimento de créditos: Especificação dos Créditos Duplicata No. Vencimento Valor Original R$ Créditos Sem Garantia Até R$ 5.000,00 -Vencidos há mais de 6 meses Acima de R$ 5.000,00 até R$ 30.000,00 -Vencidos há mais de 1 ano (mantida a cobrança administrativa) Acima de R$ 30.000,00 - Vencido há mais de 1 ano (com procedimento judicial) 1011/02 1022/02 1033/02 788/01 775/01 699/01 801/01 807/01 11/03/2002 28/03/2002 28/03/2002 20/05/2001 16/05/2001 07/07/2001 10/09/2001 18/09/2001 3.080,00 1.430,00 1.650,00 6.380,00 7.172,00 7.810,00 36.850,00 46.750,00 Créditos com Garantia -Vencido há mais de 2 anos (iniciados e mantidos procedimentos judiciais para o recebimento) 455/00 460/00 25/07/2000 10/08/2000 5.500,00 11.000,00 Devedor Falido - Falência decreta em 26/09/02 738/01 13/06/2001 6.600,00 Devedor em Concordata Concessão em 20/11/02 Parcela prometida em pagamento para 7/01/03 Parcela excedente 757/01 25/06/2001 10.450,00 (6.800,00) 3.650,00 No encerramento do ano-calendário a empresa procederá do seguinte modo: Pelo registro contábil das perdas: PERDAS NO RECEBIMENTO DE CRÉDITOS(DRE) a DUPLICATAS A RECEBER(Ativo Circulante) Valor das duplicatas baixadas nesta data por estarem Vencidas há mais de seis meses sem recebimento: Duplicata no. 1011/02 3.080,00 Duplicata no. 1022/02 1.430,00 Duplicata no. 1033/02 1.650,00 6.160,00 30
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    Apostila: Auditoria dosAtivos – por Prof Sergio Alfredo Macore PERDAS NO RECEBIMENTO DE CRÉDITOS(DRE) A DUPLICATAS A RECEBER – (Ativo Circulante) Valores baixados nesta data conforme relatório Duplicata no. 788/01 6.380,00 Duplicata no. 775/01 7.172,00 Duplicata no. 699/01 7.810,00 Duplicata no. 801/01 36.850,00 Duplicata no. 807/01 46.750,00 Duplicata no. 455/01 5.500,00 Duplicata no. 460/00 11.000,00 Duplicata no. 738/01 6.600,00 Duplicata no. 757/01(parcela excedente) 3.650,00 131.712,00 EXERCÍCIOS 1) Com base nas informações abaixo relacionadas, calcule a rotação das contas a receber de clientes. - Valor das Vendas a prazo realizadas durante o exercício social encerrado em 31/12/2000: R$ 1.800.000,00. - Saldo das contas a Receber de clientes no final de cada mês. JANEIRO 2000 R$ 300.000,00 FEVEREIRO 2000 R$ 350.000,00 MARÇO 2000 R$ 400.000.00 ABRIL 20000 R$ 550.000,00 MAIO 2000 R$ 450.000.00 JUNHO 2000 R$ 600.000,00 JULHO 2000 R$ 500.000,00 AGOSTO2000 R$ 430.000.00 SETEMBRO 2000 R$ 480.000.00 OUTUBRO 2000 R$ 520.000.00 NOVEMBRO 2000 R$ 540.000.00 DEZEMBRO 2000 R$ 580.000,00 2) Marque com “X” a resposta correta. 2.1 Indique qual das transações é classificada no grupo de contas a receber: ( ) a) adiantamentos a fornecedores para compra de matérias-primas. ( ) b) Adiantamentos a empregados para viagens. ( ) c) Adiantamentos a fornecedores para compra de bens do Ativo Imobilizado. ( ) d) Títulos de liquidez imediata. 2.2- As contas a receber são contabilizadas: ( ) a) quando o cliente faz a cotação de preços ( ) b) quando o cliente emite o instrumento formalizador da compra(ordem de compra) ( ) c) por ocasião da passagem de propriedade do bem vendido e emissão de nota fiscal de vendas. 31
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    Apostila: Auditoria dosAtivos – por Prof Sergio Alfredo Macore 2.3 – As contas a Receber podem ser classificadas nos seguintes grupos de conta do Balanço Patrimonial: ( ) a) Ativo Circulante e Realizável a Longo Prazo. ( ) b) Ativo Circulante e Investimentos ( ) c) Ativo Circulante e Passivo Circulante ( ) d) Ativo Circulante e Imobilizado. 2.4- As contas a Receber que serão recebidas até o fim do exercício social seguinte são classificadas no seguinte grupo de contas do Balanço Patrimonial. ( ) a) Ativo circulante ( ) b) Ativo Realizável a Longo Prazo ( )c) Investimentos ( ) d) Ativo imobilizado 2.5 – As contas a receber que serão recebidas após o término do exercício social seguinte são classificadas no seguinte grupo de contas do Balanço Patrimonial: ( ) a) Ativo Circulante ( ) b) Ativo Realizável a Longo Prazo ( ) c) Investimentos ( ) d) Ativo Imobilizado 2.6 – As contas a receber, derivadas de empréstimos a sociedades controladas, não constituindo esse tipo de operação social da empresa controladora, independente do prazo de vencimento, são classificadas no seguinte grupo de contas do Balanço Patrimonial: ( ) a) Investimentos ( ) b) Ativo Circulante ( ) c) Ativo Realizável a Longo Prazo ( ) d) Passivo Circulante 2.7 – A provisão para devedores duvidosos é classificada da seguinte forma no balanço patrimonial: ( ) a) Passivo circulante ( ) b) Patrimônio Líquido ( ) c) Deduzindo contas a receber ( ) d) Passivo Exigível a Longo Prazo 2.8 – a despesas de devedores duvidosos é classificada no seguinte grupo de contas da Demonstração do Resultado do Exercício: ( ) a) Despesas com Vendas ( ) b) Despesas não operacionais ( ) c) despesas financeiras ( ) d) despesas gerais e administrativas 2.9 – O valor das duplicatas descontadas é classificado da seguinte forma no Balanço Patrimonial: ( ) a ) Patrimônio Líquido ( ) b) Passivo Circulante ( ) c) Passivo Exígivel a longo Prazo ( ) d) deduzindo contas a receber 2.10 – O valor dos encargos financeiros, cobrado pelo banco no ato do desconto da duplicatas, deve ter o seguinte tratamento contábil: ( ) a) Despesa do ano ( ) b) despesas antecipada e amortizada pelo prazo de desconto da duplicata ( ) c) Ativo Diferido ( )d) Investimentos 2.11 – Uma duplicata paga pelo cliente ao banco, descontada anteriormente, deve ser creditada na seguinte conta: ( ) a) Contas a Receber ( ) b) Duplicatas Descontadas 32
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    Apostila: Auditoria dosAtivos – por Prof Sergio Alfredo Macore ( ) c) Conta Corrente Bancária ( ) d) provisão para Devedores Duvidosos 2.12 – Uma duplicata descontada, não paga pelo cliente ao banco na data do vencimento deve ser creditada na seguinte forma: ( ) a) contas a receber ( ) b) duplicatas descontadas ( ) c) conta corrente bancária ( ) d) Provisão para Devedores Duvidosos 2.13 – Uma duplicata paga ao banco pelo cliente, descontada anteriormente, deve ser debitada na seguinte conta: ( ) a) – provisão para devedores duvidosos ( ) b) contas a receber ( ) c) conta corrente bancária ( ) d) duplicatas descontadas 2.14 – Considerando os valores abaixo, efetue a contabilização das baixas permitidas de acordo com a legislação vigente: Especificação dos Créditos Duplicata No. Vencimento Valor Original R$ Créditos Sem Garantia Até R$ 5.000,00 -Vencidos - Vencidos - Vencidos - Vencido Acima de R$ 5.000,00 até R$ 30.000,00 -Vencidos (mantido a cobrançaadministrativa) -Vencidos sem cobrança administrativa Acima de R$ 30.000,00 Vencido (com procedimento judicial) Vencido sem procedimento judicial 1001/02 1002/02 1003/02 1030/02 1006/02 1020/02 788/01 775/01 687/01 650/01 801/01 807/01 810/01 11/03/2002 28/03/2002 28/03/2002 30/09/2002 11/02/2002 31/10/2002 20/05/2001 16/05/2001 07/06/2001 05/05/2001 10/09/2001 18/09/2001 22/09/2001 3.000,00 1.500,00 1.650,00 1.800,00 6.000,00 2.000,00 8.800,00 6.400,00 6.600,00 15.000,00 36.850,00 46.750,00 50.800,00 Créditos com Garantia (iniciados e mantidos procedimentos judiciais para o recebimento) - Iniciado e desistido dos procedimentos judiciais para o recebimento 455/00 460/00 449/00 389/00 25/07/2000 10/08/2000 10/07/2000 14/05/2000 6.600,00 12.000,00 13.000,00 14.800,00 Devedor Falido - Falência decretada em 26/09/02 750/01 14/06/2001 8.800,00 Devedor em Concordata Concessão em 31/10/02 Parcela prometida em pagamento para 14/02/03 757/01 27/05/2001 30.800,00 (15.300,00) 33
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    Apostila: Auditoria dosAtivos – por Prof Sergio Alfredo Macore 4 - AUDITORIA DE ESTOQUES 4.1 - Introdução e objetivo Ao se efetuar uma auditoria na área de estoques, deve-se considerar os princípios e políticas comerciais, industriais e contábeis, relativos aos custos e despesas e estes em relação às vendas. Deve-se considerar ainda particularidades tais como; produção em massa, sob encomenda, em lotes e os métodos usados na determinação desses custos. A seleção dos procedimentos de auditoria a aplicar é feita após a avaliação da eficiência dos controles internos e grau de confiança que o auditor dispensa aos mesmos. Desse modo , a área dos estoques requer, na maioria das vezes, que se elaborem programas e questionários específicos em função da característica particular da empresa, Esses programas deverão ser ajustados às várias alternativas da empresa adicionando- se quesitos e outros passos necessários a cada programa. Toda a auditoria detalhada requer habilidade e imaginação do auditor para levar a bom termo o seu trabalho em função de circunstâncias e particularidades do negócio. Considerar que para se coletar todas as informações necessárias a fim de entender de forma adequada as operações da empresa, é preciso estar atento aos fatores que afetam os controles sobre os eventos e transações e quais os problemas operacionais que possam influir nos resultados das Demonstrações Contábeis. Um conhecimento satisfatório do auditor sobre a estrutura da organização e o meio ambiente operacional capacita-o a estabelecer as provas de auditoria a aplicar. Uma empresa que não mantém registros adequados de contabilização dos inventários é mais vulnerável a qualquer tipo de fraudes ou irregularidades do que uma empresa que utiliza tais controles. A tarefa de se avaliar a eficiência dos controles e procedimentos sobre os custos de produção e os inventários torna-se difícil se os custos de manufatura são excessivamente complexos. Todavia, sempre é conveniente avaliar as condições em que tais fatos ocorrem. Outro ponto de alerta é que o auditor nunca deverá esquecer que uma empresa poderá ter controles administrativos excelentes e ótimos controles internos contábeis, porém, se utiliza princípios e métodos de contabilização não apropriados, as demonstrações estarão seriamente afetadas. 4.2- Objetivos da auditoria: a)– Certificar-se de que os valores foram determinados em consonância com os princípios contábeis geralmente aceitos: custo ou mercador dos dois o menor. b)– Certificar-se tanto quanto possível de que os valores estão representados por quantidades físicas. c)– Verificar se o procedimento na avaliação dos inventários em relação ao período anterior tem sido consistente. d)– Verificar se os critérios de custo de fabricação são adequados e satisfatórios. e)– Certificar-se de que os estoques não incluem itens obsoletos, invendáveis ou inservíveis ou, se inclusos, se foram constituídas provisões adequadas de desvalorização dos estoques. f)– Verificar se os estoques são de propriedade da empresa, não incluem mercadorias em consignação ou de terceiros; não estão penhorados ou 34
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    Apostila: Auditoria dosAtivos – por Prof Sergio Alfredo Macore garantidos por qualquer tipo de restrição. g)– No caso de preços controlados por órgãos do governo se devidamente autorizados. h)– Verificar se as despesas de importação de mercadorias em estoques tais como: seguro, frete, despesas alfandegárias e outras, estão devidamente incorporadas no custo dos itens importados. i)– No caso de adoção do custo padrão ou “standard” se as variações de custo dos produtos não vendidos estão alocados no estoque e não lançadas diretamente em despesas. j)– Se há uma adequada cobertura de seguros sobre os estoques no tocante a roubo e incêndio. k)– Se os estoques não incluem o custo dos impostos de ICMS e IPI. l)– Se as vendas ou compras de produtos de afiliadas estão corretamente destacadas nos livros para fins de determinação dos lucros no caso de consolidação de balanços 4.3- PAPEL DE TRABALHO - INVENTÁRIO INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE MÁQUINAS FORTALEZA S/A 31/12/2000 ` C Preparado Data Revisado SALDO 31/12/99 SALDO 31/122000 AJUSTES RECLAS. FINAL 31/12/2000 INVENTÁRIOS Matérias-primas 4.570.812,00 7.497.450,00 7.497.450,50 Material de Embalagem 1.260.000,00 1.636.001,00 1.636.001,00 Produtos Processo 2.551.307,00 2.239.770,00 C7 2.239.770,00 Produtos Acabados 23.607.071,0 0 10.169.830,0 0 C5 10.169.830,0 0 Produtos adquiridos de Terceiros 6.110.000,00 10.012.159,0 0 C6 10.012.159,0 0 Mercadorias em Trânsito - 684.900,0 C4 684.900,00 38.099.190,0 0 32.240.110,0 0 32.240.110,0 0 B/G INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE MÁQUINAS FORTALEZA S/A 31/12/2000` C 1 Preparado Data Revisado 35
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    Apostila: Auditoria dosAtivos – por Prof Sergio Alfredo Macore OPINIÃO: 1) Os saldos estão corretamente demonstrados; os procedimentos são satisfatórios e foram aplicados de forma consistentemente com o ano anterior; a contabilização é adequada e o estado dos livros, bom. 2) Nota Explicativa: Os estoques estão avaliados ao custo ou mercado dos dois o menor. O critério de baixa é na base do primeiro que entra primeiro que sai (PEPS). O procedimento é consistente com o ano anterior. O custo da produção é por absorção, isto é, engloba todas as despesas de fabricação. O procedimento também é consistente com o ano anterior. 3) Flutuação: Normal. 4) Controles Internos: De um modo geral, bastante satisfatório na área. Algumas diferenças entre registros e controles por nós não são de natureza considerável e foram comentadas com o responsável da área. C5 estoques produtos fabricados DIF. 66.830,00 C6 produtos adquiridos 3o DIF. 49.159,00 C9 custo produção do ano (39.000,00) 4.4- Procedimentos de Auditoria: Os procedimentos de auditoria a serem utilizados são dependentes da efetividade do controle interno e de materialidade envolvida. Procedimentos que podem ser utilizados: Contagem de estoques de matérias primas em a) Exame Físico processo, acabados e materiais em consignação ou com terceiros. Confirmação de Estoques com terceiros; b) Confirmação Confirmação de estoques de terceiros;. Confirmação de estoques em Consignação Exame documental das notas fiscais por compra e pagamentos; c) Documentos Exame de Contratos de Compra e Venda; Exame documental das apropriações de matérias- primas e mão-de-obra. 36
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    Apostila: Auditoria dosAtivos – por Prof Sergio Alfredo Macore Exame da contagem dos Estoques; d) Cálculos Exame das quantidades pelo preço unitário; Cálculos dos impostos; Apropriação dos gastos gerais de Fabricação. Exame da conta razão de produtos Acabados; e)Escrituração Exame da conta de razão de importações em trânsito; Exame das ordens de fabricação. Exame detalhado da documentação de compra; f) investigação Exame minucioso das ordens de fabricação em aberto. Exame minucioso do registro permanente. Variação dos saldos de estoque; g)inquérito Inquéritos sobre a existência de produtos obsoletos. Relacionamento das vendas com as baixas de estoques; h) Correlação Relacionamento das compras com os fornecedores. Classificação adequada das contas; i) Observação Observação dos princípios de Contabilidade; Observação de estoques morosos ou obsoletos. 4.5- Compras: Roteiro e Controle Comprar é uma arte e saber manter bem abastecidoS os almoxarifados representam dois aspectos importantes para uma boa administração. Dessa maneira, quando os controles internos são fracos ou inexistentes na área de compra, dão margem à ocorrência de fraudes com muita freqüência. A área de compra a exemplo de caixa, requer maiores cuidados, pois é notória a prática de compradores receberem comissões por fora (beneficiando apenas os seus interesses e não os da empresa). Leva-se em conta que, nestas circunstâncias, o profissional envolvido em tais práticas tomará todo o cuidado necessário para não deixar o menor vestígio da irregularidade. Tipos de práticas irregulares mais freqüentes: - Recebimento de presentes por parte dos compradores; - O fornecedor dá um desconto por fora; - Preços fictícios incluídos nos pedidos de compra; - Substituições na qualidade da mercadoria pedida; - Falta de cotações de preços nos arquivos; - Freqüência de volume maior de compras com certos fornecedores; 37
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    Apostila: Auditoria dosAtivos – por Prof Sergio Alfredo Macore - Eliminação de alguns fornecedores antigos e tradicionais por outros (os que oferecem propina por fora); - Preços de compras inflacionados de comum acordo com fornecedores etc. Para que se tenha um bom sistema de controle interno seria conveniente considerar os seguintes procedimentos básicos quanto à rotina de compras: - solicitação de compras e respectiva aprovação. Nesse caso, deve-se levar em conta a necessidade da compra e se ela se refere ao giro normal dos negócios. - Encaminhamento da solicitação ao setor de compras. - Cotação de preços por escrito, em pelo menos 3 fornecedores. 4.6- Contagem Física dos Estoques. É o meio pelo qual o auditor se satisfaz quanto à existência efetiva dos estoques. Não importa quão eficiente é o sistema do registro contábil dos estoques empregados pela companhia, a contagem física faz-se necessária para assegurar que o registro contábil reflita com propriedade a existência física. A responsabilidade pela contagem física é da companhia, cabendo ao auditor dispor de conhecimento prévio dos itens componentes do inventário, critérios de avaliação dos estoques, sistema de armazenamento, locais de estocagem, existência de materiais em poder de terceiros ou de terceiros em poder da companhia etc. 4.7- Informações de natureza fiscal. O custo de aquisição e produção dos bens ou serviços integram: I – O custo de aquisição de mercadorias destinadas à revenda compreenderá os de transporte e seguro até o estabelecimento do contribuinte e os tributos devidos na aquisição ou importação. II – O custo de produção dos bens ou serviços compreenderá obrigatoriamente: a) – custo de aquisição de matérias-primas e quaisquer outros bens ou serviços aplicados ou consumidos na produção, inclusive os de transporte e seguro até o estabelecimento do contribuinte e os tributos devidos na aquisição ou importação; b) – o custo do pessoal aplicado na produção, inclusive na supervisão direta, manutenção e guarda das instalações de produção; c) – os encargos de amortização diretamente relacionados com a produção; d) – os encargos de amortização diretamente relacionados com a produção; Quando o contribuinte não mantiver sistema de contabilidade de custos integrado com o restante da escrituração, o valor dos estoques dos produtos acabados e os em fabricação que deverá figurar no Livro de Inventário dos estoques será: - Pelo valor obtido em avaliação que deverá ser procedida da seguinte forma: os produtos acabados devem ser avaliados em 70% do maior preço de venda desses mesmos produtos no período-base; os materiais em processamento, em 80% do valor dos produtos acabados, determinado na forma anterior(equivalente a 56% do maior preço de venda do produto acabado no período-base), ou, em uma vez e meia o maior valor do custo das matérias-prima adquiridas no período-base(as que estiverem agregadas ao produto de processamento na data do balanço). 38
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    Apostila: Auditoria dosAtivos – por Prof Sergio Alfredo Macore OBS: Como maior preço de venda no período-base deve ser considerado o constante da nota fiscal – preço de venda – sem exclusão do ICMS. 4.8- Avaliação de Estoques O princípio de Contabilidade indica o custo como base de valor para a efetiva avaliação de estoques. Dessa forma o auditor deve apurar a se a base que a companhia se propôs utilizar está realmente sendo seguida e corretamente aplicada. O critério de avaliação aceita são do preço médio, O PEPS e o UEPS. Para efeitos fiscais o UEPS não é aceito. Como regra geral os estoques envolvem contas de matérias-primas, produtos em processo, produtos acabados e materiais em trânsito ou importações em andamento. 4.9 -Matérias-Primas Para as matérias-primas, o exame de avaliação é razoavelmente simples, recorrendo o auditor às compras realizadas durante o exercício e verificando o cômputo da avaliação dos itens individuais de matérias-primas. No caso de utilização de registros permanente, o auditor identificará a documentação comprobatória da aquisição, a correspondente inclusão no registro permanente e cômputo no novo preço estabelecido pela movimentação. Se utilizando o critério de preço médio, a acumulação do médio deverá ser conferida pela nova entrada ocorrida. As saídas devem ser realizadas ao novo preço médio computado. Se utilizado o PEPS o estoque final deverá estar avaliado segundo as últimas aquisições realizadas. 4.10- Produtos acabados e em Processo. O critério de cumulação de custos para a produção ou elaboração de produtos é variável de empresa para empresa, dependendo do tipo de produtos fabricados por ela. Muito embora haja diferenças de procedimentos, a avaliação dos produtos acabados e em processo deverá estar carregada dos três itens básicos, quais sejam: Matérias-primas, mão-de-obra direta e despesas gerais de fabricação. O Exame do auditor deverá cobrir alguns itens a serem testados quanto à correta apropriação das matérias-primas por meio das requisições de materiais, à apropriação de mão de obra direta por meio das requisições de materiais, à apropriação de mão-de-obra direta por apontamentos de mão-de-obra direta e os critérios utilizados para a locação das despesas gerais de fabricação. Para o caso de produtos em processo, caberá a identificação de seu estágio de fabricação, percentual de conclusão ou efetiva acumulação dos custos já incorridos. Antes de quaisquer exames com respeito à avaliação dos estoques de produtos acabados ou em processo, é necessário que o auditor identifique os procedimentos utilizados pela empresas para avaliação desses itens, dirigindo seu trabalho para o cumprimento desses procedimentos e verificação de que são os mais adequados. Se a empresa dispuser de registro de acumulação de custos, o trabalho do auditor poderá estar voltado para o exame das folhas de custo de mão-de-obra, relação descritiva ou requisições de materiais empregados na produção e despesas gerais de fabricação. 39
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    Apostila: Auditoria dosAtivos – por Prof Sergio Alfredo Macore Se a empresa utilizar o custo padrão, cabe ao auditor analisar as contas de variação, uma vez que os saldos elevados de variação indicam incorreções na utilização dos padrões ou falta de alocação correta de custos. Exemplo: Admitindo-se que a empresa utiliza o PEPS(primeiro que entra primeiro que sai). a) MATÉRIA-PRIMA Compra de 3 unidades a R$ 10,00. Duas unidades são requisitadas para fabricação. Estoque Final: 1 X 10,00 PRODUTOS EM PROCESSO Matéria-prima(2 unidades a R$ 10,00) 20,00 Mais: Mão-de-obra direta 10,00 Custo Indireto de Fabricação 4,00 34,00 O relatório de produção informa: Uma unidade acabada – custo 20,00 Uma unidade em Processo 14,00 Estoque Final 1 X14,00 PRODUTOS ACABADOS 1 unidade acabada 20,00 mais: margem de lucro, impostos e custos de distribuição 10,00 maior preço de venda dos produtos existentes 30,00 Estoque final 1 X 20,00 b) MATÉRIA-PRIMA Estoque: 1 unidade(utilizando-se o PEPS, permanece o preço das unidades das últimas compras) Estoque Final: 1 X 10,00 PRODUTOS EM PROCESSO Estoque: 1 unidade/ A avaliação deverá ser: 1,5 vezes o maior custo das matérias-primas adquiridas no período-base, no caso 10,00. Estoque Final: 1 X 16,80 PRODUTOS ACABADOS 70% de R$ 30,00 Estoque Final: 1 X 21,00 COMPARAÇÃO: 40
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    Apostila: Auditoria dosAtivos – por Prof Sergio Alfredo Macore Avaliação de Estoque Hipótese: a) matéria-prima R$ 10,00 Produtos em processo R$ 14,00 Produtos Acabados R$ 20,00 Hipótese: b) Matéria-prima R$ 10,00 Produtos em processo Na base de 1,5 vezes o valor da MP R$ 15,00 Ou Na base de 80% de 70%(maior preço De venda, o que equivale a 56%) R$ 16,80 Produtos Acabados 70% do maior preço de venda R$ 21,00 OBS: No exemplo dado a variação é insignificante tomando-se por base apenas uma unidade. Todavia,o valor poderá ser expressivo, se considerar um volume muito grande de estoques e a empresa, por falta de um sistema de custo não interado nos livros, acaba sendo penalizada pela fiscalização do Imposto de Renda que exige que a avaliação seja feita na base da referência b. Dessa forma, a empresa apresentará um lucro maior e, como tal, pagará mais imposto de renda. 4.11- Preço de Mercado Considera-se preço de mercado o preço corrente de reposição. Quando se tratar de mercadoria destinada à revenda, entender-se-á por preço de mercado o preço líquido realizável, que é o preço pelo qual artigo idêntico é vendido no mercado respectivo, já deduzidas, porém, a importância dos impostos incidentes sobre a venda e parcela razoável correspondente às despesas e lucro operacional. Exemplo: Admitindo-se que a empresa tenha adquirido de terceiros produtos para revenda. Comprou e tem ainda em estoque 50 unidades à razão de R$ 200,00 cada. O preço de venda desse produto no mercado na data do balanço é de R$ 320,00 cada. Há uma margem de R$ 120,00 para cobrir custos de distribuição e margem de lucro, equivalente a 60%. Pergunta: haverá necessidade de se efetuar qualquer ajuste nos inventários considerando-se custo ,ou mercado dos dois o menor: Verificando: 41
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    Apostila: Auditoria dosAtivos – por Prof Sergio Alfredo Macore (seguindo o conceito de preço de mercado) Preço de venda de 1 unidade R$ 320,00 ( - ) ICMS sobre venda 17% dentro do estado) R$ 54,40 ( - ) Custo para vender e margem de lucro (comprovado p/contabilidade)na base de 25% do Preço de Venda R$ 80,00 Preço Líquido realizável R$ 185,60 Custo de Aquisição R$ 200,00 Perda por unidade R$ 14,40 50 unidades X R$ 14,40 = R$ 720,00 Demonstração no Balanço: Estoque: Produtos de 3o para Revenda 50 unidades a R$ 200,00 R$ 10.000,00 ( - ) provisão desvalorização estoque 50 unidades a R$ 14,40 R$ 720,00 Valor do estoque no balanço 31/12/00 R$ 99.278,00 4.12- Custos – Noções Na atual conjuntura dos negócios, o problema da determinação do custo efetivo de cada produto se reveste de vital importância para o administrador. Não será possível a obtenção de um custo para competição se a empresa não possuir controles permanentes sobre os elementos que concorrem para sua formação, segundo a sua natureza e destinação.Por outro lado, um custo apurado de forma correta coloca a empresa em condições de informações necessárias que permitirão eventuais medidas visando a educação de custos ou o abandono de fabricação de produtos em margem de lucro, etc. O custo de um produto é formado basicamente por vários elementos: - o preço de compra da matéria-prima; - os gastos com salários; - as despesas que ocorrem durante a transformação dessa matéria-prima em produto acabado para venda; - a depreciação do equipamento usado na fabricação e outros. Se a produção é para mais de um produto simultaneamente, as despesas poderão ocorrer em mais de uma seção de fabricação. Desse modo, torna-se necessário atribuir os custos certos às produções certas. Esse fenômeno é chamado de apropriação. Em geral, a apropriação e controle dos elementos de custo se processam da seguinte forma: Ordem de Serviço: (documento de controle e autorização para acompanhamento da produção). É aberta e codificada mediante uma autorização da seção competente, que autorizou a fabricação do produto. A emissão dessa ordem de serviço poderá ser feita pelo setor de planejamento ou setor industrial. Uma das vias será encaminhada ao setor industrial (fabricação) e outra para a contabilidade de custos. 42
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    Apostila: Auditoria dosAtivos – por Prof Sergio Alfredo Macore Apropriação diária de Mão-de-obra(através de boletins) Emitidos diariamente pela seção de apontadoria da fábrica. Para cada operário é emitido um boletim onde são anotados a data, início e término de cada operação, número de horas e a ordem de serviço correspondente. Diariamente é feito um confronto entre as horas apropriadas conforme boletins e os cartões de ponto. 4.12.1- MATERIAIS A apropriação dos materiais é feita através da requisição do material. Exata representa o documento hábil de entrega do material para a fabricação. O material a ser aplicado na fabricação se divide em direto e indireto. Direto: é aquele que se incorpora totalmente ao produto a ser fabricado, isto é que pode ser exatamente determinado. Indireto: é aquele cuja incorporação ao produto não pode ser determinado com toda a exatidão por ser aplicado a diversas produções, á manutenção das máquinas usadas na fabricação etc. Exemplo: combustíveis, lubrificantes e outros que por sua natureza dificultam uma perfeita determinação, exigindo estudos para estabelecer um critério para serem apropriados. Salários: A apropriação dos salários nas Ordens de Serviços é feita por meio do Boletim Resumo de mão-de-obra aplicada em cada setor (devidamente analisado por ordem de serviço). As informações que são acumuladas nesse Boletim Resumo de mão-de-obra originam-se dos boletins diários da mão-de-obra aplicada que são preenchidas pelo setor de Apontadoria. 4.12.2- Mão-de Obra Mão-de-obra Direta: é aquela diretamente aplicada na elaboração do produto. Exemplo: salário dos mestres. Mão-de-obra Indireta: é aquela que não pode ser aplicada diretamente ao produto por ocorrer em funções que não participam da elaboração direta do produto. Exemplo: salários de vigilantes, serventes, almoxarifes, etc. 4.12.3- Gastos Gerais Diretos: quando se relacionam diretamente com a ordem de serviços em questão. Indiretos: correspondem ao custo indireto de fabricação. São incorporados às ordens de serviços com base em vários critérios, como, por exemplo: o tempo e a taxa média horária; a taxa média horária é obtida pela divisão dos gastos gerais de todas as seções pelo total das horas diretas de fabricação. 43
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    Apostila: Auditoria dosAtivos – por Prof Sergio Alfredo Macore Os gastos diretos e ou indiretos de fabricação podem ser fixos e variáveis. Os fixos são constantes apesar da variação da produção. Os variáveis aumentam ou diminuem em função do aumento ou diminuição da produção. Exemplos: Fixos Variáveis Honorários da diretoria Manuseio dos materiais lubrificantes Energia Depreciação de máquinas Depreciação de máquinas(se utilizado o critério de horas máquina) Seguros da fábrica etc. Materiais auxiliares etc. OBS: 1a – os gastos fixos em termos de unidade são variáveis e 2a – os gastos variáveis em termos de unidade são fixos. 4.13- Sistemas de Custos Os custos podem ser determinados pelos sistemas: direto ou por absorção. E podem ser avaliados a valores reais ou “standard” padrão. O custo real representa a inclusão de todos os gastos reais aplicados na fabricação. No “Standard”, são aplicados os custos com base em taxas prefixadas. Quando for adotado o custo “standard”(direto ou por absorção), a parcela de gastos não absorvidas dá origem, em confronto com o Real há uma diferença chamada: variação de custo. Se essa variação de custo for diretamente levada ao resultado de exercício, estará sujeita a glosa por parte da fiscalização do Imposto de Renda que não aceita esse sistema. Porém, se a parcela de variação de custo lançada diretamente no fim do período e incorporada ao estoque(variação pertencentes às unidades não vendidas), não haverá problemas com o fisco pois o estoque incluirá: custo padrão mais variação de custo o que vem a corresponder a um custo real. Exemplo de Contabilização Contas de custeio: Débito Contas de Produção: Crédito Matérias-prima 100,00 Produção Terminada 140 10 un Mão-de-Obra 50,00 Em Processo 40 3 un Gastos de Fabricação 30,00 180 180,00 A contrapartida das contas devedoras corresponde a: a) crédito da conta estoque pela requisição; b) crédito de folhas a pagar ref. á mão-de-obra; c) crédito de caixa se pagamento a vista ou Contas a Pagar. 44
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    Apostila: Auditoria dosAtivos – por Prof Sergio Alfredo Macore A contrapartida da contas credoras corresponde a: a) débito Estoque: Produtos Terminados ; b) débito Estoque: Produtos em Processo(no mês seguinte reverte novamente para as contas de custeio recebendo novos encargos e até terminar a produção). Exemplo de Contabilização das contas credoras corresponde a: a) débito Estoque: produtos Terminados; b) débito Estoque: produtos em Processo(no mês seguinte reverte novamente para as contas de custeio recebendo novos encargos e até terminar a produção): Exemplo de contabilização quando o custo for “standard” (admitindo-se que o real seja maior que o “standard” ) Exercício Industrial Contas de custeio: Débito ( R$) Contas de produção: Crédito (R$) Matéria-prima 100 Produção Terminada(1) 120 10 unid Mão-de-obra 50 Em processo (2) 25 3 unid Gastos 30 Variação-Custo não absorvido 35 1 80 180 ( 1) Valores a custo “standard” para produto acabado; ( 2) Valores a custo “standard” para produto em processo nos respectivos estágios de fabricação. Posição nos livros ref. À produção: Estoques: Produtos Acabados – 10unidades 120 Produtos Acabados:variação custo 10 unidades 30 Produtos em Processo- 3 unidades 25 3 unidades 5 Total 180 No mês seguinte, ocorrendo a venda de uma unidade de produto acabado, o Custo de mercadoria vendida será: Custo padrão 12,00 Mais variação custo 3,00 Total 15,00 Processa-se no mês seguinte a transferência dos valores a débito no estoque para as contas de custeio como segue: Lançamento: Débito: Contas de custeio 30 Crédito: Contas Es.Processo 30 Custeio Direto: 45
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    Apostila: Auditoria dosAtivos – por Prof Sergio Alfredo Macore Este sistema não incorpora as despesas fixas.As despesas fixas são lançadas diretamente em Resultado de Exercício. Assim, o procedimento em referência não é aceito pela fiscalização do imposto de Renda. Todavia, esse sistema é de grande valia para a Administração para a tomada de decisões, pois permite estabelecer a lucrabilidade por linha de produto e o conseqüente ponto de equilíbrio. Se esse sistema for integrado nos livros, no final do ano o contador deverá efetuar um levantamento e determinar quais as parcelas do custo indireto de fabricação que foi transferido para Resultado do Exercício e que se refiram às unidades não vendidas. Conhecido esse valor, deverá estornar de despesas e incorporar no custo dos estoques. Se isto, não for feito, será objeto de glosa por parte da fiscalização. Muitas empresas têm por norma aplicar esse sistema fora dos livros à guisa de controle e nos livros utiliza o custo real. Exemplo: Efeito nos resultados se for adotado nos livros o custo direto: R$ Preço de venda de um liquidificador 200,00 Preço de venda de um ventilador 100,00 Custo de 1 ventilador: direto 30 Custo fabril indireto 40 (desp.fixas) Custo por absorção 70 Custo de 1 liquidificador: direto 50 Custo fabril indireto 70 (desp.fixas) Custo por absorção 120 Admitindo-se que apenas foi vendida uma unidade de liquidificador Posição nos livros: Custo por absorção: Estoques Custo das Vendas Vendas Liquid 120 Ventil 70 120 120 200 Custeio Direto Estoques Custo das Vendas Vendas Liquid 50 Ventil 30 50 50 (1)70 (1)40 Liquid Liquid venti (1) Gasto fabril indireto lançado diretamente LP (Lucro R$ 40,00) 4.14- Auditoria dos Inventários 46
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    Apostila: Auditoria dosAtivos – por Prof Sergio Alfredo Macore O auditor deverá revisar os procedimentos a serem adotados na tomada dos inventários físicos para lhe permitir avaliar se esses procedimentos se enquadram dentro da melhor prática. No decorrer das suas observações na tomada física dos estoques, o auditor deverá investigar o zelo e a exatidão com que a empresa está procedendo o levantamento físico dos seus estoques, quais os métodos e base seguidos para a sua avaliação e a adequação dos cálculos aritméticos. Deverá observar, também, se os estoques refletem corretamente a posição dos livros já excluídos de itens obsoletos, invendáveis ou inservíveis e se de outro modo foram constituídas provisões adequadas de desvalorização dos estoques. Deverá também considerar, de conformidade com preceitos em vigor e em consonância com o que determina a legislação fiscal, se os estoques estão a preços de custos inferiores aos do mercado. 4.15- Realização de Estoques. O trabalho do auditor na área de estoques deve envolver procedimentos voltados para a determinação de quaisquer problemas com a realização de estoques, quer sejam com perdas em relação ao mercado, quer com prazos além do normalmente realizável. 4.16- Verificação da Contabilização Visa identificar a correta contabilização das transações e seu período de competência. Podem ocorrer casos em que mercadorias tenham sido incluídas no estoque físico sem que tenha havido a consequente contabilização, ou então de vendas realizadas em períodos inadequados. Muito embora com tempo esses efeitos se compensem, o exercício social auditado terá sido influenciado pelos erros cometidos pela contabilização em exercícios indevidos, Exemplo: a) Compras recebidas em um exercício e contabilizadas em outro: Estoque físico (inclui as compras recebidas e não contabilizadas) R$ 30.000,00 Estoque contábil (não inclui a compras recebidas) R$ 29.000,00 Diferença R$ 1.000,00 Como o estoque contábil deve ser ajustado ao estoque físico, a companhia efetua o lançamento contábil: Estoques a Custo das Vendas R$ 1.000,00 No exercício subsequente, ocorrerá o inverso da situação b) Vendas realizadas em um exercício e contabilizadas em outro. Vendas R$ 20.000,00 Custo dos produtos Vendidos R$ 18.000,00 Efeito no Lucro Bruto R$ 2.000,00 c) Vendas e custos das vendas realizadas em um exercício e contabilizadas em exercícios diferentes: Exercício (1) Exercício(2) Vendas 20.000,00 - 47
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    Apostila: Auditoria dosAtivos – por Prof Sergio Alfredo Macore Custo das Vendas -- . 18.000,00 Efeito no Lucro Bruto 20.000,00 18.000,00 Atenção especial deve ser dada às transações de compras e vendas realizadas ao final de um exercício e ao início do exercício seguinte. Essa é a época propícia em que erros de contabilização ou considerações indevidas podem ser notadas e cabe ao auditor assegurar-se de que essas falhas podem ser eliminadas com a observância dos seguintes aspectos: - anotar as últimas entradas e saídas do período auditado e as primeiras entradas e saídas do exercício subsequente, identificando a correta aplicação contábil nos períodos de competência; e - observação da área de expedição e da área da recepção de materiais no momento do inventário físico, identificando a existência de materiais recebidos ou a expedir e o tratamento contábil dispensado a esses itens. Se o inventário for realizado em data anterior à do encerramento do exercício social, idêntico procedimento dever ser realizado na data de encerramento do exercício social. 4.17- Avaliação dos Inventários: Quebra de Consistência Exemplos: PEPS: Primeiro Que Entra, Primeiro Que Sai; MÉDIO: Apurado a cada nova entrada resultando num novo custo médio; UEPS: Último que entra, primeiro que sai. A avaliação a PEPS e a custo médio é aceita pela Fiscalização do Imposto de Renda mas o UEPS não. Todavia, convém considerar que tanto os contadores como os auditores aceitam os 3 sistemas de avaliação além de ser um princípio contábil aceito. Assim, os estoques podem ser avaliados a custo médio, a PEPS ou a UEPS. O que não pode acontecer é a cada mês mudar o critério. Todavia, se de um ano para outro houver mudança de sistema(quebra de procedimento ou de consistência), o auditor deverá determinar o seu efeito para fins de decidir a sua materialidade e mencionar o seu parecer. Para fins fiscais, o contador deverá adicionar ao lucro para efeito de tributação a diferença não dedutível. 48
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    Apostila: Auditoria dosAtivos – por Prof Sergio Alfredo Macore Exemplo: Compras: Data Quant. Especif Preço Unit 05/01/00 10 Unid 20,00 10/03/00 30 Unid 40,00 23/06/00 50 Unid 60,00 25/09/00 100 Unid 80,00 20/12/00 50 Unid 100,00 Posição nos Livros pelo Sistema UEPS: exercício corrente Data Custo Merc.Vendida Vendas Lucro Bruto nov 10.500,00 (150 X 1000)15.000 4.500,00 Levantamento feito pelo Auditor: Se não houvesse mudança, aposição seria: Data Custo Merc.Vendida Vendas Lucro Bruto Nov (100X500)e50X700 ) 5.000,00 3.500,00 (150 X 1000)15.000 8.500,00 6.500,00 Efeito nos Resultados pela Mudança de sistema.................................. . 2.000,00 Considerando: Se o Lucro final no corrente exercício pelo sistema UEPS fosse................ 5.000,00 O Auditor daria uma qualificação no seu parecer pois a parcela da mudança é Material. O lucro seria da ordem de:.................................... ...................... 7.000,00 A provisão para imposto de Renda e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido Seria constituída nessa base: CSLL = 9% de R$ 7.000,00 = e IRPJ 15% de R$ 7.000,00 O contador teria que adicionar ao lucro de R$ 5.000,00 mais os R$ 2.000,00 não Dedutíveis. Exercício A empresa Cornetinha de Ouro – Aparelhos Musicais Ltda., registram em seus livros a seguinte posição: Exercício de 1998: Data Histórico Quantidade Preço unitário 02/01/1998 Estoque Inicial 100 1,00 10/03/1998 Compra 300 2,00 05/04/1998 Venda 200 7,00 16/08/1998 Venda 100 12,00 09/09/1998 Compra 500 4.30 49
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    Apostila: Auditoria dosAtivos – por Prof Sergio Alfredo Macore 10/12/1998 Venda 400 15,00 20/12/1998 compra 80 4,30 Exercício de 1999: Data Histórico Quantidade Preço unitário 02/01/1999 Estoque inicial 280 4.30 05/02/1999 Compra 100 5.00 15/03/1999 Venda 130 20.00 20/05/1999 Compra 200 7,00 30/08/1999 Venda 240 30,00 30/09/1999 Compra 100 10,00 30/11/1999 Compra 120 12,00 20/12/1999 venda 150 40,00 Saldo 280 Observação: em 1999 a empresa mudou o sistema de PEPS para UEPS. Pede-se: Calcule e Indique a parcela que deverá ser adicionada ao lucro para fins de tributação uma vez que o Imposto de Renda não aceita o Sistema UEPS. 4.18- PONTO DE EQUILÍBRIO Noções e Vantagens. A elaboração do ponto de equilíbrio representa um ferramental decisório e de muito interesse para a administração. O ponto de equilíbrio é a situação em que não há lucro ou prejuízo. As vendas poderão em determinados períodos não atingir a parcela necessária para cobrir as despesas, ocorrendo consequentemente um prejuízo. Para se calcular o ponto de equilíbrio é preciso que a Contabilidade tenha condições de informar separadamente : Custos Fixos e Custos Variáveis. Exemplo: “Um garoto quer vender no Pacaembu, num dia de grande jogo, bandeiras de um clube de futebol. Cada bandeira lhe custa R$ 5,00. A Taxa municipal do posto de venda, as despesas de transportes e lanches totalizam R$ 200,00. Representando as despesas fixas. O preço de venda de cada bandeira é de R$ 9,00. Pergunta-se: quantas bandeiras será necessário vender para atingir o ponto de equilíbrio? Isto é: empatar com os gastos de R$ 200,00(nem ganhar e nem perder). A partir de que número de bandeiras vendidas, o garoto terá lucro? “. Procedimento: custo fixo . = 200,00 = 200,00 . Vendas(menos)Custo variável 9,00 - 5,00 4,00 É igual a 50 bandeiras. Comprovação: Venda de 50 bandeiras a R$ 9,00 450,00 50
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    Apostila: Auditoria dosAtivos – por Prof Sergio Alfredo Macore Custo Variável 50 a 5,00 - 250,00 Margem de Contribuição 200,00 Despesas Fixas 200,00 - 0– Exemplo com uma unidade: - Venda de 1 unidade ao preço de R$ 1,50 - Custo variável de 1 unidade R$ 0,50 - Despesas fixas da fábrica R$ 100,00 Teremos: PE = Custo Fixo . R$ 100,00 . R$ 100,00 . = 100 un P.V.(-) CV 1,50 (-) 0,50 R$ 1,00 PE = CF . R$ 100,00 . R$ 100,00 . 1 - CV 1 – 0,50 1 – 33,33% PV 1,50 = R$ 100,00 . = R$ 150,00 0,6667 ( R$ 150,00 DIVIDIDO POR R$ 1,50 É IGUAL A 100 UNIDADES) VENDA 100 UNIDADES A R$ 1,50 150,00 CUSTO VARIÁVEL 100 UNIDADES A 0,50 50,00 Margem de Contribuição 100,00 CUSTO FIXO 100,00 LUCRO OU PREJUÍZO - o – OBSERVAÇÃO: Quando aumenta ou diminui o volume de vendas, o custo variável aumenta e diminui na mesma proporção. Regra: - Custo variável é fixo em termos unitários e - Custo Fixo é variável em termos unitários. (Quanto mais se produzir menor será os encargos das despesas fixas por unidade). Exercícios 1– Os estoques são classificados no seguinte grupo de contas do Balanço Patrimonial: ( ) a) Investimentos ( ) b) Ativo imobilizado ( ) c) Ativo Circulante ( ) d) Ativo diferido 2-Em um regime inflacionário, o método de valorizar estoques que daria maior lucro para a empresa é o seguinte: ( ) a)- UEPS ( )b)- PEPS ( )c)- Custo médio 51
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    Apostila: Auditoria dosAtivos – por Prof Sergio Alfredo Macore 3-Em um regime inflacionário, o método de valorizar estoques que daria menor lucro para a empresa é o seguinte: ( ) a)- UEPS ( )b)- PEPS ( )c)- Custo médio 4-Em um regime deflacionário, o método de valorizar estoques que daria maior lucro para a empresa é o seguinte: ( ) a)- UEPS ( )b)- PEPS ( )c)- Custo médio 5-Em um regime deflacionário, o método de valorizar estoques que daria menor lucro para a empresa é o seguinte: ( ) a)- UEPS ( )b)- PEPS ( )c)- Custo médio 5) – A empresa desde o início de sua constituição vinha adotando os Sistema PEPS e no exercício corrente passou a adotar o Sistema UEPS. Informações constantes dos livros no corrente exercício: Inventário Inicial 100 unidades a R$ 500,00 Compras – Fev 200 unidades a R$ 700,00 Vendas – Nov 150 unidades a R$ 1.000,00 Compras – dez 50 unidades a R$ 800,00 Pergunta-se: Houve quebra de consistência? Se houve qual a parcela a ser adicionada para apuração do Imposto de Renda e da Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido? 6)- Posição no Estoque com base no PEPS: Ref. Compras Custo Aquisi Venda s Preço Mercado Total Bicicletas S/câmbio 20 100,00 8 140,00 3 marchas 10 150,00 6 185,00 5 marchas 1a compra 30 170,00 20 220,00 2a compra 60 190,00 30 260,00 Complete na coluna Total o valor final do inventário considerando custos ou mercado, dos dois o menor. 7-A empresa ao encerrar o seu balanço no fim do ano, verificou que a conta estoque no razão era zero. Todavia o inventário físico apresentava uma existência de R$ 200.000,00. Efetuando-se o respectivo ajuste qual seria o lucro bruto da empresa? 8- A Indústria Parafina “Ás de Ouro” S/A apresenta as seguintes transações: Durante o mês de setembro: 1 – Compra de matéria-prima a prazo(dentro do Estado) “A” compra de 1.000kg a R$ 10,00 o quilo “B” compra de 2.000kg a R$ 8,00 o quilo 52
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    Apostila: Auditoria dosAtivos – por Prof Sergio Alfredo Macore A nota fiscal menciona: + total do IPI R$ 1.800,00 e destacado no corpo da nota R$ 4.420,00., ref, ao ICMS pago pelo fornecedor de 17%. 2– Matéria-prima utilizada na produção do mês: “A” 800 kg(calcular preço de custo por quilo) “B” 1.500 kg(calcular preço de custo por quilo) 3 – outros Custos de produção no mês: Mão-de-obra direta R$ 11.000,00 Custo Indireto de Fabricação R$ 9.576,00 4 – Foram produzidos em setembro 512 unidades. Não existia nenhum estoque de produtos em fabricação. 5- Vendas efetuadas no mês de setembro: 250 unidades a R$ 280,00 + 10% de IPI e 12% ICMS referente a vendas fora do Estado. Pede-se: - Calcular o Custo de Fabricação do produto Acabado; - Determinar o Lucro ?Bruto sobre a venda; e - Indicar os saldos líquidos dos Impostos a Pagar. 9- A empresa “LEQUE LEQUE” Ltda.., vende os produtos LAC-LEC-LIC. Os inventários e as compras do mês de dezembro e respectivos preços correspondem a: PRODUTOS DADOS LAC LEC LIC Inventário no dia 01/12 350 a R$ 80,00 350 a R$ 120,00 125 a R$ 200,00 Compras do Mês 100 a R$ 75,00 100 a R$ 105,00 85 a R$ 185,00 Vendas do mes 50 a R$ 150,00 100 a R$ 160,00 150 a R$ 180,00 100 a R$ 300,00 Total do Estoque em 31/12 100 300 110 Valor mercado em 31/12 75 100 190 Pede-se: Determinar o valor de ajuste a ser feito no estoque levando-se em conta o menor preço entre custo e o mercado. 53
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    Apostila: Auditoria dosAtivos – por Prof Sergio Alfredo Macore 5- AUDITORIA DAS DESPESAS ANTECIPADAS 5.1- Objetivo; A auditoria das despesas antecipadas, classificáveis como ativo circulante, tem a finalidade de: a) determinar que representem gastos efetivos que irão beneficiar o período subsequente; b) determinar se foram utilizados em bases uniformes os princípios de contabilidade geralmente aceitos; c) determinar se estão corretamente classificadas nas demonstrações financeiras e se as divulgações cabíveis foram expostas nas notas explicativas. O papel de trabalho de análise das Despesas Diferidas refere-se ao grupo de despesas pendentes que são lançadas em definitivo na demonstração de resultados nos 12 meses do e exercício seguinte. Essas despesas diferidas fazem parte do grupo do Ativo Circulante e diferem daquelas classificas como despesas diferidas do grupo de Ativo Permanente, pois abrangerão a amortização por mais de um ano. 5.2- Revisão do Controle Interno A revisão do controle interno tem a finalidade de determinar qual a confiabilidade depositada no controle interno, para que se possam definir quais e quando os procedimentos de auditoria serão utilizados e em qual extensão. Como cada empresa é uma entidade diferente, os controles internos nem sempre se equivalem, pois dependem dos valores envolvidos, do pessoal existente ou da quantidade de contas existentes. Entre os vários tipos de controle podem ser utilizados: - mapa de apropriação mensal das despesas antecipadas; - Sistema de autorização e aprovação de pagamentos; - Estabelecimento de política e critérios contábeis definidos para as despesas antecipadas e, - Estabelecimento de política definida para a contratação para seus ativos. 5.3 Procedimentos de Auditoria Os procedimentos de auditoria são as ferramentas que o auditor utiliza para a realização de seus trabalhos. Os procedimentos de auditoria que serão utilizados para o auditor atingir seus objetivos previamente delineados são vários, dependendo das circunstâncias, da efetividade do controle interno e da materialidade envolvida. Os procedimentos mais comuns são: Confirmação com as empresas de seguros quanto às apólices vigentes; exame documental de faturas notas fiscais e comprovantes relativos às adições; cálculo da amortização mensal das despesas antecipadas; classificação adequada das contas, observação dos princípios da Contabilidade. 54
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    Apostila: Auditoria dosAtivos – por Prof Sergio Alfredo Macore O exame de auditoria das despesas antecipadas deve ser feito por meio de uma revisão dos itens que a compõem e determinar que estão de acordo com os princípios contábeis, observando-se: a) a despesa é real e está contabilizada por seu valor correto, o que pode ser confirmado por intermédio do exame documental; b) a despesa é realmente ativável e merece ser amortizada ao longo do tempo, não se justificando sua contabilização diretamente à despesa. c) os valores amortizados no período são adequados e naturalmente envolvem todos aqueles que deveriam Ter sido levados à despesa no período em exame. 5.4 - DESCONTO DE DUPLICATAS - DUPLICATAS DESCONTADAS Quando uma empresa efetua vendas a prazo, fica estabelecido que o recebimento do valor somente se realizará na data do vencimento da duplicata. Na maioria das empresas a venda a prazo representa apenas uma forma de incentivas as vendas dos produtos. Como os estoques vendidos precisam ser repostos e, para tanto, a empresa precisa de numerário, as duplicatas emitidas geralmente são utilizadas para gerar recursos, sob a forma de desconto. A operação de desconto de duplicatas consiste basicamente na compra à vista, pelo banco, de tais títulos, mediante cobrança de despesas bancárias e dos juros correspondentes, geralmente os de mercado para esse tipo de operação. Mediante entrega das duplicatas, o Banco em troca, adianta a empresa o dinheiro correspondente ao valor das duplicatas. Desconto: é um recebimento realizado antecipadamente, mediante a transferência da propriedade do título para uma instituição financeira; nessa hipótese, o direito de recebimento do título não mais pertence à sociedade que o emitiu, mas sim a quem o descontou (instituição financeira). Entretanto, caso o devedor não honre o pagamento do mesmo, cabe à instituição financeira o direito do regresso contra a empresa que o descontou, ou seja, esta deverá pagar ao banco o valor do título não quitado pelo devedor. Classificação: a conta Duplicatas Descontadas deve ser classificada como redutora da conta Duplicatas a Receber no Ativo Circulante ou no Ativo Realizável a Longo Prazo. Encargos Financeiros: os encargos financeiros cobrados pelo banco representam despesas antecipadas e devem ser classificados no AC ou no ARLP, sendo apropriados(contabilizados) em conta de resultado à medida que forem sendo incorridos(proporcionalmente ao prazo do desconto. Exemplo Prático: A Cia Comercial SOS, descontou em 01/02/2000, junto ao Banco Norte Sul, uma duplicata no valor de R$ 20.000,00, cujo vencimento ocorrerá em 31/03/2001. O Banco descontou, antecipadamente, despesas financeiras na ordem de R$ 8.000,00 e despesas bancárias fixas, necessárias à cobrança do título, no valor de R$ 500,00 e creditou na conta corrente da empresa o valor líquido de R$ 11.500,00. O saldo da conta Duplicatas a Receber 01/12/2000, era de R$ 800.000,00. Contabilize a referida operação, sabendo que a duplicata foi paga integralmente pelo cliente em 31/03/2001. Contabilização: 55
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    Apostila: Auditoria dosAtivos – por Prof Sergio Alfredo Macore 1) Pelo Desconto em 01/02/2000: DIVERSOS A DUPLICATAS DESCONTADAS - AC BANCO C/MOVTO (NORTE SUL S/A) - AC 11.500,00 DESPESAS FINANCEIRAS A APROPRIAR - AC 8.000,00 DESPESAS BANCÁRIAS - DRE 500,00 20.000,00 2) Pela apropriação proporcional dos encargos em 2000. Número de dias correspondente aos juros 01/02/2000 a 31/03/2001 fev/2000 = 29 dias = 545,90 março/2000= 31 dias = 583,54 abril/2000= 30 dias = 564,72 maio/2000= 31 dias = 583,54 junho/2000= 30 dias = 564,72 julho/2000= 31 dias = 583,54 agosto/2000= 31 dias = 583,54 setembro/200= 30 dias = 564,72 outubro/2000= 31 dias = 583,54 novembro/2000= 30 dias = 564,72 dezembro/2000= 31 dias = 583,54 janeiro/2001= 31 dias = 583,54 fevereiro/2001= 28 dias = 527,07 março/2001= 31 dias = 583,54 Total de dias 425 dias Juros diários = 8.000,00 = R$ 18,824(diário) 425 Contabilização DESPESAS FINANCEIRAS - DRE a DESPESAS A APROPRIAR -AC 545,90 5.4.1 - BAIXA PELA LIQUIDAÇÃO DAS DUPLICATAS DESCONTADAS Ocorrendo a liquidação das duplicatas, através do pagamento ao Banco pelo devedor., o Banco emite um aviso a empresa informando o fato, e esta efetua o lançamento de baixa na conta de Duplicatas a Receber e na conta de Duplicatas Descontadas. Registro da Baixa das Duplicatas pela liquidação. DUPLICATAS DESCONTADAS - AC a CLIENTES - DUPLICATAS A RECEBER 20.000,00 Caso a duplicata não seja liquidada pelo sacado, o Banco devolverá o referido título à empresa(cedente), debitando em sua conta corrente o valor correspondente ao desconto, bem como os eventuais encargos de mora sobre a sua liquidação. Consideremos que a duplicata não seja liquidada no vencimento, e que o Banco proceda a sua devolução à empresa. 56
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    Apostila: Auditoria dosAtivos – por Prof Sergio Alfredo Macore Considerando ainda, que naquela ocasião os encargos pelo atraso no pagamento da referida duplicata somassem a importância de R 375,00. DIVERSOS. a DUPLICATAS DESCONTADAS - AC 20.000,00 JUROS E COMISSÕES BANCÁRIAS 375,00 Demonstrar como ficariam os valores no Balanço patrimonial de dezembro/2000. EXERCÍCIO: A Companhia Topa Tudo descontou em um banco, no dia 01/12/1999, uma duplicata no valor de R$ 4.000,0 cujo vencimento é de 28/02/2000,pagando antecipadamente, juros simples de 10% ao mês e 5% de despesas bancárias fixas pela cobrança da duplicata. Assinale a alternativa correta em relação ao lançamento contábil efetuado em 01/12/1999, pela empresa, e demais lançamentos efetuados, considerando que o pagamento foi efetuado normalmente no vencimento, sabendo que a empresa encerra seu período-base em 31/12/1999. 5.4.2- SEGUROS A VENCER OU A APROPRIAR Dados colhidos pelo auditor no levantamento da Conta Despesas Antecipadas: Ref: apólice de Seguro Espécie de Seguro: Contra incêndio. Bens Segurados: Instalações da loja e do escritório Seguradora: Cia Tranquila - Apólice no.103 Valor Segurado R$ 1.000.000,00 Prêmio Total Pago: R$ 12.000,00 Vigência da Apólice: 01/11/99 a 31/10/2000. Forma de Pagamento: 3 parcelas fixas de R$ 4.000,00 (1 entrada + 2 de igual valor) O Auditor verificou a seguinte situação em 31/12/99. Saldo das Contas Seguros a Apropriar - AC R$ 4.000,00 Seguros a Pagar R$ 4.000,00 Seguros - Despesas Administrativas R$ 8.000,00 Não havia menção nas notas explicativas e sequer registro contábil. Você como Auditor como orientaria a Fazer o Registro Contábil da operação e o controle desta operação? Controle de Prêmios de Seguro a Apropriar Espécie de Seguro: Contra incêndio. Bens Segurados: Instalações da loja e do escritório1.000,00 Seguradora: Cia Tranquila - Apólice no.103 Valor Segurado R$ 1.000.000,001.000,001.000,00 Prêmio Total Pago: R$ 12.000,00 Vigência da Apólice: 01/11/99 a 31/10/2000. Forma de Pagamento: 3 parcelas fixas de R$ 4.000,00 (1 entrada + 57
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    Apostila: Auditoria dosAtivos – por Prof Sergio Alfredo Macore parcelas 2 de igual valor)1.000,00 Valor da quota Saldo a apropriar Nov/1999 1.000,00 11.000,00 Dez/1999 1.000,00 10.000,00 Jan/2000 1.000,00 9.000,00 Fev/2000 1.000,00 8.000,00 Mar/2000 1.000,00 7.000,00 Abril/2000 1.000,00 6.000,00 Mai/2000 1.000,00 5.000,00 Jun/2000 1.000,00 4.000,00 Jul/2000 1.000,00 3.000,00 Ag/2000 1.000,00 2.000,00 Set/2000 1.000,00 1.000,00 Out/2000 1.000,00 0,00 Lançamentos Contábeis Pela Contratação: SEGUROS CONTRATADOS (COMPENSAÇÃO ATIVA) a CONTRATOS DE SEGUROS (COMPENSAÇÃO PASSIVA) 1.000.000,00 Pela Contratação de seguro contra incêndio nas instalações Da loja e do escritório, cf. apólice no.0012 da Cia Tranquila Pela Constituição da Obrigação PRÊMIOS DE SEGUROS A APROPRIAR - AC a PRÊMIOS DE SEGUROS A PAGAR - PC 12.000,00 Valor da apólice de Seguros no.0012 da Cia Tranquila C/vencto final para 02/01/2000. Pelo pagamento do Prêmio: PRÊMIOS DE SEGUROS A PAGAR - PC a DISPONIBILIDADES - AC 4.000,00 Pelo pagamento da 1a parcela da apólice no.0012 da Cia Tranquila Ltda. Pela apropriação mensal da despesa: DESPESAS C/SEGURO - DESPESAS ADMINISTRATIVA A PRÊMIOS DE SEGUROS A APROPRIAR - AC 1.000,00 Pela apropriação da quota relativa ao mês de novembro/1999 Do prêmio de seguro contra incêndio da loja e do escritório, cf. Apólice no.0012 da Cia Tranquila Nos meses seguintes são procedidos lançamentos similares ao do pagamento das duas últimas parcelas, e da apropriação da cota mensal do prêmio incorrido em conformidade com o mapa de controle, de modo que, em 31/12/99, deveria Ter aparecido a seguinte demonstração no Balanço Patrimonial: DESPESAS ANTECIPADAS - AC a PRÊMIO DE SEGUROS A APROPRIAR 10.000,00 58
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    Apostila: Auditoria dosAtivos – por Prof Sergio Alfredo Macore OUTRAS OBRIGAÇÕES - PC a PRÊMIOS DE SEGUROS A PAGAR 2.000,00 E, na Demonstração do Resultado do Exercício: DESPESAS OPERACIONAIS a DESPESAS DE SEGURO 2.000,00 São contabilizadas em conta de despesa operacional, por se tratar de uma empresa comercial; caso fosse uma indústria, evidentemente a parte do prêmio relativa ao seguro das máquinas e instalações fabris(inclusive do prédio da fábrica, quando for o caso) seria apropriada como custo da produção. Ao final do contrato reverte-se o lançamento das contas de compensação. CONTRATO DE SEGUROS - (COMPENSAÇÃO PASSIVA) A SEGUROS CONTRATADOS -(COMPENSAÇÃO ATIVA) 1.000.000,00 Pela baixa da apólice no.103 da Cia Tranquila, relativa ao Seguro contra incêndio das instalações da loja e do escritório Em virtude de seu vencimento. Os prêmios pagos constituem despesas antecipadas, cuja apropriação no resultado deve ser feita na proporção do transcurso do prazo de cobertura de seguro. Classificação No Balanço Segundo a Sistemática de classificação de contas implantada pela Lei das Sociedades por Ações, que é extensiva as demais empresas tributadas pelo Imposto de Renda com base no lucro Real, os prêmios de Seguros pagos, e ainda não incorridos devem ser mantidos em conta própria de "Despesas Antecipadas", classificável no Ativo Circulante e/ ou no Realizável a Longo Prazo (se eventualmente o prazo de cobertura do seguro ultrapassar a data de encerramento do exercício seguinte). Registro Da Apólice Em Conta De Compensação O fato da Lei das Sociedades por Ações não Ter previsto a apresentação das contas de Compensação no Balanço Patrimonial não significa que esteja abolido o uso de tais contas para fins de controle, que podem ser de grande utilidade, inclusive no fornecimento de dados para a elaboração de notas explicativas que devam acompanhar as Demonstrações Financeiras. 5.4.3 -ENCARGOS FINANCEIROS Rateio dos Encargos Financeiros Antecipados. Exemplo: Em 16 de dezembro a Empresa contratou com o Banco um empréstimo no valor de R$ 40.000,00 com vencimento para 04/02/2000. O Banco cobrou juros antecipadamente no valor de R$ 5.000,00 e despesas bancárias no valor de R$ 200,00. Resolução: 59
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    Apostila: Auditoria dosAtivos – por Prof Sergio Alfredo Macore Encargos financeiros: 5.000,00 = R$ 10,00 por dia 50 dias Mês/ano Número de dias Encargos Financeiros Dez/1999 15 1.500,00 Jan/2000 31 3.100,00 Fevereiro/2000 04 400,00 50 5.000,00 Contabilização: 1- Em 16/12/1999(data do empréstimo) DIVERSOS a EMPRÉSTIMOS BANCÁRIOS – PC Bancos c/Movimento 34.800,00 Despesas Bancárias 200,00 Encargos Financeiros Antecipados -AC 5.000,00 40.000,00 2- Pela Apropriação do Encargo.(Dez/99) Encargos Financeiros – Dre a Encargos Financeiros Antecipados- AC 1.500,00 3- Balanço em 31/12/99 Saldos: Encargos Financeiros Antecipados – AC 3.500,00 a Encargos Financeiros – DRE 1.500,00 4- Pela Apropriação do Encargo(janeiro/2000) Encargos Financeiros – Dre a Encargos Financeiros Antecipados- AC 3.100,00 5- Pela Apropriação do Encargo(fevereiro/2000) Encargos Financeiros – Dre a Encargos Financeiros Antecipados- AC 400,00 60
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    Apostila: Auditoria dosAtivos – por Prof Sergio Alfredo Macore 5.4.4 -ALUGUEL PAGO ANTECIPADAMENTE Exemplo: Contrato De Aluguel Data da Assinatura: 23/03/1999 Período de Vigência: 01/04/1999 a 31/03/2001. Prazo: 24 meses Forma de Pagamento: antecipado Valor Total: R$ 240.000,00 Objetivo: Expandir a filial de Curitiba Resolução: Valor do Aluguel = 240.000,00 = 10.000,00 24 Despesas do ano Ano Parcela Valor R$ Classificação 1999 9 X 1.000,00 90.000,00 Despesas do ano 2000 12 X 1.000,00 120.000,00 Circulante 2001 3X 1.000,00 30.000,00 Realiz.longo Prazo 240.000,00 6- ATIVO PERMANENTE 6.1 - Introdução Ao se efetuar uma auditoria nesta área, deve-se considerar os princípios contábeis e respectivas política de avaliação de investimentos, políticas de capitalização, manutenção e reparos e critérios e métodos de depreciações e amortizações. A seleção dos procedimentos de auditoria a aplicar é feita após a avaliação da eficiência dos controles internos e grau de confiança que o auditor dispensa aos mesmos. No contexto da linguagem contábil, é fundamental esclarecer a importância das expressões Imobilizado, Depreciação e Amortização e o significado da base de depreciação(custo histórico, métodos de depreciação) etc. 6.2- Ativo imobilizado, 61
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    Apostila: Auditoria dosAtivos – por Prof Sergio Alfredo Macore É composto de bens adquiridos para uso permanente e não se destinam à venda a não ser em caso de reposição ou desgaste dos bens. Esses bens usados durante vários anos no processo operacional integram o chamado grupo imobilizado. Os bens de caráter fixo ou permanente não se destinam à realização no giro normal dos negócios. Essas imobilizações, também chamadas de bens tangíveis, sofrem influências pelo uso, a desgastes físicos, ação da natureza ou obsolescência. 6.3- Depreciação. Representa o registro da parcela correspondente ao desgaste do bem durante o período de vida útil que lhe foi atribuído. É também conceituada como processo de retorno do capital investido, no período de sua vida útil. Em sua essência, a depreciação é um método de distribuição do custo de um ativo entre diversos períodos de atividade. A determinação do que vem a ser vida útil do bem imobilizado deve levar em conta a dissociação da perda gradual da capacidade operacional do bem e também a recuperação do que chamamos investimento realizável. Por sua vez, a depreciação difere de amortização, pois, enquanto a primeira representa a perda do bem em uso, a Segunda representa a perda do capital aplicado em direitos ou bens intangíveis. 6.4- OBJETIVO: 6.4.1 - INVESTIMENTOS. - Certificar-se da razoabilidade de contabilização dos investimentos; - Certificar-se de que os valores representam investimentos reais e que pertencem à empresa; - Certificar-se da adequação de provisões de desvalorização dos Investimentos; - Certificar-se da adequação dos Controles Internos e se oferecem segurança e dão pleno retorno dos direitos quanto a juros, bonificações, dividendos ou outros benefícios; - Certificar-se da consistência dos procedimentos em relação ao período anterior (de conformidade com os princípios contábeis); 6.4.2 - ATIVO IMOBILIZADO. - Certificar-se da eficiência dos controles internos em relação à área; - Certificar-se de que os dados do razão e dos registros patrimoniais estão suportados por existência física dos bens; - Se as depreciações são feitas corretamente e se a contabilização e distribuição dos gastos é satisfatória; - Se é mantida a consistência nos métodos de depreciação em uso em relação ao período anterior; - Verificar se há bens hipotecados não refletidos nas demonstrações contábeis(isso é possível através da obtenção da certidão negativa dos imóveis que devem ser sempre solicitada pela auditoria); - Se os bens e propriedades pertencem realmente à empresa; - Se a contabilização das aquisições, baixas e transferências é adequada; 62
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    Apostila: Auditoria dosAtivos – por Prof Sergio Alfredo Macore - Se as taxas de depreciação em vigor estão de conformidade com os turnos de trabalho; - Se os ativos estão segurados e se apresentam cobertura satisfatória contra os riscos de incêndio e roubo; 6.4.3 - DESPESAS DIFERIDAS. - Certificar-se de que os controles internos em vigor, relacionados com os critérios de amortização das despesas diferidas, é satisfatório; - Verificar a adequação da contabilização das aplicações de recursos em despesas que contribuirão para a formação do resultado de mais de um exercício social; - Verificar se o método de amortização dessas despesas é aplicado de maneira consistente em relação ao período anterior. 6.5- AVALIAÇÃO SOBRE OS CONTROLES INTERNOS: INVESTIMENTOS, ATIVO FIXO E ATIVO DIFERIDO. Áreas Inspecionadas: Investimentos - Ativo imobilizado e Despesas Diferidas do grupo: ATIVO PERMANENTE Efetuado os procedimentos do controle interno em vigor nos setores mencionados, questiona-se os seguintes aspectos: - Se os documentos hábeis que comprovam os investimentos da empresa são guardados em cofres de aluguéis? Em Bancos? - Se são periodicamente inspecionados por funcionários designados pela administração, diferentes daqueles responsáveis pelo seu controle e guarda? - Se a empresa não se enquadra dentro dos critérios de equivalência patrimonial pois não é controladora, nem mantém relação da coligação com terceiros e nem os seus investimentos se enquadram no âmbito da relevância. No Tocante ao ATIVO IMOBILIZADO: - A empresa mantém uma adequada política de capitalização (atendendo aos limites permitidos por lei), manutenção e reparos? - Os critérios de depreciação são aplicados de maneira consistente em relação ao período anterior? - As taxas de depreciação utilizadas são aquelas permitidas pela fiscalização? - O método de depreciação em uso é o de linha reta ou seja linear? - É praxe na empresa efetuar concorrência para toda a compra e venda de ativo imobilizado? - Os registros em vigor na empresa permitem acompanhar a vida útil dos bens evitando-se que um bem continue a ser depreciado depois da sua vida útil? - É prática o chapeamento dos bens logo após a sua aquisição? - De 2 em 2 anos é feito um levantamento físico dos bens? - Todos os bens do Ativo se encontram devidamente segurados contra roubo e incêndio com base nos valores de custos corrigidos? No Tocante às DESPESAS DIFERIDAS. 63
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    Apostila: Auditoria dosAtivos – por Prof Sergio Alfredo Macore - Os controles internos são satisfatórios? Elementos que o auditor deverá levar em consideração no caso de ser contratado para uma primeira Auditoria: Ref. ATIVO IMOBILIZADO. a) Necessidade de se obter adequado conhecimento do cliente; b) Até onde pode-se considerar relatórios e serviços executados por auditores anteriores; c) O passado do Ativo fixo deve ser investigado em grau suficiente para habilitar-se determinar: 1) Base pelos quais foram os ativos avaliados; 2) Critérios de classificação; 3) Razoabilidade das depreciações; 4) Consistência de procedimentos aplicados; 5) Política de amortização, manutenção e reparos adotados; 6) Exame das escrituras que evidenciem a posse das principais propriedades e hipotecas se houverem; 7) Política de baixa de bens vendidos; Trabalhos executados: (visitas intermediárias) 1) Avaliação dos controles internos: Turnos de trabalho; depreciação acelerada; chapeamento; registro de bens patrimoniais; localização dos bens; política descritiva de capitalização; manutenção e reparos; concorrência para compra e venda de ativos fixos. 2) Exame da documentação das principais aquisições e baixas; 3) Testes das Depreciações; 4) Inspeção Física de bens (ou fora de uso) 5) Exame da política de manutenção e reparos 6) Observar se despesas não estão sendo indevidamente capitalizadas. Fim do ano: (Fechamento do Balanço) 1) Preparar o resumo do ativo e da Depreciação 2) Completar o exame das adições dos itens adquiridos entre as visitar intermediárias e a visita final(balanço); 3) Observar a razoabilidade da depreciação total do ano; 4) Observar consistência de procedimentos; 5) Obter certidão negativa dos imóveis; 6) Verificar a razoabilidade da contabilização; 7) Verificar as ocorrências que deverão ser suporte de notas explicativas: valores atribuídos aos ativos, critérios de depreciação, hipotecas ou penhor industrial se existentes. 6.6 -AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS E RENDIMENTOS DE PARTICIPAÇÕES SOCIETÁRIAS. 6.6.1 -Introdução. 64
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    Apostila: Auditoria dosAtivos – por Prof Sergio Alfredo Macore Investimento é todo recurso aplicado na aquisição de bens e direitos. Desta forma, tanto a aquisição de uma máquina como as compras de mercadorias para revenda são consideradas como investimentos. Para a Contabilidade, investimentos tem sentido restrito, significando aplicações permanentes de recursos que não se destinam à manutenção da atividade principal da empresa. Os investimentos são classificados no Ativo permanente e, por não integrarem a atividade principal da empresa, representam os recursos aplicados no desenvolvimento de atividades acessórias, tendo como finalidade auferir rendas ou valorização. Como exemplo de bens e direitos classificados como investimentos, pode-se citar: obras de arte, imóveis não utilizados pela empresa, ouro adquirido com a intenção de permanência, participações societárias, etc. 6.6.2- Investimentos em Participações Societárias Conceito: São aplicações de Recursos efetuadas por uma Sociedade (denominada Investidora) na aquisição de ações ou quotas de Capital de outra pessoa jurídica (denominada investida). Esses Investimentos dividem-se em : a) –Investimentos Temporários; b) – Investimentos Permanentes; a)Investimentos Temporários: Adquiridos geralmente com a intenção de revenda e tendo caráter especulativo. As participações temporárias, quer por especulação quer por outras razões que levem a empresa investidora a não ter interesse na sua manutenção, devem ser classificadas no Ativo Circulante (eventualmente no Realizável a Longo Prazo) registrados pelo custo de aquisição sujeitas a avaliação de Mercador, se este for inferior àquele(não dedutível do imposto de Renda) Provisão para ajuste ao custo. As participações em Sociedades por quotas de responsabilidade limitada são automaticamente consideradas, pelo fisco com Ativo Permanente desde sua aquisição. b)- Investimentos Permanentes: Adquiridos com a intenção de continuidade, representando, portanto, uma extensão da atividade econômica da investidora, devem ser classificadas no Ativo Permanente(AP). São os tradicionais investimentos em outras empresas na forma de ações ou quotas. Devem ter a característica de permanente. Incluem-se somente os Investimentos em outras Sociedades que tenham características de aplicação de capital, não de forma especulativa, existindo efetiva intenção de usufruir dos rendimentos proporcionados por esses investimentos. 6.6.3- Formas de Avaliação As empresas tributadas pelo Lucro Real com Investimentos decorrentes de participação permanente no Capital de Outras empresas devem avalia-los pelo custo de aquisição ou método de custo, se inexistir relevância ou influência na participação. 65
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    Apostila: Auditoria dosAtivos – por Prof Sergio Alfredo Macore Os investimentos Temporários devem ser avaliados pelo Custo de Aquisição e os Investimentos Permanentes podem ser avaliados pelo Custo de Aquisição ou pelo Método de Equivalência Patrimonial. 6.6.4-Avaliação pelo Método de Custo de Aquisição As pessoas Jurídicas que tenham Investimentos permanentes em outras empresas mas que não se enquadrem na obrigatoriedade da Equivalência patrimonial devem avaliar esses investimentos pelo custo de aquisição, sendo-lhes proibido faze-lo pelo valor do Patrimônio Líquido. A avaliação por esse método deve obedecer aos critérios da determinação da obrigatoriedade. Os investimentos avaliados pelo custo de aquisição são registrados no Ativo Permanente, subgrupo Investimentos, pelo respectivo valor de aquisição. No caso de participações adquiridas até 31/12/95, o custo de aquisição será considerado corrigido monetariamente até aquela data. A partir do ano-calendário de 1996, foi extinta a correção monetária das Demonstrações Financeiras, inclusive para fins societários. 6.6.5- Avaliação pelo Método da Equivalência Patrimonial Consiste na avaliação dos Investimentos ou participações societárias mediante a aplicação do percentual de participação da investidora no capital social da investida sobre o patrimônio líquido da investida e compara-lo ao valor registrado no AP que será complementada ou reduzido a fim de representar a efetiva participação. Obrigatoriedade Serão avaliados pelo método da equivalência patrimonial, no balanço patrimonial da investida, os investimentos relevantes em: a) – sociedades controladas; b) – sociedades coligadas sobre cuja administração a investidora tenha influência, ou de que participe com 20% ou mais do capital social da investida. Controlada: Quando a investidora detiver a título de participação investimentos maior que 50% do capital votante da investida. Coligadas: Quando a investidora detiver a título de participação maior que 10% e menor que 50% do Capital total da investida. Outras: Quando a investidora detiver a título de participação menor que 10% do capital total da investida. 66
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    Apostila: Auditoria dosAtivos – por Prof Sergio Alfredo Macore Determinação de Coligação e controle Determinação de Coligação e Controle Cia “B” Cia “C” Cia “D” Cia “E” I – Capital II – Participação da Cia “A” Participação da Cia “C” 150.000,00 18.000,00 50.000,00 30.000,00 40.000,00 18.000,00 3.400 100.000,00 5.000,00 IIX 100 = % de participação direta I ou participação indireta 12% -o- 60% -o- 45% 8,5% 5% -o- Soma % 12% 60% 53,5% 5% A cia “A” participa nas seguintes Cias B, C, D e E. Por outro lado, a Cia C participa na Cia D. Segundo os percentuais constantes da última linha do quadro, têm-se que: a) A Cia A é coligada da Cia B; b) A Cia A é controladora da Cia C; c) A Cia A é coligada da Cia D e mantém um controle indireto; d) Entre a empresa A e E não existe coligação, nem a Cia A controla a Cia E. 6.6.6- Investimentos Relevantes. Existem dois critérios para se determinar a relevância dos investimentos em participações societárias: a) o primeiro critério aplica-se a cada investimento isoladamente, sendo relevante o investimento em sociedade coligada ou controlada, quando o seu valor contábil for igual ou superior a 10% do patrimônio líquido da investidora; b) o segundo critério é aplicado quando existir investimento que, isoladamente, não possa ser considerado relevante por representar menos de 10% do patrimônio líquido da investidora. Neste caso, estes investimentos são considerados como relevantes se, no conjunto das sociedades controladas e coligadas, o seu valor contábil foi igual ou superior a 15% do patrimônio líquido da investidora. Determinação da Relevância do Investimento Cia “B” Cia “C” Cia “D” I – Patrimônio Líquido de “A igual a R$ 200.000,00 II – Participações da cia A 18.000,0 0 30.000,0 0 18.000,0 0 II X 100 = % individual I conjunto = a 33% 9% 15% 9% 67
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    Apostila: Auditoria dosAtivos – por Prof Sergio Alfredo Macore No exemplo dado têm-se que: a) o investimento da Cia A não é relevante(não atinge a 10% do patrimônio líquido da Cia A; b) o investimento da Cia A na cia C é relevante(ultrapassa 10% do valor do patrimônio líquido da Cia A; c) o investimento da Cia A na Cia D não é relevante(não atinge 10% do patrimônio líquido da Cia A. Determinação da Relevância para fins de Avaliação do Investimento Cia “B” Cia “C” Cia “D” I – Capital II- a) Participações de “A” b)Participações de “C” c)saldos de créditos de “A”(1) 150.000,00 18.000,00 6.000,00 50.000,00 30.000,00 40.000,00 18.000,00 3.400,00 II X 100 = Relevância qualificada I 16% 60% 53,5% O investimento da Cia A na Cia B é relevante no conjunto, mas não será avaliado pelo valor do patrimônio liquido da Cia porque, embora o investimento seja considerado relevante, a cia não tem nenhuma influência na administração da Cia B. Com relação à participação societária da Cia A na Cia C, o investimento da Cia A deve ser avaliado pelo patrimônio líquido da Cia C, pois a Cia C é controlada pela Cia A e ainda existe relevância no investimento. Finalmente, o investimento na Cia D também deve ser avaliado pelo patrimônio líquido, pois o investimento é considerado relevante no conjunto, e ainda a Cia.A controla indiretamente a Cia D, e finalmente, a Cia A participa com mais de 20% do capital social da Cia D. 6.7 -DEPRECIAÇÃO AMORTIZAÇÃO E EXAUSTÃO 6.7.1- DEPRECIÃO ACUMULADA. 6.7.1.1- Definição. Representa o desgaste ou a perda da capacidade de utilização (vida útil) de bens tangíveis ou físicos pelo uso, por causas naturais ou por obsolescência tecnológica. 6.7.1.1.2 - Bens Depreciáveis. Podem ser depreciados todos os bens físicos sujeitos, a desgaste pelo uso ou por causas naturais ou obsolescência normal, tais como móveis, máquinas, equipamentos, instalações, veículos, edifícios, construções, benfeitorias, projetos florestais destinados à exploração dos respectivos frutos etc. 68
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    Apostila: Auditoria dosAtivos – por Prof Sergio Alfredo Macore A importância correspondente à diminuição do valor dos bens do ativo imobilizado resultante de desgastes pelo uso, ação da natureza ou obsolescência normal, poderá ser computada como custo ou despesas operacional. A parcela de depreciação dos bens utilizados na produção como custo dos produtos enquanto a depreciação dos demais bens será escriturada como operacional. A quota de depreciação é apropriável a partir da época em que o bem é instalado, posto em serviço ou em condições de produzir. O Bem do Ativo Imobilizado em estoque, no almoxarifado, não poderá ser depreciado. A Depreciação por obsolescência é difícil de ser provada a não ser em equipamentos como o de processamento de dados. 6.7.1.3- Valor da Quota. A empresa pode computar, como encargo do período de apuração do imposto, o valor correspondente a aplicação da taxa anual permitida, fixada em função na vida útil do bem, ou seja, do prazo durante o que se possa esperar a utilização econômica do bem na produção de seus rendimentos sobre o custo e aquisição. 6.7.1.4- Apropriação Facultativa. A dedução dos encargos de depreciação, NÃO constitui obrigação da pessoa jurídica mas, sim, uma faculdade. Podem ser utilizadas taxas inferiores às admitidas pela Administração Tributária ou, mesmo não considerar qualquer valor a título de encargo. O que ocorre quando a empresa utiliza percentuais inferiores aos admitidos é a consequente dilatação do prazo previsto para a depreciação do bem, fixado de acordo com o tempo de vida útil do mesmo. Se a empresa não depreciar ou adotar taxa de depreciação inferior à permitida, as importâncias não apropriadas NÃO poderão ser recuperadas posteriormente através da utilização de taxas superiores às máximas anualmente permitidas. 6.7.2 - Métodos de Depreciação. Linha Reta ou Linear. Consiste na aplicação de taxa fixa no período de vida útil calculada sobre o valor do bem adquirido(custo histórico). Exemplo : Máquina adquirida por R$ 50.000,00, tem o seu tempo de vida útil estimado em 10 anos. A taxa será fixa em 10%, o que resultará num custo fixo anual de R$ 5.000,00. Esse método se justifica quando a vida útil do bem é considerada uniforme e não haja de modo nenhum qualquer declínio no seu desempenho e nem mudança na produção ou método de produção. Exemplo método linha reta( o mais comum). Custo de uma máquina R$ 200.000.00. A fiscalização permite uma depreciação à taxa de 10%a ao ano. Desse modo, a vida útil estimada é de 10 anos. Estabelecendo a vida útil se distribuem quotas de depreciação uniforme para período, ou seja: Em cada ano, a quota de depreciação é fixa em R$ 20.000,00. Desse modo vai-se acumulando numa conta redutora do Ativo - Depreciação Acumulada - Máquinas, o valor da depreciação anual. No final de 10 anos, essa conta registrará um saldo igual(acumulado) ao valor do bem registrado no Ativo. 69
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    Apostila: Auditoria dosAtivos – por Prof Sergio Alfredo Macore Decrescente(soma dos dígitos). Consiste em que a taxa aplicada não é fixa, isto é, à medida que decorre o período de uso, a taxa diminui. Quando a eficiência operacional é mais elevada nos primeiros períodos de vida útil, a taxa é mais alta. Esse método representa um aspecto técnico válido, pois os que adotam justificam que seus custos são evidenciados com mais realidade porque, quanto mais o bem se desgastar, mais manutenção necessitará. Portanto, quando decresce a depreciação aumenta a manutenção. Exemplo Método da soma dos dígitos dos anos. Admitindo-se que foi adquirido um veículo por R$ 100.000,00. A depreciação é de 20% ao ano (limite permitido pela fiscalização). Desse modo, a vida útil é da ordem de 5 anos. Procedimento: Soma-se os dígitos dos anos: 1o ano, 2o ano, 3o ano, 4o ano, 5o ano = a 15. No primeiro ano, a depreciação será: . 5 de R$ 100.000,00 R$ 33.333,33 15 no 2o ano a depreciação será:: 4 , de R$ 100.000,00 R$ 26.666,68 15 no 3o ano a depreciação será:: 3 , de R$ 100.000,00 R$ 20.000,01 15 no 4o ano a depreciação será:: 2 , de R$ 100.000,00 R$ 13.333,34 15 no 5o ano a depreciação será:: 1 , de R$ 100.000,00 R$ 6.666,67 15 Total no fim de 5 anos a depreciação será:: R$ 100.000,00 Para fins de tributação, nos anos em que houver excesso de depreciação em comparação ao método linear(vida útil do veículo 5 anos a uma taxa constante de 20%), a empresa deverá adicionar esse excesso ao lucro. No 1o ano a depreciação seria de 20% de R$ 100.000,00 igual a R$ 20.000,00 e a empresa debitou em despesas a parcela de R$ 33.333,33 originando um excesso de R$ 13.333,33. Unidades Produzidas 70
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    Apostila: Auditoria dosAtivos – por Prof Sergio Alfredo Macore Consiste na apropriação dos custos em função da estimativa das unidades a serem produzidas. O método a ser determinado deve estar estritamente relacionado com o benefício recebido. No que tange ao Imposto de Renda, é aceita pela fiscalização, como redutível para fins de tributação, a depreciação de uma máquina com base na taxa de 10% ao ano, ou seja, 10 anos de vida útil, utilizando-se um turno normal de oito horas de trabalho por dia. Outros métodos adotados pela empresa devem ser considerados de natureza puramente gerencial e não se relacionam com o permitido pela fiscalização. Para fins de análise de negócio, o ponto de vista do contador, do administrador, do auditor ou do técnico de contabilidade deve ser separado do ponto de vista fiscal. Exemplo de Método com base nas Unidades produzidas; Admitindo-se que o custo de aquisição da máquina ou de fabricação pela própria empresa de um ferramental ou estampo, que tem como capacidade estimada 20.000 peças, é de R$ 200.000,00. O procedimento a seguir é o seguinte: R$ 200.000,00 = R$ 10,00 p/peça 20.000 peças Admitindo-se que no 1o ano foram produzidas 4.000 peças, no segundo 3.000, no terceiro 1.500 peças, no quarto 2.500 peças etc. Depreciação: R$ 40.000,00 , R$ 30.000,00 , R$ 15.000,00 , R$ 25.000,00 , etc. Período 1o ano 2o ano 3o ano 4o ano Até esgotar a produção de 20.000 peças. 6.7.3 - Critério para Decidir se o bem deve ou não ser capitalizado. Deve-se levar em consideração os seguintes fatores: 1) duração do bem; 2) possibilidade de controle; e 3) materialidade(valor). No exercício de 2003, a fiscalização permite que se lance diretamente em despesas bens que não ultrapassem a cifra de R$ 326,61, desde que atinjam a utilidade funcional, individualmente (não empregados em conjunto), ainda que o prazo de vida útil seja superior a um ano. 6.7.4- .Capitalização de Gastos. Todo gasto que adiciona ou dá nova condição ao bem, diferente da condição original, deve ser capitalizado. Um gasto com pintura em imóvel alugado deve ser amortizado no prazo de vigência do contrato de aluguel. 6.7.5- Manutenção e Reparo. 71
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    Apostila: Auditoria dosAtivos – por Prof Sergio Alfredo Macore Gastos dessa natureza devem ser lançados diretamente em Resultado do Exercício. 6.7.6- Encargos de Natureza Financeira durante o Período Pré-operacional. Se uma empresa durante a fase pré-operacional obtiver empréstimos para construção de sua fábrica, exemplo: pagável em cinco anos e após 3 anos de sua constituição entrar em operação deverá contabilizar dos encargos financeiros da seguinte maneira: 1) Durante os 3(três) anos incluir no custo da construção os encargos financeiros; 2) Após o início de operação normal, os encargos financeiros deverão ser contabilizados como despesas. 6.7.7- Depreciação Normal. Depreciação é a perda do valor do capital aplicado em direitos que têm por objetivo bens físicos sujeitos a desgaste ou perda de utilidade por uso, ação da natureza ou obsolescência. Portanto, podem ser objetos de depreciação todos os bens físicos sujeitos a desgaste pelo uso por causas naturais ou obsolescência normal, inclusive edifícios em construções e projetos florestais destinados à exploração dos respectivos frutos. 6.7.7.1 Taxa Anual da depreciação. A taxa anual de depreciação será fixada em função do prazo durante o qual se possa esperar a utilização econômica do bem pelo contribuinte, na produção de seus rendimentos. A lei determina que a Secretaria da Receita Federal publicará periodicamente o prazo de vida útil., ficando assim assegurado ao contribuinte o direito de computar a quota efetivamente adequada às condições de depreciação de seus bens, desde que se faça prova dessa adequação, quando adotar taxa diferente. A Receita Federal, através da IN no.162, de 31/12/98, e IN no.130 de 10/11/99, fixou o prazo de vida útil e a taxa de depreciação da maioria dos bens utilizados pelas pessoas jurídicas em seu ativo imobilizado. A Taxa anual de depreciação vai de 4% para edificações até 50% para correias transportadoras ou de transmissão. As máquinas que trabalham com corrosivos tem depreciação mais intensa, o mesmo ocorrendo com veículos que trabalham nas pedreiras, empresas de terraplanagem, serrarias, cerâmicas etc. O desgaste provocado pelo uso intensivo ou anormal dos bens, poderá determinar a adoção de taxas especiais de depreciação, devendo o contribuinte comprovar a adequação das taxas que utilizar, ou, em caso de dúvida, justificá-las com base em laudo técnico expedido por órgão oficial competente.(Instituto Nacional de Tecnologia ou outra entidade científica ou tecnológica). 6.7.7.2- Prazo de vida útil inferior ao estimado. Quando o bem integrante do Ativo Imobilizado se tornar imprestável antes do prazo estimado para a sua vida útil, em virtude de fatores não previsíveis, como obsolescência excepcional ou ocorrência de caso fortuito de força maior, as perdas extraordinárias 72
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    Apostila: Auditoria dosAtivos – por Prof Sergio Alfredo Macore decorrentes desse fato podem ser computadas como despesas operacionais, com exceção daquelas que sejam recuperáveis através de seguro ou indenização de terceiros. Enquanto não ocorrida a baixa física, o bem deve continuar registrado pelo seu valor contábil, ainda que o mesmo esteja totalmente depreciado. A baixa do bem deve ser provada por documentação hábil de idoneidade indiscutível, admitida pelas legislações comercial e fiscal. 6.7.7.3- Bens Adquiridos Usados Um critério razoável e objetivo de depreciar os bens adquiridos depois de usados foi adotado pela IN no.103 de 17/10/1984. Segundo essa IN, quando se tratar de bem adquirido usado, o prazo de vida útil admissível para fins de depreciação desse bem será o maior dentre os seguintes: a) metade do prazo da vida útil admissível para o bem adquirido novo; ou b) restante da vida útil do bem, considerada esta em relação à primeira instalação para utilização. Exemplo: Máquina usada: adquirida em 28/06/98 Primeira instalação 02/06/96 Prazos: a) metade do prazo da vida útil: 5 anos b) Restante da vida útil 8 anos Prazo a ser utilizado: Taxa = -__100 . = 12,5% a.a. 8 anos O prazo, sendo o maior entre as opções elencadas, implicará a adoção da menor taxa de depreciação. Desse modo, ao adquirir um bem usado, a empresa deve munir-se de documento que comprove a época da sua aquisição novo ou em que ele foi instalado para utilização pela primeira vez, porque se dessa data até a sua última aquisição tiver decorrido prazo inferior à metade da vida útil normal admitida para o bem novo, para efeito de depreciação, deve prevalecer o prazo restante da vida útil. Caso contrário, isto é, se já houver decorrido o prazo igual ou superior à metade da vida útil normal, correspondente à metade da vida útil admissível para o bem novo. 6.7.7- Consertos e Reparos nos Bens A Legislação do Imposto de Renda admite, como custo ou despesa operacional, as despesas com reparos e conservação de bens e instalações, destinados a mantê-los em condições de eficiente operação. Se em decorrência dos reparos, da conservação ou da substituição de partes ou peças, houver aumento da vida útil do bem por prazo superior a 1 ano, as despesas correspondentes deverão ser acrescidas ao custo de aquisição do bem, registrado no Ativo Imobilizado, para que se servir de base a depreciações futuras. Exemplo Máquinas.............................................. R$ 600.000,00 73
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    Apostila: Auditoria dosAtivos – por Prof Sergio Alfredo Macore Taxa anual de depreciação..................... 10% ano Valor já depreciado(60%).......................R$ 360.000,00 Valor dos gastos e reparos que provocaram Aumento da vida útil em 4 anos................ R$ 150.000,00 Contabilização: 1)Pela baixa da depreciação acumulada: Depreciação Acumulada a Máquinas 360.000,00 2)Pelo valor total do gasto ativado: Máquinas a Caixa ou Bancos 150.000,00 Nova representação: R$ Máquinas(600.000,00 – 360.000,00) 240.000,00 (+) Gasto Ativado 150.000,00 (=) Novo Valor contábil 390.000,00 O Valor de R$ 350.000,00, é o novo valor a ser depreciado no novo prazo de vida útil do bem, ou seja 8 anos, (4 anos do valor original, mais 4 anos do acréscimo de vida útil Alternativamente, a legislação prevê que a pessoa jurídica poderá: a)- aplicar o percentual correspondente à parte não depreciada do bem sobre o custo de substituição das partes e peças; b)- apurar a diferença entre o total dos custos de substituição e o valor determinado na letra a; c) escriturar o valor de a a débito de conta de resultado; d) escriturar o valor de b a débito da conta do ativo imobilizado que registra o bem, o qual terá seu novo valor contábil depreciável no novo prazo de vida útil previsto. Cálculos: a) 40% de R$ 150.000,00............................. R$ 60.000,00 b) R$ 150.000,00 – 60.000,00....................... R$ 90.000,00 c) Débito em conta de Resultado:.................. R$ 60.000,00 d) Débito em conta de máquinas................... R$ 90.000,00 Nova Representação: Máquinas..................................................... R$ 600.000,00 (-)Depreciação Acumulada............................ R$ 400.000,00 (+)Gastos c/Conservação e reparos ativáveis... R$ 90.000,00 (=)novo valor contábil.................................. R$ 290.000,00 O novo valor contábil será depreciado no novo prazo de vida útil, ou seja, 8 anos(4 anos da aquisição original. Mais de 4 anos da nova aquisição). A taxa de depreciação correspondente será 100% 8 anos = 12,5% ao ano. 74
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    Apostila: Auditoria dosAtivos – por Prof Sergio Alfredo Macore A lógica deste procedimento é a seguinte: suponha que a empresa esteja substituindo peças de um equipamento. A rigor, o valor das peças antigas a serem substituídas deveria ser diminuído do valor do equipamento como perda, antes de ser adicionado a este o valor gasto com as peças novas. Como é difícil a determinação do valor das peças antigas, estima-se que este corresponda a uma fração da peça nova, equivalente ao percentual não depreciado do bem. Contabilização: 1)- Pela baixa da depreciação acumulada: Depreciação Acumulada a Máquinas 400.000,00 2)- Pelo Gasto Ativado: Máquinas Caixa ou Bancos 90.000,00 Gastos c/reparos e conservação de bens Ativáveis. 3)- Pelo Gasto considerado no resultado do exercício: Desp.com conservação e Reparo de Bens Caixa ou Bancos 60.000,00 Parcela dos gastos com reparos a ser computada No resultado do exercício. 6.7.8- Contabilização. A conta de Depreciação Acumulada é uma conta retificadora do valor do bem. O montante acumulado de depreciação não poderá ultrapassar o custo de aquisição do bem. Custos ou Despesas a Depreciação Acumulada – AC 6.7.9- Lançamento dos Encargos de Depreciação Os encargos de depreciação poderão ser lançados na escrituração mensal , trimestral ou anualmente, à opção da pessoa jurídica. Se for lançada mensalmente, deverá a taxa ser dividida por doze. Exemplo: . - Depreciação mensal da conta MÁQUINAS - Taxa anual permitida: 10% (1 turno) - Taxa mensal: 10% : 12 = 0,8333333% Se o encargo for lançado: a) Trimestralmente, a taxa corresponderá a 3/12 da taxa anual; b) anualmente, caso a empresa tenha adquirido o bem durante o exercício, ela deve ajustar a taxa pelo período em que o bem foi utilizado. Exemplo: - Máquina adquirida em março e colocada em funcionamento em abril: Será depreciada por 9 meses no exercício. 75
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    Apostila: Auditoria dosAtivos – por Prof Sergio Alfredo Macore Taxa anual = 10% Taxa anual ajustada = 10% X 9 meses = 7,5% 12 meses 6.7.10- Correção Monetária. Até 31/12/95, a conta DEPRECIAÇÃO ACUMULADA estava sujeita à sistemática de Correção Monetária das Demonstrações Financeiras. 6.7.11- Depreciação Acelerada. A Legislação do Imposto de Renda prevê dois tipos de depreciação acelerada: a depreciação acelerada em função do número de horas diárias de operações de bens móveis, inclusive máquinas e veículos, e a depreciação acelerada concedida como incentivo fiscal. A depreciação acelerada, em função do número de horas trabalhadas, tem os seguintes coeficientes: 1) Coeficiente 1,0 para um turno de 8 horas de operação; 2) Coeficiente 1,5 para dois turnos de 8 horas de operação 3) Coeficiente 2,0 para três turnos de 8 horas de operação. Exemplo: Bem: Máquina Taxa Normal: 10% ao ano. Taxa para uso em: 2 turnos - 1,5 X 10% = 15% ao ano. turnos - 2,0 X 10% = 20% ao ano. A depreciação acelerada com a finalidade de incentivar a implantação, renovação ou modernização de instalações e equipamentos é concedida para determinadas indústrias ou atividades. As taxas de depreciação usualmente admitidas poderão ser multiplicadas por um coeficiente fixado em lei, sem prejuízo da depreciação normal. A quota de depreciação acelerada por incentivo fiscal, não é escriturada no livro comercial e constitui exclusão do lucro líquido mediante lançamento no livro de Apuração do Lucro Real. Exemplo: Se a empresa tem o benefício da depreciação acelerada para m´quina depreciável à taxa normal de 10% ao ano que operar em um turno de 8 horas, além de escriturar no livro Diário a depreciação normal de 10%, poderá lançar no LALUR, como exclusão na determinação do Lucro Real, a quota da depreciação incentivada. Os coeficientes da depreciação acelerada em função do número de horas diárias de operação e em função de incentivos fiscais, de acordo com PN no.95/75, são cumulativos, facultada a utilização de ambos ao mesmo tempo, não podendo, em qualquer hipótese, o montante total da depreciação ultrapassar o custo de aquisição do bem. Exemplo: 76
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    Apostila: Auditoria dosAtivos – por Prof Sergio Alfredo Macore Se uma empresa trabalha 16 horas por dia, no livro Diário será escriturada a quota de depreciação de máquina de 15% ano e no LALUR a quota de 15% se a depreciação incentivada for de 100% da depreciação normal, considerando a depreciação normal da máquina de 10% ao ano, ou seja 15% em dois turnos de trabalho. 6.7.12- Valor ou custo Contábil do Bem Considera-se custo ou valor contábil do bem o seu valor, diminuído da depreciação acumulada correspondente: Exemplo: Máquinas R$ 5.700.000,00 (-) Depreciação Acumulada (R$ 700.000,00) (=)Custo do Valor Contábil do Bem R$ 5.000.000,00 Se a empresa alienar o bem por valor superior ao seu custo contábil, a contabilidade registrará um lucro não-operacional, caso contrário (venda por valor inferior ao custo) registrará um prejuízo não-operacional. Tais operações são consideradas, também Ganhos ou Perdas de Capital 6.7.13- Vedações à Depreciação pela Legislação do Imposto de Renda. Não podem ser depreciados: a) Terrenos, salvo em relação a benfeitorias e construções; b) Bens que aumentam de valor com o tempo, como as antiguidades e obras de arte; c) Bens para os quais sejam registradas as quotas de amortização ou exaustão; d) Bens móveis ou imóveis que não estejam intrinsecamente relacionados produção ou comercialização de bens e serviços. 6.7.14 – Baixa de Bem do Ativo Imobilizado Se a empresa não tiver condições de comprovar através dos controles(fichas de bens patrimoniais)ou documentos hábeis, a data da compra do bem, o fisco penaliza o contribuinte exigindo que a baixa seja feito com base no bem mais antigo, ou seja: data de constituição da empresa. 6.8- AMORTIZAÇÃO. Consiste na "recuperação contábil" do capital aplicado na aquisição de direitos cuja existência ou exercício tenha duração limitada, ou de bens cuja utilização pelo contribuinte tenha o prazo limitado por lei ou contrato. A quota anual de amortização será fixada com base no custo de aquisição do bem ou direito e tendo em vista o número de anos restantes de existência do direito ou bem, o do prazo em que a legislação admita a amortização das despesas diferidas A quota de amortização dedutível em cada período-base será determinada pela aplicação da taxa anual de amortização sobre o valor original do capital aplicado ou despesas registradas no Ativo diferido. 6.8.1- Bens ou direitos objeto de amortização. 77
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    Apostila: Auditoria dosAtivos – por Prof Sergio Alfredo Macore Os direitos ou bens imateriais ou com prazo legal ou contratualmente limitado: a) Patentes de invenção, fórmulas e processo de fabricação, direitos autorais, licenças, autorizações ou concessões; b) Investimento em bens que, nos termos da lei ou contrato que regule a concessão de serviço público, devem reverter ao poder concedente, ao fim do prazo da concessão, sem indenização; c) Custo de aquisição, prorrogação ou modificação de contratos e direitos de qualquer natureza, inclusive de exploração de fundos de comércio; d) Custo das construções ou benfeitorias em bens locados ou arrendados, ou em bens de terceiros, quando não houver direito ao recebimento do seu valor; e) O valor dos direitos contratuais de exploração de florestas por prazo determinado. 6.8.2- Custos e Despesas objetos de amortização. Os custos, encargos ou despesas registrados no ativo diferido que contribuirão para a formação do resultado de mais de um exercício social, tais como: a) despesas de organização pré-operacionais ou pré-industriais, a partir do início das operações; b) O custo de pesquisas científicas ou tecnológicas para a criação ou aperfeiçoamento de produtos, processos, fórmulas e técnicas de produção, administração ou venda ou com prospecção e cubagem de jazidas ou depósitos, realizadas ou lavra de minérios, sob a orientação técnica de engenheiro de minas, se o contribuinte optar pela sua capitalização; c) A partir da exploração da jazida ou mina, ou do início das atividades das novas instalações, os custos e as despesas de desenvolvimento de jazidas e minas ou de expansão de atividades industriais, classificados como ativo até o término da construção ou da preparação para exploração. d) A partir do momento em que dor iniciada a operação ou atingida a plena utilização das instalações, a parte dos custos, encargos e despesas operacionais registradas como ativo durante o período em que a empresa, na fase inicial da operação utilizou apenas parcialmente o seu equipamento ou as suas instalações; e) Os juros durante o período de construção e pré-operação (inclusive os de empréstimos contraídos para financiar a aquisição ou construção de bens do ativo permanente, incorridos durante as fases de construção e pré-operacional); f) Os juros pagos ou creditados aos acionistas durante o período que anteceder o início das operações sociais, ou de implantação do empreendimento inicial; g) Os custos, despesas e outros encargos com a reestruturação, reorganização ou modernização da empresa. 6.9- AMORTIZAÇÃO Se a existência ou o exercício do direito, ou a utilização do bem, terminar antes da amortização integral de seus custos, o saldo não amortizado, constituirá perda de capital no ano em que se extinguir o direito ou terminar a utilização do bem. 78
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    Apostila: Auditoria dosAtivos – por Prof Sergio Alfredo Macore 6.10- Diferença entre amortização de depreciação. A principal distinção entre esses dois encargos é que enquanto a depreciação incide sobre os bens físicos de propriedade do próprio contribuinte até a sua completa depreciação de acordo com a vida útil prevista para o mesmo, a amortização se relaciona com a diminuição de valor dos direitos(ou despesas diferidas) com prazo limitado(legal ou contratualmente). 6.11- EXAUSTÃO Exaurir significa esgotar completamente. Em termos contábeis, a exaustão se relaciona com a perda de valor dos bens ou direitos do Ativo, ao longo do tempo, decorrentes de sua exploração(extração ou aproveitamento). No balanço, os direitos serão classificados no ativo imobilizado e deverão ser avaliados pelo custo de aquisição, corrigido, deduzido da respectiva conta de exaustão acumulada. A diminuição de valor dos elementos do ativo imobilizado será registrada periodicamente nas contas de exaustão, quando corresponder à perda do valor decorrentes da sua exploração, de direitos cujo objeto sejam recursos minerais ou florestais, ou bens aplicados nessa exploração. A quota de exaustão somente é registrada sobre o custo dos direitos à exploração aproveitamento) mineral ou florestal registrados no ativo. A quota normal de exaustão será determinada tendo em vista o volume de produção no ano e sua relação com a possança conhecida da mina ou em função do prazo da concessão. 6.11.1- Exaustão de recursos florestais. Será computado como custo ou encargo, em cada período-base, a importância correspondente à diminuição do valor de recursos florestais, resultante de sua exploração. A quota anual de exaustão dos recursos florestais destinados a corte terá como base de cálculo o valor original das florestas. 6.11.2- Cálculo da Exaustão. Para cálculo do valor da quota de exaustão será observado o seguinte critério: a) apurar-se-á, inicialmente, o percentual que o volume dos recursos florestais utilizados ou a quantidade de árvores extraídas, durante o período-base, represente em relação ao volume ou á quantidade de árvores que, no início do ano-base, compunham a floresta; b) o percentual encontrado será aplicado sobre o valor contábil da floresta, registrado no ativo, e o resultado será considerado como custo dos recursos florestais extraídos. EXERCÍCIOS A Cia de Tecidos efetuou diversas operações de aquisição, troca e venda de "Bens" do Ativo Imobilizado. Informações básicas: 1o ) - Veículo: Aquisição e início de operação: 01/07/96 Valor de Custo: R$ 40.000,00 Vida útil: 5 anos. Taxa de Depreciação: 20% a a 79
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    Apostila: Auditoria dosAtivos – por Prof Sergio Alfredo Macore Método de Depreciação: LINHA RETA 2o ) Em 01 de abril de 1998, este veículo foi trocado por um outro veículo. Preço de Aquisição: R$ 30.000,00, mais o valor de troca Vida útil: 5 anos. Taxa de Depreciação: 20% a a Método de Depreciação: LINHA RETA Vendido em 05/01/2000: por R$ 35.000,00 3o ) Máquina Operatriz "TEAR 4 linhas". Aquisição : 02/01/1997 Valor de Aquisição: R$ 600.000,00 Início de operação: 02/01/1997 Vida útil: 10 anos Taxa de Depreciação: 10% a a Método de Depreciação: SOMA DOS DÍGITOS DOS ANOS. 4O ) Em 02 de janeiro de 1999 esta máquina foi trocada por uma máquina Operatriz "TEAR 8 linhas". Preço de Aquisição: R$ 1.000.000,00 mais o valor da troca Vida útil: 10 anos Taxa de Depreciação: 10% a a Método de Depreciação: `LINHA RETA (houve mudança no método) Demonstrar a posição dessa máquina na contabilidade em 31/12/1999. 5)-Responda: 1) Qual o objetivo da auditoria ao solicitar a Certidão Negativa dos Imóveis da empresa objeto do exame? 2) Qual o objetivo da auditoria na área do Ativo Imobilizado? 3) Quais os Bens que não são Depreciáveis? 4) No que consiste a Depreciação dos Bens do Ativo Imobilizado? 5) Quais os Bens ou Direitos objeto de Amortização? 6) Ocorrendo a venda de um item do Ativo Imobilizado depreciado normalmente, quais os valores que deverão ser eliminados para encerramento das contas em função da baixa? 7) Quais os elementos que contribuem para a capitalização de um gasto ou de um bem? 8) O que é uma depreciação pelo Sistema de linha reta? 9) O que representa uma depreciação? 10) Quais os itens você considera como objetivos principais da auditoria do Ativo Imobilizado e Respectivas depreciações? 80
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    Apostila: Auditoria dosAtivos – por Prof Sergio Alfredo Macore 11) Quais são os Bens não Depreciáveis segundo a legislação do imposto de Renda? 12) Quais os Bens e Direitos objeto de amortização? 13) Um bem totalmente depreciado deve ser eliminado da Contabilidade? Justifique sua resposta. 14) No que consiste a diferença básica entre a depreciação e amortização? Dê em seu entendimento uma descrição sucinta. 15)- Um bem totalmente depreciado deve ser eliminado dos livros? Justifique a sua resposta. 6- A companhia Asa Branca, com patrimônio líquido de R$ 3.000.000,00, possui três participações societárias nas empresas coligadas ou controladas a saber: Investida A, valor contábil: R$ 420.000,00 Investida B, valor contábil: R$ 280.000,00 Investida C, valor contábil: R$ 230.000,00 Verificar a relevância desses investimentos. 8– A Metalúrgica Amora S/A, com patrimônio líquido de R$ 3.000.000,00, possui participações em Sociedades coligadas ou Controladas: Investida A, valor contábil: R$ 60.000,00 Investida B, valor contábil: R$ 310.000,00 Investida C, valor contábil: R$ 50.000,00 Analisar a Relevância desses Investimentos. Marque a alternativa correta. 1) – Os Investimentos em sociedades controladas são considerados: ( ) a)- temporários ou permanentes, dependendo da intenção dos administradores. ( ) b)- aplicações de recursos com prazo determinado ( ) c)- permanentes ( ) d)-temporários 2)- Uma empresa participa com 5%(cinco por cento) no capital social realizado de outra empresa, com intenção de permanecer com as ações em seu patrimônio. Este investimento é considerado: ( ) a) – Influente ( )b)- temporário ( ) c)- irrelevante ( )d)- permanente 3)- Se, na questão anterior, houvesse intenção de revenda das ações, o investimento seria considerado. ( ) a) rentável ( ) b) permanente ( ) c) influente ( )d) temporário 81
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    Apostila: Auditoria dosAtivos – por Prof Sergio Alfredo Macore 4)- Na contabilização do ganho com equivalência patrimonial, debita-se conta representativa deste investimento e credita-se uma conta de receita. Na demonstração do resultado do exercício, esta receita será classificada: ( ) a) outras receitas operacionais ( ) b) variações monetárias ativas ( ) c) receitas não-operacionais ( ) d) outras receitas financeiras 5- Assinale a alternativa falsa: ( ) a)- o conjunto de investimentos em sociedades coligadas e controladas será relevante quando representar 15% ou mais do patrimônio líquida investidora. ( ) b) - isoladamente, um investimento, em sociedade coligada ou controlada, é jmrelevante quando representa 10% ou mais do patrimônio líquida da investida. ( ) c)– isoladamente, um investimento em sociedade coligada ou controlada é relevante quando representa 10% ou mais do patrimônio líquida da investidora. ( ) d) – um investimento que represente isoladamente 10% ou mais do patrimônio líquido da investidora somente é relevante se for realizado em empresa coligada ou controlada. 7)– Não pode ser avaliado pela Equivalência Patrimonial: ( ) a)- o investimento em sociedade coligada, que represente 12% do capital social da investida, na qual o investidor não exercer influência na sua administração. ( ) b)_o investimento em sociedade coligada, na qual o investidor exerce influência na sua administração. ( ) c) o investimento relevante em sociedade coligada. ( ) d)- o investimento relevante em sociedade controlada 8)- Quais os elementos que contribuem para a capitalização de um gasto de um bem? ( )a) – duração do bem, materialidade e possibilidade de controle; ( )b) – quando o gasto ocorrido dá nova condição ao bem, diferente da condição original. ( ) c) – quando o bem é recebido em termos de consignação. ( ) d)- pintura feita em máquina. 9)- O que é uma depreciação pelo sistema de linha reta? ( ) a)- é constante até o fim da vida útil; ( ) b)- é variável até o fim da vida útil. ( ) c) aumenta à medida que aumenta a vida útil; ( ) d) diminui à medida que aumenta a vida útil. j) – Quais os itens que você considera com objetivos principais da auditoria do ativo imobilizado e respectivas depreciações? ( )a)- verificar a adequação dos controles internos; ( ) b)- averiguar a base pela qual as contas do ativo imobilizado estão indicadas e determinar que tal base seja aceitável; ( )C)- determinar, tanto quanto possível, se todos os bens abandonados ou retirados de uso foram devidamente baixados; ( )d)- determinar se itens capitalizáveis foram lançados em despesas; ( )e)- se para as aquisições do ativo foram feitas concorrências em pelo menos 3 fornecedores; 82
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    Apostila: Auditoria dosAtivos – por Prof Sergio Alfredo Macore ( )f)- verificar se taxas e métodos de depreciação foram aplicados de maneira consistente em relação ao período anterior. 12)- O papel de trabalho de movimentação de contas deve ser preparado para o seguinte período: ( )a)- para o período que está sendo auditado ( )b)- para o último mês da auditoria ( )c)- para os dois últimos exercícios sociais ( )d)-para o primeiro mês subsequente ao período que está sendo auditado. 13)- Com base nas seguintes informações, elabore o cálculo global de auditoria das depreciações. - Máquinas e Equipamentos: Saldo em 01/01/1999 R$ 1.500,000,00 Aquisições em: Janeiro/2000 R$ 150.000,00 Fevereiro/2000 R$ 200.000,00 Julho/2000 R$ 300.000,00 Agosto R$ 250.000,00 A taxa de depreciação é de 10% a. a. Indique a depreciação total acumulada em cada mês do ano-base de 2000. Bibliografia ALMEIDA, Marcelo Cavalcanti, Auditoria- volume I – São Paulo, Saraiva, 1990 FRANCO, Hilário/MARRA, Ernesto, Auditoria Contábil, São Paulo, Atlas, 1989 ATTIE, Wilian, Auditoria Interna, São Paulo, Atlas 1988 COOK, John W./WKLW, Gary M. Auditoria, Filosofia e Técnica, Saraiva, 1989 ATTIE, Wilian, Auditoria Conceitos e Aplicações, São Paulo, Atlas, 1998 TPD/IOB- - Módulos 3 e 4. NEVES, Silvério das/VICECONTI, Paulo E.V. Contabilidade Avançada, São Paulo, Ed Frase, 1999. HIGUCHI,Hiromi/Celso Hiroyuki, Imposto de Renda das Empresas-Interpretação Prática, São Paulo, Atlas 3a Ed 2003. NÃO TE ESQUEÇA DE AGRADECER Nome: Sérgio Alfredo Macore ou Helldriver Rapper Nascido: 22 de Fevereiro de 1992 Natural: Cabo Delgado – Pemba Contacto: +258 826677547 ou +258 846458829 Email: Sergio.macore@gamil.com Facebook: Helldriver Rapper Rapper ou Sergio Alfredo Macore 83
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    Apostila: Auditoria dosAtivos – por Prof Sergio Alfredo Macore Formação: Gestão de Empresas e Finanças NB: Se precisar de algo, não tenha vergonha de pedir, estou a sua disposicao para te ajudar,me contacte. 84